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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

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    Danto
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    Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 15:54

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite


    As suas mãos tremulas e ensanguentadas entravam e saiam de foco, seu corpo inteiro reagia ao estresse de uma maneira extremamente negativa, sua musculatura se enrijecia ao ponto de lhe causar severas dores nas costas, no maxilar e nas pernas. A cada instante que se passava você ouvia mais um membro da Camarilla se ajoelhar diante os Punhos de Ferro do Grande Kaiser. As histórias do passado não eram nada se comparadas a verdade sobre aquele ancião, Gustav era um monstro, um devorador de vontades.
    Só restavam dois sentimentos dentro do seu corpo, raiva e medo. Os dois se enfrentavam como dois gladiadores desesperados, suas mãos se fecham e o sangue começa a escorrer pelas extremidades dos seus punhos fechados. Um filete finíssimo do sangue escorre até pingar sobre o carpete que forrava o chão abaixo dos seus pés, a segunda gota então cai mais próxima dos seus sapatos e a terceira finalmente os acerta. Seus olhos se focavam de maneira instintiva nessas gotas, especificamente nessas três gotas... Algo de estranho estava acontecendo, uma voz ecoava bem baixo dentro da sua mente, uma voz feminina que o incentivava a se levantar mais uma vez. “Erga-se, erga-se agora, erga-se, erga-se e olhe a sua volta”, dizia a voz fraca em sua mente. O volume da voz começava a aumentar e o singular se transformava em plural.

    -Ergam-se, ergam-se agora! Ergam-se, ergam-se e olhem a sua volta! Nós somos muito maiores, nós não iremos nos curvar! Não permitam que eles dominem as suas mentes pelo medo, esse é o jogo deles! Não permitam! Isso está errado! Não devemos viver amedrontados! Tirem suas vendas, olhem a sua volta agora!

    A mesma voz então gritava dentro da sua mente: “Ulrich se levante agora! ”. Seus olhos então tremeram e buscaram a origem daquela voz, encontrando uma única mulher de pé entre os Ventrue. Uma linda mulher de cabelos loiros e olhos azuis e um enorme vestido verde escuro. Era a única prole de Gustav presente no conclave, a própria Rainha de Berlim, Primógena Oriental Katarina Kornfeld. E após a sua visão daquela mulher, seus olhos são ainda capazes de ver todos aqueles que não estavam ajoelhados ou perdidos no pavor, se levantarem para olhar diretamente para Gustav. A Camarilla estava se erguendo novamente...
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    Miac

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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 26/7/2016, 17:04

    A cada resposta de espasmo de seus músculos por causa do estresse que o jovem passava, seus olhos respondiam de maneira a se fecharem com força. Ele se culpava por tudo aquilo, e seu corpo respondia a altura a sua própria tortura. Olhando para suas mãos sujas de sangue ele perdia a noção de onde elas estavam por não ter mais foco, para cada Cainita que se ajoelhava para Gustav um barulho de algo oco caindo no chão soava em sua mente.

    " Eu fiz isso, alimentei o monstro e joguei tudo que todos fizeram até agora...deveria fugir daqui, deveria sair daqui! Eu desejaria ser tão antigo quanto um Matusalém, nunca mais sentiria isso, não haveria antigo que me parasse...nunca mais se sentiria inferior, minha voz seria soberana, arrancaria a cabeça de Gustav e deixaria uma parte de seu corpo em cada parte de Berlim, mataria todos esses príncipes, e deixaria suas cabeças em balsamo por toda eternidade..."

    A cada gota de sangue que caia de suas mãos era como ouvir uma gota bater na superfície de um lago calmo, e ao fundo se ouvia um chamado, a voz aumentava gradativamente até tomar conta dos pensamentos do jovem Tremere, a cada palavra citada o peito de Ulrich se enxia de ar de uma maneira agressiva, isso fazia com que ele sentisse ainda mais dores nas costas e agora até mesmo suas costelas doíam devido aos músculos da caixa toraxica estarem rígidos e o mesmo forçando o ar para dentro. Seus punhos se fechavam novamente e de maneira lenta o Tremere começava a levantar.

    " Mais uma vez, é só o que peço, mais uma chance! Devo enfrentar meus medos, entender minha irã e ouvir aos mais sábios. É por isso que vim aqui é por isso que as vezes eu machuco aqueles que estão próximos a mim!"

    Ulrich com dificuldade havia se levantado, ele olhou para Katarina e não demonstrou nenhuma expressão, seus olhos diziam tudo, ele estava grato por aquilo, a certeza em seu olhar voltava aos poucos, e com uma certa dificuldade ele virou seu rosto para olhar Gustav e seus aliados novamente.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 22:57

    Para sua surpresa, um dos homens sentados no primeiro se levantava e começava a andar na sua direção, até fazer uma pausa e falar em tom sério, enquanto mantinha os olhos na face do ancião Gustav, as palavras saíam sem dificuldades e com um sotaque suave norte americano.

    - Lorde Gustav, Excelentissímos Justicares, Arauto, Chancellor e Dux Bellorum da Camarilla, Lorde Lotharius, Lady Katarina e todos os Príncipes Germânicos aqui presentes, boa noite.  

    Disse enquanto fazia uma mesura formal a Gustav e repetia o movimento para todos os demais Membros no palco. Sua postura estava reta, os olha era decidido e sério e enquanto os demais presentes na platéia ficavam de pé ele continuava:

    - Me chamo Howard Blake, ancillae Ventrue. Cheguei a Berlim a menos de duas horas, acredito eu. Não esperava um Conclave na cidade, minha chegada seria seguida de uma apresentação ao então Príncipe Ocidental Wilhelm. Na ausência do mesmo, apresento-me ao Príncipe de Berlim, Gustav Breidenstein. Formalidades realizadas. Posso acrescentar que temo pela continuidade até então parcialmente pacifica deste Conclave. Entendo os poderes aqui empreendidos pelo Príncipe, no entanto, a motivação que me traz até a frente de Vossas Excelências trata da integração entre os Cainitas que a Torre de Marfim busca desde o século de sua fundação, não citarei noites antigas como o Ilustrissímo Lorde Lotharius fez questão de insinuar. Farei uma apologia as noites atuais.

    Ele caminhou a passos lentos, seus olhos mantinham-se agora no Príncipe Arn, logo após para Coursain e depois para a Justicar Lucinde.

