WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 29/7/2016, 18:00

    31 de Agosto, 2005, 19:30


    Escuridão. Profunda, forte e intensa. Sua mente não se apagava no entanto. Podia sentir. Seu corpo se envergou e uma lufada de ar entrou pela sua garganta com força. Uma tosse veio de forma amarga. Seu braço trepidava. Sua perna esquerda formigava e estava sem conseguir sentir a direita. A cabeça doía, como uma profunda enxaqueca. O coração dava pulsadas esparsadas que faziam todo seus sistema arterial arder como se estivesse empregando de veneno. A questão é que não havia veneno, era nítido o que de fato estava ocorrendo. Sua besta estava adormecendo e arrastando para junto dela toda sua essência extra-planar.

    O torpor estava chegando. Parecia inevitável, sua própria natureza distinta se mostrava incapaz de lutar contra aquilo. Seus pés já não se comunicavam com seu sistema nervoso, o mesmo passou a valer para as mãos. Lentamente crescendo para todo o corpo que ia parando de trepidar e aceitar o destino que chegava. Assim apagando todos os sentido e as trevas lhe consumindo por completo. Era uma experiência nunca antes vivida, como se naquele momento seu corpo fosse completamente cainita e morto. E agora nada restava. Apenas morte.

    O tato chegou em seus pés. Estava pisando na lama. Podia sentir o frio e o úmido. Chovia em seu corpo. O cheiro forte de enxofre tomava suas narinas. O som do vento misturado com a chuva e a sinfonia da fauna logo despertaram em sua mente. Suas pálpebras puderam então abrir para se ver no meio do pântano. Estava despida, mas mais que isso. Estava com suas asas expostas. Seu corpo estava em absoluta forma transcendental, não havia besta ali. Era só metade de você. E nem essa metade você conseguia controlar. Seu corpo andava por conta própria pelo meio daquele bosque alagado.

    Cada folha que tocava em suas pernas, cada gota da chuva, cada mudança do olfato, cada grunhido novo. Tudo tocava em sua mente de forma profunda, mas vívida que nunca antes. Afinal a sensação de estar viva era agora maior do que nunca. Era uma caminhada leve, tranquila e até prazerosa. Atravessou um longo caminho chegando numa parte da flora onde as arvores eram maiores. Com raízes mais profundas. O mangue parecia mudar de forma naquele lugar que adentrava. Era um terreno mais elevado sem que a água tocasse mais em seus pés.

    A clareira na sua frente era iluminada. Só que chegando perto não era deveras um escampado limpo. A luz vinha da árvore no meio do lugar, embora um pouco difícil de vislumbrar esta. Afinal, rodeando a árvore branca de casca reluzente, inúmeros pilares de madeira existiam. Esses pilares estavam circundando a clareira em nove círculos. Havendo um décimo mais próximo de ti, na extremidade do escampado, sendo este de arvores vivas lapidadas. Um woodhenge completo na sua frente. Algo que sequer nas ilhas britânicas vós teve o prazer de ver. Afinal apenas os círculos de pedra sobreviviam o passar das eras.

    Sua caminhada prosseguiu atravessando cada círculo. Chegando até o salgueiro branco que residia no mesmo. Era possível ver com clareza agora aquela digníssima árvore. Sua casca brilhava como nada que vós vira antes. Era uma bela árvore. E suas mãos involuntariamente desejaram tocá-la, e assim fizeram. Aproximando seus dedos da casca lentamente. Um segundo antes de tocar, uma presença se fez sentida atrás do salgueiro. Não dava para identificar quem era. Apenas sua voz feminina. A qual chegou aos seus ouvidos no instante que vós tocou na árvore.

    - Esta na hora de acordar, minha fada.




    Você abre os olhos. E se levanta quase de supetão se vendo sentada em sua própria cama. Estava em seu refúgio. O quarto estava na penumbra e o som de chuva vinha pela janela fechada. Seu corpo todo estava soando frio. A cama estava praticamente encharcada de seu suor. Um formigamento incomodava as pontas de seus braços e pernas. Junto com um sentimento  forte de fome e sede. A vertigem lhe acompanhava na medida que conseguia observar melhor seu próprio quarto.

    Logo na sua frente estava Gideon Bachman. O mesmo estava sentado numa poltrona colocada bem próxima de sua cama fora de seu lugar de costume na lateral do quarto. Ele estava adormecido, parecia exausto dado que era raríssimo vê-lo dormindo. Felizmente agora estava claro que vós estava desperta. O pesadelo havia passado.

    Seu Quarto:



    Última edição por King Narrador em 18/3/2017, 09:38, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 29/7/2016, 19:47

    -Giddy...

    Foi a minha primeira palavra ao acordar da mais intensa experiencia de sono em minha existência cainita. Giddy era um apelido carinhoso, profundamente detestado por Gideon, mas que eu adorava utilizar quando esse não estava por perto. Não era difícil presumir que o homem havia ficado ao meu lado durante todo o tempo que estive a sonhar, após olhar ele por alguns segundos, atento-me aos meus pés. Me estico para tirar as meias e toca-los diretamente, aquele formigamento não era normal, apalpando meus pés eu tentava ter certeza de que meu tato estava funcionando propriamente. Quando estava convencida de que seria capaz de ficar de pé, me levanto com cuidado para não fazer muito barulho.

