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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

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    Danto
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    Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 14/4/2016, 03:35

    Março de 2002, Berlim.
    Quarta Noite
    Após uma curta espera, Elena a irmã ocidental de Ilyana finalmente chega a mansão e não demorou muito para que diante os seus olhos ocorresse uma reunião de emergência das Harpias mais novas da cidade de Berlim Ocidental e alguns membros ilustres do núcleo de convívio delas.
    A primeira convidada, representante do clã Brujah era Erika Geiger, prole do Xerife da cidade e sua chegada já auxilou rapidamente no levantamento de dados a cerca da força militar da corte Ocidental.
    A segunda convidada, representando do clã Nosfreatu era Liane Rehberg, prole de Otto Goldstein, que anunicou um ataque realizado no começo da noite ao Palácio de Berlim. Segundo a jovem, uma das alas do histórico prédio que era a sede da corte Oriental, havia sido incendiada. Grande parte dos jovens Orientais estavam em fuga pra o Ocidente. Além disso, a vasta gama de informações sobre a estrutura da cidade que a jovem possuía, foram de grande ajuda para a finalizaçao da lista de Diana.
    No final da reunião de emergência, todos os presentes já haviam recebido suas determinações e funções. Cada um dos presentes deveriam executar determinadas ações para assegurar o fluxo discreto da influência que seria forçada sobre os mortais da cidade, tudo em prol do Conclave.
    Faltavam apenas duas coisas a serem discutidas: O Local do Conclave e A Situação do Ocidente.

    -Eu irei ficar responsável pela escolha do Local do Conclave, enquanto vocês assumem as outras prioridades da lista. Se isso não for um problema.

    Diz Diana, que estava agindo com a líder das operações e de toda a organização. Seria até mais prudente mante-la em um ponto fixo enquanto os demais correriam pela cidade em busca dos recursos necessários. Como uma verdadeira abelha rainha. E então, para surpresa de todos os presentes, Ilyana se pronuncia pela primeira vez na reunião improvisada.

    -Eu irei retornar ao Oriente para ter uma visão de o que está acontecendo lá e reunir e instruir a maior parte de jovens que puder encontrar, a Camarilla Ocidental precesirá oferecer regúfio para todos! E Ulrich, eu gostaria que você vinhesse comigo. O teu anel será a prova de que não estarei delirando, o que me diz?

    Todos os olhos então se voltam para você. Uma sensação se sufocamento devora sua gargante e seus ombros, esse era apenas o inicio das grandes e importantes palavras que você teria que dar até o final do conclave. Todos aqueles jovens, com suas experiencias e importâncias, aguardavam a sua palavra final.
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    Miac

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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 14/4/2016, 09:41

    Ulrich começou a ver todos trabalhando e de certa forma era gratificante ver aquilo, ele ajudava no que podia e tudo que pediam para ele o mesmo executava de imediato, ele ouviu todos os membros que chegaram e principalmente a Nosferatu que falou sobre o ataque, por longos minutos o mesmo permaneceu em silencio e com um olhar vago e uma expressão pensativa em um canto.

    " Me parece que os ataques já começaram a ocorrer contra o Oriente, agora sem a barreira, eles iram começar a prejudicar a Camarilla aos poucos."

    O Tremere olhou para Diana quando a mesma começou a falar, ele viu todo o empenho que ela estava dando com a organização daquele evento, viu que ela seria o ponto focal de todos ali, o mesmo se voltou para Ilyana quando ela começou a falar. Ele engolia a seco o que nem mesmo tinha na garganta, se sentia pesado quando todos os olhares se voltaram para ele, era o que ele não gostava, ser o centro das atenções.

    " Calma, eu consigo, agora é minha hora de sair da zona de conforto e assumir algumas responsabilidades!...Só não fiquem me encarando assim! Eu não gosto disso..."

    Ulrich sorriu para Ilyana e olhou para todos ali, ele puxou ar para dentro de seus pulmões mortos e soltou tudo de uma vez, queria se sentir mais confortável com aquilo.

    - Bom, eu irei com Ilyana para o Oriente, nosso ponto focal para informações será Diana que permanecera aqui para escolha do Conclave e repassar as informações que para ela chegarem, devemos ter em mente que no momento não existe Oriente ou Ocidente, caso encontrem algum membro do Oriente o ajudem! E Elena peço sua ajuda com a hospedagem daqueles que estarão por chegar. Precisando de mim Diana pode passar meu contato. Boa sorte para todos e muito obrigado pela ajuda de vocês.

    Ele termina com uma pequena reverencia agradecendo a todos os envolvidos com sua ajuda, sendo ocidente ou oriente.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 14/4/2016, 20:35

    Em qualquer situação normal, todos os ali presentes responderiam algo à você, talvez palavras de incentivo ou até mesmo algo para o contradizer. Entretanto, todos os envolvidos sabiam perfeitamente que não havia tempo algum para conversas menores e assuntos superficiais, não havia espaço para o conflito de egos e a disputa pela liderança, todos estavam perfeitamente sincronizados em um único caminho: A realização do Conclave.
    E esse sentimento ficava mais forte a cada segundo, era muito claro para você agora, que os neófitos mais jovens não estavam felizes com a divisão da cidade, assim como também não concordavam com a figura da maioria dos seus líderes, apesar do nome do Príncipe Wilhelm não ser dito, os jovens estavam profundamente incomodados com os anciões de seu clã e com a postura dos líderes Orientais em manter a distância.

    Assim, sem obter nenhuma resposta mas vários olhares positivos e saudações curtas de mesma natureza, você e Ilyana desceram as escadas, atravessaram o corredor e o hall de entrada para enfim, chegar novamente ao lado de fora da belíssima mansão.
    Lá estavam os carros dos convidados, estacionados em torno do chafariz onde os anjos choravam água de seus olhos e erguiam aos mãos para o céu. Uma visão sempre impactante e cheia de significados. Ilyana em silêncio segue em direção ao carro mais simples dos ali presentes, um carro popular e que se destacava por ser antigo. Era apenas o começo das grandes diferenças entre o Oriente e o Ocidente, haviam rumores de que a tecnologia do outro lado da cidade ainda enfrentava dificuldades, a expansão imobiliária sonhava em surgir lá enquanto já havia dominado todo o lado Ocidental. Sentando-se no carro, a jovem apoiou as mãos no volante e disse, em tom preocupado.

