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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

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    Danto
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    Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 14/10/2016, 02:38

    15 de Março de 2002, Berlim.
    Sétima Noite




    -Você também é desnecessário, grande estrupício e nem por isso eu deixei de dar atenção!

    Resmungava o pequeno anjo que voltava a se sentar em seu lugar inicial, deixando que você se aproximasse do Inferno sem dizer mais nada... A mulher de aparência estranha e corpo machucado simplesmente não conseguia manter uma postura ereta ou sudável, as costas dela pareciam pesar muito e os ombros provavelmente estavam fragilizados demais, isso resultava em uma postura arqueada para frente, com o pescoço se esforçando para manter a cabeça firmada em uma altura capaz de olhar diretamente para você. A voz dela voltava a ecoar, cheia de presenças estranhas, era uma sensação incomoda de estar conversando com uma multidão dentro de um só corpo:

    -Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate!

    Pronunciava o Inferno em Italiano, mas logo o Anjo se pronunciava do outro lado do porão, traduzindo a fala dela:

    -Deixai toda esperança, ó vós que entrais!

    A mulher prontamente avançava em um caminhar lento, manco e debilitado na sua direção, cada pisada no assoalho causava um ranger estranho e forte, ela parecia ter um peso corporal assustador. O pé direito sempre se chocava contra a madeira e a fazia rachar levemente, já o esquerdo não funcionava bem e arrastava como uma corrente de ferro pelo chão.

    -Bem vindo ao  Aqueronte, eu sou as mariposas e vespas que o perseguem! Sou os vermes que se alimentam do teu sangue, da tua carne, do teu pus e se fortifica na tua decomposição... É tão selvagem lá onde há poder para se fazer, diga-me, o que queres?!
    Spoiler:

    O Anjo:
    O Inferno:


    Última edição por Danto em 23/10/2016, 22:05, editado 1 vez(es)
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 14/10/2016, 14:53

    - Lhe dei atenção!

    Falava sem olhar para trás. Parando quando a mulher começava a falar.

    " Como isso é possível? Como ele conseguiu isso? É realmente perturbador essa maldita passagem, já sei mais o que seria real e o que foi forjado...ela realmente me parece cheia de dores e lesionada por completo...e essa voz!"

    - Obrigado Anjo...

    Relutou o mesmo ao ver a mulher caminhando em sua direção, os passos pesados lhe faziam um eco na cabeça, como uma especie de tambor macabro, aquela sensação não era agradável e muito menos boa. Assumia uma postura mais reta, olhando a inferno enquanto esta falava.

    - Agradeço as boas vindas...Quero me lembrar de meu passado como carniçal, ter acesso aos fragmentos de minhas memorias ocultadas ou danificadas pela vontade de meu senhor! Quero que a neblina densa se vá enquanto a clareza das lembranças voltem.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 17/10/2016, 17:08

    -Tadinho, ele é retardado...

    Comentava o Anjo com um tom de deboche na fala, tirando sarro da sua fala. A voz dela ecoava bem fina e profundamente entediada. O Inferno continuava observando você, inclinando a cabeça para a esquerda, ela buscava diretamente os seus olhos, os lábios dela se abriam levemente, mas não se separavam totalmente. O pescoço dela então se movia com velocidade para a direita, estalando bem alto como se o osso estivesse quebrado, a cabeça agora pendia para a direita e ela começava a rir... Um risada profunda, cheio de eco e reverberação. Era como se uma multidão inteira estivesse gargalhando da sua fala.

    -Sua fala é ridícula, medíocre e infantil! Chega de perguntas para ti nessa noite, porque esta noite tu será meu brinquedo!

    Ela prontamente caia na risada mais uma vez e todo o ambiente onde o Anjo estava desaparecia, a podridão e os escombros surgiam no lugar onde havia apenas o vazio, até o próprio pequeno corpo do Anjo sumia. Não havia também mais uma saída daquele local, todas as cruzes viravam calmamente de cabeça para baixo e a sua besta se acuava.

