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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 16/4/2017, 21:10

    O sorriso de Lucrezia foi devolvido por Ume, a confiança da jovem estimulava ambos os neófitos que ainda não haviam se apresentado. A reação de Massimiliano fez com que a jovem suspirasse aliviada, o sorriso carismático do mesmo era uma marca única no rapaz.

    “ Massimiliano San com toda a certeza ele consegue se comunicar bem. Devo me concentrar e fazer o meu melhor na minha apresentação.”

    Os olhos negros da jovem acompanharam cada pequeno detalhe da apresentação de seu primo, quando a bandeja de prata foi retirada de sua mochila e o cheiro do sangue do mesmo tomou a cena, Ume viu o sorriso de Lucrezia indicando que se preparasse, desta vez a cainita não sorriu em resposta, apenas abaixou a cabeça apertando de leve o anel de madeira.
    “ Floresce a Ameixeira
    e canta o rouxinol
    estou só.”

    Respirando devagar, Ume se ajoelhou no momento em que Massimiliano se levantou, aproveitando as reações dos mais velhos para arrumar seus pertencer a garota deixou o pergaminho de seda aberto a sua frente, ao lado direito do mesmo estava a caixa de madeira, ao lado esquerdo se encontrava o pequeno copo de chá verde, já escrito no pergaminho seguia um único kanji que o tomava por completo, o kanji com o significado de voz estava à frente de Ume.

    Esperando pelo Silencio a jovem fez uma longa mensura a Regente antes de começar sua apresentação.

    - Boa noite. Saudo a todos aqui presentes, por favor permitam-me iniciar minha apresentação. Eu Ume Tagaki apresento diante aos Senhores a minha linhagem, esta que se origina dê:

    Etrius, O Primeiro Entre Nós, quarto de seu Sangue. Senhor de Filaereus, quinto de seu Sangue. Senhor de Valeria Santorelli, sexta de seu Sangue. Senhora de Abrielle Ambrosini, sétima de seu Sangue. Senhora de Otthelo Martocci, oitavo de seu Sangue. Meu Senhor.


    Sentada sobre seus pés da maneira mais confortável possível, Ume mantinha uma das mãos em cima da folha de pergaminho, seus olhos se abaixavam para a mesma e voltavam para a Regente com rapidez, durante toda a sua fala a voz da jovem ressou calma e educada, o tom alto o suficiente para que todos escutassem foi repetido durante o juramento sem nenhum problema, talvez a única mudança fora o fato de Ume ter empurrando levemente o pergaminho para a frente.

    Quando as palavras se encerraram, Ume enrolou cuidadosamente o pergaminho colocando-o para o lado esquerdo, abrindo a caixa de madeira a jovem depositou sua tampa ao lado da mesma para só então retirar a tantô de dentro, desembainhando a lamina Ume deixou a bainha da mesma ao lado da tampa. Seus olhos procuraram os olhos experientes da Regente, guiando a lamina até o pescoço.

    Ume escolheu o ponto central da base de seu pescoço para fincar a lamina de jade. Forçando a ferida até o meio da lâmina a jovem pegou o copo de Chá para recolher seu sangue e deposita-lo a sua frente no momento em que retirava a lamina de seu sua carne. Depositando a tantô ao lado de sua caixa a jovem encerrou sua apresentação com uma nova mensura.

    Teste: Destreza + Adaga Ritualistica + 4 Dados = 8d10
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    Dados

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Dados em 16/4/2017, 21:10

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 3, 1, 2, 1, 4, 4, 9, 9
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 18/4/2017, 12:01

    Quando a lâmina perfurou o seu pescoço e aquela dor forte se fez presente, o pequeno som de uma confusão de escala mínima desviou a sua atenção. Era a figura de Othello, o mesmo tentava a todo custo correr na sua direção, mas era impedido por um abraço forte de Beladonna, Abrielle então gentilmente se colocava à frente das duas proles, como se as escondesse atrás de suas costas.

    Assim as apresentações pareciam ter acabado, a voz masculina de Hector Salvatore, a mais antiga prole da Regente e Magus de Netuno, anuncia o que o ouvido de todos ali desejavam ouvir naquele instante, para finalmente por fim ao suspense.

