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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 23/5/2017, 15:47

    Me nego a olhar para o quarto quando passo pelo mesmo, mantenho minha cabeça erguida olhando para frente até chegar na sala onde tinha os videos-games de Tito, me alivia saber que ali não tinha nada de sangue ou atos grotescos, era isso que eu esperava.

    Presto atenção na explicação de Tito sobre o jogo e vejo o controle, por vezes ficava vendo o controle e a televisão sem saber como jogar aquilo, mas de algum modo fazia caras e bocas tentando jogar e acompanhar o ritmo dele, meus olhos demonstravam uma leve irritação e quando o mesmo terminava de falar após as partidas eu aponto de forma indignada para a tela e falo de maneira mais informal.

    - Puta merda! Desculpe as palavras Vossa Senhoria Tito, mas não conseguia pegar as caixas brilhantes, tudo brilhava, me atrapalhou toda aquilo...sem mais corridas...aquilo no final foi sujeira...onde já se viu tacar um raio na cabeça dos outros...

    Deixo o controle de lado e cruzo os braços soltando de leve a respiração, me calo e olho para o mesmo percebendo que o telefone estava tocando, e assim permaneço para que o mesmo pudesse atender, logo minha sobrancelha esquerda arqueava ouvindo a conversa sobre mim.

    " Com quem ele está falando? Sua prole...uhm...estão ele esta falando com o senhor de Cassandra!"

    Descruzo os braços e cruzava as pernas agora segurando meus joelhos, minha atenção estava focada em Tito, quando o mesmo batia o telefone o desligando dou um pequeno pulo de susto e fico a olha-ló, abaixo a cabeça e sorrio de maneiro tímida, aperto meus joelhos com força e os solto, me levanto batendo em minhas coxas em sinal de impaciência.

    " Então Bruno Abbiati é o mentor de Cassandra, uma jovem que não tem muito foco na sociedade cainita, ainda sim regada de luxuria e psicopatia...no fim me parece ser verdade o fato de meu resgate, porém, ele ou eles ainda estão tentando me dar uma lição, para me mostrar que essa luta é muito mais cruel e grosseira do que eu esperava, me jogaram em um mar infinito de terror e desespero esperando que eu me perdesse, estou cansada e farta desse jogo...mas...agora é hora de jogar com outro Abbiati e dessa vez é o próprio Patriarca. E realmente os boatos são verdadeiros os dois se odeiam."

    Me aproximo de Tito com calma e me abaixo tentando ficar na mesma altura do mesmo, por mais que eu lhe considere um louco psicótico não fui ferida fisicamente, estava salva do Sforza o que ele me garantiu e assim estava fazendo, com cuidado estico minha mão para ele esperando retribuição, assim que o mesmo repousa sua mão sobre a minha lhe puxo a outra beijando cada uma com extrema educação, meu olhar não continha rancor ou ódio naquele momento, espelhava justiça e a verdade de quem sabia o que deveria fazer dali em diante.

    - Vossa Senhoria, agradeço a hospedagem e o voto de proteção. Espero poder lhe rever em situações menos estressantes para ambos. E seu nome será lembrado por mim.

    Me recomponho em minha postura normal e olho para Edberto esperando o mesmo me indicar o caminho para assim poder lhe seguir, quando ouço a ultima fala de Tito olho para minhas roupas e sorrio de forma a brincar com o futuro, havia verdade em minha fala.

    - Espero que nosso reencontro seja positivo e que eu não esteja pior que agora, seria uma desfeita sem tamanho toda vez lhe encontrar toda suja!

    O tom suja soava de maneira diferente, me sentia suja por dentro e fora, com todas as lembranças daquele encontro.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 25/5/2017, 21:28


    Rua:

    Tito se despidira prontamente. Não havia muito mais para ser dito e rapidamente Edberto lhe levou para aquele carro verde escuro de mais cedo. Mais uma vez abrindo a porta lateral traseira para que novamente você entrasse. Apenas se acomodar e um apertar de cintos e o carro já estava ligado novamente. Seu motorista logo ascendeu os faróis para iluminar a estrada, agora mergulhada no breu e se afastou da casa. Olhando para esta uma última vez, era possível ver Tito lhe observando da janela com uma expressão incompreensível.

    Primeiramente, antes de sair totalmente da propriedade, Edberto ligava o rádio numa estação de música clássica bastante relaxante. Alguns metros depois e vocês saiam dos limites do domínio do jovem ancião. Começando a contornar uma estrada que beirava uma grande área floresta da província. Era um caminho mal iluminado, com a exceção de alguns postes velhos. Uma neblina lentamente ia surgindo na medida que as nuvens baixas conquistavam o clima local. O ambiente era frio. Felizmente o carro estava com o aquecedor ligado. Junto que aquele melodia tranquilizante lhe fazia se sentir muito bem. Um instante depois era possível ouvir a voz de seu motorista.

    -Edberto vai te levar o mais rápido possível para seu destino. Não levará nem quinze minutos. Enquanto isso Edberto gostaria de explicar um pouco sobre a Pequena Grande Senhora dele. É uma magnífica pessoa, não se tem dúvida disso. Porém ela só consegue se comunicar atrvés de rimas. Caso ela não escute rimas, não conseguira entender direito suas palavras e ficará muito entediada. O mundo tedioso para a Pequena Grande Senhora do Edberto é bastante feio e a deixa muito carrancuda.

