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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

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    Danto
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 10/4/2017, 01:40

    Os enormes olhos castanhos da jovem Thesa se assustaram quando notavam que você estava ali a tocar nos cabelos de Lorenz. Ela não sabia muito bem como reagir e exatamente dentro dessa confusão ela abaixava a cabeça, envergonhada. Soltando o pano úmido sobre a testa de Lorenz e prontamente escondendo o antebraço esquerdo, balançando a cabeça positivamente a sua jovem vassala era tomada pela culpa de tê-la desobedecido de novo.

    A sua besta te encarava, como se tivesse exigindo que você resolvesse logo aquela situação. Era até engraçado ver o quanto ela se importava com a pequena Thesa e como cada ação de sua vassala conquistava a atenção total de sua besta. Na realidade, haviam semelhanças entre elas e isso ficava cada vez mais notório.

    -Eu...Boa noite...perdão Senhora... Eu estava a monitorar Lorenz, ele acordou assustado e nervoso. Não havia ninguém por perto e eu tive que entrar... Ele parecia com fome e tinha se ferido por socar o chão... Eu fiz o que você fez, dei meu antebraço para ele beber e ele se acalmou. Depois eu o fiz beber os jarros que ele não quebrou e ele dormiu. Me perdoe... Lorenz não me machucou, ele jamais seria capaz de fazer isso, foi eu mesma que me feri.

    Falava baixinho e com bastante vergonha a sua vassala de coração gigantesco e ações totalmente inconsequentes.
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 10/4/2017, 11:29

    Pietra riu ao ver o pequeno susto de Theresa, a clara preocupação da jovem com Lorenz era encantadora, a reação defensiva fez com que Pietra a olhasse com mais calma e cuidado, retirando o pano da testa de Lorenz a cainita o beijou ali na testa de seu filho.

    - Não posso culpa-la, eu também teria entrado se não fosse tão cansativo acordar durante o dia. Obrigada por cuidar dele Thesa, talvez ele não se lembre o que fez com você, mas ele não fez por mal. Criamos uma segunda natureza quase que primitiva durante o abraço, é ela que nos protege. Quando ele acordar vai estar sensível, mas aos poucos voltará a ser nosso Lorenz.

    Puxando-a para levanta-la a cainita a abraçou com cuidado e carinho, beijando-a nas faces e testa, passando a mão por seu cabelo Pietra tentou arruma-lo da melhor forma possível e carinhoso.

    - Vamos cuidar desse machucado, infelizmente eu não posso cura-lo com na noite anterior, já começo a sentir fome e não é aconselhável eu me exceder agora.

    “ Acredito que ela vá aprender os limites de tudo com o tempo, caso contrário colocarei Albert para cuida-la. “

    Pietra viu a besta acompanhar cada movimento, a besta mais do que nunca queria proteger Theresa, sentimento que era claramente compartilhado por Pietra.

    - Peço desculpas se ontem a noite eu lhe assustei, eu estava ansiosa e com dificuldades em lidar com minha própria natureza. Ainda não tive tempo para estudar com afinco, mas acredito que logo vou conseguir me controlar melhor.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 10/4/2017, 12:57

    Lorenz seguia em seu sono profundo, sem respirar ou mover um músculo sequer. Era como se ele estivesse totalmente morto, entretanto, as presas que faziam volume na boca entreaberta do mesmo, lhe davam a certeza que estava tudo certo.

    Thesa evitava olhar diretamente para você, a pequena jovem parecia acuada e temerosa por ter talvez cometido outro pequeno exagero. Em seguida ela sentia o seu leve puxar, olhando para você com olhos trêmulos, ela se permitiu levantar. Ficando bastante vermelha quando tinha a face beijada pelos teus lábios e ainda mais vermelha quando você começava a arrumar os cabelos dela.

    -Eu pensei que tivesse passado do ponto, não sei bem ainda como dizer ou fazer tudo. Pensei em dar-lhe um beijo de boa noite e o fiz... Fiquei com vergonha de perguntar se tinha feito algo errado ao Albert e ele parecia ocupado, trabalhando com um homem realmente muito bonito, acho que ele trabalhava para Friederich... Não precisa se desculpar, Senhora. Apesar me diga se eu fiz algo errado ou não? Porque isso me assombrou o dia inteiro.

    A sua besta ouvindo a conversa logo balançava as mãos, fazendo vários sinais negativos, implorando para que você apaziguasse de vez as duvidas da jovem Thesa. E logo depois a sua imagem instintiva e selvagem, corre pelo quarto procurando a caixa de primeiros socorros que a própria Thesa trouxe, encontrando ela no chão próxima a cama. Sentando na frente dela e cruzando os braços, esperando que você fizesse logo algo a respeito.
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 10/4/2017, 13:29

    O descanso de Lorenz deixava Pietra aliviada, o volume de suas presas eram a certeza de que seu filho havia passado pelas mudanças e sobrevivido, a lembrança da presença de Lameth deixava a cainita feliz e aliviada, o antigo olhava pela italiana como havia prometido, era algo que Pietra não se esqueceria.

