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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

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    Danto
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    Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 15/7/2016, 02:08

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite




    A porta se abre e seus olhos são surpreendidos por uma música instrumental exótica e um camarim extremamente luxoso que lembrava vagamente o camarim que Eva possuía no cabaret favorito em Paris. Mas seus olhos se encantavam com a incomparável beleza da loira francesa, ela estava a usar apenas uma camisola de seda vermelha, com os cabelos molhados ela parecia ter acabado de sair do banho e vestiu-se as presas para abrir a porta. Sorrindo a sua amada se aproxima, beijando-lhe rapidamente os lábios e segurando uma das suas mãos para puxa-la para dentro do camarim rapidamente e logo em seguida, fechando a porta ela diz.

    -Me diga, o quão magnífico não é esse camarim? Foi uma ideia de Steef. Ele tem um bom gosto perverso! Adorei o homem, acho que vou fazer mais visitas a casa de horrores!

    Ela parecia extremamente contente com a própria apresentação e certamente não havia ficado para ver a dança magnífica apresentada por Lunnah. Pois se ela soubesse que a grande atenção da noite havia sido a neófita, a fúria seria inevitável. A loira caminhava até a namoradeira e se sentava por alguns instantes.

    -Então, me diga, o que está achando do Festim até agora? Ouvi o comunicado do Sebastian, quase saí correndo para abraça-lo, ele tem sem dúvidas o sotaque mais sensual que eu já ouvi. Apesar dele ter várias gangrenas pelo corpo né...


    Enquanto falava, você sentia algo de diferente em sua amada. Alguma mudança havia ocorrido e não eram os seus olhos naturais que eram capazes de notar aquela diferença, seu sexto sentido parecia lhe alertar que algo realmente maligno havia se enraizado na aura de Evangeline. Era uma terrível sensação semelhante a noite em que o ritual de passagem foi realizado em Madrid, pelas mãos do ainda desconhecido Edgard. As chamas vis, verdes e caóticas. Era exatamente isso que lhe fazia levantar a guarda, o caos que emanava de Evangeline. Ela havia ascendido na própria trilha do pecado.
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    Jess

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 15/7/2016, 13:47

    A música exótica ou até mesmo a nova decoração pareciam ser belos aos olhos de Pietra, Eva pelo contrario desfilava uma beleza natural como sempre, a mesma beleza que encantara profundamente a italiana.

    O singelo beijo juntamente com o ser puxada, fez com que um sorriso tomasse os lábios e Pietra, ainda perdida em meio a exuberante decoração a cainita procurou um lugar onde pudesse se sentar.

    Dobrando uma das pernas por dentro do vestido e sentando-se por cima desta Pietra ficou por alguns instantes apenas observando Evangeline, seus olhos castanhos notavam as mudanças sutis que haviam acontecido com sua companheira, mudanças que deixavam mais do que claro que a aprendiz havia superado o mestre.

    " Eva... Como você conseguiu superar Edgard bem de baixo dos meus olhos?! Como?!"

    Sorrindo com as palavras de Eva a cainita se curvando para frente observando unicamente sua companheira.

    - Ainda bem que você não o agarrou... Eu levaria um puxão de orelhas de Sebastian por não saber te educar... E sinceramente isso não seria nada divertido... Pelo menos não para mim... Quanto ao Festim... Tudo esta esplendido.... Estavas magnifica em sua apresentação bella... Embora eu não goste do modo como aqueles espíritos tenham sido usados... Acredito que eles tenham causado a impressão desejada...

    " Do que adiantaria eu reclamar... Mesmo em nome da arte, existem limites que não devem ser ultrapassados... Eva nunca os escutou, não seria agora eu os escutaria..."

    O ar pensativo que tomava o semblante de Pietra desapareceu quando esta se levantou, andando até Evangeline a cainita abraçou a companheira pelas costas deixando que sua face fosse tomada pelos cabelos ainda molhados da loira.

    - Mia amatta... Estavas bela é isso que importa... Desculpa se isso me incomoda, sei que não deveria... De todo o modo fico feliz que começaste a ser bem recebida por Steef e sua familia...

    Emergindo do mar dourado dos cabelos de Eva, Pietra beijou sua cabeça para então ajuda-la a se aprontar.

    - Eva, depois do festim quando tudo estiver mais calmo... Pretendo abraçar Lorenz... Ele já começa a sentir as transformações e não pretendo me desfazer dele... O Festim não teria acontecido sem ele... Sei que gosta dele então achei que seria bom lhe avisar, alem do mais não pretendo entrega-lo a Espada... Não sem antes lhe instruir...
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    Danto
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 03:24

    Eva ouvia todas as suas palavras mas não permanecia sentada após o beijo que receberá, ela prontamente se levantava e buscava um vestido púrpura belíssimo e extremamente leve, com uma enorme abertura para uma das pernas. Você prontamente reconhecia aquele corte, aquela costura especial, era mais uma das magníficas obras de Lorenz. Entregando o vestido para você, ela tira a camisola, ficando nua a sua frente e exibindo a imortalizada beleza estonteante que causava fervor nos corações de todos os seres existentes na face da terra. Em seguida, ela espera pela sua ajuda para vesti-lo e enquanto você o fazia, ela responde.

