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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

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    Danto
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    Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 6/4/2017, 11:31

    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 15 de Abril de 2016: Estábulos.

    Alonzo era o primeiro a correr para se arrumar, enquanto Aloísio o seguia a uma certa distancia. Eles iriam se preparar o mais rápido possível e isso permitia que você chegasse sozinha no estábulo, lá a figura masculina e séria de Andrea a esperava. Ele trazia consigo em uma mala de madeira antiga tudo que havia sido requisitado, fazendo um sinal para que você o seguisse ele adentrava sem cerimonias no estábulo, dentro desse havia uma bancada improvisada, feita por uma mesa dobrável de madeira leve. Depositando a mala sobre essa, ele abria e mostrava os objetos ali, havia alguns detalhes adicionais como um sinalizador portátil com apenas um tiro e um celular descartável, já programado para uma discagem rápida.

    -Eu não estarei longe, se algo ocorrer, aperte o primeiro botão até que ouça minha voz. Aqui está a imagem requerida, esse é um dos jovens que estão a tua procura... E os cavalos estão prontos.

    O homem a deixava explorar a mala de madeira para ir até o interior do estábulo, voltando com os três cavalos que o seguiam de maneira serviçal e fiel, os olhos deles eram avermelhados e eles se comportavam como carniçais clássicos, todavia, você notava que existia um pequeno osso preso a cada cela. E assim que você se aprontava, Andrea se despede em silêncio, mas de maneira empática, saindo o mais rápido possível para evitar a figura de seus netos.

    E não haviam motivos ou razões para que demoras ocorressem. Alonzo prontamente se apresentava, usando um manto negro com capuz, sua besta amarrada e presa ao corpo, com vários virotes presos a um cinto, uma bolsa presa a cintura bem larga e funda, e uma faixa em X que atravessava seu peito. Com olhos obstinados ele a encontrava já montada no cavalo e sorria, pela primeira vez, com um sorriso feliz. Ele então subia no cavalo destinado a ele e aguardava pelo irmão, que se aproximava a passos mais lentos. Aloísio havia colocado roupas discretas, em tons escuros mas não escolhia nenhuma arma ou mantos, apenas luvas e uma camisa de manga longa e gola alta. E assim vocês partiam a cavalo noite a dentro.


    Local: Siena, vila de Acquaviva.
    Data: 15 de Abril de 2016: A Invasão.


    A viagem era curta até a vila de Acquaviva, muito curta na realidade. Vocês atravessam os campos, Alonzo se divertia como nunca! Com o gorro abaixado o jovem se mantinha em alerta, com um sorriso estampado no rosto, mantendo uma distancia em relação ao seu cavalo, silenciosamente dizendo que reconhecia que seria você a liderar o ataque. Aloísio  por outro lado se mantinha perto, quase ao seu lado, olhando-a com os cantos dos olhos em várias situações para certificar-se de que você ainda estava ali.

    Enfim, vocês chegavam a vila. A pacata vila de não mais do que vinte casas, alguns comércios e uma única rua central que a cruzava do começo ao fim. Ela fora erguida as margens da autoestrada e isso fazia dela um pequeno refúgio para famílias de turistas e para as tradicionais famílias agricultoras da região. Em seu intimo, havia um pequeno receio, um incomodo. Haviam inocentes ali, como você faria para controlar o impeto destrutivo de seus filhos? E se Aloísio tivesse entendido o comando de uma maneira perversa? E se Alonzo se descontrolasse e entrasse em frenesi? Afinal o fogo era algo delicado para os cainitas.

    Os três cavalos alcançavam a entrada lateral da vila, passando por um campo de cultivo de oliveiras. Para enfim, vocês chegarem a rua principal. Alonzo soltava um urro de empolgação, era a besta dele a comemorar! Os olhos dele já assumiam uma coloração avermelhada, as presas dele saltava para fora dos lábios e o sangue fluía pelo corpo do rapaz, aperfeiçoando suas capacidades físicas. Já pegando a gasolina em mãos, ele corria para frente sem esperar por nenhum comando. Aloísio demonstrava um certo receio com a situação, olhando para o irmão e em seguida para você, pedindo autorização de maneira discreta.

    Haviam algumas pessoas nas ruas, precisamente, haviam seis. Quatro homens a conversar, como um grupo que acabara de sair da lavoura e duas mulheres que varriam as entradas de suas casa. O primeiro virote a ser disparado por Alonzo, acertava em cheio uma das donas de casa, na altura do ombro esquerdo.

    -Um pra conta! Vamos! Vamos!
    Gritava o rapaz empolgado e obstinado a causar o caos dentro daquele vilarejo, já espalhando gasolina por cima de arbustos secos e entradas de várias casas do lado esquerdo da rua.


    Última edição por Danto em 8/4/2017, 18:27, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 6/4/2017, 18:37

    - Não se preocupe. Nada de errado irá ocorrer. Mas obrigada por estar sempre dois passos á minha frente. É bom saber que se eu escorregar já sei quem irá me segurar...

    "Tudo preparado. Como sempre, o que eu seria sem ele? O que eu poderia já ser se tivesse o conhecido décadas atrás? Não é hora para pensar nisso... Então essa é a face que tenho de usar... Certo, isso tem de dar certo. Pois se der eu obrigo os La Sombras à entrarem nesta guerra querendo ou não." Sorrio para Andrea como de costume. Agora entretanto não era hora para jogos. Assim, sem brincar com o mesmo, mas confiando profundamente nele, abro meu vestido revelando a nudez frontal. Então coloco a calça para montaria e fecho o vestido novamente. Olho um pouco encabulada para ele antes dele partir.

    Agora estava chegando os meus netos e eu tinha de olhar séria para eles enquanto eles entravam no estábulo. "Alonzo nasceu preparado para esse dia. Aloísio não, era tudo uma farsa afinal para ele. Sem ninguém para guiá-lo ele seguiu o irmão. Agora ele irá se confrontar e eu finalmente conhecerei ele de verdade." Assim, com todos prontos fiz um gesto com a cabeça e saímos para adentrarmos o coração da noite. Cruzando os vinhedos em busca de nosso objetivo. Em seguida eu logo começava a ligar minha ofuscação, me concentrando no rosto que eu havia visto. Enquanto isso falava em tom de liderança para os dois.

    - Usem ofuscação rapazes... Não para nos escondermos, mas para mostrarmos a verdadeira face do medo. Mesclem-se com as trevas. Que eles apenas vejam sombras que perturbe seus pesadelos...

