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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 30/1/2017, 13:22

    Pietra sorriu para sua companheira com um leve aceno, a mão da mesma tocou de leve a face esquerda de Lott com ternura, um gesto claro de orgulho e amor que sentia por sua primeira prole, mas como pedido anteriormente não haveria resposta para mesma, no lugar Pietra daria tempo para um encontro mais pessoal e único.

    “Darei um pouco de tempo para Lotte, tempo o suficiente para que ela se aceite e me aceite. Então não precisarei guardar segredos para ela e meu refúgio será um local seguro...”

    O simples pensamento de ter em seu refúgio a presença de suas proles, fez com que a cainita sorrisse enquanto seguia Evangeline, o sorriso de Pietra ganhou um novo significado quando seus olhos vislumbraram a cadeira. As palavras de Elizabeth fizeram com que Pietra risse comentando na língua natal da sérvia.

    - Cuidado Beth, você vai assusta-los mais do que o esperado.

    Vendo que a intenção da arisca mulher fora alcançada sem muitos esforços a cainita sorriu, sabia como Elizabeth agia diante dos mais novos, mas era bom manter o controle sobre a delicada situação.

    Andando Caroline a cainita a abraçou dando-lhe um beijo em cada face para então sussurrar em seus ouvidos.

    - Estás simplesmente linda minha irmã.

    Era claro os toques únicos de Lorenz na vestimenta negra e vermelha de Caroline, seu novo visual foi aprovado por Pietra com um suave sorriso e um toque em seu ombro. Colocando-se ao lado de Caroline a cainita ouviu atentamente as palavras da mesma, fazendo um leve sinal para Elizabeth indicando que seria adequado ela estar a frente e junto das demais autoridades ali presentes.

    - Escutem o que diremos com atenção crianças, nossas leis e tradições são tão velhas quanto a criação da Espada. Vivemos sobre elas para que nosso futuro seja garantido, nenhum cainita está livre da morte final por mais velho e poderoso que seja.
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    Danto
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 6/2/2017, 03:19

    Respondendo em seu idioma natal, Elizabeth soava com muito mais naturalidade e conforto, sua voz parecia menos agressiva e até mesmo suave dentro das entonações complicadas e arcaicas. Todavia, a força com que as palavras saiam causavam uma notória ação de temor nos neófitos que claramente não entendiam uma única sílaba por ela pronunciada.

    -Medo de mais nunca fará mal a eles, antes crianças assustadas que sempre saltarão e responder irão diante o perigo, do que ratinhos felizes a rodar em suas redomas de segurança. Não é mesmo!? Mas eu vou sim descer... Só preciso achar por onde!

    Enquanto você ouvia as palavras de Elizabeth que caminhava pela grade superior até desistir e simplesmente pular de cima da mesma e cair sem sequer dobrar os joelhos. Você realizava a sua aproximação à Caroline, essa por outro lado não demonstrava nenhuma agressividade, mas sim uma postura formal. Sorrindo carinhosamente na sua direção ela agradecia de maneira silenciosa e se colocava à sua direita enquanto você falava com os neófitos do jovem bando, Elizabeth se juntava posteriormente a sua esquerda. Evangeline se mantinha próxima a porta, distante de vocês e da cena em si.

    -Nós somos o Sabá, a Espada de Caim. Nossas leis são chamadas pelo nome de "O Código de Milão" e possuí exatos dezesseis tópicos, não é nosso dever listar eles à vocês mas sim explicar a necessidade delas. A nossa Seita tem como principal clama a liberdade total de cada individuo, sendo então, cada Cainita dono de si mesmo e não sendo jamais aprisionado a vontade de outro. O termo Cainita é referente a nossa raça, nós não somos Vampiros, somos herdeiros da maldição e do sangue de Caim e por tanto, Cainita é a nossa eterna situação...

    Terminado a própria frase com um claro gancho que deveria ser concluído por você, Caroline agora se colocava em silêncio. E aguardava a sua explicação referente as necessidades das leis do Código de Milão.
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 6/2/2017, 13:17

    Um sorriso calmo e sincero foi dado em resposta as palavras de Elizabeth, a italiana concordava com o raciocínio da mesma, a vida cainita era sempre cheia de perigos e medos e ter neófitos afoitos e despreparados era sempre um risco de perda.