    As reações tímidas de Thesa trouxeram um sorriso carinhoso para os lábios de Pietra, vendo a insegurança e o medo de ter errado a cainita não conseguiu solta-la, apertando-a com carinho e amor.

    “ Mia amata, logo iras dominar cada pequena situação. Eu sei que você vai. “

    Erguendo a face de Thesa, Pietra encarou nos olhos com seriedade enquanto se pronunciava.

    - Não cometeste nenhum erro mia amata, eu juro que não. Sei que agora são muitas as suas duvidas, isso é o normal e não seria diferente. Apenas se de um pouco de tempo, logo vais estar mais segura do que fazer e como agir. Noite passada a culpa foi minha, ainda não entendo o que está se passando comigo e voce apenas pegou um eco disso.

    Colocando Thesa sentada em uma das cadeiras reviradas do quarto a cainita seguiu o pedido de sua besta, tomando a caixa de primeiro socorros em mãos, sentando-se na frente de Theresa está pediu o braço ferido com delicadeza.

    - Nesta noite deverei apresenta-la a Espada. Isso vai impedir de que qualquer membro lhe faça mal inadvertidamente. Qualquer duvida que tiveres procure a Albert, até mesmo eu e Lorenz ficaremos felizes em lhe responder. Sempre senti que pedia de mais de Lorenz e realmente não quero sobrecarrega-la em nada. Tudo bem mia amata?

    Trabalhando com cuidado no braço de Theresa, Pietra limpou a ferida e fez um pequeno curativo na mesma, para ficar segurando a mão de sua Vassala.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 10/4/2017, 17:07

    Thesa sorriu aliviada, parecia que um peso gigantesco era tirado dos ombros da jovem e a mesma chegava até a conseguir ajeitar melhor a própria postura e sorrir para você, da forma radiante que só ela era capaz de fazer. Acatando a seus movimentos, ela se sentava em uma cadeira e estendia-lhe o braço. Havia uma marca de mordida ali, causadas pelas pequenas presas dela e executada as pressas. Não era de fato uma ferida funda ou severa.

    -Tudo bem! Prometo que tentarei ser mais aberta a ajuda... E obrigada por isso, eu pude ver hoje como é a visão de um...vampiro?! Em selvageria e não foi nada legal, quero evitar isso! Imagina, se o Lorenz ficou feio, como deve ficar alguém realmente feio nesse estado?! Deus me livre!

    Ela usava o termo "vampiro" sem nenhuma certeza de que estava usando-o corretamente e deixava isso bem claro. Logo você começava a cuidar da ferida e a jovem fazia pequenos recuos, ainda sentada, quando você limpava a ferida e fazia algumas caretas de dor. Finalizando o curativo, ela diz:

    -Mas saiba que eu posso carregar muito mais do que aparento, tá bem?! Ah sim! Eu trouxe um presente para você Pietra! Tá ali sobre o criado mudo, além disso... Quer que eu vá em busca do seu rebanho? Ou preferes primeiro provar uma outra maçã? Ou um pêssego?!

    A sua besta quase saltava de alegria quando ouvia o nome daquelas frutas, colocando a mão na barriga e sorrindo animada. Ela mostrava as presas para você, indicando que a fome tinha duas origens diferentes.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 10/4/2017, 18:26

    O alivio de Theresa trouxe um sorriso mais calmo aos lábios de Pietra, era claro que a jovem se culpava pela noite passada e a resolução finalmente a havia deixado em paz consigo mesmo.

    “ Ela tem medo de falhar comigo... Ahh mia amata, se soubesses o quão perfeita você já está sendo.”

    Cuidando da pequena ferida aberta, Pietra sentiu um pouco de alivio ao ver que havia sido a própria Theresa que se machucara isso lhe dizia que o vitae doado não causaria mal a jovem. Rindo com as palavras da jovem a cainita concordou com a cabeça ao comentar de forma divertida.

    - Digamos que não é nada agradável mesmo. Tente usar o termo cainita quando se referir a um, os mais novos não se importam em serem chamados de vampiros, mas o mais velhos simplesmente não gostam. Para eles é desrespeitoso com o progenitor da maldição.

    Acariciando de leve a face de Theresa, Pietra foi paciente com os pequenos movimentos involuntários da jovem, fazendo um curativo simples, mas fácil de faz-lo, ouvindo as palavras da jovem Pietra sentiu o estomago roncar ao ouvir os nomes das frutas, sua besta demonstrava claramente que não ficaria sem uma maçã ou o pêssego oferecido.

