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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 22/3/2017, 23:21

    A essencial diferença de cada membro de sua linhagem era um contraste claro diante da figura de Belladona, a cuidadosa e amável cainita mais velha transmitia sua tranquilidade para a jovem japonesa.

    Rindo com o pequeno rodopio de sua Oba San, Ume sentou-se em sua cama escutando atentamente as palavras de Belladona, aquela seria uma noite de certas tensões, isso era refletido diretamente nas palavras da Tremere mais velha e experiente.

    “ Entendo, o nome da linhagem de Abrielle Sama não pode ser manchado. Ela tem uma alta posição, até mesmo Oba San o tem. Um passo em falso, um gesto mal interpretado e eu colocaria a posição delas em risco.”

    Concordando com um leve aceno Ume coçou de leve a nuca enquanto suspirava.

    - Vai ser bom ter a companhia de outros cainitas, vai me ajudar a avançar em meus estudos. Entendo que este é um passo importante para todos que me acolheram Oba San, eu devo muito a vocês e aos cuidados que me foram oferecidos. Por favor Oba San, me diga o que eu tenho que fazer para ser digna de vocês.

    Os olhos negros da jovem demonstravam sua decisão e vontade de corresponder às expectativas de todos os membros de sua pequena e nova família.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 24/3/2017, 22:04

    Sua tia se concentrava antes de responder a sua questão, para com calma se aproximar de você e responder com um tom baixo de voz, demonstrando um sorriso carinhoso na face.

    -Veja só, serão necessários alguns passos. O primeiro deles será a apresentação formal diante todos, citando sua linhagem inteira e anunciando a frase essencial que resume a casa a qual você pertence.  Nesse caso, somos da linhagem de Etrius, chamado de O Primeiro Entre Nós. Recomenda-se que aqui seja feito o ritual de apresentação, você o conhece? Após a apresentação é necessário fazer o juramento do Código Tremere, que é basicamente recitar um juramento sagrado, no final desse juramento vem a parte essencial. Onde o iniciado deverá apresentar seu vitae aos olhos dos Anciões. Você precisa de ajuda com algum desses passos?

    Indaga a ancillae experiente na sua frente, mostrando-se realmente prestativa e disposta a ensinar tudo que fosse necessário para o seu sucesso durante o ritual de apresentação.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 25/3/2017, 14:58

    O gesto carinhoso de Belladona acalmou a jovem asiática, ouvir a explicação do que deveria ser feito e os passos a serem tomados deixaram Ume pensativa por alguns instantes.

    - Sim conheço o ritual de apresentação, não me parece complicado faze-lo durante minha apresentação.

    Comentava a jovem ao se levantar da cama, seus olhos varreram o quarto com rapidez enquanto a mesma pensava no que precisaria para aquela noite tão importante. Um sorriso veio aos lábios de Ume quando esta se voltou para Belladona, andando até sua escrivaninha a jovem pegou um caderno e uma caneta entregando-os para sua tia.

    - Oba San, poderia escrever os nomes de nossa linhagem e o Juramento do Código Tremere? Esses eu não tenho o total domínio e não gostaria de arriscar cometer um erro. Quanto a apresentação de meu vitae eu posso levar algum item para isso? Como eu deveria faze-la?

    Esperando pela resposta para começar a arrumar suas coisas, Ume não conseguia tirar da mente a caixa de madeira guardada em sua comoda, a adaga contida nela era a melhor escolha para o que a jovem cainita tinha em mente.

    “ Espero que Abrielle Sama consiga conter Othello Sensei. Não quero falhar no meio do ritual!

    Arrumando uma bolsa para colocar uma muda de roupa extra e a caixa de madeira, Ume esperava por Belladona, uma pequena onda de ansiedade se apresentava a jovem.

    Imagens:
    Modelo da Bolsa :

    Modelo da caixa:
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 27/3/2017, 20:35

    -Claro querida, eu irei sim escrever. Apenas me entregue algum papel e um objeto capaz de escrever, não será um problema! E sobre a sua questão, veja bem, você pode sim levar itens para a sua apresentação, apenas objetos que possam oferecer perigo a outros são proibidos. Não existe uma forma correta e absoluta de apresentar o seu Vitae após o juramento, o que você terá de fazer é se colocar dentro da marcação para que seu sangue não escorra por todos os lados e abrir uma ferida grande o suficiente para provar que é um de nós.

