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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

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    Danto
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    Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 21/2/2017, 01:25


    Quarto de Loretta:

    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 15 de Abril de 2016: Início da Narrativa.

    Um simples e abafado grito de puro ódio se perdia dentro de um ambiente aberto, acima dos corpos estirados ao chão havia o negro céu do burgo de Monteriggioni. Um céu que você não via com seus próprios olhos à muitos séculos, um céu negro e sem estrelas que não trazia nada além de traumas e terríveis lembranças. E lá estavam jogados sobre o gramado próximo a grande casa dois corpos masculinos, um deles era de fácil reconhecimento: Tirone.

    O seu irmão mais velho tentava gritar aos céus, debatendo-se com enorme força em uma tentativa desesperada de escapar da figura tortuosa e macabra que o sobrepujava com enorme facilidade. A criatura que tinha a face da morte e um corpo truculento, robusto e que emanava o cheiro do sudário, possuía um nome: Mario. Aquele terrível monstro ria de maneira debochada do esforço do jovem Tirone que chorava desesperado, implorando por misericórdia. Era uma risada familiar, terrivelmente familiar, todavia você jamais havia conhecido Mario. O único monstro de tua vida atendia por outro nome.

    -Ó céus! Por favor, tenha clemencia! Tome m'alma! Faça de mim o que quiseres! Mas que termines sobre minha a tua ganancia, ó criatura maldita!
    Você sentia os gritos de desespero de seu irmão tocarem seus ouvidos, a grama que se movia delicadamente em uma dança macabra regida pelos ventos, tocam seus pés. Você estava ali, presente, vendo aquilo acontecer, o fim da razão e da vida de Tirone. Mas não era como assistir a uma memória ou sonho, tão pouco era uma revelação ou um presságio: Era um eco. Um tenebroso e repugnante eco de uma alma perturbada perdida em meio a violência primordial da terra dos mortos. Você sabia disso pois os dois homens simplesmente paravam o que faziam para direcionar os olhos na sua direção. A figura da morte sorria da mesma forma que o próprio Diabo era capaz de sorrir, enquanto Tirone esticava a mão esquerda, tentando alcança-la... Sem nenhum sucesso...




    Não era a mão de Tirone que tocava a sua mão, mas alguma mão masculina a fazia naquele momento e tua mente regressava bruscamente do sudário. Um acontecimento que não deveria ser tão poderoso, tu não deverias ser acoitada com tanta veemência pelos mortos, algo errado estava para acontecer! Ou pior ainda, já havia ocorrido! Em meio a urgência daquela situação horripilante, seus olhos se abriam para visualizar a imagem de Andrea Rossellini. Com uma expressão assustada o robusto e fiel vassalo gentilmente estendia com a mão livre em um convite cortês de auxilio.

    -Senhora, mil perdões. Ouvi gritos pelos corredores e presumi uma ação de Aloisio ou Alonzo, todavia, eu encontrei a tua voz e ultrapassei os limites em meio ao pavor que me tomou conta. A Senhora estava sentada na sacada da janela, prestes a se jogar... Eu apenas tomei a tua mão...

    E de fato, você não estava deitada na cama. Estava sim sentada sobre o parapeito de sua janela aberta, com as costas viradas para o lado externo, prestes a atirar-se de costas para um salto mortal. O experiente vassalo lutava para manter uma postura mais controlada, mas o susto era nítido em todo seu corpo e se ele tivesse demorado mais alguns segundos, você certamente teria se atirado, pois seus pés sequer estavam em contato com o chão naquele momento inusitado.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 21/2/2017, 12:20

    "Tirone?! Tanto tempo.... Tanto tempo e não consigo esquecer de você, do seu resto, de sua feição. Meu querido irmão. O passado foi tão absolutamente negro e você está não está mais comigo... Lhe perdi para sempre. Então porque vem me procurar? É para me assombrar por ter fugido de nossas terras ou está pedindo ajuda? Que tipo de ajuda seria? Pergunta tola... Eu sei quem lhe assombra. Quem me assombra. Esta figura de Mario... Isto tudo é um grande e terrível mal presságio. Preciso saber o que fazer. Não posso mais ver meu irmão sofrendo, mesmo morto sei que a verdadeira morte e infinita e não posso permiti que ele continue neste tormento."

    Boto a mão no peito como uma reação de susto ao notar onde estou. Evito olhar para baixo dando um breve passo para trás. Não conseguindo parar de pensar naquele terrível presságio. As imagens de meu irmão chorando, as risadas daquele monstro. Quase sinto meu rosto querendo chorar, mas não permito. Estico a coluna e fico ereta lutando contra aquela tentativa de chorar. "Não posso lamentar sobre o que foi perdido. O passado está escrito..." Rara são as vezes que lido com o passado, afinal existe muito problemas atuais em minha mente. Por isso este regresso traz tanta pertubação. Minha face claramente não demonstra tranquilidade. Todavia me esforço para tentar me sentir melhor.

