WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 10/2/2017, 15:55



    Sala do Trono:

    O brilhos das tochas traziam forma nítidas em sua mente nebulosa. Uma sala inteira se revelava ao seu redor, de proporções colossais nunca antes vistas por sua pessoa. Parecia o interior de uma majestosa catedral. Absolutamente erguida com o mármore mais puro que seus olhos já viram. As fontes de luz eram muitas e fazia-se parecer que era dia ali dentro. Não havia um pingo de escuridão em toda a sala com apenas uma única e marcante exceção. No centro daquele magnífico espaço avassalador estava uma alta escada talhada com precisão impecável a qual levava até um trono coberto no mais dourado dos ouros. Era uma sala real e as sombras tomavam o rosto do monarca que estava sentado. Ele olhava nitidamente para você, lá de cima de seu assento impecável.

    Um tapete bordado em prata pura levava o caminho degrau por degrau até aquela incalculavelmente assombrosa presença no centro da sala. Todavia seu caminho não era subir aquela escada brilhante. Você se percebe amarrada com correntes em suas mãos lhe prendendo às extremidade de um altar logo a frente daquele enorme trono. Seu corpo estava coberto de ferimentos recentes e uma pele bastante parecida com a sua original, sem nenhum tom de palidez. Suas roupas eram agora apenas farrapos preso ao seu corpo. Enquanto as correntes lhe puxavam para o chão te deixando de joelhos. Era possível sentir o amargo gosto da derrota em sua boca, como por todo o seu corpo. Aquele era o seu fim e podia sentir a morte logo a frente. No meio das trevas podia-se ver o semblante de triunfante do lorde daquele lugar o qual começou a falar com sua poderosa voz. Era quase que um trovão que cortava seu corpo sem piedade.

    - Boadiceia... Boadiceia... A líder dos Icenis que ousou me desafiar. Não irei desmerecer você, criatura abominável das florestas. Após perceber o poder de minha Legião abandou a própria vida em prol do poder de um dos filhos de Enóia. Nunca desistiu, nunca recuou. Capaz de rechaçar meus poderosos centuriões e trazer uma longa e sangrenta guerra contra minha cruzada. Mas agora está terminado! Vós estás derrotada! E minha cruzada não terminará até que esta ilha seja totalmente e eternamente minha! Hoje é o ultimo dia de seu povo. Só que não será seu último dia neste mundo. Pois lhe revogo o direito da morte. Como sei que não tirará a própria vida, lhe condenarei ao exílio eterno. Para que veja para sempre e todo e todo o sempre o meu império resplandecer sobre os cadáveres de suas irmãs e irmãos. Mas antes de lhe exilar... Darei a vós um presente pela sua coragem em ousar me enfrentar.

    Mithras então se levanta de seu trono. O ar pesado parecia lhe puxar com mais força para o chão. Entretanto seu rosto estava inexorável, focando na face daquele misterioso homem de olhos negros como o da dama morte. As feições dele eram um esboço dos pesadelos mais profundos. Porém seu poder era incontestável. Cada passada do titã em sua direção parecia um grande terremoto se aproximando. Mas seus olhos não ousavam hesitar, encarando ele com total dedicação. E estava claro no rosto daquele forasteiro de terras distantes que sua ousadia o enfurecia acima do aceitável. Até o momento deste chegar ao seu alcance. Tão perto, só que ainda tão longe de matá-lo. A fúria domina suas emoções enquanto as mãos dele se aproximam rapidamente. Estas mudam de cor, ficando escuras como uma obsidiana e então entram entre seus lábios, ardendo como fogo vivo, para em segundos arrancar suas presas. Não fora um simples corte que ele fizera em sua boca, o poder daquela ação dava-se a sentir que nunca mais seus caninos nasceriam. A dor alucinante fez sua mente começar a desfocar. Em instantes sua consciência iria apagar. Mesmo assim sua determinação lhe impediu de desviar os olhos contra o dele. O qual não parecia satisfeito com sua reação. Assim sua visão foi se apagando, até sumir totalmente entre as trevas criadas pelo usurpador.




    2 de Setembro, 2005, 2:30

    Seus olhos se abrem e você se vê deitada com o rosto em sua própria escrivaninha. estava novamente em sua casa. Fora apenas um sonho. Você logo percebe que havia dormido e rapidamente seus instintos lhe fazem olhar para o relógio e notar que passou quase três horas. Todavia seu corpo se mostrava bastante descansado, como se tivesse superado o forte pesar que passara ao se deparar com o Justicar mais cedo naquela noite. Em contra partida era difícil tirar aquele sonho de sua cabeça. Como com os outros dois que tivera ultimamente, este parecia tão vívido quanto. Mas agora nomes tomavam sua mente e começava a fazer sentido oriundo daquelas estranhas visões do passado e do futuro.


    Última edição por King Narrador em 13/3/2017, 22:38, editado 2 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 17/2/2017, 13:10

    -Boadiceia!

    Arregalando os olhos após despertar daquela visão eu me entrego a uma simples tentativa de me certificar que havia realmente acordado, tateando a escrivaninha a minha frente e forçando uma respiração funda em busca de fragmentos olfativos que me relocassem sensorialmente no mundo real. Os terrenos do sonhar se distanciaram de mim a muitos anos e apesar de conhece-los e ter nascido dentro deles, a maldição me fazia entorpecida em muitos aspectos. Alguns segundos e eu tinha certeza de que havia enfim despertado para a realidade sólida, todavia, minha mente continuava a viajar para muito longe dali.

