WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Compartilhe
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 5/5/2016, 22:57

    Março de 2002, Berlim.
    Quinta Noite


    A quarta noite teve um fim tranquilo, Edgard se retirou para realizar os preparativos especiais, o bando do mesmo apenas se estabeleceu nos corredores do sub-solo da galera, nas acomodações designadas para os visitantes da Espada e na proximidade do pequeno fosso de terra batida, que era utilizado como area de desafios e alguns outros jogos do Sabá.
    Você por outro lado, teve tempo suficiente para se alimentar e como havia sido alertado pelo seu aliado feiticeiro, o cansaço sobrenatural chegou antes mesmo das três horas da manha e logo você se viu obrigada a dormir em seu refúgio para finalmente acordar na noite seguinte. Logo que seus olhos se abriam e o sangue lhe corria pelo corpo, havia uma grande certeza em seu intimo: As noites de Berlim jamais seriam as mesas. O novo estava finalmente chegando e a tempestade já brandia seus raios nos céus.
    Você então se colocava de pé, para se arrumar e seguir em direção a sua galeria de arte, no exato momento em que suas mãos tocam a maçaneta da porta que dava acesso a galeria, seus ouvidos puderam ouvir murmúrios ecoando do interior da galeria, passos rápidos de alguém correndo. Logo em seguida o som de correntes sendo arrastadas pelo chão e a voz típica de um velho conhecido, um alemão carregado pelo sotaque polonês, era a voz de Sebastian.

    -Pelo amor de Caim, cuidado com isso! Se não eu irei pendura-lo pelas bolas nessas correntes e usa-lo de ponta de mangual contra os inimigos... Em nome de tudo que é mais sagrado, Evangeline, solta isso, já falei milhares de vezes que isso é ritualísco não um brinquedo! Pelas chamas de Miguel eu vou te penduras pelas bolas Erik! Senhorita Elizabeth, por favor, me ajude a por ordem nesse pandemonium se não eu irei me juntar a ele!

    Você então abre a porta a tempo de ouvir a resposta de Elizabeth.

    -Sebastian, querido, você deveria ao menos reconhecer que Evangeline está sendo criativa...

    A cena era simplesmente digna de sua companheira e amada francesa, a galeria estava completamente diferente. Preparada para o festim, ela estava decorada de uma forma singular, afinal, haviam várias correntes penduradas no teto onde os sorvos seriam servidos. Cortinas em tons roxos e vermelhos se conectavam a longos carpetes belíssimo de origem persa, no centro do local havia uma enorme construção quadrada feita de mármore e pedras pesadas e escuras, uma escada dava acesso ao objeto singular que parecia uma enorme banheira. Dentro da banheira você via Evangeline dando profundas gargalhadas ao simular sexo com um boneco masculino ainda sem face esculpida, era um costume de Sebastian a destruição de bonecos como esses em grandes rituais em uma representação de "destruição do seu antigo eu para o nascimento de sua nova face". O boneco vestia roupas de Artur, e Evangeline arrancava tantas gargalhadas de Erik que o jovem Lasombra da Mão Negra havia deixado cair um enorme bloco de pedra que serviria de sustentação para o corpo do Ventrue capturado noites anteriores. O barulho das correntes vinha justamente de Elizabeth que caminhava pelo local com algumas correntes em mãos, arrastando-as propositalmente para provocar Sebastian. O polonês de corpo podre estava de pé ao lado do grande quadrado de mármore, levando as mãos no rosto em sinal de desconforto e reprovação.
    Mas o som da porta se abrindo interrompeu a diversão dos três que provocavam Sebastian, todos olharam para você e abriram sorrisos nas faces. Erik e Sebastian prontamente faziam grandes reverências, saudando-a com intensidade e respeito. Evangeline se levantava do boneco e colocava-se a correr na sua direção, a sua companheira estava vestindo uma camisa regata preta e uma calça da mesma cor de jeans simples e descalça.
    Elizabeth por outro lado apenas parava e mantinha uma profunda expressão serena olhando para você, ela diz.

    -Boa noite Pietra, seja bem vinda aos últimos preparativos. E nos ajude a convencer Caroline de que pendurar uma cruz enorme no teto será simplesmente inviável, ela já esta chegando...

    Infos Off Game::

    Pontos de Sangue Atuais -> 19/20
    Força de Vontade Atual -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 7/7
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 6/5/2016, 12:19

    O fim de noite calmo veio sem que Pietra ao menos se apercebesse disso, o sono se apoderou da anciã que permanecia sentada em seu escritório, recém alimentada a cainita não resistiu ou fez questão de fazê-lo. Tendo certeza de que os Marid´s estavam bem alojados para primeira noite, Pietra por fim adormeceu.

    O acordar veio de forma mais tranquila ainda, despertando com uma bela espreguiçada Pietra tomou seu banho diário para então se arrumar, escolhendo uma calça jeans e uma camisa social branca a cainita ainda vestiu uma sapatilha preta para combinar, mesmo que não esperasse visitar para aquela noite a Toreadora preferia manter-se a postos para possíveis eventualidades.

    Se aproximando da Galeria os sons chamaram a atenção da filha das rosas, um sorriso se formou nos lábios de Pietra antes mesmo desta abrir a porta, e quando o fez o sorriso teve que ser contido para não se transformar em uma bela risada.

    A cena como um todo era encantadora, porém Pietra não conseguiu conter um ar de surpresa ao ver a figura de Erik, adentrando no salão da Galeria a cainita aprovou a decoração criada por Lorenz, o carniçal era capaz de surpreender Pietra com sua elegância e prontidão para atender seus desejos.

    Recebendo Evangeline em seus braços a cainita enterrou sua cabeça por alguns instantes no peito da companheira.

    - Mia bella.... É bom vela tão alegre...

    Depositando um leve beijo nos lábios de Eva a cainita cruzou os braços aos delas sorrindo para os outros integrantes da cena.

    - Fico surpresa ao vê-lo Erik, mas sinceramente por mais interessante que você seja, eu não gostaria de ver suas bolas expostas entre os sorvos. Não que seja uma má ideia.... Mas prefiro você na linha de frente, não no teto da Galeria.

    “ Bom vê-los se divertindo antes da tempestade... Essa cena demorara a se repetir... E quando o acontecer não posso saber se faltara alguém...”

    Soltando Evangeline Pietra fez uma pequena mensura em resposta a reverencia que Erik e Sebastian faziam, ainda sorrindo está olhou para Elizabeth perguntando em tom maroto.

    - Por que a pior tarefa sobrou para minha pessoa?! Seria até interessante termos uma cruz... Mas acho que Caroline não gostaria de vê-la pegando fogo.... No mínimo seria divertido...

    Pietra olhou para a porta da Galeria em claro sinal de não ser pega falando aquelas palavras tão alto, pelo menos não por Caroline, se aproximando de Elizabeth a cainita pegou na corrente arrastando ela mesmo um pouco para fazer barulho.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 9/5/2016, 02:11

    -Sinceramente Pietra, eu também não tenho o menor interesse em ficar pendurado no teto da galeria durante o Festim... Em hipótese alguma.

    Responde Erik com uma voz tranquila e um tom descontraído, Evangeline por outro lado não parecia nada tranquila, a alegria da francesa estava ligeiramente acima do normal e um comportamento mais impulso era facilmente notado. Inquieta, ela caminhava ao seu lado até se aproximar de Elizabeth e enquanto vocês duas conversavam, ela literalmente circundava vocês duas imaginando coisas que faziam um sorriso perverso aparecer em sua face.

