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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

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    Danto
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    Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 7/12/2016, 19:01

    16 de Março de 2002, Berlim.
    Oitava Noite



    Quarto de Eva:

    Sentada em uma das confortáveis e aconchegantes poltronas, você aguardava o despertar de Evangeline, ainda com as memórias recentes das presenças dos seus vassalos ecoando em seu intimo, você escolheu caminhar sozinha até o quarto intimo da loira que encontrava-se deitada na cama, com grande parte do corpo escondida por uma pesada camada de tecidos e cobertores, deixando apenas a face, os dourados cabelos e a mão esquerda para fora, a mulher que representava para ti um dos mais puros e profundos sentimentos, dormia profundamente ainda por alguns minutos dês de a sua chegada. O despertar dela foi letárgico, como tipicadamente deveria ser para qualquer um que possuísse o Vitae de Caim dentro de si. Enfim, ela se espreguiçava e se colocava sentada sobre a cama, com um sorriso delicado nos lábios e as presas brancas como a neve expostas por cima dos finos lábios, a francesa logo notava a sua presença.
    Ela certamente teria ficado vermelha se essa característica ainda lhe fosse possível, mas os olhos dela brilharam, tomados por sentimentos especiais que ela sempre nutriu por ti. Desviando o olhar ligeiramente acanhada, a loira demorou um pouco para estruturar a postura e começar a falar, em seu típico francês:

    -Bonne nuit mon amour...

    Ela finalmente olhava para você, já sem as presas a mostra e com um sorriso mais alegre e divertido na face, a loira de beleza simplesmente indescritível mordiscava o lábio inferior para saltar com extrema agilidade da cama, saindo dos cobertores e ficando ajoelhada sobre a própria cama. Em seu corpo, ela usava uma camisola fina de seda escura com lindas flores estampadas no mesmo.

    -Quando foi a última vez que eu acordei contigo me esperando assim?! Não to reclamando, pelo contrário, você sabe disso...

    Comentava Eva agora em alemão, ela estava aos poucos recolocando a postura no lugar e disfarçando a face acanhada por acordar sobre os olhares do grande amor de sua vida.
    Referência para a roupa de Eva:
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 7/12/2016, 20:24

    A besta sorria maravilhada, ela havia se apaixonado pela magnifica beleza de Eva no primeiro encontro, o sorriso escapava pelos lábios de Pietra, sentada a cainita respirava profundamente apenas observando Evangeline.

    Apesar de ciumenta e apegada Eva mais do que nunca precisava de seu espaço, essas mudanças repentinas entre a tempestade e a calmaria encantavam a italiana, a besta ronronou quando a francesa deu seus primeiros movimentos, a mulher de madeixas douradas angelicais fez com que Pietra suspirasse encantada.

    “Eva... Tão bela quanto o amanhecer do sol! Ahhh mia amata, trazes em tua cabeça o dourado que um dia me foi tirado...”

    As presas brancas como a neve e o acanhamento de Eva fizeram com que o sangue subisse na face de Pietra, está sim corava pelas duas com rapidez. Devolvendo o pequeno cumprimento com um sorriso solto.

    - Buona notte mia bela.

    Andando até a penteadeira de Evangelina a cainita tomou cuidado de pegar uma escova de cabelo de cerdas macias, voltando para a cama Pietra não escondeu a felicidade que sentia.

    - Eu sei, culpa mia...Vou tentar resgatar esse habito, nos faz tão bem... Posso escovar seus cabelos Eva? Sinto tanta falta e faz tanto tempo que não o faço!
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    Danto
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 10/12/2016, 00:05

    A bela sorriu de maneira carinhosa e se colocou a caminhar em direção a penteadeira, sentando-se graciosamente em frente ao espelho, ela olhou-se por alguns instantes, como se admirasse a própria beleza que possuía. De fato, a beleza de Eva era sempre uma característica extravagante e incontestável, eram incontáveis o número de casos em que mortais ou até cainitas mais jovens se perderam de amores por ela, todavia, o único amor dela era você. Curiosamente, Friederich acabou por entraram também no coração dela, mas de uma forma diferente que ainda era um pouco nebulosa para os dois.
    Levando os olhos na sua direção através do seu reflexo no espelho, Evangeline comentou:

    -Querida, me diga uma coisa: Você usou o seu vitae para ficar tão corada assim?! Não me pareceu algo cainita... E você está mesmo respirando?! Quando isso aconteceu!? Como eu perdi tudo isso? Sinceramente, não gostei do turbilhão dessas últimas noites, não saio mais do seu lado! Me sinto tão perdida! Conte-me tudo!
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 10/12/2016, 21:27

    Os movimentos esguios de Eva guiaram Pietra até a penteadeira, deixando que sua amada tivesse seu tempo a italiana começou o delicado trabalho de separar as mechas para penteá-las. As perguntas da francesa juntamente com seu comentário fizeram com Pietra a encarasse com delicadeza, através do reflexo era possível ver sua pele corada e o continuo movimento de seu peito.

    “ Estou claramente mais vivida. Mais do que jamais pensei em estar, até minha besta o aponta. Mas isso me trará problemas?!”

    Beijando o alto da cabeça de Evangeline a cainita sorriu ao comentar.

    - Acreditarias se eu lhe disser que hoje despertei mais cedo e comi dois, exatos dois pedaços de maçã!?

    Rindo de maneira divertida a italiana se sentou ao lado de Eva enquanto começava a pentear delicadamente o cabelo da mesma, o toque de sua amada era gelado se comparado ao de Hans, a besta não reclamava pelo simples fato de amar a francesa, mas deixava claro que o frio não era de seu agrado para a italiana.

    - Fique certa de que eu não fiquei nada feliz pelo que tive de fazer com Althea na noite passada... Mesmo assim, teve sua necessidade não é mesmo?!

    Buscando os olhos de Eva com carinho Pietra a abraçou depositando sua cabeça no ombro da mesma.