    Então seguíamos caminho até a aldeia. Eu me concentrava em todos os cantos. Tentando garantir que nada daria errado. Observando toda a rua e tentando contar o número de casas. Logo que finalmente chegamos em nosso objetivo pulo para fora do cavalo. Então faço meu sangue ferver enquanto estico minha coluna quase envergando a mesma. Faço meu sangue correr forte e enrijeço meus músculos de todo o corpo. Coloco meu poder do vitae a tona e tiro minha besta do sono. "A Matriarca acordou!" Apenas observando a reação e o primeiro ataque de Alonzo dou alguns passos fortes para o grupo de pessoas e falo em voz de comando. Mesmo não gritando minha voz sai com enorme potência, enquanto olho para todos os indefesos camponeses. Vinha vontade era de levá-los ao chão. E aos chão eu os levaria.

    - Rendam-se, ao chão!

    Assim me viro para meus dois rapazes. Já com meu corpo totalmente modificado. Meus músculos à tona e um olhar que eles nunca viram antes. Era hora das ordens e deixei cada palavra com um tom bem claro e forte. A ameaça soou pesada, mas logo dei ênfase para o reconhecimento que eles teriam em seguida. O olhar forte que eu fazia não era diretamente para os dois. Mas para suas bestas. Tinha que mostrar que a minha era superior e apenas obediência as duas bestas me deviam.

    - Homens prestem atenção! Mulheres e crianças levem para o centro da vila! Poremos fogo apenas quando todas as casas forem conferidas! Sem mortes desnecessárias, sem abusos, nossa mensagem é o medo e não a morte! Quebrem essa regra e vocês terão suas presas arrancadas e os enterrarei até o final da guerra! Cumpram suas ordens e terão pela primeira vez meu orgulho!

    OFF - Habilidades Usadas
    Testes Acumulativos de Ofuscação - Máscara das Mil Faces: Manipulação(5) + Performance(4), Dificuldade 7. (Jogado Três Vezes)
    Ativação de Potência, Gasto de Um Ponde de Sangue. (Reserva: 13/15)
    Teste de Dominação - O Comando: Manipulação(5) + Intimidação(4), Dificuldade Variável.
    Teste de Manipulação(5) + Intimidação(4), Dificuldade Desconhecida.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Dados em 6/4/2017, 18:37

    O membro 'King Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 1, 9, 10, 5, 4, 6, 9, 9, 10

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    #2 'D10' : 5, 1, 5, 5, 9, 2, 9, 3, 2

    --------------------------------

    #3 'D10' : 9, 6, 3, 2, 6, 1, 10, 6, 8

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    #4 'D10' : 5, 8, 5, 9, 8, 7, 8, 4, 2

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    #5 'D10' : 8, 7, 8, 4, 2, 5, 3, 9, 10
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 6/4/2017, 19:28

    A sua potência explodia o ar em um urro poderoso, era impossível para qualquer humano simplesmente continuar seu caminho e ignorar o que foi ordenado, assim , os mortais que se encontravam já na rua se atiravam ao chão quando a sua voz de comando ressoava pelo ar, enquanto a mulher que sofrera o impacto do primeiro virote já sangrava no chão. Era um ferimento severo, mas não tinha natureza mortal, por sorte ou azar dela, Alonzo era um exímio atirador.

    A força do teu vitae e da sua vontade faziam suas ordens continuarem fortes, tão fortes e avassaladoras que você sequer sabia que tinha tamanho poder. Era tanta força que Alonzo reagia de maneira perigosa, destoando completamente o irmão. Restava a Aloísio uma descida calma do cavalo, uma respiração lenta e a ação de transformar o rosto na imagem de um homem genérico da região, era talvez uma face que ele até costumava usar para visitar as cidades próximas. Ele ia então, na direção da primeira casa, usando a potência que também possuía para arrancar um pedaço escada da primeira casa, usando então aquela madeira como um bastão de conduzir gado, o homem abria as portas e ordenava com o uso da dominação.

    -Todos para fora, em direção ao centro da vila! AGORA!

    As pessoas saiam e Aloísio as empurrava com o bastão de madeira improvisada, sem ferir nenhuma ou golpear, ele estava a tratá-las como o gado que eram naquela situação. Enquanto ele a surpreendia com uma execução limpa, os urros de Alonzo se faziam cada vez mais presentes.


    Em poucos instantes, você estava reunida junto de Aloísio, já que a parte central da vila não era longe, ficava na realidade a poucos passos de onde vocês haviam chegado inicialmente. Em frente a uma população de precisas vinte e sete pessoas, sendo a esmagadora maioria, mulheres e crianças. Restava a você dar inicio a manipulação da memória daqueles que seguramente iriam sobreviver as chamas.

    Todavia, enquanto você tomava seu tempo para ordenar o esquecimento e controlar as memórias desse grupo. Um som forte chamava a atenção de todos, um grito de Alonzo, como um verdadeiro demônio a urrar pelo meio das profundezas do inferno. Uma das casas das quais ele deveria retirar as pessoas, era tomada pelo fogo de maneira voraz, uma mulher saia em chamas, seguida de seu marido e duas crianças. Ela estavam pegando fogo, mas não corriam das chamas, corriam de algo que saia brutalmente da casa: Alonzo!

    Totalmente fora de controle, entregue a mais sórdida, violenta e profana natureza dos filhos de Caim. O seu neto exibia a face da irracional e sanguinária besta. As roupas dele estavam fustigadas pelas chamas, ele trazia nas mãos o tronco de um adolescente do sexo masculino, que em algum dia, tinha sido uma pessoa viva. Jogando aquele tronco juvenil contra o chão. Ele urrava mais uma vez e escolhia o alvo mais forte para desafiar, batendo contra os peitos feito um gorila: O alvo era você. E em uma fração de segundos, Aloísio entrava na sua frente e dizia rápido.

    -Salve quanto puder Loretta! Salve quantos puder! Eu irei segurar meu irmão, custe o que custar! Faça o que tem de ser feito o mais rápido possível!

    A ação de Aloísio era inesperada, forte e cheia de convicção. Firmando os pés no solo ele aguardava a besta desenfreada fazer a investida.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 6/4/2017, 19:56

    OFF - Teste de Coragem(3)
    Teste de Consciência(4)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Dados em 6/4/2017, 19:56

    O membro 'King Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 9, 7, 4

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    #2 'D10' : 10, 8, 8, 5
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 6/4/2017, 22:15

    Meu plano ia como eu havia almejado que fosse. Com meus netos relativamente contidos. Realizando um trabalho básico de reagrupar os humanos. Sem barbárie ou nada exagerado. Enquanto isso eu podia com calma tratar dos já capturados. Encher suas memórias de sombras estranhas. Colocar mais medo onde não havia e em apenas um, randomicamente, impor a memória de uma placa de carro de Volterra. Seria uma dica escondida que daria junto da face que escolhi, munição para esconder o verdadeiro causador daquele ataque.

