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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

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    King Narrador

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    Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 16/9/2016, 10:55

    31 de Agosto, 2005, 20:00




    As gotas eram frias e fortes. Milhares delas caíam sobre suas cabeças. Escorriam por seus cabelos e tocavam sua pele até incomodarem seus olhos. A tempestade era forte. Densa o suficiente para não conseguirem ver nada a mais de dez metros. O breu predominava dentro da tempestade. Permitindo apenas para vocês verem os túmulos perto de vocês. Os famosos mausoléus da cidade. Tumbas suspensas para se protegerem das inundações. Estas projetavam para vocês imagens de cruzes e santos em mármore, que eram refletidas de forma obscura graças à tempestade.

    Alguns passos à frentes de vocês estava o progenitor de sua linhagem. Andando á passadas largas, o antigo parecia estar apreciando o que via. Um semblante ameno cobria seu misterioso rosto pálido. Mas o assustador não era isso e muito menos a presença aterrorizante que ele geria aos seus olhos. Era a reação da chuva ao seu corpo. As águas não o molhavam. Mas reagiam ao tocar em sua pele. Fazendo uma pequena névoa. Com pequenos fragmentos de cristalização, como se estivesse congelando ao tocá-lo.

    O resto do cenário também reagia á sua presença. As plantas que brotavam em cada túmulo murchavam com a aproximação do Giovanni. Era instantâneo ver a vida se afastando daquelas singelas eras e gramas. Mas o elemento mais marcante era o medo dos esquecidos. Aqueles fantasmas que nunca abondaram aquele lugar e eram de conhecimento de Lucien, agora se escondiam à distância. Impossíveis de serem vistos. Deixando aquele lugar realmente vazio na medida que vocês o atravessavam até a saída.

    Não durou muito tempo até cegaram ao portão de entrada. Onde a rua se tornava um rio e prosseguia assim por toda a cidade inundada. Franco então parou e se concentrou por alguns instantes. Sem sequer se virar o mesmo se agachou próximo das águas. Então esticou a mão e uma luz difusa começou a brilhar na frente dele. A pequena praia começou a ficar agitada com marolas ganhando força. Até então uma canoa aparecer. Era a canoa que Lucien havia usado pela umbra para chegar neste recinto. Havia acabado de ser arrancada do mundo dos mortos. Uma aura gélida cobria a mesma na medida que o antigo entrava nela e finalmente se virava os convidando para dentro.


    Última edição por King Narrador em 13/10/2016, 12:16, editado 2 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 16/9/2016, 15:29

    "Franco se mostra extremamente inflexível e eu sinceramente não tenho nenhum desejo de ser o Patriarca que ele espera que eu seja,  principalmente agora com essa convocação que ele fez para o restante da linhagem. Sinceramente eu estou exausto, não sei se é por causa do caminho que fiz até aqui ou se é de toda essa minha situação, eu apenas acumulo tarefas, pesos e demandas. Não posso simplesmente viver em função de obrigações e deveres, meu caminho não é esse... Eu tenho que me encontrar dentro dessa nova situação... Franco falou sobre a força do meu vitae, ele pretende me forçar a cometer um Amaranto... Uma péssima ideia, eu não irei concordar com isso em nenhuma hipótese, mas novamente, Franco se mostra extremamente inflexível. Ele quer que eu assuma o posto. Mas é estranho, porque ele não se torna o Patriarca? Ele tem a força necessária, a linhagem é dele. Mais uma vez, encontro-me em uma situação de submissão aos segredos de um antigos... Estou farto disso, profundamente farto..."

    Caminhando por debaixo da chuva, eu sequer havia parado para pensar em o quão poderosa ela estaria no mundo físico. Na umbra a tempestade era caótica e destrutiva, no mundo físico ela seria ainda mais intensa. Em silêncio eu mantinha uma distância segura em relação a Franco, além do medo natural, eu estava irritado com toda a situação. Irritado com a ausência de confiança de Izabel, irritado com os mistérios e meias verdades, irritado com a postura de Franco que ordenava a recém desperta Cecília a matar aquele homem. E acima de tudo, irritado com a minha falta de dedicação, eu poderia ter encontrado a filha de Gabrielle anos atrás... Enfim minha atenção se voltava para as ações de Franco quando esse arrancava da Umbra a canoa que eu havia utilizado, surpreso eu demorava para reagir e olhando para a Cecília eu digo em meu idioma natal.

    -Cecília, você será apresentada a várias faces desconhecidas e a uma realidade bem distinta, mantenha-se atenta e ao meu lado... Por favor...

    Minha voz saia com uma preocupação maior do que eu realmente desejava expressar, a imagem dela ainda apavorada por causa das ordens de Franco me assombravam, eu temia o que ele poderia causar dentro da minha família, temia profundamente que ele empurrasse todos em caminhos deturpados que ele acreditava serem os mais corretos. Subindo então na canoa eu pensava comigo mesmo.

    "Talvez, talvez seja melhor... não para mim, mas para todos os outros, eu assumir o cargo... Sacrificar minha liberdade em prol da liberdade de minha família... Eu não posso permitir que meus irmãos sofram por meu egoismo, eu não serei um líder como Izabel e Franco foram..."
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    Jess

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 16/9/2016, 15:46

    A chuva, ela quase esmagou Cecília com seu peso, sentindo cada gota de água ecoar em seu corpo Cecília se encolheu protegendo a vista com cuidado, aos poucos a longa camisa que usava ganhava transparência e peso pela água, a garota por sua vez suspirou sentindo o peso da longa saia aumentar ainda mais.

    “ O que está acontecendo a Nova Orleans?! Essa chuva parece não ter fim... Muito menos ser natural... “

    A pouca visão que tinha não ajudou em muito a cainita, esta simplesmente estremeceu ao ver que a água e a vida fugiam da presença de Franco, as plantas mortas e a roupa seca do mesmo deixavam a mostra a natureza colossal do Ancião, isso apenas aumentava o medo de que a jovem sentia.