    -É declarado o fim da apresentação, todos saúdem seus novos irmãos de casa e clã. Esse é o primeiro passo dentro dos sete que existem na caminhada deles. Todos estão dispensados agora, o desafio do primeiro circulo começará imediatamente!

    Todos começavam então a se retirar, você pode ver Abrielle movendo os lábios e desejando boa sorte à você, ela então tomava as mãos das duas proles e seguia com ela para o lado de fora do local. A regente era ajudada por Ettore, demonstrando uma enorme dificuldade de locomoção. Enfim, restava apenas vocês três e a figura de Hector.

    -Vocês três deverão passar o restante da noite aqui, sem poder sair em hipótese alguma dessa sala. É expressamente proibido tentar subir para o andar superior onde as quatro saídas são localizadas, é proibido o uso de tecnologias comunicacionais. Essa noite vocês terão apenas à vocês mesmos. Vocês podem se mover livremente dentro desse retângulo, podem interagir livremente entre si. O Examinador irá encontrá-los no começo da próxima noite e assim vocês poderão retornar a suas residências, até logo.

    O homem então virava-se para se retirar, agora restava apenas vocês três ali.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 18/4/2017, 13:56

    Por alguns instantes quando a lamina abriu sua carne Ume desviou os olhos da figura de Valeria, um pesar claro se apossou da jovem ao ver que Othello tentava correr até onde estava, desviando os olhos quando Abrielle tomou a frente de Othello e Belladona, Ume se concentrou em apenas terminar seu ritual.

    “Perdão Sensei, eu sabia que isso lhe machucaria, não era minha intenção.”

    Levantando-se para ouvir a voz de Hectore, Ume sentiu todo seu corpo relaxar diante das palavras de encerramento do mesmo, respirando profundamente a jovem sorriu para Abrille diante de seu desejo de boa sorte, retirando o lenço do bolso da calça jeans, Ume o usou para limpar o excesso de sangue que havia escorrido por seu pescoço.

    Diante de Hectore a jovem escutou atentamente as palavras sobre o teste que seriam submetidos, a primeira vista não seria complicado ou impossível, mas deveria ser tratado com cuidado.

    “ Interessante, será a primeira noite que passo longe de Othello Sensei. Só espero que Oba San cuide dele. “

    Diante da partida de Hectore, a jovem se abaixou para retirar o celular da bolsa, desligando o aparelho e retirando a bateria do mesmo Ume voltou a guarda-lo para só então olhar para Massimiliano e Lucrezia.

    - Bom acho que somo só nós então.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 19/4/2017, 16:27

    -Sim, só nós. Acho que sou um rapaz de sorte não é mesmo?

    Comentava Massi que estava guardando o celular dentro da mochila e a bateria em um bolso separado dentro da mesma. A voz dele era posta de maneira brincalhona e isso era sempre claro, o rapaz sorria mas era prontamente censurado pela irmã.

    -Não seja indelicado Massi, por favor. A nossa companheira não precisa aturar o que eu aturo todas as noites... Não dê atenção a meu irmão, Ume-chan, ele bateu a cabeça quando era criança. É a única explicação que eu tenho.

    Massi caia em uma breve risada após a fala da própria irmã. A jovem que já se comportava naturalmente como uma figura de liderança, colocava as mãos nos bolsos e olhava ao redor, começando uma caminhada suave pelos arredores. Massi então se levantava e ia na sua direção, com um enorme sorriso simpático na face.

    -Ume! Você foi perfeita na sua apresentação, bem tradicional e ao mesmo tempo corajosa! Eu tomei um susto enorme quando vi a lâmina no seu pescoço, caramba! Incrível!

    Ele comentava empolgado, com uma notável admiração pela sua ação.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 19/4/2017, 19:54

    Ume riu com a brincadeira de Massimiliano, ainda mais quando Lucrezia o repreendia, abaixando-se para limpar a lamina da tantô.