    - Eu vou aceitar a maçã, mas depois quero que a senhorita tome um bom banho e descanse um pouco. Nas próximas noites Lorenz estará sensível com tudo, preciso que fique ao lado dele e o ajude no que precisar. Pedirei a Albert que chame alguém de meu rebanho, ele está mais acostumado a isso, e eles poderiam estranhar a mudança repentina.

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 10/4/2017, 22:31

    Thesa olhava com atenção para a sua fala, balançando a cabeça positivamente afirmando de maneira silenciosa que havia entendido a sua mensagem. Em seguida ela checava com curiosidade o pequeno curativo que fora feito em seu próprio braço e sorrindo se colocou de pé.

    -Obrigada, irei então me banhar e comer algo! Aviso Albert no caminho, não se preocupes cuide de seu filho. Em seguida eu irei retornar com a tua maçã, com a sua licença agora, Minha Senhora.

    Thesa olhava com mais convicção para você ao final da própria fala e tomava a liberdade de beijar-lhe a face como um sinal de despedida, sorrindo com leveza e arrancando um ronronar da sua besta. A linda jovem saía do quarto para deixá-la a sós com Lorenz. A sua besta olhava em volta curiosa, a procurar algo que não sabia exatamente o que era. Até que finalmente, ela corre até o criado mudo e apontava para você uma pasta de couro azul. Apontando com tanta veemência até que você pudesse abrir e ver o que era o tal presente de Thesa.

    A Pasta e o Presente:
    Pasta:
    O Presente:

    Seus olhos sentiam o calor daqueles raios de sol, os mesmos que banhavam seu corpo durante toda a sua juventude. A sua besta se remoía em uma onda poderosa de nostalgia e segurava o choro de maneira infantil e falha. O calor se espalhava gradativamente, irradiando da fotografia até os seus dedos e para então conquistar teu corpo por inteiro. Não era só uma foto, tão pouco apenas uma imagem... Era uma captura da alma da sua terra natal. Seus olhos se enchiam de lágrimas e o fascínio crescia forte e avassalador dentro de ti. Era algo estonteante e a tua razão agora conseguia justificar porque Thesa estava tão cansada, ela havia feito uma viagem para tirar apenas aquela foto e retornar. Era um pedido delicado de desculpa por um erro não cometido, um fragmento do amor dela por ti.
    [Off: Teste de autocontrole, dificuldade 7]
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 10/4/2017, 23:47

    O entendimento de Theresa e a forma mais solta que a jovem já agia deixou a cainita aliviada, concordando com as palavras da jovem Pietra sorriu em resposta ao beijo em sua face, a besta ronronou feliz também já que qualquer problema com sua adorada Thesa já não existia.

    Ainda sentada Pietra viu sua besta vasculhar o quarto em busca de algo, um suspiro foi solto pela cainita quando sua outra parte gesticulava para a pasta azulada, rindo disso Pietra se levantou da cadeira murmurando para sua besta.

    - Vamos ter que aprender a se comportar, eu pisco os olhos e você já esta fazendo alguma coisa.

    Sendo deliberadamente ignorada por sua besta, Pietra riu para isso. Tomando a pasta em mãos a cainita gostou do couro azulado, abrindo a pasta o calor inundou Pietra com força, lagrimas encheram os olhos castanhos de sua besta e os da cainita. Um sorriso largo se formou nos lábios de Pietra conforme a cainita se ajoelhava. Ali estava uma foto dos mais belos campos floridos de sua vida, o mais puro verde e por alguns instantes até mesma a mais cálida brisa, era a imagem de sua terra natal, da qual seu coração e besta sentiam tanta falta, arraigado a tudo estava o mais puro amor de sua vassala.

    “ Ela viajou até minha casa. Mia amata... Ah mia amata obrigada, muito obrigada!”

    O pedido de desculpas pelo erro não cometido trouxe ainda mais lagrimas aos olhos de Pietra, o calor ali presente lhe trazia lembranças esquecidas, estendendo a mão para sua besta Pietra a puxou para si abraçando-a com força da mesma forma que abraçava a pasta de encontro ao seu peito.

    Off: Teste de Autocontrole = 4d10, dif. 7
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Dados em 10/4/2017, 23:47

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 7, 2, 5, 6
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 10:55

    O abraço entre a razão e o instinto ocorreu de forma poderosa, pois mais uma vez, ambos se uniram em torno de um só sentimento: o nostálgico amor. A jovem Thesa certamente não saberia mesurar o tamanho do presente que havia lhe dado, pois era através daquela fotografia artisticamente capturada pela alma de sua nova vassala, que tu chegavas a uma nova experiência. O uno com a besta ocorria ao final do abraço, pois essa, era afetada pela onda de sentimentos com muito mais força e por hora, ela não conseguiria mais agir de maneira tão independente, assim, chorando de felicidade ela se escondia dentro de ti, fazendo teu coração bater forte por alguns longos minutos e ajudando-a a combater o fascínio quase inevitável.