    - Acredito que dei mais um passo em direção de Maria. Quem me ajudou a dá-lo foi a prole mais nova de Violetta, Hans... Alguém tão iluminado que chega a brilhar como o sol nas trevas.

    A besta procurava o colo de Eva para se aninhar e trocar caricias, Pietra por sua vez sorria de forma suave procurando as reações de sua amada, não era preciso de muitas palavras para que fosse comprovado o que havia sido dito pela italiana.

    Arrumando-se ao lado de Evangeline, Pietra teve que se segurar para não saltitar no banco da penteadeira, fechando os olhos por alguns instantes a cainita sorriu ao comentar.

    - Isso me lembra que, ao final desta noite Lorenz será mia prole. Ele já apresentou Teresa e ela assumira os antigos afazeres de Lorenz. Neste instante ela está preparando o quarto onde ocorrerá o abraço. Estou ansiosa e com tanto medo. Não quero que nada saia errado, nada.
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    Danto
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 12/12/2016, 13:17

    Ao ouvir sobre a sua ação de comer os pedaços de maçã, Eva arregalava os olhos surpresa, sem se importar em mascarar o minimizar essa surpresa que quase chegava a se maximizar em um susto. Com os olhos bem abertos, ela seguia olhando para você com o auxílio do espelho, boquiaberta e cruzando os braços quando você falava sobre Althea.

    -Ela está em uma das selas após a arena, ainda não conseguimos gerenciar a saída dela de Berlim. Acredito que só o Artur será capaz de providenciar isso...

    Descruzando os braços e tentando compreender melhor após ouvir o nome de Maria, Eva apoiava as mãos no móvel a frente dela, deslizando os dedos sobre o mesmo de maneira distrativa, ela parecia pensar bastante no assunto. Para enfim sorrir delicadamente quando você mencionava Lorenz. Ignorando por alguns instantes a informação sobre Hans.

    -Você será uma excelente mãe, nós duas sabemos disso. Não precisa ser tão humilde assim querida, Lorenz é um doce, um pouco chato mas isso é um charme de certa forma não é mesmo?! Mas espera um pouco...Deixa eu ver se eu entendi uma coisinha direito...

    Bruscamente ela se virava, para olhar diretamente para você, abandonado o seu reflexo e o espelho. Forçando que o pentear fosse interrompido, alguma coisa havia acionado um alerta na mente de Eva, algo que a fazia agir de maneira territorialista e agressiva, ciúmes.

    -Não gostei disso. Nem um pouco! Tem algo diferente na sua voz quando você fala o nome desse tal de Hans! Pietra Rafaldini, o que esse homem fez contigo?! Você pode ser a Aranha, ou qualquer outra coisa para os outros, mas comigo não funciona assim e você sabe disso! Como é possível um desconhecido mudar você do avesso de uma noite para a outra? Quero conhecer esse sujeitinho imediatamente! Quem ele pensa que é?!
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 12/12/2016, 16:00

    Os olhos de Pietra estudaram a surpresa de Evangeline com cuidado, a própria cainita ainda não sabia como ainda mantinha os pedaços em seu corpo, mas era certo que o gosto doce da fruta ainda perdurava em sua boca.

    Ouvir de Eva que Althea ainda permanecia em Berlim fez com que Pietra estremecesse, algo precisava ser feito antes mesmo do despertar de Friederich, para a segurança de Althea e mais do que nunca evitar mais problemas com a Priscus.

    - Não sabemos quando Artur ira acordar. Veronika se responsabilizou em acorda-lo, mas este é um problema que não podemos deixar nas mãos de Friederich. Seria mais adequando chamarmos o servo dele para tal tarefa. Muito provável que ele tenha os meios necessários para isso. Até lá nem um mal deve ser feito contra Althea, ela já foi humilhada o suficiente. Não que não tenha merecido, mas é bom não deixar feridas expostas demais.

    Um sorriso tímido se formou nos lábios de Pietra ao ouvir os elogios de Eva a Lorenz, a cainita amava a forma como sua amada sempre implicava com Lorenz, mas da mesma forma não viveria sem a presença do mesmo, a italiana entendia que era a forma de Eva demonstrar seu afeto.

    “ Eva... Como eu quero que um dia tu também seja... Que essa alegria possa ser sentida por você também mia bela! “

    Surpresa pela mudança brusca de Evangeline, Pietra teve que soltar as pressas a madeixa que estava penteando para estragar seu trabalho, ouvindo as inquisições de sua companheira a cainita não fez mais do que arregalar os olhos.

    Era claro o ciúme de Evangeline diante de Hans, a besta se divertia com isso se preparando para contar maravilhas de Hans para Eva, refreando sua besta Pietra balançou a cabeça com cuidado enquanto ficava mais vermelha do que esperava ficar.

    - Evangeline Bourseiller! Hans foi criado para ocupar meu lugar no coração de Violetta, ela o criou para ser a minha cópia exata. A pressão foi tão grande que ele cometeu suicídio mia bela, foi quando Violetta o abraçou. Não consigo ver mais do que a figura de um irmão querido em Hans.

    Depositando a escova em cima da penteadeira Pietra tomou as mãos de Eva com delicadeza para beija-las, sorrindo para sua amada a cainita respirou profundamente.

    - Farei mil juras se assim quiseres, mas não me olhes assim Bela. Sabes que eu me apaixono perdidamente quando estás assim!
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 14/12/2016, 23:20

    Evangeline fechava a face em uma expressão de desgosto, tirando rapidamente as mãos das suas a loira desviava o olhar, se ela ainda fosse capaz, naquele instante estaria a puxar o ar com bastante força para dentro dos pulmões para soltar um forte sopro pelos lábios semi-abertos, como uma baforada de raiva. Mas como para ela a humanidade a muito já não fazia mais sentido, a loira se enclausurou em uma postura agressiva e cruzando os braços, ela a encarou.