    -Você precisará de paciência e muita força de vontade, Ulrich, será o primeiro Tremere a pisar no lado Ocidental após a execução do Justicar pelas mãos do Príncipe Gustav... Além disso, o ataque ao palácio, certamente é algo arquitetado pelo Sabá. Eu o convidei para me ajudar por uma única razão e espero que você me entenda, eu não confio em nenhuma daquelas pessoas que estão naquela mansão. Elas não sabem o que é viver com o nada, lutar contra a opressão dos antigos e as tradições desnecessárias, elas não sabem o odiar a condição que perpetua ao teu arredor... Não sei se você sabe, não tenho como ter certeza, mas algo me diz que você esta pelo menos mais próximo do que os outros.
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    Miac

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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 14/4/2016, 22:30

    Ulrich naquele momento após suas palavras abriu um sorriso para todos que lhe respondia com um gesto positivo, o mesmo seguiu Ilyana, ele esfregava as mãos uma na outra como se estivesse limpando um suor inexistente ali, ele estava nervoso, mais feliz, naquele momento algo único estava acontecendo, mesmo que fosse por duas noites, a Camarilla era uma só.

    " Muitos ali queriam tomar o controle das coisas, pude ver em seus olhos, não temos tempo para isso, não esta tento aquela firula dos mais velhos e brincar de quem manda mais, somos todos iguais, com seus deveres e preocupações com as atividades nos impostas. É bom ver isso...mesmo que seja por pouco tempo!"

    Chegando do lado de fora o mesmo olhou para o chafariz e analisou de novo os anjos, vendo suas suplicas aos seus enquanto choravam vida, á água era o simbolo da vida, queria poder suplicar para alguém, mais de nada adiantaria, era ele que faria a diferença, por fim o mesmo viu o carro da Ventrue e até mesmo se espantou com a simplicidade, os rumores era de que eles demonstravam grande poder aquisitivo, só que sabia de como as coisas eram do outro lado, apenas rumores e não eram dos mais positivos, ele entrou no veiculo enquanto ouvia a cainita.

    A frase dela fez com que Ulrich estralasse o próprio pescoço em um tom de nervosismo, não pelo desafio em si, mas por imaginar a morte de um membro de seu sangue, se lembrou do servo de Deus que era membro do Sabá e como aquele ser era gentil e de uma paciência para instruir os mais novos, só que o mesmo havia lhe alertado que uma das ferramentas do seita era o medo e eles já estavam se alimentando disso. Seus olhos se voltaram para a Ventrue, não gostava daquela feição, não combinava com aquela jovem, ela se demonstrou forte quando posta na frente dos outros, só que agora demonstrava seu lado mais frágil, de forma gentil ele começou a falar.

    - Paciência e força de vontade, a cada noite me é imposto as coisas que eu menos tenho para oferecer. Uma ferramenta que o Sabá sabe usar bem é o medo, no momento o Oriente é a fonte de alimento deles!...ouvi apenas uma única vez essa historia, não irei mentir, sinto medo de ir para lá!

    Ele fazia uma pequena pausa e abaixava a cabeça, respirava fundo e olhava para os anjos com um pequeno sorriso envergonhado no rosto.

    - Eu nunca confiei em ninguém, nem mesmo chamo minha mentora de senhora, nos primeiros trinta anos de amaldiçoado eu me recusei a obedecer quem fosse, a capela me punia, minha mentora também, tenho a alcunha de hermético! Meu ódio era tão profundo e brutal que se reflete em meus atos ate hoje, sou péssimo em me socializar com outros membros...de certa forma eu lhe entendo Ilyana, sei como se sente, procuramos sair do abismo que os anciões nos colocaram...só que isso não vem ao caso. Lhe garanto que terei a paciência necessária para orientar os mais novos para um local seguro, a força de vontade para mostrar que queremos apenas o bem deles. Estarei ao seu lado para lhe apoiar.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 15/4/2016, 18:49


    A garota ouviu tudo que você tinha para falar, para no final olhar para você e com a mão direita tocar o seu ombro por breves segundos e em seguida, removendo a mesma para ligar o carro e começar a dirigir em direção a cidade oriental. A jovem se manteve em silêncio durante todo o caminho, atenta as ruas e aos arredores, ela conduzia o veículo com uma estranha dedicação, talvez ela não fosse uma motorista nata ou talvez ela estivesse preocupada com o que poderia estar acontecendo na cidade na ausência dos anciões. Além disso, você sabia muito bem que existiam Anarquistas no lado Ocidental e nada garantia que eles não iriam sair para se divertir, assim como os membros do Sabá haviam realizado do outro lado.
    E alguns minutos depois, vocês dois chegavam ao lado Oriental e você sabia que algo iria dar muito errado...

    Por entre os prédios da cidade oriental, seus olhos eram capazes de ver uma enorme coluna de fumaça negra subindo aos céus. O cheiro forte do incêndio e as várias cinzas já dominavam as ruas próximas ao palácio, Ilyana diz de maneira breve.

    -Iremos direto ao Elísio.

    Em seguida a jovem acelera muito o carro, passando pela faixa de contra-mão e iniciando uma direção extremamente arriscada que quase os colocou em vários acidentes, atravessando cruzamentos e quebrando alguns retrovisores de outros carros. O trânsito já estava um caos e ela estava se aproveitando muito disso. Você conseguia ver pela primeira vez o lado oriental da cidade, o palácio em chamas, as casas pequenas e sujas, prédios antigos a beira do colapso, pessoas magras e poucos sinais de progresso. Os mortais ali não estavam assutados com nenhuma daquelas cenas, pelo contrário, se aproveitavam do caos para roubar algumas lojas de conveniência e lojas de aparelhos eletrônicos. Havia algo essencialmente errado em Berlim Oriental e até os humanos que ali viviam sabiam disso.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 15/4/2016, 20:02

    Por um instante o mesmo quis retirar o ombro, não queria a piedade de ninguém e isso ele sempre demonstrou, procurava respostas, só que os dois compartilhavam dos mesmos sentimentos, não seria dessa vez que ele esconderia o que sente sendo ríspido ou cruel, ele apenas aceitou, permaneceu atento ao caminho feito no ocidente, o mesmo permanecia quieto, seus olhos vagavam entre as luzes que passavam e as ruas.

