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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 24/3/2017, 23:32

    Permaneço com a postura formal, sem me abalar com o fato de ter recebido tal censura em gestos, compreendia que os mais antigos ali se sentiam de certa forma meio acuados com esta ideia, afinal, seculos e seculos de tradições seriam revisadas, e os mais antigos seriam o grande desafio dessa jornada. Novas ideias são vistas como tolas.

    " Uhm...então este é o ponto! Se acham donos das pessoas? Não acredito que se diz humanizado com isso, na verdade me parece muito mais uma causa de Salomé que deste patriarca. E quando este dever se torna ditador e repugnante é dever de quem olhar os Senhores?...não tenha medo de se impor a mudanças Angelo."

    Com um largo sorriso no rosto me volto para Salomé e falo de maneira franca em italiano gesticulando com a mão em meio as palavras.

    - Que bom que gostou da ideia Signorina Verrochio, porém, é apenas uma ideia! Sendo assim está deve ser melhorada, colocada em um papel e assim apresentarmos para Vossa Eminencia e após ser encaminhada para a Camarilla a modo de ser estudada e compreendida, como um modelo a ser testado aqui.

    Faço uma leve pausa, fico com minha feição mais neutra quando encontro a silhueta de Angelo, e com menos energia e uma postura mais formal volto a falar diretamente para ele.

    - Meu Signore Verrochio, compreendo sua preocupação com está ideia, afinal, ela parece a limitar o número de Vassalos ou até mesmo restringir o modo de como serão tratados por seus Senhores, não desejo retirar a autoridade de nenhum Senhor perante ao seus Vassalos, o que desejo é que sejam tratados com dignidade e boas condições de trabalho, afinal eles nós servem.

    Estas ultimas palavras desceram como navalhar por minha garganta, mas agora eu compreendia o que Katerine me disse uma vez "se demonstrar fraqueza eles usaram isso contra você", não penso que humanos são servos ou ferramentas, está longe disso, os mantemos próximo para lembramos de onde viemos e de como eramos antes, andamos ao lado deles e nunca sobre eles.

    - O Signore estava a concluir sua fala, desejo compreender suas dúvidas e receios sobre o caso, estou aqui exclusivamente para entende-las e assim formulamos uma solução saudável para todos. Por gentileza, peço que continue!

    Meu olhar se voltava brevemente para Salomé, sorrio de maneira meiga a modo de pedir em silencio que deixasse o Patriarca a terminar sua frase.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Danto em 27/3/2017, 19:48

    -Apenas Salomè para você, minha senhorita...

    Dizia a andrógena Salomè mais uma vez se colocando a frente da figura do Patriarca, o ancião se ajeitava na cadeira em uma óbvia e notória reação de descontentamento. Havia uma claríssima rivalidade entre os dois e uma contrastante forma de ver o mundo e as leis da Camarilla.

    -Entenda que a Torre possuí uma tradição, a chamada de "A Quarta Tradição, a Responsabilidade". Nela o texto original transcorre a respeito da necessidade de atribuir a responsabilidade do Senhor sobre suas proles e subalternos, sem exceções. Os méritos e falhas por elas conquistas é responsabilidade exclusiva do Senhor. Por tanto, vocês acreditam então que não existe a necessidade da manutenção dessa Lei? Se os Vassalos serão monitorados pela Camarilla inteira os neófitos sob tutoria também serão? Quem serão os selecionados para fazer essa averiguação? E se o averiguador influenciar o Vassalo ou o neófito inexperiente e despreparado para lidar com a corte para prejudicar o Senhor desta?! Suas ideias soam excelentes no âmbito imaginativo e totalmente impraticáveis no âmbito jurisprudente e real.

    Lorena finalmente se pronunciava:

    -Eu devo concordar com o Signore. Não há razões lógicas para se revogar as autoridades já estruturadas e consolidadas à tantos séculos, entendo a necessidade de cuidar dos mortais. Todavia os vassalos são presos ao laço do sangue e não há como trair esse laço. Sou favorável a construção de políticas para os mortais, eles precisam de proteção, os Vassalos já estão sob responsabilidade garantida.

