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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 18/9/2016, 23:36

    15 de Março de 2002, Berlim.
    Sétima Noite




    Sprint Tankstelle - Posto de Gasolina em Berlim

    Seus olhos ainda estavam doloridos por causa do pranto compulsivo de minutos atrás, suas pernas tremiam intensamente dentro daquele carro que você nem sequer sabia como Jessica havia pego. Olhando para as palmas da suas mãos tremulas e pálidas, as memórias ainda estavam quentes de mais, o pânico que Jessica havia causado quando acordara, a batalha exaustiva que fora travada na sua mente. Seu choro que simplesmente não parava, os soluços que faziam seu peito doer. Sua garganta estava seca, seus lábios se movimentavam em nervosismo... Sua respiração estava incontrolável, algo que você já havia aprendido a ignorar e desligar, agora acontecia sem você conseguir sequer influenciar. Jessica havia parado o carro em um posto de gasolina, por alguma razão que você sequer havia entendido, a verdade é que ela havia falado por todo o percurso feito do apartamento até o local. Mas sua mente estava distante, no seu passado, na dor que o laço de sangue causava no seu coração... Você ainda se lembrava perfeitamente de Jessica dando várias ordens, de vocês duas arrarando as pernas do seu amado Senhor e o arrastando até a sala. Do golpe potente e duro dado contra o peito do mesmo, que não foi forte o suficiente para atravessar seu peito, você então teve que a ajudar... Memórias terríveis, intensas, violentas e traumatizantes.
    Jessica então entrava bruscamente no carro, cheia de raiva, ela socava no volante e disparava um caminhão de palavrões e ofensas, a ruiva estava com os nervos a flor da pele. Ele estendia uma sacolinha de plástico na sua direção.

    -Toma! Sinceramente, malditos alemães que falam inglês feito umas hienas dementes! Pega a tinta e vai pintar seu cabelo lá no banheiro, se quiser eu vou contigo Olivia... Nós precisamos sumir, imediatamente!
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 19/9/2016, 00:54

    - P-precisamos voltar... Não! Esqueça o que eu disse. Certo, vamos no banheiro... Seria bom você ir comigo. Acho que já me esqueci como pintar o cabelo...

    "Aquele sangue... Aqueles lençóis... Aquele maldito desentupidor... Todo aquele sangue... Porque aqui? Porque agora? Estou nessa terra estranha no meio de um pandemônio. Pelo menos não estou sozinha. Como a Jéssica consegue estar tão bem assim? O que mais me surpreende é como ela está conseguindo ser tão independente. Se não fosse ela eu jamais teria conseguido chegar até aqui... Provavelmente estaria sendo devorada agora... Ele não faria isso... Não, ele faria... Ele é um monstro. Não... Ele só estava fraco, qualquer um poderia ter agido como ele agiu... Pare! Apenas pare! Chega de pensar assim. Este dia é o primeiro dia de minha não vida. E não ouse pensar mais assim. Se você pudesse iria era arrancar a cabeça dele. Bola pra frente! Bola pra frente!"

    Saio do carro depois de tatear a maçaneta. Sequer olho direito para Jéssica, mas fico na expectativa dela me acompanhar. Não queria ficar sozinha. Meus pensamentos estão muito bipolares e a vertigem me consome como um todo. Sem falar dos meus olhos, não posso me permitir chorar em público. Assim tento andar em linha reta até o banheiro do posto. Mesmo fazendo um pequeno zig zag com meus passos. Chego no banheiro sem sequer notar direito o caminho que fiz até lá. Apenas foco na pia e encho as minhas mãos de água e jogo contra o meu rosto. Mas não era o suficiente. Aquelas imagens voltam a me apavorar. E agora minha retina treme e começo a chorar de leve. Sentindo as gotas escorrendo. Apenas abaixo a cabeça antes de falar.

    - Temos de achar ajuda... Não vamos conseguir sumir sem ajuda... Eu não estou bem para conseguir fugir para muito longe... Ele vai nos achar...
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 19/9/2016, 15:36

    Jessica olhava imediatamente para você quando você falava sobre voltar, ela demonstrava uma irritação enorme com a ideia mas prontamente relaxava a postura ao ouvir o que você continuava a falar, ela sorri de forma aliviada e saia do carro. Passando a sua frente com passadas rápidas, ela leva você até o banheiro do posto de gasolina. Vocês duas entram no local e vêem um ambiente limpo, com azulejos brancos e com pias escuras. Eram decorações todas bem simples, haviam quatro "caixas" que dava privacidade para quem desejasse usar os vasos sanitários. Jessica se encostava na pia que possuía três torneiras e apoiava as mãos sobre a mesma... A garota então simplesmente desmoronava, a postura firme e determinada dava espaço para a expressão desesperada, apavorada e em prantos de uma garota que não sabia o que fazer com a própria existência. Soluçando, ela abria uma das torneiras e começava a prontamente lavar as lágrimas que escorriam pela face...

    -Não temos ninguém Olívia...ninguém...

    Apoiando os cotovelos sobre a pia, ela olhava para o vidro a frente de vocês. Mas inesperadamente, algo fazia ela arregalhar os olhos e em um grito saia dos lábios da garota, ela gritava um nome.

    -Ashy!Ashy!

    Subistituindo o desespero por um enorme sorriso ela falava com você.

    -Ashley Bradley! Lembra?! Ela veio a cinco anos atrás para Berlim!

