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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

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    Danto
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    Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 11/9/2016, 12:31

    15 de Março de 2002, Berlim.
    Sétima Noite


    O fim da reunião do Conselho dos Pródigos havia finalmente chegado ao fim, o término pouco convencional já demonstrava que esse conselho seria de fato uma experiencia complexa e difícil. A sociedade cainita começava a lhe puxar pelos calcanhares e talvez seria tarde de mais para qualquer rebeldia como era possível fazer no passado. Espernear e demonstrar raiva já não parecia ser mais o suficiente e talvez mudanças seriam necessárias para sua própria sobrevivência, afinal, andar ao lado de criaturas tão poderosas e importantes certamente causou ecos no seu próprio ser e porque você não poderia então se tornar uma criatura como as que você havia conhecido? Essa entre tantas outras perguntas era inevitáveis nos momentos de silêncio que se seguiram.
    Todos havia finalmente ido embora, apenas você e o senescal de Berlim permaneceram no local e o mesmo não parava um instante sequer, realizando várias ligações e enviando várias sms até em que enfim, ele se encaminhou para a saída da mansão e adentrou em um carro popular estacionado a frente de sua garagem, esperando você entrar no mesmo ele dava partida e inciava o deslocamento de vocês pela cidade de Berlim. Indo para a parte central da cidade, onde os mais caros hotéis eram localizados.

    -Desculpe-me Ulrich, eu não posso leva-lo até onde eu tenho que ir e até mesmo preciso assumir que me esqueci completamente do que você havia me perguntado. O que você quer conversar comigo?! E onde eu posso deixa-lo?

    Indagava o inquieto motorista.
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 11/9/2016, 19:34

    Ulrich permanecia observando o Senescal enquanto parecia pensativo, não esboçava nenhuma reação.

    " Eu não sinto medo de mudar, mas algo me impede de o fazer! Reconheço que ainda sou uma maldita criança da noite, realmente existem exceções com de como um antigo é...mais em qual eu deveria me espelhar? Uma vez minha senhora mencionou que eu parecia com Sua Senhoria, Salamancer...o que eu procuro esconder de mim mesmo?"

    O Tremere finalmente adentrava no carro, ele se demonstrou completamente prestativo as palavras do Senescal, ele colocou o cinto de segurança com calma.

    - Próximo a Capela por gentileza! Senhor Hilmmlet, compreendo, suas tarefas exigem completa atenção e vejo que as exerce com maestria. Quero apenas ter a certeza de algo, me pediu para que eu tomasse cuidado quando me convidou, este cuidado é por alguma causa acarretada por esse novo cargo que assumi ou deveria me preocupar com outras coisas?
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    Danto
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 12/9/2016, 22:45

    O senescal olhava intrigado para você, mas logo levava os olhos novamente para a avenida, afinal era ele que dirigia o carro simples que vocês dois utilizavam naquele instante. Com uma voz um pouco casada, ele diz.

    -Na capela? Mas ela foi incendiada e certamente estará cheia de policiais da força nacional... Enfim, eu sinceramente não tenho muito tempo para ficar a debater sobre esses por menores. Respondendo a tua pergunta, Ulrich, eu sinceramente me sinto surpreso e levemente incomodado com o fato de você ainda não ter compreendido porque eu pedi para que tomasse cuidado. Você consegue se comportar como um verdadeiro troglodita nas piores situações, estou ouvindo terríveis comentários sobre a tua pessoa dês do começo da noite quando foi anunciado seu nome dentro do conselho dos pródigos... Eu estou sinceramente inclinado a concordar com algumas pressões e aconselhar O Príncipe a não dar esse cargo para o clã Tremere... Eu reconheço o seu esforço Ulrich, mas esforço não significa qualidade ou sucesso...

    As palavras do Senescal terminavam com o estacionar do carro em frente a biblioteca municipal da cidade, local onde a capela fora construída.

    -Tenha uma boa noite Ulrich, perdoe-me a pressa e passe bem. Até a próxima..
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 13/9/2016, 06:19

    Ulrich inclinou um pouco a cabeça para o lado direito olhando o alto das construções enquanto ouvia o Senescal, sua boca e expressões faciais concordavam com as palavras do mesmo, entre elas, "situações" e "pródigos". Mas sua expressão que era de um ouvinte se tornou seria e o fez olhar para Hilmmlet quando o assunto chegou ao ponto de excluir o cargo para os Tremeres.

