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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

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    King Narrador

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    Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 13/7/2016, 17:52

    31 de Agosto, 2005, 20:30


    A noite foi passando gradativamente na medida que a canoa atravessava a cidade. Muitos barcos passavam de um lado para o outro. Era possível ver movimento dentro das casas nos andares não inundados, entretanto a cidade se mostrava caótica. Escura e inundada. Era um centro urbano em total pandemônio. A chuva não se mostrava parar, por mais que sua intensidade era agora incrivelmente menor. Mas mesmo que a chuva parasse, a cheia do rio iria demorar para amenizar. E grande parte dos estragos será irreversível. Todas aquelas pessoas sabiam disso.

    Nenhum barco prestou atenção na sua canoa atravessando grandes avenidas alagadas. A escuridão e o caos serviram melhor que qualquer habilidade ocultista. Assim sua canoa foi lentamente se afastando do centro urbano, adentrando vias mais residências. Para então se postergar no subúrbio ao ponto da vegetação ir ficando cada vez mais forte ao redor. O som da cidade em caos ia ficando para trás gradualmente. Cada vez menos casas ao seu redor, finalmente os pântanos leste podiam ser visto.

    A sensação de peso foi facilmente captada na aproximação do mesmo. Uma aura poderosa residia entre o musgo e as folhas daquele lugar. O som do pântano foi substituindo o da cidade. A escuridão natural foi envolvendo a canoa quase de imediato. Em poucos minutos já se era impossível ver o centro urbano. Agora era apenas a densidade da flora local. O clima pesado e os animais produzindo seus sons à distância. A sensação de estar sendo observada por mil olhos era estampada em cada curva do rio que você seguia.

    O mapa no escuro era difícil de se ver, felizmente a chuva era brevemente barrada pelas densas folhas. O que lhe permitia observar com atenção o couro umedecido. Com o tempo sua visão foi se acostumando com o ambiente e foi notando que havia uma certa iluminação local. Sutil, mas nada natural aos seus olhos, algo místico e indistinguível. Felizmente era o suficiente para lhe ajudar a guiar o barco por cima do lodo. Atravessando os alagadiços onde bolhas e sapos fazia seus sons profundos. Enquanto ao fundo o som de poderosas criaturas deixavam seu urrar para os ventos.

    Durou quase uma hora para a iluminação da casa pode ser vista pelos seus olhos. Estava certo que havia chegado muito dentro dos pântanos do leste. Mesmo estando em mente que os mesmos ainda se expandiam em mais cem milhas para o extremo leste da região. A sensação de haver presenças mais poderosas residindo nesta parte era clara. Mas seu objetivo havia sido alcançado. Um pequeno porto se apresentava para você como o fim de sua primeira viagem. E caveiras presas em milhares de árvores observavam silenciosamente sua chegada. A luz atrás da janela deixava claro que havia alguém lá.


    Última edição por King Narrador em 7/8/2016, 20:41, editado 1 vez(es)
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    Jess

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 15/7/2016, 12:19

    O caos cercava por completo as vidas mortais e a cidade, talvez por isso a presença da pequena canoa e a negra não foram percebidas, mesmo assim os olhos da negra observavam a sua volta. A chuva não demonstrava sinais de querer cessar nem por um instante, mesmo que já houvesse perdido parte de sua força inicial.

    " Quantos irão cair nesses dias de caos e loucura?! Quantas vidas perdidas sem ao menos uma explicação... Quem tem poder para invocar isso?!"

    Em meio aos seus pensamentos a cainita remava para longe das vidas que insistiam em lutar, em resistir mesmo que a recompensa fosse simplória e o depois viesse acompanhado de mais caos e loucura.

    O som do pantano fez com que os olhos da negra percorressem o mapa, ali já não era mais seu território, longe demais para pedir ajuda a cainita dilatou as narinas, a luz sobrenatural que indicava o caminho foi recebida com receio, parte da jovem desejava usar os olhos de sua besta mas a outra lhe alertava sobre o derespeito que seria usar seus poderes em território de outros.

    " Ser quero causar uma boa impressão devo me comportar de maneira adequada... Não sei como são os humores de Sarafina, mas não quero arriscar..."

    Usando o mapa e a luz a cainita continuou a remar, o vislumbre da casa ao longe causou um arrepio na espinha de Aibelle, os olhos das caveiras e as presenças fortes deixavam claro a negra sua impotência, longe de suas irmãs a cainita deveria confiar em si mesma.

