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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

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    King Narrador

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    Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por King Narrador em 2/9/2016, 15:37

    Agosto, 2005

    ------------------------------------------------------------ Danto ------------------------------------------------------------


    O som de trovões rasgando os céus podia ser ouvido do lado de fora da cripta. Eram majestosos, dominantes e imponentes. Como se estivessem tomando a cidade para si e a destruindo por completo. Era o toque da percussão dentro da grande orquestra que a chuva profana provia. O vento adentrava a porta arrebentada com um som agudo, o som das cordas dentro do musical. Entretanto, aquela brisa gélida lhe desconcentrava da música tempestuosa, parecia vir dos ermos do norte, mesmo no auge do verão, o frio podia ser sentido por todo seu corpo. Todavia estava além daquele que o cemitério lhe provia. O ar congelante se originava do grande caixão de mármore.

    O frio intenso e mágico era um grito contra sua besta. A qual ainda estava abalada da viagem que fizera até ali estar. Do Rio dos Mortos, pelos guardiões do inferno até o fim do abismo. Tantas memórias dolorosas de uma jornada turva e conturbada. Passando dês de lembranças de seu primeiro amor, até quatro grandes tormentos, que lhe provaram de sua empatia, seu ódio, sua coragem e finalmente seu poder. O qual lhe levaram para a praia no fim do mundo e finalmente lhe trouxeram de volta. Toda esta viagem para regressar o patriarca de sua família, um demônio abolido do mundo real, de volta para as noites modernas. O pedido de sua Senhora, o último pedido de sua Senhora, sua Mãe.

    Não restava muito agora para acordar aquele Matusalém imponente. Todas as barreiras foram quebradas e requeria apenas de prover ao mesmo o sangue dos antigos. E assim cumprir seu ultimo dever antas da verdadeira tempestade chegar. Mas sua mente não mais tinha aquele terror em forma material como único foco em sua visão. Pois naquele recinto havia mais um caixão. Um misterioso caixão que aparentemente não deveria estar ali. Um desequilíbrio nas forças do lugar. Algo não planejado pelo destino. Ou assim você achou que fosse.

    "Toc" "Toc" "Toc"

    Três batidas na madeira. Algo estava à bater na tampa daquele caixão. Não era de dentro para fora, era além, algo na umbra ou em outro plano. Mas o som lhe foi ouvido como um chamado. "Uma batida em sua porta". Não havia tempo para pensar, era sua própria profecia. Seu caminho à ser trilhado ali. Era mais que uma reles curiosidade insensata, era seu destino. Assim, sem nenhuma delonga, vós viu suas mãos á abrir aquele sarcófago. A madeira rapidamente saiu de seu caminho para revelar umas das poucas coisas que jamais sonharia em ver novamente. Seu passado.

    Adormecida ali estava uma mulher. De pele pálica, alta e com cabelos castanhos claros. Todavia não era uma desconhecida. Era a única prole de seu grande amor após sua morte e maldição. A filha de Gabrielle, Cecília Dumont. A qual como vós sempre ouviu nos relatos, morrera com sua senhora no incêndio de sua casa no século retrasado. Tal evento havia ocorrido pelas Serpentes sob ordens de seu irmão, Duncan. Não fazia sentido a mesma estar ali, da mesma forma que não fazia sentido vós ter acabado de encontrar sua antiga esposa. Este dia havia sido a prova que seu destino estava em prova. E agora era mais um destes momentos.

    No pescoço da adormecida havia um relicário, e o dono dele fora no passado você mesmo. Criado por um artesão de Barcelona para ser um grande presente ao seu grande amor. O presente que dera em troca do primeiro beijo depois de sua maldição chegar. Mas aquela peça de arte não parecia mais ser como fora. Havia algo além nela. Um brilho faiscante, como se tivesse profundamente encantada. Um fetiche poderoso que refletia sobre aquela jovem a qual nunca teve tempo para conhecer. Até agora.

