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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 8/11/2016, 23:42

    1 de Setembro, 2005, 22:00

    Gideon lhe direcionava para teu escritório no andar superior. Disse enquanto isso que manteria os convidados entretidos e prontamente saía acompanhado da sorridente Rachel depois de alcançarem seu destino. Assim a deixando já na frente da sala. Adentrando a mesma era possível notar a leve decoração distinta que seu leal lacaio providenciára. As luzes estavam levemente menos intensas sugerindo uma reunião mais discreta. A escrivaninha estava limpa em sua superfície de objetos pessoais. A maior mudança no entanto era a troca da cadeira de visitantes em frente a mesa. Agora estava uma perceptível poltrona elegante a frente, dando um aspecto de equilíbrio sobre as pessoas que se encontrariam ali para comversar.

    Assim vós sentava em sua confortável cadeira e ficava a espera do Justicar. Não havia muito para fazer fora aguardá-lo e repensar nos avisos do Kalkofen. Só que era quase inevitável que sua mente pousasse nos pensamentos de sua nova prole e de Mary. Com alguns minutos, finalmente a porta se abria com Gideon a conduzindo conforme trazia o Justicar.  Issac Price Gross, um nome estranho e nenhuma história por detrás daquele homem. O mesmo possuía uma pele negra junto de um cabelo curto coberto por um chapéu que prontamente era retirado. Seu instinto lhe deixava absolutamente claro que nada visto na sua frente era real. Todavia, sua visão não era forte o suficiente de longe para lhe revelar o que estava obscuro. Com seu mordomo se retirando e o recém chegado fazendo uma aceitável cortesia enquanto você se levantava, ele falava.

    - Boa noite, Senhora Arconte. Sou Issac Price Gross, Justicar Ventrue como vós ja deves estar informada.

    As palavras eram fortemente polidas. Cada silaba era pronunciada com uma perfeita elouquência do inglês típico de Nova Orleãns. Como se ele fosse um nativo membro da cidade. O que mais cativava dele no entanto era seus olhos negros e profundos. Claramente a presença dele era absolutamente potente e avassaladora como muitos antigos que vós conhecera, mas não era por motivos de sangue que encarar o mesmo provia certa hipnose. A razão era por uma carcaterística tão antiga em ti quanto suas presas. Era possível para você observar coisas que os mundanos não conseguiam ver, os sonhos e pesadelos. Não era uma visão tão poderosa como era em seus tempos de Sidhe. Só que o suficiente para revelar os pensamentos internos mais naturais e poderosos que sequer o portador do mesmo era capaz de possuir.




    Visão:




    Constantinopla, a cidade eterna. Sua imagem vinha aos teus olhos de forma um pouco turva. Quase como se fosse uma eternizada pintura. Os detalhes eram quase como que feitos por um delicado pincel de um artista impressionista. Era possível ver as torres da Basílica de Santa Sofia conquistando os céus da cidade. Mostrava-se quase difícil discernir que era noite naquela imagem. Pois as milhares de casas de tijolos vermelhos à vista estavam envolto em uma poderosa onda de labaredas que iluminavam as nuvens de fumaças. O movimento daquelas chamas era o único elemento dinâmico que seus olhos captavam naquela imagem a qual aparentava ser a sacada de um alto palácio. Uma murada de mármore bem esculpido dava o primeiro plano daquela obra de arte em sua visão. A Queda de Constantinopla, seria um nome poderoso e perfeito para um quadro com este panomara.

    A imagem permanecia em revelar aquelas indestrutíveis chamas trazendo a morte para milhares de pessoas que eram impossíveis de ver. Só que suas mortes podiam ser sentidas. Assim o quadro finalmente começou a realmente ganhar vida mostrando movimentos mais fortes. Era uma pessoa correndo pela varanda no plano de frente. Aparentava ser um alto nobre pelas vestes azuis da alta classe que usava. O homem, de cabelos castanhos bem trabalhados e a pele tão branca quanto a Escócia no inverno, corria desesperadamente, pânico tomava sua face, o medo da morte final era o elemento mais forte de sua alma. A visão prosseguia focando neste misterioso ser o qual segurava algo em sua mão, que estava preso em seu pescoço por um colar, com muita força.

    A corrida desesperada do nobre era abruptamente interrompida. Os olhos arregalados do mesmo revelavam que este via alguma coisa. Antes de imagem do novo integrante da cena ser inserida, o objeto segurado pelo homem escapava de seus dedos, rasgando o colar, e era tragado na direção do recém chegado, voando pelo ar. Era um frasco de vitae. Com este residindo agora nas mãos do misterioso ser que usava uma capa vermelha. Suas feições assustadoramente lembravam a ti de Gerainte. Mas era claramente outra pessoa. Nariz mais delineado, sobrancelhas um pouco  mais finas, alguns fios brancos no cabelo suavemente espetado e uma cicatriz em cima do olho direito. O elemento mais nitidamente diferente, fora a presença infinitamente mais aterradora, eram os olhos negros como o mais assustador dos tártaros. O segundo elemento mais espantoso era seu sorriso que só crescia enquanto seus dedos estalavam, fazendo aquele nobre a sua frente explodir em uma poça de sangue fervente.

    A imagem abruptamente desaparecia. Agora uma nova pintura surgia, só que menos artística. Parecia ser uma escura masmorra infestada de velas vermelhas e selos de sangue desenhados pelas paredes e chão. Em uma mesa no centro da cena estava um humano loiro de estatura média e bastante sardento repousado em uma mesa enquanto usaca roupas da camponês. A sua frente estava aquele poderoso homem da imagem anterior depositando aquele frasco de vitae, oriundo de Constantinopla, em sua boca. A imagem então terminava para finalmente trazer uma terceira visão. Esta já estava bastante fraca, sugerindo que ia desbotar em breve finalizando a visão. Revelava um grande vale nos Alpes Austríacos, parecia que estava acontecendo uma grande batalha sob a luz do luar. Era possível ver as tropas Ottomanas recuando em pâncio enquanto uma cavalaria se juntava para perseguí-los, liderando esta marcha estava um belo cavalaleiro de armadura e de aparência idêntica ao camponês da última visão. O elemento mais chamativo eram os olhos do mesmo. Pois lentamente a imagem desapareceu e o mundo real voltando a sua visão revelando os mesmos olhos à sua frente.




    Toda aquela visão havia transcorrido em uma questão de pouquíssimos segundos. Agora estava mais claro quem era aquele cainita a sua frente. Mas o fogo de Constantinopla permanecia na tangente de seu campo de visão. Lhe trazendo um stress acima do cotidiano, junto de uma vertigem e cansaço absolutamente latentes. Você transpirava fortemente, quase com uma respiração ofegante tomando conta de ti. Nunca antes dês de quando encontraste o Salubri de Londres você tivera uma visão to forte e cansativa. A queda de Constantinopla era uma visão deveramente forte para vós.


