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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

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    Danto
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    Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 6/4/2017, 14:39

    Local: Volterra, Villa Porta all'Arco.
    Data: 15 de Abril de 2016: Domínio de Marcella di Francesco.

    Domínio de Marcella:
    Sala de Estar:


    A distância entre o domínio da família Francesco e do domínio particular de Marcella era inferior a quinhentos metros, era simples dar prosseguimento até o local após uma brevíssima caminhada. Colocando-se então a frente da porta e batendo na mesma, já que nela não havia nenhuma campainha, restou a você aguardar a já esperada recepção que seria feita por Carmen, a única vassala de Marcella.

    Enfim, a porta se abria e Carmen o recebia com um sorriso simples e atencioso na face, a loira que atendia por Carmen Addario era uma servente que atuava ao lado de Marcella há muito mais tempo do que você ou seu irmão de abraço poderiam imaginar ou mesurar.

    -Bem vindo, jovem Lorenzo. Entre e por favor aguarda na sala de estar, irei notificar a Senhor Marcella de vossa chegada...

    A mulher abria a porta e cedia espaço para que você passasse, verificando os arredores externos antes de fechar a porta logo atrás de ti. Para seguir em direção as escadas para chamar a experiente ancillae.

    Instantes se passavam e você ouve os típicos passos ágeis e leves de sua Senhora e mentora, a loira descia com uma mão tocando suavemente o corrimão e trazia consigo uma vestimenta negra, moderna e nada tradicional. Sem muitas cerimonias ela já se colocava a sua frente e estendia a mão esquerda, esperando pelo beijo.

    -Boa noite, meu pequeno. Vejo que há aflição estampada em tua gentil face, o que o tormenta dessa vez? Soube que minha querida e amável Senhora lhe deu uma função nesta noite...

    Havia uma gentil leveza na voz da mulher que não era de fato, maternal, mas que o tratava como uma prole querida. Após o beijo esperado na mão, ela se colocava ao seu lado, sentando de maneira informal, sentando-se no sofá e jogando as pernas sobre as suas, cruzando os pés que ficavam esticados. E ao fundo, você encontrava a figura sempre vigilante de Carmen, de pé no começo da escada que dava acesso aos andares superiores.
    npcs em cena:
    Carmen:
    Roupa:
    Marcella:
    Roupa:
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 7/4/2017, 02:45

    A noite, até então, havia sido repleta de situações inusitadas que despertavam sentimentos únicos dentro de mim, mas, de longe, o que mais me afetava era a culpa e a sensação de fracasso, com todas as mulheres que havia visto aquela noite. Fracasso com Donatella ao esnobá-la, fracasso com Letizia ao sair do caminho e, o principal, fracasso com minha amada Danielle, que a envolvi em algo que jamais deveria ter chegado até ela. O pesar em meu peito era muito grande e era realmente difícil tentar organizar os pensamentos em minha mente, mas, a caminhada até o lar de minha senhora, e mentora, me davam uma oportunidade para tal. Aproveitava o tempo solitário que teria e diminuiria a velocidade da passada para poder desfrutar ao máximo do momento, mas, logo a curta caminhada chegava ao fim e sem cerimonias eu batia a porta e esperava.

    Não demorava muito para que a fiel escudeira e de minha senhora viesse me receber. Educada e simpática como sempre, seu sorriso atencioso me comovia a responder com um singelo sorriso, ainda um pouco carregado das emoções recentemente vividas. - Boa noite, Carmen. Como estão as coisas? - Perguntava sendo educado e depois completava. - Certo, obrigado. - Assim que a passagem era aberta eu adentrava, tirando meu casaco de couro e o pendurava no cabide me dirigindo, em seguida, ate uma das poltronas para aguardar minha senhora. “Deus como eu gosto dessa local… Tem uma aparência tão singela e acolhedora que eu não consigo evitar de me sentir em casa.” Pensava enquanto relaxava no móvel enquanto ouvia a aproximação de Marcella pela escada. Quando a mesma se colocava a minha frente com a mão estendida, eu rapidamente me levantava e dava um suave beijo em sua mão esquerda.

    - Boa noite, minha senhora... - Falava deixando um sorriso encabulado sair ao saber que minha aflição era realmente tão visível quanto eu esperava. - Bem, é verdade, a noite de hoje foi um pouco complicada… - Pausava minha resposta e me sentava no sofá de maneira relaxada, assim como minha senhora, colocando minhas mãos sobre as pernas de Marcella de forma descontraída. - Além de ter cometido um deslize com nossa Matriarca, conheci uma moça que trabalha em um dos estabelecimentos de nossa família e que havia se envolvido com um dos vassalos dos pervertidos… - No momento em que as palavras saiam de minha boca e as memórias, do que ouvi de Donatella, retornavam a minha mente, o sentimento de culpa atingia mais uma vez. - E é justamente por causa desta missão que venho a sua procura. Preciso de sua ajuda. - Falava olhando-a nos olhos com uma expressão calma, mas um pouco perdida.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 7/4/2017, 16:11

    Carmen não respondia a sua questão, mas sorria de maneira simpática. Ela era uma mulher de poucas palavras e servia sua senhora com bastante esmero, todavia, ela jamais havia agido com antipatia ou agressividade para contigo, sempre daquele jeito silencioso, direto e prestativo.

