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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

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    Danto
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    Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 22/4/2016, 04:10

    Março de 2002, Berlim.
    Quarta Noite



    Seus olhos se abriam e viam o teto do seu próprio quarto em Berlim.
    Imediatamente uma torrente de memórias invadia a sua mente, a velocidade das informações eram tão vorazes que era simplesmente impossível diferenciar o antes do depois... O primeiro passado do segundo e o o primeiro presente do atual.
    Seus olhos percorreram o quarto e logo a sua atenção era focada em uma fotografia, tirada na noite da coroação de Melinda ao cargo de Regente do Sabá na cidade do México. Lá estavam postos lado a lado, você, Melinda, Evangeline, Edgard e Artur.
    Seus olhos continuavam a passear então pela nova decoração do seu refúgio mais intimo.
    Logo seus olhos viam o pequeno baú posto abaixo da mesa de estudos de materiais para pequenas esculturas, um baú que possuía um enorme significado por ser o local onde as cartas trocadas por você e sua Rainha eram mantidos em segurança. Haviam também ao redor da sua cama um conjunto de rochas de ônix, uma recomendação dada por Edgard anos atrás, que asseguraria o seu sono independente da situação. Além disso havia acima da cabeceira da sua cama, uma cruz simples de madeira, talhada pelas mãos rústicas e pela fé de Maria.
    Uma fotografia da década de 80 estava posta no criado mudo, Evangeline e Edgard juntos em um baile de mascaras. O sorriso lhe brotava na face ao se lembrar da imagem de Edgard completamente inábil na dança sendo conduzido por Eva e alguns instantes depois, sendo arremessado contra a parede por pisar nos dedos de Eva... Tantas memórias deliciosas e magníficas, assim como tristezas enormes como a notícia do torpor de Maria durante uma investida contra infernalistas no novo mundo. O velório de Monçada em Madrid no final dos anos 90 e a expansão enorme do sabá de Berlim também no final da década passada.
    Sentando-se então na cama, você pode ver que ao lado do seu travesseiro havia uma foto extremamente intima, datada de quase dois anos atrás, onde você, Eva e Artur dividiam a mesma cama. Eva estava com uma expressão impecável de malicia, você e Artur nem sequer haviam notado a foto até a luz do flash invadir o quarto naquela ocasião.

    A espada de Berlim era muito mais forte do que você se lembrava, muito mais complexa e com vários membros notórios e antigos. Um bando inteiro de Assamitas havia se juntado sob as ordens de Melinda, vários malkavianos holandeses se uniram à Berlim devido a fama que Artur havia conquistado como o Arcebispo que se ergueu contra o Príncipe Gustav.

    A porta do seu quarto então se abre gentilmente, era seu fiel carniçal, Lorenz. Ele surpreso observava você, fazendo uma enorme reverência e exibindo um sorriso enorme na face.

    -A senhora finalmente acordou! Que alívio!


    Última edição por Danto em 27/4/2016, 14:33, editado 1 vez(es)
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 22/4/2016, 19:30

    O despertar, os olhos de Pietra visualizaram o quarto com cuidado, em sua mente o passado antigo e o novo se mesclavam com rapidez, o passado modificado por fim tomou a mente da cainita deixando apenas a lembrança do que havia sido feito.

    Sentada na cama Pietra se perdeu nas imagens, a foto da coroação de Melinda sua regina fez com que um sorriso crescesse nos labios da cainita, as pedras de onix dadas por Edgard e a própria foto deste dançando com Evangeline. Depois do pequeno acesso de raiva da loira Pietra a muito custo conseguira tirar um belo sorriso de Edgard, se aproveitando disso a cainita naquela noite presenteou o mesmo com um relicário, depositado dentro deste uma pequena parcela das pedras do Colisseu.

    Relicário.:

    O bau com as cartas de Melinda protegido por de baixo de sua mesa de talhar, era um tesouro incontestável para a cainita, Pietra podia sentir em sua mente as mesmas emoções da primeira vez em que havia aberto a carta de Melinda, assim como as inúmeras noites que levara para responder a mais velha, ao longo dos anos as cartas se tornaram tão comuns que Pietra já não sentia mais o peso da troca de correspondência sobre seus ombros.

    A cruz de madeira rustica feita por Maria despertou boas memorias sobre as inumeras conversas filosoficas sobre a trilha que ambas seguiam, Pietra lembrava-se claramente do dia chuvoso em que a Inquisidora havia presentedo aquela cruz, curisosamente o destino quisera que a própria Pietra presenteasse a irmã. Um quadro negro com um unico girassol pintado, Pietra havia levados semanas para confecciona-lo simplesmente por ha muito ter se esquecido de como era a beleza daquela flor, mesmo assim a admiração estampada nos olhos de Maria fizeram com que a cainita sorrisse satisfeita.

    Girassol:

    Ao lado de sua cama Pietra ficou surpresa ao ver a foto de momentos tão íntimos entre Eva, Artur e a própria cainita, em sua mente o tempo transcorrido naquela relação se fez presente, fazia apenas dois anos que Eva havia trazido Artur para os braços da Toreadora, desde então cenas como aquela se tornaram comuns entre os três, mas nem por isso menos especiais ou significativas.

    " Meu amato Artur.... Conseguiste abrir as defesas do coração selvagem de Eva... Como eu os amo..."

    Diante da porta que se abria e a pessoa de Lorenz seu fiel carniçal, Pietra quase chorou, tantas coisas haviam sido mudadas mas o amor que sentia pelo servo e futura criança ainda se fazia presente com força.

    Estendendo as mãos para o homem Pietra sorria de forma delicada para o carniçal, mesmo assim seu semblante demonstrava um pouco de preocupação pelos acontecimentos durantes seu sono forçado.