    - Fui enviado a esta cidade em busca daquele que chamam de Príncipe dos Justos e tenho o imenso desprazer de não encontrá-lo aqui. O Príncipe Wilhelm é conhecido do outro lado do oceano de onde vim, como um exemplo, um modelo de Membro a ser seguido nas noites atuais por todo aquele que deseja ser respeitado pelos demais como iguais. Longe de alcunhas, de tensões antigas, de histórias quando as fogueiras queimavam nossos mais antigos Membros, alguns até mesmo aqui presentes. Envergonho-me da situação atual de Berlim, dividida por dois Príncipes com ideais diferentes, embora sejam prole e Senhor.

    Ainda olhando profundamente nos olhos do antigo Senhor de Berlim, o extrangeiro continua a falar.

    - Príncipe Wilhelm prezava pelas alianças, confiança mútua, liderança e igualdade entre os clãs. Príncipe Gustav acredita no poder do sangue, no poder herdado de seu domínio de séculos em Berlim, onde apenas os grandes já reinaram. No entanto, como a Excelentissíma Justicar Lucinde colocou, os Príncipes não devem mais esmagar as vontades daqueles que permanecem em seus domínios como se fossem um martelo bárbaro, não devem colocar grilhões naqueles que têm a liberdade ao seu lado, utilizar-se de seu sangue para intimidar e colocar todos de joelhos, isso é ultrajante, um Príncipe deve se portar como o farol que protege aquela cidade, que preza pelos Membros da mesma. Lorde Gustav, tenho um pedido de reconsideração por seus atos desta noite, não estou aqui em posição de acusá-lo como fazem os demais, mas peço para que repense seus atos frente a todos neste Teatro, são os Membros de Berlim, que outrora fora sua cidade, àqueles os quais devem respeito e também merecem seu respeito. Um Príncipe pode questionar a Camarilla, enfrentá-la, mas para isso precisa de aliados, sua própria cidade está contra Vossa Excelência, basta olhar ao redor. Gostaria de ouvir as palavras de Vossa Alteza o Príncipe Arn von der Rosenhohe de Darmstadt, prole de Alexander e Príncipe de Hamburgo.


    Príncipe Gustav prontamente reage, em um movimento rápido ele desce do palco e parando na frente do jovem ventrue norte-americano. Encarando o mesmo face a face, você via na expressão de todos os ali presentes, um enorme desespero, Gustav então elevando a voz diz.

    -Prole de Hellen Bridges uma das mais sórdidas e desonradas Ventrue que eu já vi em minha vida. Um herdeiro do sangue inglês tem a ousadia de falar em minhas terras? E ainda demanda a palavra de um Príncipe? Predestes a coerência criança?

    A resposta a Gustav veio de seus próprios aliados, a voz de Arn ecoava. Era uma voz firme, muito bem pronunciada e confiante.

    -Gustav, se pretendes erguer tua mão contra um neófito do nosso clã mais uma vez. Eu juro por tudo que é mais sagrado que arranco tua cabeça e a penduro em uma estaca na frente do palácio de Berlim! Eu olho para você e vejo só os resquícios do que fora anteriormente, vejo a herança de um perdedor e de um Imperador sem coroa. Saia imediatamente da frente desse neófito, isso é uma ordem! Eu irei falar e todos vocês irão me ouvir. TODOS DE PÉ!

    Imediatamente, todos os presentes se colocam de pé. Eram as palavras de dominação que eliminavam a aura de pavor e intimidação que emanavam de Gustav. Em seguida, o próprio Arn continua a falar, arrancando olhares surpresos e incrédulos de todos os aliados de Gustav.

    -Eu vim por uma única razão, honrar a palavra dada a mais de quatrocentos anos atrás. Jurei proteger todas as terras alemãs contra as forças invasoras e estrangeiras. Jurei com minhas mãos construir a todo custo um enorme império para ver minha herança germinar. Eu não sou submisso a você Gustav, não confunda a relação de vassalagem e suserania. Tu és o meu vassalo e eu teu Suserano, estas a se comportar como uma besta e eu não apoiarei mais uma besta. Jovem Howard Blake caminhe até o teu destino e aguarde a retomada deste julgamento em silêncio. Agora, Senhora Stalest Coursain, entrego esse tribunal em ordem às suas mãos.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 26/7/2016, 23:35

    A confiança de Ulrich voltava aos poucos, só que ao ver o cainita se aproximando o mesmo ficou surpreso quando este começou a dirigir as palavras para Gustav.

    " A fama desse monstro se estende por todos os continentes, até mesmo seu próprio clã lhe tira a razão. Só que isso não vai acabar nada bem. Se até mesmo Lotharius ao desafiar Gustav na frente de todos o mesmo se comportou como um bestial eu não imagino o que será desse cara!"

    O jovem Tremere ficou apenas a observar aquela cena que para ele era de alguém que também lutava para se manter de pé. Ele deixava seus olhos fixos no Ancillae que falava, pronto para agir caso fosse necessario. Em sua mente tudo que aprendeu começava a voltar de maneira muito rápida. Porém, quando Gustav se aproximava daquele que acabara de se apresentar era como se estivesse vendo o diabo a caminhar em sua direção o que o fez relutar com os olhos.

    Aquilo era mais difícil que o convencional, ainda mais após seu fracasso em tentar argumentar contra o antigo e elevar a esperança para os mais novos, o peso que sentia ainda era extremo e doloroso, mas se mantinha de pé mesmo sofrendo a cada segundo que passava ali.

    " É agora!?"

    Só que o destino deveria estar adorando postergar suas dores, quando Arn Von começou a falar a atenção do mesmo se voltou para o Príncipe de Hamburgo, naquele momento o Tremere quase soltou um grande " vai se foder", aquele maldito esperou todo esse tempo para se revelar contra Gustav. Suas palavras eram belas e o sentido das mesmas boa de se escutar. Aquilo o estava deixando louco, por demais ele estava a se controlar, seus olhos se fecharam com força.

    " Só mais um pouco, apenas mais um pouco!"
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 26/7/2016, 23:59

    Perdido em sua mente, você se assusta quando vê o jovem americano subindo ao palco, mas a palavra de Katarina novamente marcaria a sua noite. Comando com enorme intensidade, ela ordenava:

    -Saúdem o Verdadeiro Príncipe de Berlim, Wilhelm Waldburg! Saúdem o Grande Herdeiro da Camarilla, Lorde do Sacro Império Romano, fundador da Camarilla e Lorde dos Lordes, Hardestadt.

    Após a fala da anciã Oriental, todos os olhos se viraram na direção de vocês. E o próprio Hardestadt fala.

    - Senhoras e Senhores. Boa noite. Apresento diante desse conclave os meus convidados de honra, Príncipe Wilhelm. Arcebispo Friedrich von Köln. Lorde Magnus Breidenstein. Bispo Pietra Rafaldini. Apresentações feitas, declaro que este Conclave está sob minha jurisprudência e responsabilidade. Agradeço e reconheço a presença dos Justicares, Príncipes, Anciões e Neófitos. Convoco a palavra de acusação contra Gustav, sua primeira prole, Príncipe Wilhelm.