    Por mais complexo que fosse, esboço um rosto menos devastador. Assim me viro para Andrea. Vê-lo ali me faz de fato me sentir um pouco melhor. "Existe de fato alguém ainda se preocupando comigo. Não existe preço para isso." Então me esforço para sorrir, falhando miseravelmente. Assim me aproximo de meu fiel lacaio com delicadeza e deposito um beijo na testa dele. estava ciente que não era convencional de minha parte fazer algo assim e provavelmente o deixaria surpreso. Mas não podia deixar de mostrar gratidão. Seja o que aquele sonho for, foi um péssimo presságio que me afetou mais do que deveria. Graças a Andrea pude despertar, ele deveras me salvou hoje. Assim começo a falar com suavidade na voz.

    - Obrigado querido Andrea. Esta noite não me foi agradável. Mas você esteve aqui para me proteger e para isso sou eternamente grata. Muito obrigada meu querido.

    Fico agora em uma distância confortável de meu vassalo e tento regressar a compostura para o meu corpo. Ficando em uma postura menos vulnerável e observo cautelosamente as ações daquele na minha frente. Para então pensar mais globalmente sobre o meu presságio. "Só existe uma pessoa nesta casa que pode me dar uma resposta descente para o que houve comigo". Assim, agora com uma voz mais típica de minha pessoa, retorno a falar.

    - Espero que esteja tudo em ordem na casa, correto? Além disso requeiro de me encontrar com Plínio. O mesmo está em seus aposentos, preciso?

    Assim que aquela conversa terminar farei um aceno educado para ter o quarto de volta para mim. Para então buscar uma roupa para vestir. Claramente um vestido preto, melhor tipo de vestimenta para não se sujar no calabouço de minha isolada prole. Uma bota longa cairia bem também. Junto de um grampo para prender o cabelo solto. Não me demonstro confortável indo buscar informações com Plínio, mas aquele pesadelo me abalara demais para hesitar agora.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 22/2/2017, 19:43

    Os olhos enormes da redonda face de Andrea se faziam presentes em demasia, era uma reação inesperada e espontânea que vinha como resposta ao breve carinho que tu fizestes para com o mesmo. Todavia, dedicado como sempre fora, o Rossellini prontamente se restabelecia e assumia uma postura seria, apesar do claro sorriso em sua face, toda a sua postura indicava que ele havia compreendido perfeitamente o que havia ocorrido dentro daquele quarto.

    -É importantíssimo para mim ouvir teus agradecimentos minha Senhora, ouso dizer que cometeria essa infração em qualquer cenário possível onde tua segurança esteja em risco... E sim, está tudo devidamente controlado na mansão. Os gêmeos estão se alimentando, isso talvez possa gerar algum pequeno problema mas não é algo que precise de muito alarde... Acerca de Plínio, já fazem três noites que ele não sai de seu refúgio. irei notifica-lo enquanto a Senhora se prepara, com sua licença.

    Despedia-se então Andrea de maneira formal, deixando-a sozinha para aprontar-se em seu próprio tempo e calma. Assim que você finalizava e saia do quarto, bastou seguir a direção das escadarias que levavam a área externa, cruzar um breve pátio interno e acessar o porão que ficava abaixo da cozinha original do seu refúgio. A porta do habitat de Plínio estava aberta, um convite à tua entrada.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2017, 21:29

    "A maldição eterna de cada dia. Pior que a minha própria fome é a fome de meus garotos. Sempre encontram um motivo para causar incômodo. Espero que hoje eu não tenha que falar com eles. Não estou em ânimo para tal." Sorrio com meu semblante simpático para meu vassalo educadamente enquanto o via se retirar. "Me sinto bastante segura em tê-lo por perto. É bom ter pessoas que confiamos próximas. E isso logo me leva a Plínio. Não me surpreende ele estar trancado em seus aposentos. Isso é apenas mais um dos costumes dele. Bom hora de irmos nos encontrar."

    Não me poupava tempo. Ia até meu banheiro dentro do quarto e jogava água na cara. Não era uma prática que surtia muito efeito dado minha maldição, só que elevava minha moral. Fora limpar qualquer sujeira de sangue em meu rosto. Assim segui meu ritual para passar uma leve maquiagem no rosto, apenas aquela suave que tira o brilho branco da minha face. Para em seguida escolher minhas roupas. Junto de uma singela bota preta, coloco toda uma vestimenta escura para a noite. Não por estar em um clima de luto. Apenas por não gostar de ressaltar a poeira em minhas roupas ao adentrar a câmara de meu feiticeiro.

    Vestido Usado:


    Depois de vestida e pronta, vou a passadas largas até o aposento de Plínio. Não esperando esbarrar com ninguém no caminho. Não só não queria problemas novos como queria resolver minha inquietação de uma vez só. De instantes e instantes lampejadas daquele pesadelo regressam para minha mente. "Já estou acostumada que a morte é uma amiga da minha família e por isso estou indo falar com o especialista. Mas amiga ou não, não é isso que eu busco aqui nesta terra. Meu irmão está morto e devo me lembrar do bom homem que ele foi e não desse atormentado que agora surge em minha mente." Paro por um instante na frente da porta de Plínio avaliando que o mesmo já estava a minha espera. Assim estico minhas costas, uma reação substituta à uma profunda respirada e adentro o aposento com tranquilidade.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 28/2/2017, 16:12

    Seus pés a levavam escada abaixo, treze degraus separavam a porta da real entrada para o comodo privado de Plínio. E a cada degrau que ficava para trás, mais fraca tornava-se a iluminação natural da noite e mais escuras as sombras se tornavam. Adentrar aquele local era sempre uma experiência única, uma mistura de medo e incomodo. Seus olhos já começavam a ver os ossos encostrados nas paredes, postos entre as rochas que as formavam.