    Aportando do pequeno porto a negra amarrou a canoa antes de dobrar o mapa guardando-o longe da água, verificando os itens que usaria para o ritual a cainita deixou todo seu medo para tras ao pisar sobre a madeira do porto.

    " Estou longe demais para retornar agora..."
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    King Narrador

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 18/7/2016, 00:15

    A madeira do porto rangia com o peso de seus pés. O som apodrecido dado a umidade era forte. Felizmente parecia que aquela construção ainda se manteria de pé, mesmo com suas passadas por cima da mesma. Cada passo para fora da canoa lhe trazia mais e mais frio em sua espinha. Um sentimento indescritível de medo subia por sua coluna. O escuro da floresta lhe trazia uma estranha sensação. Como se houvesse uma presença por perto. Andando por detrás dos troncos na distância. Sua besta interna avaliava a presença de um predador, afinal a aflição da mesma era ímpar. Era impossível observar algo, mas pela tangente de seus olhos era possível "ver", sentir, algum movimento.

    O som de animais à distância era muito chamativo e perturbador. Sons grossos de urros de criaturas que pareciam provir de pesadelos obscuros. Grunhidos secos e profundos que jamais pertenceriam ao mundo coeso o qual você deixara para trás. Agora era apenas o caminho pelo cais abandonado e o som da madeira ranger. Enquanto as caveiras pareciam lhe observar. Estas estavam pregadas em árvores bem próximas de onde você estava. Haviam crânios não só de humanos, mas de muitas criaturas selvagens. Nenhuma possuía olhos dentro do oco escuro de seus ossos.

    As sombras pareciam dançar pela iluminação natural do lugar. Aquela luz azulada que parecia provir de lugar algum tomava a atmosfera daquele alagadiço perpétuo e obscuro. Entretanto na lateral da porta da cabana havia uma lamparina. Esta possuía com uma chama azulada que parecia estar dançando por dentro do cobre que a circundava. Era uma forma de fogo hipnotizante que lhe trazia mais dúvidas que respostas. Assim sua pequena e nada tranquila caminhada pelo pier terminara com uma porta logo na sua frente. A maçaneta era uma argola que se mostrava ser duas costelas, talvez de cachorro, bem curvadas e amarradas juntas formando em um elo.
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    Jess

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 19/7/2016, 11:46

    Tudo a volta de Aibellee exalava uma aura desconhecida e nem um pouco amigável, a cainita sentia a pressão de estar em um território desconhecido.

    " Tayanita... Ela não teria me enviado aqui sem imaginar de que eu não seria capaz... Ou... Esse é um teste... Um teste para ambas..."

    Ainda de pé no porto a cainita sorriu, os inúmeros crânios eram possivelmente guardiões da senhora daquele lugar, assim como o movimento que era presente e constante no canto de seu campo de visão, a besta e a cainita sentiam cada movimento e detalhe a sua volta.

    Movendo-se devagar Aibellee forçava cada passo dado, tentava se manter calma e no controle de sua besta, ambas estavam comprometidas com que deveriam ali fazer, mesmo assim a besta se mantinha alerta e pronta.

    Os olhos da negra desviaram da luz azulada da lamparina, sem ao menos nomear a gata sabia dos riscos de olhar profundamente para o fogo fátuo, se perder no pântano não era uma ideia que agraciava Aibellee.

    Retirando o cranio do cavaleiro e Maneater da proteção de seu casaco a negra se ajoelhou no meio do caminho, fazendo um pequeno corte nos dedos Aibellee desenhou sobre a madeira úmida os símbolos antigos de Agué, enquanto desenhava sua voz fluía com cuidado.

    - Peço humildemente que esta filha de Agué possa adentrar nos dominios de Sarafina... Em meu coração venho com bons pensamentos e sem intenção de desagradar a senhora deste local... Espero que os guardiões daqui entendam e me permitam a entrada... Tenho um presente e um pedido de ajuda... Fui enviada por minha irmã Tayanita...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 29/7/2016, 17:08

    Sua última palavra dita lhe trouce uma estranha sensação. Como se um pedra amarrada em suas costas sumisse. Era um grande alívio. A pressão ao seu redor parecia diminuir incrivelmente. O pântano todavia permaneceu como estava, iluminado por fogo fátuo e com misteriosos grunhidos por entre o som da chuva. Só que sua besta se mostrava menos afligida. Como se o foco do pântano tivesse deixado de ser você. Aquela misteriosa presença que mostrava te espreitar pela tangente de sua visão não se mostrava mais presente. Parecendo ter sumido em um piscar de olhos. Até as caveiras presa nas árvores agora davam a impressão de não possuírem mais olhos. Por mais que nunca tiveram. O lugar parecia finalmente calmo e mais agradável.

