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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

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    Danto
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    Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 5/4/2017, 01:11

    16 de Março de 2002, Berlim.
    Oitava Noite

    Evangeline entrava junto contigo na galeria do Malefice, sua casa e refúgio. Parada ali na porta havia a figura preocupada de Albert. No alto de seu proeminente tamanho ele observava a entrada de vocês e se aproximava preocupado com a situação de Evangeline. Sua musa sorria brevemente ao ver Albert e sussurrava bem baixinho para só você ouvir, em seu belíssimo francês:

    -Vá ao encontro de sua nova vassala, meu amor, pois eu irei descansar e me recompor. Albert irá cuidar de mim enquanto você abraça o nosso Lorenz, tá bem?!

    Tomando sua face nas mãos, a loira beijava seus lábios com leveza e brevidade. Sorrindo de maneira amorosa, essa era a Eva que você conhecia e esperava, finalmente os olhos apaixonados dela haviam voltado. Assim, ela aguardava sua despedida para então, literalmente jogar-se nos braços de Albert. O forte homem a carregava no colo, como uma donzela, até seus aposentos particulares. Afinal, ela estava abalada em demasia para encontrar qualquer outro mesmo da Espada nessa noite. E para você então restou então seguir até seus aposentos onde o abraço de Lorenz ocorreria.

    A ansiedade se fazia presente a cada passo que você dava, diminuindo a distância entre você e a sua primeira prole, sua primeira rosa. A galeria ficava para trás e os corredores estreitos também, a frente agora havia a porta que dava acesso a tua morada. Abrindo-a para prontamente ser surpreendia por uma belíssima música.



    O seu quarto havia sido remobiliado durante a sua ausência, o trabalho de Theresa não só havia sido executado com graciosidade, havia sido executado acima de tudo com personalidade. Era claramente uma arrumação diferenciada da qual você estava acostumada, não havia ali o perfeccionismo metódico e simétrico de Lorenz. Mas havia uma espécie de graça, como se o local tivesse sido preparado como uma obra de arte, uma intervenção que dominava seu quarto e transbordava seus olhos de alegria.

    Havia logo próxima à parede da porta, uma banheira enorme de cobre. Posta sobre uma pedra de mármore negro que serviria de sustentação, o mármore tinha claras sobras e essas sobras geravam contornos, sobre esses contornos que existiam entre a parede do quarto e a banheira, haviam enormes baldes de cobre com água quente. O vapor da água transbordava um aroma belíssimo de rosas brancas. Já no contorno lateral superior, existia um banco de madeira avermelhada e macica, acima deste, pequenos conjuntos de baldes para serem usados pelas suas mãos. E o kit de primeiros socorros.

    Na parte central do quarto, a poucos metros da banheira, estava posicionado o belíssimo cavalete, uma peça desconhecida até então por você e claramente usada. Aberto e dando suporte a uma tela branca. Posto ao lado do cavalete, havia outro banco de madeira macica, mas essa, tinha tons mais claros e dourados com flores esculpidas em suas três pernas. Acima desse, estava posto o estojo de tintas.

    A frente da sua cama, que estava agora encostada contra a parede do fundo, em relação a entrada do quarto, havia uma mesa estreita base metálica e superfície espelhada, perfeitamente polida. Sobre a mesa, estavam postos seis garrafas belíssimas e finas, feitas de vidro. Lacrados e selados, dentro deles havia sangue retirados de algum sorvo. A frente de cada uma daquelas garrafas existia um pequeno bilhete dobrado em forma piramidal.

    Acima da cama, havia um enorme tecido de seda branca, esse tecido era uma porção generosa da mais pura e delicada seda veneziana. Com bordados dourados nas bordas que formavam jardins estonteantes. Ainda sobre a cama, haviam várias pétalas de rosas brancas. Essas pétalas na realidade criavam caminhos, pequenas estradas pelo quarto que conectavam os ambientes ali preparados com tanto carinho por Theresa.

    E não menos importante, a própria jovem estava no local. De pé e com um enorme buque de rosas brancas em mãos. Ela sorria feliz, recepcionando-a com uma reverência graciosa, claramente ensinada por Lorenz, já que essa encaixava precisamente nos padrões das altas cortes monárquicas. Usando um vestido branco, ela terminava a reverência e dizia:

    -Buonasera, signora! Espero que tudo esteja de acordo com vossa expectativa. Ainda temos alguns instantes até a chegada de Lorenz, há algo que possa fazer por ti?

    A frase dela era aberta em italiano, mas como ela não dominava ainda o seu idioma, os lábios delas transpareciam um sorriso inseguro e leve, para então a frase ser concluída em alemão.

    Detalhes da Cena:
    Roupas de Theresa:



    Banheira de Cobre:
    Grandes Baldes de Água:
    Jarros de Sangue:
    Conjunto de Pequenos Baldes:
    Cavalete:
    Caixa de Primeiros Socorros:

    Estojo de Tintas:
    Lustrel:
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 5/4/2017, 10:54

    Acompanhada de Eva, Pietra suspirou diante da pequena despedida, o beijo suave e apaixonado fez a cainita sorrir diante dos olhos preocupado de Albert.

    - Não se preocupe Bella, logo estarei junto de ti.

    Sussurava Pietra quando Evangeline se atirava nos braços fortes do grande homem, a cainita aperou de leve o ombro de Albert em um silencioso agradecimento para o mesmo.

    - Cuide dela All, ela esta cansada.

    Vendo sua amada se retirar a cainita permaneceu ali, parada por alguns instantes com um sorriso suave em seus lábios, foi a besta ansiosa que trouxe Pietra de volta, ansiosa a besta desejava ver sua criança, seu tão amado Lorenz renascer como sua cria.

    Sentindo cada pequena onda de ansiedade crescer a cada passo Pietra rumou para seu quarto, a musica foi o primeiro sinal de qua algo havia acontecido, e adentrar no local de seu descanso fez a cainita sorrir alegre.

    “ Mia Ragazza é magnifica. Lorenz realmente escolheu alguém único para se responsabilizar de suas antigas tarefas. Mio Figlio, mio amato figlio...”

