WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

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    King Narrador

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    Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 13/3/2017, 11:44




    Barcos vikings ancoravam em uma praia gélida. Claramente estava no auge do inverno assolador. O oceano era quase que uma total extensão do branco que devorava os céus. Felizmente a força dos remadores daquelas gales era forte e habilidosa o suficiente para que a atravessia fosse possível e todos estivessem na praia. Uma fria e assolante praia no meio de um total e obscuro desconhecido. A noite ártica deixava claro que a escuridão branca duraria mais alguns meses e todos ali pareciam mulheres e homens muito poderosos e todos claramente do clã Gangrel. Só que havia dois entre eles que se destacavam.

    Desta vez sua visão era em terceira pessoa. Podendo ver aquela que sua mente deixava claro ser Boudica. Cabelos vermelhos de guerreira, uma pele vívida e um fogo de pura determinação em seus olhos. Junto de um ar de profunda sabedoria e contemplação, ela parecia menos feroz que antes, mas isso não diminuía a presença de sua aura. Ao seu lado estava uma figura assustadoramente exótica. Era quase um gigante. Com talvez dois metros e vinte de altura. A pele era tão branca que junto do gelo encrustado em seu coro lhe dava uma aparência azulada. Mas sua exoticidade estava muito além disso. Aquele homem, ao qual inconscientemente em tua mente vinha o nome de Siegfrid, estava totalmente absorvido pela maldição dos filhos de Enóia. Chifres chamativos, garras enormes, cada parte de seu corpo era o conto de uma batalha diferente. Sua presença impunha poder e respeito. Ali estava um ser mitológico de lendas antigas que aparentava ter a força de mil homens, se não mais.

    Boudica:

    Siegfried:


    - Chegamos minha amada.... Estamos no limite do mundo. Nem Freya ou Odin possuem poder aqui. Além desse gelo nada mais existe.

    - Estás errado querido Sigy. Vejo vida neste grande mundo novo. Uma grande e poderosa vida. Como a que existia em minha terra natal. E é meu dever protegê-la do que aconteceu no antigo mundo.

    - Mas esta não é sua guerra. Sua guerra está na Britânia. Aqui não é seu lugar.

    - Você realmente não entende. Este mundo todo está interligado. Posso estar impotente para lidar com as trevas diretamente em minha terra natal. Mas posso lutar contra ela daqui. Posso conseguir manter o equilíbrio.

    - Pensa errado em dizer que está impotente. Venha comigo de volta. Faremos um ataque surpresa em Londres. Depois corremos para as florestas e juntamos homens para nossa causa e destruiremos todas as cidades uma por uma. Não importa quantas derrotas tivermos. Vamos terminar ganhando. Afinal aquela é nossa terra. E não esta.

    - Esta é nossa terra tanto quando aquela. Pois todas as terras são filhas de Gaya e a luta é contra a própria natureza. Além que esta foi a minha visão, esta é minha sina. Preciso alcançar minha própria luz se um dia eu querer ser capaz de derrotar as trevas. Mas não veja que eu estou abandonando a causa. Um dia voltarei, voltarei quando sentir que a hora está correta. E até lá eu lhe imploro meu amado. Não entre num ataque suicida. Deixe o tempo ser nosso aliado. Proteja sua casa e espere a mudança do tempo. Ela virá.

    - Entendo o que dizes e respeitarei sua decisão minha amada Rainha. Mas meu coração não será o mesmo sem sua presença para nos comandar.

    Boudica tira o elmo de seu rosto entregando nas mãos de Siegfried revelando seu belo rosto sardento.

    - Fique com isto como uma lembrança de mim e saiba que jamais esquecerei de você. E caso vós queira me encontrar o caminho será longo, mas não difícil. Adentre o coração desse misterioso continente até achar o maior rio que já viu em sua vida. Então o desça até chegar em seu estuário no meio do pântano e vá até a parte mais escura do mesmo. Espere a luz do sol estar quase para nascer e feche os olhos. Então eu lhe guiarei até mim.


    O sonho termina com a imagem desmaecendo enquanto os dois se beijam em despedida. Contudo o mais chamativo da visão foram as últimas palavras de Boudica. Pois elas não foram ditas olhando para o poderoso Gangrel e sim olhando para você, diretamente aos teus olhos. Esta era a mensagem final.




    2 de Setembro, 2005, 18:00

    Acordar havia sido agradável. O sono não fora pesado e não havia suor escorrendo em seu corpo. Fora uma maravilhosa noite. Uma noite que recuperara todas as suas energias lhe deixando preparada para este importante dia que vinha. Era triste não poder ver a Rosemary dormindo ao seu lado. Afinal humanos não conseguem dormir mais de doze horas no meio do dia. Mas ela deixara uma lembrança. Três maços de lavanda num impecável tom roxo impregnando o quarto com o cheiro dela.

    Sua cabeça agora estava em um turbilhão de coisas. O poderoso sonho que tivera mais uma vez. Como também o fato desta ser a noite do encontro das Harpias para reconstruir a Camarilla local. Como  o fato de haver uma filha sua que ainda precisa de muito carinho e atenção. O que foi bastante belo ao ver que a mesma estava dormindo no seu quarto naquela cama extra que Gideon colocou na noite anterior. Provavelmente antes dos últimos raios de sol brilharem ela correu para poder dormir ali perto da mãe dela.

    Outras preocupações existiam. Como o encontro com os Malkavianos que deveria ser o primeiro evento do dia. Mas outra coisa chamava sua atenção. Pois em sua mesinha de cabeceira estava uma carta selada. Escrita por Jace Whitfield.


    Última edição por King Narrador em 15/3/2017, 19:58, editado 2 vez(es)
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 13/3/2017, 13:29

    Abrindo meus olhos com uma natural letargia, esticava minhas mão em busca de Mary e ao não encontrá-la enfio minha cabeça contra o travesseiro em uma reação breve de frustração, seguida de um sorriso solitário e refletindo sobre o sonho, eu pegava os ramos e os levava até meu nariz, cheirando-os com intensidade.

