WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Seg 22 Ago 2016 - 10:29

    31 de Agosto, 2005, 21:00


    A seda dos sofás e poltronas daquela sala eram altamente confortáveis. Junto da beleza daqueles tecidos rosas presos ao teto que desciam até quase sua cabeça. A iluminação cortada pela seda dava ao recinto tons iluminados em distintos tons que lhe fazia apreciar aquele lugar como ninguém mais. Os potes de incenso nos cantos do aposento sempre foram algo de seu próprio prazer que deixava seus convidados prontamente confusos, mas adequados para nunca questionarem. E assim sentada em um sofá comprido, vós toda aquele sino que estava na mesa local.

    Rosemary Quezada:


    Rosemary Quezada não demora muito para aparecer. A mesma não estava com roupas confortáveis dignas daquela sala. Afinal os tempos eram outros. A feição de dúvida nos olhos dela puderam ser notadas por um instante até a mesma notar que era você mesma ali e então um sorriso abria em seu rosto.

    - Minha Senhorita Penélope! Vim para sua casa assim que a luz caiu em casa, mas Gideon disse que você estava doente e fiquei aqui atrás morrendo de preocupações.

    A mesma se mostrava muito feliz e não se poupou em se aproximar. Ela sabia os limites de suas ações, entretanto vós nunca foi de dar muitos nãos para ela. Permitindo que a mesma deitasse no sofá que você estava e posicionasse a cabeça em seu colo. Como uma pequena criança faria. Ela era bastante leve e com um belo cabelo com luzes. Assim ela gira a cabeça para continuar a falar.

    - Minha família sequer um telefone deu... Mesmo com a cidade inteira no inferno... Espero pelo menos que você esteja bem... Eu fiquei muito nervosa com sua saúde, estava infinitamente preocupada. Ainda estou na verdade...


    Última edição por King Narrador em Sex 7 Abr 2017 - 2:41, editado 6 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Seg 22 Ago 2016 - 10:53

    Sentada no sofá, eu sorrio ao ver a face confusa da jovem Mary se transformar em um sorriso ao me ver. Essa apenas uma das várias reações que eu tanto adorava nas relações humanas, eram experiências simples como essas que me fascinavam e que ao mesmo tempo, não existiam entre os cainitas. Sem tirar os olhos de Mary, levo gentilmente uma mão em seus cabelos, fazendo um cafuné gentil e suave.

    "Como podemos ser tão enfadonhos? Tão frios, distantes e mortos?! Os filhos de Caim são verdadeiros vácuos sentimentais, acho que preciso começar a deixar de me considerar um cainita, afinal, eu sinto uma enorme admiração e devoção a sentimentos como esses, meu toque não é gelado, meus pulmões ainda respiram. Mas eu não consigo deixar de pensar e isso me deixa nervosa, eu também sou enfadonha? Como será que eles me veem realmente?"

    Refletindo inicialmente enquanto ouvia as palavras carinhosas da jovem, eu tiro vagarosamente a mão de seus cabelos e exibo um sorriso sincero em agradecimento a tanta preocupação.

    -Eu agradeço Mary, sinceramente, agradeço muito a tua preocupação. Mas fique tranquila em relação a minha saúde, já estou bem melhor... Essa tempestade insana é terrível não é mesmo? Estou preocupadíssima com todos, e assim que Gideon mencionou sua presença, quase me vi correndo na sua direção...

    O sorriso belo e confiante de outrora era perdido, não haviam razões para guardar sentimentos e eu nunca acreditei que atitudes intimistas poderiam me ajudar em algum momento da minha existência. Eu estava com o coração apertadíssimo, dolorido pela ausência de Carroll. E minha ansiedade começava a me deixar nervosa, esse sorriso nervoso era algo que meus olhos sempre viram em Mary e talvez fosse o sorriso nervoso dela que havia me fascinado tanto, hoje ela era uma maravilhosa mulher do meu ninho e nós duas eramos inevitavelmente ansiosas.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Seg 22 Ago 2016 - 15:23

    O cheiro de jasmim do perfume já esvaindo de Mary podia ser sentido suavemente. Mas era muito fraco dado que ela ainda estava usando roupas úmidas. O casaco escuro dela estava bastante ensopado, mas mantinha a camisa branca interna intácta. Provavelmente de onde se provinha o aroma agradável. A calça jeans dela também não estava seca e seus dedos podiam sentir isso ao mecher no delicado cabelo dela. Aquela moça sempre fora muito preocupada com a própria aparência para se permitir não ter ainda se trocado de suas roupas molhadas assim que chegou em sua casa. Afinal ela tinha um armário só para ela. Era claro o nervosismo de Mary, o qual sempre beirou a patologia e um especialista poderia até receitar remédios para mesma, isso se ela já não os tomasse. Só que aquele carinho parecia deixar ela mais avontade em seu colo. Até o ponto dela tirar as sapatilhas para ficar mais a vontade descalça. E se afagar ainda mais em seu abraço carinhoso.

    - Que bom que você está bem. Algo para me aliviar. Pensei que não ia conseguir chegar aqui hoje, tive de nadar para atravessar as ruas, mas jamais ficaria sozinha em meu quarto escuro. Esperando algum telefonema de minha família... E Gideon só me deixou mais desesperada, ele não largou a vassoura e o rodo em nenhum momento, como se quisesse deixar a casa seca e limpa no meio da tempestade. Ele também me falou da Carroll. A senhora não tem idéa de como to passando mal de nervosismo.

    Ela então se vira para lhe olhar diretamente em seu olhos. Podendo ver um mar verde dentro do brilho dos olhos dela. Assim o tom de voz dela muda, quase para um súplica na medida que ela fala.

    - Me morda minha Senhorita. Me morda com toda sua força. Sei que não gosta de fazer isso. Mas lhe imploro! Só isso me acalma…

    A frase se perde para um choro e os olhos começam a transbordar.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Seg 22 Ago 2016 - 15:45

    "Roupas molhadas, logo você minha querida?! Eu não só deixei Gideon preocupado, mas também lhe causei sofrimento. Porque eu sou destinada a gerar tanta dor aos corações que eu mais adoro amar? Será a minha natureza cainita? Preciso começar a agir contra isso, não posso nunca me transformar naquele monstro covarde que me abraçou, jamais... Mas tenho que assumir, imaginar Gideon com um esfregão na mão correndo atrás de Mary é um alivio cômico dentro dos meus próprios pensamentos..."