    -Oh, mon amour... Não se sinta no dever de pedir desculpas, não para mim, jamais para mim. Eu entendo profundamente as nossas diferenças, entendo perfeitamente que você não é uma alma obscura e perversa, és um anjo enviado por Deus para me provar que não existe apenas o mal dentro de nós! Eu me sinto maior após a apresentação e você provavelmente sentiu uma repulsa enorme, é inevitável mon amour. É simplesmente e tragicamente inevitável! Eu queria, eu desejei e eu tentei ser perfeita para os teus olhos, mas o amor não é perfeito. Perfeito é como eu gosto de definir os vestidos de Lorenz, as suas esculturas, minhas danças. Entende o que eu digo? Por favor, diga que sim...

    Ela faz uma pequena pausa para terminar de se vestir e se vira, segurando as suas mãos com uma intensidade quase desesperadora, era raro ver Evangeline em uma posição tão frágil. Ela forçava um sorriso para disfarçar a situação e prontamente comentava sobre um ponto feliz em comum entre vocês duas nessa difícil conversa.

    -Fará então de Lorenz a tua primeira prole? Eu não poderia ficar mais feliz! Demorei para gostar desse alemão e seu perfeccionismo irritante. Mas posso dizer que hoje eu não sobreviveria sem ele. Espero que ele te faça ainda mais completa, que ele floresça em você um afeto que eu jamais poderia fazer. Agora, vamos retornar ao Festim certo?
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    Jess

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 19/7/2016, 14:17

    Os movimentos de Eva lembravam Pietra da eterna musica com a qual a seria dançava, era justamente aquela dança que encantara a italiana nas primeiras noites, e continuava fazendo até as noites atuais.

    " No meio de sua musica ela achou um espaço para minha pessoa... No meio da minha arte criei um refugio para ela..."

    O vestido feito cuidadosamente por Lorenz para Evangeline fez com que a cainita sorrisse, as palavras de sua amada porem lhe chamaram a atenção, um sorriso sincero e suave nasceu nos lábios de Pietra quando esta segurou as mãos de Evangeline.

    - Mia bella... Se fossemos iguais nunca teríamos ficado juntas... Nunca teríamos passado do ódio para a paixão... Não quero que sejas perfeita, nunca quis, porque eu adoro cada gesto seu... Eu simplesmente a adoro mia bella... Também não posso ser perfeita a seus olhos... Não o quero... Porque se nos aceitamos com nossas falhas nosso laço se cria sem mentiras... Não quero mentiras entre nós... Se sou um anjo tu és meu demônio... Se tu um demônio então eu sou seu anjo... Completamos uma a outra...

    Beijando as mãos que segurava Pietra se esforçou para segurar as lagrimas que começavam a se formar em seus olhos, vendo a grandiosa Eva abaixar sua guarda a cainita sentiu seu coração se acalmar, se houvesse algum rastro de descontento por conta da apresentação Eva o havia sanado por completo.

    - Demoraste a gostar de Lorenz?! Lembro-me bem de seus inúmeros pedidos e o esforço dele para agrada-la... Mas ele a amou desde o primeiro momento que a viu... O amor é devera estranho... Fico feliz que entendas minha escolha... Entenda mia bella... O afeto que sinto por você é único...

    Estendendo o braço para guiar Evangeline, a italiana se pôs nas pontas do pé para beijar suavemente os lábios de sua amada.

    - Vamos... Seria imperdoável nos atrasarmos...
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 20:05

    Levando uma mão a sua face, Evangeline tocava suavemente a sua maçã do rosto em um tentativa simbólica de "segurar as suas lágrimas". Algo que ela fazia dês dos primórdios do contato entre vocês, era uma mensagem simples, um pedido encarecido para que o choro fosse evitado naquele instante. E a frase de efeito vinha como o esperado.

    -Não chores, eu sei. Eu sinto. Somos para sempre nós duas.

    Sorrindo a loira entrelaçou o braço junto ao seu e assim vocês duas saiam do camarim, para encontrar um corredor quase vazio, as pessoas já estavam se encaminhando diretamente para o salão principal da galeria. Mas seus olhos se assustaram a ver a imagem de Lorenz, o carniçal estava desesperado. Com os olhos esbugalhados e uma expressão apavorada ele corre ao ver você e Evangeline, se aproximando rapidamente.

    -No clube! Venham ao clube agora mesmo! Vocês não vão acreditar, meu deus! Pietra, Eva! Pelo amor de Deus venham ao clube AGORA! O Príncipe de Berlim está exigindo a presença de Artur! Eu não posso levar isso ao público, seria uma carnificina! Que Deus tenha piedade de nossas almas, o que está acontecendo nessa cidade? Eu não sei o que fazer minha Senhora! Albert está lá com ele na boate, o Senescal também está com o Príncipe e eles querem falar com o Arcebispo e com a Senhora! Agora!

    Evangeline para imediatamente ao ver a reação de Lorenz, escutando aquelas palavras a loira leva a mão livre até a boca e em meio ao choque, ela pergunta em uma voz fragilizada.

    -Qual príncipe Lorenz, qual príncipe?!

    Lorenz então responde, o homem estava a beira de um colapso nervoso.

    -Wilhelm!
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 19/7/2016, 20:31

    O sinal tão conhecido entre as duas fez com que um sorriso meigo surgisse em seus lábios, usando um lenço de papel para enxugar suas lagrimas Pietra se voltou para Evangeline já recomposta.

    - Sem lagrimas nesta noite... Eu prometo...

    Com os braços entrelaçados a cainita seguiu juntamente com Eva para o corredor, ainda sorrindo Pietra encarou com curiosidade a face de Lorenz, o estado do carniçal alertava que algo não estava bem.

    Um frio intenso percorreu toda a espinha de Pietra com as palavras de Lorenz, mesmo o nome dito por este não chegou a diminuir a tensão que se apossava do corpo da cainita.

