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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 00:27

    Bebendo da taça, Pietra viu seu irmão buscar a besta, está se dividia em morder as frutas uma de cada vez saboreando o doce com intensidade, um sorriso carinhoso nasceu nos lábios de Pietra diante daquela cena.

    Mas as palavras de Masdela sobre seu esquecimento arrancaram um riso de Pietra, esta se sentou ao lado deste para dar um tapinha em seu ombro.

    - Seu bobo, agora que voltamos a nos falar com toda a certeza vamos nos ver mais. Afinal quero conhecer minha sobrinha e a filha dela! Elas devem ser tão lindas Alfie, seria maldade não conhece-las!

    “ Quero curar o mal que causei a ela! Leve o tempo que for eu preciso fazer isso. “

    Colocando a cabeça sobre o ombro de Masdela a cainita entregou a taça vazia para seu irmão, olhando sua besta Pietra sorriu ao comentar.

    - Se eu ficar aqui por mais tempo, vou passar a noite inteira aqui. O tempo voa quando nos divertimos não é?
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 00:57

    -Minha filha é uma talentosa artista, os quadros dela tem uma força exótica e provocativa. Infelizmente ela é tão terrível quanto você com instrumentos de corda... Já minha neta é radiante, uma música nata! Existem poucas coisas que me alegram mais do que vê-la ensaiar com o violino.

    Comentava seu irmão com um tom de voz orgulhoso, os olhos dele chegavam a brilhar intensamente quando ele falava sobre as herdeiras dele. Eram poucas, um jardim modesto, mas muito amado. Ele então fez um suave carinho nos seus cabelos e tomou a taça com suavidade das duas mãos.

    -Entendi, você tem suas obrigações a cumprir. Mas já deixo que claro que se não passar um dia inteiro comigo enquanto eu estiver aqui em Berlim, ficarei profundamente ofendido. Tá certo?!
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 01:09

    Ouvir seu irmão falar de modo tão orgulhosos deixava Pietra aliviada, havia amor entre eles apesar do começo realmente traumático.

    " Ele é um pai orgulhoso, fico feliz com o jardim dele.

    Recebendo o carinho Pietra esfregou a cabeça no ombro de seu irmão aproveitando o toque, um sorriso alegre se formou nos lábios da cainita.

    - Mas como você é abusado Alfie! Tenho que ver na minha agenda mas tirarei uma noite para ficar com você, mas só se Eva puder vir junto, ela morreria de ciúmes e preocupação! Não posso esconder dela o nosso reencontro e não vou, então se prepare pra tempestade meu querido.

    Comentava Pietra, a besta agora se dedicava a arrancar os últimos pedaços comestíveis da maçã e da pêra, era possível ver o ar satisfeito da besta que não escondia o quão feliz estava.
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 12:01

    Os dedos de Masdela se permitiam brincar com os seus cabelos de forma tímida, enquanto a outra mão dele segurava com um pouco mais de força a taça. Uma risadinha única se fez presente, vindo da bocha fechada do homem em resposta ao começo da sua frase, para enfim ele responder:

    -Peço na verdade que não escondas de ninguém. Quero ter a oportunidade de me colocar a frente de todos os teus queridos, todos aqueles que a protegeram enquanto eu não...

    Naquele instante você sentia que o autocontrole dele mais uma vez o segurava com intensidade.

    -Olhe com carinho na tua agenda Pita, eu ficaria honrado em poder conhecer o teu amor. Seja ela o que for, pois afinal a chuva sempre me foi uma boa memória, porque a tempestade também não pode ser? Já que deves sair e ser a grande Bispo da Espada de Berlim, posso ao menos, levá-la até a porta?
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 12:15

    Ver seu irmão brincar com seus cabelos, Pietra sorriu com carinho para isso, a risada fechada de Masdela a fez olhar com curiosidade para seu irmão.

    - Obrigada Alfie, eles vão estranhar no começo mas vão aceitar, afinal eu vou voltar segura para casa e bem. Isso vai ser a prova não.