    - Ahh meu querido... Sinto se lhe preocupei, nunca foi minha intenção... Peço seu perdão meu querido... Mas preciso que me coloque a par do que possa ter acontecido... Por quanto tempo eu estive adormecida?
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 23/4/2016, 19:18

    Lorenz não pensou duas vezes, desenhando um enorme sorriso no rosto o carniçal se aproxima e segura suas mãos como um filho amado que era, ele conhecia profundamente a sua personalidade e a forma que você o tratava e se esforçava profundamente todas as noites para retribuir todo o afeto e reconhecimento que você direcionava ao mesmo.

    -Duas noites minha Senhora. Duas longas noites. E não foi apenas a Senhora que adormeceu...todos os antigos também caíram pelo toque de Morfeu... A primeira noite foi intensamente caótica, os neófitos não sabiam o que fazer e se reuniram na boate. Eu lhes disse que você havia deixado ordens para que a calma e a ordem fossem mantidas, mas infelizmente, eles só acreditaram em mim por uma noite. No começo dessa noite, minha Senhora, os jovens resolveram destruir o castelo de Berlim e a Camarilla... Rapidamente tomei providencias de procurar por Rebeka que estava na cidade vizinha, o bando dela está a caminho para segurar o impeto dos jovens. Além disso, os convidados para o Festim começaram a chegar...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 23/4/2016, 21:02

    O sorriso de Lorenz acalmou o coração da cainita, todo carinho e atenção respondido pelo homem haviam criado um laço de afeto com o mesmo.

    " Rebeka já deve estar tomando providências... Não tenho pena das crianças da Espada que ousaram desafiar a ordem de nosso sonho forçado...

    Abrindo um sorriso calmo na face Pietra beijou a testa de Lorenz em um pequeno afago, brincando com as mãos deste a cainita concordou com um leve aceno.

    - Não se culpe meu querido, fizeste certo em abriga-los. Agora aqueles que não respeitaram as ordens pagaram por isso... Me diga a galeria está pronta?

    Fazendo sinal para que este a acompanhasse Pietra se levantou indo até seu closet de roupas, a cainita precisava se arrumar o mais rápido possível e mais do que nunca colocar a casa em ordem.

    - Alguém além de mim acordou? Quais convidados já chegaram? Houve alguma alteração na data do Festim com o imprevisto do sono?

    Olhando nos olhos do fiel carniçal Pietra segurou a face deste com delicadeza.

    - Desculpe está signora mal criada... Eu queria poder ter mais tempo contigo mas os deveres são mais fortes... Tenho apenas um pedido a lhe fazer minha querida crianças... Preciso que encontres alguém capaz de ocupar tuas tarefas na Galeria... Quando fores realmente meu filho não poderás mais conduzilas durante o Dia..
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 24/4/2016, 17:05

    Vocês dois se colocavam de pé e seguiam em direção closet, Lorenz permanecia em silêncio ouvindo todas as palavras e questões que por você eram ditas, assim que você tocava a face do mesmo, ele sorria de maneira simpática trasmintindo uma sensação maravilhosa de segurança, com olhos seguros e uma voz precisa, ele acalmou seus ânimos e sanou todas as suas dúvidas.

    -A Galeria está prontíssima, mantive a data incial como foco principal das minhas ações pois não sabia exatamente do que se tratava esse sono estranho que assolou os antigos. Sobre a data do Festim e os convidados, minha Senhora, seu grande amigo Sir Edgard relizou uma ligação ontem avisando que chegaria hoje, eu então o informei da situação dos antigos membros do Sabá local. Ele prontamente entrou em contato com os superiores e o Festim foi adiado para a noite seguinte ao despertar do Arcebispo, seja lá quando isso venha a acontecer. Chequei a vinte e dois minutos atrás o vôo de Sir Edgard e ele já esta em Berlim, mas ainda não veio até aqui... Agora, sobre os que já acordaram, os ancillae estão começando a acordar e o bando inteiro de Rebeka não foi afetado, eles não estavam em Berlim quando o sono aparentemente atingiu vocês.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 24/4/2016, 19:03

    A confiança passada por Lorenz fez com que Pietra beija-se sua testa. Ainda segurando a face deste a cainita sorriu calma.

    - Fizeste bem em avisar Edgard e melhor ainda em concentrar seus esforços na Galeria... Quando Edgard chegar nos avisará.... Tenho fé que meu irmão sabe o que faz...

    Escolhendo um conjunto simples para vestir Pietra se arrumou com rapidez e elegância.

    - Além de mim quem mais dos anciãos despertaram? Tenho certeza que Rebeka colocará ordem nos neófitos, os punhos dela são pesados quanto a desordem... Agora nós dois precisamos nos preocupar em receber os convidados que chegarem... Não podemos falhar com Artur...

    " Edgard veio... Ele me ajudará a deixar as coisas em ordem... Só espero que ele esteja bem... Faz muito tempo que eu não lço vejo...

    Olhando novamente para Lorenz a cainita suspirou ao perguntar.

    - Eva e Artur ainda permanecem adormecidos?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 24/4/2016, 21:49

    -Além de você Senhora? Apenas Caroline. Os bispos seguem adormecidos e sem nenhum sinal de despertarem. Assim como Artur e Eva, exceto que Eva já esboçou algumas penas reações como se estivesse sonhando, assim como a Senhora demonstrou hoje durante o dia. O que me diz que ela deve acordar na próxima tarde. Caroline se mostrou bem irritada com tudo que estava acontecendo, alguns neófitos assamitas quase morreram para a fúria dela, foi realmente complicado controlar os impulsos destrutivos dela... Ela despertou ontem, acredito que hoje ela ainda não tenha saído de seu refúgio ou esteja se assegurando de algumas prioridades do clã Lasombra.