    Já sua Senhora era uma explosão de reações e sentimentos, desconhecendo o significado da palavra "descrição". Ela observava com atenção as suas reações e com curiosidade inclinava a cabeça para o lado esquerdo, olhando diretamente nos seus olhos para responder.

    -Eu acho que falta a você, meu pequeno, um pouco de calor. Eu vejo que teu coração está no lugar certo, mas tua alma parece brilhar com vergonha... Você já possuiu algum outro ser? Sim estou falando sexualmente, do jeito mais carnal e invasivo possível... Se não, acho que passou da hora, meu pequeno. E podemos resolver isso no momento que estiver pronto! Só um homem sobrevive dentro da nossa família, mas por hora eu digo que é necessário que tu tomes atitudes mais pró-ativas. Diga-me, o que descobriu?!

    A sua Senhora falava de maneira informal, como uma mãe poderia aconselhar um filho, todavia, o conteúdo da frase não soava em momento algum maternal. Era explícito e direto, sem papas na língua ela expressava o que achava que lhe faltava.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 7/4/2017, 18:06

    De certa forma, já estava acostumado com o modo que Marcella falava, sem restrições e ressentimentos, ela simplesmente falava, você gostando ou não do que ouviria, e eu achava aquilo uma de suas melhores qualidades, pois, era em momentos como esse que suas palavras me ajudavam, servindo como um choque de realidade bruto, mas preciso e necessário. Apesar disso, ainda estava um pouco surpreso com o que ouvia, afinal, essa era uma pergunta que remetia diretamente a Danielle, de uma maneira ou outra, e se Letizia sabia da minha relação com ela, quem dirá minha senhora, entretanto, tentava permanecer calmo, até por que havia entendido o que ela me dissera e, de certa forma, concordava.

    Entendo. – Complementava com um aceno positivo com cabeça em resposta a primeira afirmação e depois cortava o contato visual, olhando, agora para minha frente, observando o interior da casa enquanto voltava a falar. - E, sim, eu tenho uma moça para suprir esses desejos… - Falava desconcertado, mas ainda sério. - Bem, descobri que eles se encontram em pequeno hotel chamado Albergo Casalta, em Siena. Pelo que eu entendi eles geralmente se encontram lá depois que ele entra em contato, portanto, estou apenas esperando ela me avisar quando receber a ligação dele, o que não deve demorar. - Falava calmamente, fazendo uma pequena pausa e olhava para Marcella novamente, esperando para ver sua reação ao contar o que havia descoberto.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 7/4/2017, 22:16

    -Interessante... Esse local não pertence a esfera de poder do Patriarca Giovanni até onde eu sei, é uma área neutra.

    Dizia inicialmente a sua Senhora, que logo parecia se incomodar com algo e tirava as pernas de cima de você, sentando-se agora ao seu lado e com praticamente nenhum espaço entre vocês. A voz dela soa mais séria e centrada. Ela tomava o seu rosto com a mão e o obrigava a olhar diretamente para ela, quando seus olhos se encontravam ela diz:

    -Eu não me refiro a amor. Amar é importante, mas saber tomar também é. Do que adianta teu coração ser tão belo se o seu corpo é delicado e frágil? Eu não ficar aqui debatendo sobre a sua ausência de masculinidade. Falarei da tua missão, o local é uma área que não permite o Patriarca, posso lhe dar um carro e você já iria para lá. Tens a coragem? E se te preocupas tanto com a segurança dessa moça, porque não age de imediato ao invés de esperar... Pegar o inimigo despreparado é uma vantagem importante na guerra...

    As palavras dela rasgavam o ar, vorazes e pesadas como sempre foram. Mas agora ela batia em um ponto sensível e não se importava com isso, afinal ela sempre fora aberta e direta em qualquer sentido. Terminando a frase ela soltava teu rosto e se colocava de pé, andando até a sua frente e parando ali, de braços cruzados.

    -Qual será a tua ação, meu pequeno?
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 8/4/2017, 13:04

    Meu rosto era puxado por sua mão de maneira abrupta e logo estávamos a centímetros um do outro, fazendo nossos olhos se cruzarem enquanto ela falava de maneira agressiva. As palavras da mulher me surpreendiam ainda mais com a ideia sugerida pela mesma, mas para mim aquilo não soava tão bem. “Ir até lá para pegá-lo de surpresa? Por mais que ela esteja certa, eu não sei nem mesmo como ele é, então do que adiantaria? Mas, não posso andar para trás agora…” Após uma breve reflexão, enquanto observava Marcella se levantar e ficar a minha frente aguardando minha resposta, eu me levantava, ficando a sua frente e tentando manter o contato visual direto.

