WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Narrativa de Simon: United

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    Danto
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    Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 10/8/2016, 14:01

    14 de março de 2002, Berlim.
    Sexta Noite

    Todos os anarquistas estavam do lado de fora do Barão Vermelho, do outro lado da faixa dupla de asfalto haviam dez membros do Sabá local, você não conhecia nenhum deles mas era fácil sentir um leve nervosismo, afinal, o Sabá e o Anarquismo haviam nascido da mesma revolta mas caminhavam a passos bem distantes a muitos anos. Um homem com com vestes de padre atravessa a rua na direção de vocês, com muita calma ele parava centímetros antes da calçada onde todos se encontravam. Correlli dá um passo a frente e parecendo reconhecer o cainita padre, ela sorri.

    -Você aqui? O destino é curioso não?!

    O homem fazia uma leve mesura em demonstração de saudação à Correlli.

    -Eu diria que Deus intercede por seus filhos, unindo seus caminhos de acordo com seus planos sagrados. Mas curioso também pode ser uma definição coerente. Permite minha apresentação aos teus irmãos, senhorita Correlli?

    O homem faz a pergunta e é respondido com um leve balançar positivo de cabeça por parte da anciã Brujah. O homem então dá um passo a frente e se apresenta.

    -Senhoras e Senhores, boa noite Simon, meu nome é Narses. Bispo do Sabá de Berlim. Estamos aqui para convida-los a nos acompanhar em direção ao Teatro onde ocorre o conclave da Camarilla. Compreendo que temos nossas diversidades, mas é de nossa maior devoção o enfrentamento contra os antigos. Eu e Correlli lutamos juntos no passado, devemos segurar nossos medos e usa-los como nossas espadas. Muitos não resistirão a essa batalha, mas se nós fomos capazes de outrora derrubar um progenitor de um clã, seremos capazes de por fim ao progenitor de uma linhagem.

    Narses, aquele nome ecoava com força dentro da sua memória. Vários livros sobre a história antiga das terras de Nod que seu senhor possuíam eram escritos por Narses, o arcebispo de Nod. Seria esse homem o responsável pela instrução do seu Senhor sobre o passado arcaico dos filhos de Caim? E como ele sabia o seu nome?!
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    Jess

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 10/8/2016, 21:04

    Do lado de fora do Barão Vermelho, Simon pode sentir a tensão no ar entre os cainitas, os filhos do Anarquismo e as crianças do Sabá estavam frente a frente, uma metáfora que poderia a qualquer momento dar muito errada.

    “ O que eles pretendem aqui? Sei que Flore iniciou um acordo mas... Ela está morta... Não consigo dizer se o velho acordo está ainda de pé...”

    Um pouco atrás dos demais, os olhos do austríaco estudaram com rapidez as figuras dos cainitas do Sabá, quando o homem vestido de Padre se aproximou a atenção de Simon se voltou para este e sua pequena conversa de reconhecimento entre o estranho e Correlli.

    O corpo do cainita se retesou quando seu nome foi dito, dando um passo para trás Simon não escondeu a clara surpresa ou descontento com isso, porem aquele nome ressoava na memória do austríaco com força.

    Simon mais do que nunca havia encontrado refúgio nas linhas escritas por aquele homem, havia encontrado o cálice amargo e viciante do conhecimento, Narses, aquele nome ecoou em cada memória dos pergaminhos e tomos de Wotan, todo o acumulo de conhecimento ignorado e rejeitado ao qual Simon ficara feliz em usufruir, usurpar de seu maldito senhor.

    “ Como isso é possível... Como? O que mais Berlim pode esconder em suas sombras... Como ele sabe meu nome... Como...”

    Controlando seus impulsos o cainita forçou suas mãos aos bolsos de seu sobretudo, a tensão muscular por sua vez retesou todo o maxilar deste num esforço de manter as presas e a besta no controle. As perguntas sem respostas assolavam a mente do cainita tanto quanto a iminência da loucura que se pretendia cometer.

    “ Essa cidade... Esses cainitas... Eu cometi um erro em sair do território de Wotan?! Se ele não me destruir essa cidade o vai... Vai tentar... Eles realmente querem enfrentar essa força?! Quantos caíram por essa ideia?!”
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 11/8/2016, 16:21

    Lilian indaga quase que imediatamente após a fala de Narses.

    -Mas como assim seremos capazes de derrotar algo tão poderoso? Somos apenas neófitos. Não há uma possibilidade lógica?

    Narses que ainda olhava diretamente para você, respondia a jovem filha da lua de maneira confiante, simples e direta.

    -A resposta é apenas uma: Nenhum ser é intocável e indestrutível. Hoje em Berlim, daremos inicio a segunda grande revolta, poucos sairão do interior do teatro com vida, mas os que saírem irão contar ao mundo sobre a queda dos Príncipes Milenares Germânicos. É chegada a hora de dar a vocês a liberdade necessária. E estou disposto a dar a minha vida para isso.

    Correli complementa.

    -Serei a linha de frente, junto com os mais poderosos entre nós. Em frente aos meus olhos eu já vi a queda de um terceira geração, esse monstro que acordou na cidade não é nada se comparado ao que eu já vi morrer em minha frente. Nós iremos vencer. O novo mundo nos espera!