    Refletia enquanto observava as feições da jovem que estava no meu colo, eu realmente não me importava com a água em sua roupa, na verdade meus olhos interpretavam aquilo como um elogio e uma demonstração cruel e sincera de afeto. Mas foi a última fala dela que despertou algo em mim  não deixava exposto em nenhum momento, algo que havia feito dela uma das mais implacáveis arcontes da Camarilla e reconhecida diante dos olhos de uma das mais valentes anciãs que a Camarilla de Londres já viu. Eu nunca soube exatamente quem eu era, a satisfação doentia em ser outra pessoa, o tesão inexplicável em estar mergulhada em uma constante modificação. Minhas presas imediatamente se mostravam, eu sabia o que iria fazer e eu sabia que eu desejava aquilo mais do que tudo naquele instante. O grande desafio de ser algo que eu nunca fui, a provocação de ser sempre mutável, o enorme medo de nunca me encontrar. O meu vitae então pulsa pelos meus braços, modificando minha força natural. Segurando a jovem pelos cabelos, eu a puxo com força para cima, deixando seu pescoço a mostra e exibindo minhas presas para a mesma.

    "Quem eu sou? O que eu sou? Todos os outros sabem essas respostas, se orgulham de suas linhagens, de seus clãs, de seus defeitos e qualidades. Mas quem eu sou? Do que eu posso me orgulhar? Eu sei que essa não é a Penelope, tão pouco qualquer outro nome que eu tenha adotado nessa cidade, entretanto, eu não sei se Eleanor é assim... Continuarei então a procura dela, quem sabe ela sempre foi uma criatura violenta, porque não tentar?"

    Sem nenhum receio, cravo meus dentes no pescoço de Mary, sem a intenção de fornecer o prazer da mordia. Eu estava intencionalmente machucando aquela garota, rompendo sua carne e abrindo uma ferida profunda, para em seguida abraça-la com força e começar a me alimentar. O beijo seria então uma forma de acalma-la e até mesmo estimular todo o sistema nervoso da mesma, meu ato era inteiramente consciente e intencional.

    "...ainda não me encontrei...mas acho que consegui acalmar o coração dessa jovem..."

    Penso quando termino de me alimentar da jovem e lambo a ferida que eu mesma causei no pescoço da mesma, ainda com os lábios encharcados do sangue dela eu abro um sorriso, exibindo as pontas das presas eu espero a reação de Mary.

    [Off: Gasto de 2 pontos de sangue para aumentar a força e o consumo de 2 pontos de sangue da jovem]
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Seg 22 Ago 2016 - 16:58


    A jovem não reagiu com o forte puxão em seu cabelo. Se deixou ser levada como uma boneca de pano. Deixando sua pela clara do pescoço exposta. Aquelas veias e artérias tão perto de suas presas. Nunca antes você as desejou tanto. Sempre bebendo de forma comedida e controlada. Normalmente do pulso, agora era o vitae mais puro possível. E algo naquele pedido pela mordida deixava sua besta com mais sede ainda. Assim, com as presas para fora estas não exitaram em descer sobre aquela artéria pulsante. Seus músculos manbibulares rangiam da potência de sua não antes notada sede. Até seu paladar se transbordar com aquele sangue. Um sangue doce e suave como nunca antes provado com tanto afinco.

    A dor chegou na jovem. Esta parecia estar mordendo o próprio lábio. Entretanto tua besta chegou até a ponta de seus caninos para degustar o que era seu por direito. A dor subiu à um nível incalculável e um gemido profundo saiu da boda de Mary. Mas a mesma não estava mais chorando. Nem mesmo em desespero. A feição dela era diferente, difícil de descrever. Era como se ela estivesse abraçando aquela dor como um todo. Os olhos dela se viravam para trás e um tom depravado de prazer parecia surgir em sua face. E sua surpresa no final de sua alimentação foi ver onde a mão direita dela repousava. Dentro de suas próprias calças, as quais agora estavam um pouco molhadas. A voz trêmula e quase morrendo dela pôde ser ouvida em seguida.

    - Obrigada minha senhorita por ouvir meu pedido... Eu te amo tanto... Tanto... Obrigada...


    Última edição por King Narrador em Qua 28 Set 2016 - 20:22, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Seg 22 Ago 2016 - 17:22

    "Eu gostei disso, na verdade foi uma sensação incrível. Eu deveria ser assim agora? Não sei, mas ela claramente deseja que eu seja e porque não saciar os desejos de alguém que me faz tão bem?! Ela me nutre, farei o mesmo por ela e ainda exploro novas possibilidades..."

    Sorrindo enquanto observava a jovem reagir com tanta vontade e desejo, eu sei perfeitamente que existem tabus sexuais muito tradicionais entre os humanos e os cainitas se iludem ao acreditar que estão ausentes desses tabus. É essa a grande diversão daquela ocasião, eu nunca fui nenhum dos dois e esse ato aos meus olhos sempre foi tão normal quanto beber água ou comer uma maçã. Mary rompe os tabus, tantos deles, ela se entrega de corpo e alma diante de uma criatura potencialmente maligna, me pergunto, quantos iguais a ela não são transformados em bonecos nas mãos de cainitas...

    "Nas minhas mãos, você será feliz garota..."

    Usando a língua para limpar os excessos de sangue nos meus lábios, eu realmente me divertia em ver o tesão tão vivo da jovem que estava no meu colo. Era uma forma de agradecimento tão linda e sincera. Com a ponta dos dedos da mão esquerda, eu começo a fazer pequenos desenhos no pescoço da jovem, movimentos circulares em torno da região que eu havia acabado de morder. Pressionando com força, para liberar pequenas porções de dor dentro daquele corpo tão delicado.

    -Mary, não me agradeça, apenas me escute... Eu a reconheço e a adoro intensamente, minha condição é naturalmente solitária, ver uma demonstração tão forte de carinho e preocupação é um tesouro enorme para mim... Entre nós não existe uma relação vertical, não mais, se eu tenho o direito de pedir, você também terá e se eu recebo, você também irá.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Seg 22 Ago 2016 - 18:00

    A jovem parecia por um instante totalmente desmaiada com os olhos virados e um sorriso no rosto. Só que a mesma reagia à seus dedos com um gemido suave. E então os olhos dela voltam ao normal e um sorriso surge em seu rosto. Com o olhar brilhante de uma lágrima que não escorreu. Mary se levanta devagar para ficar ao seu lado sentada no sofá. Se levantou devagar, afinal aquela ferida e perda de sangue não fora pouca coisa. Só que a mesma parecia ignorar aquilo para se alinhar á você abraçando seu braço.

    - Você é tão generosa comingo Senhorita Penélope. Mesmo com Carroll sumida, você me dá esses minutos de prazer. E fico muito feliz com como você vê nosso relacionamento. Sei que nunca seremos amantes, mas se eu continuar te tendo assim como a tive agora, serei feliz para sempre. Mesmo se eu for completamente deserdada. Não me importarei, nunca. Pois eu te amo, minha senhorita. Por mais piegas que isso soe.

    Não deve ter levado um minuto depois para o intruptor tocar. A voz de seu carniçal pôde ser ouvida pelo mesmo. No tom mais polido possível. E sempre com o pensamento a frente, como se soubesse sempre de suas necessidades.

