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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Famílias e Clãs: História e Rivalidades

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    Danto
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    Data de inscrição : 04/06/2012
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    Famílias e Clãs: História e Rivalidades

    Mensagem por Danto em 1/2/2017, 20:10

    Os Abbiati
    Filiação: Camarilla
    Spoiler:

    Seu mote é: Acta sanctorum. E significa “Os deveres dos santificados”. Foi o brasão que o próprio Antonio criou para apresentar as outras famílias no distante apogeu da cidade.

    E a história começa com Antonio Abbitati, que foi em Florença um notório membro de influências comerciais, principalmente focado no mercado da seda e de outras especiarias menores. Todavia, os punhos do príncipe de Florença começavam a se fechar e muitos membros que eram contrários a ele se viram com uma única opção: O êxodo.

    Antonio enviou seu mais antigo e fiel vassalo as terras de uma cidade livre que acabara de escapar das garras de Florença, San Gimignano, o nome desse vassalo era Ezzelino Guelf. E foi Ezzelino que visualizou na cidade uma excelente oportunidade para crescimento dos negócios e prontamente encontrou um refúgio no ano de 1199 na cidade. Após a chegada de Antonio Abbiati em 1201, a família pode finalmente começar a crescer dentro da comuna que crescia rapidamente como um importante centro comercial.

    Antonio teve apenas uma prole, Leopoldo. Entretanto, trouxe consigo uma família inteira de mortais de uma importante e renomada casa do Sacro Império Germano, a casa Guelf. E desses humanos ele e Leopoldo fizeram seus primeiros vassalos para disputar com os cainitas que já estavam na região, o domínio monetário da cidade. Durante o grande auge econômico da cidade, a família Abbiati possuía 16 das 72 torres que foram construídas dentro das muralhas.

    Infelizmente, o que o grande patriarca não esperava era a chegada de seu maior rival: Roberto Sforza. A rivalidade de Antonio e Roberto era famosa em Florença e tornou-se um problema para a cidade de San Gimignano. Roberto era violento e Antonio cruel em suas vinganças, muitos vassalos foram mortos e as duas famílias que já viviam na região se encontraram em uma delicada situação, afinal, ninguém desejava assumir um dos lados e tornar-se imediatamente alvo de represálias do outro. Todavia, após uma inevitável discussão entre os patriarcas, a rivalidade que antes era apenas entre as duas, tornou-se um problema para todas.

    Entretanto, as pragas de 1348 e a Revolução Anarquista em 1359, foi brutal ao ponto de ceifar a vida de Antonio e de praticamente todos seus mais antigos e poderosos vassalos. A alimentação tornou-se muito difícil e Leopoldo se viu obrigado a abaixar a cabeça para o importantíssimo Giovanni que acabara crescendo com as desgraças. Em seu íntimo, Leopoldo desejava vingança pela morte de seu pai e claramente depositava a culpa nos Sforza que eram Brujah (o clã Brujah era o líder do movimento anarquista), mas se forças para tal, ele deu início a um plano estranho e pervertido. Ele começou a forçar o seu vitae dentro do corpo dos vassalos e obriga-los a procriarem entre si, pegando as crias desses e alimentando-as com seu vitae também. Além disso, incorporou a prática da alimentação dos próprios vassalos. E foi assim que a família Abbiati nasceu, através do incesto.
    Em 1834, Leopoldo entrou em torpor e seu filho mais velho, Bruno assumiu o cargo de patriarca. Entretanto, Bruno nunca foi o mais consistente líder e seus irmãos não demoraram muito para começar a causar problemas internos. A rivalidade de Bruno e Tito tornou-se fora de controle, incluindo tentativas de assassinato e humilhações públicas. Entretanto, a chagada da Camarilla em 1844 mudou completamente a situação, os irmãos não fizeram as pazes, mas agora tinham um problema maior para resolver, pois a Camarilla se estruturou na cidade e não nomeou nenhum único membro, de nenhuma das famílias, para os altos cargos de liderança.

    Os Abbiati na realidade não demoraram muito para aceitar a autoridade da Camarilla, ficando atrás apenas dos Ufilia em aceitar a figura do Arauto de Florença. Entretanto, essa declaração de aliança foi algo bastante superficial, os dois Anciões (Bruno e Tito) ainda mantem um desprezo muito grande pelas tradições da Seita e sonham silenciosamente com o fim da existência do Arauto. Bruno e Tito se odeiam e a relação entre eles é venenosa, entretanto, suas proles e herdeiros não herdaram essa rivalidade, na realidade, são os menos poderosos que mantem o caráter de união. Em 1915 um conflito entre os Abbiati e os Sforza saiu de controle e colocou a máscara em risco. A Camarilla prontamente reagiu forçando as duas famílias a assinarem um tratado de paz, ameaçando uma Caçada de Sangue contra os envolvidos. O tratado foi então estabelecido a contragosto de ambas.

    O cabelo ruivo é a marca oficial da família, assim como as sardas na face e um corpo magro, muitas vezes esquelético e nada saudável. A loucura do clã Malkaviano não torna os Abbiati criaturas divertidas ou simpáticas, os impulsos mais perversos e brutais já se manifestaram dentro da família e esperar o caos vindo deles é o mínimo que pode ser feito.