    Enfim você chegava ao ambiente de pesquisa de Plínio, uma especie de biblioteca e laboratório, ali ele realizava as próprias pesquisas e estudos apotecários e muitas vezes, necromânticos. Era uma sala retangular, ao fundo ficava uma mesa de madeira macica onde vários livros e tomos ficavam armazenados, já a parede da esquerda era dedicada as cinco estantes que eram postas em paralelo, altas o suficiente para tocar o teto daquele ambiente macabro de iluminação precária. A sua direita ficavam os suportes aéreos onde os objetos de pesquisa ficavam armazenados, correntes pesadas passavam por grilhões e pistões pregados no teto e desciam por  um simples mecanismo de roldanas.  As correntes se prendiam nas extremidades dos grandes retângulos de aço, que serviam como pratos a armazenar os corpos e demais materiais orgânicos utilizados por Plínio. Abaixo desses "pratos" havia um elaborados sistema de drenagem que evitava a aglomeração de sangue e vísceras, esses dejetos escorriam por uma nojenta manilha e culminavam em redomas hermeticamente lacradas e seladas por pistões de pressão.

    Plínio se encontrava na parte central do ambiente, junto de uma forte e muito velha mesa de mármore de quase quatro metros quadrados. Sobre a mesa havia um pedestal pequeno esculpido por ossos que elevava um grande livro de páginas amarelas e capa de couro negro, a frente da sua prole haviam algemas de ferro frio, o mesmo parecia estar encantando elas, mas ele já havia interrompido a própria ação a poucos instantes e a aguardava com os braços cruzados para trás do tronco. E com sua típica palidez assombrosa, o homem a saudava.

    -Boa noite, minha Senhora. A presença afoita de Andrea me preocupou em demasia, interrompi meus afazeres prontamente devido ao ar de urgência que teu vassalo transpareceu, por tanto, pergunto-lhe se tudo está em segurança ou... o sudário voltou a assombrá-la?!


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:57, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 2/3/2017, 23:02

    "Essas correntes... Corpos foram retirados delas recentemente, bem recentemente... Eles... Eles não merecem estar aqui. Em minha casa e pendurados de forma tão vulgar e horripilante... Mas... Eles deviam já estar em estado terminal, com seus dias contados, a par de seus destinos e não descontentes com o mesmo. Pelo menos é assim que gosto de pensar. Plínio não faria nada desumano sob meu teto. Afinal a única coisa que ele busca é pesquisa e conhecimento para poder provir um equilíbrio com o temível sudário. Sim, é isso!"

    Olho por um tempo para aquelas correntes e ganchos pendurados no teto. Meus olhos se chocam contra o resto de sangue nas manilhas e então decido evitar todo o cenário ao meu redor. Como se eu já tivesse visto demais e satisfeita em saber que não há nada realmente desumano naquela sala. Apenas um terrível mal gosto repugnante. Infelizmente necessário, necessário ao ponto de me forçar à observar minha prole e ignorar em minha feição qualquer possibilidade de um tom reprovativo. Não era para eu soar em momento algum que estivesse incomodada com a situação, claro que é impossível esconder o desconforto, só que esse fato óbvio não precisa ser escondido. Plínio me conhece bem. Logo prefiro ir direto ao assunto com minha prole. Sem me prender em qualquer tipo de formalidade. Sequer algum tipo de tratamento polido ou fraternal é utilizado. Apenas uma conversa direta e simples, sem necessariamente expor frieza, apenas simplismo. Me aproximo dele apenas o necessário e fico de pé sem fazer qualquer menção em sentar em nenhum assento disponível sob aquela mesa.

    - Boa noite Plínio... Preciso admitir que estás certo. Andrea não é dramático e a preocupação dele é a mesma que a minha, só que muito reduzida. Afinal eu que realmente sou assombrada. Entretanto não é como fora no passado. Meus pesadelos desta noite, fora mais intensos e vívidos, foram pessoais. Imagens de entes próximos a mim e não apenas emanações estranhas e obscuras. Não sei exatamente o significado e por isso seria grata em uma análise de sua pessoa.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 4/3/2017, 12:16

    -Imagens de pessoas próximas, preocupante e interessante...

    Responde Plinio de maneira breve e em um tom ligeiramente baixo, era mais uma repetição para ele mesmo do que uma frase direcionada à você. Com bastante calma sua prole toma o tempo necessário para analisar mentalmente a situação, sem se importar com o silêncio que esse tempo exigia. Enfim, ele novamente direcionava os olhos até a sua face para dizer:

    -Vejamos, existe aqui uma possibilidade problemática que é: A tua presença está ecoando no sudário, o mundo dos mortos não é totalmente isolado do nosso. Se me permitir, deixarei em teu quarto de repouso alguns objetos que possam captar informações... Ou ainda melhor, confeccionarei um talismã para a Senhora carregar contigo, pois pensando de maneira mais clara eu posso presumir que existem almas perdidas no sudário que desejam entrar em contato, que provavelmente estão tão carregadas por energias negativas e poderosas ao ponto de desenvolverem fragmentos de consciência. Peço a ti a autorização para a criação desse talismã e abro aqui uma questão: A Senhora consegue refletir com mais calma sobre o que viu? O que cada pessoa presente significa verdadeiramente a seus sentidos e memórias?! Talvez eles queriam revelar algo essencial...