    - A Senhora Girian está presente com três convidados. Devo levá-los para a sala de degustação? Posso chegar ai em um tempo prolongado de mais cinco minhtos se preferir.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Seg 22 Ago 2016 - 18:14

    Meu sorriso sumia no exato momento que ela mencionava Carroll, sem nem perceber eu apertava mais o corpo dela na direção do meu, meu coração inevitavelmente saia do ritmo e em seguida eu expiro com força. Era uma dor difícil de se carregar, meu desejo ela levantar e sair correndo atrás da minha Carroll, mas eu tinha coisas a fazer antes e esse senso de dever me corroia. Entretanto, a declaração de amor de Mary apaziguava aquela sensação indesejada. Mas antes de responde-la, eu respondia ao meu querido Giddy.

    -Obrigada meu caro, por favor, a segunda opção será melhor para essa ocasião... Cinco minutinhos seriam muito bem apreciados...

    E quando eu tivesse a certeza que a nossa comunicação havia sido interrompida eu finalmente olhava para Mary e respondia a artista que estava em meus braços.

    -O amor jamais será considerado piegas minha querida e você jamais ficará sem nada. Teus progenitores podem até deserda-la, os meus também fizeram isso comigo e sem nada eu ergui tudo que nos cerca e com tudo isso eu me certificarei que você sempre terá, sempre. E no fim, somos duas almas generosas, você me fornece alimento e amor, um amor verdadeiro que desaparece dentro da sociedade que eu vivo. Eu não posso ser sua amante, mas eu posso sentir o seu amor e retribui-lo com prazer e carinho... Talvez com o tempo você entenda as minhas razões, talvez não... Eu aprendi a sempre manter páginas em branco a distância de toque.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Seg 22 Ago 2016 - 19:08

    Não havia mais palavras para serem ditas. Mary apenas acariciava seu braço expondo um sentimento puro que a mesma era sempre relutante em mostrar. Mesmo sempre sabendo das intenções dela, só agora ela estava realmente se revelando. O sorriso e lágrimas era bastante natural e junto do fato da mesma nunca ter esperimentado do seu sangue, tudo aquilo ganhava uma nova percepção. Assim o silêncio durou por mais um tempo até a própria Mary se levantar. Ela trepidou de levev, mas logo achou as energias para ficar de pé.

    - Melhor eu me arrumar para caso você queira me apresentar suas visitas. Não poderia lhe deixar na mão assim. E não se preocupe, de agora em diante sempre direi para você tudo o que passa em minha cabeça. Com sua licença, minha senhorita Penélope.

    Logo depois de receber a permissão de sair ela correu para o corredor do fundo. Onde o som do chuveiro foi prontamente ligado. Caberia apenas a vós chamá-la novamente, entretanto a mesma iria ficar preparada de qualquer modo. Assim com mais alguns minutos passados, era possível ouvir o som de passadas se aproximando pela porta principal.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Ter 23 Ago 2016 - 9:28

    "Violência, força e dor. Seguido de carinho, afeto e silêncio... Fui ensinada a acreditar que os cainitas eram superiores aos humanos... Amarga alienação, educação fragmentada..."

    Apreciando aqueles instantes de silêncio entre nós, eu me dedicava a meus próprios pensamentos. Situação tão rara e ainda mais rara de se acontecer nessa cidade, Nova Orleans sempre se apresentou aos meus olhos como um paraíso moderno, uma pequena caixa de pandora aberta aos mais curiosos e exóticos espíritos. O levantar de Mary me trouxe de volta, piscando algumas vezes e realizando um espreguiçar bem relaxado, eu também me levantava e concordava com a mesma com um simples movimento positivo com a cabeça. Enquanto Mary se retirava eu procurava por um espelho, eu jamais me perdoaria se rompesse um de meus disfarces por uma falha minha ou por descuido. Em frente ao espelho, eu limparia ou retocaria qualquer falha em minha imagem, mancha de sangue ou dobra indesejada nas roupas.

    "É hora de revisitar uma das faces que mais adorei, uma que aprendi com minha doce irmã, Lady Dancort, que sempre afirmou: Recepcionar, atender e apresentar é uma arte!"

    Com um sorriso prazeroso no rosto, caminho rápido até os interruptores de luz da sala de degustação, aumentando a intensidade das luzes de forma que a iluminação valorize a coloração natural da minha pele e remova qualquer ar triste ou preocupado de meu semblante, a construção de um clima era sempre essencial para e aqueles que fossem agraciados com minha imagem pela primeira vez jamais esquecessem. As luzes fortes também iriam valorizar o rosa e todas as demais cores quentes, gerando um conforto imediato e um contraste com os horrores do lado de fora. Em seguida, era necessário checar a disposição das cadeiras e sofás, os convidados deveriam encontrar um amplo espaço livre em frente a porta, todas as cadeiras deveriam estar postas face-a-face. Normalmente eu me preocuparia com os locais onde estariam os arranjos de flores, a limpeza dos objetos e outros por menores, mas minha confiança em Giddeon era inabalável e o mesmo sempre fora impecável.
    O próximo passo era a música ambiente, Penelope sempre foi uma orgulhosa britânica e seria indispensável a presença de um compositor de mesma origem. Sir Edward William Elgar era a escolha mais óbvia, afinal, eu mesma o adorava e Penelope o amava. Deixando então o volume da música preencher o ambiente de maneira suave, era hora do passo final das preparações.
    Me colocando de pé em frente a porta, seriam as minhas mãos que abririam as portas da sala de degustação, atentando-me aos passos que se aproximavam da sala e conhecendo como ninguém o ritmo de caminhada de Giddeon, eu faria a abertura das portas, puxando-as para dentro e jamais empurrando-as para fora. Os convidados deveriam sentir o meu sincero desejo de recepciona-los.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Qua 24 Ago 2016 - 13:58

    Quando você percebe a presença de seu carniçal logo do outro lado, sua mão logo abre a porta para receber as cinco pessoas do outro lado. Gideon logo faz uma mesura entrando para ficar encostado na parede do lado da porta. Esperando ordens para se retirar. O mesmo já parecia totalmente recomposto, com seu ar educado de sempre. Dos outros quatro a primeira à entrar era sua antiga amiga na cidade. Aquela que você conheceu depois de participar de muitas festas da mesma. Simone Giriani.

    Simone Girani:


    A harpia sempre lhe tratou bem a gostava de sua presença. Contudo nunca sentou para falar de política contigo. Os assuntos sempre foram conversas sem um foco muito profundo. Muitas vezes sobre história ou dramaturgia inglesa. Macbeth era um assunto muito explorado nessas conversas. Por mais que Simone nunca foi uma grande entendedora do teatro, sempre foi uma grande apreciadora. Assim a mesma sorria na sua frente fazendo uma singela cortesia abaixando a cabeça brevemente.

    Ela estava com o cabelo bem trabalhado. Junto com vários colares de bronze e um vestido cinza que ia até os joelhos. Tinha um tom brilhante em sua vestimenta. Que combinava com braceletes de prata que a mesma usava. Fazendo um forte contrate com sua pele lisa e escura em um tom marrom claro. A anciã parecia ter ignorado a chuva para sua vestimenta bem sofisticada.