    " Você não quis mais falar nada não é! Por respeito, sabe que nesses momentos não se deve falar nada, caso eu quisesse apenas continuaria meu dialogo, o que lhe promovi aqui foi um ato de confiança! Um Tremere faria isso? Será que alguém da capela demonstraria sua fraqueza para outro membro?"

    No momento que chegou no Oriente os olhos de Ulrich mudaram a expressão, era um olhar atento e preocupado, a pobreza e o caos exalavam de cada canto daquela parte da cidade, como os antigos deixaram que isso acontecesse!? Era o que ele se perguntava o mesmo viu a coluna de fumaça e naquele momento ele sabia que não seria apenas um persentimento de que as coisas estavam fora de controle, ele nem mesmo respondeu, apenas se segurou no banco enquanto a Ventrue dirigia, as coisas que ele estava vivendo era algo que não gostaria de passar de novo.

    - Cuidado...Jesus! Até os humanos estão se aproveitando da situação...cuidado ai não...passou! Este lado da cidade está em ruínas, a corrupção está em tudo que é lugar, eles não ligam para o fogo, não pretendem salvar nada, apenas roubar...o que tá acontecendo com essa gente!

    Ele falava de uma maneira assustada, com o movimento e velocidade do carro não conseguia prestar muita atenção na situação a sua volta, mais o pouco que via lhe causava ainda mais raiva, a divisão que seu clã fez havia causado isso? Até onde a crueldade e sentimento de Deuses ia para com os antigos?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 16/4/2016, 23:43

    Março de 2002, Mitte, Berlim Oriental.
    Quarta Noite

    Pergamon Museum of Berlin, Elysium.

    Ilyana não respondeu nenhuma única palavra, sua expressão estava incrivelmente séria e seus olhos concentrados as movimentações a frente do carro. Ela estava apresentando aos seus olhos uma versão mais "soldada" por assim dizer, ela possuía uma missão e nada parecia capaz de impedi-la de realizar a missão com sucesso. E assim vocês chegam em frente a um dos maiores museus do lado Ocidental, o museu arquitetônico de Pergamon.
    Mas a glória do local estava ofuscada pela imagem de um carro negro estacionado a frente da entrada e pela imagem de algumas pessoas aglomeradas em frente ao museu. Claramente arruaceiros que arremessavam latas de lixo, pedras e bancos contra a faixada do museu e entre esses punks haviam alguns membros do temido Sabá. Um homem alto e pálido, usando terno e gravata caminhava entre os punks e usava tentáculos de sombras, similares aos tentáculos que executaram e destruíram os mortais dentro do Fruto Proíbido, além desse homem, haviam dois gêmeos idênticos, cheios de tatuagens, suásticas e símbolos skinheads. Com tacos de ferro, eles espancavam os seguranças do museu.

    -Escrotos já estão tentando invadir o Elysium! Segura firme Ulrich...

    A jovem acelera ainda mais o carro, subindo a calçada do museu e literalmente, conduzindo o carro na direção dos punks que estavam ajudando os três membros do sabá. Atropelando dois desavisados e só parando o carro quando o mesmo se chocava contra os vidros do Museu e acertava uma das colunas do interior do hall do local.
    O choque é muito forte, você vê a cabeça de Ilyana se chocar contra o volante e o corpo dela sendo jogado para frente, além de é claro, sentir seu próprio corpo sendo empurrado contra o cinto de segurança. O vidro da frente se estilhaça e parte em milhares de fragmentos, alguns cortam a sua pele e também ferem Ilyana superficialmente. Ela então olha para você e grita.

    -Suba as escadas e avise que o Sabá chegou! Chame todos que estiverem lá em cima, estamos em Guerra!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 17/4/2016, 03:49

    Ulrich olhou a expressão de Ilyana, ele não gostou muito, não pela determinação da mulher e sim pelo fato de que ela não iria parar até chegar no local, o mesmo se segurou novamente no banco do carro, ele não gostava daquela adrenalina, não era ele quem estava conduzindo o carro e muito menos aquela situação, ele viu os punks e com eles os membros do Sabá, aquilo o fez ter ódio, ódio por que na noite que viu aquela demonstração de poder com os tentáculos, não pode fazer nada, ódio por Joachim ter anunciado o show macabro, ódio por Diana ter passado o que passou, só que não teve mais tempo de pensar direito quando o carro foi de encontro ao museu.

    - Caralho!...puta mer...

    Não conseguiu nem terminar sua frase quando o carro foi de encontro aos alvos punks e por sua vez acertar aquela coluna, ele ficou um pouco atordoado enquanto retirava o cinto de segurança, olhou para a cainita Ventrue de uma forma confusa e desnorteada, mais logo recobrou seu senso de equilíbrio ele fez um gesto que sim com a cabeça e saiu do carro em direção as escadas correndo o mais rápido que conseguia, naquele momento sua pele retomou a cor que tinha quando em vida, sua vitae fluía por todo seu corpo, os músculos de sua perna tonificavam, sua expressão estava seria e o mesmo olhou uma única vez para trás.

    " Dessa vez não posso falhar, não hoje, Ilyana confiou em mim, ela vai tentar segurar eles, não morra! Vou trazer ajuda! Não morra! Por favor não morra!"