    "Adentre o coração desse misterioso continente até achar o maior rio que já viu em sua vida. Então o desça até chegar em seu estuário no meio do pântano e vá até a parte mais escura do mesmo. Espere a luz do sol estar quase para nascer e feche os olhos. Então eu lhe guiarei até mim... Disse ela para mim, eu já vi muitos rios realmente muito grandes, mas nenhum tão grande quanto o Mississípi. Isso quer dizer que ela está aqui? A minha espera? O que eu posso oferecer a ela? Por tantos anos eu acreditei que essa luta era apenas minha, de mais ninguém. E hoje vejo que não estou sozinha, isso me faz esperançosa e temerosa... O quão poderosos são meus aliados? A quantos milentos eles lutam? O quão terríveis são meus inimigos? Eu tenho que me provar digna deles. Me espere por favor, irei encontrá-la! "

    Enfim eu me sento na cama e me espreguiçando para em seguida checar o horário, esticando minha mão para alcançar a carta deixada por Jace. Enquanto eu a abria levava meus olhos na direção de Rachel e sorria feliz.

    "Minha filha... precisamos tanto de tempo, irei compensá-la por ser tão relapsa, prometo."

    Eu então começaria a ler a carta de Jace enquanto andava pelo quarto em direção ao meu armário, afinal eu precisava escolher uma roupa prática e bonita para chegar até a mansão Malkaviana. Torcendo o nariz para a ideia de ter que sair mais uma vez naquele caos violento que assolava aquela cidade que jamais seria tão bela quanto antes.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 13/3/2017, 15:29

    Aquele aroma de lavanda começara animando muito bem a sua noite. Sua atenção logo mudava de foco. Rachel parecia estar sonhando algo bom e divertido. Pois ela estava com um pequeno sorriso no rosto. Era belo ver como a respiração se mantinha no corpo dela da mesma forma que em ti. A forma encolhida dela dormir era muito cativante também. Então enquanto observava sua filha você ia até o closet escolher sua roupa para aquele novo dia. Um encontro com os Malkavianos seguido de uma reunião com Harpias. Poderia ser uma noite para mais de um vestido e deveria ser escolhido com sabedoria. Entretanto o conteúdo da carta lhe tirou a atenção por total.

    Carta de Jace Whitfield:
    Eleanor. Estou lhe escrevendo esta carta primeiramente por não acreditar poder encontrá-la tão cedo. Afinal o trabalho a mim imposto está se mostrando trabalhoso demais. Felizmente acredito que conseguirei manter a Máscara intacta. O segundo e mais importante motivo de eu estar escrevendo esta carta se refere á minha alma. Mas mais que ela, se refere ao caminho que decidi trilhar dentro da vida que meu senhor deu para mim. Sigo o caminho dos justos, onde a honra em seus juramentos devem ser levadas mais a sério que sua própria vida. Entretanto existe paradoxos dentro desta pura e bela ideologia. Meu senhor outrora me alertou sobre esse perigo, que ocorre quando você faz juramento para pessoas opostas e manter uma de suas juras quebra a outra.

    Basicamente com esse infortuno é praticamente impossível seguir a trilha do Acordo Honrado. Mas  Blanche deu para mim a resposta. "Siga seu coração, não ataque nenhum dos envolvidos em seus juramentos, mas deixe claro para aquele que merece perante a justiça suprema sobre o infortuno que esta a passar." Assim sendo irei ficar isento de dar detalhes sobre o que me perturba. Em contra partida, retiro todo meu apoio para que minha protegida, Simone Girane, seja a nova Rainha. Espero que vós compreenda o que digo e peço que possa algum dia me perdoar por falar muito e dizer pouco. Mas sei que a verdade virá a tona. Os Malkavianos talvez possam lhe ajudar. Apenas peço que no final não tire a vida de minha protegida. Mas entenderei caso vós assim faça.

    Vós realmente é uma pessoa do bem, uma Toreadora como poucas são. Vós teria gostado Lisette de Marsielle se a mesma não estivesse em torpor agora. Então termino esta carta sob meu próprio paradoxo agradecendo a senhora pelo que prometera a mim.

    Jace Whitfield

    Era difícil ler o final da carta. Muitas lágrimas manchavam o texto lhe fazendo um pequeno esforço para compreender tudo ali escrito.
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    Danto Jogador

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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 14/3/2017, 14:50

    "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las. E você as merece Jace Whitfield, todas elas. É chegada a hora de tomar essa situação pelas rédeas, afinal como diria minha Senhora Parr, não se nutre uma cobra se não tiveres o interesse de devorá-la..."

    Refletia após realizar a leitura e passava meus olhos pelo meu closet. Não havia dentro de mim nenhuma fúria ou qualquer tipo de descontrole, eu havia sido alvo de uma tortuosa e muito bem executada ação de uma gananciosa mulher. Isso era compreensível e fora um erro meu não notar imediatamente, por isso direcionava silenciosamente um sentimento de gratidão à Gideon que como sempre, dava passos muito a frente das situações. Cruzando meus braços eu me permitia a uma segunda reflexão.

    "Veja só, eu estava com a guarda baixa. Nova Orleans era pra mim apenas um local de passeio, essa não é minha casa e não é a minha terra, porque lutar por ela?! Porque erguer minhas defesas?! Mas aprendi que todas as terras são filhas de Gaya e a luta é contra a própria natureza... Eu não tenho força física, mas eu irei ao campo de batalha com toda a minha força de vontade e que os falsos líderes se escondam, pois se eles ousarem piar irei partir seus bicos... Sem exceções. Basta de diversões e distrações, eu farei por merecer."

    Eu então seleciono as duas roupas, a primeira e mais prática para a vista a mansão Malkaviana e a segunda para ser usada durante a reunião das Harpias que decidiria o destino da Torre de Marfim daquela terra. Já me vestindo com a primeira troca de roupas e com o vestido em mãos eu caminhava até os pés da cama de minha filha, olhando-a por mais alguns instantes e sorrindo para ela em uma despedida silenciosa. Para enfim voltar a minha cama, pegar um ramo deixado por Mary e colocar no bolso esquerdo do meu terno, notando a presença da aliança em meu dedo, girando-o ali de maneira curiosa e abrindo mais o meu sorriso. Decidia por deixá-lo onde estava e finalmente saía do meu quarto preparada para ir até o encontro de Ivy, já assumindo as características da minha querida personagem: Pixie, a sarcástica e debochada prole de Lady Parr. Seria necessário então encontrar Gideon e pegar as lentes verdes com ele, além de é claro, questioná-lo sobre como eu faria para chegar o mais rápido possível até meu novo destino.
    Roupa Escolhida para o encontro com os Malkavianos:

    Roupa Escolhida para a Reunião com as Harpias:
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 14/3/2017, 15:49

    As roupas foram prontamente escolhidas. Com as vestes ideais para ir para a mansão Makvaiana ,você se despede de sua querida prole. Era possível, quando se aproximara dela ouvir ela falando baixinho em seu sonho "mamãe". Sem muitas delongas depois dessa visão bela de sua nova prole você, contempla seu anel de topázio para então decidir sair de seu quarto. A casa parecia bastante vazia agora. O corredor não tinha ninguém. Significando que todos estavam ocupados com seus próprios afazeres. Todavia andando até chegar à entrada da casa um som estranho pôde ser ouvido do lado de fora. Era algo não esperado pelos seus ouvidos. Assim antes sequer de tentar calcular o que era vós abre a porta de sua própria casa revelando a rua a sua frente. A água já havia quase que desaparecido por completo deixando o chão apenas um pouco úmido. Gideon estava ali com uma pequena expressão de surpresa. Afinal não era todo dia que uma carruagem de dois cavalos negros esperavam alguém logo na porta de sua casa.

