WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

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    King Narrador

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    Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 26/4/2016, 22:20

    30 de Agosto, 2005, ??? (Próximo da Alvorada)




    A escada terminou revelando uma grande sala. Toda esculpida em mármore. Como se uma grande rocha pura do próspero minério fosse delicadamente lapidada por dentro oferecendo um recinto de rocha maciça. Só que as belezas do recinto morriam na qualidade da pedra. não havia extravagâncias na tumba. Sem estátuas, sem adereços, ornamentos. Havia apenas um caixão. Um único e solitário caixão. No meio da grande e abandonada sala conquistada por inúmeras raças de aranhas ao longo de inúmeras gerações.

    O caixão possuía detalhes de madeira clara. Esculpido com delicadeza e com um leve tom de tinta. A qual já estava um pouco desbotada. Entretanto a essência da peça havia se mantido íntegra. O mais potente no entanto, não era a qualidade do material e sim a potência que emanava do mesmo. Era como se o ar estivesse abafado, quente, úmido e a ponto que queimar em eletricidade. Uma sensação de um ambiente carregado. Mesmo você sabendo claramente que estava frio e nada úmido. A sensação de potência latente não se deixava enganar. E então seus olhos bateram em adesivos escritos em sangue colados nas bordas do caixão. Então a voz voltou.

    "- Não está em meu acervo conhecimento perfecto do que tem do lado exterior desta escultura melancólica de pinho de Riga. Entretanto, porém, todavia, me atrevo à dizer que existe em suma existência algo que me impede de sair deste recinto. Vós conseguiria me conceder alguma assistência?"


    Última edição por King Narrador em 25/5/2016, 11:41, editado 1 vez(es)
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 26/4/2016, 22:42

    Rhys descia as escadas e olhou o ambiente a sua volta, o mesmo viu o caixão com seus ornamentos e então sorriu de uma forma divertida. Ele colocou a mão em cima do caixão sem encostar no mesmo.

    - Maluco, cê superou nas palavras, entretanto, porém, todavia, isso é quase um trava linguás. Suma? Que cassete é isso? Sumêmo!

    O Grande Nosferatu subiu em cima do caixão e deu três batidas na tampa, o mesmo balançava as pernas quase as fazendo encostar no chão pelo seu tamanho exagerado, ele começou a assobiar e com as mãos apoiadas próximo a borda do caixão retirar dois dos adesivos.

    - Cê é poderoso em man! Daqui da vontade de correr da sala. Tem uns bandeides com sangue em toda a volta do seu caixão. Mais fala ai ô das palavras difíceis, cê é de onde? Te prenderam por quê? Ganha quanto por mês? Tá puto com quem? Cê é tipo o Drácula? Com capa e os caralho a 4?Cê é europeu né?

    As palavras do mesmo eram um tom único de ironia misturado com a libertinagem que sua alma carregava, ele bateu com os dedos no caixão novamente e saia de cima do mesmo e retirava alguns outros adesivos com o sangue e ficou olhando para alguns que estavam já no chão, deixando cerca de uns 7 e esperar uma resposta ou a tampa explodir na sua cara e o conde Drácula sair do caixão.
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    King Narrador

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 27/4/2016, 12:24

    O primeiro selo é retirado., sua mão sente um irrelevante choque. O segundo é retirado, um calafrio passa pela sua espinha. E vai ficando mais forte para cada selo retirado. Sua besta lhe avisava que um poder inimaginável estava surgindo em sua frente. A adrenalina corria em seu corpo de forma quase inconsciente. Era já possível sentir uma brisa correndo por toda a sala quando restaram apenas sete selos no caixão. Algo muito potente estava fazendo toda a sala entrar em ressonância.

    A tampa começa a trepidar lentamente. Era uma força incalculável que estava vindo do outro lado. Seu corpo se sentia inútil diante tanto poder, entretanto era claro saber que não era nenhuma ação como Faustina fizera em seu corpo. Era unicamente a própria presença do antigo em funcionamento. Era como um grande despertar. A brisa virava quase um vendaval, a poeira voava pela superfície e as teias eram destruídas. O reinado dos aracnídeos na sala havia sido instinto de definitivo.

