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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 30/8/2016, 15:03

    15 de Março de 2002, Berlim.
    Sétima Noite


    Seus olhos se abriam no interior do quarto, era a primeira vez dês da sua chegada a Berlim que a primeira visão diante seus olhos não era a do interior de seu quarto. Nunca foi tão difícil levantar-se da cama, eram tantas ausências que pensar nelas era doloroso e ao mesmo tempo, lembrar delas lhe causava um pequeno conforto, porque todos ainda esperavam por você, juntos. As palavras de Luannah ainda ecoavam em sua mente, uma forma tão sincera e pura de gratidão e fidelidade não era facilmente esquecida.
    Mas sua mente sabia que uma difícil hora a esperava, a recepção de volta a espada poderia ser muito trágica e o peso das falhas cometidas na noite anterior feria seu ombro. Um som estranho atraí a sua atenção, o barulho de alguém caminhando no corredor em direção à porta do seu quarto, era um caminhar lento e pesado, os pés pareciam se arrastar com enorme dificuldade. Passadas vagarosas e cheias de pausa, ritmadas pela batida seca e forte contra o assoalho de madeira. Era um caminhar familiar, tão familiar que seu coração começava a bater forte... Eram os passos de Monçada, mas como isso seria possível?
    Sendo possível ou não, a porta se abria e a imagem enorme do homem adentrava o quarto. Era o próprio Cardeal, com seu corpo extremamente gordo e roliço, suas vestes eclesiásticas típicas, sua total ausência de pelos faciais e uma pele tão branca quanto o marfim. Monçada nunca demonstrou uma aparência forte ou saudável, entretanto, ele foi sem nenhuma dúvida o maior membro que o clã Lasombra já possuiu em toda sua história e ele imediatamente começava a falar enquanto fechava a porta e adentrava o quarto onde você acabara de acordar.

    -Auribus teneo lupum, ou simplesmente, agarre o lobo pelas orelhas... Um curioso ditado romano que se aplica a tua desconfortável situação, correto minha jovem Rafaldini? Podemos compreender que talvez agarrar um lobo por suas orelhas seja ousado e até inconsequente, todavia, adiantar-se ao ponto de possível ser, torna-se preferível agarrar ao ser mordido. Correto?! Enfim, minha caríssima, que tamanha ausência de polidez de minha parte... Uma excelente noite para nós, que os olhos de Nosso Senhor se compadeça com nossas existências... Agora, possuímos muito a conversar, concorda?

    A voz rouca e carregada de sotaque catalão saia da boca do finado Cardeal. Era tudo muito estranho, mas todos seus sentidos lhe afirmavam com toda certeza do mundo: Você estava acordada e aquela experiência era real. E o mais surpreendente de tudo era notar a ausência de opacidade do corpo de Monçada, era o mesmo que ver um fantasma caminhando a frente da sua cama, falando e se movimentando da exata maneira que o antigo Cardeal de Madri fazia.


    Ambrosio Luis Monçada:
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    Jess

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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 30/8/2016, 19:56

    A consciência retornou aos poucos ao corpo de Pietra, junto dela o toque suave do roupão branco que vestira após o banho, até mesmo o cheiro seco e suave dos perfumes escolhidos para o pós banho, tudo retornava à mente da cainita, principalmente os pesos de estar longe de seus próprios domínios.

    Os olhos castanhos da cainita varreram o quarto em silencio, ainda deitada Pietra sedia a seu corpo e mente pequenos momentos do mais puro ócio, era difícil para a mesma aceitar, mas até mesmo as palavras amorosas de Luannah pareciam desaparecer diante do peso que seria enfrentar a fúria de Althea Conthos.

    Fechando os olhos Pietra sentiu o coração saltar-lhe, o som que chegava aos seus ouvidos não demorou a ser reconhecido, aliás era um som deveras ansiado, levantando-se incrédula Pietra sentou-se na cama no mesmo instante que o dono tão conhecido daquele som adentrava no quarto.

    “Isso é um sonho ou uma peça de minha mente?!”

    Perguntava-se a cainita ao visualizar detalhadamente a figura amada de Monçada a sua frente, piscando forte para conter as lagrimas e o marejar Pietra não escondia o sorriso feliz em seu rosto, o tom de voz tão conhecido matava uma saudade eterna que a mesma mal se lembra se sentir, muito embora na noite anterior a tivesse sentindo desesperadamente.

    Atenta a cada palavra dita por este Pietra ainda se via vislumbrando a opacidade de Monçada, movendo-se ainda na cama a cainita apertou com força os lençóis a sua volta fazendo uma pequena mensura ao mesmo.

    - Uma noite abençoada mio Cardeal... Mais abençoada ainda se meus olhos ou mente não me enganarem com sua santíssima presença... Sim mio amato possuímos muito do que conversar e saudades a sanar... Mas se me lembro bem uma vez vi um pastor morder a orelha de seu próprio cão a desafia-lo... Claro um cão não se parece em nada com um Lobo... Mas dada a situação talvez seja bom que eu prepare uma mordida... Por segurança talvez...

    “ Eu não posso estar errada... Monçada está a minha frente... Eterno como sempre fora...”
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 31/8/2016, 01:00

    O Cardeal andava pelo quarto inteiro, como se tirasse seu próprio tempo para analisar todo o ambiente e claramente estranhando algumas tecnologias mais modernas, principalmente os visores digitais informações como horas, temperatura e afins eram listadas. Entretanto, a sensação de vê-lo e ao mesmo tempo se capaz de ver que as extremidades de seu enorme corpo eram ligeiramente transparentes, causavam uma mistura única de sentimentos. Ele balança a cabeça positivamente, dois únicos movimentos, era um indicativo que ele havia compreendido mas que o assunto ainda continuaria. Monçada era um verdadeiro especialista na conversa não verbal, mantendo então o espanhol como o idioma pronunciado, ele retomava a fala.