    -Irmão? Eu sinceramente não sei como você ainda consegue ter tantos amores por essa corja de Paris. O que ela fez para te ajudar quando o mundo inteiro se voltou contra você? Eu estava presa em um calabouço como uma pulha! Sinceramente! O que eles ofereceram a ti para ganharem tanto prestígio assim? Dei meu sangue, minha vida, minha humanidade, tudo! Quando Arthur, dominado pela Imperatriz marchou contra nós, onde você estava?! A conhecer seu falso irmão, não esqueça a tua verdadeira linhagem e o que eles fizeram contigo! Porque eu tenho certeza que eles jamais a esqueceram!

    Eva prontamente se levantava a após pronunciar essas dolorosas e venenosas palavras, que doíam muito por causa do tom verídico que elas carregavam, a sua besta sumia em resposta a ação de Eva, como se ela não suportasse ali continuar. O vazio dentro de ti se fazia então presente enquanto a francesa caminhava pelo quarto inquieta, com passadas pesadas e a face fechada em uma careta de indignação.

    -E não adianta tentar me abraçar, eu to muito puta da vida com tudo isso! Muito! Meu coração doeu tanto quando eu ouvi Althea falar e percebi a minha lógica concordar com ela, mas o nosso laço me controlar... Sinceramente Pietra, eu a amo profundamente isso não é uma questão refutável, mas eu verdadeiramente não consigo aceitar que todo o peso, todos os sacrifícios sejam apenas meus! Eu sinto tanta falta de respirar, de sentir o calor do meu corpo, do contato humano... Mas eu não posso! Olhe a minha alma, olhe onde eu cheguei por ti! Eu sou a sua família, Artur é a sua família. Lorenz, Albert! Não esses malditos covardes que se aglomeram em torno de ti agora que lhes é conveniente! Eu não quero as suas juras! Eu quero que você entenda que Artur quase morreu, Artur ou Friederich, tanto faz! Narses se foi! A espada precisa de referências fortes e a humanidade jamais será forte diante dos olhos de Caim e seus filhos...

    Enfim ela se sentava na cama e levava as mãos na face, seus olhos conseguiam ver as mãos dela tremendo levemente, como se o simples fato de assumir que sentia falta do "ser um humano" causasse uma dor e uma exaustão mental nela de tamanhos absurdos.
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 14/12/2016, 23:38

    Leitura de Aura Percepção + Empatia = 9d10
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Dados em 14/12/2016, 23:38

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 4, 6, 4, 7, 9, 8, 1, 2, 2
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 15/12/2016, 00:31

    Pietra quis ignorar os primeiros sinais da fúria de Evangeline, a besta rapidamente acuou-se já nas primeiras palavras da francesa. O rompante que se deu pegou a italiana de surpresa, uma surpresa dolorida e nada alegre.
    Sem as mãos de Eva nas suas Pietra as fechou com força, cada palavra dita e jogada em sua cara fez com que a cainita estremecesse, aos poucos o vazio tomava conta se seu coração e o frio o lugar onde até a pouco sua besta estava.

    “ Eva... Eu...”

    Em silencio Pietra viu toda a fúria e amargor de guardados de Evangeline serem revelados, como se carregada pela maré daquela tempestade a cainita sentiu que sua face se molhava, mas não se importou com isso, Eva tinha muito a que dizer e como sua companheira Pietra a escutar.

    “Eu pude ver meu passado com outros olhos... Reconhecer os cuidados de Violetta... Reconhecer meus erros... O que tu viste mia bela? Porque sou eu sempre a machuca-la? Porque? ”

    Quando Eva sentou-se na cama Pietra abaixou os olhos, o que mais lhe machucava era ver a tão bela e amada Evangeline abatida, essa imagem simplesmente enchia o coração de Pietra do mais puro frio. Seus olhos aos poucos tomaram coragem para encarar a figura de sua amada, buscavam respostas onde Eva não podia esconde-las.

    - Eu... Somos fracas Eva... Eu mais do que tu... Sempre foi assim não é mesmo?! Eu não sabia que por de baixo... Que você escondia essas dores... Agora posso ver como sou uma tola, como apesar do tempo ainda não consigo abandonar os sonhos de criança... Perdão Eva... Eu nunca quis prende-la, não quando o que eu mais desejava era lhe ver livre...

    Levantando-se do banco Pietra chegou a dar um passo na direção de sua amada, mas o medo de mais uma onda de fúria a fez parar, sempre havia o medo de machucar Evangeline, a simples lembrança dos gritos depois de Paris fizeram com a cainita arfasse.

    - Se lembra dos dias que eu lhe fiz dormir cantando?! Não teve um dia depois daquilo que eu não me amaldiçoa-se... Nem um dia que durante a música eu não chorasse pela dor que lhe causei...

    Respirando profundamente Pietra se aproximou de Eva, se ajoelhando a frente da amada a italiana puxou as mãos desta.

    - Eva mia bela, eu quis protege-la... Mas veja só o que eu fiz, lhe machuquei novamente. Como podes me amar, como podes me perdoar quando tudo o que lhe causo é dor? Diga-me Bela, quem caiu no Conclave, quem eu deveria ter ocupado o lugar? Quem bela? Me perdoe, porque não consigo fazer que tu saias da trevas, que escondas suas dores para me fazer feliz...
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    Danto
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 20/12/2016, 23:23

    Evangeline ouvia as suas palavras em total silêncio, deixando que você expressasse todas elas sem interromper nenhuma delas, tão pouco reagia a elas. A loira mantinha seus olhos profundamente focados nos teus e nada na sala para ela eram mais importante do que isso. Em resposta a suas últimas ações, ela inclinava o tronco para frente e lhe beijava a testa com ternura.

