WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 24/5/2017, 14:25

    Dentro do abraço de Othello, Ume não conseguia prestar a atenção em mais nada, a jovem simplesmente transbordava de alegria ao ver como seu senhor e professor estava feliz, mas ouvir aquela palavra em japonês simplesmente extasiou Ume por completo.

    - Otosan! Meu Otosan!

    Sussurou Ume em resposta, todo o rosto da jovem se enchia com o mais puro vermelho, era uma alegria incontida que Ume simplesmente deixava escapar sem se dar ao trabalho de esconder.

    As palavras carinhosas de Othello ainda a surpreendiam, a forma confiante e única do homem que acolherá e mostrará uma faceta nova do mundo, tudo encantava Ume, a enchia de orgulho e amor.

    “ Meu pai! Eu o honrarei! O protegerei e serei seu orgulho!”

    Controlando-se a jovem conseguiu apenas acenar a cabeça afirmativamente, nenhuma palavra que fosse dita seria boa o suficiente para expressar o que ela realmente sentia ali. Fechando os olhos e respirando com cuidado Ume os abriu para sorrir ao seu Sensei.

    - Nunca o deixarei! Você sempre vai ser meu professor e meu guia! Então é bom se acostumar com isso Otosan!

    Abraçando-o novamente com força, Ume se colocou nas pontas dos pés para beija-lo na face, sussurrando de leve como um aviso para os dois ali.

    - Agora precisamos nos controlar, mas vamos ter o resto da noite para conversarmos. Tudo bem Sensei?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 25/5/2017, 21:28

    A felicidade de Othello parecia infinita naqueles momentos em que vocês trocavam abraços e palavras de puro amor paternal. Certamente ele poderia continuar ali por horas, afinal Lucy e Massi estavam também a conversar com a senhora deles e pareciam bastante feliz, apesar do tratamento não ser tão próximo quanto o seu era.

    Belladonna estava sentada agora ao lado de Lucca e em silêncio observava tudo, todavia, foi chegada a vez de Abrielle falar:

    -Por favor, alimente-se. É chegada a hora do retornarem aos seus refúgios, a partir da próxima noite vocês estão sempre convidados a retornar à capela, todavia. Necessário será sempre a presença dos três ou dos três anéis de vocês para que a porta seja realmente aberta.

    A senhora de Massi e Lucy os conduzia até a mesma e sem muitas delongas elas começavam a beber das garrafas. E quando você começava a beber do sangue preparado por Othello e Belladona, o seu pai puxava qualquer cadeira e ficava olhando-a com bastante alegria e orgulho.

    Enfim, a fome era saciada e era hora de um breve adeus. Lucrezia se aproximava da ti e fazia uma reverência oriental formal e dizia:

    -Obrigada pela oportunidade de conhecê-la e por me oferecer a tua confiança Ume chan! Espero que nossa relação floresça e seja sempre positiva!

    Erguendo-se sorridente, a jovem tocava gentilmente no seu ombro e apenas aguardava a tua resposta para se virar e ir até a senhora dela que já estava em movimento de saída.

    Massi então chegava até você e sem pedir ou falar nada, a acolhia em um abraço carinhoso.

    -Foi um prazer Ume! Você é incrível, me liga viu! Agora temos que ir, até amanhã!

    Sorridente e carismático o jovem se dava ao trabalho de lhe passar o próprio número e então dando tchau com a mão esquerda ele corria atrás da Senhora e irmã.

    Othello finalmente levantava e estendia a mão para você em um convite para levá-la embora. Era o fim daquele complexo e difícil ritual de apresentação, mas era o começo de uma nova fase.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 26/5/2017, 10:42

    Controlando-se um pouco, Ume fez seu Sensei se sentar e relaxar, olhando para Belladona a cainita sorriu em agradecimento pelos cuidados de sua tia, era claro que Ume não conseguia esconder a felicidade que sentia, muito menos quando sua Oba San havia ajudado tanto.