    -Por enquanto, trataremos exclusivamente de preparar vossa mordida. Os porvindoiros assuntos que circundam outros assuntos serão postergados por enquanto... Preciso primeiro dizer algo importante minha caríssima Rafaldini, primeiro, diga a Caroline as exatas palavras: Caístes em abismos profundos, de braços aberto e é com os braços abertos que encontrará a luz para seu retorno...

    O Cardeal então caminha na sua direção, estendendo-lhe a mão direita, onde haviam os queridos anéis que ele tanto se orgulhava de possuir. O primeiro, posto no indicador simbolizava o clã Lasombra, o maior de todos seus orgulhos. O segundo, posto no anelar simbolizava sua inabalável fé, o anel eclesiástico dado pelos papas medievais aos recém nomeados Cardeais. Seria então, obrigatório segurar com as duas mãos a mão do Cardeal e beijar o anel eclesiástico. Para sua surpresa, era possível tocar Monçada novamente!

    -Adentraremos agora na essencial questão que me fez retornar até você, vossa mordida. A situação que a aguarda é difícil, a mais simplória forma de conquistar a confiança dos seu súditos é estando ao lado deles no campo de batalha, assim funciona para a Espada de Caim dês de sua fundação, que foi feita com o derramar de vitae e nos campos de batalha. Entretanto, existem os caminhos mais difíceis e esses, minha caríssima, rendem as mais fiéis formas de confiança e admiração... Eu jamais adentrei um conflito ou guerra, tão pouco ergui uma espada... Assim como você. E por isso lhe digo, minha pequena, sua resposta deverá vir pela boca dos outros. Compreende?

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    Jess

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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 31/8/2016, 10:02

    Sentando-se por cima dos próprios pés na cama Pietra observava cada movimento e reflexo que Monçada produzia, a mente da cainita trabalhava rápido, as lembranças do enterro do mesmo, das inúmeras conversas e aprendizados com o mesmo voltavam a mente da Italiana, por isso a postura que a mesma tomava era a de uma aprendiz diante de um grande mestre.

    “Mio amato Cardeal... Como sentimos sua falta... Como seus conselhos nos fizeram falta... O que eu fiz por merecer tanta preocupação sua ao ponto de atrapalhar seu descanso eterno?!”

    Ouvindo as palavras do mesmo a cainita concordou de leve com um movimento simples, conhecia bem os movimentos e modos do mesmo, para saber que muito se escondia por de baixo de cada gesto feito por sua pessoa.

    - Se sofremos com sua perda Cardeal... Caroline perdeu a fé... Ela se perdeu profundamente ao ponto de se tornar outra pessoa... Não me orgulho de não ter tido como mantê-la a salvo dela mesma... Mas as vezes é preciso se perder para encontrar o rumo certo... Peço perdão por não pode-la ajudar quando ela mais precisou...

    Quando o Cardeal estendeu a mão para que a mesma beijasse o anel, Pietra sorriu a simples gesto repetido incontáveis vezes durante sua permanência em Madri agora estava ali novamente, um gesto que a cainita acreditava que nunca mais repetiria.

    Se aproximando Pietra segurou delicadamente a mão do Cardeal, seus dedos finos tocaram de leve na palma do mesmo quando esta beijou o anel eclesiástico, tocando de leve com sua testa as costas da mão deste, um suspiro profundo foi solto pela mesma quando soltava a mão de Monçada.

    - Posso entender perfeitamente suas palavras... A Bispo Elizabeth me deu a alcunha de Il Ragno... Entendo que uma aranha não é nada diante de um lobo... Mas um lobo solitário pode facilmente cair sobre o peso da mordida de uma matilha... Althea desfrutou de minhas boas vindas e respeito... Não pode discordar disso, ameaçou um servo fiel e teria matado aquele que sera minha prole se este não fosse protegido... Posso não ser uma loba, mas sou uma filha das rosas... Tenho espinhos como qualquer outro Toreador...

    Abaixando os olhos a cainita deixou que o corpo caísse sentado na cama, um sorriso triste se formou em seus lábios.

    - Eu não queria ter que chegar a esse ponto... Não contra alguém da Espada...
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 31/8/2016, 22:40

    O enorme cardeal ouvia as suas palavras e desenhava um pequeno sorriso na face, cruzando os braços para trás das próprias costas ele caminhava para longe da cama, parante em frente a enorme porta de vidro que dava visão para o jardim do palacete de Violetta e como já esperado, não havia ali o reflexo do mesmo, da mesma forma que nunca houvera. Era essa a maldição do clã Lasombra, algo tão pequeno e tão cruel...

    -Um codinome inesperado, devo assumir, sempre aguardei o tempo chama-la por algo como... A iluminada... Mas não posso discordar da Bispo Elizabeth e por isso minha cara eu digo...

    Ele faz uma pausa e se vira bruscamente na sua direção, a palavra dele agora ressoava como uma ordem direta. Um sermão estava por vir.

    -De pé, imediatamente! A hora de remoer não chegou, chegar ou não a esse ponto é indiferente, da mesma forma que é indiferente ser com um membro da espada ou não, você está com os dois pés em cima do ponto. Levante-se como a poderosa mulher que é e sempre fora. Erga-se nesse exato momento ou seja pisoteada pelos que deveriam respeita-la. Você é gigantesca Pietra Rafaldini e é chegado o momento de sentir sua própria força e abraçar teu verdadeiro poder. Você é a escolhida de Melinda, aprendiz de Monçada, Bispo de Berlim... Tua entrada será triunfal, use todos os poderes que seu vitae possuí, você está retornando a sua própria casa! E dentro dela NINGUÉM tem o direito de contesta-la!
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 1/9/2016, 00:04

    Pietra levantou os olhos para os movimentos do Cardeal a sua frente, o sorriso do mesmo sempre agradara a cainita, quando Monçada o fazia parecia que todo seu corpo também sorria, algo que Pietra nunca deixou de notar.