    Off: Queimo 2 pontos de sangue para aumentar Destreza. Vitae 12/14
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 18/4/2016, 00:18

    A sua última visão do hall de entrada do museu foi a de Ilyana saindo do carro e espalhando o poder do sangue pelo corpo inteiro, o pálido se tornava vívido e avermelhado com enorme intensidade e os carniçais sobreviventes e membros do terrível Sabá começavam a marchar em sua direção. Ela nem sequer olhou mais uma vez para você, concentrada no que iria enfrentar, a jovem apenas aguardou seus inimigos...

    Seus pés subiam com velocidade a escadaria que dava acesso ao primeiro grande salão do museu, logo no centro, após passar por um jogo de portas de vidro que se abriam automaticamente através de um sensor de aproximação, você se encontra em meio a uma exposição grandiosa de dinossauros e similares, vários ossos juntos e presos por fios, simulavam a vida jurássica de tempos atrás. Nada que fosse importante naquele instante. Seus olhos logo buscam as placas de informações de direções, área vip, era esse o seu destino.
    Correndo então em direção a escada da esquerda, passando por vários corredores que davam acessos a outros ambientes temáticos, ala egípcia, fenícia, grega, macedônica, renascentista, primeira e segunda guerra mundial, até finalmente ver uma porta dupla de madeira, sobre ele estava a nomenclatura "vip".
    Você então se aproxima e ao empurrar as portas, sente que algo do outro lado estava a impedido de ser aberta, haviam construído uma barricada do outro lado da porta.
    E no mesmo instante, você ouve o som típico de uma arma sendo preparada para o tiro, de um dos corredores laterais que dava acesso a exposição da segunda grande guerra, saia um homem com vestes militares, com quatro pistolas penduradas em sua roupa, granadas e um enorme colete no tronco, além disso, ele estava com uma escopeta semi-automática apontada na sua direção.

    -Mais um passo e você vira história, Sabá fudido! Recua AGORA!

    Soldado:
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 18/4/2016, 09:20

    Ulrich poderia permanecer lá e ajudar Ilyana, mas de que adiantaria, ele não era nada resistente e muito menos bom com brigas, seus destino naquele momento era outro, ele deveria pelo menos levar ajuda lá para baixo. Ele olhou para as placas e começou a correr o mais rápido que conseguia na direção.

    " Caralho, caralho! Por que sempre a areá vip fica a mais longe? Se fosse em outra situação eu até poderia ver esse museu como uma boa opção para sentar e ler, no momento ele só é um fudido lugar grande de mais!"

    O mesmo passou por todas as alas olhando apenas para suas respectivas entradas, aquilo estava demorando um pouco mais ainda sim ele não parava, cada minuto era importante, o Tremere sorriu de maneira esperançosa ao ver a porta que dava entrada para a área vip e ao empurrar a mesma e não conseguir o mesmo mudou sua expressão para uma mistura de raiva com alivio, pelo menos eles bloqueavam a entrada para não serem pegos, só que ao ouvir o som da arma o mesmo levantou as mãos antes de olhar para quem estava vindo.

    " Meu Deus do céu, que susto foi esse, pensei que ia tomar um tiro!

    Ulrich analisou o homem vendo claramente que era um soldado, com as mãos levantadas de primeiro momento o mesmo deu um passo para trás da porta e virou calmamente a mão que estava com o anel para o cainita soldado, ele tentava falar de uma maneira firme!

    - Acalme-se. Não sou Sabá! Sou Ulrich Heike Klaus e vim ajudar, este anel em meu dedo é o brasão dos Strategoi, foi me dado pelo Senescal, Ilyana esta lá em baixo lutando com os membros punks e Sabá. Por favor precisamos juntar todo mundo e ajudar ela!

    " Confia em mim cara, olha pra mim! Não sou Sabá, minha cara diz tudo! Abaixa isso! Abaixa isso!"
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 18/4/2016, 13:47

    O soldado de cabelos vermelhos o encarou e reagiu de maneira agressiva, dando vários passos na sua direção e levantando a arma na sua direção e atirando sem pensar duas vezes. O som seco, forte e violento, concreto sendo destruído e caído do teto. Naquele mesmo instante o seu corpo inteiro se apavorava, as lembranças ainda fortes da noite do seu abraço, o enorme genocídio por parte das tropas soviéticas...
    Mas o tiro não o acertou, era um tiro de alerta.

    -Que se foda o seu nome e essa porra de palavra sem sentido! O que caralhos você fez com a Ilyana? Qual é o teu clã caralho?! O próximo vai na tua cara seu merda! E porque caralhos cê ta me mostrando um anel? Comeu merda maluco?! Vamo! Teu clã e seu achar que é mentira cê vai levar uma na testa!

    O homem mantinha uma postura agressiva, enquanto falava, apontava a arma para você sem demonstrar nenhuma fraqueza ou abertura de guarda. Ele era um soldado e a missão dele era bem clara, impedir a entrada de estranhos. De certa forma, era o mínimo que se poderia esperar tendo em vista a situação da cidade oriental.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 18/4/2016, 14:31

    Ulrich por reflexo se abaixou com as mãos na cabeça, o cainita deu um passo para trás com as mãos tateando o próprio corpo, se ele pudesse soar estaria pingando, seu peito inflava com o ar que vinha, ele estava assustado e depois acenou duas mão um sinal de pare as mexendo freneticamente com um movimento negativo. Ele falou de forma rápida!

    - Pelo amor de Deus, não atira! Eu vim do Ocidente, sou um Tremere. Eu te mostrei e falei essas coisas por que vai ter um conclave daqui a duas noites! Ela esta me ajudando com o conclave e impedindo o Sabá de subir! Os antigos estão dormindo, não tem mais essa de divisão, só quero ajudar...puta merda olha o tamanho desse buraco no teto! Abaixa isso! Juro por Deus que só quero ajudar!

    Ele continuava com os gestos, não que ele fosse covarde, só que basicamente em sua mente ainda estava muito vivida a lembrança de ser fuzilado ainda mortal, o que estava deixando o mesmo em completo panico por aquela arma ser apontada para ele, olhava as granadas e o sentimento de que iria ser morto só aumentava.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 18/4/2016, 15:46

    -Julius, abaixa a arma você vai fazer o garoto se borrar.