    " Pelos céus... Oque eles vieram fazer aqui?! Em meio a um festim..."

    Balançando a cabeça Pietra respirou fundo antes de começar a agir, segurando Lorenz pelos ombros a voz da italiana deixava claro que não receberia bem o descontrole de seu leal serviçal.

    - Lorenz! Acalme-se agora... Preciso de você calmo... Eva, vá até Rebekka e faça com que Sebastian atrase o próximo ritual... Lorenz vá atras de Artur e diga o que aconteceu... Eu vou recebe-los no escritório da Boate... Se alguém da Espada ver isso sera um caos... Eva deixe Rebekka a postos e se puder Rahel também... Não quero que Elizabeth se intrometa...

    Soltando Lorenz, Pietra segurou as anáguas de seu vestido esperando que suas ordens fossem cumpridas, olhando de relance para Eva esta respirou fundo antes de seguir em direção a Boate.

    " Porque eles estão aqui?! Um Conclave acontece hoje e eles estão aqui..."
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 19/7/2016, 20:56

    Evangeline reage com irritação a toda a situação, levantando os braços ela diz de maneira ríspida.

    -Pro inferno com tudo isso, eu odeio profundamente esses amaldiçoados da Camarilla! Como podem? Em uma noite tão sagrada para nós? Eu por mim contaria tudo a Elizabeth e a Espada mataria os dois essa noite! Mas...mas... eu acho que você tem razão, eu vou lá falar com eles e nós iremos atrasar o ritual. Quem sabe até proponho algum jogo para a distração da massa...

    Ela então prontamente corre em direção ao salão da Galeria, já Lorenz, parecia realmente apavorado com toda a situação, demorando muito mais que o habitual o homem respira fundo em uma tentativa falha de se acalmar.

    -Certo, desculpe-me. Perdoe-me. Eu... Acho que vou infartar...

    Ele força uma respiração mais controlada, demonstrando um sorriso nervoso no final da frase, ele balança a cabeça positivamente demonstrando que havia compreendido a ordem que havia sido dada.

    -Irei ao encontro de Artur. Minha Senhora, por favor, tome cuidado. Eles já estão no escritório da Boate a sua espera...

    O carniçal então caminha rapidamente pelos corredores em busca de Artur. Deixando-a sozinha com a missão mais complicada de toda a sua não-vida, seria a primeira vez que você trocaria olhares com o Príncipe de Berlim Ocidental. Haviam vários rumores sobre o mesmo, Artur até chegou a comentar alguma coisa ou outra sobre uma possível personalidade justa do mesmo. Mas rumores não eram o suficiente, além disso, o Senhor de Artur estaria junto com o Príncipe e o punho dele era incrivelmente poderoso.
    Seus pés se movem rapidamente e cautelosamente pelos corredores do seus domínios, chegar até a galeria sem ser notada foi extremamente fácil, assim como abrir a porta de acesso lateral, atravessar a pista de dança vazia e escura. Mas abrir a porta do escritório foi algo bem complicado, era como se a porta pesasse toneladas e rangesse muito alto.

    Escritório da Boate:

    O ambiente era inteiramente decorado com móveis de origem italiana, uma mordomia recém adquirida por Evangeline, sentado em uma das cadeiras estava o enorme homem que você já havia tido o desprazer de conhecer: Peter Kleist. Esse homem vestia um terno de cor azul escura, no chão próximo aos pés havia uma caixa de madeira onde certamente estava guardada alguma arma enorme. De pé, observando a arte da sala, estava um homem de um pouco mais de um metro e oitenta, cabelos loiros e olhos verdes. Uma belíssima aparência para um Ventrue, uma expressão calma e simpática que causava até um certo espanto por causa da situação. Vestindo um terno preto simples, com um abotoadores do clã Ventrue na camisa social branca, o homem se apresenta.

    -Wilhelm Waldburg. Você deve ser a Senhora Pietra Rafaldini correto?
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    Jess

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 19/7/2016, 22:03

    Pietra fechou o cenho ao ouvir a pequena explosão de Evangeline, os olhos da cainita percorreram ao seu redor para garantir que ninguém mais teria escutado aquela conversa. Vendo que Eva por fim concordava com suas palavras Pietra assentiu com um leve aceno.

    Ainda do lado de Lorenz a cainita tentou sorrir mesmo que forçadamente, tocando com suavidade no braço deste Pietra esperou por tempo suficiente para que Lorenz se recuperasse.

    - Nem pense em infartar... Eu preciso de você bem... Tome cuidado para que só Artur o escute meu querido... E me deseje sorte porque vou precisar...

    Sem esperar pela resposta do mesmo Pietra se pôs a caminho do Maleficie, conhecer cada corredor da boate e galeria ajudou a cainita a não encontrar ou cruzar com ninguém, mas isso não ajudou a própria cainita para o que deveria fazer.

    " Ok... Eles não seriam loucos a esse ponto sem um bom motivo... Ninguém seria... Assim eu espero..."

    Forçando seu corpo a entrar no escritório Pietra sentiu a pressão aumentar sobre seus ombros e corpo, até mesmo empurrar a porta lhe pareceu uma tarefa difícil, porem encarar os dois membros da Torre Ocidental fez com que a cainita respirasse fundo.

    Ainda segurando as anáguas Pietra adentrou o escritório ricamente decorado de Eva, a presença de Peter fazia com que a cainita se mantivesse em alerta, saber sobre o poder de sua força sanguínea assim como já ter sentido o peso de sua mão era algo que Pietra não gostaria questionar.