    -Não se coloquei abaixo de mim, jamais. Nós duas sabemos exatamente quem é quem em nossa relação, entendo que a tua tendencia à penitencia seja mais latente, afinal, tua própria busca espiritual tange esse espectro da consciência cristã, além é claro, da sua educação italiana que é tão forte quanto seu sotaque. Minha amada, você é tudo para a minha vida e não importa o que faça, não importa a ferida que seja aberta em meu corpo ou alma, teu sorriso sempre irá faze-la cicatrizar... E sim, eu me recordo todas as noites.. Você não é uma boa cantora, sabia disso?!

    Ela ria da pergunta retórica carregada de sarcasmo que ela liberava na parte final da própria fala. Soltando as mãos das suas, ela tomava a sua face com enorme carinho, segurando ela pela altura das maçãs da sua face.

    -Muitos caíram na noite do Conclave querida, muitos... Mas a sua pergunta deve ser devido a mais recente mancha em minha aura correto? Ela pertence à Diane Elsner, lembra dela? Minha querida rival local?! Nossa relação sempre foi de competição, mas na realidade, eu a respeitava profundamente. E até posso dizer que a admirava, mas durante a batalha, tudo saiu do controle! As bestas se libertaram de nossos corpos e aliados enfretaram aliados, foi uma barbárie sem limites... Mas não diga, nunca mais, que você deveria ter morrido naquela noite! Agora, tentarei lidar com meu ciúmes por essa talzinho de... como é mesmo o nome dele?

    Perguntava Evangeline, de maneira venenosa como apenas ela era capaz de fazer. Para então soltar a sua face e com uma expressão bem mais leva ela comentava enfim:

    -Ah! Antes que eu me esqueça, Edgard deixou um presente para nós. Ele se chama Cassandra e ela irá liderar o novo bando local, muito Edgard não é mesmo!?
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 21/12/2016, 17:03

    A tempestade dava lugar a calmaria, o simples fato disso acontecer com rapidez fazia com que o coração de Pietra voltasse a se esquentar, embora devagar nada constante, eram aquelas calmarias que deixavam a italiana perdida e cada vez mais apaixonada.

    Recebendo o beijo na testa com carinho Pietra abraçou as pernas de Evangeline, um sorriso singelo voltava a ser visto nos lábios da italiana enquanto esta escutava cada palavra de sua amada sem desviar os olhos. Uma leve cara de culpa e vergonha tomou a face de Pietra quando Evageline comentou de sua voz, franzindo a testa em resposta as risadas de Eva.

    - Não ria assim de mim. Sei que nunca fui boa, mas o que vale é a intensão. Pelo menos você dormia, ou fingia muito bem mia bella.

    A besta ronronou baixo aos poucos retornando de sua fuga, o toque gelado de Eva no rosto de Pietra a chamava, apesar do frio a besta adorava o toque da francesa.

    “ Eva... Não temos mais o laço, posso sentir isso e sei que tu também o sentes... Pela primeira vez seremos verdadeiras uma com a outra...”

    As palavras sobre Diane deixaram Pietra sem reação, saber sobre a morte da rival de Eva e o modo como havia acontecido eram apenas mais uma prova do terror que o Conclave havia se tornado.

    - A primeira vez que vi as manchas tive medo... Mas não poderia culpa-la ou sentencia-la a nada... Não me importo com elas... Mas sinto que Diane tenha caído, ainda mais nesta situação... Lembro-me que Diane tem uma prole, sei que as duas tinham pontos diferentes, mas talvez fosse bom que tu a procurasse. Alguém precisa lhe dar a notícia e oferecer pelo menos um pouco de compaixão a ela.

    Tomando uma das mãos de Eva, a cainita a beijou com delicadeza, ainda abraçada as pernas de sua amada Pietra sorriu com a pergunta venenosa da mesma, uma parte da italiana adorava aquilo a outra tinha medo.

    - Hans... Não se esqueça deste nome, porque foi Violleta que me tirou do Conclave... Para me manter em segurança. Ela me adotou como sua prole Eva, mesmo que eu o tenha percebido muito tempo depois. Sei que minhas tendências seguem preceitos cristãos, mesmo que eu já não o seja. Mas é errado pensar que esse caminho é fraco, pelo contrário. Tem uma força muito maior do que a conquistada no campo de batalha, e um peso diferente que pode mover o mundo... Apenas me de tempo para provar isso Bella.

    Rindo ao saber sobre o presente de Edgard a cainita concordou com um leve aceno as palavras de Eva, apoiando seu queixo nos joelhos desta a cainita sorriu.

    - Um presente típico de Edgard. Misterioso e único. Imagino que ela será uma grande Ductus, uma que será lembrada e temida. Se tiver a instrução certa é claro. Isso me faz querer saber. Quem fará parte deste novo bando?
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 1/1/2017, 18:29

    -Eu quero conhecer Hans e isso não é negociável, está bem?! E Pietra, meu amor, não se esqueça que tempo é algo que nós duas sempre teremos, a imortalidade nos espera não é mesmo!?

    Disse Eva com um sorriso leve nos lábios, para em seguida levar as mãos nos seus ombros e gentilmente toca-los, convidando-a a se levantar. A loira de beleza estonteante aguardou a sua ação de levantar, para então finalmente também se erguer, buscando seus olhos. No exato instante que seus olhos se conectavam, ela a abraça. Com a força necessária para dizer que tudo estava bem e com o carinho preciso de um verdadeiro amor, ao final deste, Evangeline diz:

    -Você terá um filho! Lorenz finalmente será como nós!

    Era uma frase feliz, os olhos dela brilhavam suavemente com lágrimas avermelhadas de um sentimento que você não esperava que fosse tão grandioso dentro dela. Sorrindo com os dentes a mostra, ela pressionava o lábio inferior e erguia os ombros, em uma ação de empolgação contida. Tamanha era a empolgação que a loira simplesmente não resistia e soltava do seu braço para pular em direção a cama, comemorando a notícia. Falando em francês:

    -Finalmente! Já não aguentava mais vê-lo em um patamar inferior, finalmente poderei conhecer ele totalmente! Eu serei mãe dele também? Como vai funcionar isso? Ele vai me chamar de que? Tia não é algo negociável! Eca! PIETRA! Você deveria ter me contado isso antes para que eu pudesse pensar melhor nessas coisas! Calma, vai ficar tudo bem... Né!?