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:57, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 4/3/2017, 17:34

    Espero pacientemente enquanto via minha prole pensando. Era um certo alívio vê-lo assim, pois podia-se notar que soluções estavam surgindo em sua cabeça. Era bom que o mesmo compreendera meu presságio sem me considerar uma tola ou extremamente precipitada. Afinal, por mais que eu não sei de forma alguma lidar com tal incômodo, sei que dessa vez foi sem dúvida alguma muito mais forte e intenso. Este problema têm de ser resolvido até a raiz. Logo não há sequer espaço para cogitar pontos negativos de permitir Plínio forjar um talismã. Sei que ele fará em suas melhores intenções. Assim começo então à fazer um esforço de lembrança logo após o último questionamento dele. Não queria ter que tentar me lembrar daquele pesadelo, mas era importante eu dar qualquer informação útil para minha prole. Então tento recordar algumas visões e de breve interpretá-las para prontamente falá-las com calma, sem citando nomes é claro. Infelizmente demonstrando em minha face um grande desconforto de tornar vívidas aquelas lembranças. Tão curtas, mas ao mesmo tempo tão fortes.

    - Eram duas pessoas e cada uma tinha um significado bem claro na forma de um sentimento. Desespero e ganância. Todavia logo em seguida ambos mudavam suas expressões para um tenebroso sorriso macabro diretamente para mim. Como se fosse a própria morte a me olhar e não eles. Talvez isso não signifique muita coisa, mas espero que lhe ajude na criação deste talismã. Ao qual vós tem total permissão para fazer. Afinal não quero permanecer sendo assombrada e muito menos por presenças tão fortes como essas.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 7/3/2017, 02:44

    -Muito obrigado pela permissão minha Senhora.

    Responde o Plínio logo de imediato e então o sempre misterioso e frio homem de pele morbidamente branca se move pelo próprio laboratório, buscando um livro em especifico e enquanto fazia a busca ele retomava a fala de maneira calma e pausada para que você pudesse acompanhar as informações que ele produzia naquele exato instante.

    -Veja bem, talvez não sejam necessariamente assombrações. Os espíritos se apresentam de várias formas e forças tão negativas e poderosas assim atendem pelo nome de Espectros. O talismã irá te oferecer uma proteção mais direcionada e especializada contra eles, mas meus principais esforços serão direcionados em busca da razão para que esses possíveis espectros tenham escolhido o teu sonhar para se comunicarem... Talvez eu precise até me encontrar com algum especialista no assunto...Enfim, eu me certificarei de sanar esse problema. Existe algo além disso a assombrando Senhora?


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:58, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 7/3/2017, 16:37

    "Imagino agora que ele irá se perder neste livro em busca de um passo a passo detalhado para o ritual que for realizar. Espero estar bem longe quando isso acontecer." Fico onde estava estática, apenas observando caminho que minha prole fazia. Não possuía intenção alguma de me interagir com nenhum objeto daquela sala. Mesmo que fosse para sentar ou me encostar em alguma parede. Todo aquele lugar me dava calafrio e apenas evitar de olhar os detalhes não era o suficiente para impedir que eu ficasse inquieta. Felizmente podia me concentrar ouvindo as palavras dele.

    - Fico contente com seus esforços. Conheço suas capacidades e imagino que haverá um ótimo serviço a ser realizado. Não sei especificamente a diferença entre aparições e espectros, mas ficarei atento à essa informação. Desejo que seus estudos sejam frutíferos e possam manter a minha pessoa tanto quanto essa casa inteira segura de ameaças do sudário.

    Começava a fazer um passo para trás, prestes a dizer que não havia mais nada em minha mente sobre o assunto ou qualquer outro tópico. Mas o evento daquela noite era conveniente demais. Depois de tantos anos voltar a acontecer, por mais que eu estou perto de onde aqueles que apareceram em meu pesadelo tiveram as suas últimas noites, não é motivo suficiente. Não é questão de paranoia, mas o perigo vive perto de mim e esse evento pode ser algo pior ainda. Assim fico de frente para Plínio mais uma vez e olho com um olhar profundo para que ele entendesse o quão sério era minha preocupação. Falava enquanto tateava com meus dedos meu próprio queixo numa posição de reflexão.

    - Existe sim alga mais, só que ainda é relacionado ao assunto. É plausível para mim que esse evento não seja apenas um problema natural do sudário contra minha pessoa, mesmo agora sendo, como você sugere, por espectros. A questão é que imagino que isso posse ter ocorrido de propósito. Como você mesmo sabe, existe familiares próximos a nós, alguns com talentos similares aos teus e com idade muito mais avançada que possuem forte ressentimento sobre a minha pessoa. Seria possível vós, Plínio, se certificar se minha teoria está certa ou não? Pois caso ela esteja correta precisaremos tomar contra medidas.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 9/3/2017, 14:11

    -Eloisa...

