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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

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    Danto
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    Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 15/7/2016, 01:48

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite

    Você era apenas um dos vários membros que ainda estavam de pé a observar a confusão que havia sido criada pela entrada daqueles vários membros não convidados. Seu celular então vibrava com a notificação, era a resposta que vinha de Diana:

    Diana escreveu:Ulrich, eu já não estou no controle. Sinceramente não sei o que vai acontecer, agora está tudo nas mãos da Camarilla e da Justicar Ventrue. O pior de tudo é que eu realmente não me lembrei de convidar essas pessoas, como poderia eu saber? Merda!

    O interessante era o fato da mensagem enviada à Ilyana, essa nem sequer visualizou a sua mensagem, tão pouco responderá. Algo realmente estranho para aquele situação, tão estranho que forçou a sua atenção em direção aos Ventrue ali presentes, nem ela nem a irmã estavam ali. Algo de estranho estava realmente acontecendo nos bastidores desse conclave.


    A poderosa anciã Gangrel ainda estava causando uma enorme confusão, afinal, ela estava se sentando em cadeiras supostamente deixadas propositalmente vazias, passando na frente de alguns membros presentes no local, ela pouco se importava. E os convidados dela pareciam assumir a mesma postura em relação ao conclave. Você sentia a fúria dos antigos membros da Camarilla, os anciões estavam a beira de tomar uma ação o mais rápido possível quando no palco, a figura de uma pequena mulher atraí os olhares de todos.
    Seus olhos mal poderia acreditar, era a pequena Ilyana, vestindo um terno social feminino, branco, sapatos de salto alto negros e um pingente fino de ouro. O caminhar dela fazia pequenos ecos devido ao tablado do palco, calmamente ela se põe a frente no palco.

    -Boa noite a todos. Permitam-me fazer a minha formal apresentação, sou Lucinde, prole de Serverus do Clã Ventrue. Justicar da Camarila e regente máxima desse Conclave. É com verdadeira felicidade que saúdo a presença do clã Gangrel entre nós nesta noite, sentem-se nas cadeiras que lhe forem de bom grado.

    Após a apresentação, a sua surpresa só era superada pela surpresa de Diana, que quase saltava de sua própria cadeira. A jovem leva as mãos à boca e estasiada, mergulha em uma cômica reação incrédula. Skarsgard então se vira para responder a Justicar e a mesma prontamente censura essa ação.

    -Eu não lhe dei a permissão de fala. Eu lhe dei a permissão de participação. A partir deste momento, manteremos todas as nossas ações com base nas leis máximas da Camarilla, respeite e receberá o respeito. A barbárie de Berlim acaba hoje.

    Hallveig Skarsgard prontamente reage positivamente as palavras de Lucinde, fazendo uma breve reverência e finalmente sentando-se em uma das várias cadeiras vagas no andar inferior. Enquanto ela fazia isso, a staff local corria para retirar o corpo desacordado do infeliz segurança que ficou no caminho da Gangrel. Enquanto isso acontecia a Justicar Ventrue finalizava sua apresentação.

    -Enfim, podemos iniciar o Conclave de Berlim. Mas antes de sair do palco para dar lugar à mestre de cerimônias, quero deixar bem claro, essa noite a nossa luta é em nome dos mais jovens dessa cidade. É uma luta para que a representatividade deles seja finalmente ouvida pelos Anciões orgulhosos, cruéis e tiranos que aqui residem. É um basta ao longo período de Trevas de Berlim e aviso previamente, não haverá misericórdia aos tiranos. A Justiça da Camarilla brandirá com força o seu martelo. As noites de Berlim não serão mais comandada pela força do Vitae, os Senhores não mais governarão pelo medo e pelo Laço de Sangue. Os meus olhos estão direcionados à vocês neófitos que ergueram esse conclave. Boa noite a todos e deixo a vocês com a presença da Arauto do Circulo Interno, Stalest Coursain.



    Lucinde:
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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 15/7/2016, 12:53

    “ – Não se culpe por isso, já recebeu muito peso em suas costas por essas noites!!”

    Responderu o Ulrich prontamente para Diana, sua mão apertava o apoio do muro com firmeza, permaneceu apenas com os olhos na antiga que ganhava a irritabilidade dos ali presentes.

    Só que o som de um caminhar no palco fez o jovem Tremere mudar sua atenção, naquele momento suas duas mãos foram para o apoio do muro, o mesmo sorriu ao ver que era Ilyana, a pequena jovem Ventrue, só que naquele momento uma anciã estava basicamente tocando o terror naquele conclave e nem mesmo ela conseguiria parar aquilo. Talvez se mostrasse o anel que estava usando as coisas poderiam ser apaziguadas.

    Só que quando a Ilyana se apresentou como a Justicar, o mesmo arregalou os olhos e deu um passo para trás como se não acreditasse naquilo, sua expressão era de real surpresa com aquela apresentação.

    “ Ela sempre esteve lá. Ela estava se passando por uma criança...Então ela realmente conhece cada neófito aqui? O que ela pretendia com isso? Nós entender...nos avaliar...”

    E ao retorno das palavras da Justicar o jovem Tremere se recomponha da maneira que conseguia com aquele choque que acabou de ter, não sabia se olhava para Diana ou Ilyana, ele respirou tão fundo e soltou o ar , precisava colocar os pensamentos em ordem, sem euforia, sem ações impensadas. As palavras da Anciã o enchia de coragem, a ação dela o fez não temer retaliações do antigos, porém, tinha consciência de que ela não ficaria por lá para sempre e que deveria fazer como ela havia dito.

    “Respeite e receberá o respeito”
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 03:03

    A Justicar Ventrue caminhou para o interior do palco, passando pelas cortinas e deixando um pequeno tempo para as pessoas serem capazes de compreender precisamente o que havia sido dito por ela naquele discurso que ficaria cravado na mente de todos os membros da Camarilla de Berlim. Nesse pequeno silêncio pelo aguardo do mestre de cerimônias, uma mensagem chega no seu celular.

    Diana escreveu:Eu não consigo acreditar nisso! Eu recebi uma Justicar na minha residência e a tratei como uma qualquer! Deus! Que vergonha! Mas tirando isso, acho que nunca ouvi um ancião conseguir falar tão diretamente sobre nós. Wilhelm nos ouvia, mas ela parece realmente se importar em nos ver!

    Alguns instantes após você terminar de ler e enviar a possível resposta, as cortinas finalmente se abrem para revelar um palco surpreendente. Era uma perfeita simulação de uma sala de tribunal clássica, havia uma cadeira para o réu que ficava de frente para a platéia. Logo atrás da cadeira, havia um palanque altíssimo onde ficava a cadeira do Juiz da ocasião. A esquerda havia uma bancada especial para os defensores e à direita uma bancada idêntica para o lado opositor. A frente da cadeira do réu existe dois lances de escada que lavam para uma parte mais baixa do palco, foi nessa parte que a Justicar falou é praticamente um segundo palco com acesso direto a platéia e muito mais próximo das primeiras fileiras.

    Pela porta ao lado direito da cadeira do Juiz do Conclave, entra uma mulher de cabelos grisalhos, pele enrugada pela idade avançada e roupas formais de tons neutros. Um broche fecha a gola da parte superior do vestido, o simbolo do escudo do clã Ventrue estava orgulhosamente esculpido nesse broche. Ela então caminha até o centro do palco superior, aguardando por um microfone que descia do teto alcança-la, para então finalmente começar a apresentação.