    Muito bem, farei como falou. Partirei agora mesmo. - Não compartilhava da mesma intensidade que ela, para com a ideia, mas, compreendia o que ela queria dizer e falava seriamente. De toda forma precisaria do carro e já ir me dirigindo até o local não faria diferença. Não sabia como agiria quando chegasse lá, mas talvez uma oportunidade surgisse e eu deveria agarrar qualquer oportunidade que aparecesse. Assim que terminava de falar, eu saia da frente de minha senhora, indo em direção ao cabide onde estava meu casaco, pagava e o colocava de volta, esperando no corredor pela minha senhora.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 8/4/2017, 16:16

    Marcella te observou em silêncio e com as mãos na própria cintura, aprovando silenciosamente a sua tomada de decisão ela aguardou seus passos com enorme paciência e também se colocou em movimento pela casa, notando que você pegava o casaco, a mulher aguardou você vesti-lo para chegar bem perto de você, pelas suas costas. Ela apoia o queixo no teu ombro e leva as mãos até a sua cintura, pela parte da frente e com os indicadores ela puxava o teu cinto, mantendo-o parado ali. Em seguida você sente o corpo dela inteiro se empurrado contra o seu, o perfume doce dela se fazia presente e tomava o teu olfato.

    -Eu preciso que você seja um homecm forte essa noite, bravo e corajoso. O homem que eu escolhi para ser minha prole, para dividir suas glórias comigo e ser meu cavaleiro. Você conseguirá fazer isso por mim?

    Em seguida ela encostava a ponta do nariz na sua orelha, a pele dela era fria como a noite e macia como o veludo, assim ela começava a descer a mão esquerda, em direção a sua virilha e te provocava com bastante veemência.

    -Ou eu preciso lembrá-lo como é sentir-se como um homem? Responda-me, meu pequeno, você será o que eu preciso que sejas?
    [Off: Teste de Frenesi, Autocontrole dificuldade 6]
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 9/4/2017, 01:56

    [Off: Teste de Frenesi, Autocontrole 4d10 dificuldade 6]
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Dados em 9/4/2017, 01:56

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 6, 4, 6, 5
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 9/4/2017, 03:40

    Terminando de colocar o casaco, levava minhas mão até o pescoço para soltar as pontas dos cabelos que sempre ficavam presos na gola do casaco e foi então que abaixei minha guarda, sendo surpreendido por minha ardilosa senhora. Seu queixo me tocava delicadamente nas costas, seus braços envolviam minha cintura e suas mãos completavam a ação ao puxar levemente meu cinto para cima. Permanecendo calmo, até ali, apenas colocava minhas mãos sobre as dela com a intenção mal sucedida de tentar evitar que acabacem chegando até minhas partes íntimas, mas, quando minha atenção era cobrada por suas palavras e minha mente raciocinava o que havia ouvido, enquanto ainda tentava suportar a força que o corpo dela exercia sobre mim, sua mão esquerda passava pela minha calça e chegava até minha virilha.

    Ao mesmo tempo que sua mão gélida tocava a parte interior de minha coxa, seu nariz encontrava minha orelha e, logo, um forte arrepio passava por todo meu corpo. Estava tentando me controlar pensando no que faria para me livrar dela, mas, assim que ouvia os insultos meu sangue parecia ferver, subindo até a cabeça, e meus olhos se fechavam de raiva. Uma sensação insana de raiva parecia começar a tomar o controle. Minha mão direita, que segurava a mão dela que ainda estava no meu cinto, apertava-a instintivamente e era nesse ponto que eu começava a recuperar minha consciência. “Não posso me deixar levar por isso… Não posso deixar a raiva me consumir… Se ela quer que eu seja um homem, irei mostrá-la, mas não desse jeito.” Dando uma longa respirada, me concentrava no que era importante para mim e ficava calmo, diminuindo a força na mão direita lentamente até soltá-la.

    Você quer fazer me sentir como um homem? Pois acredite, eu sou um homem, um homem de caráter! Se você não acredita, então irei provar sem cair nesse seu jogo! - Talvez eu nunca tivesse erguido minha voz para ninguém, muito menos para minha senhora, mas, desta vez era necessário e minhas palavras saiam de maneira ríspida, para acabar com aquela brincadeira. Não acreditava que ela continuaria com tal provocação e então esperava pacientemente, mas ainda puto e atento para outras investidas como essa, para que ela me soltasse e me deixasse livre para ir.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 9/4/2017, 20:17

    -Então, meu pequeno. Me orgulhe essa noite...