    Responde Lorenz que a auxiliava a encontrar as vestes, sempre delicado e sabendo exatamente onde estava cada peça, cada objeto, cada mínimo detalhe. Afinal, o perfeccionismo acabava sendo uma espécie de arte daquele fiel carniçal. Você terminava então de se vestir e o celular de Lorenz tocava, ele retira o aparelho do bolso e o estende para você.

    -É o número de Sir Edgard. Acredito que ele esteja a caminho...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 24/4/2016, 22:37

    A resposta de ser uma das primeiras a acordar revelou o corpo de Pietra, a cainita nutria esperanças de ter menos Evangeline ao seu lado, mais nova talvez a sereia tivesse tido sorte em seus sonhos.

    Respirando fundo Pietra sorriu delicadamente para Lorenz, os cuidados e gestos tão precisos do serviçal se revelaram como uma parte única de sua personalidade. A perfeição alcançada por Lorenz era sua arte, pura e simples como ele mesmo o era.

    " Me seria impossível manter a calma sem a ajuda de Lorenz... Tenho sorte de telo ao meu lado, e mais ainda telo como minha criança... Ele teria sido o filho que eu sempre idolatraria se tivesse sido mãe..."

    Já vestida Pietra sorriu ao receber o celular de Lorenz, as palavras do mesmo fizeram com que a cainita concordasse com um leve menear ao receber o telefone. Atendendo com um simples gesto Pietra se identificou ao irmão do outro lado da linha.

    - Bispo Rafaldini na linha... Edgard é você?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 25/4/2016, 20:08

    Lorenz então dá alguns passos para trás, cedendo a você um espaço para conversar em privacidade com Edgard pelo telefone. O outro lado da linha demora alguns instantes para responder, você ouvia claramente o barulho de carros e alguma conversa no fundo, então a voz de Edgard a responde.

    -Bispo Rafaldini... o quão doce não é dizer isso não é mesmo? Bispo Rafaldini... Gostei da ideia... Sim, sou eu mesmo. Posso dizer que finalmente estou em Berlim e a noite não poderia ter começado de uma forma mais agradável, essa cidade possuí um calor singular. Enfim, diga-me, desejo ir diretamente à você para lhe explicar alguns detalhes, me encaminho até a boate mesmo ou para algum outro endereço?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 25/4/2016, 21:19

    Agradecendo a privacidade proporcionada por Lorenz, Pietra tocou de leve a mão do carniçal em um carinho maternal.

    Recostando-se na parede do Closet a cainita se atentou aos sons que eram emitidos do outro lado da linha, por fim quando a voz forte de Edgard foi ouvida Pietra sorriu aliviada, sem mesmo perceber a cainita sorria com o fato.

    - Imaginei que gostaria de como isso soa... Ainda não me acostumei ao fato realmente mas estou tentando o meu melhor.... Quanto ao calor de Berlim sabes que sou suspeita de menciona-lo... Se mais delongas acredito que a boate seja o melhor ponto de encontro... Um de meus serviçais o recepcionaram... É bom saber que estas em Berlim irmão...

    O sorriso deixou os lábios de Pietra, seu semblante se fechava aos poucos de preocupação com toda a situação.

    " Ele está espirituoso hoje... Oque deve ter acontecido neste meio tempo?!

    Suspirando fundo Pietra escolheu uma sapatilha simples e confortável para calçar durante aquela noite.

    - Estarei esperando sua chegada... Até logo.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 26/4/2016, 05:09

    -Até logo.

    Respondeu Sir Edgard do outro lado da linha, para então desligar a ligação encerrando a comunicação entre vocês. Lorenz estava aguardando logo na porta do seu quarto, ele abre a porta e aguarda pacientemente que você passasse pela porta para então fecha-la. Do lado de fora, você sente uma estranha sensação de Dejavu, algo bem curto, mas a certeza de que aqueles corredores subterrâneos que se dividiam como um labirinto perfeito e diferenciavam o que era propriedade do Sabá e o que era sua propriedade estavam perfeitamente iguais aos que você havia passando em noites anteriores. Nem um único centímetro estava diferente, você era perfeitamente capaz de fechar os olhos e caminhar sem erro até a galeria ou até a boate e inclusive até as galerias do Sabá, onde ficavam o fosso de duelos, a sala de torturas, o grande salão de barro onde aconteciam as grandes cerimonias e os aposentos do Arcebispo.
    O caminho era a boate, Lorenz caminha a um passo de distância, colocando-se como sempre se colocava, atrás de você. Não por se considerar inferior ou um serviçal qualquer, era simples e puro respeito. Chegando finalmente até a boate, você a vê funcionando. Forrada de mortais, carniçais e jovens membros do Sabá.



    Seus olhos logo viam a imagem de Luanah, a jovem malkavian simplesmente adorava as quinta-feiras do Maléfice. Ela dançava sob o som de uma música eletrônica que fazia pouco sentido aos seus ouvidos, mas que possuía uma beleza singular. Ela sorria, dançando de braços abertos e brincando com alguns mortais que passavam por perto da pista... Grande parte dos filhos da lua que pertenciam ao Sabá se isolavam no refúgio da linhagem, mas Luanah era sempre vista as quintas-feiras e normalmente obrigava os carniçais a tocar a playlist dela.
    E como de costume, haviam poucas roupas cobrindo o pequeno corpo da jovem. A parte de cima de um biquíni preto cobria os seios, uma saia de colegial curta, uma meia três-quartos preta e uma meia xadrez altíssima que passava pela coxa e sumia por dentro da saia. Um tênis amarelo e outro preto, ambos imundos e velhos. Pendurado na cintura, havia um barbante com algumas lâminas que balançavam de acordo com os movimentos dela, algumas sujas de sangue, outras não. Eram navalhas, bisturis usados, facas de canivetes e afins. Até um saca rolhas você conseguia ver nesse "cinto de utilidades" como ela gostava de chamar.
    Você observa a garota se divertir por alguns instantes, uma dança rápida, desconexa, sem nenhuma única técnica, apenas felicidade ritmada, a loucura transbordava através de movimentos errados, semi-quedas e gargalhadas deliciosas. E foi a própria jovem que olhou na sua direção, arregalando os olhos e correndo até você, parando a poucos passos de distância e fazendo uma enorme reverência, animadíssima ela olha diretamente para você e faz um sinal para que o DJ abaixasse o volume da música.

