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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

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    King Narrador

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    Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 30/8/2016, 15:03

    31 de Agosto, 2005, 22:00


    Marina em Chevron Oronite:


    Chovia sem parar na Marina em Chevrons Oronite. O refúgio de seu bando ao sul da cidade de Nova Orleans e ao leste do Mississípi. Era uma das milhares de docas possuídas pelo Sabá no estuário. A tempestade afetou pouco vocês, afinal havia geradores no cais do porto que mantiveram a luz e os decks impediram uma inundação. Só que isso não facilitava o trabalho de vocês. Os afazeres diários não passavam do controle dos estivadores locais e segurança de carregamentos especiais. Algo bastante mundano, mas que sempre podia dar errado. Inclusive quando as cargas era humanos ou armas. E obviamente aquele chuva só afetava o humor de todos do bando.

    Helena estava bem mal humorada, para dizer de menos. O cabelo dela estava todo lambido pela chuva na medida que vocês fizeram seu último serviço. Embarcar o Prisci em torpor para o primeiro barco ao México. Precisou de uma longa patrulha para tal, afinal os boatos dos lobisomens nas florestas perto de vocês tinha se tornado verdade. Já que o bando nômade da região foi totalmente exterminado e as Ahrimanes tiveram que fugir para o norte. A Erika possuía muitas amigas entre os caídos, e o humor da mesma era como um barril de pólvora. A cara fechada dela deixava claro a insatisfação de vocês não serem mandados para a floresta caçar aquelas bestas traiçoeiras.

    A Ductus se mostrava satisfeita com o longo trabalho bem concluído que levou o começo inteiro da segunda noite de tempestade para ser completado. Vocês viam a embarcação com o misterioso líder do Sabá da região partindo com o mesmo em sono profundo. Ele não fora o único antigo que não acordara na noite passada. Todos os bispos e a arcebispo estavam na mesma situação. O que deixava o cenário local bem conturbado para as próximas noites. O Bando veterano estava mantendo os territórios protegidos enquanto o enfoco de vocês era com os portos. E ficar exposto na chuva deixando a Brujah bem impaciente e todo o bando em um clima pré tensão.

    Mas não havia tempo para ficarem parados pensando nos perigos que estavam à espreita. Maya logo recebeu pelo rádio informações do cargueiro militar, St. George, que estava para ser desembarcado no porto que vocês estavam. Havia saído ontem mesmo de Havana com um extenso material militar focado em segurança marcial. A questão é que a embarcação não atracara no cais. Estava no meio do rio e de luzes apagadas. O que logo deixava claro que não era um serviço para estivadores e sim para vocês seis. Os quais estavam logo na frente do deck no meio da chuva vendo aquele navio escuro no meio do Mississípi. Bob estava puxando uma lancha para vocês partirem, enquanto Willian usava um binóculo para olhar melhor à distância.

    Cargueiro St. George:



    Última edição por King Narrador em 3/9/2016, 09:30, editado 1 vez(es)
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    Miac

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 30/8/2016, 16:13

    Nicolas não parecia se importar com a chuva como os demais, este permanecia encostado em uns caixotes ao lado, ele estava terminando de fumar um cigarro o que o fazia no final de suas tragadas já estar com as presas a monstra por causa da pequena brasa que emanava aquele pequeno calor para seu rosto.

    Seus olhos permaneciam atentos ao seu redor e agora focado no navio que estava lá, não gostava muito da ideia de permanecer ali apenas cuidando de cargas e mais cargas, porém, era algo que ele deveria aceitar já que sua Ductus aceitava aquilo. Ele caminhava até onde Helena estava e encostava em uma coluna próximo a ela, continuava a olhar para o navio e falava de maneira calma enquanto continua a dar algumas tragadas em seu cigarro que já estava quase no fim agora.

    - Você tá parecendo aquelas modelos de capa de revista de pin up. Ainda mais com essa cara amarrada. Todo mundo tá entrando em topor depois que começou a chover assim. Erika também esta impaciente devido aos cachorros terem atacado, e ta todo mundo uma pilha de nervos.

    O jovem Pander jogou o cigarro no chão e pisou no mesmo soltando a fumaça pelo nariz. Já estava bem molhado o que o fez retirar sua jaqueta de couro e deixa-lá estirada em uma parte coberta para que a água escorresse um pouco dela. Ele cruzava os braços e voltava a falar.

