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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

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    Danto
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    Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 23/4/2016, 20:03

    Março de 2002, Berlim.
    Quarta Noite



    A conversa entre o senescal e o primeiro ministro alemão não foi longa, na realidade, não passou do que já havia sido dito e o que sua audição amplificada foi capaz de ouvir foi simplesmente breves despedidas. Você então esperou por no máximo vinte minutos até que todos estivessem prontos, caminhando então em direção a saída de emergência e seguindo pelas escadarias em direção a única entrada e saída do museu. Você e todos os outros estavam cientes que lá em baixo estariam os membros do Sabá e alguns carniçais e nenhum dos jovens parecia sequer cogitar se entregar aos inimigos.
    Mas a cena que estava a sua espera era simplesmente, inesperada.
    A pequena Ilyana estava caída no chão, sendo segurada por dois punks idênticos e claramente com traços de cainitas. O soldado ruivo estava preso a parede por um tentáculo que saia do braço do homem que você havia visto anteriormente, eles estavam claramente em uma enorme desvantagem, além disso, haviam quase vinte carniçais do Sabá destruindo o primeiro andar do museu. O Senescal olha surpreso para a cena, arregalando os olhos e fechando os punhos.

    Mas antes que qualquer ação fosse tomada, uma mulher loira e de sobretudo entra marchando pela porta destruída do museu, seguida por quatro homens exóticos, um deles era um cadáver ambulante em decomposição. A mulher rapidamente ordena com uma intensidade que até os neófitos ao seu lado obedeceram.

    -PARADOS!

    Ela então observa o arredor e olha diretamente para vocês na escadaria. Voltando falar, lançando um olhar severo contra os membros do Sabá que ali se encontravam.

    -Meu nome é Rebeka Resnick, Ductus dos Lobos de Erkner... Quem deu autorização a vocês realizarem ataques como esses? Você é líder dessa barbárie, Viktor Bahr?!

    O jovem que estava prendendo o corpo do soldado ruivo com o tentáculo olha temeroso para Rebeka e balança a cabeça positivamente. A mulher enfurecida atravessa a entrada do museu em uma velocidade inimaginável para vocês, os neófitos da camarilla estavam simplesmente entorpecidos pelo medo da cena, Rebeka simplesmente arranca o braço de Viktor como se esse fosse apenas um adorno sem significado. O corpo do jovem cai no chão e ele começa a gritar de dor e a jorrar sangue para todos os lados, o soldado ruivo cai no chão imediatamente. Os punks então saem de perto da Ventrue e levantam as mãos, ficando em silêncio. Rebeka atira o braço contra o corpo do próprio jovem e cospe contra ele.

    -Você é uma vergonha para o clã Lasombra, para o Sabá e para todos os seus irmãos! RECOLHA-SE A SUA INSIGNIFICÂNCIA E REMOVA SEUS LACAIOS DAQUI AGORA!

    Em questão de segundos, ele se levantava do chão e saia correndo do museu, todos os punks ali presentes correm atrás dele, desesperados de medo. Rebeka então olha para todos os membros que estavam na escada, tirando um guardanapo de tecido do sobretudo e começando a limpar calmamente a mão de sangue ela pergunta.

    -Quem diabos são vocês jovens?! Vocês não seriam por acaso membros da Camarilla? Espere um pouco, você não é Oriental garoto... Apresente-se.


    Os Lobos de Erkner:

    Rebeka Resnick
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    Ductus
    Senhor: Giangaleazzo
    Informações: Prole do Arcebispo de Milão, Rebeka é uma tradicionalista dentro de seu próprio clã. Uma líder forte e de influência direta sobre a seita, Rebeka é uma das mais antigas aliadas do Arcebispo.

    Sebastian Karnowski
    Imagem:

    Conhecimento Popular:
    Geração: 9ª
    Sacerdote
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Samedi
    Informações: Sebastian é de origem judaica, destacando-se por ser um exímio necromante e feiticeiro, especialista em ocultismo e espiritualidade. Seu humor é lendário assim como seu sotaque característico.

    Henry Greifelt
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    Geração: 9ª
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Salubri
    Informações: Guerreiro implacável do bando de Rebeka. Henry é uma máquina de ódio e selvagem como um lobo na hora de alimentar-se, são vários os rumores de que ele literalmente, devora suas presas.

    Nicolas Rosenbaum
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    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Serpente da Luz
    Informações: Viciado em Diablerie, o Serpente é um mistério. Sua personalidade um caos e sua mente uma infinidade de criatividade destrutiva e brutal. Praticante de várias heresias e paganismos.

    Pavel Antonovich
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    Conhecimento Popular:
    Geração: 10ª
    Senhor: Desconhecido
    Linhagem: Pander
    Informações: Antigo membro do Esquadrão Vermelho dos Brujah locais, Pavel é de origem russa e aliou-se a Sabá no começo dos anos 90.


    Última edição por Danto em 27/4/2016, 14:32, editado 1 vez(es)
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    Miac

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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 23/4/2016, 20:29

    Ulrich caminhou com os membros após esperar, ele olhou para cada um que seguia ali, queria ver Ilyana e saber como ela estava, só que ao descer as escadas seus olhos se arregalaram com a cena, ele fechou os punhos e viu Ilyana sendo empurrada pelos Gêmeos. E o mesmo viu novamente os tentáculos, eram igual ao da noite que Diana se perdeu, seus olhos arderam em fúria, as lembranças do fogo e os tentáculos na boate tomavam forma novamente.

