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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 17/5/2017, 19:53

    Masdela sorria ao ver você se levantar, ele a admirava como poucos conseguiam fazer. Você era aos olhos dele algo único, especial, uma inspiração a cada simples segundos. O homem então tomava o tempo dele para ficar de pé e atentamente ouvia as suas palavras, enquanto olhava de rabo de olho para sua besta.

    -Claro, será uma honra. Quem diria, depois de tantos anos eu irei poder criticar tuas obras, espero que tenhas finalmente aprendido a fazer curvas de breve relevo circundado!

    Brincando com umas das suas dificuldades de um passado já esquecido por ti, teu primeiro tutor não respondia nada sobre sua ultima fala, apenas sorria. Um sorriso que indicava que o homem já fazia planos e quando você se direcionava para o banheiro, Masdela deixou a própria besta tomar o controle do corpo dele. Assim ele começava a simplesmente correr atrás da sua besta pelo quarto, os dois riam e se divertiam como nunca!

    Banheiro:

    Quadro:

    Você então abria a porta do banheiro e encontrava no interior daquele banheiro moderno e masculino um lindo quadro na parede oposta ao box de vidro. O quadro estava obviamente protegido por uma camada de vidro e repousando sobre uma almofada de veludo, mas era algo belíssimo. Era na realidade um dos seus primeiros quadros, feito por ti em seu ateliê em Roma. Uma pequena declaração silenciosa de que tuas obras antigas não haviam se perdido!

    Assim você teve a chance de tomar um banho enquanto ouvia os risos da sua besta e de Masdela cessarem. Pelo visto o teu irmão havia saído para providenciar os seus pedidos e havia, literalmente, levado a tua besta com ele!

    Os breves minutos passaram e você saia do banheiro para ver sobre a cama uma vasta coleção de roupas, conjuntos preparados com cuidado e carinho. Sua besta estava sentada, comportada sobre o sofá, comendo uma maçã. Masdela por outro lado fechava a porta, trazendo consigo um carinho de ferro simples, típico de servir café ou janta em hotéis e sem grandes detalhes importantes.

    Todavia sobre o carrinho havia um lindo jarro de prata um pouco mais de um metro de altura, era uma peça caríssima e maravilhosa! Perfeitamente polida e brilhante. Ao lado dela, havia uma única taça. A tua primeira taça, nessa você havia tomado o teu primeiro gole de sangue. O cheiro de sangue vinha suavemente temperado com essência de girassol, adentrava a tua narina e a fazia tua barriga roncar baixinho.

    -Servida senhorita?

    Perguntava Masdela, removendo o enorme jarro com uma só mão. O que era feito com naturalidade, mas requiria uma força surreal. E já iniciando um movimento de servir a taça.
    Objetos em cena:
    Jarro:
    Taça:
    Roupas:
    1ª Opção:
    2ª Opção:
    3ª Opção:
    4ª Opção:
    5ª Opção:
    6ª Opção:
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 17/5/2017, 20:34

    Por mais que tentasse controlar seu sorriso, Pietra não conseguia, não havia como esconder a felicidade de estar com seu irmão e de entender os sentimentos deste. Ainda andando para o banheiro a cainita se virou para mostrar a linguá reclamando da brincadeira feita por seu irmão.

    - Você vai ver com seus olhos as suas curvas de breve relevo circundado!

    Rindo com isso a cainita entrou no banheiro só para escutar a bagunça que Masdela fazia com sua besta, um riso escapou de Pietra ao ouvir tal bagunça, o coração da cainita transbordava em amor e felicidade, sua besta estava se divertindo com seu irmão mais velho sem nenhum pudor ou medo.

    “Ele vai deixar ela mimada... Vai ser tão dificil dizer não pra ela depois disso!”

    Ainda rindo com seus pensamentos, Pietra observou o banheiro com interesse, o local extremamente bem arrumado era coroado pelo quadro, um suspiro nostalgico escapou da cainita ao ver seu quadro, a tela lhe trazia lembranças da Toscana, lembranças boas. Tocando de leve no vidro a cainita sorriu ao fechar os olhos, havia uma felicidade de ver que seus trabalhos não haviam se perdido diante da furia de Elonzo.

    - Obrigada Alfie...

    Murmurou Pietra para si mesma. Retirando a roupa rasgada e suja a cainita as deixou dobradas no chão, para entrar debaixo de uma ducha rapida e quente, lavando todo o sangue do corpo Pietra verificou com cuidado se havia ficado alguma ferida, quando se sentiu satisfeita a cainita fechou a agua para se enchugar.