    Então o descontrole ocorre. Um lado meu ficava desapontado enquanto o outro infelizmente já esperava por aquilo. Realmente almejava que não acontecesse. Mas percebia que era inevitável. "Agi tarde demais para tentar salvá-lo de si mesmo. Pelo menos para Aloísio ainda há alguma esperança." Relutava em ver os corpos em chama e o jovem morto. Havia sido eu que causara aquilo. Estava sob minha responsabilidade. Mesmo sabendo que todas aquelas vidas teriam um destino muito mais cruel se a guerra ocorresse com outros cainitas invadindo aquela vila, estas mortes estavam em minha responsabilidade e para sempre estariam. "Mais almas do sudário com verdadeiros motivos para me atormentar."

    Entretanto infelizmente não era hora para o luto. Meu neto estava descontrolado e eu era seu alvo. Nada podia-se fazer contra isso. Com a única exceção de Aloísio, o qual realmente me surpreendia com sua ação. Entretanto não era a função dele agora. O problema era meu e eu tinha de resolvê-lo. Tinha de encarar meu medo, meus receios. "Se for para eu ser a matriarca da Toscana, eu tenho de encarar meu maior medo. De cabeça e erguida e concertar meu maior erro." Assim seguro o ombro de meu neto, me deslocando para a frente dele enquanto olhava com um empático e sincero sorriso fraco em meu rosto direto para os olhos dele. Os olhando como se tivesse tentando tocar em sua alma com suavidade.

    - Aloísio... Eu falhei com ele e é meu dever encará-lo. Vá com os humanos, os deixe na floresta protegidos e volte para casa com os cavalos. Mas antes saiba... Estou orgulhosa de ti hoje. Realmente orgulhosa. E também saiba. Se continuar neste caminho, um dia serei capas de lhe amar como Ermínia, sua mãe, o amou antes de falecer. Agora vá. Esta luta é minha. São meus erros e eu os enfrentarei.

    Me estendia de frente para Alonzo. Firmava meus pés no chão e aquecia minhas forças ao máximo. Fazia todo meu vitae transbordar por meus músculo, fervilhando. Empunhava dentro de mim todo o poder de um verdadeiro ancião. A potência completa de alguém que não fugia de seu próprio destino. Estava na hora de enfrentar a pior besta que corria em meus pesadelos. A qual acabo de descobri que não era a besta de meu senhor, mas o monstro de meus próprios erros. Estava na hora de derrotá-la. Assim fechei os punhos e enrijeci meu corpo inteiro. Era chegada a hora.

    OFF - Teste de Carisma(4) + Empatia(5), Dificuldade Desconhecida.
    Queimo três pontos de sangue, um em Força e dois em Destreza. (Reserva: 10/15)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Dados em 6/4/2017, 22:15

    O membro 'King Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 7, 10, 7, 8, 3, 3, 9, 9, 5
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 12:31

    Aloísio observa por alguns instantes, sem acreditar na sua reação. Todavia, não restava tempo e ele estava a agir com uma lucidez inesperada. Virando-se para a multidão de mortais que ali havia, o rapaz apenas erguia o braço na direção da floresta fora da vila e todos os humanos para lá corriam. E ele fazia o mesmo. Restava agora, apenas você e o bestial Alonzo.

    E a luta começava de maneira brutal, o rapaz dominado pela besta agia de maneira irracional e partia na sua direção de peito aberto, sem nenhuma postura ou preocupação com a defesa. Assim você pode realizar um salto de encontro ao mesmo, caindo no chão com ele. Ficando por cima do rapaz e enquanto se esquivava das investidas letais dele, como mordidas e garradas, você pegou um dos virotes que repousavam na tira de couro sobre o tronco do rapaz. Desvincilhando-se do mesmo para fazer a primeira tentativa, sem sucesso, de atravessar o coração dele com a madeira.

    Furioso, Alonzo se erguia e acertava-lhe um soco fortíssimo que a jogava contra o chão, rolando alguns metros. O demônio urrava para os céus e enquanto você se levantava, ele iniciava outra investida. Entretanto, nessa situação você teve a chance de usar o teu vitae para tornar-se ainda mais forte. E foi com a força dele que seu corpo teve velocidade suficiente e reagiu com maestria. Alonzo corre reto ate você, coube a ti um giro simples e a realização de uma potente rasteira baixa, que atirava a criatura bestial contra o chão. E no chão, você o sobrepujava, atravessando uma adaga em seu coração.

    A besta desaparecia com a mesma velocidade que havia surgido, restava ali apenas a figura desacordada de Alonzo, sua chama havia sido finalmente apagada. Com o peito ferido e o virote ali cravado, o rapaz estava parado como uma estátua mórbida e triste. Restava a você agora o fardo de carregá-lo até sua casa.



    Com Alonzo nos braços, você andou pela noite da Toscana. Sozinha, a literalmente carregar o fardo dos erros do passado nas costas. Era doloroso e frio, o silêncio da noite era orquestrado pela presença da grama que se balançava ao ar e das copas das árvores que chiavam ao se compadecer com a tua dor. Não havia ninguém ali por ti, sua ação poderia ainda trazer consequências a todas as regiões próximas, afinal, qual era o limite para a selvageria e o horror que teu Senhor era capaz de protagonizar?

    E sozinha você chegava até a tua propriedade, depois de uma longa caminhada pelos vários vinhedos locais. Seus olhos avistavam as paredes do teu refúgio, os portões seguiam abertos a sua espera e passar por eles foi o menor dos desafios. Pois adentrar a tua casa, com o seu neto empalado como uma criatura abatida lhe doeu muito mais do que você poderia esperar. A sensação de falha, a dificuldade de encontrar o culpado por tudo aquilo, quem poderia ser? Deus? Soyer? Você?

    Mas de todos os males que lhe passavam a alma e o corpo, havia uma pequena luz. A luz de uma lanterna que encontrava o teu corpo, rapidamente aquela lanterna caia no chão e você via a figura de Andrea correr na sua direção. Afoito o homem já olhava para a tua face e seu corpo a procura de alguma ferida, para logo em seguida tirar Alonzo de seus braços, colocá-lo no chão e sem pedir nenhuma autorização, abraçá-la com força. E sussurrar uma única frase:"Você está segura agora, como eu posso ajudar?".
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 8/4/2017, 22:35

    Carregar aquele fardo pesado era muito doloroso. Era uma dor inexplicável. Complexa de ser comparada com a dor de ver famílias destruídas por minhas ações ou sentir minha besta ferida e com sede. Todavia era um dor ímpar. A grande questão é que essa dor não era de agora. Este fardo carregado neste momento já estava em minhas costas a mais de trezentos anos. Era a pura resposta do mundo sobre a impossibilidade de fugir de seu destino. Era impossível fugir de sua verdadeira família e estes gêmeos eram um lembrete disso. Um lembrete eterno e cruel que vive em minha mente por todas essas inúmeras décadas roubando meu sono e concentração. Agora a dor era latente e irremediável. Entretanto era a mesma dor que sempre me acompanhou. Apenas agora totalmente tangível e literal, o que por um lado ardia de forma mais latente, mas por outro, deixava a ferida exposta para poder ser tratada. Não havia mais o que esconder.