    "Eu estava primeiramente com as minhas asas, a sobrevoar um bosque alagado. Minhas asas me levaram até uma clareira onde havia um carvalho branco circundado por pilares de madeira, eu me lembro de ter visto coisas similares nas terras natais desse corpo... Woodhenges! Perfeito, as coisas começam a se desenhar com algum significado! Quando eu toquei a árvore branca, uma voz feminina me disse para despertar, a voz pertence a mesma mulher, chamada pelo meu inimigo de Boadiceia. A ruiva líder das forças que outrora eu jurei proteger, mas ela nos protegeu inicialmente, quando as trevas nos ameaçaram pela primeira vez. A Grande Líder, escolheu um caminho similar ao meu, se não idêntico!"

    Eu abro parcialmente a minha boca e forço a saída das minhas presas para toca-las diretamente, algo que eu não fazia praticamente nunca, sinceramente eu as detestava profundamente. Todavia, eu conseguia agora imaginar o quão doloroso e vergonhoso seria perde-las, ainda mais sendo arrancadas pelo meu maior inimigo, o sórdido e repulsivo Ventrue invasor. Meu corpo ardia em uma sensação perigosa, a chama do ódio estava sendo nutrida mais uma vez a chama que me fizera caminhar para tão longe das minhas origens, em uma missão suicida e perigosa demais para qualquer criatura sã recusar.

    "Não é uma questão de sanidade, Peanaidh, mas é sim a tua sina, teu caminho, teu orgulho. A razão que a faz ser digna de tudo que possuí e de que irá possuir. Basta de receios e meias ações, tu tens agora a certeza que o sangue potente dos inimigos não é capaz de dobrar a tua vontade! É chegada a sua hora de olhar nos olhos da dama da morte e desafia-la diretamente! Encontrarei o carvalho, Boadiceia eu irei despertar! Obrigada por compartilhar comigo os teus caminhos prateados, juntas nós estaremos quando ele cair totalmente. Tudo que ele um dia teve será transformado em cinzas!"

    Me colocando de pé, sentindo-me recuperada do encontro perigoso com aquele falso-líder de sangue poderoso, meus olhos vívidos corriam todos os detalhes daquele ambiente. Sorrindo sozinha eu comentava para os ventos.

    - Está na hora de proteger minhas queridas fadas. A batalha começou...

    Caminhando com a confiança reconstruída, sentindo o calor das chamas que voltavam a queimar em minha alma e obstinada mais uma vez a retomar os caminhos em direção a minha missão, eu me direcionava para o encontro Dinah Shewry. Porque ela havia nascido para estar ao meu lado e nada me impediria de coloca-la sob minhas assas! Bastava de jogos, a batalha havia começado!
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    King Narrador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 20/2/2017, 18:47

    Os pensamentos importantíssimos sobre seu passado e futuro iam tomando segundo plano em sua caminhada para o quarto que a saxofonista estava. Não que você deixasse de se preocupar com aqueles assuntos que acabaram de se provar ser a raiz de tudo ao seu redor e o grande motivo de você estar naquela cidade, que infelizmente estava em decadência agora. Mas era hora de resolver uma coisa por vez, tudo tinha seu momento e este era o momento para consagrar alianças empáticas especiais. Afinal ainda tinha uma Mary lhe esperando e a noite já estava perto do fim. Talvez apenas mais três a quatro horas de diversão até a alvorada. Assim sem mais delongas seus passos lhe levaram para o quarto de reuniões do fundo. Aquele que vós se encontrara com sua membra do ninho na noite anterior.

    Todavia para sua surpresa dessa vez não escutava nenhuma música atravessando a porta. Havia silêncio lá dentro. O que logo lhe causou uma mistura de decepção com preocupação. Aquela jovem era uma alegre garota que tanto cantarolava seu lindo instrumento o tempo todo estava em silêncio. Era claro que algo estava errado. Bastante errado. E com sua típica ação impulsiva pela curiosidade, não poupou tempo para escancarar a porta e observar a moça lá dentro. Esta por sinal estava com um belo vestido azul. Totalmente atípico para as roupas escolhidas de costume da garota. Infelizmente o saxofone dela não estava consigo no sofá e sim largado na poltrona na lateral. O mais preocupante era o olhar triste e conturbado dela. A jovem logo notou sua presença e se prontificou a falar.

    - Gostou? Foi o Senhor Gideon que me deu essa roupa. Mas me perdoe por não estar fazendo o ensaio para a música que eu tinha em mente para vós. Minha mente está conturbada. Simone não teve tempo comigo ontem e nem hoje. O Senhor Gideon disse que só amanha ela talvez tivesse tempo para mim e isso está atrapalhando minha mente e concentração. Me desculpa ser tão sincera, mas estou desesperada. Estou faminta e zonza.

    Vestido:



    Última edição por King Narrador em 21/2/2017, 20:39, editado 2 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 21/2/2017, 01:56

    "Mary, pequena Mary... O que eu farei contigo? Como você irá se fixar em minha vida a partir dessa noite?! Espere, porque tão silencioso?"