    Diz a voz de uma mulher que vinha simplesmente de lugar nenhum!
    O soldado de cabelos ruivos faz uma careta demonstrando a insatisfação que sentia em ser censurado daquela maneira, ele então abaixa a arma e resmunga algumas palavras em russo. A poucos metros de distância de você, quase que ao lado da porta, surge de uma imagem turva composta pelas cores da madeira da própria porta, uma mulher alta e magra, de cabelos negros e uma expressão de tédio profundo.

    -Marianne, porra! Ele é um tremere! Agente tem ordens de executar esses bruxos!

    Responde o soldado. A mulher então caminha na sua direção e retruca a fala do ruivo.

    -Você é um imbecil né? Só um algoz tem o direito de matar um membro da Camarilla assim, em dias normais, levaríamos o garoto para um interrogatório, mas não é a questão agora... Ulrich né? Prazer, sou Marianne Vetter. Se acalma e explica direitinho pra gente o que tá acontecendo e que história é essa de Conclave?

    Marianne, aquele nome não lhe era estranho...Alguém poderia lhe dito algo sobre essa mulher antes, talvez fosse o nome que Joachim tanto chorava durante o começo da noite na boate?! Talvez.

    Marianne Vetter:
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 18/4/2016, 16:17

    Ulrich colocou a mão no peito ao ouvir a voz da mulher, alguém ali estava sendo coerente com suas palavras, ele olhou para o Cainita militar e via que o mesmo queria mata-lo, aquilo o fez repensar sobre pisar no oriente de novo, mais já estava lá, ele viu o dialogo dos dois e via que a cordialidade naquele lado não existia.

    " Puta merda! Matar qualquer Tremere que venha para o Oriente, vocês são loucos? Se matassem mais algum Tremere a capela não levantaria apenas um muro para para dividir Berlim! Isso deve ser obra do Falso Gustav...nós somos uma ameaça para esse falso mandato!"

    O Tremere ainda tremulo fez que sim para Marianne, o mesmo fez uma expressão comprimindo os olhos, talvez fosse ela a mulher que Joachim mencionou no começo daquela noite do Sabá. Logo ele começou a falar de maneira mais calma e firme.

    - Exato. Sou Ulrich! Não existe mais divisão entre o oriente e ocidente, a barreira magica foi desfeita, não sei o nome dela, mais sei que os anciões só estão dormindo por quê uma neta de Caim esta realizando algum tipo de ritual, quanto mais velho for o membro mais difícil será de acordar.

    Ele fez a pausa para que eles pudessem pensar sobre e olhou com firmeza para os dois, seu semblante estava ainda mais serio e assim continuou.

    - E não digam que estou delirando.É a mais pura verdade! Recebi este anel do Senescal do Ocidente com a missão de organizar o Conclave que está por vir, um membro do circulo interno está vindo junto de um Justicar, as coisas vão ser bem serias, Diana uma Harpia está me ajudando com os preparativos, convocou Elena que por sua vez chamou Ilyana, organizamos as coisas no Ocidente e fomos informados de que o Sabá estava atacando o Oriente, ela perguntou se eu poderia ajuda-lá e assim estou fazendo. Agora Marianne, eu não me importo se quiserem me deixar como prisioneiro para interrogatório, Ilyana é forte com suas palavras e vi que fisicamente não fica para trás, mas, ela está lá em baixo protegendo a entrada do Elisium, vocês precisam ajuda-lá. Ela não pode morrer!

    No fim seus olhos fixavam nos dois cainitas ali, seus olhos permaneciam firmes, nem mesmo piscou enquanto falava, seus punhos estavam serrados com força, assim como seu braço direito tremia com o fato de que poderia tomar um tiro a qualquer momento.

    " Fiquei louco de vez!...vocês são fanáticos pelas suas causas, então vejam ao que estou me expondo, eu mal sobreviveria a qualquer tortura! Acho que só assim esse soldado irá ver o que está se passando lá embaixo...não temos tempo...vamos...eu não sou o inimigo aqui!"
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 18/4/2016, 17:54

    Marianne continua caminhando na sua direção e parando na sua frente, ela o olhou de cima a abaixo, sem pedir a sua permissão, agarrou a sua mão onde estava o anel e o encarou por alguns instantes. Em seguida ela olha diretamente para a sua face e diz.

    -Eu gostei de você. Essa firmeza no olhar, foderia com você sem problemas é só uma questão de pedir com carinho...

    Ela solta a sua mão e se vira rapidamente para a direção onde estava o soldado e gritando intensamente na direção dela ela ordena.

    -PEGUE OS CARNIÇAIS DO XERIFE E DESCE ANIMAL! VÁ SALVAR A GAROTA LÁ EM BAIXO

    O soldado ruivo balança a cabeça positivamente e sai correndo pelo corredor que você usou para chegar até o local onde vocês estavam. Marianne então sorri e faz um sinal para você a acompanhar, ela então começava a andar a passos largos em direção a ala de exposição da segunda grande guerra mundial.

    -Grande parte dos jovens Orientais estão escondidos aqui dentro, nos cômodos pessoais do Zelador do Elísio. Me diz uma coisinha, lindo, como você sabe de tanta coisa?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 18/4/2016, 19:21

    Ulrich permaneceu quieto quando a mesma pegou sua mão e encarrou o anel, só que no momento seguinte ele realmente ficou corado com a frase da mulher, seus olhos se arregalaram com uma expressão " o que esta acontecendo aqui!?", ele olhou para o soldado em uma procura de respostas, mas aquele homem nem mesmo deve ter visto como que ele havia ficado. Ele seguia a mulher, pensava em como Ilyana poderia estar até eles chegarem lá, só que no momento estava realmente constrangido pela direta que a cainita a sua frente dava.

    " Como assim? Ela veio até mim e falou que foderia comigo!...mano o que tá acontecendo aqui?"