    Última edição por King Narrador em 7/2/2017, 00:10, editado 1 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 9/11/2016, 13:37

    Assim que o Justicar adentrava a sala eu me colocava de pé, ajeitando cuidadosamente as roupas que foram escolhidas pela minha filha. De fato ainda era uma fortíssima onda de alegria e prazer que domava meus pensamentos antes daquele encontro, encontro esse que de certa forma me preocupava profundamente, permanecer na frente de cainitas de vitae poderoso nunca foi uma experiência positiva para mim, afinal é muito complicado diferenciá-los dos meus inimigos seculares.
    De qualquer forma, lá estava eu de pé sorrindo educadamente para o ilustríssimo Justicar. Fazendo um formal convite para que o mesmo se sentasse a minha frente com a mão direita, sentando-me novamente apenas quando o antigo já se encontrava acomodado. Entretanto, algo inesperado acontecia, um peso gigantesco caia sobre meus ombros, meus olhos vagavam para uma realidade distante, tempos e realidades que já não existiam...

    Como uma espectadora de um filme magnífico eu me colocava boquiaberta diante daquele visão fantástica, a Cidade Eterna invadia meus olhos e nutria meu corpo com sensações diferentes. As Torres da Basílica, o vermelho dos tijolos, a delicadeza magnífica de cada pequeno detalhe... Um possível paraíso construído pela vontade daqueles que nela acreditaram, destruído pela ganancia dos homens e pela danação dos filhos de Caim, a Cidade Eterna era apenas mais uma das enormes maravilhas dessa belíssimo mundo que caiam pelas mãos das criaturas da noite.
    O profundo encantamento com a mais bela de todas as cidades diminuía, mas jamais seria esquecido, as chamas agora eram as protagonistas daquela demonstração poderosa de o quão cruéis os homens podem ser. Surpresa eu então era convidada a assistir a saga de um provável patrício, o membro corria tomado pelo pânico escarlate, era impossível não me compadecer com aquele pânico. Qualquer amaldiçoado poderia se encontrar na mesma situação...
    Mas a imagem daquele homem me assustava, era Gerainte? Não, mas era um homem profundamente similar ao meu querido Gerainte. Um enorme susto tomava conta da minha mente no momento em que o patrício era obliterado daquela forma tão cruel, Gerainte não era capaz de algo assim... Na realidade, ele era, apenas não era comigo... Os feiticeiros sempre me intrigaram e esse homem em específico me intrigava ainda mais do que o habitual, havia algo maior nele. E por isso eu fazia um esforço maior para me atentar aos seus detalhes.
    A visão da masmorra então chegava, um típico calabouço Tremere, alguns desses símbolos até me lembravam dos desenhos nos livros de Gerainte. O vitae poderoso era então usado em um camponês qualquer, foi esse mesmo camponês que se ergueu contras as invasões Ottomanas. Esse camponês está nesse exato momento na minha frente, uma criação desse grandioso feiticeiro. A fama do Justicar vinha exatamente dessa conquista, mas eu acabava de visualizar um segredo gigantesco! Uma expressão profundamente preocupada tomava a minha face, o esforço para essas visões que outrora eram tão normais para mim, agora exigiam muito da minha mente e meu corpo fazia um longo suspirar. Fechando meus olhos por alguns instantes, tentando me focar agora no homem a minha frente e ao mesmo tempo aproveitando para refletir brevemente sobre as visões.

    "Issac Price Gross, um nome falso. Um sotaque falso e uma face ainda mais falsa. Eleanor Patterson, um nome falso. Um sotaque falso e uma face ainda mais falsa. Somos mais similares do que imaginas, querido camponês de nome desconhecido. Ambos recebemos uma oportunidade pelas mãos dos feiticeiros da Casa Tremere, entretanto, você se tornou uma ferramenta e isso me indica muitas coisas... Primeiro, A Cidade Eterna foi fundada por um dos maiores nomes do meu clã, Miguel. Ao lado dele existiram dois grandes Matusaléns, Gauius o Gaules e Dracon. O Triunvirato carregava a herança direta dos grandes Progenitores dos clãs, isso torna o vitae quale patrício provavelmente no vitae de Gauius. A presença de Issac é similar a presença do Duque Amber, dessa forma, assumo que eles compartilhem a mesma potência de vitae. A mesma potência que Gerainte tinha, interessante! Gerainte é prole de Meerlinda, isso coloca o homem da minha visão, o criador de Issac como um dos possíveis Progenitores Tremere?! Isso não é importante por agora, eu estou literalmente na frente de um ser forjado pelos esforços dos feiticeiros, meus aliados de batalha. Por minha confiança e gratidão a Gerainte irei manter tudo isso no mais profundo sigilo, entretanto, devo saudar sempre um antigo Tremere da melhor maneira possível!".

    -Arbitrium Vincit Omnia!

    Era a minha primeira frase, dita em um latim arcaico, foi a primeira frase que eu aprendi a dizer no idioma dos homens. Significava algo com "Vontade que tudo conquista", ou algo similar em inglês. Sem esperar a reação do homem a minha frente eu já iniciava a conversa, presumindo que ele iniciaria a frase dele com a resposta a minha saudação.

    -Bem vindo caríssimo Justicar, Vossa Senhoria certamente está inserida nos problemas locais, por isso peço desculpas pela expressão cansada e preocupada. O clã Toreador vem enfrentando vários golpes contra seus vassalos, a noite anterior foi especialmente violenta, os opositores ao clã estão movendo-se rapidamente e um dos meus vassalos acabou sendo alvo desses ataques... Enfim, já estou perfeitamente informada e acredito que teremos muito a conversar, entretanto adianto-lhe de antemão que será de extrema urgência a convocação de um Conclave.
    Roupa Escolhida da a Reunião:
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 9/11/2016, 19:23

    Off: Teste de Consciência, dificuldade 6. 4 dados.
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    Dados

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Dados em 9/11/2016, 19:23

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 10, 10, 7
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 11/11/2016, 00:23

    - Ad Mortem Incurrite...

    As palavras do Justicar saíam quase que automáticas. O tom era baixo, quase como um murmurar. Não havia muito entusiasmo naquelas sílabas latinas, deixando claro que não ele esperava dizê-las naquele momento. Assim, enquanto você falava seu convidado ficava com o olho não focado em ti. Como se tivesse observando o infinito. Claramente em uma profunda linha de pensamento. Quase como se não estivesse a prestar atenção em suas palavras. Só que isto não era uma verdade completa. Quando sua frase finalmente terminou os seus olhos se chocaram. A face dele estava severa agora. Aqueles poderosos olhos pareciam mais chamativos do que nunca, só que era mais que isso. Toda a atmosfera da sala parecia se dobrar a vontade do antigo. A mão dele foi de encontro a mesa fazendo um som oco bastante forte. Deixando claro a pressão de suas próximas palavras.

    - Esqueça o conclave por um bom tempo ainda, tire essa ideia de sua cabeça temporariamente. Apague ela. Você tem obrigações com meus deveres na cidade e os fará em nome da Camarilla. Só que antes de mais nada, revele-se Arconte. Quem exatamente é você?!