    Respondia Plínio imediatamente após a sua fala, o nome da prole de Tirone saia dos lábios do homem em um tom baixo de voz, como se fosse apenas um pensamento que escapava de sua mente e se anunciava sozinha. E em uma fração de segundos os olhos de Plínio se modificavam, ele acabava de ter uma ideia brilhante ou uma revelação importantíssima. Erguendo o dedo indicador na sua direção, como se pedisse um segundo, o homem fazia uma virada brusca e caminhava até as estandes de livros, tateando em busca de algo, ele removia da estante um fragmento de fêmur humano fossilizado e negro como ébano. Plinio então retornava a sua presença e lhe esticava o fragmento de osso de quase vinte centímetros e completamente oco por dentro.

    -Senhora, por favor, toque com teu indicador esse osso e nós termos a nossa resposta...


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:58, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 9/3/2017, 15:46

    Teste de Percepção(3) + Empatia(5)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Dados em 9/3/2017, 15:46

    O membro 'King Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 10, 1, 5, 2, 10, 9, 3
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 10/3/2017, 14:56

    Olho a reação dele quando aquele nome é pronunciado. Podia notar que algo estava errado. "Plínio demonstrou uma mudança em sua fisionomia. A palavra saiu com uma pitada de empatia. Ele conhece Eloisa. Ou pelo menos sabe quem ela é mais do que qualquer coisa que eu possa ter falado da prole de Tirone. Já que eu não sou o tipo que fala de minha própria família. Principalmente sobre aqueles que sabem sobre a arte nefasta. Posso até contar nos dados as pessoas a qual eu apresentei o Plínio por exemplo." Estico minhas costas como de costumo quando estou séria e levanto minha sobrancelha encarando minha prole. Fico mais atenta à sua expressão enquanto apenas observo aquele misterioso osso se aproximando de mim. Assim mudo o assunto da conversa para saciar minha dúvida. Tento não soar rude, mas falo com intensidade o suficiente para deixar claro que exijo respostas.

    - Hum... De fato eu estava pensando na Eloisa. Mas nunca falei muito dela para ninguém, afinal nós Giovannis guardamos bem nossos segredos, e agora percebo que você está bastante ciente sobre a veneziana. Mas o quão a par dela vós realmente está é a pergunta que eu gostaria de fazer.

    Faço uma breve pausa esperando ver como ele reage. Mas prefiro não me perder em alguma longa conversa sobre uma hipótese sem antes prová-la. De tal forma, faço como me é pedido e lentamente estico minha mão. levando meu indicador sobre o fêmur até tocá-lo. Permaneço com os olhos em total atenção para minha prole, ignorando a própria ação que eu estava a fazer. Afinal tocar nesse tipo de artefato nunca foi algo prazeroso.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 13/3/2017, 20:07

    Plínio levantava o indicador da mão livre, pedindo um minuto para responder a sua questão. Os olhos dele agora estava dedicados a observar as modificações no osso que estava lhe tocar, aos poucos o mesmo perdia o tom negro e gradativamente se acinzentava até alcançar um tom branco e cálido. Ele abria mais os olhos, claramente surpreso para então inciar a fala e levar os olhos na sua direção.

    -Minha suspeita foi confirmada. O que ocorreu contigo tem influência de Eloisa e ela deixou a marca clara da necromancia dela em ti, ela queria que eu fosse capaz de encontrar esses vestígios. Curioso e fascinante... Ah, sim, perdoe-me minha Senhora. Eu encontrei com Eloísa em algumas ocasiões e não a notifiquei sobre isso, julguei que não fosse interessante pois tratávamos exclusivamente de nossas questões sobrenaturais. Eu sou realmente um péssimo e insensível homem em quesitos sociais e argumentativos, mas acredito que o termo aliança, encaixa bem entre eu e a prole de seu irmão mais velho... Peço que entenda, não há mais ninguém nessa região além dela... Acredito que esse sensação seja reciproca.


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:58, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 13/3/2017, 20:53

    "Então depois de sete anos de paz eles finalmente começaram. Sabia que um dia iria começar. Era claro isso e qual melhor forma de um Giovanni traiçoeiro atacar que não pelo sub-mundo? Eles não teriam coragem de entrar pelo portão principal. Pelo menos não ainda. Mas esta aliança de Plínio?! Bom, imagino que necromantes sempre possam se conhecer em seus misteriosos cultos e o fato dela avisar que foi da maestria dela esse ataque significa talvez um ato de boa fé entre os dois. Mas isso irá terminar em breve. Preciso tomar todas as medidas necessárias então. Não posso mostrar que sou apenas uma indefesa renegada da família."

    Dou uma volta ao redor da mesa de mármore com as mãos para trás. Estico minha coluna algumas vezes e mantenho meus olhos fixados no infinito. Apenas pensando nas possibilidades. Nos perigos e nas terríveis fatalidades. Era hora de saber jogar o jogo que esperei mais de trezentos anos para jogar. Não poderia ser apenas alguns pesadelos para me atormentar. Assim termino uma volta inteira e me viro para minha prole. Tento manter um tom de voz calma, sem nenhum tom reprovativo na voz.