    Meus pensamentos sobre a expectativa dedicada a Mary era interrompidos pela curiosidade da situação e quando já me dava por mim estava a olhar diretamente aquela figura belíssima, mergulhada em uma tristeza amarga e perdida em meio de sua fome e total ausência. Eu sorriria, não para ela é claro, mas para meu amado Gideon que havia arquitetado aquela situação e apesar da falta desse sorriso, eu fazia questão de desejar abraça-lo, agradecendo-o sem sequer precisar vê-lo.

    Com calma eu olhava diretamente para a figura fragilizada de Dinah, minha futura vassala. E fazia um sinal breve pedindo para ela esperar, virando-me para fechar a porta com cuidado para não fazer muito barulho, respirando duas vezes e retornando a atenção para a jovem, sorrindo carismaticamente eu me aproximo finalmente da jovem.

    -Eu adorei! Aprendi a amar a beleza da tua música, agora aprenderei a amar a beleza de teus olhos. Estas radiante querida! Mas não se preocupe mais, eu estou aqui! Não se preocupe e eu já adianto o perdão pela ausência da música, entendo perfeitamente o que você está a sentir. Como criar com tamanha incerteza? A arte precisa ser estimulada, nutrida e polida. Sem cuidados ela se perde na ansiedade, um nó na garganta de alguém que não sabe se chora ou grita...

    Eu me colocava na frente da jovem e pensava rapidamente:
    "Eu posso agora ter duas escolhas, a primeira seria toma-la com a força do meu vitae, usando meus dons para me apresentar como algo gigantesco e uma figura incomparável aos olhos de Dinah. A segunda escolha é acolhe-la com minhas asas, apresentando-me verdadeiramente a sua presença... Eu farei como fui ensinada a fazer, com meus méritos e não através dos artifícios do inimigos. Preciso de uma aliada e não de uma escrava..."

    Com um tom de voz calmo e tranquilizante eu retomo a fala, dando mais um passo na direção da jovem e tocando sua face com as costas da minha mão esquerda. Em um gesto carinhoso de natureza maternal.

    -Simone está sim muitíssimo atarefada e isso só tenderá a aumentar, ela precisa ser algo maior do que era antes dessa calamidade que chegou a cidade. E muitas vezes, pessoas como Simone se entregam a suas ambições e esquecem dos verdadeiros e importantes frutos que a nutriram para que ela pudesse chegar onde está agora... Infelizmente é assim entre os que eu chamo de Cainitas e você talvez chame de Vampiros. Se os humanos podem ser gananciosos, eles são mestres nisso e não é necessariamente feito por má índole ou frieza, faz parte do que eles são, de suas naturezas mais instintivas... Simone é uma mulher que eu respeito. Mas você é uma mulher que eu admiro. Sei que esta confusa, faminta e perdida. Por isso eu serei breve, escute-me bem: Eu quero oferecer a você a oportunidade de escapar essa realidade e ser algo maior, eu não quero oferecer apenas alimento para o teu corpo, mas sim para tua alma e principalmente sua música. Venha comigo e eu irei mostra
    -la o belíssimo caminho do sonhar, nele nós duas construiremos algo magnífico... Dinah, você me aceita?

    Durante o começo da minha frase eu tocava os cabelos da jovem e tentava conforta-la da melhor maneira possível, mas me aproximando do final eu me preparava para recepcionar a garota como uma vassala verdadeira, removendo gradativamente meu braço direito de dentro do terno, começando pelo ombro e empurrando o tecido para que ele pudesse se libertar e logo eu exibiria para a jovem o meu braço direito, naturalmente vivo e quente como era, ao contrário de frio e morto como o dos cainitas/vampiros é.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 21/2/2017, 21:13

    - A Senhora Girani me trata bem... Ela está comigo dês... Dês do dia que meu irmão faleceu. Ela foi a primeira a me acudir. Fo-oi destino. Nunca descobri como aquela moto perdeu a roda no meio da rua... Eu me ralei bastante, mas logo fui segurada por ela. Logo quando mais precisei, ela já estava lá. Já sabia como agir e fez minha dor passar. Senhora Girani é boa pra mim... Muito boa para mim... Mas...

    A mão dela trepidava quando a sua voz morria com fraqueza. O braço dela se esticava em sua direção, numa tentativa de lhe tocar. Enquanto o rosto da garota reagia com suavidade ao carinho de sua mão na face dela. Os olhos começavam a derramar lágrimas de forma frequente e forte como um rio faria. A maquiagem dela era totalmente destruída pelo evento. Assim a mão frágil finalmente tocava em seu braço. Era possível sentir o calor de seus dedos e sua palma suada, mas mais sensível ainda estava a trepidação. A facilidade em ouvir as batidas do coração dela era incrivelmente fácil, tão alta e audível.

    - Eu... Eu... Mesmo querida e amada... Me sinto.... Me sinto sozinha... Desde quando ele morreu... E com sede... Muita sede...