    - Por outro lado nossa Ductus esta contente com nossas atividades, conseguimos escoltar a Priscus sem problema para o México, o que eu acho que ninguém pensou é que se nossos antigos estão caindo em sono deveríamos ver se outros também não estão. Eliminar duvidas e ver se isso não é um ataque.
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    King Narrador

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 30/8/2016, 21:15

    A Brujah estava do lado de uma torre de guindaste, a qual lhe ajudou a evitar bastante água para ascender seu cigarro. Prática essa nenhum pouco comum na nova vida, mas que suas habilidades únicas permitiam que você conseguisse fazer o pulmão funcionar por um curto período de tempo para ingerir aquela nicotina.

    - Não sei como você consegue ficar tão tranquilo com essa merda de chuva. Ainda mais com aqueles putos lá fora! Queria poder ta lá no mato com a Erika caçando cada um desses cachorros molhados. Mas estamos é aqui nos molhando e vamos para o meio do rio, só pra piorar.

    A jovem para por um instante deixando sua frustração sair aos ventos. Não era raro vê-la frustada, mas normalmente era curtos períodos, agora ela estava realmente possessa. Mas logo balançou a cabeça tirando um pouco daquela irritação de sua cabeça e prestou atenção em suas últimas palavras. Assim ela imediatamente contra-respondeu.

    - Mas sua ideia faz sentido. Não deve ser só nós no aperto. Devíamos aproveitar a vantagem. Vamos falar com a Maya assim que terminarmos com essa barco!

    A voz do sacerdote logo se foi ouvida. O mesmo estava a um tempo observando o barco de binóculo no meio daquela tempestade. Precisava ter um olho fenomenal para poder ver, mesmo com aquele aparelho. Afinal o barco estava muito longe no escuro e no meio da chuva.

    - Certo gente... Posso garanti que não existe nenhuma pessoa andando no convés ou aparecendo em nenhuma janela. Não há um sinal de vida ali.

    O sacerdote logo guardou o binóculo e a cor brilhante de seu olho logo regressou ao normal. O mesmo estava bastante sério. Mesmo Willian sempre sendo sereno, este ar pensativo dele nunca teve um bom significado. A Ductus se aproximava dele colocando o rádio no bolso de seu casaco. ela parecia finalmente estar menos animada naquela noite. A voz dela, como de costume, impulsionava um tom autoritário típico, nada irritante no entanto.

    - O que me preocupa muito McGreen. Afinal acabaram de me informar que haviam vinte e cinco cubanos nesta embarcação. Junto de nosso contato de Havana, Pablo Estrilho, um Ventrue. Melhor todos vocês ficarem alertas, podemos ter um pouco de ação para variar e animar o humor de vocês.

    A última frase dela era dita para a Gangrel que estava do lado dela, mantendo ainda uma postura de pura irritação. Mas esta não se poupou em balançar em concordância. E assim ela desdobrou seu braço na medida que Bob finalmente trazia a lancha para perto. Este sempre com um sorriso inquebrável que apimentava o mal humor atual do bando.
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    Miac

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 30/8/2016, 23:24

    - Não é tranquilidade e sim paciência. Odeio esse trabalho mais que todos vocês, indiferente de acontecimentos. Seria de certa forma agradável ver você e Erika se engalfinhando com os cachorros. Não aproveitaríamos nenhuma vantagem Helena. Seriamos ela, minha adorável Cainita emburada.

    O fim da frase do mesmo ele apontava para o cabelo da mesma indicando que ela deveria retirar um pouco daquele peso que a água fazia. Seu tom não demonstrava nenhum tipo de brincadeira ou qualquer coisa que fosse.

    Logo olhou para o Sacerdote com uma expressão mais seria quase que fechando a cara a grosso modo, aquele homem incomodava um pouco a Nicolas e ainda mais falando daquele jeito, o jovem Pander vez um som de descontentamento com a boca e olhou para sua Ductus e de imediato rebateu.

    - Já não era de se esperar minha Senhora, o barco esta no meio do Mississípi, apagado como um navio fantasma. A carga é militar e temos um pouco de gado lá. Se for tão previsível assim vamos ter alguns malditos piratas modernos lá. O me deixa intrigado com o fato de ter um Cainita a bordo e ainda sim ele ter deixado a situação ficar assim...

