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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

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    Danto
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    Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 26/4/2016, 00:08


    Um passo em direção a ravina foi dado e sua alma inteira foi dragada pelo mais profundo negro abismo. Mas não houve a sensação de queda, muito menos houve qualquer percepção temporal sobre o abismo que foi criado pelas mãos da morte. Nenhum único sentimento lhe passava pelo corpo ou mente, nada, nem ao menos o silêncio, haviam apenas as trevas eternas...
    E sem nenhum anuncio, a luz surgiu do céu negro. Duas imponentes e gigantescas luas brilhavam intensamente no céu, seus pés estavam enterrados em areia molhada, o cheiro forte de maresia invade suas narinas. Seus olhos então veem, finalmente, abertos, eles veem a margem de um rio belíssimo, com grandes rochas brancas cravadas ao longo de seu percurso. A areia que tocava seus pés era tão branca quanto as rochas.
    Você então se vira para ter uma visão do que estava às suas costas e faltavam-lhe definições para compreender o que estava lá.
    Uma enorme muralha de pedra posta muitos metros de distância, a muralha circundava uma cidade colossal, digna dos antigos e já esquecidos grandes impérios mesopotâmicos. Mas havia algo de errado... Os tempos de ouro já haviam passado, apesar da muralha ainda estar de pé, as grandes torres e necrópoles se encontravam em ruínas, uma tempestade de caos e destruição havia usurpado a glória daquela cidade imperial.
    As proporções dela era inimagináveis para época, muito mais do que Berlim ou qualquer outra cidade que você já havia visto, lá estava Enoch, o grande paraíso, o primórdio dos cainitas. Em seu centro, havia uma construção simplesmente fenomenal, uma torre que alcançava os céus e que encobria uma parte ao norte da grande cidade.


    Você então dava um único passo me direção a cidade e no mesmo instante que seu pé tocava os alvos grãos de areia, uma poderosa falta de ar lhe agarrou os pulmões e torceu com força. A presença do sangue, a força dos verdadeiros antigos, os titãs do sangue... Haviam criaturas de poder inalcançável no interior daquela cidade e suas almas era tão grandiosas que ceifavam o ar de seres pequenos como você...
    Seus olhos então tremiam ao ver o que estava acontecendo no alto de uma das necropolis, você era capaz de contar facilmente mais de cem homem pendurados de cabeça para baixo, vertendo sangue em uma canaleta de pedra. E isso acontecia em várias outras construções mais altas, incontáveis homens e mulheres, pendurados pelos calcanhares por correntes e grandes estacas. Vertendo sangue em verdadeiros rios vermelhos que cruzavam a cidade inteira, indo de uma ponto a outro. Além disso, a mais aterrorizante visão era a cachorreira que caia da grande torre central, do céu, escorria uma feroz torrente de sangue, como se no topo daquela construção infinita houvesse uma legião de humanos sendo sacrificados a todo segundo.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 26/4/2016, 22:43


    Cheguei... no fim da ravina. Estou no fim e no começo de tudo. Estas águas... foram elas que proveram vida para os ancestrais, foram elas que trouxeram o verde para o mundo. Essas pedras brancas... foram com elas que construímos nossas cidades. Essas areias... Pego as mesmas com minha mão esquerda enquanto me agacho. Me levanto com aqueles quartzos em mãos. Para então jogá-los de uma mão para a outra. Como uma pequena ampulheta. O tempo corre... Meu tempo corre... Mesmo em um lugar a temporal. Mas esse tato... Não posso esquecer desta sensação. A sensação da verdade. Da compreensão. Apenas abrir meus olhos para esta cidade... Meu conhecimento se esplandece, minha visão se abre para novas possibilidades. Tudo que eu conhecia deixa de fazer sentido e começa a fazer. É uma miscelânea infinitas de sentimentos.

    Dou um passo para a frente e sinto a vertigem chegar como um choque correndo por minhas veias. A razão volta para minha mente. As palavras da antiga senhora da morte. Não devo me atrever à andar pelas areias depois de chegar à ver a muralha. Mesmo querendo cumprir minha sina, tenho obrigações à zelar. Não estou aqui para expandir meu conhecimento, mas para pagar por uma promessa. Então não posso errar, não posso falhar. Preciso que minha mente e meu sangue cooperem comigo. Assim devo me preparar.