    A falta de som indicava que Masdela havia saido, saido e levado a besta junto dele, coisa que fez Pietra rir, usando um roupão para cobrir o corpo a cainita espiou para fora do banheiro com curiosidade.

    Ver a cama preparada fez Pietra sorrir, saindo do banheiro para ver sua besta comportadamente sentada e com uma bela maçã nas mãos a cainita não escondeu o olhar carinhoso, seus olhos castanhos se voltaram para seu irmão que adentrava no quarto com um carrinho de serviço, os olhos demonstraram surpresa pela beleza da enorme jarra e pela taça que a acompanhava.

    “ Minha taça. Ele trouxe a minha taça!”

    O cheiro do sangue temperado fez Pietra dar alguns passos na direção de seu irmão, era clara a fome e ainda mais o cuidado de Masdela, concordando com as palavras do homem com um breve aceno, Pietra se aproximou mais controlada comentando.

    - Assim você vai deixar nós duas mal acostumadas Alfie! Alias, as roupas são lindas.
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 17/5/2017, 20:53

    -Pita eu nem comecei ainda querida, espero que o banho tenha sido agradável. Agora, alimente-se por favor...

    Respondia o homem servindo o sangue perfumado na sua antiga taça e posteriormente entregando ela à você. Naquele instante, em que ele olhava profundamente nos teus olhos e reparava com um pouco mais de atenção a sua aparência. Os cabelos molhados e todos os outros mínimos detalhes, Masdela simplesmente não conseguiu esconder o saltar das presas dentro de sua boca. Ficando avermelhado, ele desviava o olhar, envergonhado por ter sido incapaz de esconder o desejo que nascia ali.

    -Espero que...espero...espero que tenha ali alguma combinação que a agrade Pita, afinal, eu realmente não esperava por isso. Pois saiba que a próxima vez estarei melhor preparado querida.
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 17/5/2017, 21:18

    A resposta de eu irmão fez a cainita rir, recebendo a taça a cainita cheirou o sangue com curiosidade, o olhar de Masdela a fez sorrir, mas foram as presas de desejo que escaparam dos lábios deste que a surpreenderam, quase que sem querer Pietra virou a face sentindo-a ficar vermelha.

    Tomando o primeiro gole a cainita escutou as palavras de Masdela com um sorriso tímido na face, a besta que até então prestava a atenção na maçã olhou para os cainitas, batendo os dentes de leve está voltou a morder a maçã mais atenta ao que acontecia ali.

    “ Ele é exatamente como eu me lembro... Deus como eu senti falta dele!”

    Rindo com as palavras de Masdela a cainita bebericou com vontade a sua taça.

    - Não se preocupe Alfie, eu adorei as escolhas. Os vestidos são lindos mas eu vou usar uma calça, Berlim é fria no inverno e eu voltei a sentir as mudanças de temperatura. Seria terrivel congelar na neve.

    Comentava a cainita, entregando a taça ao irmão Pietra sorriu em um pedido simples para que este a servisse mais, aproveitando isso a cainita iria até a cama para escolher sua roupa e ir se vestir no banheiro.

    A besta se aproximou apontando diretamente pra o conjunto pertecente a calça vermelha, aceitando a escolha Pietra tomou as peças no braço para correr até o banheiro enquanto sua besta se aproximava de Masdela pedindo uma segunda maçã.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 17/5/2017, 22:06

    O sabor daquele sangue era magnífico! Havia algo diferente, a sensação de estar a cheirar e brincar em um campo de girassois vinham com suavidade de acordo com que você bebia e se alimentava.

    A vergonha parecia atacar vocês dois com a mesma intensidade. Masdela e o homem desviava os olhos para pegar a sua taça e já começar a servir outra vez enquanto você falava.

    -Deveria ter me atentado a isso, sentes frio...

    Comentava em um tom baixo o teu irmão. Logo que você entrava no banheiro mais uma vez, seus ouvidos eram tomados por uma divertida risada do homem, a sua besta pelo visto estava a aprontar alguma coisa!

    Assim você saia do banheiro e via a doce cena de Masdela ensinando a sua besta a segurar o cello de maneira correta.

    -Pita! Ela não parava de pedir outra maça mas eu não tinha, logo... acho que ela está gostando! Ah, tu me disse que precisa resolver alguns assuntos, há algo que possa fazer por ti querida?

    Dizia seu irmão, que suavemente apontava para você a taça já cheia, posta no criado mudo do quarto.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 17/5/2017, 22:34

    O sangue alimentava Pietra de uma forma inesperada, o gosto suave e delicioso parecia invadir a alma da cainita, as lembranças dos campos de girassóis invadiam a mente de Pietra com força.