    Assim um som de rangido veio à você, na medida que a porta da cabana abria. Uma luz avermelhada transbordava pela mesma iluminando parte do pier. Não dava para ver direito lá dentro, parecia que havia muitas penas, cordas e outros tipos de penduricalhos bloqueando uma visão profunda da sala da cabana. Só que algo claro era a sensação da presença forte que vinha de detrás daquelas decorações logo na entrada. Havia algo lá que lhe chama a atenção de forma ímpar. E assim veio uma voz, um tanto meiga, mas ao mesmo tempo misteriosa.

    - Entre querida. Não precisa sujar seus joelhos... Estava lhe esperando afinal...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 29/7/2016, 17:45

    Se ainda pudesse Aibellee teria suspirado quando por fim o peso saiu de seus ombros, até mesmo a besta sentiu-se aliviada, embora o pântano continuasse o mesmo sera aceita por sua senhora era o suficiente para já não ser uma invasora ou inimiga.

    Olhando a sua volta Aibellee ainda observou o fogo fátuo circular o caminho por alguns instantes antes de se levantar.

    " Tayanita parece ter um bom relacionamento com Sarafina... Caso contrário eu não escaparia daqui... Não quando o pântano parece a obedecer..."

    Cuidando para não pisar sobre os símbolos desenhados Aibellee guardou Maneater, seus olhos estudavam a porta recém aberta, incapaz de visualizar mais a dentro da cabana a cainita se aproximava com calma e cuidado.

    A voz suave e misteriosa fez com que Aibellee concordasse com um aceno, ainda segurando o cranio em suas mãos a cainita tocou na madeira da porta empurrando-a com cuidado.

    - Mesmo assim é falta de educação não se apresentar adequadamente... Principalmente diante de alguém mais velho e sábio...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 30/7/2016, 22:50

    Sarafina:


    Dando o primeiro passo para dentro era possível ter um vislumbre completo do recinto. Seus olhos ficavam pasmos com o número de objetos ritualísticos que vós não possuía a minima ideia de suas funcionalidades. Aquele lugar ressoava à uma magia antiga e muito poderosa. Era uma sensação similar à prender a respiração adentrar aquele lugar. Estava muito carregado. Muitas presenças. Mesmo havendo apenas uma pessoa ali, parecia que haviam mais de cem. E todos pareciam estar olhando para ti.

    Prateleiras e mais prateleiras cheias de frascos com órgãos ou pequenos animais. Olhos, salamandras, serpentes, aranhas, pulmões, corações, era de perder a conta o número de objetos macabros guardados em compotas. O segundo elemento mais chamativo eram as velas. Eram tantas que o medo natural das chamas parecia chamar um pouco a atenção. Pois ao redor de todo o cômodo estavam aquelas luzes cintilantes. As ceras que suportavam a centelha possuíam cores diferentes. Ceras escarlates, brancas, negras. Havia uma grande variedade.

    Crânios e estátuas também estavam presentes. Inúmeros artesanatos esculpidos de madeiras e ossos, sejam máscaras, cajados, castiçais, escudos, era uma grande coleção. Até santos e crucifixos eram visíveis. Penas de galo predominavam entre inúmeras plumagens espalhadas por cordas trançadas pela residência. Bonecos de palhas eram outro elemento chamativo, junto de bonecos de pano. Ambos em inúmeras posições, seja enforcados, esfaqueados, em cima de velas, dentro de frascos. A imaginação corria solta com as possibilidades ritualísticas ali presente.

    No meio de toda essa magia estava uma mulher negra. Seus dentes enegrecidos sorriam ao olhar para você. Sua besta interna gemia ao vislumbrar os olhos de ébano da sacerdotisa. O cabelo típico caribenho estava amarrado em inúmeros apetrechos de panos. O seus colares possuíam diversos objetos também. Sua mão quase em pele e osso com unhas compridas pintadas de branco seguravam um cálice. As roupas dela eram de linho com couro, ossos estavam amarrados no tecido também. Completando a obra prima que era Serafina, a qual com uma voz risonha se pronunciou.

    - Uma Doné de Agué. Vejo que caçara um belo troféu ontem. Por favor, se aproxime, sente e tome um cálice comigo. Está com fome?
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 31/7/2016, 19:08

    Se Aibellee havia se sentido perdida dentro do trailer das líderes Ahrimanes, a gata quase respirou ao adentrar na cabana de Sarafina, os olhos da negra se perderam ao seu redor com mais rapidez do que esta poderia supor.