    Pego minha Adaga de Madrepérola. Seguro a mesma com força e viro o gume para meu próprio peito. Então a faço tocar em meu peitoral lentamente. Até eu sentir o lugar certo. O lugar sem carne ou osso. E ali enfio a adaga lentamente. Mas ao mesmo tempo forçando todo meu sangue à reagir à intrusão do aço. E assim á se fortalecer. E em minha mente apenas foco: "Viajante da Dor, me dê suas forças".

    Teste de Dano Letal: 2d10
    Teste de Absorção: 3d10
    Teste de Potência do Sangue: 8d10


    Última edição por King em 27/4/2016, 16:47, editado 2 vez(es)
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 26/4/2016, 22:43

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 8, 9

    --------------------------------

    #2 'D10' : 1, 2, 9

    --------------------------------

    #3 'D10' : 5, 3, 6, 9, 10, 7, 4, 5
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 27/4/2016, 17:52

    A ardência era forte em meu peito. A dor gerava reação por todo o meu peito. Meu reservatório interno de sangue fervia. Era possível sentir o mesmo correndo pelas artérias. Como se eu ainda tivesse um coração funcional. Era possível sentir todo o meu corpo agora. Cada centímetro do mesmo para cada movimento que meu sangue fazia pelo mesmo. O tato chegava até a ponta do pé, onde era possível sentir com mais detalhe as areias. Minha mão segurando a mesma recebia um tato mais refinado da mesma forma. Era como se meu envólucro, minha casca material, inteiro despertasse. Um despertar forte. Minha besta queria gritar, mas eu sou mais forte que a mesma e a seguro com minha própria vontade tencionando meu punho com a adaga com força. E então retiro a mesma.

    Um pouco de sangue escorria pela ferida. Mas logo parou. Todo o meu ser envolto em carne e ossos se mostrava mais forte e resistente. E assim sendo, minha mente também se mostrou. De tal forma olhei novamente para a cidade. observei aqueles corpos, aqueles mortais servidos como sacrifícios. Não sei o que sentir sobre aquelas pobres almas. Afinal as leis que percorrem esse mundo são distorcidas ao meu. Meu julgamento não tem espaço aqui. Mas aquele sangue todo... Nunca antes me senti tão potente de sangue... Olhar para todo este sangue me gera uma sede que nunca antes tive... Mas esta sensação é apenas temporária, não posso me desconcentrar com esse poder ilusório, ele apenas servirá para me ajudar à completar minha missão.

    Com a mão livre a estico lentamente na direção da cidade. Enquanto faço isso observo quais são as poderosas fontes de luz que clareiam o lugar ao qual eu estou. Como deveria ser o céu de uma cidade no fundo do reino dos mortos? Mas apenas passo um pequeno tempo me concentrando sobre esse fato. Afinal tento sentir com minha mão se meu corpo ainda se contorce de dor por se aproximar da cidade. Pois preciso saber o quão eficaz foi meu ritual. E independentemente da resposta junto as duas mãos na adaga ensanguentada. Fecho os olhos e tento sentir o peso da areia que ainda estava em minhas mãos. E apenas uma palavra corre em minha mente. Kemintiri

    - Senhora das Areias Eternas! Aquela que desafiou o terceiro filho de Adão! Aquela que luta pela liberdade! Em meu sangue corre o teu, Kemintiri! E corre para que eu possa lhe entender, lhe guiar, lhe ajudar! Ouça minhas palavras, pois vim ao seu chamado!

    Teste de Ritual: Int(5) + Ocu(5), Dificuldade: 4
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 27/4/2016, 17:52

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 3, 10, 3, 2, 9, 10, 10, 5, 6
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 28/4/2016, 01:39

    A sua mão é esticada em direção a grande cidade, um vento gélido toca seus dedos e nada além disso acontece. A sua feitiçaria parecia ter sido muito bem executada e a sua força sanguínea estava muito amplificada, ao ponto de permitir até mesmo um possível avanço. Mas esse não era seu real objetivo, a Adaga foi então o foco da sua vontade e da sua percepção, o elo mental foi construído e a mensagem enviada, mas infelizmente, não foi respondida...
    Uma lufava forte de vento então faz as areias brancas subirem e rodopiarem a sua frente, junto com o vento, uma risada masculina muito fina, distante e ao mesmo tempo próxima, ecoava pelos ventos como se alguém estivesse profundamente entretido com alguma situação. Um barulho de algo caindo na água, você prontamente se vira e não vê nada além da superfície tremula do rio...

    -Atrás.