    Os olhos experientes de Pietra estudaram a disposição nova de sua quarto, cada detalhe novo era assimilado com rapidez e os toques de Thereza rapidamente reconhecidos, um estilo ao qual Pietra rapidamente se apaixonou.

    Um sorriso gigantesco se formou nos lábios da cainita ao ouvir as boas vindas de Thereza, as palavras em italiano rapidamente trocadas para as em alemão soaram divinamente aos ouvidos da cainita, até mesmo a besta de Pietra teve que se segurar para não assustar a jovem tão especial.

    - Ahhh mia adorada, está tudo simplesmente magnifico.

    Comentava a italiana ao se aproximar de Thereza, cheirando as rosas de leve antes de beija-la na testa a cainita não escondia o sorrisso orgulhoso que tinha, muito menos se esforçava para isso.

    Dando uma pequena volta em torno de si Pietra fechou os olhos por alguns instantes, estava ansiosa e tudo deveria ser feito com calma e sossego, era o abraço de seu Lorenz, sua rosa branca.

    - Eu vou me trocar, então por favor receba Lorenz caso ele chegue. Não o deixe tocar em nada, porque eu sei que ele vai tentar.

    Retirando o buque de rosas das mãos de Thereza, Pietra a abraçou com força e carinho, para então beija-la na testa com ternura.

    - Este dia eu repousarei junto de Eva, ela precisa de mim. A transformação final de Lorenz acontecera durante o dia, por isso você não deve entrar aqui, não até a fome dele estar saciada. Seria perigoso e ele não se perdoaria se te ferisse.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 5/4/2017, 19:09

    Thesa sorria ouvindo a sua resposta e segurava o enorme buque que tinha nas mãos com força, os pés da jovem se moviam rapidamente, ela parecia brigar contra a vontade de começar a pular de felicidade ali mesmo. Fechando os olhos para receber seu primeiro beijo, a sua nova vassala respondia.

    -Fique a vontade para se trocar minha Senhora eu ficarei aqui o tempo que for necessário e irei tomar Lorenz pelas mãos, só assim para ele não mudar nada de lugar!

    Logo em seguida, a jovem olhava você tirar o buque de rosas das mãos dela. Revelando as mãos avermelhadas dela e com alguns curativos, mãos de alguém que havia trabalhado afinco com muito esmero unicamente para lhe agradar. A face dela se avermelhava inteira, ficando tão vermelha quanto a casaca da sua primeira maça. Ela se encolhia no seu abraço e soltava uma respiração aliviada, para ficar ainda mais vermelha diante o segundo beijo que recebera na testa.

    -Está bem, Pietra. Não se preocupe comigo, tua musa precisa de ti e seu filho irá passar por um período difícil. Eu achei que seria mais apropriado, para um homem como Lorenz, ter aquelas garrafas para nutrir a primeira fome... E saiba que eu irei monitorar ele o dia inteiro!
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 6/4/2017, 00:52

    A experiente cainita sorriu a cada reação de Thereza, a nova convivência deixava Pietra feliz mas a facilidade com que as duas haviam se entendido surpreendia a cainita.

    “ É quase um pecado Lorenz te-la escondido de mim por tanto tempo... Mas eu posso perdoa-lo, ela é simplesmente magnifica. “

    Ter Thereza encolhida em seus braços apenas fez com que Pietra a apertasse com um pouco mais de força e carinho, mas os olhos experientes da italiana viram as feridas do trabalho árduo, uma parte sua se orgulhava disso, já a outra se preocupava junto com sua besta que se enroscava na jovem.

    Pietra depositou o buque em cima da cama para tomar as mãos de Thereza nas suas.

    - Não sabes como me orgulho do que fizeste mia ragazza, mas não quero que se machuques. Não temos tal necessidade, não se queres ficar ao meu lado, nem eu ou Lorenz gostaríamos disso.

    Beijando as mãos de Thereza, Pietra fez com que suas presas abrissem um pequeno corte em seu pulso, oferecendo-o a jovem a cainita sorriu ao sussurrar.

    - Beba, vai fechar esses cortes. Mia ragazza, eu agradeço cada pequeno cuidado seu, deixe-me cuidar de ti também.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 6/4/2017, 10:39

    A face de Theresa simplesmente não conseguia ficar mais vermelha, o sangue corria e tingia a pele branca da jovem que ficava claramente preocupada quando você tocava nas mãos dela, o seu toque fazia com que elas tremesses, uma reação esperada ao tocar em pequenas feridas, de alguém que tinha literalmente, dado seu sangue para que o trabalho fosse realizado. Ainda acanhada, ela olhava um pouco surpresa para a facilidade a qual você usava as presas para abrir uma ferida no teu braço.

    -Desculpe-me pelo excesso, Senhora Pietra, eu devo a minha vida à Lorenz. Ele me ajudou a cuidar de uma ferida em minha alma, o que são essas nos meus dedos e mãos comparadas a que ele tratou com tanto carinho?!

    Gentilmente ela então aproximou a face de seu pulso, tomando-o com as próprias mãos e começando a beber de seu vitae. E pela primeira vez em toda a sua existência como cainita, você sentia algo especial, uma conexão diferente com a jovem Thesa, você sentia a pulsação dela aumentar em contato com a sua pele e teu vitae, as feridas dela se curavam mas ela também parecia lhe dar algo em troca, uma centelha de vida. Uma batida forte em teu peito. Terminando de beber quando as feridas já se fechavam, ela levava os olhos curiosos na direção da sua face, passando o indicador por cima dos seus lábios, contornando uma das suas presas.

    -Eu posso tocar em uma delas?!

    Perguntava ela bastante curiosa mais uma vez com as suas características específicas como cainita.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 6/4/2017, 11:35

    Os olhos castanhos de Pietra sorriam simplesmente com o vermelho que Thereza apresentava, a cainita nunca vira alguém tão envergonhado ainda mais por sua causa ou presença.

    - Qualquer ferida é um a ferida mia ragazza, elas merecem atenção e cuidados independente dos tamanhos. As suas não seriam diferentes.

    Desacostumada com o dar de pulso Pietra não pode deixar de estudar as reações de Thereza ou até mesmo de sua besta, a besta ronronava em seus ouvidos feliz com a jovem a sua frente, feliz com tudo o que acontecia e pronta para mostrar as garras e proteger aquilo se fosse necessário.