    Ele olhava para você por um breve momento deixando um sorriso escapar. Estava claro que aquele homem sempre se mostrava alegre e positivo. Como também um bom motorista, que conseguia dirigir sem problema algum naquela via cheia de buracos e curvas. Felizmente o caminho ia lentamente saindo da floresta. Era possível ver ao longe uma iluminação, que com Edberto apontando, sugeria ser a mansão Abbiati. A apenas uns dois quilômetros a frente. Faltava pouco agora. Apenas cruzar uma estrada maior e sair da floresta. Enquanto isso Edberto se mantinha conversando.

    -Quando Edberto esteve muito doente, foi um hospital na Alemanha que cuidou dele. O que fez ele sempre ter muita empatia pelo povo de lá. É sabido que são pessoas de bem e você é a prova ideal disso. Ele pode sentir apenas pelos seus olhos Senhorita. Logo lhe manterá segura.
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 25/5/2017, 23:15

    Já dentro do carro encosto minhas costas de maneira pesada no banco do carro, permanecia olhando para Tito enquanto agora o carro começava a andar. Tentei por um breve momento compreender o olhar daquele Ancião, afinal, ele havia feito muitas coisas, umas boas e outras nem tanto mas do modo dele eu estava a salva.

    Repouso minha cabeça e fecho os olhos quando a música começava a tocar, respiro fundo e relaxo meu corpo.

    " Presumo que ele esteja chateado com o fato de seu irmão receber todo o mérito caso eu seja entregue hoje, mas não será assim se depender de mim. No fundo ele me ajudou e isso não esquecerei, também não esquecerei nunca as coisas que vi ali...seu olhar era vago e ele me pareceu muito decepcionado com a ligação!"

    Abro os olhos e volto minha atenção para o retrovisor olhando diretamente para Edberto, permanecia seria em toda sua primeira fala e viro para observar a estrada, mal iluminada e com pontos de luz ao longe, como aquela família era. Respiro calmamente e falo sem demonstrar nenhuma irritação na voz.

    - Agradeço muito sua preocupação e me enche de felicidade em saber sobre sua lealdade e amor por sua Senhora. Comecei com o pé esquerdo com ela e acho que isso foi inevitável, mas quero deixar claro a você Edberto que me esforçarei da próxima vez a ter um dialogo saudável com a pequena grande Senhora Cassandra.

    Quando o mesmo sorria para mim eu retribuo o gesto da mesma forma, mesmo no fundo eu sentindo raiva de Cassandra não deveria me deixar ser levada por aquele sentimento, olho para o para brisas e vejo a mansão dos Abbiatis ao longe, fico mais seria novamente, afinal não sabia muitas coisas sobre Bruno e ele sendo o Líder daquela conturbada família me fazia quase ter a certeza de que ele era igual ou até mesmo pior que os que conheci.

    Minha atenção se volta para Edberto novamente e abaixo a guarda completamente soltando um largo sorriso e colocando a mão na boca emocionada pelas palavras dele.

    - Nossa Edberto eu não sabia disso! Que palavras mais lindas, você é um anjo em meio a isso tudo. Posso ver em ti também que é um homem de carácter e honrado em suas ações, é por isso que luto por vocês, ultimamente pensei que eu era uma peça fora do jogo, mas são essas ações que me fazem ter a certeza que não importa o tamanho do peso que carregue é por tais palavras e sentimentos que continuo a caminhar e seguir com meus ideias.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 28/5/2017, 16:36


    A primeira coisa que veio foi a dor. Uma terrível dor que corroía seu corpo inteiro. Só depois de alguns instantes foi ficando claro que o foco dela era pela altura do seu baço. Depois seus olhos abriram devagar. Nada fazia sentido. A imagem estava totalmente desfocada. Estava escuro e quase impossível de compreender algo. O sentimento depois possível de se compreender era uma pressão no seu peitoral, como algo lhe segurando. Pois só depois foi possível notar que você estava de cabeça para baixo. Seu corpo estava pendurado. Preso em uma profunda dor e segurado pelo alto. Sua visão agora pegava alguns brilhos, só que tudo fora de foco. Muito lentamente ficando nítido e lhe mostrando que você estava dentro de destroços de metal.

    Era possível notar que você ainda estava sentada. Mesmo com seu corpo lhe puxando para baixo. O que lhe prendia afinal era o cinto de segurança. Sim, você ainda estava no carro! Agora a lembrança ia ficando nítida novamente. Você estava conversando com Edberto enquanto vocês estavam chegando perto da mansão dos Abbiati. Só que agora você estava ali no escuro. Gradativamente seus olhos iam se acostumando com o ambiente. Podendo ver agora o teto do carro abaixo de você. Seus cabelos caíam até tocar no mesmo. Onde estava infestado de sangue e cacos de vidro. Só que era muito sangue. Muito mais que apenas o teu. Contudo boa parte vinha de você mesma.