    "- Consigo captar que o lacre está mais esmaecido. Entretanto, todavia, não almejaria ter de me limitar à força bruta e selvagem para finalizar minha saída. Assim sendo, sou obrigado á pedir ao senhor que tenha a bondade de prosseguir com o oferecimento de sua ajuda. E assim terminar com este feitiço nefasto. Contudo, no entanto, existe ainda algo em oculto percorrendo minha mente e lutando contra o instinto de sobrevivência de sair daqui. Se o ano deste plano celeste ainda não for o de mil novecentos e sessenta e três, pediria apenas a vós descansasse nesta cripta e amanha voltasse para sua vida e esquecesse do que vistes aqui. Caso for o contrário, agradeceria profundamente se vós terminasse de retirar estes lacres. E então poderei finalmente fazer uma apresentação digna e de alto e bom tom para o senhor."
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 27/4/2016, 16:24

    Rhys deu pequenos pulos e balanço a mão quando sentiu o choque, o mesmo ficou com as presas enormes a mostra e riu de maneira ilaria para as teias voando e se desfazendo. O que ele sentia na espinha era novo, nunca havia visto ou até mesmo chego perto de alguém com presença tão poderosa, a curiosidade havia matado um gato só que ele era um vampiro.

    - Cê dormiu pra caralho em! Estamos no ano de 2000. Agora é hora do Show! Eu sempre quis falar isso. Que SOEM OS TAMBORES! ELE QUE JÀ DORMIU TANTO QUE NA VIDA PASSADA ERA UM COLCHÃO, SIR POLIDO!

    O grande Nosferatu sentido todo aquele poder e presença do antigo que ali estava no caixão ficou eufórico e mesmo receoso ele continuava a falar daquela maneira, já era nítido que sua válvula de escape para essas situações era aquele humor que só ele entendia, ele falava enquanto batia na tampa do caixão e retirava os outros adesivos, e nó ultimo ele retirou com um giro e depois deu um chute na tampa da mesma a fazendo voar reto na parede de mármore.

    " Cê dormiu de mais cara, agora é hora de ver quem me faz tremer!"
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    King Narrador

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 1/5/2016, 00:11

    O som estridente da lápide se chocando contra o mármore pôde ser ouvido com muita potência. O mesmo revelou um túmulo de portas abertas, ao qual não levou mais que alguns instantes para ter a presença de um homem se levantando do mesmo. De pele escura e cabelos densos o mesmo começava à olhar para seus arredores. O poder emitido do mesmo fazia o ar trepidar. E assim este olhou para você e sorriu fazendo um aceno honorífico com a mão direita.

    Louis Blanche:


    - Boníssima noite caríssimo Nosferatus. Eu sou Luis Blanche, prole de Maria, por sua vez prole de Helena de Troia. Sou o líder da Corte das rosas de Lyon do século XVI ao XVII. Antes fora Maestro da primeira escola de concerto do Mediterrâneo e pós doutor em Teoria de Filosofia e Música na grande Universidade de Timbuktu do Império de Mali.

    O ancião com rápidos passos sai do caixão para se portar a sua frente. Ele não era tão alto quanto você, mas emanava uma energia que o fazia se sentir mais pequeno do que nunca. Os olhos dele pareciam analisar cada centímetro de seu corpo levando alguns instante e então o sorriso sincero do mesmo morreu com a última reverência de respeito.

    - Joven que fala estranho... Sotaque londrino dedicado à culturas desafortunadas de zonas precárias. Tens o sangue de um Nosferatus Antitribu. E por mais caridosa e animada que sua alma seja, existe nela traços horripilantes de Amaranto. São tão recentes que posso até ver o espírito de uma Gárgula ser consumido por sua alma. Estes cainitas que sempre lutaram por liberdade, agora uma escrava eterna de sua ganância. infelizmente vejo mais em sua alma, o título de Baal lhe serviria bem, afinal os grilhões do inferno lhe restringe. Uma alma perdida como a sua merece uma honrada morte final. Todavia assim não o farei. Afinal prometi a vós um lugar seguro caso me ajudasse. E como me ajudou, manterei meu juramente e lhe oferecerei abrigo aqui até o próximo crepúsculo.

