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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

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    Danto
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    Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 11/5/2016, 17:27

    Março de 2002, Berlim.
    Quarta Noite

    Lotharius seguiu até o primeiro piso da capela destruida, caminhando em silêncio ele permititou apenas com um movimento com a cabeça que você mandasse as mensagens que desejasse. E assim que os dois antigos se encontram na entrada da capela, Michael faz uma reverência para seu Senhor e em Latim diz.

    -Incrementum ex certamine.

    Lotharius se aproxima de sua prole, colocando as mãos nos ombros do mesmo e respondendo também no mesmo idioma antigo.

    -Arbitrium Vincit Omnia.

    Os dois então trocam breves olhares, demonstrando um afeto acima do esperado entre prole e senhor, ainda mais vindo de criaturas tão antigas quanto eram. Imaginar que Lotharius era a prole direta do próprio Etrius e que o mesmo caminhou por Ceoris, asism como imaginar que Michael era provavelmente mais antigo que Gustav e toda a cidade de Berlim, era algo realmente surpreendente. Mas nada era maior do que aconteceria logo em seguida. Pois Lotharius caminhou na sua direção tocou seu ombro, Michael então também se aproximou e tocou o ombro de seu Senhor.
    Você então vê a pele de Lotharius tornando-se avermelhada como se o sangue do antigo estivesse correndo por entre a carne e a pele e não pelas veias como naturalmente fariam. Em seguida um forte fluxo mágiko invade a capela e os circunda. Diante os seus olhos o antigo Tremere estava realizando um ritual de sangue, algo que sua Senhora disse que fora uma prática realizada antes da construção da Taumaturgia como hoje é ensinada pelo clã, os rituais de sangue eram poderes extraordinários extraídos da vontade e da quintessencia bruta contida no sangue de Caim. E o poder do antigo fazia um efeito similar ao ritual famoso e tradicional "Fuga Para Um Amigo Verdadeiro", onde o usuário se transportava para a direção ou proximidade de um verdadeiro aliado... Mas vocês eram transportados através do sangue de Lotharius para a Baviera, mais precisamente dentro de uma sala...


    Seus olhos foram cobertos por uma camada vermelha escarlate, o cheiro de vitae incitava a sua besta e instintivamente suas presas saltavam pela sua boca na esperança de obter alimento. Mas o vitae apenas criava um véu a frente dos seus olhos. Quando o véu caia, você se encontrava em outro local, em um ambiente mórbido e pouco iluminado, sendo os únicos pontos de luz, apenas pequenas fogueiras de fogo grego.
    A sua frente haviam sete pedras grandes e logo atrás dela um enorme círculo de pedra, você conseguia ler nas pedras o nome designado para o conselho dos sete que regia o clã Tremere. O que significava que vocês estavam literalmente no interior de uma Capela Tremere medieval, pois esse costume há muito foi descontinuado, era diante essas pedras que os abraços eram realizados e os neófitos bebiam do vitae do conselho.

    -Bem vindo a Capela de Munich.

    Diz Lotharius.

    -Ulrich eu entendo que você esteja cansado e faminto, mas por favor, nos explique o que esta acontecendo em Berlim. É inadmissível que o clã Tremere permaneça sofrente para existir na cidade, nossa força é incomparável e iremos mostrar isso à todos os membros de Berlim. Entretanto, precisamos dos teus conhecimentos para conduzir as nossas ações dentro da razão, justiça e iluminação.

    Complementa Michael.
    Spoiler:
    Ulrich:
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    FdV -> 7/7
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    Miac

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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 11/5/2016, 20:26

    O jovem Tremere ouviu novamente em latim e logo se martirizou por não ter estudado a fundo a linguá, sabia que poderia aprender aquilo facilmente, era de se irritar quando não conseguia entender o que passava a sua volta.

    " Eu conseguiria entender essa linguá fácil, ainda mais que é uma das linguás que deu origem a diversas outras...devo no futuro começar por está! E é realmente interessante ver como esses dois se olham, é como um professor para seu melhor aluno e talvez até mais...será que minha Senhora está bem? "

    Ulrich se espantou com o gesto e por cerca de poucos segundos olhou para Lotharius, naquele momento seus olhos demonstravam o quão inexperiente era seu conhecimento na Mágika, só que aquele Ritual era algo antigo de mais e vinha da verdadeira essência Magica. Seus olhos se abaixaram e logo as presas se demonstravam, a besta vinha com uma fome voraz ao ponto do mesmo desejar e até inclinar um pouco seu rosto para morder a Vitae que lhe cobriu o corpo por um breve momento, ao sair daquele Ritual o jovem colocou a mão na boca de maneira assustada e envergonhada, Michael já havia lhe informado sobre seu comportamento e ele não desejava ser repreendido novamente.

    Com os olhos como de uma criança que vê algo novo o mesmo observa a sala a sua volta, ele olhou de maneira curiosa e até mesmo levantando a mão direita em direção as pedras ali, era um marco histórico, era ali que os antigos davam o dom e a maldição da casa Tremere, só que quando Lorde Lotharius falou o seu pequeno transe em fascínio com aquele lugar se desfez e ele abaixou a cabeça de forma respeitosa e respirou fundo se concentrando em tentar amenizar sua própria besta.

    " Eu consigo isso...Vamos lá! É minha chance de mostrar que não sou apenas um peso para a capela!"

    - Sim Lorde Lotharius e com sua permissão Senhor Michael! Sei que de longe nunca fui um dos membros mais ativos de nossa casa, não vale a pena pedir perdão pelas coisas que falei e que já causei para todos. Mais diante desta capela e da nossa capela em Berlim gostaria de deixar clara a minha devoção com a nossa casa. Fui abraçado em Agosto de 1961, quando o muro de Berlim ainda dividia a cidade em duas, Ocidente e Oriente, resumidamente minha Irmã Sofie já havia tido o dom e maldição do abraço por parte de minha Senhora, eu estava do lado Ocidental e em sua procura, só que...eu conseguia levitar as coisas e o caminho do sangue já era conhecido por mim...não sei explicar, tentei protege-la por que eu sabia que ela seria morta por Gustav, e assim foi feito, mas, quando ele foi me matar o irmão do verdadeiro Gustav me salvou e com sua vitae não encontrei a morte final.

    Naquele momento Ulrich deu uma leve pausa, ainda permanecia concentrado em controlar sua besta, e em sua mente era possível ouvir os tiros, o rosto de sua irmã e a fúria do antigo ser que se passava por um falso príncipe.

