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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

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    Danto
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    Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 10/4/2017, 22:18


    Aeroporto:
    Local: Pisa, Aeroporto Internacional Galileo Galilei
    Data: 15 de Abril de 2016: Início da Narrativa.

    O voo de vocês saiu de Paris as dez e quinze da noite de 15 de abril, para chegar em território italiano e pousar em Pisa às onze e meia. Seu querido Senhor, Sebastian Soyer havia ido pessoalmente buscá-la, afinal, teu treinamento sob a tutela de Madame Guil havia finalmente terminado e não haviam mais razões para tua permanência em solo francês. A chegada de Soyer foi anunciada durante todo o começo da noite e Madame Guil não permitiu uma simples passagem rápida e o recepcionou com a devida pompa e uma belíssima apresentação teatral. E no final desta, houve tempo para que você pudesse se despedir dos seus conhecidos e de sua tutora.

    O pequeno jato particular fretado e extremamente exclusivo fora a aeronave utilizada por Soyer, o homem demonstrava uma profunda felicidade em reencontrá-la e a presenteava com um lindo colar no interior do jato. E assim o voo começou, durando uma longa hora. Durante esse voo o seu Senhor era alertado por algo através de um bilhete, o mesmo permaneceu intrigado durante todo o resto da viagem a pensar a respeito do que havia escrito ali.

    Enfim o pouso ocorria com bastante segurança, não tardou para que as portas se abrissem e seis homens de terno e gravata estivessem a espera de vocês. Quatro deles se ocupavam com suas malas e outros dois prontamente indicavam o caminho até a saída do aeroporto, vocês saiam literalmente pelo meio de todos os mortais, como passageiros quaisquer. Soyer tinha muitos recursos, todavia, não gostava de grandes luxos, a humildade dele era uma característica sempre notável.

    Assim que vocês dois saiam pelas portas frontais do belo aeroporto, seus olhos logo notavam a presença de destaque de uma limousine. Estacionada logo à frente, de pé ao lado dela estava o charmoso e experiente Edmound, o vassalo mais antigo e fiel de Soyer. O homem monitorava a ação dos vassalos que carregavam as malas de vocês e as depositavam no porta-malas na traseira do veículo. Notando a aproximação de vocês, o vassalo sorria e se aproximava primeiro de Soyer. Os dois velhos e bons amigos trocavam um abraço carinhoso.

    -Edmound! Boa noite meu querido!

    Dizia Soyer, e o vassalo prontamente dizia em voz alta e feliz.

    -Boa noite Sebastian! Seja bem vindo, vejo que trouxe contigo a tua nova joia... Fazem muitos anos não é mesmo minha cara, ainda se lembra de mim?

    Respondia Henry com seu típico sotaque francês e com muito carisma, soltando do abraço de Soyer e caminhando até a sua frente, fazendo uma longa reverência e tomando-lhe a mão para depositar sobre a mesma um beijo.

    -Sebastian, há uma ligação a tua espera no carro. Seria louvável que você pudesse atendê-la pessoalmente, é referente a tua sogra.

    Soyer com bastante bom humor já adentrava a limousine para atender a ligação, enquanto isso Henry a olhava mais um pouco, com baste felicidade em revê-la após os longos anos de distância.

    -Diga-me! Como foi teu retiro artístico? Conhecestes a glória da arte francesa como lhe disse anos atrás querida?!
    Questionava o simpático vassalo de seu Senhor.



    Objetos e Npcs :
    Colar:
    Limousine:

    Sebastian Soyer:
    Henry Edmound Francois:
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 12/4/2017, 03:08

    Legenda:
    - Fala. (#FFCC33)
    “Pensamento.” (#66CC99)
    ~ Fala de terceiros.[/color]


    A notícia que Soyer viria, pessoalmente, me buscar era uma surpresa para todos, inclusive para mim mesma, e um sorriso largo, maior que o normal, brotou em meu rosto no mesmo instante. Minha alegria era enorme, afinal fazia sete anos que não o via desde que ficou extremamente ocupado com a nova função de Justicar, e eu contava os dias e desde então começava a arrumar minhas inúmeras malas, afinal, depois de passar alguns anos na frança, respirando e vivendo arte, eu não poderia sair de la com menos de três malas só para meus sapatos, sem contar os quadros que eu não poderia viver ser e, então, a grande visita chegava. Recepcionado por uma festa do seu calibre e de grande formalidade, eu contive meu abraço por toda a apresentação, mas, tudo aquilo não durava muito e logo estava me despedido daqueles que me acolheram tão bem. Eu fazia questão de falar com todos, desde a cozinheira mais fofa que havia conhecido, Anette, que fazia refeições esplêndidas e que, infelizmente, só me faziam desejar ainda mais poder comê-las, ao Cuidador, que me ensinava muitas coisas, desde etiqueta até como melhorar minha pronuncia em francês, e, em especial, a mais nova das proles de minha tutora, Vincent, meu parceiro artístico e professor “particular” de pintura, o qual eu também deixava um lugar guardado em meu coração. Porém, eu não esqueceria, obviamente, de minha formidável tutora. A Guil eu havia preparado um poema de agradecimento, mas fiquei com medo de sua desaprovação e então eu apensar me despedi com um longo abraço, quebrando a formalidade, e deixando o poema com o Cuidado, para que fosse repassado quando eu já tivesse deixado o país.

