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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

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    Danto
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    Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 15/12/2016, 00:26

    16 de Março de 2002, Berlim.
    Oitava Noite



    O Elíso

    A conversa com o Senescal então se seguiu de maneira bem livre durante o pequeno período que se passou após o seu ato de assinar o contrato, até a estranha reação de todos começarem a se levantar de uma hora para outra, como se um grande acontecimento estivesse para ocorrer. A música prontamente se silenciava, os olhos de todos então se voltavam para a entrada do local, a mesma escada que você e Joseph haviam utilizado a não mais do que dez minutos atrás! Do alto dela, eram anunciados dois nomes femininos dos lábios da jovem oriental que havia recepcionado vocês:

    -Senhoras e Senhores, vos apresento as proles de Wilhelm Waldburg. Saúdem, Viktoria Blucher, sétima de seu sangue e grandiosa Algoz dos primórdios da corte Ocidental! Nichole Steinbacher, sétima de seu sangue e honorável representante Ventrue do Conselho dos Primígenos!

    Ela então prontamente saia de cena para dar espaço para a entrada de duas mulheres distintas. Apesar das claras semelhanças em relação ao tom loiro de seus cabelos e a palidez de suas peles, elas eram claramente mulheres essencialmente diferentes. A primeira a se colocar a frente foi Viktoria, uma mulher de no máximo 1,70 metros de altura, postura firme e imponente. Olhar para ela era ter a certeza da imortalidade dos cainitas, pois essa se comportava como uma mitológica anciã de décadas que se foram a séculos atrás. Uma expressão séria e um ar incontestável de superioridade afirmada pelo sangue nobre que ela possuía.
    Em seguida então entra Nichole, claramente mais jovem, de cabelos curtos e modernos, usando um vestido longo e branco. Demonstrando um claro ar de pureza e portanto um ar típico da alta nobreza inglesa. E era Nichole que falava para todos, anunciando a entrada que havia feito todos se colocarem de pé:

    -Boa noite a todos os presentes, é pela primeira vez que Vossa Majestade é apresentada diante seus olhos formalmente, portanto, os apresento como o Novo Príncipe de Berlim, a Senhora Katarina Kornfeld. A única e verdadeira Rainha de Berlim, Sexta de seu Sangue.

    E finalmente a entrada do Príncipe acontecia, para sua surpresa o líder máximo da sociedade imortal de Berlim era uma mulher. E não era uma simples mulher, era a mais bela de todas! Seus olhos viam uma Deusa em corpo de humana adentrar o Elísio, nenhum traço da aparência ou da postura daquela mulher se aproximava de algo humano, nem a mais bela de todas as modelos atuais poderia se comparar ao quão única era a imagem de Katarina. Joseph olhava totalmente atordoado por ela, e ele não era o único, quase que todos os jovens tinham a mesma reação incrédula diante daquela figura mitológica. Entretanto, as roupas modernas, baseadas na moda atual rompiam com a própria aparência que ela possuía, um pequeno sarcasmo: Uma Deusa vestindo roupas de mortais.

    Npcs da Cena:

    Katarina Kornfeld
    Imagem:


    Conhecimento Popular:
    Geração: 6ª
    Posto: Príncipe de Berlim
    Roupa:


    Nichole Steinbacher
    Imagem:


    Conhecimento Popular:
    Geração: 7ª
    Posto: Primógena Ventrue
    Senhor: Wilhelm Waldburg

    Viktoria Henriette Blucher
    Imagem:


    Conhecimento Popular:
    Geração: 7ª
    Senhor: Wilhelm Waldburg
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 15/12/2016, 06:52

    Me comporto de maneira natural e simples como sempre fazia enquanto conversava com o Senescal, não desejava impressionar ninguém naquele lugar, apenas mostrar quem eu realmente era. Mas notei que os ali presentes começavam a se levantar, olho para a escadaria e vejo Yun novamente e com um sorriso de canto no rosto fico a prestar atenção em suas palavras.

    Ao ver Viktoria meus olhos se forçam um pouco na direção dela, era imponente e determinada, conseguia ver isso em sua postura, me levanto de maneira calma e um pouco intimidada com tudo aquilo, seguro meu braço direito no bíceps em uma tentativa de procurar um certo conforto.

    " Ela é bem poderosa e respeitada aqui...da para ver em sua postura, uma antiga algoz!"