    - Sir Magnus Breidenstein é o dono desde anel que se encontra em minha mão e foi ele que me informou que uma Matusalém neta de Caim havia deixado toda Berlim naquele sonho, todo este fato nunca foi me recordado, creio que minha mente ocultou isto de mim por ter sido de grande Trauma. Sir Magnus Breidenstein disse que aquele que causou a invasão não era o verdadeiro Gustav e é ai da minha escolha Lorde Lotharius, depois disso fiquei com uma pergunta em minha mente, faz quanto tempo que aquele ser usa o nome do Senhor Gustav Breidenstein! E Sir Magnus Breidenstein se passa como prole de Gustav dando-se o nome de Peter Kleist, Senescal do Ocidente. Eu desejava todas as proles de Gustav morta, queria que seu sangue fosse amaldiçoado por toda eternidade, só que eu mesmo me mantive encasulado esse tempo todo me protegendo de mim mesmo. Porém, agora teremos este conclave e esses fatos são de extremo peso.
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    Danto
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 13/5/2016, 02:24


    Michael ouvia a todas as suas palavras em silêncio absoluto, dedicado a verdadeiramente ouvir o que você tinha para dizer naquele instante. Mas Lotharius simplesmente começou a caminhar pelo local, indo nas pedras, de uma em uma e fazer uma breve reverência em demonstração de respeito. Beijando a palma da mão e colocando o beijo sobre os nomes que lá estavam inscritos, em um idioma que você jamais seria capaz de ler. Ao terminar de saudar o último dos sete criadores do clã, ele caminhava em direção a grande porta de pedra. Colocando as duas mãos no centro, onde a pedra era avermelhada como um rubi escuro e fosco, as mãos então tocavam o vermelho e no meio exato da construção, um símbolo surgia.


    O antigo símbolo da casa Tremere, um legado extremamente importante e tradicional. Os magos que abraçaram a maldição, os cainitas que forçaram sua entrada entre os mais antigos e poderosos membros da idade média sem temores, enfrentando a fúria dos ignorantes e conquistando os postos mais altos. Das cinzas à glória, das ruínas à prosperidade. A sabedoria da Casa Tremere era a maior de todas... A grande porta de rocha então se abre, para dentro, através do simples toque a colossal rocha se movia e arrastava a terra consigo para o interior do ambiente. Um lance de sete escadas dava então acesso a um hall de entrada sensacional.


    -Agora nós devemos começar, Ulrich, sente-se e serás alimentado.

    Diz Lotharius que adentrava o local, que era obviamente construído no subterrâneo mas que possuía uma iluminação de cunho sobrenatural que simulava a luz do luar, que se movimentava pela janela para simbolizar a passagem das horas. Uma preocupação gentil com a consciência temporal dos membros que ali outrora frequentaram. O ambiente estava inteiramente coberto de pó, com sinais claros de desuso a muitos e muitos anos. Relíquias antigas estavam nas prateleiras e estantes, livros arcaicos em grego e latim expostos em pedestais. Candelabros de velas eternas colaboram com a iluminação, a cera derretida nutria eternamente a própria vela e o fogo era constante e com uma perfeição de calor e intensidade, até os formatos das chamas eram herméticamente alinhados.

    -São muitas informações Ulrich, mas a sua confusão é perfeitamente compreensível a cerca do teu abraço. Afinal fostes um desperto sem instrução, despertos abraçados tendem a passar por choques profundos e intensos que abalam sua sanidade por vários anos. Permita-me explicar a ti o que seria um desperto...


    Diz Michael adentrando o local e parando em frente a armadura de ferro que estava ali imóvel. Encostando a mão esquerda no elmo da mesma ele retoma a frase, enquanto Lotharius passava pelo portal lateral que dava acesso a grande biblioteca do ambiente.

    -Todos seres humanos nascem com um potencial, uma força, uma singularidade especial. Alguns chamam de alma, outros de energia divina, outros chamam de Avatar. O Avatar é a grande força motriz de todos os seres vivos. Os indivíduos considerados Despertos são aqueles que por meios naturais ou não, se comunicam diretamente com esse Avatar e isso o torna capazes de expressar suas vontades sobre a realidade que os circunda, ou seja, fazer mágika. A mágika não é nada além da própria manifestação dos Despertos sobre as verdades, formas e fórmulas que a ele são apresentadas dês da construção de suas capacidades cognitivas. Você provavelmente despertou sem a instrução, algo raro mais possível, assim não havia nenhum mentor para lhe instruir sobre os conceitos básicos... Mas o ato de abraçar um desperto é um terrível movimento de destruição do Avatar desse desperto, o rompimento desse laço pré-estabelecido e profundo é um grande eco negativo em seu intimo.
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    Miac

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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 13/5/2016, 09:35

    Ulrich com um olhar cuidadoso observou os movimentos de Lotharius, compreendeu que aquele antigo tinha um imenso respeito pela casa Tremere. Só era difícil compreender o do porquê os antigos não demonstravam mais nenhuma empatia pelos acontecimentos quanto revelados, era como se eles já estivessem a intuição de que as coisas sairiam do controle ou que já estava tudo arquitetado.

    Seus olhos brilharam de uma forma ambiciosa e relativamente dominadora ao ver o antigo simbolo Tremere, era como se tudo que ele havia passado fosse um mero teste para estar ali e poder contemplar o verdadeiro poder da Casa Tremere, talvez no passado muitos dos membros tenham passado a mesma coisa que ele, sofreram as mesmas dúvidas que ele e hoje eram imortalizados ou simplesmente auxiliando os mais novos. Ele caminhou de maneira calma e chegando diante das sete pedra o mesmo abaixou sua cabeça em sinal de respeito.

    " Com sua licença meus senhores! "

    O jovem Tremere observava todo o local em seu mínimos detalhes, e fez um sinal com a cabeça de sim para com as palavras de Lotharius, olhou para a luz que vinha das janelas e tentava achar o que vinha por de trás delas já que sabia que estava no subsolo, viu as velas e suas chamas em forma perfeita e sorriu de maneira tímida, quase encostou em um antigo livro grego parando a mão a poucos centímetros do mesmo contornando seu entalhe. Só que sua atenção se voltou diretamente para Michael quando começou a falar, o mesmo pegou uma das cadeiras que ali estavam e a deixou a cerca de uns três metros do ancião que observava a armadura e ali sentou-se ouvindo cada palavra do mesmo, ele abaixou a cabeça e apoiou os cotovelos em seu joelho e ficou a pensar.

    " Eu sempre tive o dom da Mágika comigo!...Sofie também seria assim?"

    - Então todo esse processo se voltou para minha personalidade Senhor Michael, por isso que eu no passado me negava a aceitar as instruções de minha Senhora...Quer disser que essa força que me nutria em vida foi completamente destruída com meu abraço? E se sim, eu a substitui pela força da minha vitae certo! E se não for incomodo o Senhor saberia me disser se minha irmã Sofie Heike Klaus também era como eu? Ela era muito esforçada com nossa casa...

    " Se eu tivesse tido a instrução necessária quando era vivo, será que eu poderia ter evitado a morte de minha Mãe e Sofie? E se essa força se modificou junto comigo...seria possível? Por esse motivo que Maggie me dizia que eu não deveria seguir os mesmos passos que minha irmã, que eu deveria seguir um outro rumo! Ela cuidou de mim mesmo não demonstrando, devo muito há ela!"
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 16/5/2016, 00:53

    Seus olhos lhe afirmavam com toda a certeza e com toda as forças da razão lógica que a iluminação principal do local não tinha nenhuma fonte, ao menos não havia nenhuma fonte comum, o próprio vidro da janela gerava a luminosidade similar ao do exterior, ou seja, provavelmente durante a manhã o iluminação dentro da capela seria similar a do sol.