    As palavras de Abrielle deixavam claro que nem a felicidade de sua prole mais querida poderia atrapalhar o funcionamento da Capela, sentada ao lado de seu pai, Ume começou a se alimentar de uma das garrafas, como faziam seus primos.

    “ Isso significa que terei que vir frequentemente até a Capela, não quero atrapalhar os estudos de Lucy e Massi. Bom terei que trazer Otosan comigo, isso vai ser bom já que ele está pra mudar de círculo.”

    Quando as despedidas estavam sendo feitas, Ume sorriu respondendo a mensura educada de Lucy, rindo a jovem tomou a liberdade de abraçar a prima respondendo-a com carinho.

    - Tenho certeza de que seremos grandes amigas! Afinal temos que fazer aquelas palavras se tornarem realidade.

    Respondendo o abraço de Massi, Ume riu com as palavras de seu primo, para a jovem era incrível o simples fato de ambos os três cainitas terem se dado bem, grande parte disso se devia ao temperamento alegre de Massi.

    - Pode deixar que eu ligo sim! Ah Massiveiro se cuida viu!

    Acenando para seus primos e companheiros de circulo, Ume sentia-se feliz, mas o estender de mão de seu pai preencheu o coração da jovem com o mais puro amor que sentia.

    “ Eu deveria me sentir culpada por isso? Nunca senti isso por meu pai de sangue...”

    Balançando a cabeça para afastar os maus pensamentos, Ume aceitou a mão de Othello esperando que o seu pai a guiasse.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 28/5/2017, 17:26

    Os mais antigos continuavam no interior do salão, sentados à mesa. Todavia, seu pai a conduzia até o lado de fora e era seguido por sua tia. O ar de proximidade entre os dois era notório e a felicidade de ambos enquanto a isso também! Apesar de que os olhos de ambos eram totalmente voltados à ti!

    O caminho não era difícil, bastou seguir até uma grande porta dupla de mogno já aberta. Um vasto corredor com três pequenas salas ovais que serviam como espécie de hall de entrada para escadarias em espiral. E finalmente vocês saiam pelas portas velhas e pesadas da fortaleza de Volterra.

    Já na área externa, Othello não se continha mais e começava a falar milhares de coisas ao mesmo tempo, numa velocidade tão grande e sem respiros ou pausas. Formando um verdadeiro caos de sílabas desconexas. Infelizmente o italiano não era a sua língua nativa, mas você entendia o sentido daquele monólogo bagunçado: Ele estava a lhe contar como foi o dia do seu abraço comparado com o primeiro dia que ele passou longe de ti. Belladonna então sorria e suavemente apontava na direção do carro.

    -Vamos, vou deixá-los em casa. Vocês tem muito a conversar!

    Dizia a sua tia, Othello então ria sozinho. Percebendo o que tinha acabado de fazer e balançava a cabeça positivamente, apertando o passo para abrir a porta do banco de trás indicando que só entraria depois de ti.

    -Filha amada, vamos, tenho muito a lhe mostrar! Mas...teus amigos? Bem?! Er... como foi... gostou deles?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 29/5/2017, 12:12

    Seguindo com a companhia de Othello e Belladona, Ume notou que apenas Lucca e Abrielle permaneciam no recinto, a jovem porem se preocupava com outras coisas no momento. A felicidade de ver seu pai e sua tia tão próximos escapava sem que Ume se desse conta disso.

    “ Eles estão mais próximos! Foi por isso que Abrielle Sama estava tão feliz!”

    Segurando a mão de Othello a jovem japonesa estudou o caminho que faziam com curiosidade, a partir da noite seguinte Ume andaria por aqueles corredores como uma verdadeira Tremere, uma pequena onda de ansiedade tomava o estomago da jovem com esses pensamentos.

    A torrente de palavras que foram soltas por Othello fizeram Ume rir, abraçando seu pai com carinho e força Ume ficou ali rindo de felicidade e amor, quando Belladona apontou para o carro a jovem puxou Othello pela mão ainda rindo.