    Cecília Dumont E Relicário:



    Última edição por King Narrador em 12/9/2016, 09:58, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 4/9/2016, 00:44

    Boquiaberto, com as mãos tremulas apoiadas sobre a beirada do sarcófago. Não haviam palavras capazes de representar o quão incrédulo eu me encontrava naquela situação, meus olhos se recusavam a acreditar no que viam. Minha razão insistia em debochar da minha própria mente que se perdia em uma infinidade de possibilidades, de questionamentos e arrependimentos. A filha da única mulher que amei depois que a maldição de Caim me devorou da terra dos vivos, havia sobrevivido. Como eu nunca a procurei? Porque eu simplesmente aceitei os fatos que me foram apresentados? Mas minha memória prontamente me levava ao Styx, instantes depois do adormecer de minha amada Senhora. Mais precisamente a frase que o Grande Arquiteto que sempre conduziu minha vida de uma forma ou de outra, havia me dito.

    "E esteja ciente, três serão aqueles que baterão em sua porta. Acolhê-los ou não mudará seu destino para sempre... Ele ainda disse: Acolhê-los ou não mudará seu destino para sempre... Deus, se a primeira porta é a própria filha de Gabrielle, eu morro de medo do que pode estar por trás das outras duas que ainda virão. Não um medo apavorado e covarde, mas um medo legítimo do desconhecido, o mais honesto de todos os temores... O medo do que não se pode controlar."

    Esticando meu braço direito, com as pontas dos dedos eu toco o relicário. Havia ali um poderoso encantamento que outrora não existira, com bastante calma eu me aproximo ainda mais para olhar o corpo da filha de Gabrielle de mais perto. A dor de nunca tê-la conhecido devidamente me assombrava, a ânsia por respostas me devorava e o enorme arrependimento por nunca ter revisitado a trágica cena do incêndio. Era também impossível não sentir a raiva a muitos anos enterrada voltar com tanta força quanto as memórias de Gabrielle voltavam. A raiva que ardia meu coração, cegava meus olhos e guiava meus punhos. Como ele pode fazer tamanha covardia? E como pode ser tão incompetente em falhar em me destruir?! Eu daria tudo para ter partido no lugar dela...

    "Seu futuro era brilhante minha amada Gabrielle e mesmo longe, mesmo do outro lado, você ainda é capaz de me influenciar com enorme força. Oh Gabrielle, como eu sinto tua falta... Mas a batida à minha porta não pode ser ignorada, eu não posso simplesmente ceder a nostalgia, ao passado, a raiva e principalmente, eu não posso nunca mais voltar a ser o que eu um dia fui. Hoje eu tenho que assumir as responsabilidades, devo atender as duas últimas portas e principalmente, é meu dever proteger o legado de Izabel. Essa família é tudo que eu possuo e meu maior orgulho... Serei para todos o farol necessário. Cecília, pequena criança, está na hora de retornar pois a tua porta eu devo atender e a tua pessoa eu devo acolher..."

    Me distanciando do corpo de Cecília, eu saio em busca de alguma fonte de vitae para a fome que a mesma venha a sentir quando acordar. Quando finalmente encontro o corpo dentro de algum caixão ou sarcófago próximo, conduzo meu pulso esquerdo até meus lábios e com as presas eu faço furos pequenos, para que o vitae escorra. Rapidamente eu levo meu pulso até os lábios de Cecília, fazendo-a tomar de meu vitae, apenas esperando que a mesma despertasse. Levando brevemente meus olhos para o local do repouso de Franco Giovanni.

    "Vim em busca de ti Meu Grande Senhor, tu não serás esquecido em hipótese alguma. Mas Vossa Alteza não está a bater em minha porta, tua presença não está nos planos do Grande Arquiteto. Cecília está e a besta dela eu sou capaz de controlar, a tua eu não ouso desafiar em nenhum momento de minha existência... Peço humildemente que aguarde um pouco mais..."
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 4/9/2016, 11:36

    Teste de Percepção + Acuidade = 7 Dados (Acuidade especializada em: Atividade Fantasmagórica)
    Teste de Percepção + Prontidão = 6 Dados
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Dados em 4/9/2016, 11:36

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 7, 3, 9, 6, 7, 6, 6

    --------------------------------

    #2 'D10' : 7, 7, 8, 7, 1, 3
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por King Narrador em 5/9/2016, 14:05

    ------------------------------------------------------------ Danto ------------------------------------------------------------

    Se afastando um pouco do caixão, logo você se pois a buscar algum lugar com sangue naquele recinto. Afinal se Izabel lhe deu tal missão, ela não lhe deixaria ir para morrer. Assim deveria haver alguma solução para o problema de alimentação. E não demorou muito para sua suspeita ser completada. Nos sarcófagos de parede havia um contendo duas grandes urnas lacrados. Dois poderosos receptáculos cheio de sangue centenário. Muito bem preservado pelas habilidades de sua senhora. Deveria ser mais que o suficiente para acordar o senhor dela. Assim deveria ajudar à despertar Cecília.