    Salomè revida imediatamente.

    -E o que você me diz de um Vassalo que é usado como cortesã? Oferecida pelo seu Senhor como um pedaço de carne para qualquer aliado em potencial se deliciar e usar como bem entender? Ou os vassalos serem usados como gado de procriação?! E aqueles que são submetidos a surras e humilhações que os transforma em criaturas lobotomizadas! Não quero retirar a sua autoridade sobre o seu vassalo, quero assegurar a ele uma vida. Servos também são criaturas pensantes e sensíveis!

    Lorena e Salomè trocam faíscas em seus olhares cruzados, o clima da conversa começava a ficar realmente quente e os ânimos se elevam sem que a figura de Marie fosse abalada ou sequer esboçasse alguma reação.
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 27/3/2017, 21:05

    Ouço atentamente Angelo de modo pensativo em tudo que ele dizia, balanço a cabeça diversas vezes em um sinal claro de que estava completamente atenta á suas dúvidas e preocupações. Levanto brevemente a mão e logo a abaixo quando ouço a voz de Lorena, permanecendo em silencio.

    " Não minha Senhora, não me desmotive em meio aos convidados! Esperava um pouco de compreensão de seu lado. Mas talvez nem mesmo ela saiba dos planos de Marie!"

    Novamente me expresso a modo de falar e volto a ficar quieta quando Salomé se dispara para Lorena, fico a observar as duas de maneira neutra, sem exaltar qualquer lado. Aquilo era uma conversa, no momento delicada, mas ainda uma conversa e assim se manteria enquanto eu estivesse ali.

    Ao fiz das palavras fico aguardando alguns segundos a modo de me direcionar para Angelo, agora com uma expressão mais leve no rosto.

    - Signore Verrochio, com relação as proles de todos os senhores e futuros mentores, eu não desejo implicar em nada o método de ensino e convivência de ambos. Meu foco é exclusivamente com os humanos. É delicado mudar uma lei tão antiga, mas poderíamos utilizar esse modelo como boa pratica. Desejaria que cada Clã possuísse um representante legal e votados por todos a modo de não haver "tal" controle prejudicial ao Vassalo e ao clã.

    Me volto para Lorena agora, porém me direcionava para ela e Angelo em exclusivo, respiro de maneira profunda e fala de maneira triste.

    - Vossa Excelência Lorena, um Vassalo é um mortal, mesmo possuindo o sangue de seu senhor em suas veias. E é esse o ponto, o laço que os prendem dependendo do modo que são tratados podem lhes tirar a opção de escolher livremente suas ações. E ementando com o ponto do Signore Verrochio com a quarta tradição, eu falo que ela é complementada com a sexta tradição: A Destruição, pois apenas ao príncipe caberia esta decisão, sendo, por punição, retaliação e ou a morte.

    Fecho os olhos de maneira breve pois sei que agora Lorena iria me encarrar profundamente e me julgar em seus pensamentos, assim como talvez se tivesse sorte eu levantaria algumas dúvidas em Angelo.

    - Realmente não vejo como impraticável, vejo como uma nova ideia que em tempos antigos não era cogitada devido aos fatos, mas estamos em uma nova era, já aprendemos que é melhor caminhar ao lado dos humanos que sobre eles.Estamos em uma conversa sobre o nosso futuro, a experiencia de uns pode completar a de outros. Por esse motivo acho aceitável ouvir e entender ambos os lados.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Danto em 29/3/2017, 15:12

    O Patriarca da família Verrochio não respondeu nada de imediato, ele apenas encostou as costas na cadeira e cruzou os braços, levando os olhos na direção de Salomè, demonstrando um enorme desconforto com a atitude da mesma. Todavia a resposta a suas questões vinham de Lorena. A Ventrue comentava com um tom calmo e seguro:

    -Minha Caríssima Senhorita, cometes um equivoco a comparar os mortais aos vassalos. Mortais jamais viveriam mais do que cento e cinquenta anos, e como posso presumir, o vassalo que atende pelo nome de Ulisses a trouxe até essa reunião correto? Ele possui exatos trezentos e quarenta e novo anos de existência. Diga-me, ele é um mortal?! Doenças não o derrubam, a velhice não o pune e o mesmo sente fome de sangue e é capaz de usar Disciplinas. Ele não é um Cainita, tão pouco é um mortal... Agora, referente a tua consideração a Sexta Tradição. A mesma afirma claramente, que é direito do Senhor a execução de sua prole caso ela ainda esteja sob a sua tutela, em termos jurídicos, se um neófito está sob a proteção da Quarta Tradição ele pode sim ser morto por seu Senhor. A Autoridade de um Senhor é e deverá ser, eternamente, irrefutável. Todavia, quando o neófito é apresentado ao Príncipe, esse se torna responsável pelas próprias ações e o Senhor deste, não poderá causá-lo nenhum mal, caso o faça, cometerá um crime contra a Sexta Tradição.

    Imediatamente após a fala de Lorena, o Patriarca sorria em sinal de aprovação e Salomè encarava a mulher de sangue azul com uma notória irritação. Marie então, quebrava o silêncio e dizia de maneira direta, seca e poderosa.

    -Basta deste debate infundado! Estamos aqui reunidos para pensarmos a realidade dos Mortais e nos manteremos apenas nisso por hora. E serei direta, a família Verrochio irá me apoiar ou devo considerá-los meus inimigos?

    A palavra dela cortou o ar daquela sala, a presença superior e poderosa dela ecoava e ressoava por todos os cantos da sala, fazendo o piso se instabilizar e as junções do teto se tocarem, desse contato saiam pequenas porções de poeira. O Patriarca engolia seco e Salomè se assustava bastante com aquela demonstração de força, Lorena por outro lado, exibia um sorriso orgulhoso na face. O homem então se pronunciou:

    -Perdão, Vossa Alteza, somos seus humildes vassalos e aliados juramentados. És nossa Suserana e nosso elo é santificado e inquebrável... Rogo então a ti para que possamos retomar o diálogo em torno dos mortais e exclusivamente eles.

    Apenas com um movimento de mão, o Arauto de Florença dava autorização para que vocês retomassem a conversa sobre a situação mortal. Lorena então recomeçava o assunto com maestria:

    -Os mortais dessa região sofreram em demasia nos primórdios de nossa história com as pestes e pragas, para posteriormente ser tratado como gado pelas famílias locais. Estamos agora com uma Camarilla cada vez mais forte e é nosso dever ético protegê-los contra as forças dessas famílias, entregando a eles suas independências políticas, morais e financeiras. Agora, o que você como uma humanista tem a acrescentar a conversa, Senhorita Pugliese? Quais são os direitos principais aos quias devemos assegurar a eles?
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 29/3/2017, 18:26

    Vejo a reação de Angelo em se acomodar na cadeira o que me causa a certeza de que ele não estava querendo continuar com aquilo. Minha atenção se volta para Lorena e presto atenção em cada palavra dita por ela.

    " Equivoco, eles são mortais que tem a intervenção de nós os cainitas, lhe retire o sangue por um tempo e eles morrem dependendo da idade, seus corações ainda batem, isso é um mortal! E em termos jurídicos você diz que podemos ser inescrupulosos e demoníacos após amaldiçoarmos alguém? Apenas por que ele não respondeu a nossas expectativas...acha que isso é algum jogo onde quero mostrar que sou melhor que alguém aqui!..."

    Me esforço para não demonstrar nenhuma irritação com a fala de Lorena, assim como me mantenho calma até o momento que ouço as palavras de Marie, meu corpo extreme-se toa, viro o rosto como se fosse me defender de um tapa, e a olhava em meio aos meus cabelos com os olhos temerosos.

    Me viro de maneira lenta para observar o perdão de Angelo e naquele momento minha feição se fecha por alguns instantes, aquele homem era um verdadeiro estupido. Me recomponho arrumando meus cabelos para trás e ajeitando meu terno enquanto Lorena voltava a falar de maneira contente.