    Vendo que seu irmão também havia ficado com vergonha a cainita usou a deixa para ir se vestir, as palavras de Masdela alcançaram os ouvidos de Pietra antes que está fechasse a porta, mas as risadas logo ganhavam a cena deixando claro que a besta estava de novo ativa.

    “ Eu pisco e ela apronta... Quando isso vai acalmar?”

    Perguntava-se a cainita ao se vestir, olhando no espelho Pietra aprovou a escolha da roupa, a jaqueta preta de Lotte ainda a ajudaria a se esquentar e combinaria perfeitamente com as cores, dando uma pequena volta na frente do espelho Pietra abriu a porta do banheiro para sorrir carinhosamente.

    A besta lutava com o peso do cello e farejava as cordas do instrumento de maneira desconfiada, o arco não se movia firme de forma nenhuma tirando uma careta indignada da besta. Vendo a taça na mesinha de cabeceira Pietra riu com Masdela.

    - Ela ama maçãs, isso me dá algumas ideias de como deixa-la quieta.

    Sentando-se na beirada da cama a cainita sorriu ao dar mais um pequeno gole no sangue, balançando a cabeça de forma negativa para seu irmão.

    - Infelizmente não Alfie, é um assunto que envolve a família de minha aprendiz. Ela é um dos raros casos de humanidade dentro da Espada, digamos que isso acarretou em alguns problemas e no fim depois do Conclave ela fugiu. Preciso entrar em acordo com a irmã mais velha dela, mas tenho uma ideia do que fazer. Alias, você vai conhece-la amanhã, Lorens está muito sensível ao fascínio e Lotte não poderá ir já que é uma rosa negra. Você vai ama-la Alfie ela é uma dançarina primorosa.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 17/5/2017, 23:46

    -Lorenz? O alfaiate? Curioso! Recordo-me de ter me encontrado com Hans na noite passada e perguntado a ele onde ele havia comprado aquele lindo terno que estava a usar. Ele apenas me disse, com Lorenz oras! Como se fosse a coisa mais óbvia do mundo!

    Respondia seu querido irmão, de maneira bem divertida enquanto seguia a olhar a sua besta, tentando auxiliar ela da mesma forma que havia feito contigo nos primórdios da sua vida cainita. Olhá-lo ali era como ter um relance das suas mais inocentes e calmas noites, antes da sua ida a Paris, antes de tudo. Ele completava lacunas dentro de ti que você já acreditava estarem completas.

    Rindo da sua besta, ele beijava a face da mesma e então prontamente andava até o jarro afim de servir a ti outra porção da taça.

    -Tens então uma musa, um homem, uma aprendiz e duas rosas. Entendi, tenho muitos à agradar então, sem problemas.

    Tomando a taça em mãos e novamente se aproximando de ti, o alto e atlético homem a observa com carinho.

    -O conclave teve uma terrível repercussão querida, será necessário muita atenção para que essa cidade sirva de exemplo para todas as outras Camarillas da Europa. Também pude ver a contagem dos corpos da Espada, terrível... A reunião com os Justicares levou tudo isso em consideração, mudanças irão ocorrer e imagino que o clima de guerra entre as facções finalmente termine para sempre.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 00:25

    Ouvir Masdela falar de seu filho de certa forma deixou Pietra orgulhosa, o dom de sua criança já era reconhecido antes mesmo de seu abraço.

    - Ele vinha me servindo desde que cheguei em Berlim, o tempo como vassalo já estava começando a afeta-lo, então eu ofereci a possibilidade de ser meu filho. Fiquei tão feliz quando ele aceitou! Aliás isso me lembra que Aylena se tornará minha vassala nas próximas noites, tens que resolver seus assuntos com ela meu querido.

    Vendo a paciência que Masdela tinha com sua besta, aquela cena a preenchia, fechava feridas das quais a cainita nem sabia da existência, era uma parte feliz de seu passado.

    A besta cansou do cello esperando a oportunidade ideal para deixar de lado o instrumento e morder Masdela, afinal não havia mais maçã ali para ser mordida.

    " Ele sabe sobre meu jardim e companheiros. Mal sabe que o jardim ficará enorme.

    Com um aceno positivo a cainita concordou com as palavra de seu irmão, Masdela com toda a certeza agradaria a todos.

    - O Conclave foi pesado para todos os lados, a Espada perdeu muitos membros, mas o sacrifício dele não foi em vão. Berlim irá ter seu momento de progresso, afinal Katarina e Friederich são irmãos, e vão fazer o possível para terem paz entre a Torre e a Espada.