    - Não se preocupe Lucrezia Senpai, eu posso lidar bem com as brincadeiras de Massimiliano San.

    Terminando de guardar suas coisas Ume sorriu encabulada diante da animação do rapaz, balançando a cabeça a garota procurou algum lugar para deixar sua bolsa.

    - Eu fiquei com medo de ter exagerado demais. Othello Sensei não teria deixado eu fazer se soubesse o que eu planejava fazer. Sua apresentação foi muito boa Massimiliano San, e eu queria ter a confiança da Senpai, nunca conseguiria dizer o juramento daquela forma.

    “ Eu posso tentar me comunicar com Othello Sensei durante a noite. Seria bom eu deixar que ele se acalme um pouco antes disso, espero que Belladona San esteja com ele.”

    Retirando o casaco Ume pegou a camisa limpa que havia deixado na bolsa, olhando para Massimiliano a jovem sorriu ao dizer.

    - Eu preciso me trocar, não quero ficar a noite toda cheirando a vitae. Será que você pode se virar Massimiliano San?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 20/4/2017, 12:22

    Local: Volterra, La Fortezza di Volterra.
    Data: 15 de Abril de 2016: Parte II.


    -Claro, claro! É pra já!

    Respondia o jovem virando-se de costas, mas a sua Senpai prontamente olhava na sua direção, erguendo o dedo indicador pedindo para você esperar um instante. Sem dizer nada e caminhando de forma silenciosa, ela chegava até o outro jovem e segurava a cabeça dele, imediatamente, Massi protestava.

    -Ei! Que absurdo é esse?! Tira a mão de mim! Me solta!

    A esperta e aparentemente forte Lucrezia respondia, mantendo a cabeça do próprio irmão parada e impedindo que ele se virasse.

    -Esse truque é velho Massi, nem adianta. Você não é nada confiável com essas coisas, parece que nunca saiu da puberdade! Ume-chan, pode se trocar, agora tá tudo tranquilo, leve o tempo que desejar!

    O rapaz ao invés de manter os protestos ou tentar se libertar, simplesmente ria com a situação confirmando o que a própria irmã havia dito. A relação dos dois era de fato algo divertido e inspirador de se acompanhar, eles obviamente não tinham parentesco biológico algum, mas se comportavam como irmãos.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 20/4/2017, 13:58

    Ume sorriu em resposta a gentileza de Massimiliano, a jovem começava a se virar para desabotoar a camisa quando viu os movimentos de Lucrezia, concordando com a mesma a japonês riu da cena que se passava entre os dois.

    - Lucrezia Senpai salvando a minha noite! Obrigada eu não demoro muito prometo.

    Virando-se para desabotoar a camisa social que usava, Ume limpou o corpo de qualquer resquício de vitae usando o lenço para isso, quando se sentiu satisfeita a jovem colocou a nova camisa mais confortável e limpa.

    Modelo da camisa :

    “ Esses dois, parece que vou me divertir muito com eles.”

    Fazendo sinal para que Lucrezia não tampasse mais os olhos de Massimiliano a jovem deu alguns tapinhas no ombro do rapaz dizendo.

    - Massimiliano San, que vergonha tentar enganar sua prima.

    Numa tentativa de parecer sério Ume fechou o cenho, mas as covinhas a traiam com um sorriso no rosto, tentando controlar o riso a jovem se voltou para Lucrezia comentando.

    - Eu possuo um item que foi de meu senhor, posso tentar contactá-lo caso seja necessário. Oque você acha disso Lucrezia senpai?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 21/4/2017, 16:37

    Lucrezia via o seu sinal e soltava o irmão, o jovem se virava sorrindo e logo que você se aproximava para dar os tapinhas no ombro do mesmo. Ele se encolhia e ria baixinho, mas não a impedia de dar aqueles tapas, levando tudo de um jeito bem divertido e leve. Lucrezia colocava as mãos nos bolsos da calça e pensava antes de lhe responder.

    -Não acho que é um problema, existem regras bem diretas. O uso de rituais e magia é completamente permitido, era o que estava nas leis de convivência dentro da capela... Logo, é uma excelente ideia.

