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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

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    Danto
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    Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 22/7/2016, 03:20

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite


    A primeira imagem ao lado de fora da boate foi a de Albert, com sua enorme estatura o carniçal estava prontamente colocado de pé ao lado do carro que levaria vocês até o Conclave da Camarilla. Era ele que abria a porta pessoalmente para que todos entrassem, como você era a última ele fez uma enorme questão de demonstrar a preocupação com a expressão de uma face séria e olhos fixos. Em um tom baixo de voz ele diz.

    -Estaremos todos aqui, a tua espera minha Senhora, todos nós.

    E assim que você entra na limousine, o próprio Albert fecha a porta e de braços cruzados observa o veículo até que ele os perdesse de vista. Era a forma que ele encontrava de demonstrar a própria preocupação e afeto, já que naquela situação ele nada poderia fazer. Dentro do carro, você se encontrava cercada por três Ventrue. A sensação de estranhamento para com a imagem de Friedrich crescia a cada instante, ele não se comportava mais como Artur, demonstrava muito mais claramente a irritação que sentia com a situação. O maxilar expressava uma força diferente, ele estava a cerrar os dentes da mesma forma que Magnus fazia. Os dois por sinal, postos lado a lado, demonstravam comportamentos assustadoramente parecidos. Inquietos, ansiosos e irritadiços. Já Wilhelm era um contraste enorme, ao seu lado o Príncipe estava calmo, confiante e de cabeça erguida. O silêncio durou muito pouco, era Friedrich que o rompia de maneira abrupta.

    -Diga logo o teu plano Wilhelm! Por Deus! Como nós quatro iremos parar Gustav? Isso não faz o menor sentido! Ou você se esqueceu da presença de Lorde Arn e Lady Antasia?!

    Wilhelm pacientemente olhou para seu irmão e o respondeu.

    -Nós vamos propor a Camarilla uma nova forma de liderar, uma nova forma de conduta, uma nova tradição. A guerra contra o Sabá é irrelevante, já derramamos sangue suficiente de irmãos de maldição. Eu sei, isso soa utópico. Mas antes de minha declaração, todos ouviram a tua história irmão e ouviram a história de Magnus. Todos ouviram as palavras de Pietra e todos ouviram a palavra de um aliado inesperado. Hardestadt, o único a ser maior que Gustav na Alemanha. Tive o prazer de conhecer sua última prole e foi graças a ela que finalmente pude alcança-lo.

    Wilhelm então olha para diretamente para você e diz.

    -Peço desculpas Senhorita Rafaldini, eu compreendo que ir à uma corte de julgamento da Camarilla seja uma das últimas coisas que você desejaria vivenciar novamente. Eu lhe dou a minha palavra que nada recairá sobre os teus ombros, serás minha convidada e peço para que olhes para essa ocasião como a primeira de várias outras. Há Berlim suficiente para nossa coexistência pacifica e tolerável. Ofereço a você e a sua seita o meu mais profundo Respeito e Reconhecimento.
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    Jess

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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 22/7/2016, 10:51

    Pietra não conseguiu conter o sorriso ao ver a grande figura de Albert do lado de fora da Galeria, o sorriso apenas aumentou quando as palavras preocupadas deste lhe foram dirigidas.

    Tomando as mãos do imenso servo Pietra as beijou com delicadeza, a voz profunda e possante do mesmo ainda lhe causava um certo êxtase e sua presença um alivio mesmo que superficial.

    - Obrigada meu querido... Muito obrigada... Farei meu melhor para voltar segura enquanto isso lhe peço que ajude no que for necessário...

    Adentrando por fim na limusine a cainita observou a grande figura de Albert fechar a porta, o simples ato do mesmo fez com que a italiana suspira baixo, Pietra estava deixando seu território e refugio para trás.

    " O bem da Espada acima de meus desejos... Sabíamos que Berlim seria uma cruzada, talvez a mais difícil de todas... E mesmo assim aceitamos os riscos... Artur... mio Artur..."

    Sentada na presença dos três Ventrue foi quase impossível para cainita não se sentir solitária, a imagem de Friedrich e seus gestos lhe eram estranhos mesmo tendo a aparência de Artur, a simples mudança era significativa e grandiosa demais para passar despercebido.

    Sem se importar Pietra mantinha seus olhos atentos a cada movimento de Friedrich, estudava-os na tentativa de encontrar a mais leve que fosse semelhança no homem com quem partilhava seu afeto, as mãos da cainita brincavam nervosamente em seu colo em um claro sinal de seus próprios sentimentos, já não havia mais a busca de olhares entre os dois e talvez aquilo fosse o mais pesado para a cainita.

    A voz de Friedrich fez com que Pietra engolisse suas preocupações, a mesma tinha interesse em saber como se seguiria aquela empreitada arriscada em que havia aceitado se unir. A diferença de posturas e gestos apresentados por todos ali fez com que Pietra sorrisse, conhecia o nome citado por Wilhelm e de certa forma isso lhe fazia lembrar de quando havia feito sua apresentação diante de Monçada e Melinda, estranhamente os aliados das proles do tão odiado Gustav tendiam a ser grandiosos.

    Sorrindo com delicadeza para as palavras de Wilhelm a cainita concordou com um leve menear de cabeça, adentrar nos domínios da Torre de Marfim era uma das únicas coisa da qual Pietra não desejaria, porem havia uma necessidade grandiosa demais para ser ignorada.

    - Não se preocupe com isso Wilhelm... Eu já fui julgada por meus pecados diante da Camarilla, recebi minha punição e ninguém pode contestar isso... Também não podem me julgar pelo caminho que escolhi quando me fecharam as portas... Fico feliz em ter sua consideração, isso significa muito...

    Voltando seus olhos para Friedrich esta sorriu da mesma forma que sempre o fazia ao aconselhar Artur.

    - Acalme-se Friedrich... Tens o péssimo costume de se perder fácil quando a situação lhe é inesperada... Não podemos nos dar a esse luxo agora... Muito menos quando nossa cabeça corre o risco de rolar... Isso serve para você também Magnus... Não sei ao todo o que sentes, mas posso dizer que tens a mesma facilidade de Friedrich...
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 23/7/2016, 15:43

    Friedrich e Magnus olham para você, ambos com expressões incrivelmente similares na face. Era uma semelhança comum apenas entre familiares, mesmo que distantes, pequenos hábitos e posturas irracionais sempre entregavam tais parentescos. Friedrich responde de uma maneira já muito conhecida pelos seus ouvidos.

    -Você tem razão Pietra, as coisas saíram completamente do controle e devemos nos ater a como extrair o melhor de tudo isso. O improviso no entanto nunca me é atrativo. E sinceramente, eu jamais esperava ouvir que três irmãos foram destruídos de maneira tão brutal...

    Magus comenta logo em seguida.

    -Eu despertei com o único objetivo de vingar-me de meu próprio irmão, tentarei manter a minha fúria sob controle até quando os planos de Wilhelm funcionarem. Caso os planos não se concretizem, não irei mais me preocupar com controle.

    Wilhelm responde aos dois.

    -Friedrich von Köln, filho de Bastian von Köln e Helga Breidenstein. Curioso como o laço entre vocês é ainda maior não é mesmo?! Gustav nunca se atentou a esse pequeno detalhe, afinal, são informações que um Senescal deve possuir e não necessariamente um Príncipe que nunca se importou com mortais. Aos dois, peço que confiem em mim. Estamos chegando...