    " De novo...não! Não vai ser igual!"

    Ulrich deu um passo para frente e logo seu corpo congelou, ele viu outros membros chegando e quando a mulher gritou para o Cainitas com tentáculos de trevas e sangue o jovem Tremere estremeceu, ele viu a cena que estava por vir e arregalou os olhos, seus olhos agora demonstravam medo e terror, seu braço direito tremia de maneira involuntária e um som de crack saiu de seu dedo indicador sendo estralado. Ele olhou diretamente para a mulher e ficou alguns segundos quietos, deu um passo a frente de maneira temerosa e falou sem grande firmeza.

    - Sou...sou Ulrich Heike Klaus, do clã Tremere...por...por favor nós deixe ir!

    " Ela é perigosa, não é como Rahel, só que ela falou igual a ele! De uma forma diferente, mais sente orgulho de sua seita assim como Rahel...meu clã me salvou na boate, espero que salve todos aqui...não consigo me mexer...!"
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    Danto
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 24/4/2016, 15:40

    -Veja só se não é meu dia de sorte? Em um único lugar estão reunidos os sobreviventes do ataque ao castelo de Berlim, o senescal oriental e um tremere ocidental?! O que você me diz Sebastian?

    Responde Rebeka que se virava para perguntar diretamente para o cadáver ambulante que estava entre os homens que a seguiam, a criatura dá um passo a frente e observa diretamente todos vocês e logo em seguida caminha calmamente na direção das escadas. Você conseguia sentir o terror entre os jovens ao seu lado, o próprio senescal não poderia fazer absolutamente nada contra tantos membros do Sabá. Enquanto isso a Jovem ventrue se colocava de pé e ia em direção ao soldado ruivo que parecia desacordado.
    Sebastian para a três degraus de distância de você e do Senescal.

    -Antes de qualquer coisa, Senhorita Rebeka, porque não ouvimos o que eles tem a dizer? O que fazem aqui? Para onde vão? O que os jovens da Camarilla estão fazendo?

    O homem, cujo corpo estava em um altíssimo estágio de decomposição, falava com um sotaque fortíssimo e com algumas palavras extremamente puxadas do polonês.
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    Miac

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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 24/4/2016, 17:03

    Ulrich abaixou a cabeça em um sinal de descontentamento com a frase da cainita, todos ali corriam perigo, a mulher parecia estar falando com eles como se fossem algum tipo de premio. O medo e terror eram absurdos.

    " Ela fala como se fossemos algum tipo de caça! Caças exóticas, então essa e a verdade sobre o Sabá? Não são como Rahel, eu me enganei...todos são com monstros...devorando nossa coragem com seus bandos numerosos, acuando os menos favorecidos...!"

    O jovem Tremere olhou para aquele ser em decomposição que estava a caminhar em sua direção, tomou a frente dos que ali estavam, seu medo era absurdo por aquela situação, só que não podia deixar que eles morressem, foi tão longe assim, descobriu que aqueles membros ali tinham tanto valor quanto os do ocidente. Ele olhou para Sebastiam e falou.

    - Ouvi que o Sabá estava atacando o Oriente e resolvi ajuda-los. Quando cheguei já estava como vocês mesmo viram, iremos para o Ocidente até que as coisas se acalmem. Não vejo Berlim como dividida em Ocidente e Oriente, são todos iguais perante aos meus olhos, peço novamente senhores nós deixem ir!?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 24/4/2016, 21:45

    Sebastian escuta as suas palavras e esboça um enorme sorriso em sua face pútrida, naquele instante você percebia a falta de lábios do homem, as enormes manchas de gangrena que haviam em sua face e a pouca carne que havia pendurada, sem nenhuma pele para protege-la, na base do pescoço. Era uma visão muito pior do que qualquer Nosferatu poderia possuir.

    -Você veio sozinho ajudar os neófitos daqui contra o Sabá? Seu ego deve ser uma coisinha fantástica não é mesmo?! Iguais? Todos são iguais perante os seus olhos?! Eu sou igual a você garoto... Não ouse, nem por um único segundo, responder ou pensar que todos são iguais!

    Sebastian faz uma pausa na própria frase e quando retoma a palavra, os olhos dele assumiam uma coloração amarelada e repugnante. Um cheiro fortíssimo e pútrido emanava do mesmo, nesse instante Rebeka se pronuncia com palavras de ordem.

    -Deixe que as crianças passem e retornem para o lado Ocidental.

    Sebastian então olha para a mulher e enfia as mãos nos bolsos, caminhando até o lado da mesma. Quem dá o primeiro passo em direção a saída então é Senescal que é seguido por todos, a jovem ventrue que havia vindo contigo até o oriente, se aproximava carregando o desacordado ruivo.