    -É uma grande honra presenciar um discurso tão verídico e coerente, é também uma grande honra ser apresentada por uma das mais veneráveis Justicar da Camarilla. Aos que não me conhecem, sou Stalest Coursain, Arauto do Círculo Interno. E serei a responsável pelos chamados a cadeira de Réu, proclamando as sentenças decididas pelo Juiz e pelos membros convidados à participar do Tribunal. Em termos jurídicos, eu serei a Juíza Relatora. Assim, convido primeiramente os membros que serão considerados Juízes de Direito. Lorde Zelios, Dux Bellorum do Circulo Interno. Lucinde, Justicar Ventrue. E o Juiz central, William Biltmore, Chancellor do Círculo Interno.

    Assim que anunciados, os membros surgem pela mesma porta de acesso que a senhora Coursain havia utilizado previamente. Entrando na mesma ordem que foram anunciados, o primeiro era Zelios, um homem muito velho usando roupas muito antigas de um nobre, carregando consigo uma belíssima bengala, o ancião caminhava calmamente até a cadeira à direita da principal cadeira do patamar reservado aos juízes. Em seguida, a Lucinde retornava ao palco para sentar-se à esquerda da grande cadeira. Por ultimo, entra o Juiz daquele conclave. William Baltimore um homem extremamente alto, pálido e com uma expressão profundamente séria, ele então toma o acento central entre os juízes. Em seguida, a Juiza Relatora anuncia o primeiro caso da noite.

    -Assim, damos incio ao Conclave. O primeiro caso a ser julgado será referente ao clã Malkaviano. Convido a cadeira de Réu o senhor Henry Jekyll ou o senhor Edward Hyde. Sob a acusação de cometer o pecado máximo contra as tradições da Camarilla, o amaranto. E também responder as demais acusações que serão anunciadas pelos Juizes.

    Uma grande surpresa é anunciada, todos os olhos se voltam para o clã Malkaviano de Berlim que sempre se mostrou tão distante dos problemas locais. O primogeno se coloca de pé, com um pequeno sorriso na face e começa a caminhada em direção ao palco, para enfim sentar-se na cadeira de réu.

    -Convoco para compor a mesa de Defesa, os seguintes nomes: Oswald White, Persia e Jeniffer Collins. Para a mesa de Acusação, os seguintes nomes: Phillip Gottesman, Marianne Vetter e Amelia.

    Prontamente os cinco malkavianos se levantam e caminham em direção as suas respectivas mesas e para a surpresa de todos, Amélia era na realidade uma Nosfreatu que também prontamente se direcionava a mesa indicada.

    Os Juizes do Conclave:

    Lucinde:


    Stalest Coursain:



    William Biltmore:



    Zelios:
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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 19/7/2016, 09:45

    Ulrich se mantinha imóvel olhando o palco, perdendo seu foco apenas quando percebeu seu celular vibrar, puxando o aparelho do bolso o mesmo analisou a mensagem e logo responde. Ele queria rir da mensagem de Diana, mas, não conseguia naquele momento expressar qualquer coisa.

    Mensagem para Diana:
    "- Era isso que ela desejava ver, quem é quem nessa cidade! Não só ver, creio que ela sentiu o que era ser uma criança na atual Berlim!"

    Ao abrir as cortinas o Jovem Tremere se sentava, seus olhos observavam cada detalhe daquele tribunal que surgia, quando ele viu a Stalest Coursain, Arauto do Círculo Interno, sua mão direita segurou o anel que estava usando com firmeza.

    " Não que ela demonstre alguma ameaça em seus olhos ou modo de fala, é que sua forma de se expressar corporalmente é de uma rigidez. Ela me parece o tipo de mulher que se você errar as palavras ditas ela vai sempre lhe tratar como algo inferior..."

    Ulrich concordou com a cabeça de forma involuntária para as palavras da mulher, ele viu cada antigo tomar seu devido lugar e olhou mais atentamente para William Biltmore, Chancellor do Círculo Interno. Por alguma razão o mesmo fechou o punho direito demonstrando algum tipo de antipatia por aquele Malkaviano, na verdade sua experiencia com um não fora agradável e ele ainda era como era.

    " Outro diablerista? Deveria me perguntar o que atrai tantos membros assim para esse caminho! Sua alma fica manchada para todo o sempre, assim como seu sangue, alguns não desejaram isso e outros se lançam como abelhas enfurecidas em cima de um alvo"

    Seus pensamentos foram para a irmã de Diana, não direcionou nenhum olhar, estava completamente focado nos que ali se direcionavam para o tribunal improvisado. Ele estralou o dedo com força naquele momento.

    " Você consegue Marianne! Confio em você."
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 17:14

    Assim que todos os convocados estavam finalmente sentados em suas respectivas bancadas, a Juiza Relatora retoma a fala em um tom sério e com a perfeita postura impecável.

    -De acordo com os relatórios, arquivos e documentações analisadas profundamente pelos Juízes, sendo essas escritas pelos senescais das duas Berlim, apresento formalmente o caso. Em 1967 o senhor Gottesman notificou ao Senescal Oriental o desaparecimento de seu Senhor, Edward Hyde. Os registros apontam o retorno de Hyde à Berlim Oriental apenas no ano de 1969, quando este solicita a autorização de abraço ao Príncipe Gustav. Já as anotações feitas por Wilhelm em 1851, o Senhor Achadramenos apresentou à corte de Berlim suas duas proles, o Ancillae Edward Hyde e o neófito Henry Jekyll. Assim seguem as acusações ao senhor Henry Jekyll: Primeiro, falsidade ideológica. Segundo, abuso de gáudio. Terceiro, destruição de Edward Hyde com graves suspeitas de amaranto. Com a palavra, a acusação.

    Phillip Gottesman então se levanta para se pronunciar, o homem usava um terno preto com uma camisa social roxa, gravata azul escura e uma enorme cartola também preta. Tirando a cartola ele começa a acusação.

    -Apesar de apresentar a mesma aparência do meu Senhor, sua personalidade nunca foi a mesma dês de seu desaparecimento. Suas ausências se tornaram mais frequentes, sua postura tornou-se mais violenta e os distúrbios de personalidade nunca foram comuns para o meu Senhor, Edward Hyde. Entendo que para a grande maioria dos presentes seja comum o descontrole, a insanidade e a loucura do clã Malkaviano. Mas nós que somos amaldiçoados com a desconexão mental e da desconstrução do real, somos perfeitamente capazes de ver as diferenças dentro da própria loucura. Jekyll sempre odiou Hyde e durante o caos da construção do Muro de Berlim, aproveitou-se para destruí-lo!

    Terminando a fala, o homem se senta e a Relatora faz um sinal que cedia a fala à defesa. Quem se levanta para defender é uma belíssima mulher de cabelos vermelhos, conhecida como a "A estátua", a mulher de pé demonstrava uma postura rígida e uma única expressão facial: Indiferença.

    -A defesa não tem o que declarar.

    O homem sentado ao lado da estátua arregala os olhos, surpreso com a declaração da mulher, colocando-se de pé imediatamente e reagindo com intensidade. Colocando as mãos na bancada ele grita.

    -Blasfêmias! Como ousa dizer que a defesa não tem o que declarar? Dizer que um usuário de Ofuscação desapareceu é simplesmente imbecil e utilizar de documentos arcaicos é tão contestável quanto o primeiro argumento! Me digam, onde está Wilhelm para confirmar a originalidade dessa documentação? Isso é mais uma armação desses ratos Orientais! E como você pode Persia? Trair seu Senhor, sua linhagem e todos os membros da corte Ocidental dessa maneira?!