    “ Ele me forçou?! Ou sua simples presença já forte suficiente para subjugar minha mente?! Eu seria tão fraca assim?!”

    Quase se escondendo atras de Lucian quando Franco retirava a embarcação da umbra Cecília sorriu para as palavras de seu tio, a preocupação latente deste criava um respeito jamais esperado pela jovem, aceitando a mão para adentrar na embarcação Cecília sorriu ao responder com suavidade.

    - Não se preocupe tanto comigo... Vou ser forte e deixar Gabrielle orgulhosa... Agora você guia e eu remo... Faz anos que eu não posso remar que sinto falta disso...
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    King Narrador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 18/9/2016, 17:23

    O remo estava logo no meio do barco. Era um longo cajado cinza de toque gélido que diretamente foi para as mão delicadas de Cecília. A qual entrou no barco em um instante, como se fosse sua própria casa, afinal a mesma sempre teve um jeito com embarcações. Diferente de Lucien que se desequilibrou um pouco antes de poder se sentar opostamente à Franco. O qual não parava de olhar ao redor com seus braços estendidos se acomodando nas bordas da canoa. A curiosidade parecia dominar a expressão de seu rosto na medida que a rua alagada revelava uma cidade bastante diferente do mundo que o antigo deixara para trás. Agora a embarcação começava a se mover, na medida que a caribenha iniciava o processo de remar. O Giovanni esperou um pouco para começar a falar.

    - Nada melhor que uma lembrança de casa. Como eu amo canais d'água... Mas ainda tenho de dizer o quão surpreso estou com toda essa energia entrópica. Essa tempestade parece ser um evento muito especial e único. E temos que aproveitá-la se realmente queremos trazer de volta o avatar de todos vocês. Afinal precisaremos de muita energia para o ritual... Izabel realmente planejou tudo... Como admiro sua mãe Lucien... Você não tem ideia...
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    Jess

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 18/9/2016, 20:11

    O balançar do barco sobre a água fez Cecília simplesmente sorrir extasiada, seu corpo rapidamente se acostumou ao balançar da embarcação, quando o barco oscilou enquanto Lucien tentava se sentar a jovem sorriu na direção do tio, como um pedido de cuidado silencioso e sutil.

    Segurando o remo Cecília sentiu o frio percorrer por seu corpo, trincando os dentes de leve a garota firmou a madeira em suas mãos dando tempo para que todos se acomodassem, por fim esta começou a mover o pequeno barco, não havia necessidade de força quando a habilidade era tão conhecida e inata na jovem.

    Os movimentos fluidos volta e meia eram paralisados para que seus estudassem as mudanças que o transcorrer do tempo modificara. Balançando a cabeça Cecília sentiu a tristeza invadir seu coração, lutando contra isso caribenha escutou atentamente as palavras de Franco, o foco do antigo ainda era Lucien o que de certa forma era aliviante.

    “Ele parece querer jogar Lucien contra Izabel... Imagino que não esteja sendo fácil para Lucien essa situação toda, Franco parece não estar disposto a amenizar em nenhum momento...”

    Ainda remando Cecília deixou-se sentir o peso da chuva sobre o corpo, respirando fundo a jovem começou a cantar enquanto seus braços remavam sem nenhum esforço aparente.
    Musica Cantada:
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 19/9/2016, 14:49

    Apesar da pequena dificuldade ao subir na embarcação, eu prontamente me sentava. Minha última viagem de barco havia sido pouco tradicional e minhas memórias ainda eram fortes para serem ignoradas. Eu desejava ficar em silêncio, mas as palavras de Franco chamavam a minha atenção. O ancião estava a falar sobre Izabel e sobre o próprio passado...

    "Eu me espelhei tanto em ti Franco, quando jovem eu desejava ser um reflexo de sua imagem nessa cidade. Hoje eu olho diretamente para você, sentindo apenas indiferença. Eu mudei profundamente após a perda de Gabrielle, mudei tanto que talvez meus irmãos sequer saibam disso... Ele já entendeu que eu nunca recebi a confiança de Izabel e ele usará isso, é um ancião e anciões adoram jogos de poder... Deixarei que ele brinque e se entretenha, mas não irei me ajoelhar e aceitar. Eu não o fiz quando mortal, não o farei agora como um imortal"

    Abrindo um pequeno sorriso na face, eu balanço a cabeça negativamente e comento de maneira simples e direta.

    -Não eu não faço ideia Franco, Izabel não contava sobre o quão profunda era a relação entre vocês. A verdade é que contar nunca foi o ponto forte de Minha Senhora, mas ele tinha muitos outros, tantos que talvez você não seja capaz de imaginar, afinal ela sobreviveu com muitos méritos a caçada que foi feita contra o Senhor...

    Terminando de falar eu me virava para observar Cecília, uma felicidade legítima junto aos remos. Uma canção interessante e desconhecida pelos meus ouvidos, minha sobrinha era realmente uma criatura louvável, mais uma razão para impedir que Franco controle a situação.
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    King Narrador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 21/9/2016, 17:11

    - Falemos então em francês. Uma língua um pouco mais sofisticada... Cantas bem pequena Cecília. Pena que provavelmente não conhece as canções de minha terra mãe. Mas continue por favor...

    O Giovanni logo mudou a forma de falar enquanto fazia um curto sorriso direto aos olhos de Cecília. por um instante parecia que o mesmo havia ignorado o Lucien na medida que observava melhor a cidade chuvosa e escura ao seu redor. Entretanto respondeu prontamente com um tom de pouca preocupação. Mesmo que mudou o tom para maior respeito quando se referiu a morte de Izabel.

    - Não precisa nem me dizer... Os Baalis, estiveram aqui atrás de mim. Não preciso sequer perguntar, pois eles me atacaram tantas vezes enquanto eu estava acordado. Seria impossível não tentarem depois de eu adormecer. E Izabel sempre teve motivo para detestá-los. Afinal foram eles que expulsaram a Cabala dela de Murano para encontrarem a morte nas mãos de La Sombras em Veneza. Criaturas detestáveis estes infernalistas radicais... E acredito termos mais outros tipos de inimigos aqui. Correto?