    Os vinhedos foram os túmulos para inúmeras gotas de sangue que escorriam de meu rosto. Todavia tentava manter minha cabeça erguida. Pois meu plano havia funcionado, era aquilo que eu havia planejado. A morte de inocentes era terrível de aceitar, mas poderia ter sido tão pior se o problema tivesse sido mais postergado. Cruel pensar assim, só que era a forma mais fácil de esconder tanta dor. Enfrentar Alonzo poderia se mostrar desolador, só que uma hora tinha de ocorrer. Antes tarde do que nunca. Antes o torpor que a morte final. Antes por minhas mãos que por de qualquer outro. Assim era hora de ver os pontos menos escuros. Aloísio se mostrava ter superado suas próprias dúvidas. Haveria em breve uma grande mudança nele que pode ser a forma para ajudar à guiá-lo para o caminho mais iluminado.

    Assim era esta forma que eu entrava em casa. Arrasada, cansada, ferida e abatida. Mas confiante de minhas próprias ações. Sem olhar para trás ou chorar trancada em meu quarto. Não havia espaço para remorsos ou vergonha dentro de mim. Esta era a feição que eu revelava para Andrea quando ele finalmente chegava. Um lado meu queria morrer em choro em seu abraço. Infelizmente eu não podia chorar mais. Aquele caminho amargo era parte de minha escolha. Era a forma que eu encontrara para redenção. Não havia como eu me permitir sofrer por aquilo. Não havia voltas. Só que era impossível recusar um abraço quente quando o mesmo era oferecido com tanto afeto. Minha potência se desmanchava ali e meu lacaio podia apenas sentir meu corpo frágil em seus braços. Assim me permiti ficar por um longo tempo até decidir que era hora de prosseguir.

    - Preciso recuperar forças Andrea... Preciso de alguns membros de meu rebanho... Mas por favor, não me traga nenhum jovem homem. Principalmente se for loiro. Pelo menos não hoje. Apenas peço isso. Então depois irei tomar um bom e longo banho quente. Assim poderei estar revigorada de novo. E... Obrigada... Obrigada por me segurar quando eu escorrego. Obrigada.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 9/4/2017, 19:58

    Andrea se mantinha ali de pé, como uma rocha, um porto seguro para o qual você poderia sempre retornar. Segurando-a nos braços e mantendo-a de pé com bastante carinho, o homem tomava a liberdade de tirar uma mecha do seu cabelo que recaia sobre tua face e depositando na sua testa um suave e quente beijo breve.

    -Eu a ouvi perfeitamente, minha Senhora. Irei levá-la até seu quarto agora, irei preparar teu banho e enquanto você se limpa eu irei cuidar de tua fome, mas antes saiba que o vosso plano esta sendo executado nesse momento. Tudo está sob controle!

    O homem então passava uma mão por trás das suas costas, na altura da sua cintura e a trazia para perto. Conduzindo-a então com bastante calma até o seu quarto, andando em silêncio até o mesmo. Ele se certificava que você estava bem, olhando constantemente para ti com olhos preocupados. Enfim, vocês entravam no quarto e o homem puxava a cadeira que era sempre presente em frente a penteadeira, colocando-a sentada ali e sorrindo. Em seguida, seu vassalo querido se encaminha até o banheiro, deixando a porta aberta, ele começava a preparar seu banho, já espalhando os sais e os aromas especiais sobre a banheira e verificando a temperatura da água.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 10/4/2017, 16:12

    Caminho pela minha casa em silêncio. Apenas demonstrando um pequeno sorriso sempre que Andrea me vê. Tentando deixar claro que nada está errado. "Apenas estou cansada. Já é um bom alívio saber que tudo está sob controle. Assim deixo ser guiada sem me preocupar com nada. Apenas torcendo que tudo continue acontecendo como deveria acontecer na medida que eu descanso um pouco." Tento apagar os pensamentos latentes de minhas cabeça agora. Apenas focando em poder trocar de roupa e descansar. Vou então até minha penteadeira apenas sendo conduzida, agindo com bastante serenidade.

    Inicialmente fico apenas me encarando no espelho com um olhar triste. "Minha aparência pode não ter mudado... Mas me sinto tão velha... Tão acabada... Cansada..." Toco na minha face onde recebi o soco. Vejo se sinto alguma dor. Logo começo a passar um pano em meu rosto. Tirando toda a sujeira facial. Em seguida começo a pentear meu cabelo. Mais como uma ação de stress do que realmente para arrumar alguma coisa. Afinal estava apenas esperando o banho ficar quente. Assim espero até ver aquela neblina saindo do banheiro para começar a me dirigir para o mesmo

    Agora pode parecer mais uma tentativa de sedução, mas claramente não é. Retiro minha roupa sem cerimonia, mas passo por Andrea sem nenhuma malícia nos meus olhos. Apenas satisfação em saber que ele cuidou bem da água e de mim. "É bom saber que posso confiar em alguém enquanto estou tão frágil." Entretanto não estou de longe pronta para realmente me sentir confortável e fico um pouco envergonhada. Evitando de olhar meu fiel lacaio nos olhos. Assim apenas entro na água e fico ali até tudo começar a fazer sentido e me sentir um pouco mais rejuvenescida, como se conseguisse ficar jovem novamente. Quando isto ocorrer irei mais uma vez voltar para meu closet, pela terceira vez nesta noite. Para escolher uma terceira peça de roupa. Uma clara agora.

    Vestimenta:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 13:17

    Andrea estava ajoelhado próximo a banheira quando você adentrava o local, a água quente e aromatizada com um suave cheiro de flores de laranjeiras, o homem olhou para você e assim que notou a sua ação de despir-se, evergonhou-se e com a face vermelha, desviou o olhar. Ele entendia a delicadeza dessa situação e apenas se colocou de pé, fazendo uma curta reverência e saindo para lhe dar o máximo de privacidade possível.

    Você então teve tempo para relaxar e recompor-se dentro daquela água quente e perfumada, para finalmente sair após alguns minutos e escolher a sua terceira peça de roupa, saindo de seu closet você ouvia a porta do quarto se abrir e Andrea entrar novamente, com um pequeno sorriso no rosto e trazendo em mãos um celular, ele diz:

    -Senhora, eu já convoquei o vosso rebanho. Apenas moças virão hoje para lhe servir, mas por hora eu acredito que essa ligação te fará muito bem. Entrei em contato com o vassalo de Sebastian Soyer e para minha surpresa, ouvi de Henry que o Senhor dele acabou de chegar à região trazendo consigo a nova prole. E ele está bastante alegre, deixou esse áudio gravado para a Senhora... E a Senhora Olympia acaba de confirmar a presença, chegará no final dessa noite.