    -Senhora Rafaldini! Digo..Bispo Rafaldini! Ou deveria dizer Bispa? Deixa... Boa noite Senhora! Nossa, eu nunca fiquei tão feliz assim na vida! Estamos sozinhos, ou será que estávamos? Tanto faz... Boa noite! Os antigos estão dormindo, cê é a primeira a acordar! Diva, linda, maravilhosa! Quer dizer... Desculpa Senhora eu estou literalmente surpresa, ligeiramente nervosa, inevitavelmente ansiosa e incontestavelmente constrangida por ter falado Bispa.

    Ela sorria ao final da própria frase. Com a música baixa e a torrente de palavras ditas por ela, você notava que praticamente toda a atenção dos ali presentes se voltava para você. Seus olhos viam alguns assamitas neófitos, viam também a face de Nedda, a jovem tzimisce fumava junto ao bar.
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 26/4/2016, 11:16

    Desligando o telefone quando Edgard já o havia feito, Pietra se olhou de leve no espelho, a saia longa e negra combinada com a camisa de linho branca davam um ar elegante a cainita combinado juntamente com a sapatilha negra com pequenos detalhes em prata, satisfeita com sua aparência Pietra saiu de seus aposentos.

    Adentrando nos labirintos do Sabá e seus Pietra sentiu a igualdade dos dois lugares, o furto antigo e o novo pareciam não ter feito grandes mudanças nos domínios da Espada, seguindo pelos corredores conhecidos Pietra tomou o caminho do Malefice, embora em seu peito ecoasse a vontade de ir ver Evangeline e Artur.

    " Eles logo devem despertar... Assim eu espero..."

    A visão do salão do Malefice fez com que Pietra sorrisse, a grande quantidade de cainitas jovens deixava claro que muitos não haviam caído em tentação para a balbúrdia. No meio do salão a figura de Luanah a fez sorrir.

    A esguia filha da lua era a atração principal do salão, com vestimentas que acompanhavam bem a com a sua personalidade mutável e alegre, seu sinto de utilidades sintilava a cada movimento do da cainita, quando a jovem dançarina olhou em sua direção Pietra sorriu.

    Assistindo toda o pequeno embaraço de Luanah, a torneadora sorria com suavidade, seus olhos varreram o salão com suavidade, todos os olhos e atenção virados para si, uma coisa que se tornaria mais comum do que o esperado para Pietra.

    Se aproximando de Luanah e a pegando pelas mãos Pietra a fez se levantar para fazer com que a mesma dessa uma pequena pirueta antes de lhe beijar o alto da cabeça.

    - Sinceramente não sei qual seria o termo correto, de qualquer forma fico feliz que esteja se divertindo minha querida... Logo os mais velhos irão despertar, peço apenas um pouco de paciência e calma enquanto isso não ocorrer... Então tenho um pedido para você querida Luanah, terias como manter os cainitas que aqui estão entretidos? Isso me evitaria grandes preocupações e me seria de grande ajuda...

    Pietra brincava com as mãos da Malkaviana, sua atenção e cuidados voltados para esta indicavam claramente o cuidado com o qual Pietra cuidava de cada membro importante para o Malefice e a Espada.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 27/4/2016, 05:02

    A jovem morde levemente o lábio inferior ao sentir o seu toque, era sempre interessante ver as reações dos jovens em relação ao "toque". Algo tão distante da realidade dos antigos, o "toque" era sempre comum para os filhos da nova era e do novo século. A garota que não possuía sequer um metro e sessenta de altura então sorri de uma forma bem carismática e delicada.

    -Pode deixar Signora! Koel! Koel! Er...quer dizer... nossa misturei tudo agora! Vou sim, serei a melhor cortesã que você já viu... Um instante, cortesã não é a palavra que eu estava procurando, mas você entendeu a ideia né!? Agora, eu vou ali, entreter! Com sua licença, diva das rosas.


    A jovem filha da lua faz uma enorme e exagerada reverência ao se despedir e enfim caminha em direção aos jovens que ali se encontravam, empolgadíssima e saltitante. Seus olhos se divertiam com a imagem de Luanah, até que Albert adentra da boate e diz com a voz grossa que possuía.

    -Atenção de todos por favor, os Marid's chegaram...

    Ele então abre as cortinas da entrada e abre bastante espaço, pela entrada você nota primeiro a entrada de dois homens, ambos conhecidos por você. Edgard sorria ao vê-la, ele estava usando um sobretudo marrom escuro e aparentava estar de excelente humor. Ele caminhava ao lado esquerdo de um homem negro de quase dois metros de altura, era uma enorme surpresa e uma honra inimaginável ser digno de caminhar ao lado daquele homem, pois ele era o próprio Saabir Farid, prole do Matusalém Al-Gamiz do clã Gangrel, o centenário cainita é um titã da batalha contra os antigos, fundador do bando mais famoso de toda Ibéria. Agora fazia sentido, toda a confiança que Artur sentia de que os reforços seriam capazes de mudar completamente o rumo da história da Espada de Berlim. Atrás dos dois homens, haviam cinco pessoas, três homens e duas mulheres.