    Apresentando-se calma ao lado de Caroline, Pietra viu com bom humor os movimentos naturalmente intimidadores de Elizabeth, para a italiana era sempre interessante e de certa forma sempre revelava algum aspecto desconhecido e surpreendente da mesma.

    Vendo-se no meio das duas Bispos a cainita sentiu o peso da responsabilidade sobre seus ombros, anteriormente seria Narses que ocuparia o centro, mas agora era ocupado pela própria Pietra algo inesperado e pesado.

    “ Honrarei sua memória Narses, não deixarei Beth sozinha e a ajudarei a se controlar... Lhe devo isso meu irmão e eterno Príncipe.”

    - Sei que lhe deve soar estranho... Pregamos a liberdade mas ao mesmo tempo nos valemos de leis e cargos...

    Comentava a italiana aproveitando claramente a deixa ou por Caroline.

    - Mas nós filhos e filhas de Caim já passamos por tempos negros, onde crianças eram feitas e jogadas a sua própria sorte para combater as fogueiras da Inquisição... Muitos cainitas caíram diante da fúria divina e humana. A espada surgiu em meio ao terror da Inquisição e a revolução que marcou a história cainita, sem um líder ou postos adequados a força se dissiparia com facilidade, unificando-nos e criando nossas tradições garantimos assim nossa sobrevivência diante de nossos inimigos, criamos uma força a ser temida e respeitada. Entendam que apesar das tradições que seguimos vocês são livres, nenhum laço de sangue os subjugara e os fará ajoelhar diante dos mais velhos. Somos uma família e mais do que tudo somos irmãos de maldição.

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 8/2/2017, 22:37

    O sorriso de admiração de Lotte se mostrava com intensidade, os olhos da sua primeira prole a observavam com fervor. Ao mesmo tempo, Evangeline sorria orgulhosa e concordando silenciosamente com cada palavra dita por vocês, os Bispos de Berlim. Elizabeth então elevava a voz para que os jovens pudessem ouvir:

    -O Sabá é uma Seita onde tuas ações importam, você não é alguém por ser prole ou herdeiro, por ser rico ou pobre, ancião ou neófito. Você é o que as suas ações são! Não se diminuam nunca, não se acomodem nunca! Porque a verdade máxima é simples: Tua glória só chagará com esforço, dedicação e sangue...

    Todos os novatos membros do bando que ainda viria a receber um nome se encontravam surpresos com tamanha convicção que era apresentada por vocês três, mas a frase de Elizabeth era interrompida por uma sensação inesperada, uma presença forte adentrava o local e começava a descer as escadas de acesso ao ambiente, era alguém que vinha da galeria e os olhos de todos se voltavam para a direção do som metálico de sapatos tocando as chapas de aço da escadaria.

    -Liberdade, igualdade e fraternidade. Assim gritavam os primeiros revolucionários que nossos registros históricos afirmam, nós os filhos de Caim, entendemos muito antes dos humanos a necessidade dessa tríade filosófica. Na ausência dela, temos a tirania e os Impérios... Mas me digam, quantos Impérios ou Tiranias realmente duram? É nosso papel colocar todas elas no chão, é nossa extrema necessidade, garantir a todos os nossos a liberdade para desfrutarem suas vidas sem censuras. É nosso mote, a igualdade entre todos, independente das idades, forças e status. Por fim, sempre será a fraternidade a nossa maior força...

    Era a voz forte e marcante do Arcebispo de Berlim, aquele que outrora fora chamado de Artur e hoje tinha novamente a chance de se reapresentar como Friedrich von Köln. Ele descia calmamente as escadas e parava logo acima de vocês três, a dois degraus de distância.

    -Eu os saúdo, meus jovens. Fico grato que tenha tido a oportunidade de retornar para ver o bando que eu ajudei a nascer se apresentar aos líderes da Espada de Berlim. Todavia, Evangeline, peço humildemente para que os leve até a boate e os apresente aos demais membros, precisarei agora conversar com meus Bispos...