    Assim que enxugava todas as lágrimas, antes que manchassem meu vestido, e finalmente partia para o jato particular de Sebastian. “É incrível como eu nunca me acostumo com esse Jato, ele não faz mesmo o tipo dele.” Ria mentalmente, enquanto me apoiava no corrimão da escadaria da aeronave. Já dentro desta, fui presenteada com a mais pura e feliz expressão que adorava ver na face dele e, também, um belíssimo colar, que eu não pude deixar de usá-lo na mesma hora. - Own Bash, você não precisava! - Falava um pouco encabulada. - Você sabe o quão estou feliz em poder te ver de volta! Sabe, Madame Guil era excelente, sério, mas já não via a hora de poder ficar do seu lado! - Fala enquanto ele colocava o colar em meu pescoço e, quando que estivesse feito, eu me virava e o abraçava, finalmente, e assim ficava durante alguns poucos minutos. - Mas, bem, você não achou que eu iria te deixar sem um presente não é mesmo? - Logo, chamava o tripulante do jato e pedia pelo pacote que havia deixado antes separado antes de embarcar. Era um vaso de porcelana feito com muitíssimo cuidado e, de longe, uma das obras mais belas que eu já havia feito. Naquela peça estavam sete anos de saudades e uma lembrança aos gostos do meu senhor.

    Apesar de todo aquele momento mágico algo o tirava sua atenção do momento e me deixava um pouco desconfortável, mas eu sabia como ele era um homem requisitado em nossa sociedade, não apenas em nosso clã. Nossa viagem era curta e logo chegávamos a nosso destino, sendo recepcionados por um batalhão de serviçais, porém, não deixava de trocar de roupa, para que não acabasse chamando a atenção, entre os mortais, que meu senhor não gostava. Assim que desembarcávamos, colocava meu braço esquerdo por baixo do dele, agarrando-o enquanto andava por entre os mortais. Logo que saíamos do aeroporto, meus olhos notavam a limusine e o precioso Henry. “Ai, meu deus! Henry e seu cabelinho impecável!” Gritava mentalmente enquanto andava com a boca aberta, demonstrando o quão sopresa estava por ter me esquecido dessa peça de arte ambulante que ele era.

    Apreciava ver o abraço carinhoso que os dois trocavam e soltava um sorriso singelo assim que ouvia quando ele se referia a minha pessoa. - Oui, monsieur Henry! Como eu poderia me esquecer de você estando naquela cidade maravilhosa que você tanto me falou!? - Falava com um tom debochado enquanto retribuia adequadamente a reverência e estendia minha mão para receber o beijo do mesmo. As palavras de Henry, após o cumprimento, me deixavam novamente intrigada sobre o que deveria se tratar, mas eu apenas ignorava por um momento para poder curtir aquele momento. - Nem me peça duas vezes! Foi tudo que você falou e muito mais! Haha! Adorei tudo que vi, ouvi e senti lá, era tudo maravilhosamente perfeito! Conheci artistas de todo o mundo e de todas as areas, principalemente um talentosissimo pintor com bastante glória… - Um sorriso malicioso surgia em meu rosto e logo se tornava uma pequena risadinha e rapidamente entrava no carro, para deixa-lo mais curioso do que havia acontecido.

    Me acomodaria no carro, em um dos bancos próximos a janela pois aproveitaria para ver a paisagem durante o caminho, mas não deixava de guardar uma parte de minha atenção para a conversa que Sebastian estava tendo ao meu lado. Quando ele terminasse a ligação, me viraria para o mesmo novamente. - Então Bash, me conte como estão as coisas por aqui? Sabe, estou muito feliz por poder voltar a Italia, mas também estou ansiosa para finalmente conhecer Elisa e Leona, afinal, durante todos esses anos, apenas ouvir falar delas.

    Imagens:

    1º Roupa:
    2º Roupa:
    Vaso:
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 13/4/2017, 18:46

    Você via a curiosidade nos olhos de Henry, mas o vassalo acabou por não comentar nada. Afinal você já se encaminhava para dentro do carro e lá era possível ouvir o final de uma conversa de seu Senhor:

    -Está bem Claudia, eu já entendi sim sobrinha. Não, eu não estou sendo negligente, fique tranquila eu tenho certeza de que tudo irá melhorar, apenas confie em mim, tá bem? Até amanha minha pérola...

    Ele então abaixava o telefone interno do carro e olhava para você, sempre com um sorriso bastante carinhoso e alegre, o homem então se levantava dentro do carro para se sentar ao seu lado. Para finalmente então se direcionar à você.

    -Nina, as coisas aqui na verdade não estão muito boas. Estamos a beira de uma possível nova problemática com as famílias selvagens e arcaicas dessas terras e eu estou a me esforçar para que a Camarilla intervenha da melhor forma possível aqui... Diria que tudo parecia nebuloso até ontem e hoje, começo a sentir uma luz no final desse túnel... Oh Nina, eu fico tão feliz em ouvir que você está ansiosa para ver suas irmãs mais velhas. Mas peço a ti um pouco de cuidado, elas tem um comportamento ciumento, tente conquistá-las com seu jeitinho especial e evite entrar nos joguetes delas tá bem?

    Enquanto Soyer falava, o veículo já estava se movendo. Henry havia ficado no banco da frente ao lado do motorista e isso dava uma privacidade ainda maior para vocês dois, já que havia uma separação de ambientes dentro da limousine.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 13/4/2017, 22:12

    Acomodava-me na limousine, observando-a por dentro enquanto esperava, por um momento, até que Sebastian terminava a ligação que precisara atender. Meus ouvidos captavam tudo que ele falava para a pessoa do outro lado da linha e me deixavam intrigada. “Talvez seja sobre o mesmo assunto do bilhete no jatinho…” Minha cabeça estava virada para o lado oposto de meu senhor e meus olhos atravessavam o vidro, mirando as ruas italianas. Estava realmente admirando a paisagem durante aquele pequeno tempo, ao contrário do que as pessoas imaginariam, não estava disfarçando que não ouvia, afinal, aprendi com o tempo que poucas coisas escapam da percepção dele e, também, sua voz não estava baixa de maneira alguma. Então, quando a ligação acabava, Bash vinha se sentar ao meu lado.