    Aquelas palavras em profundo imperativo possuíam ordens irrefutáveis. Junto de imponentes palavras de esquecimento acompanhadas de profunda servidão. Aquele poder, aquela presença, era praticamente impossível negligencias aquela vontade. São que não era impossível. No seu caso na verdade foi exatamente o contrário. Aquelas frases do patrício não significavam nada para ti. O que lhe assustava profundamente, por nunca ter visto uma presença tão colossal não conseguindo de forma alguma surtir efeito. Era possível você notar o pânico e o medo nos olhos daquele homem a sua frente. Até a ofuscação dele parecia mais desbotada, podendo perceber algumas sardas. As palavras de poder dele, pareciam quase que um grito de desespero, com um tom bastante desafinado em sua pergunta final. Se havia em sua mente uma palavra perfeita para descrever o que acabara de ver, esta palavra seria: "Patético".
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 12/11/2016, 00:27

    A resposta a minha saudação vinha de maneira inesperada, automatizada e fria. Atentamente eu me colocava a olhar todos os movimentos seguintes do Justicar a minha frente, seus poderosos olhos, sua expressão severa e todo aquele descontrole não eram capazes de me afetar da maneira que ele pretendia, na realidade era algo que me surpreendia talvez mais do que surpreenderia a ele.

    "Isso significa que os herdeiros de Mithras não serão capazes de me controlar como eu temia? Maravilhoso! Obrigada plebeu das sardas, tua função nunca será esquecida... Temos tantas semelhanças, como você não é capaz de ver?! Acredito que terei de mostrá-las a você..."

    Em resposta ao pânico do antigo e poderoso Ventrue eu permanecia exatamente na mesma posição, acompanhando cuidadosamente todas as ações, até mesmo o tapa forte dele contra a madeira não me fazia recuar nenhum único centímetro. No exato momento que ele terminava de falar eu o respondia, de maneira paciente e centrada, com o inglês mais carregado de escocês que eu pudesse demonstrar sem esforços.

    -Pelo vitae de Marikasha, apresento-me eternamente por Eleanor Arbuthnot Patterson, prole de Julien de Glasglow, herdeira do vitae de Andrew da Normandia. Sétima de meu nome, a mais negra das rosas a brilhar nos Jardins de Edimburgo. Acolhida por Gerainte o herdeiro de Meerlinda, aprendiz de Cassiel o herdeiro de Rayzeel, meu Pai é Robert de Edimburgo e minha Mãe Juliet Parr, Justicar Malkaviana. Também respondendo por Pixie, Penelope, Patrícia ou simplesmente P... Particularmente eu prefiro Pixie. E por todas as honrarias que carrego junto ao meu vitae, afirmo a ti que infelizmente eu não estou em Nova Orleans para servir as vossas ordens. Estou a serviço de Juliet Parr, com a responsabilidade sobre a linhagem dela nesse local, entendo que talvez eu o tenha ofendido. Entretanto, peço desculpas por minha postura inadequada a ocasião, minha especialidade é profundamente diferente da tua, espero que compreendas essas diferenças. Meu único objetivo é a fortificação da Camarilla, nós dois juntos podemos fazer muito por essa cidade, um general e uma conselheira.

    Ajeitando-me na cadeira, eu demonstrava claramente que não havia me dobrado a vontade do mesmo. Entretanto, também demonstrava todo o meu respeito pela figura superior do homem a minha frente, seguindo meu raciocínio de maneira coerente, clara e firme. Buscando olhar diretamente para ele e transmitindo a ele uma segurança que o mesmo havia perdido na minha frente.

    -És o Justicar do altíssimo Clã Ventrue e eu o reconheço e respeito profundamente por isso. Entretanto peço para compreenda a gravidade das situações, um general precisa de um exército sólido, do que adiantará um líder sem seus vassalos? A Camarilla está aos pedaços meu Senhor. Os ataques ministrados aos vassalos Toreadores são originados de dentro da própria Camarilla, o Sabá agora sofre com as invasões do Filhos de Gaia, infernalistas subvertem a máscara a uma ótica infame e sórdida. O Senhor ainda possui vossa Caçada de Sangue a realizar. Eu lhe ofereço a oportunidade de construir novamente a força da Torre local, lembro também a ti acerca da presença do Alastor que poderá assumir as obrigações referente a Caçada de Sangue... Meu objetivo é construir uma base forte para o Senhor lidar com todos esses problemas, sou capaz de reunir todas as Harpias em um único local, sou capaz de selecionar o melhor sucessor a coroa da corte regional.  Pensando cuidadosamente, o Sabá tende a resolver seus problemas sozinho, eles estão no porto e ele se localiza longe dos problemas mais preocupantes por agora. O Infernalismo precisa ser tratado com urgência, os Feiticeiros da Casa Tremere são fundamentais aliados e eu posso trazê-los para nossa presença, já que eles indicaram o interesse na realização de um Conclave que nomeará um novo Príncipe, Simone, prole de Blanche... Ela trará o apoio de seres importantes e nessa situação, precisamos de aliados para assegurar a força da Camarilla dessa cidade. Minha maior especialidade é direcionar, influenciar e compreender todas as forças humanas ao nosso favor, mídia, polícia, tudo que necessário for... Forçar-me a uma problemática a qual eu não possuo os talentos para executar é simplesmente mover uma peça errada em todo o tabuleiro apresentado aos nossos olhos. Não concorda?

    Eu perguntava de maneira segura, deixando um pequeno sorriso se desenhar nos meus lábios. Era um sorriso puramente simpático, minhas palavras e minhas ações tinham como verdadeiro objetivo deixar o homem menos acuado.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 17/11/2016, 18:53

    Era possível ver um alívio no rosto do Justicar quando você começava a responder. No entanto, quando o nome de Gerainte foi dito os olhos dele deram uma discreta arregalada. A tranquilidade do rosto dele foi levemente desaparecendo na medida que sua apresentação mudava de tom. No final, em contra partida, ele foi ficando mais relaxado, abandonando aquela presença severa do começo do encontro.

    - Não peça desculpas... Apenas não fui notificado antes...

    As palavras vieram com certa hesitação e ainda um profundo ar de dúvida no ar. Só que logo o Ventrue aparentou querer abandonar a ideia de sua cabeça. Colocando os cotovelos na mesa e juntando entrelaçadamente os dedos de suas mãos em um semblante bastante pensativo antes de prosseguir falando.

    - Certo, vamos por partes. Esta cidade está pior que o possível. Minha caçada de sangue teve de ser suspensa temporariamente, por mais que recebi várias informações de movimentações dos meus alvos. Sobre o Sabá, não é assunto nosso, mas precisamos de informantes do outro lado do Mississípi, pois eles entrarão em uma grande guerra em contra-resposta com os Garous. Afinal a morte de um Arcebispo nunca é bem vinda para eles.

    Um suspiro de cansaço vinha do antigo na medida que ele prosseguia com suas informações. O semblante mais sério ia gradativamente tomando sua face. Ele olhava calmamente em seus olhos esperando avaliar cada uma de suas reações para as palavras que ele falava. Estava claro o alto nível de preciosidade daquelas informações transmitidas.