    Diz a fina voz masculina, você então se vira e se surpreende a ver a imagem de um homem com traços africanos, de pele albina, cabelos esbranquiçados e olhos ligeiramente azulados e opacos. Ele sorri exibindo toda a arcada dentária pontiaguda e composta apenas por dentes idênticos. Ele usava uma camisa branca de lã velha, um cordão negro de couro com um simbolo de madeira pendurado no mesmo, calças marrons e de lã barata, com os pés enfiados na areia ele então falava.

    -Sua mágika é hilária, quem você é e da onde veio? Eu sou Inzr e venho de Eridu. Sou um andarilho, você é um filho de Haquim... Mas seus traços são estranhos, você veio de fora?

    Inzr de Eridu:
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 30/4/2016, 01:54

    "- Grande Kemintiri! Ouça meu apelo! Temos que completar sua missão sem comprometer este mundo! Dei minha palavra que lhe ajudaria e assim o farei!"

    Grito mentalmente contra o vento de Enoch. Temia ela não querer receber minha mensagem. Mas isso não podia acontecer. Entretanto vejo que deverei ter paciência. Uma virtude difícil de se possuir dentro de um lugar tão perigoso como este. E não custou muito tempo para meu alerta de perigo me acionar. Meu instinto logo chama a atenção com o som da água do rio em movimento. E então com a voz final, percebo atrás de mim uma presença que me gera um curto susto.

    Meu poder funcionou como um farol, eu esperava de fato a possibilidade de eu chamar a atenção utilizando meus feitiços. Entretanto não possuía muitas escolhas. Agora é a hora de eu me comportar como um homem justo e polido deve se comportar. Afinal nada sei sobre nada e não posso agir com descuido fora de minha zona de conforto. Minha voz será cortês e meu sorriso pincelando a sinceridade quando começo a falar.

    - Sou o humilde Kiril, da Bulgária. Um descendente bastante distante da linhagem de Haquim. Sou um viajante também, de terras distantes. Vós achastes interessante minha magika? Não é algo incomum em minha terra, devo dizer.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 30/4/2016, 19:08

    O negro albino sorri ao ouvir as suas palavras, caminhando calmamente sobre as areias brancas, os pés do homem não deixavam rastro algum e não causavam nenhuma única pegada, nem sequer movia as areias, era como se o corpo dele não tivesse peso algum ou se ele fosse uno com aquela areia. Colocando as mãos na cintura ele responde.

    -A Feitiçaria Assamita é famosa, me lembro inclusive de encontrar um grandioso feiticeiro a milênios atrás. Mas acho que hoje ele dorme no interior da fortaleza negra construída pelas mãos de Haquim, de qualquer forma, sim eu me interessei por ver você realizar ela de uma maneira tão vulgar e extremamente mal executada. És um novato nos estudos?

    Enquanto o homem a sua frente falava, a primeira resposta chega à sua mente. Não era nenhuma palavra, era apenas o som de uma respiração. Uma respiração cansada e irritada, seguida de uma forte expiração de profunda irritação, a matusalém do Egito estava enfrentando a própria besta à beira de um frenesi.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 1/5/2016, 00:10

    - Permita-me contar uma história ocorrida das terras de onde eu vim. Um grupo de magos, sim aqueles que usam magika sem possuir a maldição de Caim, usurpou o poder de Saulot devorando sua alma. Com esse novo poder eles criaram uma gigante legião. Eu por ventura do destino consegui ter em mãos muitos materiais de estudos destes. Entretanto sem ninguém para me lecionar na minha linhagem sanguínea, nunca consegui desenvolver meus poderes na mais alta maestria. Ainda sou muito jovem e tolo para conseguir honrar o sangue que corre em minha veias...

    Me pergunto o quanto esse andarliho conhece sobre esse mundo e os segredos que o circundam. Devo admitir que sempre almejarei compreender mais sobre a feitiçaria que corre em minha veias. Mas devo concordar com ele, que sou apenas um pequeno amador mal instruído. Existe um abismo de diferença de conhecimento entre nós. E posso dizer isso apenas olhando o mesmo andando pelas areias. Me pergunto se o mesmo conseguiria entrar em Enoche.

    Mas eu consigo ouvir! Ela está em perigo. O frenesi está para tomar a mente dela. Eu preciso ajudá-la. De alguma forma tenho que oferecer para ela forças para continuar. Ela não pode ser derrotada pela sua prórpia besta. Tem de haver alguma forma que esse inútil feiticeiro seja capaz de ajudar. Têm de haver alguma forma. Preciso pensar e t~em de ser rápido.