    Ficava surpresa ao ouvir sobre a situação que minha queria patria estava passando, por mais que aquilo não fosse lá uma novidade. “Ah minha velha Itália… Parece que não mudou muito desde que estava por aqui. Mas, é como ele mesmo disse, esse é um país arcaico, afinal, basta olhar para Roma e seus prédios de mil anos...” Essa seria uma daquelas horas que eu daria um longo suspiro, mas, apenas balançava um pouco minha cabeça de maneira negativa, mas conformada. - Hmm, posso imaginar. Nós, italialos, somos pessoas muito intesas e essa caracterista, por mais, na maioria das vezes, que seja algo bom, as vezes gera problemas desconfortáveis. - Estava ligeiramente descontente ao falar, mas, de certa forma eu sentia falta daquilo, afinal foram mais de cinquenta anos fora, e, por iso, deixava escapar um pequeno sorriso. - Mas, não se preocupe. Tenho certeza que você conseguirar cuidar disso e eu também estou disposta a lhe ajudar em tudo que for necessário! -  Meu rosto, então, se virava para Soyer e eu o olhava nos olhos. Minha mão repousava sobre a dele e eu expressava minha leadade e apreço com um sorriso puro e singelo. - Mas, deixando isso de lado… Não precisa se preocupar, irei ser cautelosa, alem do mais, tenho muito que aprender com elas e não pretendo ter uma relação ruim, muito pelo contrario, so espero coisas boas.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 16/4/2017, 16:38

    -Muito obrigado pelas palavras de apoio Nina, você não ideia do tamanho da falta que fizestes. Nem da minha felicidade em tê-la por perto de novo...

    Respondia o seu Senhor, também olhando nos seus olhos e usando a mão livre para tocar a sua face com enorme carinho, trazendo-a levemente para frente para depositar na sua testa um beijo suave e brevíssimo. Era sempre curioso como aquele homem de coração eternamente partido, ainda era capaz de demonstrar tanto afeto por ti.

    A conversa entre vocês então seguiu de maneira trivial, eram assuntos sobre seus estudos sob a tutoria de Madame Guil, perguntas técnicas e até um pouco enfadonhas. Mas quando o veículo finalmente começava a adentrar a pequena cidade de San Gimignano, Soyer tocou em um assunto inesperado.

    -Sabe de uma coisa, vou logo perguntar tá. Enquanto estávamos no voo, além de claro ficar maravilhado com o presente que me deras, eu recebi uma mensagem da Madame, me dizendo que o filho mais novo dela havia mergulhado em um choro desesperado enquanto implorava para também vir à Toscana... Então eu fiquei aqui pensando, sabe, o que você aprontou com esse rapaz? E como é o nome dele mesmo?! Quando você pretendia me contar? Ou não é nada sério?!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 16/4/2017, 22:47

    Nossa conversa continuava durante todo o caminho que fazíamos e assim que entravamos em San Gimignano o assunto mudava drasticamente. Eu havia ficado um pouco corada com as palavras de Sebastian e o beijo que recebera a pouco tempo, mas, ficava ainda mais corada quando ouvia sua pergunta sobre Vincent. Estava surpresa, com certeza, mas, também estava incrivelmente alegre ao saber daquilo. Meu olhos se arregalavam um pouco e eu o olhava incrédula, não só pelo fato dele ter sido avisado disso, mas, também, pela reação do jovem que havia ficado na França. “Então… era sobre isso que se tratava aquele bilhete… Oh meu deus. Imagino como Vincent deva estar se sentido por minha partida, assim como senti, mas não esperava que fosse chegar a tal ponto.” Por um segundo eu perdia minha fala e até me enrolava, soltando um – Ahh… - confuso e me corrigindo com um pigarro para limpar minha fala e colocar um sorriso em meu rosto.

    - Me desculpe, Bash. Eu ia lhe contar, eu juro, mas, diante da conversa que estávamos tendo a pouco, achei que não fosse o melhor momento. - Me remexia um pouco no meu assento pois estava um pouco encabulada pelo que ia falar. - O nome dele é Vincent. Tivemos sim uma relação amorosa, mas… eu achei que fosse como um amor de verão… que acabou durando sete anos… - Fechava meus olhos, como se estivesse arrependida por não ter visto como aquela relação se estendeu e que, de fato, havia sido minha culpa por não ter deixado claro entre nós. - Mas eu nunca quis deixá-lo nesse estado, eu só… não esperava que ele fosse se apegar tanto. - Eu o olhava para tentar entender o que ele estava achando do que eu falava.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 18/4/2017, 11:26

    -Ah Nina, a juventude é cheia de seus amores efêmeros. Não se culpe por isso, és uma belíssima mulher e quebrara ainda tantos outros corações e também poderá ter o seu quebrado, não há porque tratar um amor de verão com maiores seriedades, foi o que foi e assim seguimos em frente. Iriei conversar com a Madame, fique tranquila.

    Assim, instantes após a fala de Soyer, o veículo finalmente adentrava o refúgio do mesmo.  Era um local que você nunca tinha visto pessoalmente,  não esse refúgio na realidade, mas tinha já visto algumas fotos que o mesmo apresentara a você ao longo dos anos.


    Local: San Gimignano,Borgo Montauto.
    Data: 15 de Abril de 2016: Domínio de Soyer.