    - O infernalismo se mostra ser o pior dos problemas. Está certa quando disse que eu deveria enviar o Alastor que está na cidade para resolver o caso. Já fiz isto, ontem à noite enviei ele para capturar um dos três asseclas locais. Mas o mesmo não voltou, sumiu. Agora eu tenho que resolver mais um problema com esse desaparecimento, sei que esse não é seu papel, sua obrigação principal é para com a máscara e sua capacidade com os plebeus é imprescindível. Pois o ritual foi realizado no meio da cidade sob o olhar de centenas de pessoas. Felizmente eles estão isolados e sem comunicação, mas por pouco tempo.

    As últimas palavras eram ditas finalmente tirando aquele peso sério de sua frase. Agora o mesmo aproximava o queixo para tocar em suas mãos, fazendo um semblante meditativo. Como se ele estivesse pensando em uma estratégia para agir. A resposta então logo veio na cabeça, o qual não demorou para passá-la.

    - Sobre essa reunião das Harpias... Pode ser a melhor substituição para um conclave funcional nesta cidade agora. Dou meu aval para qualquer decisão que seja tomada dentro desse encontro. Mas em troca, preciso de seus serviços, pois nenhuma informação contra a máscara pode vazar desta cidade.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 18/11/2016, 11:55

    O olhar calmo direcionado pelo Justicar aos meus olhos era retribuído da mesma maneira, nem por um único segundo eu desviava meus olhos dos dele. Não havia motivo algum para negar aquela troca e ele me ajudaria a conectar diretamente com o antigo.

    -Seguindo a tua própria proposta, por partes então...

    Sorrindo educadamente e sempre me expressando da melhor forma possível, com firmeza e segurança na voz e na postura, mas também com a sutiliza típica que apenas os filhos do Clã das Rosas eram capazes de expor em situações sociais como essas.

    -O Senhor não foi notificado e eu me orgulho profundamente disso, é minha função causar essa confusão nos membros. Considere-me uma das mais eficazes e hábeis ferramentas em defesa à Mascara. E sim, O Senhor está coberto de razão em afirmar que a cidade está em uma situação problemática, uma joia como essa não pode simplesmente ser abandonada... Essa minha lógica eu sou capaz de ousar a estender para o Sabá, o porto do Mississípi é essencial para eles, em uma situação tradicional um Cardeal se aproximaria da região para resolver a morte de um Arcebispo. Mas infelizmente não lidaremos com um Cardeal, suspeito que a Regente virá devido a proximidade geográfica... E já adianto que caso o Senhor sinta a necessidade da minha presença nessa reunião, eu poderei ajudá-lo... Então o infernalismo além de todas as acusações agora ainda é responsável pelo desaparecimento de um Alastor. Meu Senhor, ouso a recomendação pela solicitação de um Dux...

    Impondo uma pausa na minha fala, era agora a minha vez de analisar as reações do homem. Havia uma notória curiosidade minha em relação as ações daquele antigo, principalmente depois de tantas revelações. O cansaço mental se aproximava e me lembrava dos custos pelas revelações, mas eu respirava fundo e retomava então a fala.

    - Eu agradeço profundamente pelo seu aval, essa reunião entre as Harpias será essencial. Por isso afirmo que irei mover toda a minha influência no local para me assegurar que a máscara seja devidamente selada.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 23/11/2016, 17:59

    O Justicar observava suas palavras calmamente. Ele aparentava estar bem mais calmo agora. Se mostrando satisfeito quando você descreveu um pouco de sua própria capacidade para com a máscara. Assim ele esperou suas últimas palavras para responder, agora com um tom bem mais respeitoso que anteriormente.

    - Tem razão. Será provável a vinda da Regente. O que me faz eliminar a possibilidade de um Dux, por mais que já havia outros motivos para tal, um estar presente tão próximo dos holofotes do Sabá poderia trazer um indesejado conflito. Conflito esse que seria uma derrocada para nós, pois eles vão lutar com unhas e dentes, mas a Torre não se importará tanto por essa cidade. Preciso focar nestes infernalistas com minhas próprias mãos, o que nos deixaria em bons termos com o Inquisitor local. A maior autoridade do Sabá local antes de reforços.

    O homem a sua frente agora conseguia manter sua ofuscação totalmente operante novamente. Quase lhe fazendo esquecer a posição de cada sarda em seu rosto. A presença hostil dele era quase inexistente agora, quase permitindo uma conversa tranquila.

    - Então chegando à uma conclusão. Preciso que você vá para o Primeiro Cemitério de Saint Luis disseminar a máscara entre os moradores locais. As forças nacionais devem chegar na cidade em dois dias e até lá tudo precisa ser vedado. Enquanto isso estarei nos encalces desse culto local e estarei disposto à receber quanto mais informações for possível.

    A autoridade local então se levantava. Depois de suas últimas palavras estava claro que ele não havia mais nada para se dizer e muito menos para se repetir. Só que antes de qualquer reação sua, a expressão dele ficou um pouco mais severa para ser pronunciada então mais uma frase. Em voz bem baixa, mas com bastante impacto ao ser escutada por ti.

    - Acredito que nosso incidente de mais cedo será obliterado de qualquer futura lembrança, correto?
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 24/11/2016, 11:51

    "Não me cabe dar ordens a um Justicar, entretanto, tenho certeza absoluta que esse homem não nasceu para liderar, assim como muitos iguais a ele. É o vitae que o coloca acima, nada mais... Os filhos de Caim são liderados pela força e medo, por isso serão sempre criaturas das trevas. Eu me recuso, em todas as presenças temporais, a me curvar a essa lógica sórdida. Eu nasci para liderar, não faço por ganância ou glória, faço porque eu sou capaz e esse é meu dever. Se esse senhor pode ser um Justicar, eu também posso..."

    Concordando com as palavras do Justicar eu me colocava de pé no exato momento em que ele também o fazia. Prontamente circundando a minha mesa eu sinalizava que iria acompanhá-lo até a porta. Antes de começar a me despedir e a fazer minhas últimas considerações, dava inicio ao assunto partindo do final do mesmo. Mas ao contrário do camponês transformado em herói, eu não precisava fechar minha expressão, naturalmente confiante eu o respondia.

    -A minha mente é uma fortaleza como a de poucos podem ser, não se preocupe meu Senhor, compreendo profundamente a essência dos segredos e lembre-se que apesar da distância entre nós, nossos posicionamentos são similares... Nada será dito ou mencionado, tenha certeza disso.

    Com um enorme confiança eu então dava inicio a breve caminhada até a porta e durante essa, claramente aguardada pela movimentação do próprio homem, eu retomava a fala.

    -Dux não são usados apenas para guerra, eles trazem consigo essencialmente muitos vassalos. Vassalos que podem auxiliar na reconstrução ágil e segura da cidade, não desejo uma Guerra contra o Sabá e sei muito bem que a importância dessa região para os olhos Europeus é mínima, afinal, nós dois somos de lá e sabemos muito bem o quão jovem e pouco importante é essa civilização. Entretanto, compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e acredito em vosso julgamento. Todavia, afirmo-lhe que a presença da Regente pode minimizar a presença da própria Camarilla, eu não a conheço e tão pouco sei quais são suas pretensões... Assim, reforço a tua própria fala, aproxime-se do Inquisidor o mais rápido possível.