    O mesmo retirava o cinto de segurança e falava de maneira breve enquanto saia do carro.

    - Boa noite Senhor Hilmmlet. Entendo sua posição! Peço que espere um pouco mais para retirar suas conclusões. Cuide-se.

    O mesmo dava uma leve batida com a mão na parte de cima do carro, suas mãos iam para seus bolsos e o mesmo ia em direção a quadra onde ficava a capela, sabia que a mesma não estava mais inteira, apenas sentia que deveria ir lá mais uma vez.

    " Esforços são apenas esforços e nada mais! O verdadeiro "mundo" dos cainitas é algo medíocre, cheio de sufocadores, mas devo me atentar mais e compreender muito mais, eu pude ver nos olhos de Lotharius a certeza e o descontentamento com as ações dessa cidade para com nosso clã! Posso não ser o mais polido nem muito menos um verdadeiro esgrimista com palavras afiadas e postura impecável, só que não sou um troglodita...e farei com que essas gargantas se afoguem com o próprio veneno."
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    Danto
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 14/9/2016, 17:49

    Deixando as ruas de Berlim para trás, você adentrava mais uma vez a biblioteca municipal. Haviam alguns sinais logo na entrada da mesma de que haviam corredores fechados para manutenção, eram claramente os corredores que davam acesso a capela. E foi por eles que você caminhou, sozinho, ouvindo apenas os seus próprios passos... Enfim, enfrente a passagem magica que dava acesso a capela, você encontrava o livro necessário para abrir a mesma, entretanto, não era possível sentir nenhuma única mágica ali. Com mais atenção, você se mostrava capaz de usar uma gota do seu vitae e reativar a passagem, mas a visão interna da capela não era nada receptiva.

    O interior estava ainda em ruínas, várias colunas e prateleiras totalmente feridas pelas chamas. O silêncio terrível preenchia todo o ambiente que era normalmente tomado por murmúrios, vibrações e sons de pessoas caminhando pelos pisos de madeira dos pisos superiores. Seus olhos percorriam com tristeza por memórias que poderiam ter sido muito mais intensas, a sua ausência era de certa forma representada agora em todos os cantos, você poderia ter vivenciado muita coisa nesses corredores, aprendido em incontáveis livros e tomos, conhecido os neófitos que se foram...
    Uma pisada forte na escadaria a sua frente chamava sua atenção, seus olhos tentavam encontrar o que era, mas nada era visto. Não havia ninguém além de você, em seguida uma segunda pisada forte na escada a poucos metros de distância e seus olhos viam a madeira reagindo como se alguém caminhasse por aqueles degraus... Mas não havia ninguém ali.
    Gritos então ecoam pelo local, seu corpo sente um calor imenso se espalhando repentinamente, sua testa reagia com a liberação de uma leve camada de suor de sangue. O calor era insuportável, assim como os gritos de dor, agonia e sofrimento. Seus ouvidos escutavam as dores daqueles que morreram ali consumidos pelas chamas, mas seus olhos continuavam a não ver ninguém.

    [Off: Teste de Coragem dificuldade 8]
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 14/9/2016, 19:36

    Ulrich reagia de forma melancólica ao notar o livro, aquela passagem que por vezes ele se negava a passar o fazia se sentir um verdadeiro estranho, não podia mudar o passado e muito menos reverter aquela atrocidade que havia acontecido com sua capela.

    O jovem Tremere caminhava de maneira lenta, a tristeza lhe tomava o ser, agora sentia falta de algo que nunca teve e muito menos foi. Suas ações o levavam a isso. Não teria como culpar alguém naquele momento a não ser ele mesmo, rebeldia, desavenças e imaturidade o resumiam no passado e um pouco do agora.

    " Agora sei o do porquê vim até aqui, eu precisava sentir isso novamente, a certeza do que quero. Uhm..."