    Com o veículo parado, Soyer apenas aguardou a sua resposta para prontamente sair do mesmo, para que ele mesmo abrisse a sua porta e lhe estendesse o braço, em um convite formal para guiá-la ao interior do local.

    -Essa é a sua nova morada Nina, claro que se desejar um local apenas seu isso poderá ser visto com calma, mas até lá saiba que tudo que é meu também é seu, absolutamente tudo. Então sinta-se à vontade!

    Vocês caminhavam agora pelo jardim frontal da propriedade e seguiam em direção a entrada da mesma, logo atrás você ainda conseguia ver que os vassalos estavam fazendo o trabalho pesado de descarregar o veículo.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 19/4/2017, 00:48

    Meus olhos e ouvidos se encantavam com a demonstração de carinho e apoio vindas de meu senhor, colocando em ênfase todo o afeta e amor que ele podia dar, mesmo com o coração partido. - Não precisa se preocupar com isso, deixe que eu mesma falo com ele, você já tem problemas de mais e eu preciso me redimir com Vincent e, principalmente, com a Madame, que me acolheu tão bem durante esse tempo. - Um sorriso cativante se colocava em meu rosto e minha mão esquerda ficava sobre a dele.

    Foi então quando notava que finalmente havíamos chegado a nosso destino. “Ah, mas que casa maravilhosa, vê-la pessoalmente superou todas as minhas expectativas em relação as fotos que havia visto antes. Não poderia pedir por algo mais parecido com a minha querida Itália.” Aceitando o convite de Soyer, apenas saia do carro e parava por um momento, já de braços dados com o mesmo. Estive viajando por muito tempo e passando por grandes centros urbanos onde o cheiro das ruas e de poluição, mas, a Itália sempre teve uma grande relação com a natureza e eu apreciava aquilo. Faziam anos desde que havia pisado neste país, eu já não me lembrava dos detalhes que faziam desse país o que ele era, como o cheiro dele, e da última vez eu ainda era uma mortal e meus sentidos não eram tão apurados como agora. Elevando um pouco meu nariz, meus sentidos se focavam e aumentavam minha percepção para poder aproveitar com mais detalhamento a primeira, nova, sensação de sentir o cheiro e todos os elementos de minha velha e boa pátria. Puxava o ar com vigor para sentir o aroma do jardim enquanto caminhava a passos lentos sendo guiada pelo homem ao meu lado.

    Suas palavras atraiam novamente minha atenção, parando por um momento minha experiência. - Ahh, Bash. Não sabes como estou feliz de poder estar aqui de volta. - Falava abaixando um pouco minha cabeça e fechando os olhos, contendo o que parecia ser algumas lagrimas nostalgicas querendo sair. - Sabe, eu tenho memórias muito boas daqui e sempre sonhei em poder voltar para essa terra maravilhosa. Muito obrigada por esse momento, já estou me sentindo completamente em casa! - Minha animação era evidente e eu queria deixar aquilo a mostra, pois estava verdadeiramente feliz com meu retorno. - E não precisa se preocupar em me arrumar um local, este aqui está muito bom e sua companhia é a melhor parte! - Continuava o caminho de braços dados para o interior do local e observaria delicadamente cada parte da casa, afinal, cada detalhe importava, e toda imperfeição deveria ser corrigida.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 19/4/2017, 21:59

    Soyer sorria ouvindo suas palavras enquanto a conduzia de braços dados para a entrada da propriedade, subindo uma breve escadaria de pedras marrons que era circundada por um belo jardim, essa escada terminava na casa central da propriedade, um imóvel de três andares que era construindo unido a um prédio menor de apenas dois. Logo vocês cruzavam a varanda e adentravam a sala de estar.

    Sala de Estar:

    A primeira coisa que você notava na sala de estar era a imagem de duas belíssimas jovens de cabelos loiros, elas estavam de pé e ao lado da lareira, cada uma em um lado específico e ambas com os braços postos a frente da cintura, mãos dadas e dedo entrelaçados eram as irmãs Elisa e Leona Levett. Elisa, a de aparência mais jovial usava um vestido enquanto a mais adulta e experiente das irmãs, Leona estava a usar roupas mais casuais para aquela situação.

    -Bem vindos! Sejam muito bem vindos! Pai finalmente nos apresentará a nossa nova irmã! Já não aguentava mais tanto mistério!

    Comentava a mais velha das irmãs que continuava parada na mesma postura, Elisa por outro lado sorria e fazia uma breve corrida para se aproximar de vocês, dando um beijo caloroso na face de Soyer e então parando na sua frente.

    -Oi papai! Oi irmãzinha, finalmente eu não sou mais a caçula! Soube que você arrasou corações em Paris, saiba que os homens daqui são bem menos sensíveis viu!

    Soyer prontamente soltava o seu braço para comentar com as filhas:

    -Filhas por favor, sem essas conversas sobre homens e amores de veraneio. Todos nós aqui tivemos os nossos e não há porque revirar tais acontecimentos não é mesmo? Enfim, permita-me. Essa é Valentina, minha prole e herdeira. Valentina essas são minhas filhas, Elisa e Leona.

    A jovem que estava próxima de você tomava a iniciativa de saudá-la com um beijo breve na face.

    -Prazer, Elisa! Encantada!

    Mantendo ainda a mesma distância e postura, Leona olhava de maneira mais crítica para as suas roupas e reações para enfim comentar mais uma vez.

    -É um prazer, prole de nosso querido Pai.