    O caminho de canoa atravessava várias marolas na medida que vocês passavam pelas ruas alagadas. A canção nostálgica ressoava contra a chuva. Apenas pequenas indicações de Lucien foram o suficiente para Cecília levar a canoa no caminho certo. Apenas mais uma rua até chegarem em sua morada. A tempestade se mostrava muito forte e os ventos deixavam claro que não pararia tão cedo. Na última curva a embarcação passou por baixo de uma sacada, poupando vocês da chuva por um instante. E podendo ver a água do canal de forma plana pela primeira vez. E ali a mesma mostrava o reflexo do barco. E apenas o barco aparecia no reflexo, como se não houvesse ninguém a bordo.
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 21/9/2016, 23:43

    Eu tranquilamente refletia enquanto Franco aparentava ter me ignorado. A verdade é que não me incomodava o silêncio, mas sim a atenção dele sobre Cecília, ela havia acabado de acordar e já havia sido controlada pelas palavras de poder do ancião... Eu não me perdoaria se o legado de Gabrielle se transformasse em um monstro.

    "Franco é um típico antigo, mantendo-se sempre necessariamente no controle das ações, dos diálogos e das impressões. Ele precisa demonstrar a sua dominação, seja ela da forma que lhe for mais comoda. Não vou lutar dessa forma com ele, nosso conflito será outro e muito pior... Acho na verdade que ele está me desafiando..."

    Cruzando os braços eu só respondo quando entramos debaixo daquela sacada e a chuva nos dá uma breve trégua. Deixando assim que Cecília pudesse cantar um pouco mais, isso parecia fazer bem a ela e ela estava a precisar desses pequenos fatores nostálgicos para que o impacto de seus despertar seja minimizado. Em Francês eu o respondo.

    -Começando pelo Clã Tremere, enfrentamos uma guerra longa e exaustiva contra eles aqui nessa cidade. Minha chegada na cidade ainda como um desperto foi conturbada, Izabel me abraçou para salvar minha existência nesse mundo pois os Tremere estavam a roubar um Fragmento de meu Avatar e pretendiam em escravizar a serviço deles... Existem também os Serpentes da Luz que são os responsáveis pela destruição de... Gabrielle...

    Naquele instante da frase eu fazia uma pausa, era de fato a mais dolorosa de todas as memórias... Retomando com mais calma eu voltava a explicar.

    -Existe a rivalidade com a própria família Giovanni tradicional. Nossos único aliados valorosos e que nos fazem prosperar aqui, são os Samedi...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 22/9/2016, 22:52

    Ouve um esforço enorme de Cecília para não se encolher quando Franco falou seu nome, intencional ou não a cainita não queria demonstrar o medo que simplesmente sentia.

    Terminando de cantar o primeiro estrofe da musica, a cainita fez uma pequena mensura para franco respondendo no mais puro francês que possuía.

    - Sinto muito senhor Franco... Mas estamos em um barco... É de tradição cantar essas musicas quando se esta em um... Mesmo que uma mulher traga má sorte o fazendo...

    Voltando a se concentrar no controle do bote, Cecília desviou delicadamente o olhar de Franco e Lucien, murmurando em um tom mais baixo a canção a jovem olhava curiosa ao seu redor.

    “ O mundo mudou... O que mais mudou durante meu sono?!”

    Guiando o barco para baixo da sacada, Cecília teria iniciado outro estrofe da música se as palavras de Lucien não tivessem lhe chamado a atenção, o silencio que se impôs na jovem a fez parar de remar.

    “ Então... Foram as serpentes...”

    Os olhos azulados da cainita miravam o reflexo sem pessoas na água, segurando o choro e toda a confusão que se abateu sobre seus ombros Cecília balançou a cabela voltando a remar...

    “ Porque nada mais faz sentido?! Me recuso a chorar... Gabriele nunca quis que eu chorasse...”
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    King Narrador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 23/9/2016, 12:36

    - Essa é nova para mim. Mulheres trazerem má sorte? Que falácia tola que navegadores possuem. Nem todos na verdade. Conheci o Barão Samedi no passado, ótima pessoa e grande capitão, muito divertido e adorava ver como ele estressava Augustos. Mas regressando. Todas as mulheres que conheci nunca me trouxeram azar, muito pelo contrários. Meu trouxeram coisas especiais. Foram elas que fizeram eu ser quem sou agora. Foram elas e ninguém mais. E é graças a elas que continuo aqui sem esperar o sol nascer.

    As palavras de Franco agora soavam muito estranhas. Mais sentimentais, mais humanos, diferentes de como ele agira mais cedo. Era estranho ver alguém tão antigo falando de forma tão descontraída. Os olhos do mesmo não paravam em um foco único, observavam tudo ao redor da moderna cidade. Era possível notar que o mesmo estava absorvendo já muitas informações sobre a nova era. Só que seu tom regrediu para um pouco mais distante quando ele voltou a falar.

    - Bom Lucien. Teremos muito inimigos pela frente e vejo uma boa aliança. Acredito que conseguiremos estagnar a paz que vocês construíram nesta cidade. Mas fiquei curioso. Qual é a Linhagem Giovanni "tradicional" na cidade?

    A canoa finalmente se aproximava do casarão de Lucien. Era possível notar que todas as luzes da casa estava acesas. E haviam dois barcos parados na entrada. Provavelmente havia visitas ali. A chuva em contra partida não mostrava trégua e prosseguia atrapalhando a vista e um pouco da concentração com sua brisa gélida. Mas algo nos ventos diziam para Cecília que a tempestade estava começando a se esgotar.
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 23/9/2016, 19:20

    "Ele conheceu o Barão Samedi?! Isso é incrível, deve ser fascinante conhecer criaturas tão antigas e poderosas de um patamar de igualdade e não submissão... Aliás, ele é capaz de agir como um humano, com naturalidade, será que você é capaz de perceber isso Franco?"