    - Eu preciso dizer que a conversa com o senhor me soa muito inspiradora à entender de fato o quão fraco e mal executado são minhas habilidade. Existe um longo caminho pela minha frente ainda, isso tenho de admitir sem me envergonhar. Infelizmente uma aliada minha está em perigo, e mesmo eu não me vendo capaz de ajudá-la com os poderes, preciso encontrar uma forma de ajudá-la. Tenho de saber onde ela está primeiro, por mais que meus instintos dizem que a mesma está do outro lado da muralha...
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 2/5/2016, 05:44

    -A famosa urgência dos novos tempos não é mesmo? Máquinas à vapor, aparelhos eletrônicos, fluxo de informações. O agora deve ser tomado agora, linhas de produção, as forças da grande Weaver se manifestam em formas e padrões idênticos e todos são postos em fileiras, atrelados por suas teias de falsa necessidade. Porque desperdiçar uma oportunidade tão auspiciosa de prosa por tamanha urgência? E além disso, é louvável o reconhecimento que possuí a cerca das tuas habilidades e poderes. Eu sinceramente não o recomendaria a caminhar pelas areais dessas terras, seria uma enorme infelicidade assistir a tua morte... Agora me diga, humilde Kiril, quem é a sua aliada de precisa tanto de sua ajuda? Sei que sou apenas um Maeghar, mas posso ir e vir de onde quiser.

    Respondeu o cainita a sua frente, exibindo os dentes pontiagudos em uma falha exorbitante de demonstrar um sorriso simpático. Ele demonstrava um conhecimento superficial sobre o mundo moderno, apesar das máquinas à favor já serem um passado, era surpreendente que uma criatura de um reino tão antigo pudesse de certa forma, possuir tais informações. Ele mantinha o sorriso estranho e assustador na face, em uma tentativa de se mostrar solícito e inofensivo, mas acabava por falhar sem sequer perceber o erro que cometia.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 2/5/2016, 10:03

    Um Maeghar... Essa palavra já cruzou meus estudos há muito tempo. Mas está além da minha memória agora. Fora o fato de ser uma entidade muito acima de meus conhecimentos... Como eu gostaria de poder conversar mais com este ser. Infelizmente o tempo urge e o frenesi da antiga têm de ser contido a todo custo. Não posso falhar em ajudá-la, pois eu prometi que a ajudaria, era uma promessa superior à apenas provir um pouco de meu sangue para ela. Assim regresso a falar com um tom humilde de voz, mas ainda com um ar de preocupação.

    - A verdadeira sabedoria vem da humildade de compreender o quão grande é o universo ao qual existimos e o quão insignificante nós somos perante esse. Foi graças à minha aliada que pude ver isso com mais clareza. E assim fiz uma promessa de sangue que a ajudaria a todo custo. Mesmo esse juramento me privando de poder ter a honra de conversar com um sábio Maeghar de Eridu como vós, por um tempo prolongado. E também estando ciente que esse juramento me faria arriscar minha alma por completo. Já abandonei meu corpo carnal para estar aqui e temo ter de arriscar o que resta de minha essência para tentar cumprir minhas palavras. Afinal minha aliada é Kementiri, inimiga de Seth, e ela está agora lutando contra sua besta interior nas muralhas de Enoch.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 3/5/2016, 20:39

    Toda as suas palavras eram ouvidas com enorme desinteresse pelo homem que cruzava os braços a sua frente, não era uma atitude presunçosa, mas certamente a moral dele passavam muito longe da sua moral. Algo comum e até esperado em uma lógica temporal coerente, afinal, milhares de anos distanciavam vocês dois. Mas no exato momento que você cita o nome de sua aliada, o homem arregala os olhos e assustado diz.

    -A sacerdotisa de Isis? Escolhida de Hórus e inimiga de Set? A mulher que detém os conhecidos sobre o Feitiço da Vida?! Por todos os Deuses! Como ela pode ser a tua aliada?! Ela está aqui nesse exato momento? Lutando contra a própria Besta? Jovem, existem filhos de Set no interior daquelas muralhas! Uma catástrofe! Precisamos evitar imediatamente!

    O homem então se inclina para frente e toca a sua mão direita, para em seguida se virar e sair literalmente correndo em disparada em direção as muralhas. A velocidade dele era incrível e em poucos instantes você via apenas uma rajada de vento cortando as areias a sua frente, a criatura era capaz de se transformar em ar!
    Ainda com receio, você deu um passo a frente. Mas não houve nenhuma represália, o Maeghar havia lhe dado permissão de entrar.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 4/5/2016, 13:41

    O que é a minha justiça para um Maeghar das areias eternas? O que minha honra e minha palavra deve significar para o mesmo? Nada eu presumo. O que não significa que ele tem seus próprios valores. Eu já tive outros, me guiava pelo poder absoluto na minha sede por sadismo. Agora almejo trazer justiça no nome daquela que me curou da doença que corrompia minha alma. Outros como o Erick da Mão Negra, via o seu caminho de iluminação pela dor. Cada um vê seu próprio percurso. E agora eu vejo o meu. Através da morte e das areias profanas. Na direção da cidade perdida. Não falharei com minha palavra.