    “ Quanto conhecimento e magia está guardado aqui? ”

    Cada detalhe foi rapidamente estudado pela negra, passando pelas penas de galos espalhadas nas cordas, pelos bonecos de palha e pano usados de forma ritualística, pelos santos e crucifixos, sinal claro de um sincretismo religioso, pelas inúmeras velas e o fogo que delas emanavam alertando sua besta, mas nada preparou Aibellee para a visão de Sarafina.

    A besta da cainita se encolheu diante da Sacerdotisa mais velha, os olhos negros como a noite sem lua, os dentes em um meio sorriso, os longos cabelos enfeitados com panos e ossos, as sardas do rosto negro, até mesmo o longo vestido enfeitado com ossos, as longas unhas caprichosamente pintadas de branco e sua mão magra e cadavérica, simplesmente tudo na imagem de Sarafina inspirava medo e respeito.

    Com esforço Aibellee se manteve sob controle, ouvindo as palavras suaves desta a cainita deu um passo para dentro batendo de leve a agua que se acumulava em seu corpo, logo depois esta fez uma longa mensura antes de se aproximar.

    - Tive dificuldades em descobrir quem era a caça e o caçador noite passada... Mas as flechas de Agué são certeiras e sua mira não falha...

    Procurando um lugar para se sentar Aibellee estendeu o crânio para Sarafina, a marca da flecha foi propositalmente levantada e iluminada pelas chamas das velas.

    - Agradeço o cálice... Este seria um troféu maior nas mãos certas... Nas minhas são apenas uma decoração... Acredito que nas suas ele terá um bom uso...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 1/8/2016, 17:59

    - Ora, ora... Sequer chegou ou compartilhou alimento comigo e já me oferece um presente? Muito educada você, querida. Nunca pensei que eu teria o Cavaleiro ao meu dispor um dia. Se me permite...

    A mão dela se aproxima da caveira. Ela estica seus dedos devagar. É possível ver detalhes de sua unha branca côncava na medida que se aproxima de você. Entretanto ela não faz menção de pegar o crânio. A ponta de seu indicador apenas toca no osso enquanto a outra mão segura um globo de vidro que havia sido arrancado de um de seus colares. E então uma luz aparece. Meio azulada como um fogo, mas fria. A mesma brilha dentro do resto mortal do fantasma. Então este brilho se move para a mão da sacerdotisa e começa a percorrer o braço dela. O brilho passa pelo tórax da negra fazendo a mesma suspirar profundamente e então prossegue pelo outro braço até chegar à mão direita. A luz se intensifica ao adentrar a esfera de vidro. E lá fica, como aquele fogo fátuo na entrada da cabana. A antiga se mostra um pouco cansada, mas se vira para você e sorri de forma bastante desconfortável. Enquanto guarda o globo de luz em suas vestes.\

    - Pode ficar com o crânio criança. Guarde como um troféu à Agué. Esse crânio possui uma ótima ressonância mágica. Mas agora... Vamos nos alimentar...

    Serafina assobia, um som agudo. Por um instante depois nada acontece, até um outro som vir dos pântanos. Um som grave, rápido. Como algo se arrastando. Estava se aproximando muito rápido, parecia vir pelo chão. E então um grande estrondo quando um alçapão no meio da cabana abre. Surpreendentemente um jacaré surge daquela tampa de madeira trazendo um pouco de lodo para o chão. Sem hesitar um instante a Giovanni se levanta vai na direção do animal que finalmente, depois de se debater, deita com a barriga para cima. Assim, com uma adaga já em mãos, esta faz um corte rápido e preciso no peito da criatura para enfiar sua outra mão no buraco que criou. Finalmente arrancando o coração da criatura. O qual, com a adaga, corta em dois pedaços. Colocando cada um em um cálice diferente para finalmente regressar para você, lhe servindo a taça.
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 2/8/2016, 00:14

    Um sorriso educado nasceu dos lábios de Aibellee quando esta ouviu Sarafina, em resposta a negra estudou profundamente cada movimento da mais velha. As unhas brancas que mal tocaram o crânio ressoaram com rapidez, a luz azulada e fria fez com que Aibellee tencionasse o corpo em resposta.

    O fogo que abandonou os resquícios do cavaleiro brincou sobre o corpo de Sarafina até finalmente se alojar na esfera, ali o brilho intenso foi escondido entre as vestes da Sacerdotisa, Aibellee sorriu em resposta com uma leve mensura.