    Os Marid's:

    Bando formado no ano de 1808 por Farid, interrompendo suas ações em 1883.
    Antigos membros do Bando: Talley, Lasombra; Desiree Traville, Lasombra; Beatrice, Tzimisce; Lady Veradis, Assamita; Yoav, Brujah.

    -A segunda e atual formação dos Marid's é de 1992. Seguem abaixo os membros do Bando:

    Saabir Farid
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 6ª
    Ductus
    Senhor: Al-Gamiz
    Informações:De origem africana, Farid foi abraçado pelo grande kalifa que conquistou parte da Ibéria no período arcaico da região. Sua fé muçulmana é incontestável, sendo um dos grandes anciões ibéricos ainda acordados. Tradicionalista seguidor da trilha medieval do paraíso.

    Sir Edgard
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 7ª
    Sacerdote
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Tremere
    Informações: Sir Edgard, Sacerdote da Madrid e membro da capela Goratix. Essa é a famosa alcunha que define extamente os títulos atribuidos ao ancião do clã Tremere, sua história antes de se juntar ao Sabá é um enorme mistério e talvez apenas o próprio Ductus tenha total conhecimento sobre o passado desse membro. Mas sua notóriedade junto a espada é dadatada de muitos anos, juntando-se oficialmente a seita em 1880. Sendo um ativo membro da paróquia de Madrid, servindo como um dos principais sacerdotes do Cardeal Monçada até aceitar juntar-se ao famoso bando de Farid.

    Lori Mikaelian
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 8ª
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Ravnos
    Informações: Herdeira da linhagem guerreira do clã Ravnos, Lori era uma anarquista até se unir ao Sabá em 1922 na cidade de Montreal. Naturalmente distante e de poucas palavras, seu passado é um mistério, exceto pelos atentados realizados contra a Camarilla de Bucareste no ano de 1912 que culminou na morte do Príncipe local. Seguidora do caminho do Paradoxo.

    Enzo Monteral
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 8ª
    Senhor: Liseta Iluminada
    Linhagem: Lasombra
    Informações: Enzo cometeu diablerie em sua Senhora, após por que ela estava envolvida com práticas infernalistas. De natureza competitiva e sempre disposto a exibir suas conquistas, Enzo é um inimigo perigoso e implacável, cruel e brutal. Antes de se afiliar ao bando, era um Inquisidor. Seguidor do Caminho da Noite.

    Damian Constante
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 9ª
    Senhor: Gérard de Chatelle
    Linhagem: Brujah
    Informações: Destruiu o próprio senhor e se aliou ao Sabá no começo do século 20. Nativo da região de Barcelona, refugiou-se em Madrid e foi incorporado ao Bando como um exímio guerreiro e de lealdade inabalável. Seguidor do caminho do Coração Selvagem.

    Angel Varona
    Imagem:


    Conhecimento Popular:
    Geração: 10ª
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Nosferatu
    Informações: Angel é o mais jovem membro do Bando, de origem sul-americana, o jovem Nosferatu é o responsável pelas informações e famoso por sua enorme habilidade com o animalismo. Raramente participa das ações em campo do bando, Angel é extremamente talentoso com as novas tecnologias. Péssimo seguidor da Trilha da Humanidade.

    Cassandra Kastner
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 9ª
    Senhor: Frank Wahlgren
    Informações: Membro do 3º ciclo de mistérios.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 27/4/2016, 12:43

    Pietra sorria de forma suave, as reações de Luanah eram sempre um mistério para a cainita mais velha, com sentimentos e sensações a flor da pele a variação de um filho da lua era unica e sempre inspirava inúmeras reflexões em Pietra.

    - Eu consegui entender querida, agradeço profundamente a ajuda...

    Vendo a garota se afastar com seu tilintante cinto Pietra se virou no momento em que a voz potente de Albert se fez ouvir, um ar de surpresa se apossou do rosto da filha das rosas ao ver as figuras do bando onde Edgard era sacerdote.

    A imagem do gigantesco Saabir fez com que as palavras de Artur sobre o apoio que a Espada de Berlim receberia se tornasse real e poderoso, o simples mencionar de Saabir e sua linhagem ja era o suficiente para fazer qualquer um temer os Marid's.

    Rever a figura de Edgard fez com que Pietra sorrisse desconfiada, seu irmão era uma pessoa difícil e mais ainda seu humor, conhecendo o suficientemente bem Edgard a cainita sentia curiosidade sobre o sorriso deste, porem seu dever deveria falar mais alto.

    " O que você andou aprontando meu querido irmão?! Você não teria se demorado tanto se não tivesse feito alguma coisa..."

    Adiantando-se ao Ductos e o Sacerdote, Pietra fez uma longa mensura ao dois lideres do famoso bando.

    - É uma honra inestimável recebe-los no refugio da Espada de Berlim.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 27/4/2016, 17:25

    A música naturalmente abaixava ainda mais no instante que você dava as saudações inciais ao bando. E toda a atenção agora era desviada para a imagem do antigo ancião de pele negra e tatuagens brancas que caminhava na sua direção, ele parava a sua frente, mais abaixo da escada que dava acesso a onde você estava posta de pé, o que deixava vocês dois praticamente na mesma altura, apesar dele ainda ser ligeiramente mais alto.

    -Peço a ti autorização para que meu bando se estabeleça em sua cidade, tendo em vista que és a que reside atualmente no mais alto posto, é necessário então apresentar a ti todos aqueles que do meu bando fazem parte. Ao meu lado esquerdo, meu sacerdote e grande amigo, Edgard do clã Tremere. A dama de vermelho atrás de mim atende pelo nome de Lori Mikaelian, do clã Ravnos. O cristão é Enzo Monteral, do clã Lasombra. Ao seu lado está Damian Constante, do clã Brujah. E nossos mais novos companheiros, Angel Varona do clã Nosferatu e a aspirante Cassandra Kastner, órfã da capela Tremere de Berlim.