    A Juiza Redatora levanta a mão simbolizando que nada mais deveria ser dito naquela situação. Prontamente os Malkavianos respeitaram a ordem e se calaram, sentando logo em seguida. A Juiza do clã Ventrue então anuncia.

    -O veredito será dado pelos Juizes de Direito. A palavra será dada de acordo com a ordem de apresentação de cada um de vossas excelências.


    Zelios então responde de maneira simples:
    -Henry é culpado.

    Lucinde pondera por alguns instantes, mas finalmente revela seu veredito:
    -Na ausência de Wilhelm como testemunha, me vejo na obrigação de afirmar que as provas são circunstanciais.

    William imediatamente após Lucinde diz:
    -É uma enorme desonra para o nome do Clã o que os Senhores apresentaram essa noite. É deplorável, sórdido e miserável. Levo junto com minhas ponderações tudo que ouvi e vi nessa curta estadia nessa cidade corrompida e distorcida pelas maquinações de um Príncipe. Declaro o senhor Henry Jekyll culpado de todas as acusações.

    Finalizando a primeira sentença da noite, a senhora Coursain se pronuncia.
    -A pena prevista nas leis da Camarilla para a destruição de um membro é a morte final. A execução será realizada no final dessa noite, sob a luz do alvorecer. Convido todos os membros participantes das bancadas a retornarem a seus acentos.

    Enquanto os membros retornavam a suas cadeiras, duas famosas Arcontes entram no palco para remover o primógeno Malkaviano. Tatiana Stepanova e Dmitra Ilyanova, são elas que escoltam o homem para fora do palco.
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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 19/7/2016, 19:51

    Ulrich ouviu atentamente as acusações citadas pela sua excelência, Coursain, ele inclinou levemente a cabeça para a direita e fechou um pouco sua expressão, seus olhos se focavam no sorridente primigene do clã Malkaviano. Ouviu também o acusador que parecia mais um magico de Las Vegas. Ficou surpreso com o final da frase do mesmo e refletiu sobre o assunto.

    " Realmente para aqueles que estão de fora as coisas são muito superficiais, realmente a loucura e desconexo de que eles sofrem é algo único e compreensivel para aqueles que compartilham da mesma maldição. As acusações são de um agravante perigoso. Tanto para acusado quanto para os acusadores. Imagino o que ele faria com aqueles que se opõem a ele!"

    Só que seus pensamentos foram cortados com a ação da Malkaviana, o jovem Tremere arregalou os olhos de uma maneira tão surpresa que ele não sabia como reagir á aquilo, seus olhos se focavam na mulher e em Marianne, naquele instante enquanto a defesa tentava algo ele ficou olhando para sua Senhora e para o Julgamento de forma rápida, no fundo não esperava nenhuma resposta só que as circunstancias o faziam ficar como um cego em tiroteio.

    - Marianne vai falar não é?

    Falou quase em um sussurro, suas mãos foram para a cabeça quando os juízes começaram a falar, era um sentimento que vinha profundo como se fosse um alivio após permanecer anos amordaçado e agora poder falar, ele queria levantar daquela cadeira e poder gritar algo, mas, se continha. Seus olhos novamente procuravam o primigene julgado e então ele optou por analisar as coisas por si só.

    " Meu Deus...é de verdade! "

    OFF:

    Percepção da Aura: Empatia +
    Percepção ( dificuldade 8 ) = 2 + 3 = 5d10
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Dados em 19/7/2016, 19:51

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 10, 1, 6, 8, 4
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 20:37

    A sua Senhora permanecia com uma única expressão durante todos os acontecimentos no palco, incomodo. Era difícil interpretar profundamente o silêncio que estava sendo demonstrado por ela, mas de certa forma era até compreensível. Ela talvez conhecesse o Malkaviano que recebia a punição e que era carregado a força do palco em frente a todos os ali presentes.
    Seus olhos então buscaram a aura do acusado, era difícil ultrapassar seu próprio nervosismo. Mas era ainda mais complexo ler perfeitamente o turbilhão de cores caóticas que circundavam a aura daquele homem, havia apenas uma única certeza, o tom pálido de todas as cores o que indicava a natureza cainita do mesmo. Entretanto, maiores detalhes eram simplesmente impossíveis de serem vistos.
    Michael que estava ao seu lado direito, leva uma mão ao seu ombro e diz em um tom baixo de voz.
    -Existem os veios negros na aura dele, Jovem Ulrich, não há como negar e eu sei que é exatamente isso que você tentou ver. É o que todos nós tentaremos ver nesse momento e é certamente o que o senhor William viu.

    Seus olhos então viam a imagem de Marianne, caminhando completamente confusa e desnorteada ao ponto de ser auxiliada por Gottesman. Já os Malkavianos ocidentais caminhavam enquanto trocavam olhares de ódio um pelo outro. A senhora Coursain então elevou a voz mais uma vez.

    -Daremos então continuidade aos julgamentos dessa noite. Convoco a senhora Karla Aach para a cadeira do réu, sob as acusações de manipulação de registros oficias da Camarilla, autorização de abraços sem o consentimento dos Príncipes e omissão de apresentações de membros do seu clã para os Príncipes de Berlim.

    Todos os olhares se voltaram para uma das mais antigas e mais poderosas figuras de Berlim. Se o julgamento havia chegado até ela, não haviam mais dúvidas que não haveria perdão para nenhum crime cometido contra a Camarilla de Berlim. Ela então se pôs a caminhar até o palco, sentando-se na cadeira de Réu, ela imediatamente indaga a Relatora.

    -Haverão acusadores ou defensores?

    A Senhora Coursain responde.

    -Não, não haverão. O seu caso não possuí acusadores locais, mas trata-se de uma denuncia feita pelo próprio Lorde Zelios.

    Karla então olha imediatamente para a imagem de Zelios e o próprio ancião Nosferatu, conhecido mundialmente por ser um dos mais poderosos Dux de Guerra da Camarilla, começa a falar.

    -Senhora Coursain, obrigado pela convocação desse Réu. Agora, referente a sua pessoa, Senhorita Arch. Vejamos os dados que eu pude constatar enquanto a Senhora e os outros antigos do nosso clã dormiam. Existem precisamente vinte e três Nosferatus em Berlim, mas apenas quatro registros Orientais e 6 Ocidentais, sendo que o seu nome se repete por duas vezes. É compreensível que você tenha se colocado acima dos dois Príncipes dessa cidade, o cenário de estabilidade e conflito sempre foi eminente e a barreira Tremere nunca selou os subterrâneos graças aos escavadores que eu vi com meus próprios olhos. Entretanto, suas atitudes são crimes e serão aqui julgados por nós. Você tem algo a dizer em sua defesa Senhorita?


    Karla então olha para todos os presentes de maneira rápida para finalmente se levantar e olhar diretamente pra Zelios. Em um tom de voz confiante ela responde.

    -Eu sou a responsável pela estabilidade dessa cidade, por manter as forças do Sabá e do Anarquismo sob controle. Tudo que eu fiz foi em nome da Camarilla e não possuo nenhum arrependimento.

    Zelios então responde.

    -Compreendo. Por se tratar de um problema exclusivamente de nosso Clã, está sobre a minha responsabilidade o julgamento do seu caso, assim exerço a minha palavra de condena-la ao exoneração dos cargos da Camarilla. Os Nosferatus de Berlim devem a partir dessa noite nomear um novo Primógeno. Você está convidada a se Retirar da Corte de Berlim.

    Karla então observa os Juizes do Conclave e em silencio caminha para a própria cadeira de onde havia se levantado anteriormente.