    -Caroline só escuta você, Rafaldini, aliás ela tem estado de péssimo humor dês do ataque a boate noites atrás quando Rahel a impediu de devorar alguns jovens da Camarilla. Alias, ela não está aqui porque foi receber junto com Artur o Prisci. Rahel por outro lado esta em reunião com o Ductus dos Marid's...

    Evangeline então se intromete na conversa sem se preocupar se estaria ou não passando dos limites.

    -Até consideramos acorda-la, mas aquela pirralha maluca das facas disse que você estava exausta ontem, então acabei por deixa-la dormir um pouco mais. Afinal, precisaria de toda a sua força para hoje.

    Elizabeth olha com uma expressão de censura e desaprovação para Eva, a loira como resposta reage com um suave desprezo e desinteresse pela censura de Elizabeth. A tzimisce então de um passo em direção a Evangeline e ela prontamente recuou em uma demonstração de medo de represálias. Elizabeth abre um sorriso malicioso na face e volta a olhar para você.

    -Então, Rafaldini, recomendo que se prepare pois não é um Prisci qualquer que está a caminho...

    Sebastian então resmunga apoiando-se no quadrado de mármore localizado no centro da galeria.

    -Que Caim tenha pena de nós! Imagina se o Prisci encontra Eva montando no meu espantalho! Eu sou o sacerdote dessa cidade, devo preparar logo o ritual de recepção!
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 9/5/2016, 10:45

    Pietra riu concordando com as palavras de Erik, o jovem Lasombra demonstrava ter bom senso de humor. Os olhos castanhos da toreadora observaram curiosos a estranha alegria de Evangeline.

    " O que a deixou tão animada assim?!"

    Ouvindo as palavras de Elizabeth sobre Caroline a cainita concordou de leve com a cabeça, a pequena birra entre as duas cainitas a sua frente fez com que Pietra apenas observasse em silencio.

    " Mesmo Evangeline sendo indicada para o cargo de Templária o medo que ela sente de Elizabeth a manterá na linha... Pelo menos eu acho que sim..."

    Pegando Evangeline pela mão a cainita depositou ali um breve beijo, sorrindo de maneira simples e calma, Pietra brincava com os dedos de Eva com delicadeza.

    - Trate os mais novos com educação e respeito Eva... Isso cria um laço muito mais potente do que o simples medo... Acredite eles a temem, mas devem respeita-la de outra maneira... É exatamente isso que nos diferencia da Torre de Marfim... Além de que Luanah tem uma alma unica... Sua presença é bem recebida entre os mais novos... E de certa forma ela a admira mia bella...

    Voltando-se para Elizabeth a filha das rosas deu de ombros ao comentar.

    - Tentarei melhorar o humor de Caroline, não posso prometer sucesso nesta singela tarefa... Espero ter feito o correto ao permitir que o bando de Farid tivesse permissão para se estabelecer em Berlim... A fama dele o precede e acredito que não poderíamos pedir por reforços mais potente... E devo dizer que o Sacerdote do bando é um bom e velho amigo nosso...

    Olhando para Sebastian a cainita sorriu de maneira suave para este.

    - Tranquilize-se Sebastian... Eva sabe se comportar na frente de membros importantes... Faça os preparativos como achar melhor meu querido, acredito fielmente em suas capacidades e Berlim não poderia ter melhor Sacerdote em seu serviço... Mas me digam qual o nome do Prisci que nos foi enviado?

    Inquiria Pietra ao se virar para Elizabeth e Evangeline.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 10/5/2016, 15:25

    Evangeline não respondeu com palavras, mas sim com o próprio corpo, a loira olha diretamente nos seus olhos e sorri suavemente com o canto da boca. Para então balançar duas vezes a cabeça positivamente, demonstrando que havia entendido, mas aquele pequeno sorriso maroto deixava a entender que ela havia compreendido a sua frase de uma maneira singular.

    -Althea Chontos, prole de Petaniqua.

    Respondeu Elizabeth, o nome de Althea atraiu a atenção de todos, mas o nome de Petaniqua fez todos se calarem e fecharem as expressões. Petaniqua, a Perversa Caçadora do Infernal. Luna, Myrtale, Olympias, Celene, Cybele, todos esses nomes já pertenceram a Petaniqua a mais antiga malkaviana ativa dentro das fileiras do Sabá. A Inquisidora é sem dúvida alguma a mais poderosa dentro da Inquisição da Espada de Caim e seu fanatismo revelou-se um enorme desafio para a Torre de Marfim que a colocou entre os principais alvos da Lista Vermelha. A sua paranoia insana é terrível, muitos que já tiveram o azar de conhece-la afirmam que ela acredita verdadeiramente que todos os antigos malkavianos servem lordes demoníacos e que a Camarilla é uma manifestação do próprio Lúficer na terra. Entretanto, o nome Althea Chontos não soava estranho para você, tão pouco para Erik. Althea outrora fora um dos serafins da Mão Negra, um dos mais altos cargos de poder dentro da facção de elite do Sabá... Mas seu desaparecimento durante o século XX fez com que o nome da mesma sumisse dos holofotes da Espada de Caim. A reação de Sebastian foi simples, um sinal de reverência à você e Elizabeth para então se retirar para preparar o mais rápido possível os ritaes de recepção. Erik então comenta.

    -Althea Chontos, Malkaviana da sexta geração, prole da grande inquisidora. Eu nunca esperaria que ela atuaria como Prisci...
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 10/5/2016, 19:18

    " O que ela esta planejando?!"

    Perguntava-se a cainita o entender a resposta de Eva, conhecendo bem a companheira Pietra imaginava que a seria havia deturbado suas palavras a seu bel prazer.

    O nome mencionado por Elizabeth fez com que o clima descontraído desaparecesse da Galeria. O simples peso daquele nome fez com que Pietra cerrasse o cenho largando as correntes.

    Respondendo a reverencia de Sebastian de forma simples a cainita observou o Sacerdote se retirar, ouvindo as palavras de Erik a cainita concordou com a cabeça, voltando a sorrir Pietra deu de ombros ao falar.

    - Tanto Althea quanto sua senhora tem força e renome... Mas o titulo de Prisci não lhe seria oferecido a toa, seus conselhos nos viram bem a calhar assim como sua presença... Pelo menos o fato de termos o apoio de um bando onde seu Ductus é Saabir e seu Sacerdote é Edgard, um dos raros Tremeres em nossas linhas devem ajudar que a presença de Althea cause medo dentro da Torre...

    Virando-se para observar as reações de Eva sobre a presença de Edard a cainita se sentou no bloco de mármore no centro da Galeria.

    - Vamos esperar noticias de Caroline e Artur... Se Althea tiver exigências seria bom providenciarmos rápido e sem demoras... No mais seria aconselhável termos um bom lugar para recepciona-la...

    Comentava a cainita ao cruzar as pernas em um leve balanço.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 11/5/2016, 16:15

    Evangeline arregalou os olhos surpresa ao ouvir o nome de Edgard, ela claramente reagia com muito mais intensidade ao nome do Tremere do que ao nome das outras duas anciãs citadas por Elizabeth. Ela então olhou para você e depois olhou para o próprio corpo, como se reprovasse o que estava vestindo.