    -Você é uma criança de sorte, pequeno Tremere, acredito que será a partir dessa serás considerado um dos poucos sobreviventes do seu clã... Afinal, a sua capela foi queimada e destruída. Faça uma boa viagem ao Ocidente e mande meu carinho aos covardes que lá se escondem... Passar bem garoto.
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    Miac

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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 24/4/2016, 22:08

    Ulrich iria responder o Cainita Cadáver, só que abaixou a cabeça virando o rosto para o lado, sentiu o cheiro pútrido subir e sabia que havia falhado em suas palavras com aquele ser, só que seus olhos se voltavam para Rebeka e o mesmo esboça um pequeno sorriso.

    " Graças a Deus...conseguimos!"

    O jovem Tremere vai em direção a Ilyana e acena com a cabeça para ela, assim ajudando a levar o ruiva que antes lhe apontava uma arma, seus olhos se arregalaram ao ouvir as palavras da líder daquele bando, o mesmo para por alguns instante ficando de costas para os membros do Sabá. Sua mão fecha com força e sua fala sai de maneira forçada.

    - Obrigado Senhora Rebeka!

    O mesmo caminhava segurando o ruivo, de seus olhos começava a brotar lagrimas escarlates, o sangue começava a descer pela sua face.

    - Vamos...vamos...só vamos!
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 25/4/2016, 20:04

    Pavor.
    Esse era o sentimento que todos os neófitos ali compartilhavam, menos Ilyana que esboçava uma incontrolável e explicita expressão de ódio em sua face. Vocês então passaram todos, lado a lado, sem que nenhum membro do Sabá tocasse, nem que por raspão, em ninguém. Os monstros apenas observaram...

    Finalmente do lado de fora do museu, um rápido alívio ao ver duas vans policiais pretas paradas na entrada do local, o senescal sem pensar duas vezes faz um sinal rápido para que todos se encaminhem até os veículos. Inconscientemente uma pequena divisão é feita, Marianne, Ilyana, Heinrich e você seguem para um furgão, os outros carregam o ruivo desacordado para o outro fugão. Enquanto entravam, seus olhos veem uma frota de oito motos e mais dois furgões aguardando na rua logo à frente, o serviço secreto estava posto para conduzi-los em segurança.

    -Não consigo entender completamente a razão por trás dos atos do Sabá...mas dessa vez...simplesmente aceitarei de bom grado a falta de lógica.

    Comenta o senescal em um tom de alivio, enquanto fechava a porta e fazia um sinal para o motorista dirigir o veículo. Ao lado do motorista, você nota um soldado armado e de colote, o próprio motorista também se vestia e se portava como um militar. Marianne estava com um forte tédio estampado em sua face, ela senta no chão e apoia as costas no banco metálico do veículo usado para transportar presos. Agarrando os próprio joelhos e apoiando o queixo sobre os mesmos, ela permanece em silêncio. Ilyana respirava fundo, tentando controlar a ódio que corria em suas veias...
    O carro se move lentamente até perto dos soldados de moto, eles então descem de suas motos e fecham por fora as vans, lacrando vocês dentro das mesas para simular uma escolta de perigosos criminosos. E assim o caminho para o lado ocidental se inicia.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 25/4/2016, 21:22

    O pavor que Ulrich sentiu se misturou com um sentimento de dúvida que o fez entrar em um estado longe dali. Seus olhos marejados com o sangue já seco viram todos os carros e soldados armados, ele nada falou, apenas caminhou para dentro do veiculo informado. Ele olhou para um canto qualquer do furgão e falou de maneira baixa.

    - Ela disse que o ataque não tinha sido autorizado! Por isso estamos caminhando ainda...os antigos ainda dormem...

    " A capela foi destruída...nunca fiz nada por ela, o quão inútil eu me tornei como Tremere? De que adianta carregar a Magika em meu sangue se nem minha casa eu posso proteger! Ajudei cainitas, tanto no ocidente como oriente, sobrevivi duas vezes a ataques do Sabá, para quê? Eu deveria priorizar a capela em primeiro lugar, deveria priorizar aqueles que tem o mesmo sangue do primeiro Tremere como eu! Deveria desistir de pensar como um humano pensaria!?"

    Seu olhar caia em um abismo de dúvidas, não havia nenhum brilho, seu corpo permaneceu imoveu, não havia expressão em seu rosto, um verdadeiro morto. Quando ele decidiu que iria levar seus estudos a serio o destino se mostrou cruel e o fez crer que ele não poderia ter felicidades, pois sempre depois de uma pico de alegria lhe assolava um declínio oposto vinha com mais força.

    " Realmente, não somos todos iguais...apenas eu que me iludo com isso...agora eu entendo suas palavras Diana e o que fez naquela noite!"
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 26/4/2016, 05:31

    Ninguém ousou dizer uma única palavra, o silêncio constrangedor, todos sabiam exatamente o que havia acontecido e todos pareciam claramente sofrer com o acontecido. Mas foi a voz de Marianne que pôs fiz ao silêncio e de certa forma, foi capaz de atrair os pensamentos mais distantes e profundos de todos os presentes no interior do veículo. Ela sem nenhuma explicação começava a cantar...