    Olhando para cima, agora você podia notar a fonte de sua dor. Uma barra de ferro, algum tipo de ferragem do carro atravessava sua barriga. Era uma lâmina afiada que teria te matado se você ainda estivesse viva. Só que você era uma cainita morta e isso ficava claro agora. Mesmo assim não te livrava da profunda dor. Era difícil também fazer qualquer movimento. O que lhe fazia focar mais em sua visão. Agora ficando quase que totalmente nítida. Lhe permitindo notar um pouco o lado de fora do carro. Estava no meio da estrada e a fonte de luz provavelmente vinha de um poste. Este se mostrava estar avariado também, afinal piscava interruptamente.

    Levou um bom tempo para a memória voltar totalmente e você se lembrar do caminhão atravessando o carro de vocês. Foi um estrondoso acidente. Só que nada era mais aterrador do que você sentia agora. Havia uma presença lhe paralisando. Algo perigoso se aproximando. Era possível ouvir o som dos passos. O único som no meio do mar de silêncio. Passadas poderosas vindo na sua direção. Sua besta interna gritava em profundo medo. Deixando mais difícil você racionalizar toda aquela dor e a situação que você estava. Seu peito então congelou quando viu aqueles dois pés em um sapato marrom entrando dentro do seu campo de visão da rua. Não dava para ver nada além disso, mas podia sentir o poder e o perigo chegando.

    [Off: Teste de Coragem, dificuldade 7.]

    Informações Off:
    Menos quatro pontos de sangue e três de vitalidade pelo impacto forçado.
    Pontos de Sangue 7/14
    Vida 4/7
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 28/5/2017, 18:22

    Teste:
    Teste de coragem: 3d10 dif 7
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Dados em 28/5/2017, 18:22

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 1, 3
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 28/5/2017, 18:46

    Acordo com uma dor latente na cintura, solto um gemido agudo de dor, movimento minha cabeça lentamente para tentar ver o que estava acontecendo, minha mão direita se move tremula até o foco da dor, bato em algo solido, seguro aquele objeto sem olhar para o mesmo era duro, frio e estava um pouco morno por causa do sangue.

    " O que aconteceu aqui? Eu não estava no carro!...e o que é isso que estou sentindo? Grrrrrrrrrrrrrrrr"

    Meus olhos se arregalam ao notar a barra de ferro que atravessava meu corpo, em um espasmo de susto me movo pelo susto e solto um grito agoniante de dor, minhas mãos começavam a tatear o banco em desespero procurando soltar o cinto, olho para todo o sangue e um frio me cobria a espinha, minha voz soava temerosa e preocupada.

    - Ed...grrrrrrrr...EDBERTO! Você está bem? ED...ahhhhhhhhhhhhhhh...Me responde Edberto, pelo amor de Deus...EDBERRRTTTTTOOOOOOOOOOOOO!

    Mesmo com muita dor seguro o banco da frente tentando achar do Vassalo da Família Abbiati, meu braço inteiro tremia por causa da dor e eu podia até mesmo ouvir o barulho do metal rasgando um pouco mais a minha pele, cuspia um pouco de sangue o que se misturava com uma falsa tosse, meu peito subia e descia com força.

    " Eu estou no carro, mas de onde surgiu aquele caminhão...essa estrada é muito vazia para ter um caminhão...espera...uhmmmmm...QUEM! QUEM ESTÁ AI?"

    Podia sentir meu corpo inteiro se arrepiar, não como antes, era um profundo pavor, meus olhos se arregalavam como se estivesse notado a presença de um monstro, minhas mãos batem no banco em desespero e ao ver os pés daquela criatura com uma presença tao perigosa que fazia minha besta se esconder de medo, solto um grito tão agudo de pavor com todas as minhas forças e por fim fico em estado de choque no banco, meus olhos permaneciam arregalados e meu corpo estático, minha respiração era lenta e com soluço, começo a chorar em puro desespero com as minhas mãos parando de socar o banco da frente, minha cabeça pende para o lado e permaneço ali a me tremer por completa.

    Teste:
    Teste de consciência: 4d10 dif7
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Dados em 28/5/2017, 18:46

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 30/5/2017, 20:07

    Seu corpo ia sentindo a pressão assoladora daquela presença. Como se o ar estivesse esquentando e sua falsa respiração ficasse impossível de manter. O silêncio, além de seus gritos e o som dos passos, era realmente perturbador. Só que acima de tudo estava aquele maldito ser chegando, acuando sua besta como nada antes. Pois ali não era uma Cassandra animalesca brigando com um Tito animalesco. Era uma besta, uma criatura selvagem de puro poder, indo atrás diretamente de você. Consequentemente seu corpo em uma ação de auto-preservação tomou suas rédeas.

    Seus músculos se moviam de forma colossal ignorando seus comandos. A empurrava para o chão com uma força enorme. Rapidamente arrebentando o cinto de segurança e te fazendo cair. Só que o movimento não terminava. Pois suas mãos involuntariamente puxava para fora a barra de ferro de forma rápida e ardida para em seguida lhe jogar para fora da janela. Levando seu corpo de joelhos nos asfalto sujo de cacos de vidro e sangue. Ali você lentamente se levantava com sua besta te devolvendo o controle do corpo lentamente.

    Nunca antes aquele ser demoníaco dentro de você havia agido com tanta intensidade. Era mais uma horrenda prova do quão distante você estava dos humanos, não era nada mais nada menos do que o seu espírito de sobrevivência. O qual conseguiu te colocar para fora do carro sem maiores danos. Assim havia um certo pingo de alívio dentro de você. Infelizmente o desespero voltou quando teus sentidos lhe detalharam sobre o seu arredor. Todo teu corpo se estremeceu mais uma vez. Afinal a confusa cena agora fazia total sentido.