    Massi que olhava para a sua face com um pequeno sorriso ainda na face, perguntava logo em seguida.

    -Notei que a sua relação com o senhor Othello é muito próxima, prima... Como é que funciona? Nossa senhora não sabe muito bancar a figura maternal, ela é meio que a nossa melhor amiga.

    O jovem perguntava curioso, mantendo sempre o carisma natural dele expresso em cada palavra e sílaba pronunciada.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 21/4/2017, 21:03

    Ume não se aguentou e também acabou rindo enquanto batia em Massimiliano, terminando a onda de tapinhas a jovem voltou a se controlar, ouvindo as palavras de Lucrezia a jovem concordou com a mesma.

    - Que bom, acho melhor darmos algum tempo para que Othello Sensei se acalme, mas caso precisemos de algo não custa pedir ou pelo menos tentar. Acredito que claramente não possamos trazer nada para passar o tempo, mas isso não deve se aplicar exatamente a nossa alimentação.

    Comentava a jovem esperando pela resposta de Lucrezia, a confiança da jovem era um marco interessante e essencial, ainda mais quando Ume não sabia ao certo quais eram os limites do que poderiam ou não fazer.

    “ Lucrezia senpai parece saber bem o que faz, ela se esforça e não esconde isso. Tenho certeza de que um dia ela será uma líder admirável.”

    Sorrindo com a pergunta de Massimiliano, a jovem coçou de leve a nuca enquanto pensava.

    - É complicado responder isso. Veja a base familiar japonesa é muito rigorosa e diferente da europeia, meu pai sempre me cobrou muito e só prestava atenção em mim em situações muito especificas, mesmo assim era só para me cobrar mais coisas. Já Othello Sensei é o oposto, ele é carinhoso e calmo, isso me ajudou muito ainda mais quando não conseguia dominar direito o italiano. Ele é meio calado e tem pouco jeito para as palavras mas é um homem atencioso.

    Respondeu calmamente Ume, sorrindo educadamente a jovem sentia segurança no que falava, também fazia questão de demonstrar o carinho que tinha por Othello.

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 22/4/2017, 03:17

    Lucrezia olha para você e concorda balançando a cabeça positivamente, para então comentar de maneira bem direta.

    -Eu estava pensando justamente nisso. Sua ideia é excelente! Talvez alguns jarros resolvam, não precisamos de muito... Aliás eu acho que sei um ritual para limpar essa sala, não esotu disposta à dormir num chão cheio de vitae.

    Massi prontamente retrucava:

    -Você não vai reclamar a noite toda porque vai dormir no chão né?

    Lucrezia olha para o irmão e mostra com bastante convicção o dedo do meio da mão esquerda para o mesmo. O jovem sorri e então olha para você antes de comentar sobre a sua explicação.

    -Desculpe a falta de delicadeza da minha irmã... Ah, entendi. Realmente existe uma enorme diferença aqui, tenho que assumir minha total referência sobre a sua cultura, não faço por mal... juro! Mas eu consegui ver que o Senhor Othello realmente se importa contigo, em um nível bem paterno e achei isso bem fofo. É especial sabe?

    Dizia Massi que agora se colocava em movimento pelo local, analisando os detalhes e indo na direção da cadeira onde anteriormente a regente havia sentado.

    -Talvez eu também entre em contato com a nossa Senhora, ela tem bastante fonte disponível pra alimentação...

    Dizia a Lucrezia em voz alta, mas claramente pensando no assunto sem se tocar que havia dito aquilo diretamente à vocês.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 22/4/2017, 13:07

    O comentário positivo de Lucrezia fez Ume sorrir com alivio, saber que de alguma forma as duas pensavam em como lidar com os pequenos problemas ali apresentados deixava a jovem confiante, mas a pequena discussão entre irmãos arrancou uma risada genuína de Ume.

    “ Fico feliz que tenho Lucrezia senpai e Massimiliano san para passar a noite. Com um pouco de sorte não cometeremos nenhum erro.

    - Eu acho que sei qual ritual você está pensando Senpai. Eu vi Othello Sensei faze-lo algumas vezes, mas nunca tive a oportunidade de executa-lo, se você quiser podemos fazer juntas.