    A limousine então segue por mais alguns minutos, seus olhos vêem o belíssimo castelo de Charlottenburg, o que indicava que você estava em um dos territórios mais tradicionais da Camarilla Ocidental, talvez um dos bairros que você menos conhecia em toda Berlim. O veículo então parava justamente à frente do palácio.


    Era uma experiência singular poder ver algo tão belo, em meio a uma situação tão caótica e inesperada. O encantamento com a arquitetura é infelizmente quebrado com a aproximação de uma segunda limousine que se emparelhava com a de vocês. A porta da segunda se abria e um homem saia dela para se aproximar a de vocês, abrir a porta e entrar.
    Era um homem de estatura mediana, cabelos loiros, pele clara e uma típica semelhança com os nativos da Baviera. Um ar antigo era prontamente notado pelos seus olhos analíticos, não havia nenhuma semelhança entre ele e os homens dos séculos mais recentes. Era claramente um ancião, ainda mais se o tom profundamente pálido de sua pele fosse levada em consideração. Impecavelmente vestido  com um terno italiano, o homem se sentava no carro e era imediatamente recebido por enormes reverências de todos os Ventrue presentes no carro, eles estavam reagindo à visão de um Rei ou algo ainda superior. Você não conhecia o homem, mas era inevitável o raciocino de que ele era o próprio Hardestadt.

    -Boa Noite Senhores e Senhora. Permitam-me uma efêmera apresentação diante da premência dos  eventos dessa noite. Sou Hardestadt, o Jovem, prole do fundador da Camarilla. Reconheço vossos louros Príncipe Wilhelm, por eles abro esta exceção e que ela não se repita. Aproveito então para informar-lhe que todos os Grande Príncipes Germânicos estão neste exato momento no Conclave, assim como os Justicares Brujah, Ventrue e Toreador.

    O grande lorde da Camarilla então faz uma pausa no próprio pronunciamento para olhar diretamente todos os presentes, um a um, ele parecia reconhecer todos menos você. O reconhecimento automático eliminava a necessidade de uma apresentação, entretanto, quando você acreditava que seria necessário apresentar-se, o lendário herdeiro da Camarilla a reconhece.

    -Pietra Rafaldini, prole de Elonzo. Vosso Senhor encaminhou anos atrás uma solicitação para inserir vosso nome na Lista Vermelha, isso me leva a crer vossa afiliação com os autarcas do Sabá. Uma lástima para Vosso Senhor e um decréscimo para a Camarilla. Manteremos nossos quefazeres tradicionais distantes esta noite, minha exceção está em aberto e assim permanecerá, esta noite espero ver de ti a mesma grandiosidade que ouvi de vosso Senhor, que anunciava com enorme orgulho a nova prole que fizera, a única aprendiz de Michelângelo. Vejo a tua presença como uma aliada em defesa de meu lar, portanto, não haverá censuras sobre tua atual condição ou caminho.

    Enquanto o homem falava, o veículo onde vocês se encontrava se colocava novamente em movimento pelas ruas de Berlim Ocidental.

    Hardestadt, o Jovem:
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    Jess

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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 23/7/2016, 19:35

    Ver a reação de Magnus e Friedrich fez com que Pietra risse, era impossível negar a semelhança de gestos e hábitos, o vitae passado entre gerações de uma mesma família era forte demais para ser sobrepujado pela barreira dos anos.

    As palavras de seu amado porem lhe trouxeram tristeza, ainda havia surpresa em saber que Gustav havia destruído três de suas proles, o simples ato de faze-lo ia contra tudo aquilo que Pietra mais prezava, a mesma levara anos para ao menos pensar em criar uma prole quanto mais em finalmente converse-se de que estava na hora.

    “ A crueldade de Gustav não tem limites? Artur... Friedrich era alguém tão torturado ao ponto de tentar se esquecer... Esquecer do passado... Como algum cainita ousaria chegar a esse ponto... Como?”

    Pietra acenou de leve para Magnus, havia uma leve compreensão sobre os sentimentos deste por Gustav, a mesma sentia algo parecido por seu criador e irmão mais velho. Já as palavras de Wilhelm sanaram por completo qualquer dúvida sobre o parentesco de Friderich e Magnus, as informações de que o atual Príncipe teria sobre os dois era apenas a confirmação de como Wilhelm servia bem a seus deveres.

    Deixando que seus olhos vagassem pela vista de Berlim Ocidental, Pietra suspirou ao ver o antigo castelo de Charlottenburg, a simples imagem do mesmo deixou a cainita extasiada, seus olhos teriam permanecido presos na construção durante a noite toda, mas não havia tempo para apreciar a arquitetura do palácio.

    O movimento de outra limusine chamou a atenção de Pietra, desde a saída do homem do outro veículo até sua entrada no em que se encontravam a cainita estudou seus movimentos, não era preciso de apresentações para entender de que se tratava do próprio Hardestadt, principalmente quando o plano de Wilhelm citava claramente sua ajuda e contribuição.

    Pietra seguiu o exemplo de todos ali presentes, fazendo uma educada reverencia a cainita percebia a forma com que os três Ventrue que a acompanhavam reverenciavam a figura de Hardestadt, superior a todos ali havia um grande respeito emanando dos filhos do Clã regente.

    “Hardestadt, a prole do criador da Torre... Nem mesmo Gustav tem o direito de renegar sua linhagem...”

    A figura deste chamou a atenção de Pietra, singularmente velho e imponente Hardestadt lhe lembravam claramente o porquê da força dos Ventrue. O reconhecimento demonstrado por este a cada cainita ali presente pareceu não ser igual a pessoa de Pietra, a filha das rosas se preparava para se apresentar quando Hardestadt finalmente a reconhece, as palavras duras que se seguiram depois fez com que a mão de Pietra segurasse a anágua de seu vestido com força enquanto desviava o olhar.

    “ Depois de tanto tempo... Não foi suficiente a humilhação por qual passei... Destruir minhas esperanças e me renegar um futuro... Porque minha existência o fere desse modo?”

    Sem levantar os olhos Pietra procurou pela imagem de Artur, a cainita engoliu em seco ao saber que não o encontraria ali, mas apenas Friederich, respirando fundo Pietra voltou a se controlar.

    - Se Elonzo uma vez teve orgulho de sua criança nunca o demonstrou... No final ele teve vergonha, e isso fez questão de demonstrar... Mesmo assim me surpreende que mesmo depois de tanto tempo meu criador ainda guarde em sua memória o rancor que tem sobre minha pessoa...

    Levantando os olhos Pietra encarou a figura nobre de Hardestadt.

    - O que uma criança perdida poderia fazer... Procurei abrigo e um lugar seguro, não o encontraria pedindo exílio em nenhuma Torre... Não quando meu criador o é tão influente e decidido a acabar seu erro... Fui acolhida pelo os autarcas do Sabá... E ali encontrei o que nunca tive de meu criador ou de meu irmão mais velho... Não pense que não sei que meu irmão me desejava de um modo do qual eu não compartilhava... Não fui a primeira a ser criada por tal motivação ou a ser o fruto de um desejo não correspondido... Parti de Paris sem um destino, e o que construí foi com o suor de minha mãos... Fico agradecida que não tenhas concordado com o pedido de Elonzo, e mais ainda por saber que esta noite poderei ajudar a acabar com o reinado de terror de Gustav... As terras germânicas me foram boas, e a Toscana agora me é uma completa desconhecida... Apenas mais uma das coisas da qual Elonzo me privou...
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 24/7/2016, 00:19

    Friedrich deixava uma notória tristeza escapar pela face ao ouvir as suas palavras, ele conhecia profundamente toda a sua história, toda a humilhação e a trágica relação dentro da sua linhagem. Mas ele também parecia distante de mais para falar algo, até mesmo para olhar diretamente para você, havia entre vocês uma enorme barreira que demoraria a ser quebrada. A empatia era notória também em Wilhelm e Magnus, mas as palavras de Hardestadt em resposta ficariam eternamente marcadas em sua memória.