    - Fico feliz em ouvir isso... Uma alma tão forte seria apenas um troféu em minhas mãos... Não possuo o conhecimento para usa-la de melhor forma... Acredito que com você ele será mais útil... Minhas muitas mães e mestras ficariam felizes ao saber que me consideras educada...

    “ Tão poderoso ao ponto de causar desconforto nela... Sem Agué eu não teria tido chances contra ele...”


    Guardando o crânio do cavaleiro junto com Maneater, Aibellee viu o pântano ressoar conforme a vontade de Sarafina, a figura do jacaré de barriga para cima assim como a rapidez com que a Giovanni sacrificou o animal deixou a mais nova surpresa, quando a taça com meio coração lhe foi oferecida Aibellee a recebeu com cuidado.

    “ A imagem dela... Não me surpreenderia se ela tivesse uma hiena escondida em algum lugar desse pântano...”

    Sarafina fazia claramente com que a negra lembrasse cada história das bruxas do antigo continente, a forma como se movimentava, as vestes, a voz, tudo lhe lembrava uma feiticeira, sendo a aprendiz ali Aibellee esperou que Sarafina experimentasse primeiro o sangue para só então mordiscar de leve o coração ainda pulsante do crocodilo.

    - Peço desculpas se não me apresentei adequadamente... Sou Aibellee Lennox... Criança de Samuel e iniciada por Viola... Minha irmã e guia Tayanita me disse que teria muito a aprender com sua pessoa... Espero não ter chegado em uma hora ruim...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 2/8/2016, 21:50

    - Educação é algo sempre apreciado pelas velhas como eu. Suas mentoras lhe lecionaram propriamente. Bom, acredito que vós, minha jovem Aibelle, já conhece quem sou. Mas não dói me apresentar. Sou Serafina, prole de Izabel, a Maga de Murano, também sou a Capelã do Holandês Voador.

    A velha sacerdotisa fez uma pausa para aproximar o cálice de seu rosto. E então com sua mão livre segurou o pedaço de coração depositado no mesmo e deu uma forte mordida. Era possível ouvir o som da carne sendo triturada na medida que ela degustavam o vitae direto da fonte. Os olhos viraram por questão de um segundo e então voltaram ao normal enquanto esta soltava o coração de novo na taça. Assim para prosseguir falando. Agora com a boca suja de sangue. O que deixava seu sorriso escuro mais sinistro possível.

    - Alguém que dominou a arte da caça como vós realmente merece aprender uma coisa ou duas. E não serei eu que irá barrar esse aprendizado. Mas antes de mais nada, gostaria de lhe oferecer um presente. Afinal não é porque sou mais antiga que apenas minha pessoa mereça ser presenteada. Bom, dado minha história no Caribe, estou mais interligada com o Obeah jamaicano que o Vodum local. Entretanto possuo bons artefatos relacionados aos Filhos de Mawu.

    Com sua frágil mão a antiga apontou para um baú aberto próximo da cadeira dela. Dentro do recipiente de madeira haviam três moringas lacradas com rolha de palha. As mesmas pareciam estar pintadas, mas era difícil da distância que estavam ver claramente o que tinha precisamente de artesanato naquelas peças exóticas.

    - Estes são três personificações de Sakpata. Avimadj, Da Langan e Nyohwe Ananú. Pode escolher qualquer um dos três. Não fique acanhada.
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 3/8/2016, 09:45

    Atenta aos movimentos de Sarafina, a cainita mais jovem não desviou os olhos quando esta mordeu parte do coração que estava em seu cálice, pelo contrário a própria fez o mesmo, mastigando de forma suave e calma.

    O sorriso da mais velha fez com que os músculos da cainita tencionassem mesmo que esta tentasse demonstrar respeito ainda havia o medo, lutando contra seu corpo Aibellee seguiu com os olhos a indicação de Sarafina.

    “Um presente por um presente... Ela me oferece uma das personificações de Sakpata... Como se o crânio do cavaleiro já não me fosse o suficiente... Ele será usado com muita mais utilidade agora...”

    Mordendo mais um pedaço do coração Aibellee depositou cuidadosamente a taça no chão, levantando-se a cainita andou devagar até o baú indicado para então se ajoelhar a frente deste, seus olhos estudavam as moringas com cuidado e interesse.

    Virando-se para encarar a Sacerdotisa e senhora do pântano, Aibellee sorriu em respeito, a negra já havia feito sua escolha mesmo que ainda não o soubesse por completo.