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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 19/7/2016, 21:14

    - Compreendo Vossa Excelência, sei que o que acabei de fazer é considerado uma falta de respeito e já peço desculpas para todos os presentes aqui. Por vezes sei que sou explosivo em demonstrar meus sentimentos. Estou trabalhando para melhorar isso!

    Ulrich respondeu para Michael de maneira calma, não que o mesmo desejasse aquela resposta ou quisesse algum tipo de explicação. Só que ele a cada instante que passava com seu clã desejava mostrar seu melhor. Sua Senhora teria orgulho do mesmo e naquele momento ele não conseguia entender o real sentimento que ela estava sentindo, sempre demonstrando ser uma mulher enigmática e com pouco espaço para aproximações emotivas.

    Queria naquele momento poder descer e ir até Marianne, não tinha desejos carnais ou afetivos pela mulher, porém, a mesma foi sua ponte no oriente assim como a Justicar, ele era simpático quando tratado da mesma forma, queria apenas estar lá e poder disser que no fundo ela tentou e que seus esforços estavam gerando frutos, não só para seu clã e sim para todos da cidade.

    Mas a voz da mulher fez com que o Tremere tomasse uma postura mais firme e novamente seus olhos se arregalavam quando ouvia o nome de Karla.

    " Meu Deus do céu, até ela?"

    Quando Zelios falava a cabeça do jovem cainita começa a girar em meio aos seus pensamentos, era muita informação de uma vez só e a sentença da mesma foi como se sua alma fosse arrancada de seu corpo com tanta força e depois recolocada da mesma brutalidade que ele apoiou sua mão na cabeça pressionando a própria testa com a ponta dos dedos.

    " Não sei o que tá acontecendo direito aqui. Mas se até mesmo ela foi retirada do cargo, a mulher que todos falam ser uma soberana entre as duas Berlins, Gustav não vai ter muito o que fazer. E eu sinto que em prevê eu deverei falar lá...como vou começar as coisas que tenho para disser!"

    Sua respiração começava a ficar cada vez mais forte, um sentimento de medo lhe tomava, para ele todos ali no palco eram como gigantes e ele diminuía a cada minuto. Ainda era novo para isso, só que já havia se atirado ao fogo e agora o cerco estava se fechando.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 02:31

    -Não se preocupe jovem, todos os cainitas que possuem o domínio da percepção de Aura fizeram o mesmo que você. Não se envergonhe da sua espontaneidade, mas é sábio o esforço de controlar tais sentimentos. Agora permaneça quieto, algo terrível se aproxima de nós... Sangue potente acaba de chegar ao teatro.

    A Senhora Coursain novamente se aproximava do microfone e anunciava o próximo caso a ser julgado na noite.

    -Senhoras e Senhores, o próximo caso é complexo e contará com uma enorme participação de várias testemunhas. É sem dúvida o mais delicado e complicado problema dessa cidade, eu convido a cadeira de Réu o Príncipe de Berlim, Gustav Breidenstein.

    Após o nome ser dito, todos se viraram para olhar os assentos oficiais do clã Venture, lá não havia nenhum dos Príncipes. Os murmúrios rapidamente se espalhavam, a situação beirava um total fiasco até que para silenciar a todos, as portas superiores do Teatro se abrem e o próprio Gustav adentra o local. Com sua postura inabalável, ele caminhava como um Deus entre mortais. Seguido por sete poderosos cainitas das terras germânicas, todos eles Ventrue de regiões importantes e de fama mundial. Era a base aliada de Gustav, uma base aliada tão poderosa e influente que causou duas Grandes Guerras Mundias e mudou o mundo mortal e imortal de toda Europa.

    Sem nenhuma pressa, o Príncipe de Berlim caminha até o palco, seguido por seus aliados e se senta na cadeira de Réu da mesma forma que se sentaria em um trono. Os aliados prontamente se colocaram atrás da cadeira, divididos em grupos impares e mantendo as cotas para os Juízes. Era uma demonstração de força, superioridade e poder jamais vista em nenhum conclave. Agora ficava claro como a influência de Gustav era tão poderosa, seus aliados eram anciões com sangue potente e muitos anos de experiência a frente das maiores cidades alemãs.

    Você era capaz de sentir o receio na expressão de sua Senhora, a apreensão na face de Michael e de vários outros anciões ali presentes. A revolta começava a crescer dentro dos anciões Toreadores que pareciam profundamente inquietos com a chegada desses Príncipes no conclave. A situação havia saído completamente do controle, o Conclave não era mais apenas sobre Berlim mas sim sobre a Alemanha. Michael leva furtivamente a mão para dentro do paletó, tirando um pequeno anel do clã Tremere, ele estava chamando pro Lotharius.
    Aliados de Gustav:
    Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Príncipe de Hamburgo.


    Julia Antasia de Frankfurt, Príncipe de Frankfurt.


    Ritter de Munique, Príncipe de Munique.


    Claudia Schoenecht de Dusseldorf,Príncipe de Dusseldorf.


    Giselher de Colônia, Príncipe de Colônia.


    Karl Weissmont de Essen, Príncipe de Essen.


    Thomas de Bremen, prole de Lord Jurgen de Magdeburg e Príncipe de Bremen.

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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 20/7/2016, 10:47

    Ulrich ouviu as palavras de Michael e permaneceu quieto em sua cadeira, aprendeu em pouco tempo que algumas coisas não deveriam ter respostas ou questionadas. O sentimento aumentava cada vez mais, e suas mãos se fechavam quando o anuncio da Juiza relatora era feito. Sua respiração aumentava juntamente com o nervosismo que sentia.

    " Devo me controlar...já cheguei até aqui e não sairei sem o resultado esperado! Isso não pode mais acontecer!"

    Seus olhos se fecharam de maneira forte, e no momento que se abriram e viram Gustav com seus aliados era como se ele ainda precisasse respirar e não conseguisse puxar o ar para seus pulmões, uma mistura de aversão, raiva, rancor profundo, horror, inimizade e repulsa brotava em seu intimo. A poucas noites ele havia descoberto a verdade e o som das balas e do rosto de sua irmã caindo sobre o chão lhe atormentavam novamente, não era apenas sobre a capela aquilo, para ele era um pesadelo que tomava forma e estava sentado como um rei na cadeira que deveria lhe causar desconforto.

    " O maior erro que sempre cometi, é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum. Só que não hoje, ele não tem esse direito que o faz ser superior a todos aqui. Reis que sangram suas próprias terras merecem ser retirados de seu trono. Não se trata de vencer ou perder hoje, devo mostrar a verdade para todos e se nem isso a Camarilla conseguir julgar, minhas esperanças para essa seita morrem hoje!"

    Ele respirou tão fundo e relaxou o corpo de uma maneira dificilmente fazia, segurou novamente o anel que lhe foi dado por Magnus, e olhou de canto de olho para Michael vendo o gesto do mesmo, olhou para sua senhora e sorriu de maneira tímida, após essa rápida troca de olhares o mesmo abaixou a cabeça, suas pernas estavam separadas, seus cotovelos estavam apoiados em sua coxa e suas mãos entrelaçadas, o dedão de sua mão direita contornava o da mão esquerda. Seu olhar era fixo para o nada.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 20:19

    Stalest Coursain observa com enorme indiferença a presença de tantos Príncipes Germânicos, o silêncio que se instaurava deixava uma atmosfera terrível, era certamente a primeira vez que os próprios membros de Berlim viam a verdadeira influência do ancião Gustav. Era fácil notar as faces de apreensão por toda platéia presente, até que finalmente a Relatora retoma a fala.