    Respondia a sua Senhora sem sequer recuar um único passo ou demonstrar qualquer tipo de medo ou receio para com a sua raiva demonstrada, ela deixava um beijo forte contra a sua bochecha e então o soltava. Empurrando as suas costas para frente com força o suficiente para quase o derrubar.

    -E levante tua voz mais uma vez e eu lhe arranco o couro!

    Comentava ela sorridente em um tom de brincadeira, apesar de ser uma óbvia ameaça velada. A sua besta reagia com vigor, já se inquietando novamente e assumindo o controle dos seus pés, forçando-o a fazer uma caminhada nervosa até a saída da casa de Marcella. Já do lado de fora, a vassala de sua Senhora o esperava com um carro, ela estendia a mão e você tomava as chaves com indignação e sem nenhuma educação.



    Entrando no carro, você percebia logo após os primeiros metros vencidos que o tanque não estava cheio, seria mais sábio carregar consigo combustível para alguma emergência. O que o forçou a ir até um posto de gasolina local, era estranho agir com tanta agressividade e a sua besta parecia estar decidida a provar para a sua senhora o quão homem você era! Chegando ao posto você descia do carro, indo até o porta mala onde haviam galões vermelhos de cinco ou oito litros vazios em seus interiores. Enchendo-os de combustível, você os guardava no porta malas e o fechava. Ainda indignado e nervoso como nunca! Algo rugia dentro de seu peito e seus dedos se agarravam com força, quando você se sentava mais uma vez em frente ao volante para dirigir o carro.

    O seu veículo então tomava a autoestrada em altíssima velocidade, sua mente remoía com violência todos os últimos acontecimentos. A raiva de ouvir os relatos da mulher que trabalhava para sua família e ninguém parecia se importar, se somavam as provocações de sua Senhora, aquela que deveria lhe entender e suportar e jamais o humilhar daquela forma. E tudo explodia quando a memória da face pálida, apática e submissa de sua amada surgia, a memória dos lábios dela se movendo para imitar as palavras da Matriarca! Como ela poderia ter feito isso? A quanto tempo sua amada era submissa? E se ela fosse rebanho de todos da sua família e você fosse o único a não saber?

    Seus olhos ficavam avermelhados e a sua visão inteira era tingida por um rubor virulento, era como assistir a um filme de terror! O carro então fazia um desvio, você o atravessava para fora da autoestrada e cruzava vários vinhedos, parando-o dentro de um vilarejo já nas proximidades do destino final. Seu coração parava de bater, sua besta rugia e suas mãos socaram o volante... Era seu primeiro frenesi.

    Tua mente se apagava e sua consciência sagrou. Restavam aos teus olhos observarem os lapsos das suas ações selvagens dentro daquela vila: O porta malas se abria, os galões eram retirados e arremessados com força contra as casas centrais. Em seguida você corria a urrar como um animal insano e bárbaro. O vermelho dos teus olhos se misturou então, com o vermelho das chamas... Era tudo confuso, flashs de seus instintos agindo.

    Tua besta o libertava de toda aquela angústia, e todas as humilhações o sofridas! Bastava! Você faria tua Senhora orgulhosa! Você completaria aquela missão! Era a sua vez, a tua hora! E quando o teu frenesi acabava, seus olhos viam a imagem de uma vila em chamas e várias pessoas correndo assustadas. Seu corpo estava sujo, mas não havia sangue... E seu ouvidos eram capazes de sentir uma aproximação.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 10/4/2017, 00:40

    O beijo em meu rosto e a ameaça disfarçada com um sorriso eram as últimas coisas que permaneciam em minha cabeça, depois de ser empurrado pela mesma. Meu tronco era jogado para frente e minhas pernas tropeçavam, mas por pouco não dava de cara no chão, conseguindo me recompor com os braços e dando uma rápida, e agressiva, olhadinha de canto de olho enquanto me levantava. Meus passos ficavam acelerados, meu corpo estava inquieto e minha cabeça parecia ferver de odio e ao sair, eu simplesmente arrancava as chaves da mão de Carmen para entrar no carro. Algo dentro de mim ainda estava se debatendo como um animal preso em uma jaula, eu sentia aquilo, mas não sabia o que era e o que podia fazer.

    “Eu vou mostrar para ela… Ah, ela vai ver o homem que eu sou… Ah vai!” Ainda sendo consumido pela raiva, cantava os pneus ao sair e, sem olhar para trás, mantinha uma velocidade alta durante todo o trajeto, porém, meus olhos vermelhos observavam que logo estaria sem gasolina, sendo forçado a parar no primeiro posto para reabastecer. Parava o carro de qualquer jeito no poto e abria a porta do carro com força, saindo do mesmo com a mesma intensidade. Eu me sentia como um vulcão prestes a explodir e a cada minuto que passava meu limite se aproximava. Diante de tanto ódio e pensamentos nebulosos, eu só conseguia focar nas coisas que estava a minha frente, ignorando tudo e a todos. Ainda com passadas rápidas, ia até o porta-malas, pegava os galões vazios e abastecia-os com gasolina, para depois jogá-los de volta no porta-malas e sair, novamente, cantando pneus, sem pagar e sem dar satisfação a ninguém. “Foda-se essa merda também!”