    Evangeline, que não conseguia conter o enorme sorriso de felicidade da face, fazia uma reverência e tomava a mão de Cassandra para guiar o bando para a galeria através de outro caminho.
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    Jess

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 9/2/2017, 00:16

    O sorriso de Lotte encheu Pietra de alegria, a italiana não poderia imaginar que sua rosa negra a aceitaria tão bem e os primeiros temores se afastaram diante da admiração de sua prole.

    “Mia bambina, como temi não ser digna de ti... Me de tempo mia amata e a deixarei orgulhosa, da mesma forma que sei que me deixarás. ”

    A convicção de Elizabeth fez com que Pietra sorrisse para a mesma, era notável o fervor da pequena mulher, palavras que faziam a italiana lembrar que ambas as cainitas mais velhas ali presentes já haviam percorrido aquela estrada, cada uma com suas próprias curvas e dificuldades.

    A força da presença chamou a atenção de todos ali, haviam poucos cainitas dentro da Espada de Berlim que possuíam força para tal. O som metálico dos sapatos deu espaço para a voz única de Friedrich, no mesmo instante um suspiro de alivio escapou de Pietra, seus lábios se abriram em um sorriso que não havia como conter.

    “ Friedrich von Köln, mio Artur estás de pé novamente, no lugar que te pertence.”

    Os olhos de Pietra procuraram os de Eva, até mesmo o sorriso na face de sua Musa trazia felicidade para a italiana, mas diante do pedido de Friedrich para a conversa em particular fez com que Pietra abaixasse a cabeça.

    Havia a vergonha de ter abandonado Friedrich no Conclave, até mesmo a contenda com Althea e a permissão para que Elizabeth a marcasse eternamente, todos os pesares assolaram a italiana diante figura de seu amado, mas erguendo seus olhos Pietra sorriu com delicadeza ao fazer uma longa reverencia para o Arcebispo de Berlim.

    - Seja bem vindo de volta Friedrich von Köln, estávamos lhes esperando meu Arcebispo.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 14/2/2017, 03:57

    Reunidos naquele ambiente de tortura e questionamentos de inimigos, estavam os quatro verdadeiros líderes do Sabá de Berlim, os mais importantes e influentes membros que juntos ergueram uma resistência contra a própria figura monárquica e perturbadora de Gustav.
    Elizabeth prontamente fazia uma reverência em frente a Friederich, para logo em seguida se por de joelhos em frente a uma figura que ele sempre desafiou e provocou, a relação de Elizabeth e Friederich sempre fora marcada por longas discussões e episódios de violência, mas jamais seria marcada pela ausência total de respeito e acima de tudo, lealdade.

    -Meu Arcebispo.

    Diz a Tzimisce, Friederich olha diretamente para você, mas escolhendo responder primeiro à Elizabeth, o Ventrue caminhou até a mesma e com as duas mãos a colocou de pé. Olhando-o para os olhos da mesma ele responde:

    -Elizabeth, querida e irritante irmã. Juntos nós fomos bispos ao lado de Narses, juntos nós construímos os alicerces que hoje sustentam os pilares da Espada de Berlim. Lado a lado nos colocamos no campo de batalha e sangramos por nossa liberdade, jamais ajoelhe em minha frente novamente. Pois tu é e sempre será minha irmã!

    Elizabeth derramava uma lágrima de sangue, era a primeira vez que você a via lacrimejar daquela forma, uma lágrima de pura felicidade e orgulho. Ela estava sendo reconhecida da forma que sempre desejou pelo homem que ela sempre admirou. Em seguida, Friederich a soltava e carinhosamente tocava a face da mesma com a mão direita, para enfim caminhar até você que estava posta no meio das duas cainitas. Sorrindo gentilmente ele tocava tua mão e sussurrava:

    -Aguarde mais um pouco querida...

    Ele então se voltava para Caroline e parava na frente dela, sorrindo com orgulho sincero para ela, a mulher então dizia.

    -Arcebispo, saudações, sei que não possuíamos autoridades para tal, peço desculpas por tomar com minhas próprias mãos um cargo tão alto, eu...