    -Então o bruxo que segundo a Luanah, chegou na cidade como sacerdote do bando, é o Edgard? Céus! Vou me trocar imediatamente, pois se conheço bem o meu querido Edgard, ele chegará assim que souber que a Prisci está a caminho!

    A loira se aproxima de você e puxando a tua mão esquerda, beijando-a gentilmente e sorrindo para você, em um movimento simples de despedida, para então virar-se e sair rapidamente da galeria, afoita e ansiosa para reencontrar o homem que ela chamava de "mentor", afinal, eles compartilhavam da mesma ética peculiar e "pecaminosa".
    Erik se aproxima do bloco de mármore e começa a passar as correntes pelos furos que haviam na pedra, seriam essas as correntes utilizadas para içar os sorvos que iriam preencher o centro do bloco de mármore onde os banhos de sangue iriam ocorrer.
    Elizabeth se aproxima de você e parando a sua frente, ela tira o celular do bolso para ler uma mensagem. Em seguida ela entrega o celular para você ler a mensagem que havia chegado no aparelho da mesma.

    Spoiler:
    "Beth, por favor, acorde Pietra e convoque o Rahel. Notifique os Marid's e os Lobos, precisaremos de todos os postos importantes da Espada presentes na galeria em meia hora. A senhora acabou de chegar e estamos apenas resolvendo uns pormenores. Att, Caroline"


    -Você poderia fazer a gentileza de contactar os Marid's e os Lobos? Irei ao encontro de Rahel e o trarei rapidamente para cá.
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 11/5/2016, 23:57

    Pietra observou a reação de Eva como se ja a esperasse, rindo das palavras da mesma a cainita simplesmente segurou com delicadeza a mão de Evangeline enquanto esta se despedia.

    - Não demore muito bella...

    Comentava Pietra antes que o simples toque entre as duas terminasse, vendo Evangeline partir a toreadora suspirou quando o som da corrente se fez presente, havia poucos detalhes para que a Galeria realmente estivesse pronta e logo até eles seriam resolvidos.

    " Receberemos uma Prisci com grande renome... Isso significara muito para Artur..."

    Vendo os movimentos de Elizabeth, Pietra virou sua atenção para a mesma, recebendo o telefone a cainita leu o conteúdo da mensagem com curiosidade, erguendo os olhos com um sorriso simples Pietra não se conteve ao perguntar.

    - Beth?! Estamos falando da mesma Caroline?! Se eu começar a lhe chamar de Beth você não arrancaria meu pescoço não?!

    Em um claro tom de brincadeira Pietra se levantou para devolver o telefone para a Tzismice a sua frente, tocando de leve em seu ombro em forma de assentimento ao pedido.

    - Irei mandar uma mensagem a Rebekka, ela deve entrar em contato com Sebastian mas isso não me impede de procura-lo... Acredito que Rahel ainda deva estar com Faarid, então devo procurar Edgar e nos reunimos aqui...

    Retirando o celular do bolso da calça formal Pietra rapidamente digitou uma mensagem a Ductus dos Lobos.

    Mensagem escreveu:Rebekka, a presença do Prisci se dará dentro de 30 minutos na Galeria. Seria de bom tom te-la durante a recepção, por favor não se atrase. Att. Pietra.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 13/5/2016, 01:57

    Elizabeth pegou o telefone de volta e o guardou no bolso traseiro da calça, aproveitando-se do toque você fazia em seu ombro a Bispo se aproximou e observou você digitar a mensagem para finalmente responder a sua pergunta bem humorada. Colocando uma mão na sua cintura ela fala em um tom baixo perto deu seu ouvido.

    -Repita Beth em voz alta em frente a neófitos e eu irei me garantir que seu pescoço seja pendurado no mais alto mastro de Berlim. Se não houver nenhum pequenino por perto, sinta-se livre, eu pessoalmente prefiro Beth ou Slony, detesto meu nome... Mas detesto ainda mais que as crianças achem que podem conversar com os adultos sem respeita-los.

    Em seguida ela se distância e abre um sorriso falso de simpatia forçada. Apenas para mostrar que na realidade não estava brincando em momento algum da frase que acabara de dizer. Erik prontamente se distanciava para seguir exclusivamente a trabalhar nas preparações das correntes do poço de mármore. Elizabeth então caminha na direção da saída da galeria e diz.

    -Pietra, retorno em breve com Rahel. Vá em busca de Edgard o mais rápido possível...

    Você então recebe a mensagem de resposta de Rebeka:

    Mensagem escreveu:"Saindo do Lado Ocidental e retornando à Galeria, chegamos em no máximo dez minutos". Att, sua fiel Ductus.
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 13/5/2016, 09:47

    Virando um pouco da tela do celular para que Elizabeth visse com mais facilidade a mensagem, Pietra encarou curiosa a cainita enquanto ouvia as palavras desta. Sabendo bem que havia entrado em um assunto delicado Pietra manteve o sorriso calmo em seus lábios durante toda a fala da Bispo.

    " Acredito que tenha atingido um assunto delicado... Seria bom não repetir a façanha..."

    Concordando com um leve aceno do sorriso nada natural de Elizabeth, Pietra respondeu com uma leve mensura.

    - Não se preocupe... Vou garantir que meu pescoço fique onde esta por um bom tempo... Eu realmente gosto de onde ele se encontra no exato momento... E posso compreender muito bem seu ponto de vista... Mas acredite gosto muito de como seu nome soa...

    Sentindo o celular ainda em mãos vibrar Pietra leu a mensagem recebida de Rebekka, olhando para Elizabeth esta guardou por fim o celular para começar a andar a procura de Edgard.

    - Rebekka está chegando, agora devemos nos apressar se não chegaremos atrasadas sem ao menos sair do lugar...
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 16/5/2016, 01:13

    Elizabeth apenas acenou um pequeno tchau com a mão direita para você e saiu da galeria para retornar o mais rápido possível com Rahel. Erik permanece em silêncio no interior da galeria, cuidado dos ajustes mais físicos e dos que requisitavam de força mais bruta, o jovem neófito da Mão Negra era um especialista no uso da Potência do Sangue de Caim, não era atoa que o sacerdote polonês havia o convidado para auxilar nos preparativos.

    Seguindo pelos corredores do Sabá, você já fazia uma pequena ideia de onde procurar por Edgard: No fosso. Você então desce pelas escadas em direção aos corredores subterrâneos que levavam até os domínios públicos da Espada de Berlim. A escolha era óbvia pois o fosso do Sabá era o único lugar onde o chão era de areia e pedras, eram onde os desafios e duelos entre os membros eram travados. E poucas coisas deixavam Edgard tão a vontade quanto sangue e terra abaixo dos pés. O acesso ao fosso era feito por uma única entrada, que normalmente ficava fechada por um portão de alumínio preto com várias pixações exóticas e ritualistas feitas em tinta spray branca, o portão estava entre aberto, você precisou apenas move-lo com a mão para criar espaço suficiente para passar. Depois do portão, uma escadaria de pedras brutas de mármore levavam diretamente para as arquibancadas, onde os espectadores dos duelos ficavam para assistir os conflitos.
    E assim que você chega nas arquibancadas, que eram simples aglomerações de toras de madeira cravadas na terra que sustentava a galeria, seus olhos encontram Edgard de pé no centro do fosso.