    Meu corpo agora tremia, de dor, duvidas e ressentimentos e, então, quando todas as coisas que me afligiam passavam por minha mente a besta se liberava dentro de meu corpo. Minhas mãos agarravam o volante com força e meus olhos viam um mundo vermelho, como se o sangue escorresse da lua e tingisse tudo a minha volta. Um outro eu tomava o controle do meu corpo enquanto minha personalidade serena apenas observava, com medo, o filme em primeira pessoa. A raiva era tão grande que chegava a ser incontrolável e, logo, meu carro cruzava a faixa centra, indo pela contramão e mergulhando em um vinhedo, deixando para trás o barulho das buzinas dos carros, que também me irritavam e me faziam socar o volante do carro. Meu pé afundava o pedal de acelerar do carro e logo eu havia rasgado alguns vinhedos no meio, chegando até uma pequena vila e parando em uma das entradas da mesma. Não tinha ideia do que estava fazendo, mas a besta tinha. Saindo rapidamente do carro, abria a mala e pegava os galões. Corria até o centro da vila, gritando que nem um louco e jogando os galões nas casas centrais, provando um incêndio instantâneo. Assim que as chamas começavam a se espalhar, minha vista era ofuscada completamente pela mistura fervorosa das cores, dando-me apenas alguns flashes do que acontecia.

    Naquele momento, todos os meus sentimentos estavam a flor da pele. Eu não queria fazer aquilo, eu nunca faria aquilo, mas, eu sentia que toda minha aflição estava deixando meu corpo ao mesmo tempo que a besta também o fazia, deixando apenas um resquício da raiva, e, então, eu recuperava minha consciência. Perdido, em meio a casa pegando fogo e pessoas correndo desesperadas, meus olhos se arregalavam ao perceber o que eu tinha acabado de fazer. “Porque!? Porque eu fiz isso!? Mas que merda é essa!!” Indignado e confuso, minhas mãos iam até o topo de minha cabeça e agarravam meus cabelos com força, enquanto, desesperado, eu não sabia o que fazer, até notar a aproximação de alguém por trás de mim e a única reação que eu tinha era me virar e ver quem se chegava, olhando-o de cima a baixo para ver quem era.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 12:02

    Caminhando com uma extrema calma na sua direção, estava a figura masculina de terno e gravata. Perfeitamente vestido para um evento de alta classe, o homem estava perigosamente perto. E não foi nada difícil notar que ele tinha apenas uma semelhança com um homem, pois sua pele era branca como o mármore e seu peito não demonstrava haver respiração. Você estava literalmente de frente para um ancião e o mesmo ordenava.

    -De pé.

    Suas pernas obedeciam o homem mesmo que você não desejasse, era a dominação! E o homem na sua frente era obviamente um ancião, seu corpo termia inteiro e de pé você conseguia agora ter uma visão mais clara dele. O desconhecido antigo dava outro passo na sua direção e a sua besta se apavorava, a presença dele era avassaladora e intimidadora.

    -Meu nome é Aloísio Giovanni e eu me pergunto, quem seria o imbecil que ateou fogo nas propriedades de Meu Senhor? E aqui eu encontro o pequeno verme a se contorcer, diga teu nome criatura. Ou eu o arrancarei de ti junto com tua jugular.

    As presas do ancião se faziam presentes dentro da boca do mesmo, era algo sinistro que estava acontecendo ali e a sua raiva inteira era substituída por medo. As trevas pareciam se dobrar em torno da presença soberana daquele antigo, você havia incendiado uma vila da terrível e vingativa família Giovanni, os inimigos juramentados da sua família.

    Aloísio Giovanni:
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 11/4/2017, 14:55

    Ainda em choque, minha primeira reação, ao notar a presença de alguém, era me virar para encará-lo. Não havia nenhuma ideia em minha cabeça além do que eu havia feito e do fogo que comia as construções ao meu redor. Meus olhos dilatavam de medo ao baterem no indivíduo e notar a falta de humanidade do mesmo, fazendo assim meu cérebro voltar a funcionar e identificando-o como um ancião, mas não só isso, um ancião inimigo. Por um segundo minha mente ficava em branco, eu não conseguia falar nada, não me mexia e nem conseguia, se quer, pensar alguma coisa até que a primeira ordem era dada e sem hesitar era cumprida.