    Ashley Bradley era uma Toreador de Nova Iorque que você conheceu no elísio da capital norte-americana. Uma artista famosa e dedicada que se mudou à Berlim sem dar maiores explicações, você sabia que ainda tinha o número de contato dela em seu celular. Ou ao menos o email. Se vocês não tinham ninguém, possuíam agora, pelos uma possibilidade.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 19/9/2016, 21:09

    "Droga Jéssica. Logo quando eu preciso de você! Basta de sentimentalismo. Só eu posso resolver isso."

    Limpo as minhas próprias lágrimas tentando me olhar no espelho de forma mais digna. Nunca gostei de chorar, ainda mais pelo motivo ao qual estava agora. Mas antes de poder falar qualquer coisa a garota logo grita um nome. Por um segundo nada faz sentido. Mas logo minha memória começa a funcionar. Não sei se demonstrei algum sorriso ou não. Mas logo tento ser sensata ao falar. Enquanto me viro para ela.

    "Ora. Até que ela teve uma boa idéias. Mas isso pode ser arriscado. Podemos ter de explicar nossas ações e talvez termos de voltar. Precisamos saber o que falaremos em nossa defesa. Não uma mentira, é claro, mas precisamos deixar claro o porquê fizemos o que fizemos. Seria mais fácil não contar nada, mas se formos tomar esse caminho que ela propõem, muito provavelmente precisaremos."

    - Boa ideia Jessy. Eu tenho aqui o número dela. Isso se ela não tiver mudado o telefone... Mas antes... Nós temos que pensar no que vamos falar. Pois muito provavelmente ela vai nos levar para responsáveis locais e precisamos discutir entre nós duas a nossa versão da história. Algo que nós concordemos em cada trecho e que possa garantir que ninguém vai tentar nos levar de volta para você sabe quem. Entende o que eu estou dizendo?
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 21/9/2016, 13:44

    Jessica andava de um lado para o outro, com o rosto molhado. Voce não era a única a enfrentar um turbilhão de emoções, a sua irmã mais nova havia deixado bem claro no conclave que ela não sentia nada além de medo do Senhor de vocês duas. Ela parava o caminhar no final da sua frase, respirava fundo e fechava os olhos por alguns instantes, pensando em alguma coisa antes de falar.

    -Certo, primeiro. O que sabemos sobre a Ashy?! Vamos lá, pensando com calma... Ela é uma Toreador, super moderna e muito ativa nos ciclos artísticos. Ela veio para cá com uma exposição, mas você conversou melhor com ela sobre política, qual era a inclinação dela?!

    Você precisava se esforçar muito para lembrar disso, eram conversas que aconteceram anos atrás. Mas era através dessa dedicação que você se lembrava da verdadeira razão da saída dela para Berlim: O escândalo. A jovem Toreador havia se envolvido com um experiente membro do Sabá sem saber que o mesmo era um Sabá, antes que o vexame se torna-se um crime, ela fugiu para a Europa. Comentando com os amigos mais próximos que estava indo a Berlim, onde a justiça era forte e ela não seria punida de maneiras injustas.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 21/9/2016, 14:47

    Jogo um pouco mais de água em meu rosto enquanto a Jéssica falava. Me mostrava mais positiva com esta lembrança da Ashley que poderia nos ajudar bastante. Mas ainda é muito incerto. Precisamos realmente cativar ela de alguma forma. Pois não temos nenhuma outra opção. Mantenho as mãos esticadas sobre a pia enquanto voltava a falar.

    - Venha Jéssy, pinte meu cabelo. Não consigo pensar direito vendo essa coisa vermelha ao redor de meu rosto. Me dá nojo.

    "Cabelo de merda. Tudo graças à ele. Eu tinha tanto orgulho dele antes. Como se fosse a melhor parte de mim. Mas é apenas uma cor idiota que me matou e me prendeu neste inferno. Mesmo que toda noite eu tenha que pintá-lo, eu o farei. Não importa o quão cansativo isso seja. É minha sina."

    Esperava para finalmente sentir as mãos de minha "irmã" em minha cabeça para voltar a pensar sobre o assunto. Mas dessa vez penso em voz alta. Afinal ela tinha de me ajudar. Não poderia fazer isso sozinha. Por mais que faria caso necessário. Mesmo temendo esse meu bipolarismo.

    - Ashley teve um caso com um membro do Sabá sem saber. E fugiu para cá para ter um julgamento mais justo. Espero encontrarmos a mesma justiça que ela encontrou. Por isso temos que pensar nas melhores palavras para justificar o que fizemos. E precisamos estar em sintonia sobre nossa versão. Temos de contar nossa história de forma que choque quem escute e que mostre o quão monstruoso "ele" é.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 21/9/2016, 18:57

    A sua "irmã" parava ao seu lado, de frente ao espelho e balançava a cabeça positivamente quando você mencionava o seu cabelo. Ela então se abaixava e pegava a sacola, colocando a mesma sobre a pia ela prontamente tirava vários objetos. Para sua surpresa, ela se mostrava bem familiar com toda aquela química e parafernália moderna, prontamente ela divide o seu cablo em quatro partes e os prende com pequenos objetos plásticos dentados que eram construídos para parecem pequenas borboletas coloridas. Passando então a tinta com a ajuda de um pincel, ela começa a tingir os seus cabelos.