    Um caminhão de portas abertas e com a frente totalmente avariada estava a uns quinze metros na sua frente. Enquanto o carro dos Abbiati se posicionava logo atrás de ti de cabeça para baixo. Em talvez cinco metros para a esquerda estava Edberto desmaiado no chão por cima de um resto de escombros. Era possível também notar que vocês estavam numa encruzilhada da escura estrada na floresta, o que explica como aquele caminhão conseguiu acetar vocês em cheio. O plano estava bem claro. Como também estava claro o responsável. Afinal o cainita estava logo na sua frente agora.

    De terno marrom bem amarrotado, junto de calças de veludo e sapado pontiagudo, todos no mesmo estilo de cor. Os músculos nos braços expressavam a força daquele pálido ser. Os cabelos esbranquiçados e a face severa com aqueles olhos verdes brilhantes lhe traziam um grande arrepio na espinha. Era possível sentir o poder da presença dele lhe diminuindo com muito afinco, sem o mesmo precisar se mostrar hostil. Só que todo seu corpo acionava o alerta de perigo. Infelizmente não havia força em suas pernas para correr. O que fez então seus ouvidos escutarem a voz rouca e grave daquele predador.

    -Finalmente nos encontramos Gabriele Pulgliese, sua puta. Achou que os Abbiati iam te proteger para sempre? Na verdade agora é melhor que antes. Pois você vem comigo e eles que levam a culpa. E não adianta correr. Adalberto Sforza sempre pega suas presas. Com ou sem as pernas.

    Adalberto Sforza:
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 30/5/2017, 21:37

    Consigo sentir aquilo que vive dentro de mim se tornar tão forte quanto eu por alguns instantes, não me sinto menos forte por isso. Na verdade era um alivio poder ter aquela força naquela situação, meus caninos estavam a mostra e meu semblante era muito mais serio e até mesmo ameaçador se fosse visto por um humano.

    " Nem mesmo sei se consigo falar com você, mas apenas agradeço por me mostrar essa diferença entre mim e os mortais. Lhe mantenho calmo e controlado para que possamos viver em harmonia, você faz parte de mim e eu de você...dessa vez é algo muito mais complicado do que apenas uma sala em uma situação delicada!"

    Olho para os lados entendendo a situação e vejo Edberto inconsciente, um alivio imenso vem em meu peito, o que durou pouco quando encontro a figura de Adalberto Sforza, minhas pernas estavam congeladas de medo e mesmo assim me apoio com um joelho no chão, meu Vitae começava a bombar por todo meu corpo recuperando a ferida mais grave em meu baço e as superficiais, ainda me deixando com uma cicatriz enorme na parte baixa da cintura.

    " Não adianta fugir, isso me traria apenas mais problemas, no momento não devo nem mesmo olhar para Edberto, assim ele ira passar despercebido pelo Adalberto, afinal seu ódio é voltado completamente para mim! Mesmo de uma forma destorcida e conturbada os Abbiatis estavam realmente me ajudando!"

    Com firmeza me levanto e cambaleio para a frente por causa da dor e agora a fome que começava a ficar muito mais intensa que antes e ou que eu me lembre de sentir. Sem olhar para os lado algum eu dou dois passos na direção de Adalberto, minha mão permanecia em minha barriga em sinal claro de dor e minha feição demonstrava a mesma coisa, minha voz não continha nenhuma alegria e minha fala era mais seria.

    - Boa noite Senhor Adalberto Sforza. Não acho nada! Não adiantaria de nada correr em uma situação como essa, afinal, minha situação é deplorável, e a sua especialidade é de perseguir e eliminar os inimigos de sua família, não existe opção aqui. Irei lhe acompanhar e pretendo permanecer com minhas pernas no lugar.

    off:
    OFF:
    Gastei 1 ponto de sangue para me curar a ferida mais grave e conseguir andar um pouco melhor
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 2/6/2017, 01:10

    -Cala a boca que não to afim de educação!

    Antes que absolutamente qualquer coisa acontecesse, sequer passasse mais de um segundo após sua frase, vinha o grito do Sfroza. As veias na face dele pareciam estar pulsando dado a adrenalina que ele sentia. Não havia naquele momento ações inteligentes ou palavras chaves para lhe escapar da dor que viria. Pois estava muito claro que antes de qualquer sequestro ocorrer aquelas garras já se formando nas mãos dele iam lhe ferir bastante. Era a imagem brutal de um ser que ignorava o racional, se entregando para a besta com toda a facilidade do mundo. Era absolutamente o seu oposto ali na sua frente, talvez fosse por isso então que sua presença, talvez até sua existência, provocasse tanta amargura e ódio nele. Adalberto dava um passo ameaçador na sua direção.

    -Não subestime Edberto Abbiati!