    Mensagem de Voz de Soyer:
    -Querida Loretta!
    Dizia inicialmente o empolgadíssimo Sebastian.

    -Acabo de retornar de Paris e pude ver o convite enviado a mim, muitíssimo obrigado! Estarei sim a caminho de sua residência logo no começo da próxima noite. Tenho alguém muito especial para lhe apresentar!

    Completava o homem que seguia a dizer:

    -Eu consigo sentir que os bons ventos finalmente chegaram, há algo novo no ar. Consigo até sentir a minha felicidade brotar e farei o máximo para que a sua também seja garantida, minha eterna Sogra. Até breve, com muito amor e carinho, Sebastian.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 11/4/2017, 18:12

    "A tal misteriosa prole do Soyer. Ele fez muito esforço por ela. Realmente espero que essa jovem deixe ele feliz como ele merecia ser. Não vou cobrar dele amor pelos filhos se ele não é capaz de amar a si mesmo. Logo tenho de fazer de tudo para deixar meu genro feliz com essa garota. É uma excelente notícia." Assim já me sentia bastante mais leve ao ouvir a primeira notícia, vinda pela mensagem de voz. A qual eu podia sentir o tom de alegria do Soyer. Entretanto a segundo notícia me tirou um pouco as bases e imediatamente fiquei sem saber como agir ou falar. Não teria como eu ficar mais envergonhada, só se eu pudesse ficar avermelhada, ai sim eu teria desaparecido com toda minha palidez. "Olympia está vindo hoje? Ela planeja dormir aqui em casa?! Eu preciso arrumar um quarto para ela! Ou...? Ai!! Não sei o que fazer!"

    Era impossível conter o sorriso. O que me assustou, porque achei que ia demorar para sorrir de novo por muito tempo. Aquela mensagem e a notícia de Olympia me animaram profundamente. Mesmo preocupada em o que fazer com Alonzo até a noite seguinte. Eu podia sentir que Andrea teria tudo sobre controle. Assim eu me sentia totalmente leve. O sorriso foi só crescendo. Assim logo me senti energizada de novo. Fiz um rápido e forte abraço no Andrea. Dessa vez não um profundo abraço empático e sim um forte e animado apertar. Fui então para o banheiro me maquiar com bastante capricho dessa vez. Queria ficar a mais bonita possível. Assim ia conversando com Andrea, apenas minhas ultimas falas foram olhando diretamente para ele.

    - Fico muito feliz com essas notícias. Mostra que estamos indo no caminho certo. O festival para mostrar que eu estou bem protegida e com aliados aparentemente dará muito certo. Irá durar amanhã o dia todo? Temos quarto para nossa... Visitante? Tenho de ver também se conseguirei colocar os La Sombras na festa. Isso vai depender de conseguirmos trazer um dos informantes dele aqui para nossa Villa. Espero seu plano estar indo conforme esperado. Mas então Andrea... *Olho diretamente para ele.*

    - Eu preciso lhe dizer. Aloísio se provou conseguir domar sua própria besta e acatar minhas ordens com entusiasmo. Nem tudo está perdido. Alonzo lutou muito para tentar se conter e fazer meus desejos, infelizmente ele foi fraco e se perdeu para besta. Mas peço que você entenda que foi uma fraqueza, ele tentou se superar, apenas falhou. Ainda existe esperança para ele também, principalmente para o Aloísio. Espero que isso que estou dizendo mude um pouco seu julgamento sobre os dois. Sua opinião me é importante, junto de seus conselhos e julgamentos.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 18:29

    A leveza e a alegria que nasciam dentro de ti pareciam também nascer dentro do corpo de Andrea, talvez o elo empático entre vocês fosse muito maior do que você pudesse imaginar ou o homem realmente nutria sentimentos verdadeiros por ti, a lealdade dele se mostrava cada vez mais incontestável e notória. O homem ficava claramente sem jeito quando era apertado por ti, afinal, você o pegava totalmente desprevenido.

    Ele olhava você indo se maquiar e andava na sua direção, parando a uma respeitosa distancia e ouvindo atentamente as suas palavras enquanto exibia um enorme sorriso na face. O sorriso só se enfraquecia quando você mencionava seus netos.

    -Permita-me começar pelo começo.

    Diz Andrea agora com um pequeno sorriso na face, continuando logo em seguida após respirar com calma e leveza.

    -O Festival tem como duração duas noites, mas pode ser estendido caso seja necessário. As acomodações já estão sendo preparadas, termos quartos para até doze convidados que desejem passar a noite. Um quarto especial será separado para a presença da Senhora Olympia já nesta noite, não se preocupe com isso.

    Andrea retribuía a mesma intensidade do seu olhar e ousava dar mais alguns passos, rompendo o limite tradicional normatizado pela etiqueta serviçal.

    -Perdoe-me, minha Senhora, pela forma com a qual eu me refiro ou reajo as tuas proles. Fico grato que eles tenham superado as expectativas e tenham, finalmente oferecido algo a Senhora. Irei me esforçar para reavaliar meu julgamento. E agradeço profundamente por considerar com tanto carinho as minhas palavras, sei que não sou o mais sábio, mas meus estudos tem se revelado úteis a Senhora e eu estou aqui e sempre estarei para fazê-la segura. Todavia, não me cabe tamanha falta de elegância, por isso peço desculpas formais, irei refletir sobre essa noite com dedicação...

    Havia um pouco de vergonha na fala de Andrea, afinal, ele tinha enormes dificuldades de disfarçar a raiva e o desprezo que sentia pelos seus netos e proles. Ele no fundo era super protetor e parecia se incomodar profundamente com a forma vulgar e desrespeitosa com a qual os seus netos a tratavam até essa noite.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 12/4/2017, 13:26

    "A Olympia realmente vai dormir aqui em casa?! O que aconteceu para ela tomar uma atitude assim depois de tanto tempo? Na verdade nem quero saber, apenas saber que ela vai passar mais de uma noite perto de mim já é mais que uma ótima notícia." Então fico em silêncio terminando a maquiagem e de passar um perfume de fragrâncias florais forte pelo meu pescoço e braços. Assim observo a reação e palavras de Andrea com mais cuidado e atenção. logo me dirijo a ele com muita delicadeza na voz, tentando sorris de forma empática.