    Ouvindo as palavras de Massimiliano, Ume sorriu concordando de leve com a cabeça, a jovem se sentia feliz por ter Othello como seu senhor, o carinho e cuidados do Tremere lhe eram especiais.

    - Não se preocupe quanto as referências, ainda tem muito que eu desconheço da cultura ocidental. Eu fico muito feliz em saber que Othello Sensei se importa comigo, gosto muito dele e sou grata por tudo que ele fez. Só espero retribuir de maneira adequada.

    Virando-se para ouvir Lucrezia falar consigo mesma em voz alta, Ume suspirou fundo ao se voltar para Massimiliano, com certo receio do que o rapaz poderia fazer a jovem deu alguns passos na direção do mesmo segurando-o pela camisa.

    - Eu não sei o que você planeja, mas eu não tocaria na cadeira da Regente. Acho que ainda estamos sendo observados e qualquer coisa que fizermos de errado pode ser mal interpretada. Aliás Massimiliano san, a bacia de prata poderia ser usada para recolher o vitae do chão? Outra coisa, posso lhe chamar apenas de Massi San?

    Virando-se para Lucrezia, Ume prontamente perguntava de maneira educada.

    - Senpai você consegue recolher o sangue? Seria mais fácil para transmuta-lo no ritual.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 22/4/2017, 16:30

    Lucrezia concorda com um sinal positivo com a cabeça ouvindo as suas palavras.

    -Certo, faremos juntas sim!

    A experiente entre vocês tocava a parede do primeiro andar e sorria sozinha, como se tivesse notado algo. Assim prontamente ela girava o corpo para caminhar até os círculos onde vocês se apresentaram. Enquanto isso ocorria, sua mão segurava a camisa de Massi e o rapaz parava de andar, olhando na sua direção com um rosto envergonhado.

    -Desculpa, você tá certa. Eu só queria saber como era, mas é melhor mesmo manter uma distância educada né?! E bem, claro que pode Ume! Somos primos não é mesmo? E usem a bacia da melhor forma possível!

    A sua Senpai esticava as mãos para frente, concentrando-se bastante e fazendo então movimentos circulares. Algo incrível ocorria! Através da vontade dela, o vitae de vocês que estava no chão começava a rodopiar em três redemoinhos, movendo-se juntos e em sincronia para a bacia de prata. Enchendo-a até quase a capacidade total da mesma.

    -Uau! Ce é muito foda Luci!

    Dizia impressionado o Massi que estava bem perto de você e a razão da Senpai era a de sorrir bastante encabulada e não responder nada.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 22/4/2017, 21:00

    Pelo canto do olho Ume pode ver o que Lucrezia fazia, mas sua atenção se voltou para Massi assim que este sorriu, concordando com as palavras do mesmo a jovem soltou seu primo com delicadeza.

    - Sim, acho que seria melhor mantermos uma distância segura, é mais para evitarmos problemas do que outra coisa. Obrigada Massi San, eu fico com medo de errar seu nome, ele é comprido e meu sotaque as vezes pode atrapalhar.

    “ Que bom que Massi San entendeu, eu realmente não gostaria de cometer nenhum erro nesta noite.”

    Voltando-se para Lucrezia, Ume sorriu ao ver a demonstração de sua Senpai, o controle sobre os três redemoinhos de sangue impressionou a japonesa que assistiu a tudo com curiosidade e interesse. O elogio de Massimiliano foi prontamente concordado por Ume, era claro que Lucrezia era uma maga capacitada.

    Se aproximando de sua senpai, Ume tocou de leve no ombro dessa perguntando.

    - Quer começar e eu vou lhe ajudando no que for necessário?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 24/4/2017, 12:46

    -Na verdade seu sotaque é bem divertido de se ouvir Ume, não se preocupe muito com ele. E eu meio que prefiro Massi, muito mais na verdade!

    Comentava bem rápido Massi enquanto você se movia até a sua Senpai. A jovem sentia o toque no ombro e olhava na sua direção, balançando a cabeça positivamente.