    A batida de seu coração fez a cainita ficar vermelha, a conexão única com Thereza surpreendia Pietra cada vez mais, instigando-a a querer saber mais sobre o que acontecia com seu corpo e alma.

    “ Nadia me fez um grande favor, preciso ler os escritos do senhor dela. Só assim saberei como continuar a crescer e não machucar ninguém a minha volta. Principalmente Eva.”

    Quando Thereza por fim terminou de beber, Pietra levou o pulso até os lábios para fechar a ferida, sorrindo com o toque e a pergunta curiosa da mesma sobre suas presas a cainita abriu um pouco mais a boca dando permissão para que a jovem saciasse sua curiosidade.

    - Leva algum tempo para se acostumar a elas, mas depois se torna tão natural.

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 7/4/2017, 13:11

    Os olhos amendoados de Thesa brilhavam enquanto observavam a sua reação de lamber a própria ferida, ela acha incrível que você fosse capaz de se curar de uma maneira tão simples. E seus olhos encontravam na face da jovem algo inesperado, haviam uma pequena porção ainda do seu vitae a repousar de maneira natural, sobre os lábios dela, era algo esperado de alguém que não fosse ainda totalmente acostumado a ação de beber sangue. Mas isso provocava a sua besta, tencionando-a a sentir algo mais sensualizado em relação aquela cena. Thesa não estava fazendo nada de propósito, isso era claro, mas a inocência dela fascinava a sua besta.

    Esticando a mão com cuidado e tocando a sua presa esquerda com o indicador direito, ela ria baixinho. Para então deslizar o dedo pela sua presa, era uma sensação diferente, um carinho em um ponto delicado e sensível, até intimo.

    -Eu vou ter uma dessas também? Elas me parecem fortes, mais delicadas... Quando vocês se beijam, elas não atrapalham?! Lorenz me disse que vocês usam elas para alimentação, e que essa alimentação não machuca, então elas carregam prazer, é isso?!

    A mão estendida da jovem começava a um veloz processo de cura, as feridas e a vermelhidão se esvaiam com velocidade e os olhos dela brilhavam encantados com o que o corpo dela era agora capaz de fazer.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 7/4/2017, 14:20

    As reações tão inocentes de Theresa encantavam Pietra, para a cainita a falta de conhecimento e curiosidade da jovem eram traços de sua personalidade ainda a ser descoberta.

    A vista da pequena quantidade de sangue nos lábios da jovem instigou a besta, tal inocência e encanto da jovem eram convidativas para a besta da cainita, Pietra teve que segura-la para que a mesma não assustasse Thesa, uma onda de rubor atingiu a face da cainita quando sua besta se enroscava em suas pernas ronronando de forma convidativa.

    “ Controle-se, ela não sabe o que está fazendo. Além do mais vamos nos encontrar com Eva.”

    O toque gentil e suave em suas presas novamente fez a besta ronronar, mesmo que Pietra a segurasse com força havia um desejo difícil de ser contido, engolindo em seco a cainita respirou fundo ao limpar o sangue dos lábios de Thresa com sua mão.

    - Todo o cainita costuma ter presas, vem com a maldição de não podermos ver o sol. Quando beijei pela primeira vez com elas não senti diferença, eu já era experiente e elas não me incomodavam mais, embora possamos claramente controlar se elas estão expostas ou não.

    Comentava Pietra ao fazer com que as presas voltassem a ser apenas dentes normais, sorrindo para Thesa ainda as fez voltar em sua totalidade demonstrando seu controle sobre elas.

    - Não acho que seja prazeroso, elas entorpecem a ferida aberta, facilita a alimentação quando a pessoa não está gritando ou se debatendo. Mas sei que nem todos os cainitas tem isso, existe uma família que suas presas não possuem isso, não sei ao certo como se alimentam, mas não deve ser agradável.

    Vendo as feridas da jovem se fechar a cainita Pietra tomou as mãos da mesma para beija-las com delicadeza.

    - Vê, agora sem mais machucados desnecessários. Estás a fazer um excelente trabalho mia Thesa.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 7/4/2017, 16:21

    Os olhos amendoados de Thesa foram de encontro ao seu dedo que limpava os lábios dela, curiosa com a sua reação de corar daquela maneira, a jovem dava um passo na sua direção e ouvia suas palavras com atenção. Enquanto lambia de forma inconsciente os lábios para certificar-se de que não restava nada ali. E a sua besta seguia a ronronar, era como se cada reação inocente instigasse ela em quantidades absurdas e isso começava a ecoar sutilmente para você.

    Em seguida Thesa tirava a mão da sua presa quando esta se transformava novamente em um dente e olhava as próprias mãos sorrindo.

    -Entendi... nossa, obrigada Pietra. Eu pensei que teria que usar curativos por várias noites e já estava ficando sem ideias de como esconder isso. E sinceramente, obrigada por tudo... Fico feliz que meu esforço tenha criado algo especial para vocês, eu amo Lorenz e quero o melhor para ele! Agora é hora de buscá-lo, eu devo vê-la então só amanha correto? Então... boa noite.

    Ficando um pouco constrangida, sem saber a maneira apropriada de se despedir, a jovem tomou a liberdade de depositar um beijo na sua face que fez a sua besta se retorcer de vontades e desejos, agarrando-se a sua perna com bastante força e pedindo por algo a mais.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 7/4/2017, 21:18

    Os olhos expressivos e curiosos de Theresa, o pequeno aproximar da jovem, tudo fazia com que a besta ronronasse de forma carinhosa e convidativa, os traços daquela pequena briga transpareciam em Pietra sem ao menos que a cainita notasse ao certo.

    “ Por Deus, está noite não é sua! É de Lorenz, é nele que você tem que pensar. Não nos seus desejos.”

    Ouvindo as palavras de Theresa, Pietra sorriu com delicadeza, ainda vermelha a cainita respirava profundamente enquanto ignorava as reclamações de sua besta manhosa.

    - Sem mais machucados, ok!? Nem eu e Lorenz gostaríamos disso. Não vemos como fraqueza pedir ajuda ou distribuir tarefas.

