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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 26/10/2016, 19:59

    Inclinando levemente o corpo um pouquinho mais para baixo da mesa, eu entregava minhas pernas para os carinhos de Mary, o toque dela era vivo e macio, as ações dela me deixavam a cada instante mais instigada a fazer uma deliciosa brincadeira em forma de desafio e motivada a isso, eu olho primeiro para Simone.

    -Então já existem movimentos de cainitas determinados a atacar a sua posição, ao que tudo indica são grupos criados apenas para uma ação suicida, uma tática similar aos membros da Espada de Caim em situação de desespero, mas não é esse o caso. Tenho certeza que é outro problema... Mas antes de continuarmos...

    Eu respondia e desvia meus olhos na direção de Rachel, tocando gentilmente uma das mãos dela após ela terminar de falar com o companheiro da provável nova Príncipe de Nova Orleans, para logo em seguida com um enorme orgulho elevar a voz a todos os presentes, segurando a mão de minha filha.

    -Queridos e queridas, antes de comermos o prato principal gostaria que todos erguessem seus copos para um brinde especial...

    Suavemente eu recolhia minhas pernas e olhava para Mary com um brilho diferente nos olhos e um sorriso especial, inclinando meu corpo na direção de Rachel eu falo baixo com ela.

    -Filha, se levante. Essa noite você ficará na ponta da mesa, tudo isso é para você, todos nós estamos aqui para te recepcionar. Bem vinda querida, bem vinda a minha família...

    Beijando a face dela, eu me levantava em seguida para ajuda-la a também se levantar e a ocupar o meu lugar. Levando comigo a minha taça de suco, observava todos os presentes e me aproximava da cadeira onde anteriormente minha linda filha ficava.

    -Rachel, minha primeira prole. Minha amada filha, obrigada por bravamente resistir, obrigada por me aceitar. És hoje um pedaço de mim e eu ficarei profundamente feliz se me considerar o mesmo, bem vinda amada a sua nova vida!

    Prontamente após o brinde feito por todos eu me sento, cruzando as pernas e sem sequer olhar na direção de Mary eu levo minha mão livre até uma das pernas dela, tocando-a com a pontinha dos dedos. Pressionando-os como se eles "caminhassem" sobre as coxas dela, iniciando da altura dos joelhos e subindo vagarosamente.

    "Vamos ver até onde ela está disposta a ir, uma provocação contundente e um aviso. Ela quer me conquistar e eu darei essa chance a ela... Apenas uma... E ela agarrá a oportunidade ou não... Estou ansiosa!"

    Interrompendo o toque suave, eu usava minhas garras para arranhar superficialmente, com força para deixar marcas muito vermelhas com com delicadeza suficiente para não causar sangramentos. Ela gostava de dor e eu iria provoca-la da maneira que ela mais adorava.

    -Isso é um desafio querida...

    Digo através de um breve sussurro para ela ouvir e logo direciono-me mais uma vez para Simone. Com bastante segurança na voz:

    -Simone, minha cara. A maior urgência é descobrir a origem desses ataques, pois eles são obviamente a linha de frente para uma tentativa de intimidar o nosso clã a assumir novamente a coroa, quem são os maiores aliados dos Ventrue nessa cidade?
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por King Narrador em 27/10/2016, 21:01

    O brinde foi prontamente feito sem ninguém na mesa estranhar a atitude. Todos seguiram o levantar de taças, inclusive a Harpia que no final deu uma grande golada em seu vitae. Deveras era uma festa especial para Rachel, a qual deveria a todo custo ficar com a mente distraída dos acontecimentos terríveis que ocorreram na noite passada. Era fato que mais cedo ou mais tarde ela precisaria confrontar aquela cicatriz novamente, felizmente não seria nesta noite. Assim ela sentava na ponta da mesa conseguindo ficar mais vermelha de vergonha que a própria Dianah tanto conseguia ficar.

    Sua atenção agora ia para Mary, a qual brincava com os próprios olhos em lhe evitar. Encenando claramente como se nada estivesse acontecendo e mantendo uma conversa paralela, só que a alegria em sua face deixava claro que ela sentia cada toque em sua própria coxa. O arranhão que veio a seguir deu um calafrio forte nela, revelando claramente que a jovem estava se esforçando tanto quanto você para manter as aparências. Finalmente quando sua voz foi dita para ela, a mesma parecia transpirar de emoção. Ela aceitara o desafio.