    - Andrea, basta de pedir perdão. Entenda, literalmente falando vós não é meu vassalo. És meu empregado, afinal eu não lhe prendo pelo sangue ou mente. Temos um acordo justo de cooperação. Logo você deveria me ver como sua patroa e não como sua Senhora. Entretanto estou cada vez mais inclinada a sequer assim lhe ver. Eu lhe vejo agora como meu sócio. Então se comporte como tal e não peça desculpas em dar o seu melhor para ajudar na nossa prosperidade. Você é uma pessoa muito importante para mim e sempre irei te escutar. Logo irei esperar você refletir sobre o assunto para pedir mais conselhos sobre o futuro dos meus netos. Por hora...

    Corto a minha frase no meio. Então me aproximo de Andrea a rápidas passadas. Sem dar espaço para alguma reação do mesmo. Assim rapidamente deposito um beijo forte na sua bochecha e retorno para trás mantendo o rosto alegre. "Espero que eu tenha deixado bem claro agora."

    - Bom, agora que estamos com isso resolvido... Fico muito contente com as notícias do festival. Faça o procedimento padrão Andrea. Chame todos os Primogênitos da Toscana. Sei que poucos ou nenhum poderão comparecer, mas é o mais certo a fazer. E... Quero algo provocativo... Bem provocativo... Tente mandar um convite para Elena Giovanni. Vamos ver como minha irmã vai reagir à um convite desses. E sim! Quase me esqueci, como vai o plano com os La Sombras? Algum deles já foi atrás de Paulo?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 13/4/2017, 01:12

    A face de Andrea era tomada por um mar vermelho, encabulado o homem primeiro sentia o peso das suas palavras inicias. Temendo por ter falhado contigo ele parecia se conter e até mesmo ensaiar um recuo, todavia, a sua fala mudava e o simples ato que chamá-lo de Sócio, fez um sorriso o qual você ainda não conhecia, nascer na face do homem. Um sorriso de um homem satisfeito.

    Esse sorriso só quebrava quando você o surpreendia com o beijo na face, ele paralisava em uma face de surpresa e olhava totalmente confuso para você. Entretanto, quando você recuava os pés dele também se moviam e ele se aproximava bastante, ao ponto de você sentir a respiração dele indo de encontro ao seu corpo. Ele ficou ali parado, durante alguns segundos, admirando a sua face, seus olhos e cada detalhe do seu rosto. Até finalmente falar.

    -Considere, to-todos os con-convite enviados. Loretta. Incluisve o direcionado a vossa Irmã, é uma jogada arriscada e ousada, mas eu-eu, a a-aprovo... Enfim, bem sobre o Paulo. Não só existiu o contato com Paulo como já capturamos o rapaz, ele está a caminho. As informações que recebi durante teu banho foram de que Aloísio surpreendentemente ajudou muito... Ele deve chegar em torno de vinte minutos a nossa propriedade.

    Finalizava Andrea, com uma mão brevemente estendida que tocava suavemente e com bastante leveza a parte inferior das suas costas. Era claro que nem mesmo o próprio havia controlado a mão, os olhos dele estavam embaralhados mas sua atenção lhe dizia que o corpo dele havia tomado uma decisão importante ali.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 13/4/2017, 23:22

    Sorrio enquanto ele gagueja tentando falar. Gosto de ver o lado humano e sincero dele aflorando. Faz eu me sentir mais segura e tranquila. Fico também muito satisfeita em saber que o plano estava indo de acordo com o esperado. Mas algo estava errado, muito errado sem eu conseguir exatamente explicar o que era. Eu consigo sentir sua respiração bem perto de mim. Mas mais que isso, seu quente e constante respirar logo na minha frente. Todos os traços de um corpo vivo, forte e saudável. Podia ver, ouvir e sentir toda aquela vida correndo por ele. Meus olhos iam de desencontro com seus olhos. Repousando por cima do ombro dele. Mais precisamente em seu pescoço. Observando aquelas artérias e veias. Aquele infinito e hipnotizante pulsar. Era como um transe que me deixava estática. Isto até aquele toque em mim.

    Não tenho problemas em tocar em pessoas, mas dês de muitos séculos foi sempre eu que decidi quando e como esses toques vão acontecer, sempre fui eu no controle. Mesmo que esta ação me deixasse um pouco desconfortável, agora ela veio como um profundo incômodo. Minha besta estava quase desperta e a mesma urrou em minha cabeça quando senti aquele calor. Um urro forte de puro medo e rancor. Meus instintos logo focaram naquele pescoço e minhas presas desceram rapidamente. Minha visão ficava avermelhada por um segundo. Todavia, com um piscar e com toda a energia de meu corpo e mente, conseguo me barrar. Estava agora a menos de um palmo de cravar as minhas presas naquele pescoço. Todavia consegui me conter. Afinal eu sempre fui mais forte que ela, ou pelo menos sempre consegui ser até agora. Apenas nunca a levei até o limite como hoje, fazendo ser uma experiência nova e criando novos e terríveis reflexos. Assim tento me afastar o máximo possível de Andrea. Me desvincilhando de seu braço e dando alguns passos para trás. Minha face agora apenas revelava desapontamento. Pois a verdade é que eu não havia conseguido superar a minha besta. Eu ainda não estava pronta.

    - Não! Droga... Andrea... Eu não posso... Não agora... Por favor, me leve para as moças. Essa sede está insuportável...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 14/4/2017, 12:44

    Andrea olhou primeiro para a própria mão, confuso com o que ela havia feito. E na realidade ele até demorava para levantar os olhos de novo na sua direção, reparando cada pequeno detalhe que ocorria contigo o homem não demonstrava medo ou sequer arrependimento, ele estava bastante seguro. Restou a ele então dar um passo simples e curto para trás e abrir a boca, expondo as presas dele que era surpreendentemente similares a suas. Naquele exato momento, você pode ver que ele também tinha uma besta e isso era impressionante!

    -Eu não pretendia tocá-la, foi apenas meu instinto e eu falhei em controlá-lo. Ao contrario de ti, eu não possuo uma vasta experiencia com minha própria condição e limites. Mas também não posso arriscar a segurança das jovens que irão alimentá-la, Loretta. A sua fome esta muito maior do que eu imaginava, todavia é algo que eu posso facilmente solucionar.

    Andrea então tirava o blazer do terno, colocando-o suavemente no chão. Erguendo a manga direita, ele levava o pulso até o próprio lábio e abria ali uma ferida, que não sangrava! Era o mesmo espasmo corporal que um cainita possuía, mas como? O homem se concentrava e então liberava um sangue diferente, uma fina camada de vitae emergia das fendas abertas em seu braço e escorria lentamente.

    -Tome, meu vitae não é poderoso como o teu. Ele não escraviza e não gera vassalos, tão pouco protege contra o envelhecimento, mas ele pode nutrir com excelência. Não será sensato expor você ao sangue humano agora, não é mesmo. Lorreta? E eu não irei aceitar a sua recusa, apenas tome meu vitae. Não me fará falta alguma.