    Enquanto você falava, Michael se distanciava, caminhando lentamente até o enorme globo terrestre situado na parte baixa do local, colocando uma mão sobre o globo ele responde.

    -A força que nutria a sua vida é algo diferente, ela é bioquímica e não mágica. Entenda, nutrição não se conecta com o conceito de avatar mas a melhor palavra que você pode atribuir ao conceito é, essência. E infelizmente sim, seu avatar foi completamente destruído no momento do seu abraço, acredito que a sua Senhora jamais desconfiou de sua natureza desperta, tendo em vista que nem sequer você havia a compreendido até o momento de sua morte... E a minha resposta para tuas duas últimas pergunta é negativa. Veja bem, não há uma lei de equivalências nesta questão, você perdeu teu avatar para todo sempre. Quando a tua morte final chegar, não existirá mais nenhum caminho a seguir... Sobre a tua irmã, seria impossível afirmar algo sobre alguém que nunca sequer vi em minha vida. Mas o despertar não é algo hereditário, pais despertos não geram filhos despertos, irmãos despertos não possuem irmãs despertas. Não existe uma regra para isso, mas todos possuem potenciais idênticos para despertar... De qualquer forma meu jovem, agora me responda, ignorando a situação dos outros clãs de Berlim. Qual é a situação do Clã Tremere na cidade? Porque meu irmão foi destruído?

    Enquanto Michael falava, Lotharius retorna a sala principal da capela de Munique com dois jarros idênticos de vinho. Jarros bem antigos e de vidros azulados, sem nenhum rótulo. Ele para na sua frente e lhe entrega um dos jarros, abrindo o outro na sua frente e tomando o líquido no interior do jarro. Em seguida ele observa você abrir o jarro e comentava de maneira simples.

    -Condensar grandes quantidades de vitae e preserva-los por longas e longas décadas. Minha prole mais jovem sempre foi extremamente precavida e cuidadosa, aproveite este alimento e não te preocupes com laços e coisas similares, você é um convidado. Agora, jovem, conte-nos sobre Karl.
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    Miac

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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 16/5/2016, 11:31

    Ulrich ouvia as palavras de Michael como um aluno curioso e dedicado o fazia, ele acena que sim com a cabeça para si mesmo confirmando suas próprias perguntas. Por fim ele recebeu o jarro e olhou para o mesmo de maneira cuidadosa. Era um sinal, só que ao sentir o doce cheiro de sangue o jovem Tremere começou a beber o liquido que escarlate, era como se tivesse encontrado água no deserto.

    Seu peito subia e descia após beber o liquido escarlate, ele sentia a besta se acalmar e lambeu os lábios, seguindo novamente as instruções anteriores os observando com os olhos fixos na direção do Tórax e falou de maneira calma.

    - Agradeço está Vitae Lorde Lotharius, e responderei as perguntas em ordem se assim me permitirem. Bom Sir Michael, não temos nenhuma influencia no Oriente já que por decreto o Gustav impede nossa entrada lá e caso algum Tremere ouse discordar os membros que lá vivem tem o direito de repreende-lo e apresentar para o algoz. Por outro lado no Ocidente as coisas são completamente diferentes, somos respeitados e o príncipe no apoia. Criamos uma barreira Mágika que foi destruída recentemente para impedir que os antigos do Oriente não viessem para o Ocidente e visse versa. Eramos respeitados e até mesmo temidos pelos outros clãs até esse evento envolvendo o sono dos antigos.

    O Jovem Tremere deu um leve pausa enquanto tateava a garrafa de vinho antiga, ele abaixou a cabeça e lembrou da boate que o Sabá atacou e de como foi tratado apenas por sem um membro da casa Tremere, só que agora cainitas como ele estavam dormindo e apenas os jovem e loucos de outras localidades vinham para Berlim e manchavam as ações sensatas que ele um dia lhe mostrou. Sua mão segurou com firmeza na garrafa e o mesmo voltou a falar.

    - Sobre o Senhor Karl o que me foi passado é que em 1575 um Tremere foi morto por demorar á se apresentar para Gustav. Com isso nossa casa prontamente lhe rogou uma praga, ela afetou os humanos, fazendo com que a mortalidade da cidade aumentasse muito. Sir Karl Schrekt fez uma nota pedindo para que Gustav revesse seus conceitos sobre os maltratos aos Tremeres e pedindo para ele não realizar mais tal ação novamente. Bom, na época ele era um justicar, Gustav enviou para Viena uma nota com suas desculpas e o coração de Sir Karl com uma estaca...!
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    Danto
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 18/5/2016, 03:16

    O líquido vermelho adentrou a sua garganta e nutriu com extrema eficiência o seu corpo e calou a sua fome com uma intensidade inesperada. Era como se cada pequena porção, fosse na realidade uma generosa quantia, ml's eram litros, a proporção era simplesmente dobrada pela magica daquele que preparou o frasco. Enquanto você ainda refletia sobre a sua alimentação, Lotharius responde.

    -Gustav destruiu Karl. Gustav será destruído e sua cabeça será erguida no mais alto mastro da cidade de Berlim.

    Diz Lotharius de maneira simples, direta e seca. A voz dele não soava como uma ameaça, muito menos demonstrava qualquer raiva ou desejo de vingança, era uma voz racional, coesa e confiante. O antigo membro da Casa Tremere caminha até o seu lado e sentando-se em uma das cadeiras mais próximas ele observa Michael que dava inicio a uma frase.

    -Infelizmente meu Senhor, as coisas não podem acontecer como antes. A justiça esta nítida em frente aos nossos olhos, mas arrancar a cabeça de Gustav de maneira arbitrária nos colocaria nos mesmo sapatos que ele veste hoje. Além do mais, colocaria a Casa Tremere em uma ótica selvagem. Devemos utilizar das estruturas da Camarilla, realizar as punições das formas corretas e alcançar nossos objetivos da maneira menos ditatorial possível, se não, nos misturaremos a gentalha do clã Ventrue germânico.

    Michael demonstrava uma enorme confiança na seita, mesmo com a situação delicada que envolvia o assassinato cruel de seu próprio irmão. A resposta dele era a razão, a ética e acima de tudo, a lei que regia todos aqueles que coexistiam na Torre de Marfim. Lotharius então olhou para a própria prole e prontamente respondeu.

    -Tentaremos primeiramente da tua maneira, Michael, se ela falhar por causa da interferência de outros ou jogos políticos enfadonhos e sujos. Irei marchar sobre a cidade de Berlim e arrancarei o coração do Príncipe e o empurrarei garganta abaixo de duas proles mesquinhas. Aos meus olhos Gustav é apenas um neófito e neófitos egocêntricos eu já destruí aos montes, todos tem seus devidos lugares e todos devem permanecer onde estão, se não o fizer, o caos devora todas as estruturas e o resulto? Basta olhar para Berlim, basta ouvir o que Ulrich nos conta.