    Um ar surpreso tomou a face da cainita quando seus olhos se voltaram para a figura de Wilhelm, os olhos acastanhados da Toreadora o estudaram com cuidado e interesse.

    " Mesmo sem ter sido oficializado... Sou um Bispo da Espada agora... A Espada vem antes de meus interesses... Por isso devo fazer o que for necessário para o bem da Espada..."

    Engolindo qualquer desprazer que pudesse ter Pietra sorriu, seu corpo esguio fez um leve porem educada mensura para ambos os cainitas ali presentes, erguendo-se novamente Pietra alisou a anágua de seu vestido.

    - Estás mais do que certo Wilhelm Waldburg... Pietra Rafaldini a seu dispor...

    Encostando com cuidado a porta do escritório a cainita gesticulou de leve para uma das poltronas ali presentes, era um convite a se sentarem para conversar.

    - Peço desculpas pela demora... Mas tive que tomar cuidado para que a presença de vocês aqui não alertasse mais ninguém... Também peço desculpas por não lhes oferecer algo para a sede... Sei bem sobre as limitações dos pertencentes ao clã regente e realmente não gostaria de lhe causar algum infortúnio quanto a isso. Acredito que Artur logo estará presente para esta pequena e inesperada reunião...

    Voltando seus olhos para Peter, a cainita se esforçou para não endurecer a face ou demonstrar os sentimentos avessos que sentia, sorrindo de forma educada esta ainda fez uma pequena mensura ao comentar.

    - As palavras dirigidas a sua pessoa no incidente dentro do Barão Vermelho, seriam as palavras que usaria para aquele que me criou... Peço desculpas por te-lo usado como escape de minha frustração...
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 00:12

    Carisma + Empatia = 10d10
    Percepção + Empatia = 9d10
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Dados em 20/7/2016, 00:12

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 1, 4, 4, 6, 7, 10, 1, 9, 5, 10

    --------------------------------

    #2 'D10' : 4, 8, 3, 10, 3, 10, 3, 7, 3
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    Danto
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 00:52

    O primeiro a responder foi o gigantesco Peter, com a voz rouca que você se lembrava muito bem, o antigo Ventrue responde .

    -Nos encontramos como membros da Camarilla e do Sabá, inimigos naturais em um território hostil. Mas o meu descontrole será em breve explicado, compreendo que o teu passado tenha sido infortúnio, não é uma exclusividade as proles de Gustav passaram por situações tão terríveis quanto. Mas eu entendo que a minha presença cause inseguranças, dessa forma eu prefiro aguardar do lado de fora da sala. É de qualquer forma uma conversa particular e compreendo isso perfeitamente, deixo a ti a minha resposta final. Aceito as suas desculpas e ofereço as minhas pela agressão.

    Peter então se levanta e pega do chão a maleta de madeira que carregava consigo, retirando-se da sala. Wilhelm até então em silêncio caminha vagarosamente até a cadeira que você havia apontado. Seus olhos percorriam a imagem do Príncipe dos Justos e eram atraídos com uma verdadeira sinfonia de sensações. Primeiramente, era possível notar que a qualidade do terno do Ventrue era simples, comprado as pressas para uma ocasião urgente. Os olhos verdes eram profundos, cheios de convicção e segurança, uma convicção tão inabalável que transmitia uma aura de liderança natural. Ele retirava a mão esquerda do bolso, propositalmente para você ser capaz de notar aglomerações de terra abaixo das unhas, um sinal claro de que ele havia entrado em luta recentemente ou talvez despertado de um torpor forçado. O par de abotoadoras eram brasões do clã ventrue em ouro puro, joias como essas não eram mais produzidas a mais de duzentos anos, devido as imperfeições naturais da tecnologia de convecção de ouro de séculos atrás. Os cabelos estavam perfeitamente penteados e a barba claramente aparada, isso demonstrava um cuidado acima da média com a própria aparência. Já que era comum notar imperfeições nas barbas dos cainitas devido as circunstancias de seus abraços. Sentando-se na cadeira, o Príncipe Ocidental respirou. Demonstrando uma humanidade latente raríssima entre os antigos, agora com o mesmo mais próximo você era capaz de perceber uma coloração saudável da pele do homem, um termo chamado pelo clã das rosas de "blasé", os cainitas que perpetuavam o tom natural de pele após o abraço. Uma verdadeira raridade muito aclamada pelo clã das rosas.Levando as mãos até os botões do terno, o Príncipe demonstrava um pequeno nervosismo, aos poucos a imagem dele se apresentava cada vez mais suave, o grande impacto sumia gradativamente graças ao diálogo sem palavras que o mesmo fazia questão de realizar antes mesmo de se pronunciar.
    Mas o silêncio precisava ser quebrado, sem mais delongas o príncipe de Berlim Ocidental diz.