    A imagem sem reflexo do mesmo era algo que a cainita há muito estava acostumada, porem sempre lhe causava arrepios, mas era na voz do Cardeal em que a italiana se prendia, estendendo os pés para a beirada da cama Pietra sorriu de leve.

    - Sinceramente nunca esperei uma Alcunha... E Elizabeth pareceu ter gostado da qual usou para me nomear... Alcunhas são ganhadas não escolhidas... E junto da minha sinto que ganhei uma amiga, mesmo que ainda distante...

    “ Sem Narses aqui... Sinto que devo cuidar de Elizabeth... Deixar que as feridas dela tenham tempo para se cicatrizar...”

    O sorriso suave de Pietra tomou seu rosto depois que Monçada se virou bruscamente, as ordens recebidas ecoavam pelo coração e corpo da mesma, cada palavra de orgulho que o Cardeal lhe dirigia fazia com que a mesma tivesse que se controlar para não pular da cama.

    Levantando-se então a cainita fez uma longa reverencia ao Cardeal.

    - Na noite em que lhe conheci... Maria me disse para ser mais orgulhosa... Na época eu não compreendi mas tentei seguir o conselho de minha adorada irmã... Hoje tu me ordenas o mesmo, mas eu já não pensava em agir de outra forma... Não quando alguém adentra em meus domínios e quer tomar o que é meu por direito...

    Levantando-se da reverencia Pietra mantinha o sorriso em seus lábios, mas já não havia suavidade neles.

    - Hoje colocarei ordem dentro de minha própria casa... Aqueles que me devem respeito irão faze-lo por bem... Porque se escolherem o caminho contrário sofreram por isso...

    Terminando com uma pequena e educada mensura Pietra suavizou o cenho ao andar até o closet para escolher o vestido que usaria ao retorno a sua casa.
    Modelo do Vestido:
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 1/9/2016, 17:52

    O Cardeal apenas a observou, nenhuma palavra a mais precisava ser dita e o silêncio que o mesmo causava dentro do quarto não era incomodo ou distante, ele estava profundamente feliz em ouvir suas palavras e ver as suas ações. Você então atravessou o quarto e foi em direção ao closet, lá haviam várias opções, de vestidos a conjuntos de roupas, de calças jeans até a mais alta costura moderna. Peças masculinas e femininas. Com calma você escolheu o seu vestido e de dentro do closet você ouve uma única batida na porta, seguida da batida veio uma forte sensação, um vento frio, uma despedida. Quando você então saia do closet, não encontrava mais a presença de Monçada no interior do quarto deixando uma grande pergunta: Ele retornaria?

    Mais uma leve batida na porta, agora seguida por uma voz feminina.

    -Perdoe-me pelo distúrbio, Senhora Rafaldini. Meu nome é Agnes Lievremont, sou a filha de Hans... Meu Senhor pediu-me para avisa-la de que a despedida de Violetta não mais acontecerá...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 1/9/2016, 23:01

    O silencio criado entre a figura do Cardeal e Pietra foi assentido com respeito pela mesma, já não havia mais a ser dito sobre a mordida da cainita e sua decisão, não depois do sermão recebido de Monçada.

    “Dificilmente Althea vai aceitar de bom grado... Mas não estarei sozinha... Estarei dentro de minha própria casa e cercada por amigos...”

    A cainita se perdeu em meio as roupas cuidadosamente separadas, o primeiro impulso de Pietra foi procurar por algo simples e confortável, mas a ideia da pequena batalha que deveria travar a fez mudar de foco, naquela noite ela seria a Bispo e Rainha de seu lar, deveria então estar apresentável como uma.

    Não demorou para escolher o vestido, muito menos ainda para escolher o sapato adequado ou preparar seu cabelo, enquanto o trançava cuidadosamente a batida na porta se fez ouvir, a leve brisa fria que veio com esta indicava a partida do Cardeal.

    De dentro do closet, Pietra sorriu ao perceber que realmente Monçada se fora, um sorriso triste se formou em seus lábios em resposta ao vazio e a incerteza se seu querido mentor voltaria. A segunda batida fez com que a cainita olhasse para a porta, a voz feminina que se apresentou a fez suspirar.

    “Mia Violetta por fim descansa... Mia madre quanto cansaço acumulava-se em seus ombros?!”

    Andando até a porta a cainita deu uma pequena batida nesta antes abri-la, não queria assustar a criança de seu irmão.

    - Mia querida Agnes... Fico feliz em conhece-la... Mas eu estaria certa ao pressupor que nossa Violetta estar a dormir?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 2/9/2016, 00:46

    Você abria a porta e se deparava com a imagem de uma linda mulher ruiva, usando um vestido verde bem leve e simples ela imediatamente ao vê-la, fazia uma longa reverência, digna apenas dos membros Toreador da corte de Paris. Era uma herança típica da influência de Violetta e da educação que Hans recebera, a jovem então se erguia logo em seguida para responder a sua questão, falando um alemão carregado pelo sotaque da região sul da França.

    -Sim minha Senhora, vossa pressuposição está corretíssima. Meu Senhor foi visita-la no começo dessa noite e a encontrou em estado de sono profundo, a Senhora Elsa acabou de chegar, infelizmente Sua Realeza Violetta, não conseguiu resistir ao peso da idade... Meu Senhor ainda me disse que ele gostaria de apresenta-la a Elsa antes de sua partida, afinal, será a Senhora Elsa a líder da Corte das Rosas de Berlim.

    O nome Corte das Rosas lhe causava arrepios, foi a corte de Paris que descobriu o seu envolvimento com Eva e o mesmo foi o responsável pela convocação de seu Senhor para a cidade. A Corte das Rosas era basicamente a maior força do clã dentro de uma cidade, uma maneira formal do clã declarar seu poder sobre uma região.



    Agnes:
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 2/9/2016, 10:20

    Pietra sorriu ao ver a figura de Agnes, a cainita respondeu a mesma com uma reverencia, e um sincero sorriso seu rosto, a clara educação da corte francesa ali se fez presente sem mesmo que a italiana o notasse.