    Friederich a interrompia levantando a mão direita, Caroline arregalava os olhos ligeiramente preocupada. O arcebispo então responde:

    -Finalmente retornou para nós Caroline, eu sinto muito por tudo que aconteceu em Luxemburgo e para sempre me arrependerei por tê-la abandonado daquela forma, é um erro que me assombrará eternamente. Todavia, a vejo agora forte e verdadeira consigo mesma. Não se preocupe com formalidades, és a herdeira de Narses e eu a invejo tanto por isso! Tu será meu terceiro Bispo, minha integridade e minha lógica...

    Os dois trocavam um longo abraço e no final desse, era a vez de Friederich se por na sua frente e prontamente começar a falar:

    -De pé, no centro. Como Narses outrora faria, Bispo Rafaldini... Eu sinceramente nunca serei capaz de usar tamanha formalidade contigo, seria cruel e insensível em demasia não concorda? És para toda a eternidade, minha Pietra. A razão por trás de absolutamente tudo, minha musa, minha essência! Eu vejo nos seus olhos algo que muito me preocupa, mas lhe garanto amada, meu coração sente tanto orgulho por vê-la assim! Obrigado por tudo e me perdoe pela demora...
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 14/2/2017, 11:37

    De pé e em meio as outras Bispos, Pietra sentiu a confusão que se criava dentro de seu coração, a besta amava aquele homem que tanto se aparentava com Michelangelo, mas ambas temiam ter o ferido, simplesmente não suportavam a ideia.

    Devolvendo o olhar de Friederich, a cainita estudou seus movimentos, eles haviam mudado e era claro tanto para Pietra quanto para sua besta. A resposta para Elizabeth fez com que um pequeno sorriso, o respeito e a estranha amizade dos dois agora ganhava um contorno singular, marcado pela irmandade e a lagrima de Elizabeth.

    “ Mais solto, confiante, gosto do que vejo... Mio amore... Como me deixaste preocupada, como sinto que não lhe conheço e o conheço por completo...”

    O toque suave da mão de Friederich e as palavras sussurradas, foi instintivo para Pietra aperta-lhe os dedos de forma carinhosa, o sorriso dado ao homem a sua frente era o mesmo que havia dado aos seus maiores amores, o sorriso raro e verdadeiro da italiana.

    - Estarei aqui, prometo...

    Uma felicidade enorme adentrou a confusão de Pietra quando Caroline foi aceita para o cargo de Bispo, a sempre solicita Lasombra agora disfrutava de uma posição digna e que refletia todo o empenho da mesma para com a Espada, o abraço entre velhos companheiros e conhecidos era uma clara forma de respeito e admiração de Friederich para Caroline.

    Diante de seu amado a cainita escutou com atenção suas palavras, o tratamento por Rafaldini era dolorido, mas ouvir seu nome vindo de Frederich e as palavras de orgulho do mesmo aliviaram a dor.

    Tomando a mão de Frederich, Pietra a colocou em sua face sentindo o toque das mãos do mesmo, ainda com os olhos fechados a cainita suspirou sem se importar se seria julgada por Elizabeth ou Caroline.

    - Crueldade que me despedaçaria por completo Friederich von Köln... Estou de pé onde outrora estaria Narses, uma responsabilidade imensa, mas necessária... Honrarei a memória daquele que foi companheiro de Elizabeth, e o responsável indireto por minha criação.

    Abrindo os olhos castanhos, Pietra procurou os de Friederich sem receio, como havia feito na noite de sua apresentação diante de Monçada e Melinda, na noite em que pode concertar seus erros com o mesmo.

    - Mio amato Friederich, Artur... Não importa qual escolhas ser ainda me serás amado... Mas nada pode limpar minha alma quando o abandonei no Conclave, este peso me machuca, porque enquanto eu estive segura ao lado de Violleta, tu enfrentaste a Imperatriz... Por favor me diga o que terias me dito antes de Violleta me levar do Conclave. Perdoe meu medo e incapacidade de enfrentar a fúria da Imperatriz...
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 17/2/2017, 12:25

    -Juntos iremos sobreviver, atravessaremos essa tempestade como o fizemos diante outras. Eu errei, construí uma falsa imagem e você a amou. Perdoe-me, Pietra, serei de agora em diante verdadeiro e irei orar a Deus para que tu me ame novamente, pois não há céu ou inferno sem tua presença, apenas o limbo... Meu lar durante muitos anos...