    O Tremere estava de pé no interior da arena, arena esta composta por um circulo de grandes presas de marfim, o limite do circulo era feito por correntes que se conectavam as presas de marfim e o teto era extremamente alto, muito mais alto do que o teto da arquibancada. Uma sensação tribal, selvagem e brutal era presente em todo fosso, afinal, era proibido limpar o fosso. Haviam incontáveis manchas de sangue na terra batida, pedaços de ossos, armas quebradas e farrapos de vestes. Edgard estava com os braços cruzados e os olhos buscavam o teto, de onde vinha o único ponto forte de iluminação: Um grande forno industrial queimava chamas fortes durante todas as noites no alto do fosso, o que gerava uma inconstante, mas poderosa iluminação avermelhada para todo o ambiente.

    -Pietra...eu preciso dizer que esse fosso é especial...
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 16/5/2016, 22:34

    Pietra assentiu de leve a despedida de Elizabeth, os olhos da italiana ainda passaram mais uma vez pela galeria observando o trabalho pesado de Erik.

    Com os blocos pesados e correntes em seus lugares tudo estaria cuidadosamente preparado para o Festim, o cainita mais novo logo terminaria sua parte, tocando de leve o marmore em que até a pouco estava sentada Pietra sorriu ao se apressar em buscar Edgard.

    " As peças começam a se mover.... Resta saber quem sairá vitorioso no final... A torre ou a espada..."

    Balançando de leve a cabeça a cainita se pôs a andar, se conhecia bem o suficiente Edgard saberia bem onde estaria, a terra e o tremere sempre tiveram uma ligação peculiar. O sacerdote sempre preferira permanecer perto do elemento, algo que Pietra sempre tivera curiosidade porem nenhuma intenção de perguntar, de certa forma a própria toreadora entendia aquela necessidade, era parecida com a da cainita em sentir a chuva sobre a pele.

    Andando em direção do fosso, Pietra percorreu os corredores com rapidez e passos decididos. A construção em torno da arena de luta, e a própria arena eram lugares pouco visitados por Pietra, mesmo assim todo o ar tribal e violento que emanavam do chão de terra batida tinham uma beleza peculiar aos olhos da cainita.

    Encontrar Edgard no centro da arena fez com que Pietra sorrisse, descendo os degraus que levavam até o solo a cainita porem não ousou tocar a terra, preferindo sentar-se na escada Pietra sorriu ouvindo as palavras do Sacerdote.

    - Eu adoraria saber porque consideras o fosso especial?! Acredito que Sebastian também o gostara, ele se esforçou muito para que este fosso criasse uma aura apropriada para as lutas.. Mas infelizmente não vim para conversar... Vim chama-lo... O Prisci acaba de se por a caminho da galeria e quer a presença dos menuros mais importantes da Espada... Isso inclui você e Faarid...

    Sentada na escada a cainita esperava pela resposta do Tremere com um simples sorriso na face, em respeito aos inúmeros cainitas da Espada que lutaram naquele chão Pietra se mantinha longe da terra, a cainita não era uma guerreira, mas respeitava quem o era.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 18/5/2016, 03:22

    Edgard desvia os olhos do teto do fosso e os leva na sua direção, esboçando um pequenino sorriso na face o sacerdote caminha na sua direção. Elevando a voz para que ela ecoasse e reverberasse pelo interior do fosso, aproveitando-se da acústica como um verdadeiro artista da voz deveria fazer com maestria. Era algo que Edgard havia aprendido com Evangeline, a imposição vocal durante os ritaes, uma fórmula mais elaborada de reger as situações.

    -Perdoe-me querida, eu não pude me segurar. Já lutei em tantos fossos, sangrei e fiz sangrar, até no mais profundo dos fossos eu fui em busca de um caminho e veja só que encantador, no fim de tudo, eu encontrei meu caminho no mais óbvio dos lugares, no sangue.


    Edgard então para durante poucos segundos ainda no fosso, olhando para você que estava sentada na arquibancada rústica. Em um movimento de força bruta, ele lança o corpo para a arquibancada onde você se encontrava e assim que os pés dele tocavam o solo, o mesmo se coloca de pé e então pergunta curioso.

    -E quem seria O Prisci que chegou em Berlim?!
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 18/5/2016, 10:59

    O reverberar da voz de Edgard fez Pietra fechar os olhos, sentindo o modo em que a voz potente do Sacerdote se amplificava pela acústica natural do fosso.

    " Aqueles que ensinam devem sempre se manter abertos para o conhecimento dos alunos... Aprender com os mais simples é um dom louvável... "

    Abrindo os olhos para ver o salto de Edgard, a cainita sorriu ao se levantar e fazer uma mensura, imitando os movimentos que faria caso estivesse de vestido Pietra estendeu a mão para o Sacerdote.

    - As vezes é preciso se perder para encontrar o caminho certo... E outras devemos trilhar por caminhos tortuosos até acharmos a estrada certa... Por isso cada caminho é único, porque ele é pessoal demais para ser compartilhado...

    Se aproximando de Edgard, Pietra segurou as mãos deste depositando ali um beijo suave antes de se erguer e levantar os olhos para a face do irmão.

    - Bom... Berlim parece ter uma capacidade incrível de atrair membros ilustres da Espada... Althea Chontos nos foi enviada na figura de Prisci... Enquanto conversamos ela esta se dirigindo a Galeria... Elizabeth foi se encontrar com Rahel e Faarid... E nós meu querido irmão não podemos nos atrasar...

    Comentava por fim Pietra ao oferecer o braço para guiar Edgard.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 20/5/2016, 04:49

    Edgard aceitava o seu braço em um movimento intimo e respeitoso, afinal, você já eram amigos a vários anos e não havia nenhuma intenção além da manutenção dessa amizade pelos dois lado dessa moeda. Cuidadosamente, ele apertava os passos para vocês seguirem na direção da galeria, mas antes disso ele diz.

    -Se Althea escolheu Berlim, significa que a Mão Negra escolheu Berlim. Nós vamos para guerra irmã...

    O mesmo força uma pausa na própria frase para fechar os olhos, você reconhecia o uso de Auspícios, uma das disciplinas do clã Tremere possuía e que de certa forma, era bem comum no cotidiano do sacerdote. Em seguida ele volta a olhar para o caminho e retomando os passos mais rápidos ele diz de maneira breve.

    -Faarid foi informado, ele deve chegar em no máximo cinco minutos, ele esta literalmente vindo voando, o jeito Gangrel é sempre exótico.

    E assim vocês dois caminharam a passos rápidos em direção a galeria, o percurso era bem simples e até de certa forma, intuitivo, bastava subir as escadas e virar a direita antes a ultima escadaria, já que o caminho da esquerda levava até a boate. Finalmente vocês passavam pela porta do local, seus olhos encontravam rapidamente a porta por onde passava Rahel e logo em seguida Elizabeth. O antigo Lasombra faz um breve sinal de saudação à distância, pois não havia muito mais tempo para conversas miúdas, a urgência da situação exigia o silêncio respeitoso. Também não demorou para que Rebeka entrasse na galeria, ao lado de Faarid, a Ductus parecia uma pequenina e inofensiva mulher loira de roupas bonitas e maquiagem bem feita, algo que passava muito longe da verdade. Então naturalmente os grupos se formaram, você ficou logo a frente do bloco de mármore junto com os outros dois Bispos. Atrás de vocês ficaram os dois Ductus e Edgard.