    “Mio fratello mais novo tem uma filha... Fico feliz por Hans não ter se demorado tanto quanto eu...”

    - Esperemos então que Violetta possa ter enfim um bom descanso... Ela o precisava e poucos são aqueles que conseguem lutar contra o sono da idade...


    Saber sobre a chegada de Elsa fez com que Pietra deixasse um ar surpreso em seus olhos castanhos, havia conhecido a anciã durante sua estadia em Paris, chegando até mesmo criar pequenas esculturas e poemas sobre sua tutela.

    Ouvir sobre a Corte das Rosas causou um pequeno arrepio na espinha de Pietra, infelizmente um mal que sempre parecia lhe cometer diante desse mencionar, dispersando isso com um pequeno balançar de cabeça a cainita voltou a sorrir solicita.

    - Não poderia pensar em alguém melhor para o cargo... Elsa é experiente e uma das mais talentosas Filha das rosas que eu já pude conhecer... Embora eu já a conheça seria bom revê-la... Posso então lhe pedir que me leves até a presença de seu senhor e meu amado irmão? Agnes...

    Falando em francês a cainita esperou pela resposta daquela que era sua sobrinha.

    - Isso se não lhe for um incomodo é claro.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 5/9/2016, 16:45

    A jovem reagia a sua fala com uma reverência, que demonstrava que ela havia concordado com o seu pedido e iria realiza-lo imediatamente. Era uma reação digna da corte francesa que você conhecia muito bem, mas quando ela se levantava da reverência, carregava em sua faca um sorriso quase incontrolável, claramente causado pelas suas palavras no idioma nativo da ruiva. Respondendo também em francês, ela apontava uma direção e prontamente começava a andar.

    -Será um enorme prazer Senhora. Elsa assumirá todas as responsabilidades de Violetta, imagino que ela se sobrecarregará com tantas necessidades políticas, mas é o natural correto? Eu acredito que você seria uma excelente primígena, entretanto, és um Bispo e um posto não é muito amigável com o outro... A espada e a torre se odeiam com intensidade, eu acho, além de que um antitribu como líder da família tradicional seria um escândalo inesquecível. Me perdoe por falar dessa maneira minha Senhora, eu nunca estive diante vossa presença, tão pouco em contato com um Sabá. Assumo minha ausência de referência e peço desculpas caso cometa algum equivoco ou ofensa...

    Ela falava enquanto andava a sua frente, "Antitribu" era de fato um termo ligeiramente ofensivo. Você não havia decaído a essa situação, apesar de ser considerada como tal, você sabia profundamente o quão diferentes eram os Toreador que abdicavam de sua humanidade. A jovem descia as escadas, chegando na sala por onde você havia chegado na noite anterior. Lá estava sentada a anciã que você havia conhecido muitos anos atrás. Elisamarie Lindenberg, ou em alemão, apenas Elsa Linden. A Anciã se levantava quando via sua entrada, abrindo um enorme sorriso na face e estendendo a mão direita na sua direção. Ela usava roupas modernas, algo consideravelmente surpreendente, mas a sua beleza e elegância eram tão impecáveis como sua memória lhe contava. Uma única peça cobria o tronco até as coxas, botas pretas muito altas se aproximavam dessa única peça escura de lã, uma meia calça preta escondia a palidez inevitável de uma anciã tão antiga quanto ela. A enorme peça de lã parecia uma fusão de um vestido com uma camiseta de manga longa e gola alta.

    -Pietra! Venha aqui imediatamente sua jovem impertinente! Já se fazem quantos anos? Aliás, jovem já não se aplica a você não é querida!? Mas manteremos assim para evitar trágicas palavras como "anciã" ou ainda mais terrível: "matusalém" esta bem?!
    Elsa Linden:



    Exemplo de Roupas Usadas por Elsa::

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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 5/9/2016, 17:25

    Pietra não conseguiu conter o sorriso diante da felicidade que Agnes apresentava ao ouvir as palavras ditas em francês, segurando o braço da mesma para que a ruiva a guiasse a italiana escutou atentamente cada palavra dita por esta no percurso.

    “Sinto falta dessa juventude que nos protege de nossos erros e falhas... Agnes... Mia amata... Aproveite esse tempo o melhor que puder, você vai sentir falta dele quando envelhecer...”

    - Acredito que eu já fui participante de muitos escândalos em minha estadia dentro da Torre... Estas certas ao dizer que Os filhos do Sabá e As crianças da Torre tem suas desavenças... Mas dentro do Recanto das Rossas não pertenço a Espada... Em respeito a Violletta e todo o amor que ela deposita em suas crianças... E sinceramente não seria uma boa primígena... Tenho um sério problema em largar meu atellie... No mais Elsa teve uma grande professora, saberá melhor do que ninguém o que fazer...

    Deixando de lado a pequena e mal entendida ofensa Pietra sorriu ao dar um leve beijo na testa de Agnes.

    - Não há necessidade de desculpas, meu posto dentro da Espada e os tratamentos dado a ele devem ser seguidos à risca pelos filhos da espada... Não cobraria tal coisa de você, muito menos quando não estou no papel dele ou fui convidada por ele...

    Reconhecendo o caminho feito por Agnes a cainita não conteve o sorriso sincero e tímido perante a figura de Elsa, a reconheceria mesmo que a anciã usasse trapos. A beleza única da mesma combinada com as roupas modernas deixaram a italiana encantado, porem quando Elsa falou seu nome Pietra não conteve o estremecimento, o mesmo da época em que Elsa era sua tutora em Paris.

    Sorrindo ao se aproximar a cainita fez uma leve mensura antes de tocar na mão estendida de Elsa e beija-la com delicadeza.

    - Graças a deus que tu me chamas pelo primeiro nome! Se tivesse me chamado de Rafaldini eu temeria por minhas orelhas como quando Violetta o fazia... Se me lembro bem mia amata, eu sempre serei uma criança ao seus olhos... Mas em respeito à nossa idade e a termos que não queremos usar ficaremos como Jovens... O que me diz? Senti saudades suas Elsa... Muitas saudades...