    Ela sentava sobre os joelhos e apoiava as mãos na cama logo a frente dos joelhos, inclinando a face na sua direção, parecendo uma criança que acabara de receber o melhor e mais empolgante brinquedo de sua vida.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 2/1/2017, 21:02

    Um sorriso tímido surgiu nos lábios de Pietra em resposta as primeiras palavras de Eva, depositando um leve beijo nos lábios da francesa a italiana concordou cruzando os dedos em uma promessa.

    - Tenho certeza de que iras conhece-lo, mas no momento certo e quando não houver empecilhos.

    O abraço apertado e a reação espontânea de Eva fizeram com que Pietra risse, havia uma euforia entre as duas cainitas com o passo extremamente importante a ser dado, observando cada pequeno gesto de Eva a cainita simplesmente sorria feliz, a tempestade já havia passado e o resultado dela havia sido bom apesar das farpas trocadas.

    “ Eva... Quantas emoções fluem calmamente em você? E como elas conseguem ser tão destrutivas ao seu bel prazer?!”

    Sentando-se na cama para observar Evangeline em sua euforia Pietra gargalhou com as injurias de sua Musa.

    - Que culpa eu tenho se sua mente o fez antes do previsto Bela?! Não se preocupe serás tão mãe dele quanto eu, por isso deves trata-lo como seu filho. Sinceramente nunca o vi em um patamar a baixo, não que as posições estivessem em equilíbrio, mas abaixo de nós Lorenz, Albert e até mesmo Theresa estão.

    Respondendo no mais fluido francês que possuía Pietra não se conteve em abraçar Eva, a cainita adorava as reações vivas de sua amada, reações tão extravagantes quanto a mesma.

    - Seremos duas mães de primeira viagem... Não pode ser tão ruim assim, será magnifico ver o real Lorenz não é mesmo bela?!
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 5/1/2017, 03:29

    Mantendo o próprio idioma natal, Evangeline prontamente se colocava a responder as suas questões e afirmações de maneira direta e sem rodeios.

    -Claro que somos mães de primeira viagem! Você era uma moça apaixonada e uma aprendiz inalcançável, eu simplesmente me recusava a me tornar uma gorda resmungona e ter que obedecer as ordens de um pé rapado qualquer... Ah como eu invejo as moças desses últimos séculos! Mas espere um pouquinho, você disse Theresa?! Essa não era a tal namorada do Lorenz?! Se bem que Lorenz não é assim tão chegado no corpo feminino... ou é?! Meu amor, como você pode ter a indecência de dizer que essa confusão toda não é culpa sua!

    Havia agora na frase da loira um bom humor típico, ligeiramente ácido e sarcástico. Mas havia humor e isso era uma claríssima demonstração que a calmaria após a tempestade havia chegado, levantando-se da cama ela colocava as mãos na cintura e olhando diretamente para você, a francesa retomou a frase:

    -Eu tenho que me aprontar! Me conte mais sobre Theresa enquanto eu faço isso? Se não sair desse quarto nos próximos instantes deixarei de apresentar o novo bando de neófitos para a nossa querida Ductus e a Elizabeth... E deixara crianças sozinhas com a gentil Tzmisce pode não ser uma boa ideia!
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 5/1/2017, 21:45

    O humor típico de Eva fez com que Pietra risse, fingindo se esconder por de trás de suas mãos a cainita se encolheu um pouco de forma defensiva.

    - Porque eu seria indecente?! Sabes bem que a culpa é minha e não posso simplesmente ignora-la! Aliás, tu sabias de Theresa e não me contou nada?! Sinto que fui enganada nisso... Mas bem, digamos que Theresa foi treinada por Lorenz, se ele tem ou teve interesses amorosos por ela ou qualquer mulher, não sei lhe responder. Ele é reservado nesse aspecto...

    “ All deve ter mantido Eva informada sobre Theresa. Será mais fácil para Theresa ser aceita por Eva assim. Uma sorte para ambas!

    Recuperando a postura a italiana fechou os olhos por alguns instantes ouvindo Eva falar em seu idioma natal, Pietra simplesmente o adorava e não se esforçava em esconder isso. Sentindo o movimento de Eva a cainita sorriu ao abrir os olhos, observando-a com interesse e cuidado.

    - Acredite nunca é uma boa ideia deixar crianças perto de Tzmice, ainda mais se eles tiverem o humor de Elizabeth. Não sei se conheces, mas, Theresa teve uma história parecida com a minha, seu noivo não aceitava as fotografias dela e chegou a agredi-la e até mesmo abusa-la... Por trabalhar aqui Lorenz percebeu e a colocou sobre sua tutela, acredite Bela ela é forte e encantadora, chega até mesmo a me lembrar um pouco você...

    Acompanhando os movimentos de Eva enquanto está se aprontava, Pietra se levantou da cama para poder conversar sem mudar o tom de voz, seus olhos castanhos admiravam a figura de Evangeline estudando suas reações.

    - Só que mais baixa é claro. Eu havia pedido que Lorenz preparasse alguém para assumir as responsabilidades dele antes de abraça-lo e pelo visto ele já tinha pensado nisso antes mesmo do esperado. Agora Theresa esta arrumando a sala onde farei o abraço, mal espero para a hora chegar. Mas antes disso o dever, estou curiosa com o novo Bando e não seria mal prestigiar a Pupila de Edgard.

    “ Enquanto Cassandra estiver em Berlim será bem cuidado e protegida. É o mínimo que posso fazer por meu querido irmão!”