    O grito de seu aliado veio como um raio, como uma luz de um farol no meio de um mar negro. A cadeia de eventos em seguida ocorreu rápida demais para você conseguir absorver tudo com facilidade. Basicamente você ouviu um poderoso estrondo. Como o som de um trovão. Que se chocava na frente de seu inimigo no formato de fogo. Era um estouro que arrombava o meio do tórax do Brujah. Olhando para o lado estava seu aliado, o carniçal Malkaviano, segurando uma 12, provavelmente de bala incendiária. O que fora fenomenal para arrebentar Adalberto, só que este não se dava por derrotado e parecia começar a se concentrar no poder de seu sangue para se recuperar. Foi neste momento que o Abbiati deu seu segundo e último tiro. Só que esse não foi na direção do homem na sua frente e sim no tanque de gasolina do caminhão.

    A explosão cobriu sua visão por inteiro. Era mais fogo e calor que sua vida inteira poderia suportar. O medo escarlate em pessoa estava ali gritando ao ver aquela emanação do próprio inferno. Só que sua besta interna estava farta. Estava farta de se esconder. estava farta de se agachar. De se rastejar. O medo não era algo que ela iria aceitar. Não agora, não neste momento. Seu demônio interno não tinha mais paciência para a insignificância. Afinal ele sentia o cheiro de sangue do Brujah. Podia ser um cainita velho ali na sua frente, mas o sangue dele não era superior ao seu. Era de igual com sua besta e esta não iria mais se render. Era o fim do medo. O fim da subordinação. Não era hora para agir como humana e sim como o ser das trevas que você era. Podia sentir aquele enorme poder tomando todas suas articulações e veias. O ódio lhe dominando com muita intensidade enquanto suas mãos se tornavam garras e um urro poderoso subia por sua garganta. Era hora da besta.

    [Off: Teste de Frenesis, dificuldade 9, requer 4 sucessos.]
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 2/6/2017, 16:20

    O grito do Sforza me fez virar o rosto de maneira leve, meus olhos continuavam focados nele, o medo ainda era latente e me fazia permanecer imoveu, era como olhar para o meu próprio reflexo e ver algo destorcido, brutal, bestial e inimaginavelmente egocêntrico.

    " Ele me repudia e eu a ele, o que nós difere é a experiencia que é mais alta do lado de lá..."

    Olho para Edberto e dentro de mim ecoava um grito de alegria que glorificava aquele nome com todas as forças e o outro se enchia de medo caso algo lhe acontecesse. O som me fez ficar letárgica, sorria de maneira tímida vendo que aquele Vassalo estava ali lutando, e me viro lentamente para Adalberto, ao ver o jogo no peito do Sforza viro meu rosto não por medo do mesmo e sim pela presença do fogo.

    Me viro novamente para Edberto quando ouço o som do CLAC do gatinho de sua arma, sinto primeiramente um vento forte que fazia meus cabelos voarem para trás, e a luz que subia em seguida, logo uma lufada de ar quente açoitava meu corpo com velocidade, meus olhos brilham de uma maneira diferente ao ver o fogo crescer, o calor me fazia recuar um pouco e me encolher, era uma maneira de tentar me defender daquilo.

    " Não é assim que deveria ser as coisas! Eu juro que tentei me controlar...eu fui a mais educada que pude até agora, relevei tudo que já fizeram comigo desde  começo da noite, relembrei coisas boas que já me aconteceram para que pudesse suportar tudo isso, mas tudo tem um limite, uma linha que quando é ultrapassada não temos como voltar!"

    Era como se eu conseguisse ouvir meu coração batendo naquele momento, parecia não haver som algum, conseguia sentir minhas presas crescendo lentamente, todas as veias de meu braço ficavam mais grossas devido ao sangue que percorria por elas, olho para minhas mãos se tornando garras, mas não me assustava com aquilo e como um instinto animal volto minha atenção para Adalberto Sforza respirando de maneira profunda e sorrindo maliciosamente, ainda tento reprimir meus instintos primitivos, nunca senti minha besta tão livre assim dentro de mim como naquele momento. Firmo meus pés no chão com toda a força que tinha e fico ofegando com uma expressão perigosa.
    Teste:
    Teste
    Teste de Frenesis, dificuldade 9, requer 4 sucessos = 4d10


    Última edição por Miac em 2/6/2017, 16:21, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Dados em 2/6/2017, 16:20

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 3/6/2017, 18:44


    O urro saiu pela sua garganta resgando suas cordas vocais. Era um som poderoso como nenhum nunca antes feito ou ouvido por você. Podia-se notar que seu elo com sua humanidade era forte demais para sua besta apagar sua consciência, só que seu corpo era dela e esta mostraria toda sua verdadeira força. Até o Brujah lhe olhou assustado, talvez pela primeira vez na vida dele, ele sentia medo. Só que seus movimentos foram rápidos demais para aquele algoz Sfroza gravemente ferido. Em um piscar de olhos e suas garras já estavam dentro do corpo dele. Entrando pelo ferimento já aberto com muita facilidade, como se estivesse enfiando sua mão em uma bacia de gelatina. Até que finalmente suas garras seguraram na coluna vertebral dele. A puxando para fora pelo buraco. Quebrando esta em duas e tirando para fora de seu corpo a parte superior. Revelando a carne exposta de seu tórax para cima. Assim sua besta conseguia ver o coração dele agora exposto.