    Carruagem:


    O charreteiro estava vestido de preto e tão bem requintado quanto teus cavalos. O interior do veículo possuía inúmeros pufes por entre janelas de vidro. Provendo grande conforto para aqueles que ali fizesse uma viajem. Era algo absolutamente magnífico e muito sofisticado, belo de se observar sem dúvida alguma. Talvez até chamasse a atenção se não fosse algo relativamente comum de se ver pelo interior do estado da Luisiana. A água na rua estava baixa demais agora para se mostrar um fardo. O céu já aberto revelando o fim do crepúsculo também mostrava que a tempestade passara e esse seria o primeiro dia para este belo lugar se reerguer. Assim Gideon, segurando uma bolsa vazia, veio até você. Prontamente lhe dando suas lentes de contato verde.

    - Coloque seus trajes para seu segundo evento da noite aqui por favor. Este adorável homem me disse estar esperando a Senhorita para levá-la para a mansão da Senhora Carter. Acredito que só iremos então nos encontrar no pequeno conclave em House of Blues depois das nove da noite. Existe uma lista de afazeres que espera que eu faça, Minha Senhorita? Hoje agirei com dez vezes mais eficiência que vós estás acostumada. E se tiver qualquer pergunta, estou aqui exatamente para isso!


    Última edição por King Narrador em 14/3/2017, 21:42, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 14/3/2017, 16:08

    Notando o vazio dos corredores eu me permitia fazer até uma breve corrida e alguns pequenos saltos, me divertindo com o eco que aquele enorme casarão poderia proporcionar a meus caprichos. A solidão era uma faca de dois gumes e eu era acostumada a isso, mas se facas podem ser usadas para entreter, porque a solidão não?!
    Assim eu seguia até a saída da casa e notava de imediato a figura de Gideon, abrindo um enorme sorriso que exibia meus dentes no processo, eu já o notificava que estava a usar a mascara da Pixie. Sempre carismática e de um humor ácido ao ponto de causar desconforto aos mais tradicionalistas, eu notava com empolgação a carruagem e dizia.

    -Pelo jeito não iremos precisar tirar nossos cavalos da chuva não é mesmo Gideon! Venha cá, boa noite meu querido!

    Eu me aproximo dele com os braços abertos, mas não chego a abraçar o homem, apenas toco em seus ombros e comento em uma voz mais baixa e nasal, afinal a Pixie tinha sotaque londrino e isso ficava sempre claríssimo.

    -Primeiro quero que cuide bem do meu vestido, assim como também agradeceria se você tomasse conta dos comes e bebes servidos na House of Blues, daquele jeitinho especial sabe? Ah, lembre-se da Senhorita Cabelo de Bruxa, ela tem que ingerir um vinho especial pela terceira vez essa noite, posso contar contigo pra isso?! Também seria louvável se as imagens do meu encontro com o Justicar fossem mantidas próximas e acessíveis, é claro, apenas aquelas necessárias para provar minha legitimidade sobre o caso. E por favor, me envie um breve formulário que ilustre o tempo exato da chegada da Cabelo de Bruxa na minha casa pela primeira vez, durante a tempestade. Quero todas as informações sobre a movimentação dela, principalmente durante os meus períodos de inconsciência imposta... Por fim, seria louvável se eu pudesse ter acesso a alguma forma de proteção oferecida pelos vassalos que servem a Torre de Marfim, afinal, estou a agir agora em nome de dois Justicares. Veja só como sou importantíssima! Por hora é só, agora me vou ao encontro da calmaria...

    Eu me virava e andava na direção da carruagem, exatos três passos eram dados e eu me virava esticando a mão esquerda, aguardando as lentes de contato serem depositadas ali. E quando eu as recebia, corria até a carruagem e adentrava a mesma sem nenhum pingo de educação.

    -Ahoy! Vamos! Vamos! O tempo urge!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 14/3/2017, 16:31

    - Farei precisamente tudo que dizes. Lhe darei um relatório completo e agirei da melhor forma possível. Estou mantendo a Dinah e a Mary em segurança. Não se preocupe com nada e boa viagem, Minha Senhorita. Ou deveria dizer Minha Senhora?

    Gideon gostava de brincar junto de suas mudanças de personalidades e falava menos polido e mais alegre também. Fazendo o último comentário dele ao olhar para seu anel. Dando uma curta risada descontraída depois. Era impossível descrever a alegria nos olhos dele. Entretanto o tempo era curto e vós já se via dentro da carruagem. O charreteiro na frente apenas depois de fazer um gesto para vós com seu chapéu gritou para os cavalos. "Eu sou o Senhor dos Cavalos, cavalos vão!" E assim a carruagem entrou em alta velocidade desaparecendo pela esquina. Rumo a mansão Malkaviana.

    Mansão Malkav:


    No caminho você percebera a mudança de percurso e não se surpreendeu ao ver que o palacete sulista a sua frente, com detalhes em mármore e em tijolo vermelho, relativamente longe do centro urbano, não era a casa de Ivy. Na verdade era a casa do primogênito, um dos lugares que Ivy passava grande parte de seu tempo, logo ela não mentira em dizer que lhe esperaria na casa dela. Todavia aquele lugar era novo para você. Assim com o fim do percurso os cavalos pararam e o charreteiro disse: "Obrigação do Senhor dos Cavalos terminada, pode bater na porta, bata cinco vezes." Assim já no chão vós via seu caminho de vinte metro até a entrada daquele desconhecido que lhe esperava.