    [Off: Teste de Coragem dificuldade 8]
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 18/10/2016, 13:18

    OFF:Teste de Coragem dificuldade 8 : 4d10 x4 + 1 de will 4/5 no ultimo teste, se for possível.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Dados em 18/10/2016, 13:18

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 4, 1, 8, 1

    --------------------------------

    #2 'D10' : 1, 3, 4, 8

    --------------------------------

    #3 'D10' : 10, 5, 1, 6

    --------------------------------

    #4 'D10' : 1, 1, 3, 10
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 20/10/2016, 09:42

    Os vasos internos dos seus olhos se rompiam e o sangue inundava a tua visão, por breves momentos você via tudo ao seu arredor se totalmente encharcado pelo tom vermelho de seu próprio vitae, sua besta entrava em total desespero, suas pernas tremiam incontrolavelmente e o medo escarlate dominava seu corpo por inteiro. Sua consciência desaparecia diante a presença do inferno, mais uma vez tua memória se apagava e um enorme blackout acontecia.

    Sua consciência retornava aos poucos, servida em pequenas porções. Primeiro a sensação de estar sendo arrastado pelo assoalho imundo. Seus membros batiam com força contra os escombros aglomerados. Segundo uma dor intensa nos seus calcanhares, algo os perfurava em um só golpe. Enfim os pequenos fragmentos se aproximavam de maneiras caóticas: Seu corpo sendo erguido, uma sensação estranha de pendulo, som de correntes sendo arrastadas, risos e vozes femininas.

    Finalmente você acordava, a sensação de pendulo era na realidade o teu próprio corpo. A dor nos calcanhares era enorme, as correntes serviam para manter teu corpo erguido bem no alto, junto a uma das enormes vigas de sustentação de madeira do telhado. Seus calcanhares estavam atravessados por ganchos, seu corpo balançava de um lado para o outro pelas mãos do pequeno Anjo que usava um cabo de vassoura para lhe empurrar. O Inferno estava terminando de fechar um círculo a sua volta, esse círculo era feito com um líquido estranho, muito similar a gasolina.

    -Agora é a nossa hora de fazer perguntas, afinal, você além de burro é um medroso do caralho!

    Dizia o Anjo quando notava que você havia acordado, dando uma batida forte com o cabo da vassoura nas suas costas, causando ainda mais dor sobre o teu corpo que já se retesava inteiro por causa dos calcanhares.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 20/10/2016, 16:04

    Aquela sensação de medo lhe fez perder a consciência, ou na verdade seu subconsciente tenha assumido o controle de seu corpo devido a sensação de horror que havia passado e por fim novamente suas memorias eram bloqueadas...

    " Já não sei mais se estou no controle de mim mesmo...grrrr..."

    Seus olhos se comprimiam com a dor das batidas, seguindo de um espasmo ao sentir uma aguda e dilaceradora dor em seus calcanhares. Era como estar alucinando, os breves momentos de consciência com as sensações eram nada agradáveis.

    Um gemido forte fora feito devido ao peso de seu corpo sobre os calcanhares perfurados que agora sustentavam seu corpo de ponta cabeça, a dor era intensa de mais, seus olhos se abriam e viam a pequena cainita que agora brincava com seu próprio corpo. Não expressava nenhuma reação com a fala dela, mas um olhar de raiva se focava nela quando a mesma lhe batia com o cabo da vassoura e o fazia balançar ainda mais.

    " Essa bastarda realmente é uma boa atriz, estava atuando muito bem, por um momento pensei que não gostasse da outra...droga...se eu tiver a oportunidade, uma noite eu retribuirei essa mesma sensação que sinto agora com você pequeno anjo..."

    - ...então diga!

    Falava de uma maneira seca ao olhar para o liquido que fazia aquele circulo a sua volta, seus dentes se serravam com a dor.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 20/10/2016, 18:10

    -O gato comeu a sua língua?!

    Pergunta o Anjo, caindo numa deliciosa gargalhada cruel. A pequenina chegava a cair sentada no chão, levando as mãos a barriga ela tremia inteira enquanto ria profundamente de você. A dor e a humilhação começavam a irritar profundamente a sua besta, não haviam razões para tamanha violência a não ser que tudo isso seja uma punição de seu próprio senhor. O Inferno terminava de desenhar o círculo ao seu arredor e colocava o galão que usava no canto esquerdo do sótão. Ainda em silêncio, ela caminhava na direção do Anjo e o levantava à força.

    -Porra Inferno, que foi mulher? Tá maluca de vez?!

    O Inferno aponta para o círculo úmido feito no chão logo abaixo do seu corpo, a uma distancia e menos de um metro. O Anjo balançava a cabeça positivamente e corria até o outro canto do local, revirando uma gavetas da antiga estante empoeirada, voltando com um isqueiro na mão ela olhava para você e perguntava:

    -Você é burro ou só se faz de abestalhado? Responda ou irei tacar fogo nessa porra e já me livro de você! Cansei desse joguinho imbecil!