    Michael se aproxima de Lotharius, era como assistir um embate filosófico. Isso simplesmente nunca havia ocorrido na sua frente antes, as conversas dos antigos eram feitas à portas fechadas, longe dos olhos dos jovens. Mas os dois, que eram muito mais velhos do que a própria Alemanha, se comunicavam sem censuras a sua frente. Era de certa forma uma grande aula de retórica, de postura e principalmente, a essência da Casa Tremere: Um embate de vontades. A prole então retrucou seu próprio Senhor.

    -Rogo a tua paciência, meu Senhor, pois a cidade não aguentará a tua fúria ela já está em escombros. Recordastes da calamidade que atingiu a capela? Certamente a cidade sangra de maneiras ainda piores! Rogo a ti, meu Senhor, para que possamos juntos alcançar algo maior do que a vingança. Outrora, o Senhor me disse, a verdadeira e unica maneira de conquistar algo válido é forja-la com suas próprias mãos, construir, erguer, estruturar. Proponho a ti, meu Senhor, a construção da nova Casa Tremere de Berlim, algo digno de ti, algo digno de mim, algo digno da tua linhagem que lá existe e lá chama de Casa e digna de Ulrich e todos os outros filhos do novo século.

    Lotharius olha para Michael e abre um sorriso orgulhoso na face, era uma vitória, a Prole vencia o próprio Senhor em um debate verbal e ambos estavam perfeitamente tranquilos em relação a isso. Lotharius então olha diretamente para você e o inclui no diálogo.

    -Ulrich, traga novos ares a nossa conversa. O que você acredita que precisa ser feito em Berlim?


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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 18/5/2016, 13:02

    Ulrich sentiu a besta ser acalmada com a vitae que por mais que parecesse pouca era nutrida de Mágika o que fazia as porções serem bem maiores do que o normal, o que o fez sorrir de uma forma tímida e cuidadosamente discreta em sua face.

    E ali o jovem Tremere permaneceu apenas ouvindo o que os dois anciões estavam falando, permanecia com a postura completamente reta, sua expressão era de não entender muito o que era comentado entre as entrelinhas, só que conseguia entender muito bem que Lotharius era racional ao ponto de excluir completamente qualquer sentimento de suas falas ou expressões, assim como Michael fazia, o dom de convicção na fala do antigo fez o peito de Ulrich inflar com uma confiança única.

    " Então é assim um debate entre anciões? É como se uma única palavra colocada de maneira errônea na frase fosse destruir tudo. Como é dito, os antigos não tem a paciência para os jogos políticos, são mais diretos que uma palavra sincera lançada. Por outro lado ambos elevariam os ânimos de qualquer neófito que estivesse aqui. Isso aqui esta sendo melhor que qualquer livro, explicando como devo me portar ou até mesmo agir em uma discussão."

    Assim quando foi colocado na conversa o jovem Tremere falou prontamente de uma maneira até que espantado por ser acionado. Só que logo falou de maneira mais firme e sem exitar.

    - Berlim...está cidade deveria ser livre, a sociedade cainita nunca deveria ser dividida em Ocidente e Oriente, só que como havia falado com os Senhores, isso é o que os boatos dizem, só que em meu passado havia um falso Gustav, alguém que estava se passando pelo mesmo, deveríamos estudar alguma forma de descobrir se realmente foi Gustav que fez tudo isso ou se foi aquele que se passa como o antigo de sangue azul. E devemos mostrar não só para a Camarilla mais para o mundo da noite do por que nascemos e escolhemos estar aqui, realmente creio que devemos nos reerguer, com a reconstrução da capela só que sem esquecer da nossa antiga, e que seja pelas leis da Camarilla só que aqueles que nós fizeram sangrar e ludibriaram nossos irmãos devem conhecer que não se deve martirizar um único membro a casa Tremere de forma unida retribui o gesto.

    O mesmo naquele momento se pegou observando o nada, com os olhos longe.

    - Escolhemos a Camarilla para ser sua razão e não o coração!
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 20/5/2016, 05:25

    Michael e Lotharius ouvem as suas palavras.
    Algo jamais esperado em qualquer reunião da capela de Berlim, um neófito jamais participaria das reuniões do sétimo ciclo, mas não havia sequer a capela de Berlim naquele instante e os dois não pareciam se importar com as tradições atuais do clã Tremere. Eles eram a própria essência primordial da Casa Tremere. E foi o Senhor de Michael que falou, Lotharius eleva a voz para dar fim a reunião.

    -Eu finalmente tomei minha decisão. Obrigado meus jovens pelas palavras, Michael como sempre, capaz de uma construção lógica e coesa a cerca dos fatos e Ulrich pela vivência incontestável dos fatos e por sua notória capacidade de manter-se inteiro por noites tão turbulentas. Meus caros, escutem com atenção, pois essas serão as ações da Casa Tremere em Berlim...

    Lotharius faz uma breve pausa na frase para caminhar em direção a janela e tocar o vidro com a palma da mão esquerda.

    -Não importa se o Gustav que executou Karl era o verdadeiro ou falso, não me importa se ele era Jesus Cristo ou Lúcifer. Os fatos são os fatos. O clã Tremere sofre pela tolerância, tolerar não é o suficiente, nós somos um clã e todos irão entender isso perfeitamente. Nós vamos ao Conclave, nós iremos exigir a cabeça de TODOS os Gustav, independente de culpados ou não. Basta. Nós iremos ROMPER os limites de Ocidente e Oriente. Basta. Nós iremos assumir o posto que é nosso por direito e mérito, o Clã Tremere fundou o Camarilla ao lado dos Ventrue e isso não deve ser jamais esquecido por eles, pois fomos nós que pararam a marcha dos sarracenos sobre os domínios Venture. E em caso de rejeição dos nossos termos, nós iremos eleger um Príncipe Tremere. Agora durmam, a noite está em seu fim. Amanhã retornaremos à Berlim.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 20/5/2016, 11:04

    Ulrich estava com os pensamentos naquela situação e ao mesmo tempo longe. Seus olhos ainda permaneciam no vazio e vagos de mais para se entender como ele estaria a se expressar.

    " Eu sei que é o certo a se fazer...só que com isso eu acabei de fechar as portas para Cassandra, como ela poderia escolher o Sabá! Sei que Rahel me mostrou uma liberdade que eu jamais poderia imaginar ali, Lotharius e Michael não são o tipo de anciões que perdoam, Lorde Lotharius e Sir Michael falam apenas uma vez e depois disso não há mais diálogos, tive o privilegio de ser ouvido por ambos, eu poderia trazer quem eu quisesse da sala do Regente! No fim eu pude ver e sentir quase todos os lados de Berlim e agora eu fiz minha escolha..."

    O Jovem Tremere voltou seus olhos para as costas de Lorde Lotharius, o respeito que expressava em seus olhos por aqueles dois antigos ali era agora de uma imensidão profunda, ele mantinha uma postura reta e formal quando se levantou da cadeira, após o termino da frase Ulrich caminhou para o lado esquerdo deixando uma visão clara para ambos os antigos ali ele fez uma reverencia formal e respeitosa para ambos os antigos e falou de maneira firme.