    A voz dela acalma Ilyana, relaxava ligeiramente a postura do senescal e ia fundo nos seus ouvidos. Ela cantava em uma voz forte, linda e de olhos fechados. Era uma forma de se expressar sem dizer palavras, os Malkavianos era realmente surpreendentes em incontáveis maneiras... Isso você jamais poderia negar.
    O carro então avançava rapidamente por Berlim, mas vocês não possuíam nenhuma janela para saber por onde estavam passando, até que enfim ele estacionava. A porta se abria e você via a cede da Camarilla Ocidental, o ICC (Centro de Congressos Internacionais) de Berlim. Uma das obras arquitetônicas mais famosas da cidade, completamente idealizada por alemães, um marco para sociedade imortal e mortal.


    A outra vam policial se aproximava e estacionava ao lado, um dos homens da própria sede da camarila sai em direção a vocês e em poucos instantes seis carniçais da corte ocidental estavam ajudando vocês a descer a encaminha-los para o interior da moderna construção.

    -A Senhorita Elena Ravidovich nos informou que devemos oferecer a vocês um refúgio até o conclave, então, senhoras e senhores, por favor nos acompanhem.

    Diz um dos carniçais enquanto auxiliava vocês.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 26/4/2016, 10:11

    Ulrich olhou para Mariane e fechou os olhos enquanto ela cantava, ele encostou a cabeça na parede do furgão, suas mãos apertavam seus joelhos.

    " Você é uma coisa surpreendente! Não sei se começo a chorar de novo aqui ou se devo sorrir? É realmente como me sinto, parece que vocês Malkavianos sabem realmente ler mentes!"

    Pelo resto do percurso o jovem Tremere permaneceu de olhos fechados, pensando em tudo que já passou, não sabia se sua senhora ainda estava viva e quantos de seu clã estavam vivos, ele viu o centro internacional quando a porta foi aberta e o fez abrir os olhos. Prontamente ele se levantou estendeu a mão para Mariana, ainda permanecia pensativo e deu um leve sorriso.

    - Me ajudou a pensar. Bela voz!

    Ele esperava todos descerem para enfim fazer o mesmo, Ulrich olhou para todos e fez um gesto positivo com a cabeça para o carniçal.

    - Agradeço a ajuda de todos, sei que serão bem tratados aqui e receberam o melhor serviço que disponibilizamos, eu me despeço de vocês, devo ver como esta a capela Tremere e ver o que posso salvar, o problema é que com isso uma das exigências não será atendida. Amanhã eu passarei aqui e caso precisem de algo, Ilyana tem o meu telefone e o de Diana.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 27/4/2016, 04:36

    -Obrigada Ulrich, se precisar de algo, por favor, é só ligar certo?!

    Comenta Marianne, sendo a única que lhe dava alguma forma de resposta realmente verbal, os outros apenas fazem breves saudações com movimentos de cabeça ou mãos, os jovens orientais eram claramente muito mais frios e entendia perfeitamente a urgência que você estava sentido. Ilyana então se aproxima de você, aguardando os outros entrarem na corte, ela segura com firmeza o seu braço direito e diz uma frase com um tom de voz completamente diferente, ela não parecia ser uma simples neófita assustada, havia entretanto, uma forte convicção.

    -Esse é apenas o começo da tempestade, iremos atravessar momentos difíceis e turbulentos. Mas eu prometo que essa cidade irá mudar, haverá justiça e haverá ordem. E por favor, me informe sobre o que aconteceu realmente na capela Tremere, se necessário for, enviarei reforços. Vá com cuidado a noite está próxima do fim... Até breve.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 27/4/2016, 10:55

    - Sim. Estou a disposição de todos!

    Ulrich respondeu para Marianne, ele olhou para todos os membros ali adentrando ao Centro de Congressos, o mesmo voltou seus olhos para Ilyana.

    " Pelo menos eles não fazem muitas perguntas, realmente é como se eles vivessem isso todas as noites, não se abalam com nada! Uhm...?"

    O Jovem Tremere sentiu que Ilyana lhe segurava e olhou de forma desconfiada para a mesma, a maneira que a mesma o olhava e falava era completamente distinta do que havia passado anteriormente. O mesmo fez um leve gesto positivo com sua cabeça e ia em direção a Capela, procurava um táxi enquanto andava.

    " O que ouve com ela? Ou na verdade devo me perguntar quem realmente é ela? Avisar sobre o que ouve na capela...não é algo que eu possa compartilhar assim...nem mesmo informei para eles onde o Tremere que esta por vir irá ficar, omiti isso deles! E se eu o fizer, eu seria um traidor? É como andar pelo muro, Sabá, minhas dúvidas, conclave e agora Ilyana..."
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 27/4/2016, 17:14

    O taxi parou em sua frente, você adentrou o veículo e em silêncio seguiu até a biblioteca de Berlim. O caminho foi ligeiramente curto, não havia muito transito e após pagar o homem que conduzia o veículo você desceu do mesmo e caminhou para dentro da biblioteca. Você sabia perfeitamente o caminho que deveria ser feito, indo em direção a ala de estudos egípcios e parando em frente a mesma, procurando pelo específico livro que deva acesso a capela... Mas para sua infeliz surpresa, não havia livro algum, a passagem estava simplesmente exposta ao olhos de qualquer um que fosse versado em auspícios! A película ilusória que mantinha os mortais distantes estava em fragmentos incoerentes e transparente. No interior da capela você é capaz de ver duas pessoas desconhecidas, um homem e uma mulher, o homem estava ajoelhado em frente a um punhado de cinzas e perguntava para a mulher em questão.