    -Eu tenho escutado muitos rumores sobre a sua pessoa, pequenas ações, grandes exibições e a construção de uma célula resistente do Sabá no lado Oriental de Berlim. Mas acredito que seja essa a primeira vez que nos encontramos pessoalmente correto!? Tive apenas a infeliz oportunidade de conhecer alguns membros da sua linhagem anos atrás devido as minhas alianças com a corte de Paris. Entretanto, acredito que essa não é conversa que faça alguns sentido nesse momento, peço perdão por interromper as festividades aqui realizadas essa noite. Eu realmente não tinha nenhum conhecimento, mas urgências me fazem adentrar o território daqueles que juraram destruir tudo que eu represento e acredito. O assunto que me trás até as portas do Sabá é complexo, diz respeito a minha linhagem e aos primórdios de Berlim. Quando Peter encontrou com vocês no Barão Vermelho ele se surpreendeu com o que viu, em frente aos seus olhos, havia um homem que ele acreditava que jamais veria. Esse homem atende pelo nome de Artur Scholl, mas nós o conhecemos por Friedrich von Köln, terceira prole de Gustav Breidenstein. Eu acredito sinceramente que ele tenha sido condicionado a esquecer quem fora, mas é algo que preciso ver com meus próprios olhos. Peço que entenda, a Camarilla de Berlim está nesse exato momento em um Conclave de Execução, uma verdadeira Tribuna foi construída para julgar todos. Não é algo que afeta vocês como Seita, é na realidade um trunfo para vocês considerando que vários membro da Camarilla podem ser executados. Entretanto, eu sei que Gustav possui forças para subjugar o Conclave e isso faria dele novamente o Imperador de Berlim... Anteriormente, Gustav esteve sob o controle dos Brujah mas o laço de sangue foi rompido por alguma interferência sobrenatural. Temo que sem a presença de Frederich e sem a presença do Sabá, nós teremos que fugir dos Punhos de Gustav e seus aliados.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 11:43

    Ainda de pé Pietra assentiu com leveza perante as palavras de Peter, um sorriso educado foi dado em direção ao Ventrue.

    - Agradeço pela consideração, considere suas desculpas aceitas mesmo que ainda estejamos em lados opostos...

    Sentando-se para conversar com mais calma Pietra respirou mais relaxada, seus olhos estudavam a figura do Príncipe com curiosidade, aquele era um encontro que dificilmente seria possível em condições normais, porem mesmo assim estava acontecendo.

    " Temos aqui uma raridade... Em muitos aspectos... Agora posso entender o porque de Wilhelm ter tanto sucesso no lado Ocidental... Ele tem um ar natural de liderança e de certa forma chega a ser encantador..."

    Sobrepondo o sorriso educado da cainita um ar relaxado tomou conta de Pietra, recostando-se na poltrona em que sentava a cainita retirou o colar de pedras que carregava depositando-o em seu colo, o semblante sério e atento era um convite para que o Ventrue se pronunciasse.

    As palavras e a longa explicação deste fez com que Pietra cruzasse as pernas enquanto fechava os olhos, havia uma briga interna dentro da Toreadora, mesmo sem querer ver a cainita sabia que o que Wilhelm falava era verdade, o corpo e postura do mesmo o diziam.

    Levou algum tempo para que Pietra abrisse novamente os olhos, o sorriso já havia se apagado deixando no lugar um vazio de expressão.

    - Quando adentrei neste escritório sabendo que teria que conversar com Peter e você, fiz um juramento de que colocaria o bem da Espada acima de meus desejos... Na verdade eu o venho fazendo por mais tempo do que realmente percebo... E agora desejaria não ter feito esta jura...

    Respirando fundo Pietra chegou a morder os lábios antes de colocar o colar apoiado no encosto da poltrona, sentando-se mais a beira do assento a cainita gesticulou um pedido de calma enquanto gentilmente puxava a mão do Ventrue para mais perto.

    - Sim, esta é a primeira vez que nos encontramos pessoalmente... Também ouvi falar de você... Um líder exemplar para os mais jovens... Não tenho certeza do que você possa ter ouvido dos outros de minha linhagem... Paris não me fez bem e eu era jovem... Jovem demais e não me importava com a politicagem que acontecia a minhas costas...

    Enquanto falava a cainita avaliava a mão do Príncipe, atestando cada imperfeição, detalhe e calo possível, por fim em um gesto natural Pietra começou a limpar as unhas do mesmo, usando suas próprias para a tarefa a cainita sorriu com leveza, em contraste suas unhas limpas e curtas não pareciam nada com o estado em que elas normalmente se encontravam, sempre sujas com a tinta que usava.

    - Infelizmente não pude mais me manter distante da politica... Um terror para um artista... Sei que falas a verdade, cada músculo do seu corpo e gesto me indica isso... E embora eu queria refutar a verdade sei que se não fizermos nada o trabalho e sacrifício que tive ao lado de Artur para erguer esta Espada serão jogados ao vento... Não darão frutos e eu sentirei novamente a desgraça bater em minha porta...

    Buscando os olhos de Wilhelm enquanto falava Pietra respirava mesmo sem se dar conta ou querer faze-lo.

    - Então lhe peço que me explique como Frederich poderia ajudar a frear Gustav... Porque a imagem imaculada de Artur para mim é um alicerce do qual não estou disposta a me desfazer... Divido com ele o peso desta Espada e sozinha não posso suporta-lo...

    " Será que este é o motivo de Melinda te-lo escolhido?! Mia Regina tu terias o poder de ver por dentro de uma mente modificada?! O que sentimos... terá sido real  para ele ou apenas uma ilusão?"
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 20:33

    Wilhelm sorri ao ver a sua iniciativa e permite o toque sem nenhuma resistência, retribuindo o seu olhar com uma enorme sinceridade o Príncipe de Berlim abre a mão para que você pudesse compreender algo inesperado. As mãos dele eram forjadas em grandes calos por todos os lados, não eram mãos de nobres ou reis, era mãos de alguém que havia trabalhado com a terra durante a infância, empunhado espadas durante a juventude. Não existia soberba ou superioridade naquelas mãos, mas sobravam claras demonstrações de esforço. As mãos de Artur não possuíam calos, muito menos as de Eva ou as de Rahel e Edgard. A ultima mão tão calejada que seus olhos viram, foram as mãos de Monçada.