    Ela falava em um tom alto de voz, com uma liderança natural tão forte que arrancava gritos de empolgação dos anarquistas que antes se mostravam receosos e até dos membros do Sabá que estava do outro lado da rua. Em poucos instantes, você assistia a união das duas facções e da marcha de ambas pelas ruas de Berlim em uma mesma direção: A Revolução.
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    Jess

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 11/8/2016, 23:05

    Os olhos de Simon se voltaram para Lilian quando esta questionou a figura de Narses, as palavras que se seguiram ainda fizeram com que o cainita se movesse tenso. As palavras de Correlli assim como o urro de cada cainita a sua volta fizeram com que a besta de Simon despertasse com força.

    “Eles vão de encontro a algo simplesmente grandioso... Como conseguem faze-lo sabendo que podem não regressar... Como?!”

    Cerrando as mãos Simon sentiu as unhas cravarem em sua própria carne, incapaz de recuar o cainita por fim cedeu, deixou que a besta escolhesse o caminho e ela indicava apenas um, seguir a liderança de Correlli e encarar a morte de frente mais uma vez.

    “Uma noite tão boa para morrer quanto qualquer outra... Espero ao menos ajudar a fazer uma diferença...”

    Os olhos de Simon procuraram a figura de Narses e Correlli, engolindo qualquer duvida o cainita tentou relaxar os músculos de seu corpo e mais do que nunca controlar a besta.

    "Um pouco de planejamento não seria de mal tom... Correlli deve saber disso... Ela sentiu a falta disso na revolta..."
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 16/8/2016, 00:42


    A chuva começava a cair com força dos céus, ensopando as suas vestes e seus cabelos. Era inicialmente difícil de ver com clareza a sua frente, por causa das gotas pesadas e agressivas que caiam de encontro ao seu corpo e o chão cinza da cidade. Vocês caminhavam juntos em silêncio, por vários minutos. Era estranho notar o quão determinados todos ali estavam. A chuva se tornava mais fraca de acordo com que vocês se aproximavam de um dos teatro, seguindo pela avenida principal que cortava a área nobre da cidade, Correlli levanta a mão e todos param imediatamente. A forte sensação de que uma presença milenar estava próxima era sufocante, não haviam mortais nas ruas, apenas sinais que que as mesmas estavam interditadas pela polícia. Correlli então subiu em um carro estacionado.

    -Onde estão vocês?!

    Ela grita. Sua voz ecoava por todos os lados daquela enorme avenida. E em uma questão de instantes você vê se formar uma multidão em frente aos seus olhos, grande parte eram membros do Sabá. Havia claramente outros bandos ali, um liderado por um enorme homem negro e outro liderado por um sujeito minúsculo que usava uma longa veste azul de origem persa, esse pequeno sujeito liderava um bando só de Assamitas. E junto deles, haviam cerca de vinte carniçais preparados para um conflito intenso, eles estavam com os nervos aflorados. A líder de todo o Sabá era uma mulher de cabelos negros, pele extremamente branca e com os olhos avermelhados por um ritual que você não conhecia, mas suspeitava que estava a aumentar a sua força.

    -Correlli! Você ainda vive!

    Diz a mulher se aproximando do carro onde estava Correlli. A Brujah sorria para a estranha e a apresentava.

    -Meus guerreiros essa é Althea Chontos! Uma antiga aliada de tempos de Revolução, Althea, esses são os meus anarquistas e guerreiros que forjaram o futuro dessa cidade.

    A mulher que usava uma calça de couro preta muito justa ao corpo, botas militares e uma camiseta regata branca com a frase: "We are the ones" escrita de maneira confusa. Ela sorri na direção de todos os presentes e levanta as mãos aos céus.

    -Que a benção de Caim caia sobre todos nós! Pois somos os filhos da terra e do sangue, herdeiros do primeiro assassino, nosso caminhos se cruzam e nossos vitaes jorrarão nessa terra. Edgard, meu caro, faça as preparações...


    Dentre os ali presentes, um homem alto e de manto marrom tira o capuz e se aproxima, fazendo um sinal para todos o circundarem. A feitiçaria pulsava dele em direção a todos, o asfalto abaixo de vocês começava a ceder, a terra surgia, vitoriosa sobre toda a modernidade do centro de Berlim. Você estava prestes a presenciar algo grandioso...

    Os Membros Notórios:


    Althea Chontos

    Edgard

    Saabir Farid

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    Jess

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 16/8/2016, 02:03

    A chuva caia pesada em cima dos ombros de Simon, arcado enquanto andava o cainita se mantinha mais afastado do grupo tomando a traseira deste como escolha, seus olhos negros aos poucos haviam tomado a tonalidade amarela sem ao menos que este notasse, cainita e besta já não sabiam ao certo o porquê de estar ali.

    Farejando o ar a sua volta a besta e Simon seguiam aquele ar de determinação, o cheiro era quase inebriante, mas forte o suficiente para lembrar o cainita das alcateias de Wotanwille e das noites em que o mesmo andava ao lado daquelas feras.

    O vazio das ruas a volta do grupo se modificou rápido, Simon por sua vez chegou a rosnar baixo deixando que suas presas ficassem a mostra, mesmo assim este se aproximou mais dos rostos conhecidos do Barão Vermelho. Atento a sua volta o austríaco estudou com rapidez cada detalhe daquela multidão.