    O Tremere acompanhava Marienne com os mesmo passos, ele estava um pouco confuso, era ais com as palavras da mulher, para ele um cainita poderia ainda ser como um humano, só que prazer...era outra coisa. Ele simulou uma tose e por fim começou a falar da uma forma seria, escondendo a vergonha que estava sentindo.

    - Aqueles que não estiverem aqui e os membros souberem seu paradeiro ou contato podem avisar que no ocidente é seguro! Elena vai assegurar um local para aqueles que desejarem ficar por lá.Bom...Marianne, o Senescal me passou essas informações, Senhor Peter Kleist...É...apenas uma pergunta Senhorita Marianne...a senhorita não seria a Marianne que o bastardo do Joachim diz querer salvar?

    A ofensa contra Joachim foi tão involuntária e sincera, seus olhos brilhavam por alguns segundos com o mais puro ódio dele, só que logo amenizando, estava contendo mais seus sentimentos, e Diana estava se empenhando tanto ele não tinha o direito de estragar tudo.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 18/4/2016, 22:40

    -Em primeiro lugar, não respiramos logo tossir é realmente algo estúpido a se fazer. Por favor, não diminua o meu tesão por você, lindo Ulrich, será complicado ter que trata-lo como mais um tedioso qualquer não é mesmo!?

    Responde Marianne que optava por ignorar inicialmente a sua pergunta a certa de Joachim, vocês dois estavam passando por um grande salão de exposição com aviões e manequins que vestiam as roupas típicas de soldados. A semelhança era cruel e as memórias da guerra vinham com força em sua mente.
    Ela então adentra um pequeno ambiente onde havia um enorme telão exibindo informações sobre soldados e falecidos durante o conflito.

    Ambiente:

    Ao adentrar o mesmo, ela caminha até o telão e se vira para você. Colocando as duas mãos na cintura e o encarando por alguns segundos.

    -Sim, eu conheço sim o Joachim e ele é uma bicha ridícula! Como assim me salvar?! Eu queria que ele tivesse vindo para cá comigo e ele ficou com medo dos machos soviéticos! Faça-me o favor! Me salvar! Quem precisa de salvação são vocês do Ocidente que estão presos numa maré de mentiras e nem sabem disso! Nós aqui pelo menos sabemos que estão mentindo!Peter Kleist... Prole do Príncipe Gustav?! Você é importante então, como você não tem um harém Ulrich?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 18/4/2016, 23:27

    - Você me deixou envergonhado, foi só isso!

    O Tremere seguia a mulher sem disser mais nada, ela era estranha e o mesmo não conseguia entender algumas coisas que ela fazia, por fim chegaram a ala da segunda guerra, ali o mesmo olhou para os soldados e retratos que continham contando a pior parte da historia. A cada passo que dava era como ouvir um dos tiros disparados, sentir sua pele sendo dilacerada pelas balas ao ponto de não sentir mais nada, ele se via naquelas imagens, estirado ao chão tentando alcançar sua irmã sem nem mesmo conseguir encostar nela.

    " Este não é um bom lugar para se ter uma conversa...não para mim!"

    O Tremere olhou para Marianne, não estava espantado e muito menos confuso naquele momento, ouviu as palavras da mesma e seu peito inflou com um sentimento que ele não sabia lidar direito, seus olhos se fixaram nos dela e ele deu um passo firme para frente, seus olhos permaneciam encarando a mulher e sua fisionomia voltava para seu jeito serio, sua voz soava firme.

    - Não vim aqui julgar ou muito menos disser para vocês quem está certou ou errado, no momento pouco me importa se eu ou você fomos enganados e se sabíamos disso. Quero saber do futuro, o meu e o todos os cainitas, indiferente se estão do lado ocidental ou oriental, se seguem as leis de Gustav ou Wilhem, estou aqui para oferecer ajuda! Não é o ocidente que precisa de ajuda! Somos todos nós.

    Ele permanecia na mesma posição, aquelas imagens o faziam lembrar de tudo que já passou a 40 anos atrás ou á uma noite em seu despertar das lembranças que sua mente o fazia ignorar com o poder de Magnus, mas o que inflava cada fez mais em seu peito era o algo novo, ele desejava justiça, não só por sua irmã e pela sua mãe, mas por todos do Oriente, os cainitas não deveriam interferir assim na vida humana e até mesmo eles que tinham o dom de acreditar em algo se perderam nisso e estavam agindo como animais, isso o fazia querer seguir em frente. Seus olhos se voltaram para o grande quadro atrás da cainita, seus olhos ficavam tristes e sua voz soou mais fraca.

    - Sim. A prole de Gustav. Não preciso de um Harém, e muito menos sou alguém importante! Não é preciso de varias mulheres para ser reconhecido como um homem, se eu fizer apenas uma sorrir e fazer com que ela permita que eu ande ao seu lado eu já estarei feliz.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 19/4/2016, 01:14

    -BRAVO!

    Gritou a malkaviana a sua frente segundos após o término da sua última frase, a jovem batia palmas e você era capaz de ver os olhos dela marejados de lágrimas de sangue que só não caiam por que ela as segurava com veemência. Era sempre uma enorme dificuldade lidar com os ditos "filhos de Malkav", cada um reagia com extrema singularidade e notória intensidade. A emoção que Marianne expressava não era falsa e você era capaz de saber disso, a jovem então se aproximou de você e lhe estendeu a mão direita, aguardando que você a segurasse.

    -Venha, meu querido Ulrich, vamos até o refúgio dos neófitos que foram rápidos o suficiente para correr para cá... Sem mais palavras sobre o passado. O futuro nos aguarda e ele será como uma tempestade. E não ouse se reduzir dessa forma, todos nós somos insignificantes é algo que descobrimos ao encarar o primeiro antigo. Mas sem os insignificantes não haverá futuro... Correto?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 19/4/2016, 09:59

    Ulrich respirou fundo e viu a reação de Marianne, era de extrema intensidade como aqueles membros do clã Malkavianos agiam, ele fez que sim com a cabeça, segurou a mão da Malkaviana com firmeza e deixaria a mesma lhe conduzir até o ambiente.