    - Respire um pouco pai, assim as palavras saem com mais facilidade!

    Tendo a porta do carro aberta, Ume se sentou no carro para puxar Othello para dentro e se deitar no colo deste, ouvindo a pergunta a jovem acenou com rapidez respondendo animada.

    - Eles são muito legais. Mas eles são mais do que amigos, são meus primos. Pai você vai adorar o Massiveiro e a Lucy Senpai.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 30/5/2017, 20:20

    -Nomes estranhos...

    Era o comentário de seu Pai sobre tudo que você havia dito, ele olhava com enorme carinho para você e com a mão esquerda, tocava seus cabelos com cuidado. Othello parecia manusear a maior de todas as joias que poderia possuir, todavia, não havia apenas carinho ali. Você conseguia sentir que ele se orgulhava de ti!

    -São apelidos irmão!

    Comentava Belladonna que já dirigia o carro para a saída da fortaleza. Othello então arregalava os olhos e ria sozinho do pequeno descuido que havia acabado de cometer. Enquanto ele ainda ria, você finalmente saiam da capela e Belladonna dizia:

    -Então sobrinha, como está esse seu coração querida? Saiba que todos sentimos muito a sua falta, mas seu Pai só dormiu por exaustão!

    Othello fazia um sinal de silencio para a própria irmã, envergonhado ele tentava censurar sua tia sem nenhum sucesso. Teu pai então olhou para você, nos seus olhos e disse confiante:

    -Escute-me Ume, eu entendo que não fui o ideal Senhor tão pouco tutor. Entendo que minha condição social é um enorme desafio e a agradeço por cuidar de mim e principalmente, por me respeitar e amar. Preciso que escute e nunca se esqueça, que és minha maior conquista. Não consigo solidificar minha fala por muito mais tempo, por isso, minha filha, eu sou grato por seu amor. Irei me esforçar para que sejas a mais brilhante de todas as feiticeiras do nosso clã!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 31/5/2017, 11:55

    Ume riu diante da pequena confusão de Othello, a jovem sorria feliz enquanto era cuidadosamente acariciada por seu pai, se Ume era o maior tesouro de Othello, o cainita era considerado a maior dadiva de sua filha.

    Tampado a boca para não rir mais de seu pai devido as palavras de Belladona, fechando os olhos com calma Ume aproveitou o carinho de seu pai e a sensação de estar sendo cuidada e protegida por este.

    - Meu coração está feliz Oba San, encontrei dois bons amigos e sei que cresceremos juntos.

    Os olhos negros japonesa encararam seu pai com carinho, as palavras que lhe eram tão difíceis saiam com exatidão e esforço, isso sempre estaria marcado na mente de Ume.

    “ Meu pai é um homem esplendido, me esforçarei para ser o que ele precisa, para crescer e orgulha-lo!”

    Sentando-se no banco, Ume enrolou o cabelo jogando-o para atrás, com delicadeza a cainita tomou a face de seu senhor e pai com as mãos para beija-lo na testa, uma lagrima de felicidade ameaçava escorrer dos olhos da jovem sem que está chegasse a reparar.

    - Pai, você não sabe o quanto eu agradeço por ser sua filha! Conheço suas dificuldades e não me importo com o que os outros pensam disso. Acima de tudo és o homem que escolhi para ser meu pai, é aquele que me ama e me ajuda a crescer! Você é minha raiz pai, não se esqueça disso, vou cuidar de você da maneira que você cuida de mim!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 2/6/2017, 11:37

    -Não...chore, eu vou...

    Seu pai e senhor fechava os olhos e esticava a mão para limpar cuidadosamente com os dedos a lágrima que havia escorrido pela tua face. Imediatamente depois ele lhe dava mais um lindo e apertado abraço.

    -Eu falaria para vocês arrumarem um quarto, mas isso iria sair como uma pida de péssimo humor não?!