    O Inferno lança um olhar de censura na direção do Anjo e o mesmo recua um pouco assustada, refazendo então a pergunta dessa vez com um tom mais sério:

    -O que você fez de errado essa noite?!
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 20/10/2016, 23:32

    Um desconforto dentro de si, era isso por menores que ele conseguia pensar. Seu demônio interior, primitivo e cruel respondia as afrontas do pequeno anjo, tão violento que era. Só que que ele lutava para não deixar aquilo lhe dominar.

    Seus olhos se fixavam na face da criança, de uma maneira cruel, seus dentes permaneciam fechados de maneira forte, fazia isso para não gritar de dor, mas soltava pequenos gemidos quando seu corpo se movia, mesmo que poucos milímetros.

    " Grrrr...inferno...ela não me parece gostar disso...apenas o faz sem questionar nada...então essa é a punição por não fazer parte de sua peça?...seu senso de humor é deveras duvidoso...ela a teme...Zotto...ela temeria apenas Zotto...seria inferno Zotto!"

    Vendo a represaria de inferno o Cainita estreitou os olhos de uma forma pensativa. Parecia que ela era a mais poderosa ali. Sua voz soou cansada e dolorosa devido as feridas.

    -...Não me atendei aos detalhes. Me baseei apenas em minha logica falha, ignorando completamente a lógica que meu senhor pudera ter. Fiz perguntas que não são relevantes para o que foi planejado aqui. Fugi do que foi proposto. As fiz perder o meu e o seu tempo...hmmm...não fiz pergunta alguma.

    Dava uma breve pausa, devido ao desconforto, seus olhos se voltavam para inferno agora.

    - O inferno é mais assustador que nas leituras...
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 22/10/2016, 16:35

    O Inferno olha diretamente para você e caminhando com enorme dificuldade, ela se aproxima e toca com as duas mãos no seu tronco. Um forte arrepio lhe sobe a espinha, as mão dela eram frias como cubos gelo. Você então ouve e sente ela rasgar a sua camisa e tocar diretamente a sua pele, o indicador direito dela começa a pressionar a sua epiderme com força, repentinamente um grito lhe escapa pelos lábios, o dedo dela atravessava a sua pele e a sua carne e tocava diretamente uma das suas costelas.

    -Medo não é a chave. Qual é a chave? Reconhecestes teus erros, quais são as reparações?

    Perguntava o Inferno com todas as milhares de vozes que habitavam aquele corpo. O Anjo recuava bastante, demonstrando um medo quase incontrolável do Inferno, a pequena e desbocada cainita sentava no chão e abraçava os próprios joelhos, escondendo a face entre eles.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 22/10/2016, 17:25

    Um grunido e logo o mesmo forçava o próprio corpo ignorando a dor por alguns segundo quando a mão da inferno lhe tocava, era como um peixe se debatendo quando este estava preso a um anzol. Seus olhos se arregalavam com o medo que lhe vinha a face. Quando a mesma lhe feriu de leve e começou a aprofundar a ferida um rugido de dor brotava de sua boca, seus caninos agora estavam a mostra e sua testa pingava sangue devido ao pavor.

    Continuava a se debater pela dor e sua fala saia forçava, como se tivesse que raciocinar muito para poder conseguir falar.

    - AHHHHHHHHHHHHHHHHH...controle...A chave é o controle!...nós somos o medo, estamos no topo da piramide da vida...confiar em meus instintos, seguir meu objetivo sem desvios...argggsss...grrrrrrr....me atentar aos detalhes....eis minha resposta Inferno...

    Seus olhos arregalados com a dor se focavam no pequeno anjo, o mesmo ainda com a mesma dificuldade dirigia a fala para a pequena.

    - Ahhhhhhhh...SE LEVANTE ANJO! Vais cometer o mesmo erro que teu irmão ?...argggsssss...Se não quer ver se vire, ter medo é sinal de que ainda é inteligente, se render a ele é idiotice...Céus...minha costela!!!...Faz ela parar, você que manda aqui...arggggssss

    O mesmo se debatia um pouco mais quando notou que a mão começava a chegar muito perto de sua costela, mas ainda parecia continua a lutar para manter a consciencial e não se render perante a tortura que estava sofrendo ali.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 23/10/2016, 22:17

    15 de Março de 2002, Berlim.
    Sétima Noite


    Seus olhos se abriam, estava tudo muito escuro e os tremores eram bem intensos, seu corpo balançava de um lado para o outro e seus ombros se chocavam contra as paredes internas de madeira, você estava dentro de um caixão que estava sendo transportado de alguma forma ainda desconhecida... Os tremores prontamente paravam e junto com eles, o ronco do motor também... O som da porta da frente se abria, alguém caminhava na sua direção e o som forte seguido de um empurrão para baixo era feito. O porta-mala era aberto e seu caixão era puxado do interior do carro onde você estava, em sequência, o lacre de proteção contra as luzes naturais do dia era rompido e seus olhos finalmente viam algo além de escuridão: A face redonda de Tamara.