    Simone deu mais uma longa e profunda golada em sua taça. A qual foi rapidamente enchida novamente por Gideon que havia terminado de cortar a carne na mesa lateral. A voz da Toreadora estava começando a ficar um pouco mais mole e embolada. As ações da mesma estava regressando a ficar similar à noite passada quando ela tocava inúmeras vezes com muito afeto em seu parceiro. Este não percebia de imediato a mudança na personalidade da senhora. Permanecia conversando com sua filha sobre a antiga vida nos sets de filmagem. Então sua atenção foi para a harpia novamente.

    - Eles possuem bons aliados. Theodore, primogênito Gangrel era o maior responsável em manter o clã na cidade em total apoio aos Ventrues. A capela Tremere é totalmente neutra em relação à eles, mas uma dos membros mais altos lá dentro possui uma relação próxima da primogênita Ventrue. A linhagem mais antiga de Nosferatus da cidade se mostra ser o aliado mais perigoso dos patrícios. Por último e mais exótico, os membros do clã Brujah da cidade, que são muito diferente para o plano global do clã, são outros grandes aliados do principado.

    Enquanto as palavras da antiga eram ditas, seu tato lhe avisou do toque da jovem de seu ninho à sua perna. Era um toque bem quente e úmido. Que dançava por sua coxa em uma mistura de profundo carinho com um certo eroticismo. O teu corpo reagia àquele afeto de forma tal que deixava suas pernas bambas. A jovem dentro de você implorava em permanecer naquele prazer mágico para sempre. Abraçar a sensação totalmente. Mary falava finalmente depois de comer o último pedaço de gorgonzola com geleia de damascos. Um sorriso sincero dominava seus lábios. Um pequeno pedaço de geleia amarela repousava em um de seus dentes, dando uma aparência bastante travessa para ela, o que era belo aos teus olhos. Os dedos dela não paravam de andar por ti, nem quando ela estava falando.

    - Essa comida está deliciosa. Penélope, você é uma excelente cozinheira.

    Eram palavras simples, mas uma emoção tomava conta de você, pois o elogio dela era o que vós mais queria ouvir nesta refeição. E agora escutava, junto de poder ver aqueles olhos verdes profundos como as grandes campinas da escócia depois das chuvas de verão. Olhos aos quais pareciam brilhar enquanto olhavam contra os teus. Todo o espírito e aura da jovem aparentava estar totalmente focado a ti. Pois sua própria alma se sentia absolutamente atraída por aquela sensação. Sensação de ser desejada e querida de forma muito profunda.

    Gideon agora estava colocando o prato principal de pessoa em pessoa na mesa. Primeiro depositando a carne e depois o creme de milho, para finalmente completar com o arroz integral. Seu fiel aliado começou a servir pela Rachel e logo foi para os carniçais de Simone. Preparando a comida em cada prato com muita atenção e cuidado. Deixando uma grande obra de arte na frente de cada um. Ao qual antes mesmo de começar a comer, era afetado pelo forte e delicioso aroma imposto pelo vinho e os temperos. O vapor subia suavemente do coelho, deixando claro a perfeição que foi o preparo inicial. Assim, de pessoa em pessoa, finalmente Gideon chegou até você. Ele se aproximou de seu ouvido enquanto lhe servia.

    - Com licença Minha Senhorita... O Senhor Kalkofen pediu autorizarão sua para poder inicializar uma conversa por telepatia.

    Olhando para o homem de grande idade na sua frente, este já comia de forma absolutamente polida o coelho, enquanto mantinha uma conversa sobre o teatro local com Mary e Dianah. Só que o mesmo olhava de relance para você. Deixando claro a intenção de iniciar um diálogo por uso de disciplina.


    Última edição por King Narrador em 28/10/2016, 08:23, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 28/10/2016, 01:52

    "Você consegue ver ela ai de cima irmã?! Vê como ela brilha sem mesmo perceber? Irei ensina-la como você fez comigo, Rachel será uma de nós!"

    O pequeno e divertido jogo de olhares com Mary era de fato interessantíssimo e especialmente tentador. As reações do corpo dela me seduziam suavemente, o arrepiar da quase transparente cama de pelos, a vibração dos músculos que pedem por mais e são amarrados pela força dela para dissimular...

    "Então você aceita meu desafio? Sua ousadia me surpreendeu querida, vamos então juntas em uma experiência única, estou aberta a ti. O que você realmente almeja?!"