    Com lembranças da cena de alimentação de mais cedo naquela fatídica noite, seu demônio interno foi com suas presa direto naquele pulsante coração. Enquanto suas garras terminavam de abrir o tórax dele já sem a espinha dorsal. Sues dentes logo afundavam na carne muscular e começava a sugar aquele poderoso sangue intensamente. Gota por gota. Sem parar por um segundo qualquer. Assim um longo minuto se passou, até seu paladar mostrar que não havia mais líquido a ser tomado. Só que isso não impedia suas presas de irem mais fundo. Forçando uma sucção de algo que você não compreendia. Mas elas sugavam alguma coisa e esta coisa veio no formato de uma profunda dor gélida em seus dentes. Correndo por todos os seus ossos lhe gelando por dentro. Algo mais estava entrando dentro de você. Sua visão ia embaçando. O foco ia indo embora e seus músculos iam ficando mais e mais rígidos. Sua boca só largava aquele coração quando o corpo inteiro em sua frente começava a virar uma montanha de cinzas se desfazendo com o vento.

    Seu corpo estava ajoelhado no chão agora. Todo coberto de sangue. Maior parte não era sua. Havia aquele pó cinza por todo o lado se desmontando para fora do antes fora um cainita. Só que nada lhe importava agora. Eram as sensações dentro de seu corpo que chamavam sua atenção por completo. Seus ossos ardiam e tremiam como se fossem rachar, seus músculos se contraíam, seus pernas trepidavam, seus olhos piscavam intensamente e suas unhas ardiam. Só que nada era comparado com o que ocorria em sua cabeça. Enxaqueca era pouco para descrever aquela sensação pesada. Uma sensação tão fria como o pior dos invernos, junto de constantes eletrocutamentos de todo o seu sistema nervoso. Sua mente estava a turbilhar em um misto de sensações diferentes. Mas mais que isso. Vinham inúmeras memórias que nunca antes você tivera. Como se as tivesse esquecido e só agora se lembrava. Eram suas como todas as outras que já tivera.

    Flashes de Siracusa vinham a sua cabeça. Ruas, casas, pessoas diferentes numa linda cidade tragada pelas sombras na orla do Mediterrâneo. Um dialeto inteiro entrava em sua cabeça como se fosse profundamente fluente e de sua expertise. Imagens de inúmeros assassinatos por suas mãos ocorriam em seguida. Inúmeros estupros de adolescentes, agressões, mutilações. Sua mente eclodia em profundo ódio. Só que não era seu ódio ou suas lembranças e sequer suas sensações. Eram as de Adalberto Sfroza. Pois ele não morrera, estava agora tragado dentro de seu corpo. Misturado junto de sua besta que se sentia mais forte do que nunca. Revelando que agora ele fazia parte de você. Não por completo, mas alguns elementos cruciais de seu ser. De sua essência. Provando que agora você não era mais a humana que se sentia ser. Nunca foi, só que neste momento estava a prova cabal do demônio que vivia em você. O demônio que tinha prazer em beber da alma dos inimigos e destruir suas próprias boas lembras juntando às suas e tomando para si.

    Assim sua mente, seu lado humano, logo tentou lhe proteger daquela verdade. Trouce novamente uma cena de seu passado. A cena mais especial de seu passado. Lá estava aquele belo dia que você estudava para a faculdade. Novamente se vendo como uma telespectadora naquele sonho de seu passado. Contudo a lembrança estava diferente agora. Pois não havia cores. O seu quarto, todos os detalhes, não havia mais um fragmento colorido naquela linda lembrança. Só que era mais que isso. Não havia mais um pingo de som. Os risos de você com seu pai não emitiam um pingo sequer de som. Como também algo mais triste. A face dele estava embaçada, como se a lembrança do rosto dele tivesse sido evaporada. O mesmo podia-se dizer do rosto de sua mãe. Os risos dela, junto com os latidos dos cachorros permaneciam mudos, todos sem face no meio daquele cenário preto e branco. Onde a única cor vinha do vermelho de seus olhos. Olhos de um vampiro.

    Vampira era a sua verdadeira indenidade. Uma demônia que havia devorado uma alma e agora estava no meio da rua ajoelhada sentindo seu poder absorver por completo aquela nova condição. O tempo parecia correr sob sua perspectiva. O mundo fora de seu corpo era ignorado agora. Só havia você naquela distopia que era o atual universo. Errado na verdade pensar estar em solo ali, havia também restos daquele Sfroza morto, como também sua besta. Mesmo esta agora sendo mais que apenas uma mancha em sombras dentro de sua mente. Sua besta agora tinha uma forma e era a forma daquela alegre menina de sua lembrança em preto e branco com os olhos vermelhos. Seu demônio havia se apropriado de seu maior presente. Agora era dele e não mais de você. Isso se ainda houvesse você em algum lugar dentro do corpo desta vampira.

    [Off: Teste de Consciência, dificuldade 9.]