    Gustav olha na direção de vocês, recuando em direção ao palco. O grande ancião parecia um jovem assustado e amedrontado diante da presença do grande Ventrue fundador da Camarilla.

    Os Convidados de Hardestadt:

    Hardestadt


    Wilhelm


    Friederich


    Pietra
     
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    Miac

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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 27/7/2016, 00:45

    Os olhos de Ulrich se perdiam quando Katarina anunciava os nomes, ele olhou para todo de maneira assustada e procurou sua senhora em meio a tantos rostos com uma expressão de estar completamente perdido naquele momento.

    " Fundador? Da Camarilla! Como esse cara ainda existe, bispo?"

    O jovem Tremere olhou para todos os ali presentes e a apresentação do fundador da Camarilla, naquele momento quando percebeu que até mesmo Gustav havia recuado o jovem cainita ficou com uma expressão de confuso, naquela altura do jogo as coisas estavam mais do que serias. Qualquer palavra mau colocada e as coisas iriam cair em pedaços.

    " O quão antigo é este homem e o quão poderoso ele seria?"

    As mãos do cainita iam para o anel que havia ganhado de Magnus ele o retirava de de maneira tremula, aquele anel era por direito dele e ele não sabia nem como entrega-lo.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 28/7/2016, 17:01

    Após a frase de Hardestadt, todos os olhos se voltaram imediatamente para a imagem de Wilhelm. O Príncipe dos Justos parecia calmo, assustadoramente calmo, dando um passo à frente ele demonstrava que seu testemunho seria dado ali mesmo, entre todos os clãs da Camarilla de Berlim. Um ato que por si só, recusava a presença de Gustav e seus aliados, recusava a autoridade dos Príncipes Germânicos e fortificava a força das massas e não dos Imperadores e Kaisers.

    -Senhoras e Senhores. Príncipes e Justicares. Lordes e Ladys. Apresento-me diante desse conclave como um igual a todos vocês, verdadeiros filhos de Caim, não utilizarei do meu título de Príncipe de Berlim, tão pouco dos meus títulos de Clã. Nessa noite eu me direciono a vocês como um membro da Camarilla que viveu durante trezentos anos preso ao laço de sangue, que viu com seus próprios olhos execuções arbitrarias, brutalidades contra mortais e o assassinato de seus irmãos à sangue frio pelas mãos de seu Próprio Senhor. Hoje eu apresento a vocês todas as provas que irão remover as coroas de todos os Príncipes Germânicos e que os ecos de minhas ações sejam forças de mudanças para todas as Cortes da Torre de Marfim. Começo então meu testemunho, em 27 de outubro de 1806, as tropas de Napoleão invadiram Berlim. Entre os soldados haviam membros Toreador e vários vassalos. Nessa noite eu e meus irmãos estávamos no interior do Palácio de Berlim. Haviam ordens expressas do Príncipe Gustav para uma reunião de urgência na sala do Trono, eu como Senescal fui o primeiro a chegar, para encontrar Gustav completamente descontrolado, tomado pela fúria ele urrava que seus inimigos haviam usado os mortais para atingi-lo. Ele me confessou naquela noite que havia destruído três Toreadores após a apresentação deles no Elísio de Berlim, esses três Toreadores eram membros da Corte de Paris e a apresentação deles enaltecia a grandiosidade do Príncipe Villon, atribuindo metáforas divinas ao mesmo. Tomado pela inveja, Gustav executou os três com as próprias mãos, a invasão das tropas Napoleônicas era a resposta que a Corte de Paris havia planejado contra Gustav. E as revelações não parariam, Gustav me informou que o Próprio Villon e suas proles estavam adentrando o Palácio de Berlim e exigiam uma reunião com ele... E essa reunião aconteceu, Gustav estava apavorado como está nesse exato momento. Temendo por sua própria vida ele esperou a chegada de todas suas proles, Katarina Kornfeld, Peter Kleist, Thomas Hettinger e Lukas Bernhard. Nessa época, Friedrich von Köln já havia fugido da cidade e sinceramente, todos nós deveríamos ter fugido com ele... nós cinco permanecemos a frente de Gustav, ajoelhados perante a corte de Paris. A nossa frente estavam Villon e suas proles, Violetta, Calabris e Renata di Medici. Villon exigia retratações pelas execuções, acuado e desesperado, Gustav se levantou do trono e arrancou as cabeças de Peter, Thomas e Lukas. Jamais me esquecerei de ver a cabeça de Peter rolando pelo chão da sala do trono, do vitae de Thomas jorrando em minhas roupas e dos gritos de Katarina ao segurar o corpo sem vida de Lukas... aterrorizado pela loucura de Gustav, Villon saiu do castelo e retornou para Paris sem nunca mais olhar para trás. Ele levou a denúncia até o Círculo Interno. Era a segunda denuncia gravíssima contra a Corte de Berlim. Sabendo que o Círculo Interno tentaria puni-lo, Gustav reuniu todos os Príncipes germânicos e juntos eles deram início ao sórdido projeto Werwolf. Uma iniciativa que tinha como principal diretriz a extração dos mais antigos adormecidos em terras do Sacro Império Germânico. Usando o vitae desses matusaléns para gerar poderosos caniçais e soldados implacáveis, além é claro, de usar esses vitaes antigos para aumentar as próprias forças. Os Príncipes encontraram um Matusalém Ventrue, chamado Erik Eigermann, um matusalém Ravnos chamado Ankla Hotep, um matusalém Brujah chamado Lucius Cornelius Scipio e por fim, Penelope uma ancestral Cappadocian. Esse projeto Werwolf tornou todas as defesas germânicas intransponíveis até a segunda grande guerra mundial, o governo nazista foi extremamente utilizado pelos planos de Gustav de construir os mais fortes e inabaláveis soldados forjados pelo vitae cainita para vingar-se de Villon e sua corte. Mas um oficial nazista não foi afetado pelo laço de sangue, Heinrich Hilmmlet, líder do serviço secreto alemão. Foi graças a esse homem que teve seu abraço forçado após a guerra, que eu tive acesso a essas informações e fui capaz de leva-las ao grande Hardestadt. Essas são as minhas acusações, vocês receberam em seus celulares e dispositivos tecnológicos todos os documentos, provas e relatos. Agradeço o Clã Nosferatu por proporcionar essa distribuição de provas e termino por aqui as minhas palavras.