    Os Francesco
    Filiação: Camarilla
    Spoiler:

    Seu mote é: Deus fortis amat, que se traduz da seguinte forma, "Deus ama os fortes e corajosos". A história da família Francesco é extremamente ligada a cidade de Volterra, que em sua história medieval era de domínio das forças católicas, sendo liderada sempre por um bispo. E foi através desse Bispo que a família viu a sua possibilidade de crescimento e refúgio na região.

    Tudo começa em torno da figura de Alessandra di Francesco, uma jovem Lasombra da Sicília, que fugiu das garras controladoras do próprio Clã após uma conturbada situação envolvendo assassinatos e traições, a verdade sobre esse passado é um segredo guardado a sete chaves pelas matriarcas da família.

    Alessandra colocou-se na cidade de Volterra por já ter o conhecimento da presença dos Ventrue em San Gimignano, tratou então de escravizar a vontade do Bispo a seus desejos e necessidades e de maneira bem veloz e sem interferências, Alessandra tornou-se a mais influente cainita na esfera religiosa das proximidades. Alessandra então fundou o Palazzo dei Priori, seu primeiro refúgio e dentro das paredes dessa construção que a família viu seu crescimento se iniciar.  Alessandra então abraçou sua primeira prole em 1258, a jovem Agata.

    A distância entre os Ventrue e os Lasombra seguia de certa maneira segura e saudável para ambos, todavia, com o avanço descontrolado da região que se tornou uma essencial parada para as caravanas e viajantes em direção a Roma, resultou em uma rivalidade mortal entre as cidades que inevitavelmente ecoou para seus líderes. O poderoso Frabizio Ulfilia se viu então obrigado a reunir-se com Alessandra, o patriarca de sangue potente desejava anexar os limites políticos de Volterra, todavia, Alessandra imediatamente negou a proposta e colocou-se como rival direta, ameaçando a hegemonia Ventrue.

    Alessandra prontamente abraçou seus mais próximos e fieis vassalos e expandiu seu poder pela Igreja, controlando ataques contra propriedades Ventrue por toda a região e revelando-se uma inimiga muito mais capaz do que o todo poderoso Patriarca Ventrue desejava. A chegada das famílias Abbitati e Sforza apenas auxiliou as ações de descentralização do poder das mãos Ventrue e durante o auge da cidade de San Gimignano, a família possuiu 18 das 72 torres que foram construídas para as famílias mais ricas e prosperas da cidade.

    Infelizmente o século XIV foi cruel para todos, e os membros da família Francesco não escaparam de maneira ilesa. Primeiro a praga matou grande parte do rebanho e dos vassalos de Alessandra, depois as tropas anarquistas queimaram as terras de Volterra, dizimaram vários aliados importantes por todo o território italiano e feriram a matriarca mortalmente, forçando-a a um torpor do qual era nunca viria a sair. Além disso, foram destruídas praticamente todas as suas proles, sobrevivendo apenas duas: Agata e a mais jovem de todas, a neófita Letizia que se aliou aos anarquistas durante a tomada da região. Omero, irmão de sangue de Letizia (prole de Agata) viu essa traição como algo imperdoável, a jovem Letizia sumiu da região para regressar séculos depois.

    Agata se viu então obrigada a reconstruiu a família praticamente do nada, com incontáveis perdas e um coração partido pela traição da própria “irmã”, a experiente Lasombra olhou para as outras famílias e compreendendo que não haveria outra forma de conduzir as coisas, copiou o “modus operandi” regional: reduzindo drasticamente a quantidade de vassalos e utilizando-os para alimentação própria, induzindo eles a procriarem entre si com o intuito de gerar crianças mais resistentes as doenças mortais. Entretanto, ela não incentivou o pecado do incesto, ela literalmente “adotava” homens e mulheres de cabelos loiros e de boa saúde, jovens de baixa classe e muita fé. Casando-os e nomeando-os membros de sua família, Agata criou a sua família em torno da veneração a figura da mulher, por ser uma fiel súdita da Virgem Maria. E o termo “primo” se tornou famoso dentro da família, afinal, todos são de alguma certa forma, primos em algum grau.

    A chegada da família Verrochio foi um enorme alívio para os Francesco. Compartilhando da mesma fé e compreendo a necessidade das reformas nas catedrais e no financiamento das belas artes, as duas famílias se tornaram aliadas econômicas e com isso, os Lasombra regionais poderiam novamente “respirar”. Isso se a praga de 1631 não tivesse sido tão poderosa e incontrolável, a população total de toda a região, incluindo as cidades de Volterra e San Gimingano e suas vilas, foi reduzida a uma faixa de apenas três mil habitantes. Os Verrochio se desesperaram e foram os Francesco que os ensinaram a sobreviver durante esse período de extrema “seca”.  Muitos cainitas se viram obrigados a dormir durante esses terríveis anos, o principal deles foi o patriarca Giovanni.

    O retorno do Giovanni a região foi terrível, as rivalidades se afloraram ainda mais e as suas terras que haviam sido conquistadas pelas outras famílias, sofreram ataques poderosos e macabros.  Diante ao uso descontrolado da necromancia e o desrespeito pelos mortos, Agata di Francesco se viu obrigada a romper os laços com os Giovanni e a resposta foi simplesmente um choque: em 13 de dezembro de 1801, Agata foi assassinada.