    Informações Off:
    Menos um ponto de humanidade.
    Pontos de Sangue 14/14
    Vida 5/7
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 4/6/2017, 09:55

    Desejei ficar enquanto soltava aquele urro estrondoso, por ser como eu sou minha besta deixou que minha consciência ficasse ou simplesmente ela não conseguia me entender e visse e versa. Dei o meu melhor e realmente me esforcei para compreender as famílias daquela cidade, me esforçava para ser e compreender a todos, desejei com todas as minhas forças ser a mudança positiva e até mesmo sonhar que conseguiria extinguir aquele ódio antigo e amargura cultivada por tantas décadas. É como andar para trás olhando para um reflexo meu, mas essa Gabriele era diferente e ela se aproximava cada vez mais de mim, maior, mais forte e com um olhar tão cruel e ameaçador que me dava calafrios sinistros. E por fim nós duas nos encarávamos, ela sorria e se demonstrava uma verdadeira criatura das trevas, ela me beijava de uma forma tão vulgar e suja que me fez ficar imóvel.

    Foi assim em um piscar de olhos que vi minha besta tomar controle de meu corpo, a força, crueldade e raiva que emanarão de mim eram tão pesadas, como se tudo que eu tivesse suportado fosse descontado naquele Sforza. Ela fazia seu papel muito bem e desejava muito mais. Assim me fazendo lembrar de Cassandra segurando o coração me ordenando come-lo, só que agora "eu" desejava aquilo.

    Me recuso a ver aquilo, mas não consigo fechar os olhos, e assim sinto o gosto amargo preencher minha boca, podrido, viscoso e gélido, é o mais próximo que consigo descrever para a sensação que vinha após tomar toda a Vitae de Adalberto, nem mesmo sinto o choque de meus joelhos contra o chão, olho para os restos daquele Sforza enquanto a maldição de Caim lhe sumia do corpo o fazendo se tornar cinzas, minha mão tremula ia até onde seria seu rosto lhe tocando, só que o vento que vinha fez as cinzas balançarem e fazer com que a forma se desfazendo e formar um amontoado de cinzas sem forma.

    " Eu sou ele? Eu não fiz essas coisas! Fiz ?"

    Me sinto confusa enquanto as lembranças vinham como torrente forte de água que passava por tudo a sua frente, em segundo abria minha própria camiseta estourando os botões, com as mãos doloridas ainda começa a arranhar e puxar a pele do meu estomago, meu olhos ardiam e não conseguia chorar ali, barriga, braços, peito e garganta, puxava, arranhava e batia. Um som repetitivo e baixo era feito por mim, com uma tonalidade perdida e perturbada.

    - Sai, sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai... sai!

    Comecei com muita força e depois foi diminuindo o ritmo e intensidade quando comecei a me lembrar, estava cansada e ferida intimamente de mais para expressar mais alguma coisa, tentei estender as mãos para poder tocar o rosto de meu pai, só que era como se eu fosse para mais longe, mesmo sem me mover, era assim que me eu interior agia agora, como uma verdadeira vampira, meus braços ficavam moles e tocavam o solo, meu corpo se inclinava para trás, meus olhos estavam tão arregalados olhando para o céu tão escuro e desconhecido quanto meu próprio eu agora, começo a chorar sem fazer som algum, minhas mão se fecham com força e de minha garganta um verdadeiro ódio era sonorizado em forma de grito.

    Estava quebrada de mais naquele momento, as feridas iam se fechando gradativamente, como alguém que esta anestesiado começava a me levantar, com o corpo meio mole e os olhos tão vazios e sem brilho algum.

    Teste e off:
    OFF:
    Gasto 2 pontos de sangue para me recuperar.

    Teste
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Dados em 4/6/2017, 09:55

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Danto em 6/6/2017, 10:49


    Seu corpo não tinha vontade de se mexer mais. Não que ele estivesse fraco. Parecia mais poderoso do que nunca. Repleto de energia que nunca antes você sentira. O ápice de seu poder. Junto com o ápice de sua dor. Sua dor interna. Era mais que uma ardência, era um fraquejar completo e absoluto. Todo o teu ser se mostrava se entregar. Sem vontades de reagir. Deixava a imagem de sua besta correr solta pela sua mente. Não havia capacidade de conter aquele poder e a tristeza de se sentir impotente era horrível, aterradora, horripilante. A amargura de não saber como contê-la mais. A verdade de sua fragilidade lhe batia a porta de forma muito estarrecedora. Lhe tirando quase toda a vontade de se manter consciente. Como se nada mais tivesse propósito.

    Contudo ainda havia propósito. Pois você vira o que as famílias eram capazes. Você vira o que sua própria besta era capaz. Pegou seu determinado corpo de uma idealista humanista e usou como uma máquina de matar. Era um perigo, um perigo para todos, incluindo para os humanos. Estava claro agora o quão alto era seu desafio, uma alta montanha nevada. Paralelamente agora você conseguia olhar para cima e saber o quão baixo você estava em sua meta. Felizmente isso era positivo. Pois só sabendo onde você está, é possível começar a subir. Seria um caminho longo beirando abismos de impossibilidade. Só que nunca antes em sua vida, manter a humanidade se mostrou tão importante. Pois se não fosse por ela sua besta mais poderosa agora não teria nenhum freio e continuaria matando e matando, devorando uma alma atrás da outra. Ela precisava ser contida e você precisava aprender a como fazer isso.