    Sendo servida novamente por Masdela, a besta aproveitou o momento para depositar o cello na cama e pular em Masdela, deixando claro que queria a atenção deste, rindo disso Pietra suspirou ao comentar.

    - Ela está feliz porque você a vê, Friederich a sente mas ainda não consegue vê-la.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 00:45

    Masdela ainda segurava com a mão direita aquela pesada jarra de prata quando a sua besta se atirou contra ele. Com a outra mão e uma destreza impecável, teu irmão acolhia a sua besta com carinho e força suficiente para mantê-la presa a ele. A sua divertida e impulsiva faceta cruzava as pernas em torno do tronco do seu irmão e o abraçava com força, dando algumas mordidas que arrancavam breves risadas do mesmo. Todavia, ele ameaçava mordes de volta e nesse instante ela parava, levantando os braços e se rendendo.

    Nessa rendição, o Toreador olhou para você curioso.

    -Entendi, você gosta de homens pequenos...

    Era uma piada, recheada de um ciume bobo e leve. O mesmo já sorria logo em seguida para deixar bem claro que não estava sendo mal educado. Colocando a jarra no chão, para fazer a sua besta descer com carinho, ele dizia.

    -Bom, os Patrícios não possuem algo essencial em seu cerne. O Auspícios, isso faz deles naturalmente mais materialistas e isso pode ser bom e ruim, variando é claro. Acredito que também exista em questão uma diferença de trilhas e experiencias, presumo que Friederich trilhe uma lógica moral que envolva controle e certezas. Nós dois estamos a andar por uma variação única de nosso clã, onde a iluminação é a resposta para a nutrição de nossos jardins, ele até talvez tenha a disciplina em questão... Mas não é algo que ele sempre carregou consigo, ele terá que aprender a encontrar a própria sensibilidade se quiser ver a sua besta como eu faço. Ou adentrar um caminho mais selvagem, com o Coração Selvagem ou animalismo.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 01:39

    Diante da cena que se seguia a sua frente, Pietra riu, a besta se aproveitava de cada pequena oportunidade de ser a atenção de Masdela e sua cainita. A rendição de sua besta causou uma pequena gargalhada, afinal as mordidas tinham que vir dela.

    " ahhh sua sapeca, você provoca mas não aguenta!

    Ouvindo a brincadeira de Masdela a cainita riu com vergonha, balançando a cabeça, o tom brincalhão de seu irmão deixava claro o pequeno ciúmes deste, a explicação que se seguiu foi escutada com interesse, por Pietra.

    - Faz sentido, Friederich tem um senso prático muito grande, não que seja um defeito mas é dele. Convenhamos que as vezes para um artista esse senso prático pode ser uma boa ajuda. Já Rebeka a Ductus do bando da Espada, segue o Coração Selvagem, ela viu minha besta sem nenhuma dificuldade.

    Olhando curiosa para Masdela a cainita o estudou com interesse, durante o banho ele havia passado com sua besta, levando-a para longe sem que Pietra sentisse algum efeito disso, aquele fato aguçada a curiosidade da cainita.

    - Quando você perdeu o controle, quem lhe parou foi sua besta, ela chegou a falar comigo, e durante meu banho você levou a minha para passear. Posso ver que tens um controle excepcional com sua besta, mas como você faz isso?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 01:55

    -Tens razão, a praticidade nos ajuda a encontra a objetividade que muitas vez é pega pelo nevoeiro criativo de uma mente incansável.

    Comentava Masdela que se abaixava na frente da sua besta e com cuidado, tocava o centro da testa da mesma e sussurrava algo em seu ouvido. Arrancando gargalhadas dela, que foram seguidas de um veemente sinal afirmativo com a cabeça.

    -Bem, obrigado por notar. Conquistar esse controle me fez evitar o cinza que me circundou por muitos anos, tive que aprender novas formas de fazer arte pois a música me levava aos prantos. Apenas na presença de poucos eu conseguia tocar algo, mas enfim, desculpe-me pela verborragia.

    Levantando-se e ajeitando a camisa que ainda estava suja com o seu sangue, seu irmão puxava a gola para cima do pescoço e fechava os olhos. Ali a presença dele crescia assustadoramente, beirando a força de um real antigo! Era uma horrível presença de um cainita poderoso, a pele dele ficava claramente mais pálida e o corpo dele emanava um frio estranho.

    -Essa é a nossa tabula rasa, como o mármore. Um simples quadrado feio e disforme que aparentemente não pode acrescentar nada além de peso e problemas.