    A porta então finalmente se abriu e por entrou Artur e Caroline, a Lasombra se encaminhou para a extremidade do bloco, afinal ela não possuía nenhum cargo notório e não ousaria em levantar a voz em uma situação como essa. Já Artur passa por todos e sobe no bloco de mármore para ser o único acima de todos os ali presentes, o Arcebispo de Berlim.
    Então todos os olhos se voltaram para a entrada, a convidada fazia sua entrada.


    Althea, uma antiga do sangue de Malkav. Uma das grandes Serafins da Mão Negra e hoje Priscus do Sabá, o corpo da mulher era magro e alcançava precisos um metro e setenta e seis centímetros, cabelos e olhos escuros como a noite que contrastavam com o exagero do branco na pele da mesma. Usando roupas modernas e práticas para o combate, coturnos de cano alto negros de precedência militar, calça cumprida de mesma tonalidade e feita de um tecido mais resistente. Uma camisa preta masculina com as mangas cortadas e bem larga deixava o torso da mulher quase inteiramente à mostra. Mas um simples top de tecido maleável negro cobria seus seios. Os cabelos curtos estavam adornados por uma coroa de espinhos, unhas roxas e uma postura agressiva, ela caminhava em ritmo de marcha e sua bota estalava com sons metálicos a cada pisada forte que a mesma dava em direção aos três bispos.

    -Todos saúdam a Espada de Caim, pois diante de sua lâmina não haverá misericórdia! Todos saúdam a Espada de Caim, a guerra sagrada arrancará as almas dos impuros! Escutem irmãos e irmãs eu venho à vocês com uma missão clara, trazer o inferno aos inimigos, então, escondam seus problemas, suas falhas, seus egos. Desta noite até a minha ultima nesta cidade, todos vocês são soldados e nós, queridos irmãos e irmãs, nós vamos para guerra! Perdoe-nos ó grande Deus, pelos pecados que neste solo cometeremos, o céu se tornara vermelho e as águas sangue. Diante seus olhos eu me apresento, Althea Chontos o arauto da Estrela da Manhã.

    Artur faz uma enorme reverência para a mulher, reverência que é repetida por todos ali presentes. O Arcebispo então diz com confiança.

    -Bem vinda Chontos, permita que meus Bispos se apresentem à você.

    A Malkaviana então balança a cabeça positivamente, dando permissão para que todos falassem mas para a surpresa dos ali presentes, ela não esperou que alguém tomasse a iniciativa. Ela prontamente apontou para você e ordenou.

    -Você.

    Althea Chontos o arauto da Estrela da Manhã:


    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 20/5/2016, 15:41

    Pietra sorriu ao ter seu braço aceito, segurando com delicadeza a cainita observou em silencio o uso da disciplina em comum que Edgard o fazia, ouvindo as palavras deste a cainita concordou com um leve aceno.

    - Se para guerra nós iremos, guerreiros precisaremos... O clã Gangrel tem suas peculiaridades, mas sua valentia é unica... Um pouco bruta mas unica.

    Comentava a italiana enquanto apressava seus passos para poder acompanhar as longas pernas de Edgard. Seguindo o caminho tão conhecido para Galeria, adentrando no local no mesmo instante em que a Rahel e Elizabeth o faziam Pietra os cumprimentou com um aceno respeitoso.

    Separando-se de Edgard a cainita pode observar as figuras de Rebeka e Faarid adentrarem pela porta principal, o gigante negro e a diminuta mulher faziam um contraste interessante sobre o ponto de vista da italiana. Fazendo uma mensura para ambos os Ductus em sinal de respeito e consideração pelos mesmo.

    O silencio que se impôs na galeria rapidamente tomou todos ali presentes, a expectativa e a espera logo cresceram ainda mais quando a figura de Arthur se fez presente, sendo seguido por Caroline.

    " Mio querido... Um grande passo sera dado por todos hoje..."

    Observando os movimentos de Caroline, Pietra compreendeu bem a postura que a mesma assumia, acenando em sua direção com educação a cainita sorriu de forma leve em agradecimento pelos serviços prestados pela mesma.

    Os olhos de Pietra se viraram para entrada quando a convidada por fim entrou, a figura mais baixa de Althea impressionou a filha das rosas.

    " São nos menores frascos que se encontram os venenos e perfumes mais potentes... O que se esconde neste pequeno frasco?!"

    Perguntou-se Pietra em meio as palavras de Althea, o estilo moderno contrastava com a idade e a fama que precedia a filha da lua, as palavras duras e movimentos foram estudados pela cainita com cuidado.

    Prestando a referencia para a Althea assim como todos na galeria Pietra mantinha a face limpa, sem sorrisos ou algo do tipo, quando a mais baixa apontou em sua direção a cainita não pode deixar de estampar um pequeno ar de surpresa, por respeito esta deixaria que Rahel e Elizabeth fizessem suas apresentações primeiro, mas inquerida por Althea, Pietra deu um leve passo a frente fazendo uma mensura educada.

    - Pietra Rafaldini, pertenço a casa das rosas e sou a sétima de minha linhagem e futura Bispo de Berlim... Fico honrada em poder conhece-la Althea Chontos, e feliz por poder ajudar a Espada de Caim...

    Encerrando sua breve apresentação Pietra se manteve solicita enquanto esperava pela apresentação de Elizabeth e Rahel.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 24/5/2016, 02:31

    Durante a sua apresentação, todos os olhos estavam voltados para você e da mesma forma que eles a observavam, todos eles se voltaram para Elizabeth quando Althea apontou para a mesma indicando que ela seria a próxima.

    -Nascida Nadia, abraçada Elizabeth. Prole de Slavoj Voznesensky, a prole mais antiga de Velya. Herdeira da feitiçaria de Cárpatos e da carne do Grande Dragão. Voivoda e Bispo de Berlim.

    Althea abre um pequeno sorriso ao ouvir a apresentação de Elizabeth, era de fato algo impressionante para os que ouviram histórias sobre a Revolução Anarquista, pois Velya era um dos mais temidos nomes na época do grande derramamento de sangue. Em seguida, Althea coloca os olhos sobre Rahel e para a surpresa de todos, inclusive do próprio Lasombra, a antiga Malkaviana faz uma enorme reverência à ele e diz.

    -É uma honra estar em frente a ti, grande Narses Arcebispo da Crimson Curia. É com extrema felicidade que descubro que a tua morte final foi apenas um devaneio de tua própria prole, coloco-me diante a ti como uma grande admiradora e serva fiel.

    O nome Narses atraiu a atenção de todos ali presentes, principalmente daqueles que seguiam os de Edgard e Farid. A admiração e a repulsa, expressadas em uma espécie de balança de equilíbrio, lado a lado, Sacerdote e Ductus expressavam sem censura as próprias sensações em relação ao nome de Narses. O antigo Lasombra então faz uma pequena reverência e diz.

    -Fico profundamente grato, prole de Petaniqua. Mas eu já não respondo mais pelo nome de Narses, apenas Rahel Kranz é o suficiente minha cara, o passado há muito não retorna e jamais o fará. Seja bem vinda a Berlim, sou o terceiro Bispo e é com grande honra que apresento a ti os Ductus locais. Rebeka Resnick, líder dos Lobos de Erkener, uma irmã de clã e um orgulho para as tradições dos Guardiões das Sombras. E o ilustre Saabir Farid que despensa apresentações, recentemente chegado à cidade e um grande reforço para as noites que se seguem. Além disso é necessário dizer a você que dois Templários serão nomeados durante o Festim, a primeira, será Caroline a Lasombra que você já teve a oportunidade de conhecer, a segunda, será Evangeline Bourseiller.