    Meus olhos atentamente percebem o longo gole de Simone e antes mesmo que eu pudesse encontrar Gideon com eles, lá estava o meu querido a servir o terceiro gole à Simone. Isso provavelmente a colocaria presa ao meu vitae, uma atitude que eu particularmente não gostava de fazer, entretanto, não serão permitidas mais falhas e deslizes na Camarilla dessa cidade. E eu sei perfeitamente o tamanho dos sapatos que cabem nos meus pés, ela não.

    "Simone é como aquelas jovens engraçadas que se entregam após o quarto drink, uma postura amável e curiosa. Vejo que ela foi criada para alcançar um altíssimo patamar de postura e educação, em situações de prazer ela simplesmente se abre como uma flor, implorando para ser cheirada pelos admiradores mais assíduos. Criatura curiosa essa Simone..."

    Em resposta à cainita, eu sorria de maneira simpática e breve antes de responde-la:

    -Eles são respaldados por grandes nomes, nós precisamos do clã Tremere do nosso lado imediatamente. Os antigos estão ausentes, então conquistaremos os novos do clã Nosferatu... Na realidade imagino que possamos reunir as harpias locais antes do conclave, o que me diz?

    Minhas palavras saiam como uma reação ao toque que eu sentia agora em meu corpo, as mãos maravilhosas de Mary estavam explorando as minhas curvas e por alguns instantes, eu interrompia a frase para abaixar levemente a cabeça, morder o lábio inferior e lançar um olhar profundamente sensual e provocativo para Mary. Para prontamente esticar a mão e pegar um dos canapés agridoces com avelã, colocando-o na boca eu esticava a pausa após a palavra "Nosferatus", levantando a face rapidamente eu sorria e terminava de comer e finalizava a frase que terminava na pergunta.

    "Eu sei que minha beleza é especial, não foram poucas as ocasiões em que humanos quiseram me possuir. Mas você me olha diferente Mary, obrigada pelo elogio querida, eu estava sendo devorada de ansiedade pelo teu silêncio... Quero que você me note, me veja, me toque e me permita ser eu mesma... Mas a minha curiosidade é: O que você quer? Esse teu sorriso alegre, sapeca e convidativo... Nossa eu estou transbordando de vontade! Maravilha!"

    O cheiro do coelho assada invadia as minhas narinas e me fazia sorrir, com admiração ao trabalho de Gideon eu o observava servir cada um dos ali presentes enquanto usava minha mão para continuar o desafio. Calmamente eu movimentava ela para trás de Mary e sem dar nenhum segundo de pausa para ela, minha mão pressionava com força os glúteos da jovem, minha mão parecia determinada a ser ligeiramente mais agressiva e inciava o ato de subir o vestido da mesma, pois o próximo passo do desafio seria ainda mais intenso e eu deixava isso bem claro!

    A aproximação de Gideon me fazia olhar para ele com olhos de culpa, inconscientemente eu pedia desculpas, afinal ele teria uma visão privilegiada do "desafio" por estar tão próximo naquele instante. E não era uma visão nada "polida para uma mesa de jantar". Sorrindo para ele eu balançava a cabeça positivamente antes de responder:

    -Claro, comunique ao senhor Kalkofen que ele tem sim autorização. Aliás, cheio de funcionalidades interessantes esse homem não é mesmo querido? Obrigada e por favor leve a ele a resposta.

    "Então ele é realmente um vassalo poderoso, muito mais poderoso do que Simone. A verdadeira força por trás dessa candidata ao Principado é um mortal, adorei! Mas preciso me precaver, primeiramente ele não encontrará nada sobre meu passado, tão pouco as faces importantes desse. Deixe-me ver, sim claro, o desafio com Mary é particular... Para facilitar as coisas eu irei separar um pedacinho especial para que ele entre e converse comigo, se ele tentar algo a mais, terei que ser indelicada e não quero mesmo estregar um jantar tão magnífico..."