    Fico feliz em saber que Inzr entende a gravidade da situação. Logo não perderei mais tempo. Já estou morto e só minha palavra tem significado agora. Se eu não for para Enoch, tudo ao qual eu prezo perderá o significado e eu não serei nada. E se eu for, eu poderei me perder para sempre, mas não trairei minhas palavras. Assim sendo, com um passo atrás do outro sigo a brisa das areias. Mantenho minha adaga segurada com força em minha mão, pois não poderia perder ainda a ligação sensorial com minha Deusa.

    "- Aguente firme Deusa! Eu estou a caminho!"

    Corro com o vento para as muralhas.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 5/5/2016, 03:39

    Você correu em direção a cidade, a tempestade de areia que outrora conversava contigo já desaparecia no horizonte. Mas seus olhos já não viam mais a mesma Ur, não havia a grandiosa torre, não haviam pessoas penduradas nas alturas das enormes construções. Um efêmero calafrio lhe subiu a espinha, o gosto de cinzas se espalhou por toda sua garganta... Você estava finalmente a correr pelas areias da primeira cidade!



    Você então desce por um vale de areia para finalmente chegar nas primeiras construções da Primeira Cidade. Correndo por entre casas vazias que outrora pertenceram aos mortais e aos servos dos grandes lordes daquela cidade, seu único caminho de acesso as muralhas era através de uma ponte de pedra que era na realidade, um enorme bloco, grande o suficiente para ligar as margens do rio artificial que contornava a cidade.
    Subindo a pedra, você vê que não existem portas fechando a entrada, apenas um arco construído no muro. Seria simples chegar até o interior da cidade, ninguém estava se dando ao trabalho de interromper a sua corrida e a razão era tão óbvia que beirava o vulgar.
    No exato momento que você ultrapassa o grande arco na muralha, a imagem terrível de sua salvadora, pequena como era, linda como nenhuma outra jamais seria, de pé e descalça nas areias brancas da sagrada primeira cidade.
    Com o torso inundado de vitae e doze cadáveres decapitados, atirados no chão ao seu arredor. A frente da mulher, havia um egípcio com roupas faraônicas. Ele brandava com ódio e poder contra Kemintiri.

    -Eu sou Neferu! Prole de Nakhthorheb, o terceiro dos treze Hierophants! Você destruiu meus filhos e irá receber as punições justas por isso! Irei arrancar teu coração! Maldita Sacerdotisa de Isis!

    Kemintiri olhou para o homem, que tentava intimida-la com todo o poder de possuía em seu corpo. Você sentiu a besta da antiga rugir, o eco do brandar de sua fúria era tão poderoso e alto que seus pés se fundiram a areia em pavor de se aproximar. Ela então lançou seus olhos de serpente na direção de Neferu e com um único movimento suave no ar, como se desse um tapa em uma mosca, ela destruía o tronco inteiro do homem. Compensando o corpo dele inteiro em formato de uma bola de carne sem ossos, os estalos dos ossos viram pó, o sangue jorrando para todos os lados. E sem sequer encostar no mesmo! Não havia nenhuma criatura tão poderosa como Kemintiri em mundo algum...

    -Eu queimarei essa cidade até que suas paredes se tornem cinzas! Quem pensam ser? Vermes insignificantes! Fanáticos prepotentes! Se mais um filho daquele covarde surgir em minha frente não sobrará nada para ser adorado nesse MUNDO! ME DEVOLVAM IMEDIATAMENTE O QUE USURPARAM DE MIM! ME DEVOLVAM AGORA!