    -Não há necessidade de me agradecer por fazer o que é certo. Um líder deve aplicar as leis racionalmente... E espero que a senhorita seja capaz de em algum momento compreender que esta terra a recebeu e a nutriu de braços abertos, enquanto coloca-la como uma prioridade, receberás de mim uma admiração que teu Senhor jamais receberá. Olhe a sua volta, entenda as razões que movem todos os aqui presentes. Nós somos testemunhas dos horrores que o Vitae é capaz de criar nas mentes tortuosas... É um lástima que não tenhas buscado por refúgio na Torre Ocidental, seria uma aliada em potencial. Mas escolhas e caminhos devem ser respeitados, assim como o esforço e a honestidade do trabalho, o Sabá criado por vocês é digno de reconhecimento. Eu jamais concordarei com suas filosofias, rituais e leis. Mas do que seria da humanidade e dos cainitas se todos nós fossemos idênticos?! Homogenizar nunca foi a bandeira de meu Senhor e nunca será a minha.

    O poderoso herdeiro da Camarilla terminava a fala quando o carro estacionava em frente a um dos vários teatros do lado ocidental de Berlim, era mais um local que você nunca tinha visto em sua vida, o lado Ocidental sempre se ergueu como uma região intransponível para os membros da Espada de Berlim.
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    Jess

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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 24/7/2016, 01:11

    O distanciamento era o que mais incomodava Pietra, não a mudança de personalidade, mas sim aquela maldita barreira que havia se formado entre os dois. Foi impossível para a cainita esconder isso em sua face quando esta buscou Friederich, o ato que muitas vezes fora o mesmo que iniciara era agora repetido por Pietra.

    “ De conhecidos a estranhos... Ahhh mio amato... Como eu desejaria que nossas próximas noites pudessem ser só nossas... Se tivermos próximas noites...”

    Os olhos da cainita se voltaram para Hardestadt, um sorriso sincero nasceu dos lábios de Pietra, aquelas palavras a fizeram encarar cada membro ali presente, novamente seus olhos passaram por Friederich, para então voltar para o mais velho e poderoso entre eles.

    - Mesmo assim eu o agradeço... Poucos são aqueles que colocam a razão acima de tudo... Não posso reclamar de minhas escolhas, as fiz sabendo dos riscos... E conheci grandes cainitas durante o percurso...

    Neste momento Pietra não se importou de sorrir na direção de Friederich, sem sua presença esta nunca teria conhecido Melinda, mesmo que isso tivesse ocorrido em uma segunda oportunidade do destino.

    - Ainda me apego as lembranças da Toscana, mas fiz de Berlim minha casa e sei que ela me retribuiu... Está noite coloquei o bem daquilo que construí a cima dos meus desejos... Tenha certeza de que farei o que for preciso para ajudar a fazer com que o terror que assola estas terras pague pelo que fez... Ele feriu profundamente alguém que me é importante... E isso não está abaixo dos meus deveres...

    “ Não quando sinto que vou perde-lo...”

    Fechando os olhos Pietra se esforçou para acalmar seus desejos, a promessa feita a Evangeline era agora usada para impedir a cainita deixasse com que as lagrimas escorressem pela alva pele, mais do que nunca Pietra deveria estar segura e não o sentia que estava.

    “ Me comprometi com eles... Não posso recuar... Não agora quando todo nosso trabalho depende de mim...”
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 21:15

    Todos ouviam as suas palavras, mas cada um dos Ventrue ali presentes reagia de sua maneira singular. Magnus estava claramente mais focado na situação que os aguardava, um guerreiro nunca abaixaria a própria guarda e era exatamente assim que ele permanecia com os olhos atentos aos arredores e sendo o primeiro a sair do carro.
    Friedrich encostava as costas no banco do veículo, levando os olhos para o teto do mesmo ele parecia estar em um conflito interno. A mão direita se fechava enquanto a esquerda permanecia apática, Artur e Friedrich pareciam habitar o mesmo corpo naquele instante. O Arcebispo então a olhou, profundamente, confiante e forte como sempre fora. Mas foi Friedrich que se levantou e saiu rapidamente do carro atrás de Magnus, demonstrando uma impulsividade incontrolável.
    Wilhelm era claramente o mais empático de todos, os olhos dele observavam você e suas ações com uma enorme atenção, assim como observavam Friedrich. Levando as mãos ao próprio terno, ele arruma o mesmo removendo as dobras deixadas pela posição em que se encontrava e saindo calmamente do carro,ele segura a porta para que você e Hardestadt saíssem.
    O Filho da Camarilla apenas se direcionou para a saída e caminhou até a entrada do teatro, parando para esperar por você e Wilhelm. O Príncipe aguardava pacientemente a sua saída do carro e a auxiliava com uma das mãos como a etiqueta clássica exigia independente de qualquer situação. Fechando a porta quando você estava finalmente do lado de fora do teatro, o príncipe diz.

    -Ex abundanctia enim cordis os loquitur.


    As paredes brancas do teatro, as luzes amarelas e a movimentação intensa de pessoas em frente a porta eram apenas pequenos detalhes, a frase em latim do Príncipe ainda ecoava em sua mente. "A boca fala do que está cheio o coração", um ditado romano muito antigo que você não ouvia dês dos seus tempos de neófita. Seus primeiros passos em direção ao Teatro foram marcados por um vento frio e uma garoa fina, quando finalmente vocês adentravam o local, uma feroz chuva caia dos céus. Friederich e Magnus estavam a sua frente, próximos do grande Ventrue herdeiro da Camarilla. Wilhelm fazia uma pequena pausa para olhar a chuva forte que caia, ele era o único que demonstrava uma profunda preocupação com o que estava para acontecer.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 26/7/2016, 22:48

    Teste de Percepção + Empatia = 9d10
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Dados em 26/7/2016, 22:48

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 8, 7, 10, 1, 5, 5, 6, 8
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 26/7/2016, 23:28

    Os olhos castanhos de Pietra estudavam singelamente a reação de todos os cainitas ali presentes, a figura sempre em alerta de Magnus era um alerta sobre suas palavras anteriores a chegada do Herdeiro da torre.

    Já a briga interna entre Friederich e Artur a fizeram cerrar o cenho, era impossível para Pietra não ver a existência dos dois homens ali, a semelhança de movimentos do impulsivo Magnus assim como o sempre controlado e solitário Artur.

    " Não possuo conhecimento para dizer se Friederich teve sua mente modificada... Mas se pude aceitar Narses no corpo de Rahel e Rahel no corpo de Narses que o fazem intencionalmente... Porque não faria com o homem que nutro sentimentos... Sei que sentimos o mesmo um pelo outro... Isso não se pode fingir..."

    Pietra se demorou um pouco na figura de Wilhelm, não foi dificil para a cainita perceber que o Principe também a estudava, não quando o mesmo compartilhava aliança com aquela que Pietra considerava carinhosamente como sua senhora.