    A besta que já preparava um pranto sobre ter sido ignorada foi pega de surpresa pelo beijo de Theresa, a delicadeza da jovem a fez redobrar seus esforços para que sua cainita cedesse, aos seus olhos Theresa era simplesmente irresistível e Pietra apenas não o fazia por maldade.

    Um sorriso envergonhado tomou as faces de Pietra, a cainita fechou os olhos ouvindo o desespero de sua besta e as suplicas continuas, balançando a cabeça a cainita bateu o pé com força, era o mesmo ato que sua mae fazia para chamar sua atenção quando mortal. A voz normalmente suave da cianita soou um pouco mais grossa do que está esperaria.

    - Boa noite Thesa, descanse bem e nada de excessos.

    Pietra permaneceu em pé enquanto esperava que Theresa se retirasse do quarto, parte disso era a cainita sendo educada e a outra era simplesmente a mesma puxando as orelhas de sua besta da mesma forma que sua mãe um dia havia puxado.

    “ Deuses, ela é sua vassala! Não vai fugir pela janela se virarmos as costas! Sossegue! Lorenz vai achar que somos péssimas mães!”
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 12:00

    Thesa e a sua besta reagiam de formas similares, era até engraçado ver o quão similares as duas poderiam ser e o quão vivas e inocentes elas ainda eram. Arregalando os olhos e saltando um pouquinho para trás, como lebres amedrontadas. Thesa não se demorou e saiu rapidamente do quarto, com a respiração ofegante e as duas mãos entrelaçadas a frente do peito. A sua besta corria para debaixo da cama e escondi ali, e lá ela ficaria até a porta do quarto se abrir novamente.

    Alguns instantes se passaram, fora o suficiente para que você pudesse se trocar com tranquilidade, já que a sua besta não arredava de onde estava. Já pronta a aguardar a chega de Lorenz, seus olhos e ouvidos logo sentiram a aproximação de alguém na porta, a maçaneta gira mas a porta não abre de imediato, alguém exitava.

    Enfim, a porta se abria e o suspense terminava. Era Lorenz, usando um roupão de seda azul bem simples, mas ao mesmo tempo, perfeito e provavelmente feito pelo o mesmo para essa ocasião. Era um roupão já com traços antigos, mas que nunca parecia ter sido usado. Ele entrava olhando os arredores, tomando seu tempo para virar e fechar a porta, para só então caminhar pelo local, andando pelo caminho desenhado pelas rosas brancas. Até encontrar a sua imagem, naquele instante os olhos dele se encheram de lágrimas. E o homem dava um passo para trás.

    Naquele instante a sua besta saia debaixo da cama, olhando curiosa. Ao ver Lorenz ela sorria e corria na direção do mesmo, circundando ele em uma espécie de dança feliz e infantil. Parando nas costas do rapaz, ela apoiou as mãos em seus ombro e o empurrou com força pra frente, como se desejasse que ele fosse até você. E algo simplesmente inexplicável e mágico acontece: Ele começa a andar.

    Erguendo a postura, olhando com firmeza nos seus olhos e ao mesmo tempo, chorando bastante. Lorenz começava a andar até você, para se ajoelhar na sua frente, mantendo os olhos na direção da sua face. Para enfim, comunicar-se em italiano.

    -Estou apavorado, hoje foi o dia mais estranho da minha vida. Passei horas a finco sentado ao sol, pois sei que é algo que nunca mais farei... Mas esse não é meu medo, o meu maior medo é não ser digno de ser tua prole. Eu sei ser o teu vassalo, fiel e prestativo. Mas teu filho? E se eu falhar?


    Indagava Lorenz, pronto para entregar-se a você e ao mesmo tempo, preocupado em não ter nada de especial ou único para oferecer. Ele tinha o maior medo dos jovens da família das rosas, o medo de ser apenas mais um.


    Última edição por Danto em 8/4/2017, 17:51, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 8/4/2017, 17:14

    Pita suspirou fundo ao ver que no fim havia assustado Thesa, as reações inocentes da jovem fizeram a cainita rir baixo, um sorriso terno e suave tomou os lábios e Pietra com a saída da mesma. O sorriso desapareceu quando a cainita olhou para a cama, era possível sentir sua besta ali, escondida e a observa-la com receio.

    “ Então só assim para a senhorita sossegar?! “

    Ralhava Pietra ao bater os pés de leve, por mais que tentasse demonstrar estar brava a cainita balançou a cabeça sabendo que sua besta não a levaria a sério de forma alguma.

    - Agora sei o que minha mãe sofria comigo.

    Sussurrou Pietra ao adentrar em seu closet, escolhendo um vestido branco simples a cainita se trocou com cuidado, deixando as sapatilhas ali mesmo para ficar confortavelmente descalça. Aproveitando o pequeno espaço de tempo que ainda tinha Pietra mandou uma mensagem simples para Albert.

    Vestido usado:

    Mensagem enviada :
    “ Mio amato.
    Avise Eva que já telefonei para Edgard.
    Durante o dia, preciso que concertes as janelas do Loft de Luahna, elas estão quebradas e não é seguro para ela permanecer assim por muito tempo.
    Bjs, Pietra”

    Saindo de seu closet Pietra se colocou perto da cama esperando, a ansiedade foi sentida pela cainita e besta, embora a besta acha-se muito mais seguro permanecer ali escondida.

    A besta foi a primeira a reagir sobre a presença na porta, um ronronar foi escutado por Pietra, ao ver a figura de Lorenz a cainita sorriu com amor, dando tempo para que o mesmo adentrasse e reagisse ao cenário de seu abraço.

    Um riso escapou de Pietra ao ver a pequena festa que sua besta fazia em volta de Lorenz, era claro o amor que ambas sentiam pela figura do homem, um amor nascido dos anos de convivência, vendo a angustia do mesmo Pietra avançou quando sua besta o empurrou, recebendo-o em um abraço apertado.

    Um beijo foi dado na testa de Lorenz, com delicadeza Pietra enxugou suas lagrimas escutando seu medo, a cainita o abraçou de encontro a seu peito com força e ternura.