    Esse foi o grande estopim para a Guerra das Famílias. Os conflitos saíram do controle e o Príncipe de Florença declarou a independência da região de influência das famílias para livrar-se do problema. O Círculo Interno agiu rapidamente e em 1844, quando a Guerra alcançava seu ápice de violência e descontrole, colocando a máscara em risco. Convocou um conclave para a estruturação da Camarilla. Espantosamente, os Francesco se declararam aliados à Torre de Marfim, uma clara demonstração de que o assassinato de Agata ainda ecoava em seus corações e o desejo de vingança contra os Giovanni nunca iria diminuir.

    A noites mais modernas se revelaram curiosas e inesperadas, afinal, a tradição da família implicava que uma mulher deveria assumir o controle e a liderança, e essa mulher foi a prole mais jovem e inexperiente de Agata: Carmela di Francesco. Ela assume em 1845, após um período turbulento e selvagem que a família passou durante a guerra local, a liderança da família nessa época caiu sobre os ombros de Omar, todavia, ele nunca foi nada próximo a figura de uma Matriarca. Enfim, Carmela foi a matriarca até o ano de 1954 quando o torpor a alcançou e a família se encontrou mais uma vez sem uma possibilidade de liderança.

    Assim a surgiu a figura de Letizia, a prole de Agata que havia traído sua Senhora e toda sua família regressa a região a pedido da Camarilla. Devido a retomada da cidade de Milão que foi protagonizada pela própria mulher. Com as graças do Arauto, Letizia chegou com pompa na cidade e apesar das claras hostilidades que recebeu de Omar e dos mais antigos, os mais jovens prontamente a reconheceram como Matriarca.



    Os Giovanni
    Filiação: Independentes
    Spoiler:

    A família Giovanni local adentrou as terras de San Gimignano em meio a um sombrio e ainda inexplicável acontecimento: A praga de 1348. E foi diante a tamanha pestilência e dificuldade que o mote da família foi criado: "E pluribus unum”, que significa “De muitos, um”. Ou seja, a quantidade para eles indefere, é na família como uma unidade inexorável que eles encontram a força necessária para sobreviver.

    Tudo começa com a história de Mario Giovanni, um ancillae na época da primeira Grande Praga. Ele tinha acesso a uma fortuna gigantesca em Florença e por trás de várias jogadas ousadas de influência e poder, conseguiu incentivar a compra da cidade livre (comuna) falida pela imponente Florença. Com a certeza de que tinha por direito agora, grande parte da cidade, Mario viajou até San Gimignano para ter total certeza de que poderia tê-la só para si. E na realidade, ele a teve durante quase vinte anos, pois nesse período em que ele se instalava e comprava tudo em que botava os olhos, as famílias locais se encontravam isoladas e sofrendo com os ecos da poderosa praga.

    Pois anos depois, chegaram os exércitos anarquistas. Mais uma vez as famílias tradicionais sofriam golpes severos, elas ainda lambiam suas feridas quando o flagelo queimou suas terras e ceifou vidas importantes. Entre a Praga e a Chama da Revolução, Mario prevaleceu intacto. Afinal, ele era jovem demais para ser alvo dos Anarquistas e tinha consigo um suporte financeiro diretamente ligado à Florença em uma época de migalhas na região. E quando as torres finalmente caíram, o sagaz Giovanni ergueu seu império.

    O século seguinte foi importante para a cidade, pois o Renascimento trazia consigo um poderoso investimento dos mecenas da família Verrocchio, todavia, quase que imediatamente em reposta a chegada dos Verrochhio, o patriarca Giovanni iniciou uma política de censura e não incentivo aos mesmos. Enquanto todas as outras famílias adoravam a chegada dos Verrocchio, Mario via neles uma ameaça a seu império. Entretanto, Mario veio a perder na “queda de braço” pois a influência em Florença dos Verrocchio era assustadora e mais vasta do que o esperado. Assim, os nobres da grande cidade deram a San Gimignano um grau de crucial importância na guerra que viria a ser travada na região. Assim os Toreador construíram a fortaleza de Rocca di Montestaffoli, uma exibição de força que obrigou Mario Giovanni a recuar para o interior da Toscana. O burgo de Monteriggioni a aproximadamente 30 km de distância foi destino por ele escolhido e dentro do burgo, o patriarca criou sua linhagem inteira.

    Em 1522, Mario abraça seu primeiro filho: Benito Giovanni para dois anos depois entrar em torpor e nunca mais acordar. O mistério do sono eterno de Mario é um tabu dentro da família. Existem registros da visita de Andreas Giovanni, um poderoso matusalém da família e Senhor de Mario no ano de 1523 e ainda os rumores de que Mario estava sendo perseguido por “espíritos ancestrais”. A verdade é que em 1524, Benito herda todo o domínio de Mario e encontra pela frente um desafio enorme de controlar todos os vassalos e as finanças de seu Senhor.
    Aplicando a risca as tradições da Família Giovanni, Benito abraçou suas proles: Três irmãos de sangue. Para logo em seguida incentivar o relacionamento incestuoso entre seus vassalos e até mesmo entre suas proles, ele queria que toda sua família estivesse presa ao laço de sangue e que sua figura fosse para sempre eternizada como a do líder impecável. Entretanto, em 1631 a segunda grande praga devastou a região e sem fontes seguras de alimentação, Benito se viu obrigado a forçar a realidade de ninho para sua família e posteriormente, encontraria em torpor em 1633.