    Assim eu organizava meus pensamentos, fechava as portas mais pessoais e erguia minha mente forte como deveria ser. Assim meus olhos focavam em Simone, pois ele ainda iria me responder, minhas mãos se ocupavam com Mary e minha mente se estruturava para ouvir Kalkofen.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 28/10/2016, 08:55

    [OFF:. Consciência 3 e Autocontrole 4]
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Dados em 28/10/2016, 08:55

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 10, 5, 2

    --------------------------------

    #2 'D10' : 2, 9, 6, 5
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por King Narrador em 28/10/2016, 14:13


    Gideon prontamente se distanciava terminando finalmente de servir a todos do prato principal e foi calmamente até o dramaturgo. O qual concordou com a cabeça de leve, de forma muito discreta. O mesmo não olhou para ti em momento algum, se mostrando ainda inclinado em sua conversa enquanto começava a comer. A voz dele chegou com muita calma e tranquilidade à sua mente. O tom polido de outrora do mesmo parecia mais exacerbado agora.

    "- Obrigado por aceitar meu pedido Senhora Griffiths. Primeiramente gostaria de lhe parabenizar por sua nova filha. Percebo que ela possui sangue faérico, caso esse seja o primeiro caso em sua linhagem, posso lhe passar um contato em Londres para lhe providenciar informações sobre o ocorrido. Assim sendo, estou interessado em falar com vossa pessoa sobre a reunião que terás com o Justicar. Eu sei um pouco sobre os deveres dele na cidade e acredito que seria bom lhe manter bem informada para saber exatamente como agir. Afinal a última coisa que a Senhora almeja agora é ter mais problemas nessa cidade para lidar."

    Rachel prosseguia conversando com o ator. Falavam bastante do passado dos dois, mas pareciam evitar bastante falar sobre a ex-namorada do mesmo. Sempre usando o termo "ela" de forma discreta para não chamar a atenção de Simone. A Harpia por mais que estava no meio da conversa cruzada dos dois, ouvia as suas palavras com atenção.

    - Uma reunião das Harpias... Isso me soa uma excelente ideia! Posso providencia isso para amanhã ou no mais tardar no dia seguinte. Fico muito agradecida com seu suporte.

    Simone se mostrava bastante satisfeita e alegre com sua proposta. Era bonito quando ela sorria, algo que ficava cada vez mais evidente na medida que ia bebendo daquele cálice. Suas mãos tateavam com mais afinco seu companheiro. Era a mesma história da noite passada, suas ações eram bastante premeditadas por teus olhos que se divertiam com aquela cena. Apenas mais uma noite e ela seria totalmente tua. O que poderia revelar ainda mais do relacionamento dela, afinal esta noite ela estava ficando menos discreta que na anterior.

    Então seu coração começou a palpitar absurdamente rápido. Suas pernas enfraqueceram profundamente e seu corpo relaxou de forma muito forte. Mary movimentara seus dedos de sua mão esquerda. Comendo apenas com a outra mão e demonstrando grande maestria, mesmo com seus pequenos arranhões nela. Só que o movimento dela de agora era mais ousado que tudo que ocorrera até agora. Ela entrara. Precisamente, os dedos dela dançaram por sua coxa até chegar em sua parte intima e aproveitando a já umidade local, adentrou sua intimidade profundamente. Era possível sentir todos os detalhes anatômicos dos dois dedos dela que entravam dentro de ti. Dançando em harmonia no seu interior, trazendo arrepios para toda sua epiderme e deixando os pelos de sua nuca eretos. A ternura era muito forte, tanto quanto o lindo sorriso que era impossível de Mary esconder.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 29/10/2016, 01:17

    Meus olhos acompanhavam a imagem de Gideon de maneira breve mas prontamente se voltavam para a face risonha e despojada da harpia Toreador sentada a minha frente. No exato instante que a voz polida e britânica do Senhor Kalkofen ecoa em minha mente, eu deixo um sorriso educado se desenhar em minha face, era uma maneira indireta e correta para dizer corporalmente que ele não estava me ofendendo de maneira alguma.

    "-Parabéns pela educação que apresenta, Senhor Kalkofen, não vou mentir nessa ocasião. Estou profundamente intrigada com tuas habilidades e capacidade acima do esperado, faço questão de uma reunião particular em breve e respostas negativas não estão abertas a negociações. Agora, aproveito o teu interesse com alegria, sendo assim, por favor me diga tudo que saiba do nosso queridíssimo Justicar! E obrigada pela preocupação, seria um enorme incomodo saber quem seria esse contato londrino? Tenho que retornar a Londres assim que possível e seria de bom grado um auxílio com essa situação maravilhosamente inusitada."