    "Eu só queria correr e ascender as luzes, mas isso acordaria o Giddy, coitadinho, deve ter passado o dia inteiro tentando me conter na cama. Sempre me faltarão palavras para agradece-lo, por hora, contento-me em não ascender as luzes... Alias, preciso de um banho imediatamente!"

    De pé, eu olho para meu próprio corpo. Estava a vestir um pijama confortável e não estava utilizando nenhum disfarce,afinal, estava de férias em Nova Orleans e não haviam razões para dormir de guarda erguida. Dando passos delicados e suaves pelo assoalho do quarto, vou em direção ao banheiro, abrindo gentilmente a porta e fechando-a logo após entrar. Sem pensar duas vezes, ascendo a luz em um movimento afobado, minha respiração saia do controle, minhas pernas tremem ainda em reação ao intensidade de tudo que havia sonhado. Um pânico começava a me guiar, as memórias ainda estavam muito fortes, o cheiro de enxofre, a lama,a chuva, a árvore. Haveria em Nova Orleans parantes?! Herdeiros do Sonhar?! Eles estariam tentando me mostrar algo?!

    Sigo a passos atrapalhados até a pia, abrindo a torneira e colocando as duas mãos em formato de concha para enche-las de água e joga-la em minha face. Repito isso algumas vezes, respiro fundo e me levanto para olhar no espelho. Inspiro munto fundo pelas narinas e expiro pela boca, até me acalmar, segurando com firmeza a pia enquanto isso. Em seguida, tiro o meu pijama de flanela, colocando-o no cesto de roupa suja e indo para o banho.

    "Aquela clareira, tão bela, um woodhenge de dez círculos, a luz branca daquela arvore magnífica. Talvez eu precise consultar algum especialista, deveria ter prestado mais atenção nas histórias da minha avó. Seriam informações tão essenciais para entender esse sonho... Com quem eu poderia falar? Droga! Eu sou tão pouco ligada ao meu próprio passado, a minha própria essência. Eu me dedico tanto aos humanos e tão pouco à mim mesma... Quem eu sou? O que eu sou? Detesto tanto essas dúvidas! Vamos Eleanor, vamos, pense!"

    Saindo do banho, estico a mão pegar o roupão, me envolvendo nele eu sigo até o armário superior para pegar uma toalha para meus cabelos. Saindo do banheiro, atravesso novamente o quarto com enorme cuidado,passando na frente de meu querido Vassalo, desejando move-lo para a cama, mas desistindo antes mesmo de tentar, eu jamais teria força para tirar ele do lugar. Em seguida, vou para meu escritório,  sentando na cadeira eu pego o telefone e ligo a senhorita Simone Girani.


    Última edição por Danto Jogador em 5/8/2016, 14:48, editado 1 vez(es)
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 30/7/2016, 23:30

    Pisar no chão pela primeira vez foi um pouco dolorido. Seu pé não estava totalmente normalizado. Todavia além de uma pequena vertigem, foi possível ficar de pé e se deslocar pelo quarto escuro até o banheiro. O espelho te revelava um rosto todo despenteado e bagunçado, algo incomum para seu cabelo que sempre se comportou bem ao dormir. Felizmente a água fria da pia seguida da água quente do chuveiro lhe trouce um bom relaxamento. Seu corpo ficou mais leve e na medida que o suor saía de seu corpo, o formigamento ia embora por completo. A sensação havia passado, apenas as lembranças do sonho que ficavam, algo incomum. Era fácil lembrar de cada passagem daquela visão atípica no pântano.

    Saindo do box, sua audição finalmente cooperou um pouco contigo. Era possível ouvir um som grave em ressonância. Seu instinto logo relacionou com o gerador da casa. O que significava que não estava vindo eletricidade da rua, um fator bastante incomum. Mas deveras a menor das coisas que passava em sua cabeça. Flashbacks daquele salgueiro brilhante voltava a sua cabeça de instantes em instantes. Era uma sensação boa, positiva e reconfortante. Assim, com o roupão lhe deixando mais aconchegante e seu cabelo preso, você finalmente se adianta para a seu escritório. Sem pestanejar vós pega o telefone logo na escrivaninha, a qual uma carta estava colocada meticulosamente em cima, lacrada com um selo único de Juliet Parr. Mas enquanto você estava a reparar naquele envelope, a linha toca e é recebida do outro lado por uma voz feminina em surpresa.

    - Senhorita Penelope?! É você mesma?! Tentei lhe contactar ontem, pensei que estava em torpor.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 31/7/2016, 16:23

    Sentada na cadeira, olho para a carta e levo a mão livre até a mesma, passando as pontas dos dedos sobre o selo de minha querida mãe. Apoiando o telefone entre o ombro e a orelha, enquanto ainda aguardava a resposta do outro lado da linha, pego a carta com as duas mãos e começo a verificar cada pequeno detalhe.