    -Como previsto, os membros que farão parte da Mesa de Defesa do Príncipe de Berlim já estão postos a frente do palco, convido os Príncipes a se sentarem à bancada de Defesa e estendo meus convites aos membros que farão parte da acusação. Katarina Kornfeld, Ilse Bänsh, Lady Violetta, Vossa Excelência Justicar do Clã Toreador, Madame Guil, Vossa Excelência Justicar do Clã Brujah Jaroslav Pascek e Lorde Lotharius do Clã Tremere.

    O silêncio desaparecia, murmúrios ecoavam por todos os lados. Era totalmente compreensível, afinal, foram anunciados mais dois Justicares para a ocasião. Prontamente as portas de entrada superior lateral se abre e por ela entram três membros ilustres para a história da sociedade da Camarilla. Lorde Lotharius caminhava lado a lado com os outros dois Justicares. Pascek era um enorme homem de descendência eslava ou cigana, corpo truculento e olhos severos. Por outro lado, Madame Guil era uma jovem delicadíssima de aparência angelical e surreal. Lotharius caminhava com vestes monásticas, contrariando as formalidades da ocasião. Os outros membros convocados eram Katarina, segunda prole de Gustav e conhecida como a Rainha de Berlim. Ela se colocava de pé em meio aos Ventrue presentes na plateia, caminhando até a frente das cadeiras do clã das Rosas, ela aguarda pacientemente pelo levantar de Lady Violetta, conhecida na cidade pelo nome de Anntoinette Larusche. As duas caminham juntas até o palco e a última a se juntar a mesa de acusação é a Brujah Isle. Ela estava no andar inferior, próxima a Gangrel que havia causado uma enorme confusão no começo do Conclave.

    -As acusações são gravíssimas. Amaranto da própria Senhora, responsabilidade por duas Grandes Guerras Mundias. Execução de um Justicar, Execução de doze membros do Clã Toreador, banimento do Clã Tremere da cidade de Berlim. Execução de três proles, ações tiranas, arcaicas e deploráveis. Mais de milhares de vidas mortais foram assassinadas pelas guerras iniciadas por Gustav, quando não foram tiradas pelas próprias mãos. Carcere de Cainitas estrangeiros, quebra de Máscara, negligenciar as tradições de Recepção e Domínio. Qual é a sua defesa Príncipe Gustav?

    Gustav prontamente se pronuncia em resposta.

    -O Tribunal de Nuremberg finalmente alcança a sociedade Cainita de Berlim. Os Senhores certamente estão a se regojizar com a oportunidade que lhes foi apresentada. Digam-me qual autoridade a Camarilla possuí para julgar crimes ocorridos antes da própria fundação da Seita? Os Senhores são hipócritas o suficiente para ignorarem seus próprios pecados cometidos nas noites de Trevas e Fogo? Diga-me Stalest Coursain qual é o nome do teu Senhor? Ou o desaparecimento dele a quase mil anos também será julgado aqui nesse tribunal? Enquanto à Madame Guil que participou das tropas Anarquistas de Paris? Ou Violetta, prole de um dos mais caóticos e diableristas Príncipes que já existiram antes da criação da Camarilla? Os Senhores se colocam em altas cadeiras e julgam os membros de minha cidade sem provas, sem a oferta de resposta, a única razão que os trouxe aqui é a oportunidade de finalmente revidar as enormes derrotas sofridas por vocês nessa era pós Guerra. Digam-me o que é a França? Espanha? Portugal? Se não nações com dívidas monetárias com a grande Alemanha. Eu tenho consciência e não tenho nenhum arrependimento de minhas ações.

    Stalest Coursain então passa a palavra para a primeira declaração da acusação. O primeiro membro a se colocar de pé é Violetta, a primógena que usou por vários anos um codinome na cidade observa os presentes e finalmente se direciona aos Juízes.

    -Boa noite Vossas Excelências. Abro a acusação com uma simples pergunta, onde estão os membros da linhagem de Gustav? Wilhelm, Peter, Frederich? Onde estão as proles do Grande Kaiser? Todas desparecidas não é mesmo?! Curioso como esses desaparecimentos são sempre acasos maravilhosamente escritos pelo destino. O Réu ataca diretamente os membros da Defesa, o Réu ataca diretamente todas as leis da Camarilla, o Réu baniu dois clãs fundadores de sua cidade.  Com qual Direito? Termino então a primeira argumentação da defesa com outra breve e simples pergunta, onde está Ilse Reinegger, Quinta de seu Sangue do Clã Ventrue?

    A palavra então é cedida a defesa. Ritter de Munique se levanta e com uma voz de comando revida as acusações.

    -Considerar questionamentos de uma Cainita que esconde o próprio nome por vergonha de sua linhagem é algo coerente a se fazer? Mas irei responder em honra aos Juizes aqui presentes. Wilhelm desapareceu junto com uma prole de Hardestadt the Younger que veio à Berlim para encontrar-se com o próprio Wilhelm. Na cena restou apenas as espadas e poças de sangue dos dois membros, Hardestadt the Younger é um aliado de longa data de Gustav e sua prole não seria algo diferente. É preciso dizer o provável resultado desse encontro? Ilse Reinegger foi destruída por Gustav durante os anos de Revolução Anarquista, quantos neófito dessa época não fizeram o mesmo? Quantos neófitos dessa época não forma obrigados a matar para sobreviver aos seus Senhores que entregavam seus filhos à Inquisição para fugir das fogueiras sagradas?!

    Enquanto as acusações eram trocadas, você sente os olhos de Lotharius vagarem pelo teatro até encontrarem você. Em um sinal claro de convite, o antigo ancião Tremere o convidava ao palco.

    Os Justicares:


    Madame Guil:


    Jaroslav Pascek:

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 20/7/2016, 21:14

    Ulrich ouvia todas as farpas trocadas diante daquela cena que para ele não haveria fim, Gustav sabia de todas as acusações e estava prontamente já preparado para aquele combate.

    " Ele nem mesmo se abala diante de tais acusações, seu argumento e forte e fundamental, para que consiga manter a postura!"

    O Jovem olhou para todos os ali presentes, tentava sorrir mas sua face estava completamente petrificada enquanto olhava para todos com a cabeça enclinada para frente ainda mantendo a mesma postura que estava, seus músculos estavam tão tensionados pelo nervosismo que estava sentindo que chegava a lhe causar um leve desconforto. Ao reparar no sinal de Lotharius o jovem Tremere se levantava e olhava para sua senhora de uma maneira tão longínqua que nem mesmo ele era ele naquele momento.

    - Com sua licença minha Senhora. É de fatos atuais que este conclave necessita.

    Ele caminhou até a parte de baixo do grande teatro, seus passos eram calmos e no fundo ele desejava postergar aquele momento, ao parar na parte inferior do recinto e olhar para os andares superiores o mesmo respirou maneira profunda e por fim voltou seus olhos para todos os presentes ali no palco onde estava ocorrendo o grande julgamento, sua voz soou firme e alta para que todos pudessem ouvir.

    - Boa noite meus Senhores. Peço desculpas pela interrupção desde debate, Vossas excelências, sou Ulrich Heike Klaus, filho e prole mais nova da estimada Senhorita Maggie Aartrox Valerius do Clã Tremere, como portador do Anel que carrega o Brasão dos Strategoi eu solicito humildemente permissão para poder me juntar a bancada acusadora!