    Os gritos da titã faziam as paredes tremer, as areias começavam a ceder e as estrelas vibravam como se fossem cair do céu. Em meio ao temor jamais sentido, você era capaz de ver vários cainitas saindo de suas moradas na cidade, vindo em direção à Kemintiri. Alguns raivosos, outros temerosos. Uma batalha de dimensões inimagináveis estava a segundos de acontecer e a besta da mais antiga de todos estava borbulhando de raiva, à uma lufada do frenesi brutal.
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 5/5/2016, 12:49


    Ur... A cidade da lenda eterna. Mais esquecida que a própria Enoch. Estou no fundo mais profundo da umbra. Abaixo de onde estamos apenas o abismo se revela. Aqui é o início de tudo, de toda nossa história e de todos os nossos pecados. E também onde o final será protagonizado. É aqui que a justiça será aplicada. E chega de meias palavras. Chega de se preocupar com o futuro. Este é o meu presente e a hora chegou. A hora da justiça. De fazer justiça com as próprias mãos. Posso ser fraco diante todos estes que aqui estão. Mas eu sou o farol de minha deusa, e brilharei como nunca antes brilhei.

    Ando sem hesitar pela ponte da Primeira Cidade. Vendo a cena na minha frente enfio a adaga com força em minha mão esquerda. Fazendo o sangue desta fluir pelas mil camadas de aço de Damascos. "Fique mais forte, pois traremos justiça para o mundo". Mas não termino nesta ação. Com a mente determinada, foco na centelha de fogo. Aqui, no fundo tártaro, minhas chamas devem se comportar de forma diferente, e agora elas acenderão em minha lâmina. Com o elo com o aço, forço o ar à queimar em combustão em cima de minha adaga. Trazendo os lampejos mais potentes de fogo para a mesma.

    Com minha Adaga de Madrepérola ardendo entre sangue e fogo, me adianto para a praça central. Medo não era um sentimento que corria em minha mente. Minha missão estava a pouco passos e eu não poderia falhar com ela e nem com ninguém. Eu, querendo ou não, deixei um legado para trás. A cidade ao qual me escravizou, agora se tornou meu lar. E por ela, não posso permitir que a danação traga mais lamentos para aqueles que residem nela e lutam com esperança. Devo terminar o que comecei. Custe o que custar. Minha alma é um preço barato pela justiça que agora eu represento.

    Olho para aqueles asseclas com um olhar de desgosto. Filhos da injustiça. Pecadores profanos, devotos de um covarde. Meus olhos ardem em menosprezo ao olhar para aquelas almas tolas e perdidas. Mesmo as mesmas sendo infinitamente mais poderosas que eu. A justiça não segue hierarquias como o sangue segue. Meu corpo apenas gera ódio por estes seres, como se meus olhos fervessem ao focar nestas criaturas. Como se minha própria noção de justiça conseguisse paralisá-los dado à minha vontade.

    Ando na praça diretamente para minha deusa. Mas não deixo meus sentidos apenas focados na mesma. Observo todo os arredores. Aquelas criaturas... Poderiam me atacar a qualquer instante. Meu sangue potente corre em minhas veias como nunca antes correram. Meus músculos fracos e esquecidos de um velho guru se tornam poderosos, como dos maiores guerreiros que já presenciei. A sede bate em minha garganta como nunca antes. Mas ainda não é hora de se preocupar com a mesma. Tenho de cumprir minha missão.

    Meus olhos agora focam em minha deusa. Olho ela como olhos que eu nunca vi antes. A ira em minha visão não flui na direção dela. Apenas um respeito que não tenho por ninguém mais. Katarina eu amo com um amor puro e até carnal, afinal ela foi a única que me deu afeto depois de minha própria mãe em tempos esquecidos. Mas kemintiri, eu a amo por um simples motivo. Foi você que permitiu que a minha alma conhecesse a palavra amor mais uma vez. Foi você que me despertou. E agora é minha vez de despertá-la. Não sei o que foi tirado de vós, mas não posso permitir que perca sua própria alma para sua besta interna.

    - Kemintiri. Sacerdotiza de Isis, companheira de Osíris. Minha deusa. Minha salvadora. Venho ao fundo do Tártaro para cumprir meu juramento a vós. Não posso permitir que seu ódio por este covarde que sequer aparece pessoalmente fraqueje a sua mente. A vida e o destino de toda a sociedade cainita e mortal recaem sobre ti. Sua mente têm de estar afiada agora, para saber como realmente agir diante desta corrupção. Eu estarei ao seu lado. Mesmo sendo apenas um inseto em comparação com esses inimigos. Mas serei um vaga-lume, e minha luz irá iluminar sua razão. Vamos juntos fazer Seth se ajoelhar perante os crimes que ele cometeu. Aceite a minha luz.