    Sentindo o autocontrole de Masdela novamente agir, Pietra se sentou melhor na cama, observando seu querido irmão a cainita riu concordando com as palavras deste, tomando a mão de Masdela a cainita deu um pequeno beijou ali.

    - Eva é uma tempestade Alfie, ela pode ser violenta e exigente, mas quando se acalma é cálida e linda. Tenho certeza que depois do ataque de ciúmes vocês dois se darão bem. Ela toca cello como você, quem sabe não sai um dueto disso.

    “ Só preciso convencer Bella a vir comigo. Tenho certeza de que ela não vai me deixar vim sozinha, talvez até Lotte ou Lorenz me acompanhem. “

    Levantando-se para fazer uma pequena mensura para seu irmão, a cainita estendeu a mão dando permissão para que este a guiasse.

    - Mon seigneur Alfie, eu ficaria encantada se você me acompanhasse até a porta.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 13:46

    Alfie se virava na cama quando sentia que você se sentava na mesma, olhando diretamente para a sua direção e não comentando nada inicialmente, apenas sentido aquele beijo na mão e seguindo com os olhos as suas ações e movimentações. Aquela sua última frase causava um leve rubor na face do mesmo, ele então olhava para mão que havia recebido o teu beijo e abria um sorriso bobo.

    Essa ação de Masdela demorava muito mais do que o esperado, parecia que finalmente a ficha havia caído e ele estava paralisado com a oportunidade. Finalmente ele olhava para você e respondia a sua fala com uma face vermelha e olhos brilhantes.

    -Você realmente está aqui...

    Os olhos dele a admiravam e o corpo do teu irmão lutava contra um fascínio, com bastante sucesso, mas isso não diminuía o quão feliz ele se sentia naquele exato momento. Era a expressão de um jovem rapaz inocente a admirar abobalhado a mais linda moça de sua vila.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 15:24

    Pietra levou as mãos a sua boca tampando o riso alegre, a sua frente estava Masdela lutando contra o fascínio, fascínio causado sem pretensão de te-lo feito, um fascínio inocente e encantador.

    A besta riu ao pular nas costas de Masdela, indefeso como estava está aproveitou para morder os ombros, pescoço e faces do cainita, intercalando entre mordidas e beijos chegando até a bagunçar os cabelos de Masdela.

    “ Meu amado Alfie. Você não sabe o quanto me deixa feliz resgatar nossa amizade e convívio.”

    Concordando com um aceno feliz Pietra sorriu para Masdela ao comentar de maneira breve e suave.

    - Sim estou, e vou ficar pela eternidade Alfie. Não se esqueça disso, mas agora eu preciso realmente ir.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 15:43

    Masdela era tomado pelo ataque da sua besta, indefeso ele nem sequer tentava resistir e simplesmente caia sobre a cama rindo em uma profunda, radiante e expansiva felicidade. Pequenas lágrimas de sangue escapavam dos olhos do mesmo, mas não era um choro triste ou qualquer coisa assim, eram as mais puras e literais lágrimas de felicidade. E tomado por esse sentimento, o homem revidava com uma só mordida em uma das mãos da sua besta, o que fazia ela soltar um barulho divertido bem parecido com o que Lotte fazia.

    Livrando-se da sua besta, teu primeiro tutor e irmão saia da cama para tomar a sua mão sem perguntar se poderia ou não, entrelaçando os dedos com os seus e depositando um simples beijo na sua testa.

    -Eu quero que fiques. Eu faria de tudo para que tu ficasse ao meu lado para sempre, mas não somos mais jovens não é? Vivemos ao ponto de outros dependerem de nós, não quero deixar que saia por aquela porta. Plantaria aqui mesmo uma macieira se isso fosse necessário! Todavia...

    Teu irmão reunia forças enquanto falava, era muito pesado para ele lidar com a ideia de ver você saindo por aquela porta. Mas com coragem, ele a conduzia até a mesma e abria a porta.