    O antigo começou a andar em círculo ao redor de seu caixão. E quando a primeira volta foi completada, ele tocou na madeira do mesmo e ficou pensativo por um instante. Só que finalmente lhe olhou por uma terceira vez. Dessa vez não mais em um tom menos amável como o anterior e prosseguiu com sua voz sempre altamente polida.

    - Não sei o porquê. Mas quando vós dissestes que passamos do século XX, uma onda de profunda raiva tocou meu espírito. Ainda não sei o motivo. Mas para saber melhor, preciso antes saber onde eu estou. Poderia me dizer onde de Lyon me encontro?

    A palavra raiva foi dita em um tom tão profundo que fez sua besta se calar por completo. Todo o seu sorriso brincalhão sofreu uma enorme força de desaparecer frente a frente com aquele poder.
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 1/5/2016, 13:36

    - E ai Luis, sou Rhys, não sei de onde vi nem para onde vou, só to passando por aqui!

    O Nosferatu respondeu após a apresentação do ancião, ele olhou para o mesmo e se inclinou para a frente, já estava cruzando com muitos negros ultimamente estranhos ultimamente e aquele o fez se sentir receio por algum tempo. Após a segunda frase Rhys se sentou no chão mesmo e colocou os braços por de trás da cabeça se apoiando em uma pedra o mesmo sorriu de maneira sarcástica.

    - Cê falou e falou e eu não entendi muita coisa sacas! Cê viu que o viado que me deu esse presentinho safado era um antitribu, uhm...quem sabe um dia eu volte lá e acabe com ele, é...digamos que eu não goste de ser caçado e por isso eu mostrei para aquele monte de pedra quem é caça e o caçador, essa parada do inferno ai foi por acaso, eu tipo que tropecei no capeta! O que significa Baal?

    O mesmo falou de maneira rápida enquanto aquele ancião negro andava em volta do caixão, ele retirou as mãos atrás da cabeça e abaixou a cabeça olhando para as próprias mãos, o mesmo falou de uma maneira seria, o som rouco e deformado de sua voz soou com seriedade.

    - Estamos em New Orleans, exatamente no Cemitério de Saint Luis! Todos os antigos ou a maioria estão dormindo, alguma coisa aconteceu! Se no futuro quiser minha cabeça assim o faça Luis, só peço que antes me pergunte se eu consegui retribuir o favor das duas me me fizeram ver o inferno, depois disso eu aceito a morte de braços abertos e todas as almas que destruir podem ter sua vingança! Antes disso eu não medirei esforços para permanecer andando.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 4/5/2016, 16:16

    - Grandíssimo prazer senhor Rhys. Mesmo estando ciente de sua condição deplorável. Porém, contudo, todavia, acredito que em tempos conturbados eu deva ser mais apaziguador e apenas fazer julgamentos quando a hora certa chegar. Baal é um título dado àqueles que conseguem grande feitos com o mundo profano.

    O antigo se aproxima da parede tocando o mármore de forma delicada. Ele para de falar por um tempo, como se estivesse meditando. Ele se vira para você uns instantes depois, ainda tocando com seus dedos o mármore. A voz dele agora parecia mais confusa, com menos potência que antes.

    - Nova Orleans? A antiga Orleans então foi destruída... Me pergunto que guerras ocorreram no reino da França no século XVIII e posteriores. Ainda existe o Reino francês? Esta cidade está construída nas ruínas da antiga então?

    Ele anda na sua direção novamente. Se mostrava muito pensativo. Como se estivesse fazendo um grande esforço mental. Dava para sentir um frio na sua espinha quando ele chegou perto, mesmo que a expressão dele fosse totalmente pacífica. Assim ele concluiu a linha de raciocínio dele.

    - Me perdoe a grande quantidade de perguntas. Infelizmente meu despertar não foi o ideal. Afinal minha memória me impede sequer de saber quando eu entrei em torpor. Minhas últimas lembras eram na corte de Lyon por volta do crepúsculo do século XVII. Espere, o que o senhor quis dizer com "Todos os antigos estão dormindo"?


    Última edição por King Narrador em 6/5/2016, 21:31, editado 1 vez(es)
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 4/5/2016, 19:06

    - Eu sou o profano meu caro, nunca soube quem era meu senhor, vivi em um ninho de cobrar onde apareciam mais nosferatus que na mesma velocidades que eles vinham eram devorados por outros, o mundo inteiro é sujo eu apenas me destaquei.