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 9/1/2017, 20:28

    -Então ela também é uma artista, moderna, mais uma artista. Isso é positivo, não suportaria o convívio de uma pessoa ignorante a necessidade do criar, tão pouco você não é mesmo?!

    Dizia a loira em um tom retórico, enquanto caminhava até o armário, mexendo por entre os cabides e sorrindo ao notar um certo padrão de cores entre eles.

    -Eu sentirei falta disso, eu não me lembro de ter arrumado meu armário, mas aqui está ele. Pronto, separado da forma que eu gosto e com sugestões de combinações... Seu filho é uma alma especial Pietra... Tenho que admitir que estou ansiosa!

    Radiante, ela dava inicio a troca de roupas, sem se preocupar com qualquer tipo de noção de pudor. Afinal, essa palavra simplesmente não existia no vocabulário da sua musa. Despindo-se de maneira espontânea para logo em seguida vestir uma combinação claramente preparada por Lorenz.

    -Então venha comigo! Será uma experiência maravilhosa para ela e o novo bando!
    Roupa Escolhida por Eva:
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 10/1/2017, 16:44

    - Criar chega a ser quase como um dom... Menos divino, com seus problemas e empecilhos, mas ainda assim um dom único... Tens razão, acho que não suportaria o convívio unicamente prático, não é de nosso feitio.

    Comentava Pietra em resposta as palavras de Eva, observando os movimentos da loira dentro de seu guarda roupa a italiana pode notar o toque sutil de Lorenz, algo que de certa forma faria falta.

    “ Thesa não sera igual a Lorenz, ela terá suas próprias qualidades e defeitos e esta mudança nos fará bem.”

    Um riso calmo escapou da cainita ao ver que Eva se trocava sem formalidades ou pudor, não que houvesse tal necessidade entre as duas, mas aquela era apenas uma das diversas características selvagens da encantadora Evangeline.

    - Fico feliz em ouvir isso, assim sei que não sou a única ansiosa com o fim da noite... Aprenderemos a viver sem os cuidados de Lorenz, mas o conhecendo bem sei que isso não irá desaparecer com seu abraço.

    Estendendo a mão para Eva a italiana concordou com um leve aceno de cabeça, acompanhando sua Musa para as responsabilidades com a Espada de Berlim.

    - Seria extremamente descortês de minha parte não estar na apresentação do novo bando, ainda mais quando Cassandra será a Ductus deste bando.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 12/1/2017, 17:20

    Pegando a sua mão e prontamente se colocando a andar, Evangeline ouvia a sua última frase e concordava com um manear brevíssimo de cabeça, mas nada comentava. Ela parecia ligeiramente apressada e você sabia exatamente qual era o objetivo do caminho que ela estava fazendo: A sala de Friederich. Já que o subterrâneo era escolhido como rota e ao invés de virar em direção da arena, Eva fazia uma breve mudança de direções e terminava em frente a sala do Arcebispo de Berlim. Tocando gentilmente na madeira da porta, ela se permitiu sorrir.

    -Espero que ele volte logo...

    Seguindo de um suspiro breve, a loira empurrou a porta revelando o interior da mesma. A sala ainda estava com a mesa quebrada de outrora, assim como as cadeiras reviradas e o poderoso trono de Friederich, era como se nada tivesse mudado, uma das poucas localidades que não eram tocadas por Lorenz. Em meio a nostálgica sensação de olhar para um fragmento perfeito de um passado recente, seus olhos demoraram instantes para encontrarem as imagens de seis neófitos.

    -E vamos as apresentações... Aquela é Cassandra Kastner, prole de Frank Wahlgren, um importante e antigo Tremere de Berlim. Ela será a ductus desse novo bando e é a protegida de Edgard. Seguindo a apresentação, temos a prole de Rebeka: Axel Aschenbrener. O pander Jan Schwerdtfeger. Aquele outro jovem estranho e exótico é Kaleb Saks, herdeiro do vitae de Elizabeth... As últimas duas são Lotte Bethmann e Yalin Kizilkaya... E elas não precisam de apresentação não é mesmo!?

    Todos os olhares daqueles jovens eram direcionados à vocês duas. Mas os olhos de Lotte tinham um peso especial, sua besta reagia positivamente à ela e apesar da sensação de carinho, havia um receio sensitivo, Lotte era uma rosa. Uma rosa negra que havia herdado o teu vitae! Já Yalin e toda sua aparência exótica tinha um vitae potente, tão potente quanto o teu e sua postura era forte, ereta e perfeita. Havia tantos fragmentos de Friederich nela que seus olhos se deleitavam em vê-los.
    O Novo Bando:
    Cassandra Kastner:


    -Prole de Frank Wahlgren
    -9ª Geração Tremere
    Axel Aschenbrener:


    -Prole de Rebeka
    -9ª Geração Lasombra
    Jan Schwerdtfeger:


    -Sem Senhor
    -10ª Geração Pander
    Kaleb Saks:


    -Prole de Elizabeth
    -8ª Geração Tzimisce
    Lotte Bethmann:


    -Prole de Pietra
    -8ª Geração Toreador
    Yalin Kizilkaya:


    -Prole de Artur/Friederich
    -7ª Geração Ventrue
    -Sacerdote
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 12/1/2017, 20:19

    Sendo guiada por Evangeline a italiana percebeu a pressa de sua musa, era o simples chamado dos afazeres das duas, o precioso tempo em que poderiam dispor juntas havia se acabado e ambas agora tinham deveres a serem feitos, mesmo assim Pietra apertou com suavidade a mão de Eva.

    - Ele voltará, de alguma forma sinto que ele gostou de Berlim.

    O carinho com qual Eva abriu a porta do escritório de Friederich fez com que Pietra sorrisse, diante dos olhos castanhos da italiana um pequeno fragmento das noites anteriores se apresentou, um suspiro longo tomou a cainita diante do trono intocado de Friederich.

    “ Friederich, por favor volte logo. Berlim precisa de você, nós precisamos!”