    Todavia, após alguns minutos o som de uma batida na porta chamou a sua atenção. Em seguida, tu podia ouvir a foz grossa e marcante de Albert. Que falava do outro lado da porta, abrindo levemente a mesma para que a voz dele pudesse ser ouvida com maior perfeição, mas sem abrir totalmente a mesma.

    -Senhora?! Boa noite, desculpe pela interrupção. Venho lhe informar que o primeiro membro de vosso rebanho chegou, a senhorita Aylena Vanka está a sua espera. Contactei também os outros, mas eles demorarão um pouco mais para chegar. Ela esta pronta a sua espera na sala vip da galeria.

    E o homem alto e forte seguia a esperar do lado de fora do quarto, sem adentrar ou sequer olhar para dentro do mesmo, respeitando o possível momento que ele imagina estar ocorrendo entre você e Lorenz ali dentro.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 11/4/2017, 11:41

    As lagrimas continuaram a correr pela face de Pietra sem que a mesma se importasse com isso, a besta abraçada se recolhia junto de sua cainita suspirando de forma amorosa, de encontro ao peito de Pietra estava um tesouro, um pequeno raio de luz que a iluminava e aquecia.

    Respirando fundo para se controlar a cainita sentiu a luta contra o fascínio, um sorriso bobo tomava os lábios de Pietra quando seus pensamentos se voltavam para esse fato, com delicadeza a cainita guardou a pasta azulada em seus pertences, tomando alguns segundos para se controlar a cainita rumou para seu banheiro.

    Um banho frio e leve foi tomado por Pietra, escolhendo mudar um pouco o seu modo de se vestir a italiana vestiu uma calça jeans escura com uma camisa de mangas longas.

    Modelo da roupa:
    [

    Ainda enxugando seus cabelos a cainita se sentou ao lado de sua prole observando seu sono, uma leve caricia era depositada nos cabelos e faces de seu filho.

    “ Meu filho. Eu poderia passar a noite toda aqui sentada, apenas te esperando...”

    A voz de Albert retirou a cainita de seus pensamentos, a forma educada e discreta do mesmo fez Pietra se levantar da cama, beijando a testa de Lorenz em uma suave despedida a cainita se dirigiu para a porta abrindo-a com cuidado.

    - Obrigada por me avisar All, você não atrapalhou nada mio amato, Lorenz ainda dorme e é muito cedo ainda para que ele desperte.

    Abraçando o grande homem, Pietra permitiu-se ficar assim por alguns instantes antes de apoiar o queixo no peito do mesmo e sorrir.

    - Posso lhe pedir para que mova um bloco de cera para meu ateliê? Eu tenho o dever de fazer uma escultura e lá será o melhor local para isso. Outra coisa, fique de olho em nossa menina, Theresa é encantadora mas tem mania de se ignorar com facilidade.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 13:27

    Albert era pego de surpresa pela abertura da porta, mas prontamente sorria de maneira simpática ao vê-la e prontamente correspondendo ao seu abraço, o alto e forte homem a recebia com bastante carinho, como sempre fazia. Apesar da aparência intimidadora aos olhos externos, o coração enorme de Albert sempre estava pronto para cuidar de você e de sua musa.

    -Fico feliz que não tenha atrapalhado nada, minha querida Senhora. Irei sim mover para o sue ateliê o bloco requerido, em poucos minutos ele estará lá pronto para que tuas mãos o transforme em algo especial. E me preocupas um pouco com esse pedido referente a Theresa, ela tem cometido alguma falha grave? Ficarei sim de olho nela, estou acostumado a lidar com mulheres geniosas.

    Albert então tomava a liberdade de passa suavemente a ponta do indicador sobre a sua testa, empurrando calmamente uma mecha para trás de sua orelha e olhar diretamente nos seus olhos com bastante carinho e dizer.

    -Agora, acredito que seja necessária a sua alimentação. Eu já contei que a Senhora não se alimentou por várias noites, alimente-se para que tua arte não sofra da ânsia da fome.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 11/4/2017, 14:05

    Envolvida pelos braços grandes de Albert, Pietra sentiu-se protegida, a cainita simplesmente amava sentir-se assim e os braços de Albert era especialistas nisso, rindo com as palavras do mesmo Pietra balançou a cabeça de forma negativa.