    O Grande Nosferatu ainda permanecia fitando suas mãos, não que ele estivesse realmente pensando sobre como viver, queria apenas esclarecer que nem todos vinham de berços de ouro e sabiam das coisas como aquele velho, sua vida era o momento e ele nunca aprendeu a cultivar nada. Quando as perguntas vieram o mesmo olhou para Luis o mesmo fez uma cara de dúvida naquele momento e fez uma especie de careta tentando se lembrar da época de escola.

    - É...Nova Orleans foi fundada em 1700 á 1718! Foi por ai...E sim a França existe é grande pra caralho, olha...eu acho que aqui não foi construído em cima de nada não, estamos nos estados unidos, não na frança que fica ou ficava Orleans...eu acho...sou ruim de historia!

    Rhys ficou com o corpo mais ereto e apreensivo quando o ancião chegou mais próximo, ele já estava em prontidão caso o mesmo tentasse algo, sua voz saiu desconfiada.

    - Corte de onde? Beleza, tu é mais velho que todos os caras que conheço dessa cidade aqui! É dormindo, topor, sono, roncando, nos braços de Morfeu, no literal mesmo sacas! Foi o que eu ouvi falar né! Já não sei se é 100% verdade, já que cê tava todo ativo ai.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 7/5/2016, 10:26

    - Uma cidade fundada com o nome de uma grande cidade francesa... Presumo então não estarmo na França e sim em uma antiga colônia francesa que agora possui esse nome de Estados Unidos. Pelo fato do senhor estar falando comigo em inglês, presumo que fora uma colônia próxima de território britânico. O que nos leva às Guianas, ao Canadá e à Luisiana. Infelizmente não posso ser mais preciso que isso...

    O antigo se afastava novamente de você andando em um semi círculo através de seu caixão. Passava a mão no queixo de tempos em tempos. Para depois de cada sentença para pensar na próxima. O mesmo se mostrava muito pensativo e focado em seu próprio raciocínio.

    - Entretanto, porém, todavia, fica claro que estamos no Novo Mundo. Isso se este ainda for novo. Bom, seu vós diz que eu sou mais antigo que todos aqui e como seu sangue é de antitribu, acredito que o Sabá ainda tenha um papel muito forte nas Américas. Infestado de inimigos e sem respostas... Felizmente existe a sua suposição que os mais antigos estão desacordados...

    O mesmo termina o círculo de caminhada que fizera que fizera e se aproxima de novo de ti. Não há desgosto no rosto dele, mesmo olhando para a marca em sua mão. Eis que o mesmo pega um lenço vermelho de seu bolso e segurando ele por entre os dedos ele oferece a mão para um aperto de mão. E prossegue falando.

    - Eu possuo recursos aos quais podem resolver suas desfortunas com o mundo profano... Em troca lhe peço que seja meu guia nesta terra conturbada e cheia de inimigos e provavelmente grandes inovações do tempo. Teremos então um trato, Sir Rhys Baal, filho do pecado?
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 7/5/2016, 16:46

    - É Luisiana mesmo. Cê é tipo uma enciclopédia que anda!

    Rhys permaneceu olhando para o antigo, o mesmo virou a cabeça para o lado quando o ancião começou a falar novamente e fez um gesto com as mãos de dúvida.

    - Novo não, já tá velho! Tem mais corrida do ouro não...os americanos são a nova potencia, e sei lá do Sabá, as vezes eles me pedem algumas coisas e eu faço, entretanto, porém, todavia eu não sou do tipo social sacas! Ai cacete, essas suas frases ficam na cabeça, agora só falta eu ficar falando que nem você...

    O Grande Nosferatu falou de maneira meio agressiva e no fim da frase soltou um sorriso sínico e ergueu os ombros em um sinal de "fazer o quê né", em seguida os olhos atentos do cainita viram o gesto daquele ancião e o mesmo se levanta, ele olha para a mão novamente do antigo e depois fita os olhos de Luis.