    Minha mente conversava com o vassalo de idade avançada e experiência consolidada enquanto meus lábios sorriam para a resposta de Simone. A reunião com todas as Harpias seria essencial para programar e visualizar o tamanho das extensões da influência da própria Simone, além de ser estrategicamente importante na atual situação da Torre de Marfim.

    -Amanha ao final da noite então! Já estou ansiosa para isso, lembre-se essa será a sua mais importante reunião como candidata ao Príncipado, esteja magnífica e com a língua afiadíssima querida. E use saltos altos, eles ajudam a esmagar algumas ratazanas desprevenidas!

    O começo da minha frase era extremamente sério, mas terminava com uma suave e descontraída brincadeira, visualizando um relaxamento maior do tom da conversa e também parar tentar arrancar mais um daqueles belíssimos sorrisos da face de Simone.

    Me divertindo com Simone eu era pega de surpresa, minhas costas prontamente tocavam o encosto da cadeira e sentido as pernas tremer eu encontrava uma enorme dificuldade de manter a compostura naquela situação. Sentindo cada milímetro daqueles dedos quentes dentro de mim, meu coração saia de controle eu sentia minha face inteira queimar. Soltando alguns suspiros eu aproveitava para conecta-los a uma risada que poderia ser claramente interpretada a minha própria brincadeira direcionada a Simone. Aquela dança feita com a delicadeza certa, a intensidade certa e principalmente, com tanto tesão que meu corpo se entregava totalmente.

    "Esses arrepios, nossa eu quase fechei os olhos! Mary! Você me venceu, não esperava por isso sua garota sapeca!"

    Pensando comigo mesma eu sorria, adorando aquelas ondas poderosas de prazer que tomavam minha pele, não haviam mais forças para resistir ao toque dela, tão pouco havia vontade de impedi-la. Eu havia jogado a tolha branca sem nem me importar com isso, Mary havia me derrotado em minha própria brincadeira e eu estava amando essa derrota saborosa.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por King Narrador em 1/11/2016, 19:23

    Prontamente os pratos iam ficando vazios e Gideon os retirava um a um para trazer uma travessa de torradas. Junto de uma grande travessa de geleia. A qual prontamente colocou no meio da mesa, entretanto diretamente na frente de Rachel. A jovem a qual ainda estava em uma longa conversa com Sean, rapidamente se concentrou totalmente e focou naquele prato. Os olhos dela pareciam vibrar quando pegou uma colher e mergulhou na geleia e sem se incomodar em passá-la em uma torrada, levou aquele doce diretamente para a boca. Claramente sujando os lábios de forma nada polida. Os olhos dela pareciam virar de prazer absoluto enquanto comia. As asas dela batiam com força enquanto ela sentia o paladar. Instantes depois ela finalmente se tocou onde estava e o que estava fazendo. Seu rosto rapidamente ficou vermelho e ela abaixou a cabeça pedindo desculpas.

    Simone de longe que se incomodara com a cena. Estava agora focada em acariciar seu companheiro na medida que seu cálice estava totalmente vazio. A alegria parecia estar totalmente na flor da pele dela e esta também se mostrava estar menos preocupada com ações de alta etiqueta. Apenas um riso carinhoso foi ouvido quando Rachel agiu como uma pequena criança na frente de doce. Claramente esta não era a Harpia que você conhecia de longa data ou até mesmo aquela que havia começado esta janta. Era uma pessoa totalmente diferente, mais jovial e sem nenhum receio em se mostrar quem era. Assim aparentemente ela finalmente se mostrou com a coragem de falar o que provavelmente ela estava relutante em perguntar o jantar todo.

    - Sua filha é tão linda! Tão adorável... Essa asa dela consegue ser tão bela quanto, mas o que exatamente ela seria?

    Simone não parecia envergonhada ao fazer aquela pergunta, só um pouco desconfortável. Enquanto ela falava as outras pessoas na mesa pegavam um pouco da geleia para passar em torradas. Não houve falta de elogios em momento algum. Só que o foco principal sobre a sobremesa vinha de sua filha. A qual estava surpresa com a própria fome altamente elevada que ela possuía sobre aquele doce. Enquanto isso a voz polida do dramaturgo permanecia vindo a sua mente.