    Tirone, a prole mais velha de Benito, mas ainda jovem demais para um Cainita, assumiu então as responsabilidades da família.  Todavia, Tirone cometia deslizes típicos de um jovem, sua insegura fez com que seus rivais crescessem e rapidamente protagonizassem ataques estratégicos contra suas caravanas e investimentos. Em menos de dez anos, os domínios da família Giovanni foram reduzidos a apenas o burgo de Monteriggioni e nada mais. Tirone encontraria sua morte final em 1648, uma morte que nunca foi assumida por nenhuma das famílias, mas que colocou Elena no poder de maneira temporária.

    A cultura da família proibia qualquer mulher como figura de comando máximo, ou seja, Elena nunca foi um “patriarca”, mas ela foi a responsável pelo começo do retorno dos Giovanni da Toscana. Investindo principalmente em vinhedos e nos portos da região, a sala de tesouros da família começava a se encher novamente. Para quem em 1797, Benito retornar-se de seu torpor com um desejo incontrolável de vingança.

    O patriarca despertou furioso com o que havia acontecido, tomando drásticas ações de natureza extremamente violenta e controlando a prole de Tirone à força, Eloisa, a utilizar as artes necromânticas para assolar seus rivais. Seus principais alvos foram os Verrocchio e posteriormente os Francesos que mantinham uma aliança com os “rivais”. Em 1801, o patriarca arquiteta a execução de Agata, a líder dos Francesos e essa ação transforma o conflito entre as famílias em uma verdadeira guerra aberta, sanguinária e descontrolada.

    Finalmente, após o principado de Florença revogar sua autoridade na região e fechando-se dentro das próprias muralhas devido ao pânico que a guerra das famílias trazia a todos, a Camarilla tomou uma atitude; anunciado a estruturação da Torre de Marfim em San Gimignano em 12 de março de 1844 e escolhendo a figura de Maria de Medici como o Arauto.

    Benito viu todas as ações da Camarilla como um ultraje a seus domínios e prontamente desafiou o Arauto que em resposta proibiu a família Giovanni de abraçar por quase cem anos. Um golpe duríssimo que servia de exemplo para todos os outros patriarcas, a Camarilla era forte e não estava aberta a joguetes. Em 1944 o clã pode novamente se rejuvenescer com a presença de neófitos, mas a insistência de Benito e não reconhecer a figura do Arauto segue a causar terríveis encontros e situação para a família que hoje é considerada a terceira mais poderosa na região.



    Os Sforza
    Filiação: Independentes
    Spoiler:

    Construídos em torno do mote: "Omnia mors aequat", cujo significado mais próximo é “Na morte somos todos iguais”.

    A história da família Sforza começa na grande cidade de Florença com a figura de Roberto Sforza, um membro de sangue potente e um sonho incontrolável de vingança contra os cainitas romanos. Entretanto, sua empreitada em Florença o rendeu inimigos para toda a sua existência e o controle sobre a importante família Ghibelines. Os Ghibelines eram vassalos fieis ao vitae de Taddeo, a primeira prole de Roberto que infelizmente não sobreviveu as pestes da Idade das Trevas. O que Roberto não esperava era que a rivalidade dos mortais pudesse ecoar em suas decisões, assim, no exato instante em que as famílias Ghibelines e Guelf se encontraram em San Gimignano e começaram a se matar, Roberto se viu imerso no conflito sem nem sequer pensar duas vezes. Durante os anos dourados da região, os Sforza tiveram direito a 16 torres e se tornaram importantíssimos para o poderio militar da comuna livre de San Gimignano.

    Todavia, o século XIV foi cruel em demasia com a família. Primeiro o falecimento de Taddeo por causa da ingestão de sangue maculado, em seguida a imagem das tropas anarquistas marchando sobre os territórios e executando Roberto Sforza, uma morte que nunca foi levada a público pela família. A presença dos anarquistas foi algo que mancharia por muito tempo o nome dos Sforza e os colocaria como “inimigos de todos” durante os séculos XV e XVI. Essa má fama e a problemática referente a alimentação, impôs uma realidade difícil para a família que se via obrigada a alimentar-se de seus próprios vassalos e o medo de que suas proles se rebelassem, obrigou Roberto a prender todas elas ao laço de sangue.
    E foi em uma situação delicada onde todos eram inimigos em potencial que os Sforza se aliaram aos Giovanni. Lado a lado, eles conseguiram construir uma potente rede de influência e mercadorias militares, mas o ano de 1631 trouxe consigo uma poderosa praga que derrubou o patriarca Giovanni e o então patriarca Sforza, Sergio, viu a excelente possibilidade de tomar tudo aquilo que outrora fora dos Giovanni e erguer um poderoso império em meio à crise. Seus planos eram perfeitos, mas o que ele não contava era com a força que os Abbiati colocariam para minar suas ações. Os malkavianos sodomizavam e destroçavam as mentes dos vassalos dos Sforzas e a rivalidade entre as famílias aumentou drasticamente.
    Diante os ataques e a ausência de rebanho, Sergio Sforza aprendeu observando os Giovanni a como controlar a reprodução dos mortais e a como abraçar apenas os mais fortes, forjando assim a família de revenantes que serve até hoje o patriarca dos Sforza. Estruturando-se para resistir as terríveis noites, a família se viu em meio ao turbilhão causado pelo despertar de Benito Giovanni. Ele prontamente dedicou-se a retomada de territórios e invadiu o refúgio de Taddeo Sforza, após uma conversa ambos chegaram a um entendimento: Taddeo daria sua vida para manter a aliança entre as famílias e Benito seria o responsável pela escolha do sucessor de Taddeo. Benito, sabiamente escolheu Fábio, prole do patriarca original e um tradicionalista convicto.