    O mesmo descruzava os braços e caminhava sem esperar ninguém ou alguma resposta até onde Bob iria atracar para que todos subissem no barco, ele puxava sua pistola que estava em um coldre e engatilhava a mesma a examinando antes de guarda-lá novamente.

    - E falando em desgraça. Lá vem a maldita gota que vai fazer o copo transbordar!

    " Toda vez é a mesma coisa! Deduções e apenas deduções, todo mundo aqui já ta ciente da merda que ta rolando no navio, se o William ficou serio é por quê já deu errado alguma coisa...o que me preocupa é o maldito do Bob...essa felicidade dele vai fazer Helena ou Erika descerem do salto!"
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 31/8/2016, 12:41

    A Brujah não disse nada, apenas fez um sorriso meio sombrio. Deixando claro como ela havia gostado da ideia. Então ela lhe seguiu de perto enquanto puxava o cabelo para trás espremendo a água no mesmo e o deixando pontiagudo em algumas partes. A Ductus balançava a cabeça de leve conforme você falava. Ela prestou atenção em cada palavra antes de responder.

    - Antes fosse piratas. Mas não faz o menor sentido. Pirataria só vi no sul do Caribe e pior, esse navio entrou por milhas e milhas pelo delta do rio até chegar aqui. Seja lá o que aconteceu, foi agora. Certo! Vamos entrar na lancha. Fiquem mais que atentos. Não é porque não estamos com autoridades por perto que vou permitir falhas. Ou eu mesmo arranco as presas de quem vacilar.

    Com um pouco de autoridade requerida do posto, Maya logo deu ordem para todos entrarem na lancha. Uma lancha branca pouco enferrujada que caberia confortavelmente os seis dentro. Bob já estava ligando o motor. O mesmo fez questão de compartimentar sorridente as duas mal humoradas. Que não ficaram nenhum pouco satisfeitas. O Assamita foi o último para entrar, ele estava com uma cara de concentração. Seria o Tzimisce à pilotar o barco. O mesmo viu também seu rosto pouco amigável quando adentrou a embarcação e prosseguiu sorrindo.

    - Quer uma canção de piratas enquanto navegamos, para entrarmos no clima?
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    Miac

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 31/8/2016, 14:23

    Nicolas apenas acenou com a cabeça em sinal positivo para assim adentrar na embarcação, não respondeu a Ductus e muito menos retribuiu alguma reação para Helena, não que ele não tivesse gostado do sorriso, só que a situação não era favorável para aquele tipo de agrado.

    Observando Bob ao alojar as duas mulheres em seus acentos o jovem Pander acendia mais um cigarro e respondia de maneira desinteressada para o Tzimisce.

    - É para ser sutil. Seremos vistos de qualquer modo com esse barco, só não quero que saibam em quantos estamos, por esse motivo prefiro que não cante Bob. Depois que matarmos o que estiver lá você pode até fazer uma bandeira pirata com os corpos se quiser.

    Era tão natural o modo que o mesmo falava que não havia nenhuma intonação de intimidação ou retaliação para as ações de Bob, o que ele realmente desejava ali era manter o controle da situação. E o que mantinha as coisas em panos quentes eram Helena e Erika.

    Ele soltava a fumaça para cima fazendo com que a fumaça não voasse diretamente na cara de nenhum membro, logo ele olhou para o Assamita e falava de maneira calma.

    - E você McGreen! Compartilhe o que pensa sobre o Navio Fantasma ali. Acho que são piradas, nossa Ductus acredita em outra coisa, e quando você fica com essa cara de poucos amigos as coisas sempre saem do rumo certo.

    " Esse merdinha tá escondendo alguma coisa! Não gosto nada disso, como que esse navio foi pego bem de baixo de nossos narizes?"
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 4/9/2016, 16:03

    - Não sou fã de ficar gerando hipóteses. Apenas estou pressentindo perigo. Afinal o navio está vazio e sem nenhum sinal de luta, tiros, explosões, sangue. É algo fora de nossa expertise que estamos encarando. Pois se não houve uma inesperada evacuação do navio por motivos triviais, apenas o ocultismo nos aguarda e isso nunca seria um bom sinal.

    A frase simples e nada discreta de Willian conseguiu tirar até o sorriso do rosto de Bob. Que logo fechou a cara e começou a conduzir o barco em velocidade média até o navio escuro no meio do rio. A Ductus estava pensativa enquanto vocês se aproximavam, parecia estar pensando como sempre em uma estratégia para vocês agirem. Ela normalmente dividia o bando em três duplas, que sempre variavam de acordo com o serviço. Helena parecia menos irritada agora, afinal o clima de adrenalina parecia sempre animar a mesma, mesmo com toda aquela água que vocês recebiam na cara.