    -Vá honrar as tuas necessidades com vossa aprendiz, eu respeito tua necessidades e obrigações. Eu devo ir ao encontro da Madame Guil ainda hoje, algo me diz que ela irá abandonar o cargo de Justicar... O mundo está mudando não é mesmo? Enfim, até o baile... Pita.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 16:42

    A cena que ocorreu entre o ataque de sua besta e Masdela, fez Pietra rir feliz, indefeso a besta o derrubava na cama aproveitando o máximo que podia, a besta amava Masdela, ele havia sido seu primeiro mentor e protetor e agora estava ali, como a velha figura que a besta simplesmente amava.

    “ Que cena linda. Eu poderia pintar esses dois brincando durante anos e mesmo assim nunca ficaria satisfeita. “

    A mordida de resposta de Masdela arrancou um som divertido de sua besta, rendendo-se ao contra-ataque a besta correu para se esconder atrás de Pietra, as lagrimas de felicidade que escorriam dos olhos de Masdela, criaram um sorriso carinhoso nos lábios da cainita.

    O entrelaçar de dedos e o beijo arrancaram um suspiro extasiado de Pietra, sendo guiada até a porta a cainita sorriu para as palavras de seu irmão, segurando o braço deste com carinho.

    - Não precisa de truques para me manter em sua vida, irei faze-lo por nós dois meu querido. Mas temos responsabilidades agora e seria inadequado esquece-las. Nunca imaginei que Madame Guil deixaria seu cargo, ela fez muito por ele e construiu uma fama gigantesca. Seja gentil com ela sim.

    Soltando a mão de Masdela a cainita viu sua besta abraçar seu irmão com carinho antes de correr pela porta aberta, Pietra riu ao se despedir com um aceno suave.

    - Não se esqueça você tem que dançar comigo amanhã!
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 17:51

    Masdela fazia um sinal positivo com a cabeça, concordando com a sua fala sobre Madame Guil. A poderosa e lendária Toredor era a irmã mais nova de Violetta e sua fama alcançava mitos e histórias infinitas. Ele então acolhia a sua besta em um abraço forte, tirando-a brevemente do chão e deixando-a correr em seguida. Olhando para você, ele chegou a sair do quarto para apenas acenar em silencio. Um sorriso alegre na face e olhos ligeiramente avermelhados, ele a deixava ir mas com o coração apertado.

    Enfim, lá estavam vocês duas mais uma vez a andar pelos corredores. A solidão já não lhe fazia mal algum e essa sensação era mais uma no seu novo caldeirão de novidades e sensações. Vocês desciam pelo elevador e eram recepcionadas por um homem de cabelos grisalhos e um terno cinza fechado e de altíssima costura. O mesmo fazia uma reverência enquanto a besta corria até ele, fazendo um sinal de pedido, pelo visto ela já o conhecia.

    -Boa noite senhorita.

    Dizia o homem com um perfeito italiano siciliano.

    -O Senhor Masdela já notificou vossa saída e um táxi foi chamado, ele chegará em breve. Recomendo que aguarde no hall, a neve não é forte mas o frio se mostra severo nessa noite. Por aqui...

    Ele graciosamente lhe indicava o caminho, levando-a até o Hall de entrada do charmoso hotel. Lá você aguardou por alguns instantes até que o mesmo retornasse a sua presença, fazendo outra curta reverência.

    -O seu taxi chegou Senhorita.


    Assim ele seguiu a frente de vocês duas, para abrir a porta e aguardar com enorme educação a sua saída. Ele parecia ser um vassalo de seu irmão, mas certamente não era um dos antigos, já que a cor de pele do homem ainda era perfeitamente viva e saudável. Assim você então saiu o Coração de Ouro, para logo à frente encontrar um táxi parado.