    Quando vejo Nichole tomar a frente era como ver uma princesa dos contos de fadas ou até mesmo um filme sobre a nobreza, mesmo ela estando com roupas mais modernas, era como um retrato vivo da nobre corte do passado, involuntariamente quando esta começava a falar eu olhava para minhas roupas novamente e torcia o nariz de uma maneira boba me reprovando.

    " Céus...eu tó parecendo uma porca perto delas...não da nem para comparar, olha...eu tó de Jeans e moletom, se eu soubesse que vinham mulheres assim aqui eu teria pelo menos passado uma maquiagem, arrumado o cabelo..."

    Era como me ver em um closed fechado e as roupas iam passando em minha cabeça, assim como os modos que eu poderia arrumar meu cabelo, mas ao ouvir o nome feminino minha cabeça levanta de maneira lenta, como se eu tivesse ouvido algo errado.

    Vejo aquela mulher deslumbrante sendo anunciada como príncipe e minhas mãos vão até minha boca, meus olhos se arregalavam, eu não acreditava que ela era o príncipe. Falando em um tom quase que inaudível.

    - Eu pensei que era um homem...ela é linda!

    Vejo a reação de todos os homens ali presente e não era para menos, aquela mulher era única em sua beleza, só que uma ponta de ciúme brilhava em meus olhos ao ver Joseph olhando para ela daquela forma, como uma irmã mais velha que não deixava seu irmão crescer.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 20/12/2016, 22:54

    Colocando-se a frente das outras duas anciãs, a mulher que ocupava o mais alto dos cargos hierárquicos dos Cainitas de Berlim olhou brevemente na direção de todos os ali presentes, incluindo você e Joseph. Para então, com um sorriso confiante na face, saudar os membros ali presentes:

    -Obrigada pela calorosa recepção. Hoje estamos diante de uma Berlim unificada, onde a tirania não mais florescerá, os processos políticos e democráticos que hoje existem entre os humanos também serão bem quistos por minha administração. Aos poucos todos tomarão ciência das modificações políticas que estão em curso, por hora, desejo a todos uma excelente noite e afirmo que estarei aberta a reuniões e possíveis contatos em minha sala particular, basta apenas entrar em contato com nosso louvável Senescal. Até breve meus caros.

    Finalizando a própria fala o Príncipe descia as escadas e atravessava o salão junto com as outras duas antigas, mas essas prontamente tomavam uma mesa para elas enquanto o Príncipe finalizava sozinha a caminhada até a sala localizada atrás do palco principal. Pouquíssimo instantes após essa cena, a voz do Senescal chama a sua atenção:

    -Então, Gabrielle. Vamos até o Príncipe?!
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 21/12/2016, 10:20

    Meu olhar se voltava para Joseph de uma maneira feliz em meio as palavras da princesa de berlim. Admirando a confiança da mulher apenas em ouvi-lá, com um sorriso gentil na face eu seguro meus braços os cruzando na altura de minha barriga.

    " Ela me parece tão viva! Determinada também, sua fala e expressão na voz me faz crer que ela é uma líder nata. Mas não a conheço bem...devo me conter um pouco...mas é tão maravilhoso saber que uma mulher tenha chegado onde ela chegou!"

    A sigo com os olhos, me volto para o Senescal e falo de maneira animada.

    - Sim senhor!

    Balanço minha cabeça positivamente, puxando o braço de Joseph e lhe belisco o ante-braço com um sorriso sínico e forçado, assim como minha fala era quase um sussurro para apenas ele ouvir.

    - Já pode parar de olhar Jô...já pode parar de olhar!
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 29/12/2016, 00:20

    O Senescal prontamente se colocava a frente, caminhando por entre as mesas com uma maestria surpreendente, era como se ele já tivesse decorado cada pequeno desvio, cada posição de cadeira e todos os pequenos movimentos possíveis de ocorrerem no caminho até a sala do Príncipe de Berlim.
    Seu vassalo, por outro lado, reagia com uma certa surpresa as suas ações, ficando com as bochechas avermelhadas, o jovem tentava se manter sério, mas sem muito sucesso.
    Enfim, o Senhor Hilmmlet abria a porta que dava acesso ao cômodo privado daquela mulher de aparência incomparável. Revelando um luxoso interior de arquitetura monárquica, tons de verde e dourado e muitos móveis de madeira maciça. Sentada em seu trono, o Príncipe sorria ao ver a entrada do Senescal.

    -Hilmmlet! Querido, uma excelente noite!