    -Me surpreende em níveis que talvez você ainda não seja capaz de ver, Senhora Rafaldini, és como eu uma seguidora da Humanidade. Somos exceções raríssimas entre os antigos e sinceramente não esperava encontrar entre membros do Sabá um humanista. Eu consigo ver o teu afeto por Artur, tão genuíno e tão poderoso. Foi também por afeto que eu dei inicio a essa batalha que faz toda Berlim sofrer...

    Os olhos verdes do Ventrue assumiam uma melancolia profunda e atordoante, mas ele travava uma batalha interna para se manter distante do pranto naquele instante.

    -Artur é meu segundo irmão.Unidos somos os quatro filhos sobreviventes do monstruoso Gustav, e lado a lado podemos caminhar para a salvação da cidade. Temos um reforço que poderá finalizar toda a barbárie que esta para acontecer, mas precisamos de nossa linhagem unidade e acima de tudo, precisamos de você para representar o Sabá local.
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    Jess

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 21:14

    Os calos das mãos de Wilhelm deixaram um ar nostálgico no semblante de Pietra, durante seus anos como cainita pouco havia visto mãos calejadas, menos ainda do qual pudesse se lembrar perfeitamente como a figura de Monçada.

    Pela segunda vez naquela noite a cainita se lembrou do Cardeal, seu coração ardeu pela saudade e principalmente pelos conselhos que nunca recebera mas precisará.

    " Meu querido Cardeal... O que farias agora... Que caminho escolherias?!"

    Atenta as palavras do Príncipe a italiana sorriu gentilmente, entendia a surpresa de Wilhelm mais do que este poderia supor, ela mesma havia se feito aquelas perguntas por inúmeras noites e até mesmo ao lado de Maria as duvidas surgiam em seu ser, Maria por sua fez a ajudara a encontrar seu caminho em meio ao caos e escuridão dos filhos da Espada, para Pietra fazer o mesmo era a forma que tinha como retribuir a irmã que nada aceitaria em troca.

    - De certa forma fico feliz que esteja surpreso... Muitos chegam até nós perdidos e arruinados, o que eu poderia fazer alem de ajudar os perdidos e no meio disso tentar me encontrar... Não sou ao todo uma humanista, Wilhelm a carne não me é sagrada, nunca o foi... Mas prezo pela alma, pelo cerne enterrado e escondido dentro de cada um de nós... Existem flores em meio ao trigo e o joio, basta alimenta-las para que perfumem a sua volta...

    Vendo a luta do Ventrue para não se entregar as lagrimas Pietra sorriu com tristeza, o pedido que este lhe fazia era grande demais para que sozinha fosse carregado, mesmo assim era necessário que a mesma não recuasse perante a tarefa.

    - Não és o primeiro a iniciar uma guerra em nome do afeto... Fui expulsa de Paris por sentir afeto, parece que sentir algo é um pecado em nossa natureza amaldiçoada... Mas hoje me pedes para abandona-lo sem me oferecer nada em troca... Não acredito que seja o justo, mas é o correto a se fazer... Por isso lhe peço um favor... Se possível diga a Anntoinette, mia Violetta que sua criança ainda a ama e pede desculpas por não poder estar ao seu lado... Podes agraciar com esse simples desejo Wilhelm?
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 21:27

    Wilhelm reage a sua primeira frase com um sorriso e um suave balançar positivo com a cabeça,ele havia compreendido exatamente o que você havia dito. Mas quando você termina o seu pedido, ele segura uma das suas mãos com as duas próprias mãos e com uma voz firme ele responde.

    -Eu estou oferecendo algo realmente grandioso, feche seus olhos, se concentre e sinta o que está acontecendo nesse instante em Berlim, leve a sua atenção até o Teatro Municipal. É a sobrevivência a isso que eu estou oferecendo, a sua liberdade, a minha liberdade, a esperança de ainda existir para ver o amanhã.

    Off: Teste de Percepção + Acuidade + Auspícios.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 21:30

    Teste de Percepção + Acuidade + Auspícios = 10d10 + 1fv
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Dados em 20/7/2016, 21:30

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 10, 5, 3, 1, 2, 10, 9, 5, 5
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 21:51

    A voz de Wilhelm agia de uma maneira inesperada, era uma espécie de voz guia que forjava um caminho a sua frente. Não era um caminho propriamente físico, mas sim um convite a uma viagem mental, uma expansão sensorial de origem sobrenatural que só os mais experientes usuários de Auspícios eram capazes de fazer.
    Sua percepção então viajava em extrema velocidade, ultrapassando os limites do festim e buscando por algo grandioso pela cidade. E o que o seu sexto sentido encontrou foi terrível, uma movimentação enorme de anciões no interior do Teatro, entre eles, haviam matusaléns de sangue tão potentes quanto o sangue de Melinda. Haviam dois quinta geração junto com Gustav dentro do teatro e ambos eram provavelmente tão antigos quanto Narses ou até mais. Uma aura de fúria e medo crescia em torno de todo o teatro, o caos estava crescendo rapidamente. Então as mãos de Wilhelm soltam as suas e a sua percepção imediatamente retorna ao interior da sala.

    -Eu posso sim levar a tua mensagem a Violetta, mas eu realmente acredito que você possa fazer isso pessoalmente se assim desejar. Faço a ti um convite formar de vir conosco até o conclave e de juntos, lutarmos pela nossa sobrevivência.
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 22:04

    Pietra deixou-se ser guiada, a voz de Wilhelm fazia um caminho rápido e sem desvios um caminho que sozinha seria difícil transpor.

