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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Miac em 6/9/2016, 00:21

    Ulrich balançou a cabeça em um sinal que ele mesmo não fez questão de esconder, um sinal que claramente ele queria ouvir a resposta para a pergunta do Senescal. Aquilo realmente iria mudar muita coisa.

    " Fiquei tão admirado com essas palavras que eu quase havia me esquecido de me questionar sobre isso!"

    Ao ouvir a resposta do príncipe o Tremere, de maneira quase que inexpressiva ficou realmente satisfeito com a mesma, não deseja nenhum posto politico o que o colocaria em uma posição muito mais critica já da atual que estava. Ele cruzou os braços e prestava atenção novamente em Katerine.

    " Tópicos interessantes, só não compreendi o guarda-roupas..."

    Foi quando Diana se manifestou que o mesmo inclinou sua cabeça para o lado e realmente compreendeu o significado que era realmente o literal da proposta. Mas logo ele abaixou a cabeça um pouco e olhou para sua mão que mantinha o anel de Magnus que carregava em seu dedo, ele o tirou de maneira calma e o estendeu para o príncipe, sua voz era calma e seu olhar tão distante naquele momento que parecia que o mesmo estava a fugir de seus pensamentos.

    - Vossa Alteza, me perdoe por não conseguir executar um de seus pedidos. Me manterei como estou sendo instruído, me alegro em saber que deseja algo assim para com a Camarilla, e desejo não só abraçar seu sonho como também desejo ser a combustão para sua ascensão. Se puder entregar o anel de Sua Senhoria, Sir Magnus eu lhe agradeceria.

    Ulrich colocou o anel na mesa com todo o cuidado que ele conseguia o fazer, e depois perseguiu no mesmo tom.

    - As minhas impressões é de que a justiça pode tardar e não falhar. Não se tratou de um ato fechado apenas da Camarilla e sim de toda Berlim, tratei uma justicar como uma igual e sei que isso foi de necessidade para algo que Sua Eminencia, desejasse ver. Nunca diferenciei os Cainitas, indiferente de Seitas ou dogmas seguidos, desejei a liberdade e não me arrependo de nada que eu tenha feito. Conheci seres únicos, e aprendi com eles, isso eu levarei para a eternidade comigo. Compreendi que existe um grande abismo de poder social e físico entre mim e os realmente antigos, sinto medo, angustia, temor e receio quando os encontro. Os antigos não pensam como eu, sua humanidade é quase inexistente, ainda sou movido por emoções, essas as quais luto para que minha racionalidade seja cada vez mais e mais forte. Porém necessito disso, sou movido por ações e não palavras polidas e muito menos joguetes sociais, sou assim, uma força constante que se move na direção de abismos. No momento Vossa Alteza, sei que não sou o mais qualificado para esse posto, então, como e por quê fui escolhido para esse cargo?

    Seus olhos mantinham a postura que acostumou a seguir, não encarava seu príncipe diretamente, mas o estava olhando, havia um pouco de medo naquele seu gesto, mas ele precisou o ter falado, ainda mais com todo ali. Sabia de suas capacidades e sabia muito mais que para ele ali não era seu lugar. Ainda se sentia inseguro de si mesmo.
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Danto em 6/9/2016, 21:51

    O Príncipe de Berlim inclina o corpo para frente, apoiando os cotovelos nas próprias pernas e repousando o queixo nas costas das mãos. Fechando os olhos ela fazia uma pausa considerável após a sua fala, abrindo então os poderosos olhos azuis que possuía, Katarina ignorava todos os presentes e respondia diretamente para você. Palavras que lhe arrancariam o chão de maneira cruel.

    -Você neófitos também estão sujeitos a mesma deterioração da humanidade. Somos todos criaturas amaldiçoadas, que dependem dos vivos para seguir existindo, esperar bondade ou humanidade total de qualquer um de nós é depositar esperanças em locais errados. Existem exceções, que caminham para todas as extremidades dessa questão... Enfim, a resposta que você procura é direta: Não existem outras opções. Estão todos mortos. Eu sei perfeitamente que você não é o mais indicado para ocupar esse cargo, essa seria Cassandra, mas onde ela está agora? Sua presença aqui nessa noite é exclusivamente ligada ao incêndio que destruiu a Capela. Restam então duas escolhas: Desistir e assumir humildemente a sua capacidade ou se tornar o mais qualificado. Estou a espera da sua resposta.
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Miac em 6/9/2016, 22:10

    Ulrich prestava atenção as falas do príncipe, o que o fez se lembrar de sua própria senhora, tão direta que poderia fazer qualquer um se perder em meio aos seus questionamentos, ele olhou para sua mão de maneira pensativa. Via como sua pele era branca, se lembrou de todos os cainitas com quem cruzou.

    " O ruim de se encarar por muito tempo um abismo é que o abismo começa a olhar para você!...quanto tempo irá demorar para que eu me torne igual aos antigos que tanto temo? Senti isso quando acordei pela primeira vez, não sinto as mesmas coisas que antes...estou mais frio com essas situações!"

    Seu rosto se levantava na direção de Katarina, ignorou brevemente a formalidade que estava aprendendo e fixou seus olhos aos delas, e falou de maneira confiante.