    A pergunta final dele, pronunciando seu nome, era feita com o uso da disciplina cainita que atendia pelo nome de Presença. Isso a pegava de surpresa, o fascínio era real e curtíssimo ao mesmo tempo. Ele apenas deixou claro que não era só capaz de ser um sócio, ele era perfeitamente capaz de realizar as proezas mais incríveis que o sangue de Caim era capaz de proporcionar e a sua longa experiencia com o clã Toreador lhe dizia que a Presença, ao contrário da Dominação, conseguia encantar uma besta.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 15/4/2017, 20:01

    "As vezes esqueço exatamente o que Andrea é. De longe ele é um cainita, mas também está longe de ser um humano. Não há porque temer então deixar ele ver minha besta. É algo que nós dois temos afinal. Infelizmente minha sede agora está fora do natural. Nunca estive tão sedenta por todos esses séculos que vivi. Já passeis alguns momentos difíceis, mas nunca cobrei tanto de mim em tão pouco tempo. Afinal eu nunca usei minha força da mesma forma que usei hoje. Infelizmente eu não tinha opção. Mas agora felizmente eu tenho. Não preciso me arriscar em ferir uma das jovens em prol de minha alimentação de emergência. Caso eu me descontrole, meu querido amigo terá mais capacidade de sair ileso do perigo. Mas não é por isso que vou deixar minha besta gritar para de meu corpo novamente. Eu tenho que me superar, não só dessa fome, mas me superar em todos os aspectos se eu realmente almejo sobreviver à guerra que virá."

    - Obrigada. Precaução faz bem. Com sua licença...

    As palavras dele são mais fortes do que eu esperava. Não havia em minha cabeça muitas barreiras para aceitar a proposta. Não só era a melhor hipótese como eu sentia minha besta acatando àquelas palavras. Era gratificante saber que ele tinha capacidade de me ajudar a me conter. Não precisava fazer esse surreal esforço sozinha. Logo fui ao seu pulso e bebi de seu forte vitae. Fazia força para não entrar em desespero quando a primeira gota tocasse em meu tato. Me forçando à ser paciente e ir gradativamente me saciando. Claramente parei um pouco antes de me sentir completa, metade do caminho provavelmente. Afinal não podia fazer a mal à ele. Assim que me senti recuperada me pus a falar enquanto fazia menção de sair pela porta do quarto.

    - Perfeito querido Andrea. Me sinto muito mais equilibrada agora. Mas não totalmente saciada. Iria agradecer se me levasse para duas rápidas e curtas alimentações. Preciso estar de volta em meu melhor para os próximos eventos de minha agenda.


    Última edição por King Jogador em 18/4/2017, 10:53, editado 2 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 16/4/2017, 17:30

    Andrea permanecia tranquilo enquanto servia para você o próprio vitae dele, era curioso como havia uma mudança dentro do sangue que corria pelas veias do homem. Inicialmente o sabor era poderoso e encantador, como deveria ser o vitae propriamente dito. Mas próximo aos instantes finais o vitae se modificava em sangue humano como qualquer outro. A maldição de Caim era de fato um mistério que talvez você nunca fosse totalmente capaz de explorar, mas que continuava a lhe surpreender mesmo após tantos século a vivenciá-la.

    Quando a sua alimentação terminava, Andrea abria um pequeno sorriso calmo na face. Para então lamber a própria ferida e fechá-la, para prontamente e em total silêncio virar-se para conduzir você até o local onde a alimentação iria ocorrer. O local escolhido foi um dos quartos de hospedes que estava vazio, afinal, os móveis ainda seriam redistribuídos e organizados de acordo com as visitas que chegariam na noite seguinte. Lá estavam duas jovens de cabelos escuros e roupas simples, já preparadas para servirem a sua fome. A alimentação foi breve, afinal antes da mesma começar Andrea dizia baixo para apenas você ouvir:

    -Loretta, fui informado que o jovem Francesco chegou e está sob os cuidados de Aloísio.

    Assim, alimentando-se das duas apenas o suficiente para que não houvesse mais nenhum risco de fome ou descontrole, você conseguia reestabelecer a sua besta de maneira confortável. Terminando a alimentação, Andrea já se colocava em movimento outro vez. Nos corredores de seu casarão, o homem voltava a falar.

    -Bom, o jovem esta amordaçado, vendado e amarrado. Os louros da conquista recaem na figura de Lucca e Giorgina. Aloísio foi o primeiro a recepcionar os dois e até onde Lucca me informou, sua prole já deu inicio a um controle através da dominação, apenas o básico. Sabemos que o nome dele é Lorenzo di Francesco, prole de Marcella, ou seja muito próximo da Matriarca...

    Andrea por fim parava na entrada da sua sala de reuniões, para falar mais uma vez:

    -Ele está ali dentro, sentado em uma cadeira. Aloísio esta ao lado dele, entre e faça o que tem de ser feito. Estarei aqui fora para qualquer necessidade que venha a se apresentar.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 16/4/2017, 20:43

    Tentava não perder muito tempo com aquelas alimentações. Eu estava com uma certa pressa para terminar os objetivo da noite. Pelo menos consagrar meu plano antes que a guerra começasse. Precisava garantir que eu não seria tida como culpada e precisava fechar as pontas soltas. Neste caso seria encontrar o "culpado" do ataque. Afinal eu precisava aproveitar todos os pontos positivos daquele encontro. Entretanto não perdia o hábito de olhar nos olhos daquela que me nutriam. Pois não posso e nunca poderei tratar essas jovens camponesas como gados similar àqueles tragados ao redor da vila em fogo. Tenho de poder um dia fazer todas as vilas desta região viverem na paz igual a desta aldeia ao qual eu possuo. Terminado a refeição andava ao lado de Andrea me sentindo totalmente revigorada. Esticava minha coluna antes de falar com ele mais uma vez antes de me afastar para a sala a minha frente.

    - Lucca e Giorgina? Não esperava um trabalho bem feito vindo da Giorgina também. Recompense os dois em como você achar ideal para os mantê-los entusiasmados. Mas caso a Giorgina queira falar comigo, faça o encontro ocorrer. Gosto de ver familiares dispostos a ajudar. Lucca já sinto que um dia ele será grande.