    Abrindo a porta para que o mesmo saísse da sala, eu sorria e enfim terminava a reunião.

    -Obrigada pela visita meu caro, espero que possamos conversar em uma oportunidade menos caótica no futuro próximo. Sabia que estarei junto das Harpias estabelecendo a Torre na cidade... Até breve.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 24/11/2016, 20:23

    - Qualquer decisão tomada nessa reunião de Harpias deverá ser passada por mim de imediato, por mais que terás meu aval, preciso me manter informado sempre. Assim sendo, lhe desejo uma boa noite. Espero que consiga cumprir seus deveres para com a Máscara. Até uma noite mais agradável, minha cara Arconte.

    As últimas palavras do Justicar que lhe acompanhava a passadas largas até a saída foram ditas com a porta já aberta. Se abrira de fora com Gideon prontamente atento ao fim da reunião. O mesmo olhou sem hesitar para o Justicar e fez menção por entre seus altissimamente educados atos de guiar o poderoso Ventrue até a saída. Todavia este estendeu a mão em negativa replicando de forma ácida.

    - Estou ciente do caminho de saída. Agradeço mais uma vez a recepção, até breve.

    Apenas com aquelas palavras o patrício seguiu o caminho de saída. O passo dele era apertado, demonstrando que a noite seria longa e com muitos afazeres ainda. Algo absolutamente claro, afinal não se é todo dia que se enfrenta infernalistas. Ainda mais infernalistas capazes de desaparecer com um Alastor. Assim a presença imponente daquele titã de sangue ia se disparecendo pelo ar com o mesmo se afastando. Deixando o clima bem mais suave, só que não era o suficiente para lhe fazer se sentir melhor. Aquelas visões por entre as chamas da Cidade eterna lhe consumira muito. Era como se a noite estivesse para acabar, mesmo ainda sendo razoavelmente cedo. Seu fiel serviçal esperou aquela presença inteira se esvair para finalmente falar.

    - Imagino que Minha Senhorita não deixou nosso convidado tão a vontade. Nunca a vi tratar um Sangue azul assim. Fico é preocupado pelo seu semblante agora. Me parece exausta. Eu planejava chamar um dos vassalos da Senhora Girani para lhe encontrar na sala dos fundos, mas se vós planejar adiantar seu sono, eu entenderia.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 30/11/2016, 16:11

    "Vistasse como um Rei, comporte-se como um Patrício, pense como um Líder. Mas tu serás sempre, para toda a tua existência, aquele camponês que não nasceu para algo além do que cuidar da terra e colher tubérculos... Seria gratificante saber que você é uma exceção, mas não é o caso, realidades e destinos são forçados aos filhos de Caim e eles se iludem, com muito mais potência e força do que os humanos o fazem... É triste e ao mesmo tempo, desesperador..."

    Em completo silêncio eu observo a saída do Justicar, fazendo uma breve reverência ao mesmo e deixando um sorriso ainda mais breve surgir nos meus lábios. Fazia parte da etiqueta é claro, era apenas isso que eu realmente poderia oferecer naquela situação. E quando eu tivesse certeza absoluta que estava a sós com Gideon, eu soltava os ombros e desfazia toda a postura, demonstrando bastante cansaço e uma dificuldade considerável de manter o ritmo natural da respiração, de maneira exausta eu levava os olhos para meu queridíssimo Gideon e comentava.

    -O sangue dele é tão azul quanto o tronco de um carvalho é, detesto esses joguetes da Camarilla e em poucas situações eu tive tanto desprezo por um Justicar... Enfim, você sabe como a minha mente funciona né Giddy?! Tive uma visão bem forte dessa vez, talvez a mais forte em muitos anos... Minha mente está bastante cansada, mas meu corpo nem tanto. Por tanto, não irei adiantar meu sono por agora, afinal eu prometi encontrar os vassalos de Simone não foi?! Se não for muito incomodo, eu gostaria de falar primeiro com o mais antigo deles, o Senhor Kalkofen... Será breve e depois disso irei encontrar a Dianah. Quero muito ter a oportunidade de conversar com ela a sós, você até sabe porque né querido?!

    Sorrindo para Gideon eu fazia questão de colocar as mãos no terno do mesmo, verificando os botões de seu paletó, mesmo que todos estava claramente no lugar. Era apenas uma maneira indireta de demonstrar o quanto eu me importava com ele sempre. Dando um tapinha leve em seu ombro eu me colocava em movimento, com uma certa dificuldade é claro, mas nada muito sério. Apenas um ritmo mais lento e cuidadoso.

    -E se for possível, me traga algo doce para comer e beber?! Algo bem leve por favor querido... E sim, confira o estado de todos do meu ninho okay?! Precisarei entrar em contato com todos eles em breve!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 30/11/2016, 16:42

    Gideon ficou como sempre estático lhe observando. Mas não morto ou sem sentimentos como uma pedra. Era possível ver reações claras em sua face para cada palavra dita por ti. Os olhos dele brilharam de imediato com sua referência a Dinah, se ele não tinha certeza sobre seus planos, agora ele havia confirmado. Assim ele sorri antes de começar a falar. Enquanto assim o fazia, ele puxava de suas vestes uma carta para lhe entregar.

    - Entendo perfeitamente Minha Senhorita. Chamarei o Senhor Kalkofen de imediato para seu escritório. Pedirei para a senhorita Shewry para lhe encontrar no aposento dos fundos. Mas antes... Acredito que essa carte lhe será de bom uso.

    O envelope em suas mãos era antigo, meio amarelado. Já estava aberto há muito tempo. Logo não era nenhuma informação nova que ali estava registrado. Na verdade era uma informação muito antiga, quase que já esquecida por ti. 25 de Maio de 1919, uma carta do Arauto do ano da City of London. O mesmo escrevera sobre os bons serviços prestados ao principado local por vossa senhoria. Depois ressaltava sobre as baixas de cainitas no período da Grande Guerra. Finalmente dando uma permissão oficial de sua pessoa possuir uma prole. Por mais que Mithras já estava em torpor na época, havia seu brasão no carimbo oficializando o documento.

    - Sei que a Minha Senhorita nunca se interessou por essa carta. Mas sempre a guardei para caso você mudasse de ideia. E como não havia validade neste documento, acredito não haver problemas em usá-lo agora caso qualquer mal entendido ocorra.


    Última edição por King Narrador em 2/12/2016, 14:26, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 30/11/2016, 16:53

    Concordando com as palavras de Gideon, eu esticava a mão esquerda para pegar a carta e rapidamente me atentar os detalhes de idade da mesma. Era inevitável, todo meu corpo, mente e alma reagiam com enorme alívio. As leis não eram apenas pequenos detalhes para auxílio moral na minha mente, eram verdades e existiam por razões inquestionáveis. Sem pensar muito, eu abro um dos mais largos sorrisos possíveis naquela situação de cansaço e respondo.