    - Meu filho, meu amado filho. Não se rebaixe, não o faça porque tens um talento único.

    Tocando de leve no roupão azulado Pietra sorria com confiança e ternura.

    - Serás tão meu quanto de Eva, nós o amaremos e cuidaremos de você. Meu querido Lorenz o tempo de servir já passou, agora é um novo tempo, o tempo de ser amado. Não falharás jamais como meu filho, eu lhe prometo meu querido.

    Fazendo com que o mesmo se levantasse Pietra o abraçou com força, até sua besta o fez compartilhando dos mesmos cuidados que Pietra tinha com seu filho.

    - Venha, deixe-me cuidar de você. Este fim de noite é só teu, vamos cuidar para que seja único e memorável meu filho.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 17:54

    Lorenz se esforçava para controlar o choro, eram lágrimas sinceras de alguém que aprendeu a cuidar de ti e de Eva, alguém que estava sempre ali pronto para tudo que necessário fosse. O seu passado era triste e era esperado que ele ficasse sensível diante o abraço, afinal, as primeiras noites de um cainita são marcadas por fortes ondas e sensações, muito mergulham em seus passados e emergem tomados pelas sombras. Esse era o medo de Lorenz...

    -Eu não sei se mereço tanto, mas não há mais porque ter dúvidas, não quando eu tenho você e Eva para me ensinarem tudo.

    Respondia o homem, colocando-se de pé e retribuindo seu abraço com bastante força. Os braços dele te envolviam e te apertavam, o coração dele batia forte e o toque dele era quente, quase febril. Soltando o abraço e sorrindo, o mais belo sorriso que você já o viu fazer, Lorenz diz:

    -Por favor, Pietra. Cuide de mim, porque meu coração já não aguenta mais a dor de chamá-la pelo nome, faça de mim o teu filho para que eu a possa chamar de minha Mãe.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 8/4/2017, 18:16

    Sorrindo para Lorenz a cainita sentiu o abraço correspondido, Pietra entendia seu medo e duvidas, por isso o tratava com carinho, a besta já começava a enrrocar-se em Lorenz fazendo com que Pietra risse para ambos.

    Puxando a face de Lorenz a cainita o beijou na testa para corresponder o mais belo sorriso que já havia recebido do mesmo, deixando que sua testa tocasse a de Lorenz a cainita permaneceu assim por alguns segundos.

    - Então trate-me por mãe, porque no final de tudo é isso que serei sua. Não temos mais necessidades de nomes minha criança.

    Puxando Lorenz pelas mãos a cainita o guiou até a banheira de cobre, cuidando para seguir o caminho feito pelas pétalas de rosas, Pietra tomou o cuidado para encher a banheira com água quente o suficiente para não queimar Lorenz e sua pele alva.

    Tomando a liberdade de despi-lo a cainita viu sua besta se enrolar e sobre o roupão e observar toda a cena.

    “ Não precisamos de pressa, quero que cada detalhe seja único e gentil. Ele é meu filho amado e nada pode machuca-lo. “
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 18:23

    Lorenz estava totalmente entregue à cena, o toque na testa dele com a sua não só revelou o quão quente ele estava mas também o fez corar levemente. Vocês dois foram por muitos anos, muito próximos, mas jamais íntimos, Lorenz era e sempre fora discreto e toques tão intensos o envergonhavam.

    Permitindo que você o guiasse, o homem também se preocupava em andar dentro dos caminhos traçados pelas rosas. Ele não parecia conseguir olhar precisamente os detalhes, ele só via ali a frente dele, a própria Mãe. Com paciência ele aguardou que você enchesse aquela banheira de água quente, e por mais uma excelente intervenção de Thesa, a água estava quente o suficiente para ser relaxante e não causar nenhuma problemática.

    Lorenz só fechava os olhos quando você o despia, respirando fundo e um pouco afoito. E tomando a coragem necessária para olhar diretamente para você ele orgulhosamente disse enquanto entrava na banheira:

    -Obrigado por me escolher, Mãe.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 8/4/2017, 18:41

    O coração de Pietra transbordava em amor, ser reconhecida como uma mãe proporcionava a cainita algo que a mesma nunca imaginara antes, e ali na figura de Lorenz seu filho a cainita se sentia completa e feliz.

    Se um dia não havia existido toques íntimos entre os dois, aquilo havia sido sanado, com o banho que seria dado, as fazendo Lorenz se sentar na água quente a cainita beijou sua testa para encara-lo com todo o amor que sentia.

    - Obrigada por me deixar ser sua mãe. Meu filho.

    Tomando uma esponja de algodão Pietra começou a lavar o corpo de Lorenz, com delicadeza a cainita esfregava a pele alva do mesmo, tomando o cuidado para respeitar-lhe sua intimidade, a besta curiosa começava a brincar com o roupão caído de Lorenz, usando-o para se deitar e esperar até o momento em que poderia se deitar nos braços de Lorenz.

    "Espertinha, vai aproveitar o melhor e fugir de mim. "

    Se concentrando e fazer que cada músculo do corpo ansioso de Lorenz relaxasse, Pietra sorria sem esconder a ternura que sentia, lavando as costas e cabelos de seu filho a cainita chegou a sentir seus olhos marejarem, controlando-se para não chorar Pietra enxaguou o corpo de Lorenz antes de faze-lo se levantar para enxuga-lo, colocando-o sentado na beirada da banheira para começar secar a cabeça do mesmo.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 18:58

    Lorenz começava o banho ainda tenso, era de fato inevitável. Mas os minutos se passavam ali e aquela água morna perfumada pelas rosas brancas ali deixadas cariosamente por Thesa, quebravam a tensão dos músculos do seu filho. Era claro também que ele ficava a cada instante mais a vontade com o seu toque, ao ponto de finalmente fechar os olhos e aproveitar sem receios aquela cena.

    Por fim, o banho terminava e Lorenz se sentava na beira da banheira. Sorrindo ele olhava na sua direção e se abaixava um pouco para que você pudesse secar seus cabelos, quando isso finalmente terminava ele esticava a mão direita e tocava a sua face. Era um toque que fazia a sua besta quase chorar de tanta felicidade.