    Ulrich terminou sua frase no centro das cadeiras de baixo do Teatro. Ele erguia a mão na altura do peito mostrando o anel e aguardando uma autorização para poder prosseguir. Ele tantava não pensar em nada naquele momento, e permanecia com os olhos fixos nos antigos ali presentes mas sem contato direto nos olhos dos mesmos.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 21:40

    A Sua Senhora olha surpresa para você, mas não tenta nem por um único instante impedi-lo de ir até onde você desejava. Caminhando até as cadeiras mais baixas, você sente o peso dos olhares sobre você, mas nenhum deles era tão feroz e cruel quanto Gustav. O ódio do Príncipe parecia pulsar em sua direção e suas pernas desejavam profundamente iniciar uma corrida de desespero em direção a saída da cidade. Mas a voz de Lucinde ecoou pelo teatro.

    -Ulrich foi um dos principais responsáveis pela construção desse Conclave e resgatou incontáveis neófitos Orientais das forças do Sabá durante o período de sono dos antigos de Berlim. Intercedo favoravelmente a presença dele na mesa acusadora.

    Stalest Coursain olha primeiro para o anel, depois para a Justicar e finalmente fez um sinal para que Ulrich pudesse se sentar e enquanto o jovem subia ao palco ela questiona.

    -Antes de sentar-se, Ulrich, nos diga o seu tempo de Abraço e finalmente apresente a sua acusação.

    Você se encontrava agora no palco, a visão era magnifica, todos os membros de Berlim estavam olhando diretamente para você e aguardando pelas suas palavras. Não havia nenhuma sensação similar em sua mente, nada poderia ser tão grandioso quanto aquele momento.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 20/7/2016, 22:19

    Ulrich fez um sinal positivo com a cabeça e subiu ao palco, olhou para o lado que estava a juizá relatora, não fez contato visual mas demonstrou grande respeito pela mesma. Fechou o punho de maneira firme e tentou esquecer o olhar de Gustav. Pensou em estralar seu dedo como de costume quando estava nervoso e olhou para sua mão. Ela se abria de maneira suave e permanecei assim ao lado de seu corpo.

    " Não devo temer a luz em meio as trevas...é minha ultima chance de mostrar a verdade para Berlim!"

    - Vossa excelência, tenho 41 anos de maldição. Recebi este anel de Sua Senhoria Magnus Breidenstein, irmão mortal de Vossa Alteza, Lorde Gustav Breidenstein. E minha acusação é para com Sua Alteza Gustav Breidenstein e sua bancada defensora, Suas excelências Julia Antasia de Frankfurt e Hamburgo, Giselher de Cologne, Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Claudia Schoenecht de Dusseldorf, Karl Weissmont de Essen, Jurgen de Magdeburg e Ritter de Munique. Pela morte de Thomas Fanchon, sem julgamento, Sua excelência,Sir Karl, o regente da capela Tremere e tutor de Sir Julian Sanderson. Estes que compactuaram com a morte do antigo Justicar Tremere e se colocarem acima da Camarilla recusando na época os membros do Circulo Interno em suas terras.

    Disse o jovem Tremere em um tom firme, sua cabeça permanecia reta com um olhar firme, desejava sair de lá o mais rápido possível. Seu intimo sentia tanto medo como uma criança que acreditava que havia algo abaixo de sua cama. Só que fez o que fez para estar lá, não recuaria e muito menos daria um passo para trás. Aquela luta não era só dele, era de todos os envolvidos na realização do Conclave, não desejava de maneira alguma jogar fora os sonhos daqueles que lhe ajudaram a chegar onde estava agora.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 22/7/2016, 04:29

    Era a vez da defesa falar algo, foi nesse instante que o próprio Gustav se colocou de pé. E todos temeram profundamente a expressão em sua face.


    De pé o ancião Ventrue observa todos os presentes no grande Teatro, você sente os poderosos olhos dele alcançando você e suas proles. O Kaiser se erguia novamente, a força que regia todos aqueles poderosos anciões sentados na bancada de defesa. Elevando a voz que estremecia as paredes do teatro, Gustav diz.

    -Essa é a arrogância dessa linhagem de Feiticeiros que se autoproclama como nós, os verdadeiros filhos de Caim. A arrogância de convocar uma criança para um Conclave de Lordes e Senhores. Usurpadores do Vitae Sagrado, Diableristas Sórdidos, Feiticeiros Megalomaníacos! É uma vergonha incomparável aceita-los como um Clã e todos os anciões aqui presentes sabem! Aceitamos essas párias durante a Convenção dos Espinhos por interesse e não por reconhecimento, um erro que fere a própria honra de Camarilla. Seita essa que condena Anciões sem testemunhas, que ergue arautos de execução a bel prazer. Eu sou maior que todos vocês e o medo em seus olhos é a minha prova máxima! Vocês estão em meus territórios e as tradições do sangue me dá direitos sobre todos vocês! O que é o Circulo Interno da Camarilla? O que ele realmente faz por nós? Quantos deles erguem suas espadas para enfrentar as bestas do Sabá que incendeiam nossos lares e atacam nossos refúgios? Nenhum deles! São Falsos Líderes, e é na ausência deles que eu construí meu Império. Abaixem as suas cabeças diante ao que eu construí! Quem terá a autoridade de me julgar em minha própria Terra? Uma criança herdeira de uma linhagem psicótica e infame? Um tribunal de crianças com sonhos de grandeza?

    Você ainda estava de pé quando o Kaiser iniciou a falar, você sente a sua besta desaparecer em pavor, seus pés fracos e seus joelhos trêmulos. Sua boca se abria em uma pura reação de medo, mas o terror era tão grande que nenhum grito lhe escapava pelos lábios. Gustav então se virar para os juízes ali presentes e ameaça com todos os pulmões.

    -Eu os excomungo de minhas terras! Recolham-se e desapareçam, pois se for obrigado a vê-los novamente em minhas terras, irei executa-los imediatamente! Párias. Hipócritas. Lacaios.

    Em resposta, Jaroslav Pascek, Justicar Brujah também se levanta e revida as palavras de Gustav.

    -Calado Príncipe Louco! Sua megalomania transcende o limite da lógica! Como ousa dizer tamanhos disparates contra os fundadores de nossa Seita?! Estás a delirar com o falso poder que tem em suas mãos, és um derrotado. Executou um Justicar da Camarilla! O que o difere de um monstro do Sabá? Tuas vestes ou tua coroa de palha?!

    Gustav olha enfurecido para o Justicar e toda a plateia treme ao ver o levantar do Lorde Arn. Levando a mão à espada que carregava em sua cintura, o grande Príncipe de Hamburgo esta prestes a sacar a espada e atacar o Justicar Brujah. Quando a voz de Gustav ecoa mais uma vez.

    -E assim disse o Brujah, com o eco da derrota miserável de Cartago que corre em teu Sangue. Sob a nova alcunha vergonhosa de Ralé... Cale-se de uma vez e entenda que a Ralé não tem e nunca terá voz! Estamos em um tribunal e não na senzala.

    Os olhos do Justicar Brujah se incendiavam em uma raiva quase incontrolável. A situação havia mergulhado em um caos sem limites e era exatamente isso que Gustav desejava naquele momento. A próxima a falar foi a Justicar Toreador, Madame Guil.

    -Primeiramente, onde esta a educação de Vossa Alteza? Ou esquecestes que és um Ventrue e tens por juramento o temperamento de vossas palavras, ações, comportamentos e posturas? Ages como um louco abaixo de uma coroa. Urra feito um cão raivoso diante todos e ameaça um neófito? Pergunto-me se Vossa Alteza deixou a noção de ridículo no mesmo lugar onde deixastes a educação. Deves referir-se-a Justicares por Vossa Eminência. Ou abraçara vosso comportamento autarca ao ponto de barbarizar-se como um Ralé que tanto despreza? Sente-se, és o Réu e não tens o direito de fala!