    “Muitos membros... Linhagens diversas... O Sabá de Berlim tem um belo arsenal de guerra... Então porque eu estou aqui... Uma guerra que não é minha... Que destruirá a muitos e trará mais uma vitória amarga... Porque?”

    A ação de Correlli ao apresentar seus seguidores pegou de surpresa Simon, interrompendo qualquer pensamento deste a besta pareceu sorrir, um sorriso que em muitos anos não ecoava daquela forma nos próprios lábios do cainita. Abaixando a cabeça o austríaco se remexeu inquieto, ainda com as mãos dentro dos bolsos, o ritual desconhecido de Althea assim como suas palavras chamaram a atenção do cainita, mas o que se seguiu depois o fez recuar.

    A grande figura de Edgard e a pulsante sensação magica que ecoava deste fez com que Simon quisesse recuar ainda mais, contrariando a si mesmo o cainita sentiu a besta guia-lo como os outros formando o circulo em volta de Edgard.

    “ Um Tremere... Nomes... O que mais? O quão perdido eu estou afinal?!”
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 18/8/2016, 14:19

    Você era perfeitamente capaz de ver na face dos ali presentes o mesmo sentimento que corria dentro de ti, os extremamente convictos eram apenas os veteranos e antigos do Sabá. Os jovens como você e ainda mais jovens como os anarquistas pareciam buscar a razão de uma missão tão suicida, uma guerra tão arriscada.
    A chuva continuava a cair, apesar de mais leve, ainda se fazia presente e preenchia o espaço deixado pelo silêncio. Todos aguardavam as palavras do homem alto que se colocava no centro do círculo. Ele então faz um caminhar circular completo, olhando todos profundamente nos olhos. Sem exceções, os olhos do Tremere corriam por todos, inclusive por você. Eram olhos poderosos, naturalmente dominantes e assustadoramente confiantes. O caminhar então terminou e ele diz.

    -Vocês são uma enorme vergonha! Uma lástima! Criaturas amaldiçoadas pela própria criação, tão insignificantes que não tiveram sequer a possibilidade de escolher receber a maldição ou não! Se iludem todas as noites, acreditando em propósitos vazios, a grande verdade é que vocês são caprichos de seus Senhores. Caprichos de antigos egocêntricos, que reproduzem um comportamento milenar de seres que vivam dentro de cavernas! Vocês foram escravizados, forçados a uma condição, atirados em poços de tortura e humilhação. Vocês são uma vergonha para vocês mesmos! Criaturas insignificantes, proles insolentes, seres medíocres...

    O ancião Tremere insultava a todos, você sentia a sua besta se revoltar imediatamente. Ele tocava nas suas feridas e as abria com força. Não só você, mas todos ao redor do círculo se mostravam agressivos ao homem, o círculo se intensificava e começava a se fechar. Não parecia ter sido uma brilhante ideia provocar as bestas dos cainitas em um momento tão delicado. Edgard não demonstrava, nem por um segundo, receio. Sua confiança era inabalável e ele ergueu as mãos aos céus, ajoelhando-se em uma posição de oração, elevando a voz para que o Divino o ouvisse.

    -Eu o renego, como tu me renegastes! Não sou mais teu Filho, Não sinto mais teu Espírito e tu nunca mais será emu Pai! Sou eu uma vergonha, sou eu uma falha, sou eu exatamente o que todos os outros que me cercam! Escute-me, Oh Grande Pai Supremo, escute-me! Nós iremos nos unir, com nossas vergonhas, nossos pecados, nossas falhas e caminharemos juntos para longe de ti e tua falsa salvação! Nós forjaremos nosso próprio caminho, enfrentaremos nossos demônios, nossos criadores e nossos antigos! Pois eles foram amaldiçoados por ti, Oh Grande Pai Supremo, e foram covardes em aceitar essa maldição! Eu irei sangrar pelos meu desejos, eu irei morrer por minhas vergonhas e quando eu cair, esses que me circundam cairão ao meu lado! Essa noite eu digo... Sem mais arrependimentos! A história se rompe aqui, pelas nossas mãos e que ela ecoe por todos os lados e todas as noites!

    As palavras do ancião Tremere ecoavam com mais força, surpreendendo a todos. Ele tinha razão: Os antigos como seu Senhor, haviam abraçado a maldição rogada sobre Caim. E todo o propósito do anarquismo era renegar essa tradição terrível. O Sabá e o Anarquismo sonhavam com a mesma ideia, a liberdade de uma maldição que a eles foi forçada! Uma lágrima fina escorre pelo seu olho esquerdo, a verdade era dolorida, mas real. As mãos de Edgard então eram circundadas por uma energia esverdeada, que se transformava no fogo mais profano que teus olhos já puderam ver.

    -Eu desci até os mais profundos ciclos do inferno! Atirei-me no mais profundo e profano dos abismos com um único desejo: Poder! Poder para construir a minha liberdade! Para me vingar de um Senhor tirano! Eu perdi uma porção da minha alma, eu arranquei a vida de meus irmãos de capela, eu queimei seus corpos, suas vontades e suas vergonhas. E essa noite eu irei queimar ainda mais! Essa noite eu irei queimar por vocês, para provar a vocês que nós, as vergonhas, os insignificantes e os menores somos gigantes! Nós somos os espíritos livres, os guerreiros, nós libertaremos essa cidade! Essa é a nossa guerra santa! E escute-me, Oh Grande Pai, eu RENEGO a tua chuva!