    As palavras ditas por Hardestadt assim que se retiravam do carro fizeram com que Pietra o olhasse com interesse, mesmo que distante e esquecidas a cainita já havia escutado aquele ditado. Tão velhas como as fundações de Romas aquelas palavras traziam muitos significados e conselhos, e assim como a tristeza que emanava daquelas palavras Pietra assentiu.

    " Estas palavras... Quantos significados estão escondidos nelas... Quantas pessoas já as escutaram em situações parecidas e diversas..."

    Aceitando a ajuda de Wilhelm para se retirar do carro, Pietra fechou os olhos ao sentir o ar gelado e a fria garoa, um sorriso saudoso tomou os labios da cainita quando esta olhou para os céus, ainda segurando a mão de Wilhelm esta olhou para o Teatro com interesse.

    " Chovia quando prometi a Violletta que ficaria ao seu lado perante Elonzo... Chovia quando conheci Melinda... Mia Regina e as rosas nos saudaram com seu perfume... Chovia quando conheci Michelangelo... Chovia no funeral que meus pais fizeram em minha homenagem... A chuva nunca me abandonou... Tu tambem não mio amato Angelo..."

    Respirando fundo Pietra levantou a anágua de seu vestido, sorrindo para Wilhelm a cainita tomou a frente deste para ir se colocar ao lado de Friederich, apesar dos dois homens habitarem o mesmo corpo Pietra conhecia bem seu descontrole.
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    Danto
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 23:55

    Os carniçais e membros da Staff prontamente reconheciam a imagem de Wilhelm no momento em que ele adentrava o Teatro, abrindo caminho para vocês passarem sem interrupções, em alguns poucos instantes vocês subiam uma enorme escada forrada por um carpete vermelho. Friederich caminhava ao seu lado, de braços cruzados, olhos fixos à frente e um semblante sério. Magnus era o último e caminhava após vocês dois. A frente estavam Wilhelm e Hardestadt. E foi o próprio Wilhelm que abriu as portas que davam acesso a parte superior do teatro.
    Naquele instante, a face de Friederich mudava de preocupado para irritado. A primeira imagem era a de todos os presentes no conclave de pé. Algo estranho estava acontecendo, Gustav estava fora da cadeira de réu, estava na frente de um jovem e parecia estar prestes a executar aquele jovem ali mesmo. Seus olhos rapidamente correm pelo ambiente em busca de faces familiares, no andar superior estavam postos os clãs da Camarilla, cada um em seu devido espaço e liderado por um ancião, com exceção dos Malkavianos. Entre os Nosferatus você rapidamente via Karla, a antiga Nosferatu se virava na direção e vocês e se colocava de joelhos, um movimento imitado por todos os Nosferatu.
    Em seguida você é capaz de ver os Toreador, liderados por Violleta, a belíssima francesa sorria profundamente a vê-la, mas imediatamente se colocava de joelhos.  Katarina era então a terceira face familiar que você reconhecia prontamente, ela também se ajoelhava e rapidamente todo o andar superior estava de joelhos diante a entrada de Wilhelm e Hardestadt.  No palco, você tinha a temerosa visão de todos os príncipes germânicos juntos. Sentados na mesa de defesa à Gustav, com a exceção dos dois anciões Arn e Anastasia. Ainda no palco, você reconhecia imediatamente a face da Justicar Toreador, Madame Guil. As coisas estavam claramente fora de controle e próximas de uma crise irremediável. Mas a presença de Hardestadt causava um impacto gigantesco no ambiente. Katarina, Rainha de Berlim, diz:

    -Saúdem o Verdadeiro Príncipe de Berlim, Wilhelm Waldburg! Saúdem o Grande Herdeiro da Camarilla, Lorde do Sacro Império Romano, fundador da Camarilla e Lorde dos Lordes, Hardestadt.

    Após a fala da anciã Oriental, todos os olhos se viraram na direção de vocês. E o próprio Hardestadt fala.

    - Senhoras e Senhores. Boa noite. Apresento diante desse conclave os meus convidados de honra, Príncipe Wilhelm. Arcebispo Friedrich von Köln. Lorde Magnus Breidenstein. Bispo Pietra Rafaldini. Apresentações feitas, declaro que este Conclave está sob minha jurisprudência e responsabilidade. Agradeço e reconheço a presença dos Justicares, Príncipes, Anciões e Neófitos. Convoco a palavra de acusação contra Gustav, sua primeira prole, Príncipe Wilhelm.

    Gustav olha na direção de vocês, recuando em direção ao palco. O grande ancião parecia um jovem assustado e amedrontado diante da presença do grande Ventrue fundador da Camarilla.

    Aliados de Gustav:
    Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, Príncipe de Hamburgo.


    Julia Antasia de Frankfurt, Príncipe de Frankfurt.


    Ritter de Munique, Príncipe de Munique.


    Claudia Schoenecht de Dusseldorf,Príncipe de Dusseldorf.


    Giselher de Colônia, Príncipe de Colônia.


    Karl Weissmont de Essen, Príncipe de Essen.


    Thomas de Bremen, prole de Lord Jurgen de Magdeburg e Príncipe de Bremen.


    Justicar:

    Lucinde:


    Madame Guil:



    Última edição por Danto em 19/5/2017, 17:57, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 27/7/2016, 00:11

    Percepção + Empatia = 9d10+1FV dif. 8
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Dados em 27/7/2016, 00:11

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 10, 3, 5, 3, 3, 7, 4, 7, 3
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 27/7/2016, 01:08

    O atendimento feito pelor servos e membros da Staff fez com que Pietra sorrisse, em outra situação a cainita teria adorado admirar o teatro e sua estrutura, porem aquilo não seria possível e de certa forma era frustante para a cainita não conhecer ao todo a cidade que a receberá.

    " Uma pena conhecer metade da alma de Berlim... Ela conhece a minha toda e me priva de sua outra metade... Até parece uma nona... Que nunca revela todos seus segredos a seus netos..."

    Guiados por Wilhelm e Hardestadt, Pietra não estava preparada para a cena que se seguia no Conclave. A imagem de Gustav a frente de um cainita em postura agressiva, assim como todos os membros ali presentes de pé deixava claro demais que algo estava errado.

    Porem a mudança brusca de sentimentos em Friederich fizeram com que Pietra entrelaçasse seu braço ao dele para então sussurrar.

    - Acalme-se... Não é porque temos a boa vontade de seu irmão que nos descontrolaremos... Hoje temos que provar o porque de nossa Espada ser unica... Orgulhar Monçada e Melinda... Não esqueça deles mio amato... Então até te pronunciares permanecerás ao meu lado... E por mim manterás a calma... Friederich... Mio Friederich...

    Sorrindo para este Pietra voltou sua atenção para os cainitas a sua volta, seus olhos castanhos buscavam mais do que simples visão destes, buscavam suas almas, mesmo assim a filha das rosas fez uma pequena mensura a figura de Karla e seus filhos assim como Violetta sua amada senhora.

    " O que aconteceu aqui? Existe uma diferença palpável nos sentimentos dos aqui presente... Sei que não é permitido o uso de disciplinas em um Conclave... Mas essa pequena imprudência pode ser perdoado... No fim eles também tentaram ler minha alma..."

    Os anos de estudo indicaram a cainita a clara divisão dentro da Camarilla, a excitação presente dentro dos clãs perseguidos e odiados por Gustav revelava que algo importante para estes havia acontecido momentos antes, mas o medo presente em outros assim como a clara intenção violenta era um sinal de perigo iminente.