    Podia-se ver até a outra margem do rio agora. Território pouco explorado pelo Sabá, com exceção das Serpentes. Mas agora naquela tempestade, tudo aparentava ser terra de ninguém. Afinal um breu cobria a orla do Mississípi e provavelmente a cidade inteira. Assim a escuridão os abraçava na medida que a velocidade diminuía e vocês se aproximavam do grande cargueiro. Navio antigo cheio de partes enferrujadas. Pintura um pouco descascada. Mas como o Sacerdote dissera, nenhum sinal de briga. E muito menos de retirada de nenhum braco de socorro. Deixando claro os tremores de Willian enquanto Bob ancorava o barco logo na escada para o deck do navio.
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 4/9/2016, 18:12

    - Me lembra de nunca mais perguntar o que você pensa!

    Nicolas encostou as costas por completo na cadeira e olhou Bob, sua expressão naquele momento não era das mais convidativas. Soltou a fumaça pelo nariz enquanto checava novamente sua pistola, ele sorriu de uma forma maliciosa para a mesma.

    " O que de tão poderoso invadiu nossa carga? Maldita hora que todos revolveram dormir...nunca fomos atacados tão abertamente assim, se isso realmente for um ataque, de qualquer modo é um trabalho, um maldito trabalho de merda!"

    O Cainita observou o grande navio enquanto se aproximava, o mesmo jogava o cigarro para fora do barco, com uma postura mais militar o mesmo segurava a arma com o cano para baixo e focava nas áreas do grande cargueiro que poderiam ser usadas como cobertura. Sua voz soou mais baixa já demonstrando sua prontidão para a situação.

    - Ei Ductus. Quem vai com quem? E se esse for nosso único ponto de acesso eu sugiro que nosso Sacerdote já comece a fazer as coisas ficarem em silencio até chegarmos lá em cima.

    Seus olhos nem mesmo se voltaram para a mulher, sua atenção estava completamente focada nos pontos que julgava ter sua atenção.
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 5/9/2016, 18:15

    - Nick, vai com Bob. Vasculhem o deck inteiro, precisamos de uma boa rota de saída. Eu vou com Willian pra cabine do capitão e ver o que consigo arrancar de lá. Meninas, vão para a sala de máquinas e o depósito inferior. Vê se ta tudo em ordem lá.

    As palavras rápidas da Ductos foram logo aceitas em concordância na medida que ela subia acompanhada de sua dupla. Hellena e Karla subiram em seguida deixando apenas você e Bob para cuidar do deck. O mesmo deu uma cusparada na água antes de começar a subir a escada para entrar no navio. A chuva ainda era forte e a lancha balançava nas marolas do rio, felizmente estava bem presa ao navio.

    - Sem ação para nós. Vamos cuidar da rota de fuga. O que me diz Nick?
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 6/9/2016, 00:32

    Nicolas balançou a cabeça de maneira positiva, não tinha tempo para discordar ou muito menos argumentar ali, observou os membros subirem e o fez logo em seguida de maneira silenciosa.

    " Ductus e um sacerdote juntos, até ai nada de novo. O que me deixa extremamente preocupado é a questão das duas irem sozinhas, as duas que estão mais envolvidas emocionalmente com os acontecimentos, se algo der errado elas não irão perguntar o que esta acontecendo, irão retalhar primeiro..."

    Ao chegar ao deck o Pander, olhou para Bob e começou a analisar o cenário que ali estava. Sua voz saiu em um tom frio e calculista, e seus olhos se mantinham atentos ao seu retor.