    - Não, ela está sendo simplesmente maravilhosa. Apenas acho que ela tem muito que pensar e aprender, alguém mais experiente olhando por ela seria bom, além do mais sei que vocês mantem uma boa amizade.

    A delicadeza do homem simplesmente gigantesco sempre tocava Pietra, mostrando os dentes em um largo sorriso a cainita corou de vergonha ao ouvir que ele havia contado seus dias sem se alimentar.

    “ Tenho que tomar mais cuidado com isso, mas os últimos dias dentro da Espada me pediram muito que simplesmente passou despercebido.”

    - O que seria de minha vida e de Eva sem você mio amato? Vou seguir seu conselho, não quero que minha arte sofra com a minha fome.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 12/4/2017, 13:12

    Albert a olhava com bastante carinho, o alto homem não era tão aberto quanto Lorenz ou outros ali eram, mas havia um jeito bastante peculiar dele demonstrar o afeto dele por ti e por Eva, oferecendo proteção. Em qualquer esfera que fosse necessária, lá estaria ele para ser o porto seguro para vocês duas. Se a sua besta não estivesse ainda tão abalada e dentro de ti por causa do presente de Thesa, ela estaria com certeza pedindo colo para Albert.

    -Darei mais atenção a Theresa, ela me parece bastante similar a Eva em vários aspectos, principalmente quando falamos em força de personalidade... E eu não sou capaz de responder essa pergunta, querida Senhora, pois não há em minha mente uma possibilidade de vida longe de vocês duas.

    As palavras finais de Albert eram ditas juntamente com um leve carinho que ele fazia em suas costas, tocando-a na parte mais alta e com a palma da mão aberta, esse toque durava poucos instantes e logo terminava com ele se despedindo.

    -Agora, permitam-me trazer o teu bloco. A senhorita Vanka está a tua espera e eu consigo sentir que a sua fome está cada vez mais presente. Até breve, minha querida Senhora.

    Despedia-se por hora o grande homem, com um sorriso carinhoso na face, aguardando apenas a sua deixa para que ele fosse cuidar dos afazeres requisitados.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 12/4/2017, 13:41

    Ainda encarando Albert, Pietra o apertou com carinho a segurança transmitida pelo grande homem era um traço forte de sua personalidade, um traço que a cainita prezava acima de tudo. Ouvindo as palavras do mesmo sobre Eva e Thesa serem parecidas Pietra teve que concordar com o mesmo, mas o mencionar de que nunca havia pensado em viver longe das duas fez a italiana corar de forma confortável.

    - Obrigada All, sei que ela tem um personalidade forte, e é por isso que peço que tome conta dela, não queremos que nossa Thesa se machuque ou se afaste. Não sabes o quanto isso significa para mim mio amato.

    Sentindo o leve carinho em suas costas Pietra o soltou do abraço sorrindo, as palavras sobre seus deveres eram um sinal para ambos, concordando com o mesmo sobre a clara razão.

    - Tens razão mio amato, é falta de educação deixar a senhorita Vanka esperando assim. Caso vires Theresa peça para que ela deixe a fruta perto do bloco de cera, ainda terei algum tempo para trabalhar antes que Lorenz acorde ou alguem chegue.

    Fazendo uma pequena mensura com um vestido imaginario, Pietra se despediu de Albert, seus passos logo rumaram para o local onde encontraria sua Aylena.

    “ Faz tempo que não nos vemos. Será interessante conversar com ela. Lembro-me que ela ainda não decidiu o que cursar na faculdade, e isso a preocupa. “
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 12/4/2017, 16:11

    Sala Vip da Galeria:

    Seu caminho foi simples e direto, afinal, a noite havia apenas começado e todos os cainitas ainda estava à dormir, a boate ainda fechada e a galeria em um horário de pausa já agendado de maneira rotineira. Assim, você saia dos corredores do seu refúgio e passava pela porta que dava acesso a galeria, a mesma estava vazia, as obras cobertas e apenas com uma meia luz amarelada como iluminação interna. A mais forte das luzes vinha da primeira sala vip da galeria e era lá o seu destino.

    Abrindo a porta você já encontrava de imediato a imagem da jovem russa, Aylena se levantava do sofá branco onde estava previamente sentada e a recebia com um sorriso e seus enormes olhos verdes. Os cabelos dela estavam diferentes, vermelhos e mais escuros, ela parecia ansiosa e ligeiramente afoita.

    -Spokoynoy Nochi! Er...Boa noite senhorita Rafaldini. Desculpe pelo meu russo, me escapuliu!

    Aylena Vanka:

    Roupa:


    Última edição por Danto em 13/4/2017, 01:51, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 12/4/2017, 23:04

    Andando por seus domínios Pietra observava a tudo com cuidado, cada pequeno detalhe em seu lugar e cuidadosamente pensado, um pequeno reino criado pela cainita com seu mais puro esforço e suor. O vazio de sua galeria era preenchido exclusivamente pelas obras cuidadosamente tampadas e a meia luz, isso fez a cainita sorrir de certa forma orgulhosa do que via.