    As mãos de Edgard fechavam com força, apagando as chamas verdes. A vontade do ancião era tão forte que a chuva parava imediatamente. Todos se surpreendiam, mas eram imediatamente invadidos por uma torrente de confiança e de desejos. Em sua mente, corriam as piores memórias dos abusos de seu Senhor contra você. Em segundos todos começavam a gritar, determinados e focados. A guerra era sua, era deles, era de todos que estavam próximos de ti. E a resposta parecia agora mais óbvia: Você estava em Berlim para forjar seu caminho.


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    Jess

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 18/8/2016, 16:16

    Apenas os antigos tinham a real intenção de lutar, era claro o medo e hesitação no mais jovens, até mesmo o corpo do cainita estava ali pelos simples impulsos de sua besta, não seria diferente Simon sentir o que a grande maioria dos Anarquistas ali sentia. Medo.

    “ Porque seria diferente... Um colosso se encontra a poucos metros de nós e nem mesmo a terra está preparada para fúria desse monstro... Porque nós estaríamos então?!”

    Atento aos movimentos de Edgard, Simon sentiu a besta avaliar cada movimento deste, procurar fraquezas no conhecimento do cainita, isso o revoltou embora ambos estivessem acostumados um ao outro aquilo era diferente de tudo que os dois estavam acostumados.

    A revolta se Simon sessou quando as palavras amargar de Edgard soaram, o cainita não conseguiu conter as longas presas muito menos a revolta de sua besta, porém ainda se manteve no mesmo lugar quando o círculo em volta de Edgard se fechou.

    “COMO ELE OUSA?!”

    As dores e feridas esquecidas se abriram com força, velhas imagens dos mais odiosos atos de Wotan voltaram a mente de Simon, um urro seco escapou da besta ultrajada e do cainita.

    Dilacerado, esquartejado no chão e sobre sua face os pés de Wotan, o frenesi que nem por um instante conseguia sequer ferir seu senhor, o cheiro de sangue nos estábulos e sobre a vista de Simon a cabeça do grande corcel negro que o mesmo havia feito nascer e crescer, a dor de perder um de seus trabalhos e a agonia de ser forçado a se alimentar do mesmo o fez entrar no mais puro frenesi, Wotan apenas riu ao derruba-lo no chão, a simples presença dele foi capaz de enlouquecer todo o estabulo de tal forma que os animais dali produziram a própria chacina. Cães, cavalos, gatos, e até mesmo os ratos terminaram em uma poça de tripas e sangue, no meio disso caído e desmembrado o corpo de Simon.

    De olhos fechados o cainita sentiu a lagrima escorrer, sem entender o porquê Simon deixou que a besta lhe tomasse, esta porem não chegou a beira da loucura tão acostumada, preferiu se preparar, revelar sua natureza fria e solitária.

    Conforme Edgard rezava Simon colocou o sobretudo pesado sobre os ombros de Lillian, a camisa branca do cainita não demorou a se molhar tornando-se translucida, as costas marcadas do cainita se arquearam as mãos do Austríaco ganharam as garras negras, as veias ressaltaram-se como veios negros em meio a pele branca, por fim da base das costas uma longa e negra cauda de formou, a pelagem negra ainda possuía listras mais negras

    A verdade finalmente se revelava a Simon, diante da vontade de lutar, do proposito libertador da seita e o grupo político seu proposito ali se revelava. Criar um caminho quando já não lhe restava nenhum, quebrar aquelas correntes que o prendiam, destroçar Wotan da mesma forma que ele havia feito com Simon apenas para se divertir.

    “ Minha liberdade... Começa aqui...”

    Quando a chuva parou Simon urrou como todos a sua volta, tanto cainita quanto besta já estavam prontos, morreriam ali se fosse necessário, mas no fim estariam livres.

    OFF: Gasto dois pontos de sangue pra Invocar o Predador
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 19/8/2016, 03:34

    Lilian aceitava com um sorriso no rosto o seu casco, o corpo magro e delicado da malkavina estava sim totalmente exposto pela transparência da camisola branca que ela usava durante todas as noites. Você então finalmente deixava exposto aos olhos de todos a sua verdadeira natureza, as modificações no seu corpo eram vistas por todos os presentes e incentivavam a mudança de vários outros ali. Os terríveis tzimisces tradicionais usavam dos poderes da carne para se transformarem em criaturas enormes e vis. Uma mulher entre eles inclusive exibia asas de morcego e levantava voo imediatamente após a transformação. O alto homem negro olhava na sua direção e repetia o mesmo poder que você possuía, se transformando em uma fusão entre um chacal e um humano. A voz que ecoava agora era de Correlli, a verdadeira líder máxima daquela noite.

    -Irmãos e irmãs! Vamos juntos na direção da nossa liberdade!

    A pequena Brujah parecia gigantesca. Ela saltava do alto do carro em que estava e corria para frente, todos imediatamente a seguiam empolgados, determinados e destemidos. Lilian sorri para você e gentilmente toca nas suas garras, sem nenhum medo da sua natureza selvagem ela diz.

    -E você ainda se perguntava o porque? Você nasceu para isso meu caro!