    Após o termino da longa declaração de Wilhelm, o som de vários celulares vibrando, tocando ou recebendo sms's invade todo o interior do Teatro. Os projetores começam a expor pelas paredes e colunas vários textos, incontáveis provas militares registradas pelo governo Nazista que deixavam clara a consciência de todo serviço secreto alemão da existência de cainitas e seres sobrenaturais. Era sem dúvida o maior escândalo de quebra de mascara já registrado na história da Seita.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 28/7/2016, 20:16

    Ulrich acordando do susto que havia tomado com a chegada do fundado e prontamente se colocou de joelhos como uma forma de respeito para o mesmo, logo após o mesmo se levantava e ouvia o que o príncipe dos justos estava falando. Na verdade o mesmo apenas se lembra de sua apresentação e depois disso o mesmo nunca mais teve algum contato com aquele cainita.

    " Gustav é um maldito louco covarde! E mesmo eu achando de certa forma fascinante o fato desses experimentos terem dado tão certo assim o que ele plantou não foram avanços e sim retrocesso, fora que ele humilhou o próprio sangue, destrói aqueles que deveriam ser nutridos e prosseguir com seu sangue por toda a eternidade, seus ideias, sua missão...e agora se mantem acuado novamente igual a cena que o príncipe descreveu! Vai matar um dos seus aliados agora Gustav?"

    O jovem Tremere olhou para o celular e rapidamente começou a baixar o conteúdo e lendo algumas partes de maneira rápida, aquele antigo cainita sabia como conduzir boas falas e se crescer no medo dos demais, mas quando Ulrich olhou para ele novamente o que via era apenas a sombra de um verdadeiro covarde e seus olhos desejam a morte do ancião por ser apenas um peso para Camarilla.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 30/7/2016, 04:26

    Era notória a movimentação dos membros ali presentes, vários olhavam incrédulos para as chocantes imagens de experiências bizarras sendo executadas em cainitas, mortais, lobisomens. Os campos de concentração nazistas eram verdadeiras fábricas de material humano para tais atrocidades, todo grande oficial alemão da época parecia estar ciente da presença de seres sobrenaturais. Várias missões de expansão territorial e captura de judeus eram disfarçados por reais tentativas de capturar antigos em seus sonos profundos. Era um terrível escândalo, com proporções enormes.
    Hardestadt retomava a fala mais uma vez.

    -Prosseguindo a minha acusação, convoco a segunda prole de Gustav a depor. Senhora Katarina Kornfeld.
    A belíssima anciã oriental se coloca de pé e caminha até o lado de Wilhelm, ambos estavam agora de frente para Gustav, esse por sua vez estava recuado na cadeira de réu, ao lado de Anastasia. Príncipe Arn se virava para caminhar para a cadeira junto aos demais príncipes. Quando finalmente chegava em frente ao palco, Katarina diz.

    -Senhoras e Senhores, Damas e Cavaleiros. É com enorme desgosto e perdida em minha mais profunda vergonha que me coloco hoje a frente de todos vocês, como uma testemunha sobrevivente aos horrores que Gustav fez em prol de suas juras de vingança contra a Coroa de Paris. Minha função era muito clara, dês de meu abraço, fui a concubina de Gustav. Presa ao laço de sangue, torturada e exposta a humilhações indescritíveis, Gustav jamais olhou para mim como uma filha, seus olhos desejavam o meu corpo e o tomava à força. E assim eu fiquei eternamente ao seu lado, enquanto meus irmãos fugiam ou eram mortos, eu não conseguia escapar aos horrores do laço. Meu testemunho será pós Segunda Grande Guerra, no período da construção do Muro de Berlim e a separação oficial das duas cortes locais. Gustav estava ativo durante toda a Segunda Guerra, mas a derrota de suas forças o deixou extremamente abalado, ele buscou refúgio nas catacumbas do castelo. E só saiu de lá quando ouviu a terrível notícia de que os humanos estavam dividindo Berlim ao meio e que Wilhelm estava usurpando seu trono. Enfurecido ele marchou contra os mortais, causando uma enorme chacina, disparos de munição antitanque foram utilizadas, bombas, um horror surreal. O resultado do enfrentamento foi um torpor temporário devido aos danos severos, nesse meio tempo, o Clã Brujah chegou à Berlim Oriental e assumiu o Principado. Eu cedi as pressões Brujah por um preço, a possibilidade de despertar Gustav do Torpor, e eles pagaram a promessa, usando um vitae antigo e realmente poderoso, Gustav se ergueu novamente, mas preso ao laço de sangue com o clã Brujah Oriental. A Senhora Bansh havia assumido o trono Oriental e ela me disse que ordenaria que Gustav me libertasse do trono se eu a ajudasse a manter o Principado dela intacto. E novamente, eu negociei com os Brujah Orientais. Mas nós não esperávamos as ações de retaliação de Gustav, na realidade, a retaliação veio através das forças dos aliados de Gustav. Gradativamente, eles começaram a financiar as tropas do Sabá, atraindo-as para Berlim, a liga de Príncipes Germânicos chegou a pagar o transporte de um Bando Polonês para Berlim. E quando notamos o que havia acontecido, era tarde demais, o Sabá já possuía anciões na cidade... Gustav imediatamente declarou que o clã Brujah foi negligente e reassumiu a coroa, ainda acreditávamos que ele estava preso ao laço de sangue, mas o vitae do projeto Werwolf havia o libertado! E isso nos leva a chegada da prole do Senhor Hardestadt na cidade, o ancião Ventrue chamado Richard. Esse homem foi o responsável pela convocação do Conclave, mas como vocês podem perceber, ele não está entre nós. Gustav o convenceu de que havia entrado em torpor nas eras napoleônicas e que havia um falsário em seu lugar, esse era o objetivo inicial deste conclave, julgar o falsário que nunca existiu. Entretanto, Gustav foi surpreendido pelo rompimento da barreira que separava o Ocidente do Oriente, seus planos iram ser desmascarados imediatamente! Sem se preocupar, Gustav executou a prole de Hardestadt. A prova está na mancha negra que corre pela alma de Gustav nesse exato momento!

    Não pareciam haver limites da lista de crimes cometidos por Gustav e seus aliados, financiar o Sabá, destruir uma prole direta de Hardestadt. Os juízes se reuniam rapidamente para conversarem após a declaração de Katarina... Mas algo parecia ainda mais errado, uma sensação horrível, um mau presságio, algo terrível estava prestes a acontecer. Lotharius que estava ao seu lado, arregalava os olhos e apoiava as mãos sobre a bancada, aparentemente essa sensação havia sido fortemente sentida pelo matusalém Tremere. Murmurando ele diz.