    Responde Friederich imediatamente, como se a frase estivesse transcrita acima de qualquer outra frase ou memória em sua mente, as palavras dele saiam com um tom verdadeiro potente. Eram palavras de juras eternas, toda a convicção e a fibra moral daquele homem estavam contidas ali e eram ditas sem nenhuma vergonha ou receio de julgamento por parte das outras mulheres ali presentes.

    -Seria Pietra o Céu e Eva o Inferno?!

    Comenta Elizabeth em um tom descontraído, sorridente e feliz com reencontro de vocês, antes ela era a primeira a olhar com receio para o relacionamento, agora ela demonstrava tamanha aceitação que permita seu humor rasgado e debochado colorir a cena. Caroline cruzava os braços e encarava Elizabeth, condenando a ação dela de maneira silenciosa enquanto a Tzimisce respondia com uma delicada exibição de seu dedo central da mão esquerda. Friederich olhava para a reações e comentava de maneira relaxada:

    -Nós sabemos que um novo Mundo está se apresentando diante nossos olhos, sabemos que haverá dor, haverá medo e haverá esperança. Saibam todas vocês, que eu estarei aqui para todas, da mesma forma que vocês estiveram por mim. Rogo para que me chamem pelo meu nome real, Friederich, espero que vocês me concedam o perdão e me deem a segunda chance de me apresentar verdadeiramente.

    Caroline até chegava a ameaçar uma resposta, mas ela gentilmente levava os olhos na sua direção. Deixando bem claro que ela só falaria após a sua fala.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 17/2/2017, 17:51

    A culpa diminuiu dentro de Pietra, diante das palavras verdadeiramente potentes de Friederich, um sorriso meigo tomou os lábios da cainita em totalidade, colocando-se nas pontas dos pés a italiana beijou a testa de Friederich com ternura.

    “Mio amato, sempre estivemos juntos, sempre... Caminharemos juntos em cada tempestade que se abater sobre nós, e no fim nos braços um do outro encontrar a calma e a força para continuar...”

    - Não viverás mais no limbo, viverás ao meu lado mio amore... Personalidades podem ser forjadas, sentimentos não... Eu amei e continuo amando o homem que você é, nada menos do que isso.

    Sussurrou Pietra para Friederich, abraçando-o de leve a cainita chegou a depositar sua cabeça no peito deste, a brincadeira de Elizabeth fez com que Pietra soltasse o corpo de Friederich, olhando para a Bispo com um sorriso maroto a cainita pode ver claramente a resposta dada pela mesma para Caroline e sua condenação. Pietra riu ao mostrar a língua para Elizabeth, era aliviante saber que a mulher que antes condenaria sua relação agora a aceitava por completo.

    - Não deixe Eva escutar isso, é muito capaz dela gostar e criar pequenas surpresas com isso.

    As palavras de Friederich chamaram a atenção de Pietra, voltando-se para seu amado a cainita escutou o pedido do mesmo, seus olhos castanhos se voltaram para os olhos de Carolina, houve um pequeno consentimento entre as duas de que Pietra falaria primeiro, mesmo assim a cainita teria cedido a vez caso Caroline lhe pedisse.

    Guiando Friederich para mais perto das outras duas mulheres Pietra se colocou novamente no meio destas para responder o Arcebispo.