    "Os filhos da lua são sempre tão dedicados à escrever onde não há linhas, quem sabe não existe algo fora do próprio conteúdo da carta. Vou precisar de tempo para ler essa mensagem..."

    Ao ouvir a voz Simone Girani, me surpreendo com o que ela havia dito e rapidamente a respondo.

    -Boa noite minha doce flor, sou eu mesma, sua querida Penélope. O inusitado dessa situação é que eu realmente senti um sono assustador na noite anterior, me diga, o que a levou a suspeitar do meu torpor? Devo me preocupar com algo?!


    Última edição por Danto Jogador em 5/8/2016, 14:49, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 31/7/2016, 18:56

    [Teste para a análise da carta: Percepção + Ciência = 6 dados]
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Dados em 31/7/2016, 18:56

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 10, 8, 7, 1, 2, 10
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 1/8/2016, 13:02

    O lacre da carta chamou sua atenção de imediato. Pois não era cera que havia sido usada na mesma para fazer o lacre e sim betume. Minério utilizado em lacre de cartas na época do império romano. Também muito utilizado de forma bélica em tempos anteriores a pólvora por sua incrível capacidade incendiária. Muitas vezes chamado de óleo de pedra. Um dos materiais mais inflamáveis possível. Entretanto era o único elemento ímpar na carta. O interior da mesma, escrito em uma caneta convencional, estava um pequeno texto na ortografia típica de Juliet que não continha nada de especial. Na verdade o texto era, como de costume da discreta mentora, absolutamente desconexo com a forma de escrever da Justicar.

    Carta:
    Minha querida Pixie. Espero que esteja bem aproveitando suas férias, mesmo eu estando com saudades de ti. Mas aproveite bem seu descanso antes de voltar para Europa para meu abraço. Como presente, lhe escrevo uma receita de torta de maçã para que vós possa preparar para seu rebanho. Espero que eles gostem. O gosto do sangue fica mais doce uma hora depois deles comerem a torta.


    INGREDIENTES:

    250g de farinha de trigo
    125g de manteiga em cubos gelada
    1 ovo batido
    1 pitada de sal
    50g de açúcar
    6 a 8 maças pequenas
    150g de açúcar
    100g de manteiga
    1/2 xícara de água

    MODO DE PREPARO:

    Primeiro, prepare a massa. Misture a farinha e a manteiga, usando a ponta dos dedos. Adicione o ovo batido, a pitada de sal , o açúcar e amasse. Enrole no filme plástico e leve para refrigerar. Descasque as maçãs, tire a semente, corte em fatias grossas e reserve (espremer limão para não escurecer). Então, prepare o caramelo. Coloque o açúcar na panela e um pouco de água, quando começar a dourar, desligue o fogo e adicione a manteiga em cubos. Misture bem. Disponha as maçãs na assadeira e despeje sobre as maçãs o caramelo. Leve ao forno por 15 a 20 minutos. Abra a massa com rolo e cubra as maçãs na assadeira, faça furinhos com o garfo ou uma faca, leve ao forno pré aquecido por 15 a 20 minutos ou até que a massa esteja dourada. Tire da forma e sirva ainda morna.

    Enquanto vós lia a carta por alto, Simone já respondia do outro lado. Passado o elemento da surpresa o tom mais calmo regressava para a voz dela. Enquanto a mesma falava de forma esparsada para conseguir passar toda a informação sem que você se perde-se.

    - Fico feliz de saber que você está bem. Eu também tive um sono latente ontem, mas consegui acordar de supetão. Acredito que não precisa mais se preocupar em entrar em torpor, mas não posso garantir nada. Ontem aconteceu um cataclismo natural. O Furacão Katrina chegou na cidade com uma força superior à toda a história de Nova Orleans. O Mississípi inundou a região metropolitana e tudo virou um pandemônio. Em resposta, todos os membros mais antigos da cidade entraram em torpor. Isso incluindo todo o conselho primogênito, o senescal e principalmente o príncipe. Não sabemos quanto tempo esse torpor vai durar, pode ser secular, o que muda a situação política da cidade. E por isso preciso conversar pessoalmente contigo. Uma membra das Rosas bem influente seria de muita serventia para a cidade agora.


    Última edição por King Narrador em 5/8/2016, 14:50, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 1/8/2016, 17:08

    Ouvindo as palavras de Simone com bastante calma, meus olhos passavam rapidamente pela mensagem e um sorriso saia dos meus lábios. Era sempre amável ler a escrita de minha querida Mãe, ainda mais quando ela citava algo tão importante para mim como o meu ninho era, entretanto, seria pouco provável que ela tivesse tantos conhecimentos na cozinha, lembro-me perfeitamente que ela nunca foi uma cozinheira... Uma verdadeira dama inglesa... Uma brilhante mulher.