    Agora não lhe havia empecilhos para acordar a jovem. Jovem... Mesmo dormindo a mesma possuía uma idade quase igual a sua. Havia muitas perguntas a serem feitas para ela. Afinal se a mesma estava viva, Gabrielle também poderia estar. Esse pensamento lhe dava um tremor que fazia o ato que vós atuava em seguida ser feito de forma hesitante. Mas não demorou para você alimentar Cecília para o despertar. Com o sangue na boca desta, agora era só questão de instantes para ver o brilho dos olhos dela voltando do sono. Mas nada aconteceu. Nenhuma reação do corpo dela. Felizmente seus olhos foram rápidos o suficiente para captar que aquele colar dela brilhou instantes depois do sangue ser ingerido. O ritual colocado no mesmo estava ainda ativo. E forte.

    Havia energia entrópica forte naquele objeto. Estava claro que fazia parte da arte da Cenotália. Um caminho complexo da Necromancia altamente dominado pela Gabrielle, que mesmo sendo jovem era um grande prodígio na época. Assim aquele relicário era um portal para a terra das sombras. O que significava que o mesmo projetara a alma da jovem para fora do corpo, obrigando o mesmo a entrar em torpor. Um poderoso fetiche que provia um corpo a se perder em um sono forçado.
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 5/9/2016, 15:00

    Ao encontrar as enormes reservas de sangue, sinto um confortável alívio e colocando-as ao lado do sarcófago de Franco, retorno para os arredores da prole de Gabrielle.  Observando o não despertar de Cecília, um pequeno sorriso nasce em meus lábios. Um inevitável orgulho por lembrar-me das capacidades mágikas de Gabrielle e sua enorme paixão por uma variante da arte necromântica que eu, infelizmente, não tive maiores interesses e dedicação...

    "Brilhante"

    A energia entrópica estava contida no relicário e mantinha o espírito da jovem, que não era tão mais jovem assim, distante de seu próprio corpo. Uma maneira muito sábia que evitar que a mesma fosse destruída, uma maneira de conduzi-la ao sono profundo sem causar danos ao seu corpo, Gabrielle seria incapaz de ferir sua própria filha. Com calma eu inclino meu corpo em direção ao sarcófago de Cecília, fechando meus olhos e sussurrando para o espírito dela me ouvir:

    -To die, be dying.

    Era a frase que carregava o significado verdadeiro por trás da origem grega de Thanatos, a personificação da morte. Tocando o relicário com o polegar direito, abro meus olhos e inicio o hino órfico para convocar as forças de Thanatos, o objetivo era assoprar a força entrópica que influenciava o encantamento de separação de corpo-espírito. O primeiro passo era então, inspirar com todas as forças que meus pulmões possuíam, para liberar o hino carregado por palavras mágikas.

    Spoiler:

    "To Thanatos, Fumigation from Manna.

    Hear me, O Death, whose empire unconfin'd
    extends to mortal tribes of ev'ry kind.
    On thee, the portion of our time depends,
    whose absence lengthens life, whose presence ends.

    Thy sleep perpetual bursts the vivid folds
    by which the soul, attracting body holds :
    common to all, of ev'ry sex and age,
    for nought escapes thy all-destructive rage.

    Not youth itself thy clemency can gain,
    vigorous and strong, by thee untimely slain.
    In thee the end of nature’s works is known,
    in thee all judgment is absolved alone.
    No suppliant arts thy dreadful rage control,
    no vows revoke the purpose of thy soul.
    O blessed power, regard my ardent prayer,

    and human life to age abundant spare.

    As palavras então condensavam as forças entrópicas em uma nuvem caótica, cinza e tortuosa. A cada palavra recitada pela mágika de existia em mim, a nuvem entrópica se afastava, sendo conduzida calmamente pelo ambiente, gradativamente se distanciando do objeto de origem e sendo movida até o seu próprio destino: A pluma outrora utilizada nos desafios que me trouxeram até esse local. Certamente a vida dentro dessa pluma seria destruída ou debilitada, mas o seu calamo e raque ainda existiriam, um novo item seria então criado, preservando a feitiçaria de Gabrielle nos restos daquela pena. Uma forma gentil de guardar o que talvez tenha sido a última realização mística de minha amada.