    - Esta criança agradece seus ensinamentos Lorde Lotharius e Sir Michael, ainda sou um mero aprendiz aqui, porém, espero e me esforçarei para que a vontade da casa Tremere alcance seus objetivos. Se puderem me informar onde será meu local de repouso eu agradeceria! As noites que estão por vir devem me ter de corpo e alma.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 23/5/2016, 20:02

    Março de 2002, Berlim.
    Quinta Noite

    O fim da noite foi inesperado e completamente fora de qualquer pesadelo ou sonho, a destruição da capela, a chegada de Michael e o despertar de Lotharius. Até a ida até Munique para que o começo da reconstrução se desse inicio e finalmente terminando com você dormindo pela primeira vez em algo que se assemelhava à um caixão, uma construção feita de mármore e depositada na parede de um comodo exclusivamente dedicado à outros "caixões de mármores", o dormitório foi ocupado por vocês três e assim a noite finalmente encontrou seu fim.
    Você então despertava na sexta-feira, 13 de março de 2002.
    Seus olhos se abriam rapidamente, o sangue que corria pelo seu corpo auxiliava muito no despertar e a sensação letárgica comum não estava mais em suas veias. Certamente o vitae daqueles frascos eram encantados de alguma maneira, ou preparados através de rituais muito específicos que resultavam em um vitae mais potente e eficiente. Você então sai do seu caixão de mármore e percebe imediatamente que Lotharius e Michael ainda estavam dormindo, o sono dos antigos era muito mais profundo. Mas não era exatamente isso que chamava a sua atenção, alguém estava caminhando no salão principal da capela de Munique, alguém sem nenhuma preocupação em ocultar os passos ou algo parecido com qualquer tentativa de furtividade. Era um caminhar despreocupado que causava pequenos ecos no assoalho de madeira... Os passos atravessavam o salão principal e seguiam em direção ao dormitório onde vocês estava, uma voz masculina então ecoa pelos corredores vazios que separavam vocês dois.

    -Olá?! Meu nome é Julian Sanderson, quem está aqui? Essa capela esta desativada à alguns anos, mas acredito que toda capela sempre é um refúgio para Casa Tremere.



    Infos Off Game:
    Pontos de Sangue 9 -> 14
    FdV -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 7/7

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    Miac

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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 23/5/2016, 21:21

    Ulrich havia acordado, não da maneira convencional o que o fazia ficar alguns minutos olhando a rua de sua casa ou até mesmo fixado em algum ponto de seu quarto. Esses momentos eram de grande reflexão para ele, afinal, ele podia pensar em muitas coisas em um curto período de tempo antes que a Vitae cumprisse seu papel.

    Só que ali o mesmo despertou de maneira rápida e eficiente, se retirou do que parecia ser um caixão de mármore e parou de frente para os dois caixões de Lorde Lotharius e Sir Michael, por algum motivo ele colocou as mãos para trás e ficou segurando seus braços enquanto analisava os dois antigos ali. Seu peito se ergueu apenas uma vez em sinal de uma respiração que ele mesmo sabia não surtir efeito.

    " Quanto mais antigo és, mais demorado será seu despertar! Eles realmente estão confiando em mim. É difícil de se imaginar o quão destrutivo eu fui e como estou agora...as coisas que fiz podem se tornar duradouras, não desejo ser lembrado para todo o sempre, nem muito menos alcançar alguns status que me faça ficar em um sala sozinho, consegui nutrir minha mente muito mais com essas experiencias que esses anos tentando encontrar as respostas em livros. Por outro lado eu sinto a necessidade de conhecer mais e sei que algumas dessas respostas se encontram em salas quietas e com livros que retêm este conhecimento! Uhm...?"

    Os pensamentos do jovem Tremere se quebraram quando ouviu os passos seguindo da voz masculina que se apresentava, ele se virou para a porta e começou a caminhar até a entrada do dormitório, não estava nervoso ou muito menos com medo, estava na capela Tremere e ali ele permaneceria e a defenderia com todas as suas forças. Sua voz soou educada e calma. Diferente das noites anteriores.

    - Olá Senhor Sanderson. Sou Ulrich Heike Klaus prole mais nova da Senhora Maggie Aartrox Valerius! Belas palavras, assim como a casa Tremere é um farol para seus filhos perdidos em tempos nebulosos.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 26/5/2016, 02:43

    -Prole de Maggie?! Conheci sua senhora nessa mesma capela...

    Respondeu o homem que ainda não havia chegado ao dormitório, mas seus passos se faziam mais presentes a cada segundo. Você se colocava então próximo do corpo dos anciões, ambos dormiram sem tampar os próprio caixões o que demonstrava uma confiança profunda em qualquer um que pudesse caminhar pelos corredores daquela capela, afinal de contas, o conceito básico de uma capela era que a mesma deverá ser eternamente um refúgio para todos os seus membros. Enquanto você observava o sono profundo dos dois antigos, um homem alto adentra o dormitório, de cabelos loiros longos presos em um rabo de cavalo, roupas modernas e uma expressão serena ele primeiramente observava o dormitório, com um ar nostálgico ele diz.

    -Essa foi a minha primeira Capela, assim como foi a de sua Senhora. Ela era regida por Karl antes dele ser nomeado Justicar e me convidar para servir como seu primeiro arconte, uma tristeza profunda me abalou depois dos incidentes em Berlim e escolhi desaparecer dos holofotes, se é que você me entende. Mas em diga, como está a tua Senhora? Como chegastes até aqui?!

    Julian Sanderson:
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    Miac

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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 26/5/2016, 10:14

    - Fico feliz em saber que conhece minha senhora Senhor Sanderson!

    Ulrich estava mantendo a mente o mais calma e límpida possível, se alguém o observasse com precisão veria que o mesmo ainda mantinha alguns traços de nervosismo e insegurança dentro de si e seus gestos corporais declaravam isso abertamente. Essa postura que ele adquiriu deveria ser trabalhada com o tempo e nem mesmo ele se enganava de que a dominaria de uma hora para outra. Desejava ainda sair correndo e fazer as coisas com suas próprias mãos, só que os antigos com quem ele cruzou lhe ensinaram algo valioso, o auto-controle, a paciência e a determinação de pensar sobre seus atos. O tempo fazia seu papel ali.

    O Jovem Tremere analisou Julian Sanderson dos pés á cabeça, não de uma forma analítica, apenas curiosa, seus olhos pararam no tronco do mesmo e uma leve reverencia foi feita de forma formal e educada. Um sorriso sincero e carismático era visto em seu rosto, mais seus olhos demonstravam uma tristeza pelas palavras de afastamento do membro ali em sua frente.

    - Ainda é regida por Karl Sir Sanderson. O que ele criou é um marco imortal para nós, para mim exclusivamente. Compreende plenamente suas palavras e seus sentimentos com a morte final de nosso estimado Justicar. Se me permite, minha mais sincera condolência por sua perda!

    O mesmo fechou os olhos e colocou a mão direita em seu peito do lado esquerdo e ficou em silenciou por cerca de um minuto. Não sabia se aquilo era o certo a se fazer, só que mesmo assim sentia a necessidade de o fazer. Em seguida ele abriu os olhos e falou de maneira calma com um ar de preocupação.