    "Betumerás com betume sua arca, tanto por dentro como por fora. Gênesis, 6, 14. Palavras de Deus à Noé. Mãe você tem ouvido algo? Enviando um selo de betume para uma cidade em dilúvio. Stercus Diaboli para os gregos e romanos, seria então essa mensagem uma dica estratégica ou uma ordem militar? Se for apenas uma receita eu irei rir tanto, por tanto tempo, que sinceramente, acho que entrarei em torpor por causa do colapso do meu sistema nervoso".

    Quando a harpia toreador finalmente terminava de falar, era a minha vez de comentar algo enquanto eu ainda refletia sobre o que fazer com a carta da Lady Parr.

    -Supetão, curioso. Eu também acordei dessa forma essa noite. Na verdade, eu tive pesadelos fortíssimos! Todos os antigos entraram em torpor por causa de um furação? Isso não me parece muito tradicional. E pelos céus, estamos sem nenhuma figura de representação? Minha querida flor, eu ficaria honrada em ajudar a cidade, a minha motivação para ligar foram meus pesadelos, algo podre como o enxofre parece se proliferar nos pântanos... Mas me diga, como posso ajudar? Já adianto que esta convidadíssima a vir até meu refúgio e até trazer alguns jovens desabrigados.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 2/8/2016, 20:46

    - Não é nada tradicional de fato. Mas é que você não viu como a cidade está. Parece um cenário pós segunda guerra. Infelizmente não é hora para entrar em luto pela catástrofe, afinal com esse vácuo politico podemos presenciar um cataclismo ainda pior. Sim, não espere nada de bom vindo dos pântanos nesses dias por vir. Ontem já tivemos movimentações suspeitas, mas é melhor falarmos em privado sobre isso. Aceitarei então seu convite. E deveras possuo algumas crianças desabrigadas que aceitariam seu presente generoso. Estarei na porta de sua casa em torno de meia hora. Não posso ser pontual com todas as ruas transformadas em canais. Mas não se preocupe, em breve estarei ai. Se cuida.

    O telefone logo desliga após sua despedida final. Assim lhe deixando mais uma vez sozinha em seu escritório. A carta aberta em sua mão e a toalha úmida em seu cabelo, permaneciam como vós havia deixado. As janelas fechadas do quarto traziam um som de vento brando pelas laterais da mesma, revelando o clima chuvoso que estava do outro lado da parede.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 3/8/2016, 00:44

    -Está certo, fico a tua espera, minha doce flor, conversaremos melhor sobre o vácuo político que mencionas e daremos um teto para essas crianças. É em horas como essa que a Camarilla se ergue acima de tudo e todos. Nos vemos em breve, ciao.

    Finalizo assim a ligação breve com a minha querida Simone Girani. Uma das poucas amigas que consegui cultivar nessa cidade, já que como Nova Orleans é apenas minha pousada devo assumir que não me dediquei como de costume. Respirando fundo após a ligação, era o momento de visualizar a carta de minha mãe com os olhos que só eu possuía.

    "É inevitável a lembrança daquela árvore branca, a enorme saudade que tenho de minhas asas, a liberdade de poder expor minha verdadeira natureza sem os riscos sociais que eu escolhi seguir e defender. O que você tem para me dizer, Senhora Parr, além dessa maravilhosa receita e doces palavras? Ah! Antes que eu me esqueça..."

    Alcanço a gaveta da minha mesa de escritório, pegando o celular de linha direta com minha querida Rachel Carroll, eu a envio uma mensagem simples e rápida: "Por favor, venha ao escritório. Estou a espera de algumas visitas e devo apresentar a linda Penolope, traga todos os materiais para a transformação, okay? beijos". Após o envio da mensagem, eu deixo o celular sobre a mesa, seguro a carta com as duas mãos e abro bastante os meus olhos, cada detalhe era importante. O selo. As palavras. A textura, não havia nada que ficasse fora da minha visão especial.

    [Off: Teste de Percepção + Empatia. Uso de Visão das Fadas]


    Última edição por Danto Jogador em 5/8/2016, 14:50, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Dados em 3/8/2016, 00:44

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 4/8/2016, 23:23


    Seus olhos desfocaram. Os sentidos começaram como um todo à se afastar das sensações mundanas. O som da chuva agora era mais agudo e ressoante, como uma música em clarinete.  Uma linda sinfonia que vinha da harmonia das gotas d'água e o vento contínuo. Até o olfato trazia consigo novas fragrâncias àquele escritório. A temperatura era destoante e até um pouco bipolar, trazendo calafrios e sensações febris para sua epiderme. Não chegava a incomodar, mas era claramente perceptível. Instantes depois o foco regressou para o seu mundo. As coras haviam ganhado mais vida. Os detalhes de cada objeto ficaram mais ricos, como se toda a sua vida vós fosse um daltônico e aquela fosse a verdadeira visão. Onde todas as cores se escondem nos maiores padrões e ali tudo podia ser visto.