    -Teus olhos, estão brilhando em lágrimas d'água, tua pele está mais corada e eu ouvi a tua respiração. Estas mais viva do que nunca, Mãe. Mas por favor não chore, eu não conseguiria ficar sem chorar junto de ti... E saiba que agora eu não tenho mais nenhum receio, de coração, estou pronto.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 8/4/2017, 20:45

    Ver Lorenz relaxado e apreciando o banho deixava Pietra confiante do que fazia, havia certa ansiedade pelo primeiro abraço, mas a cainita simplesmente deixava que as coisas tomassem seu rumo cuidadosamente preparado.

    O toque em sua face e as palavras suaves e gentis extasiaram completamente a cainita, abraçando o corpo ainda molhado de Lorenz, a cainita respirou fundo sentindo o amor que sentia pelo mesmo transbordar sem nenhuma barreira.

    - Meu adorado filho, não irei chorar, não na sua noite. Mas saibas que você me alegra muito.

    Beijando-lhe a testa, Pietra enxugou com leveza o corpo de Lorenz, retirando apenas o excesso de água a cainita viu pelo canto de seus olhos sua besta subir na cama e dar pequenos pulos ansiosos, ela do que nunca queria aninar-se no calor de Lorenz, sentir seus últimos suspiros antes que a natureza humana o abandonasse por completo.

    Com cuidado Pietra recolheu o roupão do chão, carregando-o consigo enquanto guiava Lorenz, Pietra o deitou na cama de maneira confortável, enquanto sua besta escolhia abraça-lo e deitar sua cabeça sobre seu peito. Pietra tomou a mais bela rosa do buque para entrega-la a Lorenz, espalhando as outras flores em volta do mesmo.

    Compondo um quadro delicado, dando um beijo na testa de seu filho a cainita buscou a caixa de primeiros socorros, retirando dali o material necessário para drenar o sangue de seu filho.

    Com cuidado Pietra puxou o braço esquerdo de Lorenz para si, beijando sua mão a cainita procurou pela veia principal, quando a encontrou a mão da mesma pousou de leve sobre a face de seu filho em uma caricia.

    - Vai doer apenas no começo, depois o sono virá. Quando despertares sentira a mais terrível fome, não se assuste ela irá passar. Na próxima noite eu estarei aqui para recebe-lo meu amado. Eu e Eva estaremos, seremos suas mães e cuidaremos de você.

    Esperando pela resposta do mesmo, Pietra cuidadosamente perfurou a veia, drenando as primeiras gostas de sangue para um pequeno recipiente de cobre, o restante seria depositado em uma jarra de cobre, as presas de sua besta saltaram para fora, mas está se manteve apenas abraçada a Lorenz, ela havia tomado a tarefa de assegurar que escutaria os batimentos finais do mesmo.

    Sentando-se de frente para a tela, Pietra sorriu para sua besta e seu filho, misturando as tintas amarelas e brancas com o sangue de Lorenz, a cainita criou uma pequena gama de tons que seriam usados na pintura.

    Observando a cena por alguns instantes a cainita fechou os olhos, ainda era possível ver cada pequeno detalhe da cena, sua besta deitada sobre o corpo alvo de seu filho, a rosa delicadamente posta sobre seu peito, as flores espalhadas a sua volta, ainda de olhos fechados as mãos de Pietra iniciaram o trabalho, o pincel singrava a tela sem esforço ou medo, sem nenhum impedimento.

    Abrindo os olhos quando sua besta a alertou a cainita sorriu diante da pintura, a besta ronronou novamente, não era momento que a cainita simplesmente pudesse deixar passar. O toque suave de Pietra logo identificou a proximidade da morte, com delicadeza a cainita retirou a agulha que drenava o sangue de seu filho, permitindo-se lamber as pequenas gotas que haviam sido deixadas para atrás, Pietra depositou jarra juntamente com as garrafas que saciariam a primeira fome de Lorenz, limpando as mãos sujas de tinta em seu próprio vestido.

    Colocando as duas mãos de Lorenz sobre seu peito, Pietra abriu seu pulso com suas presas, se havia feito uma ferida pequena para que Theresa se alimentar, agora a ferida era muito maior e profunda, levando o pulso até os lábios já frios de Lorenz a cainita forçou que seu vitae adentrasse no corpo de seu filho, era preciso que o vitae fosse ingerido e de certa forma faze-lo era fácil.

    Besta e cainita esperaram pacientemente, a besta ainda tinha sua cabeça deitada sobre o peito de Lorenz, Pietra permanecia sentada seu lado com a mão sobre seus pulsos esperando.

    Off: Uso 1 ponto de sangue no começo da cena para ativar Rapidez.
    Off2: Uso Soul Painting para pintar o quadro.
    Teste Manipulação + Empatia = 10d10 + 1 FV, Dif. 6

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Dados em 8/4/2017, 20:45

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 3, 5, 3, 5, 1, 6, 4, 6, 10
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 21:42

    Lorenz, como um filho maravilhoso que era, acatou pacientemente e alegremente todos os processos. Não havia nenhuma centelha de medo dentro dele, os olhos do rapaz espelhavam diretamente a própria alma e era uma alma de amor puro e sincero. Lá, deitado sobre a cama e em torno de várias pétalas de rosas brancas e com uma justaposta sobre seu coração, ele fechou os olhos e esperou até perder a consciência.

    E quando o sangue do seu filho começou a fluir, o seu poder se manifestava. Enquanto seus dedos criavam um dos mais magníficos e perfeitos quadros que teus olhos e sentimentos já puderam ver na vida, teu vitae, aquele que faria de Lorenz tua prole, despertava e se expandia por todo o quarto, capturando a essência daquela imagem e a fundindo a tinta, ao sangue e a pintura. Você não criava apenas uma obra de arte especial, você guardava ali um fragmento do amor que fluía entre você e o seu filho.

    Depois disso, restava apenas você e a sua besta ali. Ela preocupada quando deixava de ouvir os batimentos de Lorenz, olhava ao redor com inquietação. Os minutos se passavam e o rapaz não demonstrava nenhuma única reação após ter ingerido o seu vitae, aquele silêncio deixava a sua besta simplesmente apavoradíssima.