    - Minha Senhora...eu gostaria de ser exato em minhas palavras, acredito que ela esteja dormindo assim como muitos membros antigos de Berlim. Um sono forçado por Magia antiga assolou Berlim, uma neta de Caim que o fez. Eu espero que ela se encontre protegida. A Capela de Berlim foi queimada por um Tremere chamado Edgard, Sir Michael e Lorde Lotharius que se encontram atrás de mim estavam na capela. Optei por acordar Lorde Lotharius e ele me trouxe até aqui para lhe explicar sobre os ocorridos em nossa cidade...

    - As coisas estão para mudar em Berlim Sir Sanderson, os pecados naquela cidade irão ser julgados nas próximas noites.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 31/5/2016, 01:21

    -Lotharius e Michael?! Você esta realmente acompanhado de pessoas muito antigas jovem Ulrich.

    Respondeu de maneira breve o antigo Arconte do falecido Justicar, para sua surpresa ele havia aceitado o minuto de silêncio que havia sido oferecido por você e até demonstrou uma certa aprovação por tal reconhecimento, claramente havia um forte elo de ligação entre os dois.

    -Eu entendo as suas palavras de esperança, mas eu não acredito em pecados. De qualquer forma, eu jamais retornarei à Berlim, muito menos sairei de Munique... Mas me permita ajuda-lo em suas necessidades e na sua busca por justiça. Você gostaria de saber o que realmente aconteceu com Karl e como a Camarilla não foi capaz de punir Gustav pelo crime que foi cometido certo. Então me acompanhe até o salão principal e escute atentamente o que tenho para lhe dizer jovem.

    O homem então virou-se e deu inicio a uma caminhada sem pressa alguma em direção a sala onde você e os outros dois antigos entraram, enquanto vocês dois andavam ele começava a finalmente revelar informações sobre um passado obscuro e violento.

    -Thomas era o nome de um neófito dessa capela, enviamos ele à Berlim devido a um tratado entre os príncipes das duas cidades. O Príncipe de Munique queria oferecer a seu grande aliado, Gustav, uma forma eficaz de expandir seus territórios, através do uso das forças Tremere. Mas Thomas que deveria simplesmente entregar à Gustav uma pequena oferenda e realizar uma simples demonstração de Taumaturgia foi morto por Gustav. O Príncipe de Berlim repudiou a Taumaturgia como uma feitiçaria impura e destruiu o neófito sem nenhuma cerimônia ou julgamento. Karl ficou furioso com a situação e exigiu uma reparação à altura do Príncipe de Munique, a resposta foi: Os príncipes germânicos não apoiam a execução de nenhuma Taumaturgia em seus domínios. Karl então reagiu imediatamente e nos convocou para a execução de um ritual de envenenamento do vitae dos mortais dos territórios aliados à Gustav... E assim os embargos começaram, a grande verdade por trás de tudo é que os Príncipe Germânicos estavam temerosos pelos rumores de que o clã Tremere estava apoiando os protestantes religiosos que se colocavam contra a Igreja Católica. E não era uma mentira, grande parte dos nossos jovens eram ou eventualmente se aproximariam da causa mortal, o próprio Thomas era um simpatizante das doutrinas Luteranas. Gustav e seus aliados eram extremamente tradicionalistas e dependiam dos suportes católicos para manter sua hegemonia monetária na região. Além de tudo isso, os Ventrue locais estavam interessadíssimo em Viena, nossa grande cidade, era segundo eles, uma terra naturalmente germânica e não deveria estar em mãos estrangeiras... Enfim, Karl finalmente foi até Berlim. Levando consigo seus aliados mais fiéis. Eu assisti a execução de meu Justicar, do meu Regente e do meu Tutor. Nada pude fazer contra os punhos de Gustav. Quando nós chegamos à Berlim, todos os príncipes aliados de Gustav estavam lá. Atenção ao nome daqueles que nos condenaram: Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo; Giselher de Cologne; Arn von der Rosenhohe de Darmstadt; Claudia Schoenecht de Dusseldorf; Karl Weissmont de Essen; Jurgen de Magdeburg; Ritter de Munique. Após a execução, eu fugi de Berlim com a ajuda de uma jovem de cabelos loiros, Katarina. E prontamente reportei tudo que havia ocorrido em Berlim para a Camarilla, a resposta foi categórica: Os príncipes germânicos negam a presença do circulo interno em seus territórios, declaramos assim, a situação uma problemática do Clã Ventrue. Dessa forma, é dever dos Ventrue a restauração da Camarilla em Berlim. Ou seja, um grande vai se foder foi dado. Eu engoli a resposta e retornei para Munique para encontrar a capela evacuada, o príncipe baniu todos e os que ficaram foram executados. Me escondi até decidir em meados de 1800 ir para o novo Mundo e me refugiar em Dallas.

    As últimas palavras do antigo aprendiz de Karl foram ditas já no interior do grande salão principal da capela, ele então se sentava e com um semblante triste na face, ele mergulhava em um profundo silêncio.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 31/5/2016, 11:18

    Ulrich fez um gesto positivo com a cabeça quando foi mencionado os nomes, ele agradeceu com o olhar a aceitação de Sanderson. Logo ouvia cada palavra dita pelo antigo em sua frente, não sorria e muito menos sua face expressava algo, sua atenção estava voltada completamente para as palavras como se ele estivesse mergulhando em um mar de conhecimento. Logo caminhou a cerca de 3 passos de distancia de Sanderson. Sua voz soou tranquila e educada.

    - Se me permite Sir Sanderson. Sei como é não acreditar em pecados, por vezes eu mesmo lacrei meus olhos e me jogava em um abismo de sofrimento e dúvidas, só que eu mesmo me causava isso...e não é pecados bíblicos e sim bom senso, percebi com o que vivi essas noites que: Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na tua própria. Se acredita em algo lute por ele, e acredito que as coisas devem mudar.

    As palavras soaram com a mais pura sinceridade de um jovem aprendiz que recebia a permissão para falar de maneira franca. Em nenhum momento ele abaixava a cabeça, era difícil se manter tão sóbrio com os pensamentos e guardar os sentimentos enquanto falava. Mais ali era diferente. Ele tinha que ser assim e era um dever se manter da mesma forma. Logo sua atenção voltava para o antigo arconde de Karl.

    " Agora compreendo as palavras ditas por não voltar para Berlim e Munique...creio que me precipitei em falar aquelas coisas. Não devo me preocupar com isso. O que devo me atentar agora é aos fatos. Tudo começou com o fato de Ritter de Munique querer presentear Gustav, a questão é que eles eram aliados e por isso o mesmo já deveria saber do repudio do punho de ferro..."

    O jovem Tremere ficou de pé e olhou de maneira pensativa para Sanderson, ele retirou as mãos que apoiava nas costas e olhou para a janela que fluía a luminosidade para o lugar.