    Juntos, Fábio e Benito trouxeram o inferno para dentro de San Gimignano, a guerra das famílias logo saia de controle e as reações de Florença surpreenderia a todos: A grande cidade abdica da região e a entrega nas mãos da Camarilla. Todavia, antes que Fábio pudesse declarar sua revolta contra a Torre de Marfim e dar suporte a Benito, uma traição que ainda ecoa com força dentro família pegou todos de surpresa: Fábio foi executado a sangue frio por Enzo que se auto proclamou Patriarca e rege a família dês dessa época. Enzo era prole de Sergio e sonhava em cumprir os desejos de Seu Senhor: A glória da família.

    Atualmente a família se encontra em uma delicada situação, sem declarar abertamente apoio a nenhum dos lados, mas mostrando-se sólida o suficiente para não perecer imediatamente. Enzo deseja acima de tudo, a total aniquilação dos Abbitati, mas para isso teria que passar por cima da Camarilla. E ao mesmo tempo não vê mais nos Giovanni a possibilidade de uma aliança.



    Os Ufilia
    Filiação: Camarilla
    Spoiler:

    A mais poderosa, arcaica e tradicional das famílias. Assim poderia ser resumida a importância e o status dos Ulfilia para a Toscana, todavia, resumir os verdadeiros Reis e Rainhas, seria uma simplória e repugnante ação. Estruturados em torno do mote: "Luna omnibus lucet", que se traduz para algo próximo de “A luz do luar brilha sobre nós”, os Ulfilia sempre existiram na Itália e para todo sempre estarão entre seus líderes.

    Um jovem soldado romano era abraçado antes do nascimento de Cristo, era apresentado aos líderes de Roma como o próximo grande conquistador em nome do Clã Ventrue e foi exatamente isso que Fabrizio Ulfilia fez em sua juventude: Lutou e liderou tropas contra Cartago. E no final da guerra, diante ao massacre, o já não mais tão jovem romano entendeu que havia algo errado, não havia honra alguma naquela conquista e descontente com seus próprios líderes, Fabrizio exilou-se de seu clã e enviou seus vassalos pelas terras costeiras em busca de um novo refúgio. Dois irmãos que serviam ao poderoso cainita trouxeram aos seus ouvidos as palavras sobre a vila de San Gimignano. Encantando pelas palavras dos jovens, Fabrizio se estabeleceu na cidade e proclamou-se Príncipe de Sangue da mesma.
    O Principado de Fabrizio nunca sofreu ameaças diretas, as famílias que chegavam eram acomodadas e reconhecidas, postas em seus devidos lugares e incapazes de derrubar um quinta geração puro e poderoso, acabavam por reconhecer a sua figura de liderança. Haviam rivalidades e desejos de poder, mas em hipótese alguma, ocorria uma tentativa direta de golpe ou destruição de Fabrizio. Ele era intocável...

    Quando as tropas anarquistas marcharam sobre San Gimignano, colocando as torres abaixo e queimando os campos, a verdadeira missão da tropa era a de encontrar Fabrizio. Pois o matusalém era um dos principais apoiadores do famoso “Sonho de Hardestadt”, as torres eram destruídas em tentativas de encontrar o refúgio de Fabrizio. Quanto o matusalém tomou ciência da invasão, o mesmo simplesmente despediu-se de suas proles e herdeiros e marchou sozinho em direção aos invasores e travou a mais violenta e brutal batalha já vista na Toscana. Sua morte final foi inevitável, mas a ferida que o mesmo causou ao exército anarquista foi tão profunda que eles se viram obrigados a recuar.
    San Gimignano nunca mais teve um “Principe de Sangue”, afinal, seu território seria posteriormente anexado pelas forças mortais de Florença o que colocava todos os cainitas locais sob o controle da coroa da grande cidade. Entretanto, o Príncipe de Florença era ninguém menos do que Magnus Augustus Ulfiia, prole de Fabrizio. Assim, enquanto as famílias entravam em suas disputas territoriais e comerciais, os Ufilia estruturavam-se dentro de Florença e mantinham seus domínios intactos em San Gimignano.

    Essa situação só mudaria com o despertar de Benito em 1797, o descontrole da guerra das famílias obrigou Magnus a tomar ações drásticas. Ele anunciaria posteriormente a independência da região e revogaria seu controle sobre as terras, algo que desestabilizou totalmente seu controle sobre os outros irmãos e herdeiros do grande Fabrizio. Enquanto San Gimignano fervia em poças de sangue e ódio, a família Ulfilia passava pela mais dolorosa experiência: Severus e Magnus, os dois herdeiros mais antigos, entravam em conflito direto ao ponto de chegarem a um desafio até a morte. O resultado desse duelo foi a morte de Magnus e o Torpor de Severus.

    Florença então cairia em mãos Toreador e a família Ulfilia regressaria para o refúgio de tempos primordiais, a cidade de San Gimignano. Com seus líderes caídos, a primeira prole de Magnus assumiria então o posto de Patriarca e se colocaria prontamente ao lado da Camarilla que era fundada na região. Guiseppe Ulfila, esperou então pela óbvia nomeação de sua figura como Príncipe, algo que não ocorreu e despertou o desgosto do ancião. Considerando-se herdeiro por direito das terras, Guiseppe moveu toda sua influência e conseguiu frear a nominação de Marie di Medici como Príncipe, colocando-a até as noites de hoje como Arauto de Florença. Um título importante é claro, mas que a desagrada profundamente.