    - Se a sensação de aliança foi reciproca termina esta noite infelizmente. Não foi uma declaração de guerra que eles fizeram, mas foi o primeiro tiro. Respeito suas alianças pois sei que seus assuntos estão acima da minha esfera política. Entretanto Eloisa está no outro lado. Não que eu quisesse essa divisão, mas era esperado que uma hora acontecesse. E o momento chegou. O que aconteceu esta noite é apenas uma gota do que virá pela frente contra nossa família. Para isso precisamos estar preparados.

    Prossigo andando ao redor da mesa. Não paro de calcular os perigos e as consequências para todas as minhas ações. Já havia muitas vezes pensando em como agir quando isso acontecesse. Mas quando realmente acontece é muito difícil manter a cabeça fria. Pelo menos estou decidida que desta casa não sairei. Não abandonarei meu castelo. Esta é minha terra e não fugirei de novo. Custe o que custar. Volto a falar, dessa vez deixando claro o quão decidida estou com minhas próprias palavras.

    - Plínio! Nunca ouse me dizer. Nunca ouse me explicar. Ou sequer me dar algum detalhe. Mas faça tudo à sua disposição para montar uma barreira ao redor desta casa. Uma que sequer sua "aliada" consiga quebrar. Tome o tempo que for necessário e as medidas que forem. Providenciarei tudo que lhe for requerido. Agora no entanto preciso fazer algumas ligações. Mas se tiver algo mais a me dizer, por favor, diga-me.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 16/3/2017, 01:20

    O necromante a sua frente permaneceu em silêncio, demonstrando o enorme e incontestável respeito que sentia por ti. Por tanto esse fazia uma reverencia direcionada à você, demonstrando que havia compreendido perfeitamente o que deveria ser feito e como. Após retomar a postura ereta, ele começava o final daquele diálogo com uma informação que não era por ti esperada.

    -Será feito, Minha Senhora. Todavia eu rogo a ti um pouco de esmero para compreender o que tenho à dizer. Cedo ou tarde, Eloisa irá trair a família. Ela chegou até mim procurando ajuda para os problemas com o sudário que estava ferindo profundamente o Patriarca, eu não pude ajudá-la por motivos de fidelidade. Todavia eu a indaguei sobre os problemas e ela afirmou que espíritos poderosos estavam deixando-o louco e que em um desses surtos ele abraçou uma criança... Isso fere diretamente a nossa filosofia e nossos costumes, dos Seguidores dos Ossos, eu digo. Somando essa ação com a rivalidade advinda de tempos ancestrais... Essa traição irá ocorrer e seria sábio a Senhora considerar...

    Ele então mantinha a atenção em você por momentos breves apenas para ouvir a sua resposta para já dar inicio a realização do seu pedido.


    Última edição por Danto em 26/7/2017, 09:57, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 16/3/2017, 11:09

    Uma pequena pincelada de surpresa é desenhada em minha face. Acompanhada de uma cara de nojo quando se dito o que Benito fizer. Temendo um pouco o poderoso poder que agora correrá no sangue dessa nova prole. Só que gradativamente ia me sentindo mais aliviada. Pois nem tudo se mostrava estar indo como meu terrível senhor planejava. Assim olho com empatia para Plínio antes de lhe responder.

    - Obrigado por falar a verdade, como também manter sua fidelidade.

    Me encosto de leve na mesa de mármore me sentindo um pouco mais relaxada. Sorri de leve para minha prole. Mostrando o respeito que possuo pela lealdade do mesmo. Era bom o sentimento de saber que existe pessoas honestas e prestativas ao seu lado. A notícia da potencial traidora também me agradava. Mas isso seria algo para ser levado em consideração mais para frente. Agora eu ainda preciso me defender de qualquer mal imediato.

    - Entendo bem os motivos de Eloisa querer se afastar do Patriarca. Uma atrocidade abraçar uma criança... Deixe claro para ela que aqui ela terá a mesma liberdade e respeito que vós possui. Entretanto, por mais que essa notícia é positiva, ainda estamos em uma situação perigosa. Pois mesmo que ela não possua nada contra nós, ela agiu sob ordens de Benito. O que significa que ele almeja guerra. Por isso preciso enfatizar minha vontade que vós faça as proteções necessárias nesta casa. Junto de ficar ao aguardo de braços abertos para quando a prole de meu querido irmão abandonar nossos inimigos.

    Dou um passo para a direção da porta, me desencostando da mesa. Sinalizando que estava na hora de eu ir a fazer meus afazeres. precisava conversar com meus dois vassalos para poder preparar contra medidas. Afinal não sou uma criança para ficar escondida chorando quando tentam me assustar. Falo então as minhas últimas palavras e se não houver mais nada para Plínio complementar regressarei para a mansão em busca de meu fiel Rossellini.

    - Espero de você apenas os melhores resultados. Afinal sei o quão habilidoso vós és. Agora se me permitir devo ir ao encontro de Andrea. Preciso fazer alguns preparativos com meus vassalos para poder manter nossa terra segura também fora do sudário. Lhe desejo uma boa noite Plínio.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 16/3/2017, 17:32

    Escritório de Andrea:

    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 15 de Abril de 2016: Ato I.