    A mão dela agora tocava em seu braço com um pouco mais de dedicação. Havia um resquício de vontade no corpo frágil dela. Já era algo instintivo. Mas mais que isso. Os olhos dela não encaravam mais seu rosto. Apenas observavam aquele seu braço rosado exposto. O olhar fixo dela não mudava por nada e a trepidação de seu corpo se tornava completa. Ouvir as batidas de seu coração em alta velocidade era a coisa mais fácil do mundo e era surpreendente o quão rápido ele batia agora.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 22/2/2017, 17:56

    "Destino? Esse detestável costume humano de solidificar o Destino em pessoas, uma força tão grande quanto essa só existe em acontecimentos, jamais em torno de pessoas. Se Colombo tivesse morrido pequenino, seria outro a descobrir o Novo Mundo na mesma data e situação. A morte de Daniel não foi Destino, foi uma intervenção. Os Cainitas não são capazes de causar nada além do mórbido cinza, eles se veem como superiores ao tempo e escravizam a bel prazer. Alguns podem até ter o real desejo de causar o bem, todavia, amaldiçoados se perdem em seus egos e desejos... Agora eu me encontro em frente a uma joia que se fragmenta diante meus olhos por causa da força brutal que o laço de sangue imposto a ela causa. Essa dor, esse pranto. É fácil ser bom a um escravo, basta alimentar e entreter o mesmo, pão e circo, diriam os romanos. Difícil é compartilhar fidelidade, respeito e objetivos com aqueles que são postos pelo Destino em seu caminho... Meu encontro com essa jovem foi um acontecimento, assim como tudo que eu vivenciei durante essa tempestade. O destino jamais será cinza...

    Minha mente se esforçava para convencer meu corpo, era óbvio o que eu deveria saber, todavia, o óbvio não é tão simples de ser realizado. A realidade era que eu nunca me sentia totalmente a vontade com as características da maldição de Caim, meu sangue não seria o suficiente para tirar Dinah de sua fome, seria necessário então o meu Vitae. Respirando fundo e fechando brevemente os olhos, eu me entregava as alterações que o Vitae cainita traziam consigo, as presas se fariam então presentes na minha boca e minhas veias se inundariam com aquele viscoso e poderoso sangue. Prontamente, levo minhas presas até meu pulso e causo no mesmo uma delicada ruptura, para que o vitae escorresse e pudesse alimentar aquela triste e desesperada criatura. Entregando o braço a Dinah, com um sorriso na face eu iria esperar ela terminar de beber o suficiente para sussurrar em seu ouvido.

    -As noites barulhentas são comuns como espumas de verão, as pequenas criaturas nativas escutam a tua música, sapos, jacarés e siris. Dinah, querida, eu a conheço! Não essa mulher que sobreviveu ao acidente de moto, ou a que não compareceu ao enterro de Daniel. Eu a conheço verdadeiramente, antes das desilusões, antes mesmo do sol que se põe em meio ao colorido céu laranja e púrpura... Vidas são como estações, é chegada a hora do final do teu inverno, permita-me mostrar a ti as graças da tua primavera... Essa fome jamais retornará, eu irei lhe entregar as chaves da verdadeira liberdade e a pedirei apenas uma coisa: Que sejas feliz como Daniel sempre desejou que fosse. Me promete?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 22/2/2017, 20:48

    A força primitiva e animal no corpo delicado da moça falou mais alto quando seu vitae foi revelado. Dês dos olhos arregalando enquanto as veias iam ganhando coloração mais escura, até finalmente suas presas fazerem uma leve mutilação em seu punho. O odor e a viscosidade tomaram o controle da jovem, por mais notável que era a sua relutância. Ela não se poupou em se debruçai ali sobre ti para começar a beber de seu sangue. Uma triste cena que você sempre que pôde evitou. Assim com rápidos goles Dinah ia ficando menos afoita. Até finalmente largar seu pulso que estava repousado logo em cima de tuas próprias pernas e então se deitar de vez em seu colo. Os olhos dela estavam lacrimejantes e havia um pouco de sangue borrando o lábio dela. As feições da jovem eram de profunda tristeza.

    Suas palavras no entanto iam sendo pronunciadas enqaunto ela ia lentamente direcionando o olhar para vós. Para cada nome de uma música antiga dela dito, um sorriso mais e mais forte ia se esboçando no rosto da artista. Ela ia ficando cada vez mais a vontade. Algo que você nunca viu a jovem sentir em nenhum momento que a vira em sua morada. Sempre cabisbaixa e servil, agora era possível ver o verdadeiro sorriso dela ali em seu colo. Assim quando as palavras foram terminadas de serem pronunciadas e não havia mais nada a ser dito a garota lhe abraçou. Um quente e empático abraço que aparentou durar muito tempo. No entanto uma pequena vibração de seu celular atrapalhou por um pequeno instante aquele belo momento. Aparentemente havia chegado uma mensagem. Só que agora era seu momento com Dinah e a mesma começava a falar.

    - Muito obrigada por me trazer estas lembranças. Muito obrigada por se importar. *Uma pausa para um curto choro.* Não consegui me despedir de meu irmão. Algo forte me impediu. Algo forte que sempre me deu medo. Vivo com medo dês da morte dele. Mas agora... Parece que o medo foi embora. Me sinto leve ao seu lado senh... Me sinto feliz ao seu lado. *Aperta forte no abraço.*
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 2/3/2017, 20:20

    Observando a trágica cena de Dinah se alimentando do horrível vitae que escorria de meu pulso, meus pensamentos fluíam enquanto eu me permitia mergulhar em silêncio.