    -Ume chan, por favor pegue à garrafa de água que esta no bolso lateral da mochila do Massi. Já remova a tampa e fique bem na minha frente. Massi, fique por perto para ser afetado também por favo e sem tocar em nada seu abestalhado!

    Massi cruzava os braços e ia claramente emburrada para próximo da irmã. Lucrezia olhava para você e comentava tranquila.

    -Vai ser bem fácil, Ume chan, só termos que encontrar um jeito de unir nossas concentrações.

    E assim que você voltava com a pequena garrafa plástica em mãos, a sua Senpai fazia um sinal para você chegar bem perto dela, mantendo a distância de apenas um único passo. Para dizer com uma voz calma.

    -Nossas mentes tem que trabalhar em conjunto agora, nossa vontade ser apenas uma. Pra isso temos que encontrar algo em comum, um sentimento ou sensação que possamos compartilhar.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 24/4/2017, 14:25

    Sorrindo de forma feliz para Massi, a jovem japonesa ouviu atentamente as palavras de Lucrezia senpai, indo pegar a água na lateral da mochila do rapaz, Ume voltou pensativa.

    “Entendo, um ritual com mais de uma pessoa requer um controle magico maior. Interessante isso, a teoria parece simples, mas a pratica deve ser diferente. “

    Parando na frente de Lucrezia, Ume teria aberto a garrafa de agua, mas não o fez, sorrindo para sua senpai a jovem relaxou ao dizer.

    - Consigo entender as implicações disso. Sinceramente não quero falhar em um ritual que já vi ser feito inúmeras vezes. Só temos que descobrir o que podemos usar em comum como foco de concentração, isso requer um pouco de conhecimento mútuo. Posso perguntar qual sua linha de estudos e o porquê você a escolheu Senpai?

    A pergunta feita pela jovem tinha claramente a intenção de descobrir um aspecto em comum com Lucrezia, algo em que ambas pudessem unir sua concentração diante daquele ritual. Olhando para Massi a jovem sorriu ao comentar.

    - Isso serve para você também Massi san, afinal nunca se sabe quando teremos que repetir esse tipo de coisa.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 25/4/2017, 00:12

    Lucrezia olhava para você e levava um pequeno tempo para formular uma resposta. Com um jeito bem informal, ela respondia:

    -Eu escolhi a escola mais tradicional dentro do clã Tremere. O sangue. O fiz porque eu consigo sentir que existe um poder incontestável no que é tradicional, sem ele somos incapaz de refletir sobre nossas realidade e os novos tempos. Precisamos de uma base sólida para construir nossas edificações... Entende?

    Massi por outro lado não precisava pensar tanto. Ele abria um sorriso acanhado na face e revelava algo que claramente o constrangia.

    -Eu só aprendi um pouco do caminho das tempestades e do clima, nada muito ampliado. Eu sinto uma facilidade maior com os outros poderes do clã, especialmente a dominação. Ao meu ver, eu preciso ser capaz de fornecer aos meus futuros companheiros, no caso, vocês duas né. Todos os recursos para garantir que suas mentes especiais evoluam nossa mágika e nosso segredos.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 25/4/2017, 00:51

    Ouvindo atentamente as palavras de Lucrezia e Massi a japonesa sorriu, coçando de leve a nuca Ume chegou a brincar de apertar a garrafa de agua pensando.

    “ Eles sabem bem o que querem, são determinados e bons comigo. Encontrei um bom lugar e fui aceita. ”

    - São motivos dignos. Entendo o que você quer dizer Senpai, a tradição é uma base forte, através dela pode-se crescer e ver seu trabalho render frutos. Você é bem perceptível Massi san, acho que entendo o porquê de você escolher esse caminho. Foi Othello Sensei que me ensinou a controlar as plantas, Abrielle me ajudou a fortalecer minha mente e meus sentidos. Quero crescer para que eles sintam orgulho de mim, para ver os frutos de minhas sementes crescerem. Isso me deixaria profundamente feliz, ainda mais se eu puder ajudar vocês dois.