    Os olhos curiosos foram o que chamou a atenção de Pietra, seis neófitos a encaravam com curiosidade, curiosidade correspondida pela italiana com um sorriso simples e educado. Uma pequena mensura foi feita na direção de Cassandra, o reconhecimento da cainita que já havia sido apresentada era algo que Pietra fez questão de dar um pequeno enfoque.

    Houve surpresa diante da figura de Lotte, o reconhecimento de sua besta assim como a incerteza da mesma a fizeram rir, uma jovem rosa negra se apresentava diante de Pietra, uma rosa feita de seu próprio vitae uma surpresa com todos os toques de Artur. A força que emanava Yalin, os pequenos gestos inconscientemente iguais aos de Friederich revelavam uma surpresa encantadora para Pietra.

    “ Um legado para Friederich. Ah mio amato isso me deixa imensamente feliz.”

    Fechando os olhos por alguns instantes Pietra respirou antes de abri-los e sorrir calma e receptiva.

    - Eu sou a Bispo Pietra Rafaldini, é uma imensa felicidade conhecer os mais novos membros da Espada de Berlim e o mais novo bando. Uma grande responsabilidade é depositada em vocês, uma responsabilidade que condiz com o peso do nome de seus senhores.

    Comentou a cainita em seu tom calmo, seus olhos procuraram os de Lotte deixando claro que a jovem era sua prole e que seu nome também pesava.

    - Mas antes de tudo quero que saibam que é através de seus esforços que serão respeitados, será de seu trabalho e do fruto dele que se gabaram. Apenas peço que deem tempo para que o fruto seja colhido no momento certo. Este é um erro comum aos membros mais novos e sinceramente não gostaria que vocês o cometessem.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 16/1/2017, 14:10

    Assim que a sua apresentação é feita, todos os jovens cainitas presentes no interior da sala fazem uma reverência como forma de saudação, reconhecimento e respeito. Todos com uma única exceção, Lotte com seus olhos negros a observava estupefata, suas únicas ações eram a de arregalar os olhos e observar você com uma enorme atenção.

    -Obrigado por tuas palavras, Bispo Rafaldini. Permita-me então uma apresentação formal, meu nome é Cassandra Kastner, do clã Tremere e da casa Goratrix. Será minha responsabilidade a liderança desse bando e tenho total certeza de que estarei em breve digna da altura do cargo de Ductus da Espada de Berlim. Por hora, permita-me dizer que os meus irmãos e irmãs aqui presentes são todos os vitoriosos do ritae de criação realizado na noite do festim, por tanto, são ainda jovens em demasia. Fico profundamente grata por tua presença, anseio por um convívio positivo entre nós.

    Diz a Tremere que claramente demonstrava uma experiência incontestável, Lotte então caminha até você em silêncio, parando na sua frente. Vocês duas tinham a mesma altura e isso facilitava a ação seguinte da jovem rosa negra: Olhar profundamente nos seus olhos.

    -Senhora?! É você a minha Senhora?!

    Indagava ligeiramente confusa a criança da noite. Eva observava tudo quieta, mas reagia a aproximação de Lotte, colocando-se imediatamente ao seu lado, pronta para censurar qualquer ação desmedida que pudesse ser feita pela neófita inexperiente.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 16/1/2017, 15:50

    A reverencia feita pelos mais novos fez com que Pietra sorrisse de maneira simples, seus olhos castanhos perceberam os movimentos de surpresa e curiosidade de Lotte, de certa forma a própria italiana entendia o que a pequena confusão que se passava na mente de sua prole, ela mesma estava passando por isso.

    “ Friederich poderia ter me avisado sobre isso. Mas é encantador a pequena surpresa que ele quis me dar, uma pena que ele não esteja aqui agora!”

    As palavras seguras de Cassandra fizeram com que a cainita concordassem com um leve aceno, era clara a experiência da Tremere e mais claro ainda que o novo bando estaria bem sobre seus cuidados.

    - Faço das suas as minhas palavras Cassandra, acredito que teremos um bom convívio e por isso lhe peço que caso aja necessidade de algo venha falar comigo. Farei o que for preciso para apoiar seu bando. Fico feliz de ver que tantos cainitas conseguiram vencer o Ritae de Sangue, isso significa muito para Espada de Berlim.

    Pietra observou com curiosidade a aproximação de Lotte, a clara duvida da jovem a fez olha-la com carinho e calma, a aproximação de Evangeline fez Pietra desviar os olhos para sua amada, um claro pedido de calma era feito para a mesma neste movimento, voltando-se para Lotte a cainita então sussurrou.

    - Sim minha criança, espero não ter lhe decepcionado por não ser uma rosa negra, mas és tão minha quanto de Evangeline. Sei que estás confusa agora, então lhe peço um pouco de calma. Depois das apresentações e deveres poderemos conversar a sós, se assim desejares.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 17/1/2017, 04:04


    Lotte desviou os olhos na direção de Evangeline, essa por sua vez se manteve em silêncio e acatou ao seu pedido de calma. Entretanto, os enormes olhos negros da neófita se dedicaram exclusivamente a você durante o teu brevíssimo falar, direcionando eles diretamente nos seus olhos, ela não sorriu ou demonstrou qualquer reação além do orgulho. Sem pedir nenhuma autorização e quebrando os protocolos impostos pela etiqueta imortal, já que nesse instante ela não olhava para um Bispo, mas sim para sua Senhora, ela então se aproximou e com as duas mãos tocou a sua face.

    -Eu farei de ti a mais orgulhosa de todas as Senhoras e Senhores também. Eu sei que não sou como você é, por isso eu lhe peço apenas uma única chance... Me conceda e verás que irei ascender ao mais alto de todos os patamares, é o teu Vitae que corre em minhas veias e eu jamais esquecerei isso. Sou uma rosa negra e canto a todos os ares, sou Prole de Rafaldini il Ragno! Serei forte, paciente e tuas palavras serão leis aos meus ouvidos. E mesmo que não me dê essa chance, tua presença e teu sangue ainda irão fazer de mim a maior de todas as proles bastardas dentro da Espada... Não me responda agora, por favor, isso me dará a certeza que poderei encontrá-la ao menos mais uma vez...