    -Boa noite Heike, acabamos de chegar em Berlim e acredito que seja mais confortável seguir a viagem sentado em um dos bancos do carro não é mesmo?!

    Ela sorria de maneira educada, estendendo uma mão para te ajudar a sair do caixão. Vocês estavam em uma rua na cidade de Berlim, você nem sequer sabia onde exatamente era, mas algo lhe dizia que você estava em Berlim, uma sensação nostálgica estranha...Um dejavu poderoso acontecia, seus olhos corriam aos arredores e notavam profundas semelhanças com algo que já havia acontecido, um sonho? Um pesadelo? O que? Até a postura, as roupas e o cansaço de Tamara estava lhe causando uma profunda sensação de repetição. E foi nesse instante que você ouve uma voz masculina bem rouca na sua mente, a voz de Zotto:

    -Tic, tac. O tempo a faz ranger. Tic, tac. Com tanta força que a faz quebrar. Tic, tac. Porque fostes incapaz de compreender? Tic, tac. Dessa vez tu não poderá falhar.

    Você não sabia sobre o que ele estava se referindo, afinal, você havia acabado de chegar a Berlim. Mas haviam profundas certezas de que você já esteve antes em Berlim, mas quando? E qual foi a sua falha?
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 24/10/2016, 14:56

    Heike ficava com apenas um olho aberto ao acordar, ainda meio sonolento o mesmo era chacoalhado involuntariamente para os lados o que o fez recobrar os sentidos um pouco mais rápido devido a agitação.

    " Céus! Quantos buracos tem nessa rua?...Como! Eu já vivi isso... "

    O Malkaviano acordava dessa vez muito mais rápido, que "anteriormente", aceitou prontamente a ajuda de Tamara e com um sorriso no rosto este lhe deu um leve beijo nas mãos.

    - Eu...eu agradeço por ter vindo! Irei dirigir, você está muito cansada Tamara, um banho, pizza e muitas mas muitas horas de sono lhe farão melhor!

    Sua frase saia um pouco rápida de mais, ele processava todos os acontecimentos e as lembranças que tinha, já esteve naquele lugar e foi igual. Ou havia surtado de vez ou realmente vivenciou o futuro...

    " Atenção meu senhor! Foi a falta dela que me fez cair em desgraça..."

    Aquilo realmente era louco de mais para ele, andou algumas vezes para um lado e para o outro falou mais uma vez antes de entrar no carro.

    - E você passou naqueles tachões de proposito Tamara! Tó todo dolorido...e eu sei que não conheço Berlim...ou conheço?...mas não vou virar na contra mão e destruir seu carro...lindo vestido!
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 24/10/2016, 23:54

    Tamara não respondia nada, só balançava a cabeça positivamente. Os olhos dela estavam cansados, marcados por olheiras bem profundas e ela bocejava bastante, apenas balançando a cabeça ela entra no carro no banco de trás e se deita no mesmo, encolhendo as pernas e falando baixinho enquanto você assumia o volante.

    -Tic...Tac...Tic...Tac... Ta tudo no porta luvas... Não aguento mais... Tantos tics e poucos tacs...

    Ela se encolhia no banco e você prontamente abria o porta luvas para encontrar um mapa indicando o caminho que deveria ser tomado, uma antiga mansão que você sabia exatamente onde ficava. Bastava levar o carro até lá, mas algo estava errado... Tamara não estava na peça dessa vez!
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 25/10/2016, 12:11

    " Ela não tinha essas olheiras antes, eu sei que não tinha. Deve ter ficado acordada muito mais tempo que antes, meu senhor e ela devem ter se encontrado e agora estou aqui de de novo..."

    Ele pegou o mapa no porta luvas e logo o abriu deixando no banco do carro...olhou mais uma vez para Tamara e ajeitava os cabelos da mesma. Passou de maneira delicada a ponta dos dedos nas olheiras.