    Esperando que o toque não fosse rejeitado Pietra abriu os braços em um sutil pedido de um abraço entre as duas.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 5/9/2016, 23:56

    Agnes ficou de pé no penúltimo degrau da escadaria, ela sabia que a sala seria um local utilizado para o encontro de vocês, seria indelicado permanecer ali entre duas antigas do próprio clã. Calmamente ela apenas concorda com as suas palavras e prontamente sobe as escadas, deixando vocês duas sozinhas.

    Elsa olhava atentamente as suas reações, algo claramente a deixava preocupada. Mas mesmo preocupada ela sorria em resposta a suas ações, caminhando então na sua direção ela começa o movimento do abraço. Passando os braços pelas suas costas e abraçando com muita força, você sentia inclusive o ar sendo expulso de seu peito. O toque naturalmente quente da pele dela era uma sensação doce, ela pressiona a bochecha contra a sua e sussurra aliviada.

    -Meu maior medo, quando acordei de meu sono era de reencontra-la e ver em seus olhos a terrível mancha daqueles que perdem o humanismo. Você sempre foi tão viva, se eu a encontrasse perdida no pecado eu estava pronta... Para destruí-la... Oh minha ragazza!

    Em seguida, ela soltava o abraço e ineditamente dava um tapa extremamente forte no seu ombro, que a fazia perder o equilíbrio. Na face sempre limpa, calma e controlada da anciã, habitava uma expressão contida de raiva, frustração e amor. Havia um pequeno inicio de choro nervoso que era controlado e censurado, era a primeira vez que você pensava no impacto das notícias que poderiam ter chegado a Elsa que dormiu antes dos escândalos a alcançarem em Paris. Ela levantava a voz e desferia outro tapa contra o seu ombro, o segundo agora era ainda mais forte e a empurrava com violência para o lado.

    -Você me deixou ouvir desaforos, não encontrei nada! Absolutamente NADA sobre você durante todos os anos! Sua desnaturada! Eu sei, eu sei, você fugiu pela sua vida! Mas a vontade de gritar por horas não diminui... Mia ragazza... Eu não consigo imaginar...

    Os gritos ficavam fracos, a voz dela tremia e a maça do rosto corava. Ela segurava o próprio choro e ainda reagia como se estivesse perfeitamente viva. Até a ponta do nariz se avermelhava em uma reação típica de um choro humano.

    -E aqui você está, linda. A sorrir como se nada tivesse acontecido, perfeitamente como eu sou capaz de me lembrar! Eu então a vi adentrar o conclave, sendo anunciada como Bispo do Sabá! Eu juro que meus punhos fecharam e eu só não a arrastei pelos cabelos porque Nossa Senhora me segurou em meu lugar! Eu a amo tanto, eu vi a sua face mais pura e ouvi das serpentes de Paris terríveis histórias de libertinagem, heresia... Como você pode estar do outro lado e ainda ser a mia ragazza?!

    Sem esperar a sua resposta ela prontamente a abraçava de novo. E sussurrava.

    -Desculpe, eu não queria machuca-la...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 6/9/2016, 00:32

    A preocupação de Elsa teria feito que Pietra deixasse de sorrir, quando esta aceitou o abraço a cainita suspirou alto com o aperto, o sorriso mais calmo de Elsa aliviou a postura de Pietra a força empregada naquele ato retirou todo o ar dos pulmões da italiana.

    “Mia amata sorrella... Quantas saudades senti... Quanto desejei esse abraço...”

    Despreparada para a reação explosiva de Elsa, Pietra a olhou surpresa, sem palavras esta sentiu a face enrubescer da mesma forma que uma criança ficava ao ser repreendida, abaixando os olhos Pietra teve que se esforçar para não chorar diante de Elsa, já não era mais uma criança e não queria fraquejar diante da anciã que sempre admirará.

    Mantendo-se quieta durante todo o pequeno acesso de raiva a cainita não chegou a resistir ao segundo tapa, embora seus olhos mirassem Elsa com a velha simplicidade o sorriso gentil não abandonou por nenhum momento as faces de Pietra.

    “Elsa não mudou em nada... É quase uma Violetta em maior escala... Sorte minha que tenha a mão mais leve...”

    O segundo abraço foi recebido com uma leve risada, beijando as faces de Elsa, Pietra segurou sua face com delicadeza para encara-la diretamente.

    - Questa ragazza desnaturato... Sempre será sua ragazza... Mia sorrella... Me perdoe... Mas eu não me perdoaria se minha presença colocasse você ou suas crianças em perigo... Eu lhe sou tão grata por tudo Elsa... Eu mudei... Tive de mudar para ser quem sou... Não me perdi... Preferi me tornar a luz dos perdidos... Tive uma boa amiga para me ajudar... Aceitei o destino que me foi dado... Se agora sou um Bispo da Espada... Isso não muda o fato de ama-la... Não muda que tu estivesse ao lado de Violetta quando eu não pude...

    Guiando Elsa até uma das poltronas da sala Pietra a fez sentar-se, de joelhos a frente de Elsa a cainita segurava com delicadeza as mãos da mesma enquanto seu sorriso se tornava cada vez mais real e feliz.

    - Ignore o que tu ouviste das cobras de Paris... Tu melhor que ninguém sabe das más línguas que lá habitavam... Meu pecado foi amar e me entregar a quem amei... Minha vida não se comparava a dor que fiz Eva passar... Por isso fugi sem olhar pra trás, busquei abrigo onde Elonzo não poderia me encontrar, me ferir ou alcançar... Ela se sacrificou para me manter humana... Para que as trevas não alcançassem meu coração... Não pense que não escolhi esse caminho... O fiz com plena consciência... Se ele foi fácil ou não já não importa... Mas rua ragazza teve de crescer... Crescer nem sempre é fácil... Mas o fiz por conta própria... E não podes negar que cheguei longe...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 6/9/2016, 22:04

    -Não, eu não posso negar...