    Dizia o Príncipe para o Senescal, o homem por sua vez fazia uma reverência e formalmente respondia.

    -Boa noite, Majestade. Venho trazer diante a ti uma jovem caitiff e seu vassalo para uma apresentação formal.

    Os olhos azuis de Katarina Kornfeld eram direcionados para vocês dois, nesse instante, Joseph se acanhava e chegava a dar um suave passo para trás. Algo inesperado e estranho ocorria, era como se a presença dela dobrasse o peso do ar, como se a vontade dele fosse o suficiente para esmagar a vontade e a existência de vocês a qualquer instante. Mas essa terrível e apavorante sensação não durava mais do que alguns segundos, pois o sorriso da própria mulher dilacerava o panico que crescia em seu íntimo. Em silêncio, ela aguardava a sua fala.
    Sala do Príncipe de Berlim:


    Última edição por Danto em 5/1/2017, 02:21, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 2/1/2017, 14:39

    Arqueio a sobrancelha de uma maneira curiosa ao ver a maneira que o senescal me conduzia, era notavel a maestria e convicção de seus passos. Me viro para Joseph e reviro os olhos ao ver o mesmo ficando corado daquela maneira.

    " Talvez eu tenha exagerado um pouquinho, mas minha nossa...parecia que ia cair o queixo...!"

    Entro na sala já ficando com os olhos arregalados com o tamanho luxo ali, virando minha cabeça para todos os lados procurando algo que eu conhecesse, mas sem muito sucesso. Me volto para a princesa de Berlim, por breves instantes, meus olhos se arregalam e prendo minha respiração, era como olhar para uma serpente.

    " É assustador..."

    Tomando a frente de Joseph, meus olhos estavam brilhando pelo medo que havia passado, olhei para trás e percebo que tomei a frente de meu amigo, olho novamente para o principe e faço uma reverencia formal um pouco incomodada com o que senti anteriormente.

    - Boa noite Vossa Majestade. Sou Gabrielle Pringsheim, prole da Senhora Heidi Adam Ismar, venho aqui pedir permissão para poder me estabelecer em seus dominios. Este que se encontra atrás de mim é Joseph Valentin Fritz meu Vassalo. É uma honra conhece-lá.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 5/1/2017, 03:07

    Joseph se manteve em total silêncio, sem saber como agir exatamente diante de uma figura tão antiga, poderosa e sobrenatural. O jovem optava por manter-se o mais longe possível dos holofotes e atenções, entretanto, eram como se todas as luzes do palco estivessem sido direcionadas na sua direção. E essas luzes tinham dois focos centrais, azuis turquesa e inesquecivelmente belos, eram os olhos do Príncipe que a analisavam com calma e lentidão.
    Dez segundos.
    Esse foi o total do tempo de espera, que pareceu uma verdadeira eternidade, até que os lábios do Príncipe desenhassem um breve sorriso e ele pudesse finalmente falar:

    -A Senhora Ismar é uma querida amiga de meu irmão mais velho, acredito que tenha sido até o mesmo que a tenha cedido a honra de produzir uma prole. É uma lástima o fato de eu jamais a tê-la conhecido, acredito que terei de me contentar com vossa presença, mesmo que essa seja temporária... Enfim, aos seus jovens olhos essas leis podem até soar arcaicas. Não se engane, elas são sim! E é graças a elas que nós somos capazes de coexistir com nós mesmos e principalmente, com os humanos. Antes de eu lhe conceder a permissão, responda-me: Quais são as suas intenções para os domínios? Ou de forma mais direta, o que realmente queres?!
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 5/1/2017, 10:31

    Prendo a respiração como se desejasse me esconder de algo, era uma eternidade aquele silêncio, meus olhos não encaravam aquela linda mulher diretamente, na verdade eu nem mesmo conseguia fazer isso.

    As palavras seguintes me pareceram duras de mais para mim, era como se ela estivesse se defendendo ou agindo na defensiva, abaixo a cabeça de uma forma lenta no fim da fala e arrumo o cabelo lentamente atrás da orelha esquerda, com as mão entrelaçadas na frente de meu corpo eu falo com um sorriso timido no rosto.

    - Viver!

    Me viro para o Senescal e após para Joseph com uma feição acanhada e um pouco constrangida por ter respondido de uma maneira tão simples e direta, mas não havia contornos ou modos diverentes de explicar aquilo. volto minha atenção para a Bela mulher.