    - Ai que se engana Bob. Nosso barco fez barulho ao chegar, ou seja, se existe algo "mistico" aqui ele já sabe. E se eu fosse ele, deixaria que entrássemos de maneira fácil, só que dificultaria a saída. Resumindo garotão, fácil foi entrar difícil vai ser sair.
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 10/9/2016, 06:13

    Chegando no deck do navio você logo notou o que o sacerdote havia dito. Não havia nada fora do lugar. Sem tiro, sangue, cadáveres e pior, sem nenhum barco salva vidas retirado da embarcação. Fora a falta de luz e pessoas, tudo parecia estar normal. O que logo deixou Bob ativo, o mesmo parecia ser o tipo descontraído, mas quando o assunto era trabalho, podia ter certeza que ele não ia parar até ter certeza que o serviço está feito. O mesmo se mostrava em total prontidão avaliando a continuidade do corredor lateral ao qual estava, os olhos dele brilhavam de leve. Felizmente ali onde vocês estavam não chovia e podia ver melhor todo o caminho. Vazio, e com algumas janelas para a parte interna. A Ductus havia adentrado o cômodo central para ir para a cabine do capitão no andar mais superior. As duas já haviam descido para o porão. Tudo se mostrava quieto, quieto demais. O Tzimisce estava de costas para vocês olhando para a proa quando começou a falar.

    - Espero que a Reinner e o Mcgreen descubram algo logo... Espera! Vi algo se mexendo lá na frente do deck perto da chuva. Não dá para ver direito daqui.
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 10/9/2016, 14:42

    Nicolas observava todo o deck, nada fora do normal, o que o deixava preocupado, mantinha sua posição em alerta e com a arma abaixada e com o dedo no gatilho.

    - Onde?

    Indagou o Pander olhando para a mesma direção que o Tzimise observava, o mesmo olhou para onde estava olhando novamente e bateu no ombro de seu companheiro por duas vezes falando de uma maneira seria.

    - Vamos até lá então! Eu fico olhando suas costas, se ver algo apenas bata na minha cintura com a mão que eu me viro, se ver alguém vamos primeiro descobrir o que se passa aqui, depois você pode fazer um tapete com quem quiser!

    " Pelo menos na hora de um trabalho ele não fica sorrindo que nem um bobo alegre, essa bosta de escuridão só vai deixar as coisas ainda mais tensas...que merda aconteceu aqui!?"
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 13/9/2016, 20:19

    Bob apenas apontou para a direção escura na ponta do barco e vocês se deslocaram cautelosamente para lá. Você ficava olhando atentamente para trás na medida que se aproximavam do lugar. Tudo na sua vista parecia seguro e sem nada que lhe chamasse a atenção. Até que sua dupla tocou em seu ombro para que se virasse. E quando se vira, você não vê nada hostil ali, mas muito peculiar. Era um homem estrichado no chão tentando desesperadamente se levantar. Mas as pernas do mesmo estava separadas de seu corpo. O que não as impediam de ainda tremer. O corpo desfigurado do mesmo, totalmente corroído, parecia lhes ignorar. Focava na frustrada e repetitiva ação de tentar se levantar. As roupas estavam toda rasgada e pareciam de um funcionário do barco. Mas era só isso que restava da humanidade do empregado. Com olhos mortos e apenas um gemido baixo, a criatura apenas tentava sair dali.


    Última edição por King Narrador em 14/9/2016, 11:10, editado 1 vez(es)
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 14/9/2016, 08:58

    Nicolas andava atento, visando a segurança das costas de Bob. Quando sentiu seu parceiro lhe chamar o mesmo se vira rapidamente olhando para frente e para os lados apontando a arma, ele fazia uma cara de não entender até que ouviu o gemido daquele humano mudando completamente sua expressão para surpreso.

    - Não tem nada aqui Bob...PUTA MERDA O QUE É ISSO!?

    O mesmo deu um leve passo para trás com a arma apontada para o mesmo, ele observava o homem que tentava acalçar suas próprias pernas com uma cara horrorizada.

    - Como que esse cara ta vivo ainda? Você consegue falar o marujo...? Que merda eu to fazendo!

    " Puta merda, o que aconteceu aqui!"
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 16/9/2016, 13:43

    - Caceta Nick! Esse cara ta morto! E o que matou ele tirou todo o sangue... Isso é um cadáver animado porra!

    Bob agora estava com sua faca de ossos em mãos e uma magnum na outra mão e uma expressão de total alerta. Os dentes para fora e o rosto mais raivoso deixava claro quando o mesmo estava disposto à entrar no combate. Era raro quando acontecia e terrível de se ver. Entretanto o mesmo não sabia aonde focar sua hostilidade. Afinal o corpo no chão não se demonstrava nenhum pouco perigoso. Chegava a ser patético a tentativa falha do homem de se levantar. O qual estava totalmente alheio ao mundo ao redor. O teu parceiro então se vira para ti tentando racionar por um instante.