    Othello ria, divertindo-se bastante daquele humor estranho que a irmã demonstrava possuir. Enquanto isso o veículo de vocês já se aproximava das redondezas da casa onde vocês dois moravam. Belladonna ia reduzindo gradativamente a velocidade até estacionar em frente a casa.

    -Prontinho, entregues!

    Othello prontamente saia do carro, fazendo uma breve corrida para contornar o mesmo e ir até a janela de Belladonna, para beijar a face da irmã e agradecer:

    -Obrigado...lírio branco!

    Os dois riam baixinho juntos e se beijavam carinhosamente em despedida, logo em seguida. Sua tia fazia um sinal para você também se aproximar.

    -Mei chan, venha cá! Não vai dar um beijo de despedida na sua tia?!

    Indagava com um enorme sorriso na face a experiente Tremere.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 2/6/2017, 12:22

    Fechando os olhos quando Othello enxugou sua lagrima, Ume riu ao ser abraçada por seu pai novamente, a cainita soltou um gritinho de vergonha quando Belladona brincou com a situação, escondendo o rosto Ume tentou não demonstrar a onda vermelha que havia invadido seu rosto.

    - Oba San isso foi maldade!

    Murmurava Ume com a voz abafada, aproveitando a última parte da viagem Ume se arrumou no banco do carro, sorrindo de sem esconder a alegria que sentia. Quando o carro parou a jovem desceu para ver a agradável cena entre seu pai e sua tia.

    “ Eles estão se dando bem! Eu consegui fazer eles voltarem a se falar, vou ter minha Oba San mais vezes!”

    Rindo ao ser chamada por sua tia, Ume não se conteve ao abraçar o pescoço de Belladona beijando-a com carinho nas faces.

    - Eu não poderia fazer isso isso tia! Obrigada pela carona e por cuidar do Sensei!

    Comentava a jovem ao endireitar a postura com cuidado.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 3/6/2017, 20:48

    Local: Volterra, Viale dei Filosofi, N 12.
    Data: 16 de Abril de 2016: De volta ao lar.

    Imagens referênciais:
    Arredores da propriedade de Othello:
    Casa de Othello:
    Sala de Estar de Othello:

    Belladonna se despedia com seu beijo e um tchauzinho feito com as mãos, assim ela ligava o carro e enquanto ela manobrava, Othello tomava a sua mão esquerda e ficava ali a acenar para a irmã até que o veículo dela fizesse a curva e saísse totalmente do campo de visão.

    -Filha!

    Afirmava Othello assim que vocês ficavam sozinhos, imediatamente o homem apontava para a própria casa e já se direcionava até lá, adentrando na sala de estar e colocando a mochila que carregava no chão próximo ao sofá. Logo em seguida ele se sentava e olhava na sua direção.

    -Hoje, começamos rituais mais elevados....sim?! Mas preciso antes, de que, preciso...ah! Preciso que me digas se o teu poder comparados com...lucisseiro e massy é bom! E se puder, revise pra mim o que você sabe, sim!?

    Comentava Othello com a sempre notória dificuldade e seu péssimo costume de ter uma terrível memória para nomes de pessoas recem conhecidas.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 4/6/2017, 01:57

    Se despedindo de Belladona a jovem japonesa suspirou feliz, havia passado por um momento importante e agora poderia aproveitar a noite com seu Sensei e pai. Sendo chamada por Othello, Ume concordou com um breve aceno quando este apontou para sua casa.

    “ Espero que Lucy senpai e Massi San estejam se divertindo, daqui a pouco eu mando uma mensagem pros dois.”

    Seguindo o exemplo de seu Sensei, Ume colocou a bolsa ao lado da poltrona que sentou, ouvindo atentamente Othello a jovem sorriu com carinho ao ver que seu pai já havia confundido os nomes de seus primos.

    - O certo é Lucy e Massi, pai! Deixe-me pensar um pouco.

    Comentava a jovem ao fechar os olhos e repassar a noite anterior com cuidado, era claro que Lucy tinha um amplo conhecimento de como se portar, e fora a jovem que guiara o ritual de transformação do sangue, Massi por outro lado tinha deixado claro suas dificuldades.