    " Marie não se pronunciou quando eu falei de Vassalos, muito menos quando Angelo e Salomé, porém, quando Lorena citou Ulisses ela se prontificou a agir de maneira ríspida e voraz...! Lorena é cria de Marie e por esse motivo a proximidade das duas deve ser tão próxima quanto de qualquer outro! Ulisses tem quase quatrocentos anos de serviço ao lado de Marie, se o que estou pensando for verdade então Lorena utilizou disso para fazer com que Marie encerrasse o assunto ao citar Ulisses, sabendo que ele é o ponto fraco de Marie."

    Sorrio de maneira calma e volto a falar com a mesma certeza de antes, mas meu intimo estava se retorcendo de raiva daquela mulher que era a representante de meu clã. Ela não me representava em nada.

    - Vossa Excelência Lorena, e a todos, devemos garantir que os mortais não sejam tratados como objetos para descarte após o uso, lhes dando condições trabalhistas e humanas de acordo com a jurisdição mortal. Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.Sendo assim os tratando como indivíduos únicos que são.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Danto em 31/3/2017, 21:27

    A primeira resposta vinha de Salomè, a exótica mulher de sorriso cativante se ajeitava na cadeira e olhava primeiro para o Patriarca de sua família, para então inflar os pulmões e dizer com um certo alívio.

    -Bom, com esse argumento eu sou obrigada a novamente concordar com a sabedoria da senhorita que demonstra uma real intenção de assegurar a liberdade e a vida dos humanos. Isso é importantíssimo e precisamos impedir que a cultura abusiva das famílias locais acabe! Não concorda com isso querido Angelo?

    A resposta de Angelo Verrocchio vinha seca e direta.

    -Sim, eu concordo e acredito que o assunto está por hora finalizado.

    Marie então sinalizava com a mão que aquela reunião estava chegando ao fim e que os Toreador poderiam enfim se retirar. Quando ambos se colocavam de pé, a voz da poderosa Ventrue se fazia presente.

    -Desejo a vocês uma segura viagem de retorno e reflitam em seus caminhos de retorno sob a seguinte questão: Eu serei Príncipe da Toscana. Este é o fato irrevogável e a família de vocês será desmantelada de acordo com o que disser. Esse comportamento não será mais aturável e vocês serão integrados ao clã ao qual pertencem.

    O Patriarca respondia com uma silenciosa reverencia que demonstrava obediência e lealdade. Enquanto Salomè sorria para a poderosa Marie e fazia questão de concordar e realizando uma pequena quebra de protocolo, ela se virava na sua direção e fazia um tchau de despedida com a mão esquerda. E assim os dois se retiravam, deixando apenas os Patrícios na mesa.

    Lorena se levantava imediatamente, soltando uma cansada e aliviante baforada para então cruzar os braços e assumir uma postura reflexiva. Marie apoiava a mão direita sobre a mesa e perguntava a você, sem olhar na sua direção:

    -Quais foram os teus erros nessa reunião, Senhorita Pugliese?
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 1/4/2017, 13:17

    A calma me tomou em meio as palavra de Salomé, quase respirei aliviada, mas me mantive com a mesma postura formal, apenas agradeci de maneira silenciosa e com um sorriso tímido no rosto inclinando sutilmente minha cabeça para frente.

    Estava um pouco preocupada com o pequeno debate com Lorena, não que eu há julgasse de maneira negativa, mas o fato dela ter destruído meus argumentos me deixou realmente constrangida comigo mesma.

    Agradeço da mesma forma as palavras de Angelo, mas ao ouvir as palavras de Marie minha espinha se arrepiou toda, não por medo, mas a segurança e convicção que ela passava era assustadora.

    " Cèus é como estar na frente de um trator! Ela claramente não vai aturar qualquer tipo de costumes para com os clãs fora da Camarilla que envolvam esses costumes antigos. E vai mover o céu e a terra para conseguir isso...!"

    Não aceno para Salomé de volta por estar na presença de Marie e Lorena, colocando a mão em meu peito lhe fazia uma leve reverencia de maneira educada me despedindo dela e Angelo. Noto que ambos já haviam saído da sala e respiro de maneira profunda enquanto passava as mãos em meus cabelos mexendo os dedos de maneira rápida na parte de trás da cabeça.