    Respondia Abrielle que logo em seguida, colocava-se a escrever tudo que você havia pedido a ela, bastante prestativa e com dedos habilidosos, acostumados a fazerem grandes transcrições e textos. Ela escrevia já em padrões lindos de caligrafia e em um italiano gramaticalmente perfeito.
    Linhagem:

    Apresento diante aos Senhores a minha linhagem, esta que se origina dê:
    Etrius, O Primeiro Entre Nós, quarto de seu Sangue. Senhor de Filaereus, quinto de seu Sangue. Senhor de Valeria Santorelli, sexta de seu Sangue. Senhora de Abrielle Ambrosini, sétima de seu Sangue. Senhora de Otthelo Martocci, oitavo de seu Sangue. Meu Senhor.

    Veneficorum Artum Sanguis:

    "Eu, [nome inicial], venho por meio deste jurar minha eterna lealdade a Casa e ao Clã Tremere e a todos seus membros.

    Eu sou do sangue de vocês e vocês são do meu. Nós compartilhamos nossas vidas, nossos objetivos e nossas conquistas.

    Eu devo obedecer aqueles que a Casa julgar como meus superiores e tratar meus inferiores com todo o respeito e cuidado de acordo com suas conquistas e méritos.

    Eu não irei censurar ou tentar impedir qualquer membro do Clã Tremere de seu poder mágico. Pois se o fizer, será um ato contra a força de nossa própria Casa.

    Eu não irei destruir ou realizar nenhuma tentativa de destruir nenhum membro da Casa ou do Clã Tremere, exceto em autodefesa ou quando o magus for julgado por um tribunal digno, como um criminoso. Caso um magus tenha sido considerado um criminoso, esforçar-me-ei para trazê-lo à justiça de um tribunal dingo.

    Eu devo me curvar diante todas decisões de um tribunal e respeitosamente honrar os desejos do Conselho dos Sete e o desejo de meus superiores. Os tribunais deverão ser juramentados de acordo com o espírito do Código Tremere, assim como suplementados pelo Código Hermético e interpretado propriamente por um corpo constituinte de magi. Eu tenho o direito de realizar um apelo a decisões a um tribunal de maior prestígio, sendo eles obrigados a ouvir o meu caso.

    Eu não irei prejudicar a Casa ou o Clã Tremere com minhas ações. Tão pouco irei interferir nos assuntos mundanos que possam trazer tempestades sobre minha Casa e Clã.

    Eu não deverei, quando estiver lidando com males ou outros, em hipótese alguma, trazer perigo para o clã ou criarei distúrbios para os povos feéricos e sobrenaturais em qualquer maneira que os motive a revidar ou perseguir vingança contra minha Casa ou Clã.

    Eu também juro acima de qualquer valor ou objetivo que protegerei e manterei a Máscara. Caso algum valor ou objetivo da Camarilla conflite com os meus, deverei imediatamente desistir dos meus para honrar a Mascara. Pois a força de minha Casa e Clã dependem da força da Máscara.

    Eu não usarei mágika para prejudicar um membro da minha Casa ou Clã, tão pouco irei interferir em seus assuntos e agendas. Interferir no espaço de um irmão é expressamente proibido.

    Eu irei treinar ensinar apenas os aprendizes que forem juramentados por esse juramento e caso um deles se voltar contra a Casa ou Clã, eu deverei ser o primeiro a atacá-lo e trazê-lo ei a justiça. Nenhum dos meus aprendizes será chamado de magus até que este jure como eu o faço neste instante.

    Eu devo e juro tratar meus aprendizes com cuidado e respeito que eles merecerem e conquistarem com seus próprios esforços.

    Eu concedo aos meus anciões o direito de tomar meu aprendiz caso este se mostre indispensável ao estudo e trabalho do ancião que o desejar e assim será feito com orgulho por mim e por meu aprendiz.

    Eu irei compartilhar totalmente o conhecimento da Casa e do Clã com seus membros em total amplitude e sinceridade, assim, tudo que eu descobrir que me traga mais poder ou sabedoria deverá ser compartilhado com meus irmãos e irmãs. Nenhum segredo é para ser guardado, ou seletivamente compartilhado, seja ele a cerca das artes mágicas.

    Eu exijo que, em caso de quebra desse juramente, eu seja expulso da Casa e do Clã. E caso isso ocorra, eu irei pedir para que meus irmãos e irmãs me encontrem e ponham um fim ao meu sofrimento, pois não há vida na degradação e infâmia.

    Eu reconheço que os inimigos da Casa e do Clã são meus inimigos, que os aliados da Casa e do Clã são meus aliados. Permitam-me que eu os acompanhe e trabalhe com vocês para que possamos crescer juntos, fortes e inabaláveis.