    Sorrindo com delicadeza a jovem olhava para seus primos esperando pela reação dos dois.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 25/4/2017, 15:43

    -Eles vão, Ume chan, eles vão. Porque nós estaremos ao seu lado e a ajudaremos a cuidar com carinho e atenção dessas sementes.

    Respondia Lucrezia com um sorriso carinhoso na face, Massi desviava um pouco os olhos. A vergonha do rapaz parecia crescer ao ponto de finalmente, pela primeira vez na noite o mesmo não falar nada. A sua senpai olhava para o irmão de abraço dela e andava até o mesmo, segurando a mão direita dele.

    -Massi, já te falei para não se envergonhar de suas capacidades. Eu não o deixarei para trás, prometo. E quando eu for a Regente você será meu Primógeno!

    O rapaz sorria para a irmã, tentando superar a tristeza que ele claramente sentia por não ser tão versado nas feitiçarias. A jovem então estica a mão esquerda na sua direção, convidando-a para também se aproximar.

    -E você, Ume chan. Será a grande Magus da Natureza, ilustre membro do sétimo ciclo de mistérios. Sempre grandiosos juntos!


    Massi então comentava em um tom divertido, escapando aos poucos da própria melancolia:

    -Esse pode ser o sentimento comum entre vocês pro ritual, essa união.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 25/4/2017, 21:35

    Vendo como Lucrezia agia e ouvindo suas palavras, Ume teve certeza de que um laço de amizade já estava criado entre os três neófitos ali presentes, vendo Massi encabulado pela primeira vez Ume ficou surpresa pelas dificuldade e Massi, mesmo assim um carinho e amizade se formavam pelo mesmo sem nenhum impedimento.

    “ As palavras de Santonelli Sama fazem sentido agora. Espero que elas se tornem reais.”

    Segurando a mão de Lucrezia a japonesa sorriu para sua senpai e seu primo, as palavras do mesmo sobre os sentimentos deixavam claro o quanto ele entendia sobre relações e como isso poderia ajuda-los.

    Tomando a liberdade de apertar as bochechas do mesmo para então rir dizendo.

    - Ve Massi san, você é bom com pessoas. Isso é tão importante quanto dominar um feitiço, afinal precisamos de pessoas para nos ajudar.

    Voltando-se para Lucrezia a jovem sorriu feliz.

    - Eu vou trabalhar duro para alcançar as palavra da Regente, ajudarei vocês no que for necessário. Sei que todos nós vamos.

    Colocando-se a frente de Lucrezia, Ume estendeu a mão para a mesma esperando por sua Senpai.

    - Massi san tem razão. Podemos usar isso como sentimento foco para esse ritual, e talvez seja o foco que precisamos para continuar nossos estudos e avanços.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 26/4/2017, 22:23

    Acanhadíssimo com seu toque, Massi sorria de maneira abobalhada e desviava os olhos, encontrando o chão e coçando a nunca com uma das mãos. A postura triste parecia ter sumido imediatamente e desprevenido com a sua ação, o rapaz se encontrava agora em uma mistura de encabulado e feliz.

    Lucrezia tomou a sua mão com força, entrelaçando os dedos e olhando com convicção para seus olhos.

    -Sem espaços para talvez entre nós, Ume chan. Seremos totalmente fieis a esse sentimento, sempre.

    Com a outra mão ela removia a tampa da garrafa de água e finalmente ela fechava os olhos, começando a mentalizar. Você sabia exatamente o que fazer, era necessário concentrar-se nos fluídos, lembrar-se dos sons de água corrente e atribuir suas memórias na direção do recipiente onde estava o vitae. Assim era como Othello faria, assim seria como sua Senpai realizava naquele momento.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 27/4/2017, 14:09

    Rindo com a reação de Massi, Ume se controlou quando Lucrezia tomou sua mãe, o sorriso alegre deu espaço para um rosto sério e concentrado.

    - Sim Senpai, sempre será esse sentimento entre nós três.