    Althea olhava para Rahel com profunda admiração e como resposta balançava a cabeça positivamente para indicar que havia concordado e compreendido todas as informações passadas por ele em sua fala anterior. A Priscus então caminha por vocês e sobe na fonte de mármore, colocando-se ao lado de Artur e se ajoelhando em frente ao mesmo para pegar a mão direita dele e depositar sobre ela um beijo respeitoso. Diante os seus olhos, a antiga tradição de suserania e vassalagem era novamente exposta, com aquele simples movimento, Althea jurava fidelidade eterna ao Arcebispo e por consequência ao Sabá inteiro. Ela então se levanta e rompendo completamente todas as normas de etiqueta ela diz.

    -Eu adorei essa merda de cidade, amanhã não terá Festim de Sangue, mas sim um Festim de Guerra! Essa noite, queridos irmãos, vocês tratem de se alimentar, te fuder, te se fortificar e de se despedir. Porque amanhã, queridos e queridas, amanhã nós vamos fuder com tudo que essa cidade conhece. Desculpem-me pelo palavreado mal educado, permitam-me recolocar tudo, na próxima noite nós vamos erguer um Festim de Guerra para arrancar as cabeças de Gustav e Wilhelm do lugar!

    As palavras de Althea arrancaram sorriso da face de Elizabeth e Edgard, Artur se mostrava imparcial e enfim, Althea pulou da superfície elevada e caminhou até Carolina pegando a jovem anciã pelo braço ela diz.

    -Me leve para descansar querida Templária...Aos outros, aproveitem a ultima noite de Paz de Berlim! Vejo vocês todos amanhã.

    E sem esperar por nenhuma resposta, ela e Caroline se encaminham para os corredores subterrâneos do Sabá, deixando todos vocês ali de pé no centro da galeria. Um breve silencio toma conta do local, até que todos olham para Artur que sentava-se e cruzava os braços em um semblante pensativo.

    -Amanhã, segundo a Priscus, a Camarilla estará realizando um conclave...
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 24/5/2016, 11:49

    Ouvindo atentamente as palavras de apresentações de Elizabeth a filha das rosas pode identificar nomes importantes, parte da historia da própria Tzismice se revelava sem maiores por menores.

    Já diante Rahel fora Althea que surpreendeu a todos, revelando o verdadeiro nome do Lasombra a filha da lua saldava-o com educação e o mais puro respeito. Os olhos de Pietra observaram as reações de Edgard e Faarid, a admiração e o desgosto contrastavam claramente, independente das posições e a segurança que Rahel dispunha ao ocupar o cargo de Bispo, Pietra se preocupou.

    " Espero sinceramente que isso não interfira nas próximas noites... Ter a inimizade de qualquer um dos dois é perigoso demais..."

    Saber que Caroline se tornaria Templária fez com que Pietra lançasse um sorriso amigável na direção desta, a cainita havia servindo por muito tempo a espada de Berlim e o cargo era uma clara recompensa pelos anos de serviços prestados, talvez a unica coisa que preocupasse Pietra com a nomeação era o fato de Evangeline e Caroline terem temperamentos muito parecidos e perigosos.

    " Os inimigos da Espada sofreram a ira dessas duas... No mais ambas irão trazer honra e glória para Berlim..."

    Muitos significados vieram a mente de Pietra quando Althea iniciou o ato de vassalagem, o simples ato carregava muito peso, principalmente para Berlim. Observando Artur a cainita questionava-se sobre os planos do Ventrue.

    " Até onde as coisas estão de acordo com seus planos mio amato?! Esse juramento... Se falharmos com a Espada seriamos párias novamente... E isso eu sei que você não permitiria que aconteça... Mas até onde isso nos sacrificará?!"

    Escondendo o semblante preocupado Pietra ouviu atentamente as palavras de Althea, independente do Festim que ocorresse os cargos ainda indefinidos seriam ocupados por seus nomeados, e a Galeria poderia suportar qualquer mudança de ultima hora. Mesmo assim quando esta se retirou Pietra se voltou com um olhar indagador para Artur, as palavras deste fizeram com que um ar surpreso trespassasse a face da cainita.

    - Um conclave... Não seria fácil atacar tão abertamente, além de que eles teriam suas próprias defesas... Mas isso significa uma certa instabilidade até os cargos e problemas serem resolvidos... Uma oportunidade que pode funcionar como uma faca de dois gumes...

    Os olhos de Pietra buscaram os de Artur, o tom calmo de sua voz e sua postura indicavam claramente que o Ventrue já deveria ter pesado a questão, um Conclave mudaria muito a organização politica da Torre de Marfim.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 28/5/2016, 03:25

    Faca de dois gumes.
    O término da sua frase silenciou completamente o interior da galeria, todos estavam expressando suas faces sérias e apreensivas, as palavras de Artur poderiam significar o futuro positivo ou negativo da espada de Berlim. A fina linha entre a glória e o fracasso estava mais sensível do que nunca e naquele instante, todos os membros do Sabá estavam a caminhar pela linha, qualquer passo em falso simbolizaria o fim.
    Artur então olha para todos os bispos presentes e finalmente diz:

    -Me acompanhem até a minha sala, meus queridos Bispos, aos demais... Obrigado por estarem presentes na recepção da Priscus, foi definitivamente uma acontecimento importantíssimo para a Espada de Berlim e a presença de vocês será para sempre lembrada. Agora, me retiro para conversar em particular com meus conselheiros e deixo para você a minha gratidão e mais profundo reconhecimento. Até breve senhores.

    Artur então se direciona para os corredores subterrâneos do Sabá, mantendo-se em silêncio o tempo inteiro, até finalmente adentrar a sala, sentando-se em sua cadeira e cruzando os braços olhando para vocês três. Elizabeth parecia tranquila e se sentava em uma das três cadeiras postas em frente a mesa do Arcebispo. Rahel também se sentou, ocupando a cadeira central, restando assim apenas a cadeira à direita do Arcebispo.

    -Não haverá ataque algum ao conclave e o Festim precisa ser de Sangue e não Guerra.

    Diz Artur.

    -Eu realmente acho que pode ser uma excelente ideia, invadir o conclave e mostrar aos ratos da Camarilla o que é medo. Somos mais fortes, porque devemos nos esconder?

    Indaga Elizabeth

    -Não devemos nos esconder, devemos ser mais inteligentes e estratégicos do que nossos inimigos. Eles estão sangrando e pagaram todos os custos possíveis para estancar o sangramento...

    Comenta Rahel em seu tom pacifico de voz.

    -Podemos até ser mais fortes sim Elizabeth, mas quem são os convidados do Conclave? Os olhos do Circulo Interno estão voltados para esse Conclave? O que os anarquistas farão? Quais Justicares estão envolvidos? O que Gustav vai fazer em relação à isso? Wilhelm?! Vocês entendem como o salto no escuro pode ser uma grande tragédia para tudo que aqui construímos?!
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 28/5/2016, 13:57

    O olhar sério de Pietra suavizou com as palavras de Arthur, se o Arcebispo estava pedindo conselhos era porque ainda não havia se decidido em um todo, o que tornava a reunião que se seguiria importante e decisiva.