    " Como será uma tempestade...Sempre odiei esse tipo de socialização no mundo da noite, era por que eu não me conhecia...deixava minha irá tomar conta de mim a todo momento, só que agora eu consigo conduzir as coisas de uma maneira tão natural, não que eu seja bom nisso..."

    - Você é a segunda mulher que me diz isso! Vou melhorar,prometo. E não será uma tempestade Marianne, está mais para diluvio... Vim de um lugar onde essa arrogância de se achar superior ao outro é algo comum. Eles pensam quanto menos potente seu sangue é menos valor para a sociedade cainita tem, é como uma piramide Marianne, se não houver pessoas na base o faraó de nada serve.

    O Tremere acompanhava a Cainita no mesmo ritmo que ela, permanecia olhando para frente e outras para ela, ele talvez agora iria falar com os neófitos, precisava convencer aquelas crianças de que no momento o Oriente era uma ameaça para eles e que no Ocidente era uma morada provisoria se assim desejassem.

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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 19/4/2016, 21:59

    Marianne segurava com firmeza a sua mão e caminhava em direção ao telão, abaixando-se rapidamente para apertar um botão que estava escondido atrás do telão, o botão aciona uma passagem logo abaixo do mesmo e a malkaviana se coloca na frente, sem deixar a sua mão por nenhum segundo sequer. Vocês dois passam abaixados por mais de cinco metros de corredor até chegarem do outro lado do baixo corredor que parecia muito uma rota de fuga e bem pouco um caminho ortodoxo a ser utilizado diariamente.


    -Ulrich, conheça a base da piramide Oriental. Piramide Oriental, conheçam Ulrich o Tremere que usa o anel do Senescal Ocidental e veio até aqui para falar sobre o conclave!

    Diz Marianne assim que vocês dois adentravam o local, era uma sala de estar belíssima de estilo gótico. E nela estavam seis neófitos, sendo apenas uma mulher. O primeiro a se levantar e caminhar na sua direção era notoriamente mais experiente que os outros, ele para sua frente e estende a mão direita.

    -Heinrich Hilmmlet, senescal Oriental.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 19/4/2016, 22:35

    Ulrich seguiu a mulher e soltou um sorriso ao ver a mesma apertar o botão, de fato aqueles cainitas do Oriente eram como militares estrategistas, nada era posto em algum lugar apenas por estar, o mesmo caminhou pelo corredor abaixado, ao chegar no salão.

    " Ela realmente gostou de mim assim? Não deu nenhuma folga com a mão! E este lugar realmente é uma passagem de fuga, não foi projetado para ser percebido tão facilmente, não deveria me espantar com isso, afinal se olhar bem esse lugar é completamente militarizado!"

    O Tremere olhou aos arredores da sala e balançou a cabeça positivamente com a decoração, gostava da simplicidade do chão de madeira e a lareira, havia sim um luxo ali, só que moderado e de certa forma confortante, o mesmo olhou para todos os cainitas ali presentes, quando Marianne falou o mesmo tomou uma postura mais formal e reta, não intimidadora ou algo parecido, apenas sabia que agora as coisas seriam bem mais serias.

    " Você é tão direta como uma bala Marianne...e ele é mais novo que eu?"

    Ulrich olhou para Marianne e fez um gesto com os olhos para a mão dos dois e por fim a soltou, ele se voltou para o Cainita que ali se apresentou e fez uma leve reverencia com a cabeça e estendeu a mão cumprimentando Heinrich com firmeza. Sua voz soava calma e firme.

    - É um prazer conhecer o senhor! Sou Ulrich Heike Klaus do clã Tremere e peço sua permissão Senhor Hilmmlet para que possamos tratar sobre a integridade dos cainitas da Camarilla presentes no Oriente e sobre o Conclave que estar por vir daqui a duas noites!

    O mesmo permaneceu olhando fixamente para o Senescal de uma maneira franca tentando ser o mais transparente possível.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 20/4/2016, 20:19

    Marianne solta a sua mão e sorri de maneira simpática para você antes de se distanciar e sentar-se ao lado da outra jovem que ali se encontrava. Os olhos de todos observavam a sua apresentação e assim como também aguardaram com ansiedade a resposta positiva que viria do senescal Oriental que estranhamente, era tão jovem quanto você e todos os neófitos ali presentes.

    -Conclave?! Então finalmente a Camarilla Européia irá interferir nos assuntos de Berlim, você não tem a menor ideia de quão esperançosa é a palavra conclave para mim, Ulrich. Bom, primeiramente permita-me apresentar os que aqui estão presentes conosco e que irão testemunhar a reunião. Lilian Hudson, Marianne Vetter e Matthäus Hauer do clã Malkaviano. Finn Schreiner, Anatoliy Lepyokhin e Petrus Behrend do clã Ventrue e meus irmãos de clã.

    Ele apontava para cada um dos que ia citando e enfim, apontava um cadeira para você se sentar e assim que você se sentava, ela também fazia o mesmo.

    -Primeiramente, esses não são todos os neófitos Orientais e será realmente impossível alcançar a todos. Algumas noites atrás a primógena Ventrue Oriental ordenou a evacuação total de todos os membros da corte, a senhora Katarina Kornfeld de alguma maneira previu que tempos caóticos assolariam o palácio de Berlim. E essa evacuação fez com que grande parte dos neófitos se isolasse em suas casas, refúgios e ao lado de seus Senhores... Nós somos os únicos que continuaram a comparecer no Elísio...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Miac em 20/4/2016, 21:42

    Ulrich finalmente sorriu ao ouvir as palavras do jovem Senescal, era um sorriso tão simpático e cheio de esperança com as palavras ouvidas que até mesmo abaixou a cabeça e agradeceu mentalmente por aquilo. O Tremere foi até a mesa e estendeu a mão para cada membro que Heinrich apresentava.