    -Wilhelm, o Príncipe dos Justos. Acho que estaremos em boas mãos Livy... Bom, vamos começar a pensar então no que iremos falar né? Acho que precisamos ser bem sinceras, "ele" só se alimenta de ruivas, "ele" chegou no nosso refúgio faminto e nos ameaçou, nos trancamos no quarto e logo no começo da noite... Fugimos... Ele literalmente nos ameaçou, com todas as palavras!

    Com leveza a naturalidade, ela aplicava a tinta, sem sequer encostar na sua pele ou algo similar. Pegando duas toalhas de rosto de dentro da sacola, ela protegia os seus ombros de possíveis respingos e seguia aplicando a tintura. Sorrindo enquanto fazia, ela nem parecia ter passado por uma fortíssimo crise de choro, a recuperação dela era realmente surpreendente.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 21/9/2016, 20:41

    - Sim. O Príncipe dos Justos pode ser nossa salvação. Ele foi misericordioso com Ashley e poderá ser com a gente. E sim devemos ser bem sinceras. Afinal "ele" sequer trouce seu rebanho com "ele", mesmo eu tendo oferecido. Era para nós sermos a afrodisia da viagem. E o kit de emergência. Temos de deixar claro os crimes dele. Para conseguirmos nunca mais termos de olhar para "ele".

    "Antes fosse só esses os seus crimes. Vós me prendeu e me matou, disse que me amava e depois me jogou para longe. Depois de cometer erros e por a culpa em mim me prendeu de novo. Fez eu achar que lhe amava de novo. Só para ir atrás de uma criança e abusar da mesma. E na minha frente. Vós é um monstro sem coração. E nunca lhe perdoarei. Por mais que de alguma forma eu queira lhe perdoar. Queira voltar e fingir que todo esse pesadelo de hoje não aconteceu. Mas você me obrigou a escolher. E eu tive que escolher."

    Sorria enquanto olhava para o espelho e via aquele vermelho desaparecendo. Me sentia muito satisfeita com isso. Depois de tanto tempo amaldiçoando minha imagem. Acho que nunca sorri para um espelho antes. Só espero que a Jéssica não peça que eu pinte o cabelo dela também. Pois eu não saberia fazer isso. Tadinha, ela está se esforçando tanto... Quando percebo que está terminando pego o telefone e começo a discar o único número que teria uma chance de nos salvar daquele inferno. Ashley.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 22/9/2016, 00:03

    -Agora temos que esperar uns minutinhos...

    Comenta Jessica, sentando-se no chão ao lado da pia do banheiro, cruzando as pernas e os braços. Ela encostava as costas nos azulejos e respirava profundamente. Ela não parecia nervosa, na verdade, ela estava exausta. Demonstrar tanta força, determinação e respostas... Era de fato um desafio emocional que poucos suportariam... O telefone então tocou algumas vezes, mas foi atendido por Ashley com um tom de voz surpreso.

    -Olivia? Boa noite...uau eu nem lembrava que esse celular estava funcionando, por sorte meu vassalo deixa tudo sempre plugado nessas tomadas do atelier... Desculpe pela demora... Faz tanto tempo não é mesmo?!

    Ela se comunicava em inglês, mas você ouvia conversas em alemão no fundo do ambiente em que ela se encontrava.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 22/9/2016, 14:57

    "A merda! Droga, ela realmente atendeu! O que eu falo? Não posso pedir ajuda assim do nada. Ela não me deve nada. Não posso me mostrar tão desesperada. Mas eu estou! Preciso ser esperta. Pense Olívia, pense! Só eu posso resolver isso, não posso ficar chorando!"

    - O-oi Ashley. Realmente não sabia se iria atender ou não. Como talvez saiba, estou em Berlim e pensei em lhe visitar. Faz tanto tempo afinal. "Eu gostaria muito de poder revê-la".

    Dou uma certa relevância e uma breve mudada de tom no final da minha frase para passar claramente a necessidade da minha ligação. Não gostaria de pedir ajuda descaradamente, mas era necessário deixar claro que eu em breve pediria. E fico quase sentindo meu coração voltar a bater na expectativa pela resposta dela. Cada milésimo de segundo de espera era um desespero profundo interno. Fico olhando enquanto isso as feições da Jéssica e me perguntando quanto tempo mais ela vai aguentar tudo isso. Ela me lembra tanto eu mesma anos atrás, o que me assusta.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 24/9/2016, 03:00

    Jessica se encontrava ainda sentada, com o celular em mãos ela parecia verificar alguma coisa no mapa virtual da cidade de Berlim. Ela parecia calma, totalmente centralizada em alguma tarefa específica, mas algo denunciava a sua verdadeira sensação. O joelho esquerdo. O pequeno e delicado joelho da sua irmã mais nova tremia levemente, como se estivesse exposto a uma temperatura muito baixa, ela estava simplesmente apavorada com a ideia de ser acusada pelo começo dessa noite turbulenta...

    -Nossa! É mesmo, eu fiquei com essa impressão no Conclave, de ter visto você lá nas cadeiras inferiores junto com alguns desconhecidos... Eu também adoraria recebe-la! Será como os velhos tempos! Você prefere o Elísio ou minha casa?! Estou agora no Elísio do meu Clã, alias, quer que eu vá busca-la?!