    - Amo os animais, e foi está a profissão que escolhi para mim, adoro os cheiros e sabores da vida, não vim para cá em busca de ambições, sei que minha vida não é mais a mesma, mas...eu sinto que ainda posso ajudar aquilo que amo...a grosso modo essa é minha intenção em Vossa Cidade Majestade!
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 9/1/2017, 19:56

    O Príncipe ouve as suas palavras e então ergue a mão direita, fazendo um claro sinal de dispensa para o Senescal, o mesmo gesto foi repetido para Joseph que demorou a entender o que exatamente deveria fazer, mas enfim copiava a movimentação feita pelo Senescal. Assim, vocês duas estavam "sozinhas" naquela luxosa sala, a belíssima mulher de cabelos loiros se coloca de pé e apoiando uma mão na mesa ela responde.

    -É uma frase bonita, jovem Gabrielle, mas é ao mesmo tempo depressiva e frágil. Você então deseja apenas ajudar os animais durante toda a eternidade, é isso? Não me entenda de maneira errônea, mas humildade em excesso é sinal de passividade. E eu não suportarei seres passivos em minha cidade, por tanto eu revogo a tua permissão de permanecer em Berlim. Entretanto a deixo em aberto para que você retorne à Berlim como uma verdadeira mulher, forte, ambiciosa e consciente do que verdadeiramente é! Entenda como um desafio e não um banimento, Berlim é a sua casa, mas a tua casa precisa da tua força e não só do seu sonho.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 11/1/2017, 14:55

    Meus olhos se voltavam para o Senescal e Joseph que saiam da sala, minhas mãos pareciam estar suando enquanto eu estava sozinho com aquilo que se parecia um anjo de tão belo.

    Só que eu senti uma fisgada em minha garganta, como uma pequena irritação lá no fundo, incomodo e amargo, aquelas palavras era delicadas em seu tom, preocupada com a sonoridade e até mesmo em causar uma perspectiva diferente do que realmente ela deseja passar.

    - Ehhhh...tudo bem!

    Meu olho brilhava em um tom escarlate, eu vi algumas coisas em tom avermelhado, seguro as lagrimas em meio a um longo suspiro, minhas mãos ficam sobre as dela, como forma de carinho.

    - Minha mentora disse o mesmo, que eu deveria me achar...agradeço por fortificar essas lembranças Vossa Majestade.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 12/1/2017, 12:57

    Um sorriso delicado surgiu nos lábios daquela poderosa e antiga anciã, era óbvia a diferença entre vocês, entretanto sua sensível percepção ainda humanizada era capaz de notar que algo mudava na postura do cainita mais poderoso de Berlim, olhando inicialmente para a sua mão e logo em seguida, gentilmente locomovendo-se a sua frente, tomando as suas duas mão com sutileza.

    -Gabrielle, você ainda não é capaz de entender. Por isso eu irei dizer em voz alta, você é um tesouro imensurável para nós. Por muitos séculos os Cainitas compreenderam que a humanidade era algo frágil, dominável e banal. Isso mudou ligeiramente com a fundação da Camarilla, mas os antigos que a fundaram ainda pensam dessa forma e essas criaturas ainda não morreram. Seus rivais caminharam para ainda mais longe da humanidade, chegando a alcançar os mais terríveis sensos de moral e deturpação do que é ser um humano. Mas você não, você é um vento novo, uma gota de orvalho que ainda não caiu... A cidade de Berlim está em meio a uma turbulenta reconstrução, iremos redistribuir domínios entre inimigos, monstros e anarquistas. Eu não me perdoaria se você ficasse no meio de uma tempestade tão grandiosa quanto a que estar por vir, irei me certificar que a sua família esteja sempre bem cuidada, as posses dela serão sempre suas. Isso eu lhe prometo. Todavia eu realmente preciso que você busque por experiência, que sejas forte para defender o que você mais preza. A experiência fará de você uma das mais importantes cainitas da minha corte... Porque eu preciso profundamente dessa força viva que reside em seu coração e alma. Mas, diante o cenário perigoso que se forma no horizonte, eu não serei capaz de proteger a tua vida e vê-la cair para as garras dos monstros que ainda rastejam pelos escombros do legado de meu antigo Senhor, seria um peso terrível de mais para carregar... Eu preciso que você vá e preciso que você retorne, forte, consciente, viva e com a gana de ocupar um posto ao meu lado na cidade que se tornará a mais importante de toda a Europa. Eu posso contar com o seu retorno Gabrielle?
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 12/1/2017, 14:35

    Meus olhos se arregalavam com a ação do principe, eu podia ver claramente a bondade ali. De uma forma calma e com um sorrisso leve em minha face eu retribuo o gesto com as mãos.