    ""A servidão pelo Vitae. Esse é o mais poderoso e terrível poder que vem junto com a Maldição, uma força que transforma criaturas vivas como Dinah em animais domesticados e obedientes, é tão triste ver esse descontrole diante o Vitae, essa fome é horrível. A verdade é que os vampiros tem muitos poderes mas as maldições são terrivelmente piores e não existe sequer uma possibilidade de compensação."

    A alimentação finalmente terminava e eu tocava brevemente sobre o celular que estava guardado em meu bolso, apenas para me certificar de sua vibração e deixando-o devidamente onde estava. Meus olhos se mantinham na figura de Dinah, que começava a se sentir livre pela primeira vez em muitos anos, eu sorria delicadamente para a jovem e com a mão esquerda eu tocava seus lábios para remover o excesso que estava ainda sobre seus lábios. Ainda em silêncio, me certificava de fechar as feridas feitas pelas minhas presas e recolhendo-as imediatamente após essa ação, enchendo meus pulmões de ar e deixando a felicidade dos meus impulsos vivos reconquistarem meu corpo. E em meio a esse processo, sou pega pelo abraço da jovem e inevitavelmente solto uma breve risada alegre, era este o sentimento que eu queria ensinar a ela e a sensação de dever cumprido me dominava durante o abraço que era retribuído.

    -Eleanor, esse é o meu nome querida. E hoje é apenas o começo de nossas vidas juntas, haverá o momento de dizer adeus ao teu irmão, irei me certificar disso. Assim como haverão muitos outros momentos, eu irei proteger a tua felicidade querida, isso é uma promessa! Mas por hora eu preciso me recolher, o sol está para nascer... Na próxima noite iremos conversar com mais clareza sobre tudo e as modificações da nossa relação... Vou deixá-la com meu querido Gideon, entenda-o como seu tutor. Ele é meu maior amigo e me conhece como ninguém, não há quem possa lhe ajudá-la a caminhar ao meu lado. Venha...

    Cuidadosamente eu me levantava junto com ela, esperando pacientemente que ela fosse capaz de se recompor e começar a andar ao meu lado. Assim que saíamos daquele ambiente eu iria procurar por Gideon para entregar a minha nova Vassala a meu querido Giddy.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 4/3/2017, 17:13

    - Obrigada por tudo Eleanor.

    Finalmente conseguindo ter um nome para usar à sua referência a mesma sorria com uma profunda feição de alívio no rosto. Seria ainda um evento demorado a recompostura dela. Mas algo que claramente ocorreria em um futuro próximo. Infelizmente aquela noite se mostrava curta demais para tantos eventos e ainda faltava um para ser realizado. o ponto positivo era Gideon, isso se o mesmo pudesse ser achado de imediato para ajudar na recuperação da jovem. Sem muitas delongas você se levanta, se certificando que Dinah não reage negativamente à sua retirada e se direciona para a porta.

    Abrindo a entrada do quarto estava a sua frente mais uma vez aquela satisfatória surpresa que já era para ser esperada à essa altura. Gideon prontamente lhe esperava de braços cruzados para trás. O mesmo estava longe da porta o suficiente para não escutar nada lá dentro, mas perto o suficiente para resolver qualquer problema que fosse necessário a sua presença. Apenas um, "Pois não Minha senhorita?" foi dito de forma suave dele. Disposto a prontamente lhe ajudar, o que logo lhe deu o alívio suficiente para matar a curiosidade sobre quem lhe vandava uma mensagem aquela hora da noite. Pegar o celular para ver o nome de quem era, era mais surpreendente ainda. Ivy Carter, a Harpia Malkaviana e sua aliada. Neta do irmão de sua mentora.

    Mensagem no Celular:
    Oi Pixie! Ivy aqui. Então, o que preciso fazer para ser a Rainha? Ouvi sobre a reunião das Harpias amanhã e estou sabendo que estará presente. Gostaria de poder me encontrar com você antes para podermos conversar sobre o assunto e defender minha posição. Esperarei você logo após a última gota de sol sumir no horizonte, em minha casa. Certo? Vou considerar ter ouvido um sim!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 8/3/2017, 04:10

    "Você sempre sabe não é mesmo Giddy?!"

    Era a única coisa que passava pela minha mente quando eu o via do outro lado da porta, já a postos para qualquer situação que pudesse ocorrer, sempre me faltariam palavras para definir a importância daquele homem na minha vida. Muitos certamente o viam apenas como um vassalo, um serviçal, o que ninguém realmente sabia é que a verdadeira força por trás da minha face é vinda dele. Eu me continha em sorrir e conduzir a fragilizada Dinah até o mesmo para sussurrar ao mesmo:

    -Cuide da minha nova vassala, querido...

    E me despedindo de Dinah com um verdadeiro e empático sorriso eu me colocava a andar, sem antes deixar a curiosidade tomar conta das minhas mãos e olhos. Ivy havia finalmente dito algo, todavia era realmente uma informação a qual eu não estava aguardando e que me fazia pensar:

    "O que ela precisa fazer para ser Rainha?! É uma pergunta deveras complexa meu amor, devo reconhecer teu mérito em me pegar totalmente despreparada, assim como agradeço por me surpreender via texto, posso pensar com calma... Eu não acho algo totalmente descartável, irei visitá-la. Mas a figura do Senhor dela me preocupa muito e eu sei que ele é um ancião, será que el está dormindo como os outros estão? Será que ela sabe da tendencia dúbia do próprio Progenitor!? Até onde eu terei que ir para cumprir teus desejos, Mãe?!