    Novamente me sentia com medo de Marie, não era como antes, era medo de ter errado com ela, havia dado meu melhor ali, e de certa maneira eu entendia aquilo e toda a situação como um aprendizado já que nunca me joguei tão fundo na corte assim. Falo em um tom triste e desapontada comigo mesmo.

    - Vossa Eminencia. Errei em colocar os Vassalos em pauta, assim gerando desconforto para todos e fugindo do caminho que era destinada essa reunião. Também fiz uma má interpretação das tradições, o que para mim é um ponto a qual me empenhei tanto em estudar e realmente tentar compreende-lá de maneira certa. E o mais importante e crucial de tudo para mim, deixei minha humanidade sobressair minha racionalidade, devo procurar a justiça e harmonia em minhas atitudes. Esses foram os pontos que notei Vossa Eminencia!
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Danto em 3/4/2017, 17:05

    -Lorena, por favor...

    Era a única resposta dada por Marie. Ela então afrouxava a gola feita lindamente por um tecido branquíssimo de seda, soltando a gola para remover o babado que ficava sobre o colo e escondida o decote natural que o terno dela possuía e com o colo agora à mostra, ela parecia relaxar e se colocava de pé. Iniciando uma caminhada pelo ambiente enquanto guardava as mãos nos bolsos frontais da calça. Lorena agora virava para olhar diretamente na sua direção e sorrindo de forma simpática diz:

    -Bom, primeiro saiba que teu desempenho não foi ruim. Foi na realidade o esperado, precisávamos conquistar a simpatia de Salomè e isso foi alcançado. Poderíamos tê-la inserido em todo o contexto de antemão, todavia, Salomè é extremamente sensitiva e poderia ler tuas expressões sem dificuldade. A aliança com o Patriarca Verrochio já estava estabelecida e digamos que nossa pequena discussão foi apenas uma encenação sem muito significado, entendo que eu tenha usada força em demasia e talvez até humilhado seus argumentos... Entretanto, a verdade é que outros farão ainda pior e é necessário reagir com mais calma, lógica e proeza aos ataques que são naturalmente direcionados à nós, os líderes.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 3/4/2017, 21:00

    Me mantenho ainda reta e formalmente decidida a me manter assim, olho para o simples gesto de Marie e relaxava de forma discreta, abaixando levemente os ombros. Lhe observando vejo o quão bela ela podia ser, não uma beleza escandalosa e realmente notória como as modelos e sim de uma maneira sutil, seu ar de confiança poderia espirar homens e mulheres a conquistar o mundo se assim desejassem.

    Sorrio de maneira tímida e feliz, ao ouvir as palavras de Lorena, eu havia recebido uma lição ali, e era uma coisa muito mais valiosa do que qualquer coisa material que eu pudesse ter. Aquelas duas mulheres ali estavam me ensinando a viver e me manter viva e consciente no caminho que escolhi.

    " Talvez ela tenha feito isso para me confortar, me fazer sentir mais calma em sua presença. Fiz o que foi esperado, para mim é uma grande vitoria. Mas não gosto da ideia delas esconderem algumas coisas de mim foi necessário, mas eu falaria a verdade de qualquer modo de Salomé veria a verdade"

    De uma maneira leve eu fecho minha mão direita e bato na palma da mão esquerda e falo de maneira calma.

    - Eu estava sentido que Salomé era o foco de tudo isso de alguma forma.

    Logo me viro para Lorena e Marie e faço uma reverencia formal, inclinando meu corpo para frente, coloco a mão no peito e curvo o braço direito, minha fala era cheia de gratidão e respeito.

    - Agradeço do fundo do meu coração esses ensinamentos dados a mim hoje,não tenho palavras e muito menos gestos que podem responder ao que sinto em meu peito agora, superarei minhas dificuldades em futuras reuniões se me for concedida permissão para estar lá. Fico feliz em saber que consegui o que me foi proposto a fazer, de qualquer modo eu defenderia os humanos de maneira sincera e verdadeira mesmo sabendo de tudo isso, sei que algumas coisas estão longe de meu entendimento, ainda tenho muito a evoluir e espero um dia poder ser mais que o esperado para nosso clã e seita Vossa Excelência e Vossa Eminencia.