    - Pode parecer tolo e ingenuo. Mas creio que tudo já constava como um plano, Ritter de Munique já era aliado de Gustav, assim, saberia que punhos de ferro repudiaria a Taumaturgia. Desestabilizar os Tremeres...eu gostaria realmente de ser muito mais instruído na politica Cainita, Sir Sanderson, cada príncipe e aliado de Gustav, após esse fatídico dia sabe me informar se nessas cidades onde eles governam ou governavam houve mais retaliações contra nosso clã? Se após isso fomos enfraquecidos ou prejudicados de alguma maneira?

    Ele virou seus olhos para o globo empoeirado e calmamente caminhou até o mesmo, marcou cada cidade região do principado aliados de Gustav com o indicador deixado suas digitais como um sinal.

    - Uma coisa que não entendo é como se nega a presença de um membro do Circulo Interno...ou com todas essas cidades unidas se assim podemos disser como eles conseguiriam pressiona-los?
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 4/6/2016, 04:25

    Sanderson escutou as suas palavras, ainda com uma expressão triste e distante na face o antigo Tremere que escolheu a solidão cruza os braços e se ajeita na cadeira em que estava sentado, era claramente doloroso para ele reviver em sua própria memória aquelas informações. Algo interessante para você, afinal, como um antigo poderia sofrer tanto ao ponto de perder a vontade de continuar a existir? Depressão deveria ser algo exclusivo dos mortais? A humanidade era latente em Sanderson, mas infelizmente, apenas o lado mais triste e frágil dela se manisfestava.

    -São jovens como você que fazem a oxigenação da Casa Tremere ser tão interessante, são tantas novas descobertas mágikas feitas por jovens, adaptações, reconstruções, inovações, reformulações. Vocês jovens são criaturas formidáveis, você tem razão em suas palavras Ulrich, nunca a perca... Agora, sobre a tua pergunta, permita-me lhe dizer que nesta época, a Camarilla tinha problemas muito maiores. O Sabá estava em guera civil no Novo Mundo e todos os esforços eram voltados para a tomada dos territórios fragilizados pelo conflito. Os problemas germânicos não envolviam a máscara, era um disputa que poderia ser amenizada da seguinte forma: Dando principados para o clã Tremere no novo mundo. A cerca das cidades, posso falar apenas por duas delas. Munique segue sem capela Tremere, como pode ver com teus próprios olhos, nada sobrou aqui. Em Hamburgo, existe uma capela e lá o nosso clã sobreviveu graças a intervenção dos Malkavianos...

    Sanderson teria continuado a frase se não fosse pela súbita aparição de Lotharius na cadeira ao lado do homem de cabelos loiros. Lotharius estava com um pequeno sorriso no rosto, o diálogo havia o despertado e o mesmo parecia muito mais forte e ativo. Sanderson se virou para o antigo e fez uma reverência em direção ao mesmo. Lotharius então diz.

    -Boa noite jovens, não pude deixar de ouvir a conversa afinal o Auspícios é fantástico não é mesmo?! Eu agradeço profundamente as suas informações senhor Sanderson, agora podemos construir uma defesa mais forte ainda para a nossas demandas no conclave. Por hora, peço para que se retire e que retorne ao teu descanso com a certeza de que tuas perdas e tuas humilhações serão sanadas. A justiça da Casa Tremere é inabalável.

    Sanderson sorri e se levanta, dando inicio a uma caminhada leve em direção à saída da capela de Munique. Era profundamente triste ver um cainita em um estado tão profundo de tristeza, Lotharius havia percebido e de certa forma, oferecido um amparo. Os realmente antigos da casa Tremere eram muito diferentes do que você havia sido apresentado em Berlim, não havia soberba, havia irmandade.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 4/6/2016, 08:35

    Ulrich teve sua atenção voltada novamente para Sanderson, a tristeza nas palavras daquele antigo membro mexiam profundamente com seu intimo de uma maneira assustadora, imaginava até que ponto era bom ter consigo a humanidade, guarda-la por vezes era uma luta constante e desafiadora. Só que até onde esse tipo de pensamento o levaria no futuro! Seus olhos vagaram por Sir Sanderson e paravam em Lorde Lotharius e um gesto admirado com uma reverencia foi feita na direção do mesmo. Após as palavras do mais antigo membro ali o jovem Tremere falou de maneira simpática.

    - Pessoas iluminadas saem de cena, dão um até breve,mas continuam presentes nas minimas coisas. Este humilde jovem lhe agradece pela historia compartilhada em nossa casa Sir Julian Sanderson.

    Com a mão levemente posicionada em seu peito o mesmo fez uma reverencia educada, não havia mais o que falar ali, a tristeza e sentimentos daquele antigo Arconde, apenas o tempo iria ser a cura para tamanha desesperança. Seus olhos permaneciam observadores naquele que agora saia da capela e uma expressão triste se fazia em seu rosto.

    " Lorde Lotharius deve ter pensado o mesmo que eu, nada mais pode ser dito para Sir Sanderson. Mas, compreendo cada vez mais esse laço que criamos, todos da casa Tremere devem ser nutridos, intelectualmente e espiritual, é tão doloroso ver e sentir seus sentimentos que chego a pegar suas dores como minhas...ainda sou um empático de mais, meu maior defeito nunca foi ser uma explosão de sentimentos e sim...maximizar os meus sentimentos! Espero que um dia possa voltar para esta casa Sir Sanderson, serias um bom regente...!"

    Sua face virava-se para o globo e memorizava Munique e no fundo de sua cabeça os nomes eram ecoados de uma justiça implacável e um sentimento de certeza de que todos deveriam pagar por aqui.

    " Edgard, Isabelle Loriet, Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo, Giselher de Cologne, Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Claudia Schoenecht de Dusseldorf, Karl Weissmont de Essen, Jurgen de Magdeburg e Ritter de Munique"

    Naquele momento ele estralou deu dedo indicador com força como fazia de costume quando estava realmente irritado com algo, só que de uma maneira mais sutil, os nomes se repetiam infinitamente em sua mente. E por fim o mesmo se voltou para Lotharius da maneira que lhe foi ensinada, sua frase vinha com um respeito acima do normal, afinal ele não costumava tratar nenhum membro assim.

    - Boa noite Lorde Lotharius, ao que tudo indica perante aos fatos, punhos de ferro contempla de uma rede de aliados de alto calibre. Quais serão minhas tarefas para está noite?
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 7/6/2016, 23:32

    Lotharius olhou para você durante alguns segundos, o ancião progenitor das capelas de Munique e Berlim sorria brevemente antes de dar as ordens em um tom de voz calmo, porem enérgico.

    -Vá até a biblioteca, encontre o local onde os artefatos estão guardados será necessário o consumo de mais algumas garrafas de vitae para retornarmos à Berlim com força máxima. Eu irei precisar de mais três. Além disso, lembre-se de procurar por um osso negro tralhado com símbolos herméticos, é o osso de um indicador humano. Precisaremos disso para o ritual que será executado no Conclave. Quando retornar, iremos partir imediatamente para Berlim. Agora, irei acordar Michael que certamente ainda não está perfeitamente acostumado com o peso do sono dos antigos.