    Os Ulfilia são fieis a Camarilla, todavia, o desejo do Patriarca de tornar-se Príncipe entra diretamente em conflito com a ambição de Marie di Medici que se coloca como uma tradicionalista que não reconhece as famílias e jamais nomeou um único membro delas para alguma função digna em sua corte.

    Os Verrocchio
    Filiação: Camarilla
    Spoiler:

    A história da família Verrocchio é provavelmente a mais distinta dentre as trágicas histórias familiares da região, idealizadores apaixonados e convictos classicistas. E é dessas características que nasceu o mote da família: "Amor vincit omnia", O amor conquista a todos.

    A história começa com a figura de Andrea Verrocchio, um mecena importantíssimo da grande cidade de Florença, que encontrou nas histórias do mundo antigo sua verdadeira paixão. Seu estudo em torno das artes gregas, da democracia ateniense e das conquistas romanas o transformou em um filósofo em meio a um clã de artistas. Com os olhos voltados para o passado e abdicando das disputas vorazes dentro da grande cidade, o então ancião voltou seus belos olhos para os escombros de San Gimignano, desafiando-se a si mesmo a reerguer a cidade através de um soprar revigorante e clássico, preservando o máximo possível de seus traços originais e incorporando a cidade as importantes tradições greco-romanas de arte e cultura. Assim, no começo do século XV, já após as grandes baixas da Revolta Anarquista, Andrea Verrocchio colocou seus pés na cidade para investir, construir e reerguer a glória da região, trazendo consigo sua filha: Aurelia.

    Andrea então abraçou pela primeira vez um jovem local, um talentoso escultor chamado Franco Verrocchio que protagonizou incontáveis reformas e ajudou na criação de várias capelas e casarões que se encontram de pé até as noites atuais. Andrea e Franco tornaram-se queridos pelos Francesco e Ufilia, atraindo o fascínio dos Abbiatti e o respeito dos Sforza, até mesmo os Giovanni não possuíam razões para vê-los com desconfiança. Existe um sentimento de “divida” das famílias para com os Verrocchio que literalmente, salvaram San Gimignano da destruição e esquecimento. Foram eles que da terra arrasada, criaram a esperança.

    No começo do século XVII, Andrea abraça sua terceira prole: Angelo. Deixando-o sob os cuidados de Franco e recolhendo-se a um torpor inevitável. Franco tornar-se-ia patriarca durante um tenebroso século marcado pelo retorno da cruel praga, enquanto Angelo revelar-se-ia um inesperado líder. Essa história se inicia na noite de 27 de junho de 1631, quando os primeiros humanos começaram a morrer para a praga. As lendas contam que Franco estava em seu ateliê quando um de seus aprendizes apresentou sintomas terríveis, desesperado para salvar a vida de seu querido aprendiz, Franco permitiu que esse bebesse de seu vitae afim de curar suas enfermidades. Todavia, Franco foi afetado pela praga e morreria no mês seguinte. A morte de Franco assustou terrivelmente as famílias e todos os cainitas locais, era a primeira notícia de uma doença capaz de ceifar a existência dos cainitas.

    Gianluca, prole mais velha de Franco, assumiu temporariamente o cargo de patriarca. Ele tinha obviamente um vitae “fraco”, mas sua idade o oferecia uma importante influência com as famílias que controlavam a cidade. O que ninguém esperava era que a doença que havia infectado Franco também ecoaria em sua prole, Gianluca começou a apresentar os sinais da doença em segredo e surpreendeu a todos quando realizou o trágico e marcante discurso, que ficaria marcado eternamente na história dos mais antigos como: “As Lágrimas do Caronte”. Abrindo o discurso com a famosa frase dos portões do inferno: “Deixai toda a esperança, ó vós que entrais! ”, Gianluca alertou a todos os antigos os perigos que estariam por vir, a prega não havia apenas corrompido seu corpo, mas o havia cedido a capacidade de ver o futuro, de prever o destino de todos. O grande pânico que se seguiu, a cultura dos ninhos e o isolamento das famílias dentro de si, apavoradas em relação a praga, é fruto desse discurso e foi transcrito e é armazenado como o maior tesouro da família Verrocchio.

    Angelo assumiu então o patriarcado e seguiu fielmente as revelações de Gianluca. Enclausurando a família dentro da fortaleza de Rocca di Montestaffoli, construindo uma relação de ninho entre os Verrocchio da época e incentivando a criação de uma família de revenantes, essa família nasceria então com o nome em homenagem ao primeiro patriarca: Verrocchio. Ou seja, os antigos Verrocchios não era realmente uma “família”, mas sim uma linhagem.

    Enfim, sob a liderança de Angelo, a família Verrocchio se estruturou e viu a frente de seus olhos o despertar da fúria dos Giovanni que se levantariam ao lado dos Sforza com o desejo de vingança e guerra durante as noites que antecederam a fundação da Camarilla local. Escolhendo uma política de autopreservação, excluindo totalmente os Giovanni e os Sforza de seus negócios e alianças e assumindo publicamente uma eterna e inquebrável irmandade com a família Francesco que sofria com a morte de Agata, que muitos dizem ter sido o único amor da vida de Angelo, os Verrocchio se viram obrigados a abandonar a postura passiva e provocar uma verdadeira onda de ataques de mortais contra as forças inimigas, chegando até a contratação de forças Assamitas.