    A sensação da dominação era ímpar e o efeito que provocava no corpo era absurdo. Minhas pernas se mexiam aceleradas para cumprir a ordem enquanto minha besta se encolhia no interior de minha alma, levando consigo minha coragem, a cada passo que o estranho dava em minha direção. A sensação do medo ia alcançando novos patamares dentro de mim e logo meu corpo se tremia como um animal indefeso encarando seu predador. Assim que ouvia seu nome uma sensação dolorosa, como a de uma faca perfurando a carne, ataca meu coração e tirava o último suspiro de ar que eu guardava nos pulmões, para caso eu me encontrasse com um mortal. “Meu deus do céu! O que eu faço? Pense bem! Ele falou que esta eram as propriedades de seu senhor e ele é, obviamente um ancião… Isso significa que eu vim bater no pior canto possível. Meu deus, quer merda que eu fiz!” Assim que ele requisitava meu nome, eu mordia levemente meus lábios com um claro receio de dizê-lo, mas que era facilmente, e instantaneamente, quebrado pelo terror que afrontava meu coração. “Não seria inteligente mentir para ele, muito menos esconder alguma coisa, por mais que eu tenha uma terrível sensação que quando ele ouvir meu nome algo de muito, muito ruim vai acontecer comigo…”

    - Me-meu nome é Lorenzo… - Falava hesitante e sem desviar o olhar. - Lorenzo di Francesco. - As últimas palavras saiam rasgando minha garganta, dando uma prévia do que possivelmente ele iria fazer ao ouvi-la.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 11/4/2017, 17:57

    -Seu nome é  Lorenzo di Francesco?

    Respondia o ancião a sua frente, que cruzava os braços e assumia uma expressão forte. Sua espinha dorsal inteira era tomada por um forte calafrio e naquele instante, pela primeira vez, você sentiu medo da morte. Porque o homem encarava a sua alma, como se tivesse visto em sua frente o maior de seus inimigos. E ele parecia se deliciar com a sua expressão de pavor, em um piscar de olhos ele simplesmente sumia! Reaparecendo nas suas costas e tomando o seu pescoço com a mão direita, ele o removia do chão como se você fosse mais leve do que uma pluma. Seus pés tremiam e seu corpo sentia a dor dele esmagando teus ossos.

    -Então vocês resolveram começar o ataque! Quanta ousadia... O que eu deveria fazer contigo? Arrancar-lhe a coluna, enviar tua cabeça de volta a Volterra? Não não. Tenho uma ideia melhor, vamos até o seu carro!


    E o ancião colou-se a andar, ainda o dominando totalmente por erguê-lo do chão pelo pescoço, a dor era intensa e se você fosse um mortal acabaria por morrer sufocado em poucos instantes sob aquela pressão. E com bastante calma, como se estivesse a passear por um bosque, o homem que atendia por Aloísio Giovanni cruzava os vinhedos até chegar no teu carro. Arremessando-o contra o mesmo, você sentia seu corpo se chocar com força contra a lateria e ouvia o som do metal se entortar. A dor era terrível! E o pior... Aloísio vinha mais uma vez em sua altíssima velocidade, pegando-lhe pelo pé e te arrastando até o porta malas, colocando você dentro do mesmo como um difundo. Para então ordenar através da Dominação.

    -Parado!

    Seu corpo inteiro paralisava, tomado pela soberania do ancião. E ele então tirava o seu cinto para amarrar suas pernas com ele, para em seguida retirar o próprio cinto e amarrar suas mãos, finalmente o homem tirava o lenço do bolso e estufava para dentro da sua boca. Finalizando tudo ao colocar um pano preto sobre a tua cabeça, fechar o porta malas e ligar o veículo.
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 13/4/2017, 00:12

    O sentimento terrorífico que tomava conta do meu corpo crescia quando o ancião repetia meu nome e cruzava os braços a minha frente. Aquilo tomava conta de meu ser e parecia esmagar meu espírito de maneira avassaladora e, então, entre uma piscada e outra, a imagem do mesmo sumia, mas, em um instante sua mão fria de morte me erguia pelo pescoço. “Arrgh! Merda! Socorro!” As palavras não saiam e tudo que eu podia fazer era suplicar mentalmente, olhando para o céu enquanto sentia meu pescoço sendo esmagado. Seus dedos pareciam que iam arrancar minha cabeça do lugar, como ele mesmo dizia que iria fazer, mas, algo pior surgia em sua mente e ele me levava para passear, ainda me segurando pelo pescoço.