    Fico encabulada ao ouvir suas palavras e até mesmo desvio o olhar em um sinal de vergonha, só que aos poucos minha atenção se voltava novamente para ela, meus olhos demonstravam preocupação com as palavras ditas, mas não era por mim e sim por ela, apertando um pouco mais sua mão eu me aproximo um pouco mais e falo de uma maneira acolhedora.

    - Mas é claro que sim. E Vossa Majestade, todos vocês que cuidaram da minha familia tem e terão minha eterna gratidão e podem contar comigo sempre...não tenho esse direito, só que...

    Dou uma pequena pausa e volto a falar de maneira inquieta.

    - Quero uma processa sua também, de mulher para mulher! Eu voltarei para seu lado como me pediu...mas...mas...eu sinto que aquilo que conservo dentro de mim eles irão tentar retirar de você...por isso não mude nessa nova jornada que está por construir.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 12/1/2017, 17:25

    A anciã do clã Ventrue sorri graciosamente ouvindo as suas palavras, ela parecia simplesmente adorar ver as suas reações vivas e intensas, até o seu acanhar a fazia sorrir de maneira espontânea.

    -Se deseja conversar de mulher para mulher, você terá que fazer duas coisas primeiro. Manter o restante da conversa inteira sem desviar seus olhos dos meus e me chamar pelo meu nome, se não o fizer, mantermos um diálogo de Príncipe para Súdito... É a tua escolha agora, Gabrielle, como você prefere que esse encontro prossiga?

    Havia algo vivo dentro daquele corpo pálido, lindo e poderoso. Seu vitae era forte, sua postura inexorável e os patamares entre vocês duas era obviamente desequilibrado, mas havia algo vivo ali... Um pequeno resquício do sopro de vida que lutava bravamente para se manter presente. E era essa centelha que se apresentava na sua frente.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 12/1/2017, 17:58

    Fico ligeiramente surpresa com a ação do Principe, abaixo a cabeça levemente enquanto me ajeito na cadeira ficando com os joelhos no acento da belissima cadeira, um sinal de que realmente estava me desprendendo das cordialidades.

    Enclinando minha cabeça para cima e olhando para Katarina, solto um sorriso delixado com uma pequena pausa suspirando, igual a sensação de chegar em casa e retirar o sutiã, livre.

    - Você não sabe brincar Katarina. Não tem como negar um pedido seu com esse sorriso tão vivo.

    Mantinha contato visual diretamente com ela, meus olhos admiravam os dela, novamente aperto suas mãos de forma carinhosa e as beijo sem desviar o olhar.

    - Já fiz minha escolha. Não necessita de mais palavras para se confirmarem. Agora você Katarina, nunca esqueça isso, a luz que seu sorriso emite e a ternura que seus olhos transbordam é o que desejo ver quando voltar. Seja mais forte que todos a sua volta, tempos ruins e coisas negativas tentaram lhe deixar para baixo. Não se esqueça dos pensamentos positivos de agora.

    Dou uma pequena pausa enquanto abaixo a mão dela e solto um sorriso feliz, fazendo minha cabeça até balançar para o lado e meus cabelos balançarem sutilmente na mesma direção.

    - Você me promete? Né!
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 15/1/2017, 18:22

    Com um afável sorriso na face, Katarina Kornfeld desvencilhava gentilmente as mãos das suas enquanto você pronunciava as suas últimas palavras. Concordando positivamente coma a cabeça antes mesmo de responder, ela já deixava claro que iria cumprir a promessa. Porem, antes de pronunciar qualquer coisa, ela tocava sua cabeça com a mão esquerda. Um toque maternal e breve, que começava e terminava antes dela finalmente falar.

    -Eu prometo, Gabrielle... Agora, vamos discutir as possibilidades da sua viagem, afinal você não está sendo expulsa e eu faço questão de arcar com os custos inicias do seu deslocamento. Me diga, o que acha da Itália? Tenho uma antiga aliada na região, você poderia ficar sobre a tutela da mesma...