    Seu foco principal era a carta. A mesma agora realçava detalhe não antes percebidos de forma alguma. A presença de sua mentora era intensa na mesma. O aroma de maçã era bastante perceptivo também. Outro fenômeno chamativo era a falta de uma aura brilhante no objeto. Não havia magia aplicada ali. Qualquer segredo estava em algum elemento muito mais discreto que algum tipo de habilidade ocultista. E de fato era esse o caso. Seus olhos podiam ver algo que de outra forma seria impossível de ser visto. A energia do material. Havia uma energia depositada naquele papel. Uma energia calma, estática. Uma força básica da física, como a gravidade ou o atrito. Uma energia a espera de um complemento para ser ativada. Em contra-partida no selo, havia uma energia forte. Turbulenta, agitada, como se estivesse implorando para despertar. E não despertava por um simples motivo, estava presa, selada. Assim enfatizando os dois objetos na mesa. Um selo e uma carta com energias opostas que almejariam se juntar, mas algo no próprio selo o lacrando deste encontro.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 5/8/2016, 13:21

    "Saudades enormes de ti, minha amada Senhora, saudades..."

    Compreendendo finalmente as energias opostas presentes na carta e no selo, forço-me a piscar os olhos algumas vezes seguidas, um pequeno costume desenvolvido para ser novamente capaz de perceber o meu arredor após a utilização dos meus poderes sobrenaturais, apesar de não surtir efeito algum, quando jovem eu acreditava que o piscar afastaria a coloração púrpura dos meus olhos, e como diria Juliet Parr, a inocência de um neófito é sempre divertida. De qualquer forma, era necessário ler logo o conteúdo da carta antes da chegada da minha maquiadora charmosa e querida amiga, olhando em volta a procura de uma chama e detestando pela primeira vez a invenção da eletricidade que removia as velas e candelabros de suas utilidades, começo então a revirar as gavetas até encontra o maço de cigarro que utilizo em um dos meus disfarces para encontrar meu ninho, guardar o maço junto com o isqueiro era uma ideia óbvia. E assim que o encontrasse, ansiosamente ascendo o isqueiro e o levo em direção ao betume do selo, libertado o selo daquela energia que desejava tanto a sua liberdade.

    "Uma energia aprisionada, desejado apenas a liberdade. Estranho como eu consigo me simpatizar tanto com um selo, pois dentro de mim só existiu essa energia e esse desejo, por tantos e tantos anos..."
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 5/8/2016, 14:01

    O fogo arde como um piscar de luz, um flash. Ele não dura muito entretanto. Chega a dar um pequeno susto e leve desconforto, mas que mais ficou como uma memória, afinal este logo desapareceu. Deixando para trás um resto queimado de selo e um forte cheiro de enxofre. Cheiro esse que lhe trouxe mais memórias de seu sonho. Felizmente não durou muito tal sensação em suas narinas e logo as cinzas começaram a escorrer. Era mercúrio que restara do selo e o mesmo escorria para cima do papel. Como se estivesse sendo traído pelo mesmo. Aquele líquido brilhante escorria por toda a carta deixando para trás um pó preto. Provavelmente chumbo que também fazia parte da composição do betume. Esses restos de pó ferroso com chumbo não estavam depositados de forma bagunçada, muito pelo contrário, estavam organizados de forma uniforme. Como se as regiões que os atraíram à ficar grudados tivessem sido pré-determinadas. Com pequenos campos magnéticos os quais formavam um mosaico muito específico. Das cinzas o pó formava inúmeras letras organizadas em uma extenso texto logo acima do original.

    Carta Secreta:
    Minha amada E. Mais cedo nesta noite de 30 de agosto me foi informado a situação da cidade de Nova Orleans. Espero que tudo esteja bem contigo, afinal não consegui entrar em contato, o que me deixa muito preocupada que vós tenha entrado em torpor também. Mas como lhe conheço bastante, acredito que estejas bem, e por isso lhe mando esses versos que deverão chegar ao longo do dia 31. Estou muito ciente que vós estás apreciando um bom descanso merecido depois de suas atividades no oriente e só mais para o final do ano que contava com algum serviço novo. Entretanto a situação desta cidade me obriga à depositar em você serviços importantes.

    Normalmente um vácuo no principado iria requerir uma chamada formal para seus serviços em uma regência provisória. O que em breve haverá. Entretanto eu possuo certos problemas pessoais na cidade que preciso de vossa assistência. Como muito bem sabe eu tenho membros familiares na cidade, o que no passado foram uma boa ferramenta para garantir a ti um bom refúgio. Permita-me então detalhar este laço. Gary Moore, o primogênito local é a única prole de meu querido irmão do meio. Elblaf, antigo Príncipe de Aberdeen. Este meu querido irmão adentrou o sono profundo há quase quatrocentos anos, infelizmente seu único herdeiro não teve muita influência para substituir seu posto. Dado à sua inclinação política não ortodoxa. O que ocasionou na sua ida para a Luisiana e a criação de sua própria linhagem.