    Última edição por King Narrador em 14/3/2017, 18:58, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 14/3/2017, 17:33

    Infelizmente eu não tive tempo de responder ao Gideon, mas eu já adentrava a carruagem rindo dos comentários por ele feitos, era sempre curioso e interessante como ele conseguia fazer essa complicada dança no meu ritmo, que era particularmente caótico. Eu então me esparramava dentro da carruagem e caia em uma gostosa gargalhada quando ouvia o homem controlar seus cavalos. Me divertindo durante todo o caminho, aproveitando também para saber exatamente onde estava indo, eu mantinha meus olhos na janela e assim que a charmosa carruagem parava, descia de maneira ágil e olhava para a mansão.

    -Cinco vezes? Certo, obrigada Senhor dos Cavalos!

    Respondia para o homem e logo me colocava a atravessar os vinte metros que me separavam da entrada da mansão, no caminho eu enviava uma mensagem para Gideon:

    Querido, coloque também nas anotações sobre a Cabelo de Bruxa os horários referentes a filhota, tenho suspeitas e talvez cruzar essas informações possa me dar certezas. Até breve, sua talvez Senhora.

    Enfim, colocava-me em frente a porta e batia cinco vezes seguidas, de forma bastante rítmica e com a mesma intensidade, cinco batidas idênticas.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 14/3/2017, 18:03

    O Senhor dos Cavalos relinchou e foi embora com seus dois amigos lhe deixando sozinha naquela entrada da misteriosa casa Malkaviana. Muitos tinham medo de entrar ali. Vós mesmo nunca pisara lá dentro. Só que sua pessoa não sentia medo, pelo contrário. Sentia curiosidade em saber o que lhe esperava lá dentro. Suas passadas foram rápidas na medida que a mensagem era enviada para Gideon. Quando finalmente enviara o torpedo cibernético, a porta estava já na sua frente. Não era uma tradicional porta de magno escura e cheia de pompa. Era uma madeira desconhecida com uma pintura espiralada de vermelho, preto e branco. A qual em seguida recebeu suas cinco batidas. O silêncio não ocorreu depois pois o eco de seus toques ressoaram dentro da casa e passadas rápidas vieram para lhe receber, abrindo a grande porta exótica.

    Jovem:

    Uma moça de cabelos loiros quase brancos lhe recebia. O tom pálido dela deixava claro que a mesma era uma cainita. Mas sua total falta de lembrança da jovem deixava claro que a mesma nunca fora apresentada na corte local. Só que sua perspicaz visão lhe dizia mais. Ela não estava pálida demais. Era um abraço relativamente recente. A idade dela aparentava ser algo entre dezoito e vinte anos. Só que seus olhos pareciam ser bem mais sábio que o de uma adolescente. Mesmo o sorriso bobo dela tentando enganar.

    - Pixie! Pixie! Pixie! A fadinha que pisca! Ivy sempre me falou da filha da Parr. Adorei o que vi, pena que te achei um pouco nariguda. Bom, eu sou Judith Morris!

    O sotaque escocês dela era absolutamente pesado. Um sotaque regional. Talvez se esforçando poderia até determinar de onde exatamente vem esse dialeto. Mas antes de analisar mais a misteriosa jovem, ela escancara a porta revelando a sala de estar do outro lado. Uma enorme sala presa ne penumbra que escondia vários detalhes nas paredes. Só que o que importava era a presença de Ivy Carter atrás de um sofá lá no fundo da comprida sala de entrada. A Harpia estava sorridente e com um vestido laranja da cabeça aos pés. Assim ela gritou animada lá de dentro.

    Vestido:

    - Vamos! Entre, entre. Apenas limpe bem seus pés e sente com a gente!


    Última edição por King Narrador em 14/3/2017, 21:34, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 14/3/2017, 18:16

    "Vaca! Só não lhe acerto uma porque adorei seu sotaque..."

    Era a primeira coisa que vinha em minha mente quando meu nariz era injustamente ofendido daquela maneira pela jovem a minha frente, reagindo com espanto eu não reagia de maneira agressiva, na realidade eu ria da forma com que aquela inexperiente cainita se comportava e principalmente da forma a qual ela se referia a mim.

    -Lady Parr. Os títulos são importantes pros realmente antigos... E não seja boba garota, não tem espelho em casa? Esse teu nariz ai é tudo menos discreto!

    Rebatendo a garota com a minha acidez típica eu batia meus pés, limpando-os para em seguida caminhar de maneira ligeiramente rápida até o interior daquela sala e na direção de Ivy.

    -Você está lindíssima Ivy!Eu não vim toda pomposa, você deveria ter me explicado melhor as coisas viu!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 14/3/2017, 18:46

    - Então somos as irmãs narigudas! Desculpa se te ofendi, mas adorei você! É linda e parece ser muito boa com suas palavras!

    Disse a jovem quase se perdendo numa gargalhada na medida que ela se aproximava com você na direção do centro da sala. A menina saltitava como algo absurdamente estranho e desconexo para uma pessoa da idade dela. Ivy apenas ria com um tom envergonhado ao ver a atitude da garota. Mas abriu os braços quando você se aproximava de sua pessoa e de leve apontava para uma taça na mesa. O lugar que ela mostrava estava um cálice enorme bem gelado com um líquido espumante de cor vermelha e cobertura branca por cima.

    - Desculpa não avisar de como iria me vestir. Estou lhe devendo uma agora. Bom... É uma pena que vós vomitará depois. Mas sempre soube o quanto você adora um suco de morango com amoras e chantili junto de muuuito açúcar. Por favor, sente aqui do meu lado neste sofá e deixe eu lhe explicar exatamente porque uma Malkaviana merece ser a Rainha da cidade artística de Nova Orleans. Por mais que eu saiba que vós gosta muito dos Toreadores locais e eles foram bons senhores daqui por muito tempo. Tenho uma boa explicação para eu ser a nova déspota local.

    - Sim! Bons motivos!


    Gritou a menina mais jovem enquanto Ivy sentava no sofá. Judith ficava de pé debruçada nas costas da Harpia. Com um sorriso que não parecia de forma alguma forçado. Logo a Harpia lhe mostrou um lugar para sentar entre os sofás e do lado da bela jarra de suco. Agora você pôde ver melhor a excentricidade da sala ao qual estavam. Nada muito espetacular, mas totalmente desconexo de um abrigo digno de um ancião como Gary Moore.