    Em seguida, com uma potente leveza, a presença dele sumia e o frio tornava-se uma brisa morna. A pele dele se tingia de maneira branda, mas removia ali a aparência cainita e ficava mais próxima a de um humano que nunca havia pego sol na vida. A potente presença cainita agora era imperceptível, era como estar ao lado de um humano qualquer. Abrindo os olhos, ele buscou a sua face.

    -E com talento e bastante estudo, transformo a tabula rasa em algo grandioso. Dou as quinas detalhes, ao plano aplico o relevo. A resposta para tuas perguntas esta interligada com uma longa e dedicada filosofia, irá requerer um talento que você já possuí e muito, mas muito esforço. Pois veja, a besta não é só o instinto. É também a razão, o saber e a memória. É o sentir e o pesar, ela é nosso complemento, uma estruturação de nossa essência. Eu pude levar a tua comigo porque eu conheço a tua essência e ela não me vê como uma ameaça, a minha fala porque a minha razão supera o meu instinto. Logo quando em Frenesi, coube a ela ser a voz da verdade. Entendes?

    Ele então fazia um sinal, convidando-a para se aproximar dele.

    -Venha cá, deixe-me mostrar a ti algo importante. Fique bem na minha frente, relaxa tua musculatura e feche seus olhos.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 10:38

    Rindo e concordando com um aceno de cabeça, Pietra bebericou a taça com prazer, ver seu irmão interagir com sua besta e fazê-la rir daquela forma enchia Pietra de amor e felicidade, aquele era um encontro à muito desejado.

    " Sim Friederich me fez bem, fez bem a Eva, e nós duas fizemos bem a ele.

    Sorrindo para seu irmão, ouvindo as palavras deste a cainita prestava atenção, as experiências de seu adorado irmão eram diferentes de suas experiências, mas ambos podiam compartilhar o conhecimento adquirido.

    Pietra recuou quando a força de Masdela se apresentou, a cainita sabia que se desejasse também podia se apresentar daquela maneira, havia feito aquilo contra Althea,  havia sido necessário para proteger a Espada e seus filhos.

    A explicação com palavras sobre esculpir adentraram na mente da cainita, seus olhos brilhavam a cada sentido descoberto, cada pequeno detalhe que era descoberto.

    " Incrível! É errado pensar que a besta é apenas uma faceta selvagem e sem controle, ela é primordialmente nossa guardiã, nossa guia em quando a razão nos falta, é uma parte esquecida mas que nos representa.

    - Acho que consigo entender o que dizes, minha besta é inocente porque eu perdi a minha, ela representa uma faceta do que eu já fui, mas também algo que eu posso resgatar. Não?

    Colocando a taça em cima da mesinha, colocando-se a frente de Masdela a cainita sorriu demonstrando estar prestando a atenção.


    Última edição por Jess em 18/5/2017, 16:03, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 12:17

    -Sim. Não totalmente, mas sim. Veja bem, o termo mais apropriado seria reencontrar e não necessariamente resgatar. Deixe-me mostrá-la um aperitivo, feche os olhos.

    Dizia o seu irmão que logo em seguida batia palma duas vezes e afirmava em inglês:

    -Chop, chop!

    Era uma gíria que significa "anda, anda!". Uma peculiaridade que a remetia imediatamente as breves memórias que você possuía de Soyer, o distante irmãos mais novo de origem britânica que pouco conviveu contigo, mas que vivia dizendo isso para seus vassalos.

    E assim que você fechava os olhos, não se passavam sequer cinco segundos. Você sentia uma forte mordida na bochecha, o cheiro e o toque eram femininos e nada disso fazia sentido naquele instante. Até que seus olhos assustados se abriram e viram a sua besta ali de pé, entre você e Masdela, mordendo a sua face com uma expressão risonha. Assim algo inesperado ocorria, era o maior de todos os presentes que você recebera.

    A sua besta sumia com aquele mesmo efeito empoeirado e esfumaçado, Masdela se concentrava profundamente de olhos fechados e com uma expressão séria na face. Seu corpo era então tomado por uma eufórica surreal, uma sensação febril a dominava por inteiro. Teus pulmões voltavam com força, uma risada lhe escapava de forma incontrolável e divertida. Até o seu tato mudava, tua pele parecia mais jovem e brilhante, era um sopro de vida, tua união primordial com a sua besta.

    -Quer uma maçã querida?

    Perguntava Masdela abrindo os olhos e sorrindo para ti.