    -Inicialmente, era para ter sido você querido. Nós dois sabemos disso, sempre saberemos... Eu deixei de lado por tantas questões, nem sequer me recordava dessa carta por ter descartado a ideia depois de muito pensar... E é por isso que eu a deixarei contigo, faça cópias, guarde em local seguro. Notifique assim que possível for o atual arauto de Londres sobre a utilização dessa documentação, Rachel merece toda a legitimidade possível em seu abraço... Afinal, seu eu não pude fazê-lo com todas as honras que gostaria, devo faze-lo agora... Obrigada Gideon, por tudo, por hoje, ontem e sempre. Você acabou de tirar um peso tão grande, mas tão grande das minhas costas! O que eu faria sem ti?

    Minha felicidade era enorme naquele instante, grande o suficiente para fazer o cansaço mental sumir por alguns segundos. Era a vantagem de ter muitas das funções humanas ainda ativas em mim, a felicidade era sempre contagiante e revigorante. Devolvendo a carta para meu fiel Gideon, eu finalizava a interação com ele com um sutil e carinhoso beijo na face, para voltar para dentro do escritório.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 2/12/2016, 16:38

    Gideon nada disse dado suas palavras inicialmente. Ele aparentava forçar para se manter integro, como se dessa vez não quisesse demonstrar seus sentimentos, algo impossível aos seus olhos. Era claro como o mesmo ficara tocado com suas palavras, felizmente conseguiu se recompor para se afastar com o típico "Será feito Minha Senhorita". Assim se retirando para lhe deixar regressar para o interior do escritório atrás de ti. Ainda era possível sentir ecos da presença daquele Justicar ali dentro. Era impraticável negar o poder daquele homem, mesmo este falhando miseravelmente em dobrar a sua vontade. Um misto de alívio com pavor. Só que agora nenhum desses sentimentos corriam em sua cabeça. Apenas um grande cansaço mental. Sentar em sua cadeira foi uma das melhores ações possíveis.

    Não passou muito tempo para Jacques adentrar a sala com um terno de veludo em xadrez bastante elegante. O dramaturgo logo fez uma respeitosa reverência típica inglesa antes de se aproximar. O mesmo esperou seu gesto para sentar na cadeira a sua frente. Sendo então a sua segunda reunião da noite. Uma bastante mais tranquila, afinal não havia um pingo de hostilidade ou interesses sórdidos refletindo na imagem do home de meia idade a sua frente. Apenas um singelo sorriso e um ar de curiosidade em seu rosto. O qual logo lhe perguntou aquilo que estava estampado em sua face.

    - Permita-me perguntar Senhora Griffiths, a reunião com o Justicar foi satisfatória para vossa pessoa?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 9/12/2016, 12:44

    "Finalmente..."

    Pensava ao me sentar confortavelmente em minha cadeira, a exaustão mental era forte de mais para ser mantida sob censura naquela segunda reunião. Era o preço justo a se pagar pelas heranças sensoriais que ainda carrego comigo sem sequer notar ou controlar, o leve amargor de ter abandonado minha raça primordial para hoje fazer parte de outra.

    Notando a entrada do vassalo experiente do antigo Príncipe de Nova Orleans, eu sorrio de maneira simpática, pois o homem havia conquistado esse direito e até teria levantado se o cansaço não fosse realmente tão grande. Mas o leve mover da minha mão esquerda o convidava a sentar-se, enquanto isso, minha cabeça prontamente respondia negativamente a questão do senhor Kalkofen.

    -Nunca é satisfatório encontrar com os esteriótipos de falsa liderança que nascem dentro dos poderosos vitae de outros séculos. Ainda me pergunto, se o Vitae poderoso é diretamente ligado à total insanidade e falta de coerência... Mas é apenas uma reclamação descabida, ou não...

    Minha fala saia totalmente carregada do meu sotaque "nativo". O tom informal também era presente, afinal, eu já não tinha mais razões para jogar com o vassalo do vitae de uma figura tão importante do clã das rosas, tão pouco, tinha vontade de o fazer.

    -Permita-me agora perguntar, o Senhor tem total conhecimento a respeito do meu nome, entretanto, escolhe a utilização do sobrenome referente à Penélope, porque?! Ah sim, eu tenho o costume de me referir as minhas próprias personas dessa maneira, espero que não me julgue por louca, apesar de creditar essa singular característica ao convívio com minha Mãe...
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 13/12/2016, 23:32

    Kalkofen reparou em seu cansaço e logo aceitou o convite para sentar na cadeira. Ele se reconfortava na mesma dando um clima mais ameno para a reunião. O rosto dele sem nenhum semblante profundo revelava que seria agora mais uma conversa tranquila que de fato uma reunião. Assim a voz suave do homem de meia idade se foi ouvida respondendo sua pergunta com calma e tranquilidade.

    - Não é uma pergunta muito difícil Senhora. Eu como um consagrado membro da comunidade mundial de dramaturgia estou muito acostumado a dar absoluta importância para construção de personagens. É mais que apenas encenar, é viver aquele personagem com sua pele. Vestir a alma dele sobre a tua. É uma arte impecável, a qual vossa senhoria demonstra com muita perfeição. Como eu disse antes, apenas quebrei os protocolos ao falar com vossa pessoa usando seu nome que possuía na sua segunda década de sua vida em Londres por dois motivo. Primeiro por que seria má fé de minha parte não lhe avisar que já sabia de sua pessoa. O segundo motivo é por eu ter imaginado que vós havia quebrado a personagem.

    O dramaturgo para por um instante antes de prosseguir a falar. O semblante dele se mostrou por um instante preocupado. Não com sua pessoa e sim com o mesmo, uma sensação parecia com a tua própria quando um personagem seu é quebrado. O que era claro que ele fizera, pois o sotaque londrino surgia na voz dele de repente. Mas mais que isso, a testa franzina, os olhos dilatados, o sorriso por entre os lábios. Eram pequenas mudanças, mas o suficiente para lhe fazer acreditar que agora era uma pessoa de outra aparência a sua frente. A prova que a encenação teatral era tão forte quando uma boa ofuscação de vitae.

    - Só que antes de mais nada. Meu nome, como sou Londrino, é na verdade Jace Whitfield. Nunca a conheci pessoalmente nos anos que estive viajando por Londres após o torpor de meu Senhor. Mas ouvi muitas histórias de amigos próximos meus lecionando dramaturgia para uma habilidosa Eleanor da corte de Edimburgo. Assim, aproveitando que não existe muitas máscara para serem usadas, me diga que nome vossa pessoa gostaria que eu usasse para me referir a ti e usarei este com eloquência. Em recíproca, não guardarei muitos segredos sobre quem eu sou.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 19/12/2016, 13:18

    Sentada da maneira mais confortável possível, eu não me importo em demonstrar o cansaço mental que o encontro anterior havia causado, a verdade é que em meu intimo eu estava contente com os resultados, afinal, havia sido a primeira vez que confrontei um verdadeiro titã do Vitae e esse, não foi sequer capaz de conquistar o meu respeito. Era sempre um prazer inenarrável a sensação de pisar novamente no rumo correto da minha missão que poucos realmente sabiam, tão poucos que eu não precisava de duas mãos para contabilizá-los.