    " Graças a Deus eles pensam da mesma maneira que eu! Finalmente poderemos fazer a diferença nesse conclave, pelo visto não ficaremos de lados opostos e sim todos juntos! Mesmo que seja momentâneo é algo bom...estou satisfeito em fazer parte disso! Obrigado a todos que se esforçaram para me ensinar isso!"

    O Tremere após cumprimentar todos fez um gesto com a cabeça e se sentou na cadeira apontada.

    - Com sua licença senhores e senhoritas!

    Ulrich se sentou e apoiou as mãos em cima da mesa, deixando os dedos entrelaçados com os dedões encostados um no outro, como se fosse um modo de meditar, o sorriso tomou forma de uma feição mais preocupada e pensativa sabendo que aqueles eram os únicos neófitos, ele ficou ainda mais serio quando ficou sabendo que os antigos pediram a evacuação do palácio e o alerta da rainha de Berlim. Ele abaixou a cabeça por algum tempo e depois começou a falar com o mesmo tom que o Senescal.

    " Então me parece que os antigos já sabiam o que estava por vir! Foi como Magnus me informou, eles escondem muitas coisas e isso causou essa confusão toda, nós ficamos perdidos sem nossos senhores, os anciões podem ser odiosos e arrogantes, só que com eles presentes as coisas tomam ordem, uma ordem que realmente é necessária para a Camarilla, uma estrutura parecida com a capela!"

    - Temos Ilyana que logo estará conosco assim que o soldado ruivo lhe ajudar. Eu não sei o nome dele me desculpe! Vocês são corajosos em se manterem ainda aqui, com os antigos em sono, os membros mais novos do Sabá não terão controle e vão querer seu lugar ao sol. Como tido este anel foi me dado pelo Senescal Peter Kleist com as informações sobre o conclave, ele viu em mim o que mais ninguém viu. No momento seremos um grupo que está trabalhando em prol da Camarilla para a realização desse conclave.

    Novamente o mesmo dava a sua pausa para que os ali presentes conseguissem digerir suas palavras, e para que ele conseguisse formular sua próxima frase, estava mais relaxado em saber que os ali presentes também queriam aquele conclave, só que ainda era ele que teria o peso das palavras finais.

    - E não sou um ancião, creio que sou o mais novo entre os senhores, e aqueles que irão comparecer aqui realmente me dão um frio na espinha só de pensar em como são! Lady Lucinde, Justicar Ventrue, está permanecera reclusa como desejou. Senhorita Tatiana Stepanova, Alastor de Lucinde, Ravnos e mais dezesseis carniçais, permanecera próxima á justicar. Senhorita Dmitra Ilyanova, Arconte de Lucinde, Brujah e mais doze carniçais, já de ante-mão eu gostaria de informar que ela desejou permanecer no oriente senhor Hilmmlet. Senhor Maurice Loriet, Arconte de Lucinde Tremere e mais dois carniçais, este eu mesmo posso cuidar de suas exigências. William Biltmore, Chancellor do Círculo Interno, Malkaviano e mais cinco carniçais, optou por permanecer o mais próximo do local do Elísio e deseja as informações sobre o senhor e o Senhor Peter, os senescais de Berlim. Senhor Zelios, Dux Bellorum Nosferatu e mais quarenta carniçais, ele vai ter comando sobre o poder militar da Camarilla. E por último e não menos importante o Senhor Stalest Coursain, Arauto do Círculo Interno, Ventrue e mais dezesete carniçais! Está são as informações que contenho senhores e como voto de gratidão e sinal de minhas boas intenções eu as compartilho com todos vocês!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Ulrich: Against the Tide of East

    Mensagem por Danto em 22/4/2016, 02:15

    Após todos retribuírem seu aperto de mão e ouvir as suas palavras, apenas expressões preocupadas existiam entre os neófitos ali presentes. Não havia euforia como ocorreu no lado Ocidental, os jovens da outra Berlim pareciam mais frios ou simplesmente, muito mais acostumados ao terror que o nome de antigos poderiam causar. Foi Marianne que quebrou o gelo instaurado pelas faces preocupadas, murmurando um palavrão que soou como um grito devido ao profundo silêncio.

    -Puta que me pariu, fudeu bonito dessa vez eim!

    O jovem senescal Oriental então encarou Marianne e em seguida voltou a olhar diretamente para você. Demonstrando uma confiança enorme que certamente o levou até o altíssimo cargo que possuía na corte, ele responde.

    -Compreendi perfeitamente o que irá acontecer. Então, assim lhe digo que a Arconte Brujah será assistida diretamente por mim e que as informações dos dois senescais chegarão aos ouvidos e olhos do Dux. Irei me encarregar de coordenar meu carniçais para a execução dessa tarefa. Sem mais delongas, Ulrich, devemos partir todos em direção ao Ocidente. Imediatamente, antes que o Sabá resolva vir em peso para cá!

    Para sua surpresa, todos eles haviam claramente concordado com tudo que você havia dito. Não havia nenhuma expressão de dúvida ou receio, a cultura cainita oriental era profundamente diferente. Eles pareciam ter sido treinados a vida inteira para um momento crítico como esse, rapidamente todos neófitos davam inicio a pequenas operações, tirando celulares e tablets para envio de ordens para seus carniçais ou contatos, fazendo curtas ligações para dar ordens de evacuação e coisas similares. Principalmente os Ventrue, demonstravam uma organização estupenda para serem apenas neófitos. O Senescal se colocava de pé e você via na tela do celular do mesmo, o nome Gerhard Schröder, primeiro ministro da Alemanha.

    -Senhor, é necessário executar as ações vinte e três e quatorze do projeto Werwolf. Além de enviar forças do serviço secreto ao museu para o deslocamento de um grupo médio. Iremos nos alojar em um setor predeterminado. Maiores informações serão dadas via texto criptografado... Sim senhor... Não senhor... Não Senhor... Senhor, tens meus profundos agradecimentos. Uma boa noite.

    O Senescal então desliga o telefone e começa a digitar rapidamente algumas informações, aguardando apenas os outros terminarem seus próprios paramentos. A corte Oriental era assustadora...

    [Off: Ultima ação para o final do Ato]

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