    [Off: Faça a ação seguinte com a besta da Pietra no controle do corpo da cainita. É possível falar e fazer tudo, mas o controle é exclusivamente da besta.]
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 16:16

    As palavras de Masdela deram uma nova visão sobre o assunto a Pietra, concordando com um aceno a cainita avaliou o que lhe era revelado.

    “ Reencontrar, sim ele está certo. Pelo menos consigo entender as implicações disso. Eu nunca perdi totalmente minha inocência, agora sinto-a voltando porque minha besta está mais ativa.

    Fechando os olhos como havia sido pedido, Pietra não conteve o sorriso com a pequena gíria de Masdela, isso lhe trazia a lembrança querida de Soyer a mente, ambos tiveram pouco tempo de convivência mas este havia sido marcado pelo carinho entre os irmãos.

    A mordida fez a cainita abrir os olhos, a sua frente estava sua besta e em seu sorriso alegre havia mais do que Pietra podia dizer, havia algo novo. Quando está se desfez em uma névoa a cainita sentiu uma onda de calor dominar seu corpo, fechando os olhos Pietra sentiu a união com sua besta e ambas riram.

    Uma leve onda de formigamento passou pela pele deixando um leve arrepio, seus olhos se abriram com um riso e as cores já conhecidas pareciam novas, seus pulmões se enchiam de ar estremecendo o corpo de Pietra, mas quando a pergunta da maçã foi feita a besta riu, riu porque Masdela conhecia a resposta, ela sempre iria querer uma maçã, e quanto mais doce melhor.

    A besta o encarou por alguns instantes, a voz estava pronta para sair, as palavras estavam prontas, mas que agiu foi o corpo. Usando sua velocidade a besta pulou para beijar Masdela na testa, correndo para as costas desse a besta pulou se agarrando ao pescoço do homem para lhe morder o pescoço e nuca.

    - Eu quero uma pêra bem amarela e uma maçã vermelha! Você me da Alfie?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 18:38

    Masdela tomava um breve susto com a enorme velocidade daqueles movimentos iniciais. O homem ria ao receber as mordidas e segurava com cuidado uma das suas pernas apenas para lhe dar apoio e não derrubá-la enquanto ele se movimentava até o telefone do quarto.

    -É pra já querida, só tomes cuidado para não cair!

    Comentava o homem com um tom divertido de voz, fazendo uma breve corrida pelo quarto com o uso da rapidez, o que se transformava em um verdadeiro passeio divertido e empolgante, parando próximo a cama e pegando o telefone. Mas ele não discava, os olhos dele penas se fechavam e aquela euforia dentro de ti começava a diminuir de modo efêmero. Em um simples piscar de olhos, você voltava ao controle do teu corpo.

    -Pita, voltastes da pequena experiencia minha cara?

    Indagava o sábio e experiente Toreador ao qual você se encontrava agora pendurada no pescoço.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 19:56

    A besta riu ao ver a surpresa de Masdela, sempre se sentia feliz quando surpreendia a todos e muitas vezes nem se esforçava para isso. As mordidas haviam sido carinhosas mas nem por isso menos divertidas, presa no pescoço de seu irmão a besta gargalhou com os movimentos do grande homem.

    Diante do telefone a besta deu alguns pequenos pulinhos esperando que Masdela pedisse sua pêra e a maçã, os movimentos cessaram quando Pietra voltou ao controle, a cainita incapaz de segurar o riso enterrou a cabeça no pescoço do irmão rindo feliz.

    - Isso é maldade Masdela, você está mimando ela! Depois quem sofre sou eu, tive que bater o pé na noite passada se não ela não se comportava.

    A besta riu correndo para a cama e se sentando ali a espera de suas frutas, sabia bem que Masdela as conseguiria sem nenhum problema.

    “ Como ele conseguiu esse controle? Quem ensinou isso ao meu irmão?”
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 21:46

    -Eu não consigo resistir a ela Pita, me desculpe por isso tá bem!?

    Perguntava seu irmão em um tom ligeiramente retórico, para com um sorriso suave na face, esticar a mão e tirar o telefone. Discando para um numero local, ele falava brevemente em italiano.

    -Francesco, por favor, me traga uma maça extremamente vermelha e a mais bela pera que puder encontrar. Em regime de urgência meu caro.

    Desligando a brevíssima ligação. Seu irmão firmava com mais cuidado as mãos nas suas pernas para lhe oferecer um apoio mais confortável, já que você ainda seguia pendurada nas costas do mesmo, com um tom mais triste ele comentava enquanto andava em direção a porta do quarto.