    Quando citados, cada um deles fazia uma reverência a você. Menos Edgard que tomava a iniciativa de subir as escadas e se aproximar, em um tom mais baixo ele comenta com um sorriso maligno na face que só ele era capaz de possuir.

    -Essa é a razão do meu bom humor, querida Pietra, não há mais capela Tremere em Berlim!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 27/4/2016, 21:11

    A fama de Saabir o precedia, Pietra apenas ouvira falar do ancião em sua estadia em Madrid, na época este estava adormecido e um encontro não fora possível, agora a frente do grande cainita Pietra entendia plenamente a força deste.

    Durante o pedido e apresentação de seu bando Pietra cumprimentou cada menbro apresentado com uma pequena mensura, ouvindo o nome de Cassandra e sua origem a cainita buscou os olhos de Edgard, sua resposta e sorriso a fizeram entender o que havia acontecido, ou pelo menos imaginar.

    " Então era isso que o bando estava fazendo?! Se Edgard não tiver seus dedos nessa queda não seria o mesmo... Mas porque?"

    Recuperando-se da surpresa Pietra sorriu para o grande cainita a sua frente finalmente respondendo seu pedido.

    - Digo-lhe que é uma honra finalmente poder conhece-lo Saabir... E uma honra maior ainda em dar permissão para que você e seus irmãos possam se estabelecer entre os filhos da Espada de Berlim... Posso lhe garantir que quando o Arcebispo acordar ele prontamente lhe dará a permissão se assim desejares... Até lá desejo que aprecie sua estadia e sinta-se em sua casa...

    Olhando para Edgard, a filha das rosas sorriu ao comentar.

    - Por acaso meu querido irmão não estaria envolvido com a queda da Capela estaria?! Fico feliz em revelo Edgard.

    Voltando-se novamente para Saabir, Pietra deu um passo para tras fazendo sinal para que o grande homem pudesse terminar de subir os degraus da entrada do Malefice.

    - Se quiseres podemos nos reunir em um lugar mais reservado...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 28/4/2016, 15:03

    Saabir escuta a sua resposta em silêncio e então ao reconhecer o sinal, ele termina de subir a escada e se aproxima de você, deixando agora bem clara a enorme diferença de tamanho entre vocês dois, a realidade é que não tinha nenhum membro no Sabá local que pudesse rivalizar com o tamanho daquele Gangrel milenar. E de forma breve ele então respondeu.

    -Agradeço a recepção, mas devo me ausentar por essa noite, não sou tão jovem quanto meus companheiros de bando para suportar sem grandes problemas o uso de uma aeronave. Além disso essa mudança brusca de horários me desnorteia com intensidade, assim, perdoe-me pela desfeita do convite mas meu corpo precisa repousar em terra para se acostumar com as estrelas de Berlim. Entretanto, o sacerdote do bando poderá sim participar dessa reunião, eu confio no julgamento do mesmo.

    Edgard esboça um pequeno sorriso ou ouvir as palavras de confiança ditas por Saabir, ele então comenta em um tom de voz mais baixo, para que a conversa não saísse das proximidades.

    -Talvez eu tenha bastante responsabilidade pelo ataque a capela Tremere local...

    Em seguida ele retoma um tom mais alto de voz para complementar a frase de Saabir.

    -Fico grato pela confiança Ductus, descanse o necessário, compreendemos profundamente as diferenças de idades e o que isso acarreta para nossos corpos. Bom, bispo Rafaldini, se importaria em mostrar o caminho para esse lugar mais reservado?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 28/4/2016, 20:26

    A real altura de Saabir fez com que Pietra ficasse surpresa, nenhum cainita da espada poderia comparar com o antigo a sua frente, e suas palavras calmas a fizeram sorrir de forma delicada.

    - Não vejo isso como uma descortesia, entendo suas dificuldades e lhe desejo um bom descanso... Caso haja necessidade de oferecer um refugio para as primeiras noite, não pense duas vezes em me avisar...

    " O tempo... Mesmo imortais não passamos ilesos ao seu peso... Não consigo imaginar as dificuldades de Saabir ao longo de sua existência... Como o mundo mudou aos seus olhos..."


    Ouvindo as palavras baixas de Edgard sobre a Capela, Pietra não conteve o olhar convencido de quem só esperava a confirmação.

    Estendendo o braço esta sorriu de maneira mais cortes ao começar a guiar o Sacerdote.

    - Venha, vamos conversar no escritório de Evangeline... Se quiser que alguém nos acompanhe sinta-se a vontade...

    "Porque não me surpreende saber que Edgard teve dedos na queda da Capela... Mas o que lhe daria tal motivação para tal ato? Espero apenas que isso não comece uma guerra contra o clã de magos..."
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 30/4/2016, 17:33

    -Obrigado Bispo, com sua licença.

    Comenta o Ductus do bando recém chegado que logo em seguida se vira para caminhar em direção a saída da boate, despedindo-se dos próprios companheiros de bando com uma breve saudação que se resumia em uma movimentação com a cabeça. Edgard então se aproxima de você e gentilmente aceita a sua mão estendida, pegando-a para que fosse possível o caminhar mais próximo e formal em direção ao escritório de Evangeline. O sacerdote faz um breve sinal de "espera" para os outros membros do bando e segue apenas contigo em direção ao escritório.

    Escritório de Evangeline:

    O ambiente era inteiramente decorado com móveis de origem italiana, uma mordomia recém adquirida por Evangeline, Edgard adentra o local e esboça um pequeno sorriso de aprovação aos móveis e objetos ali colocados precisamente pelo bom gosto de Evangeline.