    -Essa é a única morte?!

    Você então adentra a capela e vê uma enorme destruição, os quatro primeiro andares estavam muito queimados, como se seis ou sete taumaturgos do fogo tivesse atirado chamas para todos os lados por horas afinco. Livros, estantes, tomos e pergaminhos, inteiramente destruídos. E não havia sinal de ninguém além daqueles dois antigos desconhecidos.

    [Off: A narrativa agora será em conjunto com o personagem do Pah, então:
    Siga para esse tópico! ]
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 30/4/2016, 23:39

    Ulrich faz um gesto positivo com a cabeça e uma leve reverencia para Michel e Isabelle, o mesmo falou de uma maneira rápida e direta.

    - Com a licença dos senhores!

    O jovem Tremere enquanto caminhava com cuido pelas escadas e adentrando aos cômodos da capela destruída, as mesmas estavam queimadas e muito danificadas o que o fazia prestar mais atenção onde pisava, logo seu olfato se focando no cheiro que não fosse de queimado, em sua cabeça seria melhor para conseguir encontrar algum sobrevivente.

    " Então toda a Europa especula sobre essa vinda dos antigos para Berlim, realmente devo determinar esse termino de noite para ajudar minha capela, como consigo causar essa impressão toda vez que estou aqui?"

    Ulrich pega rapidamente seu celular e manda uma mensagem para Diana e outra para Ilyana.

    Spoiler:
    Diana:
    " Os membros do Oriente já estão no congresso e bem, por esta noite devo cuidar de algumas coisas que aconteceram com a capela, amanhã estarei ai!"

    Ilyana:
    " A Capela foi destruída por um tal de Edgard Ashworth, até o fim da noite eu permanecerei ocupado com isto, se eu conseguir encontrar sobreviventes eu lhe informarei e se possível vou solicitar alguns carros..."
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 2/5/2016, 05:21

    Respostas das SMS::

    Diana: Certo Ulrich, tenho que terminar incontáveis preparativos. Mas o local do conclave já foi escolhido e estou realizando os pagamentos necessários para a reserva dos hotéis e similares. Se cuida. Beijos.

    Ilyana: Irei procurar informações sobre esse nome. Não exite em pedir por ajuda, toda ajuda necessária chegará assim que necessária for. Att: Ilyana.

    Com muita cautela você sobe as escadas da capela, com várias porções de madeira queimada era realmente difícil caminhar e era necessário contornar e até mesmo pular por algumas partes. Era simplesmente triste e profundamente agonizante ver o estado em que toda anteriormente bela capela se encontrava, um verdadeiro furação de caos havia a destruído e a estrutura estava claramente comprometida. Seu olfato então o leva em direção a sala do regente, um cheiro forte de óleo emanava da direção, subindo as escadas você então chega em frente a sala do regente para ser surpreendido pelo corpo do maestro no chão, sem vida, sem animação, apenas morto. Com óleo de motor escorrendo pelas articulações, uma expressão de pânico e algumas runas desenhadas na madeira que compunha a mão esquerda do mesmo. Era um selo hermético de liberação, mas lhe faltava conhecimento para entender profundamente o que aquele selo representava. A porta do regente se encontrava aberta e um cheiro estranho de rosas queimadas saia suavemente do interior da sala.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 2/5/2016, 09:38

    Ulrich leu a mensagem e fez um gesto positivo com a cabeça, seus passos eram cautelosos, ele olhou para cada ponto que passava seu interior se carregava de emoções, raiva, tristeza e culpa. Raiva da mulher que havia deixado isso acontecer e desse Edgard que proporcionou tudo isso, tristeza pois tudo que era de conhecimento agora estava em cinzas ou danificado, tudo estava condenado ali e a culpa por não ter vivido naquele ambiente, ter se empenhado o suficiente para conhecer seus segredos que foram extintos para sempre. Ao chegar em frente a sala do regente o cainita claramente correu na direção do Maestro e ajoelhou ao seu lado, naquele momento teve vontade de chorar.

    - Maestro...você disse que eu não deveria me perder, mais e você? De longe você foi um dos meus mestres, me ensinou que não devo me perder em meio ao caos que me rodeia, eu lhe agradeço por isso...não sei se devo, mas, espero que possa instruir outros do outro lado...você não era uma maquina, era vivo...mais vivo que muitos que andaram por essa capela! Descanse em paz amigo.

    As palavras eram tristes e as mãos do Tremere fecharam os olhos do Maestro, ele olhou a mão do mesmo,retirou seu blazer e colocou no corpo daquele construtor, ele olhou para a Sala e se lembrou da cabeça que fazia as perguntas, pegou o corpo do Maestro no colo e o levou para dentro da sala do regente que tinha aquele cheiro peculiar de rosas queimadas.

    " Você me ajudou, agora vou ajudar você a cumprir o que desejava Maestro! Vamos salvar seu senhor Maestro e você foi o único que conseguiu abrir sua porta...você...deveria estar aqui..."