    E a resposta para Ivy era então enviada:

    Mensagem:

    Meu amor! Já estava preocupada com teu silencio! Eu não só estarei presente como deverei ser a mestre de cerimônias se é que me entendes?! Tenho o aval do nosso amável Justicar Ventrue para tomadas de decisões... Passarei em tua morada no começo da noite e saiba, temos muito a conversar!

    Perdida em meus pensamentos eu caminhava em uma espécie de "modo automático" até o meu quarto. Não por estar cansada mas sim porque me encontrava realmente dedicada a meus próprios pensamentos e no exato momento em que eu abria a porta do quarto, tudo sumia imediatamente. Havia espaço apenas para dois sentimentos agora: Ansiedade e curiosidade. O que ela estava fazendo? O que me esperava? Só havia uma certeza para mim, seria um excelente e especial final de noite.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 9/3/2017, 16:55

    Gideon prontamente pegou Dinah para seu abraço fraternal. Ele conseguia ser bem carinhoso quando queria, por mais que sempre se mostrava polido, seu querido carniçal nunca expressava frieza em sua serventia. Assim você pôde ver os dois se afastando devagar para um dos quartos de convidados logo a frente. Sua futura vassala conseguia andar com mais facilidade e o alívio tomava sua cabeça lhe deixando mais leve. Isso até você se virar e começar a andar para seu quarto. Pois agora a ansiosidade tomava seu corpo com uma força brutal, fazendo seu coração palpitar de emoção junto de seus pelos ficarem arrepiados. A curiosidade sobre o que lhe aguardava deixava sua mente desfocada. Fazendo você se preocupar sobre o senhor de Ivy tão pouco que o simples fato de tocar na porta de seu próprio quarto apagou qualquer pensamento sobre atividades do dia seguinte de sua mente. Agora havia apenas o agora. E o agora era Mary.


    Rosemary Quezada:


    A porta de seu quarto abria e lá estava ela. Sentada numa cadeira no meio do cômodo. Claramente usando roupas suas, oriundas de seu closet. O cabelo dela estava solto e brilhava. Claramente ela se maquiara e se arrumara bastante dês do jantar até agora. Seus braços estavam tampados por um requintado casaco marro e a calça branca lisa cobria suas pernas. Seus pés no entanto estavam descalços e brincavam com o chão enquanto te esperavam. Obviamente esses detalhes de Mary significavam pouco se colocasse em comparação as feições de seu rosto. A face da jovem estava corado de breve. Esta quase estática, movendo-se de leve junto com o peitoral dado uma respiração repetitiva bastante profunda. Os detalhes mais intensos estavam em seu sorriso legítimo e muito singelo. Como também de seus escuros olhos. Era possível ver um misto de nervosismo e emoção naqueles olhos. Os lábios logo começaram a se mover, se preparando para falar. Antes tomando um breve segundo, como se estivesse tomando coragem. Ou como se ela estivesse disposta a aproveitar cada segundo daquela cena. Assim com um tom de divertimento, finalmente ela fala.

    - Estás atrasada. Muito atrasada. Se ajoelhe aqui na minha frente e peça perdão para vê se eu cogito a hipótese.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 10/3/2017, 12:09

    A minha curiosidade era uma característica a qual eu gostava de atribuir o valor de "força". Ela já me empurrou para diversas situações, positivas e negativas, e era culpa dela a atual cena, não haviam dúvidas disso dentro do meu intimo. Meus olhos percorriam todo o ambiente e se focavam na imagem de Mary, sorrindo eu analisava como ela se apresentava.

    "Minhas roupas, isso indica que inconscientemente ela sabe exatamente a verdadeira construção vertical construída entre nós. Vestir-se com as roupas de outros indica sutilmente o desejo de ser o que o outro é, de estar temporariamente onde você sabe que jamais chegará. A respiração dela está constantemente forte e o nervosismo dela é latente, se eu quiser eu posso tomar essa situação em minhas mãos e fazer dela o que eu quiser... Ela sabe disso, eu sei disso e não há como simplesmente ignorar esse fato... A fala dela teve um breve atraso, uma permissão irracional de autorização... Mary você é corajosa e fiel, isso é inegável, mas eu me pergunto: Será que você é o suficiente?! Veremos..."

    Brincar em assumir papéis nunca foi um problema para minha personalidade fluída, com bastante calma eu caminhava enquanto pensava, meus passos me levavam a frente da cadeira onde Mary estava sentada e lá eu me colocava de joelhos sem desviar os olhos dela. Um sorriso divertido nascia nos meus lábios segundos antes da minha frase ser formulada e expressada.

    -Perdoe-me, Senhorita Quezada, as obrigações enfadonhas empilharam-se em demasia sobre meus ombros. Por isso eu me coloco a tua frente, rogando vosso perdão... formal de mais?

    A primeira parte da frase saia bem séria, mas a pausa que terminava na pergunta era expressada em um tom divertidíssimo e brincalhão. Eu estava feliz e não haviam razões para dissimular esse sentimento tão delicioso.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 12/3/2017, 23:03

    O sorriso de Rosemary era quase que uma obra de arte talhada na perda. Havia ali nas primeiras reações corporais dela um perceptível alívio. Um leve suspiro era dado na medida que ela se mexia na cadeira para poder virar esta e assim permitir se encostar na parte de atrás e prosseguir olhando para ti. As suas palavras fizeram os olhos dela brilharem e um rosto maroto tomar conta de sua feição. Não havia mais espaço para nervosismo. Mary conseguira entrar de cabeça agora na diversão. Suas palavras seguintes estavam com um tom mais divertido e sem nenhuma preocupação.