    - Temos de alertar a Reinner! Isso aqui só pode ser serviço de uma laia que conhecemos, muito perigosa cara!
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 16/9/2016, 15:50

    - Obrigado por explicar! Como se eu soubesse o que merda é isso.

    Nicolas ainda olhava para o homem de uma maneira agora penosa, não pela vida do gado e sim pela condição que haviam o deixado o mesmo, sem nenhum controle mais sobre sua vida ou ações, apenas ali como uma fita rebobinada a sempre realizar a mesma ação.

    " Bob consegue fazer esse tipo de coisa? Tipo ele se molda todo...Puta merda! Que coisa grotesca velho"

    Nick sorriu de uma maneira sinistra ao ver que seu companheiro havia tomado aquela postura, a situação estava cada vez mais complicada.

    - Voltamos da mesma forma, só irmos até a cabine do capitão. Cê tem ideia de quem tenha feito isso Bob? Alguma suspeita!?
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 18/9/2016, 17:28

    - Ta fumado Nick?! Claro que tá, te conheço bem! Mas o caso aqui só pode ser o mambo jambo Giovanni. Só aqueles putos nesta cidade curtem mexer com cadáveres. Bom, o que fazemos com essa porra? Deixamos aqui, matamos de vez ou levamos pra Ductus?!

    Bob não estava nenhum pouco humorado. Os olhos brilhantes, as presas compridas para fora, se realçando junto de seus chifres, mostrava que o mesmo estava pronto para um embate. Ele olhava ao redor, mas nada mais havia ali. Apenas uma luz de lanterna vindo do alto do barco, na sala do capitão. Onde deveria estar os outros dois. Deveria estar a uns dez metros de altura apenas isto. Só que antes de qualquer resposta poder ser tomada pelo Pander, o som de tiros puderam ser ouviso vindo pelos respiradores no chão. Vinha do fundo do barco.
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 18/9/2016, 21:59

    Nicolas olhou de uma forma inexpressiva para Bob, como se estive ignorando o fato do mesmo ter zombado dele naquele momento, sua voz saia seria.

    - Eu quero negar essa parte dos Giovannis aqui. Realmente não vou com a cara deles. E se esse for o caso vamos levar a parte de cima ai para a Ductus. Teremos a prova necessária para podermos retribuir o "favor" que eles nos fizeram aqui.

    No fim da frase o sarcasmo era notório na voz do cainita, não havia gostado da espontaneidade de seu parceiro. O que fazia todo o sentido naquele momento. Seus olhos se voltavam para novamente para as partes do navio que poderiam surgir alguém.

    " Malditos Giovannis, esperam a circunstancias ficarem favoráveis para restabelecer territórios. Não no meu bando, não em nosso território. "
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 21/9/2016, 12:56

    - Sim, esse corpo se mexendo será mais que o suficiente. Deixa só eu deixar ele mais "transportável" para podermos levar até nossa Ductus. Esses Giovannis vão pagar caro se roubaram nossos equipamentos.

    Bob agora era o Bob que você conhecia da batalha. Sério, com os olhos determinados e com uma perigosa besta exposta. O mesmo guardou suas armas e tocou no cadáver. Fazendo sua pele entrar em contato com o corpo no chão. Suas mãos tocando na pele do funcionário morto logo rasgaram a carne do mesmo em instantes. Era como se ele estivesse cortando papel. E em instantes ele retirou a cabeça do homem. A mesma ainda se mexia, mas totalmente a merce do Tzimisce que o guardava numa bolsa de couro que o mesmo carregava. Mas antes de poderem se virar e sair daquele deck encharcado pela chuva, mais uma saraivada de tiro foi ouvida vindo do subsolo do barco.


    Última edição por King Narrador em 24/9/2016, 15:03, editado 1 vez(es)
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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 23/9/2016, 17:06

    - Eu ainda custo a compreender por completo como você é um maldito cirurgião vindo do inferno! Da até um pouco de desconforto ver você fazendo isso...graças a Deus somos companheiros, olha seus olhos Bob!

    A expressão de Nicolas não era de nojo e sim de um certo desconforto com aquela cena, seu colega deixava claro sua excentricidade se manifestar das maneiras mais conturbadas. Seus olhos se estreitavam ao ver a cabeça ainda se movimentando sendo colocada na bolsa.

    Só que sua atenção se voltava para o barulho de tiros que ecoavam naquele navio fantasma, ele segurou a arma firmemente com as duas mãos e apontando os corredores do deck.