    Fazendo uma mensura aos que não foram convidados para a reunião, seguindo com o grupo para a sala de reuniões sobre a proteção do abrigo subterrâneo do Sabá. Pietra deixou que Elizabeth e Rahel tomassem seus lugares antes de se sentar.

    Deixando que a conversa se iniciasse Pietra fechou os olhos estudando atentamente cada palavra dita.

    " Entendo que talvez fosse uma boa ideia atacar... Mas existem coisas demais envolvidas... Coisas demais na surdina esperando o momento certo de agir... Um passo em falso e a cabeça de Artur rola..."

    Abrindo os olhos a cainita suspirou se recostando na cadeira, a cainita cruzou as pernas enquanto ponderava, por fim esta procurou os olhos de Artur antes de iniciar sua fala.

    - Sinceramente acho que estamos patinando em gelo fino... Não temos nem ideia do que originou o sono que nos atingiu... Muito menos o porque dele ter sido criado ou por quem... Talvez isso não venha ao caso, mas acredito que não temos todos os dados do que realmente esta se passando em Berlim... Quanto ao conclave... Não acredito que ele tenha sido convocado com total apoio de Gustav, afinal ele por muito tempo regeu Berlim ao seu bel prazer e prestar contas não seria muito saudável... Acredito que seria bom recuarmos estrategicamente, fortificar nossas alianças e esperar o momento certo para atacarmos... Quando o fizermos será massivo e poderoso o suficiente para destruir o que sobrou da Camarilla e sua disputa interna...

    Encerrava por fim Pietra enquanto esta voltava seus olhos para Elizabeth em um claro pedido de paciência.
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 31/5/2016, 04:08

    Artur retribui o olhar com uma atenção exclusiva dos próprios olhos que se alinhavam com os seus durante a sua fala, ele balança a cabeça positivamente mas antes de responder é Elizabeth que assume a fala, cruzando os braços em uma clara irritação.

    -Recuar? Fácil para vocês falarem, é o que fizeram durante toda a vida. A Espada de Caim é implacável, feroz, brutal. A Espada de Caim não é meticulosa, temerosa ou fraca. Somos os mais fortes, recuar diante da presa abadita é covardia!

    As palavras de Elizabeth atraiu os olhos de Artur, o Arcebispo encarou a Tzimisce com intensidade e indagou imediatamente a mulher.

    -Você está me acusando de covardia?

    Elizabeth retruca a encarada de Artur e levanta a mão esquerda apontando para você.

    -Vocês dois não dão razões para nenhum de nós acreditar na força de vocês, vocês foram capazes de construir uma base sólida, mas um verdadeiro líder não recua diante a guerra. Nós podemos conquistar Berlim na próxima noite.

    Artur se levanta bruscamente da cadeira e coloca as duas mãos na mesa com tanta força que a madeira da mesma racha ao meio, espalhando suas migalhas para todos os lados o Arcebispo grita.

    -RESPONDA MINHA PERGUNTA!

    Elizabeth se coloca de pé na mesma velocidade e sem recuar a mulher dá um passo a frente em direção ao Arcebispo, Rahel nesse mesmo instante olha para você e cruza os braços. Ele seria perfeitamente capaz de interromper o que estava para acontecer, mas ele não iria se intrometer. Elizabeth então responde.

    -Sim.

    Artur atravessa o restante da mesa como se ela fosse feita de papelão, furioso o Arcebispo marcha em direção à Elizabeth e sem pensar duas vezes o Ventrue aponta o dedo contra a face da Bispo.

    -Eu poderia executa-la nesse exato momento, eu poderia desafiá-la para um duelo. Mas você não merece a honra de nenhuma dessas alternativas, você diz que eu só recuei minha vida inteira? O que você sabe da minha vida? Aprenda uma coisa de vez por todas, sua intolerância é apenas um retrato da sua ignorância e da sua incapacidade de liderar. Você quer um líder que rege por força, medo e poder? Então, ajoelhe-se IMEDIATAMENTE em frente ao teu superior!

    Em meio a frase, Artur ordena em um grito de ordem que é prontamente atendido por Elizabeth. A potência do sangue de Artur finalmente era expressada de maneira direta, as paredes ecoavam diante da força do Arcebispo e torciam a vontade da besta mais fraca que estava à frente dele. Artur desfere um único soco na face de Elizabeth, arrancando-lhe alguns dentes e fazendo um enorme barulho seco de ossos quebrando, os lábios da mulher são destruídos pela potência do soco e o corpo pequeno dela é atirado contra o chão com tanta força que causa uma enorme rachadura no piso de pedra maciça. A Tzimisce olha apavorada para Artur, o Arcebispo então caminha na direção dela e a tira do chão pelos cabelos, forçando-a olhar para ele.

    -O que você vê agora, Elizabeth?

    Indaga Artur. Elizabeth apavorada e com a face desfigurada, esboça um sorriso e responde.

    -Um homem, um líder. Finalmente algo em que eu posso confiar, obrigada Artur e perdoe-me. Mas eu precisava sentir em minha carne...

    Artur joga Elizabeth contra o chão, o corpo da mulher cai com muita força no chão e a mesma se contorce de dor, cuspindo sangue no chão e gemendo em meio a dor que o soco de Artur havia lhe causado. Artur então se vira e caminha a passos fortes em direção a cadeira onde estava anteriormente sentado, para finalmente se sentar, como um verdadeiro Rei do Sangue sentaria em seu Trono Sagrado. Os olhos de Artur passaram por você e por Rahel e naquele instante você teve a certeza de que ele finalmente havia encontrado seu apogeu, Artur era um Verdadeiro Rei e sua coroa era inquebrável.

    -Nós não vamos atacar. Todos de acordo?

    Perguntou o Arcebispo em sua potente voz.

    -Sim.

    Responde Rahel que sorria orgulhosamente.

    -Sim.

    Responde Elizabeth, colocando-se de joelhos em frente à Artur, a insubordinação acabará para sempre.

    -Vocês estão dispensados, preparem-se para o Festim de Sangue da próxima noite. Menos você Pietra, fique.

    Ordenou Artur. Elizabeth se levantou e se retirou sem dar as costas para Artur e sem olhar diretamente para o mesmo, demonstrando a todos vocês que ela estava finalmente convencida de estar abaixo de Artur. Rahel se levanta e com um imenso orgulho ele saúda Artur e se retira. No exato momento em que você e Artur estão finalmente sozinhos, o Arcebispo deixa um sorriso nervoso sair dos lábios e comenta.

    -Nem todos entendem que descer da árvore é a melhor opção, para esses que não entendem quando devem descer, existe o machado.
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 31/5/2016, 14:01

    Pietra chegou a quase sorrir na direção de Artur, a troca de palavras e olhar era quase como um ritual para os dois cainitas, os longos anos de companheirismo em busca de uma mesma causa acabaram por resultar em uma relação muito mais intima entre os dois.

    O simples fato de ter revisto o passado com olhos mais experientes permitiram que a cainita sanasse um erro antigo, Artur havia pouco a pouco conquistado um lugar no afeto da cainita.

    A forma brusca e grosseira de Elizabeth se expressar fez com que o cenho de Pietra se fechasse, o ataque a honra de Artur foi um golpe também sentido pela filha das rosas. Contrariado a reação de Artur fez com que Pietra permanecesse em seu lugar.

    " Elizabeth passou dos limites... Eu me perguntava se isso um dia aconteceria... Bom a resposta esta clara agora..."