    -Algo muito poderoso acordou...

    [Off: Teste de Percepção + Acuidade + Ocultismo]
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 30/7/2016, 16:30

    Ulrich ao ver as experiencias com cainitas, humanos e Lobisomens ficou de olhos arregalados, como esse maldito pretendia controlar tudo aquilo no futuro caso desse certo? Iria criar uma supremacia em seu nome e achar que com coleiras seguraria a todos.

    " Esse maldito não tem ideia das coisas que estava tentando criar, como se já não bastasse realizar experimentos sem nenhum conhecimento expõe a todos nós assim de maneira tão aberta. Seria esse o real motivo pelo seu ódio contra nós do Clã Tremere, porém, imagino que se os humanos tivessem conseguido realizar as experiencias com sucesso...o que sairia de lá"

    Só que ao notar a voz de Katarina que começava a falar o jovem retirou seus olhos de seu celular e começou a prestar atenção na Rainha do Oriente, logo o mesmo se sentiu extremamente desconfortável com aquelas palavras, a mulher fora usada como um objeto sexual para Gustav o que inflava ainda mais o ódio de Ulrich. Não imaginava o quão monstruoso era aquele antigo.

    " Imagino a dor que ela deva sentir todas as noites ao acordar, as lembranças devem ser tão tortuosas, não saberia imaginar o que ela sente e muito menos descrever o desdem e raiva da mesma perante ao monstro...e esse maldito é uma verdadeira víbora maldita, enganou até mesmo Magnus se passando por um falso Gustav, maldito, essas afirmações são desnecessárias, isso já deveria acabar aqui com o sangue desse filho da puta escorrendo pela madeira que piso. Seus pedações deveriam ser divididos pelos quatro cantos de Berlim como um aviso para dementes e desvirtuosos de espirito como ele..."

    Ulrich fechou os olhos por um breve segundo e sentiu seu corpo tremer como um calafrio tão horrível quanto as coisas ditas ali, ele prontamente levava as mãos até as costas de Lotharius sem toca-lo como alguém que estaria pronto para ajuda-lo caso fosse necessario.

    - Vossa excentricidade, eu também senti! Devemos alertar a todos?

    Uma mistura de preocupação e medo era sentida nas palavras do jovem, novamente ele sentia aquilo, algo similar quando foi pego pelo sono. Seus olhos procuravam por sua senhora como uma suplica de ajuda.

    OFF: Percepção + Acuidade + Ocultismo: 3 + 3 + 4 = 10 d10
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Dados em 30/7/2016, 16:30

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 6, 6, 2, 2, 5, 1, 4, 5, 3
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 3/8/2016, 02:50

    Lotharius olha para você e abre um pequeno sorriso na face, respondendo-o.

    -Eu realmente gostei desse termo, repita-o sempre que possível quando se referir e não se preocupe, não há necessidade de evidenciar o óbvio, criaturas como essas escolhem seus porta-voz. Espere que alguém irá revelar o que iremos ver essa noite.


    A naturalidade de Lotharius com a situação era simplesmente assustadora, principalmente porque você logo sentiria uma das mais inesquecíveis e dolorosas sensações de sua não-vida. Uma ardência se iniciava na extremidade do seu corpo e se expandiam até seu coração, sua besta gritava de medo dentro da sua mente e entrava em uma apavorante e descontrolada ação de pranto e temor. Ela reagia assim para lhe dizer que algo maior do que todos os ali presentes estava se aproximando, uma criatura tão poderosa que não deixaria pedra sobre pedra, um titã faminto pelo Vitae. Lotharius então diz.

    -Entende agora porque demorei tanto a comparecer ao conclave jovem? Você se lembra do que eu lhe disse em Munique na noite anterior? A Camarilla se mostrou incapaz de punir os culpados, então eu irei apresenta-los a justiça do sangue.

    Diante os seus olhos, você vê todos os presentes se contorcendo de medo, de horror e a beira de um ataque generalizado de pânico. Os antigos eram os que mais sofriam com aquela sensação tenebrosa, alguns caiam no chão, outros levavam as mãos a cabeça. Gustav imediatamente se levantava e olhava para Arn e Anastasia, os três conversavam baixo, preocupados, eles estavam prestes a abandonar o conclave custe o que custar. Lucinde, a justicar Ventrue, olhava na sua direção assustada e em seguida ela buscava olhar para todos os neófitos que haviam ajudado a forjar aquele conclave. Imediatamente, ela abandonava o posto de Juiza e corria pelo palco na sua direção, parando em frente a Lotharius ela indagava.

    -O que você fez? Diga-me, o que você trouxe a Berlim?

    Lotharius então responde.

    -Estou simplesmente cumprindo minhas promessas, apenas os justos sobreviverão à fúria da verdadeira e única Senhora de Berlim, a Senhora de Gustav e Magnus que veio para destruir sua própria ninhada sórdida. Corra criança e nunca se esqueça que o Clã Tremere nunca esquece e sempre derrota seus inimigos.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 3/8/2016, 11:30

    Ulrich não sabia como reagir a ação de Lotharius, seus olhos procuravam por sua senhora de maneira desesperada, o mesmo colocou a mão no peito a apertar com extrema força demonstrando a dor que sentia, seus olhos viravam com o desconforto intenso que sua besta lhe causava.

    - Vossa Excentricidade que acordou isso! Nunca esquecerei nenhuma palavra dita naquela noite meu Senhor...terá a cabeça de todos os culpados e será o novo príncipe?

    Os olhos do jovem Tremere demonstravam um imenso medo ao olhar para Lotharius, seus corpo reagia ao estresse que sentia de maneira negativa. Até mesmo suas pressas se mostravam naquele momento, algo que ele pouco fazia.

    Quando Lucinde olhou para o mesmo ele balançou a cabeça de maneira negativa como se não soubesse o que estava acontecendo, mas ao ouvir as ultimas palavras de Lotharius ele se virou do palco e ao descer do mesmo sentiu novamente uma pontada em seu coração o que o fez cair de joelhos, ele soltou uma especie de grunhido animalesco naquele momento e se levantou de maneira rapida.

    " Apenas os justos...não que ela tenha feito algo de ruim! Mas esta sentindo dor...dessa vez estarei ao seu lado como prometi!"

    Tentou correr o máximo que podia para chegar até Diana, esbarrando em alguns cainitas e até mesmo perdendo o equilíbrio por varias vezes, seus olhos faiscavam como uma criatura sobrenatural, suas veias bombeavam sangue para todo seu corpo e o azul de sua iris se tornava mais claro.