    Sem esperar a sua resposta a jovem Malkaviana corria junto a multidão em direção ao teatro.


    A chegada em frente ao Teatro foi rápida, impactante e emocionante. O local parecia vazio, exatamente como Correlli havia narrado a terrível noite em que ela havia adentrado o castelo do progenitor Lasombra. Em frente a entrada do teatro havia uma praça retangular, com três postes alinhados que iluminavam com enorme dificuldade a escuridão daquela noite. A porta do teatro se abria, rangendo a madeira bem devagar. Correlli e alguns outros anciões tomavam a frente. Pela porta saía uma enorme mulher, de quase dois metros de altura, usando uma saia longa manchada de sangue, com o tórax completamente à mostra e os cabelos longos caindo sobre os seios. Em sua cabeça havia um elmo antigo com várias manchas de sangue, suas mãos estavam encharcadas pelo líquido sagrado vermelho. Era uma visão terrível, a presença dela fazia os de sangue mais fraco entrarem imediatamente em torpor, eles caiam no chão inconscientes e com o corpo já paralisado. A poderosa matusalém parecia uma valkiria real.

    -Ilse Reinegger! Mais uma vez, frente a frente. E queira Deus que essa seja a última!

    Diz Correlli. A poderosa criatura então responde, com uma voz que fazia as luzes fraquejarem e as vontades mais fracas se apavorarem.

    -Esta noite, jovem Correlli, irei carregar você e teu exército para Valhalla!

    Ilse Reinegger:

    [Off: Teste de Força de Vontade, dificuldade 7. Teste de Instinto/Autocontrole, dificuldade 6. Faça sua ação de reação, depois os testes e aguarde o próximo post com os resultados]
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 19/8/2016, 15:23

    Um pouco arcado devido as mudanças, Simon sentiu a besta sorrir quando outros o imitavam, esta porem pareceu esnobar a forma de Narses reconhecendo ali as mesmas mudanças causada pelo sangue, Simon por sua vez estreitou os olhos surpreso com aquilo.

    Ao comando de Correlli todos ali correram, o que fez Simon engolir em seco ao ver que Lillian tocou de leve em suas garras, aquela era a primeira vez que o cainita via alguém que não repudiava aquela mudança e a forma de sua besta, as palavras desta o deixaram ali parado quando a mesma já iniciava sua corrida.

    ‘“ Ela tem que parar de ler meus pensamentos assim... Pareço um livro aberto na frente dela...”

    Deixando que a besta o guiasse Simon avançou de encontro ao bando que se movimentava.
    Seguindo os movimentos do bando Simon sentiu um arrepio ao adentrar no Teatro, o silencio quebrado pelo grupo ainda assim pesava sobre o local relembrando as palavras de Correlli da noite anterior, as lembranças do ataque da anciã ao antigo.

    Simon seguia o grupo de Correlli mais afastado, o cainita porem estancou com a simples visão de Ilse, o corpo gigantesco e o sangue fresco neste logo atraíram a atenção do cainita, assim como a queda dos mais jovens e de sangue fraco.

    O reconhecimento entre a Valkyria e Correlli gelou a espinha de Simon por inúmeros motivos, a simples visão da mulher já era o suficiente para fazer com que os mais jovens caíssem sem esforço. Quando o cainita parou a besta o fez se movimentar, se parassem seriam esmagados, já não havia volta e restava apenas a luta.

    “ É ela que nos propomos a derrubar?!”


    Testes:
    Força de Vontade = 7d10
    Autocontrole= 3d10 +1fv

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Dados em 19/8/2016, 15:23

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 5, 7, 8, 7, 10, 8, 9

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 6, 2
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 22/8/2016, 15:00


    A poderosa matusalém dá um passo para frente e diz com sua poderosa voz.

    -Os soldados caídos se levantarão mais uma vez e lutarão sob meus comandos. Essa noite é o meu fim e eu cairei de punhos fechados, sobre os corpos de vocês. A eternidade nos espera Correlli!

    A porta do Teatro então se abria mais uma vez, revelando a imagem de um homem de idade avançada, usando um terno de tons roxos de altíssima qualidade. Os membros do Sabá imediatamente reagiam com faces de raiva e surpresa, você ouvia os murmúrios deles: "É o Artur? O Arcebispo? Porque? O que ele faz aqui?". O homem então marchava imediatamente na direção de Althea e desferia um potente soco contra a malkaviana, arremessando ela para longe.
    Era o começo da batalha.
    Correlli soltou um urro feroz, declarando que era hora de atacar. A resposta da valkyria foi levantar o braço esquerdo até meia altura e todos os membros que havia desmaiado anteriormente se levantavam e começavam a agredir seus aliados. Era uma cena terrível, mas o seu tormento naquela noite estava apenas começando, pois era apenas agora em meio ao caos que você era capaz de notar o corpo de Lilian se levantar, a pequena filha da lua ainda estava usando o seu casaco e os olhos dela estavam opacos e distantes, ela olhava diretamente para você e corria na sua direção, saltando com uma força que ela jamais possuiria, a mulher estava determinada a destruí-lo.

    [Teste de Encontrão:
    Força+Esportes (1ª Rolagem)
    Dano = Força+1 (2ª Rolagem)
    Caso ela acerte, Você pode evitar a queda com um teste de Destreza+Esportes, após rolar o teste de vigor para absorver o dano.]