    "- O Senhor Louis Blanche foi um grande tutor, aprendi tudo que sei com aquele grandioso e honrado homem. Mais tarde então falarei com a senhora sobre o único Kyasid que conheço em Londres. Mas então, nosso Justicar local. Vossa senhoria precisa saber que ele está na cidade por motivo de uma caçada de sangue a qual os nomes desta são segredos, muito peculiar. Entretanto o foco dele nos últimos dias tem sido em relação à um ritual infernalista nefasto que ocorreu em um dos cemitérios da cidade. A máscara foi gravemente danificada. Foi nos passado também que os Garous invadiram os territórios do Sabá em uma guerra aparentemente aberta. Logo as chances do Justicar lhe passar tarefas relacionadas a qualquer um destes problemas e que lhe distancie de buscar os criminosos pelo ataque à sua família são bastante altas."

    Era difícil absorver tantas palavras e informações no estado que você estava. Suas pernas estava absolutamente bambas, seu corpo inteiro havia se entregado para a mão de Mary. Aqueles dedos ariscos, aqueles mágicos dedos, sua mente lhe pregava peças a cada segundo imaginando eles dentro você por toda a eternidade. O prazer era grande demais para suportar e seu corpo se extravasou em uma profunda onda de orgasmos que sua consciência deixava claro que havia encharcado a mão de sua companheira. Esta, a qual comia sua sobremesa como se nada estivesse fora do normal, se mostrava notar que seu corpo havia reagido. Assim ela agiu de forma que fez seu coração palpitar a cada instante. Mary tirou a mão de sua vagina e com toda a delicadeza do mundo levou seus dedos até a própria boca e saboreou o teu néctar com tanto prazer como sua filha saboreava a geleia. Aqueles olhos negros cintilavam antes dela falar em voz baixa.

    - Vamos brincar um pouco, essa noite quem manda sou eu. Assim sendo, hoje mais tarde você será só minha e fará o que eu quiser. Hihihi...

    Aquelas palavras. Sua mente estava em total alegria ao ouvir aquilo. Não havia nenhuma dúvida dentro de você que era aquilo o que você mais queria. Teu coração estava com batidas fortes, quase tirando a razão de sua mente. A alegria era latente e era impossível apagar a imagem de Mary de sua cabeça. Era um sentimento que você nunca sentira antes, uma mistura de insegurança com felicidade. Não havia um pingo de orgulho dentro de ti reprovando as palavras dela, cada parte de você queria aquilo mais do que nunca. Queria pertencer a ela, para sempre.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 2/11/2016, 10:36

    "O jantar foi um sucesso!"

    Observando Gideon tirar os pratos vazios, eu ainda encontrava uma enorme dificuldade para esconder os tremores que já haviam dominado as minhas pernas, inconscientemente eu confortavelmente repousava as minhas costas na cadeira e abrindo mais as pernas, entregando-me as carícias que Mary fazia com aqueles dedos mágicos. Levemente distraída eu vagava os olhos por todos os presentes e os sentia marejar quando os mesmos paravam sobre aquela vívida e alegre imagem de minha filha, a nostalgia em ver aquelas linda asas baterem me revigoravam.

    "Você tinha razão Giddy, porque eu ainda o indago? Você sempre tem razão! Eu estava me sentido tão culpada, tão desolada... As vezes eu pego todos os pesos do mundo e ponho sobre meus ombros, você sabe que é algo que aprendi com minha irmã, querido. E eu vejo teu ponto agora, Rachel está feliz. Radiante como nunca fora."

    Curiosamente, percebo Simone mais uma vez aflorando a minha frente. Era profundamente divertido vê-la com as mãos tão abertas em cima de seu amante, pois naquele instante eu também fazia o mesmo, com papéis invertidos é claro. Eu sentia um suave prazer em vê-la daquela maneira e não escondia isso nem por um único segundo. Mordendo o lábio inferior após uma pontada mais intensa de tesão que nascia dos dedos de Mary, eu sorria exibindo os dentes.

    -Minha primeira prole é a criatura mais linda, uma ninfa dos contos fantásticos! Talvez eu a coloque em um potinho delicado, só para protege-la do mundo e sempre ter sua beleza a disposição dos meus olhos... Mas a resposta pra sua pergunta, amada, é complicada sabe. O termo cainita é Kyasid, significa que ela tinha uma herança feérica no vitae e ele se aflora após o abraço. Curioso e fascinante não é mesmo?

    Minha voz saia em um tom afável transmitindo uma segurança para a própria Simone não se sentir desconfortável, eu queria romper todas as barreiras entre nós e responde-la dessa maneira era um passo importante. Enquanto meus lábios pronunciavam essas palavras e meu corpo era tomado por Mary, minha mente ouvia o antigo vassalo do Senhor Blanche.