    Com a sobrancelha arqueada em resposta as ações não esperadas que Franco realizava naquele barco, formulando a resposta sem pensar muito eu já pronunciava em meu idioma natal, direcionando minha sentença para o ancião.

    -Lourenço Giovanni é o nome do patriarca Giovanni, prole de Terezzia Giovanni. Ele se esforçou bastante para minar a presença de Izabel na cidade, várias foram as tentativas e posso dizer que ele é um homem que inspira asco... E sinceramente Franco, paz é quase uma Utopia nessa cidade. Armistício é algo mais palpável, talvez, a verdade é que essa tempestade sobrenatural que cai sobre ela ainda causará muitas mudanças...

    Terminando minha frase eu leva os olhos em direção a Cecília, apesar da enorme vontade de explicar tudo para ela sobre a morte de Gabrielle eu sabia que se revelasse o envolvimento de Ducan no caso, causaria a fúria de Franco e se Izabel não o quis morto, eu não poderia causar  tal acontecimento.

    "Izabel...eu preciso pensar sobre tudo que passamos, com calma... Terei grandes decisões a se fazer... Preciso de um tempo para meus próprios pensamentos... Espere um instante, existe algo de errado com essa águas?! Eu suspeitava de ofuscação, mas isso não seria tão bem justificado, afinal, Franco estaria nos protegendo de quem? Nossos reflexos..."

    Me inclinando levemente em direção a água eu tentava observar o meu reflexo, até que minha intuição me revelasse, o vitae que eu ingeri me causou essa maldição do clã das Sombras?!

    "Para encontrar a luz, devo me aproximar das sombras..."
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 23/9/2016, 21:17

    As palavras de Franco fizeram com que Cecília sorri-se, a garota que ainda se recusava a remar aproveitando ao máximo a proteção da sacada concordou com um leve aceno as primeiras palavras de Franco.

    - Porque então não abrimos uma pequena exceção... São apenas sandices... Mas os homens se agarraram facilmente nelas...

    Brincando um pouco com o remo da embarcação a cainita permaneceu em silencio por alguns instantes, seu corpo sentia a tempestade aos poucos anuir, diminuindo, o que lhe era natural.

    “Franco consegue ser humano... Será que quantos mais velhos formos mais amargos nos tornaremos? Perder o que nos liga ao passado?!”

    Fazendo um leve gesto para Lucien, Cecília usou o remo para empurra-lo de volta ao assento.

    - Não se mecha muito tio... O barco é pequeno e isso pode lhe tirar o equilibrio.

    Voltando a remar a jovem começou a cantar, desta vez não era uma musica pirata, atenta a cada mudança Cecília sentiu alegria ao ver a sombra da casa, reconhecendo rapidamente os dois barcos a garota remou com cuidado para aportar ao lado das embarcações.


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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 28/9/2016, 14:28

    - Não importa a situação local. Faremos paz, temos os recursos para tal. Basta de armistícios, já passei por muitos... E essa tempestade... Ela está acabando, o que significa que temos que aproveitar da mesma antes que seja tarde demais. A energia entrópica que ela ressoa sobre nós será o suficiente para trazer seus avatares de volta. Apenas almejo encontrar os outros da família e já irei requeri dos preparos.

    Aparentemente Franco estava empolgado demais com a ideia. Era impossível o mesmo esconder o sorriso deveras carismático do mesmo com a proposta. Ele sequer perguntara se era o que você almejavam. Mas como ele havia se mostrado dês do despertar extremamente inflexível, ainda se matem assim. As palavras soavam bastante decididas e se perdiam nos ventos da tempestade ao redor de vocês. Uma chuva fria que carregava o choro dos desamparados. Cecília podia ouvir o lamento de várias almas correndo pelo vento enquanto sua canção amenizava o clima.

    Por fim a canoa finalmente para na porta da mansão de Lucien. Logo na lateral dos dois barcos ancorados. A chuva não mostrava trégua na cabeça de vocês assim que saiam da embarcação. A qual desaparecia quase de imediato de regressão ao mundo espiritual. Os deixando na frente da casa toda iluminada. Havia muitos sons vindo logo pelo outro lado da porta. Aparentava estar havendo algum tipo de reunião com muitas vozes. Franco apenas aguardou educadamente os mais jovens irem primeiro. Enquanto ficava olhando para o céu de forma um pouco curiosa.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 28/9/2016, 16:22

    Escutando o conselho de Cecília eu parava de me mover dentro da embarcação e seguia parado, observando a minha ausência de reflexo, ainda tentando descobrir se isso seria um eco dado pela força descomunal de Franco ou se o vitae que eu havia ingerido estava em ação naquele instante... Mas a frase de Franco me atraiu a atenção e eu a respondia.

    -Encontrar todos os membros será uma tarefa árdua. Existem dois que se encontram em um determinado exílio pelos erros que cometeram no passado, Serafina, a segunda prole de Izabel nem sequer reside nesses domínios. Ducan, a terceira prole, não possui a simpatia dos meus irmãos... Ele causou uma ferida grande demais que será reaberta quando Cecília for apresentada... Assim que entramos eu irei convocador todos e o Senhor poderá realizar tudo que desejar... Mas eu preciso alertá-lo que talvez o meu avatar é diferente...Fragmentado seria a melhor definição.

    Assim que o barco parava, eu passava a mão na face encharcada e me atentava brevemente aos arredores antes de sair da embarcação e finalmente colocar os pés em um lugar seco. Sem muitas delongas eu me virava, não para ajudar Cecília ou Franco a saírem do barco, eles eram perfeitamente capazes de fazer isso. Mas eu me virava para olhar a eles, dois seres que eu acreditava que jamais saíram das memórias, do passado. Cecília havia emergido do total esquecimento e Franco transformava a mitologia que existia em seu nome em realidade... Enfim eu adentro a mansão, abrindo a porta e segurando o pendulo antigo da maçaneta de cobre, eu dava exatas três batidas contra a base metálica da mesma. Deixando que seu eco se expandisse por toda a mansão: Era o chamado oficial. O espírito que ali residia trataria que levar a mensagem a todos da linhagem. Então eu já direcionava todos os que adentravam comigo para a espaçosa sala de estar.