    Gustav dá dois passos em direção a bancada de acusação. Os pés do ancião fazem todo o tablado do teatro tremer e as luzes que iluminavam o local piscam fervorosamente por causa da instabilidade causada por sua força e presença.

    -Toreadores e seus floreios sórdidos. Teu clã marchou com mortais sobre o meu território, usurpou o meu ouro e humilhou os meus filhos! Sob a justificativa da morte de um neófito que se recusou a se apresentar à mim! As leis da Camarilla preveem a punição aos que não reconhecem os príncipes! E não tente minimizar minhas palavras com apelos à educação, bons modos e respeito. Vocês precisam merecer o meu respeito para recebe-lo! Títulos não me obrigam a admira-los e respeita-los, títulos me dizem que vocês adoram brincar de líderes. Sente-se e veja um verdadeiro líder assumir essa vergonhosa cerimônia.

    Enfim, Lorde Lotharius se levanta. Ao contrário de todos, ele estava calmo e com um simples levantar de mãos, empurrou Gustav contra a cadeira de Réu. Ele olhava para você, com uma enorme simpatia nos olhos, grato por tudo que você havia dito e feito até aquele momento e aguardou calmamente que você fosse capaz de se movimentar, e finalmente se sentar. Enquanto isso o Príncipe de Berlim se esforçava para se levantar e não conseguia sequer mover os dedos. Com uma enorme paciência o ancião Tremere diz diretamente para o jovem neófito que estava no palco naquele instante.

    -Ulrich, sente-se. E a todos os demais, sentem-se. Já vimos o suficiente e já ouvimos mais do que deveríamos. Todos aqui viram precisamente o que é Gustav, o que ele representa e como ele comanda. Eu tenho apenas uma pergunta, criança Ventrue chamada Gustav. Quem lhe deu o direito de executar a minha prole? E qual é a razão que me impede de destruir você nesse exato momento? Seus aliados?!

    Lotharius olha para a bancada de acusação e em questão de segundos todos eles eram levantados ao ar, como marionetes incapazes de reagir a feitiçaria que aquele homem possuía em seu sangue. O Tremere matusalém então finaliza o próprio argumento.

    -Você acredita ser poderoso, você acredita ser intocável. Aos meus olhos, vocês são pequenas crianças a se deliciar com sonhos de grandeza. O Clã Tremere é poderoso o suficiente para Amaldiçoar um Clã inteiro, eu estava presente na convenção dos espinhos, eu assinei o acordo junto com meus Senhores. E me pergunto, onde você estava naquela noite? Não mencione e não convoque memórias mais antigas que você, pequena criança, é vergonhoso! Berlim deveria se envergonhar por temer uma criança mimada.

    Julia Antasia e Arn com bastante esforço se livram dos feitiços de Lotharius e prontamente correm em direção a Gustav. Pois o Ancião estava prestes a entrar em Frenesi. Ele urrava em ódio e ameaçava correr em direção à Lotharius. Stalest Coursain então começava a pedir por ordem. Repetidas vezes.


    Última edição por Danto em 23/7/2016, 13:50, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 22/7/2016, 10:41

    Os olhos de Ulrich se arregalavam de puro pavor, pela segunda vez estava na frente de um ancião em fúria, um grito sem som vinha em sua garganta, seu braço direito tremia de forma involuntária, como se estivesse tentando se levantar e se defender das palavras ditas, suas pernas não se moviam, mesmo ele desejando com todas as forças dar um único passo para trás.

    " Ele vai matar a todos nós, vai matar...não existe julgamento para esse Demônio! Maldito ancião, maldito, se eu tivesse mais poder, se tivesse me esforçado mais cedo...toda vez fico imóvel vendo o mundo desmoronar a minha volta sem fazer nada, apenas palavras, é só isso que consigo lançar para quem é mais velho que eu, não existe equilíbrio, não existe comparação, esse filho da puta vai fazer o que deseja aqui e novamente vou ficar apenas olhando...MERDA!MERDA!MERDA!"

    Só que ao perceber que Lotharius havia se levantado e empurrado Gustav, o jovem cainita levou a mão ao pescoço como estivesse se esforçando para respirar, ele balançou para o lado esquerdo e apoiou as mãos nos joelhos tentando se recompor. Quando a voz se Lorde Lotharius foi lançada Ulrich procurou com a mão a cadeira e se sentou de maneira pesada. Sua demonstrava-se cansada e abatida, sua respiração era falhada como se acabara de correr por quilômetro, sentia como se sua boca estivesse completamente seca.

    " Lotharius...mate ele meu senhor! Acabe com esse maldito de uma vez por todas!"

    - E se esse nem for o verdadeiro Gustav...de que adiantaria, naquela noite, não era ele Vossa Reverendíssima, Magnus também conseguiu parar o Falso Gustav, e ele era igual a esse em nossa frente meu Lorde!

    A frase de Ulrich era baixa só que audível para Lotharius, o cansaço e esforço que o mesmo fazia para poder citar uma frase era notória.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 23/7/2016, 16:15

    -Esse em nossa frente é sim o Verdadeiro Gustav. Não restam dúvidas de que ele é, certamente ele não foi o verdadeiro pro vários anos, o vitae dele se mostra instável devido à um despertar recente. Com maior análise poderia compreender exatamente a quanto tempo ele está desperto e quanto tempo ele dormiu, mas nesse instante, isso é tudo irrelevante.

    Murmurrou Lotharius para que apenas você fosse capaz de ouvir essas palavras. A voz de Stalest Coursain ecoa novamente pelo Teatro, exigindo por ordem, a Juiza Relatora encontrava enormes dificuldades para controlar Gustav e seus aliados. Julia Antasia, Príncipe de Frankfurt finalmente elevava a voz enquanto Arn impedia Gustava de marchar em direção a Lotharius.

    -Ouço demandas por ordem, que ordem você deseja senhora Coursain? A ordem imposta por vocês altos membros da Camarilla que jamais olharam ou pisaram na Alemanha após a Convenção dos Espinhos?! Meu Senhor ergueu toda essa região após a queda do Sacro Império Romano, sem receber uma úncia ajuda de vocês. Os olhos de vocês estavam concentrados nas Ilhas Britânicas, no Novo Mundo. Digam-me, onde vocês estavam quando os Franceses marcharam contra toda Alemanha e trouxeram consigo vários cainitas? Onde estava o Circulo Interno quando esses invasores cainitas saqueavam nossas cidades, nosso ouro, nossos filhos e filhas?! Os Senhores sentam em suas altas cadeiras e condenam nossos membros à morte, onde estão as provas de todas as acusações, as testemunhas? Eu recomendo que os Senhores declarem esse conclave por encerrado e voltem a olhar para seus domínios.

    E a resposta veio da tribuna dos Juizes, você conseguia ver durante toda a fala da anciã, que Lucinde fechava os punhos e se indignava profundamente com tudo que era dito, até que a própria se colocava de pé e em plenos pulmões, rebatia com extremo vigor tudo que havia sido levantado pelos Príncipes aliados de Gustav. Os aliados de Gustav eram calmamente depositados em suas cadeiras pelo poder mental de Lotharius, o ancião demonstrava naquele instante um enorme respeito pela palavra de um Justicar.