    Enfim, chegada a hora da fundação da Camarilla. Os Verrocchio se colocaram totalmente a disposição da seita e financiaram a construção do elísio para presentear o Arauto de Florença, reconhecendo sua autoridade e a necessidade de sua presença e postura, afinal, dar renome e força da Camarilla para os descontrolados, gananciosos e violentos patriarcas, era um erro aos olhos de Angelo. Atualmente a família é uma das grandes aliadas do Arauto de Florença e suportam com veracidade a Camarilla e suas tradições.
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    Danto
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    Re: Famílias e Clãs: História e Rivalidades

    Mensagem por Danto em 15/4/2017, 22:12

    Assamitas:

    História na Região:
    Os Assamitas fizeram-se notórios na área da Toscana e nos centros urbanos de Volterra e San Gimignano durante os primeiros períodos da Idade das Trevas, auxiliando os anarquistas a destruírem a sociedade de cainitas que se estabelecia na região. Foram vários os assassinatos e ataques, o termo "sarraceno" ainda ecoa com muita força e temor entre os antigos anciões. Todavia, com a chegada dos períodos modernos, principalmente o começo do Século XIX, o clã tirou seus olhos da Toscana. Por tanto, não existe nenhuma linhagem perfeitamente estabelecida na região, raras aparições ainda causam pânico ou medo, mas as famílias locais sempre se uniram diante as investidas dos Filhos de Haquim.

    Brujah:

    História na Região:
    A História Brujah na região da Toscana começa com um sobrenome: "Ghibelines". Essa família de mortais era marcada pela lealdade sanguínea a Taddeo Sforza, um jovem neófito de Florença que não estava totalmente interessado em revoluções, mas sim em perseguir o sonho da construção de uma nova Cartago. Em busca de seu sonho, ele enviava seus servos mortais para as mais prósperas terras próximas, até que um deles, o então patriarca da família dos Ghibelines retornar com o nome de San Gimignano nos lábios. Taddeo prontamente se viu seduzido pela possibilidade de prosperar na então Comuna Livre italiana e estabeleceu-se na região, fundando assim a família Sforza que iria construir uma rivalidade mortal com os Abbiati.
    Entretanto, os Sforza já como uma família estabelecida na região, foram surpreendidos pelas forças do próprio clã Brujah durante as invasões anarquistas que trouxeram a destruição de quase todas as torres e estruturas da cidade em torno de 1359. Taddeo foi executado e exposto como uma pária do clã, um choque que ainda ecoa com enorme peso dentro da família Sforza que imediatamente após a fundação da Camarilla, aliou-se a ela com o distante sonho de vingança.

    Gangrel:

    História na Região:
    Gioia é a atual matriarca da região, apesar da história real do clã ser realmente antiga por toda a costa da Toscana, grande parte dela se apresenta distante dos olhos das famílias e demais clãs. A verdade é que foram os Gangrel os primeiros a explorarem os perímetros de Volterra séculos atrás, as lendas dizem que o Fólkvangr de Volterra guarda enormes lendas vivas do vitae Gangrel em um sono seguro e estável.

    Giovanni:

    História na Região:
    A história do Clã Giovanni na região começa com a chegada de Mario Giovanni, um jovem cainita que saído de Florença chegou aos escombros de uma cidade entregue a uma praga cruel e virulenta. Enquanto os patriarcas das outras famílias encontravam-se em torpor e muitos outros dormiam por causa da falta de rebanho disponível, Mario começou a construção de um verdadeiro império, erguendo a cidade novamente e agora colocando-se como o centro de todas as atenções.
    Atualmente, a família Giovanni de San Gimignano não aceitou a recente união a Camarilla, colocando-se em uma situação de oposição direta a seita que foi estabelecida nas redondezas.

    Lasombra:

    História na Região:
    A história do clã Lasombra na região começa em torno dos anos 900, com uma neófita se infiltrando nas terras do Bispo de Volterra e aproveitando-se dos recursos do mesmo, dando início a sua própria linhagem. Alessandra di Francesco era seu nome e sua origem era das terras da Sicília, buscando exílio do próprio clã, a neófita encontrou na figura do Bispo uma excelente oportunidade de obter recursos suficientes para se proteger.
    A rivalidade contra os Ventrue da família Ulfila se tornou então grande e histórica, são mais de mil anos de disputa territorial, com várias acusações de assassinatos, traições e mortes cruéis. Dentro de seu refúgio, o clã se estrutura com uma cultura matriarcal e extremamente católica.

    Malkavianos:

    História na Região:
    A história do clã Malkaviano na região começa com a figura de Antonio Abbiati. Um artista renomado de Florença que após disputas com mecenas locais se viu "obrigado" a buscar um novo refúgio para ele e seus vassalos. Entretanto, ele não esperava que a família rival de seus vassalos fosse também se estalar em San Gimignano. Assim a rivalidade dos mortais passou a ser também presente entre os dois clãs, uma rivalidade sangrenta e mortal para os dois lados.