    E diante os seus olhos, você testemunhava outra situação inesperada. O quarto estava todo fechado, mas mesmo assim, um vento soprava para dentro dele. Um vento morno e com um cheiro típico de uma região desértica, era estranho, mas sua besta saltava empolgada como se reconhecesse aquela presença. Uma presença poderosa, capaz de olhar através do mundo dos mortos. Esses ventos sopravam as pétalas em torno do corpo de Lorenz e a sua besta olhava animadíssima para seu filho, fazendo um sinal para que você se aproximasse e sentisse... Que ele estava ali, tudo havia dado certo. O vento então parava, desaparecendo tão inexplicavelmente quanto havia surgido. Alguém estava a olhar por ti e talvez a resposta estivesse dentro de um anel de ouro a quilômetros de distância.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 8/4/2017, 22:06

    A cainita simplesmente deixou que seu amor fluísse para o quadro, mesmo que o tivesse visto apenas por instantes Pietra sentiu nele o exato reflexo dos sentimentos que criavam seu laço com Lorenz, um amor carinhoso e maternal, correspondido sem nenhum egoísmo.

    Sentada ao lado de sua besta a cainita sentiu o medo de sua outra metade, a falta de reposta era assustadora para ambas, a falta de experiência mais ainda, aquele era o primeiro abraço de Pietra e ninguém havia preparado a cainita.

    Antes que o desespero e o medo tomassem Pietra por completo o vento veio, o cheiro árido deixou a besta animada, a presença era conhecida demais para que fosse ignorada. A primeira vista Pietra não compreendeu por completo, mas quando o vento moveu as pétalas de rosas e a besta ronronava feliz, lagrimas do mais puro alivio tomaram os olhos de Pietra, a figura de Lameth lhe veio à mente juntamente com a presença que se afastava.

    “ Meu querido... Meu pai, como eu o amo. Obrigada por cuidar de mim, por cuidar de seu neto e meu filho.”

    Abraçando sua besta Pietra a beijou na face com força e carinho, passando a mão pelos cabelos de sua prole ainda adormecida a cainita suspirou ao se levantar, convidando sua besta para acompanha-la Pietra se retirou do quarto, levando consigo o quadro recém feito, seria perigoso mantê-lo perto de Lorenz durante suas primeiras horas, o cheiro de vitae poderia ser convidativo demais para uma besta faminta.

    - Venha. Eva está nos esperando e Lorenz precisa de seu próprio tempo. Amanhã seremos as primeiras a estar aqui.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 22:37

    A sua besta sorria feliz com tudo aquilo e respondia positivamente ao seu abraço. Envolvendo-se totalmente em você e ronronando quando seus dedos tocavam nos cabelos delicados de Lorenz que agora repousava, ele permaneceria assim até o começo da próxima noite quando acordaria como um cainita, como seu verdadeiro filho.

    Em seguida a sua besta ouvia o nome de Eva e seus olhos brilhavam, ela ria baixinho e se soltava de você. Para correr de imediato até a porta que separava os seus domínios do dela, arranhando a porta como um felino, olhando várias vezes para você, implorando para que você a abrisse o mais rápido possível.

    E assim, você abria a porta e cruzava o pequeno espaço de dança de Eva para finalmente adentrar o quarto de sua musa. Lá estava a mulher deitada em sua cama de casal, coberta por um fino lençol de seda e nada mais. Ela sorria ao vê-la adentrar o quarto, sentando-se e revelando o tronco desnudo. Em francês ela perguntava:

    -Minha amada, como foi? Está tudo bem!?
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 9/4/2017, 12:40

    Vendo a besta simplesmente abandona-la para correr até a porta e pedir passagem, Pietra riu, era difícil ficar brava consigo mesmo, ainda mais quando sua inocência perdida se revelava a cada instante, mas é claro a besta sabia bem onde terminava a inocência e começava os desejos e o nome de Eva simplesmente despertava seus desejos.

    “ Deus se eu for tão mole com meus filhos quanto sou com você. Serei uma péssima mãe.”

    Com o quadro em mãos a cainita abriu passagem para sua besta, com a porta aberta a cainita simplesmente riu ao ver sua outra parte saltitar e correr pelo espaço de dança de Eva. Alocando a tela em uma das mesas dali Pietra observou por alguns instantes sua criação, sentindo a pressa de sua besta a cainita finalmente cedeu indo de encontro a Evangeline.

    Adentrar no quarto de sua amada fez a cainita suspirar, a recepção preocupada de Eva alegrou Pietra, está mostrou as mãos suja de tinta e sangue respondendo de maneira breve.

    - Deixe eu lavar as mãos primeiro, assim podemos conversar Bella.

    Sentindo a besta espreitar a cama de Eva a cainita simplesmente sorriu em resposta a tudo, era uma forma gentil de dizer que tudo havia ocorrido bem, no banheiro Pietra lavou toda a sujeira de suas mãos e braços, já o vestido sujo foi jogado para o lado, sentindo claramente pressa de sua besta a cainita permitiu-se demorar um pouco, apenas quando o ronronar de sua besta mudou de tom Pietra voltou ao quarto.

    Sorrindo com orgulho e felicidade a cainita subiu na cama de Eva para abraça-la com força e carinho.

    - Ah Bella, ele será tão maravilhoso. Vai nos amar tanto! Seremos tão orgulhosas de nosso Lorenz Bella!

    Entregando-se aos braços de Evangeline a cainita não conseguia ao menos disfarçar o amor e a alegria que sentia.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 9/4/2017, 18:36

    Evangeline sorriu contente, seria normal esperar uma ação mais ativa da loira, todavia ela não parecia ter muitas forças para longas conversas. Aliviada ela apenas te aguardava deitada sobre a cama, permitindo que você tomasse o tempo necessário para limpar-se no banheiro.

    Dentro desse, a sua besta se mostrava inquieta e ansiosa. Verificando a cada instante se você já estava pronta, até começar a ronronar e arranhar novamente a porta do banheiro e apontar na direção de Eva. Finalmente você abria a porta e se encaminhava pra cama, abraçando a sua musa.

    -Finalmente, ele será nosso. Eu me esforçarei para...