    Era muito difícil interpretar a voz de uma pessoa pelo celular, mas ela parecia ter compreendido que algo estava errado. A voz dela começava a soar um pouco mais preocupada.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 24/9/2016, 15:17

    - Muitíssimo obrigada pelo agradável convite. Estamos de carro, eu e Jéssica, podemos passar no Elísio e depois irmos para sua casa quando lhe for mais conveniente. Só passar o endereço que lhe encontraremos ai.

    "É bom sermos vistas em um Elísio. Temos que passar a imagem que não estamos nos escondendo. Que não fizemos nada de errado. E depois podermos conversar seriamente. Fico feliz que a Ashley é muito sagaz e entendeu de cara o que eu quis dizer. Bom está na hora de partimos."

    Ainda com o celular no ouvido, faço um sinal para a Jéssica levantar. Mostrando um curto sorriso e demonstrando que tudo está certo. Então a chamo com a mão para sairmos do banheiro e irmos para o carro. Isso enquanto ainda espero as coordenadas que imediatamente passaria para minha "irmã".
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 24/9/2016, 15:33

    -Certo, nos vemos em breve! Vou enviar o endereço do Elisio por uma mensagem okay?!

    Era a última frase dita pela Toreador através do celular, antes da mesma finalizar a ligação. Sua irmã então se levantava mais fazia um sinal para você esperar. Vocês duas então aguardam por mais alguns minutos, era o tempo necessário para que a tinta se fixasse com mais consistência pelos seus cabelos, em seguida foi feita uma lavagem improvisada na própria pia daquele banheiro. Levantando então a cabeça seus olhos eram surpreendidos pela visão dos seus cabelos mais escurecidos, bem próximos de um preto completo. Era uma visão totalmente diferente, difícil até de aceitar que aquela seria a sua imagem...

    -Agora vamos lá! Alias, acho que você via ficar melhor loira, depois compramos uns produtos melhores e fazemos isso com mais calma ta?

    Comentou Jessica de maneira calma, ela aguardava você para que através do endereço fornecido por Ashley, você chegassem até o Elísio Toreador da cidade
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 27/9/2016, 23:30

    "Droga, isso é muito trabalhoso. Mas não importa. Farei toda a noite essa pintura. Quão trabalhoso seja, eu farei, tenho nojo da imagem que esse espelho me dá. Abençoados são aqueles abraçados pelas sombras que não possuem reflexo."

    Fico contente com a ligação e relaxo um pouco. Primeiro segundo com menos tensão naquele inferno inteiro que tinha sido aquele começo de noite. Infelizmente não era o bastante. Tínhamos de ficarmos realmente segura. E esse era o melhor caminho para tal. Ando um pouco mais decidida para o carro. Pelo menos melhor de como quando havia saído do mesmo. Mas é inevitável as vezes dá uma pequena parada quando um súdito sentimento de arrependimento volta do nada como uma assombração. Só que de passo em passo conseguia voltar para o carro e finalmente descansar no assento aliviada do esforço. Assim finalmente conseguia me concentrar em responder a Jéssica.

    - Talvez loiro... Mas gostei de preto. Realmente gostei. Talvez você ficasse bem loira. Infelizmente eu jamais saberia fazer o que você acabou de fazer com aquela tinta... Tenho que aprender...
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 29/9/2016, 18:26

    Sentada no carro, Jessica olhava para você brevemente e respondia enquanto ligava o veículo.

    -Eu realmente estava pensando em um loiro bem claro, eu não gosto muito do preto sabe, é meio gótico... Sei lá, enfim, o que me importa mesmo é vê-la segura e confiante de novo irmã, mas principalmente, livre. E vamos conseguir isso!

    O caminho até o endereço passado não foi difícil, pelo contrário, Jessica chegava no local com uma certa rapidez. O local era um enorme prédio comercial, ou pelo menos assim era a faixada, um prédio tão comum quanto tantos outros ao seu arredor. Vocês duas então parava o carro e seguiam até a recepção, depois de passar por uma porta giratória de vidro. Já na recepção, um rapaz com roupas típicas de um recepcionista de um grande hotel se aproximava.

    -Boa noite senhoritas, permita-me leva-las até o hall e apresenta-las aos presentes no Elísio. Eu sou Muller, um vassalo da família das rosas, caso necessitem de hospedagem, alimento ou qualquer outra coisa, por favor, me procurem... Mas por hora, tenho instruções para conduzi-las..

    O homem gentilmente se colocava a andar após a própria fala, cruzando o hall e parando em frente a uma porta dupla, para aguardar o nome de vocês e anuncia-las  quando abrisse a porta.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 3/10/2016, 18:56

    "Droga, lá vem ela de novo com esse papo de irmã... Não somos família, "ele" não é nosso pai, nunca foi e nunca será... Somo amigas, boas amigas até, mas não force..."

    - Obrigada, agora vamos...


    Fico com o semblante um pouco fechado refletindo naquela relação. Era difícil eu definir o parentesco que eu tinha com a Jéssica. na verdade não eramos boas amigas, eramos mais. Há algo especial de fato, mas não chega a tanto quanto ela acha. Ou chega? Não, pois não somos famílias, somos vítimas... Mas não importando o que somos, estamos juntas e isso que importa por hora. Apenas relaxo na estrada, como se estivesse querendo dormir um pouco, mesmo sabendo que isso seria impossível com tanta adrenalina no meu corpo. O que me ajudou a relaxar foi abrir o espelho do tapa sol da frente do carro e apreciar meu cabelo. Não importava, eu gostava de preto. E isso me fazia sorrir.