    - Quando criança, as margens do Mississipi... Minha mãe me contava histórias sobre os pântanos de Nova Orleans... Eu ouvi muitas delas... Também escutei muitas histórias sobre piratas e o temível Holandês Voador... Quando criança eu temia o pântano... Agora que eu a conheço sei que devo respeita-lo... Mais do que eu já o fazia... Agora também acredito nas lendas do Holandês...

    Olhando de volta para o baú aberto, Aibellee recolheu cuidadosamente a moringa de Da Langan, com mais cuidado ainda a jovem fechou a tampa da arca deixando claro sua escolha, com o recipiente em mãos está se voltou para Sarafina aproximando-se para então fazer uma pequena mensura, como uma aprendiz a sua mestra.

    - Se me permite... Levarei o Devorador...

    “O bando que formarei já tem suas ferramentas... Mas será um bando de caça... Precisaremos de força e união para cumprir nossos deveres com as mais velhas... A força do Devorador de homens será bem vinda para isso...”
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 7/8/2016, 20:39

    - Não há lendas que não sejam baseadas em fatos reais. E como em todas as histórias, os fatos são aumentados, ou diminuídos.

    Depois de dar a mordida final em seu pedaço de coração a senhora do pântano acendeu um cachimbo. O qual começou a usar no mesmo momento que seus pulmões pareciam ter voltado a funcionar. Assim esta se mostrou relaxar um pouco na cadeira enquanto você fechava o baú e se aproximava novamente. Sarafina apenas regressou a olhar para ti quando você sentou novamente. O sorriso dela por entre a fumaça que saía de sua boca permanecia lhe dando calafrios.

    - Escolha sábia e inusitada que fizestes. Uma aprendiz seria audaciosa e impetuosa à escolher a Nyohwe Ananú, mas jamais seria capaz de domá-la propriamente. Uma doné hesitante escolheria Avimadj, mesmo ele sendo muito influente na Umbra, nunca teria deveras utilidades para ti. Assim vejo que possui mais que educação em sua cabeça. Da Langan não ficará desapontado.

    A última fala dela foi dita junto com uma longa baforada de fumaça. Entretanto a mesma parecia absurdamente incoerente com a verdadeira quantidade expirada. Pois todo o cômodo foi tomado por aquela névoa com um cheiro indesejável. Assim seus olhos conseguiam ver com muita fragilidade por entre aquela evidente feitiçaria. E mesmo sem vê-la direito, era possível serntir a presença da antiga. Junto com suas próximas palavras. Palavras estas profundas com um tom macabro e obscuro.

    - Proves então que és digna deste presente. Devore o devorador.
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 8/8/2016, 12:07

    De volta ao lado de Sarafina a cainita prestou a atenção em cada palavra desta, cada movimento e baforada do cachimbo, instintivamente Aibellee tentou farejar o ar em busca do cheiro do fumo usado por Sarafina.

    As palavras sobre a escolha feita quase fizeram com que a mais nova sorrisse, ter o reconhecimento de alguém mais velho e experiente era sempre um prêmio para a cainita, que por muitos anos havia abandonado o caminho de seus antepassado.

    “Parece que escolhi bem... Sakpata possuiu muitos aspectos... Muitos dos quais eu nunca me aproximaria naturalmente... O Devorador pode andar bem ao lado do Caçador... Só preciso achar o equilíbrio entre os dois...”

    Atenta a fumaça que a cercava Aibellee sentiu seu corpo retesar, a última baforada de Sarafina se transformava em uma névoa espessa, as palavras ditas pela mesma era o começo de um novo teste, algo que a mais jovem esperava.

    “Não se ganha nada sem provar seu valor antes...”

    Levantando-se da poltrona Aibellee deixou o pesado casaco sobre a mesma, segurando a figura da gêmea de Maneater em sua mão, Aibellee ainda deixou que suas presas ganhassem seus lábios antes de cuidadosamente abrir a moringa onde habitava Da Langan.

    “Agué... Um de seus irmãos se apresenta... O Devorador... A terra os guia... Por isso peço sua ajuda para guia-lo em nossa caçada...”

    Rezando mentalmente para o Caçador, Aibellee endureceu os olhos deixando que sua besta revelasse sua força e fúria.