    " Eu sabia que elas iriam atirar antes de conversar! Estava nítido que elas eram as mais abaladas emocionalmente aqui...merda!"

    Olhando brevemente para seu companheiro o Pander falava de uma forma mais autoritária, de fato não era apenas o Tzimise que mostrava sua verdadeira face.

    - Por hora vamos esquecer nossa Ductus, eles também ouviram os tiros eu presumo, as duas lá em baixo já estavam um pouco abaladas emocionalmente, no momento precisamos de todas as provas para ver se realmente os Giovannis fizeram isso, se realmente foram eles...! Espero que Deus lhe perdoem, pois a espada não irá. Vamos!
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    King Narrador

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 24/9/2016, 15:09

    - Relaxa, você é meu amiguinho. Mas quando quiser lhe faço um chifre nessa sua testa feia. Hahaha.

    Disse Bob de forma um pouco mais descontraído na medida que os disparos pesados continuavam ressoando contra a chuva. Ele olhava para onde deveria estar Maya e em seguida concordava contigo balançando a cabeça veementemente. Então colocava a bolsa de couro para trás de suas vestes e se agachava. Para tocar na tela do respiradouro que interligava a parte inferior do navio. E então começou a fazer força puxando aquela tampa.

    - A Ductus deveria ta querendo que as duas desses umas boas porradas nos inimigos. Mas é bom vermos o graus da situação. Vamos por um atalho. Me dá uma força aqui?
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    Miac

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 24/9/2016, 17:28

    - Que bom que estamos do mesmo lado. E vamos deixar para um futuro bem distante essa modificação corporal. Adoro minha feiura como ela é.

    Falava Nicolas no mesmo tom que Bob mas sem retirar os olhos das possíveis áreas que poderiam surgir algum inimigo, diferente de seu companheiro o jovem Pander era muito mais centrado no agora do que ele, mantinha a postura em total alerta parecendo não recuar por nada.

    " Mais tiros foram dados, sinal de que a investida ainda prevalece ou o recuo foi feito, acho difícil que uma das duas recue, mas vamos manter as possibilidades abertas...ouvi algumas historias de que os Giovannis também mexem com fantasmas...nunca enfrentei um!"

    O mesmo olhou para Bob ao ouvir o barulho da tampa sendo puxada e sorriu de uma forma irônica para o mesmo e logo guardou a arma de maneira rápida na cintura e se abaixou, sua fala no começo era amigável e ficava seria com o decorrer da frase.

    - Ao invés de cifres e essa cara linda ai, você devia era colocar uns músculos nesse corpo magrela.Ai Bob, se foi um Giovanni que fez isso mesmo, acha que pode haver fantasmas aqui!? No trés amigo! Um...dois...Trés.
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    King Narrador

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por King Narrador em 28/9/2016, 16:03

    - Faria muito sentido o ataque aqui ter sido por fantasmas. Pois fantasmas não deixam rastros... merda... Vamos rápido.

    Seu companheiro estava claramente ficando mais estressado com a eminência da situação. Assim ele não poupou forças quando a contagem chegou a três. A tampa foi rapidamente removida e revelou o escuro que era a sala de máquinas. Só que a mesma não estava em total escuridão, rajadas de luz vinda de alguma arma de fogo iluminavam o lugar de leve. Haviam sombras lá. Mas nada podia-se ver direito, fora as grandes câmaras de maquinaria do navio. Deveria estar abaixo de você o chão numa altura de cinco metros. Nada demais, poderia fazer o pulo. O que seu parceiro fez depois de olhar para você balançando a cabeça lhe chamando. Seria um pulo pro escuro.

    Ultima Ação Para o Final do Ato
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    Miac

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    Re: Nicolas B. Collins - Ato I - St. George

    Mensagem por Miac em 28/9/2016, 16:12

    - Merda, agora que a coisa fica seria.

    Nicolas olhava para a escuridão e quase fechava os olhos de tanto que forçava a vista. Os flashs que os tiros causam com as sombras se movendo dava um ar ainda mais conturbado para aquela situação.

    Ascendo com o mesmo gesto que seu companheiro o Pander pulou logo atrás, em meio a queda seu sangue logo acelerou e fez com que seus músculos ficassem mais rígidos e firmes.

    " Melhor prevenir!"

    OFF: Gasto 1 ponto de sangue para o vigor.

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:06