    Entro pela porta bem próxima de Jéssica. Estava um pouco receosa com entrar ali. Poderíamos ter perdido a única liberdade de fugir para sempre. Mas era tolice. Tínhamos que estar ali. Mostrar que não somos culpadas. Mostrar que não há nada para se preocupar. Fico feliz com as palavras do recepcionista. Afinal eu estava começando a ficar com fome. E meu senhor não só negligenciou a própria fome, como a nossa. Esperava receber tudo de bandeja como se fosse um convidado de honra. Ou realmente não se importava com nós duas e queria apenas era nos apreciar no seu despertar....

    - Muitíssima boa noite caro Muller. Somos Olívia e Jéssica. Ficaremos gratas em lhe acompanhar. Vamos "irmã".

    Com o alemã na tentativa de soar mais polido e menos puxado para o inglês possível, respondo com educação o homem. Minha última frase é para Jéssica em inglês. E não resisto por um segundo em ser um pouco educada com ela. Afinal foi ela que me trouce até aqui.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 4/10/2016, 00:14

    Muller então abre a porta e prontamente anuncia o nome de vocês:

    -As senhoritas, Olivia e Jessica se apresentam ao Elísio de Berlim, regido por nosso grandioso e incomparável maestro, Lorde Vroenik...

    O ambiente era belíssimo, as pessoas que ali se encontravam também. Mas tudo ficava em segundo plano por causa da música que invadia os seus ouvidos, sendo executada por Stradivarius Cello de cor escurecida e simplesmente impecável.




    Quem executava a música naquele belíssimo instrumento era um jovem de cabelos loiros, pele corada e roupas leves em tons claros. Uma calça azul claríssima, junto com uma camiseta social branca dobrada na altura do antebraço e descalço com os pés tocando diretamente a madeira que compunha a estrutura de média altura posta após a rasa piscina que circundava a estátua. Haviam vários membros sentados nos bancos laterais a observarem o rapaz tocar. Além dos membros, haviam vassalos e mortais. Mas esses permaneciam todos no espaço entre as paredes e as colunas gregas, deixando bem claro que apenas membros poderiam caminhar pelo centro do Elísio.
    Ashley se levantava de um dos bancos laterais e caminhava com passos rápidos na direção de vocês, ela parecia muito mais feliz e confiante do que sempre se mostrava em terras americanas. E logo comentava com vocês em um tom baixo de voz e no idioma natal de vocês duas:

    -Queridas, bem vindas, o maestro está apenas ensaiando... Não se preocupem! Agora me digam o que as trouxe aqui... Céus! Seu cabelo está lindo Olivia! Adorei a mudança! Me acompanham até um dos bancos para conversarmos?

    Ela esticava a mão para você, pois Jessica estava simplesmente estonteada com a música, boquiaberta a sua irmã havia sido tocada por aquela arte de uma maneira profunda e intensa, seus olhos chegavam a brilhar demonstrando a eminencia de um lágrimas.
    Cainitas Presentes:

    Músico:

    Ashley:

    Membros desconhecidos:










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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 4/10/2016, 14:40

    "Que música bela. Tão sublime. Me sinto de certa forma mais aliviada. Fiz a escolha certa em vir aqui. Estou no caminho certo da minha liberdade. Me perdoe por tudo que fiz á você, meu senhor, mas meu caminho agora é outro. Esta cidade... Tão bela. Deveras os Estados Unidos é mais um país extremamente subdesenvolvido pela ótica cainita. Nunca vi um lugar tão belo. Aqui poderei ser livre e talvez nunca mais precise ver seu rosto detestável."

    Antes de mais nada fico parada em diração ao músico. Espero a primeira pausa dele para bater de leve palmas, mas como um sinal de respeito do que realmente chamar a atenção e faço de forma bem baixa para não atrapalhar a concentração do mesmo. E então finalmente observo os membros locais. Evito encarar qualquer um no olhar, mas para todos que me olham respondo com um singelo e verdadeiro sorriso. Não era um sorriso falso, eu realmente estava sorrindo ao ouvir aquela melodia. Assim finalmente faço uma mesura quando Ashley se aproxima.

    - Obrigada por nos receber querida Ashley. Fico contente que tenha gostado de meu cabelo. E devo salientar, o ar dessa cidade fez muito bem à Senhorita. Parece tão mais revigorada e cheia de energia. Pois muito bem, sentemos.

    Aceito o convite da mão dela para segurar na medida que ela me leva até o assento. Aquele toque era um pouco desconfortável para mim, mas não iria nunca recusar. Antes de me afastar, com a outra mão dou um leve toque na Jéssica para que ela notasse para onde estávamos indo. E assim me direciono em silêncio até o banco, sentando de forma bastante polida. Assim que a Jéssica também sentar começo a falar em voz baixa.

    - Me perdoe inicialmente por ligar para vós no meio da noite sem nenhum aviso prévio. Infelizmente tivemos alguns problemas graves com nosso Senhor nestas últimas noites de tenção na cidade. O mesmo ficou ontem até o final do Conclave... Se vós preferir continuar esta conversa em um lugar mais privado, eu entenderia bem...
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 4/10/2016, 20:57

    Jessica demorava um pouco para reagir, chegando próxima a vocês no meio da sua segunda frase, a ruiva se sentava no mesmo banco que vocês duas mas ainda se mantinha em silêncio a observar os arredores. Parecendo até um pouco confusa com a situação, na realidade, era a primeira vez que ela adentrava um Elísio. Ashley por outro lado ouvia as suas palavras com bastante atenção, sorrindo levemente ela cruzava as pernas e comentava logo em seguida.