    - Nunca é como nos livros ou ensinamentos! Por isso prefiro a pratica, jurei que reergueria nossa Capela, e não serei nenhuma dessas opções Vossa Alteza, irei me tornar único. Não recusarei aquilo que me foi dado.

    Por fim o Tremere fazia um leve gesto de reverencia com a cabeça voltando a formalidade que assumia. Havia aprendido da pior forma possível que não poderia esperar nada além do minimo de um terceiro, não confiava mais em todos, ainda sim mantinha firmemente os laços que já possuía.

    " Era para ter sido você...sua idiota!"
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Danto em 7/9/2016, 17:27

    O silêncio incomodo preenchia toda a sala após a sua fala, era claro o incomodo que os demais neófitos sentiam com a situação. Saber que todos os outros tinham méritos para estarem ali e você era apenas a única opção não suavizava nem um pouco o delicado e frio silêncio que regia agora o ambiente. O Príncipe se encostou novamente na poltrona onde estava sentado, calmamente ela observa todos os ali presentes e de maneira muito perspicaz a fala de Diana rompe a sensação de inferiorização inevitável que caia sobre seus ombros.

    -Senhora, acredito que devemos retornar ao primeiro tópico apresentado por você... Eu e Marianne podemos acompanha-la até algumas lojas na região, em seguida, nos encaminhamos imediatamente até seu guarda roupas e criamos algo novo. O que me diz?

    Ela prontamente se levantava, Marianne também fazia o mesmo. O Príncipe balança a cabeça positivamente e também se coloca de pé, caminhando até a mesa central e pegando o anel que pertencia a Magnus.

    -Meus caros, continuamos então no decorrer das próximas noites e nas futuras reuniões. Faremos passo por passo, com calma. Por hora me despeço, preciso agilizar muitos assuntos, Diana e Marianne, vamos.

    O Senescal prontamente se coloca de pé e caminha com elas até a saída da casa. Na sala agora estavam apenas Ferdinand, Erika e Amélia. O rapaz tirava o celular do bolso e digitava algo no mesmo, Erika parecia claramente deslocada e um pouco incomodada, permanecendo então em silêncio. Os olhos de Amélia finalmente iam em sua direção e com um tom frio na voz, ela diz sem mover os lábios, era uma voz direcionada dentro da sua mente:

    "Nunca haverá uma hora para a morte de Gustav, pois se o filho da própria morte for destruído, a fúria dela cairá sobre todos e não haverão sobreviventes. O Príncipe das Trevas precisa estar de pé quando o grande mal chegar ou a grande serpente devorará todos. A resposta é nunca até que a grande batalha seja vencida. E quando isso acontecer, a primeira lua cheia será a resposta... Assim disse a constelação Corona Borealis, com sua sabedoria sobre o destino dos Reis do Norte"


    Em seguida a voz dela finalmente sai pelos lábios.

    -Existem problemas maiores rastejando pelos escombros deixados pelo Conclave. É necessário para de brincar de jovem especial e incompreendido, Berlim perdeu seus generais e os inimigos avançarão com fome. O que faremos contra eles? Não faltam profecias, não faltam rumores, não faltam provas... Estamos a caminho de um futuro próspero, mas os obstáculos serão enormes e eu não vejo nenhum de vocês preparados para isso. Nenhum.

    Colocando-se de pé, Amélia olha para todos os que restaram na sala, claramente reprovando a presença de todos e enfim, ela se vira e começa a caminhar também para a porta de saída, que havia ficado aberta pois certamente o Senescal ainda estava a se despedir das mulheres que saíram anteriormente.
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Miac em 7/9/2016, 20:42

    Ulrich ficou quieto sentado, os olhares assim como aquele silencio que voltava-se para ele o fazia ficar cada vez mais e mais irritado com aquela cena toda.

    " Estar aqui por apenas ser a ultima opção!...é estranho como eu sempre consigo fazer as coisas ficarem assim a minha volta, esse efeito seria por causa da minha delicada condição de transformação? Acho que não, eu sempre afastei as pessoas de mim na esperança de poder protege-las, só que não é assim que as coisas caminham!"

    Com um olhar breve o mesmo viu Diana se prontificar em contemplar os desejos do príncipe, ele apoiava o cotovelo no apoio de sua cadeira e descansava o rosto, só que sem mover o rosto os olhos do jovem Tremere focaram Amelia, e sua expressão ficava ainda mais seria.

    " Como? O que isso significa!? Como assim ele ainda deve estar de pé...só pode ser uma piada, não posso me esquecer dessas palavras..."

    Ele ouvia tudo ainda sentado, a irritação tomava conta de seu rosto o que o fez encher completamente os pulmões de ar e soltar o mesmo pela boca já com a mulher de costas, ele fechou os olhos de maneira breve controlando-se da melhor maneira que conseguia, e por fim o mesmo falou de forma seca e realmente irritada.

    - Sei que não irá voltar! Caso precise de algo ou queira compartilhar algo sobre tais dificuldades, me procure...Berlim não ira regredir!