    Seu corpo lhe deu poucas informações de tato quando um casaco foi colocado por cima de você por cima de seus ombros. O puxão de leve ia te levantado e fazendo você andar cambaleando, sendo bem conduzida. Era Edberto te guiando. Ele puxava sua mão com o quente tato dele, enquanto ele mancava devagar. Podia-se ver um carro cinza à frente estacionado ao lado da estrada, uma Lamborghini dos anos 80. Provavelmente era o carro de fuga que o Sfroza usaria. Sua mente agora apenas pensava na dor que suas mãos fizeram nele. Como na dor que as mãos dele fizeram em milhares de pessoas. Um ciclo infinito de dores e sofredores. Que fazia seu corpo todo tremer como se estivesse morrendo de frio. Edberto te dava um braço dele pelas suas costas apertando forte na vã tentativa de te manter aquecida. Para só então lhe colocar dentro do carro.

    Ele abriu a porta do copiloto e lhe ajudou a entrar. Havia muitas pastas em cima do banco. As quais tiveram de ficar sobre seu colo para que você pudesse sentar. Parecia ser muitos documentos sobre o que Adalberto estava planejando fazer com você mais tarde e como ele sabia onde lhe achar. Contudo tua cabeça ignorava tudo aquilo de forma absoluta. Lhe fazendo ficar estática dentro do carro. Até este ligar com o Abbiati já ao volante depois de acionar a ignição. Ele então acelerava o carro que ia ganhando velocidade pela escura estrada abandonando o lugar daquele fatídico acidente. No meio do caminho, seu protetor ligava o rádio que tocava em uma rádio americana. Lhe fazendo de leve relaxar, enquanto ele falava suas poucas e encorajadoras palavras.

    - Está salva agora, Senhorita. Edberto vai te levar em segurança para o Principado. Chegaremos em breve. Não se preocupe com mais nada.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato III - Quem Está Aí?

    Mensagem por Miac em 6/6/2017, 19:22

    Permaneço parada de pé, vendo as cinzas daquele Sforza sendo levada pelo vendo da noite, um vendo que não era mais frio que minha pele, só que ele era carregado de sentimentos negativos e aos mesmo tempo me demonstrava algo, algo que consigo compreender quando as cinzas dançam em um pequeno redemoinho e sobem ao ar. Estava no inicio da minha jornada, estava no marco zero do meu conhecimento, seria ali que a guerra começaria, não a guerra de Toscana que era tão certa quanto o nascer do sol e sim, minha guerra, eu contra meu outro eu, forte, destemido e cruel, características que nunca esperava serem tão fortes em mim assim.

    " Meu maior erro foi achar que poderia ser igual a um humano, hoje percebo isso. Não sou igual a eles, nunca mais serei. Posso ama-los, deseja que eles sejam bem tratados e que possam realizar suas próprias escolhas sem a influencia e dominação que nós causamos no mundo, da forma negativa é claro...sempre me vi como uma pessoa boa e dentro de mim existe algo tão cruel e ruim assim ao ponto de me fazer achar que Cassandra é apenas uma sombra. Devo tirar um pequeno tempo para descansar, colocar as ideias no lugar! Devo continuar com meus desejos, é isso que me motivou até agora, será mais difícil pelo pecado que cometi, será mais pesado meus julgamentos agora, afinal, sou e me tornei tão pior quanto aqueles que julguei ou acusei um dia..."

    Podia ver claramente minha besta dançar em minha frente, como algo sadicamente feliz e livre, apesar de sua pele ser cinza e seus olhos completamente vermelhos como brasas no escuro ela era eu e eu era ela, ligadas desde o abraço e agora uma demonstraria a outra quem iria prevalecer.

    Me encolho um pouco assustada ao perceber que algo me cobria, mas meus olhos focavam no que estava acontecendo com um pouco de frieza e um leve desejo de ferir quem estava encostando em mim, ao notar que era Edberto fecho os olhos com força e forço um sorriso mentiroso tentando lhe disser que estava bem, mas na verdade não estava, a cada passo era como se pudesse sentir todos os meus ossos rangirem e toda a musculatura do meu corpo esticar ao máximo. Lhe sigo calmamente abraçando meu próprio corpo.

    " É por pessoas como ele que devo permanecer consciente e controlada, pessoas que vivem um verdadeiro inferno em suas vidas e ainda sim sentem a necessidade de ajudar aos outros, não por ordens, ele poderia muito bem voltar para Tito e dizer o que aconteceu, afinal, ele é fiel a Cassandra e consecutivamente permanece mais próximo a Tito do que de Bruno, só que ele esta aqui agora me ajudando..."

    Por um breve momento ao vê-lo abrir a porta do carro me forço a dar um passo em sua direção, não conseguia demonstrar minha felicidade pela gentileza e esforço que aquele homem fazia por mim, lhe retirava a cartola completamente suja e sem falar nada lhe passava a mão carinhosamente no rosto a puxando para baixo, dando assim um delicado beijo de meus lábios frio e doloridos, era a única forma de gratidão que me vinha em mente naquele momento. De forma lenta me sentava no banco com as pastas e papeis em meu colo. Ali não tinha vontade e muito menos curiosidade em ler e tentar estudar aquele conteúdo. Com o corpo estático permaneço apenas olhando para frente, falo de uma forma extremamente cansada.

    - Não precisa me chamar de Senhorita quando estivermos a sós Edberto. Lutou muito bem essa noite meu querido...infelizmente não estou em condições de lhe dar a devida atenção que merece! Estou tão cansada meu amigo...

      Data/hora atual: 24/6/2017, 17:50