    Enquanto falava, a Anciã caminhava de volta a seu "trono", onde sentava-se mais uma vez e acomodava-se da maneira mais confortável e informal possível dentro dos limites que a etiqueta exigia para a situação.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 15/1/2017, 18:54

    Fecho meus olhos com o toque e fico a sorrir de maneira tão natural como eu era, encosto minhas costas na cadeira e coloco o dedo indicador na boca, meu olhar ficava vago por alguns instantes antes de começar a falar de forma calma.

    - Nunca fui para a Itália. Mas deve ser um lugar lindo, tem Roma, Milão, Florença e Bolonha, são as cidades que me lembro. O clima me agrada muito, fora que deve ser uma terra recheada de belos poemas e contos.

    Dava um leve suspiro e revirava os olhos, assim como as maças de meu rosto ficavam levemente coradas, era como olhar para um amante, mas apenas em lembranças, pelos contos e coisas que li sobre o lugar.

    - Eu aceito de bom grado, já que minhas condições financeiras não são tão fixas...mas...não está me mandando apenas para aprender, você não é esse tipo de pessoa, algo acontece lá. Algo que lhe deixa atenta, o que devo fazer lá Katarina?

    Meus olhos observavam Katarina atrás da mesa a minha frente e sentada em sua poltrona, os dedos de minha mão esquerda brincavam com algumas mechas de meu cabelo enquanto isso.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 17/1/2017, 03:33

    O Príncipe de Berlim parecia se divertir com a forma que você imagina a Itália, mas o divertido sorriso dela se transformava em uma face um pouco mais séria, cruzando as pernas de maneria muito discreta e formal, a anciã Ventrue então tomou a fala mais uma vez.

    -Você tem razão, isso é importante. Marie é a líder da Camarilla da região da Toscana e uma aliada importantíssima, ela irá iniciar um movimento arriscadíssimo de construção do próprio Principado em uma cidade chamada San Gimignano. Eu me preocupo com a manutenção da Humanidade dentro desse Principado que será inevitavelmente um enorme aliado do meu, todavia, existe uma enorme preocupação na contenção de possíveis excessos por meio do clã Ventrue e seus anciões, assim como ocorreu com Gustav em Berlim, ou Mithras em Londres... Essas referências você irá pegar posteriormente, não se preocupe agora em entendê-las. O que eu digo é, eu preciso de um olhar vivo dentro da região. Entende?
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 20/1/2017, 19:42

    Recuo um pouco minha postura enquanto ouço suas palavras, minhas mãos ainda brincavam com algumas mechas de cabelo e falo de maneira franca.

    - Sim. Fico contente em fazer parte disso, uma sociedade espelhada em seu mandato se assim eu posso falar. Serei aquilo que foi me proposto para ser lá, e não por que você está me pedindo ou até mesmo me ajudando a crescer...é algo mais intimo, sabe! Eu quero de alguma forma lhe superar.

    Meus olhos brilhavam de uma maneira determinada, focada em um objetivo, aquela postura, aquela mulher era uma fonte viva de inspiração para jovens como eu, um ideal da personalidade feminina a ser alcançado.

    De uma maneira discreta olho para a ponta de meus cabelos e torso o nariz descontente com algumas pontas duplas e solto um sorriso simpático.

    - Katarine, mas os mais velhos que eu na cidade...na verdade, acho que é bem fácil de ter alguém mais velho que eu lá!

    Dou um sorriso inocente com a minha pequena piada, e cruzo as pernas de maneira involuntária e natural.

    - Você me diz que alguns lá não gostam dessa ideia, eu acho que terei alguns problema com esses...como amigas que nós tornamos agora, por favor, como eu devo tratar esses? Como pode ver eu não consigo sentir rancor ou ódio de nada...sou uma pequena e tola mulher, queria ouvir de você como mulher e não cainita, como você age com aqueles que zombam de seus sonhos!

    Jogando o cabelo para o lado eu tomava uma postura mais reta e formal, naquele momento eu não estava sorrindo, era como uma verdadeira aluna a aprender algo, minha atenção era inteiramente dedicada para a resposta que estava por vir.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 30/1/2017, 12:32

    Ainda sentada e de pernas cruzadas, Katarina seguia a te observar diretamente com aquele belíssimo par de olhos azuis. Mantendo uma única expressão na face, a de curiosidade, até o final de suas ações. Inclinando então levemente a cabeça para a direita, ela parecia refletir brevemente antes de lhe oferecer uma resposta.