    A despedida do refúgio de Plínio foi silenciosa e marcada apenas pela realização de uma longa reverência feita pelo homem que permaneceu daquela forma até que você saísse e retornasse a sua mansão. Você sabia com precisão de que nada o faria parar agora e ele iria se atarefar por algumas noites afinco, por tanto, restou a ti então encaminhar-se até o escritório de Andrea que ficava no segundo andar da sua mansão.
    O caminho até foi era simples e você sabia fazê-lo até de olhos fechados, aproximando-se seus sentidos já apontavam que o homem estava no interior do escritório e terminava uma ligação de cunho financeiro. Todavia, quando a sua presença se fazia diante a porta aberta do local, o homem finalizava a ligação e se colocava de pé, para recepcioná-la imediatamente.

    -Boa noite minha Senhora.

    Dizia o seu fiel vassalo que havia salvo a sua não-vida no começo da sua noite.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 16/3/2017, 17:49

    Entro na sala andando calmamente demonstrando um sorriso empático. Me esforço um pouco para revelar para meu querido lacaio que minha face está mais alegre que o normal. Talvez mais amável que o normal. Então vou andando e andando até próximo dele, até bem próximo dele, mas sem impor nenhuma intimidação. Apenas simpatia. Tinha que coloca-lo inspirado e esta era a carta na minha manga ideal para isso. Com calma eu então começava a falar com uma voz amável.

    - Boa noite novamente meu querido Andrea. Peço que nunca esqueça de minha gratidão por sua postura de hoje mais cedo. Vós agiu como eu desejava que você agisse e estou orgulhosa de ti. Agora preciso de sugestões tuas. Necessito realizar um evento em minha morada como desculpa para poder trazer por alguns dias membros importantes como Olympia Ulfila, Sebastian Soyer e Graziella Colleta. Preciso que você elabore um bom evento para atrair estes meus aliados e mais outros para passarem alguns dias aqui em casa. Seja um festival da uva, da dança, da primavera, pense em algo inteligente. Escreva as cartas e eu as assinarei. Se vós conseguir atrair essas pessoas para nossa morada como almejo, eu irei lhe recompensar profundamente.

    Disse minha últimas palavras olhando com tranquilidade nos olhos dele. Sem demonstrar sensualidade ou intimidação. Apenas um afeto que eu não estava acostumada a mostrar com tanta facilidade. Mas aquele jovem se mostrara tão atencioso que me fazia querer de verdade ser gentil com o mesmo. "Preciso que ele consegue cumprir essa tarefa, pois com mais membros da camarilla em minha casa, menos coragem os Giovannis terão para me atacar depois das atitudes que estou prestes a fazer." Assim terminava minhas ideias com mais um pedido.

    - Agora meu querido. Poderia ligar para Flávio Rossellini? Preciso falar com ele.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 17/3/2017, 16:00

    Andrea se manteve de pé durante toda a sua fala direcionada a ele, com um sorriso simples na face o seu jovem vassalo demonstrava uma felicidade contida. Era óbvio que ele havia adorado ouvir aqueles elogios e ele de fato havia feito por merecer, o trabalho que ele executava começava a se mostrar a cada instantes mais essencial. Até seus netos o respeitavam, de maneira singular é claro, mas eles pareciam evitar conflitos desnecessários com o mesmo.

    -Muito obrigado, Minha Senhora, irei verificar em regime de urgência com os vassalos dos nomes citados por ti para que seja possível organizar o mais rápido possível esse encontro. Adentramos recentemente a primavera e não será um desafio justificar o encontro, todavia, existe algo que a Senhora precisa saber. A Família Francesco está demonstrando interesse na sua pessoa... Mas isso pode ser resolvido após a ligação se desejar.

    Respondia Andrea com uma voz séria e firme, já levando a mão ao telefone fixo posto sobre sua mesa para a realização da chamada. Mas com a calma suficiente para aguardar uma reação referente ao comentário envolve a família Lasombra.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 17/3/2017, 16:22

    "Os La Sombras? Ora, eles são os inimigos mortais de Benito. Enquanto eu estava em Florença eles fizeram uma grande guerra entre as família e os Filhos de Poseidon saíram perdendo. Se eles estão interessados em minha pessoa, pode significar duas coisas. Ou estão planejando sua vingança e escolheram o alvo errado ou querem entrar em contato. Caso seja a segunda opção, pois não imagino eles como tolos, só pode haver uma possibilidade para o encontro. Montar uma possível aliança. Talvez então eu possa juntar o útil ao agradável. Hummm"

    Meu rosto fecha num semblante pensativo. Eu podia sentir que os riscos estavam aumentando. Afinal não era apenas os Giovannis que mexeram suas peças no tabuleiro. Outros jogadores também fizeram seus movimentos e agora é minha vez ou ficarei para trás. Assim faço com a mão direita um sinal de espera para Andrea em relação ao telefone. Essa ligação poderia esperar mais alguns minutos. Agora havia algo muito crucial a se discutir. Com uma voz pausada demonstrando cautela e precisão em cada palavra respondo ao meu vassalo.