    Acostumada a ler emoções a cainita sentiu o peso da fúria e o medo que circundavam o teatro, tudo aquilo pesou sobre os ombros da italiana que encarou o Ventrue a sua frente com um ar surpreso.

    " O que está acontecendo no Conclave?! Anciões tão poderosos quantos as eras estão lá e Wilhelm acredita que pode páralos... Como?"

    Engolindo em seco todo o temor Pietra se esforçou para tomar o controle de seu corpo, um sorriso esguio surgiu em seus lábios quando a oferta lhe foi feita.

    - Eu lhe disse que coloquei o bem da Espada a frente de meus interesses... Aceito sua oferta, assim como aceito falar com Violetta... Sinto falta de mia Signora e espero que ela sinta a minha...
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 22:22

    -Eu ouvi em várias ocasiões a própria Violetta se referir à você como a Prole que ela não teve e que mais desejou ter. Não foi atoa que eu vim diretamente até a a sua pessoa...

    Ele certamente continuaria falando sobre o que Violetta havia contado a seu respeito, mas a frase foi interrompida pela porta se abrindo rapidamente. Era a entrada de Artur, que não parecia nada feliz com a situação, imediatamente ele indaga.

    -Essa audácia é simplesmente injustificável!

    Wilhelm olha para você e sorri, para em seguida se colocar de pé e virar para olhar diretamente para seu amado arcebispo. Saudando o mesmo de uma forma inesperada.

    -Boa noite querido irmão, espero que não tenhas esquecido completamente que és Friedrich von Köln, prole de Gustav Breidenstein. Nossa irmã Katarina precisa de nós.

    Os olhos do arcebispo se abrem em espanto, a postura altíssima assumida dês da autoanunciação ao cargo desaparecia em meio a surpresa. Ele fecha a porta e inicia uma caminhada confusa a até uma das cadeiras. Era como se alguma epifania tivesse lhe cruzado a mente, um clique, uma revelação. Confuso ele se vira para olhar diretamente para Wilhelm.

    -Will?! É realmente você? Eu fugi dessa cidade para nunca mais voltar, para nunca mais ser visto, para nunca mais ter que me lembrar dos horrores que nosso Senhor nos causou. Eu implorei para esquecer, para ser outra pessoa e você vem e simplesmente destrói tudo que eu conquistei? Porque? Diga-me irmão, porque?

    Wilhelm caminha até Artur e coloca a mão em seu ombro direito, para enfim responder.

    -Koln, nós temos finalmente uma oportunidade sólida de darmos fim a todo o tormento! Eu finalmente recebi a resposta dele e ele está em Berlim à nossa espera, iremos finalmente libertar a Alemanha desses tiranos!

    Artur ou Friedrich olha para Wilhelm e em seguida para você, ele parecia claramente envergonhado por jamais ter revelado uma verdade tão importante e grandiosa. Ele então balbucia em italiano "eu sinto muito". E rapidamente olha pra o Príncipe de Berlim Ocidental e diz.

    -Você realmente acredita que temos uma chance? Já fizemos isso quatro vezes, todas terminaram da maneiras trágicas e horríveis.

    Wilhelm responde com uma confiança tão inabalável que inspirava confiança imediata em você e em Artur.

    -Eu tenho certeza absoluta. E Pietra virá conosco.



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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 22:40

    O sorriso mantido por Pietra se tornou suave ao ouvir as palavras de Wilhelm, saber que Violetta ainda a guardava em seu coração deixou a cainita feliz, havia certa preocupação por parte de Pietra desde os rumos estranhos que o sono tinha tomado.

    A voz de Arthur e sua presença logo tiraram o sorriso de Pietra, havia um ar de surpresa quando a cainita se levantou atras de Wilhelm, seus olhos buscavam seu amado companheiro estudando seus movimentos.

    " A verdade nunca foi bela... Ela é cruel e ardilosa... Por isso a mentira é bela, porque nela não sentimos dor..."

    Vendo a confusão no semblante de Artur a cainita sorriu com o pedido de desculpas, sem se importar com Peter ou Wilhelm, Pietra se ajoelhou aos pés de Artur puxando sua face de encontro a sua, testa com testa a cainita apertou de leve o nariz do Ventrue.

    - Eu irei até o inferno ao seu lado... Sabes disso Friedrich von Köln... Tambem sabes do que passamos juntos... Então não me peça desculpas enquanto tivermos deveres a cumprir... Depois disso... Depois podes me pedir desculpas e receber meu perdão mio amato...
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 22:55

    Friedrich reage de maneira instintiva, ao ver você de joelhos e ouvir as suas palavras começarem a sair dos seus lábios. Ele imediatamente se ajoelha, levando as mãos a sua sua face ele responde com enorme intensidade, uma frase que transbordava o mais sincero amor que ele sentia.

    -Nós vamos ao inferno essa noite minha querida, não vamos até lá e sairemos de lá como sempre fizemos. Juntos. Eu nunca quis envolver mais ninguém em meu passado, mas a partir dessa noite você fará parte de tudo, sem exceções. Conhecerá meus irmãos, minha linhagem, minhas profundas vergonhas e fobias. Rafaldini, minha amada, seguiremos juntos!

    Wilhelm observava a cena com um belíssimo sorriso no rosto, era exatamente como um irmão mais velho deveria se comportar diante do amor de seu irmão. Suavemente ele se aproxima, para comentar.