    Naquele momento a vontade tomou forma e as lagrimas escorriam pela face de Ulrich.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 3/5/2016, 20:23

    Não era necessário possuir força alguma para erguer o maestro do chão, ele pesava o mesmo que um boneco de pano poderia pesar, sua estrutura corporal estava fraca e suas articulações "sangravam" óleo escuro e queimado. Com uma enorme tristeza e com algumas lágrimas inquietas a lhe escapar pelos olhos, você segue em direção a sala do regente da capela. Adentrando a mesma, não havia mais a cabeça pendurada ou qualquer efeito mágiko no local, era apenas uma sala comum. O fantástico havia dado espaço apenas para o caos, cinzas e amargura.
    Entretanto um aroma estranho impregnava o local, não havia uma fonte óbvia daquele perfume de rosas, mas era como se uma infusão de pétalas estivesse sendo queimada em cada canto do ambiente. Aos poucos, seus olhos se voltaram para o enorme carpete que forrava o chão. Cinco focos de luz branca construíam pequenos pilares quase transparentes de iluminação, o desenho de um pentagrama.
    Havia algo de muito estranho e sobrenatural ocorrendo...
    Rapidamente, a luz branca constrói dos círculos em volta das pontas do pentagrama, os focos de luz se intensificavam e começavam a queimar o carpete, o cheiro de rosas então se intensifica ao ponto de tornar-se inebriante.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 3/5/2016, 21:52

    Ulrich caminhou até a sala do regente, ao adentrar o mesmo coloca o frágil corpo do Maestro no chão, o mesmo retirava seu blazer e colocava sobre o corpo daquele que um dia lhe guiou pela capela, se ele pudesse fazer com que aquele que fez aquilo pagasse o mesmo não exitaria em destruir o corpo e alma, só que novamente havia um degrau de poder indescritível ali, ele nada poderia fazer se não apenas simbolizar seu respeito para aquele ser.

    " Pronto! Você cumpriu seu dever, seja lá qual era ele meu caro! Se algum dia você se encontrar perdido no escuro e não puder enxergar, eu serei a luz a te guiar. Descanse em paz Maestro, que seus conselhos sejam eternizados."

    A tristeza era maior do que cabia dentro do jovem Tremere, o mesmo olhou o caos, a mágika ali havia morrido, apenas o aroma das rosas era sentido, seus olhos viram os pontos de luz se fortificando e criando aquele pentagrama, o mesmo limpou as lagrimas e ficou olhando para aquilo. Respirou fundo para sentir aquele doce aroma.

    - ...por quê rosas?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 5/5/2016, 02:36

    Os pilares de luz se intensificavam em proporções enormes e com a mesma efemeridade que se fortificavam, se enfraqueciam até sumir completamente. Deixando para trás então apenas o silêncio do das fibras do carpete que ainda queimava pelas brasas e nada além. Nada acontecia, nenhuma uma simples gota de sangue escorria, ninguém aparecia do nada, nenhuma mágika... Ausência que se cessou com um ruído estranho, distante dos seus olhos mais próximo de seus ouvidos. Rapidamente virando-se em busca da origem do ruído, os marejados olhos de sangue encontravam por entre o vermelho doloroso a pequena esfera de engrenagens que ficava logo na entrada da enorme sala do regente. A esfera composta por incalculáveis engrenagens estavam praticamente imóvel, salvo pelo sua engrenagem central.
    Acanhada, ela rangia seus dentes em um movimento fraquíssimo e apático. Esforçando-se sem nenhuma determinação com o sonho de guiar as grandes peças que a circundavam e a tornavam pequenas. Mas o coração, por menor que seja, era a resposta para a retomada das forças.
    Em alguns instantes, todas as engrenagens começavam a girar e onde outrora havia luz, agora haviam circunferências com precisos sete metros de raio cada. Eram os símbolos dos elementos, sendo a ponta mais alta, a quintessencia que gerava e nutria o mundo espiritual. Ali estava o fogo, a água, a terra e o ar.
    As circunferências então subiam, como tampas de bueiro. Sendo movidas por mecanismos exclusivamente mecânicos, revelando cinco objetos metálicos de precisos seis metros de raio cada. E então colunas de vapor saíram de cada um dos espaços. Cada vapor era emitido com uma coloração diferente; Fogo era vermelho, Terra era Marrom, Água era Azul, Ar era Branco e do quinto elemento, a cor era o Púrpura.
    Os vapores eram seguidos de sons fortes de máquinas à trabalhar, os objetos metálicos e redondos começavam então a subir, revelando ser na realidade grandiosos tubos de ensaio feitos de madeira  negra e metais no topo e na base. Totalizando cinco tubos, eles ficavam completamente expostos, todos possuíam dois metros de altura e as mesmas proporções. Na parte frontal cada um, havia uma pequena bacia que se assemelhava a um repositório, feito de prata e com um furo que certamente terminava no interior do tubo. Era um repositório de infusão de vitae, todos eles marcados com o brasão da Casa Tremere. Então com mais atenção seus olhos puderam ler em cada tubo de madeira, um nome relacionado a seu elemento.