    -Não se preocupe, podemos conversar aqui sim... Você poderia me explicar melhor essa situação? As ordens para sair do teatro forma bem óbvias e os boatos sobre o que aconteceu na praça do teatro são terríveis...

    Naquele momento, o maestro não estava mais tocando. Ele ainda estava no palco, mas agora ele terminava de calçar os sapatos sentado no assoalho de madeira. Os olhares dos presentes pareciam bem mais desfocados e distribuídos aos arredores. Entretanto, a mulher de vestido branco e cabelos negros estava claramente interessada em vocês, ela parecia ser uma anciã local.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 4/10/2016, 21:23

    "Não há dúvidas que nossa conversa esta sendo escutada por mais do que apenas Ashley. O que não é um problema, pois não possuo segredos que não devam ser revelados agora. Se é para essa cidade me aceitar, tenho de ser sincera com a mesma. Apenas preciso ter certeza que eu apenas fale a verdade, e nada além da verdade. Mas sem exageros, eu não sei o que aconteceu depois no Conclave. Meu senhor prometeu contar isso para mim hoje, isso depois de nos devorar... Apenas sei que ele estava no lugar errado na hora errada e depois tentou compensar em nós duas."

    - Não sei ao certo porque meu senhor não quis sair de lá. Talvez fosse pelo objetivo dele na cidade. Ele queria aprender tudo que pudesse com os príncipes locais que ele tanto idolatrava. O mesmo disse que hoje nos contaria tudo que presenciou no conclave. Todos os detalhes após a chegada do Grande Hardestadt. Mas não pudemos ficar mais um instante com nosso Senhor... Pois a fome começou a devorar ele. E nós duas fazemos parte do rebanho de emergência dele... Jéssy, é duro demais para mim... Conte o resto, por favor...


    Aquelas palavras. Aquelas lembranças da noite passada. Eu sabia que esta conversa agora era muito importante. Mas meu corpo vacilava. Afinal eu estava contando algo muito forte em minha alma. Impossível controlar as lágrimas ou o tremer nas mãos. Sequer consegui evitar em me referir a Jéssica de forma tão gentil. Agora eu dependia da boa vontade minha irmã para não ser executada em praça pública. Eu devia ter voltado, ter desistido da loucura e oferecido meu sangue para aquele monstro. Mas se essa cidade aceitou Ashley apesar de seus crimes, talvez nos aceite. Só precisamos começar nossa relação com a mesma em panos limpos. Custe o que custar.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 4/10/2016, 21:49

    A sua voz ecoava sozinha pelas paredes do Elísio, não havia mais ninguém falando nada, comentando nada. O silêncio era dominado totalmente pela sua voz, assim como sua vontade havia sido dominada tantas outras vezes pelo laço que lhe foi forçado. E mais uma vez foi da figura de Jessica que veio a enorme força de reação, vocês duas estavam totalmente expostas aos olhos e aos julgamentos dos membros daquele Elísio... Mas a jovem ruiva reagia, com tanto vigor quanto havia reagido no começo da noite.

    -Nós chegamos na noite do Conclave a cidade. Olívia é presa ao laço com nosso Senhor, Howard Blake, e ela não pode se opor as ordens dele de nos trazer para cá, somos americanas, originalmente da corte de Washington... Ele nunca nos disse o que exatamente estaríamos fazendo aqui, digo, eu não passei por todos os ensinamentos e treinamentos e ainda estou sob total tutela do mesmo e minha presença é compreensível. Mas ele poderia ter deixado Olívia para trás, mas ele precisava nutrir o laço e mante-la sob domínio... Enfim, nossa noite começou com uma típica ação dominante de nosso Senhor, afinal, não era atoa que ele estava tão empolgado em aprender com os Príncipes locais... Como não sabia que iriamos encontrar um conclave eu estava com roupas informais e ele me obrigou a me trocar no banco de trás do veículo, sob os olhos do vassalo dele e de qualquer um que olhasse para o lado no transito mortal de Berlim. Eu fiz, porque eu morro de medo dele me prender ao laço também! Em seguida fomos até o Conclave, lá ele reagiu a tudo que foi dito e antes de nós duas obedecermos a ordem de retirada, coisa que ele não fez... Me foi dito exatamente o seguinte: " E você, Jessica, já que suas atitudes estão inclinadas a liberdade de minha responsabilidade, seu treinamento começará após este Conclave. Será dificil, você tentará desistir, seu espirito livre do século XX fará com que siga em frente, apresentarei você a sociedade cainita como uma verdadeira herdeira do clã Ventrue, mesmo que nossos ideiais conflitem. Então, minha criança, como vocês mais jovens dizem, eu vou foder você."

    A jovem ruiva fazia uma pequena pausa e olhava diretamente para Ashley, ao contrário de você ela não termia ou tinha um choro preso. Ela estava a morder os lábios de raiva, sua face estava avermelhada pela vergonha, mas a voz dela soava confiante e firme.