    Assim, por meio deste juramento realizado em [data atual], coitados daqueles que tentam me tentarem a  romper este juramento, pois eu [Nome completo] jamais sucumbirei a essa tentação."
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 27/3/2017, 23:25

    Um sorriso aliviado se formou nos lábios de Ume quando Belladona concordou em escrever os nomes de sua linhagem e o juramento a ser feito, tomando o cuidado para pegar uma folha da mais pura seda e entregar uma caneta confortável o suficiente para sua Oba San.

    - Muito obrigada Belladona San. Isso vai me ajudar muito na hora de recitar.

    “ Espero que eles permitam eu usar a lamina de jade. Ela é parte essencial para o ritual final e eu não teria substituto digno o suficiente. Por favor que tudo de certo”


    Abrindo a caixa de madeira para verificar o conteúdo da mesma, Ume tocou de leve na bainha da Tantô ali contida, um sorriso saudoso se apossou da jovem quando a imagem de seu avô lhe veio à mente, fora ele quem havia presenteado a jovem com a tantô, ainda com esse sorriso Ume buscou na sala um dos copos verdes de seu velho conjunto de chá, esse havia sido herdado de sua avó quando a mesma falecera na infância da japonesa.

    Copo de Chá:

    Voltando para o quarto Ume guardou o copo junto da caixa, esperando que Belladona terminasse de escrever a jovem retirou a tantô da caixa entregando-a para sua tia.

    - Oba San, eu gostaria de usa-la na ultima parte. Isso seria permitido?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 29/3/2017, 14:10

    A experiente ancillae Tremere terminava de escrever o que havia sido requisitado e com um pequenino sorriso no rosto, voltava a atenção para a tantô que você a entregava. Com as duas mãos, ela recebia a lâmina para olhar ela com cuidado e atenção.

    -Acredito que isso será sim permitido para a sua apresentação, veja, haverá um membro da capela responsável pela revisão dos itens que os jovens irão utilizar. E acredito que essa função será executada por Lucca Passanini, o Guardião dos Rituais. Ele é um homem peculiar, mas muito integro e atencioso. Seja gentil e clara com ele e você não enfrentará problemas... Bom, antes de retornarmos a casa principal para irmos finalmente até a capela, me diga, tens alguma dúvida?!

    Perguntava a mulher de cabelos dourados, entregando-lhe a lâmina de volta.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 29/3/2017, 15:37

    Ume observou com interesse o estudo de Belladona San a tantô apresentada, a lamina de jade nunca havia sido usada antes, embora o simples papel decorativo da mesma já não servisse para o que a jovem desejava.

    Recebendo novamente a tantô, Ume a embrulhou com cuidado para coloca-la novamente na caixa de madeira com um sorriso suave nos lábios.

    - Compreendo. Essa tantô sempre foi usado como um item decorativo, a lamina de pedra é frágil e se partiria facilmente se não fosse bem cuidada. Tentarei ser o mais simples e direta possível Oba San, eu realmente gostaria de usa-la na parte final.

    Terminando de guardar suas coisas na bolsa Ume permaneceu em silencio por alguns instantes, mentalmente a jovem repassava o que deveria ser feito e como ser feito durante toda sua apresentação.

    “ Não vejo dificuldades, pelo menos na parte teórica... Espero ter forças para executar o ritual sem nenhum erro! Não, eu não vou errar. “

    Pegando em sua escrivaninha um pincel caneta de cor verde a jovem enrolou a folha de seda em torno do mesmo, com uma fita branca a jovem amarrou a folha de seda mantendo-a presa e segura.

    - Não Oba San, não tenho mais nenhuma dúvida. Mas tenho um pedido, por favor conforte Othello Sensei, ele está nervoso e eu não quero o mal dele.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 31/3/2017, 21:01

    Belladona transparecia um brevíssimo sorriso ao ouvir o seu pedido e com calma, se colocava de pé, ajeitando as roupas com delicadeza e checando o cabelo mais uma vez em frente ao espelho enquanto falava com um tom ameno.

    -Sabe, eu realmente gostaria de poder garantir isso. Tenho algumas pequenas diferenças com meu irmão mais velho, eu fui bem ruim para ele no nosso começo e o ressentimento é difícil... Mas ele terá o amparo de nossa Mãe. Ela jamais deixaria seu primogênito sofrer, conhecendo meu irmão, ele ficará afoito e só ela conseguirá mantê-lo controlado... Vamos?! Acredito que seja a hora de irmos a capela.

    Finalizava finalmente o assunto a jovem ancillae. Aguardando as suas reações e indicando suavemente que desejava ser guiada novamente até a casa principal onde os outros Tremere estavam reunidos.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 31/3/2017, 23:30

    O sorriso de Belladona, marcado por suas ações deixaram Ume intrigada, mas as palavras de sua Oba San esclareceram as dúvidas da jovem, sorrindo em resposta Ume concordou com as palavras de Belladona.