    "-Então o senhor é vassalo do Grandioso Blanche? Eu quero tanto ouvir histórias sobre ele, se não forem dolorosas de mais você poderia me contar?! Uma figura tão importante e forte dentro do meu clã, minha admiração pelo mesmo é enorme! E esperarei ansiosa por notícias sobre esse Kyasid londrino, irei precisar de ajuda para compreender profundamente essas asas de minha filha. Agora aos assuntos relacionados ao Justicar, senhor Kalkofen, são assuntos delicadíssimos! Um Justicar designado a uma caçada de sangue é por natureza algo grande de mais, eu não sou a figura correta para assumir essa caçada e não me surpreenderia com a presença de um Alastor para tal função. Todavia, infernalismo me enfurece como poucas coisas nesse mundo são capazes de fazer! Acredito então que eu realmente terei que deixar sob a responsabilidade de Simone esse problema dos ataques aos vassalos do clã das rosas, terei que agir como uma Arconte e a contra gosto eu devo cumprir meus deveres. Afinal, se hoje me coloco neste cargo, honra-lo e agir a altura do mesmo é meu dever, concorda?"

    O esforço mental que eu precisava fazer era realmente enorme, meu corpo desejava se entregar inteiro, com esmero que controlava meu tronco, entretanto, da cintura para baixo eu já não mais o possuía ele tinha outra dona, Mary. Os orgasmos que nasciam através dos estímulos feitos por aqueles dedos lindos e perfeitos me faziam perder o controle por alguns segundos do meu corpo, um gemido baixo me escapava dos lábios e eu sentia ele inteiro retesar com intensidade e para disfarçar eu erguia os braços e forçava ele inteiro colocando o mesmo a se alassar.
    Aproveitando para abaixar o braço e passar o mesmo para trás de Mary, eu puxava ela instantes depois da mesma me provocar ao lamber os dedos, beijando sua face para depois murmurar em seu ouvido.

    -No final dessa noite, eu serei sua, totalmente sua. Como e do jeito que quiser. Na próxima, você será minha, totalmente minha. Como e do jeito que eu quiser.

    Meus sussurros terminavam com uma mordiscada no lóbulo de sua orelha. A verdade é que eu queria pertencer a ela sempre, mas eu também sabia que ela precisaria ser tomada. Nós duas queríamos pertencer uma a outra, era uma dança prazerosa de novas descobertas magníficas. Mary já não pertencia mais ao meu ninho, ela pertencia ao meu coração e dele ela não sairá jamais.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por King Narrador em 6/11/2016, 16:13

    Com a geléia com seu perfeito gosto lentamente acabando, estava claro que o jantar estava em seu final. A Harpia virava a terceira e última taça goela a dentro. As mãos dela agora corria pelo rosto de seu amado que se mostrava um pouco envergonhado pela exposição. Gideon já retirava todos os pratos da mesa. Deixando claro a permissão de todos poderem se retirar da forma que desejassem. Assim as conversa iam lentamente chegando a um fim enquanto todos os rostos se mostravam satisfeitos com a vesta refeição que fizeram.

    "- Concordo perfeitamente com vossa decisão. Apenas estou lhe avisando previamente de qualquer dever que o Justicar possa lhe passar. Saiba que existe um Alastor de fato na cidade já trabalhando para ele. O mais importante é estar ciente que apenas o Justicar tem autoridade nesta cidade para convocar um conclave para decidir o futuro do principado. Lhe desejo boa sorte em sua reunião. Depois estarei a sua total disposição para lhe esclarecer qualquer dúvida sobre minha pessoa. Sem falar sobre meu contato em Londres."

    Após sua resposta era possível sentir um fim daquele elo telepático, com a conversa finalmente terminando. Sua atenção agora ia para sua mão direita a qual repousava na perna de Mary. O seu tato revelava algo frio entrando em seu dedo anelar. Era um anel com um topázio no meio. A delicada mão de sua companheira suavemente inseria aquele elemento em sua mão antes dela falar em voz baixa mais uma vez.

    - Use até amanhã... Ai você que decidirá tudo…

    Era a primeira vez na noite que o semblante de Mary estava um pouco vermelho. Claramente ela se envergonhava um pouco com sua própria ação. Mas não se mostrou desistir de suas atitudes. Ela parecia feliz, mais feliz do que em qualquer dia que já a vira antes. Agora no entanto sua atenção regressava para a Harpia. Esta começava a falar com bastante graças em suas palavras.