    Mesmo sabendo quem era Hardestadt, Pietra não esperava pela reação demonstrada por Gustav, a voz límpida e cristalina de Katarina soou como um sino marcando a hora em que a justiça finalmente tomava posse de sua espada e balança.

    " Palas portava uma balança, uma coruja e a cabeça da medusa em seu escudo... A balança julga nossos pecados, sua coruja lhe aconselhava sendo seus olhos e ouvidos... O escudo Aegis... Seu carrasco e proteção..."

    Diante da apresentação feita por Hardestadt a cainita fez uma longa mensura aos participantes do Conclave, era um claro sinal de seu respeito, mesmo não sendo uma criança da Torre a cainita queria demonstrar que um dia o havia sido.

    " Existe um contraste gigante entre Gustav e Wilhelm... Enquanto um decaiu o outro é um farol em meio a essa tormenta... Um farol para os caídos e perdidos... Agora entendo porque Violetta se juntou a ele..."

    As auras de cima do palco fizeram com que a cainita as estudasse com curiosidade, os acontecimentos dentro do conclave pareciam ter afetados até mesmo aqueles que compunham as bancadas do julgamento, deixando que seus olhos vagassem mais um pouco a cainita segurou com leveza o braço de Friederich indicando que estaria ao seu lado.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 28/7/2016, 17:00

    Friederich segura com firmeza o seu braço e aproxima o corpo do seu, buscando olhar nos seus olhos ele responde antes de toda a apresentação formal acontecer, quando vocês ainda caminhavam lado a lado em direção ao teatro.

    -Toda vez que eu começo a subir uma montanha e essa se torna uma cordilheira, eu me recordo das promessas que fiz a ti e prometo a mim mesmo que não desistirei. Você sempre esteve ao meu lado, verdadeiramente, sinceramente... Eu prometo a você, subiremos essa cordilheira para olharmos o maravilhoso vale que nos aguarda.

    Após a frase de Hardestadt, todos os olhos se voltaram imediatamente para a imagem de Wilhelm. O Príncipe dos Justos parecia calmo, assustadoramente calmo, dando um passo à frente ele demonstrava que seu testemunho seria dado ali mesmo, entre todos os clãs da Camarilla de Berlim. Um ato que por si só, recusava a presença de Gustav e seus aliados, recusava a autoridade dos Príncipes Germânicos e fortificava a força das massas e não dos Imperadores e Kaisers.

    -Senhoras e Senhores. Príncipes e Justicares. Lordes e Ladys. Apresento-me diante desse conclave como um igual a todos vocês, verdadeiros filhos de Caim, não utilizarei do meu título de Príncipe de Berlim, tão pouco dos meus títulos de Clã. Nessa noite eu me direciono a vocês como um membro da Camarilla que viveu durante trezentos anos preso ao laço de sangue, que viu com seus próprios olhos execuções arbitrarias, brutalidades contra mortais e o assassinato de seus irmãos à sangue frio pelas mãos de seu Próprio Senhor. Hoje eu apresento a vocês todas as provas que irão remover as coroas de todos os Príncipes Germânicos e que os ecos de minhas ações sejam forças de mudanças para todas as Cortes da Torre de Marfim. Começo então meu testemunho, em 27 de outubro de 1806, as tropas de Napoleão invadiram Berlim. Entre os soldados haviam membros Toreador e vários vassalos. Nessa noite eu e meus irmãos estávamos no interior do Palácio de Berlim. Haviam ordens expressas do Príncipe Gustav para uma reunião de urgência na sala do Trono, eu como Senescal fui o primeiro a chegar, para encontrar Gustav completamente descontrolado, tomado pela fúria ele urrava que seus inimigos haviam usado os mortais para atingi-lo. Ele me confessou naquela noite que havia destruído três Toreadores após a apresentação deles no Elísio de Berlim, esses três Toreadores eram membros da Corte de Paris e a apresentação deles enaltecia a grandiosidade do Príncipe Villon, atribuindo metáforas divinas ao mesmo. Tomado pela inveja, Gustav executou os três com as próprias mãos, a invasão das tropas Napoleônicas era a resposta que a Corte de Paris havia planejado contra Gustav. E as revelações não parariam, Gustav me informou que o Próprio Villon e suas proles estavam adentrando o Palácio de Berlim e exigiam uma reunião com ele... E essa reunião aconteceu, Gustav estava apavorado como está nesse exato momento. Temendo por sua própria vida ele esperou a chegada de todas suas proles, Katarina Kornfeld, Peter Kleist, Thomas Hettinger e Lukas Bernhard. Nessa época, Friedrich von Köln já havia fugido da cidade e sinceramente, todos nós deveríamos ter fugido com ele... nós cinco permanecemos a frente de Gustav, ajoelhados perante a corte de Paris. A nossa frente estavam Villon e suas proles, Violetta, Calabris e Renata di Medici. Villon exigia retratações pelas execuções, acuado e desesperado, Gustav se levantou do trono e arrancou as cabeças de Peter, Thomas e Lukas. Jamais me esquecerei de ver a cabeça de Peter rolando pelo chão da sala do trono, do vitae de Thomas jorrando em minhas roupas e dos gritos de Katarina ao segurar o corpo sem vida de Lukas... aterrorizado pela loucura de Gustav, Villon saiu do castelo e retornou para Paris sem nunca mais olhar para trás. Ele levou a denúncia até o Círculo Interno. Era a segunda denuncia gravíssima contra a Corte de Berlim. Sabendo que o Círculo Interno tentaria puni-lo, Gustav reuniu todos os Príncipes germânicos e juntos eles deram início ao sórdido projeto Werwolf. Uma iniciativa que tinha como principal diretriz a extração dos mais antigos adormecidos em terras do Sacro Império Germânico. Usando o vitae desses matusaléns para gerar poderosos caniçais e soldados implacáveis, além é claro, de usar esses vitaes antigos para aumentar as próprias forças. Os Príncipes encontraram um Matusalém Ventrue, chamado Erik Eigermann, um matusalém Ravnos chamado Ankla Hotep, um matusalém Brujah chamado Lucius Cornelius Scipio e por fim, Penelope uma ancestral Cappadocian. Esse projeto Werwolf tornou todas as defesas germânicas intransponíveis até a segunda grande guerra mundial, o governo nazista foi extremamente utilizado pelos planos de Gustav de construir os mais fortes e inabaláveis soldados forjados pelo vitae cainita para vingar-se de Villon e sua corte. Mas um oficial nazista não foi afetado pelo laço de sangue, Heinrich Hilmmlet, líder do serviço secreto alemão. Foi graças a esse homem que teve seu abraço forçado após a guerra, que eu tive acesso a essas informações e fui capaz de leva-las ao grande Hardestadt. Essas são as minhas acusações, vocês receberam em seus celulares e dispositivos tecnológicos todos os documentos, provas e relatos. Agradeço o Clã Nosferatu por proporcionar essa distribuição de provas e termino por aqui as minhas palavras.

    Após o termino da longa declaração de Wilhelm, o som de vários celulares vibrando, tocando ou recebendo sms's invade todo o interior do Teatro. Os projetores começam a expor pelas paredes e colunas vários textos, incontáveis provas militares registradas pelo governo Nazista que deixavam clara a consciência de todo serviço secreto alemão da existência de cainitas e seres sobrenaturais. Era sem dúvida o maior escândalo de quebra de mascara já registrado na história da Seita.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 28/7/2016, 18:04

    O toque mais potente de Friederich assim como sua busca pela troca de olhares fez com que Pietra sorrisse feliz, as palavras deste apenas aumentaram ainda mais o sorriso assim como sanaram a dor que o coração da cainita sentia.