    Sala de Estar:
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 00:35

    Inicialmente eu ignorava totalmente a pequena garota mal criada, sentando-me ao lado de Ivy eu pegava a taça com um enorme sorriso na face e a trazia para perto da minha face, cheirando-a com intensidade e então olhava diretamente para Judith e fazia uma careta debochada mostrando a língua pra ela. Claramente demonstrando que eu havia levado tudo na brincadeira e me divertia com isso, em seguida eu tomava um breve gole da bebida e respondia a Harpia.

    -Bons motivos? Vamos lá estou curiosa, eu realmente gosto muito dos Toreadores afinal minha veia artística é incontestável! Nem tanto talvez, enfim, só peço que tome cuidado com o termo despota isso pode significar algo ruim se mal utilizado não concorda? Apesar de saber que você nunca seria uma Tirana é claro...

    Enquanto eu falava, me atentava aos detalhes e principalmente as cores do ambiente, achando fascinante a presença da minha cor favorito ali: o roxo. Era obvio que eu havia simplesmente adorado a decoração e o contraste que a imagem laranja de Ivy causava.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 01:18

    - Tens razão. Déspota pode ser interpretado de formas erradas. Mas permita-me me explicar porque sou a candidata perfeita.

    Ivy logo percebeu a palavra errada. Podia notar que havia muitas palavras guardadas na mente dela para serem ditas e um pequeno deslize foi feito. Uma gafe por assim dizer. Era possível ver que a mesma não gostara de dizer bobagem. Em contra partida o gosto daquele deliciosos suco estava perfeito. Tão doce que lhe fazia quase desmaiar de tanto prazer. Divamente delicioso. Assim, enquanto o longo monólogo começava, monólogo esse que fez a Harpia se levantar para fazer seu inspirador discurso, você saboreava cada gota daquele belo necta de frutas doces. O discurso era quase que um poema com muita gesticulação e paixão nas palavras.

    - Esta cidade é uma joia. Seu centro francês demonstra um ponto artístico sofisticado distinto de todo o resto do continente. Único junto da alegre cultura latina e da animada cultura crioula em uma profunda mistura de festivais. Sejam festas de máscaras, festivais dos mortos ou o maravilhoso carnaval. Nova Orleans é a capital cultural da América do Norte. Logo é fácil pensar que a linhagem ideal para orquestrar esta cidade deva ser um membro do Clã das Rosas. Ou talvez um Patrício, por poder conseguir fazer um oásis no meio do deserto funcionar perfeitamente sob as ordens da Torre de Marfim. Mas veja bem. Esta terra é muito mais que os salões de festa no centro antigo, que as belas casas e suas lindas histórias. Muito mais que as festas e suas incríveis fantasias. Nós temos os sinistros cemitérios e todos os cainitas que escolhem aquelas catacumbas para viver. Vivemos do lado do Sabá em um dos poucos lugares onde nos tratamos como aliados diretos em prol de manter esta terra protegida. Temos as sombras dos pântanos, onde esconde os maiores mistérios desta terra. Serpentes da Luz, Ahrimanes e fora outros inúmeros mestres do ocultismo. Até Giovannis de varias castas diferentes. Sem falar nos exóticos Samedis. Esta cidade é um polo mágico. Misturando com a arte e a beleza está o terror e o escuro. Nova Orleans é a união de todos os elementos. Dês da mais alta e sofisticada classe até os mais podres e humildes. Dês das mais belas obras artísticas e acadêmicas até as mais sórdidas magias. Mas a cidade não está dividida. Tudo está misturado. Unido e entrelaçado em uma grande e profunda loucura. Esta terra é insana. Um polo de misturas que um clã tradicional em suas próprias artes jamais conseguiria ver com tanta clareza toda sua diversidade. Todo o potencial que esta cidade realmente têm para expor. Por isso que eu digo que nós do Clã da Lua somos os melhores candidatos para governamos esta cidade insanamente bela.

    O discurso terminou com a pequena jovem batendo palmas de forma totalmente empolgada com as palavras. Ela realmente se mostrava comovida com as palavras. Assim decidiu se sentar em um dos sofás para então finalmente ser sua vez de falar.

    - Fora tudo isso lindamente dito pela querida Ivy temos que avaliar as outras opções. A Harpia Gangrel tem sangue fraco e seu clã está sendo caçado. A Tremere sequer se incomoda com esta cidade. A Karol Summer é de sangue potente, só que também só se incomoda com seu cemitério. Ellen Manfro Cascorni é a escolhida, afinal é descendente de Mithras. Mas seu sangue está abaixo do seu ou da de Karol. Como também está abaixo do da Simone Girani. O que faz a escolha para o principado ser complexa. Pois precisamos de um sangue forte aqui para manter o equilíbrio e apenas o fato de Ivy ser parente da Juju, minha Justicar favorita, não é o suficiente. Só que... Ivy minha querida, é hora da verdade... Mostra para ela...

    A Harpia solta um profundo alívio quando estas palavras são ditas. Assim os olhos dela brilham e você sente um calafrio no ar. Como se uma forte barreira de auspícios estivesse se quebrando e de dentro dela vós podia sentir a potência de Ivy Carter. Ela tinha o sangue tão potente como o teu. Era nítido sentir isso. Mas a mesma não demonstrava intimidação, apenas serenidade no olhar.

    - Finalmente... Odeio guardar segredos! Que todas as verdades sejam postas a mesa finalmente!


    Última edição por King Narrador em 16/3/2017, 14:32, editado 2 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 01:33

    [Off: Percepção + Empatia, teste de percepção de Aura]
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Dados em 15/3/2017, 01:33

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 1, 6, 7, 2, 2, 7, 2
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 01:42

    "Um excelente discurso ao qual eu sou obrigada a concordar"

    Era o que passava na minha mente enquanto eu saboreava com felicidade aquele maravilhoso suco doce, o açúcar me fazia muito bem, era quase um néctar sagrado para minha cultura e eu não exitava em me divertir enquanto o tomava. Ao término do discurso eu concordava em silêncio com um sinal positivo com a cabeça e logo levava os olhos a pequena criança, interessadíssima no que ela falava eu retesava meu corpo inteiro quando Ivy revelava sua verdadeira força. O sorriso sumia da minha face e eu cuidadosamente depositava sobre a mesa o suco, para de uma maneira extremamente séria e direta pergunta.

    -Como?!