    - Minha amada Penélope. Sua cara amiga Simone Giriane, prole de Luis Blanche, agradece seu convite do fundo de meu coração. Trouxe comigo três de meus mais queridos artistas. Jacque Kalkofen, melhor diretor dramaturgo dos estados do sul. Sean Colonna, grande astro do cinema local. E minha querida música Dinah Shewry, melhor saxofonista que já ouvi.

    Carniçais:
    Dinah Shewry:


    Jacque Kalkofen:


    Sean Colonna:

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Qua 24 Ago 2016 - 15:43

    Ver Gideon finalmente em sua melhor formal era de fato algo que me fazia feliz, fazendo questão de olhar diretamente para o mesmo por breves segundos, eu o agradecia sem dizer nenhuma palavra, era um costume desenvolvido após tantos anos de convívio. Logo meus olhos se atentavam aos convidados, rapidamente minha memória trabalhava para buscar informações sobre todos. E mesmo sem estar usando um vestido, eu recebia a todos com uma cortês saudação que consistia em um flexionar de joelhos, um movimento com a mão esquerda que iria ao vestido e a direita que indicava o caminho para o interior da sala.

    -Minha flor, é um enorme prazer recebe-la em minha residência. E ainda me agracia com sua estonteante beleza, preciso quebrar aqui um pequeno costume na necessidade de elogiar suas vestes, magníficas!

    Digo sorrindo, com um fortíssimo e presente sotaque londrino e logo olhava para os vassalos da Toreador e me apresentando a eles.

    -Permitam-me uma breve apresentações meus queridos artistas, sou Penelope Griffiths, a anfitriã de vocês nessa noite e em quantas mais forem necessárias.

    Após a minha apresentação eu ia diretamente aos vassalos de lady Giriane.

    -É com enorme felicidade que posso finalmente conhecer o famoso Otelo de Nova Orleans, senhor Kalkofen, sua fama lhe precede e saiba que como uma assídua frequentadora dos teatros ingleses, sua performance é impecável. Por favor, entre e se acomode!

    Em seguida, eu ia em direção ao jovem ator.

    -Por favor, não dê ouvidos aos tablóides locais, sinceramente eu ainda não consigo compreender a enorme necessidade atual de comercialização do íntimo alheio. É com muita felicidade que o recebo, Sean. Seus filmes são de extremo bom gosto e devo assumir que a nostalgia e a sua dramatização me fizeram chorar no final do Gray Woods.

    Enfim, era hora de saudar a presença que mais me alegrava, não desejava ser indelicada com os demais e certamente não seria, mas a visão de Dinah em minha casa era muito mais empolgante do que a própria presença da Toreador prole do antigo príncipe local.

    -Dinah Shewry, saiba que esta de frente a uma das suas maiores admiradoras, já perdi a conta de quantos ensaios e apresentações eu a vi tocar. Des de sua graduação em Baton Rouge, passando pelas gravações do seu primeiro disco que por sinal, ainda é meu favorito, até sua ascenção após o enorme sucesso do segundo. Sua Senhora tem razão, você é de fato a melhor saxofonista que todos nós aqui já ouvimos!

    Sorridente, me encaminho para o interior da sala, aguardando que todos se sentem para ainda de pé fazer uma breve e simples pergunta.

    -Sejam todos muito bem vindos, sinceramente, agora espero respostas sinceras. Vocês desejam algo para comer ou beber? Já adianto que comer pode ser opcional... Entretanto, em relação ao de beber vocês devem escolher qualquer garrafa que sonharem.

    Em seguida eu faço um sinal para Gideon, pedindo ao mesmo que sirva os desejos dos convidados. E finalmente me sento, já aguardando pelo meu querido vinho Domaine Leroy.

    -Minha doce flor, temos muito à conversar... Primeiramente, sei que não é algo que habitualmente permeia nossas prosas, mas me diga, como está a situação da Camarilla local diante dessa catástrofe bíblica?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Ter 30 Ago 2016 - 0:23

    - Mas que delicada de sua parte minha querida! Mesmo com chuva não podia lhe visitar mal vestida. E preciso saber onde conseguiu esse casaco cor de cascalho singelo e elegante. Mas antes, lhe agradeço pela recepção.

    As reverências foram trocadas e Simone se mostrava muito alegre com a recepção. Alegria é um sentimento distinto de vir de tal pessoa tão fria e polida como esta sempre fora. Poder notar em seu sorriso mais que uma máscara pessoal, simbolizava algo genuíno nela. Assim a mesma sentou num sofá largo cruzando suas pernas. Apenas observando você saudar os carniçais dela. O sorriso não se escondia. O primeiro a ser recebido foi o grande dramaturgo, que respondia com um tom grave de voz.

    - Este elogio me é ouvido como uma bela ópera austríaca. Prazer em finalmente conhecê-la Senhora Griffiths. Sou chamado por muitos por clichê ou démodé por focar em dirigir peças de Shakespeare, entretanto, quando algo esplêndido é refeito com muito carinho e afeto, apenas coisas grandiosas podem ocorrer. E imagino que uma britânica como a senhora, ficaria intrigada em presenciar minhas performances que retratam sua terra mãe.

    O mesmo faz uma dramática mesura típica de sua arte dramatúrgica e senta na cadeira de mogno lateral ao sofá que sua senhora estava. Assim era agora a reação do ator. O qual fez um rosto de pura surpresa e uma fala mansa e bem carinhosa para sua simples resposta.

    - Sean Colonna ao seu dispor. Fico humildemente comovido por seu suporte Senhora Griffiths. E bastante feliz por tê-la comovido em recíproca em meu filme sobre a tragédia dos estados Sulista e a escravidão... Poucos neste país possuem a sua sensibilidade minha senhora.

    O ator sentou no sofá ao lado de Simone ao qual balançou a cabeça demonstrando satisfação pela escolha de Sean sobre o lugar ao sentar. Assim restou apenas a jovem Dinah, a qual fez um rosto encabulado vendo ser a última convidada de pé. Mas os olhos dela arregalaram com suas doces palavras. Era claro ver o rosto dela ficar avermelhado. A jovem parecia tímida fora do palco. A voz dela saiu fraca antes de ganhar mais força.

    - Não tenho palavras para reagir à Senhora, Senhora Griffiths. Nunca pensei ter uma fã como vós. Ainda mais que compartilhasse meu apreço ao primeiro CD meu com meu irmão. Eu ficaria muito feliz em poder fazer uma apresentação particular para a Senhora no futuro, claro que se a Lady Simone concordar. O que me lembra de minha Senhora andar incentivando para eu fazer uma grande apresentação na corte local.