    [Off: Utilização do nível 4 da Linha Vítrea: Sopro de Thanatos. Gasto de um ponto de sangue para ativar o poder]


    Última edição por Danto Jogador em 5/9/2016, 15:04, editado 2 vez(es)
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    Dados

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Dados em 5/9/2016, 15:00

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 5, 9, 7, 9, 3, 9
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por King Narrador em 6/9/2016, 22:49

    ------------------------------------------------------------ Jéss ------------------------------------------------------------



    Sua imagem ia ficando turva logo após ter colocado em seu pescoço o presente de sua Senhora. O semblante de Gabrielle na sua frente lentamente ia sendo tragado pelas trevas. Era difícil manter suas palpebradas levantadas. A vertigem lhe dominava e o controle de seu corpo lhe abandonava. O frio corroía sua alma e sua mente parecia lhe dizer que estavas a morrer de novo. Nada mais era sentido fora a queda. A infinita e assombrosa queda. Sem corpo, sem percepção alguma, apenas caia em um vazio absoluto e profundo. A noção de tempo havia lhe abandonado também.

    Algum momento no meio da eternidade sua queda terminou. Seu corpo se amortizou em algo macio. Parecia ser areira. Só que vós não via, apenas sentia. Sua pele era tocada por aquele material macio enquanto seus ouvidos lhe davam a sensação de estar na beira de uma praia. O som perpétuo de ondas estourando uma atrás da outras. A frequências das mesmas quebravam a ideia de eternidade, o que aparentava ser mais aterrorizante ainda. O cheiro de maresia e a sensação de calor em sua pele completava todos os seus sentidos. Com apenas sua visão que ainda estava presa nas trevas. Era como estar numa praia ensolarada de olhos fechados. Uma sensação muito clara de sua infância. Sempre que buscava solidão, ia para uma. Mas você não estava sozinha.

    Havia algo ou alguém ali perto. Os seus instintos lhe apontavam. Mas seja o que fosse, nada disse e nada reagiu. Permaneceu a lhe acompanhar de perto e longe. Era apenas possível as vezes ouvir algumas palavras, talvez latim. Pareciam prosas, só que era difícil escutar. O mar e suas marolas tomavam conta de seus sentidos. Era possível contar quantas ondas estouravam na areia. Uma, duas, três, sete, vinte, quarenta, trezentas, mil quatrocentas e vinte, sessenta e oito mil quatrocentas e nove. Uma hora sua mente desistiu de contar e finalmente permitiu que o tempo prosseguisse sem a necessidade de medi-lo. E assim vós permaneceu naquela praia. Nunca sozinha e nunca acompanhada. Nunca no escuro e nunca sob a luz. Até que uma dor chegou em seus peitos.

    Como uma vontade louca de respirar instintivamente, seus pulmões inflaram e seus olhos abriram de susto. Estava na penumbra. Não havia mais som de ondas e sim de chuva. Estava em uma cripta. Estava frio e úmido. Seu corpo estava dormente, quase paralisado. Mas era possível ver de novo. Mesmo com cores tão mortas, o mundo estava de volta a ti. Só que na sua frente não estava sua Senhora e sim o amante dela, Lucien Devereaux, o francês. O rosto incrédulo dele era tudo que vós recebia naquele momento.

    ------------------------------------------------------------ Danto ------------------------------------------------------------


    O frio doloroso corria por seus dedos na medida que a energia entrópica era absorvida. Um poder profano que apenas os tomos mais bem trabalhados de Franco lhe permitiram compreender com clareza. Por mais macabros que estes fossem, era necessário conhecer as trevas para poder expulsá-la ou domá-la. E este era o caso. Pois para as penas de colhereiro o frio gélido e maligno se dirigia. E aquelas belas plumas logo se tornavam negras. Assim retirando toda a essência do relicário que rachava suas joias na medida que o encanto se desfazia. Agora não havia mais maldição, o elo estava quebrado.