    - Acredito que nos estudos Taumaturgicos eu esteja adiantada, tenho um domínio ao menos descente na linha das plantas, e iniciei recentemente um foco mais especifico para a mente, Lucy domina o sangue e Massi um pouco do clima. Fizemos juntas o ritual de purificação de vitae, como eu nunca tinha feito antes foi Lucy que guiou, depois a vi usando o mesmo ritual que usei para falar com você no começo da noite. Massi diz ter dificuldades em aprender, mas compensa isso sabendo ler bem as pessoas e sendo agradável.

    Respondia Ume ainda com os olhos fechados, abrindo para encarar seu Sensei a jovem amarrou o cabelo afim de evitar que este a atrapalhasse nos estudos.

    - Ela é mais velha do que eu e teve mais instrução, sabe liderar bem em situações mais internas, mas ela confia em minha capacidade e quer me ajudar, assim como eu confio nela e quero ajudar os dois.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 6/6/2017, 10:49

    -Entendi.

    Respondia seu pai de maneira simples após o final da sua frase, ele então esticou-se para pegar novamente a mochila que agora estava bem mais vazia devido a falta das garrafas que havia previamente guardado ali. Tirando dos bolsos frontais um bloco de notas e uma caneta, seu Senhor, Pai e Sensei começava a fazer pequenos desenhos nas folhas enquanto falava.

    -Massi é...o jovem que é simpático mas não bom bruxo. Lucy é a sua senpai... Ela vai comandar, é fácil de notar. Precisamos então, encontrar seu talento! Primeiro, teoria sim?

    Ele usava quatro folhas, em cada uma ele traçava um triângulo perfeitamente simétrico. Dois triângulos recebiam tracejados internos e outros dois não, assim ele apresentava entregava as quatro folhas a você. Em uma clara ordem, primeiro os tracejados e depois os não.

    -Tudo começa...compreendendo elementos. Terra e ar. Fogo e água.

    Em seguida ele fazia um outro desenho, esse era composto por uma linha horizontal que era cruzada por uma vertical e em cada ponta, ele fazia uma miniatura dos triângulos e escrevia considerações. Apresentando então o desenho a você.

    -Filha, coloque-os em equilíbrio sim? Use o chão ou a mesa, faça uma...esquematização de um cenário de equilíbrio dos triângulos elementais.
    Desenhos:
    Primeiro Desenho:
    Segundo Desenho:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 6/6/2017, 15:08

    A resposta curta de Othello fez Ume sorrir, enquanto este se movimentava a garota respirou fundo para ouvir a explicação, ver que Othello havia entendido de forma correta a hierarquia entre os três neófitos deixou a jovem relaxada. Era importante que seu pai compreendesse como aquela amizade havia começado, isso ajudaria Ume nas próximas noites.

    “ Bom, isso me ajudará a faze-lo ir mais vezes na capela. Ou pelo menos me acompanhar até lá. “

    Sentando-se ereta, Ume concordou com um aceno positivo as palavras de seu pai, sem duvida nenhuma que ele havia entendido, Ume se concentrou na explicação que se seguiu. Seus olhos negros estudavam os desenhos com curiosidade.

    - Hummm.

    Foi a primeira resposta que a jovem deu quando Othello lhe mandou esquematizar o equilíbrio entre os elementos. Limpando a mesa de centro Ume se sentou começando a arrumar os papeis enquanto respondia.

    - Eu sei que para a cultura ocidental o equilíbrio se da com 5 elementos, no caso o suporte desse equilíbrio seriam a terra e a água. Em contra partida o ar faria peso contra a terra e o fogo contra a água. No caso seria a magika ou o espirito a representar o quinto elemento? O símbolo que se usa normalmente é o de um pentagrama com a ponta virada para cima. Porque demonstra que o equilíbrio está perfeito, se ele tiver a ponta para baixo o equilíbrio está comprometido. Não é?