    As palavras e reação do dramaturgo chamavam a minha atenção e sentindo uma enorme vontade de sorrir diante a preocupação e o sotaque britânico do homem, eu então, me permito sorrir de maneira sincera e inclinando meu tronco para frente, apoiando minhas duas mãos em meus joelhos, soltando pelos meus lábios a minha verdadeira voz.

    -Eleanor é o nome verdadeiro dessa jovem eternizada pelo vitae e a benção do tempo, por tanto, ele se alegra em todas as oportunidades em que seu nome é pronunciado. Por tanto, ofereço a ti a resposta, por favor meu caro Jace, quando estivermos em particular, seja mentalmente ou fisicamente, me chame por Eleanor... E como é fascinante observar a queda das máscaras! Nós dois partimos de um ponto muito comum e isso é magnífico não concorda? Portanto, fico muito feliz que você não irá guardar muitos segredos sobre quem és, sejamos então mais abertos, com nossas faces a mostra. Perfeito!

    Sorridente e agora, curiosa com quem seria realmente Jace Whitfield, me esforço para não me entregar totalmente ao cansaço e lanço uma pergunta na direção do homem.

    -Me responda então, querido Jace, quem é o Kyasid que conhece em Londres?! Esse tópico não me saí da memória... Ainda tenho outros a conversar contigo, mas vamos, como o bom costume londrino dita, por partes... Aliás, talvez esse costume não seja assim tão bom, mas é cultural não concorda?!

    De maneira descontraída eu me comunicava através do meu fortíssimo sotaque escocês, totalmente a vontade na situação em que me encontrava.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 21/12/2016, 17:09

    - Iremos com calma então minha caríssima Eleanor. Minha história com esse Kyasid não é curta, logo peço de sua paciência.

    Jace sorria com suas palavras e se mostrava bastante avontade para começar a falar. Mas antes de qualquer palavra ser dita o mesmo puxou de seu pescoço um colar, ao qual havia um medalhão de ouro. O mesmo abriu a bela peça de antiguidade revelando a pintura de uma bela mulher dos tempos de outrora. Claramente britânica. Os olhos do dramaturgo brilharam com força logo quando começou a falar com o tom mais empático já realizado.

    Medalhão:


    - Isis Woodard. Ela fora minha musa inspiradora no século XVII. Mas mais que isso, fora ela que me lecionara o maior de todos os segredos do mundo. O amor. Isis... Não existe sequer um dia que eu deixe passar sem me lembrar desta que em um momento de minha vida foi para mim mais que todo o universos jamais poderia ser. Mas não é ela o Kyasid de sua pergunta, na verdade sequer humana minha Isis era. Não é simples explicar isto e muito pouco provável que vossa pessoa respeite meu amor depois de compreender o que ela realmente é. Só que aprendi a ignorar a opinião do mundo a respeito de se apaixonar com uma autômato. Sim, uma máquina, mas não como aquelas típicas das história e dos antiquários ricos. O termo Cainita para ela seria constructor creio eu, apesar que nunca gostei desta palavra. Mas o criador dela, mesmo sendo um membro honorário do Casa Tremere a chamava por outro nome. Quimera Animada, um excêntrico nome que só podia vir do meu amigo Kyasid, Ethan Parrish. Ele a chamava de o Artefato Prefeito, sua grande obra prima, o ápice de sua forja. Ethan é o Mestre da Guilda de Relojoeiros da City of London. Sempre foi muito habilidoso com a construção de máquinas acima da tecnologia da época e o mesmo se tornou um grande amigo meu, me permitindo viver em paz com minha amada. Isso pelo menos até o desaparecimento dela... Nunca descobri os motivos... Fiquei de luto por muito tempo... Até que abandonei meu senhor... Decidi aceitar o convite do Senhor Blanche e parti para o novo mundo...

    A história era contada junto de um misto de emoções as quais eram fáceis de serem identificadas. O Dramaturgo não se esforçava nenhum pouco em esconder seus sentimentos. Ou sequer as gotas d'água que escorriam de leve em seus rosto. O fim de seu monólogo foi acompanhado de forte melancolia. Mas havia algo mais ali, estava claro que havia muitos detalhes omissos. Muitas partes que Jace preferia omitir por completo. Mas fora isso, era possível sentir a verdade absoluta em suas palavras e emoções.


    Última edição por King Narrador em 15/3/2017, 23:53, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 1/1/2017, 22:21

    Sorrindo de maneira cortes para Jace, observo com calma a sua ação de abrir o medalhão e enquanto o mesmo contava sua história, estendo a mão esquerda para tocar suavemente a jóia e até toma-la em minhas mãos se ele assim permitisse.

    "Isis Woodard, uma quiméra animada que inspirou o glamour desse homem a minha frente. A obra de um artífice especial, preciso decorar esse nome para quando retornar a Londres eu possa ao menos, conversar com ele. Afinal, não tive muitas experiências com a minha própria linhagem, talvez meu trauma ainda seja grandioso de mais para ser simplesmente ignorado... Não sei... Ethan Parrish, preciso decorar esse nome!"

    -Jace, que linda e melancólica história de amor meu caro. O Amor dos homens para mim sempre foi um sentimento peculiar, o mais poderoso de todos. Capaz de trazer a maior de todas as felicidades e ao mesmo tempo, a maior de todas as tritezas... É algo que eu ainda não entendi completamente, assim como a esperança que também me falha as vezes a compreensão. Todavia, estamos aqui reunido para a tua história e não a minha, correto?!

    Ajeitando-me após a retórica pergunta, busco a forma mais confortável possível na cadeira e solto meus braços na mesma, cruzando as pernas e encostando a nuca nela para que meus olhos fujam por alguns instantes em direção aos céus.

    -A realidade dos Kyasid é diferente, sempre será. O Senhor Parrish foi profundamente gracioso em compreender o quão forte era o amor entre você e Isis, devo admitir que poucos seriam tão bondosos. Talvez o desaparecimento dela tenha haver com problemáticas que fogem a tua ótica meu querido, as linhas prateadas do sonhar são complexas e nem sempre se desenham da forma mais clara para aqueles que não são capazes de vê-la. Entretanto, os nativos das terras do sonhar podem obter outras perspectivas... Se me permitir, posso procurar por ela... Sempre tive facilidade com as linhas e o Tempo sempre foi gentil comigo.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 11/1/2017, 17:07

    Jace permitiu que seus dedos tocassem naquele medalhão dourado. Todavia o afeto dele pelo artefato era grande demais para lhe permitir levar consigo, mas o mesmo havia deixado o toque. O que já fora para vós uma experiência quase que transcendental, trazendo um grande misto do poderoso sentimento de nostalgia. O tempo ao teu redor parecia andar devagar enquanto seu tato se fazia sentido. A superfície do objeto se mostrava tão quente quanto um ser vivo com febre estaria. Mas mais que isso, era possível sentir um pulsar vindo do medalhão, de forma rítmica. Era incogitável como aquele objeto produzia um incomparável cheiro de caramelo apimentado. Era incrível como seus sentidos conseguiam ser tão apurados quanto ao cheiro que quase mostrava tomar não só conta de seu olfato, mas de seu paladar também. Aquele forte gosto passava por todos os seus sentidos. A sensação ia ficando mais forte, fazendo seu tato notar um relevo no medalhão liso que tocara. Agora olhando novamente era possível ver linhas aparecendo, dobras e vários ornamentos ao redor de toda a superfície dourada. Era um lindo desenho de folhas em uma segunda camada de tinta dourada que cobria toda a peça. Estava claro para ti que havia um objeto quimérico ao seu toque que havia lhe dado um gosto de sua existência. Depois de tanto tempo sem poder ver nada do tipo. As palavras do dramaturgo pareciam quase distantes, mas mesmo assim capitaram sua atenção na medida que os olhos do homem se mostravam entender com quem de fato ele estava conversando.