    A dor insana finalmente sessava, mas por uma fração de segundo, e era prontamente transferida para o impacto do meu corpo com o carro. Meu corpo afundava na porta do carro e eu soltava um grito de dor, devido o choque. Não havia pausas para respirar e, então, eu sentia meu pé sendo agarrado, para em seguida ser arrastado até a mala do carro. Sendo jogado dentro do mesmo eu nem sequer conseguia me mexer, mas, mesmo assim, o mesmo me dominava para ficar quieto. Naquele momento eu não sabia o que fazer. Várias coisas se passavam em minha mente, como se minha morte estivesse se aproximando. As imagens das pessoas importantes para mim iam vindo em flashes, mas, uma dessas imagens estava clara em minha mente. Danielle. Aquela mulher que era o motivo que guiava minha vida e, por conta dela, eu lutaria até o final para me manter vivo e tentar protegê-la. “Eu não sei como, mas eu vou sair daqui, meu amor! Eu vou voltar para você!” Eu me agarrava a aquela imagem. Com as mãos e os pés amarrados e com um lenço tapando minha boca, eu fechava meus olhos e me concentrava na imagem de minha amada, repetindo seu nome em minha cabeça.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 14/4/2017, 12:21

    Dento daquele escuro porta malas, você tentava sem sucesso construir uma imagem verossímil de sua amada, não era por falta de sentimento mas sim por um motivo peculiar, toda vez que você a imaginava em sua mente, a expressão seca e apática dela se revelava a sua memória. Isso não te ajudava muito, a sensação de impotência crescia de maneira exponencial. Afinal, o que você poderia fazer para libertar a sua amada do domínio da Matriarca? O que você poderia fazer para se liberar do domínio dos Giovanni? Você estava dentro de um túnel escuro e no final desse túnel, havia apenas sombras.

    O percurso era confuso, sua mente mergulhada dentro dos próprios horrores e pavores simplesmente não conseguia construir nenhum senso de direção. E dentro daquele porta malas você ficou por bastante tempo, uma verdadeira eternidade... Até que enfim, o veículo parecia parar. A velocidade então era retomada, mas agora bem mais devagar, como se ele tivesse chegado a seu destino. Para finalmente, estacionar o veículo e desligar o motor.

    O porta mala era aberto e você sentia três presenças macabras em torno do seu corpo, os passos do Giovanni foram ouvidos e seu corpo tremia de medo, afinal, agora eram quatro pessoas a te olhar e foi o ancião que removeu o seu capuz, pegando o seu rosto pelo queixo e forçando-o a olhar algo que assombraria sua mente por toda a sua existência.

    Os outros três homem, parados ali como verdadeiros zumbis, suas carnes pútridas e suas roupas imundas. Ausentes de vida, mas ao mesmo tempo, reagindo como vassalos fieis de uma magia nojenta e repugnante que ofendia tudo que você considerava como correto ou ético. E o mais assustador, você conseguia reconhecer os três homens! Aquele de pé no centro era o homem que havia abusado de Danielle e ao lado dele, estavam seus dois capangas que haviam lhe espancado em 2009! Como isso era possível? Você não tinha resposta, mas ali você sabia que tudo era real e que você estava no território dos macabros necromantes da família Giovanni... Antes que você pudesse fazer algo, o Ancião ria bastante e botava mais uma vez o capuz na sua cabeça para ordenar aos zumbis.

    -Tirem esse traste de dentro do carro e levem até Ela.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 14/4/2017, 17:01

    O fato de não conseguir focar a imagem de minha amada era, ainda mais, desesperador e aquilo me trazia, novamente, todas as perguntas a minha mente. “Por que? Por que minha própria família fez aquilo comigo? Se eles sabiam dela, eles sabiam o que ela significava para mim, então por que diabos eles fizeram aquilo com ela!?” Estava simplesmente indignado, e aterrorizado, com aquele fato e simplesmente esquecia de tudo ao meu redor e, até mesmo, as minhas emoções. O medo era predominante em mim e minha indignação inibia as outras emoções de afetarem por um momento. Minha expressão era de alguém morto e meu corpo não conseguia corresponder a nada, apenas tremendo pelo pânico que o tomava.

    Foi então quando a escuridão que cobria meus olhos era retirada e eles observavam algo que jamais poderia imaginar ver novamente. Apenas por ver aqueles três na minha frente já era perturbador o suficiente, mas, eu percebi o que eles eram. Eram tudo aquilo que eu havia ouvido falar. “Zumbis!” Oriundos daquela magia negra imoral. Eu não sabia como reagir e era justamente isso que eu fazia. Não me mexia, ficava parado no meu lugar, em posição fetal, lutando com todas as forças para que meu medo não tomasse conta do meu corpo por completo. Me mantinha tão parado que até mesmo quando os zumbis tentassem vir me buscar, meu corpo se travava intencionalmente e, de certo modo, até resistia as mãos que tentavam me agarrar. Eu não queria, de maneira nenhuma ser tocado por aquelas mãos que representavam tudo de ruim e errado nesse mundo, mas também não conseguia lutar de volta e nem deveriam, pois eles deveriam ser muito mais fortes do que eu.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 16/4/2017, 17:37

    A escuridão era mais uma vez imposta sobre seus olhos, enquanto aquelas mãos sujas e mortas pegavam no seu corpo. A força das criaturas era assustadora, elas o tiravam do porta malas e te carregavam como um saco de batatas por um longo caminho. Ao fundo você conseguia ouvir as risadas do ancião Giovanni que parecia se divertir com o que acontecia contigo, os zumbis então começaram a subir uma escada tortuosa e acabavam por derrubar você três vezes durante o processo de subida, o que intensificava ainda mais o divertimento sádico daquele homem que havia o capturado.