    -Então, Pietra, permita-me perguntar como você vai? E já me atrevo a perguntar em seguida, o que diabos é esse tal sono que atingiu a cidade, o que aconteceu?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 30/4/2016, 20:21

    Pietra assentiu de leve a retirada de Saabir, observando a forma como este se despedia de seus companheiros a cainita se limitou a esperar por Edgard. O toque entre os dois já havia se tornado comum, era o claro sinal de respeito e querer bem de Pietra com o austero Tremere, mesmo assim a italiana sempre o fazia com delicadeza.

    Guiando Edgard até o escritório pessoal de Evangeline, a cainita mantinha o sorriso suave e calmo nos lábios enquanto a formalidade era mantida, já dentro da sala detalhadamente decorada com moveis italianos Pietra pode enfim suspirar.

    " Essa noite me sera longa... Espero estar fazendo certo... Seria uma desgraça errar agora com todos ainda adormecidos..."

    Fazendo com que Edgard sentasse em uma das cadeiras Pietra tambem o fez, as palavras do irmão de consideração a fizeram se apoiar no encosto da cadeira enquanto suas mãos tampavam sua face em um tom pensativo.

    - Até duas noites atras eu ia muito bem... Agora estou um pouco perdida com toda a situação mas bem... Quanto ao sono... Queria eu ter respostas certas para lhe dar...

    Se levantando a cainita andou até a mesa de Eva pegando papel e caneta esta escreveu as palavras que ecoaram em sua mente antes do sono lhe dominar.

    "O sangue de um Justo. O sangue de um Escravo. O ódio de um Ignorante. O sangue de um Covarde. O Sangue de um pecador. Serão esses sangues que os levarão ao sonhar, adormeçam crianças, para finalmente despertarem do pesadelo desta prisão."

    Voltando a se sentar Pietra estendeu o papel a Edgard.

    - Isso é tudo que tenho, a cidade foi amaldiçoada... Por quem e Por quais motivos não sei dizer... Só tenho certeza de que é alguém velho meu irmão... Terrivelmente velho e poderoso.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 2/5/2016, 05:03

    Edgard se inclinou levemente para tocar o papel em que você havia escrito a frase que outrora ecoou em sua mente, com a ponta do indicador ele sublinha a frase e logo que termina a leitura, o homem se encosta na cadeira em que estava sentado, cruzando as pernas e repousando as mãos nos apoios de braço. Ele a observa com olhos preocupados e demora muito mais do que o habitual para formular uma resposta, que não seria simplesmente uma resposta, mas uma alarmante conclusão.

    -Então a minha caótica teoria tem fundamentos. Eu possuo memórias que ecoam em minha mente, memórias de que nunca teríamos nos encontrado em Madrid... Permita-me explicar o que eu pude compreender inicialmente. Veja bem, são citadas cinco fontes de vitae para os alquimistas de nossa época o número cinco significava a quintessencia. O grande ele que une de maneira direta a água, a terra, o fogo e o ar. E que deveria ser necessariamente de origem espiritual e imaterial, o que força então o estabelecimento de uma representação da matéria viva que antes era quaternária para ser quintenária e sua formulação gráfica passa então a ser um pentagrama. Além disso, o número cinco representa o concreto. Nos primórdios da matemática empírica, as coisas eram contadas de cinco em cinco, afinal, temos cinco dedos na mão. O meu ponto é... Uma criatura dos primórdios desse mundo realizou uma potente feitiçaria alquímica que alterou profundamente os cinco elos do pentagrama elemental. Com qual motivo? Infelizmente ficaremos sem respostas, mas, cabe a mim pensar em outras pequenas coisas,afinal, se alquimia foi utilizada eu estou tendado a pensar que serei capaz de romper a fórmula utilizada e forçar o despertar dos afetados.

    Edgard termina o longo raciocínio com um largo sorriso na face, era simplesmente fantástico ouvir a mente brilhante daquele homem construindo as lógicas e ligando pontos que jamais passariam diante a sua lógica ou qualquer outra lógica. Antes de tudo, de ser um sacerdote, de ser um Sabá ou de ser um Tremere, você mais do que ninguém sabia que Edgard era essencialmente um feiticeiro fascinado pelo oculto e pelo poder que o além da razão pode oferecer.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 2/5/2016, 10:07

    O silencio de Edgard e sua demora em responder fizeram com que Pietra cerrasse o cenho demonstrando preocupação, o semblante sério e a postura do irmão eram raros de se ver, quando por fim as palavras deste foram ouvidas Pietra se apoiou na cadeira escutando atentamente.

    " Edgard... O conhecimento acumulado por ele... Ele seria um inimigo terrível de se enfrentar, o que não me estranha que a Capela tenha caído sobre sua pessoa... Mas tem algo errado nessa história... Se não ele nunca o teria feito..."

    Apoiando-se no braço da cadeira Pietra sorriu com leveza, seus olhos estudavam a figura do Tremere a sua frente com interesse e respeito.

    - Acredito que suas palavras tenham mais sentido para você do que para um artista... Tenho quase certeza de ficarias do mesmo modo se eu por acaso começasse a discursar sobre o preparo de tonalidades e conservação de tintas...

    Sorriu a cainita se remexendo na cadeira de maneira confortável, dobrando uma das pernas por de baixo da outra Pietra manteve-se apoiada no encosto do assento.