    OFF: Uso Presença “Olhar Aterrorizante”
    Carisma + Intimidação = 6d10 +1fv

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Dados em 8/8/2016, 12:07

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 10, 7, 1, 1, 6
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 13/8/2016, 01:12

    A moringa abre. Um som oco retumbe pelo casebre. Um fedor similar à enzima de animais abatido veio à sua narina misturando com o pesado cheiro de ervas que proviam da mística fumaça da Sarafina. Uma névoa púrpura aparentava sair pela boca do recipiente, junto com um som de um zumbido profundo. Entretanto seus olhos focaram na mesma. Sua besta botou as presas para fora e encarou o conteúdo da moringa com fervor. Era impossível ver o que estava lá dentro, mas havia hesitado, o som cessado. Sua presença havia travado a saída do arauto de Sakpata. Era possível sentir que o mesmo estava naquele momento paralisado, mesmo sendo impossível de vê-lo, era claro que seus olhos se chocavam e sua potência era suprema naquele momento. Assim, por entre a névoa externa, a senhora dos pântanos fala de forma aguda, quase rindo.

    - Isso querida! Agora devore! Devore!
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    Jess

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 14/8/2016, 00:24

    Assim que a moringa se abriu a primeira coisa que Aibellee sentiu foi o cheiro almiscarado, logo depois o som seco e oco que ecoou pela casa fez ainda mais que a besta da negra ressaltasse suas presas, retesando os músculos besta e negra se prepararam o que se seguiria.

    Inebriada pelo cheiro de ervas e almíscar Aibellee ouviu as palavras de Sarafina soarem entre uma meia risada, a névoa roxa paralisada a sua frente era um convite tentador, O Devorador estava paralisado e agir era mais do que recomendado.

    Um urro seco escapou da garganta da negra quando esta saltou para cima da névoa, a besta guiava a negra e suas presas, e as presas procuravam exatamente onde morder para machucar e devorar.
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 14/8/2016, 10:20

    Fazer Teste de Virtude (Três jogadas distintas)
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    Jess

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 14/8/2016, 10:25

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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Dados em 14/8/2016, 10:25

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 7, 7, 8

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 1, 6

    --------------------------------

    #3 'D10' : 6, 3, 3
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 17/8/2016, 13:26


    O frio ardia os nervos de seus caninos maxilares de forma latente. Sua besta urrava em puro ódio na medida que aquele frio corria por seus dentes. A dor incontrolável lhe derrubou para cima da poltrona como se tivesse levado um grande empurrão. Um grande susto que lhe deixou vertiginosa. Mas seu corpo não descansava. A moringa já estava vazia e suas mãos tremiam ao segurá-la. Sua visão ficava escura por alguns instante. E então a dor regressou para sua boca. Voltou com muita potência, mas não em suas presas. Veio em seu maxiliar. Seus caninos inferiores doíam como nunca antes doeram. A carne rasgava na medida que eles cresciam. Ficavam afiados dilacerando sua pele na medida que ficavam do tamanho dos superiores.

    A sua visão regressou ainda no meio da vertigem. A fumaça já não estava presente. Na sua frente estava a Sarafina de pé lhe olhando de perto com um sorriso misterioso. Aquela presença parecia acalmar sua beste de leve. Assim você se acalmava na cadeira, mesmo ainda tremendo de leve dado à forte dor.

    - Vejo que seus caninos mandibulares reagiram. Agora o espírito devorador está com você. Use-o bem querida...
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 18/8/2016, 12:00

    Com a moringa em mãos Aibellee sentiu frio e dor, isso fez com que os pulmões sem vida da cainita enchessem de ar, o cheiro de ervas e almíscar a invadiu com força quando esta caia sobre a poltrona.

    O frio trazia uma dor até então desconhecida para a cainita, todo seu corpo pareceu reagir a isso tencionando-a com força de encontro a poltrona, um gemido seco escapou de Aibellee quando sua visão falhou e a escuridão a tomou.

    Ainda tonta a cainita sentiu o frio lhe tomar a boca, abandonando seu corpo para tomar por completo seus dentes, incapaz de se segurar a besta de Aibellee urrou conforme os caninos inferiores cresciam, a neófita por sua vez bateu os pés no chão firmando-se e impedindo seu corpo de cair, agarrando-se com força a moringa em suas mãos.

    Arcada sobre o próprio corpo a neófita arfava, seus pulmões desusados respondiam com uma leve ardência, embora o cheiro de almíscar e ervas houvesse se extinguido por completo haviam se impregnado na pele desta.

    “ Eu consegui?! Não sei ao certo o que aconteceu... Mas esta feito...”

    Perguntava-se a cainita ao ouvir as palavras de Sarafina, a língua de Aibellee passeou cuidadosamente por entre os dentes atestando o crescimento de seus caninos, se a mordida da cainita anteriormente já era forte o suficiente para arrancar pedaços, agora facilmente dilacerariam qualquer pedaço de carne mordido.