    Ali ficava logo bem claro que havia um pequeno incomodo na fala da mulher mais experiente, como se ela tivesse reprovado a fala de Soyer e a rebatido de forma indireta.
    As Filhas de Soyer:
    Elisa:

    Roupa:
    Leona:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 20/4/2017, 16:23

    O braço de meu senhor era meu apoio durante o caminho até o interior da residência e ao adentrar, a primeira coisa que pudera perceber era a presença das duas belas mulheres que já me aguardavam. Elas estavam olhando diretamente por onde eu e Soyer iríamos entrar, e, então, o contato visual foi imediato. Eu nunca tinha as visto pessoalmente, mas sempre ouvi falar muito bem delas, por conta disso, minha curiosidade estava a mil e meus olhos detalhistas começavam a passar pelas duas a minha frente, analisando todos os detalhes, desde as roupas que usavam e até mesmo a expressão corporal delas. Foi então quando a mais velha tomou a palavra e foi a primeira a saudar nossa chegada, sendo imediatamente seguida pela outra que se aproximava e nos cumprimentava com um beijo.

    Eu retribuía, e complementava, a gentileza da saudação de Elisa dando um beijo na outra bochecha da moça, como os italianos faziam, e rapidamente as agradecia após as palavras de meu senhor e, novamente de minhas duas novas irmãs, mas antes percebendo o claro desconforto de Leona ao ouvir a colocação de Soyer. - Vejo que as notícias viajaram tão rápido quanto nos… - Falava em um tom descontraído. - E o prazer é todo meu em conhecê-las! - Fazia uma pausa para uma breve reverencia informal e, novamente, voltava a falar com as maçãs do rosto um pouco coradas. - Estava ansiosa para este momento pois sempre ouvi falar muito bem de vocês duas e é uma honra tê-las como irmãs. - Apenas fingia que não havia percebido a indireta e mantinha a aparência amigável, afinal, aquilo foi justamente como Soyer havia falado.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 22/4/2017, 14:43

    Elisa abria um sorriso enorme na face e prontamente falava enquanto Soyer andava pela sala e se sentava em um dos sofás, cruzando as pernas ali para observar vocês em silêncio.

    -Somos harpias irmãzinha, se a notícia não viajar rápido o suficiente não estaremos fazendo nosso trabalho direito não é mesmo? E mesmo que nosso pai tenha escondido você o máximo de tempo possível, eu sempre tentava encontrar alguma coisinha!

    Leona finalmente removia aquela postura, relaxando os braços ela se inclinava um pouco para tirar os sapatos rosas que estava usando, ficando descalça e andando um pouco pelo carpete da sala. Soyer a olhava com uma certa preocupação e dizia:

    -O que lhe atormenta filha?

    Leona virava imediata para Soyer e batia o pé com firmeza no chão, apontando a mão esquerda na sua direção e falando irritadíssima.

    -Que porra é essa Pai? Você some das nossas vidas, retorna apenas quando nós estamos estabilizadas e com um futuro brilhante a nossa frente para esfregar na nossa cara essa garota? A sua herdeira? Vai pra merda, perdeu a noção de vez foi? Eu sou a sua herdeira Pai! Eu! Eu fiz tudo isso, essa casa é minha! Esse domínio é meu! Que raiva! E o que exatamente ela é? Sua amante? Porque você não a chama de filha? RESPONDE!

    Soyer descruzava as pernas demonstrando bastante tranquilidade, enquanto Elisa encolhia-se em uma reação de medo e vergonha. Abaixando a cabeça e ficando em silêncio.

    -Você está confundido as coisas filha. Valentina é a minha primeira prole, vocês são as minhas filhas. Sei que em teoria todas são minhas proles e nenhuma de vocês é realmente herdeiras do meu material biológico, meus filhos verdadeiros estão nessa região e vocês sabem exatamente porque eles não estão conosco. Vocês duas são a minha família, herdeiras do meu amor paternal e de tudo que eu possa oferecer. Mas Valentina é a minha escolhida para ocupar meu lugar quando meu sono chegar e eu finalmente dormir, meu lugar no clã, meu lugar ao lado de Elonzo em Florença. Vocês não precisam da minha herança, terão seus próprios legados...

    Leona cruzava os braços e resmungava alguns palavrões para ela mesma. Em seguida a mulher olha diretamente na sua direção, com bastante vergonha ela diz.

    -Me desculpe Valentina, eu estou apenas... confusa com a sua presença, não é nada pessoal, prometo.

    Ela então olha para Soyer mais uma vez e pergunta:

    -Pai, estou dispensada?

    Soyer apenas confirma com um balançar positivo da cabeça. E Leona então olha para você aguardando a sua fala para se retirar da sala.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 22/4/2017, 18:45

    - É verdade, quem sabe um dia eu seja tão boa como vocês são… mas eu não sabia que existia um mistério tão grande sobre minha pessoa.

    Respondia ainda com o sorriso no rosto após ouvir as palavras de Elisa e logo em seguida observava a movimentação de Soyer e da irmã mais velha. Ela estava visivelmente inquieta e eu apenas a observava com cautela, mas, como uma bomba, ela explodia todos os sentimentos sobre nosso senhor e em minha pessoa.

    “Então é isso mesmo… Foi como Bash havia previsto, mas, acredito que isso aconteceria uma hora ou outra e eu não tiro sua razão, afinal, talvez eu também reagiria da mesma maneira se estivesse em seu lugar.”

    Ficava calada e me dirigia até o braço da poltrona oposta à de Soyer, sentando-me no local e colocando minha mas mãos sobre a coxa que ficava mais elevada, esperando o dialogo entre os dois se desenvolver. O sorriso alegre, que antes preenchia meu rosto, sumia e dava lugar a uma expressão pacata de compreenção com Leona e quando ela mudava seu foco, eu retribuía o olhar e lhe respondia com calma e serenidade.

    - Não se preocupe, eu te entendo, de verdade, mas espero que isso não atrapalhe nossa relação.