    - Está errado...está errado...não era assim...não...não...não! Devo ou não ir para aquela casa. Pensa...dessa vez vou prestar mais atenção, mais tics do que tacs....é só pensar!



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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 26/10/2016, 15:37

    Tamara se ajeitava calmamente no banco de trás, reagindo positivamente ao breve carinho que você oferecia. Você estava praticamente falando sozinho no interior daquele carro e colocando as mãos ao volante, instantes antes de finalmente dar a partida, um som inesperado no banco de trás do carro o surpreende. Era como se um monstro estivesse rugindo logo atrás de você...

    Em um fração curta de segundos, Tamara abandonava a inércia e se atirava contra o seu banco. Chocando-se com tanta força que o forçava a bater contra o volante, esticando os braços por trás do banco e esgueirando o enorme corpo pela lateral do mesmo ela agarrava a sua cabeça com as duas mãos. A voz rouca e masculina de Zotto então saia dos lábios e da garganta de Tamara.

    -Você não merece absolutamente nada além da servidão eterna! Chega! Queres tanto ser um cão, lhe tratarei como um. Deve ou não? Minha palavra é absoluta! E você a recusa!

    Off: 12 de dano de contusão por esmagamento. Faça um teste de Vigor, lembrando que a diferença será divida por 2 antes de ser anotada na sua vitalidade. Na falha total do teste, seu personagem entrará em torpor.
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 26/10/2016, 16:38

    Off: 12 de dano de contusão por esmagamento. Faça um teste de Vigor, lembrando que a diferença será divida por 2 antes de ser anotada na sua vitalidade. Na falha total do teste, seu personagem entrará em torpor.

    2d10
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Dados em 26/10/2016, 16:38

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 4
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 27/10/2016, 19:10

    Vitalidade: 2/7. Todas as suas ações estão sob o efeito de -2 dados devido aos ferimentos.

    As mãos de Tamara apertavam com força a sua cabeça, o som dos ossos do seu crânio rangendo eram terríveis, mas nada comparados a dor insana que dominava seu corpo inteiro. Ela estava literalmente apertando sua cabeça com tanta força que a mesma não demoraria a explodir. A verdade absoluta daquela cena é que não havia nenhuma Tamara no local, quem apertava a sua cabeça era o próprio Zotto que usava a imagem de Tamara para puni-lo com uma fúria inesperada.

    -Última chance! Última chance prole amarga e tediosa, qual será seu último tac?! Escute bem a minha pergunta e me ofereça uma resposta digna: Quem somos você?!
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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Miac em 28/10/2016, 09:05

    O choque foi inesperado e o pegou despreparado, a força que Tamara usava o deixou meio tonto e a pressão que as mãos dela faziam em seu cranio o faziam ver tudo dobrado. A dor o fez ver algo, aquela era a resposta para ele. Um senhor louco o estava testando.

    " Não era a Tamara...eu só estava me dando um tempo para pensar em como chegar lá e resolver tudo, se as coisas iriam estar diferente e esse louco me faz isso agora!"

    - A nossa maior ilusão é acreditar que somos o que pensamos ser. Ultimo tic. Ultimo tic senhor Ressentido pelo sofrimento e fastidioso.

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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

    Mensagem por Danto em 30/10/2016, 21:18

    Tamara soltava sua cabeça e caia desacordada no banco de trás do carro, mas o corpo dela não fazia nenhum barulho ao se chocar contra o estofado, tão pouco o carro reagia também. Era como se ela não estivesse ali, como se nunca tivesse existido. Seus olhos então se arregalavam, finalmente você entendia o que havia acontecido, sua cabeça se virava em direção ao retrovisor do carro e seus olhos se surpreendiam a ver uma imagem idêntica a sua, mas muito mais agressiva e poderosa. Seu reflexo era Zotto, você era Zotto, Tamara era Zotto... Nada além do próprio Zotto existia e a diversão havia acabado. Era hora de procurar algo mais interessante para se fazer, uma profunda tristeza abalava seu espírito, Heike sempre foi apenas um dos personagens de Zotto e saber disso despedaçava o coração e a vontade de Heike continuar existindo. E assim, com os olhos na verdadeira face, era a hora de terminar a peça e encontrar com a Monitora de Berlim. Afinal, o Inconnum precisava dar seus passos pela cidade e verificar o que exatamente era o tal pilar que fascinava tanto a antiga Nosferatu...
    Fim De Cronica.

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    Re: Ato II - Narrativa de Heike: Vice-versa

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