    -Separar o meu eu feminino do meu eu cainita é uma árdua situação a qual eu pouco me esforcei a considerar. Entenda que meu Abraço ocorreu nas primeiras noites do século dezesseis... Todavia, apresentar-lhe-ei minha resposta, com o máximo possível de controle acerca da provável verborragia que a espera agora...

    Desenhando um pequeno sorriso no rosto, a anciã cuja idade agora começava a lhe surpreender ainda mais, se ajeitava de maneira confortável na cadeira onde se mantinha sentada. Olhando para as próprias mãos para enfim começar a falar novamente.

    -Como mulher eu fui ensinada a servir, meu primeiro dever era o de ser uma esposa digna ao meu futuro marido, um homem que eu nasci prometida. Tratada como uma valiosa peça de mercadoria, afinal, meu berço de ouro fazia de mim uma possibilidade de riquezas enormes. Fui prometida a um nobre de Viena, mas nosso casamento nunca se concretizou... Meu Senhor surgiu na minha vida duas semanas antes do meu casório. Na mesma noite em que ele colocou seus olhos sobre mim eu pude ver os olhos de um homem apaixonado, todavia, essa mesma noite me ensinou a mais importante lição: O ego masculino é tão frágil quanto uma xícara de porcelana. Gustav me pediu para ser sua esposa, eu o neguei. Enfurecido ele me tomou a força, rompendo a santidade e a pureza do meu corpo, descontrolado ele ainda se perdeu no meu sangue, devorando-me completamente em poucos minutos... E lá eu me vi, submissa a um homem importante como minha mãe me ensinou a ser, como meu pai sonhou em me ver. E eu os odiei por isso, ao contrário de você Gabrielle, eu fundei minhas estruturas no ódio.

    As mãos de Katarina encontravam o próprio pescoço, como uma alusão de como Gustav havia feito para lhe arrancar a vida. Logo em seguida ela tirava as mãos e as colocava sobre os próprios joelhos e levava os tristes olhos azuis mais uma vez na sua direção.

    -Gustav foi o Kaiser dos cainitas do estado alemão. Príncipe soberano, incontestado e incontrolável. E eu fui transformada em sua Rainha, uma figura de extrema beleza, utilizada para impressionar, para aliviar suas tensões e para conforta-lo quando as inevitáveis traições ocorriam. Eu fui uma serva impecável, Gabrielle, minha vontade foi por muitos e muitos anos, totalmente dobrada e transformada em um senso sórdido de servir... Eu só me vi livre no começo dos anos de 1950 ou algo próximo a isso, quando o muro de Berlim tornou-se uma divisão entre dois mundos. Por tanto, querida Gabrielle, eu lhe digo como mulher algo que eu nunca ouvi, algo que teria me preparado muito melhor para a cruel realidade dos homens. Querida, o mundo é controlado pelos homens, seja ele humano ou não. O nosso caminho é árduo, seremos por muitas vezes marginalizadas em torno do poder, por outras vezes seremos alvo dos mais deturpados desejos, nossa beleza, nosso corpo, serão sempre considerados convites aos olhos e aos desejos daqueles que foram preparados para um comportamento selvagem. O discurso padrão dos cainitas é: Somos o topo da cadeia alimentar. Os humanos são gado, rebanho, fontes ou sorvos. E o que são as mulheres? Historicamente submissas, seres construídos para servir o homem, somos apenas a costela de Adão. Os anciões irão sempre ignorar a tua presença, minha querida, os mais jovens irão deseja-la e os neófitos serão aqueles que poderão talvez vê-la como algo diferente, mas não se iluda. O amor de um homem é sempre falho, mesquinho e possessivo. Ele irá torcer o nariz diante o seu sucesso, se sentirá menor diante a tua glória, sufocado pelo teu sucesso. Conteste-os e eles se ofenderão, os prove vazios e eles entrarão em fúria... Mas você me pergunta, querida Gabrielle, como nós mulheres iremos lidar com esses? Minha pequena, tu deverá ser forte. Com os dois pés no chão e um olhar atento, você liderá com esses seres mesquinhos da seguinte forma: Encontre suas rachaduras, explore o limite de seus egos e quando o compreender, você irá atira-lo contra a parede! Você é a rocha que os sustenta, os pequenos ornamentos de porcelana estão postos sobre a mesa para cumprir os simples e fúteis desejos do olhar, mas é a rocha que lhe tá chão. Entenda isso, querida, ou será você que será jogada contra a parede...
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 30/1/2017, 15:27

    Minha surpresa era notória ao termino da primeira frase de Katarina, meus olhos redondos se arregalavam com o fato da idade da mesma, mas me mantive mais controlada que o de costume.