    Antes de esperar a resposta de seu Sensei, a jovem tomou o bloco de notas e a caneta fazendo um desenho de um círculo, nas bordas Ume escreveu os kanjis que significavam os elementos, agua, terra e madeira, na outra borda a jovem escreveu os kanjis de fogo, ar e metal. Entregando a folha pra Othello a jovem apontou explicando o desenho.

    - No oriente temos seis elementos base, água contrapõe o fogo, a terra o ar e a madeira o metal. Eles são colocados em um círculo porque o equilíbrio entre eles é mantido nesse formato, um depende do outro para existir e se equilibra, então não importa por que ângulo você olhe sempre será mantido o equilíbrio. Se ele for rompido quer dizer que o ciclo foi desfeito então o equilíbrio é rompido.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Danto em 9/6/2017, 10:32

    Othello olhava atentamente as suas formas de pensar e agir, como um verdadeiro professor ele se dedicava a compreender até onde iam seus conhecimentos e limitações para poder auxiliá-la da melhor forma possível. Era claro que o homem tinha várias falhas e dificuldades, mas nenhuma delas tocava em sua capacidade de ensinar!

    -Interessante!

    Afirmava o homem diante a sua explicação sobre a cultura oriental dos elementos. Posteriormente ele erguia o indicador, era um sinal que ele iria regressar a sua primeira questão.

    -Nenhum nem outro. Magika vem...da da vontade! Sua força interior, a soma de tudo que lhe faz querer. Vontade, entende?! É necessário querer para dobrar realidade.

    Em seguida ele fazia um sinal de positivo com a mão, respondendo a sua segunda pergunta.

    -É, por isso se você querer fechar qualquer pentagrama... afim de manter equilíbrio, o circule! Não há mal dentro de círculos, eles ficam em triângulos!

    Assim Othello sorria e pegava o seu desenho sobre os elementos orientais e empolgado ele se levantava. Fazendo um sinal para que você o acompanhasse ele dizia:

    -Minha filha é talentosa e inteligente, terei facilidade em ensinar! Venha filha, comigo sim? Usaremos seus elementos!

    Ele parecia agitado e aos poucos as palavras dele começavam a soar menos preocupadas com o nexo e muito mais com o sentido, um verdadeiro desafio para a sua atenção nas primeiras noites ao lado dele mas agora? Era simples entender como funcionava a mente de seu Sensei.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato III - Bem Vinda

    Mensagem por Jess em 9/6/2017, 18:27

    Sabendo que Othello se atentava aos detalhes e limites de seu conhecimento, era assim que o homem comprovava até onde Ume dominava as teorias intricadas da magika que ali era repassada.

    Ume concordou com um leve aceno ao ver que seu Sensei indicava com a mão que retornaria a primeira questão, a resposta dada fez Ume sorrir com interesse, repassando mentalmente as vezes que utilizara a magika para fazer crescer uma planta ou um ritual a cainita viu que em cada uma dessas ocasiões era sua vontade que completava o equilíbrio. Em resposta a primeira fala de Othello a jovem soltou simples:

    - Hai!

    Demonstrando que havia entendido o que lhe tinhas sido ensinado e que não havia dúvidas. Acompanhando a explicação de Othello, Ume sorriu ao ouvir falar dos círculos em volta do pentagrama.

    “ Então eles mantem o equilíbrio entre os quatro elementos com o circulo, a vontade é a força motriz da magika... Faz sentindo... Embora a visão sobre mal ainda seja estranha é interessante como isso afeta a magika.”

    Coçando a nuca de forma tímida Ume sorriu ao elogio de seu Sensei, levantando-se para seguir Othello, Ume lia com facilidade as intenções por tras das palavras do homem, era uma coisa que a jovem havia aprendido durante sua convivência com seu Senhor, algo que no começo não havia sido fácil para nenhum dos dois.

    - Eu revi muitos aspectos da minha cultura tentando entender a cultura Ocidental, acho que isso me ajuda a criar comparações e pontes. Será que vai dar certo Sensei?

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:14