    -Poderia pedir para que me chamasse por Alfie? Até Alfonsus... Mas ouviar você falando esse nome em específico me dói um pouco. Estou a pedir de mais?
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 22:05

    O tom retórico de seu irmão fez a besta rir na cama, Pietra deu um tapa leve no ombro do mesmo em forma de protesto silencioso, não adiantava querer discutir com os dois, afinal estava em menor número e Masdela faria todas as vontades de sua besta.

    “ Esses dois juntos, porque eu tenho certeza que eles vão me dar trabalho?!”

    Rindo consigo mesma a cianita aceitou o apoio melhor de Masdela ouvindo este fazer a ligação, a forma como falava deixava claro que seu irmão conversava com algum vassalo.

    Aproveitando a altura a cainita olhou ao seu redor estudando a diferença de altura que tinha entre os dois, de alguma forma Pietra sentiu o porque sua besta gostava de pular nas costas de Masdela, afinal a grandeza do homem era encantadora. Sendo movida para a porta junto de seu irmão, Pietra escondeu o rosto na nuca do mesmo quando este pedia para não usar seu nome.

    - Desculpe Alfie, isso não vai acontecer de novo.

    Tentando fazer Masdela sorrir Pietra beijou-lhe a nuca para então perguntar.

    - Não é estranho você abrir a porta e alguém nos ver assim?!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 22:14

    Parado à um metro de distância da porta, seu irmão parava de andar quando sentia aquele beijo. Você assistia quase que de camarote a todas as reações incríveis que só aquele beijo provocavam no homem, os pelos se arrepiavam e ele inteiro tremia suavemente. Expelindo uma breve rajada de vento pelo nariz, o que causava um barulho peculiar. O mesmo balançava a cabeça negativamente.

    -Não te preocupes Pita, irei apenas colocar a minha mão para fora. Se meu vassalo nos visse assim, ele desmaiava ou tinha um infarto fulminante... Eu não conseguia permitir o toque feminino...

    Dizia o mesmo, inicialmente com um tom claro e limpo de voz, mas terminando a frase com bastante vergonha e quase murmurando. Ele então continuou a andar até parar próximo da porta e esperar pela leve batida que ocorria na mesma depois de alguns instantes. Abrindo apenas o suficiente para passar a mão aberta, seu irmão ficava escondido atrás da porta.

    -Obrigado querido, por hora é apenas isso. Tenha uma boa noite.

    Dizia Masdela já puxando a mão com as duas frutas sobre a mesma e fechando a porta com o uso do pé esquerdo.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 22:30

    A reação de Masdela diante do pequeno beijo deixou Pietra preocupada, os cabelos arrepiados e ar solto pela boca teriam feito a cainita sorrir, mas dessa vez deixaram Pietra tensa.

    Concordando com um pequeno aperto no ombro de seu irmão, Pietra pode rir quando este respondeu mais solto, as palavras sobre a reação de seu vassalo provocaram um abraço nos ombros de Masdela, apertando-o com carinho.

    “ Tenho que parar com isso. Não posso ficar provocando ele assim, seria muita maldade de minha parte.”

    Segurando o riso durante todo o translado das frutas, mal a porta se fechava e Masdela se virava a besta já estava pulando na frente dos dois pedindo claramente seu prêmio.

    - Vê Alfie, ela quer o que a gente faz agora? Tenha certeza de que ela não vai parar até ganhar elas!

    Comentava a cainita dando um pequeno tapinha no ombro de seu irmão pedindo para ser colocada no chão.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 22:46

    O homem até fazia um enorme esforço, mas a sua percepção e experiencia revelavam que o teu toque causava efeitos no corpo dele. Pequenas reações e contrações, nada grave, mas era como se ele extraísse de cada pequeno gesto, toque ou abraço, algo a mais.

    Ele ria vendo a sua besta aparecer com tanta agilidade e de maneira galanteadora, entregava as duas frutas para ela.

    -Aqui estão querida, aproveite.

    Dizia Masdela para a sua besta, fazendo um arqueamento suave com o tronco, afinal você ainda estava presa as costas dele. E por causa da altura dele, seus pés não tocavam o chão. Ele sentia o seu toque de pedida para descer, mas a reação dele era inesperada e a pegava de surpresa. Em um piscar de olhos vocês dois apareciam na frente da cama, na realidade. Masdela ficava de costas para a enorme cama e simplesmente a arremessava com uma força controlada, para que você batesse e quicasse algumas vezes sobre as molas daquela confortável cama.

    -Prontinho, agora acompanhe a tua besta e termine de se alimentar!