    Última edição por Danto em 22/8/2016, 15:02, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Dados em 22/8/2016, 15:00

    O membro 'Danto' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 9, 3, 10, 4, 8, 5

    --------------------------------

    #2 'D10' : 1, 3, 2, 9, 5
    +2 rolagens de Dano: 7,10
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    Jess

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 22/8/2016, 22:11

    Parado entre os que se mantinham em pé a besta de Simon rugiu dentro do cainita, era ela que o mantinha longe do controle da grande matusalem e o fazia se mover, quando a porta do Teatro se abriu novamente e a imagem do homem se fez presente o cainita entendeu o que aconteceria.

    Não foi preciso ver o soco daquele que era o Arcebispo do Sabá em um de seus companheiros, olhando a sua volta a besta de Simon urrou com a mais pura raiva ao ver que Lillian havia caido, o corpo fragil da cainita protegido pelo pesado casaco de Simon a cena teria paralizado por completo o cainita se sua besta não reagisse.

    “ COMO INFERNOS ELA USA AMIGOS CONTRA AMIGOS?!”

    Sentindo o impacto do avanço de Lillian, o cainita rugiu assim como sua besta, a filha da lua que ha poucos minutos havia tocado em suas garras, agora o acertava com a clara intenção de destrui-lo, a revolta da besta porem foi controlada pelo cainita na tentativa de permanecer em pé e mais do que nunca não causar grandes danos a Lillian.

    OFF: Gasto 2 pontos de sangue pra inflar destreza.

    Vigor = 2d10
    Destreza + Esportes = 4d10 +2d10 dos pontos de sangue gastos.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Dados em 22/8/2016, 22:11

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 3, 10

    --------------------------------

    #2 'D10' : 8, 1, 7, 5, 2, 4
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 23/8/2016, 11:00

    Lilian demonstrava uma força inesperada, claramente sobre o efeito de dominação a jovem pulava em cima do seu corpo, derrubando-o no chão e segurando seus braços, tentando morder seu pescoço como um cão raivoso. Você sabia que tinha a capacidade de se libertar, mas teria que ferir a mulher para sair com facilidade de cima da mesma, então restava a tentativa de rolar para o lado e tentar se libertar. Mas ela se comportava como um bicho, arranhando e segurando com força, vocês dois então se debatiam no chão e sua visão do combate era quase inteiramente comprometida pela face raivosa de Lilian, mas os gritos de dor, os sons de golpes e os tremores no chão, significavam que uma batalha terrível engolia a praça do teatro.

    O casaco pesado que você havia dado a ela estava totalmente aberto por causa da luta travada entre vocês, o corpo dela estava totalmente exposto por causa da transparência da fina camisola branca molhada. Mas a luta entre vocês terminava, o corpo dela ficava inesperadamente rígido e o sangue quente da jovem espirra contra o seu corpo. Surpreso você olha na direção do coração da jovem e vê uma estaca atravessada pelo mesmo. Ela então cai sobre você e seus olhos encontram a imagem de uma mulher loira próxima de vocês, uma loira usando um corselete de couro por baixo de um sobretudo enorme, tirando outra estaca das vestes ela olhava na sua direção. Tentando entender se você estava ou não dominado, ela aguardava uma reação.

    Informações Off:
    Pontos de Sangue -> 15/20
    FdV -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 6/7
    -Um de dano de contusão sofrido

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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 23/8/2016, 12:42

    Besta e homem se preocupavam em não ferir Lillian, afastando as presas da filha da lua Simon enfrentava os arranhões desta sem muitos problemas, mas cada vibrar e som de combate a sua volta instigava cada vez mais a besta.

    “ Maldição... Como posso para-la sem machucar... Eu não posso machuca-la...”

    A besta rugiu sentindo toda a frustação de estar em batalha, mas não participar efetivamente de uma, o homem por sua vez ser preocupava com a mulher sua frente, a simples ideia de machucar alguém que o aceitara da forma que o era. Os olhos amarelados percorreram o corpo da cainita, com um pouco de sorte o casaco pesado pudesse ser usado para amarra-la, mas antes que Simon se movesse o sangue espirrou.

    “Oque?!”

    Soltando os braços de Lillian, o cainita olhou para a causa do sangue e o cessar de movimentos. A estaca o levou a olhar atônito para a mulher loira, quando seus olhos se cruzaram a besta dentro deste rosnou em silencio, percebendo as intenções desta Simon se levantou com cuidado.

    - Estou consciente de minhas ações... Vou tira-la do meio do campo... É mais seguro...