    A toreadora balança a cabeça mais uma vez fazendo um tom de absoluta aprovação. Para então a jovem sentar em uma cadeira logo ao lado de sua poltrona. Permitindo então que você sentasse para que Gideon finalmente se aproximasse para ouvir os pedidos dos convidados. Rapidamente dizendo o nome de alguns vinhos, o mesmo recebeu as respostas e regressou instantes depois com os pedidos. Eram cinco taças. A primeira, com um líquido escarlate, foi dado diretamente para a harpia, sem nenhum acompanhamento alimentício. A mesma tomou de seu cálice com muita suavidade e apenas depois de todos serem servidos, fazia isso enquanto acariciava Sean no braço de forma discreta. Duas taças foram servidas com o californiano Echo Falls, um vinho branco forte acompanhado de queijo brie. Os dois homens receberam o mesmo. Enquanto seu querido Domaine Leroy acompanhado de uma torta de maçã foi servido para você e a saxofonista ao seu lado. Olhando para torta sua memória logo a ligou com o típico doce para ser servido com este vinho. Afinal era um dos raros vinhos que acompanhavam um prato doce. E maçã era o símbolo deste vinhedo, muito peculiar. Enquanto você observava aquela sobremesa em seu colo, a sua visitante começou a lhe responder com um tom bastante cordial e paciente.

    - Deveras não é o assunto mais elegante para falar com vossa pessoa. Todavia a atual crise é complicada e precisas saber um pouco sobre a Camarilla da cidade. Permita-me falar abertamente e postergadamente. A Máscara nesta cidade é mais que apenas um recurso para esconder os cainitas da comunidade humana. Ela é também um recurso para esconder de nós a real catástrofe política local. Por mais que os setes clãs oficial da Torre tem representações na cidade, praticamente todas são de fachada. Ou o clã não está alinhado conosco, ou estão focados em outras cidades ou sequer tem números representativos. O atual principado só deteriorou todas essas relações e o sono dos antigos agora é o ponto final desta encenação toda. Só três linhagens atualmente tem interesse na política local, a de meu querido senhor, a do atual príncipe e a do primogênito Malkavian. E como sabes, as Rosas não suportam a família de Harry Willian Kasper de forma alguma. O que faz com que a política local fique em total recesso e de portas abertas para oportunistas dos domínios ao redor. Algo calamitoso, concordas?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Ter 30 Ago 2016 - 14:07

    Com um simpático sorriso na face eu ouvia as palavras dos mortais, calmamente então me encaminho para a minha poltrona. A sugestão de uma apresentação particular daquela talentosa música havia me agradado bastante, ao ponto do sorriso não ser mais capaz sair dos meus lábios. Então observo os pedidos e as ações sempre tão bem executadas por Giddeon.

    "Agora, com calma, eu consigo entender porque ele ficou tão afoito anteriormente. Ele não é habituado a falhas, tão pouco a imperfeições ou descontroles. Do que adiantaria eu puni-lo? Ele já se torturou durante o período que eu estive inconsciente, não posso negar, eu desejei ao menos elevar minha voz... Mas sinceramente... Não faria a menor diferença..."

    Perdida em meus pensamentos, é a torta de maça que me trás de volta. Encostando minhas costas na poltrona e soltando o ar dos meus pulmões, eu me esforçava para não ser arrastada pela nostalgia, pela saudade que sentia de Londres e de minha querida Mãe. Levando os olhos na direção da jovem sentada próxima de mim, eu aguardava ela provar do vinho e da torta, para esboçar uma expressão feliz e também provar dos mesmos. O ato de comer e beber para mim sempre foi essencial, principalmente doces, os sabores açucarados simplesmente me fascinavam. Levando então os olhos em direção a minha convidada cainita, dando mais um suave gole no vinho.

    -Uma corte de faz de conta, essa cidade é grande de mais para isso. É uma lástima que os membros dela não sejam capazes de ver isso, é uma lástima ainda maior para mim... A família local é herdeira dos líderes britânicos, mas se comporta como selvagens e me parecem exibir uma impertinencia germânica desnecessária. Eu ouço suas palavras, Senhora Giriani, com muita preocupação e já lhe adianto que não vejo a possibilidade dos Malkavianos assumirem o principado da região, acredito entretanto, que Nova Orleans precisa ser regida por mãos hábeis e artísticas. A senhorita se importaria de me explicar melhor os termos que envolveram a mudança do Principado local?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Ter 30 Ago 2016 - 16:05

    Simone traga mais um pouco de seu cálice antes de regressar a falar. Ela ouvia suas palavras com bastante atenção enquanto se reconfortava no sofá. Podia notar que a mão dela não desgrudava de seu carniçal e suas pernas se descruzavam para uma posição menos formal e bem mais relaxada. A voz dela veio com bastante delicadeza em seguida.

    - Peço perdão por falar de forma não educada de uma família de sua terra querida. Mas infelizmente o atual príncipe merecia aprender um pouco de educação com a senhorita. E concordo que não são os Malkavianos os dignos de restaurarem essa cidade. Bom... Permita-me contar então a história da troca do principado. Um conto triste, revoltante e nada convencional para os padrões europeus e até mundiais, devo dizer.

    Havia um certo interesse no olhar dela quando as indiretas sobre a mudança de poder foi dito por você. Ela então faz uma pausa para degustar um pouco mais de seu cálice. Fez um certo silêncio instantes depois e finalmente regressa à falar.

    - Luis Blache veio para esta terra abandonando a corte de Lyon em prol de combater a escravidão. Mesmo sendo um estado sulista, a Luisiana era diferente dos outros. Permitindo a cultura africana florescer. O que até ajudou o crescimento de novas religiões e estilos musicais locais. Várias rebeliões de liberdade de escravo no Caribe foram feitas graças ao apoio do principado. E não só em ilhas como em muitas regiões deste país. Eu mesma fui libertada graças ao meu amado Príncipe. Entretanto na década de 60 do século XIX fomos traídos. E de forma assustadora, pela comunidade humana local. Que se aliou aos confederados permitindo a cidade ser invadida. A guerra humana foi curta na época, mas o senescal patrício faleceu junto de outros grandes nomes. E liderando o exército que expulsou os confederados locais estava nosso atual príncipe.

    Ela fala este final com um certo desprezo no olhar e dá mais uma golada em sua taça. Agora se remexendo para uma posição de mais conforto no sofá retorna a falar. Enquanto agora começava a alisar o braço de seu aliado com mais carinho.

    - Com a vitória e os holofotes no rosto de Kasper o mesmo convocou um conclave. O qual decidiu que a culpa do erro em controlar o povo da cidade recaía totalmente ao meu senhor. E este assumiu a culpa aceitando a sentença de ficar 100 anos em torpor forçado como punição. E assim levaram o corpo de Blanche para nunca mais o vermos. Mesmo depois dos cem anos se passarem. O que oficializou nosso desprezo eterno pela linhagem de Kasper. E esse desprezo só cresce na medida que boatos sobre o mesmo ter influenciado a cidade à trair o antigo príncipe virem a tona.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Ter 30 Ago 2016 - 16:33

    "Blanche me parece um homem louvável, eu sei que aos olhos dos homens eu posso ser considerada uma mulher branca e que eu jamais serei capaz de compreender os significados de escravidão, mas o que esses homens jamais saberão é a minha verdadeira origem e o quão familiar essa terrível conduta é para mim. Escravos, servos, devoção, domínio. São coisas terríveis quando usadas pelas perversas mãos da ambição, almas lindas e vivas sendo vendidas como pães e pedras. Eu espero que Blanche não tenha sido destruído pela má fé Ventrue, sinceramente. E eu gostaria muito de segurar as suas mãos agora, Simone Giriani, porque apenas nós que tivemos verdadeiras algemas em nossos corpos, sabemos o quão terrível é..."