    " Céus ela é tão velha assim...deveria ser uma princesa ou algo do tipo, mas é tão moderna suas roupas!"

    Minha expressão mudou para alerta quando a historia começava a ficar trágica, minhas mãos foram para cima da mesa em uma tentativa dali mesmo de impedir o enforcamento, o horror tomava minha face e junto me veio a sensação que senti a muitos anos atrás, traição.

    Ouço o restante da historia de cabeça baixa, meus cabelos cobriam meu rosto, eu balançava a cabeça de forma positiva como se tivesse entendido tudo, eu me levantava de uma maneira lenta, meu caminhar era calmo, meus olhos eram trêmulos ao olhar para Katarina, parando ao seu lado eu passo a mão em seu pescoço, como um carinho a confortar algo que parecia ainda machucar.

    - Não simule mais esse gesto...é sufocante só de imaginar...eu senti ódio uma vez, foi quando eu era casa, ele me traiu e eu me perdi e o agredi fisicamente, foi a primeira vez na vida que eu vi que somos criados como um padrão e eu estava fora dele.

    Arrumo meu cabelo de forma rápida, e abro os braços, não de forma aberta e sim de uma maneira convidativa.

    - Serei árdua em minhas escolhas, consciente de minhas ações e mostrarei a todos nossa força, a sua força que acabou de me emprestar. Sei que essas lembranças são dolorosas, se sentir sem apoio é algo horrível, tudo que prezamos é destruído sem nenhum pudor...você é muito mais forte por ter aguentado tantas coisas horríveis e cruéis.
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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Danto em 1/2/2017, 11:37

    Seus dedos tocam a pele gelada da anciã e essa reage levando os poderosos olhos azuis na sua direção, algo no seu intimo lhe dizia para recuar imediatamente, um reflexo instintivo que alertava do perigo que aquela criatura posta a sua frente representava a todo segundo. Mas a tua força de vontade e principalmente, os seus sentimentos, censuravam o instinto primordial que nascia e se calava dentro da sua mente e corpo.

    -O maior conselho que posso te oferecer querida é: Não tenha medo de sentir nenhuma emoção, permita que todas elas cheguem a você, sem exceções. Aprenda a lidar com elas, porque sempre que uma emoção a surpreender você estará exposta. E é nessa exposição que os erros acontecem...

    A anciã então se levanta e aceitando seu convite, ela te abraça de maneira breve. Mais exibindo uma confortável sensação de carinho e empatia. No final do abraço, ela toca suavemente o teu ombro com a mão esquerda.

    -Por agora, eu digo que nossa conversa se acaba. Tratarei dos cuidados acerca da tua viagem e provavelmente ela só acontecerá no ano que vem, você precisará de um tutor temporário e talvez até de uma companhia para essa viagem de descobrimento. Tomaremos então esse ano para estabelecer esses processos e só assim você irá viajar, por tanto, tens a minha permissão de ficar na cidade durante esse período... Até breve querida Gabrielle.

    [Ultima ação para o final do ato]
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    Miac

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    Re: Ato II - Narrativa de Gabrielle: A Torre de Marfim

    Mensagem por Miac em 1/2/2017, 12:39

    Firmo os pés de maneira que não saísse correndo pelo medo primitivo que os olhos azuis me causavam. Não poderia e nem devia sair dali agora, e me demonstro muito feliz em conseguir não sentir mais medo. De uma forma boba eu virava o rosto de maneira calma.

    - Eu sempre senti tudo! Mas realmente existem sentimentos que eu não consigo imaginar que existam...

    Lhe abraço ficando na ponta dos pés, afinal ela era mais alta que eu, na verdade grande parte da população era mais alta que eu. Coloco minha mão sobre a de Katarine e com um sorriso no rosto e sapatiando no mesmo lugar eu falava de maneira animada.

    - Vou dar o meu melhor Katarina.

    Viro meu rosto em direção a mão da príncipe e lhe dou um beijo nas costas da mão e paro com a agitação, me viro para ela novamente e sorrio de maneira gentil.

    - Obrigado pelos conselhos e por toda a ajuda Katarina. Vou em esforçar ao máximo e dar o meu melhor nessa nova vida. E sempre que precisar sabe onde me encontrar.

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