    “ É sempre estranho ver esse lugar vazio. Acho que isso é bom, pessoas trazem vida para o ambiente a sua volta. Eu realmente não gostaria de ver esse lugar entregue as teias de aranha. Mesmo que no final eu seja uma. “

    Rindo com seus pensamentos Pietra andou sem pressa até a sala vip, adentrando no local um sorriso alegre tomou os lábios da cainita, os cabelos mais escuros de Aylena foram o que mais chamaram a atenção de imediato, o contraste entre os olhos verdes e o vermelho de seus cabelos encantou Pietra, rindo das palavras em russo a cainita se adiantou para abraçar a jovem.

    - Só se você perdoar meu italiano mia amata!

    Ria Pietra ao beijar-lhe as faces em um cumprimento carinhoso, puxando-a pelas mãos a cainita se sentou sorrindo enquanto cruzava uma das pernas para ficar sentada de frente para Aylena.

    - Agora me conte o porquê dessa mudança? Tenho certeza de que tens um bom motivo para isso, mas saliento que estás simplesmente linda com esse tom mais escuro.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 13/4/2017, 01:58

    Aylena retribuía a sua saudação, também com dois beijos carinhosos e breves na sua face e meio que sem querer ela acaba por deixar uma pequena marca na sua bochecha esquerda. De forma bem leve, a mesma se sentava, sem cruzar as pernas, mas apenas juntando os joelhos.

    -Obrigada! E seu italiano é maravilhoso! Deveria ter tido mais lições de italiano na minha escola e não o francês ou a chatice do polonês. Parece um russo mais cansado sabe? Ah, enfim, você não vai acreditar na minha história!

    Dizia a jovem, deixando um ar divertido de suspense. Um ar que fazia algo dentro de você ficar bastante curiosa, algo não, alguém. Sua besta ensaiava um olhar discreto, interessada na história.

    -Eu fugi de casa. Fiz uma tatuagem, pintei o cabelo. Dei uma de maluca desvairada por um dois dias inteiros! Meu pai quase morreu do coração e eu simplesmente voltei pra casa. Fugi sem saber que estava fugindo, porque para mim na realidade eu estava apenas a passar um tempo com aquele homem maravilhoso... parecia um príncipe encantado... Tinha um sotaque parecido com o seu, mas os olhos dele me deixavam perdida! Mas acho que foi só uma paixão de verão sabe? No fim, gostei do cabelo e deixei!

    Dizia a moça, sempre com a sua prolixidade bastante notória e bastante bom humor. Fazendo várias caras e bocas enquanto contava a história de sua nova aventura.
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 13/4/2017, 03:11

    A animada Aylena fez com que Pietra sorrisse ao receber os beijos na face, sem se importar com a marca de batom a cainita concordou com a cabeça ao ouvir as palavras da jovem russa.

    - Eu acho o sotaque polonês bonito, gosto como ele soa. Mas tenho um amor incondicional pelo francês, mas não o de Paris.

    Comentou a italiana com calma, apoiando seu cotovelo no sofá Pietra sentiu que a curiosidade de sua besta voltava a despertar diante da jovem e sua história, sem se preocupar muito a cainita tampou delicadamente os olhos da mesma.

    “ Shhhh, aquiete-se um pouco e descanse. Tenho medo de perder o controle por conta da fome e sem querer ferir Aylena.”

    Vendo as caras e bocas que a jovem fazia ao contar sua historia Pietra riu, era claro que a imprudência de Aylena deveria ser aproveitada, a mesma ainda era protegida por sua pouca idade e inocência diante do mundo cruel.

    Tocando de leve em uma madeixa dos cabelos da jovem Pietra concordou com a mesma sobre o belo tom avermelhado, o destaque de seus olhos verdes poderiam facilmente encantar qualquer rapaz.

    - Imagino que seu pai tenha ficado muito nervoso. Mas uma fuga para se conhecer melhor nos faz bem não é?! Agora me diga quem foi seu “Romeu” por essas duas noites? E o mais importante, em sua fuga conseguiu se encontrar mia amata?
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    Danto
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 13/4/2017, 19:18

    A agora ruiva jovem concordava inicialmente com a sua primeira questão, que apesar de retórica parecia que seria respondia pela mesma. Fazendo um sinal com o dedo indicador, como se pedisse um segundo, a jovem respirou fundo e nesse meio tempo, a sua besta se encolhia obedecendo ao seu pedido.