    Sem perceber o mesmo segurava um livre com a capa toda queimada, segurava o objeto com um carinho que nunca teve por nenhum objeto daquele lugar, era a falta do que já não poderia mais voltar, seus olhos se focaram na escada o fazendo tomar uma postura mais alerta.

    - Quem está ai!? Não sou seu ini...DEUS!

    Sua mão tremeu e seus dedos fraquejaram deixando o livro cair no chão, dando dois passos para trás o peito do cainita começava a subir e descer com a respiração cada vez mais acelerada. Sua mão tremula era passada em sua testa e seus olhos se arregalaram com um horror que ele nunca havia sentido antes. Suas mãos tampavam seus ouvidos em uma ação reflexo e o mesmo girava de um lado para o outro como se tentasse se desvencilhar do calor que emanava daquele lugar.

    - FAÇA ISSO PARAR! PARE!

    [Off: Teste de Coragem dificuldade 8] = 4d10
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Dados em 14/9/2016, 19:36

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 3, 2, 3, 10
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    Danto
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 16/9/2016, 12:30

    A sua besta estava aterrorizada, o medo era tão intenso que seu corpo inteiro congelava, você falava e gritava e a frente da sua boca ficavam pequenas nuvens geradas pelo encontro do ar quente do seu corpo e o frio que preenchia a capela.
    Em frente aos seus olhos, surgiam reflexos e ecos dos momentos mais terríveis. O frio era cada vez mais intenso agora, apesar de você ser capaz de ver as chamas verdes devorando as paredes já destruídas. A imagem aterrorizante dos corpos Boyan e Ludwig, dois ancillae experientes da capela, sendo inundados pelas chamas demoníacas. As risadas então ecoavam, vindo das chamas, debochando daqueles que morriam e de tudo que era queimado. Risadas de homens e mulheres, crianças e velhos, era como se uma enorme platéia se divertisse com a desgraça que caíra sobre a capela. Das risadas então surgia uma sinfonia caótica de vozes, algo maligno parecia sussurrar pelas chamas que seus olhos viam no interior da capela.

    -Da terra foste formado! Tu és pó e ao pó da terra retornarás! Alimentar-se-ia só e somente só das cinzas e sangue! Tu és o pecado e ao pecado da carne retornarás! Ligado a terra, unido, ungido! Besta! Monstro! Abra teus temerosos olhos e me encontre ou devera-lo-ei!

    As vozes ecoavam por todas as partes, não era masculina nem feminina, tão pouco era jovem ou velha. Era uma voz andrógena, turbulenta, cheia de ecoas e reverberações intensas. Parecia estar ao seu lado, parecia estar a metros de distância. Não eram fantasmas que assombravam as ruínas da capela, era algo pior, muito pior. A presença maligna atiçava a sua besta, seu medo batalhava com sua fúria, seu nojo batalhava com sua tristeza. As chamas verdes traziam algo pútrido, caótico, vil e cruel para os restos da capela...
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 16/9/2016, 16:32

    Ulrich via os reflexos do que foi aquele ataque, seus olhos marejaram com o brilho escarlate de sua vitae, assim como o brilho que vinha deles era da mais profunda tristeza.

    " ...por que isso? Que morte horrível...!"

    Ele segurava firmemente suas lagrimas, não conhecia muito bem os Cainitas que as imagens mostravam, só que mesmo não tendo a proximidade necessária, aquilo o incomodava de uma maneira assustadora. Seus olhos se arregalaram com os risos e deboches das vozes, seu rosto se virava para todos os lados a procura do causador. Foi quando surgia a voz, o jovem Tremere abaixava a cabeça e ouvia, seus olhos se mantinham fechados, as imagens, sons e sensações lhe tomavam por completo. Sua voz soou firme e seus olhos brilhavam de uma maneira sobrenatural, assim como suas presas estavam a mostra.

    - Chega! Este lugar já sofreu de mais com a falta de respeito. Destruição, zombarias, antipatia. Sou um Cainita sim.

    Ele se esforçava enquanto suas presas e olhos voltavam ao normal. Via a fumaça que sumia em sua frente pela diferença de temperatura de seu corpo para o lugar, voltava a olhar para onde os corpos dos dois ancillaes haviam sido queimados.