    - Sempre ao seu lado mio amato... Não seria diferente agora e não o será...

    Encostando de leve sua cabeça sobre o ombro deste Pietra beijou sua face antes de que as formalidades fossem por fim executadas. Ao chamado de Wilhelm os olhos da cainita continuavam a estudar a sua volta com interesse.

    As palavras do Príncipe dos Justos abaixo do palco central revelavam um significado poderoso, o gesto de igualdade a importância daquilo igualava a figura de Wilhelm a de Monçada, um sorriso simples surgiu em Pietra quando está novamente se lembrou do Cardeal.

    “ Mio querido Cardeal... Terias ficado feliz ao conhecer Wilhelm... Ele tem qualidades únicas e muitas das quais você prezava acima de tudo... Uma pena que os filhos da Espada não possam ter mais seus conselhos...”

    Porem a continuidade do discurso de Wilhelm fez com que a cainita se segurasse ao braço de Friederich, seus olhos vislumbraram as figuras dos príncipes germânicos no palco para então se voltar para Violetta. Saber que Toreadora mais velha havia presenciado a execução dos irmãos de Friederich fez com que a cainita pedisse por uma confirmação, mesmo que muda.

    “ Villon... O próprio veio tirar satisfação com Gustav... Três de suas proles... Ele matou três de suas proles por medo... Para manter um trono de vidro... Sua alma é negra... Sua humanidade se perdeu no tempo e mesmo assim esse monstro continua a viver... Porque? ”

    Apertando o braço de Friederich, Pietra sentiu o celular deste vibrar assim como o som dos inúmeros outros equipamentos o imitando, esta levantou os olhos para as paredes a sua volta vendo apenas a confirmação da verdade que Wilhelm revelara.

    “ Isso... Isso vai mudar toda a estrutura da Torre de Marfim... Todos os príncipes germânicos serão julgados.... Se não executados... Como eles ousaram fazer isso... Será que a autoridade de Hardestadt é o suficiente para manter esse Conclave em pé? O que acontecerá com Wilhelm... Ele acabou de fazer grandes inimigos...”

    - Mantenha-se em alerta... Este é um ponto crítico e qualquer movimento em falso pode fazer com que o Conclave se tornem um campo de batalha...

    Sussurrou Pietra aos ouvidos de Friederich, mantendo a postura ereta a cainita estudou a postura dos membros no palco esperando pela reação destes.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 30/7/2016, 04:30

    Você procurava por Violetta durante a declaração terrível de Wilhelm, a anciã Toreador estava sentada, com uma face profundamente triste.Seu pequeno corpo parecia reagir negativamente a lembrança que foi mencionada e instintivamente ela buscava olhar para você, fazendo um sinal de positivo com a cabeça, ela confirmava todo o depoimento de Wilhelm. Friederich demonstrava muito mais controle sobre a própria raiva, ele olhava diretamente para você durante longos segundos, mas assim que a movimentação de Wilhelm terminava, ele direcionava os olhos para o Herdeiro da Camarilla.

    Era notória a movimentação dos membros ali presentes, vários olhavam incrédulos para as chocantes imagens de experiências bizarras sendo executadas em cainitas, mortais, lobisomens. Os campos de concentração nazistas eram verdadeiras fábricas de material humano para tais atrocidades, todo grande oficial alemão da época parecia estar ciente da presença de seres sobrenaturais. Várias missões de expansão territorial e captura de judeus eram disfarçados por reais tentativas de capturar antigos em seus sonos profundos. Era um terrível escândalo, com proporções enormes.
    Hardestadt retomava a fala mais uma vez.

    -Prosseguindo a minha acusação, convoco a segunda prole de Gustav a depor. Senhora Katarina Kornfeld.
    A belíssima anciã oriental se coloca de pé e caminha até o lado de Wilhelm, ambos estavam agora de frente para Gustav, esse por sua vez estava recuado na cadeira de réu, ao lado de Anastasia. Príncipe Arn se virava para caminhar para a cadeira junto aos demais príncipes. Quando finalmente chegava em frente ao palco, Katarina diz.

    -Senhoras e Senhores, Damas e Cavaleiros. É com enorme desgosto e perdida em minha mais profunda vergonha que me coloco hoje a frente de todos vocês, como uma testemunha sobrevivente aos horrores que Gustav fez em prol de suas juras de vingança contra a Coroa de Paris. Minha função era muito clara, dês de meu abraço, fui a concubina de Gustav. Presa ao laço de sangue, torturada e exposta a humilhações indescritíveis, Gustav jamais olhou para mim como uma filha, seus olhos desejavam o meu corpo e o tomava à força. E assim eu fiquei eternamente ao seu lado, enquanto meus irmãos fugiam ou eram mortos, eu não conseguia escapar aos horrores do laço. Meu testemunho será pós Segunda Grande Guerra, no período da construção do Muro de Berlim e a separação oficial das duas cortes locais. Gustav estava ativo durante toda a Segunda Guerra, mas a derrota de suas forças o deixou extremamente abalado, ele buscou refúgio nas catacumbas do castelo. E só saiu de lá quando ouviu a terrível notícia de que os humanos estavam dividindo Berlim ao meio e que Wilhelm estava usurpando seu trono. Enfurecido ele marchou contra os mortais, causando uma enorme chacina, disparos de munição antitanque foram utilizadas, bombas, um horror surreal. O resultado do enfrentamento foi um torpor temporário devido aos danos severos, nesse meio tempo, o Clã Brujah chegou à Berlim Oriental e assumiu o Principado. Eu cedi as pressões Brujah por um preço, a possibilidade de despertar Gustav do Torpor, e eles pagaram a promessa, usando um vitae antigo e realmente poderoso, Gustav se ergueu novamente, mas preso ao laço de sangue com o clã Brujah Oriental. A Senhora Bansh havia assumido o trono Oriental e ela me disse que ordenaria que Gustav me libertasse do trono se eu a ajudasse a manter o Principado dela intacto. E novamente, eu negociei com os Brujah Orientais. Mas nós não esperávamos as ações de retaliação de Gustav, na realidade, a retaliação veio através das forças dos aliados de Gustav. Gradativamente, eles começaram a financiar as tropas do Sabá, atraindo-as para Berlim, a liga de Príncipes Germânicos chegou a pagar o transporte de um Bando Polonês para Berlim. E quando notamos o que havia acontecido, era tarde demais, o Sabá já possuía anciões na cidade... Gustav imediatamente declarou que o clã Brujah foi negligente e reassumiu a coroa, ainda acreditávamos que ele estava preso ao laço de sangue, mas o vitae do projeto Werwolf havia o libertado! E isso nos leva a chegada da prole do Senhor Hardestadt na cidade, o ancião Ventrue chamado Richard. Esse homem foi o responsável pela convocação do Conclave, mas como vocês podem perceber, ele não está entre nós. Gustav o convenceu de que havia entrado em torpor nas eras napoleônicas e que havia um falsário em seu lugar, esse era o objetivo inicial deste conclave, julgar o falsário que nunca existiu. Entretanto, Gustav foi surpreendido pelo rompimento da barreira que separava o Ocidente do Oriente, seus planos iram ser desmascarados imediatamente! Sem se preocupar, Gustav executou a prole de Hardestadt. A prova está na mancha negra que corre pela alma de Gustav nesse exato momento!