    Vou me aproximando dela enquanto falo minhas palavras. Demonstrando o maior nível possível de afeto, empatia e respeito. Olho para a mesma com carinho e admiração. Me forçando a ignorar a besta da mesma, apenas me focando na imagem que a mesma sempre se portou diante a mim. Não possuo medo dela, afinal ela é o avatar da justiça que escolhi para servir. E por ela morrei sem pestanejar. Afinal apenas existo graças à mesma. Aquele Kiril sádico e profano morreu e nunca mais existirá. Agora apenas existe um servo da justiça que ama aquela que lhe trouce a razão. E está na hora de devolver o favor. Me aproximo de seu rosto para lhe dar um beijo em seus lábios e transferir minha vontade e dedicação para a mesma.

    Teste de Lâmina Ardente(-3 pontos de sangue) 10d10, dif 5
    Teste de Olhos da Serpente 8d10, dif 9

    Inflo força em 7
    Pontos de sangue: 5/50

    Queimo um ponto ETERNO de Força de Vontade


    Última edição por King em 5/5/2016, 14:52, editado 4 vez(es)
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    Dados

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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Dados em 5/5/2016, 12:49

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 6, 2, 10, 9, 9, 10, 6, 6, 9, 2

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 3, 4, 10, 10, 4, 8, 10
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por Danto em 6/5/2016, 04:41

    Suas palavras fizeram a semi-deusa olhar na sua direção, mas foi o seu toque que a fez parar. As mãos da mulher de milhares de milênios de idade se abaixaram e sua postura se fragilizou, a besta se calou e seus lábios foram retribuídos com um suave e inesquecível beijo. Não era uma retribuição carnal ou amável, era um beijo de uma mãe em um filho, de uma Senhora em sua Prole. Os olhos serpentados de Kemintiri desapareceram, aparecendo em seu lugar os mais lindos olhos verdes que já existiram na face de todas as terras e mundos. Duas jóias esmeralda, profundas como os mais fundos oceanos e belos como apenas os deuses poderiam ser. Ela então olhou profundamente nos seus olhos, reconhecendo a tua força, ela sorriu de orgulho e sussurrou.

    -Kiril, meu querido... Obrigada.  

    O corpo de Neferu que antes era apenas uma esfera morta de carne se retorcia em movimentos estranhos, sua pele se tornava escamosa e sua espinha dorsal destruída se expandia, o homem se transformava em uma enorme serpente de quase oito metros de comprimento. Os outros mortos também se transformavam em cobras,alguns com até duas cabeças, era a fúria dos filhos de Set que os fazia voltar da morte final para uma última tentativa de vingança. Kemintiri desviou os olhos de você para as criaturas em forma de víboras pútridas e esverdeadas de ódio. Na mulher não havia mais fúria, não havia mais descontrole nem ódio, a sua vontade havia mostrado o caminho, a sua força havia apontado o norte.

    As serpentes então avançaram na direção de vocês, com enorme violência e descontrole. Mas nenhum único ataque foi desferido, pois a voz de Kemintiri se fez ouvir mais uma vez no interior da cidade de Ur.

    -Eu vivi nessa cidade, eu olhei profundamente para essas muralhas quando elas existiam e ao arredor dela havia apenas o nada! Eu adentrei essas muralhas como uma escrava em punição, humilhada, acorrentada e sete mil chibatadas eram desferidas contra minhas costas todas as noites. Os outros, olhavam com sorrisos nas faces, contentes em ver o sofrimento de uma mulher que ousou desafiar os falsos líderes. Eu jurei, sob essas areias, que faria todos que sorriam e aplaudiram sofrer! Filhos de Set, recolham-se ou eu não irei abaixar a minha mão até transforma-los em pó!

    As serpentes pararam, os outros cainitas que saiam de seus refúgios também. Com a exceção de um único homem. Um homem da sua altura e estatura física, longas barbas brancas e um olhar calmo, ele abria os braços e se aproximava, vestido como um judeu dos tempos bíblicos. Ele se pôs a falar.

    -Minha Senhora, meu nome é Cretheus. Sou o primeiro filho de Mithras. Lembra-se de mim? Um velho fraco e curioso que ousou desafiar o poderoso protetor da justiça dos céus para um jogo de charadas e o venci? Você se recorda minha Senhora? Pois eu me recordo de vê-la ao lado de Mithras e se perder em risos ao ver a fúria de meu Senhor diante de sua primeira e única derrota... Permita-me, minha Senhora, uma aproximação para que seja posto um fim neste mar de sangue.

    Kemintiri faz um suave sinal de permissão e o homem se aproxima, ele olha diretamente para você e abre um pequeno sorriso nos lábios ao reconhecer a mágika que fluía pelo teu sangue. O velho então para a dois passos de distância da sacerdotisa de Isis e faz uma enorme reverência à ela, saudando toda a magnitude que ela possuía e reconhecendo sua superioridade, sua força e seu sangue.