    -Eu sei que isso pode parecer só um resmungo de uma garota que teve tudo na vida, mas eu sinto que o quanto mais alto nós vamos ou estamos, mais é exigido de nós e menos liberdade temos. E essas obrigações, impostas, sempre me fizeram estourar ou me perder. Então sim, você tem razão...

    Começava a responder a jovem, demonstrando uma fluência magnífica no francês que era repleto pelo sotaque russo da mesma. Com a força notória da pronuncia ríspida dos "r" e uma secura ecoante nos "c". Enfim, ela fazia uma pausa e sorria um pouco constrangida, para enfim retomar a fala ainda em francês que de fato, não tinha nenhuma similaridade com o pronunciado em Paris.

    -Quem era meu romeu? Uau, não foi algo tão trágico assim Senhorita! Mas o nome dele era Marcus! Quer ver uma foto?! E poxa, que pergunta difícil! Eu não sei se me encontrei, mas eu sei que o que tenho aqui agora é pouco...
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    Jess

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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 13/4/2017, 20:55

    As reações de Aylena sempre eram motivo de curiosidade para Pietra, vê-la pensar no que iria dizer deixou a cainita feliz, ainda mais quando sua besta acatava docemente seu pedido, acariciando os cabelos de sua besta Pietra começou a brincar de trança-los em pequeninas tranças, era uma brincadeira que sua mãe adorava fazer na cainita quando a mesma era uma criança.

    Pietra deu pequenos saltinhos no sofá ao ouvir Aylena falar em francês, aproveitando o quão melodioso isso soava aos seus ouvidos a cainita sorriu ouvindo atentamente os pensamentos da jovem russa.

    - Não mia amata, isso não me parece uma lamúria. Acredito que pequenos desafios ao longo de nossas vidas nos ajudam a crescer e nos conhecer melhor. Mas não se esqueça cuide bem do que tens agora, mesmo que seja pouco é seu e ninguém pode lhe tirar isso. Com o tempo esse pouquinho vai poder encher um baú, então você poderá compartilhar um pouquinho de sua experiência com outros tão perdidos quanto você já foi.

    Comentava a italiana em seu francês mais puro, o inevitável sotaque continuava ali sem que a mesma se importasse com isso.

    “ Ela mudou sim, está mais confiante e isso é bom. Um dia o pai dela vai ver que tem uma filha forte e se orgulhar disso. “

    Rindo sobre a ideia trágica que o nome de Romeu inspirava a cainita deu de ombros ao concordar com Aylena.

    - Porque não, quem sabe um dia ele não passa por minha galeria. Afinal não se tem muitos italianos em Berlim, e é sempre bom ouvir sua língua natal. E sabes muito bem que quando precisar alguém para conversar estou aqui mia amata, talvez não seja muito mas é o que posso oferecer.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 13/4/2017, 22:29

    A jovem russa abria um sorriso pequeno nos lábios, para então sem tirar os olhos da sua face, levar as mãos até o próprio colar e tirá-lo, para em seguida também tirar o casaco cinza, dobrando-o meio e se levantando para colocar ele na poltrona escura que ficava em frente ao sofá, depositando lá todos os pertences dela.

    Enquanto ela fazia isso, revelando estar usando apenas uma regata preta de tecido fino, que deixava o colo, o começo das costas e todos os ombros e braços expostos, a sua besta colocava uma mão com força no seu pulso. Os olhos dela pediam com intensidade por algo, mas a força dela parecia te segurar. Era uma ação que a pegava surpresa, mas logo seria explicada.

    Ela se virava de frente para você, a pele dela branca com a marca das veias vivas sendo possíveis de se ver a olho nu, o perfume adocicado da mesma de cerejas, tudo se transformava em uma poderosa intensificadora de sua fome. A jovem parecia notar que a sua expressão mudava e com bastante cuidado ela perguntou em francês.

    -Está tudo bem Pietra? Você mudou drasticamente, faz muito tempo que não se alimenta?! Irei me aproximar com cuidado, tá bem?

    A jovem então colocou um pé a frente, depois outro. A caminhada lenta dela te ajudava a se controlar, não havia nada sensual ali, o que havia sim era uma sensação diferente. A jovem estava cuidado de ti, os olhos dela escapava da sua face e pareciam encontrar os da besta, ela talvez não a via, mas conseguia sentir ela de uma forma muito empática. Ela então parava na sua frente e tocava a sua mão esquerda, com a ponta dos dedos da mão direita dela, fazendo um carinho suave na mesma.

    -Eu estou pronta, confio em ti. Me permita aliviar a tua fome... Tenho algo difícil para lhe contar e para ouvir você precisa estar forte. Permita-me fortalecê-la.