    E antes que elas pudessem responder eu instantaneamente investigava suas auras sem nenhum pudor, estava em minha autoridade e meu posto era incontestavelmente maior. Independente de quem fosse e onde fosse, era meu dever investigar e punir transgressões. Percebendo as variantes típicas de um Malkaviano naquela aura marcada pela felicidade e o idealismo, mas totalmente ausente das manchas do pecado máximo. Em seguida eu investigava a aura da jovem Judith, notando a presença de Inocência, idealismo e calma... Mas as manchas negras me assustavam, eram marcadas do pecado mais sórdido que um cainita poderia realizar.

    De imediato eu me levantava, e indagava com severidade.

    -Me expliquem imediatamente isso! Como querem assumir o principado com tamanhas manjas sórdidas? Você não teria como ser tão poderosa assim a não ser que teu Senhor tenha pecado e essa jovem é profundamente marcada pelo amaranto. Como vocês ousam se sujar dessa forma?! Porque?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 02:02

    Ivy Carter
    Judith Morris

    - Por favor, entenda minha querida amiga. Amaranto não é a palavra correta para este evento peculiar. Este termo sórdido é um ato quando um cainita suga a alma de seu dono e a destrói para toda a eternidade. Só que claramente essa alma não necessariamente é destruída. Se a vitima do amaranto tiver uma presença muito forte e aquele que realizar o ato tiver um espírito fraco a situação muda. A alma não é destruída e sim fundida no corpo do que realizou o Amaranto. Para Elblaf de Aberdeen esta era sua resposta para poder viver em sua imortalidade evitando os males do torpor. Assim, quando sentiu que seu sono estava chegando fez Gary Moore, sua prole recém criada o diablerizar.

    - Mas não esqueça de ressaltar. Gary aceitou o acordo. Não foi obrigado a tal. E ele nunca foi destruído, as duas almas se juntaram e as duas conciências ainda existem.

    - Sim sim... Bom depois disso Gary foi expulso de Aberdeen.

    - Porque os idiotas lá eram muito burros. Eu apenas queria propor mudanças na corte local. Fazer com que houvesse dois conselhos primogênitos, um de Ancião e outro de Neófitos. Mas logo me taxaram de Barão Anarquista e a coisa ficou feia. Ironicamente essa minha ideia ancestral está começando a entrar em prática atualmente.

    - Sim, eu ia explicar isso. Mas bom, o tempo passou e Gary fez sua linhagem nesta bela terra e o tempo continuou passando. Só que ele persentiu recentemente que a tempestade estava chegando e sentia o sono prestes a tomar ele de novo. Logo ele escolheu a querida Judith Morris e a ofereceu poder eterno em troca de dividir a consciência dela.

    - Algo que eu aceitei de bom grado. Bom, em outras palavras. Eu sou Judith Morris, Gary Moore e Elblaf de Aberdeen. Todos na mesma pessoa. Sou irmão da minha querida Juju. Por mais que se ela descobrir a loucura que eu fiz ela me mataria na hora. Todavia confio em você e em minha querida prole aqui. Logo se você aceitar deixar ela ser a Rainha desta terra eu prometo que irei embora deste continente para nunca mais voltar.


    Última edição por King Narrador em 16/3/2017, 14:32, editado 6 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 02:19

    -Vocês me devem um jantar, porque agora, vocês oficialmente fuderam totalmente a situação! Me escutem! Inferno...

    Eu estava claramente irritada com aquela história, mas me esforçava para respirar fundo e expirar. Algumas vezes e contando baixinho até dez eu fechava os olhos e quando eu o abria, eu buscava diretamente a imagem da pequena criança que era na realidade um verdadeiro titã do vitae Malkaviano. Um ancião poderoso e perigoso para todos, sem exceção. Não havia um pingo de medo dentro de mim, eu dava um passo na direção dela e falava em um bom tom de voz.

    -Eu concordo com a tua visão para a Camarilla, os jovens precisam sim ter a sua palavra representada e isso não ocorre. Solidificar o poder nas mãos dos antigos é uma falha, por uma simples razão: Vocês se perdem em seus sonhos de poder. Todos vocês. Entenda, estou aqui seguindo ordens da minha amada mãe, Lady Parr. Ela teme os pecados e erros de Gary Moore ecoem e machuquem a todos, incluindo ela. O Senhor é um idealista, mas seu ideal é repulsivo. Não importa o que digas, é o que é! Quem você pensa ser para ser maior que o tempo? Maior que a morte? Eu não tenho força para julgá-lo e nem autoridade, mas saiba que Ivy só será Rainha se você dormir. Só que isso é negociável! Durma, antes que a sua fome e seu medo saiam de controle e humilhem a nossa amada Juliet Parr... Eu não acredito que a sua destruição seja necessária, jamais falaria isso. Mas é necessário e você sabe disso, para a manutenção da sua sanidade e da nossa família... Ou se abra para uma missão final antes do seu sumiço eterno desse continente! E a se você escolher a segunda opção, saiba que ela não é negociável!

    Em seguida eu olhava para Ivy e sorria aliviada. Realmente aliviada.

    -Obrigada por ser inocente em tudo isso, muito obrigada. Eu precisava disso, de você...
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 02:44

    - E-eu po-osso trazer uns pratos italianos do restaurante que finalmente voltou a abrir do outro lado da rua... A comida dizem ser boa...

    Dizia a Ivy logo depois de sua primeira fala. Cheia de medo no olho. Claramente desolada, sentindo que perdera a oportunidade de sua vida. Todavia Judith deu um passo na frente dela e gesticulou para ela sentar. Assim, o poderoso ancião ficou parado absorvendo cada palavra que você dizia. Estático, sem realizar nenhuma reação. Isso apenas até o nome de Juliet Parr ser pronunciado. Logo o rosto jovem da garota começara a encher de lágrimas. Muitas lágrimas e as pernas daquele titã ficaram bambas. Para então de surpresa você o ver caindo de joelho ao chão.

    - Juju... Ela não merece o irmão que tem... Eu só queria poder ser jovem... Lutar contra as tradições... Eu... Eu não queria estragar a reputação dela.... Saiba. *Ela olha direto em seus olhos, coberta de lágrimas.* Eu amo minha irmã e farei de tudo por ela. E não só por ela como por minha linhagem que cuidou dessa cidade. Se vós acha que minha pena é o torpor eterno eu irei aceitar em nome de minha irmã. Mas lhe imploro. Paguei muito caro para ser quem eu sou agora. Permita-me viver em meu pecado como minha punição. Me exilarei para os confins do mundo e nunca mais voltarei. Ouvi que o Barão Samedi está ancorado na cidade. Se vós permitir irei embora com ele, eu desaparecerei do mundo conhecido para sempre e todo o sempre. Eternamente carregando o fardo de minha maldição. Apenas dê sua permissão e sairei por aquela porta para nunca mais voltar.