    -Eu me recordo sim, Cretheus, sua face é inesquecível pois arrancastes de meu grande amor a sua fama de imbatível. Como poderia um velho mortal vencer a mente de um Deus?! Lembro-me de segurar Mithras pelos braços, ele queria arrancar a tua cabeça e carrega-la como um troféu. A besta dele desejou se banhar em seu sangue, mas eu o disse: Homem, abra teus olhos, veja a dádiva que está a tua frente. Este será teu primeiro filho. E assim foi feito não é mesmo?! Cretheus, eu vim em busca do  Pilar Djed... Eu o deixei aqui... Eu preciso dele.

    O velho então balançou a cabeça negativamente em uma expressão triste, para responder com uma voz firme e confiante, porem, profundamente deprimida.

    -Desculpe-me, grandiosa Kemintiri, não há Pilar. Não há mais o que outrora houve aqui... Uma grande tempestade ecoou pelos reinos mais altos e jorrou trovões e monstros dos céus nos reinos mais profundos. O pilar estava posto na parte oeste da cidade, próxima a Ubar e não temos mais nada da parte oeste... Como podes ver, há apenas o deserto onde deveria haver o templo de Zilah... Perdoe-me, minha Senhora, mas não possuímos o pilar e nenhuma outra relíquia verdadeira de Ubar ou do Templo dos Três Filhos de Caim.

    Kemintiri caiu de joelhos nas areias de Ur, abraçando o próprio corpo em um sinal de desespero. Tudo havia sido em vão... Desolada a mulher se aprofundou em seu silêncio e a voz da morte ecoou na mente de Kiril.

    "O tempo está acabando, você precisa retornar imediatamente ou jamais sairá de onde estás. Você precisa ter a permissão para regressar ou as areias irão o aprisionar eternamente em Ur"

    [Off: ultima ação para o final do Ato]
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    Re: Ato IX - Narrativa de Kiril: Black as Hell

    Mensagem por King Jogador em 7/5/2016, 13:34

    Meus olhos se arregalam vendo as criaturas mortas endemoniadas. Mas nada se compara com minha surpresa em sentir a pele de minhas deusa e de poder despertar o poder absoluto da mesma. Só que vê-la chorar no chão foi uma visão dolorida. Era como se eu tivesse morrido de novo. Uma dor tão forte como quando aquele sol se pôs no Mar Negro gerações atrás. Porém, agora preciso me concentrar, preciso ser o farol que prometi ser. Seguro a gota de sangue em meu olho e me viro para Cretheus enquanto apago o fogo de minha adaga e sorrio para o mesmo fazendo uma breve reverência.

    - Honrado Cretheus. Uma honra conhecê-lo. Sou Kiril da Bulgária, seguidor de Kemintiri. Uma pena conhecê-lo em tempos tão conturbados. Mas vale ressalvar sobre seu grande senhor. O mesmo cansou do mundo moderno e abandonou sua amada Britânia para tempos conturbados. Talvez seja a hora de vós por a sua sabedoria em prática no legado de seu senhor, para que o que ele criou não seja perdido. Mas permita-me agora resolver problemas mais latentes.


    Me abaixo ao lado de Kementiri e a envolvo em um abraço. Sabia que estava cruzando o limite entre humanos e cainitas. Mas era necessário. Preciso mostrar para ela o quão importante é a missão dela. E o quão perto ela está. Não se pode desistir agora. Eu mesmo me joguei no oblívion de braços aberto. Não se pode morrer na praia. Esta na hora de levantar para se lutar mais um dia. Sempre haverá o amanhã para se lutar.

    - Minha Deusa! Eu imploro que vós não desista. Estou contigo para todo o sempre e sempre lhe trarei uma luz em tempos de escuridão. Pense, essa cidade estava cheia de filhos do covarde. E os mesmos desafiaram a própria morte final para tentar lhe barrar. O que significa que estão desesperados. A senhora está muito próxima de seu objetivo, não desista agora. O próprio Seth me disse que enviará suas hordas para dizimar Berlim. Logo ainda se há um legado de Osíris lá para se proteger. Sem falar que poderíamos extrair informações destes asseclas para saber o que fizeram com o que roubaram daqui. Me dê forças para ser o seu Khopesh em Berlim. E venha comigo de volta para o mundo dos vivos. Sua missão ainda não terminou. Está apenas começando.

    "- Estou pronto Nikolayevna, meu trabalho está feito."

      Data/hora atual: 22/10/2017, 17:16