    Ouvindo as palavras da Toreador a minha frente, reparava em cada pequeno detalhe de sua movimentação corporal e principalmente na forma que ela acariciava o próprio vassalo. Ela parecia estar muito a vontade em minha frente, algo que eu poderia certamente utilizar ao meu favor, mas antes era necessário romper eu mesma algumas máscaras postas sobre a minha face.

    -Meu amor por Londres é incontestável, indescritível e incomparável. Você tem razão em afirmar que a terra de lá me é querida, mas entenda minha flor, os Ventrue Britânicos não são tão maravilhosos e impecáveis quanto as histórias apontam. Eu compartilho do seu desprezo por eles, talvez até em patamares que você jamais suspeitaria... Assim eu afirmo, o próximo Príncipe de Nova Orleans precisa ser um Toreador.

    Terminando a minha fala inicial, minha curiosidade sobre o líquido que a mesma estava bebendo crescia exponencialmente. Era impossível não notar o quão intensas estavam as suas ações e o quão abertos estavam sua postura, e até mesmo por isso eu me permiti falar daquela maneira. Na frase dita, quem falava era Eleanor e não Penélope. E minha sinceridade buscava diretamente atingir a sensibilidade empática da convidada, mas ao mesmo tempo, eu precisava compreender melhor se havia algo influenciando as ações da mesma ou até se havia algo diferente no sangue que fora servido a ela.

    [Off: Ativo nível 2 de Mytherceria, Fae Sight para analisar o ambiente, os presentes e o sangue]
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Qua 31 Ago 2016 - 11:06


    Um silêncio tomou a sala. Ou apenas você acreditou que tomou a mesma. Afinal o som do vento correndo pelos corredores de sua morada agora faziam o som de uma bela sinfonia, na medida que tudo na sua frente ganhava um novo foco. As cores mais vivas, o cheiro mais intenso. O aroma dos vinhos, o cheiro do queijo e da torta. Até as feições das pessoas ali presente demonstravam mais detalhes. Mais empatia era sentida do ator que era acariciado por sua senhora. Mais desconforto e vergonha era sentido pela saxofonista e podia notar mais experiência e idade vindo do dramaturgo. Do seu carniçal era possível notar concordância, como se o mesmo estivesse ciente do que estava a acontecer. Diferente dos outros três.

    Aquela sinfonia foi brevemente cortada pelo som estridente do cálice que Simone segurava se chocando contra o chão e rolando um pouco até parar. Por sorte não havia sujado o tapete, mas o líquido dentro do mesmo escorrera fazendo uma pequena poça. Poça esta com um vermelho escarlate, com tons prismáticos que brilhavam contra seus olhos de forma incrível. Era seu próprio e puro sangue ali presente. Gideon prontamente se aproximou com um pano para limpar o piso. Mas seu enfoco logo mudou de alvo. Afinal havia uma pessoa olhando arregalada para você, claramente a Harpia.

    Ela se mostrava incrédula. Sem nenhuma reação plausível. Apenas largou a taça e tremeu um pouco as pernas. Tirando as mesas de uma posição formal e as deixando levemente abertas, o que com saia é um crime de etiqueta. E aparentava que ela sequer se tocava disso. Pois os olhos dela apenas focava nos seus. O peitoral da mesma parecia por um instante buscar ar para uma respiração profunda, mas a negligência centenária deste ato impediu a ação. Deixando a mesma ainda mais pasma. Ela no entanto não parecia assustada, ou tensa. Parecia como se estivesse anestesiada. Dava para sentir que havia prazer desenhado nas feições dela, feições que a mesma sempre evitou em revelar.

    A mão dela que segurava seu carniçal deu uma leve apertada, mas não chamou a atenção do mesmo. O único que realmente percebeu o quão estranho estava o rosto dela foi Jacque, mas este se manteve educadamente calado. Enquanto os outros não entendia muito bem a pausa e ficavam sem saber o que falar. Mas a antiga logo quebrou o silêncio. Parecia um certo esforço da mesma para finalmente falar. Entretanto ela era forte e parecia estar apreciando aquela sensação mais que estar atormentada pela mesma.

    - M-magnífica... Simplesmente magnífica... Vós é tão bela e singela... É exatamente disso que precisamos... Um Príncipe das Rosas. Ou no caso, uma rainha...
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Qua 31 Ago 2016 - 11:47

    "Essa doce jovem ainda está desconcertada pelas minhas palavras e até mesmo a minha presença, curioso como as mais talentosa das almas criativas pode se comportar de maneira tão acanhada... Agora me pergunto, seria esse novato ator um amante de Simone? Interessante, muito interessante. Mas não tão interessante quanto a impressão sobre o dramaturgo, um vassalo mais experiente, talvez mais antigo do que eu mesma? Não sei, preciso me atentar a ele... Mas o que? De novo? Espere um pouco, ela não deveria ser capaz de me ver dessa maneira, a não ser que... Como diria minha querida mãe: De tanta força feita para procurar, acaba-se por achar o famigerado unicórnio."

    Meus olhos imediatamente buscavam a imagem de Gideon quando a taça que outrora esteve em mãos de Simone caia no chão, eu não demonstrava surpresa ou desaprovação, havia no entanto um sorriso de aprovação para a ação do mesmo. Em momento algum fora minha intenção provocar tamanha admiração, tão pouco revelar minha natureza, mas no fim toda ação tem uma reação e ela estava tentando ver além da visão diante de alguém que tem muito a oferecer aos sentidos sobrenaturais. Me colocando de pé eu caminho em direção a Simone, não haviam mais necessidade de seguir protocolos naquela situação. Levando a minha mão direita a ponta de seu queixo e tocando-a com o anelar e o dedo médio, inclino a face da mesma para que ela olhe diretamente para a mim.

    -Uma rainha você diz, responda-me, qual é o nome que vem a sua mente? Diga-me, minha amada Simone, quem é a Rainha que você procura?