    - Espere um pouco para ligar... Me diga antes mais sobre esses La Sombras. Algum membro em específico entrou em contato contigo? Ou foi apenas um boato nas ruas envolvendo o meu nome? Em todo o caso, se eles estão falando de mim, precisam falar presencialmente. Sugiro colocar os Francescos na lista de convidados para nosso festival da primavera. Claro que faça isso com descrição. Não quero mostrar para a Camarilla que estou me entrelaçando com as famílias locais.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 18/3/2017, 15:44

    Andrea tirava levemente a mão de cima do telefone e prontamente a respondia de maneira prestativa:

    -Eu ouvi os boatos e sinceramente não acreditava neles até os acontecimentos da semana passada, um dos seus parantes, Paulo Giovanni foi visto em companhia de uma cortesã que trabalha diretamente para um dos vassalos da Matriarca da família Francesco. Até então isso não significava muita coisa, afinal esse tipo de serviço não costuma ter muitas ligações políticas, mas com calma eu pude notar que havia alguém monitorando os encontros deles. Assim eu pedi para que Paulo pudesse falar um pouco mias do que deveria para criar uma armadilha e agora, estamos apenas a espera de uma mordida para sabermos se isso tudo é real ou não...

    O seu vassalo comentava com uma pequena confiança na voz, a realidade é que ele estava jogando provavelmente contra algum vassalo da família Francesco. E de certa forma isso soava inesperado, Andrea não possuía uma vasta experiencia com assuntos dessa natureza, mas estava esforçando-se para ser cada vez mais útil.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por King Jogador em 18/3/2017, 16:08

    "Paulo... A morte da esposa dele realmente foi dolorosa. Ele deve ter guardado um rancor por eu não tê-la abraçado. Mas já vivi com Giovannis mortais de mais. Se eu abraçasse todos os doentes eu seria a dona de um hospital. Sei que ele nunca vai entender isso e o mesmo pode me causar problemas no futuro. Felizmente não estou sozinha para tomar medidas de emergência."

    - Primeiramente eu deveria fazer desse Paulo um eunuco e dar os testículos dele para o Plínio fazer o ritual que almejar. Credo, como esse homem consegue ser um escravo da luxúria! Fico contente no entanto que você conseguiu contornar a situação. Não lhe tenho ao meu lado atoa. Mas agora...

    Digo inicialmente minhas palavras com um pequeno tom de raiva. Logo me acalmando e deixando aquela ideia boba de lado para então enaltecer a importância de Andrea. Em seguida começo a dar pequenas passadas até a janela e prossigo falando enquanto observa a bela vista noturna de minha fazenda. Permaneço em um tom muito cauteloso e pensativo.

    - Não sinto perigo de fato vindo dos Francescos. A menos que eles sejam tolos o suficiente para não estudar seus inimigos e saber que eu não sou o alvo da vingança deles. Logo pressinto que eles querem conversar. O que pode acontecer no evento que pedi para você organizar. Mas como eu mesmo disse, não podemos chamar a atenção. Afinal eu sou uma membra da Camarilla e eles são membros de um das famílias que desestabilizam a região. Assim, acredito que precisamos de uma vantagem para conseguir colocá-los aqui dentro de forma discreta. Mas meu querido Andrea já conseguiu essa vantagem.

    Me viro novamente para a mesa de meu lacaio deixando revelado o sorriso que fiz após minha última frase. Então me aproximo e termino meu monólogo colocando conclusão para o plano a ser tomado. O tom imperativo é uma característica nítida de minha voz, mas meu tom ressalta o quão calma e satisfeita estou com aquele na minha frente.

    - Contrate humanos totalmente externos à nossas operações e o posicionem na armadilha que planejou. Caso algum Francesco de sangue fraco apareça, o "recepcione" até minha morada. Claro que com vendas nos olhos e a maior descrição possível. Então permita-me conversar com o mesmo e entender até onde os Francescos querem chegar e como eu sou vista na ótica deles.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

    Mensagem por Danto em 20/3/2017, 19:20

    Andrea reagia com bastante calma diante a sua presença, você conseguia identificar claramente que o homem estava mais confiante nas próprias habilidades e capacidades. Isso era positivo de várias formas, já que seu vassalo principal havia ficado em Florença e ter alguém hábil ao seu lado era um pequeno conforto.

    -Perdoe-me pela frase que se segue minha Senhora, mas eu consigo compadecer com Paulo. Existe algo feroz de mais que cai sobre os ombros masculinos que é a ausência da potência sexual, em momentos de fraqueza, somos sempre fracos demais diante a luxuria porque assim é esperado de nós. Assim nos entregamos, porque é mais fácil fazer do que sentir e refletir... Todavia, eu devo concordar que ele errou ao fazer essa recaída de forma tão imprudente...

    Ele então concordava com a sua última colocação, balançando a cabeça positivamente e respondendo de maneira breve para finalizar aquele assunto de um jeito prestativo e objetivo.

    -Considere feito minha Senhora.

    Posteriormente ele já se colocava a discar para o número requerido anteriormente por ti. Entregando-lhe o aparelho telefônico com cuidado, realizando um sutil movimento em forma de arco no ar. Havia felicidade e orgulho em Andrea e se bem nutrido aquele homem poderia florescer em uma verdadeira fortaleza.

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato I - Um Passo de Distância

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      Data/hora atual: 11/12/2017, 11:10