    Não pareciam haver limites da lista de crimes cometidos por Gustav e seus aliados, financiar o Sabá, destruir uma prole direta de Hardestadt. Os juízes se reuniam rapidamente para conversarem após a declaração de Katarina... Mas algo parecia ainda mais errado, uma sensação horrível, um mau presságio, algo terrível estava prestes a acontecer. Você olha ao seu arredor e vê Friederich que também parecia reagir da mesma forma que você e Magnus, que abria os olhos, dava dois passos para trás e incrédulo dizia.

    -Como? Não! É impossível! Gustav a destruiu... Eu vi com meus próprios olhos!

    [Off: Teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo]
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 30/7/2016, 13:53

    Os movimentos corporais de Violetta e seu olhar triste confirmando cada palavra de Wilhelm fizeram com que Pietra abaixasse o olhar, era um sinal de respeito a francesa que tanto respeitava. Seus olhos se voltaram para Friederich enquanto sua mão procurava a dele, brincando com palma da mão deste a cainita suspirou ao ver a movimentação no palco.

    “ Violetta... Por quais motivos vieste a Berlim? Villon não a enviaria aqui se houvesse alguma chance de que sua prole fosse ferida... Ele pode ser maquiavélico... Mas não despreocupado com suas crianças...”

    Ignorando os horrores que eram mostrados a sua volta Pietra escutou atentamente cada palavra de Katarina, a Rainha de Berlim desmascarava novamente mais uma faceta cruel de Gustav, forçada ao inimaginável para se ver livre deste Pietra mais do que nunca entendia as dores de Katarina.

    “ Nossas histórias... Eu tive a felicidade de conseguir escapar... Katarina não... Mesmo assim ela é forte e honrada... Sei que apesar de não admitir explicitamente Wilhelm nutre afeição para Katarina... Um rei e uma rainha...”

    Ao ouvir as palavras sobre o financiamento da Espada de Berlim, Pietra sorriu de forma inquisidora para Friederich, mesmo que a mesma nunca houvesse se importado com aquele detalhe, ouvir isso em meio a um conclave da Torre de certa forma não era animador.

    Os olhos de Pietra se voltaram para Gustav encolhido em sua cadeira quando Katarina revelou que o mesmo havia destruído a prole de Hardestadt, incrédula a cainita suspirou alto, porem sua atenção logo se voltou para Magnus.

    As palavras do mesmo assim como a sensação estranha que se apossou de Pietra a fizeram se segurar com mais força em Friederich, se soltando deste Pietra andou até Magnus para então tomar-lhe as mãos.

    - Acalme-se Magnus! De quem estás a falar?

    Off: Teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo = 6d10 + 1fv
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Dados em 30/7/2016, 13:53

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 6, 1, 6, 8, 10
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 3/8/2016, 02:42


    As palavras desesperadas de Magnus invadiram os teus ouvidos e ecoaram em sua mente. Em seguida, algo poderoso se aproximava, uma sensação tão indescritível como o sono que a atingiu noites atrás. A sensação de estar sendo observada retornava, algo se movia pelas trevas da cidade, inevitavelmente as palavras de Elizabeth retornavam a sua mente:

    "A Imperatriz. Simbolo da Ação, resultado da união entre a ciência e a vontade. Interessante como os elementos a guiaram até a Imperatriz, existem vários significados para essa imagem e essa previsão do seu destino, mas nada pequeno está a sua frente, Rafaldini il Ragno. As grandes lendas dizem que a Imperatriz é uma representação da sua querida Palas, esse será o seu destino."

    Seus olhos se fecham instintivamente, para verem a imagem da Imperatriz novamente, sentada em meio a escuridão a observa-la do mais alto dos tronos. Mas dessa vez não havia a voz de Elizabeth para conduzi-la, dessa vez você testemunhava a Imperatriz se erguer e caminhar na sua direção. Seu coração se apertou, sua voz a abandona, a Imperatriz estava a sua frente e ela era a criatura mais poderosa que seus olhos já haviam visto.

    "Nos vemos outra vez, Rafaldini il Ragno. Anuncie a minha chegada e use todas as suas patas para correr, minha fome é tão grande que talvez não consiga poupa-la. Anuncie o retorno da Imperatriz, teça suas teias e salve a sua vida, pequena Rafaldini il Ragno"

    Com uma força mental avassaladora, a Imperatriz força o teu retorno a realidade. Seus olhos se abrem violentamente e seus joelhos se quebram imediatamente, levando seu corpo ao chão, suas mãos seguram o carpete que forrava o teatro e impediam que a sua face tocasse o chão. Naquela fração de segundo a dor dos seus joelhos era insignificante, a presença dos grandes anciões da camarilla era pífia, algo mais antigo e mais forte que Melinda estava a caminho. E como a sua própria Regina havia lhe confessado uma vez:
    "Nunca esquecerei minhas noites ao lado de Helena, minha Senhora, uma mulher capaz de torcer o mundo, sobrepujar a realidade e devorar o livre arbítrio divino. Anciões são poderosos, mas matusaléns são as verdadeiras expressões dos horrores da maldição de Caim".

    Friederich se abaixava para acudi-la, levando uma mãos as suas costas ele perguntava algo que você era simplesmente incapaz de ouvir. Não era possível ouvir nenhuma outra voz, se não a voz da Imperatriz se repetindo, você deveria anuncia-la ou ela iria lhe devorar.


    A Imperatriz:
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 3/8/2016, 11:27

    Nada a cainita simplesmente não sentia nada além do terror, as palavras de Elizabeth ou até mesmo de Melinda não significavam nada diante daquela presença aterradora, mas a presença porem a reconhecia, dizia seu nome fazendo com que o medo ecoasse pelo mais profundo de Pietra.

    “Assim... Então é assim que ela se apresenta...”

    Diante da figura da Imperatriz, Pietra sentiu seus pulmões arderem como se esmagados pela simples pressão da presença dela, as palavras da Imperatriz ecoaram pela mente de Pietra, todo seu corpo respondeu tremendo diante disso.

    O corpo de Pietra caiu de encontro ao chão, as mãos que a apoiavam faziam força para que a mesma não caísse diretamente contra o carpete vermelho, dos olhos castanhos grossas gotas de sangue escorriam sem ao menos esta perceber isso.

    Olhar para Friederich e ver seus lábios se moverem não ajudou em nada, a única coisa que ecoava nos ouvidos e mente de Pietra era a ordem da Imperatriz. Abrindo a boca a primeira coisa que a cainita conseguiu fazer foi urrar... Um urro do mais puro terror e medo que poderia ser expressado naquele instante, agarrando-se ao paletó de Friederich, Pietra gritou o mais alto que seus pulmões poderiam chegar.

    - A IMPERATRIZ DESPERTOU!!! CORRAM PORQUE ELA QUER VINGANÇA... E NADA FICARÁ EM SEU CAMINHO... NADA FICARÁ DIANTE DE SUA FOME E VINGANÇA!!!

    Nos olhos da cainita ecoava um simples e único pedido de ajuda, era o medo que a fazia se mover, mas os joelhos quebrados e inertes não a levariam a lugar nenhum.


    Off: Gasto 1 FV para usar Majestade durante a fala.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 5/8/2016, 19:20

    -Pietra, pietra, PIETRA!!!

    Dizia Friederich, a voz dele começava soando bem baixo, cheia de ecos e distante. Mas rapidamente após a sua fala, a voz dele se tornava alta e principalmente após o grito, seus olhos e seus sentidos voltavam finalmente a funcionar com totalidade. Ainda confusa, você presenciava as últimas ações do conclave.