    Disse Elsa sentada a sua frente em um dos sofás da sala do refúgio de Violetta, com as mãos ela calmamente aceitava seus carinhos, fechando os olhos e respirando fundo, a anciã segura com firmeza as suas mãos e a pucha para cima, praticamente forçando você a se sentar ao lado dela naquele belíssimo e luxuoso sofá. Agora mais calma, mais ainda com a face rubra, Elsa retomava a fala.

    -Eu serei então eternamente grata a sua amada, por causa desse sacrifício eu não serei obrigada a fazer algo terrível... Por causa dela nós duas podemos hoje sentar lado a lado, você chegou muito longe Pietra, mas sinceramente, isso não é nenhuma novidade. Não para mim, jamais para mim. Eu sempre esperei de ti a maior de todas as grandezas, seja onde ela for ou como for, sua presença nunca foi efêmera. Somos hoje duas líderes importantes, representantes do mesmo clã. Espero que possamos nos reencontrar, adoraria conhecer o teu legado e desejo muito lhe apresentar ao meu. Eu vi que tua chegada foi ao lado de Wilhelm e acredito que o antigo príncipe de Berlim seja um desses faróis, como você é... Minha ragazza cresceu... E eu a respeito profundamente por isso... Mas você não mudou querida, existe algo que a aflige, uma urgência... Posso ajuda-la de alguma forma?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 6/9/2016, 23:41

    Pietra simplesmente sorria para Elsa, era impossível para a cainita não o fazer de forma natural, o toque tão natural entre as duas e paras as duas, as reações de Elsa sempre tão únicas encantavam a cainita, esta deixou-se ser guiada para o sofá, sentando ao lado da a cainita não pensou duas vezes ao abraça-la depositando sua cabeça em seu ombro.

    “Ahhh Elsa... Como terias adorado Eva.... A música dela, os movimentos... Temo que a atual Eva não lhe agradaria em nada...”

    Rindo com as palavras de Elsa, Pietra endireitou o corpo para então se sentar de forma a ficar de frente para a mesma, segurando as mãos da cainita mais velha Pietra brincava com os dedos sorrindo.

    - Eva é uma seria mia sorrella... Uma seria ao lado de uma rosa... Um conjunto estranho mas que à tanto tempo se completa... Se cheguei a onde estou é porque tive grandes maestros... Tu está entre eles... Tu e nossa amata Violetta... Eu conheci Marcelle... Ela me foi uma luz quando só me restava escuridão... Queria ser o mesmo, mesmo que não o pudesse ser para Marcelle... Wilhelm... Sua aura é um farol grandioso... Espero que ele continue a iluminar por muitos anos...

    Beijando de leve as mãos de Elsa a cainita concordou de leve com a pergunta desta, porem sorrindo de forma confiante Pietra negou com um leve gesto a ajuda oferecida.

    - O ditado de que “Quando o gato sai os ratos fazem a festa...” é real... Infelizmente tenho uma bela e gorda ratazana raivosa com quem lidar... Mas isso sera feito quando eu retornar a meu posto dentro da Espada... Neste exato momento posso me dar o luxo de ficar em sua companhia por mais algum tempo... Me ajudaras em muito ao cuidar para que Violetta fique segura em seu sono... Isso mia sorrella é tudo que posso desejar para nossa Signora...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 7/9/2016, 23:22

    O nome de Marcelle faziam os olhos de Elsa percorrerem a sala e irem de encontro ao belíssimo quadro que ganhava uma posição de enorme destaque nas mobílias do palacete de Violetta. Era uma tristeza profunda, que lhe causava um aperto no coração. Mas antes que a tristeza a devorasse, Elsa volta a face para você, levando a mão direta na sua face e fazendo um carinho suave na mesma que terminava em uma passar de dedos pelos seus cabelos.

    -Violetta receberá os mais atenciosos cuidados, ela está muito segura e nada acontecera a ela. Ninguém ousaria provocar a fúria do clã das Rosas, já provamos a extensão de nossa força várias vezes... Não se preocupe com Violetta, ela dormirá em paz... Agora sobre tua ratazana, eu tenho um pequeno conselho. Faça ela correr muito, mas muito mesmo, ratos costumam cair sozinhos nas armadilhas mais simples... E saiba que eu fico feliz em ouvir que poderei aproveitar tua companhia por mais tempo querida! Diga-me, o que tens feito? Quais são suas últimas obras? Quando poderei vê-las?
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 8/9/2016, 00:15

    Pietra abaixou os olhos em respeito a dor de Elsa quando o nome de Marcelle foi dito, a italiana podia apenas imaginar a dor sentida, mesmo assim Pietra sabia que o simples imaginar não chegaria perto da verdade.

    “Não sei dizer se me privar por tanto tempo de uma prole é bom ou ruim... Não conheço o orgulho de ter uma criança... Muito menos a dor da perda de uma... Ahhh Elsa... Marcelle era tão encantadora... Quanta falta e dor ela nos causa...”

    As palavras de Elsa e o toque carinhoso da mesma fizeram com que Pietra sorrisse, havia ainda um pequeno tempo de paz a ser aproveitado, a presença de todos aqueles mencionados por Luahnna era essencial para que Althea vislumbrasse a força da italiana, havia certa vantagem em despertar mais cedo do que os outros irmãos de Espada.

    - Bom... Acredito que eu tenha feito uma ou duas exposições fora de minha Galeria... Cheguei até mesmo a presentear alguns artistas com minhas criações... Sabes que não gosto de soberba, minhas obras continuam a ser simples e delicadas... Abandonei o mármore e fui para cera... Nada mais de poeira e dedos machucados... Consigo com mais facilidade os detalhes que quero com a cera, e o resto pode ser reaproveitado... Isso não é incrível?! Mas os maiores detalhes ainda faço com o pincel... Ahhh Elsa como é difícil lhe explicar o que eu crio...