    - E não um monstro. Você cita uma passagem que já ouvi...é sobre Adão, só que ao citar o sangue é uma das maldições dadas pelos anjos a Caim! Que tipo de amaldiçoado é você que brinca com o sofrimento alheio?
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 18/9/2016, 20:10

    As chamas reagiam e você agora sentia uma presença muito forte vindo delas, sua besta estava dominada pelo medo e suas pernas pareciam raízes presas ao chão. Risadas preenchiam todo o lugar, uma platéia de criaturas parecia se entreter com a sua resposta, então, um contorno emergia das chamas verdes fantasmagóricas. Era um homem alto, careca, com uma expressão poderosa e raivosa na face. As chamas ainda o cercavam, era como olhar para um verdadeiro demônio.

    -Uma vergonha para o clã, para casa e para a seita. Uma falha, uma criança abraçada por piedade. Você é uma humilhação para a memória de todos que morreram aqui, você nunca foi um de nós, sua rebeldia estúpida. Chega. Ajoelhe-se e aceite o teu destino ou mantenha-se de pé e seja devorado pela minha fúria! O clã Tremere irá se reconstruir e você é apenas uma pedra que DEVE ser removida!

    Era uma voz masculina, similar a do maestro. Mas não era o construto que estava alia a sua frente, era uma presença poderosa, controlada pela fúria e tão caótica e profana quanto as próprias chamas que queimavam os espíritos que objetos misticos ali. Você começava a se perguntar se você estava mesmo ainda no mundo físico... A verdade final era que seu caminho estava perto do fim e não haveria misericórdia.
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 18/9/2016, 22:36

    Ulrich olhava bem para a figura que surgia no meio das chamas, o medo lhe controlava agora, e não conseguia se lembrar de já ter visto aquele ser na sua não vida. Ele se ajoelhava de uma forma formal. Sua fala demonstrava medo e ao mesmo tempo a vontade de lutar contra aquilo.

    - Você é um Tremere! A verdades em sua fala, posso ter recebido a piedade de muitos, mas luto para demonstrar do que sou capaz. Nunca fui um membro ativo desta capela, mas aqui estou, desejando demonstrar minhas mais sinceras lastimas pelas perdas.

    O jovem engolia o nada em sua garganta, ele fechava os olhos em sinal de respeito e olhava para onde ficariam os corpos, uma lagrima de sangue escorria de seu rosto. E ele voltava a falar de maneira temerosa.

    - É o que desejo.Seu glorioso renascimento...Nossa Capela. Se este for o meu fim...Eu gostaria de lhe disser que não me arrependo de nada que fiz, me arrependo daquilo que não fiz! As vivencias que nunca terei e as expectativas que nunca alcancei.

    Ulrich olhou diretamente nos olhos daquela criatura de puro ódio e caos, não conseguia se mover.

    - Querer nunca foi poder...e eu me iludi com isso, entendo seu ódio e sua dor, sou assim! Flagelo meu próprio corpo demonstrando o meu descontentamento comigo mesmo.

    " Me perdoe Maggie...Cassandra...Marianne...Sanderson...Lotharios...Michael...e todos da capela, eu falhei com vocês, novamente falei de mais e acabo em uma situação a qual os olhares são voltados para mim..."
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 18/9/2016, 22:58

    O ser caminhava com firmeza na sua direção, a aproximação foi seguida por um tapa fortíssimo desferido contra a sua face. Seu corpo que outrora estava ajoelha era arremessado para trás com tanta potência, que seus pés saiam metros do chão. Você sentia a sua coluna fazer um arco no ar e o sangue jorrar pelos seus lábios que rachavam, seu maxilar era praticamente destruído e a dor era tão grande quanto o medo naquela situação.
    Seu corpo pairou no ar por breves segundo e se chocou contra o chão frio e empoeirado da capela. Seus olhos não viam mais o fogo, não viam mais as impressões espirituais que assombravam aquele local, mas em frente ao seus olhos havia algo ainda muito pior. Um membro renegado da Casa Tremere, um antitribo, o responsável por toda aquela destruição... Edgard Ashworth.