    Última edição por King Narrador em 21/5/2017, 16:53, editado 5 vez(es)
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 03:01

    "Ivy, sua boba! Esses olhinhos me derretem, eu não quis dizer isso..."

    Eu ouvia a fala de Ivy e deixava um sorriso carinhoso sair dos meus lábios sem sequer notar que eu fazia isso, como um reflexo diante de uma pessoa querida. Mas quando eu via aquela garota com a alma de um verdadeiro ancião se ajoelhar em prantos, eu imediatamente me ajoelhava junto com o mesmo. Sem permitir que ele ficasse nenhum único segundo sozinho ou inferiorizado. Com minhas mãos eu tomava a face dela e a erguia para que ela pudesse olhar apena para mim, unicamente nos meus olhos e rosto.

    -Eu amo a sua irmã e farei de tudo por ela! Ela me acolheu, nutriu minhas asas e me fez querer voar de novo! O pecado existe, não existem inocentes e eu jamais permitiria que meu tio se submetesse a tamanha humilhação, eu vim aqui para estar contigo. Sua irmã se preocupou e me enviou, nós sabemos o quão inteligente ela é e ela saberia de antemão que nós temos muito em comum. Pecamos em nome de nossos sonhos, nossos erros e ideias são diferentes e eu não irei julgá-lo. Meu maior desejo é ascender aos maiores patamares e modificar essencialmente a Torre... Eu não posso, por isso eu irei permitir que você vá... Todavia, não se vá para sempre. Eu quero vê-lo novamente, forte e feliz. Por isso eu peço que me prometa que irá permitir que a tua filha reine aqui em segurança e que venhas me visitar em minha casa quando estiver confiante e integro para me ajudar a mudar esse mundo... O que me diz?! Somos as irmãs narigudas ou não?!
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 03:53

    Judith de cabeça baixa demorou um pouco para notar que você se abaixara junto dela. O chorou foi levemente parando na medida que ela escutava suas palavras. Era incrível ver alguém tão antigo e tão poderoso naquele estado. Mas era a prova irrefutável sobre o poder dos laços familiares. Assim, com cada palavra sendo dita o sorriso foi lentamente se desenhando no rosto da jovem. Até que quando suas últimas palavras foram ditas ela se aproximou. Se aproximou ao ponto de fazer os dois narizes se tocarem. Deu uma curta risadinha e se levantou.

    - Você realmente é filha de minha irmã e será minha amiga para sempre. Não esquecerei do que fez hoje por mim. Achei que para poder por minha filha no trono eu teria de dar minha própria vida. Assim já havia me despedido de toda minha linhagem. Mas vós me deu uma segunda chance. Logo a aceitarei de braços abertos e viverei com o pecado que carrego. Para um dia poder realizar aquele meu antigo sonho idealista. Então até breve, minha irmã nariguda. E tchau para você minha querida Rainha de Nova orleans. Nos veremos no futuro.

    Sem mais palavras a serem ditas a poderosa anciã se levantou totalmente e com energia de novo em seu corpo começou a andar até a porta. Ela olhou para dentro por mais um instante e então saiu para desaparecer daquela cidade por muito e muito tempo. Deixando apenas você e Ivy na sala. A jovem, por mais que se mostrava tão antiga e com sangue tão potente quanto o seu estava claramente abalada. A demonstração de poder vinda de sua pessoa em momento de ira fora muita poderosa. Fora toda aquela cena de despedida bastante emocionante. Era um momento muito intenso para qualquer um.

    Felizmente Carter era uma mulher forte e não demorou muito tempo para se acertar no sofá e lhe chamar de volta para o mesmo. Ela ainda se mostrava abalada e bastante distraída. Mas podia-se ver nos olhos dela o sonho que o senhor dela havia incumbido para a mesma. Assim, ela ia continuar lutando para realizar sua meta. Para então, com a voz recuperada voltar a falar com sua pessoa.

    - Se quiser comida mesmo eu posso providenciar. Mas, por favor, sente-se de novo. O meu grande segredo foi revelado, mas o principado desta cidade ainda está longe de ser conseguido. Ainda mais depois de eu descobrir logo que acordei que o refúgio de Lisette de Marsielle foi violado, possivelmente por Nosferatus de baixo escalão e a mesma foi destruída. Ou pior...
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 12:05

    "Uma alma perdida, ferida pelas próprias mãos e temerosa de mais para causar males diretos a nós. Perdoe-me minha Mãe, por não tomar providencias mais severas, mas eu sinceramente acredito ter feito o certo..."

    Em silêncio eu permanecia até o desaparecimento daquele ancião preso no corpo de uma jovem e inocente garota. Com bastante calma eu começava a me levantar enquanto ouvia as palavras de Ivy e ria baixinho quando ela mencionava comida, limpando qualquer possível acumulo de poeira nos meus joelhos eu então caminho de volta até o sofá e sento. Exibindo uma expressão bem mais calma e até feliz, estico minhas mãos em direção ao suco para tomar mais um pouco dele.

    -Protinho, sentei de novo. E não precisa pedir comida não, é só uma gíria americana que eu aprendi com um contato... Mas pelo visto você é realmente uma caixinha de pandora não é mesmo? Cada frase é uma revelação que me faz tremer. A prole querida de Blanche teve seu refúgio violado por Nosferatu de baixo escalão, o curioso é que eu também sofri com ataques desses mesmos Nosferatu. Eles tomaram a vida de uma vassala... Mas peço para que segure esse assunto temporariamente e me coloque a par do conflito Toreador e Ventrue nessa cidade.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 12:47

    Ivy relaxava agora na cadeira. Esticando seus pernas e as cruzando de maneira formal, mas ao mesmo tempo bastante relaxada. Podia notar que a tempestade na mente dela havia passado e agora ela conseguia ser coesa em suas palavras e pensamentos. Assim ela logo começou a responder sua pergunta demonstrando muito conhecimento no assunto.

    - Os Toreadores sob as ordens de Lisette sempre foram muito políticos na briga com os Patrícios. Exigindo quase que mensalmente explicações sobre o acordo não honrado. Enquanto a linhagem do príncipe os atolava de burocracia e pequenos problemas para eles resolverem os atrasando em seus inquéritos. Estava claro que o principado não temia o clã das Rosas e ia postergar o assunto para sempre. Mesmo a Primogênita nunca desistindo de sua meta.