    Aibellee não tentou se levantar, ainda sentia a tontura e claramente não se arriscaria a cair diante de Sarafina, estendendo a moringa na direção da mais velha Aibellee sorriu expondo suas novas presas.

    - Agradeço o presente... Acredito que ele me será útil ao longo de minha jornada... Mas você me permite levar a moringa? Presumo que agora não lhe seja útil, e talvez me seja de grande utilidade nas próximas noites... Isso é claro se você me permitir.
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por King Narrador em 18/8/2016, 22:59

    - Como o crânio não me fazia de serventia, esta moringa também não. Pode levá-la. Mas agora acho que basta de hospitalidades. Já trocamos presentes e jantamos juntas. Vamos ao que lhe trouxe aqui...

    Ela havia te observado com muita curiosidade na medida que seu espírito domava sua própria besta. Assim a antiga se levanta e joga o cachimbo para o lado. Por um instante você pensa que ela vai para alguma de suas prateleiras pegar alguma outra coisa ou algum pergaminho. Entretanto a mesma se desloca até a janela ficando de costas para você enquanto olha para o pântano chuvoso. Com as mãos na borda de madeira.

    - Ter as Gatas finalmente voltando a ação na cidade me é positivo. Pois como vistes, sempre teremos moedas de escambo. Imagino que farão novos Bandos de Caça na cidade e você precisa de um longo treinamento. Imagino que irá buscar conhecimento com os outros Mestres também...

    Então ela se vira. Debruçada ainda na janela, mas agora olhando para você. Neste momento não existe mais sorrisos macabros em seu rosto. O que faz você sentir saudades destes, pois a feição dela é profunda e mórbida. Como um cadáver apodrecido com olhos negros e profundos, que assustadoramente lhe observavam.

    - Mas só eu conheço o caminho para Loko, já que precisa conhecer um Ficus para entrar em comunhão com o mesmo. E como tudo que fazemos dentro desta cabana, há um preço por esta informação. Quero um laço de sangue.

    Ultima Ação para o Final do Ato
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    Re: Aibellee Lenoxx - Ato VI - The Lady of the Marshes

    Mensagem por Jess em 19/8/2016, 00:16

    A mais nova assentiu com um leve aceno, deixando a moringa ao lado de sua poltrona Aibellee testou de leve seus joelhos, observar e ser observada não era a atividade favorita da cainita, mas havia a simples necessidade de não deixar que nenhum detalhe de Sarafina lhe passasse despercebido.

    As palavras e ações da mesma fizeram com que Aibellee sentisse seu corpo tencionar, a diferença de forças era grande demais e mais do que nunca a neófita viera para aprender com a mais velha, não lutar por respostas.

    “Começo a me perguntar em qual calo eu pisei... Porque minhas tarefas não são tão simples quanto aparentam?!”

    Suspirando pesadamente Aibellee se recostou na poltrona cruzando as pernas, sem sorrir ou demonstrar qualquer reação a cainita deixou-se pensar em suas possibilidades e na situação em que estava.

    - Sim, as Gatas estão a se mover... Fomos expulsas de nosso território pelos lobos... E bom já que agora tens o espirito do Cavaleiro em seu poder, sabes onde nos estabelecemos... Seria adequado que eu aceitasse seu preço, ou pelo menos recomendável já que és mais forte e estas em seu próprio território... Porém o que me pedes é alto demais, além de que é um ato que a Espada abomina completamente... Eu não posso formar um bando e me dignar a ele estando presa contra minha vontade... Eu recuso Sarafina... Sou uma criança perto de você, e não lucraras muito comigo...

    Comentava Aibellee, seu semblante sempre calmo mostrava-se sério, até mesmo a clara educação havia sido deixada de lado demonstrando uma dureza em seu lugar,

    - As mais velhas não compraram minha briga, não quando tem problemas maiores a resolverem... O que me faz lhe lembrar que a Senhora de sua linhagem deve ter caído ao sono, não posso dizer quem vai cuidar de seus irmãos já que me pareces bem por conta própria... O pântano lhe é um bom refúgio e tens amigos poderosos... Como tu mesma disse terás sempre o que trocar conosco... Se me ajudares terás mais alguém que lhe visitará com frequência... Sabes bem que receberas mais do que darás, e o que eu lhe peço é pequeno diante do que já trocamos... Podes bem me força-lo a fazer, mas ai então as gatas compraram minha briga... Gatas são caçadoras quando arranjam uma briga ou defendem a cria... Temos o sangue dos mesmos ancestrais, sabes bem do que eu falo...

      Data/hora atual: 25/6/2017, 19:19