    Depois de me despedir com um gesto de minha cabeça e um aceno de leve, adentrava o cômodo que estava o La Sombra amarrado me esperando. Eu então não dava tempo a se perder. Olhava para Aloísio apenas sorrindo de leve enquanto ia diretamente até o jovem amordaçado e encapuzado. Eu não precisava ainda falar com ele ou olhar para ele. Precisava de algo antes. Assim de leve coloquei a mão na nuca dele e fechei meus olhos. Não precisamente fechados, quase vazando para o infinito da renita deixando meus glóbulos brancos. Ia usando meu poder profundo para olhar ele através de minha própria alma avassalando a dele. Penetrando em sua mente com uma força brutal para poder rescrevê-la com maestria. Dava tempo ao tempo, pois queria deixar a lembrança perfeita, intacta, sem espaços para dúvidas. Devo ter levado alguns longos minutos vasculhando aquelas memórias e inserindo sentimentos fortes nos vazios que eu criava. Não tive pressa até ter certeza que tudo estava como eu almejava que deveria ficar.

    "Certo Lorenzo di Francesco. Está na hora de suas lembranças mudarem drasticamente. Vós veio de carro até esta região e tudo será apagado e refeito. Vamos incrementar um pouco de frenesis, melhor elemento para fazer uma memória difusa. Qualquer motivo em sua mente de algo pesado e incômodo nesta última noite vai ser o gatilho. Assim agora é mais fácil. Apenas pegue algumas de minhas lembranças da vila de Acquaviva, pois preciso que você arque com a culpa do ocorrido. O fogo, o cheiro da gasolina, as pessoas com medo e pânico. Bom... Tenho de explicar como ele chegou aqui em casa. Aloísio é um bom motivo. Como foi na realidade também será na encenação. Consigo imaginar bem como ele lhe colocaria em um carro e isso será a sua verdade. Uma viajem amedrontadora até minha casa. Mas precisa ter mais medo. Não basta arcar com minhas ações, precisa ter medo real de meu poder. Vamos incrementar com algumas abominações da necromancia. Uns zumbis... Como não consigo imaginar algum em específico, vamos usar algumas lembranças de seu passado. Isso tornará mais real. E pronto, agora você está sentado aqui e eu estou na sua frente e tudo se torna real novamente. Hora de terminar esse encontro que já me foi muito proveitoso."

    Só quando eu me senti satisfeita, me afastei do jovem a passadas suaves. Fui calmamente até minha cadeira e sentei na mesma cruzando as minhas pernas e ficando de coluna ereta. Só quando me senti satisfeita fiz um sinal para Aloísio tirar as vendas e mordaça. Estava na hora de conversar um pouco.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 20/4/2017, 12:13

    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 15 de Abril de 2016: Parte II.

    Aloísio prontamente se levantava e com o uso da dominação ele ordenava o neófito perdido e amedrontado da família Francesco:

    -Deite no chão e não resista, estrupício.

    Enquanto o jovem fazia isso, Aloísio olhava na sua direção e abria um pequeno sorriso como se tivesse tido ali uma ideia mirabolante. Esse sorriso poderia significar algo terrível em noites anteriores, mas agora, ele era capaz de lhe causar uma sensação de segurança ainda inexplicável para o seu íntimo. Em seguida, seu neto agarrou um dos pés do jovem e o arrastou para fora da sala de reuniões, em direção a varanda.

    Durante essa ação, Andrea se aproximava de você com uma expressão curiosa na face, entregando-lhe o celular requisitado.

    -Loretta, isso realmente aconteceu ou eu só tive um Dejavu de péssimo gosto?

    Perguntava o homem entregando-lhe o celular. Enquanto isso você via pelo vidro da porta uma das cenas mais memoráveis que já haviam ocorrido dentro daquele casarão, o neófito Francesco se levantava descalço na varanda e simplesmente se atirava do terceiro andar. Aloísio imediatamente caia em uma gargalhada divertida, andando até a sacada da varanda para bisbilhotar o que havia ocorrido com o jovem.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por King Jogador em 21/4/2017, 14:18

    "Infernos. Escolhi o pior candidato para por a culpa do meu ataque. Todavia se os Francescos realmente quiserem guerra ele podem não vir a contestar as alegações que serão feitas. Enquanto isso devo improvisar um pouco o plano. Essa ação do Aloísio me incomoda um pouco. Mas precisamos mostrar nossa força agora."

    - Realmente aconteceu Andrea. Infelizmente não sou uma maga para transformar água em vinho da noite para o dia. Acontecerá ainda alguns dejavus. O importante é termos o controle da situação. Algo que nunca tivemos antes. E não me entenda mal, mas neste caso em específico temos que mostrar com quem estes Lasombras estão lidando. Não almejo ser subestimada sendo recebida por um "diplomata" desse escalão novamente...

    Falo com bastante calma para Andrea. Logo depois de simular uma profunda respiração. Fico apenas observando meu neto enquanto reflito sobre o que acontecia. Em seguida eu ia de encontro ao celular na mão de Andrea. Mas em vez de pegá-lo, apenas permanecia sentada e olhava no olho de meu sócio para então falar.

    - Vamos então cortar o mensageiro. Preciso ligar para a Letizia di Francesco. Você conseguiria com esse aparelho fazer uma ligação com video?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

    Mensagem por Danto em 21/4/2017, 16:17

    Andrea olhava para você, ouvindo as suas palavras ele demonstrava um certo desconforto com a situação. Na realidade, a sua experiência lia na face do seu sócio um pouco de confusão. Mas ele prontamente a disfarçava com a já notória eficiência.

    -Claro, fazer uma ligação com vídeo irá depender também se o outro lado possuí um aparelho compatível com a tecnologia. Veremos...

    Ele tomava um certo tempo para fazer a ligação, enquanto isso você via a imagem de Aloísio que já não estava mais rindo da situação do lado de fora da sala. Colocando as mãos no parapeito da varanda, ele se debruçava para olhar lá em baixo, bastante curioso o que estava acontecendo. Enfim, o som da ligação começando atraía a sua atenção e Andrea lhe entregava o celular.

    -Basta manter essa câmera frontal apontada para o seu rosto, fale tranquilamente a captação da sua voz será clara... Aguardaremos mais um pouco.

    E de fato, vocês tiveram que esperar pouco. Alguns instantes depois, a ligação era atendida e você era surpreendida pela imagem de uma mulher loira de cabelos curtos e tingidos, um corte bem moderno para uma anciã. A face dela e até mesmo a pele a mostra estavam maquiadas para quebrar a palidez, algo que você também fazia com maestria. Ela estava sentada no interior de um veículo que pela ausência de barulho, estava parado. Os olhos dela estranhavam um pouco aquela interação no começo, mas ela prontamente sorria.

    -Boa noite... Loretta?! Isso mesmo, Loretta! Então minhas suspeitas se revelaram reais, afinal esse é o numero do meu neto. E como não o mesmo, presumo que ele tenha sido uma vergonha completa, só para variar...

    Comentava a mulher do outro lado da linha, balançando a cabeça negativamente em uma expressão de frustração e desapontamento.
    Letízia di Francesco:

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato II - As Duas Chamas

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      Data/hora atual: 15/12/2017, 19:29