    Vendo que Rahel cruzava os braços em um claro sinal de que não interferiria mesmo tendo sua companheira ferida fez com que Pietra concordasse com um leve aceno. A potencia do sangue de Artur falou alto, rebaixando e ferindo Elizabeth, o Ventrue revelava seu pior lado.

    Por respeito a escolha de Rahel e a figura da Tzismice, Pietra não demonstrou nenhuma reação ao que acontecia a sua frente, a fúria de Artur recaiu somente sobre Elizabeth. Quando o Ventrue se sentou novamente em sua cadeira Pietra vislumbrou a verdadeira figura do Rei de Berlim, a altivez do cainita e sua postura deixavam claro o orgulho que a filha das rosas sentia por este.

    " A espada de Berlim não chegado sequer a existir se Artur assim não o desejasse..."

    A voz potente inquiriu os três Bispos a resposta dita por cada um deles deixava claro que a vontade de Artur havia vencido, assim como a insubordinação de Elizabeth se extinguido.

    - Sim!

    Respondeu Pietra ao se colocar de pé, iniciando uma mensura a Artur quando este os dispensou a cainita deixou que um ar surpreso trespassasse seu rosto quando a ordem para permanecer se fez. Assentindo de leve com um aceno Pietra voltou a se sentar, seus olhos acompanharam a saida de Rahel e Elizabeth para só então sua atenção ser depositada em Artur.

    O sorriso nervoso e as palavras de Artur fizeram com que a cainita levantar, seguindo o mesmo caminho da destruição que o Arcebispo havia feito Pietra se sentou a seus pés abraçando as pernas desta enquanto depositava em seus joelhos o queixo, mantendo um sorriso gentil no rosto a mão de Pietra tocou a face de Artur com delicadeza.

    - Melhor o machado do que ver a arvore queimar e ser queimado de baixo para cima... Elizabeth nunca entenderia nosso sacrifício... O peso que existe sobre nós... Sua história é diferente da nossa... Assim como sua visão sobre o mundo... Sei que não se orgulhas do que acaba de fazer... Mas era um mal necessário... No final ela terá seu massacre... Apenas precisa aprender a ter paciência...
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 4/6/2016, 04:34

    As mãos de Artur continuavam firmes nos braços da enorme cadeira de madeira em que ele estava sentado, os olhos dele logo buscavam os seus e as suas palavras eram ouvidas com carinho e atenção. A postura do Ventrue continuava forte como deveria ser a figura de um Arcebispo de uma grande cidade do Sabá, por fim ele a responde com uma voz calma e segura.

    -Elizabeth não quer entender e eu respeito essa decisão dela. Ela não é a única a nos olhar torto minha querida, esses olhares tortos não são necessariamente malignos, são apenas olhares que estavam acostumados a ver seus semelhantes como líderes. Eles são proles dos revolucionários dos tempos da Inquisição, nós não. De certa forma, representamos o legado dos inimigos. Eu entendo estes olhares, mas jamais irei me curvar diante deles. Irei usar machados, fogo, força, seja lá o que for para mostrar a esses olhares que eu sou o Arcebispo e nada nesta cidade está acima de mim... Compartilhamos muitos fardos e muitos pesos em nossos ombros minha querida e amada Pietra, muitos. E eles fazem de nós fortes. É chegada a hora de mostrar a força que possuímos! Elizabeth me fez ver isso com clareza, não precisamos mudar a forma que construímos a Espada de Berlim, pelo contrário, devemos impor ela a todos... Você precisará estar forte ao meu lado na próxima noite, pois iremos desafiar as palavras da Priscus.
    avatar
    Jess

    Mensagens : 1185
    Data de inscrição : 12/01/2016
    Idade : 25
    Localização : Neverwere

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Jess em 4/6/2016, 14:42

    A postura de soberania mantida por Artur contrastava com o olhar carinhoso lançado a Pietra, a própria cainita sorria admirando a visão que o Ventrue proporcionava.

    " Mio amato... Finalmente a coroa paira sobre sua cabeça... Ninguém tem o direito de contesta-la..."

    Erguendo o corpo, Pietra fechou os olhos por alguns segundos, quando os abriu a cainita sorriu, havia leveza naqueles movimentos mas claramente Pietra entedia as palavras de Artur sobre a tempestade que seria a próxima noite.

    - Mio adorato... Sabes bem que eu iria ao inferno ao seu lado... Ninguém pode contestar nosso esforço... Nosso sacrifício... Eles não teriam feito metade do que fizemos, não teriam moldado a lamina da Espada... Desistiriam quando perseveramos... São tolos brincando de imaginar o que teriam feito em nosso lugar... Mas se esquecem que Melinda é uma herdeira da Torre de Marfim... Mas não são tolos o suficiente para contestar isso...

    Levantando-se Pietra fez uma longa mensura a Artur mantendo sua cabeça um pouco abaixo da do Ventrue.

    - Aprendemos com bons professores a reger pela lealdade e companheirismo... Temo que isso agora nos sera testado... Mas aqueles que nos ensinaram isso, também ressaltaram que as vezes o uso da força se faz necessário... Melinda o demonstrou bem... A Espada não pode estar dividida se quer vencer... Isso nos enfraqueceria... Jogaria no lixo tudo que construímos... Faça com que eles vejam isso... Que vejam que seu esforço precisa ser sincero e que sem ele não teríamos chegado tão longe... Mas que para isso o peso recai sobre nossos ombros... Que é através de sua Liderança que eles venceram... Não com suas más linguás ou olhares tortos...

    Ainda na mesma posição Pietra sorria, era o mesmo sorriso que a cainita demonstrara ao aceitar o cargo de Bispo, era o claro sinal de que a Toreadora aceitava as escolhas de Artur sem nem ao menos contestar sua liderança...
    avatar
    Danto
    Admin

    Mensagens : 2195
    Data de inscrição : 04/06/2012
    Idade : 25

    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Sunshine is far away

    Mensagem por Danto em 7/6/2016, 23:41

    Os olhos de Artur a observavam com um leve toque de admiração e com uma forte demonstração de afeto. E assim ele escuta as suas palavras, lentamente a postura começava a se desfazer, a força do líder dava lugar a uma expressão mais preocupada e dedicada, ele então cruza os braços e diz.

    -A espada não irá se dividir em hipótese alguma. Você tem razão quando diz que isso nos colocaria em uma situação horrível e em eminente auto-destruição, minha principal tarefa será a de manobrar as intenções de guerra franca da Priscus. Ela é uma notória cainita, com influência e com posto. Nós também somos. O conflito será pacífico entre a minha idéia de como reger a cidade e as ideias dela, buscarei ensinar a ela como é o Sabá de Berlim e quais são as nossas prioridades. Não somos os selvagens norte-americanos que se atiram contra a Camarilla como desesperados... Não... Nós somos aqueles que dominam as sombram dessa cidade.

    Enfim, Artur se coloca de pé aproximando-se de você para lhe dar um beijo carinhoso na testa, afinal, ele ainda estava na parte mais alta onde ficava a cadeira. Para então sorrir de modo carinhoso e sinalizar que estava caminhando para fora da sala.

    -Acho que precisamos nos preparar, organizar os últimos preparitivos e estarmos perfeitamente preparados para a próxima noite.


    [Off: Ultima ação para o final do Ato]

      Tópicos similares

      -

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:55