    "Os sussurros chegarão aos ouvidos de todos da linhagem em poucos instantes, espero que Franco não seja tão impaciente..."
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 28/9/2016, 23:53

    Apoiada no remo Cecilia deixou que Lucien e Franco descessem primeiro da pequena embarcação, a cainita respirava baixo enquanto observava curiosa o contraste de Lucien e Franco.

    Equilibrando o barco para que Lucien pudesse sair primeiro, Cecília ainda esperou que Franco desembarcasse antes de depositar o remo na lateral da embarcação, saltando para fora desta a cainita suspirou fundo ao sentir a brisa fria da chuva sem receber as gotas de água.

    - Ainda temos pelo menos umas três ou quatro horas de chuva... A tempestade está se afastando mas ainda é forte...

    Comentava a mais jovem com um breve sorriso, observando os movimentos de Lucien, Cecília enrolou os longos cabelos torcendo-os com força, o frio parecia dominar cada músculo da jovem que agora mais do que nunca queria sentir apenas o calor.

    “Quanta vida existe aqui agora?! Quantas faces me serão desconhecidas?”
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 4/10/2016, 18:13

    Fraco ouviu atento a ressalva de Lucien sobre seu próprio avatar, mas nada comentou. Apenas o acompanhou, junto de cecília que não ficava menos de um metro atrás. O chamado do primeiro filho de Izabel logo repercutiu pela mansão de madeira clara na medida que ele se deslocava para a sala de estar. Onde as vozes aparentavam estar se originando. As mesmas cessaram na medida que Lucien abriu a porta revelando seu interior.

    Com poltronas e cortinas roxas junto de tapetes italianos, estavam ali quase todos os membros da família. Desmond estava sentado em uma poltrona de pernas cruzadas apreciando um cálice. Duncan e Ferdinand estavam de pé um pouco mais para trás, encostados na escada que subia para o andar de cima. A feição da segunda prole era de claro desconforto, que era compartilhada pelo seu acompanhante. As feições só se intensificaram ao cruzar os olhos do francês.

    Já no grande sofá o centro da sala, de frente para a lareira acesa, estavam quatro mulheres. Em uma das extremidades estava Rebecca com sua irmã carniçal, Pâmela, sentada logo abaixo de si no chão. A garota por mais que aparentava ser uma adolescente e já tinha vivido bastante, agia como um recém nascido totalmente desconexo da situação. Na outra extremidade do sofá estava Daisy, admiravelmente bem vestida e olhava para o Lucien com intensidade. Já no meio do assento estava uma jovem totalmente desconhecida e com cara de medo.

    Assim que Cecília se deparou com a sala, não viu ninguém que a mesma reconhecesse. Com exceção de Duncan. O qual prontamente mudou a feição de seu rosto. Estava esculpido um pavor em sua face. A boca um pouco aberta como se o mesmo estivesse a gritar sem fazer nenhum som. Mas antes de qualquer palavra ser dita por qualquer um, o risonho do Franco deu um passo para frente encarando a todos.

    - Ora, ora... Parece que já temos uma pequena reunião familiar. Todos estão aqui?

    A presença do antigo fora forte demais e todos pareciam ter levado um grande choque. Como se não soubessem como agir. A jovem desconhecida para o Lucien parecia estar à beira de um ataque de nervos. A única apar da pressão do matusalém era a carniçal que brincava com os pés. Todavia o primeiro a se restabelecer e finalmente falar foi Desmond. O qual se mostrou como sempre polido e com uma voz forte e decidida.

    - Boa noite Lucien. Seja bem vindo de volta à sua morada. Vejo que traz companhias.

    Pessoas Presentes:
    Duncan Dwait:

    Desmond Thicker:

    Rebecca Schiro:

    Ferdinand Borgon:

    Daisy Lilly:

    Pâmela Schiro:

    Desconhecida:



    Última edição por King Narrador em 4/10/2016, 22:41, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 4/10/2016, 20:13

    Adentrar a minha própria sala nunca foi tão difícil como era nessa situação, sentindo o peso do mundo sobre meus ombros eu caminhava e calmamente observava todos os presentes. A exaustão mental e psíquica resultante da viagem feita pela umbra deveria ser deixada de lado nessa situação, meus olhos então encontram cada um dos presentes, sem nenhuma única exceção.  

    Primeiramente meus olhos vão para o centro da sala, observando as irmãs Schiro:

    "Rebecca, teu poder é grandioso e teu destaque será inegável. Espero que me perdoe por tamanho distanciamento, espero que essa enorme ponte de gelo erguida entre nós possa finalmente derreter, pois você será uma presença indispensável... Pâmela sempre me corta o coração, sempre... Eu me sinto tão impotente em ver uma vida tão destruída quanto essa e me pergunto o quanto isso não doeu no coração de Izabel... Jamais me esquecerei da fatídica noite onde você tentou terminar com sua própria vida Rabecca, jamais! A dor de Izabel, a tua dor é a minha fraqueza... Serei forte por ti e farei tudo que puder para trazer tua Pâmela de volta."

    Notando logo em seguida a presença de Daisy e aquela jovem assustada próxima dela:

    "Daisy você é e sempre será dona de uma beleza incontestável e difícil de ser resistida e ignorada, isso é um fato. Mas eu não posso e nunca mais poderei por várias razões e desejo profundamente que você as compreenda quando chegar a hora... Eu já amei o suficiente e nunca serei capaz de olhar para você sem meus olhos paternos... És prole de um pecador e é meu dever acolhê-la e nutri-la... Será um desafio convencê-la que estou casado com minha noiva espectral, será, mas eu preciso de você ao meu lado querida. Entretanto, quem seria essa criança ao seu lado? Você abraçou alguém sem autorização... Vejo que nós dois teremos desafios a nossa frente Daisy..."