    - Confio em seus conhecimentos, e ficaria grata se pudesse fazer com que os outros Bispos despertassem... Eles mais do que eu estão inteirados dos planos de Artur e tem conhecimento dos planos de batalha... O que nos faz retornar ao tema da Capela e a nova aquisição de seu bando... Não tenho conhecimento de como o fizeste mas acredito que tiveste motivos para tal ataque. O grande problema sera as possíveis retaliações e o requerimento de Cassandra... Sei que não tenho liberdade com as escolhas de Saabir, mas seria adequado que a jovem fosse iniciada de maneira adequada... Principalmente para seu bem e futuras complicações... Devo salientar que isso é um conselho entre irmãos, não estou lhe obrigando a nada... Mas quando o Arcebispo despertar é a ele que deves prestar conta do ataque...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 3/5/2016, 20:48

    Edgard sorriu e demonstrou uma pequena e brevíssima expressão de acanhamento, balançando então a cabeça positivamente ele se colocou a responder a sua primeira frase.

    -Você tem razão querida Pietra, eu apenas, como sempre faço, me empolguei ao ver as citações. A mágika me fascina há tantos anos, é como uma obra de arte mutável, interativa e profundamente poderosa que me consome e me encanta. Vivo para ela e dela eu extraio minhas forças, devo à ela tudo que sou e serei...

    Edgard então descruza as pernas e senta de maneira mais ereta possível na cadeira, deixando um pequeno silêncio tomar conta do local e seu sorriso amigável se deturpava na famosa "lábios de Egard" como Eva costumava brincar, era uma expressão que segundo a jovem, apenas ele era capaz de fazer e aparecia quando o lado mais sombrio e maquiavélico do ancião estava em ação.

    -Não foi Saabir que trouxe Cassandra da capela, ela implorou para mim para ser minha aprendiz. Seria cruel de minha parte negar a um pedido como esse não é mesmo? Além do mais, eu realmente espero que haja represálias, adoraria ver os Tremere saindo de controle em uma cruzada de vingança e sendo punidos pelos Punhos de Ferro de Gustav que é um intolerante ao clã. Eles tentarão se vingar, mas jamais poderão fazer isso de maneira explícita. E mesmo assim, eu não destruí a capela, apenas os forcei a move-la para outro local...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Jess em 3/5/2016, 22:15

    A cainita sorriu em resposta ao leve acanhamento de Edgard, o feiticeiro era apaixonado pela mágika e suas nuances, da mesma forma que Pietra era pela tinta e mármore, coisa que a cainita entendia bem.

    - Por favor não considere isso como uma represália ou algo parecido... É apenas uma auto afirmação... Me seria custoso entender todos os por menores em ser raciocínio e mesmo assim eu não chegaria a uma conclusão palpável... Talvez seja de bom tom sanar um pouco deste desfalque em meu arcevo... Mas isso é algo a ser pensado com mais calma e tempo.

    Vendo a postura do cainita se modificar, Pietra observou a natureza maligna deste se revelar, o controlado cainita escondia uma besta sagaz e cruel por de baixo de sua pele, Pietra a respeitava.

    " Então ele fez intencionalmente... Isso não deveria me surpreender... Mesmo assim é algo que pode ser usado em favor da Espada..."

    Se recostando na cadeira Pietra concordou de leve com Edgard, a represália não seria instantânea e mesmo assim quando viesse teria que enfrentar sérios problemas internos dentro da Camarilla, o que talvez fosse vantajoso mas ainda assim perigoso.

    - Não estarias fazendo seu papel como Guia se a tivesse abandonado... Fico feliz que a decisão tenha partido de Cassandra... Mas falo pela segurança dela... A apresentação de Saabir deixou claro que ela ainda não é uma Sabá pura... Isso pode acarretar problemas entre os neófitos mais afoitos... Por isso lhe aconselho a mante-la sobre sua vista ou acompanhada por um irmão de Bando... Seria triste ver que a boa vontade dela esvaísse por maus tratos ou descuido nosso...

    Comentava a cainita deixando claro a sua preocupação com a cainita mais nova, levantando-se Pietra se aproximou de Edgard tocando em seu ombro com delicadeza.

    - Ficaras feliz em saber que Eva foi condecorada com o titulo de Templária, ela vem se esforçando muito em nome da Espada nos ultimo anos... Por favor lhe peço para que desperte os outros Bispos e o Arcebispo... A Espada precisa deles...
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: O Novo Amanhã

    Mensagem por Danto em 5/5/2016, 02:49

    -Eva tornou-se templária? Formidável! Eu não poderia me sentir mais orgulhoso, sinceramente, que excelente notícia Pietra!

    Respondia Edgard com uma felicidade notável estampada em sua face. O homem então se levantava e observava brevemente todos os móveis da sala em que vocês dois se encontravam, para enfim retomar a fala.

    -Fique tranquila, eu não interpretei de nenhuma maneira negativa. Entendo perfeitamente as suas palavras e raramente elas estão equivocadas, você será um Bispo diferente e necessário para os jovens de Berlim. E não só para eles, existem muitos membros experientes que se perdem em suas espirais de horror, monstruosidade e heresia. Acredite, eu sei perfeitamente o quão fácil é ir até o extremo e gostar do que se encontra do outro lado... Mas acredito que devo me ausentar, afinal, é necessário acordar os Bispos e realizar o ritual em Cassandra... Alias, você irá adorar o espírito dela, naturalmente maligna e com tendencias macabras. Tudo que eu pedi aos Deuses!

    Edgard termina a frase com um sorriso divertido na face, não era atoa que ele e Evangeline seguiam caminhos de ética tão próximos, era sempre um desafio ver como as trevas eram controladas por eles. E mesmo em todas as depravações que poderiam cometer, eles sabiam que estavam causando o mal e precisavam de você para retornar...

    -Mas antes de ir, recomendo à você que se alimente e encontre uma maneira de descansar, até mesmo dormir. O seu sono não foi natural e não demorará para teu corpo falhar em exaustão... Ou algo ainda pior como o descontrole de sua besta e coisas similares. Descanse, na próxima noite teremos muito que conversar.

    [off: Ultima ação para o final do Ato]

      Data/hora atual: 25/6/2017, 19:20