    Dizia Masdela em um tom brincalhão e autoritário, mas sem nenhuma vontade real de lhe dar qualquer tipo de ordem.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 23:03

    A reação de Masdela fez Pietra balançar a cabeça, os mimos dispensados a sua besta não paravam de chegar e a besta fazia questão de aproveita-los sem nenhum remorso ou culpa.

    Recebendo as frutas a besta olhou para as duas antes de dar uma mordida em cada uma delas e sorrir para os dois cainitas, correndo para a poltrona ela se sentou aproveitando o gosto doce da maçã e da pera.

    “ Ok, temos alguns minutos de calmaria. Vou ter que começar a levar frutas na minha bolsa para deixa-la quieta.”

    Esperando que Masdela abaixa-se para coloca-la no chão, Pietra não conteve o pequeno grito de surpresa ao ser jogada na cama, ouvindo as palavras de seu irmão a cainita riu com vontade aproveitando aquela brincadeira.

    Levando algum tempo para se sentar na cama, Pietra ainda ria ao se dirigir até a mesinha de cabeceira e pegar a taça com o sangue cuidadosamente temperado, bebericando dali está sorriu feliz para Masdela.

    - Você continua sendo um bobo irreversível Alfie. Eu senti falta disso!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 18/5/2017, 23:38

    De pé em frente a cama, seu irmão a olhava se ajeitar na cama com uma expressão feliz na face. As mãos dele entravam vagarosamente nos bolsos da calça e ele se contentava em apenas admirar as suas movimentações.

    Enfim, você ficava sentada e ele prontamente se virava e andava em direção ao armário daquele quarto, esperando a sua frase terminar para finalmente, abrir a porta do armário em um movimento só. Lhe respondendo enquanto olhava ali as camisas que possuía para o uso imediato.

    -Eu fico feliz em ouvir isso de ti Pita, mas sinto-me na obrigação de dizer que senti tua falta todas as noites, em proporções diferentes é claro... Mas não se preocupe eu não irei remoer o passado, a dor existiu e agora é uma boa oportunidade de criar algo novo e eu estou inspirado!

    O homem então parecia ter escolhido a camisa, de costas para você ele prontamente tirava a própria parte superior do conjunto de roupas de vestia, atirando-a para o lado na direção do banheiro e esticando os braços para tirar do cabide outra camisa vermelha. A musculatura e o corpo do homem se assemelhavam as de uma escultura grega, haviam ali músculos perfeitos encaixados em uma harmonia simétrica e impossível para qualquer humano ter, além da palidez presente que ajudava ainda mais a comparação. Enfim, ele se vestia e retornava até a sua direção afim de observar como estava a sua alimentação.

    -O sangue está a teu agrado? Não costumo mais preparar essas pequenas misturas...
    nova camisa escolhida:
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 18/5/2017, 23:58

    Ser observada por Masdela fez Pietra rir, por mais que ignorasse era claro o desejo de seu irmão, algo que em sua juventude havia passado claramente despercebido. Bebericando do sangue cuidadosamente preparado Pietra ouviu suas palavras com um sorriso gentil no rosto.

    - Não o passado nos ajuda a crescer, agora tenho certeza de que não cometerei os mesmos erros com você Alfie.

    Observando Masdela trocar de camisa a cainita estudou o corpo, cada musculo detalhadamente esculpido e a pele alva deixavam claro a beleza e perfeição de seu irmão, aquele era com toda a certeza um corpo que havia sido cultivado com trabalho duro antes do abraço.

    “ Ele tem seu charme, não posso negar isso. Só espero que Eva goste dele, seria bom para todos nós. “

    A pergunta sobre o sangue fez Pietra estender a taça enquanto comentava de maneira divertida e de certa forma abusada.

    - Está perfeito, aliás vou querer a receita. Talvez eu a use em alguma ocasião.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 00:08

    Masdela sentava na beira da cama, de costas para você. Os olhos dele buscavam a figura da sua besta que devorava aquelas frutas e finalmente deixava vocês dois "sozinhos".

    -Ainda bem que consegui fazer! Bom, eu posso sim te passar a receita, todavia... eu já estou velho, minha memória não funciona perfeitamente. Acho que vou precisar de mais tempo para me lembrar...

    Seu irmão não tinha a menor vergonha de aplicar um dos mais velhos golpes possíveis para conseguir que você se mantivesse interessada e garantisse a ele a certeza de que haveriam outros encontros.

    -Acho que vou levar um mês... quem sabe um ano! E você terá que me manter por perto se quiser um pouco mais desses sangues temperados...

      Data/hora atual: 20/8/2017, 19:56