    As palavras da neófita arrancavam expressões de pura admiração de seus companheiros de bando, principalmente de Cassandra. Mas era a face de Evangeline que surpreendia a todos, a loira estava a segurar o choro, com os olhos marejados de sangue, lábios trêmulos e uma postura totalmente entregue ao pedido de Lotte. Ela já estava prestes a responder algo ou até mesmo a tomar a jovem nos próprios braços, todavia, a ação dela era a de exibir um puro sorriso de felicidade. Algo tão raro que até mesmo você estranhava, era um sorriso enorme que a forçava a fechar os olhos e a exibir ligeiramente os dentes. A sorridente loira então silenciosamente passava as mãos na face, forçando-se a expulsar aquele breve pranto que havia se formado ali contra sua vontade.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 17/1/2017, 17:25

    Os olhares entre Lotte e Evangeline foram observados com interesse por Pietra, quando o toque suave de sua criança se fez em seu rosto a besta ronronou baixo, a besta não gostava do toque frio, mas simplesmente amava aquela criança de seu próprio vitae para ignora-la ou repudia-la, em resposta Pietra fechou seus olhos por alguns instantes. Abrindo-os novamente está sorriu ao ver o orgulho de sua criança e suas palavras fortes.

    “Os espinhos desta rosa com toda a certeza marcaram a pele de quem se opor a ela. Ela é forte, mais forte do que eu poderia esperar. Mia Regina adoraria conhece-la mia figlia. Talvez um dia eu posso apresentar as duas, talvez!”

    Tomando as mãos de Lotte com delicadeza a italiana as beijou com delicadeza, apenas um leve aceno foi a resposta dada para a neófita, enquanto um sorriso calmo e alegre surgia nos lábios da italiana enquanto sussurrava.

    - Os deveres nos chamam.

    Soltando com delicadeza as mãos de Lotte, Pietra não pode deixar de observar o resultado das palavras da neófita, as lagrimas seguradas com afinco por Eva e a admiração dos restantes incluindo Cassandra era uma amostra poderosa de sua própria criança.

    Dando tempo para que Eva se recompor a cainita por fim sorriu a todos da sala comentando de maneira breve e educada.

    - Precisamos apresenta-los adequadamente para o Bispo Elizabeth e Caroline, acredito que logo elas estarão aqui para isso. Ambas são cainitas experientes e fizeram muito pela Espada, tenho certeza que será um encontro interessante.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 29/1/2017, 02:52

    -Sim, o dever nos chama!

    Afirmou Evangeline, utilizando a sua própria frase como um gatilho para se recompor o mais rápido possível. A frase da loira provocou uma sinalização positiva de Cassandra que deu o primeiro passo, uma passada firme que ecoava uma presença natural de liderança, algo raro de se encontrar entre os mais jovens. Sua musa então sorriu levemente, aprovando a reação de Cassandra, para prontamente colocar-se também em movimento.

    -Eu irei levar todos vocês até a presença dos demais bispos, eles estão no aguardo da apresentação formal. Todavia, apenas quando o Arcebispo retornar o bando será oficialmente reconhecido por ele. Mas lembrem-se, ele que desejou a criação desse bando, a possibilidade de vocês retornarem ao fosso é baixa...

    Evangeline dizia essas palavras enquanto prontamente guiava o novo bando, mas não abria nenhuma distancia significativa de você, mantendo-se sempre ao seu lado. Assim vocês subiram as escadas de metal até a famosa "cadeira diplomática".

    A cadeira ficava posta logo na parte do térreo dessa parte da Espada, essa era literalmente a espinha dorsal que sustentava a galeria. Haviam portas laterias que davam acesso tanto a galeria, quanto a boate. As pequenas salas no segundo andar eram usadas como salas de reunião improvisadas, armazenamento de mantimentos para a boate e "ambiente de diversão". Vocês chegavam pelo fundo do ambiente, atravessando as portas duplas hospitalares, para ver a imagem de Elizabeth caminhando sobre a grade que cobria a "cadeira diplomática". A arisca e inconstante sérvia parava o caminhar, olhando a entrada de vocês e sorrindo ao ver você e Evangeline liderando a entrada do novo bando de Berlim, flexionando os joelhos para ser capaz de tocar a grade com as mãos, ela dizia, com seu sotaque puxado e característico.

    -Bem vindas queridas! Paladina Bourseiller e Bispa Rafaldini! E bem vindas, crianças, estou ansiosa para conhece-los...

    Os olhos negros da mulher buscavam a imagem dos neófitos, numa clara tentativa de intimida-los. Algo que acontecia sem muito esforço, salva pela imagem firme de Cassandra. Ao contrário da exibição corporal de Elizabeth, Caroline estava simplesmente de pé no final da escada que levava ao piso superior. Descendo a mesma assim que Elizabeth começava a falar, a prole de Narses exibia um visual mais fechado, quase clássico e com tons de vermelho interessantes, uma inesperada obra de Lorenz.

    -Boa noite a todos. Meu nome é Caroline Distler, sou um Bispo da cidade de Berlim assim como minhas irmãs, Pietra e Elizabeth são. Nós três compomos a máxima autoridade na ausência de nosso Arcebispo, por tanto, é nossa responsabilidade apresenta-los as leis, tradições e morais que constroem a nossa Seita.

    Dizia Caroline com seu alemão claro, exibindo uma firmeza incontestável nas palavras e mantendo sempre o tom similar ao de Narses, que ensinava através de sua confiança, sabedoria e carisma.
    Roupas dos Bispos:

    Caroline:
    Elizabeth:

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

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      Data/hora atual: 15/12/2017, 19:33