    “É melhor deixá-la ir. Teremos muitas oportunidade para conversar sobre isso e ela poderá pensar melhor sobre o assunto, assim como eu.”

    Assim que falava, apenas esperava calada pela saída da moça, ainda sentada no braço da poltrona, eu retirava meu casaco de couro, ficando apenas com a blusa preta que vestia por baixo, e colocando a peça dobrada no sofá, junto de minha bolsa, e em seguida me sentando no sofá com as pernas cruzadas.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 24/4/2017, 16:06

    A sua "irmã" mais velha se retirava do local e Soyer fechava o rosto em uma expressão bem triste, até mesmo cansada. Levando a mão esquerda na face, você via o corpo dele inteiro simular uma longa respiração, mesmo que essa não ocorresse. Mas foi a sutil Elisa que se aproximou do mesmo e tomou a mão esquerda do homem, beijando-a com enorme carinho.

    -Não seja tão cruel consigo mesmo, Pai. Ela só está confusa e nervosa, eu sei que ela não quis machucar ninguém... Mas o Senhor precisa começar a ser mais atencioso à nós duas também. Por favor...

    Soyer olhou para a filha mais nova e bastante triste, concordou com um aceno positivo com a cabeça. Era a primeira vez que você via seu Senhor tão abalado daquela maneira, ao seu lado ele era sempre vibrante e forte! Elisa então olhava para você e dizia:

    -Valentina, suba atrás de Leona. Se tem alguém que pode remediar essa situação é você, sei que é pedir muito e que você ainda não nos conhece, mas conquiste Leona o mais rápido possível... Eu ficarei aqui para cuidar do seu Senhor.

    Ela então se sentava no colo de Soyer e sorrindo para o mesmo, lhe beijou a face e começou a brincar com seus cabelos de forma gentil e muito intima, era literalmente um contato muito familiar. Totalmente diferente de como você havia se habituado.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 24/4/2017, 18:05

    A aflição que afetava a Soyer me atingia também e me deixava com um sentimento de culpa maior do que já estava. Ao ver a reação de meu senhor, me inclinava para frente como se fosse em sua direção, mas permanecia em meu lugar ao ver a aproximação, mais rápida, de sua filha mais nova para lhe acudir.

    “Não! Eu não queria deixá-lo assim. Oh, céus… como pude ser tão descuidada? Mal cheguei e já estou sendo um fardo para ele e sua família.”

    Ainda sentada, admirava um pouco a troca de afeto dos dois, em sua relação de pai e filha, e, ao ouvir as palavras de Elisa, eu acenava positivamente com a cabeça. Me levantava e ia até onde Leona havia deixado seus sapatos, pegando-os delicadamente para, então, pegar, de volta, meu casaco, colocando-o enquanto caminhava. Saia do cômodo sem falar nada, apenas olhando novamente para Soyer com um olhar de desculpas e seguindo o caminho da irmã mais velha.

    “Não estrague tudo Valentina… Ele já sofre demais por causa dos outros filhos, não precisa destruir o resto de relação paternal que ele tem.”

    Não deveria ser difícil segui-la, mas eu não conhecia a casa e nem sabia onde era os aposentos dela, portanto, novamente usando dos meus sentidos sobrenaturais, tentaria seguir o cheiro de seu perfume, ou de qualquer outra pista que pudesse me levar a onde ela estava, caso não conseguisse ver para onde ela havia ido.
    [OFF: Ativo Sentidos aguçados de Auspícios.]
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 26/4/2017, 14:47

    Pre Sala:

    Na realidade, foi mais fácil do que o esperando. Seus ouvidos apurados pelo poder sanguíneo podiam ouvir resmungos e murmúrios vindo do final do corredor que você acabava de encontrar ao subir as escadas, passando por três portas e uma entrada que dava acesso a uma biblioteca, você chegava em uma pré sala muito bonita. Lá estava sentada Leona, ela estava sentada na poltrona próxima a janela, com os pés sobre a mesma e abraçando com força as próprias pernas.

    Ela erguia a cabeça quando notava a sua aproximação, a raiva dela ainda era bem cristalina e fácil de se notar. A mulher olhava você de cima a baixo, como se estranhasse um pouco a sua presença ali.

    -Oi Valentina... desculpe pela cena.

    Leona soltava as pernas e as esticava logo em seguida.

    -Vamos lá. Prazer sou Leona e eu não gosto nada dessa situação, o que você me sugere?
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 27/4/2017, 13:29

    Não era necessário andar muito para encontrar Leona e, seguindo meus sentidos, eu rapidamente ia ao seu encontro no largo corredor do andar superior. Andava na direção dela, carregando seus sapatos com uma expressão amistosa e compreensiva no rosto. Fazia uma breve pausa quando era notada pela mesma, para saber se podia me aproximar e ao ouvir suas palavras de desculpas eu continuava. Me aproximava dela e colocava suavemente seus sapatos no chão, ao seu lado e depois puxava a cadeira próxima para colocar de frente para a moça. Me sentava e mantinha o contato visual fixo nela, mostrando que estava ali para ser franca.

    - É um prazer Leona. Meu nome como sabes é Valentina mas pode me chamar de Nina ou Tina e, por favor, não peças desculpas, não há motivo para tal. Eu lhe entendo muito bem. Sei que é uma situação difícil para nós duas, mas eu acho que devemos dar tempo ao tempo. Sabe, eu nunca tive uma irmã e faz tempo que eu queria conhecer vocês e queria que me conhecessem também. Então… por que não damos um tempo para que nós possamos processar toda essa informação e aproveitamos esse tempo para nos conhecer melhor?