    Nosferatu:

    História na Região:
    Lanfranco Costagloila, prole de Cassius, foi Abraçado ainda nas noites do Grande Império Romano, na própria cidade italiana que era o coração do mundo clássico. Após a queda do império e o torpor definitivo de seu Senhor, Lanfranco encontrou-se em uma peregrinação infindável pela costa italiana, até encontrar em San Vincenzo seu refúgio. Discretamente, deu inicio a construção de sua própria linhagem e desapareceu durante as invasões anarquistas que assolaram a região durante o período das Trevas. Sua primeira prole, Tabida então assumiu o seu cargo como "Líder" do covil de San Vincenzo, enquanto sua segunda prole, Natale assumiu o importante cargo de representante do clã junto a Camarilla na cidade de San Gimignano.

    Ravnos:

    História na Região:
    Apesar dos rumores de Ravnos andarilhos não serem estranhos, nenhuma linhagem específica escolheu a região para a construção de algum tipo de refúgio ou permaneceu por mais do que alguns anos nas terras da Toscana. Entretanto, o nome "Zlatos" é constante associado a um membro Ravnos que mantem laços com alguns antigos da região.

    Toreador:

    História na Região:
    Os grandes mecenas de Florença sempre tiveram a influência do clã das Rosas, imaginar a Renascença sem o protagonismo desse clã é simplesmente impossível. Por toda a Itália, todos os grandes artistas tiveram algum tipo de influência pelos cainitas humanistas do clã das rosas.
    A cidade de San Gimignano não seria diferente, foi durante a eminente guerra entre Florença e Siena que a família Verrocchio se estabeleceu na cidade, construído a fortaleza de Rocca di Montestaffoli e financiando uma cidade que acabara de ser devorada pelo fogo do Anarquismo, provocando uma revolução cultural e um renascimento político, monetário e social. A face de toda essa inovação era a de um ancião chamado de Andrea Verrocchio. Hoje são seus herdeiros que controlam seu legado, um legado enorme e importantíssimo que sempre foi alvo da inveja das famílias mais antigas e que sempre recebeu a ajuda da Camarilla de Florença.

    Tremere:

    História na Região:
    A história do clã na Região da Toscana é antiga, começando ainda na baixa idade média quando o condado mais rico era o de Volterra. Nessa época, uma jovem feiticeira com o nome de Valeria destacava-se entre os mortais, quando seu abraço ocorreu o clã Tremere ainda era mal visto e pequeno, prontamente a jovem dedicou-se a construção de sua própria Capela, nas terras da famosa Fortaleza de Volterra. A Capela da Fortaleza, tornou-se o refúgio sagrado de todos os feiticeiros que visitavam as promissoras cidades da Toscana, a verdade é que não existe uma capela tão grande ou tão importante na região. Suas dimensões são tão surpreendentes e poderosas que a torna capaz de rivalizar com as capelas de Roma e Milão, as duas maiores capelas dentro do estado italiano.

    Ventrue:

    História na Região:
    A história da fundação da cidade de San Gimignano atribui a fundação da cidade por dois irmãos romanos que fugiam das acusações de traição. Entretanto, esses dois irmãos eram na realidade Vassalos do sangue do primeiro Príncipe de San Gimignano: Fabrizio Ulfila, um Ventrue romano jovem na época que não concordava com as diretrizes e filosofias que eram aplicadas e em Roma. Em busca de um refúgio pacato, Fabrizio enviou seus dois Vassalos para a região e após o estabelecimento de ambos e as notícias positivas sobre a região, o Ventrue chegou à então vila e se estabeleceu nos castelos de seus vassalos.
    Após os anos que ainda ira viver no poder local, Fabrizio prontamente foi convidado a servir o clã em seus mais altos patamares, afinal, seu potente vitae fazia do mesmo um ancião quase tão forte quanto as lendas do clã. Antes de partir, Frabrizio dedicou-se a criação de uma linhagem local e a nomeou com seu próprio sobrenome. As primeiras proles de Frabrizio então conduziram o clã dês da saída de seu Senhor, que foi aproximadamente em torno de 447 d.C.
    A relação amorosa entre as duas únicas proles do Progenitor dos Ulfila, Magno e Gissela, resultou em um ambiente realmente família dentro do clã, as proles de ambos eram consideradas seus filhos e eram escolhidas pelos dois. Assim como seus vassalos, que passaram a também receber o sobrenome da família quando alcançavam a honra necessária para tal. Aos poucos, viu-se a necessidade de abraçar esses vassalos para estabelecer a hegemonia na região que começava a receber estrangeiros gananciosos.
    A realidade é que a história do clã Ventrue na região era protagonizada pela família Ulfilia até a intervenção da Camarilla de Florença, que declarou o território de San Gimignano e suas províncias como uma comuna livre e independente.
    Forçando assim a criação de uma Camarilla em San Gimignano em 12 de março de 1844. Essa sede da Camarilla foi organizada pelo Círculo Interno e imposta pelos Justicares dos clãs Ventrue, Toreador e Nosferatu da época. Por tanto, irrevogável pelos membros locais que se viram obrigados a responder agora a figura de Marie di Medici, uma anciã poderosa, influente e extremamente capaz. Marie imediatamente colocou-se como uma rival a hegemonia da família Ulfilia quando não nomeou nenhum deles como primigênio do clã na região, apresentando uma postura de total desprezo ao costume familiar da região e categorizando as rivalidades e conflitos dessas como “ações marginalizadas de seres perdidos em suas batalhas arcaicas”.

      Data/hora atual: 20/8/2017, 20:00