    Pois muito bem, esta visão controvérsia é infelizmente uma forte tendência anarquista. Gary queria se afastar da Camarilla e tentar se tornar algo similar à um Barão. Eu mesma tive vontade de expurgar essa ideia de sua cabeça da forma mais tradicional possível, infelizmente não pude. Pois ele é família, o último legado de meu querido irmão. Por isso ofereci para o mesmo uma opção de exílio. A questão é que de tolo ele possui poucos traços e conseguiu se tornar bastante influente na cidade. O que não seria um problema, afinal ele nunca mais levantou suspeitas. Entretanto com a atual situação da cidade eu fico absurdamente preocupada. Pois por mais que ele possa ter entrado também em torpor, sua linagem está viva e com um palco livre para agir.

    Por isso então lhe escrevo este pedido. Peço que lide com minha família local de forma pacífica. Que eles não chamem atenção para poder de alguma forma manchar a reputação de meu querido irmão. Ou pior ainda, a minha própria, afinal de certo modo esta situação é culpa de minha misericórdia. O que faz eu ter que repensar minhas atitudes do passado e ferir meu coração em pedir que vós me ajude em meu problema pessoal. Mas saiba que sei o que estou pedindo a vós e não serei ingrata contigo no final, minha querida filha. Sei que irá resolver esse problema com maestria e se manterá segura mesmo neste período de crise.

    Se cuide, com muito amor de sua querida Juliet.

    Obs: A receita de torta realmente é muito boa, seu ninho irá apreciar.


    Última edição por King Narrador em 6/3/2017, 05:04, editado 5 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 5/8/2016, 14:38

    "Eu sabia que tinha algo a mais. Então estou oficialmente fora das minhas férias, em meio a uma tempestade e em busca da manutenção da honra de um irmão querido de minha Senhora Parr. Meu bom humor está indo por água abaixo..."

    Refletindo logo após a leitura da carta original da senhora Parr, eu abro um sorriso com o trocadilho inocente que havia surgido em meus pesamentos, afinal, a cidade toda estava indo por água abaixo naquele momento. Talvez meu bom humor ainda me acompanharia por mais tempo, o primeiro passo definitivo era destruir a evidencia daquela carta que deixava exposta uma falha de uma Justicar da Camarilla. Por mais afeto que eu possa nutrir por minha Senhora, falhas são falhas e você deve destruí-las ou ser destruída por elas. Usando o próprio isqueiro, queimo a carta e rapidamente jogo ela na lixeira mais próxima, assim como todos os detritos que haviam ficado sobre a mesa do meu escritório. Prontamente iniciando uma limpeza rápida e usando um spray para afastar os odores horríveis de queimado e enxofre.

    Com o celular em mãos, sigo em direção ao meu quarto, mais precisamente meu closet. Era necessário escolher a roupa que usaria pela noite e seria inevitável o despertar de meu querido Gideon, as férias haviam acabado e eu tenho um dever moral em atender esse pedido de minha amada Senhora.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 7/8/2016, 21:16

    Roupa:


    Com a luz de seu closet acesa iluminando parte de seu quarto, não foi difícil escolher uma roupa para o começo daquela noite. Calças jeans, sapato urbano branco, jaqueta cinza, camisa social branca com um colete de moletom também cinza por cima. Nada muito elegante, mas também não desleixado. Uma perfeitamente combinação para o futuro encontro não oficial com a harpia das rosas local. Bastante confortável na medida que se vestia e colocava a toalha molhada no cabide lateral.

    Sua mente refletia agora em muitos temas diferentes. Primeiramente sobre o misterioso sonho com suas imagens vívidas que ainda não haviam se apagado. Aquela árvore brilhante... Em segundo você ficava preocupada com a atual situação política da cidade, sua experiência em principados pelo mundo deixava claro que este panorama podia trazer as piores conclusões. Sua mentora também vinha a sua mente. Afinal a mesma deixou uma tarefa complexa para ti. Havia muitas formas de abordar esta missão. Mas antes disso deveria estar pronta e precisava esperar a Simone e a Rachel chegarem.

    Finalmente quando estava vestida vós se virou para sair do closet. Para então ver seu querido carniçal na porta. O mesmo estava com os olhos lacrimejados e uma expressão de alívio muito nítida. Este sorria quando conseguia finalmente ver seus olhos abertos o encararem. A voz deu uma lave gaguejada antes do mesmo conseguir tirar sentido de suas palavras.

    - M-me... Me p-perdoe Minha Senhorita... O-ontem fiquei muito preocupado com seu bem estar. Não sabia se iria conseguir acordar ou não. Estava dormindo muito agitada. Falando, se debatendo, eu realmente não sabia o que fazer. E tantos problemas acontecendo à volta. Tentei administrar o máximo possível, mas sem sair de perto de você não consegui completar tudo. Estamos com problemas Minha Senhorita e é tudo culpa minha. Me perdoe Minha Senhorita.