    Assim, como almejado, a cena ganhou vida em segundos. Como uma grande dose de adrenalina injetada. Cecília abriu seus olhos respirando profundamente em questão de uma fração de segundos. O grande mar verde de seus olhos logo foi o maior foco de sua visão. Era possível ver através do mesmo. A jovem estava raciocinando, estava desperta. Não destruída como vós sempre pensara. Estava ali. "Viva", para um novo recomeço. Uma nova jornada em seu destino.
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    Jess

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 6/9/2016, 23:20

    Houve luta para se manter acordada, em vão mas houve, Cecília tentou focar a figura de Gabrielle a sua frente, chegou até mesmo a tentar chama-la, mas o som morreu nos lábios da jovem quando a escuridão pôr fim a cercou.

    O frio provou ser incomodo, mas a inercia que tomou seus músculos e mente a impediram de lutar contra, a queda era mais forte assim como o vazio, nada mais fazia sentido e pensar era cansativo demais para sequer faze-lo.

    Cecília gritou incrédula quando sentiu seu corpo tocar a areia, ou pelo menos imaginou faze-lo, ali ela ficou por muito tempo deitada, mergulhada na escuridão e no som do mar a cainita não percebeu quando sentará, apenas sentiu seus pés brincarem com a areia fina, o calor e o mar lhe fizeram lembrar de sua infância, diante do mar tudo era pequeno e a escuridão que a assombrava também o era.

    Era a presença que deixava Cecília em alerta, mas ela nunca estava perto demais ou longe demais, acostumando-se a ela a jovem entregou-se pôr fim ao som do mar, contar as ondas, por muito tempo o fizera, até que nenhum número mais lhe fosse capaz de ser dito, nem uma onda se diferisse da outra, perdesse o significado. Depois disso o tempo pareceu correr, mesmo que a cainita não o sentisse.

    A dor de seus pulmões a fizeram se agarrar a areia a sua volta, porem no lugar da areia Cecília sentiu o frio do mármore, seus olhos se abriram e não encontraram o dia ensolarado e quente que esperava, seus olhos azuis encontraram um mundo morto e sem cor, a sua frente Lucien.

    Lucien o amado de Gabrielle, distante de tudo, o som da chuva tomou os ouvidos de Cecília, o corpo dormente se fez presente enquanto seus joelhos fraquejavam ao peso de seu corpo, sua mão porem a manteve em pé. Retesando o corpo a cainita respirava fundo, sentia claramente o ar adentrar em seus pulmões e inunda-los inutilmente, por fim seus lábios estremeceram.

    - Lu... Lucien... Oque?! A onde estou?
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 00:07

    Era impossível segurar o sorriso, apesar das reações de susto que a jovem demonstrava eu apenas sorria. A incontrolável felicidade que crescia em meu coração era algo novo, sentia na realidade um enorme peso ser retirado dos meus ombros. Ela não estava destruída, Gabrielle infelizmente nunca mais retornaria, mas ela ao menos deixou um legado para a família, essa era minha maior dor, não ter restado absolutamente nada do incêndio. Mas agora, ali estava, a única prole de minha amada.

    -Cecília, eu não sei por onde começar. Sinceramente não sei, você está em Nova Orleans, muitos anos a frente de sua provável última memória, estamos em uma cripta especial, o local do sono do antigo progenitor de Izabel. Você consegue se levantar?

    Esticando minha mão em sua direção, esperando sinceramente que ela a segurasse. Era a primeira vez que eu ansiava tanto por um toque. Todos meus sentidos já haviam sido convencidos, mas o tato era extremamente importante... Era simplesmente irrefutável.
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    Jess

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 00:24

    Cecília não ousou fechar os olhos para assimilar o que era escutado, a jovem temia que a escuridão voltasse a lhe engolir se os fechasse, abaixando-os porem esta permaneceu em silencio diante de Lucien.

    “Oque ele quer dizer com isso?! Onde esta Gabrielle?”

    Receosa a cainita tocou de leve na mão estendida de Lucien, ele não era um monstro, ou assim pelo menos Gabrielle o acreditava o falava. Segurando com mais força Cecília lutou contra a dormencia de seu corpo e o frio.

    - Eu não entendo... Estavamos na sala de estudos... Então o sono veio... Eu tentei chamar Gabrielle... Lucien... O que aconteceu?

    Procurando os olhos castanhos deste a jovem segurou a mão de Lucien ainda sentada, o semblante sério desta se desviou para então olhar a sua volta, um tremor percorreu o corpo da jovem quando o mundo a sua volta entrou em foco.