    Era simplesmente impossível para Pietra não se animar com todo seu processo criativo, o simples fato de poder dividir todo o trabalho que tinha deixava a cainita feliz ao ponto da maçã de seu rosto corar, ainda sorrindo esta beijou as mãos de Elsa rindo de sua própria postura...

    - Quanto a ratazana... Mostrarei a ela que quando o gato volta a ordem há de reinar... Em nossos atuais cargos mia sorrella teremos dificuldades em nos encontrar, quem dirá poder admirar as obras uma da outra... Mesmo assim não posso culpar meu coração de desejar isso...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 8/9/2016, 12:15

    Elsa escutava com fascínio o que você tentava explicar para ela sobre a sua arte, sorridente a antiga se mostrava tão interessada que assim que tua fala terminava ela prontamente falava em um tom empolgado.

    -Então marcaremos um encontro em sua galeria! O que me diz? Acredito que mover a cera seja uma tarefa árdua correto? Ou ainda melhor! Escute-me com carinho está bem? Faremos um baile em breve para celebrar a minha nomeação a Rainha da Corte das Rosas de Berlim, além disso é claro, da própria construção de uma Corte aqui... Eu amaria ter algumas peças suas para exibir na recepção dos convidados!

    Instantes após a fala de Elsa ecoar pela sala, a voz masculina de Hans se faz presente. Ele saía de onde seria a cozinha do palacete com uma maça mordia em mãos.

    -Querida irmã, por favor, me diga que não está a pedir absurdos de nossa amada Pietra! Alias, boa noite à vocês duas, digo que nossa Senhora dorme de maneira suave em ciclos que se aprofundam a cada instante, no final dessa noite o torpor dela já será completo...

    O jovem se aproximava, dando uma mordida na maçã que carregava, mastigando e engolido sem demonstrar nenhuma rejeição. Ele se aproximava de Elsa e dava um carinho beijo em sua face, para então se aproximar de você e fazer o mesmo, um beijo suave e doce em sua face.
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 8/9/2016, 14:20

    Cada palavra de Elsa foi escutada atentamente, a simples proposta de visitar sua Galeria porem fez com que o cenho de Pietra ficasse mais serio, mas o convite para um baile de coração a fez voltar a sorrir, ainda mais quando as palavras de Hans foram escutadas.

    “Se dependesse apenas da minha vontade... Eu teria orgulho em lhe mostrar minha Galeria... Ah Elsa... Como adorarias cada escultura... Ver que sob sua tutela meus erros desapareceram...”

    Os olhos de Pietra não conseguiram desgrudar da simples ação de Hans morder e mastigar a maçã em suas mãos, um sorriso surpreso tomava os lábios da cainita quando esta recebeu o beijo em sua face. Abrindo espaço entre as duas Pietra puxou Hans para que este se sentar no entre as cainitas, fazendo com que o jovem encostasse sua cabeça em seu colo bagunçando o cabelo deste.

    - Mio amato fratelo... Se pretendias me causar inveja com essa maçã, conseguiste muito bem... Oque me faz lembrar que seu nariz sofrera por isso...

    Comentava Pietra ao apertar de leve o nariz de Hans, rindo com isso a cainita sorriu para Elsa.

    - Entenda... Devido nossas posições minha Galeria não é um local de todo seguro para vocês... Mas ficarei honrada em lhe dar algumas de minhas peças para o baile de sua coroação... Tenho até um acompanhante para isso...

    Dizia Pietra ao bagunçar ainda mais o cabelo de Hans...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 8/9/2016, 19:45

    A ação carinhosa entre você e Hans arrancou um sorriso gigantesco da face de Elsa, era uma mistura de surpresa e euforia. Ela até chegava a abrir levemente os lábios para formular mais uma pergunta, mas ainda estava completamente maravilhada com a delicadeza das ações trocadas entre vocês.
    Hans ria quando você ameaçava o nariz dele e mostrava um pedaço da língua como um irmão mais novo faria para implicar com sua irmã mais velha, e mais uma vez de maneira simples e extremamente informal ele respondia, com a cabeça no seu colo.

    -Eu não fiz de propósito, mas eu não consigo me segurar com frutas, o resto é meio sem gosto mesmo, mas frutas... E vê se não maltrata tanto meu nariz, eu passaria uma enorme vergonha se entrasse no baile ao seu lado, com um nariz ferido!

    Elsa levava uma mão no próprio queixo, balançando a cabeça de um lado para o outro e dando algumas pequenas risadas.

    -Incrível como vocês parecem ter nascido lado a lado... Essa cena faria Violetta chorar por horas, algo que eu realmente ela não faria em séculos, última vez que ela chorou de felicidade foi quando eu ainda neófita furei as telas de Maria, a irma de Villon! Enfim, eu não sabia disso Pietra, perdoe-me minha falta de pudor em um pedido tão inoportuno, mas insisto em ter suas obras para o baile, isso é inegociável!

    Hans sorrindo olhava diretamente para seus olhos e dava mais uma mordida na maçã, claramente para provoca-lá dessa vez e mastigando antes de falar, ele comenta.

    -Eu já entrei na galeria, é um lugar de reunião do Sabá. Existem vantagens em ser capaz de passar por mortal sabe?! Eu não sabia ainda que era sua galeria, foi até lá para fechar um contrato de compra de vestidos com Lorenz...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 8/9/2016, 22:03

    A italiana teve de se segurar para não se entregar a mais profundas risadas com as ações de Hans, puxando de leve as bochechas do mesmo Pietra simplesmente sorria feliz com as palavras de Elsa e Hans.

    - Não consigo ficar brava com alguém tão encantador quanto a questo ragazzo... Embora eu sinta inveja de que tu tenha visto Violetta chorar de felicidade... Além do mais nostra madre me arrancaria as orelhas se eu maltratasse Hans... Oque é um sorte porque isso me obriga a devolver o nariz dele...