    Spoiler:
    OFF: Gasto 2 pontos de sangue para destreza (4). E queimo um de força de vontade para parar de sentir dor ou acalmar a besta 10/14 vitae e 6/7 força de vontade.

    Destreza + esporte = 4 + 1 5d10
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Dados em 3/8/2016, 11:30

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 2, 1, 2, 8
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 5/8/2016, 19:16

    Você se virava e corria na direção do andar superior, pulando do palco e se movendo o mais rápido que conseguia, passando bem perto do Príncipe Wilhelm e de Katarina que estavam nos corredores do piso inferior, mas quando você dava inicio a subida pelo lance de escadas que levavam ao piso superior, sua atenção é direcionada para a imagem da mulher que havia chegado junto com Wilhelm e Magnus, identificada anteriormente como Bispo Rafaldini. A mulher caía no chão, usando as mãos para agarrar o terno do homem que estava ao lado dela, ela gritava para todos ouvirem.

    - A IMPERATRIZ DESPERTOU!!! CORRAM PORQUE ELA QUER VINGANÇA... E NADA FICARÁ EM SEU CAMINHO... NADA FICARÁ DIANTE DE SUA FOME E VINGANÇA!!!

    Essa frase foi alta e poderosa o suficiente para ecoar por todo teatro, Gustav era o primeiro a reagir. O Kaiser se virava para encarar diretamente Wilhelm. Em mais uma tentativa de desmoralizar a própria prole.

    -Esse é o seu plano? É essa a sua grande e geniosa ação? Soltar sobre Berlim uma besta secular faminta?

    Wilhelm encarava pela ultima vez o Gustav.

    -Você quer dizer que Berlim agora tem duas bestas seculares famintas. Usando suas próprias palavras, que o mais forte vença.

    Em seguida Hardestadt dava a palavra final do Conclave.

    -Eu, Hardestadt, condeno todos os envolvidos diretamente com o projeto Werwolf á destruição. Declaro então este conclave terminado e ordeno a todos os aqui presentes que se recolham a seus mais protegidos refúgios. Os sobreviventes dessa noite deverão comparecer ao castelo de Charlottenburg. Que Deus olhe por nós essa noite.

    Você finalmente conseguia terminar a sua corrida em direção a bancada superior onde o clã toreador estava, Diana estava sentada junto com as irmãs, Elza também se encontrava sentada nas cadeiras, ao lado da anciã Violetta. Diana se levantava e olhava para você.

    -O que você está fazendo aqui Ulrich? Vá com a sua família! Não basta a vergonha que passou em alimentar aquele monstro, você realmente acredita que seu lugar é entre os Toreadores locais?

    Rapidamente, enquanto Diana lançava as palavras mais duras que você já havia ouvido dos lábios dela, os presentes no teatro davam inicio a uma rápida saída. As luzes de segurança ascendiam e seguranças apareciam nas portas para certificar que elas se manteriam abertas.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 6/8/2016, 07:04

    Ulrich ouvia as palavras citadas por todos em meio a sua corrida. Suas pernas estavam doloridas, assim como a tensão que causava em seu ombro o estava deixando realmente irritado.

    " Imperatriz!? Mais essa agora, já não basta esse demônio estar aqui e agora vai vir outra! E vai ser apenas assim! A Camarilla vai sucumbir a uma besta incontrolável que fará a vingança por ela...mas até mesmo Lotharius sabia daquilo. No final apenas a destruição vai assolar a todos aqui!"

    O jovem Tremere para diante da porta e expressão um sorriso ao ver que Diana e os demais ali não estavam sofrendo com as dores de sentir a "imperatriz", mas sua expressão se tornou inquieta por um momento, sua besta desejou agarrar Diana pelo pescoço e arrancar sua linguá com as mãos, ele apoiou a mão na moldura lateral da porta e a apertou com força, seus olhos estavam arregalados da maneira mais incrédula ao olhar para a Toreadora, sua voz soou meio fraca em um tom de extrema dor.

    - Vim ver se você estava bem! Meu lugar não é ao lado dos Toreadores Diana, mas lhe prometi que estaria ao seu lado essas noites. Creio que esteja bem. Peço desculpas a todos aqui pela falta de habilidade em me expressar. E que Vossas Senhorias consigam um local seguro.

    Ulrich se virava e corria em direção a saída mais próxima que estava o local destinado aos Tremeres, seu peito doía de uma maneira diferente, a tempos ele não sentia aquilo, a varias noites ele estava lidando com palavras duras de mais e uma responsabilidade imposta nele só que por qual motivo as palavras daquela mulher tinham mais peso que as demais?
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 8/8/2016, 17:28

    Você corre em direção a saída do teatro, sendo um dos primeiros a alcançar o lado exterior daquele inferno cainita. A primeira coisa que seus olhos viam era uma forte chuva e uma correria enorme dos membros da Staff do conclave que estava a garantir que todas as saídas estavam seguras. Você saia pela entrada do teatro, cruzando a pequena praça na frente do mesmo em meio a chuva forte que caia dos céus. Correndo, você alcança a primeira esquina e sem pensar duas vezes já dava sinal para o primeiro táxi, seu único desejo era chegar em sua própria casa. Finalmente fechar os olhos e dormir. A vergonha da falha ainda ecoava dentro de seu intimo e você sentia uma enorme exaustão mental, sentando dentro do taxi, você se permite um pequeno relaxar da musculatura. As palavras de Diana ainda ecoavam dentro da sua mente e incomodavam muito mais do que o cansaço ou as roupas encharcadas. O taxi parava em frente a prédio onde ficava seu apartamento, a rua estava vazia por causa da chuva e iluminada pelos postes. Mas havia uma pessoa de pé em frente ao prédio, usando um guarda chuvas a pessoa estava de costas para a rua e de frente para o prédio. Você pagava o taxista e saia do taxi, seguindo em direção ao seu apartamento, seus olhos quase não reconhecem a pessoa que estava ali de pé, era tão inesperado e surreal que era difícil simplesmente acreditar. Era Cassandra e ela olhava para você.

    -Você não deveria estar no conclave?

    Off: Pontos de Sangue -> 10/14 ; FdV -> 4/7
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 8/8/2016, 20:33

    Ulrich se demonstrava aflito e impulsivo como sempre fora e não seria ali que mudaria, talvez desejasse realmente sair daquele lugar o mais rápido que conseguisse com ou sem a imperatriz vindo.

    Ao sentar no banco do carro o mesmo encostava sua cabeça no apoio para descanso e fechava os olhos relaxando o corpo de uma maneira que não fazia a algumas noites, pensou por alguns instantes em tudo que passou e o que lhe assolava mais nas lembranças eram as palavras de Diana, ele se sentia rejeitado e aquilo o feria da maneira mais dolorosa possível.