    Última edição por Jess em 7/9/2016, 10:51, editado 1 vez(es)
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 00:38

    "Ela não se lembra... isso é um alivio para ela, mas não para mim. A dor que o fogo causa em nós é cruel, mas a dor da perda de Gabrielle não é nada se comparada a qualquer incêndio. Pelos céus como direi isso para essa jovem sem despedaça-la? Se ao menos eu a conhecesse melhor..."

    Segurando gentilmente Cecília pela mão, eu ainda mantenho o sorriso receptivo na face. Apesar do claríssimo entristecer no olhar quando o nome de Gabrielle era mencionado, respirando para me acalmar, busco as palavras necessárias para aquela situação.

    -Algo terrível aconteceu naquela noite, jovem Cecília... Eu realmente sinto um enorme alívio em ver que você tenha acordado, julgando pelas capacidades extraordinárias de sua Senhora, ela a protegeu... Não há maneiras simples de lhe contar exatamente o que aconteceu, porque eu também não possuo todas as informações sobre essa noite... Infelizmente, minha cara, você é uma sobrevivente da maior tragédia que já assolou a nossa família.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 00:45

    Usando a mão de Lucien como apoio Cecília se levantou com cuidado, não foi preciso de muito para que a jovem entendesse as meias palavras do mesmo, algo havia acontecido.

    “Gabrielle... Então ela morreu?! Como...”

    Saindo de dentro do caixão em que estava a cainita logo soltou sua mão da de Lucien, segurando nervosamente a longa saia que usava esta olhou desolada a sua volta, não havia compreensão do que exatamente estava acontecendo.

    - Eu me sinto perdida... Estávamos estudando quando ela me deu...

    Tocando de leve no relicário a cainita fechou os olhos ao completar a frase.

    - Depois disso... Eu fui cercada pelo vazio... Eu não lembro... Quanto tempo se passou?
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 00:52

    "Como lidar com essa situação? Curioso, ela é mais jovem do que eu e nessa situação eu serei o responsável por apresenta-la ao maior de todos os cenários caóticos que a humanidade já alcançou..."

    Sem tirar os olhos de Cecília, respondo de maneira quase que imediata.

    -Bem vinda ao século vinte e um, estamos no ano de dois mil e cinco. Como podes notar, tua confusão é minimamente esperada, passaram-se longos anos.

    Minha preocupação se tornava enorme quando Cecília se colocava de pé, meu desejo era de segura-la em meus braços, mas a distância ainda existia na minha mente. Nossa relação sempre foi preenchida pela ausência, eu era outro homem. Mas ela, continua sendo a mesma jovem.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 01:03

    As palavras século e ano 2005 simplesmente não entravam na concepção de Cecília, as mãos antes tensas da jovem ficaram frouxas ao seu lado quando esta deu um passo para atras.

    - Tanto tempo... Eu...

    Engolindo em seco qualquer lagrima que pudesse escapar de seus olhos a jovem permaneceu um longo tempo em silencio, respirava ruidosamente tentando afastar qualquer pensamento que pudesse lhe assolar.

    - Peço desculpas... Eu... Não consigo entender... Me falta conhecimento para isso... Mas o que estamos fazendo aqui... Onde estamos? Porque tudo parece tão morto e sem vida?
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 01:16

    "Eu não consigo... Tem algo estranho comigo, essa empatia que cresce em meu peito... Calma, respire...Ela precisa de sua ajuda e da sua confiança, seja algo que você se negou anos atrás a ser, uma presença na existência dessa jovem"

    Um pequeno diálogo era travado em minha mente enquanto Cecília respirava com dificuldade e se dava tempo para tentar entender as minhas informações. De maneira quase que inconsciente eu me aproximo, esticando de maneira suava a mão para tocar com um carinho sincero o ombro de Cecília.

    -Não peça perdão por ações que não lhe dizem respeito. Cecília, nós estamos dentro da crípita de um poderoso antigo, Franco Giovanni está dormindo naquele sarcófago e eu vim a pedido de Izabel para desperta-lo. Entretanto, eu a encontrei, nas profundezas do mundo dos mortos... Muita coisa mudou minha cara, quem deve pedir perdão sou eu. Espero que me entenda, mas eu realmente não espero que você seja capaz de compreender meu pedido nesse instante... De qualquer forma, por alguma razão seu corpo foi deixado no lugar mais seguro desse mundo...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 01:25

    O toque no ombro, o simples toque de Lucien revelava muito sobre o mesmo, as lembranças dos raros encontros e trocas de formalidades entre os dois voltaram a mente de Cecília. O homem a sua frente já não era o mesmo que conhecera, o próprio tempo ja não era o mesmo.