    Minhas mãos ficavam repousadas sobre meu colo, entrelaçadas, enquanto fazia uma pequena pausa para, então, retomar a fala com um sorriso carismático no rosto.

    - Tudo que eu mais quero nesse momento é fazer parte dessa família e poder aproveitar o máximo que eu puder com meu senhor e minhas irmãs.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 30/4/2017, 02:58

    Leona ouvia as suas palavras e abaixava as pernas, colocando-as no chão e incliando o corpo para frente, apoiando as mãos nos joelhos a mulher de cabelos loiros a espiava como se estivesse lendo em torno da sua face.

    -É você tá falando a verdade, Valentina. Eu não gosto de fazer jogos dentro da minha própria casa, esse domínio me foi dado pela Camarilla local. Aqui eu sou livre e direta, eu não sou uma Harpia, dentro do meu domínio eu sou eu mesma! E por isso eu tenho esse temperamento forte, não me desculpo por ele, mas peço que você entenda o quão assustor é ouvir de meu Pai que você é a unica herdeira dele... Me faz me sentir tão pequena e inútil... Depois de tanto fazer, sabe?!

    Ela deixava uma expressão muito triste surgir na face, para então perguntar de maneira curiosa.

    -Você disse irmãs... quando você diz isso você se refere a nós como suas irmãs de abraço ou como uma família de verdade? Eu preciso saber disso, porque eu consigo abrir espaço para uma irmã mas não irei lidar bem com uma prole. Que isso fique claro.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 30/4/2017, 23:52

    Meu sorriso era afetado do mesmo modo que o dela, deixando um pouco de uma expressão triste sair. Assim como ela, inclinava um pouco meu corpo para frente e tentava pegar suas mãos com as minhas. Meus olhos desciam até o encontro de nossas mãos e depois voltavam a olhá-la diretamente nos olhos, querendo demonstrar que estava sendo franca com a mesma.

    – Leona, eu realmente compreendo o motivo dos seus sentimentos e, também, não concordo com a maneira que ele falou aquilo, até por que eu não estou aqui para tomar o lugar ou disputar algo com vocês duas, mas, sim, para fazer parte dessa família e ter a mesma relação que vocês três têm.

    Fazia uma pausa na fala para me levantar ainda segurando as mãos dela e tentando fazê-la me acompanhar para podermos ficarmos a duas de pé.

    – Tudo que eu peço é um voto de confiança para ser sua irmã e um abraço, pode ser?

    O meu sorriso gentil voltava a tomar conta do meu rosto e minhas palavras saiam animadas abrindo os braços e inclinando um pouco minha cabeça para o lado, para afirmar o pedido.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 1/5/2017, 15:02

    -Eu vou te dar essa chance, mas saiba que se em algum momento. Eu notar que você está jogando comigo, juro pelo meu amor ao nosso Pai, eu a destruo! Entenda logo uma coisa, eu não sei ensaiar floreios. Meus sentimentos são totais e diretos, estou lhe dando uma chance para conquistar o meu amor, não me faça odiá-la, por favor.

    Leona então se colocava de pé na sua frente e abria os braços, aguardando então pela sua reação com uma expressão bem sincera e feliz na face. Era diferente ver uma personalidade tão extremista e explosiva, era como manusear um explosivo sensível ao toque.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 1/5/2017, 20:38

    Minha face se enchia de alegria, empurrando minhas bochechas conta os olhos e dando espaço para um sorriso brilhante. Minhas palavras estavam sobrecarregadas de felicidade e a primeira afirmação saia um pouco mais alto do que eu esperava, controlando o volume do resto da frase ao perceber que havia me excedido.

    – Sim! Obrigada! Fico muito feliz por essa chance que está me dando e eu prometo que não vou te decepcionar!

    Eu dava um pequeno salto para frente para abraçá-la, passando meus braços por cima dos ombros dela, colocando uma de minhas mãos na perto da sua nuca e a outra no meio das costas, puxando seu corpo contra o meu e encostando meu queixo no seu ombro. Depois de alguns segundos abraçadas, tirava meus braços dela e rapidamente colocava-os atrás de mim, entrelaçando meus dedos e olhando-a com a cabeça, um pouco, inclinada para a direita, olhando-a atenciosamente por um curto período de tempo e falando de maneira descontraída.

    – Sabe, Leona, você é uma pessoa genuína e forte e eu gosto disso, na verdade, eu acho que vamos nos dar muito bem.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 2/5/2017, 20:32

    O abraço entre vocês duas foi bem curto, os braços de Leona passavam por baixo dos seus, ambos se encontravam nas suas costas à meia altura e lá as mãos delas ficavam durante aquele curto abraço. Ela então também soltava de você e te observava um pouco interessada nas suas expressões corporais, colocando as mãos na cintura a sua irmã mais velha diz:

    -Eu ainda não sei como você é, por isso eu digo. Me deixe levá-la até o seu quarto e no caminho conversamos, que tal?

    Dizia a mulher com um ar curioso na face, apontando então para o corredor lateral que existia logo ao lado de vocês. Logo em seguida ela estendia a mão esquerda, esperando que você a segurasse para levá-la em direção ao seus aposentos naquela mansão.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 3/5/2017, 00:06

    Aquele abraço, por mais que fosse curto, significava muito para mim. Ele representava a primeira barreira que eu quebrava da minha relação com aquela família, mais especificamente com Leona, e me dava uma pequena introdução do tipo de pessoa que ela era. Estava realmente encantada com ela e por ela ter mostrado sua verdadeira persona dentro de sua fortaleza, deixando de lado os floreios, como ela mesma falou, e a politicagem, para me dar uma chance. Logo após nosso breve abraço, era fácil notar que algo em minha pessoa a chamava a atenção e me deixava um pouco inquieta, mas, eu apenas aceitava o convite dela e segurava sua mão esquerda para, então, seguirmos caminhando calmamente para onde seriam meus aposentos.