    " Será que confiei demais em alguém e agora estou colhendo os frutos dessa minha maldita decisão? Ela se demonstrou uma verdadeira puta lá...merda!"

    Ao sair do táxi o mesmo arregalou os olhos e logo fechou a cara em uma expressão de extrema irritação ao ver Cassandra, e assim ele permaneceu após a fala da cainita por cerca de quase um minuto, ele respirou profundamente e voltou sua expressão normal com uma voz cansada.

    - Não tem mais conclave, como se aquele inferno fosse um!Você não deveria estar no Sabá?

    Ele passou as mãos no cabeço agora completamente encharcados pela chuva retirando o grande excesso de água que contia neles, o que o fez ficar com o mesmo todo para trás, sem esperar uma resposta o mesmo vai em direção a porta e a abre de maneira calma, era como se ele não quisesse ouvir o que a mulher tinha para disser, olhou sobre seu ombro para trás e falou de maneira calma.

    - Tirando o fato assustador de estar observando minha casa o que me faria questionar do por que esta aqui e ainda mais agora que foi para o outro lado. Entre por favor, uma matusalém chamada de imperatriz acordou e por essa noite as ruas são mais perigosas que ser cria do Gustav.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 9/8/2016, 03:50

    Cassandra observava as suas ações, o pouco que você conhecia dela já era de se esperar que ela teria muito a falar e que certamente iria dizer algo sobre as suas atitudes e maneira de falar. Entretanto, ela estava mais distante do que o comum, ela nem sequer sorria diante as suas palavras ou demonstrava algum tipo de medo quando o nome da Imperatriz era mencionado. A jovem simplesmente caminhou na sua direção e adentrou o prédio ao seu lado, fechando o guarda chuva e indo junto contigo até o elevador que daria acesso ao seu apartamento.

    -Eu entendo que seja algo estranho, me encontrar diante teu refúgio dessa maneira, a realidade é que você é minha ultima memória sobre minha vida na Camarilla. Eu dei um passo em um caminho que eu talvez nunca mais possa desviar, mas a nostalgia se fez presente e sem perceber parei aqui. Além do mais, sim, eu deveria estar lá do outro lado. Mas meu tutor não permitiu que eu o acompanhasse...

    Finalmente vocês saiam do elevador e caminhavam até a porta do seu apartamento, você a abre e encontra tudo em seu devido lugar. Uma calma e uma certeza de que dentro do seu apartamento tudo finalmente ficaria bem, não haveria cobranças ali, muito menos as dolorosas palavras de Diana ou a figura assustadora de Gustav que lhe assombraria por algumas noites.

    -Eu sei que isso pode soar estranho, mas nós poderíamos conversar? Tenho desculpas a pedir...
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 9/8/2016, 10:00

    Ulrich observa as atitudes de Cassandra e lhe ouve com atenção. Era notório que a mesma parecia caminhar em um lugar completamente obscuro e que ela procurava por algo, uma ajuda. Mas ele deveria ajudar um membro do Sabá! Ele olhou para o lado vendo Cassandra naquele estado e ainda no elevador falou de forma meio irritada.

    - Pelo menos seu Tutor teve uma boa coerência em não lhe deixar lá, veja como está...Por favor entre!

    Ao abrir a porta de casa o jovem Tremere fecha os olhos e respira fundo ao ponto de se relaxa ao máximo com aquele gesto, seus olhos se voltaram para Cassandra com uma certa censura, não por não desejar conversar com a mesma e sim pelo modo que ela falava, a tristeza dela o deixava desconfortável e isso não era o que ele desejava mais. Com um gesto simples com a mão o mesmo apontou o sofá para ela enquanto subia para trocar de roupa.

    Ele voltava com uma calça de moletom e uma camiseta um pouco velha, havia uma toalha em seu pescoço e seu cabelo estava levemente molhado ainda, ele se sentava na mesa de centro e ficava de frente para Cassandra, ele segurou a ponta dos dedos da mesma com sua mão e as olhando falou.

    - Um Tremere deve ser nutrido sempre que for preciso. Nunca mais me peça permissão para conversar, você sempre a teve. Não peça desculpas por ter tentado me ensinar sobre o modo de agir com a não vida. Sou grato a você Cassandra, sempre serei, assim como todos como você que tentaram me ensinar e eu por minha vez consegui distanciar todos. Eu devia estar lá com você...deveria ter gritado e lhe xingado para que não fosse, só que eu precisava descobrir quem eu era primeiro. Eu que devo lhe pedir desculpas. Mas não irei. Aprendi que simples desculpas não resolvem as coisas e sim meus atos. Saiba que mesmo de lados opostos eu sempre que puder irei lhe ajudar, conversar, aconselhar e brigar se for necessario. Fico feliz que tenha feito algo que realmente desejava fazer e muito triste também.Acho que envelheci muito em tão pouco tempo...

    Suas palavras eram dolorosas e afetivas para a Cainita, ele a olha finalmente e com a mão direita calmamente retira de seu bolso o cartão que ganhou e coloca nas mãos de Cassandra, seus sentimentos ali já estavam mais do que aflorados, ele havia retirado um grande peso de sua consciência desabafando com ela daquele jeito. Seus olhos ficam vermelhos com o marejar que vinha, o mesmo segurava as lagrimas e por fim fala em um tom de culpa com um sorriso desconcertado no rosto.

    - Era para ter sido eu e não você...
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 10/8/2016, 14:36

    Vocês dois entravam e a Cassandra colocava o guarda chuva fechado logo na entrada, tirando o casaco pesado e deixando-o sobre o sofá, ela se sentava. Por baixo do grande casaco, ela usava uma calça jeans e uma camisa de manga longa de lã de cor escura. Calmamente ela esperava por você voltar e ouvindo as suas palavras ela abria um pequeno sorriso, estendendo a mão para pegar o que você a oferecia, lendo o cartão ela responde.

    -Ulrich...Você tem razão na sua fala, algo que eu não esperava de você tão cedo. Interessante como mudamos tanto e tão rápido, você já não parece mais aquele rebelde revoltado que detestava tudo que o circundava. E eu já não sou mais a prole mais perfeita e tradicional da capela... Eu exagerei quando censurei o seu avanço dentro da capela, mas eu precisava ensinar algo à você. Somos nós dois da mesma linhagem, uma linhagem que enfrenta desconfiança dentro do próprio clã. Você se mostrava confuso e outros cainitas da Camarilla oportunistas poderiam usa-lo a qualquer momento, Harpias fazem jogos cruéis e existem várias na corte de Berlim...Eu mesma quase fui exposta a um escândalo quando mais jovem. Enfim, eu senti a necessidade de rever meu passado, já passei pelo ritual de criação do Sabá e apesar de ter sido você, quem se tornou foi eu. Não me arrependo, era impossível não reagir... Ulrich, o ataque a capela foi terrível...
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 10/8/2016, 15:08

    Ulrich olhava diretamente para Cassandra agora, o mesmo fez um gesto positivo com a cabeça entendendo o que a mesma falava.