    Maxwell Ladescu, Terra. Belenus Luchtaine, Fogo. Vanda Drozdová, Água. Markus  Mihaljevic, Ar. Lotharius, Quintessencia.

    -Boa noite Ulrich, finalmente você resolveu retornar à capela. O filho do caos, emerge do caos para fazer as engrenagens retornarem. Didático não é mesmo meu pequeno aprendiz? Diga-me, diga-me, o que teus olhos veem? E qual reservatório será preenchido pelo seu vitae?

    A voz ecoava pelo ambiente inteiro, era a voz da cabeça falante. Mas não havia nenhuma cabeça em lugar algum... A não ser que estivesse no teto... E era exatamente lá que ela estava, escondida entre os vãos deixados pelo próprio telhado da capela. Ela sorria e aguardava a sua resposta.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 5/5/2016, 10:42

    Ulrich ficou olhando a luz se esvair, por um momento a esperança lhe tomou o peito e logo sumiu, nada havia acontecido até o momento do som, ele se virou e viu as engrenagens, e ficou torcendo para que elas girassem novamente em suas tentativas fracas, ele limpou os olhos com as mãos e ficou observando aquilo que algumas noites atrás o deixou fascinado.

    " Isso...vamos...gira...vai! As pequenas coisas geram grandes feitos"

    Ao ver a pequena engrenagem dando força para as demais o rapaz, deu uma especie de soco no ar em sinal de comemoração, ele andava para os lados indo e vindo, ficando distante e observando as engrenagem, ao ver os grandes tubos e vapores saindo o mesmo sentiu seu peito inflar por euforia. Viu aqueles objetos metálicos, os símbolos de cada elemento ali faziam seus olhos brilharem, e ao ler os nomes o mesmo deu até um passo para trás com uma cara de surpresa.

    " Os antigos estavam aqui o tempo todo! Meu Deus, como vou tirar eles daqui?"

    O Tremere olhou para cima e sorriu para a cabeça, logo se voltou para as escritas que estavam no que ele presumia ser caixões de aço, sua voz soou calma.

    - Boa noite Guardião. Um pouco, creio que minha presença atrai essas coisas! Eu vejo cinco objetos que me parecem caixões, cada um representa alguém e um elemento: Maxwell Ladescu, Terra. Belenus Luchtaine, Fogo. Vanda Drozdová, Água. Markus Mihaljevic, Ar. Lotharius, Quintessencia. Os dois últimos eu não me recordo por nomes. O senhor da minha senhora está aqui, eu queria acorda-lo, só que no momento a Capela precisa de um regente e este representa a terra. Minha vitae vai preencher o de Maxwell Ladescu! Devo derramar meu sangue agora Guardião?

    [i]" Eu gostaria de acorda Salamancer apenas para fazer com que os que destruirão a capela sejam mortos, só que com isso eu estaria me colocando acima da capela, no momento não é isso que eu preciso, devo dar um motivo para os jovens que ainda estão vivos desejarem vir para cá...o regente é um homem sábio e creio que conseguira restaurar a capela, e se ele acordasse, mataria Cassandra como traidora, ela deve estar confusa, eu estou...sempre estou!"
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 5/5/2016, 17:01

    O crânio que anteriormente servia para pequenas charadas, agora era o único construto ou servo funcional da capela, apesar de não ser nada além de uma cabeça falante, o mesmo certamente poderia ser extremamente útil, afinal, ao contrário de você ele vivenciava diariamente a capela por anos. Enfim veio a resposta.

    -Exatamente jovem Ulrich, basta escolher o recipiente e depositar uma enorme quantidade da sua essência. Permita-me explicar quem são os que você desconhece, Vanda Drozdová é a irmã de Luchtaine. Markus Mihaljevic é o irmão de Ladescu e enfim, Lotharius, o grande progenitor de Karl e Michael. Pronto, meu papel aqui já foi feito, as escolhas são suas e somente suas.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 5/5/2016, 19:25

    Ulrich ouviu atentamente as palavras da cranio e ficou pensativo.

    " O regente tem controle sobre toda a capela, só que no momento as coisas irão mudar, julgamentos serão feitos, nem sei ao certo se foi realmente Gustav que iniciou isso ou se foi o falso. No caso já temos Michael que é bem antigo e muito experiente nos caminhos da Mágika...devo ter empatia?"

    Ulrich olhou para a cabeça novamente e permaneceu com uma expressão de pensamentos longes e uma feição de dúvida. Logo ele falou de maneira seria.

    - Obrigado pelas informações guardião, eu não seria a melhor pessoa para escolher, afinal, eu mau convivi aqui...só que as coisas irão mudar! Eu aceito isso, vou trazer aquele que teve sua prole morta, aquele que rege os outros elementos, que esta acima de todos! Assim caso ele veja necessidade terá o poder e condição de acordar quem mais desejar para seu lado. Guardião eu irei acordar Sir Lotharius,a Quintessencia.

    O Jovem Tremere foi até o nome de Lotharius, olhou para o recipiente e mordeu seu próprio pulso, o expressou um olhar profundo para as feridas que seu caninos deixaram no pulso. Seu pulso foi levado até onde o sangue escorria para assim acordar o mentor de Michael.