    Fazendo menção de cobrir o corpo de Lillian o cainita olhou a sua volta procurando um local seguro para manter a filha da lua.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 25/8/2016, 14:18

    Você se levantava e notava imediatamente a diferença de altura entre você e a loira que havia acabado de empalar Lilian, entretanto, em frente aos seus olhos estava uma mulher que se mostrava muito forte, seu instinto bestial lhe informava imediatamente que a mesma estava com o vitae impulsionando todos os movimentos e seus conhecimentos lhe diziam que empalar um cainita em frenesi não era tão simples assim, requiria uma enorme quantidade de força.
    Mas o ato de olhar ao seu arredor foi certamente uma péssima ideia, a praça já se encontrava em escombros, a faixada do Teatro estava totalmente destruída e haviam vários corpos no chão. A batalha central acontecia entre a Valkyria e uma aliança entre Correlli, Narses, Althea, Edgard e um enorme gangrel negro que se assemelhava a um chacal. Narses levantava as mãos, com os pulsos abertos e liberava um jorro fortíssimo de sombras com veias rubras, as sombras alcançavam os céus e se moldavam em uma bocarra enorme, as sombras dançavam de forma caótica e terrível no interior daquela boca, era uma visão direta das profundezas do abismo, em instantes aquelas a bocarra devorava a área da batalha principal e começava a crescer rapidamente em torno da praça. Você sentia o chão começar a ceder e tremer abaixo dos seus pés, as sombras pareciam devorar tudo que estava ali e a loira imediatamente reagia.

    -O ooubliette! Não restará nada nesse lugar! NADA! Narses levará esse conflito para o abismo...e quem estiver aqui também irá!

    Ela se vira e olhava na sua direção, aquela palavra não possuía nenhum significado óbvio para você, mas certamente era alguma espécie de segredo do clã Lasombra. A imagem da cena ainda era terrível, era como se uma enorme fera do abismo estivesse devorando a praça em frente ao Teatro. Você conseguia notar que alguns membros saiam correndo desesperados, para todas as direções. A loira aponta uma direção e corre imediatamente para a mesma, sem esperar pela sua reação, mas claramente indicando que você deveria segui-la.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 25/8/2016, 23:04

    A diferença de tamanho foi umas das primeiras coisas que Simon pode notar, já de pé o cainita pode notar mais detalhes da mulher a sua frente, cada movimento e sinal indicativo que esta havia aumentado sua força e capacidade através do sangue, o fato de ter empalado Lillian com um único movimento. Indícios claros da força da mesma, força da qual Simon e sua besta não estavam dispostos a testar.

    A destruição e o caos em volta deixaram o cainita surpreso, sua besta rugiu alto ao observar o confronto principal. Não foi preciso de muito para Simon reconhecer que ali não sua força não ajudaria em nada, talvez até sua presença atrapalhasse, sua besta porem discordava, mas tinha a certeza de que o homem não abandonaria a caída.

    Quando a voz da mulher soou nos ouvidos do austríaco a besta recuava diante do abismo. Incapaz de fazer nada mais do que fugir o cainita agarrou o corpo de Lillian jogando-o por cima do ombro, virando-se para abandonar aquele pesadelo na terra Simon correu seguindo a loira com toda a rapidez que possuía.

    “ Abismo... Quem sobrevivera?! Nada neste mundo poderia aguentar por muito mais tempo esta batalha...”

    Off: Gasto 1 ponto de sangue para ativar Potencia.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 28/8/2016, 18:21

    Colocando o corpo de Lilian sobre os ombros, você inicia uma ágil corrida junto com a mulher de cabelos loiros. Não havia mais nenhuma possibilidade de olhar para trás, seria arriscado e imprudente, havia apenas o caminho a frente para ser seguido. Vocês dois correm junto até chegarem em um beco, duas ruas após o teatro. A noite estava mais fria do que deveria, as sombras agitadas e revoltosas mesmo distantes daquela praça terrível e daquela batalha voraz, havia algo de errado. Vocês estavam seguros do abismo, mas algo havia seguido vocês até aquele beco.
    Os arredores estavam estranhos, eram como se as luzes dos postes da cidade estivesse fraquejando, trepidando ou até mesmo queimado. Mas seus olhos diziam a você que elas funcionavam normalmente. A loira prontamente diz.

    -Coloque sua amiga no chão, não estamos sozinhos e você precisa ser capaz de se defender!

    Off:-Teste de Percepção + Acuidade, dificuldade 5. Se for bem sucedido, poderá fazer um teste de reflexão a ação seguinte.

    Spoiler:
    Gastos:
    Pontos de Sangue -> 14/20
    FdV -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 6/7
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 28/8/2016, 23:17

    O peso em seus ombros, mesmo que Lillian fosse leve ainda assim prejudicava a corrida, a cauda negra então era usada para criar o mínimo de equilíbrio necessário para que Simon corresse.

    Seguindo a figura da mulher loira o cainita em nenhuma vez pensou em olhar para atrás, a simples presença do abismo lhe causava arrepios na espinha, vê-lo novamente não era uma ideia que agradava em na Simon.

    Longe da loucura que estava sendo o Teatro a besta de Simon rugiu, as luzes em volta falhavam quando deveriam funcionar adequadamente, e a frase da mulher ao seu lado apenas confirmava o que a besta do cainita já sabia, seguidos por algo ou alguém as coisas possivelmente saíram do controle. Simon colocou no chão o corpo de Lillian, fechando o casaco para protege-la o cainita deixou que a besta o guiasse.

    “Essa loucura toda... Será que ela não vai acabar?!”