    Última edição por King Narrador em 18/3/2017, 09:55, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 8/8/2016, 13:56

    Com os cabelos ainda úmidos, parava por alguns segundos em frente ao espelho para verificar todos os detalhes da roupa escolhida para a ocasião, independente da situação seria imperdoável a falha em alguma parte da vestimenta, ainda mais considerando que o contato que chegaria seria um membro original do clã Toreador. Tendo a certeza de que estava tudo muito bem e em seu devido lugar, abro a porta e me surpreendo com a visão do meu querido Giddy. Com um sorriso sincero na face, me aproximo do homem, aqueles olhos marejados era uma visão que me causava um aperto enorme no coração. Tocando a face do mesmo com a palma da mão, sorrindo de maneira maternal para o mesmo eu digo.

    -Querido, não há necessidades de tamanho desespero, tão pouco de pedir perdão dessa maneira... Entendo que erros acontecem, mas não foi isso que aconteceu contigo, infelizmente pagamos um preço alto por essa maldição. Agora, saiba que sou muito grata, profundamente grata, Gideon, por seus cuidados e atenção. Com calma, me explique os problemas que temos para resolver e juntos encontraremos as soluções.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 13/8/2016, 22:20

    - É a Carroll, Minha Senhorita! Ela não me respondeu uma ligação ontem. E nem ninguém na casa dela também. Consegui só a noite ligar para a vizinha que por sorte tava com eletricidade e pôde me relatar que ouviu som de briga vindo da casa dela logo depois do crepúsculo. Como vós me recomendou liguei para seu contato do principado, mas ninguém me atendeu. Tive que usar meu contato na polícia, infelizmente eles estavam muito atarefados, mas colocaram a investigação da casa na lista de emergência. Só que ainda não me retornaram. Eu queria ter eu mesmo ido lá, entretanto não podia deixar a Minha Senhorita sozinha no estado que vós estava. Eu realmente não sabia o que fazer. Me perdoe Minha Senhorita!

    A voz sempre polida e controlada do carniçal estava presa em um distúrbio claro de vergonha. Seu tempo perto de Gideon lhe permitia saber claramente cada sentimento que passava em sua face. Vergonha agora dominava cada centímetro do seu rosto. Algumas lágrimas escorriam na medida que ele prosseguia com a história. Vós sabe que Rachel  mora à umas seis quadras de sua morada e reside na casa com sua irmã mais nova e sua mãe. Era uma notícia bastante perturbadora.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 15/8/2016, 14:17

    "Carroll está em perigo? Céus! Eu devo correr agora mesmo e ajuda-la! Ela é minha protegida, eu a escolhi, é meu dever! Meu coração dói com tanta força, ver a face triste de Giddy, nenhum homem deveria sentir tanta vergonha, tanta dor. Ele já está punindo a si mesmo com tanta força que nem consegue compreender o quanto essa auto-punição é capaz de me ferir... Preciso definir prioridades.... preciso ser decidida, cometerei erros, chorarei por eles. Mas preciso definir prioridades... E antes de Caroll, vem minha obrigação com a Torre."

    Refletia rapidamente enquanto observava Gideon falar, me aproximo bastante do homem mais alto, levando as mãos na face do mesmo e de maneira séria eu o responto. Com minha voz firme e coesa, afastando meus pensamentos duvidosos.

    -Escute-me bem, você não falhou. A maldição é tão potente em mim quanto é em ti! Por favor, jamais se recolha a esse insignificante sentimento de vergonha. Oh Giddy eu tenho tanto amor por ti... Entenda que não podemos controlar totalmente nossas limitações. Nossa Carroll está em perigo, mas eu tenho muitas coisas a fazer, tenho que responder a um pedido de minha Mãe, tenho que ajudar meu clã, são muitos afazeres e eu não posso largar tudo para correr atrás dela...

    Soltando a face do homem, me viro e faço um sinal para ele me acompanhar. Eu deveria cortar os cabelos para apresentar-me à Toreador que estava para chegar, além de tingi-los em tons mais loiros. Entrando no banheiro, começo a pegar as coisas, infelizmente restaria a ele me ajudar como já havia feito antes.

    -Eu sou grata, verdadeiramente grata, por receber teu amor e cuidado durante uma situação tão delicada. Você falhou com Carroll, mas não falhou comigo... Me escute bem,  preciso me preparar para  receber convidados do clã Toreador. Isso será importante para ajudar minha mãe, mas logo em seguida iremos direto para a casa de Carroll e enquanto eu fico na reunião, você por favor, ligue para todos nossos contatos locais em busca de informações de Carroll. Entendido? E não ouse chorar na minha frente!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 17/8/2016, 13:26

    - Entendo claramente, Minha Senhorita! Permita-me cuidar de seus cabelos.

    Giddeon rapidamente reagiu às suas palavras e lhe acompanhou sem pestanejar. Limpou rapidamente suas lágrimas e manteve a postura que vós sempre viu do mesmo. Andando de costas retas como se tivesse pratos na cabeça. Este entrou no banheiro e logo se apossou de alguns equipamentos de beleza. Era incrível como o mesmo entendia perfeitamente seu plano sem que vós sequer explicasse. Até a cor do cabelo o mesmo identificou sem que uma palavra fosse dita. Esperou que vós sentasse para arrumar seus cabelos com uma maestria que só ele conseguia mostrar. Claro que não era perfeito como sua maquiadora pessoal, entretanto era mais que adequado e o capricho se mostrava impecável nos cortes precisos.