    Após a saída da mesma o som de crack era ouvido da mão direita de Ulrich que começava a estralar todos os dedos, seus olhos estavam a olhar para o passado, diretamente nas palavras da Nosferatu, o que não fazia sua expressão irritada suavizar em nada naquele momento.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Danto em 8/9/2016, 12:26

    Ferdinand escolhia ignorar totalmente a cena e se levantava com o celular em mãos, atendendo a uma ligação e se distanciando de vocês para falar ao celular. Restava então nesse instante na sala você e Erika, a jovem Brujah observava a sua reação cheia de raiva e irritação e tranquilamente ela comenta.

    -Ulrich, você caiu muito fácil no jogo dela. Eu sei que somos desconhecidos mas a sua raiva é apenas uma rotina para meu clã, não encontre formas de canaliza-la, tão pouco a reprima dessa forma. Encontre formas de expressa-la sem se expor e evite caminhar pelas armadilhas sociais que os membros adoram fazer... Amélia estava provocando tua raiva dês do primeiro minuto... E acredite, descontar em seu próprio corpo é uma péssima ideia, você irá acostuma-lo a isso e esses estalos ficarão incontroláveis... Quer ir em algum lugar para extravasar essa raiva cara?

    Ao fundo, você via Amélia saindo pela porta da frente da casa e comentando alguma coisa com o Senescal que fechava a porta do carro luxuoso que levaria o Príncipe a as duas mulheres embora.
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Miac em 8/9/2016, 13:06

    Ulrich respirava fundo e olhava para Erika com um sorriso no rosto, algo tímido e realmente grato por aquilo, ele esticou os dedos e saiu da posição que estava, ficava mais reto em sua cadeira com sua atenção voltada diretamente para a Cainita.

    - Sou péssimo nessas situações! Realmente, sempre que sinto raiva eu desconto em minhas mãos, tento enganar minha consciência com a dor que sinto no momento. E como eu gostaria de canalizar minha raiva em algo...

    O Tremere olhou para Amelia naquele momento, seus dedos se curvaram levemente como se fosse serrar seu punho, mas o mesmo se conteve, revirando os olhos de uma maneira a não pensar naquilo o mesmo falava bem mais calmo, se levantando da cadeira.

    - Não sei como alguns adoram esse jogo politico. Sem nenhum desrespeito. Mas, não poderei aceitar sua ajuda Erika. Ainda preciso falar com o Senescal e tenho algumas coisas para resolver sobre a Capela.

    " Eu sempre caio nesses malditos jogos! Não sei o que acontece comigo eu me irrito tão facilmente com tão pouco. Serei mais neutro com relação ao emocional...essa garota é realmente incrível, ela se demonstra tão centrada e observadora ao que parece!"

    Ele volta a olhar para onde o Senescal estava e se voltava rapidamente para a Cainita.

    - Irei seguir seu conselho Erika, e quem sabe daqui a algum tempo não possamos sair e conversar melhor sobre esse assunto. Devo ser o oposto de qualquer coisa que já ouviu sobre os Tremeres!
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Danto em 8/9/2016, 19:55

    -Não existe oposto para o que eu ouvi sobre o clã Tremere. Não existe oposto sobre nenhum clã, somos indivíduos únicos antes de pertencemos a qualquer ordem social, seja ela uma família, um clã, uma classe ou seita... Sei que não é do meu interesse e já peço desculpa pela frase seguinte... Mas me parece que você se preocupa com o fútil e ignora o essencial a sua volta. E sua irritação é uma reação irracional a esse engano, uma forma que você encontra de se punir por isso...

    A frase de Erika era interrompida pelo retorno do Senescal. Ele prontamente anunciava o final daquela turbulenta reunião:

    -Meus caros, sinto em informar que teremos que encerrar a reunião por aqui, aconteceram alguns pequenos problemas e eu tenho que prioriza-los, aparentemente aconteceu um ataque a um membro recém chegado à Berlim. Ainda não sabemos o que aconteceu, mas temos dois neófitos perdidos...

    Erika prontamente se levantava e começava a se preparar para ir embora, sem esperar pela sua resposta, ela caminhava em direção a saída da mansão do Senescal.

    [Ultima ação para o final do ato, se você inciar uma conversa do Senescal o ato segue até o final da conversa com o mesmo.]
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ides of March

    Mensagem por Miac em 8/9/2016, 21:11

    - Realmente você tem razão Erika! Não precisa de desculpas.

    Ulrich olhava para o mesmo e acenava com a cabeça e falava de maneira calma.

    - Espero que ele esteja bem, não pretendo me envolver nisso! Caso seja de sua urgência poderíamos ir conversando no caminho a respeito da sua ligação mais cedo com relação a minha segurança. Realmente desejo saber o do por quê eu devo tomar cuidado, estou achando que é por causa desse cargo...

    O jovem olhou por fim para Erika que ia indo embora, o mesmo pela terceira vez agia como um inconsciente e realmente se punia por aquilo.

    " Ela será de um grande marco para esse novo império que ira se erguer...e eu tenho que pensar melhor em minhas reações! E alguns neófitos sumiram, será que teria algo com relação á esse grande mal?"

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:56