    - Hummmm.... Talvez eu venha a perdoar você minha pequena. Mas antes, me diga...

    O sorriso dela então evaporou de seu rosto. Não que ela tivesse ficado tensa ou nada do tipo. Parecia agora que a jovem mergulhara num profundo poço de coragem. A ação seguinte era fria e bem calculada. O rosto mais severo tomara conta de sua face, mostrando que queria prosseguir encenando autoridade. Dava para dizer que a encenação estava impecável. Talvez até demais, pois a ação dela foi muito além de qualquer um esperada. Estava ali a resposta que aquela moça era diferente, mas se isso é uma qualidade ou defeito, caberia apenas a vós decidir.

    Sem muita delonga ou qualquer aviso, Mary tira os pés do chão e os estica para o ar. Para então lhe pegar de surpresa. Os depositando em cima de sua cara. Não de forma violenta ou agressiva. Mas quebrando qualquer protocolo de igualdade e impondo sua superioridade temporária. As solas de seus pés pouco suados tomavam seu rosto por completo, apertando seu nariz e deixando apenas um de seus olhos podendo ainda focar nela. Nela que agora se encostava melhor na cadeira, claramente lhe usando de pufe para relaxar. Podia-se ver que a respiração da mesma estava estável agora. Como acontece quando você finalmente faz a ação que temia fazer e a ansiedade toda vai embora. O sorriso de prazer e alegria de Rosemary era quase contagiante. Contudo ela voltou a falar com um tom sério que deverás lhe pegou de surpresa.

    - Como você se sente agora? Humilhada? Envergonhada? Irritada? Ou algo mais complexo, algo novo, algo que você nunca achou poder sentir antes?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 12/3/2017, 23:34

    Eu via as modificações de Mary com curiosidade, era de fato interessante observar aquelas modificações que ultrapassavam uma simples encenação e alcançavam alicerces verdadeiros dentro da alma daquela frágil criatura que se exibia em minha frente. Meus olhos acompanhavam tudo, as variações da respiração, as juntas se flexionarem e paravam no suor do pé dela que a mesma exibia na minha frente daquela forma.

    "Eu poderia simplesmente entrar nesse jogo, claro que sim. Não me sinto humilhada e isso não me é nenhuma novidade, essa humana é forte e eu admiro a coragem dela, ela também possuí uma força atrativa incontestável, meu corpo a deseja com intensidade. Todavia o que me intriga são essas perguntas, na realidade é o que me faz pensar bastante no que fazer agora... Ela quer saber como eu me sinto e eu irei mostrar exatamente..."

    -Como eu me sinto agora, uma pergunta interessante... minha pequena... muito interessante. Permita-me, você tem pés lindos. Eu poderia beijá-los e venerá-los sem nenhum problema, isso não me faz incomodo algum, tão pouco me humilharia. E você é incapaz de me irritar Mary.

    Eu me tocava com a mão direita o pé dela e o segurava com carinho, meus olhos a procuravam de imediato e um sorriso triste se fazia nos meus lábios.

    -Eu sei o que é ser verdadeiramente humilhada, acredito que você também o saiba. E vergonha eu já a mostrei que não possuo, e eu realmente acreditei que sentia algo novo por ti, mas a verdade querida é que você me acabou de me fazer ter certeza de que não é algo novo. É tesão e eu adoro isso, quem não? Meu corpo treme e pede por ti, oh minha pequena, como ele pede...

    Eu retiro as mãos dos pé dela e me levanto, olhando para ela eu digo com calma, sem sequer elevar o tom de voz ou olhar de maneira repulsiva a ela, mas a tristeza se fazia presente nos meus lábios, uma sutil mas incontestável desilusão.

    -Respeito e admiro tua coragem e tua força, sei que você ultrapassou muitas barreiras para estar comigo ou para ser capaz de se expor dessa forma tão verdadeira e intensa diante meus olhos. Obrigada por isso. Mas a sua inocência em acreditar nesse jogo me fez um pouco triste, eu queria que fosse real e não é, não é mesmo? Se o fosse você não faria perguntas, você está a me questionar para saber se foi capaz de me alcançar... Entendo isso, mas você já havia feito, força de mais arrebenta as delicadas algemas da sedução, leve isso contigo... Por hora eu peço para que me deixe descansar... Não estou disposta a jogar querida. Não agora.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 13/3/2017, 00:14

    A expressão de Mary fica seca depois de suas palavras. Ela aparentava ficar bastante pensativa. Assim, sem dizer nada a mesma apenas se levanta. Passando pelo seu lado de cabeça ereta se direcionando para a porta. Todavia antes de fazer qualquer gestão de sair de uma vez por todas, a mesma se vira novamente para ti. Então começa a falar com bastante sinceridade.