    Respondeu a jovem enquanto Lucrezia abria a garrafa de agua, apertando de leve a mão de sua senpai Ume fechou os olhos se concentrando. O som da água escorrendo atingiu os ouvidos da jovem com facilidade, já na sua mente a figura clara de uma chaleira de agua se fazia presente, era a mesma chaleira que sua avó usava para preparar o chá verde que tomariam juntas, mas seu conteúdo era derramado claramente na bacia de prata aos seus pés.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 28/4/2017, 16:46

    O som da água começava bem baixinho no fundo da sua audição como um elemento secundário. O silêncio dos passos de Massi e das breves palavras em latim pronunciadas por Lucrezia passavam suavemente para o lugar do som da água corrente. E a água passava a soar como chuva, finalmente quando a umidade já era enorme, a pressão do ar mudava drasticamente por três exatos segundos. Como se um pressurizador industrial fosse ligado por engano e logo desativado.

    Quando o ar ficava normal, Massi comentava:

    -Deu certo!

    Naquele momento, todo o vitae que havia no ambiente virava água, inclusive o que havia em seus panos ou os respingos no chão. O cheiro do vitae sumia e agora o ambiente ficava muito mais limpo e agradável a todos. Lucrezia se sentava, com um sorriso satisfeito.

    -Perfeito. Bom, acho que agora podemos começar a descansar não é? Eu deveria ter pensado em trazer ao menos um travesseiro...
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Jess em 28/4/2017, 18:55

    Ume deixou-se guiar pela agua e pelo som das palavras de Lucrezia, a jovem sentiu cada mudança ocorrer enquanto tentava memorizar aquelas sensações em sua mente, um suspiro escapou pelos lábios de Ume quando a pressão do ar mudou drasticamente.

    As palavras de Massi fizeram com que Ume finalmente abrisse os olhos, encarando sua senpai a japonesa riu feliz ao ver que todo o vitae havia se transformado em água pura e límpida.

    “ Então é assim que Othello Sensei se sente ao realiza esse ritual? É diferente do que eu estou acostumada, muito diferente. ”

    Tomando o cuidado de colocar a bacia de prata um pouco afastada, Ume se sentou compartilhando o sorriso satisfeito de sua Senpai, esticando as pernas a jovem concordou comentando.

    - Você pode usar minha bolsa como travesseiro, ela faz volume quando dobrada, além do mais eu não gosto de dormir com a cabeça muito alta.

    Batendo no chão perto das duas Ume claramente convidava Massi para se sentar junto e poderem conversar melhor.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato II - Lealdade e União

    Mensagem por Danto em 30/4/2017, 03:19

    -Obrigada Ume Chan!

    Respondia a sua Senpai, enquanto Massi se aproximava de vocês duas e se sentava bem perto de onde você havia batido, o jovem prontamente esticava as pernas e abria um sorriso brincalhão na face.

    -Ou, vocês podem me usar de travesseiro e eu uso o travesseiro improvisado, sou magrinho mas posso ser bem confortável!

    Lucrezia olhava para o jovem ao invés de demonstrar irritação ou censurá-lo, ela ria. Como se o mesmo tivesse falado um enorme absurdo.

    -Não seja bobo Massi, você é fofo e eu já disse isso. Nada de bancar o saco de ossos agora e não vale mudar de ideia, aceito a sua sugestão! Mas antes de dormirmos...

    Lucrezia olhava na sua direção e dizia.

    -Ume Chan, por favor se for usar meu nome em alguma situação, me chame por Lucy. Tá bem? Somos companheiras agora e não há porque manter tanta formalidade não é mesmo?! E estou disposta a compartilhar tudo com vocês dois, pra começar eu deixo você usar o meu irmão como travesseiro se quiser também!

    Massi arregalava os olhos, para ameaçar um protesto:

    -Ei, tá me oferecendo como se eu fosse uma mobília é?

    Lucrezia olhava para o irmão e comentava.

    -Você tá realmente reclamando?

    O rapaz olhava para vocês duas e abaixava a cabeça, falando baixinho.

    -Não to não...


    Última edição por Danto em 1/5/2017, 14:33, editado 1 vez(es)

      Data/hora atual: 23/8/2017, 09:04