    -Nós duas fomos escoltadas por alguns membros do clã Gangrel até nosso refúgio, esperamos lá por horas até o retorno de Howard e quando ele chegou, no final da noite, ele disse: Eu preciso muito me alimentar, a fome amanhã será poderosa e temo pela segurança de vocês. Olivia. Jessica. Preciso lhes contar o que aconteceu no Conclave após a chegada de Hardestadt! E o detalhe final é, ele só se alimenta de ruivas... Bom, isso nos fez hoje acordar em total desespero! Olivia presa ao laço não seria capaz de reagir, eu tinha que fazer algo! Eu precisava! Então, eu agi... Atravessei um cabo de madeira no peito dele e mandei o vassalo dele ligar para uma autoridade local para que o corpo fosse rapidamente encontrado e que a mascara não fosse ferida... Bom é isso...

    Ela parava de falar, Ashley estava boquiaberta, sem saber exatamente como reagir. A primeira frase que rompeu o segundo grande silêncio foi a do próprio maestro.

    -Monstruoso, terrível tragédia...

    Todos os olhos estavam fixos em vocês e a mulher de vestido branco se levantava e começava a caminhar na direção de vocês duas com bastante calma e firmeza nas passadas.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 5/10/2016, 19:35

    "Droga Jéssica. Sei que o que está fazendo é o certo, mas não perca a compostura. Já estamos desesperadas demais para isso. Não é nosso dever em sujar a imagem dele, que as pessoas assim façam em seu próprio julgamento. Estamos aqui por nossa liberdade. Não para falar mal de nosso senhor. Ele não merece tanto... Merece sim! Droga, ele já deve estar desperto, minha mente está muito mais bipolar! Certo, preciso me manter no controle de minhas próprias palavras mais um pouco."

    - Fico triste em fazer de nosso encontro, após tantos anos, um evento chocante para vós, minha amável Ashley. Precisa entender que estávamos sozinhas sem destino e não podíamos voltar para casa. A senhora de nosso senhor o protege, a última vez que ele cometeu um erro para com ela, o mesmo pois a culpa em mim e me prendeu ao laço... Por isso viemos aqui... Buscamos que esta cidade nos ofereça uma justiça imparcial por nossa atitude de mais cedo. Da mesma forma que Berlim lhe acolheu de braços abertos, que também nos receba, minha querida amiga. Nós duas apenas queremos pagar justamente por nosso crime e poder nos apresentar dignamente para a nova corte do Principado. Da forma que deveria ser feita dês do começo.

    Tento sorrir de forma sincera para Ashley. Não mais escondo minhas palavras em um tom sutil, o jogo de contar segredos em voz baixa para todos ouvirem havia acabado. Agora era uma conversa para todo o Elísio. Mesmo evitando de falar em um tom tão alto quando o de minha "irmã". E meu foco permanecia em minha anfitriã. Mas não evitei em observar e fazer uma breve cortesia com a cabeça para a chegada da mulher de vestido branco. A qual, quando se aproximou o suficiente e eu já havia terminado de falar, me levanto educadamente para recebê-la na conversa.
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 6/10/2016, 13:03

    Ashley se preparava para responder as palavras ditas por você e pela sua irmã, mas algo a impediu. Ela chegou a abrir a boca mas recuou e olhou para a mulher que se aproximava, fazendo uma reverência para a mesma e se mantendo em silêncio. A mulher de corpo magro, vestido branco e cabelos profundamente negros falava em alemão, direcionando a voz exclusivamente à você.

    -Meu nome é Helena Starikova, prole de Ilse Bänsh. Xerife de Berlim e responsável pelo lado Oriental da cidade, entretanto, a mim caberá a execução do meu posto em todas as situações... Ouvi a história de vocês duas e insisto que me acompanhem até a presença do Príncipe de Berlim. Mas saibam que não existem acusações contra vocês, a história de vocês entretanto precisa urgentemente chegar aos ouvidos de nosso Príncipe. Ela irá ajuda-las da maneira mais apropriada...

    De uma pequena distância a voz do maestro se fazia presente no diálogo que era iniciado pela Xerife. Ele também falava em alemão, de maneira bem gentil e suave.

    -Senhorita Olívia, se me permite... Gostaria de fornecer a você e a sua irmã uma pequena assistência. Digamos assim, torna-las mais apresentáveis aos olhos de nossa Majestade. Isso se não for um problema para teus planos, querida e respeitável Xerife...

    Helena olhava para o maestro e sorria para o mesmo de maneira bem educada, havia entre os dois uma relação de mutuo respeito e até mesmo admiração.

    -Sem problemas caro Hans, as duas jovens já estão sob minha proteção e nossa Majestade ficará mais acessível diante de uma excelente apresentação das duas jovens...

    Hans então fazia um sinal para vocês duas se aproximarem dele, literalmente, chamando-as com a mão direita e falando ainda em alemão, um idioma que Jessica não compreendia e por isso ela olhava confusa para você.

    -Vamos queridas?!
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por King Jogador em 6/10/2016, 22:55

    - Prazer Senhora Starikova. Sou Olívia Johnson e esta é Jessica Campbell, proles de Howard Blake, da linhagem britânica. Ficamos agradecidas com seu pedido.[GER]

    Tento falar de forma rápida para a xerife. Afinal a mesma não se aparentar estar profundamente disposta para uma longa apresentação. Mas costumes são costumes e não devemos perder a compostura, afinal a mesma foi educada o suficiente para se apresentar. Logo que o maestro dirige a palavra para mim me viro para o mesmo com um sorriso. Algo que só ele me permitiu fazer nesta fatídica noite. Engraçado eu sorrir apenas por ter escutado uma bela música, mas aquele homem havia deveras me cativado. Assim não havia espaço para menos gentileza com o mesmo.