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Danto em 5/4/2017, 15:54

    -Obrigada por expressar tua gratidão, jovem Senhorita. É sábio saber quais são tuas próprias falhas e entender precisamente onde teus pés estão a pisar. Enganam-se aqueles que presumem que nós estamos sempre a pisar em tronos e carpetes vermelhos, o caminho até lá é árduo. E toda cabeça onde descansa uma coroa é dez vezes mais pesada do que uma que só carrega desejos e vontades...

    Respondia Marie, com uma voz sempre no mesmo tempo, que agora chegava baixa aos seus ouvidos já que a mesma estava a caminhar pelo ambiente inteiro. Como se estivesse a ler aquelas paredes, tocando-as com as pontas dos dedos da mão esquerda. Lorena abria um sorriso informal e divertido na face.

    -És uma fofa, Gabrielle...

    Marie prontamente direcionava a voz a sua prole. Em um tom de censura, arrancando risadas de Lorena.

    -O que eu lhe disse, Lorena?

    A Primogênita do Clã Ventrue e prole de Maria, levava uma mão em frente aos lábios e segurava os risos verdadeiros e descontraídos. Pela primeira vez, a máscara perfeitamente mantida que separava vocês ameaçava cair.

    -Sim, sim. Devemos ser o exemplo para os mais novos, desculpe, Marie. Mas eu não gosto muito de ficar bancando a bruxa má e você sabe muito bem disso, vou ficar a vontade agora tá! Afinal, a próxima reunião não requer formalidades!

    Marie parava soltava uma pequena e breve risada, era a primeira vez que seus ouvidos ouviam aquele som. Era uma risada delicada e gentil, baixinha e nasal. Em seguida ela apenas seguiu em silêncio, como se desse autorização a própria prole. Lorena se levanta e caminha até você, empurrando a cadeira que as separavam para trás e estendendo uma mão na sua direção ela dizia.

    -Venha, fique de pé querida... Temos que ir nos trocar para a próxima reunião. Ulisses tem sempre um perfeito senso de moda e um bom gosto, mas a última reunião dessa noite requer algo diferente...

    [Off: Ultima ação para o final do ato]


    Última edição por Danto em 5/4/2017, 22:12, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato I - O Caminho da Nobreza

    Mensagem por Miac em 5/4/2017, 17:09

    Levanto minha cabeça de maneira calmo e volto a minha postura anterior com a atenção voltada para Marie, meus olhos brilhavam de uma maneira feliz e eu balançava a cabeça positivamente em um sinal de concordância em cada palavra dita por ela.

    " Sim Marie, você será uma grande príncipe e mais ainda, é uma verdadeira líder, apenas você sabe o caminho que trilhou até aqui, as pedras que teve que remover e os desafios vencidos com seu esforço...fico contente que me deixe permanecer próxima a você, é com orgulho que lhe ajudo!"

    Meus olhos se arregalam com a reação de Lorena, abaixo a cabeça de uma maneira envergonhada e até mesmo sem saber como me expressar, era a primeira vez que alguém mais velho assim sem ser minha senhora ou meus tutores agiam próximos a mim.

    Levo a mão até a boca de maneira delicada para soltar uma leve risada, aquilo me fazia relaxar e me sentir mais próximas a elas e muito mais ligada em seus interesses que ante. Meus olhos se viram para Lorena ainda tímidos ao vê-la afastar a cadeira e me tocar, nesse momento solto um leve sorriso sincero e estendo minha mão para ela para assim poder me levantar, quando sinto o toque de sua pele meu corpo reagia de maneira diferente, ficava menos fria e minha pele corava nas maças do rosto,era a forma indireta de meu corpo responder gentilmente, viro meu rosto de maneira tímida e falo de maneira calma.

    - Com sua licença Vossa Eminencia!

    Abaixava levemente a cabeça em respeito a Marie e me retirava da sala sem virar as costas para a Arauto, só que minha mão direita ainda segurava a de Lorena de maneira leve.

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:07