    - Kyasid. Que palavra exótica para algo tão belo quanto sua filha. Por mais que eu não mecha num pincel já tem mais de cem anos, se um dia vós permitir eu poderia fazer um esboço destas asas.

    Kalkofen não resistiu evitar em olhar surpreso para as palavras de Simone. Você sequer sabia que um dia ela fora uma pintora. Assim o jantar se mostrava finalmente terminado. A Harpia não desgrudava a mão de seu namorado o conduzido para fora da sala após uma longa rodada de fortes agradecimentos pela comida e pedidos para se retirar. O olhar de Simone para Sean deixava claro o que aconteceria com os dois em breve. Mary saiu quase saltitando para o outro lado depois de olhar atravessadamente para ti. Os dois carniçais também se retiraram, deixando apenas você, Gideon e Rachel. Seu leal servo logo veio a seu lado.

    - Tudo saiu de acordo com o planejado Minha Senhorita. Agora seria a hora ideal para vós te preparar para sua reunião na sala de estar. Ele já deve estar chegando.

    Off - Ultima ação para o final do ato.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato IV - Spring

    Mensagem por Danto Jogador em 7/11/2016, 18:37

    Ao final do contato telepático, direciono meus olhos diretamente ao interessantíssimo vassalo do primeiro Príncipe de Nova Orleans, para unicamente sorrir e lhe oferecer um breve aceno com a cabeça. Prontamente meus sentidos eram mais uma vezes surpreendidos pelas ações de Mary, olhando para baixo, mais precisamente para minhas mãos eu notava aquele lindo anel.
    Durante alguns segundos, tudo ao meu arredor perdia o sentido e o significado, a beleza daquele anel faziam meus olhos brilhar, meu coração palpitar completamente perdido em seu próprio ritmo apaixonado. Admirando profundamente aquele anel eu o tocava com o indicador da mão oposta, sorrindo de uma forma abobalhada.

    "Ela realmente fez isso? Nunca tentaram algo assim comigo, eu sou acostumada aos desejos dos humanos, na realidade eu adoro eles. Mas dessa vez não é só isso, não é também apenas uma paixão... Será mesmo que eu encontrei?!"

    Distraída em minha própria realidade eu levanto rapidamente a cabeça para olhar Simone, com uma expressão ainda abobalhada na face eu não conseguia segurar meu espanto, a voz dela havia realmente quebrado meu encantamento com o anel. Entretanto, mais uma vez eu aproveitava meu descontrole para conduzir a cena.

    -Nossa! Simone! Eu insisto que você faça isso, como podes ter se distanciado tanto assim de tua própria arte minha querida, és tão amável, tão forte e tão talentosa com tudo que faz. Não se esqueça jamais da tua verdade Simone, todas nós temos funções e objetivos, mas sem nossas raízes fortes, seremos tão vazias quanto nossos inimigos... Agora, aproveite o resto da noite, linda Simone.

    Eu falava me colocando de pé para observar a saída de todos, o jantar havia sido um verdadeiro sucesso. Uma experiência nova em vários sentidos, enfim a sós com minha família eu dava um pequeno salto e batia duas palmas, profundamente feliz e extravasando esse sentimento de uma forma realmente espontânea.

    -Foi tudo tão lindo! Tão lindo! Filha, você foi perfeita! Perfeita! Giddy, você tem razão, vou me recompor. Nossa! Estou realmente eufórica! Certo, filha, eu preciso que você realmente não apareça aos olhos do Justicar, eu não confio nele... Irei ao meu quarto me recompor, você virá comigo e me ajudará a escolher uma roupa para recepcionar a autoridade máxima da Camarilla nessa cidade. Gideon, você já sabe né? Então, já retorno! O que me diz da reunião acontecer no escritório? Privado de mais? Enfim, deixo isso contigo... Preciso ir bem rapidinho me arrumar, retorno em breve querido!

    Tomando minha filha pelas mãos, eu a conduzia para meu quarto em uma enorme empolgação. Dessa vez eu estava totalmente radiante e certamente estaria flutuando se ainda me fosse fisicamente possível, entretanto, nada me impedia de flutuar mentalmente pelos degraus da escada.

      Data/hora atual: 19/8/2017, 06:27