    - Pensava eu que seria a minha pessoa a explicar esta noite para vós sobre o termo Kyasid. Vejo como estava errado sobre isso, chegando a acreditar agora que a belíssima anomalia em sua prole não lhe foi uma total surpresa. Muito pelo contrário. No entanto vejo que a conversa adentrou um caminho para mim muito mais importante até que o futuro desta cidade. Não querendo ser egoísta de minha parte, mas impossível ignorar sua oferta. Por mais que Ethan me dissera que minha amada desaparecera para sempre, minha esperança nunca morreu. Haver alguém capaz de compreender as terras do sonhar em busca de Isis é o sonho de todas as minhas noites. Apenas não compreendo como vós faria esta busca afinal é sua prole recém abraçada que é uma Kyasid e não... *Pequeno silêncio* Como já disse, é de minha extrema alegria saber que alguém irá me ajudar em meu antigo sonho de achar minha companheira. Farei o que estiver em meu alcance para lhe manter apta à realizar tal tarefa. Absolutamente qualquer coisa, a menos é claro que desvirtue das morais e credos de meu respeitável Senhor.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 12/1/2017, 17:48

    Uma centelha púrpura brilhou em meus olhos quando meus dedos foram capazes de sentir o caloroso pulsar daquele objeto quimérico, uma experiência tão empolgante e eufórica que me tirava o ar dos pulmões, forçando-me a ofegar entre descompassadas respirações pesadas. Minhas narinas se mexiam precisamente seis vezes seguidas, abrindo-se para capturar o máximo possível daquele perfume caramelado, enquanto a parte mais funda da minha língua se divertia com os fragmentos apimentados que lá se assentavam.
    Enfim, direcionando meus olhos para Jace e com um sorriso que não cabia apenas dentro de mim, mas que se expandia para todo meu corpo, espírito e arredores. Eu o respondia:

    -Oscar Wilde, disse uma vez: "O segredo parece-me ser a única maneira de fazer da vida moderna algo de misterioso ou maravilhoso. A mais comum das coisas pode tornar-se deliciosa, basta dissimulá-la". E eu sempre irei concordar com isso! Afinal, a vida moderna está a galopar em uma tediosa direção, não concorda?! Perdoe-me o devaneio, se eu estivesse mais bem disposta estaria a saltitar nesse momento, então por favor, cosendo-lhe o prazer de imaginar meus pequenos rodopios alegres no ar...

    Soltando gentilmente o tesouro de Jace, eu me encosto novamente em minha cadeira e confortavelmente coloco minhas pernas cruzadas sobre a mesa próxima.

    -Você tem razão, não há muito o que você possa me explicar sobre Kyasid's que eu já não saiba. E a belíssima anomalia era ligeiramente esperada, é claro que a asa me surpreendeu! Afinal, eu perdi as minhas séculos atrás... Temos então um trato, queridíssimo Jace, você me ajudará a manter a distância das tarefas que a mim foram atribuídas nessa cidade e eu irei pessoalmente procurar pro Isis. Entendo que Ethan possa ter total certeza sobre o desaparecimento de sua amada, mas o conceito cientifico de que a matéria não simplesmente se destrói ou some, mas simplesmente se reconstrói e reestabelece pode ser também aplicado a lógica quimérica dos objetos. O Glamour é uma força mutável de acordo com a imaginação, influenciado pelo sonhar e suas nuâncias... Mas ao contrário de Ethan, eu sou uma criatura privilegiada... Então, o que me diz?!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por King Narrador em 31/1/2017, 17:42

    - Entendo perfeitamente o que dizes. Entrarei em contato com um aliado Nosferatus meu para conseguir ter mais um ouvido no reduto Malkaviano da cidade. Afinal sua pessoa nos alertou de qualquer problema oriundo da parte deles e não podemos ter qualquer empecilho antes de uma reunião das harpias. Infelizmente teremos de deixar as buscas sobre os assassinos de carniçais Toreadores em segundo plano agora. Afinal terei eu mesmo que lidar com a fragilidade da Máscara no cemitério atacado por infernalistas.

    Depois de guardar o medalhão novamente em seu pescoço com muito cuidado, Jace olha novamente em seus olhos. Aqueles olhos pareciam absorver cada palavra sua, havia muita sabedoria ali guardada. Em seguida, ele dá um leve sorriso antes de fazer menção para se levantar. Estava claro agora que a reunião chegara ao seu fim. O que era um alívio para seus cansados olhos. O esforço emocional daquele dia havia se mostrado acima das expectativas originais. Entretanto o que se mostrava ser um pesadelo foi rapidamente se tornando algo belo.

    - Percebo então Querida Eleanor que nossa conversa chegou em uma conclusão. Tentarei acertar o máximo que eu puder antes do amanhecer. E mesmo com o sol sob minha cabeça prosseguirei com os preparativos para a reunião das Harpias. Espero amanha à noite podermos chegar à uma conclusão sobre esse problema político atual da cidade. Tenho sua permissão para me retirar?

    Ultima Postagem Para o Final do Ato
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato V - Masquerade Meetings

    Mensagem por Danto Jogador em 6/2/2017, 16:39

    Gentilmente, cedo a permissão pedida por Jace assim que o corpo dele já iniciava, antes que suas próprias palavras pudessem dizer, a finalização daquela reunião que havia se revelado muito mais interessante do que minhas suspeitas ousavam ansiar. E com um tom tranquilo na voz eu digo:

    -Obrigado meu caro, por cuidar dessa situação. E me desculpe pela clara fraqueza apresentada, existem sensações que aos corpos comuns são apenas cala frios e arrepios, mas que, para mim são reais sensações tão palpáveis quanto os sentidos básicos da cognição humana... enfim, é claro que tens sim a permissão, eu mesma não ficarei aqui por muito mais tempo.

    E sentada ali eu ficaria por alguns instantes sozinha, entregando minha mente ao peso dos ecos referentes ao encontro com a figura do Justicar que ainda me incomodava profundamente, o poder do vitae era algo terrível e se dado a criaturas tão repugnantes e pequenas como o Justicar, resultavam em verdadeiros monstros. Assim que a solidão deixava de ser reflexiva e começava a me causar uma incomoda aflição, forço meu corpo a se erguer novamente para ir ao encontro de outra vassala de Simone: Dinah Shewry.

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:58