    Enfim eu observo Desmond e sorrio de maneira breve:

    "Sua educação sempre impecável meu irmão, és e sempre serás um enorme orgulho para Isabel e para mim. Imagino que tua prole esteja agora mesmo a olhar por nós, como sempre fez, estou profundamente seguro que apesar de você não possuir habilidades mágicas ou avatares, teu protagonismo jamais retrocederá..."

    E respondendo o mesmo de maneira breve eu me colocava a frente de todos, fazendo as apresentações e olhando profundamente, diretamente e sem nenhuma preocupação ou polimento, para a figura de Duncan. Primeiramente eu apontava educadamente para Franco e o apresentava:

    -Boa noite a todos, infelizmente estamos na ausência de uma das proles de Nossa Senhora e é uma ausência que todos nós já nos acostumamos. Refiro-me a Serafina e esse será um tópico para o futuro, primeiramente irei apresentá-los as minhas companhias. O antigo é o próprio Franco, Senhor de Isabel e grande Progenitor de nossa linhagem... Eu o despertei após atender ao último pedido de nossa Senhora nas primeiras horas dessa chuva... Quinto de seu Sangue, Patriarca de Veneza, terceiro membro mais poderoso do clã Giovanni e a força que nos fará ascender a patamares jamais imaginados...

    Ainda com os olhos em Duncan, eu apresentava agora Cecília:

    -A jovem que adentrou essa sala comigo se chama Cecília. Acredito que apenas você tenha idade suficiente, Duncan, para possuir memórias de quem ela realmente é. Entretanto, eu irei apresentá-la a todos vocês meus caros... Cecília é a única prole da finada Gabriele. Acreditávamos que ela também havia falecido durante o incêndio provocado por suas ações duvidosas, Duncan, mas esse não foi o fato e eu também a trouxe das profundezas da Umbra no mesmo refúgio onde estava localizado o corpo de nosso Progenitor máximo.

    "Ah Duncan, como eu desejei a tua morte irmão. Eu ainda acredito que tua punição nunca tenha chegado e essa situação cricou uma cicatriz enorme na minha relação com Izabel, uma cicatriz que ela acreditava que jamais seria curada... Uma cicatriz que eu orgulhosamente expus sempre que pude... Uma cicatriz que se fechou. Eu nunca mais o chamarei de irmão, mas você é quem é e isso não mudará. Tua consciência será a sua maior tortura, o legado de Gabriele será o punhal que atravessará a tua moral. Izabel se recusava a ver o monstro que você se tornou, mas eu sei exatamente o quão venenosos você pode ser... Teu próximo erro será o teu último..."

    Olhando mais uma vez para todos os presentes eu sorria, rompendo o possível clima trágico e violento que poderia se aproximar. Minha postura não era de censura ou superioridade, na realidade, eu estava feliz por ver minha família em frente aos meus olhos mais uma vez. Meu maior desejo era o de honrar o legado de minha mãe...

    -Por favor, apresentem-se formalmente aos nosso convidados. Eles ficarão conosco provavelmente para sempre ou até o próximo incêndio... Não é mesmo Duncan?! Alias, porque não começamos as apresentações por ti e terminamos com essa amável jovem a qual eu ainda nem sequer fui apresentado... Daisy, você poderia ao menos ter comentado algo não acha?

    Eu levantava a minha mão na direção de Duncan, revogando a chance de resposta do mesmo imediatamente. Era apenas um pequeno jogo que eu havia aprendido com Desmond, morder sem estraçalhar. Logo eu calmamente retomava a fala.

    -Mudando de ideia, faremos as apresentações dos mais jovens para os mais velhos...

    E assim meus olhos iam de encontro a imagem da jovem desconhecida que estava no interior daquela sala.
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    King Narrador

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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 4/10/2016, 22:56

    - Hã... Bem... Eu sou Sarah... Hã, Sarah Dawn. Eu era uma maga e agora sou uma vampira! Pode parecer loucura, mas tenho até as presas! Né querida? - Disse a jovem desconhecida hesitantemente.

    - Sim, sim. Hihihi... Vamos ter de melhorar ainda a sua apresentação, minha querida prole. Eu sou Daisy Lilly. Única estudante das artes da Necromancia dentro de nosso núcleo familiar depois de meu querido tutor, Lucien Trottier Devereaux. E claro... Segunda prole do inigualável Sir Duncan Dwait! - Claramente sendo sarcástica no final a neófita se pronunciou.

    - Sou Ferdinand Borgon, primeira prole do respeitável Duncan Dwait. - Disse o homem que estava irritado com a brincadeira da irmã.

    - Prazer, grande Progenitor Franco. Sou Rebecca Schiro, sexta prole de minha querida izabel. Esta comigo é minha carniça Pâmela Schiro. - Disse educadamente a dama.

    - Não poderia estar mais honrado em finalmente conhecer o grande Patriarca de Veneza em seus tempos dourados. Sou Desmond Thicker, quinta prole da Lady Izabel e responsável pela gestão de seus domínios na cidade. Minha prole, o Senhor Filip Gray, está agora administrando a segurança do refúgio de nossa grande Senhora. - Falou com alto tom de respeito e fazendo uma breve reverência, o homem com traços irlandeses.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 4/10/2016, 23:22

    Durante todo o percurso conhecido Cecília sentiu a ansiedade aumentar, até mesmo o sangue lhe subiu as fazes fazendo com que esta ficasse rubra, seguindo ao lado de Franco a jovem mantinha um sorriso temeroso no rosto.

    “ Minha familia... Eu...”

    Diante de tantos rostos o sorriso sumiu, um olhar curioso tomou a face de Cecília, este apenas aumentou diante da reação de Duncan, desviando o olhar diante das palavras de Franco, a caribenha deu um passo para atras escondendo o rosto.

    “Tem algo errado! Porque ele me olha assim?!”

    As palavras de Lucien fizeram com que todo o peito da cainita se encolhesse por completo, não havia palavras para explicar a dor que aquela revelação provocava, durante toda a apresentação de seus parentes Cecília manteve o rosto abaixado, porém ao chegar a sua vez a jovem fez questão de encarar Duncan sem se importar com os outros.