    - Friederich, o mundo novo que se apresenta a nós, é apenas o reflexo de nossas ações. Nós ajudamos a construí-lo, fizemos nossa parte e quebramos os antigos conceitos ao meio... Ele pode ser perigoso, mas enquanto estivermos sobre a segurança da Espada, sobre nossas tradições, seremos fortes e sobreviveremos... Diga-me mio amato, achas mesmo que os olhos auspiciosos de Melinda não sabiam quem eras?! Que eles não viram ou varreram sua mente como ela o fez comigo?! Melinda o ergueu porque reconheceu em ti um líder. Um homem capaz de se colocar a frente da Espada, um líder para ser seguido. Ninguém pode contestar isso. Estaremos do teu lado, porque sabemos que quando fraquejarmos tu estará do nosso.
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Danto em 21/2/2017, 21:15

    O nome de Melinda causava um impacto notório em todos os membros ali presentes, todavia, cada um reagia diante o nome da Regente da Espada de Caim a sua própria maneira. Elizabeth prontamente abaixava a cabeça brevemente em uma reverência contida, demonstrando uma fidelidade fanática ao nome daquela que simbolizava toda a Seita. Caroline sorria brevemente, ela havia conhecido a figura de Melinda em Madrid e a admirava intensamente, colocando-a lado a lado com Monçada como os maiores líderes que a Espada possuirão. Friederich por outro lado, parecia assustar-se com o nome, abrindo os olhos e levando uma mão a face, forçando uma raríssima respiração profunda. Ele refletia em silêncio sobre o assunto antes de finalmente construir uma linha de raciocínio e verbalizar a mesma:

    -Cometi o equivoco de não trazer a figura de nossa Regente dentro das minhas novas perspectivas, afinal, foi ela a primeira criatura e me encontrar após minha fuga de Berlim. Ela certamente viu toda a minha mente e sabendo de tudo, colocou-me onde hoje estou... Mas eu me pergunto agora, se não foi ela quem construiu a personalidade de Artur e tão pouco fora eu mesmo.... Wilhelm... Preciso me encontrar com meu irmão no futuro próximo... Enfim, obrigado pela confiança Pietra. Sinceramente, obrigado! Por hora eu me despeso de vocês, preciso encontrar a minha prole e conversar com Evangeline. Nos encontramos depois?!

    Perguntava Friederich diretamente a você, Caroline e Elizabeth prontamente faziam reverência ao Arcebispo, despedindo-se formalmente ao mesmo e já se preparando para sair, todavia, Elizabeth fazia uma leve indicação de que ainda queria falar contigo.
    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

    Mensagem por Jess em 22/2/2017, 11:06

    As reações que o simples mencionar de Melinda causava, relembrava o verdadeiro motivo para que Pietra não o fizesse. A Regente era o pilar de todas as Espadas espalhadas pelo globo, sua influência e força incomparáveis, uma força única que de certa forma Pietra havia conquistado. Uma conquista da qual a cainita não mencionava, mas ali diante de Friederich, era preciso lembra-lo de que ele havia sido escolhido pela própria Regente.

    Um sorriso calmo se apossou de Pietra diante das reações de Elizabeth e Caroline, a respiração rara de seu amado deixou a italiana surpresa, mas nem por isso menos alegre pelo mesmo.

    “ Até onde vai as mudanças de mio amato Friederich?! Não me importo com isso, o amarei como ele merece. Como sempre o amei.”

    - Essas são respostas que cabem a ti procurar mio amato. Talvez não tenhas sucesso para encontra-las, mas com um pouco de sorte talvez tu a ganhes. Mas não te esqueças que foi ela que lhe escolheu, que lhe estendeu a mão.

    Tomando a mão de Friederich a cainita a beijou com delicadeza, dando-lhe um sorriso compreensivo.

    - Talvez Wilhelm tenha respostas para suas perguntas, então tente encontra-lo quando o tempo permitir, será bom para ambos. Não me agradeça Friederich, apenas não se esqueça dos outros que estão em volta. Agora vá, todos aqui têm afazeres a serem cumpridos e, eu também tenho uma prole para conhecer. Sabes onde me procurar e eu estarei o esperando.

    Fazendo uma leve mensura para seu Arcebispo, Pietra pode ver o pedido de Elizabeth para uma conversa, um movimento gentil e suave foi dado em resposta concordando com a mesma, não havia motivos para ignorar Elizabeth ou deixar de dar-lhe atenção.

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    Re: Ato V - Narrativa de Pietra: I've known, I've felt.

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