    Com minha experiência de convívio com o clã das rosas, eu sabia perfeitamente identificar as fraquezas e as forças desses notórios membros, era no fim de todas as noites o único clã que eu desejava profundamente ser parte. As memórias eram inevitáveis, principalmente quando eu me revelei totalmente na frente dos olhos de minha querida irmã. E não havia melhor hora do que essa, para extrair tudo que era necessário do intimo de Simone. Minhas palavras soavam suaves, sensuais e claras, meu corpo se movia com a delicadeza que apenas eu era capaz de possuir. Penelópe havia ficado em segundo plano, eu poderia finalmente ser eu mesma e minha felicidade transbordava.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Qua 31 Ago 2016 - 21:24

    Simone parecia tremer por um instante quando sua mão tocou em seu rosto. podia ver uma faísca em seus olhos tentando lutar contra seus instintos. Mas era impossível naquele momentos. Assim a mesma decidiu aparentemente se entregar abaixando de leve a cabeça ao falar.

    - M-meu amado senhor... Por mais que meu íntimo almeja encontrá-lo, não posso negar em aceitar que a morte final já chegou a ele. E minha irmã... A Grande Atriz de Lyon, Lady Suzie, ela deveria ser a Rainha. Eu sequer posso ousar á me comparar com a sombra dela... Mas ela se foi, adormeceu... Só resta a mim, Penélope. E mesmo não sendo digna, preciso honrar meus mentores. Preciso desesperadamente de ajuda, minha querida. Minha preciosa. Estou sozinha neste mundo cheio de inimigos...

    A mão de Sean surpreendentemente segurou a da harpia. Trançando os dedos com os delas e puxando o braço todo para si, a tirando de sua delicada mão que tocava no rosto dela. A antiga se acolheu em seu ombro de forma encolhida. Foi o mesmo que prosseguiu falando olhando para o vazio por um tempo. Até olhar para você sorrindo no final.

    - Basta querida... Basta... Não se desgaste tanto meu amor. A Senhora Griffiths já entendeu perfeitamente a situação. E nós somos eternamente gratos pelas acomodações oferecidas.

    Neste momento foi a hora de Jacque Kalkofen se virar para você e falar com aquela voz profunda que o mesmo possuía. o tom se manteve o mesmo por toda a frase a a educação se mostrava suprema.

    - Junto de seu apoio, Lady Patterson, em manter nosso clã no alto da cadeia alimentar local. Somos eternamente gratos.


    Última edição por King Narrador em Dom 4 Set 2016 - 18:46, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Qua 31 Ago 2016 - 22:00

    "E assim são reveladas as verdadeiras intenções dos meus convidados, uma desesperada cainita do clã Toreador, perdida em meio as mais dolorosas ausências que se coloca de frente contra inimigos mais poderosos e mais sórdidos do que ela. Impossível não admirar a tua coragem Simone..."

    Observando as palavras de todos com bastantes calma, eu não revidava nenhuma movimentação realizada. Era com olhos curiosos que eu analisava o grau do relacionamento entre Simone e seu vassalo, uma vulgar exibição típica de cônjuges. Algo inesperado, afinal, é um enorme desafio entender os verdadeiros sentimentos por trás de um poderoso e incontestável laço de sangue. Mas meus olhos prontamente se viravam para a imagem do senhor Kalkofen, o simples ato do mesmo pronunciar meu verdadeiro nome me tirava do sério, não em um sentido violento ou agressivo, mas me obrigava a agir imediatamente.

    -Eu poderia e deveria executar vocês por ouvirem meu verdadeiro nome ou simplesmente por ousarem pronuncia-lo dessa maneira, eu poderia e deveria, mas eu não sou uma cainita comum e como a própria implicação do pretérito simboliza, eu não farei absolutamente nada contra a vida de vocês. Mas saibam, que o conhecimento sobre mim jamais deve sair dessa sala, em hipótese alguma...

    Levando uma mão até a cintura eu respiro fundo, talvez tudo tivesse saído do controle ou talvez tudo estivesse acontecendo como o destino desejava. No fim de tudo, eles adentraram a minha residência sabendo sobre minha existência, meu nome e muito provavelmente o meu cargo. Nova Orleans acabava de perder seu encanto e minhas férias definitivamente acabavam...

    "Para onde ir agora? Nova Zelândia? Cuba? Florença? Sinceramente... detesto ter minhas férias interrompidas, mas eu preciso fazer algo imediatamente, meu Senhor jamais permitira que eu deixasse uma família Toreador tão importante cair em desgraça"

    -Ameaças não são de bom tom agora, desculpe-me, mas preciso que vocês compreendam a minha situação em todas as circunstancias... Eu devo assumir que fico muito contente com suas palavras Simone, verdadeiramente feliz...

    Eu então caminho de volta para minha poltrona, sentando e cruzando as pernas. Não havia mais porque manter máscaras os papeis erguidos naquela situação, seria infantil e inapropriado.

    -Você tem o meu apoio, mas não pense que ele será gratuito. Apesar de eu possuir incontáveis razões para oferece-lo, como o simples fato de acreditar em vossas capacidades, a minha presença nessa cidade não é desprovida de necessidades e como deves saber, eu respondo a algo muito maior do que Príncipes e Cidades. Darei o tempo necessário para que se recomponha e peço perdão por provoca-la dessa maneira, mas essa infeliz situação caminha para os dois lados não concorda? Vamos então, jogar sinceramente nossas cartas minha caríssima senhorita?!

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Dom 4 Set 2016 - 19:27

    Kalkofen permaneceu sem nenhuma reação às suas palavras de começo. Apenas tomou mais um gole de sua taça de vinho branco antes de se pronunciar. Mantendo o uso teatral de palavras polidas e adequadas para a conversação.

    - Espero não ter lhe ofendido de maneira alguma, Senhora Griffiths. Apenas pronunciei seu nome por acreditar que vós havia abandonado o personagem. Sem falar que seria muito rude de minha parte não compartilhar contigo minha ciência sobre sua verdadeira indenidade. Mas caso vós prefira, posso apagar a memória de meus três aliados. Por mais relutante que eu seria ao fazer isso.

    Ele fez uma pausa enquanto os outros três olharam para ele. Mas nenhum demonstrou repulsa pelas palavras. Assim, quando o mesmo viu-se oportuno, tomou mais um gole do vinho californiano e prosseguiu.

    - Posso compreender plenamente suas motivações. Por mais que seja de seu absoluto intuito ajudar a Família das Rosas local, vós necessita de aliados também para seus próprios objetivos. E nós teríamos mais que orgulho em poder prestar assistência à Senhora da forma que precisar.