    Em seguida você era jogado no chão com força, seu corpo sentia brevemente a dor, pois logo em seguida você era arrastado pelos pés. O som de uma porta se abrindo se fazia presente e sequencialmente, o Giovanni o pegava pelo pescoço, tirando-o do chão e empurrando-o sobre uma cadeira, te obrigando a ficar ali sentado.

    Enfim uma segunda porta se abria e um forte perfume floral inundava o ambiente, junto dele havia uma presença realmente poderosa! A presença de um verdadeiro ancião de sangue potente, naquele instante o pavor escalava com ferocidade por dentro do seu corpo.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 16/4/2017, 20:28

    Com os olhos fechados, e lutando contra meu próprio medo, sentia minha cabeça ser coberta novamente e o toque pútrido dos mortos-vivos que me arrancavam, com facilidade, de dentro da mala do carro. O toque imundo dos lacaios fazia-me tremer ainda mais, retraindo meu corpo, e lutando inutilmente contra aqueles seres inundados de impurezas. Eu não conseguia pensar em nada, não conseguia dizer nada e a única coisa que podia fazer era dificultar o trabalho deles de me levar até o local ordenado. Durante a subida das escadas, eu me mexia um pouco mais que o ‘normal’ e isso fazia com que eles me derrubassem algumas vezes. A dor da queda era milhões de vezes menor do que a dor de ser apenas tocado por aquelas criaturas e, no final, meu corpo se chocava no chão com ainda mais força.

    Com a face no chão, sentia meu pé ser agarrado e meu corpo puxado pelo mesmo. Naquela hora eu abria meu olho pela primeira vez desde que o carro havia parado, e novamente era cercado pela escuridão. O medo parecia apertar ainda mais minha espinha e como reação eu tentava me segurar no próprio chão, cravando minhas unhas nele ou o que fosse suficiente, mas nada era suficiente. Eu era fraco e aquelas criaturas horrendas tinham uma força sobrenatural e logo eu era socado em uma cadeira qualquer. Foi, então, quando senti a maior ameaça em toda minha vida. Um sangue forte, muito mais forte do que o do primeiro ancião, e intimidador entrava e ocupava todos os cantos da sala. Instintivamente, minhas mãos se agarravam nos braços da cadeira com toda força que tinha e meus olhos se fechavam novamente. Tentava afastar aquela presença para longe de mim, gritando mentalmente uma ordem, como se tentasse usar a dominação, mas sem coragem para fazê-la de fato.

    Por dentro eu podia sentir meu espírito se remoer de medo, diante tal presença. Ele estava sendo cercado gradualmente pela sensação do medo, até que eu podia senti-lo encostar em meu espírito. Primeiro, ele agarrava meu pescoço, assim como o ancião havia feito comigo, e depois começava a se expandir dali, como um vírus passando para todo o corpo pela corrente sanguínea.
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Danto em 20/4/2017, 12:02

    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 15 de Abril de 2016: Parte II.


    As palavras finais da anciã eram ditas e o homem que estava sentado ao seu lado se colocava novamente de pé, para prontamente ordenar através da dominação para você:

    -Deite no chão e não resista, estrupício.

    Antes que você fosse capaz de notar, lá estava seu corpo mais uma vez a reagir contra a sua vontade ou controle, colocando-se no chão e aguardando pelo o que poderia vir a acontecer sem oferecer nenhuma resistência. Aloísio então se aproximava e pegando um dos seus pés, ele o arrasta mais uma vez para a saída, usando a porta lateral de vidro que levava para uma sacada. Fechando a porta imediatamente após cruzar a mesma, ele soltava seu pé e dizia. Novamente com a voz potente e poderosa da dominação.

    -Tire os sapatos, fique de pé. Suas ordens são: Pule daqui e siga apé até a sua casa correndo o máximo que puder correr com essas suas perninhas de frangote.

    As palavras do homem eram mais uma vez bem mais potentes do que a sua vontade e você já removia os sapatos para se levantar e correr em direção a sacada, sem olhar para baixo, você simplesmente se atirava para cair do terceiro para o primeiro andar. Era agora a vez de correr para casa.
    [Off: Teste de vigor para absorver o dano de contusão por queda. Total de dano 8.]
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 20/4/2017, 12:52

    Off: teste de Vigor = 3d10
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Dados em 20/4/2017, 12:52

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 2, 3
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Lugo em 20/4/2017, 13:24

    Off: teste de Vigor = 3d10
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    Re: Primeiro Arco de Lorenzo: Ato II - A Penumbra

    Mensagem por Dados em 20/4/2017, 13:24

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 4, 3

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