    - Você está enganada achando que eu pensei apenas em tesão. Muito pelo contrário. Essa brincadeira toda foi apenas para que você por um instante se sentisse no lugar que eu sempre estive. Mas não é o lugar que eu quero estar para sempre. Não por vergonha, humilhação ou irritação. E sim por algo mais. Algo acima de todos esses sentimentos. Eu profundamente me cativo por você. Mas não porque você é boa comigo, me morde como eu peço e me oferece uma boa vida. Eu te amo pelos seus olhos vivos, pela sua personalidade cativante e pela sua coragem de quebrar os tabus ao seu redor. Veja que para mim quebrar os tabus de minha vida foi difícil e imagino que para você descobrir quem você realmente é no meio da sua maldição não deve ter sido fácil para você também. Admiro isso, afinal você não é seca e fria como a Simone é. Existe entre nós duas muitos traços similares, mesmo que escondidos. O mais belo de tudo é como consigo ver em seus olhos a força de vontade para seguir em frente. Nestes teus púrpuros e cativantes olhos. Junto do carinho que você gera por essa bela família que você criou. Família essa que me abrigou como a minha jamais havia me abrigado. Por isso eu queria, e ainda quero, fazer parte de sua vida por muitos anos por vir. Poder crescer ao seu lado de igual contigo e deixar minha ansiedade de lado. Agora, vendo o quão cansada você está, eu gostaria de poder me deitar com você e lhe acariciar até vós pegar no sono. Poder cuidar um pouco de você, como cuidara de mim todos esses anos. Só que respeito sua escolha.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 13/3/2017, 00:37

    "Rosemary... você é forte demais para ficar aqui..."

    Era o que passava na minha mente enquanto eu ouvia aquelas palavras tão sinceras e poderosas, eu aprendi dês de pequena que os lideres nasceram para liderar e não apenas conquistavam esse direito, aquela jovem havia nascido para ser algo grandioso e manter ela como minha era egoísmo demais, era cruel e violento. Eu precisava dar a ela uma chance, era meu dever e eu faria isso. Em silêncio eu caminho até a cama e me sento nela, para me virar e olhar diretamente para ela mais uma vez, dando um tapinha no colchão ao meu lado eu então digo.

    -Então venha, comece por ficar hoje eu meu lado. Eu preciso de companhia para dormir, minha noite foi terrível, apenas fique comigo e me permita levá-la a um lugar onde você jamais sonhou em chegar... Não precisamos falar mais nada por agora, nem fazer, só por favor me abrace e sinta o que eu quero lhe dizer.

    Meus olhos púrpuras seguravam um pequeno choro, eram possíveis lágrimas de felicidade, eu havia finalmente encontrado alguém digno o suficiente, alguém especial que poderia caminhar ao meu lado e entender a maldição que eu carregava com tanto esmero. Uma irmã.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por King Narrador em 13/3/2017, 01:35

    Mary fica apenas estática lhe observando ir até a sua cama em silêncio. O corpo dele já estavas prestes a se virar para fora daquele quarto. Entretanto ela ouviu suas palavras e começou a desenhar novamente o sorriso em sua face. Não um sorriso escancarado e exagerado, apenas um sutil cheio de sentimentos. Os olhos dela diziam ainda mais e podia sentir toda a ternura e vontade dela naquele olhar. Ela deveras tinha uma presença à ser notada. Assim com passadas largas ela foi se aproximando de você até lhe encarar diretamente nos olhos. Revelando seus próprios olhos cinzas quase cintilantes. Para então com um leve beijo em sua face ela limpar de breve as lágrimas que escorriam. Um beijo para cada lágrima, na medida que as mãos dela começavam a acariciar seus cabelos de forma amável.

    Assim, quando as lágrimas acabara Mary tirou seu casaco, deixando a nudez peitoral exposta. Mas sem fazer nenhuma ação erotizada ela puxou a coberta e lhe segurou para trazer você até ela para dentro dos lençóis de seda. Nenhuma palavra era dita por Mary. Apenas um profundo abraço ocorria, onde era possível você sentir o cheiro de lavanda vindo dos cabelos negros e densos dela. Junto do calor daquele abraço, mas era mais que um calor gerado por ela e sim um calor gerado por você mesma, sentindo seu próprio coração bater mais forte. As mãos delas enroladas em seu corpo iam em busca de tuas próprias mãos, para então entrelaçar os dedos e assim ficarem unidas naquela cama mergulhada em profundo conforto e seda. A vontade era que aquela silenciosa cena durasse para sempre e todo e todo sempre.

    Ultima Ação Para o Final do Ato
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

    Mensagem por Danto Jogador em 13/3/2017, 01:43

    Eu fecho os olhos sentindo os beijos delicados e carinhosos de Mary e ainda de olhos fechados eu não a via a ação dela de tirar o meu terno, quando eu sentia meu tronco exposto minha respiração falhava por alguns segundos, havia um temor irracional naquele instante. Um temor de ter meu corpo tomado em uma situação tão fragilizada, um calafrio fazia meus pelos arrepiar e assim que ela cuidadosamente me levava com tanta ternura para debaixo das cobertas eu soltava minha respiração e me abria de uma maneira que eu não fazia a muitos e muitos anos, afogando minha face nos cabelos encantados pela lavanda, aceitando a companhia dela eu chorava feliz.

    -Obrigada...

    Comentava em uma voz tremula, me aninhando dentro daquele amoroso abraço e finalmente sendo capaz de descansar em total segurança.

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VI - Lovely Womens

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