    - Cecília Dumond... Filha de Gabriele, quarta prole de Izabel... Considerada morta no incêndio ao refugio pessoal de Lucien... O mesmo que deveria ter matado... Por que Duncan? Por que?

    As palavras saídas da jovem não tinham sentimentos, eram feitas da forma mais educada possivel mas nem mesmo ódio transpareciam, eram vazias...
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 5/10/2016, 15:17

    [Off: Teste de Percepção 3 + Empatia 4 = 7 dados]
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Dados em 5/10/2016, 15:17

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 3, 1, 4, 6, 8, 3, 9
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 8/10/2016, 14:39

    O silêncio postergou na sala por um momento depois da frase de cecília. todos ali olhavam para ela um pouco curiosos. Outros olhares refletiam em Duncan. O qual tentava reagir, parecia ter se engasgado com ar. O mesmo se mostrava muito tenso e evitava olhar a jovem caribenha nos olhos ao todo custo. Com certo esforço ele conseguiu encarar Franco para finalmente se apresentar com uma voz muito hesitante.

    - Sou Duncan Dwait... Terceira prole de Izabel, antigo membro da Ordem de Hermes, ao seu dispor.

    Mais uma vez após sua fala a sala ficou silenciosa. Ninguém ali sabia se havia ou não permissão para falar qualquer coisa. Enquanto o antigo italiano permanecia em silêncio olhando para todos enquanto esboçava um sorriso. Sorriso este que virou uma risada, lentamente se transbordando em uma alta gargalhada. Até ele finalmente começar de fato a falar.

    - Vocês pensam alto demais. Quase não consigo ouvi-los falando. Precisam aprender a ser mais discretos, todos vocês. Intriga é uma arte de nossa família muito bem aperfeiçoada. Mas se é para trabalhar nas claras, vamos resolver logo isso. Só que antes de mais nada, para que eu não me esqueça. Sarah, nunca mais se chame de vampira, isso é uma ofensa para nós, não me obrigue a lhe punir em sua primeira noite. Agora ao importante. Duncan Dwait, não significa que estou dormindo a mais de duzentos anos que sou um idiota. Sua alma cheira a traição, consigo entender perfeitamente o pequeno drama ao seu redor. Saiba então, não sou de longe alguém que perdoa traidores. Eu devoro as almas desta escória depois de os esquartejar! Mas se você ainda está aqui, é porque sua mãe, minha fiel prole, e todos os aqui presentes, ainda lhe acham merecível de uma segunda chance. Assim sendo, não haverá morte agora. Mas haverá lealdade.

    Os olhos do mesmo brilharam por um instante e todas as sombras da sala se escureceram. A criança da noite deu um pequeno grito e logo ficou paralisada. Uma pressão terrível tomou a cabeça de todos vocês com uma forte enxaqueca. A escuridão parecia dançar pelos cantos do cômodo. Enquanto aqueles penetrantes e profundos olhos negros focavam na terceira prole de Izabel. A voz do matusalém veio agora em um tom absurdamente grave e intimidador.

    - Jure por toda a eternidade que será fiel à esta família e as pessoas que aqui residem.

    Com os olhos, Franco fez Duncan andar até a sua frente e se ajoelhar. Como se fosse um simples boneco de pano. Totalmente dócil e com a visão opaca. Caiu de joelhos como se estivesse se entregando ao chão. Em seguida, com uma voz cheia de dedicação, respondeu ao antigo.

    - Eu juro!

    Um tenebroso sorriso sorriso se desenhou no rosto do Monstro de Veneza. O qual permanecia com uma presença colossal por toda a sala. As luminárias pareciam estar a piscar, prontas a apagar com a intensidade da escuridão que agora postergava no lugar. A voz do ancião veio mais uma vez, e mais uma vez com um tom grave e poderoso.

    - Então arranque suas presas e me entregue elas!

    Não houve hesitação de Duncan. Seus músculos dos braços se enrijeceram com as veias se expondo. Logo, sem parar por qualquer segundo, levou suas mãos para a boca. Neste momento uma longa agonia tomou espaço na sala por quase um minuto. Ferdinand se mostrava em total pavor, mas não conseguia se mexer para acudir seu senhor. O qual depois de muito esforço conseguiu arrancar suas presas. Sujando o chão logo na frente de seus joelhos dobrados. Então estendeu com as mãos abertas, o prêmio para o antigo. O qual pegou rapidamente os dentes e guardou em um bolso de sua vestimenta. Franco sorria enquanto a sua presença diminuía e as sombras se aquietavam no recinto. O ancilae ferido se levantava devagar e regressava para onde estava antes, com a cabeça abaixada. Logo o italiano mais uma vez falava, agora se mostrando bem calmo.

    - Ótimo... Ótimo... Problemas familiares resolvidos. Em outro momento encontrarei o outro ramo do clã. Mais alguma coisa à alguém acrescentar antes de eu me apresentar devidamente?
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Danto Jogador em 8/10/2016, 17:00

    "Eu realmente preciso aprender a controlar a minha raiva em relação a figura de Duncan, minha Senhora me impediu uma vez de destruí-lo e já passou da hora de eu começar a revisitar tudo que por ela foi feito e ensinado, precisarei de tudo para conseguir lidar com a figura de Franco... Mas sinceramente, eu nunca consegui perdoa-lo Duncan... Nunca... Eu sei que você me considerou um traidor... Mas consideramos que você estava morto... O passado é de fato doloroso."

    Eu pensava enquanto Duncan se apresentava, mas imediatamente meus olhos se viravam para a figura de Franco e seu gargalhar me preocupava profundamente. A frase "Mas haverá lealdade" ecoava em minha mente com força...