    Agora a Harpia se mostrava prontamente reparada. O que não parecia que a mesma iria se recuperar tão rápido, mas depois do suporte de seu companheiro, esta se recompôs para suas ações iniciais da reunião. Mesmo que menos polida e bem mais sincera. Com uma voz ainda bem amena;

    - Primeiramente vós precisa compreender que eu realmente tinha de saber se estava falando com uma aliada em potencial. Espero que a Senhora possa perdoar a minha atitude nada cortês de agora pouco. Mas então colocaremos as cartas na mesa. Pedi sua ajuda por motivos de necessitar aliados fortes para o futuro conclave. Tanto quanto buscar mais evidências dos crimes dos patrícios locais. Como também oferecer um refúgio seguro para esta minha família aqui, enquanto as coisas ainda estiverem caóticas.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Seg 5 Set 2016 - 15:24

    De pernas cruzadas eu levo a mão até minha taça, bebendo de maneira serena enquanto ouvia as palavras ditas pelo mais experiente vassalo de Simone. O homem de voz forte se mostrava experiente na utilização dos poderes do vitae, o apagar de memórias era algo arriscado e nunca totalmente completo, a Dominação entretanto não era uma habilidade do clã das rosas, mas sim dos patrícios. Um detalhe que não passaria despercebido por mim, sorrindo simpaticamente para o homem, eu faço um movimento simples de negação com a cabeça. Para então partir um pedaço da torta de maça e leva-la a boca, enquanto comia, mantinha meus olhos sobre o casal feito por vassalo de domitor. Uma relação que jamais poderia ser descoberta pela sociedade local, que seria punida com extremo rigor em períodos mais antigos. Simone estava totalmente exposta, meus olhos então vão ao encontro de Giddeon, carregados com amor e afeto, eu o agradecia sem dizer uma única palavra e o notificava que meu disfarce não seria mais necessário. Esperando a aproximação do mesmo com as pequenas caixinhas onde eram mantidas minhas lentes de contato, para enfim, remove-las e coloca-las no líquido que as mantinham intactas e prontas para o uso.
    Pisco algumas vezes, olho diretamente para Simone e revogo toda minha personagem, Penelope estava agora guardada. Em frente aos convidados, se apresentava Eleanor.
    A postura séria e inglesa sumia, as pernas descruzavam e eu me levantava brevemente para então colocar as pernas na poltrona e sentar sobre as mesmas. Um costume antigo, totalmente reprovado pelos manuais de etiqueta da corte, mas que eu particularmente adorava. Com meus olhos púrpuras eu olhava na direção de Simone.

    -Cartas então postas minha cara. Eleanor Patterson, Arconte de Juliet Parr ao seu dispor. Eu ouço suas palavras e concordo com todas elas, existe aqui uma terrível infração ao cerne da Torre de Marfim. Não cabe a membros de uma corte a decisão de nomear ou depor um Príncipe. Cabe a um Justicar ou a um representante do Círculo Interno. E além disso, a falha em cumprir os tratos estabelecidos é uma ação de ma fé que coloca os patrícios locais em uma situação de Usurpadores. Entretanto, minha cara, meu objetivo nessa cidade é referente ao Primógeno Malkaviano, suspeito de afiliações com tendencias políticas nada satisfatórias... Eu estou disposta a ser tua aliada no conclave que virá e faço questão que seus vassalos permaneçam em meu refúgio, protegidos contra as ameaças exteriores. Mas... Eu tenho um vassalo perdido nessas noites terríveis e preciso de eminente ajuda para localiza-la, estou realmente angustiada com a ausência dela e irei precisar da ajuda de vocês para encontra-la... Minha proposta é: Deixamos daqui em diante as ações e atitudes superficiais, adentraremos em uma relação de simbiose.

    Meu inglês agora era totalmente livre, preenchido por todas minhas heranças escocesas. E minha proposta não se aplicava unicamente a Simone, eu me direcionava também aos vassalos dela. Sem exceções.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por King Narrador em Qui 8 Set 2016 - 22:23

    Gideon entendeu perfeitamente a mudança da situação e lhe deu sua caixa de lentes, para que então vós revelasse seus olhos púrpuras. Todos prosseguiram lhe observando sem nada falar. Até que os olhos deles se arregalaram quando seu posto e nome de sua superior foram ditos. A face de Simone deixava clara que a mesma jamais esperava por um encontro como esse. Foi mais instintivo que por segundas intenções a ação seguinte da mesma, de se sentar de forma mais polida. Mas nada que chegasse aos pés da encenação de mais cedo. Assim ela permaneceu atenta a suas palavras junto dos outros quatro presentes. O rosto dela se fechou em dúvidas e apreensão quando as palavras sobre os Malkavianos foi pronunciada, todavia a mesma apenas falou quando teve certeza que vós havia acabado de falar.

    - Uma terrível notícia sobre o Clã da Lua. Afinal são os nossos maiores aliados na cidade e os que faziam o meio de campo com os patrícios. Sem eles, não vejo como teríamos força num conclave. Uma terrível notícia... Mas não pior que a sua, minha querida! Se tivesse me contado antes, não teria lhe incomodado com esta reunião. Estou disposta à ajudá-la de imediato. Apenas me digas o que almejas.

    Neste momento Gideon se aproximou. Com suas mãos como sempre para trás e com seu ar pomposo e polido. Fez uma breve mesura, como um pedido para interromper a conversa.

    - Me perdoe Minha Senhorita. Mas já providenciei um barco para vós. Está logo na entrada da casa. Como também, finalmente consegui contactar Jonas. Ele e seus homens fecharam o perímetro ao redor da casa de Carroll. Mas dei ordens para não agirem até a senhora chegar. O que pode ser em menos de dez minutos, caso assim queire. Estou agora disposto à seguir suas próximas orientações, Minha Senhorita.

    Ultima Ação Para o Final do Ato


    Última edição por King Narrador em Sex 9 Set 2016 - 14:23, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato II - Driking The Blood of Joy

    Mensagem por Danto Jogador em Sex 9 Set 2016 - 13:59

    Olhando para Simone eu me surpreendia com a inesperada reação que a minha apresentação causava, se a mesma soubesse meu nome não seria uma surpresa tão grande saber qual era meu verdadeiro cargo na Torre de Marfim. Mas já havia se passado a hora de brincadeiras e jogos e nessa atual situação eu deveria imediatamente começar a resolver os problemas que me circundavam, até mesmo a assumir problemas que não me pertenciam.

    -Jogadores entram e saem, surgem como grandes astros e rapidamente se apagam. Você precisa de algum clã para fazer as negociações com os Ventrue, nós encontraremos esse clã ou pessoa, não se prenda totalmente a uma única opção. Faremos esse conclave e teremos sim aliados suficientes para restabelecer a ordem de Nova Orleans...

    Sorrindo em seguida para Gideon, eu me levantava e encostava carinhosamente a mão direita no ombro do meu vassalo querido.

    -Gideon, obrigada. Peço para que você permaneça aqui e que direcione os convidados para seus aposentos, afinal, eles passaram uma certa quantidade de tempo aqui não é mesmo?! Você como sempre, é uma dádiva dos céus para minha vida.

    Um simples beijo de despedida na face do mesmo foi então realizado, seguido por uma caminhada em direção a Simone e o estender da mão direita para a mesma, convidando-a para se levantar.

    -Eu sei que é uma lástima convida-la para sair novamente, mas eu preciso da sua ajuda para encontrar minha Carroll. Conversamos melhor no caminho e acertaremos nossos pontos para o conclave, o que me diz? Vamos?!

      Data/hora atual: Ter 22 Ago 2017 - 15:43