    Gustav era o primeiro a reagir após o seu anuncio. O Kaiser se virava para encarar diretamente Wilhelm. Em mais uma tentativa de desmoralizar a própria prole.

    -Esse é o seu plano? É essa a sua grande e geniosa ação? Soltar sobre Berlim uma besta secular faminta?

    Wilhelm encarava pela ultima vez o Gustav.

    -Você quer dizer que Berlim agora tem duas bestas seculares famintas. Usando suas próprias palavras, que o mais forte vença.

    Em seguida Hardestadt dava a palavra final do Conclave.

    -Eu, Hardestadt, condeno todos os envolvidos diretamente com o projeto Werwolf á destruição. Declaro então este conclave terminado e ordeno a todos os aqui presentes que se recolham a seus mais protegidos refúgios. Os sobreviventes dessa noite deverão comparecer ao castelo de Charlottenburg. Que Deus olhe por nós essa noite.

    Em seguida, após a fala do herdeiro da Torre de Marfim, você é surpreendida pela imagem do neófito tremere que estava no palco, passando correndo por você e indo em direção aos Toreador locais. Violetta estava olhando diretamente para você, preocupada e pronta para tomar uma ação imediata a qualquer instante. Friederich segurava o seu corpo com bastante cuidado, preocupadíssimo com os seus joelhos ele diz.

    -Vamos, temos que fugir daqui! Devemos retornar ao Festim e alertar a todos! Você tem vitae suficiente para curar seus joelhos? Precisa do meu? Pelo amor de Deus Pietra, responda alguma coisa!
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 5/8/2016, 20:45

    Ainda agarrada ao paletó de Friederich, Pietra sentiu seus sentidos retornarem ao corpo com rapidez, seu nome dito por Friederich teria arrancado um sorriso da cainita de a dor em seus joelhos também não estivesse presente.

    Um gemido seco escapou dos lábios da cainita quando esta começou a mover o sangue de seu corpo em direção de seus joelhos, enquanto os braços de Friederich a entrelaçavam em um claro sinal de proteção a cainita observava a sua volta ainda perdida, a lembrança da Imperatriz e toda sua fúria seria algo que Pietra não esqueceria.

    Em meio à confusão que se instaurou após as palavras finais de Hardestadt, Pietra respirou fundo escutando cada palavra de Friederich, segurando com cuidado a face do mesmo a cainita tentou sorrir embora o rosto manchado de sangue não ajudasse.

    - Shhhh... Eu vou ficar bem... Só me de tempo de solidificar os ossos...

    Em contrapartida ao pedido de calma Pietra não conseguiu evitar de olhar na direção de Violetta, a figura de sua amada senhora doeu no coração da cainita, estar tão perto da mesma e não poder ao menos toca-la ou ter sua atenção era algo com o que a cainita não estava acostumada, a dor que ecoou em seus olhos não

    - Mia madre... Desculpa... Eu queria tanto...

    Sussurrou Pietra, sem ao menos saber se teria alguma chance de rever Violetta após aquele inesperado Conclave encerrado a pressas. Com esforço a cainita usou a figura de Friederich para se levantar.

    “ Ela está bem... Esta ao lado de Wilhelm e segura... Isso é o que importa...”

    Off: Gasto 2 pontos de sangue para curar os joelhos.
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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Danto em 8/8/2016, 15:31

    Friederich olhou para você, abrindo a boca para responder alguma coisa. Mas antes que a boca dele fosse capaz de emitir qualquer som e que sua percepção pudesse reagir, seus olhos foram atraídos para um borrão rápido que atravessava o teatro, indo diretamente na sua direção e arrancando-lhe do chão enquanto seus ossos ainda estavam sendo curados pelo sua vitae. Rapidamente você sente o ar gelado batendo contra o seu corpo, você conseguia ter a impressão de que era uma mulher que estava te carregando, mas a velocidade era alta demais para compreender exatamente quem era. Logo a chuva se fazia presente, as gotas se chocavam contra o seu corpo e seu vestido, até que em poucos instantes você era carregada para o centro de uma quadra esportiva, uma imagem inusitada. Seus olhos prontamente reagiam e viam que quem havia carregado você era a própria Violetta, colocando-a no chão com cuidado a pequena anciã Toreador falava.

    -Estamos em um clube a leste do teatro, se quiser  voltar para o teatro você não irá levar nem cinco minutos. Mas eu não posso, não quero e não irei permitir que você retorne para aquele inferno! Eu não vou, jamais irei, ver novamente a barbárie que a linhagem insana de Gustav é capaz de causar. Tenho um carro a nossa espera no estacionamento do clube. Vamos ou você ainda quer voltar correndo para a prole de Gustav?


    Ela demonstrava uma enorme irritação e uma notável preocupação, Violetta estava de pé, com os braços cruzados e parecia não se importar com a chuva. Mais uma vez vocês duas se reencontravam e mais uma vez chovia. A anciã havia abandonado toda a linhagem que possuía na cidade para tirar você de dentro do conclave, sabendo que sua posição seria frágil e exposta, afinal, seu nome foi anunciado como a de um membro do Sabá e foi a sua voz que anunciou a chegada da Imperatriz. Seria previsível que algum cainita poderia atentar contra a sua vida naquele instante de fragilidade.

    [Off: Pontos de Sangue -> 15/20 / Ultima ação para o final do Ato]
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    Jess

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    Re: Ato XV - Narrativa de Pietra: Dead Gardens

    Mensagem por Jess em 8/8/2016, 16:05

    Esperando pelas palavras de Friederich, a cainita ficou surpresa e perdida ao perceber tarde demais que já não estava ao lado do Ventrue, de pé Pietra quase tropeçou no nada, naqueles poucos instantes seus joelhos já haviam se recuperado por completo, mesmo assim falharam perante toda aquela demonstração sobre humana de movimentos.

    Ainda confusa a cainita mirou a figura amada e diminuta de Violetta, as palavras da mesma elucidaram qualquer dúvida presente na mente de Pietra, em contra partida a dor de ter abandonado Friederich para trás se fez presente juntamente com a felicidade de reencontrar sua senhora amada.

    “Porque ela diz isso? Ela está ao lado de Wilhelm... já deveria ter percebido que as proles não se igualam a Gustav em nada...”

    Enxugando as lagrimas com as mãos Pietra tentou se limpar da melhor forma possível, a cainita respirou fundo ainda sentindo seus pulmões queimarem, o som do chuva ajudou com que a cainita recuperasse a calma embora a dor crescesse em seu peito.

    - Mia Signora... Suas crianças ficaram pra traz... Não temes pela segurança delas? Porque eu temo pela de Friederich... Em nada ele se parece com Gustav... E pude ver que Wilhelm também não...

    Encarando a figura de Violetta a italiana fechou os olhos por alguns segundos, abrindo-os Pietra suspirou alto, havia muito sobre os ombros de ambas as toreadoras, e as escolhas feitas no calor do momento não poderiam ser julgadas.

    - Minha querida... Confio em ti mais do que imaginas... Partimos daqui... Mas se precisares voltar para buscar tuas crianças o faça... Não quero ser um empecilho e sei do amor que sentes por elas... Só peço então minha Signora que eu possa acalmar de alguma forma aquele que acompanho... Porque por ele também possuo amor... Mesmo que a linhagem dele seja monstruosa, sei que ele não o é...

    “Friederich... Fique seguro... Por favor...”

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