    " Um guia é? Cê ta mais perdido que cego em tiroteio em fion! "

    - Cê é todo engomado, fala umas palavras estranhas e já me deu até um apelido. Não vou mudar meu jeito de falar ou as minhas piadinhas inofensivas só por que você é assim. E me chame de qualquer coisa, capeta, baal, coisa linda, filho de cruz credo com ave maria, só não me chame pelo meu nome de novo. Pecadus coorporation ao seu dispor Lorde Luis!

    Seu tom de voz não demonstrou nenhum tipo de represaria no final, na verdade havia um ar de preocupação quando seu nome era dito, afinal, já havia fugido de uma cidade por saberem de mais sobre ele e agora estava atolado na merda até o pescoço. Ele pegou na mão do homem e lhe cumprimentou dando dois tapas no ombro do mesmo enquanto segurava sua mão.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 9/5/2016, 15:39

    - Então o ouro que os Espanhóis tanto queriam já foste desinserido destas terras. Mas mesmo assim a balança do plano terrestre mudou e agora aqui é o centro de tudo. Interessante, interessantíssimo, esplêndido, talvez isso explique o porquê de eu ter me mudado. Afinal eu já vivi na África quando os impérios de lá eram mais prósperos que os da Europa. Tempos mudam afinal.

    O aperto de mão lhe gerou uma sensação estranha. Como se a dor em sua mão marcada pela cicatriz desse uma esmaecida. Dava para sentir o poder do antigo ao tocar nele. Era uma sensação nunca antes notada por ti. Deveras poderoso ele se mostrava ser. E o mesmo sorria de forma gentil ao prosseguir falando.

    - Não se preocupe criança. Suas palavras de vocabulário humilde não me ofendem, apenas me fazem sentir a dor daqueles que menos instruído foram. E percebo que vós necessita de um nome de disfarce, afinal vós não pode revelar seu verdadeiro noma. Assim sendo lhe chamarei de Ezekiel. Mas agora temos de pensar em uma estratégia para sairmos dessa cripta de forma segura.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 9/5/2016, 19:18

    Rhys ao apertar a mão do antigo fechou um pouco a cara e olhou para sua mão, não por desgosto, era apenas uma reação normal para aquilo que ele não sabia e tinha controle o mesmo soltou a mão e deu umas duas batidas de palmas vendo que a dor havia amenizado. Este sorriu e logo após a fala do Luis se por a falar da maneira que estava acostumado.

    " Há capeta filha da puta! Meu novo amigo é mais forte que você, chupa! Tó brincando viu, se pah cê deve ta dentro de mim ai num menage fudido com minha besta...ela deve ser a passiva nisso tudo...tava tão acuadinha!"

    - Cê é o primeiro que me deu um nome sem uma zueirinha! Ezekiel, isso ai é nome de anjo né? Hoje nem vira sair, deve tá cheio de Camarilla lá em cima e até passar o efeito do que fiz não quero cruzar com nenhum, eu poderia sumir e sair tranquilamente, fora que lá fora tá tudo cagado de água, a chuva inundou tudo! E antes que eu continue lhe causando dor, cê é todo polido e já deu para ver que é tão velho quanto tudo que conheço, agora o que me ta fundindo as ideias é, cê é tipo mais simpatizante da Camarilla, Sabá ou nenhuma? Tipo só pra saber onde vou me meter!

    O Grande Nosferatu havia se levantado e começava a andar pelo lugar enquanto analisava a grande pedra maciça que aquele lugar havia sido feito. Ele dava pequenas batidas em cada canto para ver se realmente aquele lugar era todo lacrado.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 13/5/2016, 22:29

    - Pergunta infelizmente complexa de se dar uma resposta curta. O tempo de meu torpor deve ser próximo ao de sua própria vida, logo da mesma forma que posso não compreender o novo presente na América, vós pode não entender o meu passado. Eu sou de um tempo anterior às seitas ao qual vós se refere. Minha lealdade sempre foi ao Clã das Rosas. Sempre participei da arquitetura do mesmo. É claro que por uma questão de posicionamento eu poderia ser classificado como adepto da Camarilla, afinal meu clã aderiu a mesma em peso. Mas nunca me envolvi com as políticas da mesma. Como disse, sou um homem de um passado provavelmente esquecido.

    As palavras dele eram feitas de forma compassada. Com o mesmo sempre pensando de forma concentrada na próxima sentença antes de introduzi-la na frase. E assim o mesmo começou à tatear a parede. Até parar em um certo ponto. Logo ele se virou para você e finalmente prosseguiu.