    – Ah, muito obrigada! Já está ficando tarde mesmo e eu até ia perguntar sobre isso.

    Fazia uma breve pausa, após o agradecimento, para então reiniciar a conversa.

    – Então… não pude deixar de perceber que há algo te deixando curiosa sobre minha pessoa. Pode me perguntar o que quiser, não precisa se preocupar, eu não mordo.

    Assim como ela, eu era direta, mas, sendo um pouco mais sutil e tentando fazer uma pequena brincadeira descontraída e soltando um sorriso bobo ao final de minha fala.

    “Acho que estou no caminho certo. Se quero que esse relacionamento funcione mesmo precisamos ser abertas umas com as outras e, além do mais, toda essa curiosidade dela está me deixando curiosa também.”
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 5/5/2017, 00:40

    -Você tem cara de quem gosta de morder...

    Comentava Leona de um jeito divertido, caminhando ao seu lado e segurando com firmeza a sua mão. O corredor era longo e tinha cinco quartos! Todas as portas estavam fechadas, mas haviam marcações em três portas, claramente eram as portas que os seus familiares ali ocupava: Uma porta com um cravo branco, outra com uma rosa vermelha e a terceira possuía um pequeno tridente talhado junto a maçaneta, era um símbolo que Soyer adorava fazer mas nunca explicava o porque.

    -Minha pergunta é: Porque meu pai a escolheu? Quero saber como você enxerga o seu abraço...

    Ela então parava em frente a um dos quartos que não possuía nenhuma marcação, abrindo a porta do mesmo e revelando seu interior.

    Quarto:
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Lugo em 5/5/2017, 16:35

    Eu respondia a brincadeira de Leona com um sorriso travesso no rosto enquanto sentia a intensidade dela vindo do aperto de sua mão. De fato, ela exalava aquela sensação forte e intensa de todas as suas atitudes, de sua postura, sua maneira de falar, suas palavras e até mesmo do aperto de sua mão. O toque forte daquela mulher não me machucava, apesar da minha fragilidade, e logo ela me guiava até o corredor dos quartos principais. No total eram cinco, sendo os três últimos destinados a minhas irmãs e ao meu senhor e o primeiro o meu.

    “Hmmm… Aquele símbolo misterioso entrega que aquela é a porta de Bash, mas, ainda não sei muito sobre elas. Se eu fosse arriscar, diria que a porta da rosa vermelha seja a de Leona e, consequentemente, a última porta dê para o quarto de Elisa, mas, eu as conheço muito pouco para associar algo a elas duas.”

    Foi então, no meio do meu pensamento, que sua pergunta me pegou de surpresa e em cheio. Meu rosto corava um pouco e eu desviava o olhar. Minhas lembranças dos meus últimos momentos de vida como mortal me vinham a mente e a vista do mirante, que foi a paisagem do meu abraço, preenchia meus olhos. Por alguns segundos eu viajava para aquele momento, mas retornava e olhava de volta para a moça, soltando um suspiro longo.

    – Serei franca, Leona. Eu não sei ao certo o motivo que o levou a me escolher e eu nunca toquei nessa questão por que sempre acreditei que a razão era pela paixão a minha arte. Com o tempo eu percebi que não era só isso, havia algo a mais, porém, nos separamos antes que eu levantasse essa questão. Por tanto, eu não sei exatamente o motivo que o levou a me abraçar.

    Minhas palavras paravam no momento em que ela abria a porta do meu quarto. Eu soltava sua mão e calmamente adentrava no quarto. Meus olhos passavam pelo cômodo, apreciando-o, mas minha reação era suprimida pelo peso da questão feita por minha irmã mais velha. Minhas mãos se juntavam a minha frente e, depois de não conseguir pensar em uma resposta definitiva, fechava meus olhos, por um momento e depois, para em seguida abri-los e olhar novamente para ela.

    – Essa é uma pergunta bem interessante. De alguma maneira, eu sinto que meu abraço significa algo além da minha compreensão e que ainda me falta muito tempo para poder desvendar isso. *fazia uma pausa* Me desculpe por não poder te dar uma resposta concreta.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

    Mensagem por Danto em 7/5/2017, 03:02

    -Se você tivesse me dado uma razão eu ficaria puta da vida com o nosso Pai por séculos! Sério!

    Afirmava Leona, a mesma adentrava o quarto como se já o conhecesse perfeitamente e soltava a sua mão para ir até a cama. Sentando na beirada da mesma a sua irmã mais velha fazia um sinal para você fechar a porta. E só quando você obedecia ela começava a falar.

    -Veja bem, Valentina. Soyer é um homem triste, é estranho dizer isso de forma tão aberta assim, mas a verdade é essa. A vida dele foi tortuosa como poucas podem ser e o coração dele ainda sofre muito. Ele é forte, no lugar dele eu já teria desistido! Mas a depressão dele é enorme e amanhã nos iremos na fonte de todas essas tristezas, iremos encontrar os filhos de sangue dele e a Giovanni que ele chama de sogra. Por tanto, eu peço sinceramente que você consiga respeitar a tristeza dele e que no fim, seja você aquela que conseguirá fazê-lo sorrir de verdade de novo... Porque eu sei que eu falhei nisso...

    Leona literalmente, abria a situação na sua frente com frieza. Apesar de tudo, os olhos dela eram profundamente tristes, como se ela estivesse a confessar algo terrível!

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato I - Doce Novo Lar

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