    -Precisamos ir. E você realmente se lembrou meu irmão, da última coisa que conversamos antes da sua fuga. Isso me deixa profundamente feliz...

    Friedrich responde sem tirar os olhos dos seus.

    -Eu nunca esqueci, você me disse que existe alguma forma de amor para todos nós. Independente de nossos erros, fracassos de dores... E preciso assumir, você tinha razão.

    Friedrich enfim leva os lábios até perto do seu ouvido e sussurra.

    -Juntos, de pé. Juntos, sempre. Juntos, pois é esse o nosso destino.

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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 23:13

    Ajoelhada a frente de Friedrich e este a sua frente Pietra sorriu, não da mesma forma que o fazia sempre, era o sorriso que guardava para Micheangelo ou para as noites chuvosas em que correra pelo simples prazer de sentir a chuva lavar sua alma.

    As palavras ditas pelo homem que amava, o mesmo homem que se igualara ao seu primeiro amor e domara a selvagem Eva, fizeram com que o coração da cainita pulsasse forte, até mesmo sua besta adormecida parecia vibrar com cada palavra dita por este.

    " Real... Até a ultima gota de nosso vitae... É real..."

    Sentindo a aproximação de Wilhelm, a cainita nem por um segundo desviou os olhos de Friedrich, sabendo que deveriam partir Pietra iniciou o movimento de se levantar, esta parou ao ver os movimentos de Friedrich, ouvindo as palavras deste a cainita sorriu com leveza.

    - Até que as noites terminem mio amato.

    Beijando a testa de Friedrich a cainita não se importou em se levantar sozinha, não era preciso de ajuda quando a italiana ja estava decidida, andando até a poltrona que até pouco tempo estava sentada Pietra recolheu o colar que havia deixado ali enquanto mencionava.

    - Mia nona sempre dizia que uma mulher que se preze não pode sair sem estar arrumada... Ela tinha pesadelos comigo e de certa forma não posso culpa-la...

    Sorrindo com confiança para os três cainitas e irmão ali esta prendeu o colar de volta ao pescoço soltando por fim os longos cabelos presos no coque.

    - E mio padre dizia que um homem sempre tem um plano... Por isso digo Wilhelm, é bom que o seu funcione...
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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Danto em 20/7/2016, 23:37

    Friedrich se levanta instantes após o seu movimento, ele ainda se recolocava no lugar enquanto você demonstrava uma enorme confiança na decisão que havia tomado naquela situação complicadíssima. Peter abre a porta da sala e Friedrich prontamente olha na direção dele e pergunta surpreso.

    -Quem diabos é você?!

    Peter sorri e responde com calma, a voz não deixava de soar rouca, mas dessa vez parecia bem menos assustadora do que anteriormente.

    -Meu nome é Magnus e sou o irmãos mais velho de Gustav no sentido familiar e também como cainita, precisamente trinta e dois anos à mais de abraço. Quando acordei em Berlim, Wilhelm me aconselhou a assumir a identidade de um dos irmãos de vocês...


    Friedrich arqueia a sobrancelha direita, uma expressão que você nunca havia visto antes naquela face. E então ele prontamente indaga Wilhelm.

    -E quando isso aconteceu? Eu fugi em 1669, Peter foi abraçado dois anos antes. Mas quem o destruiu? Isso não faz muito sentido... A não ser que... Eu não acredito nisso! Aquele velho irritante não teve a petulância de sacrificar uma prole dessa maneira! Eu sempre acreditei que a história era de que ele havia feito crianças da noite e executados elas!

    Wilhelm responde em um tom cansado.

    -Ele destruiu Peter, Thomas e Lukas. Em 1806 quando Napoleão e os franceses invadiram a cidade...

    Friedrich fecha os punhos e caminha enfurecido para a saída da galeria, Peter que na realidade era Magnus o seguia imediatamente,deixando você e Wilhelm ligeiramente para trás. O Príncipe Ocidental então olha para você e diz.

    -Temo que você ainda vá se surpreender muito com os mistérios que fomos forçados a construir, mas acredite em meu plano, ele envolve um nome muito maior do que qualquer ancião pode possuir.

    Ele dizia para finalmente esperar por você para realizar uma caminhada em direção à saída da galeria.

    [Off: Ultima ação para o final do Ato]




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    Re: Ato XIV - Narrativa de Pietra: O Festim

    Mensagem por Jess em 20/7/2016, 23:58

    Pietra olhou confusa para a cena que se seguiu, o arcar de sobrancelha na face de Friedrich foi o que mais chamou a atenção da cainita, ver o mesmo cerrar os punhas e sair decidido do escritório a fez ter certeza de que daquele instante em diante não havia mais volta.

    " Tres de suas proles... Ele realmente o fez... Como pode fazer isso?"

    Devolvendo o olhar de Wilhelm a cainita assentiu com suavidade, já não havia mais a espera de que a noite ocorreria perfeita e sem interferências, agora havia um dever a ser cumprido.

    - Acredito em suas palavras... Esse é o mal de ser velho, as coisas que nos surpreendem são espantosas demais... Nos acostumamos aos absurdos e isso não é natural...

    Acenando para que Wilhelm tomasse a frente Pietra sorriu com delicadeza, a cainita ainda era a dona da casa e o bom costume lhe mandava ser a ultima a sair.

    - Torçamos então para que Eva consiga manter o Festim sobre controle... Porque acredito em suas palavras Wilhelm...


      Data/hora atual: 19/8/2017, 06:22