    - Sei que Abrielle Sensei vai cuidar dele, também sei que ele gosta de você, só não sabe demonstrar ou pelo menos ainda não sabe. Oba San, Othello Sensei é um bom observador, mas é péssimo com as palavras. Prometo que vou ajudar ele a melhorar isso.

    Comentou a jovem com leveza, colocando a bolsa em seu ombro Ume delicadamente tomou a mão de Belladona, guiando a mais velha até a moradia de Othelo, a simples ideia de ser apresentada a Capela fazia com que Ume ficasse ansiosa e temerosa.

    “ Eu tenho tudo preparado, Abrielle Sama e Oba San vão me ajudar em tudo. “
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 3/4/2017, 17:27

    Belladona concordava com um movimento positivo de cabeça e seguia em silêncio, pensativa ao seu lado. Vocês passavam então pelo exato mesmo caminho pelo qual, minutos atrás, você e Othello haviam utilizado. A ancillae parava de andar, ficando para trás. Ela olhava para uma flor específica do jardim lateral. Ela estava simplesmente encantada pelo queridíssimo lírio branco que Othello mantinha vivo ali a muito tempo, você sempre via aquela flor ali, firme e bela, des da noite de seu abraço.

    -Ele guarda ela até hoje?

    A ancillae caminhava em direção aquela bela flor, abaixando-se para olhar a mesma e em seguida, deixando uma expressão realmente feliz e abalada tomar-lhe a face.

    -Como eu farei para me aproximar de vocês? Digo, principalmente de meu irmão?! Farias a bondade de me ajudar com isso, pequena Ume?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 3/4/2017, 23:28

    Guiando Belladona pelo caminho que a pouco tempo havia usado ao lado de Othello, com calma a japonesa esperava que suas palavras pudessem fazer com que Belladona visse seu Sensei por outa perspectiva. Parando ao perceber que a Ancillae havia ficado para trás, Ume sorriu ao entender que suas palavras agiram muito mais rápido do que o esperado.

    “Ela percebeu, fico feliz pelos dois. Espero que Oba San possa começar a conversar com o Sensei. Ele adoraria. “

    Se aproximando de Belladona de forma respeitosa Ume sorriu com carinho, a jovem sempre havia admirado aquele Lirio cuidado com tanto carinho, agora a planta ganhava um novo contorno e Ume a amava mais ainda.

    - Ele sempre cuidou com esmero desse lírio, agora eu sei porque Oba San. É como eu disse Othello Sensei não é bom com as palavras, mas são os pequenos gestos dele que demonstram seus sentimentos.

    Tomando uma das mãos de sua tia Ume sorriu com carinho.

    - Por favor fique ao lado de Othello Sensei durante meu juramento, ele vai perceber isso e vai significar muito para ele. Não se preocupe com o passado, sei que vocês se respeitam e isso é o essencial.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Danto em 5/4/2017, 16:33

    Belladona segura as suas duas mãos e se levantava calmamente, o sorriso na face dela era diferente, você não sabia precisar o que era, mas não era qualquer sorriso, tão pouco era apenas felicidade ou uma expressão contente. Havia muito ali, uma alívio poderoso e um ar amoroso, carinhoso. Segurando suas mãos com delicadeza ela diz:

    -Fique tranquila, Mei-Chan, eu prometo que ficarei ao lado de Othello até o final do teu juramento. Eu estarei lá por ele, como ele sempre esteve aqui por mim mesmo sem eu desconfiar... Obrigada e desculpe por isso, vamos apertar o passo tá?!

    Ela então segurava sua mão esquerda com mais força, para fazer uma brevíssima corrida leve até a entrada da casa, respeitando as suas limitações pulmonares com sutileza.
    [Off: Ultima ação para o final do ato]


    Última edição por Danto em 6/4/2017, 15:14, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

    Mensagem por Jess em 6/4/2017, 01:05

    O sorriso de Belladona fez com que Ume a encarasse curiosa, havia algo diferente no sorriso da bela cainita, algo que a jovem sabia ser antigo.

    As palavras de Belladona deixaram a jovem feliz, tão feliz que Ume não conseguiu conter o pequeno salto de felicidade e o rubor que subia as suas faces imundando sua covas.

    “ Mei-Chan! Ela me chamou de Mei-Chan!”

    Sem dizer uma palavra a jovem concordou com um aceno rápido de cabeça a pressa que Belladona pedia, a breve corrida fez Ume olhar para sua Oba San e tentar controlar seu sorriso.

    - Obrigada Oba San. Muito obrigada.

    Sussurrou a jovem com delicadeza apertando de leve a mão de Belladona.


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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato I - Gotas de Orvalho

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