    -Me surpreender ver até onde a megalomania dos Senhores chega. Ao se colocarem acima do Circulo Interno, acima dos Justicares, onde os senhores pretendem chegar? Elevam a Segunda e a Quinta Tradição a extrema incoerência, aplicam a Sexa Tradição a bel prazer. Príncipe Gustav destruiu um Justicar e vocês, Príncipes, executaram no total doze arcontes que tentaram capturar Gustav para um julgamento pelo crime cometido. Assumam suas responsabilidades e de joelhos aceitem o julgamento dessa noite, ou eu mesma irei iniciar uma Caçada de Sangue contra TODOS vocês!
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 23/7/2016, 17:48

    Ulrich olhou para Vossa excentricidade Lotharius com uma expressão de felicidade no olhar, naquele momento entendia o quanto aquele membro era de suma importância para a Capela, ele se demonstrava calmo em todo momento. Diferente do que o jovem passava ali, ter esse tipo de contato com tantos anciões assim e naquelas circunstancias fazia com que todo seu corpo desejasse recuar sem poder.

    " Vocês sempre se opuseram contra o circulo interno, e ainda desejava ajuda do mesmo. Deveriam ter vergonha de se intitularem príncipes, todos eles são falsos reis e rainhas, criados em um mar de arrogância e tirania, se eu pudesse...se eu pudesse...eu expurgaria seus corpos e torturaria suas almas por toda a eternidade!"

    O crack de sua mão soou quando o mesmo ouvia as palavras de Antasia, os olhos do jovem Tremere começavam a transbordar em ódio, para todos da bancada de defesa de Gustav, os argumentos eram de um egocentrismo absurdo, como se todos ali soubessem o que os cainitas de Berlim sentissem.

    Só que ao se virar para Lucinde sua expressão mudava, o jovem ficou de maneira mais reta na cadeira com um pouco de dificuldade e sorriu quando a mesma falou. Ele respirou fundo e falou em direção a bancada de defesa de Gustav, necessitava daquilo. Sua voz soou firme e alta.

    - Vossas Altezas, vocês falam como se todos os membros fossem inferiores a vocês, desrespeitam o Circulo Interno e assim toda a hierarquia que com ela vem. Se julgam tão merecedores dessas terras apenas por terem vivido mais que outros aqui. Eu também vivi aqui, sangrei nesta terra, tive minha mãe e irmã mortas por um joguete de poder de vocês. Vocês se exaltam contra nossos argumentos, nós ameaçam quando são colocados diante da verdade que não querem assumir. Meus olhos emanam medo dos antigos, pois não há comparação diante de tal poder perante á uma criança como eu, só que eu digo por todos os que são jovens como eu, temos medo de vocês, por desnutrirem nossos laços, por separarem nossos corações e implantar um ódio imaginário.E se todos os neófitos e jovens que lutaram até aqui é porque suas tentativas de nós derrubar não foram suficientes.E peço que demonstrem mais respeito por NOSSA seita!
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 23/7/2016, 21:11

    OFF: Teste de Carisma + Liderança ( que não tenho ) + 2 de força de vontade 5/7= 3 d10 diff GOD
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Dados em 23/7/2016, 21:11

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 1, 7
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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Danto em 23/7/2016, 23:48

    A cada palavra que saia de sua boca, você sentia ainda mais o peso dos olhares sobre você. A presença ameaçadora dos três Príncipes de pé a poucos metros lhe causava um terror inexplicável, irracional e humilhante. Sua intenção era a de manter a firmeza nas palavras, de causar um grande impacto. Mas sua confiança lhe traia, suas palavras tremiam e soavam receosas. O sangue começava a brotar da sua testa como um suor nervoso. Ao final da sua fala, um enorme silêncio se expande por todo o teatro, suas palavras não possuíam nenhum significado além do medo e ilustravam exatamente o quão pequenos eram todos os ali presentes se comparados à Gustav.
    As suas palavras haviam causado um efeito contrário, como representante da acusação você acabava por fortificar ainda mais o próprio Gustav e seus aliados ao comprovar o quão inferiores eram a acusação.
    Frustrado e aterrorizado, você se sente na obrigação de desviar os olhos de Gustav. Seus olhos procuravam por refúgio, mas só encontravam faces aterrorizadas e paralisadas. Uma das maiores dores foi ver Diana boquiaberta, levar as mãos a face em uma reação de vergonha. O Príncipe de Berlim se erguia e no mesmo instante que ele o fazia, quase setenta porcento dos presentes se colocavam de joelhos, eles haviam aceitado a derrota. Os únicos dois clãs que não demonstravam nenhum membro de joelhos eram os Toreador e os Tremere.

    -Um neófito criado sem a minha autorização eleva a voz para gritar como uma criança, gritar palavras de respeito à Camarilla. Me digam, quantas cidades da Alemanha estão hoje sobre o controle do Sabá? A resposta é nenhuma. Os ratos existem em todos grandes centros, mas nenhum rato governa nessa pátria! Em mais de trezentos anos não houve um só caso de quebra de mascara, nenhum membro da Camarilla foi preso sob a acusação de amaranto. Enquanto a Camarilla da América cai pelas mãos dos inimigos, enquanto o estado espanhol se ajoelha ao Cardeal de Madrid, A Camarilla Alemã prevalece.

    E automaticamente após sua fala, alguns neófitos começam a gritar o nome de Gustav. Outros entonavam o título de "Kaiser". As suas palavras haviam alimentado o medo e nada deixava o Príncipe mais poderoso do que o medo de seus súditos. A vergonha invadia o teu intimo, sua besta se debatia em agonia em seu interior, o descontrole devido a tamanha falha começava a lhe devorar.

    Off: -1 Ponto de Força de Vontade. Atual: 4/7. Qualquer ação, palavra ou tentativa de agir contra Gustav e seus aliados precisa ser antecedida por um sucesso no teste de Força de Vontade atual, dificuldade 9. Sua besta está latente, todos os teste de controle serão penalizados.
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    Miac

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    Re: Ato XV - Narrativa de Ulrich: O Conclave

    Mensagem por Miac em 24/7/2016, 00:36

    Ulrich era o centro de tudo novamente, mesmo ele não desejando aquilo de verdade, queria acertar as coisas e acabou por destruir tudo. Mais uma vez ele via que tinha estragado as coisas para ele e para todos aqueles que olhavam com medo para o palco. A vergonha era tanta que ele se sentava na cadeira que estava atrás dele de maneira pesada.

    " Novamente eu estrago tudo...por que eu tenho esse maldito Dom de fuder com tudo a minha volta, por que não sou como os outros do meu clã? A racionalidade lógica e maneiras de falar são mil vezes melhor que a minha, tudo que sei fazer é destruir e me ferir..."

    Seus olhos vagavam pelo teatro lentamente, a melancolia em seus olhos era passada, só que ele nunca demonstrou empatia para o que os demais pensavam dele, sempre fez isso em vida e também na não vida até algumas noites passadas, só que ao ver a reação de Diana, era como se não ouve-se um palco ali, apenas um lugar escuro com dois pontos de luz, ele e Diana, só que o medo fazia Diana sumir.

    Naquele momento ele não apenas havia se humilhado diante da Camarilla, não apenas havia envergonhado sua Senhora e todos os Tremeres que ele aprendeu a respeitar e considerar irmãos de verdade, ele havia ferido profundamente a esperança da mulher que lhe mostrou uma vez que ele poderia ser melhor. Suas mãos limpavam o suor de sua testa e ele viu suas mãos de sangue, elas tremiam, tinha raiva de si, não ela, nunca ela. Mas ele o fez.

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:57