    Com um leve aceno a jovem concordou com a cabeça, sentia-se perdida e em seu rápido raciocínio o ficaria por muito tempo.

    - Sei que não tivemos um bom começo... Eu não queria atrapalhar o que havia entre você e Gabrielle... O que aconteceu com Izabel e os outros? Acredito em você quando me dizes que aqui é seguro... Posso sentir isso...
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 01:46

    "Ela não queria atrapalhar... Atrapalhar... Quem eu era? O que eu fui? Perder Gabrielle é algo que eu não vou superar nunca, mas foi o começo de uma nova existência para mim, isso é inegável"

    Ainda mantendo a mão no ombro de Cecília, eu me aproximo mais um pouco da jovem recém desperta. Fazendo um leve carinho quase paternal antes de retirar a mão, eu digo.

    -Eu amo profundamente a sua Senhora, com todas as fibras do meu corpo e é curioso como eu temia pela sua rejeição, afinal, como eu poderia ser eternamente o companheiro dela sem a aprovação de sua filha e herdeira. As relações que eu mantinha na época hoje me soam frias, mas o passado é feito justamente para ser superado... Bem, minha Senhora, Izabel adormeceu. A família cresceu muito, você certamente irá se assustar com a quantidade de parentes que possuí. Meus irmãos Desmond e Rebecca. Os meus sobrinhos, Ferdinand, Daisy e Filip...
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    Jess

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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 01:58

    Encarar Lucien sempre havia sido uma tarefa estranha, Cecília havia evitado aquilo muitas vezes, pela simples vergonha que sentia, a jovem nunca quis ser um empecilho para Gabrielle, não quando a bondade dela era tão latente.

    Cecília sorriu, as palavras de Lucien soavam diferentes do que conhecia, havia algo novo.

    - Eu nunca o rejeitaria...Não o teria porque fazer... Gabrielle me foi boa, uma amiga quando eu já não tinha mais nada... Sei que isso soa egoísta, principalmente com minha família materna... Mas com eles eu seria um peso... Uma boca a mais para pessoas que não tinham luxos...

    Os nomes foram o que mais chamaram a atenção de Cecília, havia tantos que a fez sorrir ainda mais.

    - Eu sou tia... Nem posso imaginar isso...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 02:15

    De forma tranquila eu caminhava finalmente na direção do sarcófago de Franco, parando alguns passos de distância do mesmo eu me virava para olhar Cecília mais uma vez.

    -Eu abandonei minha noiva em Paris, descobri ela estava a esperar uma criança. Eu sei que o peso não é o mesmo, você mesma chama Gabrielle por amiga e não mãe... Mas eu não saberia lidar com a perda. Mas infelizmente fui obrigado a conviver com ela, sinceramente Cecília, vê-la de pé enche meu espírito de felicidade... E pense assim, você é mais antiga que meus novos irmãos, és uma Ancillae agora. Acredito que aos poucos notará que tua força está maior...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 02:25

    Observando os movimentos de Lucien, a cainita chegou a dar um ou dois passos na direção deste, temorosa pelo sarcófago esta concordou com um leve aceno.

    - Eu nunca soube ao certo como trata-la... As aparências também não ajudavam muito... Mas acredite cada vida tem um peso diferente... Um peso único...

    Virando-se para encarar o local em que até pouco tempo estava deitada Cecília virou o rosto na direção de Lucien.

    - Ainda não tenho certeza... Mas posso sentir mesmo que ainda esteja latente... É estranho pensar que agora sou tão velha... Mais velha do que seus irmãos... Passarei a tratar Gabrielle como minha mãe... Ela me amou o suficiente para me proteger do que aconteceu... Só mães fariam isso...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 02:35

    "Cada vida tem um peso diferente... Um peso único... Você tem muita razão Cecília, talvez tanta razão que nem suspeite o tamanho da verdade que acabe de pronunciar. Aliás, porque duvidar de sua capacidade?! Você sabe exatamente o peso de suas palavras e entendo porque fostes a escolhida por ela"

    Olhando para o sarcófago onde estava localizado o mais antigo da linhagem a qual eu e Cecília pertencíamos, eu sequer notava a aproximação da mesma. Minha mente vagava em meus próprios pensamento e foi a voz dela que me atentou novamente ao arredores. Era profundamente difícil para mim não me entregar a nostalgia das memórias que possuía de Gabrielle que agora era finalmente reconhecida como mãe. Virando-me para olhar Cecília, esboçando um sorriso verdadeiro, falo.