    - Vou conseguir um barco para vós assim que terminar aqui. E a sala de degustação está já arrumada, não deixei que a tempestade sujasse o interior da casa. Mary está no quarto de hóspedes logo atrás da sala, como já sabes, se tocar o sino ela irá entretê-la na reunião caso assim preferir.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 17/8/2016, 16:55

    Sentada, permitia calmamente os cuidados que meu querido vassalo tinha com a minha aparência, algo supérfluo para muitos cainitas da minha idade, mas extremamente essencial para minha rotina de outras personalidades e disfarces. Eu sentia um prazer inenarrável na experiência de ser outra, de modificar as cores, tonalidades, dimensões e cortes. Penélope era para alguns membros da sociedade cainita de Nova Orlenas, uma experiente Toreador de cabelos longos, bem mais claros do que meus naturais cabelos, olhos verdes e mais pálida justamente por ser uma cainita mais antiga. Era um prazer singular simular os defeitos tradicionais dos cainitas, a palidez da pele era algo que eu achava realmente horroroso, mas eu sempre via esse aspecto como uma certa afirmação imediata da idade avançada.
    Enquanto eu era arrumada pro Gideon, fazia questão de olhar para o mesmo com um sorriso orgulhoso na face. Era uma forma indireta de agradece-lo e reconforta-lo, no nosso reflexo no espelho eu via o único ser que eu já havia desejado abraçar em todos meus longos anos. Meu querido filho, meu vassalo favorito, meu Giddy.

    -Obrigada querido... Eu irei imediatamente para a sala de degustação aguardar pelas visitas, você faria a bondade de receber os convidados meu caro? O nome dela é Simone Girani, uma Toreador importante da cidade. Ou seja, seja você mesmo, é impossível um Toreador de bom gosto não ama-lo.

    Enfim, quando estava pronta. Me levantava, dando um carinho beijo no rosto de meu Vassalo e um aperto firme em seu ombro, transferindo confiança para o mesmo. Para em seguida ir em direção a sala de degustação, já entrando na mesma a procura do sino para chamar Mary.

    Imagem de Penelope:

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por King Narrador em 18/8/2016, 22:59

    Os cortes foram prontamente feitos nas ondulações que você queria sem que houvesse sequer uma informação à ser dita. Teu ajudante sabia de seus agrados muito bem, por mais que aquela não fosse sua especialidade. A tinta clara foi logo colocada dando um tom loiro em camadas diferentes, deixando o seu cabelo mais vivo que o possível. Era belo como seu corpo permitia aquela obra de arte de permanecer daquela forma. Algo que qualquer membro das rosas invejaria profundamente. E assim a arte estava feita e um novo ser saía do banheiro junto de seu fiel servo. O mesmo já estava com um celular em mãos.

    - A senhora Girani? É claro, atenderei ela de imediato. E farei as ligações enquanto isso. Em menos de uma hora já deveremos estar na casa de Carroll.

    A última coisa que viu dele foi um sorriso na medida que ele ia para o saguão de entrada. Lhe deixando para o corredor que ia para o fundo da morada, onde ficava a sala de degustação, ponto de encontro para visitas sofisticadas. Era prazeroso saber que Mary estaria ali. A mesma sempre foi a ter mais prazeres ao se servir para vós. Em questão de um minuto e você já chegara a sala toda decorada de seda rosa a qual as poltronas e o sino lhe aguardam.

    Ultima Ação para o Final do Ato
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

    Mensagem por Danto Jogador em 19/8/2016, 01:27

    "Esse sorriso me enche o coração, como eu desejo ter a coragem de abraça-lo meu querido. Você não imagina o quanto, mas eu seria incapaz de olhar a tua dor, o teu sofrimento, jamais, eu morreria de desgosto e vergonha"

    Parada no corredor eu olho o meu mais querido vassalo caminhar até desaparecer do meu campo de visão e só então respiro fundo, minha preocupação estava começando a me deixar ansiosa e isso era um péssimo sinal. Eu tinha um dever moral com minha mais jovem vassala na cidade, caminhando distraída eu entro na sala de degustação e a primeira coisa que meus olhos veem é a seda rosa que forrava as poltronas, tocando o tecido com a mão esquerda eu sorria. Haviam poucas coisas que me agradavam mais do que o suave toque da seda, com a mão direita eu alcanço o sino e toco o mesmo uma vez. Sentando-me confortavelmente em uma das poltronas, aguardando por Mary.
    Eu não tinha nenhum desejo eminente de me alimentar do vitae dela, a realidade eu estava preocupada com ela, com a família da mesma e curiosa para obter uma perspectiva mais mortal da tempestade que caia na cidade.

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato I - From Dream to Nightmare

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