    As sombras se intensificavam e eu sentia meu corpo retesar, minha musculatura se enrijecia e meus olhos se abriam muito. Não me assustava, tão pouco me apavorava, mas reprovava toda a forma que aquela ação era conduzida... Mas era uma reprovação em relação as trevas caóticas que reagiam a natureza monstruosa de Franco, no fundo eu concordava com tudo que ele havia dito e esse concordar me assustava, profundamente. Quando Duncan recebia as ordens e as cumpria, minha mente entrava em conflito:

    "Isso é um absurdo! Mas ele de fato merece finalmente sentir no próprio corpo a dor que ele causou a minha Senhora! Eu não deveria nunca concordar com um monstro como Franco, me dediquei a um caminho de luz e até desenvolvi minhas próprias artes místicas para auxiliar os mortos e não apenas domina-los como a necromancia tradicional o faz... Franco é um monstro! Mas eu também sou?! É uma fortíssima demonstração de força, domínio e soberania. É assim que um Patriarca deve se portar? É isso que ele espera de mim?! Será assim então que devo agir, já que serei o Patriarca?! Precisarei remover essa memória da mente da cabeça dessa neófita... Enfim, um enorme exagero... Não consigo me ver agindo assim nunca, mas eu concordo com o resultado que essa punição irá alcançar e talvez me falte empatia para com Duncan. Essa empatia deve ser revista?! A minha empatia pro Franco deve ser revista?"

    Inicialmente meus olhos buscavam a imagem de Ferdinand, em seguida eles iam para o cabisbaixo Duncan e finalmente para Franco. Eu me permitia um longo e profundo processo de respirar, para em seguida me direcionar exclusivamente à Franco, em seu idioma natal.

    -Permita-me uma breve consideração, antes de vossa apresentação creio que sejas necessário solidificar que a segunda prole de Izabel está mais próxima dos Samedi do que de nós e foi afastada pela própria Izabel. Cabe a mim então o posto natural de primeira prole, já fiz uma apresentação a Vossa Senhoria, mas eu queria lhe dar uma resposta a cerca do posto de Patriarca. Eu ocuparei esse cargo e nós precisaremos conversar muito sobre isso, muito... Vossa Senhoria precisará compreender como eu realizo minhas mágikas e poderes e eu gostaria de finalmente poder aprender algo contigo e não só pelos teus livros e anotações... Enfim, afirmo que não precisaremos discutir sobre o cargo de Patriarca...

    E finalmente em inglês eu me pronunciava para todos.

    -As nossas apresentações terminaram, agora é essencial que todos escutem e reconheçam a figura do progenitor, Sua Senhoria irá se apresentar e em seguida deveremos obedecer suas ordens para a execução de algo importantíssimo para nós que outrora fomos magos...

    Enfim, eu fazia uma breve reverencia para Franco, cedendo-lhe a palavra novamente.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por Jess em 8/10/2016, 18:25

    Ainda olhando para Duncan, Cecilia desviou os olhos quando esta se apresentou, seu corpo se retesava em meio ao vazio que sentia, nada parecia fazer sentido e nem uma lagrima foi capaz de escorrer dos olhos da cainita.

    Uma onda de raiva tomou Cecília quando Franco gargalhou, sentindo todo o corpo tremer a jovem permaneceu parada conforme as sombras pareciam obedecer a Franco, sentindo o rosto avermelhar-se pelo sangue Cecília escondeu o rosto.

    “ Porque... Como ele pode?! Será que o amor é tão egoísta assim? Eu simplesmente não posso acreditar que Duncan tenha feito isso... Não posso ao menos... Ao menos odiá-lo... Eu simplesmente não consigo...”

    O som das presas de Duncan se quebrando fizeram com que Cecília tampasse o os ouvidos, respirando fundo a cainita sentiu a raivar ceder embora ainda a deixasse avermelhada, seus olhos buscaram a figura amuada de Duncan quando Franco voltou a falar.

    “ Eu serei eternamente a imagem do erro dele... E ele me será eternamente distante e vazio... Essa é a pior punição que ele pode sofrer... Não posso odiá-lo, mas não me é correto sentir pena... Se Lucien foi capaz de aguentar isso... Eu também devo ser... Pelo menos tentar...”

    Assim que Lucien se pronunciou a caribenha apenas procurou um lugar para se sentar, mais do que nunca Cecília não queria ser o foco das atenções.
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    Re: Cecília & Lucien - Ato III - Returning Home

    Mensagem por King Narrador em 12/10/2016, 12:35

    - Sou Franco Arcângelo Giovanni. Prole de Claudios Giovanni. Patriarca de Veneza do século XVI ao fim do XVIII. Progenitor das Linhagens de Lucrétia e Izabel. Inclusive já convidei meus herdeiros italianos à virem para esta terra. Montaremos nosso domínio impondo monopólio regional e faremos aqui o que nunca houve em Veneza, paz. Só que antes de mais nada. Izabel não abraçou vocês por motivos simplistas. Ela escolheu filhos espelhados em sua própria qualidade. Ela abraçou despertos, e o fez pois sabia que um dia eu poderia fazer a vocês o mesmo que fiz a ela. Posso trazer seus avatares de volta a vida. Então deixe-me ver... Com exceção da carniçal e do Senhor Desmond, vejo que todos aqui são despertos. Incluindo Rebecca e Lucien com avatares soberbos. Esquecemos então essa aliada dos Samedis por hora. Possuímos aqui sete despertos. É um numero excelente. Temos do lado de fora uma grande tempestade entrópica, meus poderes estão no auge agora. O que significa que trarei seus avatares de volta, hoje. Apenas preciso que todos vocês trabalhem arduamente comigo para prepararmos o grande ritual. Alguma dúvida?

    A sala toda não só permaneceu em silêncio enquanto aquela voz poderosa terminava de falar. Junto com todos de olhos arregalados. Desmond no entanto demonstrou um certo incômodo quando foi citado como o único sem avatar. Lucien havia notado algo que o deixava desconfortável. Os olhos de Daisy, estavam fascinados por Franco. Fascinados de forma muito intensa, a cena de mais cedo com a humilhação do senhor dela parecia tê-la feito transbordar de prazer, até o labio inferior ela mordeu. Mas agora estava tão surpresa com a informação como todos ali presentes. Todos incertos de como agir para o novo mundo que jamais sonharam ser possível de re-possuírem.

    Ultima Ação Para o Final do Ato

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:00