    - Obrigada caro Maestro. Se vossa assistência em nos tornar apresentáveis seja tão impecável quanto sua música, acredito que nos tornaremos as americanas mais belas da cidade.[GER]

    Me viro no final para me despedir da Ashley falando novamente em minha língua nativa. A mesma sequer teve tempo de reagi. A peguei de surpresa demais, isso foi bastante deselegante de minha parte. Mas infelizmente eu não tinha tempo para floreios. Cada segundo que passa fico mais hesitante sobre tudo que fiz essa noite. Se não fosse a Jessica do meu lado... Bom, é bom ela ficar perto de mim. Logo aceno para ela enquanto me despeço de minha amiga e já me aproximo do maestro.

    - Espero poder revê-la em breve querida Ashley, peço sua licença. Venha Jessy, temos de ir agora.[ENG]
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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

    Mensagem por Danto em 7/10/2016, 01:23

    Ashley ficava surpresa com a dimensão que tudo havia tomado, mas apesar de toda a confusão ela sorria em resposta a sua frase e concordava com um leve aceno de cabeça indicando que concordava com o sentido da sua frase. Jessica se levantava e seguia junto com você até a proximidade do maestro, esse por sua vez sorria gentilmente e falava em inglês.

    -Percebo que a Senhorita Jessica não é fluente no alemão, falaremos então apenas no idioma nativo de vocês, combinado? Bem a essa altura eu presumo que vocês duas já tenham compreendido meu nome, mesmo assim irei repeti-lo. Hans Vroenik, prole de Elsa Linden... Irei oferecer a vocês um pouco da boa recepção que a nova corte de Berlim pode oferecer... Afinal seria deselegante se apresentar ao recém nomeado Príncipe com essas faces tão exaustas. Venham...

    Jessica estava nesse instantes completamente perdida, era a primeira experiência dela dentro de um Elísio e isso ficava extremamente claro para todos os olhos atentos. O Toreador que não tinha uma altura muito chamativa e corpo magro, virava para dar inicio a uma pequena caminhada pelo interior do Elísio, passando por toda a área central e indo até um corredor enorme localizado após outro conjunto de portas similares as quais vocês utilizaram para adentrar o local. Logo a frente havia uma escadaria forrada com um carpete vermelho escuro, subindo a escadaria vocês chegavam novamente em um pequeno hall e no final deste, outro conjunto de portas. Portas de madeira escura, detalhes em ouro e prata. Segurando as maçanetas preteadas, o maestro abria o local revelando um belíssimo closet.




    Uma bela música preenchia o ambiente de maneira cuidadosa e meticulosamente regulada para não atrapalhar nenhuma forma de diálogo. Os móveis eram postos de maneira simétrica, cada pequeno detalhe parece ter sido selecionado por um olhar extremamente dedicado. As roupas estavam separadas por seus tamanhos, juntas pelas paletas de cores e designadas a cada armário de acordo com sua utilidade e tecido. Todas as superfícies estavam brilhantes e brancas como neve, Jessica ficava estonteada com tamanha perfeição. Era como adentrar uma obra de arte, uma experiencia única...

    -Esse é um dos meus lugares favoritos na cidade de Berlim, um dos meus refúgios... Antes de mais nada, preciso estabelecer uma coisa sem pudores e rodeios... Detesto que me chamem de Senhor, Senhoria e pronomes de tratamento similares, apenas Hans é o suficiente... Passando por isso, peço a vocês que se sintam a vontade. Que respirem fundo e expirem, vocês estão seguras. Eu sei profundamente o que é o terror de um laço de sangue, o medo e a fúria direcionada ao próprio Senhor. Vamos, escolham suas roupas, seus acessórios e jóias... E me digam, como vocês estão agora?!

    Hans caminhava na sua direção enquanto falava e tocava suavemente o seu ombro, demonstrando uma simpatia que seus olhos jamais sonhavam em encontrar novamente. O toque dele era morno, vivo e gentil, a face dele levemente rosada e viva, exatamente como um jovem deveria ser. Jessica então comentava de maneira tímida.

    -Perdoe-me Hans, mas... porque está nos ajudando? Porque tanto interesse em nós?! Não estou recusando tua ajuda, entretanto, não temos nada a oferecer...

    O jovem maestro sorria graciosamente para Jessica e a respondia, ainda mantendo o idioma pré combinado pelo próprio.

    -E porque eu deveria cobrar algo de vocês duas?! Entendo que vocês possam ter aprendido que as relações entre cainitas é delicada, cercada de intrigas e interesses. De fato é, a Xerife desejava levar você duas imediatamente ao Príncipe para dar outro duro golpe contra o clã Ventrue na cidade... Mas eu realmente não participo desses jogos, não me fazem bem, não me inspiram e não me fazem desejar viver. Isso é o importante, vocês duas passaram por uma experiências traumática e deverão encontrar algo que as façam desejar viver, pois se não fizerem, outros farão por vocês... Eu quero apenas ver sorrisos em suas faces, chega de lágrimas e dor... Vocês estão livres!

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    Re: Ato I - Narrativa de Olívia: Du Hast

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