    Evangeline começava a falar, mas era interrompida de maneira voraz pela sua besta. Você se via beijando os lábios de Eva com tamanho desejo e felicidade que a pegavam de surpresa, era impossível resistir aos desejos da sua besta naquela situação. Ao ponto de seus olhos não serem mais capazes de vê-la, porque ela estava mais uma vez unida a ti, tuas mãos eram as delas e seus pensamentos também. Em sincronia, vocês duas tomavam o corpo de Eva com intensidade e amor. O natural entre vocês era esperar por Eva tomar a inciativa e o controle, mas dessa vez, seria o corpo sensual e perfeito da loira francesa que se chocaria contra os lençóis, dominada pela corrente de prazer que vocês causavam a ela.

    O tempo se tornou um mero detalhe, sua consciência pode descansar como nunca antes fizera e a sua besta estava a se deliciar por vários minutos e talvez até horas, com Eva. Até que o sono inevitável, após a exaustão feliz e completa chegava.


    17 de Março de 2002, Berlim.
    Nona Noite

    Um ronronar leve se fez ouvir aos pés dos seus ouvidos, seguidos por um carinho gentil e cuidadoso nos seus cabelos. Seus olhos se abriam e a primeira coisa que eles vinham era a imagem radiante da sua própria besta, ela logo levava o indicador até os lábios. Pendido seu silencio e tomava a tua mão, fazendo um convite para você se colocar de pé.

    Seu corpo despertava logo em seguida, havia uma notável fome ali presente. Assim como a tua nudez era sentida junto da nudez de sua amada que dormia abraçada contigo, encolhida e a dormir com um sorriso feliz. O tecido fino de seda que cobria Eva estava inteiramente manchado pelas gotas de suor sanguíneo que ela havia liberado durante o ardente final de noite. Já o seu lado da cama, estava úmido. Apenas úmido...

    Insistentemente a sua besta seguida tentando puxar tua mão, até que enfim conseguia levá-la para a saída do quarto de Eva. Tomando o caminho até o quarto onde Lorenz havia passado a noite. O seu quarto, apontando para o mesmo, ela desejava que você pudesse ver algo que ela já tinha visto ali.

    E ao abrir a porta, seus olhos eram tomados por uma cena lindíssima. Tão inexplicável que faziam seus olhos chorarem de felicidade e teu coração bater mais uma vez, com tanta força que lhe esquentava o corpo inteiro. A cena de Thesa sentada na cama, com Lorenz em seu colo, o cansaço expresso nas olheiras da jovem. Em suas mãos havia um pano molhado e sobre o criado mudo uma pequena bacia de água suja de sangue. A cama estava inteiramente bagunçada, são não mais bagunçados do que os cabelos de Thesa. A decoração também estava revirada, como se algo tivesse jogado tudo contra as paredes e agido com bastante violência, os frascos de sangue estava vazios e três deles estavam quebrados.

    Thesa estava com uma camisa cheia de rasgos, uma calça jeans simples e descalça. Com um sorriso meigo e cansado ela limpava a face pálida de Lorenz e brincava com os dedos da mão esquerda, esses dançavam sobre as presas do jovem que agora tinha todos os traços esperados de um neófito e que dormia com bastante calma.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 9/4/2017, 22:00

    A recepção cálida de Eva deixou Pietra de certa forma preocupada, não era o comum de sua Musa, mas aquela noite havia sido de certa forma complicada e difícil para Evangeline.

    “ Ela precisa de um tempo para se recompor, tenho certeza que Edgard a ajudará com isso.”

    No banheiro Pietra ria de sua besta, a clara vontade dela era de arrancar Pietra naquele instante do banheiro e leva-la diretamente para os braços de Eva, abrindo a porta para liberar sua besta a cainita sorriu para Evangeline.

    As palavras, apenas as primeiras palavras de Eva foram escutadas, as outras a besta de Pietra fez questão de interromper, tomando os lábios de Eva besta e cainita sediam sem remorsos nenhum ao desejo que a Musa despertava em ambas. Surpreendendo Evangeline, a cainita não se importou de desfrutar do amor e companheirismos que as duas tinham.

    O detalhe do tempo apenas foi notado quando Pietra despertou, o ronronar e a caricia em seus cabelos despertaram a cainita, ainda abraçada em Eva a italiana viu sua besta lhe convidando para segui-la, um sorriso calmo se apossou dos lábios de Pietra enquanto ela acenava concordando.

    Um beijo suave foi depositado na testa de Evangeline, desprendendo-se com cuidado para não desperta-la Pietra permaneceu sentada por alguns instantes na cama, o suor de sangue de Eva contrastava com o seu úmido, um sentido de curiosidade assomava Pietra com rapidez, mesmo assim a cianita afastou aquele pensamento no momento, sua besta impaciente claramente a chamava esperando ser seguida.

    Vestindo um roupão de algodão macio, Pietra deixou-se ser guiada por sua besta, a fome começava a despertar no íntimo da cainita e isso era algo que deveria ser sanado. Caminhando até seu quarto Pietra abriu a porta quando a sua besta o pediu, a visão que se revelava fez a cainita sorrir orgulhosa e preocupada.

    A delicada Theresa cuidava de Lorenz, ainda adormecido o jovem já revelava as presas que carregaria para eternidade, a marca de sua maldição, já Theresa demonstrava estar cansada e com sinais claros de que havia sido atacada.

    “ Ela deve ter entrado enquanto ele ainda estava desperto... Mia amata, tens que tomar mais cuidado!”

    Adentrando no quarto com cuidado a cainita pode ver a destruição que a besta de seu filho havia feito, deixando a cainita satisfeita por ter retirado a tela do quarto antes do primeiro despertar de Lorenz.

    Sentando-se na cama Pietra sorriu para Theresa, um beijo suave foi depositado na testa de seu filho junto com um leve passar de mãos em seus cabelos, um sorriso amoroso era carregado por Pietra quando esta encarou Theresa, tomando uma de suas mãos a cainita a beijou para sussurrar.

    - Obrigada mia amata. Posso ver que você o pegou acordado, estás machucada?

      Data/hora atual: 24/6/2017, 17:50