    O Ancião então sem aguardar pela sua resposta, inicia uma caminhada na direção do dormitório da capela. Ele não aguardava porque não era um diálogo, mas uma ordem e ordem são realizadas e não debatidas.
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 8/6/2016, 16:23

    Ulrich acenou como um aprendiz deveria fazer sem questionar uma unica palavra e caminhar na direção que viu na noite anterior Lorde Lotharius se dirigir para pegar o recipiente com a vitae modificada.

    " Lorde Lotharius sorriu ? Bom ele é friamente metódico e racional em suas ações! Agora devo me preocupar com o presente. Devo pegar 3 jarros para Lorde Lotharius, irei levar dois para Sir Michael, não sei se o mesmo esta necessitado de Vitae e um para mim. Totalizando 6 jarros para a vitae modificada e um osso negro indicador humano com possíveis talhos herméticos."

    O jovem Tremere sabia que já havia estudado alguma sobre esses símbolos, realmente ele estava focado em suas tarefas e já de antemão organizava tudo em sua mente e procurava algo para poder levar os jarros em meio ao caminho que seguia, prestava atenção em cada detalhe daquela capela.

    " Estranho que essa alcunha tenha sido me dada, eu vetava toda e qualquer tentativa de ser instruído e guiado pela capela. Agora estou envolvido com ela de tal maneira...no passado eu tinha minhas duvidas e incertezas se conseguiria continuar a seguir este caminha, na verdade eu sempre o fiz para e exclusivamente para minha irmã. Mais hoje...eu o faço por vontade própria! Então com este dedo pelo nome que conheço bem este conclave será vedado para qualquer intruso que tente adentrar sem ser convidado ou algo parecido, um ritual de proteção..."
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 10/6/2016, 03:18


    Em meio aos seus pensamentos e caminhando até a porta da biblioteca, parando em frente a mesma por alguns instantes para observar que a mesma não possuía maçaneta era apenas uma forma simbólica de indicar que ali começava um cômodo diferente dos demais. Seus dedos logo sentem o toque gélido do aço pesado e antigo que foi forjado na porta, essa logo se abria e seus olhos encontravam uma vasta biblioteca com uma impecável organização hermética. Livros separados por sessões, datas, listados em ordem alfabética no começo de cada estante e todos eles especificamente focados para feitiçarias de conjuração e suas variáveis. No final da biblioteca havia outra porta, essa agora era de madeira escurecida e muito antiga, era lá onde deveriam ficar os objetos arcanos e relíquias taumatúrgicas produzidas durante os anos de funcionamento da capela.


    E finalmente você abre a porta do ambiente onde as relíquias eram guardadas. Para sua surpresa, era um ambiente até simples e limpo. Haviam baús postos a baixo de cada foco de luz e dentro desses baús deveriam caber incontáveis maravilhas de pequeno porte e até médio porte, provavelmente, relíquias utilizadas para feitos práticos. Para sua maior surpresa, você não conseguia achar inicialmente nenhuma adega ou qualquer coisa capaz de armazenar as garrafas de vitae. Mas as inscrições em inglês no circulo interior da grande circunferência do local chamava sua atenção:
    "By the sweat of your face you will eat bread, till you return to the ground, because from it you were taken; For you are dust, And to dust you shall return."
    Naquele exato instante você sabia que o pedido de Lotharius e o sorriso na face do mesmo tinham um objetivo, um pequeno desafio, afinal como você iria pegar as garrafas de vitae se elas não estavam à mostra?!
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 10/6/2016, 12:52

    Ulrich abriu a pesada porta de ferro e seus olhos brilharam de uma maneira ousada para os livros que ali ele via. Cada um colocado ali por um motivo, organizados de uma maneira impecável, os ensinamentos ali contidos o fizeram criar uma certa curiosidade sobre o assunto afinal ele mal conhecia sobre esta linha.
    Encostou o dedo indicador no livro datado como o primeiro que ali foi posto, não retirou o mesmo do lugar, apenas contornou as letras nas laterais com seu dedo indicador direito e por fim caminhou até a próxima ala.

    " Eu ficar aqui por horas sem me queixar muito, é meio quieto mas...eu adoraria entender essa nova linha, de fato nosso antigo Justicar era um homem de um conhecimento incalculável. "

    O Jovem Tremere logo olhou a sala de uma maneira analítica, realmente a organização do lugar era realmente assustadora, só que seu caminhar logo parou após o termino de sua leitura e aquele pensamento sobre o sorriso de Lorde Lotharius lhe vir a cabeça. Naquele momento o mesmo se sentou na beirada do circulo e ficou com os olhos fixos em seu centro.

    " Isso deve ser uma passagem bíblica pela forma que esta escrita...me parece que apenas poderei me alimentar caso eu faça por onde, meus trabalhos...Apenas poderei me alimentar perante meu esforço...deve ser isso!"

    Ele estralou os dedos de uma maneira rápida e sorriu, o mesmo voltou para onde era a biblioteca e pegou o livro que tinha analisado antes. Rapidamente pegou seu bloco de notas e sua caneta e começou a ler de maneira rápida mais calma. Enquanto lia sua mão criava anotações sobre o que achava importante e aquilo que não conhecia ou tinha pouco conhecimento.


    " Esta capela trabalha por recompensas, se for isso, eu devo mostrar para ela que estou me esforçando para utilizar de seus recursos..."
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Miac em 10/6/2016, 19:29

    Spoiler:
    Testes do capiroto que meu QUERIDO E AMADO NARRADOR PEDIU.

    Força de vontade: 7d10

    Inteligencia + acadêmicos: 4 + 3 = 7d10

    Raciocínio + ocultismo: 3 + 3 = 6d10
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Dados em 10/6/2016, 19:29

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 1, 4, 1, 8, 10, 4, 6

    --------------------------------

    #2 'D10' : 7, 6, 4, 7, 10, 9, 6

    --------------------------------

    #3 'D10' : 4, 5, 8, 5, 8, 9
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    Re: Ato XIII- Narrativa de Ulrich: House of Tremere

    Mensagem por Danto em 16/6/2016, 15:52

    A leitura se aprofundou por várias horas, as folhas de anotações se tornaram um livro de reflexões e quando seus olhos puderam finalmente retornar ao seu arredor, foi extremamente difícil para a sua noção temporal compreender o quanto havia se passado. Foi tão difícil que o mais prático foi utilizar de tecnologias modernas, dessa forma, olhando no visor do celular você pode finalmente ver quantas horas haviam se passado.

    O visor mostra que era 18:37 de Sábado, 14 de março.

    Você havia literalmente, atravessado um dia inteiro sentado na mesma posição, lendo o mesmo livro. E se o livro fosse maior, você ainda estaria lendo, afinal, a única razão que o fez tirar os olhos daqueles páginas foi o término do livro. E no mesmo instante que você finalmente compreendeu o quanto havia se passado, a lembrança da ordem de Lotharius surgiu na sua mente. Ele e Michael estavam a sua espera.
    Colocando-se de pé, você ouve sons vindo da sala onde ficavam guardados os objetos mágicos, algum mecanismo estava funcionando, certamente o vitae estaria posto no centro do círculo onde anteriormente havia apenas uma frase.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]

      Data/hora atual: 22/8/2017, 15:44