    A voz dela mudou. Um tom mais baixo passou a ser usado. Típico de alguém que está contando varios pequenos segredos. Em alguns pontos ela chegava a sorri demonstrando o quão estranho eram as notícias que ela estava a contar.

    - Então veio a tempestade e os ataques aos Toreadores começaram. Foram vários ataques. Na casa de todos os membros e carniçais. Só a Simone escapou, pois quando a casa dela foi atacada, ela já havia ido para a sua. Bom, depois disso a Ellen Cascorni perdeu as estribeiras. Foi correndo no elísio toda descabelada e com um vestido sem combinar com patavinas, dizendo que ela não tinha nada haver com aquilo e que ia trazer o Blanche de volta para ser Príncipe. Ela parecia uma mulher mudada e tomada pelo desespero. Isso foi na segunda noite de tempestade. Ontem ela voltou ao elísio mais transtornada ainda. Revelando que Blanche havia sido aprisionado no cemitério que os infernalistas atacaram. E disse que ele sumiu sem deixar rastros. Chegou a bater boca com o Justicar dizendo que ele estava fazendo erradamente o trabalho dele. O mesmo parecia tão transtornado com alguma outra coisa que nem brigou com ela. Depois Ellen jurou que a culpa não foi dela e mais uma vez em desespero disse que não tinha nada haver com os ataques aos Toreadores. Ela também revogou o exilo de Karen Rippel, que foi acusada de desgraça para a família anos atrás por ser vista em um relacionamento carnal com a Lisette. A qual sempre gostou de cainitas jovens para cuidar como belas bonecas.
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por Danto Jogador em 15/3/2017, 13:17

    -Eureka!

    Eu dizia imediatamente após o termino das palavras de Ivy, em um tom mais alto e de maneira debochada. Mostrando o indicador para ela, pedindo um instante e me esticando para depositar a taça em seu local de origem. Era uma pena que as lentes não permitiam que ela notasse meus olhos brilhando, porque eles certamente estariam reagindo em uma profusão de cores vibrantes naqueles segundos, afinal eu havia entendido finalmente o que estava acontecendo naquela cidade. E para mim, acostumada a sobreviver nos jogos políticos de Londres, a situação era apenas um passeio no parque.

    -Simone esteve sim em minha casa, curiosamente chegando no exato momento em que eu pretendia sair para ir averiguar a segurança de minha vassala. A presença dela postergou a minha ação e eu não pude salvá-la da maneira que pretendia... Simone também é aliada do tal Sussurros, um Nosferatu que não é da linhagem principal dessa cidade. Ela foi a única não atacada e por um acaso do destino a irmã mais velha dela, a qual ela sempre teve inveja, morreu nesses ataques... E desculpe pela confusão do Justicar eu sou a culpada disso, tenho meu jeitinho de enfrentar os antigos sabe?!

    Eu gesticulava bastante enquanto falava, especialmente quando mencionava meu jeitinho com os antigos, nesse momento eu tocava com o indicador a ponta do meu nariz e fazia um sorriso arteiro na face. Era um prazer deixar nebuloso o alcance do meu poder ou capacidade.

    -É possível alcançar Karen? Ela certamente pode testemunhar sobre a relação conturbada entre Simone e Lisette. Pois temos em mãos um crime gravíssimo! Dois cainitas locais causaram infrações a mascara, mortes e a destruição de membros! Ah! Sim, talvez tenhamos como ter certeza se Blanche morreu ou não, pra isso me diga o quão boa és com o Auspícios?
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    Re: Eleanor A. Patterson - Ato VII - Nose Sisters

    Mensagem por King Narrador em 15/3/2017, 14:13

    - Me disseram que Ellen saiu da cidade hoje de tarde dentro de um carro especial. Provavelmente para já acordar em Baton Rouge e trazer Karen a tempo da reunião. Isso é perfeito para tirar créditos da Simone, mas ainda não sei se conseguirei conquistar os méritos na reunião. Talvez eu termine apenas sendo a Primogênita de meu clã...

    Ivy observava suas gesticuladas como se estivesse se divertindo com toda a sua energia e seu pensamento preciso e coeso sobre o cenário local. Não havia muitos mistérios a serem desvendados, era o tipo de jogo que você era a mestra perfeita e a Harpia conseguia notar isso agora. Todavia suas últimas palavras soaram um pouco desmotivadas. Mostrando o quão preocupada ela está com a influência dos outros clãs na cidade para tomarem para si o principado. Após um intervalo ela ficou séria e muito pensativa.

    - Auspícios... Eu posso tentar, afinal não deve mais haver uma barreira o encarcerando... Me dê um minuto por favor.

    Sem muitas delongas e nenhuma regra de etiqueta, Ivy se levantou para então sentar em cima da mesinha de vidro no centro da sala. Cruzou as pernas e começou a meditar profundamente. Ela simulava uma profunda respiração falsa para conseguir entrar em um estado quase que hipnótico. Ela murmurava palavras sem nexo como se estivesse repetindo um prolongado mantra. O tempo passou e ela permaneceu assim por alguns minutos. Até que finalmente ela voltou a falar, ainda de olhos fechados. E com um tom profundo e grave vindo do fundo de sua garganta.

    "- Eu vejo Blanche. Ele aparenta triste e perdido. Mas ele não está sozinho. O Alastor está com ele. Mas tem mais duas pessoas... Não sei quem são... Um deles parece um zumbi com um chapel exótico de capitão. Posso perceber que estão em cima de uma nau de madeira por entre uma profunda neblina. No coração dos pântanos."

    A Harpia abre os olhos, mas não sai da mesa ao qual está sentada. Ela se mostra agora meio zonza e um muito fragilizada. A visão aparentemente foi muito além das capacidades normais dela. Talvez ela jamais tenha feito algo tão forte assim antes. A voz dela agora era bastante fraca, quase se apagando.

    - A visão se esvaeceu. A força da natureza no lugar é forte demais para eu ver qualquer coisa além disso. Mas acredito que ele está vivo e a salvo. E parece que ele não planeja voltar. Assim, eu lhe pergunto agora, minha querida amiga. O que vamos fazer?


    Última edição por King Narrador em 17/3/2017, 11:25, editado 1 vez(es)

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:58