    -Ela certamente está transbordando de felicidade, das mais altas nuvens ela sempre olhara por ti Cecília. És a única filha dela, não pense em diferenças de cor, raça ou credo. Vocês foram mãe e filha nessa nova etapa da sua existência. E eu não posso estar mais feliz, tenho agora alguém com quem posso compartilhar as memórias e as heranças que ela nos deixou... Temos muito a conversar, iremos fazer isso com mais calma, peço paciência e compreensão... Não sou mais aquele homem amargurado pela guerra, mas hoje estou a cumprir o último desejo de minha Mãe. Me ajude a despertar Franco Giovanni?
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 12:16

    Da onde estava Cecília sorriu com as palavras de Lucien, anteriormente nunca o teria feito sem um bom motivo, mas ali perdida e em um lugar desconhecido Lucien era seu melhor ponto de apoio. Ele já não era o mesmo, diferente do que havia conhecido aquele homem agora parecia se importar, encaixava-se perfeitamente nas descrições de Gabrielle.

    “Franco Giovanni... Esse nome... Izabel sempre o mencionou com respeito... Mas quem será ele afinal?!”

    Colocando-se ao lado de Lucien diante do sarcófago, Cecília respirou fundo com um leve aceno esta permaneceu em silencio por alguns instantes.

    - O que eu mais quero é faze-la feliz, da onde ela estiver... Ela sempre olhará por nós, porque era assim que ela era... Se não o fosse não seria tão amada... Izabel... Ela me foi boa, não serei um empecilho diante de seu último pedido... Se Gabrielle foi minha mãe então Izabel é minha avó... Lhe ajudarei Lucien, quando tivermos tempo então conversaremos com mais calma... Não deixe que minha presença atrapalhe suas tarefas e deveres... Eu ficarei bem...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Danto Jogador em 7/9/2016, 13:51

    -Cecília, sua presença jamais será um estorvo, eu ainda tenho muitas tarefas de deveres, mas você é a filha de Gabrielle e é uma enorme felicidade saber que você ficará bem... Agora, conheça seu bisavô. Prole de Claudius Giovanni, Franco o pai de Izabel.

    Após a breve pausa em minha frase, faço um sinal convidando Cecília a se aproximar. Para que juntos movêssemos a tampa do sarcófago e ansiosamente olhando o interior do mesmo, afinal, o homem que ali estava certamente era um dos cainitas mais poderosos de todo continente.

    "Será que ela ficará mesmo bem? Devo me certificar que sim... Aliás, como esse homem é? Eu aprendi muito com os livros dele, com seus estudos, até me esforcei em ser seu aprendiz... Mas como ele irá encarar a ausência de Izabel? Ele irá reconhecer a minha presença? Ele irá reconhecer a própria linhagem? Eu acredito que ele tenha uma linhagem que se originou em Veneza, será que esses estrangeiros virão? São incontáveis perguntas que jamais serão respondidas pela minha mente, as respostas estão dentro dessa antigo..."
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    Re: Cecília & Lucien - Ato I & II - The Awakening

    Mensagem por Jess em 7/9/2016, 14:24

    Uma parte de Cecília acreditava que permaneceria bem, a outra ainda se sentia perdida mesmo que não o quisesse. A jovem sorriu prontamente ao convite de Lucien para abrir a tampa do sarcófago, respirando fundo a caribenha se colocou ao lado de seu tio para ajudá-lo.

    “Estranho como eu possa conhecer meu bisavô... A imortalidade é uma caixa de surpresas... Nunca esperaria isso se ainda fosse uma mortal... A vida parece tão frágil do ponto que me encontro agora... Frágil, mas capaz de criar a mais pura inveja... Ahhh como sinto falta do sol e do mar...”

    Fazendo força para empurrar a tampa Cecília afastou qualquer pensamento que pudesse ter ou lhe atrapalhar, precisava se encontrar e aos poucos dissipar a confusão que sentia, o sentimento de estar perdida.

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