    - Vejo de maneira diferente. Você é uma criatura única, cheia de sentimentos e com um ideal tão forte que nem mesmo os antigos conseguiram lhe prender. Agora está livre. Nunca seremos perfeitos Cassandra, mas somos únicos ao nosso modo.

    O mesmo soltava as mãos da Cainita e se levantava a olhando de cima para baixo, ele com a toalha no pescoço enxuga ainda mais seu cabelo deixando o mesmo seco.

    - Eu me coloquei a frente dos antigos, ajudei o oriente, acho que tenho sentimentos que não gostaria de ter por uma Harpia..., acordei um antigo de nossa casa e por fim não menos importante eu dei poder ao Gustav por ser falho com as palavras! Você foi uma das que por mais que sinta que foi pesado seu ensinamento ele era necessario. Se a algumas noites atrás eu o tivesse seguido talvez conseguisse algo a mais.

    O jovem parecia não se importar com o fato de que estava falando abertamente com Cassandra, afinal, ela era sangue de seu sangue como informou. Uma vez já deixou de ouvir uma irmã e a perdeu para todo sempre, agora não desejava perder mais ninguém que compartilhava de seu sangue. Novamente ele se sentava só que ao lado da Cainita, o mesmo colocou a mão na cabeça dela com um certo receio e tentou acolher a mesma em seus braços.

    - Deve ter sido sim. Vi como estava tudo. Perdemos dois companheiros de estudos...o maestro...o cheiro da madeira queimada e seu crepitar ainda soam em minha cabeça. Não sei como reagiu naquele momento, nem consigo imaginar como se conteve em meio as chamas. O que sei é que um dia eu punirei todos os responsáveis por aquilo. Isabelle Loriet e Edgard do Sabá...o clã nunca esquece!

    Suas palavras eram de um tom baixo e confortante de se ouvir, havia um sentimento de empatia enorme nelas, pois, o mesmo sabia que não havia nada que tivesse sido feito naquela ocasião para reverter o incêndio que foi causado na capela. Só que suas ultimas palavras vieram com um tom sombrio e seco, seus olhos brilhavam de uma maneira assustadora para uma criança da noite.
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 11/8/2016, 17:29

    Ela tocava a sua mão que com receio se aproximava, puxando a sua mão levemente ela se acomodava embaixo do seu braço e encostava a cabeça no seu peito. Era até um pouco surpreendente a normalmente fria e distante Cassandra se expondo daquela maneira na sua frente, e o mais interessante era que ela não se assustava com o seu desejo de vingança, em resposta ela olhava profundamente nos seus olhos e falava.

    -Eu entendo o que você diz. Eu entendo perfeitamente. Eu cedi ao poder que Edgard mostrou dentro da capela enquanto essa mulher não fazia nada além de provoca-lo... Vi meus companheiros de estudos morrerem naquelas chamas verdes do inferno... Nos dois passamos por terríveis experiencias, olhamos nos olhos dos maiores monstros que existem na noite e sobrevivemos. Hoje eu sou uma anti-tribu e o clã nunca esquece, eu estou realmente apavorada para o que me espera no futuro. Não posso voltar para minha casa, o sabá irá enfrentar o demônio que acordou e talvez eu nem tenha uma seita para retornar...Essa é a razão que me fez ficar parada em frente a tua casa Ulrich, não tenho mais nada. E lembro que você era o único que saberia o que é essa sensação...
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Miac em 11/8/2016, 17:51

    Ulrich olhava para Cassandra com um um sorriso pequeno e tímido, ele continuava a olhar diretamente para ela, era notório que ambos estavam um pouco receosos com aquilo, era algo completamente novo.

    - Assim como você minha mente sempre foi rodeada de incertezas, me joguei em um abismo tão profundo que minha própria mente criou um mundo isolado para mim. Porém, eu criei isso para me proteger de mim mesmo. Você Cassandra o fez para se proteger da própria Capela que lhe demonstrou apenas ser boa em falácias e na hora que mais necessitou de ajuda ela nada pode fazer.

    Ele parou de falar um pouco e bateu levemente sua testa na dela fechando os olhos, aquilo estava sendo bom para ele era como no passado, ele estava ali podendo ser um irmão para Cassandra e lhe dar todo o apoio que podia. Logo abriu seus olhos e apertou a mesma de forma carinhosa em seus braços com um carinho especial, daqueles que apenas os irmãos mais velhos conseguiam dar em suas irmãs.

    - Não lhe direi que o caminho a seguir agora será fácil, este será tão doloroso e obscuro que meu coração sangra por você. Mais lembre-se que está foi sua escolha, foi aquilo que desejou com todas as suas forças. Te vejo agora abatida e isso me machuca, sempre lhe vi como alguém que seria uma das melhores anciãs da Capela, só que agora será umas das melhores anciãs lá fora. És sangue do meu sangue Cassandra, sempre que necessitar de um lar, minha casa se levantara para você, quando necessitar de um conselho, minhas palavras lhe confortaram e quando perder sua sanidade minha mão que irá se levantar. Não esqueça desse desejo que lhe move para o oposto, nunca perca o gosto da liberdade que deseja...foi isso que me fez continuar até hoje!
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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

    Mensagem por Danto em 15/8/2016, 18:25

    Ela se encolhe no seu abraço, era estranho ver Cassandra, sempre mais experiente do que você e até mais velha, se expondo de uma maneira tão íntima. E o mais confortável de toda a situação é que não havia de nenhum dos lados qualquer tipo de segunda intenção, ambos buscavam a mesma coisa: segurança. Após o abraço e sua fala final, ela leva a mão direita ao sue peito e olhando diretamente nos seus olhos ela pergunta.

    -E porque você não pode procurar a liberdade comigo Ulrich? O que o prende dentro das maquinações de uma seita que não se importa? Não existe mais capela para retornar... Eu sempre o vi como um ser livre, naturalmente rebelde e sempre em busca de uma própria identidade, eu invejava a sua liberdade. Nós já compartilhamos a mesma linhagem, o mesmo sangue, porque não compartilhamos ainda mais, liberdade.

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    Re: Ato XVI - Narrativa de Ulrich: Screaming for Vengeance

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      Data/hora atual: 15/12/2017, 19:29