    - Recomenda abrirmos uma saída pela parede? Existe atrás de cinco metros de rocha um aquífero subterrâneo. Não posso dizer quanto tempo levarão para perceber sobre a barreira da cripta ao qual estamos.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 14/5/2016, 00:23

    Rhys coçou sua cabeça enquanto Luis falava o mesmo fez uma cara de não ter gostado muito da resposta, só que seu rosto ainda permanecia voltado para a parede. Logo ele se virou e ficou de braços cruzados em uma postura reta e um semblante fechado.

    - Agora eu sei por que tú é todo pomposo, cê é toreba! Já fui caidinho por uma...só que sabe uns amiguinhos dela decidiram fazer piada da minha aparência, eu era novinho, sabe, aquela coisa de ficar chorando as pitangas por ai. Ai, eu sou feio! Por quê Deus fez isso comigo? Nunca mais vou sair para o mundo!...Grrrrr...Coisa de criancinha chorona, depois disso eu decidi matar todos, e antes que me olhe com censura, pode ficar tranquis, eu não consegui fazer mal para ela e nem para os que estavam lá...

    Enquanto o grande Nosferatu falava ele fazia alguns gestos engraçados com as mãos simulando suas palavras, no final ele ficou parado de uma maneira pensativa, como se quisesse lembrar do rosto de Freya, só que era tudo muito nublado e então o mesmo abriu as duas mãos e seus olhos brilharam de uma maneira fria e destrutiva, as garras começavam a criar formas, fazendo com que a pele que segurava a unha começasse a sangrar, sua voz ficou mais seria e o mesmo arranhou a parede.

    - Não me lembro dela, mais do que isso importa! Já não sou o mesmo faz anos e sim Luis, vamos cavar essa rocha e sair daqui pelo quaquifero...taquigrafo...calma eu consigo...esse aquífero ai que cê falou. E cê ta perdendo nada viu, Camarilla é cheia de nove horas, mimimi pra cá...mimimi pra lá...um fodendo o outro!
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 17/5/2016, 14:08

    - O amor proibido pelos padrões de beleza destruíram sua humanidade. Se existe para mim algo realmente horrível, é a bestialidade. Eu vivi muito para poder ver grandes mudanças de padrões de beleza, através dos continentes e das era. Mas a bestialidade sempre foi uma feiura eterna em minha percepção. Não posso lhe ajudar à convencer uma Filha das Rosas à lhe olhar de bons olhos, mas posso lhe ajudar à regressar para o caminho frágil, porém perfeito e complexo, que é o caminho dos justos. Mas por hora, vamos sair daqui.

    A última frase dele terminou com seus sentidos aflorando por todo o seu corpo em um sinal de alerta. Era como se a temperatura da sala tivesse subido de forma incontrolável. Como se você estivesse de frente para uma gigante fogueira. A sua besta só não perdia a razão por completo pelo simples fato desta estar desorientada demais para reagir. O poder daquele ancião parecia beirar algo incalculável.E então ele serrou os punhos e com uma força colossal começou a socar a parede. Não com um ou dois socos. Era até impossível contar, dado a velocidade da ação. O mármore rachava rapidamente sobre a chuva de socos. Os quais não devem ter durado mais de dez segundos. Um som de estalo trepidante foi a marca final. E então o som de água tomou sua audição.

    Mais de cinco metros de mármore sólido estava em uma miscelânea de rachadura e poeira. Na medida que a água do aquífero entrava inundando a sala. Do outro lado era um túnel natural subterrâneo. E a água entrava com força naquela sala. Em questão de minutos tudo estaria submerso. Toda a energia do Blanche havia se dissipado novamente. Como se nada tivesse mudado em seu poder. O mesmo limpava de sua roupa o pó de mármore enquanto olhava para você para perguntar.

    - Podemos ir? Infelizmente adentraremos um terreno subaquático.
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 17/5/2016, 23:03

    - Tá tranquilo eu sempre ouvi algo parecido com isso...