    Percepção + Acuidade = 6d10, dif. 5
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Dados em 28/8/2016, 23:17

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 9, 2, 2, 10, 10
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Danto em 29/8/2016, 23:00


    Seus sentidos revelavam que havia de algo errado nos arredores, sua postura imediatamente entrava na defensiva e com os pés você tentava esconder o corpo inconsciente de Lilian. As sombras estavam agitadas, por alguns segundos seus olhos se viam novamente perdidos dentro das florestas tenebrosas que circundavam a cidade maldita de Wotan, a constante sensação de estar sendo observado, de ver bestas espreitando, prestes a saltar contra você.
    Rebeka tirava o sobretudo, deixando com que o mesmo caísse no chão. A loira revelava um corpo forte, o vitae dela fazia todos os músculos das costas dela pularem, os do ombro se endureciam como pedras, as veias ficam totalmente notáveis por baixo da pele branca da mulher. Por baixo do sobretudo, ela usava apenas um corselete de couro medieval, preso por encaixes de metal.
    As bestas então pulavam das sobras, eram animais distorcidos, seus corpos eram totalmente compostos pelas trevas abissais que outrora engoliram a praça do teatro. Enormes animais em formatos de ursos, felinos e símios. Eles vinham de todos os lugares onde não havia iluminação, em ataques brutos e desordenados, tomados pela fome e ausentes de olhos. Apesar das aparências terríveis e fortes, os corpos deles eram finos, fracos e incompletos, alguns não possuíam todas as pernas, outros se rastejavam ou mancavam. Rebeka assumia a frente do combate dentro do beco, mas os animais do abismo caiam do alto dos prédios que cercavam o beco, vários já caiam mortos, outros caiam por cima do seu corpo. Um simples ataque certeiro era o suficiente para destruir um deles, mas a quantidade era o problema. Arranque uma cabeça e veja duas nascerem em seu lugar, era a melhor frase para definir aquele confronto cansativo e repugnante que durou muitos minutos. Todo animal morto, jorrava uma espécie de sangue azulado e pegajoso, os corpos mortos borbulhavam como poças de piche.
    A sua frente, a mulher de cabelos tingidos pelo sangue daquelas criaturas, agia como uma implacável guerreira. Enquanto você destruía um, ela destruía seis. Alguns chegavam a causar pequenas feridas em seu corpo, mas o seu vitae os curava rapidamente. A situação ficou realmente complicada com a chegada das aranhas abissais, ao contrário dos animais maiores, elas eram pequenas e ágeis, totalmente formadas e se aglomerando em enormes porções de aranhas que avançavam em conjunto, as mordidas eram doloridas, mas as ferroadas aumentavam o cansaço...
    Mas no fim de quase uma hora de combate exaustivo, as criaturas não chegavam mais. O beco inteiro estava impregnado por uma camada similar ao piche que compõe o asfalto, seu corpo estava imundo por causa do sangue e algo ainda pior estava para acontecer... A alvorada estava muito próxima.

    -Finalmente! Malditos! Você ainda está vivo rapaz?

    Perguntava a mulher que se virava para olhar você, abrindo um pequeno sorriso ao vê-lo de pé, ela retoma a frase.

    -Tenho uma aliada próxima, não acredito que teremos outra escolha a não ser pedir por abrigo. Ou você também poderá escolher dormir sob a luz do sol, é contigo...

    Ela se abaixava para pegar o sobretudo do chão e começava a caminhar, como se a experiencia que vocês acabaram de passar fosse apenas mais uma noite em sua rotina comum.

    [Off: Simon
    Pontos de Sangue -> 9/20
    FdV -> 7/7
    Vitalidade Atual -> 6/7]

    Ultima ação para o final do ato
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    Re: Ato IV - Narrativa de Simon: United

    Mensagem por Jess em 30/8/2016, 13:04

    A besta de Simon urrou dentro deste, não havia porque não fazê-lo quando a batalha se declarava a sua frente, entre memórias e presente a besta se preparou mantendo a postura arcada e defensiva, a mesma postura que a besta e Simon utilizavam para enfrentar a fúria de Wotan.

    Quando o ataque começou já não havia sanidade que pudesse ser usada, apenas a vontade de permanecer de pé e continuar aquela existência amaldiçoada e egoísta. Diante da loira Simon era um iniciante, sua besta porem usava seus instintos para garantir que a mulher não fosse franqueada, os olhos amarelados estudavam os movimentos a sua volta dividindo a atenção em manter a retaguarda da guerreira e proteger Lillian.

    Quando pôr fim a batalha terminou o cainita se esforçava para permanecer de pé, as feridas fechadas por seu sangue ainda ardiam por de baixo da pele enquanto a besta arfava cansada porem satisfeita com os resultados.

    Imundo Simon estremeceu ao perceber que o alvorecer se aproximava, as palavras da mulher porem o fizeram encara-la por alguns instantes, movendo as mãos com calma este pegou Lillian com cuidado, até mesmo a filha da lua estava suja pelo sangue azulado das criaturas abissais. Cuidando para que o seu casaco protegesse o corpo desta Simon se pôs a seguir a loira respondendo.

    - Torçamos que sua amiga não se importe com a sujeira... Me chamo Simon... Minha amiga Lillian... Sinto que as apresentações não foram feitas de maneira adequada...

    Olhando para o corpo em seus braços o cainita desejou tirar ali a estaca que mantinha Lillian adormecida, mas o bom senso o impediu, seria melhor faze-lo quando estivessem protegidos do sol.

    “Ela é alguém de força no Sabá... Não posso confiar plenamente nela... Mas agora não tenho muitas escolhas...”

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:07