    Agora sim a sua besta te soltava, com a certeza que tudo estava sob controle.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 13/4/2017, 23:15

    Acostumada ao ritual de preparação de Aylena para ajuda-la com sua fome, Pietra observou em silencio a jovem retirar o excesso de roupa, dobrando-a com cuidado a cainita não percebeu o quanto sua fome estava a lhe atingir até a besta lhe apertar o pulso.

    As presas que discretamente começavam a crescer nos lábios da cainita se recolheram quando seus olhos castanhos se encontravam com os de sua besta, surpresa não levou muito tempo para que Pietra entendesse o motivo daquilo, o cuidado de Aylena porem foi algo que não pode passar despercebido.

    “ Obrigada, obrigada por nos controlar. Não serei tão relapsa quanto a nossa fome, não podemos nos dar a esse luxo e arriscar alguém. “

    Concordando com um pequeno aceno para Aylena, a cainita e a besta estudaram com cuidado cada passo da jovem, não havia nada que as provocasse ali, pelo contrário ajudava a aliviar o peso da fome.

    Quando o toque de Aylena se fez em sua mão Pietra sorriu, as palavras de cuidado da mesma tocaram profundamente a cainita, tomando a mão da jovem para si Pietra a beijou com delicadeza.

    - Obrigada mia amata, tomarei apenas o necessário, nunca mais do que isso. Obrigada por cuidar de mim.

    Deixando que as presas crescessem em seus lábios Pietra escolheu crava-las logo acima do pulso da Aylena, longe de qualquer veia importante.
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Danto em 14/4/2017, 11:53

    A alimentação era sempre um momento intimo, afinal envolvia literalmente o líquido mais importante da vida humana e esse era dado por Aylena sem nenhuma resistência ou receio. Pelo contrário, ela sorria enquanto assistia calmamente você usar as suas presas para abrir a ferida e tomar uma quantidade segura daquele sangue sempre muito nutritivo e jovial da garota. A sua besta ficava do seu lado, de pé e era a vez dela de agora, fazer carinho em seus cabelos enquanto olhava para Aylena, certificando-se de que ela estaria bem.

    A cena não era algo rápido, afinal você não iria abrir nenhuma veia que pudesse colocar a segurança física da garota em risco e o fluxo sanguíneo era lento. Aylena então estendeu a outra mão na sua direção e com os dedos, fez um pequeno carinho nos seus cabelos, ela e a besta se tocavam e nesse momento algo inesperado acontecida. A jovem soltava um gemido baixinho, a mesma se surpreendia com isso e ficava vermelha, você sentia o coração dela acelerar e ela gentilmente tirava a mão do seu cabelo, escondendo-a atrás da cintura. Enfim a sua alimentação terminava e a garota parecia confusa sem entender o que havia ocorrido de diferente. Respirando fundo, ela falava:

    -Está satisfeita agora, Pietra?! Bem, preciso lhe contar algo sobre Marcus. Ele era um homem perfeito de mais, mas eu só o encontrava a noite. Ele parecia querer me agradar bastante e sabia muito sobre mim, Pietra... Ele mencionou você...
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    Re: Ato VIII - Narrativa de Pietra: Die Weiße Blume

    Mensagem por Jess em 14/4/2017, 23:51

    A intimidade gerada pela alimentação sempre havia sido um momento critico e delicado, a ferida no braço Aylena era o claro motivo disso, o sangue era tão essencial para mortais quanto cainitas, lentamente a fome era controlada tornando-se suportável apesar de não completamente saciada.

    A presença da besta ao seu lado e o carinho de Aylena fez Pietra sentir-se cuidada, os carinhos em seus cabelos eram algo de certa forma novo e delicado, quando os dedos de sua besta e da jovem se tocaram Pietra parou a alimentação por alguns segundos, o estranhamento de Aylena fez com que a cainita voltasse a se alimentar, segurando com carinho a mão da mesma.

    “ Espero não tê-la assustado, ela é uma boa companhia. Entendo que isso possa acontecer mais, mas devo assegurar-lhes que estarão bem. ”

    Fechando a ferida aberta por suas presas Pietra respirou mais calma, sorrindo de leve para a russa a cainita se recostou no sofá, puxando Aylena para que esta sentasse ao seu lado a cainita concordou com um leve sorriso.

    As palavras da mesma fizeram com que Pietra fechasse os olhos, o modo que a jovem falava identificava um cainita, mas ouvir que seu nome havia sido mencionado pelo mesmo fez sua besta se encolher. Tomando a mão de Aylena, Pietra abriu os olhos olhando-a com carinho.

    - Obrigada por cuidar de mim mia amata, mas agora deixe que eu cuide de você. Por favor me mostre a foto dele, infelizmente não se vive tanto sem conquistar inimigos ou desafetos.

    “ Será que meu irmão faria isso?”

      Data/hora atual: 23/8/2017, 08:59