    Rhys não parecia gostar muito do rumo da conversa, e a sensação que o antigo causava no lugar o deixava ainda mais "estranho", sempre viu os antigos como algo irritante e desnecessário para qualquer coisa. Só que de longe aquele ali em sua frente o fazia sentir isso, era como uma especie de mentor filho da puta que estava lhe ajudando da forma mais realista possível. Não havia passada de mão na cabeça ou tapinhas nas costas. Era uma troca de ideias completamente realista e lógica.

    O Grande Nosferatu vendo os golpes do antigo começou a pular e balançar os braços como se fosse uma lider de torcida.

    - Eita...Eu quero um L, agora eu quero um U, me da um I...Cacete...cê já terminou? Como que cê ferrou a pedra assim!...Jesus Maria José se não é desse mundo não...

    O filho das trevas estava com os olhos bem abertos e com uma expressão de admiração por aqueles movimentos, ele viu a água entrando no local e inclinou seu corpo para ver o buraco logo o mesmo falou de maneira breve com um sorriso no rosto antes de pular na água.

    - Quem chegar por ultimo é a mulher do padre!

    " Imagina se esse filho da mãe inventa de me dar um soco na cara? Eu tava fudido três vezes seguidas, eu ia reencarnar com dor!"
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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por King Narrador em 23/5/2016, 09:17

    Caverna:

    Foi uma caminhada bastante árdua cansativa por dentro da água. Afinal o sono estava começando a tomar todo o seu corpo, a noite estava finalmente no seu final. E sua alma estava estuneada, afinal adentrado o inferno nas últimas horas e regressado. Todo seu físico se mostrava diferente. Mais escamoso. Mais rígido. Mais dolorido. Sua besta parecia mais enfurecida e atormentada. Havia sido uma noite muito tenebrosa. Tudo graças à uma simples escolha. E pensar que uma criança sua ainda estava ao seu aguardo em sua casa só lhe deixava mais preocupado. Entretanto agora todo seu enfoque era no ancião que continuava andando pela caverna submersa.

    A jornada submarina terminou dentro de uma sala cavernosa com iluminação natural. Deveriam estar no coração da cidade. Mas dezenas de metros abaixo da superfície. Primeiro lugar menos úmido naquela cansativa e exaustante caminhada. Luzes azuladas vinham do teto. Era como se fossem uma espécie luminosa de algas. Era um lugar que você nunca imaginara haver naquela pantanosa cidade. Enquanto o antigo encontrava uma pedra para sentar. O mesmo parecia estar sentindo o sono chegar também.

    - Agora só nos resta o sono dos amaldiçoados meu caro Ezequiel. Amanhã iremos para terras melhores em busca de respostas... Respostas... Uma parte de mim sequer almeja descobri-las... Como se minha alma almejasse ficar aqui apenas apreciando a beleza dessa iluminação natural por toda a eternidade.

    Ultima Ação Para o Final do Ato
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    Miac

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    Re: Rhys F. Zachary - Ato IV - The Power of Roses

    Mensagem por Miac em 23/5/2016, 12:57

    Rhys caminhava de maneira mais lenta e tediosa, era assim quando estava com sono, os pensamentos que fluíam em sua mente. Ele estava mais preocupado com a epilética do que com sigo mesmo, não gostaria que ela fosse como ele no passado com relação aos ensinamentos que havia recebido, afinal, ele não foi instruído em nada.

    " Da uma aquietada ai filha, cê ta muito eufórica."

    Ao notar onde estava o grande Nosferatu ficou olhando para o teto da caverna e apreciando sua iluminação, o mesmo caminhou para perto da água onde sabia que havia terra e ficou com os pés nela, seus olhos se voltaram para Luis e o mesmo falou enquanto aparentemente limpava suas mãos.

    - Tó cheio de sono, pareço aquelas velhas chatas quanto fico com sono! E antes de irmos para as respostas eu gostaria de passar para dar um salve na minha criança, ela é novinha e tem problemas no bracinho, se treme toda a bichinha! Que? Cê ta de zueira né! O lugar é bonito e tudo mais, só que ficar aqui por toda a eternidade! Nem ferrando...bom. Bom dia Luis e nane com o anjos!

    No final de sua frase o corpo do Nosferatu começou a virar terra e se desfazer em partes, os pedaços que viravam uma especie de terra negra começavam a cair na água e por fim o fazendo se fundir a própria terra.

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:01