    " Ele seria a base do clã, alguém tão antigo assim e que possivelmente vivenciou alguma queda de nossa Casa deve sim ser o mais indicado a acordar! Se ele achar necessário ele mesmo pode acordar aqueles que desejar, indiferente de quem seja! No momento tenho que escolher os antigos que não tenham um histórico destrutivo. Meu perdão Maggie e Salamancer, eu devo acordar ele e não o que deu origem a minha Senhora!"
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 6/5/2016, 05:02

    Nenhuma resposta foi dada pelo cranio encantado que se escondia no teto da sala do regente, o mesmo parecia tão curioso quanto você a cerca dos acontecimentos que se seguiriam após o teu vitae escorrer para dentro daquele recipiente de prata. E ali você sangrou por alguns minutos, até teu corpo fraquejar e sua fome se tornar quase insuportável, a dor da ausência do sangue, a insaciável vontade de devorar tudo ao seu arredor. Mas algo finalmente aconteceu, o símbolo do quinto elemento que estava esculpido acima do nome "Lotharius" brilha suavemente. E o som de mecanismos no interior do tubo de madeira se fazem ouvir. Rapidamente a tampa frontal do objeto de madeira se abria, soltando-se como facilidade e sendo erguido como a porta de um carro. No interior daquele caixão mecânico, havia um homem de pouco mais do que um metro e setenta, roupas simples e em trapos, barba e cabelos beirando o grisalho total e com uma simplicidade que nenhum antigo exibia nas noites atuais. Nele não havia nenhum anel, símbolo ou qualquer outro adorno. Suas roupas medievais era rapidamente notáveis, o manto pesado e de lã batida de cor cinza, os olhos do homem então se abrem e imediatamente buscam a sua face.

    -Apresente-se e me diga em que ano estamos, Ulrich Heike Klaus, prole de Maggie Aartrox Valerius e herdeiro da linhagem de Goratrix.

    Lotharius:
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Miac em 6/5/2016, 09:50

    Ulrich olhava para a cabeça que lhe observada daquela maneira curiosa como e outras para o recipiente que recebia sua vitae, no primeiro minuto o mesmo permaneceu pensativo e concentrado em sua ação.

    " Será que realmente está deveria ser a escolha mais coerente? E se este ancião não gostar de ser acordado e me repreender por isso! Ouvi disser que alguns antigos dormem por vontade própria para só serem acordados em determinadas ocasiões..."

    Só que a fome lhe batia com força e começava a aumentar cada vez mais, o mesmo segurou com a mão direita a base do funil que recebia seu sangue, seus olhos começavam a brilhar de maneira selvagem em busca de vitae, suas presas se mostravam como de um lobo, sua pele adquiria um tom tão pálido quanto o dele. Quando a porta do caixão se abriu o mesmo rapidamente lambeu seu pulso e caiu de joelhos no chão com as mãos na barriga, ele apertava seu próprio corpo tentando acalmar sua fome. Ele olhou para aquele antigo seus peito subia e descia com força e sua voz soou dolorosa e ofegante.

    - Sou Ulrich Heike Klaus, aprendiz da Senhorita Maggie Aartrox Valerius que descende de Sir Belenus Luchtaine, o Salamancer...estamos no ano de 2002, precisamente no mês de Março...Peço que compreenda minha ação Lorde Lotharius, entre os antigos aqui presentes eu escolhi o senhor! Sua Prole Sir Michael se encontra na parte inferior do andar...

    O Tremere abaixou a cabeça e abriu a boca sem emitir nenhum som, a dor que a fome causava era devastadora.

    " Que dor...como este homem é mentor do Senhor Michael, ele me parece um daqueles camponeses dos filmes medievais...nunca vi um Tremere vestido assim...será que errei?"
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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

    Mensagem por Danto em 9/5/2016, 01:57

    -Fico profundamente feliz que as profecias que ecoavam em meus tempos não tenham acontecido, o século vinte e um se apresenta diante meus olhos como uma caixa de pandora. Ulrich, me acompanhe, iremos até Michael e com eles decidiremos o que irá ocorrer desta noite em diante. Já de antemão lhe adianto que iremos até o refúgio de Karl e ele não se localiza na cidade de Berlim, mas sim em Munique na região da Baviera, és familiarizado com essa localidade nas noites atuais?

    O homem responde de maneira tranquila enquanto saia de seu antigo objeto de aprisionamento e proteção. Os olhos dele corriam por todo ambiente e paravam na esfera de engrenagens com uma notória curiosidade, o mesmo então caminha até ela e retoma a palavra.

    -Jovem, jamais abaixe a tua cabeça diante um antigo. Não és meu servo, não és minha prole, muito menos és meu lacaio. Sabia o teu lugar e caminhe em seus sapatos. Levante a tua cabeça e caminhe a dois passos de distância, não direcione seu olhar diretamente a minha face, mas busque olhar em direção a meu tórax. Agora vamos e no caminho me explique a razão por possuir um anel que outrora pertenceu a Ilse Reinegger... E sobre a tua fome, não se preocupe, ordenaremos que os servos sobreviventes cedam alimento apropriado.

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    Re: Ato XII - Narrativa de Ulrich: East to West

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      Data/hora atual: 15/12/2017, 19:39