    -Lastimas não servem de nada! Sua luta é travada com covardia e demonstrações de fraqueza e descontrole! Essa capela nunca foi gloriosa! Erguida sobre a vergonha, sobre a mácula e piedade! Você deveria saber disso, mas estava muito ocupado causando dor sobre seu próprio corpo. Isso é dor, criança. Eu queimei essa capela para que ninguém jamais retornasse a ela, o Clã irá construir uma estrutura digna, verdadeira, sem a necessidade de esconder-se. Um Tremere não teme, não acovarda, não conspira. Nós somos o poder solidificado do sangue de Caim, arrume essa tua face e coloque-se de joelhos. O destino o aguarda, falso rebelde.
    O Demônio da Casa Tremere:

    Off: 4 de dano por contusão e -1 ponto de sangue.
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Miac em 19/9/2016, 06:34

    Ulrich caia no chão e colocava a mão na face, com a dor que sentia, o sangue de seu corpo começava a fazer o seu efeito para a reconstrução do maxilar. Seus olhos variam o local de uma maneira confusa com se estivesse um pouco tonto devido a potencia daquele tapa, aquilo doía, só que o seu orgulho estava ainda mais ferido.

    Observou aquele homem novamente e seus olhos arderam em raiva, era o causador de tudo aquilo, ainda havia medo dentro de si, o jovem se colocou de pé. Ele olhou indiretamente para Edgard, visando o rosto e peito do homem. Sua fala era formal naquele momento.

    - Não nego as partes direcionadas a mim Senhor Edgard Ashworth! Fui tolo e ingenuo comigo, contigo e com o mundo que me foi dado. Só que toda Capela tem um proposito e está por mais que tenha sido afastado me nutriu e acolheu. Não por suas paredes ou domos aqui, e sim por seus membros, pois sempre me neguei aqui dentro...

    Aquela conversa dolorosa com aquele membro renegado estava sendo uma batalha dura para ele, só que havia sentido nas coisas que o mesmo estava falando, uma capela melhor e sem medos, indiretamente aquilo deixou Ulrich feliz, uma felicidade doentia por algo que se solidificaria caso Edgard estivesse falando a verdade. Ainda sentia raiva do antigo, só que também uma certa admiração.

    - Se o que diz for verdade, espero que nossa ascensão seja única, não és único em desejar isso. Eu vi com meus olhos a verdadeira face de nossa Casa, cruel e sem piedade de nossos inimigos...e gostei do que vi! Um Tremere nunca esquece Senhor Edgard Ashwoth. Não esquecemos nunca. E foi assim que demonstramos para essa cidade e o mundo que somos capazes de fazer para destruir aquilo que nós desrespeita.
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    Re: Ato II - Narrativa de Ulrich: Instantaniedade

    Mensagem por Danto em 19/9/2016, 15:49

    -Capazes de fazer para destruir aquilo que nós desrespeita. Finalmente algo que seja aproveitável de sua fala, essa noite você aprenderá a mais dolorosa de todas as lições, Ulrich, a vergonha de Berlim. A punição para aqueles que desrespeitam o nome da Casa Tremere... Você se colocou de pé... Te vejo no inferno.

    O demônio da casa Tremere levantou a mão direita para o alto, veios negros corriam pelo braço alvo do homem. Um calor insuportável tomava o seu corpo, suas vestes eram devoradas por chamas inicialmente invisíveis, mas que de maneira voraz, surgiam em seu tom vil. Um verde que ardia a tua pele, fervia o teu sangue e queimava a sua alma. Sua besta sumia... A dor não se fazia presente, era apenas o teu fim... Devorado pelas mesmas chamas que devoraram a capela que você tanto lutou para não se aproximar... O destino dela seria o seu, a união finalmente chega, pelas chamas esverdeadas e demoníacas de Edgard.

    As chamas devoravam seu corpo por inteiro, seus olhos se fechavam. O cheiro de queimado era simplesmente forte de mais para que sua consciência sobrevivesse, a madeira queimava, o chão e o resto dos livros e móveis. O assoalho ruía e o teto desabava, era o fim. Era o recomeço da casa Tremere em Berlim.
    [Off: Fim de crônica]

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:23