    Comentava Pietra ao beijar a testa do mesmo, a pequena provocação a fez rir alto enquanto a mesma bagunçava os loiros cabelos do jovem em uma leve caricia...

    - Não penses em fazê-lo de novo... Não posso prometer sua segurança caso o descubram... E sim é por este motivo que minha Galeria não é segura aos filhos da Torre... Mas lhe prometo que minhas esculturas estarão em seu baile sorella... Lorenz conhece uma equipe especializada na transportação de peças frágeis, ele ficara feliz em me ajudar com isso... Além do que considere-as como um presente... Seria descortês de minha parte não presentear uma Regina... Principalmente quando esta é de nossa linhagem...

    “Quantas Reginas das rosas eu ainda irei conhecer?! Elsa... A ti pertence esse posto... Uma corte em meio a Berlim... Esta cidade ainda irá prosperar... Espero que minhas raízes aqui permaneçam por muito tempo...”

    Começando a usar seus dedos para pentear o cabelo de Hans a cainita sorriu ao comentar.

    - Entendo sua preferência... Eu adorava o suco de maçã... Mas sinto mais falta de um bom e velho gnhocci... Mia nona adorava mimar meu estomago, mesmo que vivesse reclamando que eu era magra demais para minha idade...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 11/9/2016, 12:08

    Hans sorria com as suas palavras e Elsa realmente não conseguia esconder a surpresa feliz que era ver tamanha harmonia e naturalidade entre vocês dois, mas antes que qualquer resposta fosse dada a pequena e graciosa cena entre vocês eram interrompida por uma jovem de cabelos loiros e olhos azuis chamativos. Ela adentrava a sala sem esperar que encontraria tantos anciões do próprio clã no local, mas ao invés de reagir como uma neófita perdida, ela prontamente realizava uma reverência demonstrando um talento com a corte que poucos Toreadores realmente possuíam, era como ver um Ventrue se apresentar a vocês. Era nítida a herança nobre, mais precisamente, da finada monarquia francesa.

    -Perdoe-me a interrupção, apresento minhas sinceras desculpas pela falta de anuncio de minha entrada. Na ausência atrevo-me a romper as esperadas apresentações intermediadas. Meu nome é Fabienne LeBeau é uma honra estar na presença de outra filha de Violetta. E rogo pelo perdão de vossas senhorias diante de minha impertinencia, todavia, apresento-me devido a urgência de um acontecimento terrível. Um membro acaba de ser encontrado pelo Algoz, suas jovens proles estão desaparecidas e o Senescal se mostrou afoito, temendo por mais um escândalo Ventrue em Berlim... Ele requisitou a vossa ajuda minha Senhora Elsa.

    A apresentação dela era exclusivamente direcionada à você, apesar das palavras que se seguiam claramente não serem. Elsa olhava para a jovem com uma expressão preocupada e falava com você.

    -Fabienne é minha mais antiga prole, mas acredito que não teremos mais tanto tempo Pietra, perdoe-me mas tenho obrigações a cumprir. Fico a espera de um contato futuro e não ouse esquecer os presentes prometidos. Até breve minha querida...

    Fabienne:
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Jess em 11/9/2016, 15:35

    Carinhosamente penteando os cabelos de Hans, Pietra sorria com leveza a cainita sentia-se feliz pela companhia de seus irmãos e mais do que nunca por finalmente ter reencontrado Elsa e Violetta, além da pequena e agradável surpresa de conhecer Hans.

    Os olhos da cainita acompanharam a entrada da jovem cainita, sua apresentação sem erros e modos logo foram identificados, em resposta Pietra retirou delicadamente a cabeça de Hans de seu colo, levantando-se a italiana respondeu a apresentação de Fabiene com uma longa mensura.

    “ A segunda criança de Elsa... Tão distinta de Marcelle... Mas primorosamente educada e cortes...”

    Sorrindo com as palavras de Elsa a cainita concordou com um leve aceno, tomando a iniciativa de abraçar a mais velha Pietra beijou suas faces com delicadeza.

    - Minhas obras estarão em seu baile... Isso eu posso lhe prometer... Não há necessidades de desculpas, tu tem teu deveres e eu os meus... Conhecemos os imprevistos que podem surgir... Fico feliz ao menos de ter tido a oportunidade de revê-la... Logo eu mesma terei que partir então me despeço de você agora... Se por algum empecilho eu não puder vir a seu Baile, enviarei alguém digno em meu lugar... Ou pelo menos querido...

    Virando-se para Fabiene a cainita sorriu suavemente.

    - Sinto uma enorme felicidade em conhece-la... Não se preocupe estás a ajudar minha querida irmã e isso é motivo de alegria...
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    Re: Ato I - Narrativa de Pietra: Transit Umbra, Lux Permanet

    Mensagem por Danto em 12/9/2016, 22:50

    Fabienne não respondia nada, apenas olhava você diretamente e repetia uma segunda reverência. Uma ação que arrancava memórias dos ensinamentos que seu Senhor havia lhe passado no incio de sua vida imortal, ainda em Roma: "Não é permitido a fala aos jovens a não ser que a fala desses seja convocada por um dos antigo presentes". Era algo já perdido a muitos anos dentro da sociedade da própria Camarilla, mas o tradicionalismo daquela experiente ancillae parecia ser enorme ao ponto de surpreender os olhos de Hans e os seus. Quem respondia era Elsa, que se aproximava da própria prole e falava.

    -Até logo minha querida Pietra, nos veremos em breve! Agora, minha filha, vamos o mais rápido possível ajudar nosso Senescal...

    As duas prontamente saiam da sala e apenas quando você e Hans ficavam novamente sozinhos, o seu irmão mais novo comentava em italiano.

    -Cobra criada essa daí, sinceramente, não entendo como Elsa pode abraça-la. Ela nem sequer sabe dançar ou cantar, mas quem sou eu para questionar a escolhas de Elsa?! Enfim, cuidado com ela irmã, muito cuidado... Ela é dos Corazons sabe?!

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:55