    Tudo seria como sempre, o taxista falaria contigo e você daria a ele o endereço para o pequeno domínio dos Malkavianos da Espada de Berlim. Mas assim que você adentrou o taxi, uma linda jovem de cabelos loiros e uma aparência realmente bem jovem se virava, ajeitando a toca que usava sobre os lisos cabelos e exibindo uma beleza nada típica para a situação em que ela se encontrava.

    -Boa noite! Vamos pra onde moça?

    Ele falava com um péssimo alemão, com um fortíssimo sotaque francês.
    Npcs em cena:
    Vassalo de Masdela:
    a jovem taxista:

    [Off: Teste de Raciocínio + Prontidão]
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 17:59

    Off: Teste de Raciocínio + Prontidão = 8d10
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Dados em 19/5/2017, 17:59

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 4, 5, 4, 9, 9, 10, 9
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 18:49

    A despedida de Masdela apertou o coração de Pietra, enfim um grande enigma e mal-entendido de seu passado havia se resolvido, mesmo que a saudades já não a acompanhasse mais ainda existia o querer de ficar mais tempo ali, afinal Masdela lhe era precioso.

    Usando o elevador para descer a cainita riu ao ver que sua besta achava tudo interessante, a besta farejou com cuidado todos os botões do elevador brincou com o vidro que encobria a tela do girassol.

    Abordada pelo homem de cabelos grisalhos, Pietra viu sua besta rodeá-lo animada e feliz, era claro que a besta o conhecia dando a certeza que o homem servia como vassalo de Masdela, sorrindo Pietra agradeceu o cuidado.

    - Obrigada, alias obrigada pelas frutas elas estavam deliciosas.

    Comentava a cainita agradecendo pela besta, afinal havia sido o homem que arranjara a maçã e a pêra para sua intrépida besta, acompanhando o homem a cainita sorria ao ouvir o italiano sicissiliano do mesmo, concordando com comentário sobre o frio Pietra o respondeu de maneira branda.

    - Ainda estamos no começo do inverno, mas a primeira neve sempre parece ser a mais fria.

    Entrando no taxi quando a porta lhe foi aberta, Pietra se despediu com um breve aceno, voltando sua atenção para a jovem que se sentava no lugar do motorista Pietra sorriu ao ouvir o sotaque francês da mesma.

    “ Eu reconheço essa face! Ela não é uma simples jovem, alias é bem mais velha do que uma jovem.”

    Sorrindo de forma educada a cainita a cumprimentou a jovem taxista em francês, dando por fim o endereço ao qual pretendia ir.

    - Boa noite querida, eu preciso chegar no Auerbacher Ring, n 25. Em Hellersdorf.

    Cruzando as pernas Pietra depositou a mão sobre os joelhos perguntando de forma suave.

    - Eu posso abusar da sorte e lhe perguntar porque a Justicar Ventrue está dirigindo um táxi?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 19:29

    Ela ouvia o endereço e sorria de maneira simpática, virando-se para frente e prontamente começando a conduzir o veículo com uma enorme naturalidade. Era estranho ver um Justicar da Camarilla, ainda mais do Clã dos Patrícios, interagindo com enorme naturalidade com as tecnologias.

    -Nossa, você é muito perspicaz ou eu sou uma terrível espiã?

    Comentava a mulher em francês, que julgando pela forma de pronuncia e sotaque, advinha do principado de Mônaco. Adentrando o fluxo de carros, a Justicar seguia com o tom informal.

    -Primeiramente, devo parabenizar a senhorita. Bispo é um cargo de destaque! Agora, respondendo a sua pergunta... Eu realmente gosto de carros, é um pequeno prazer que desenvolvi. Curioso não?

    Olhando um pouco para frente, ela propositalmente adentrava um fluxo mais congestionado no trânsito da cidade e retomava fala.

    -Eu realmente tinha pensado em seguir dentro do papel por um tempo, mas peço desculpas por desconsiderar vossa experiencia. Contudo, posso pedir para que essa conversa não seja conduzida e explorada nos termos formais que é esperado? Estou aqui como um amiga preocupada e não como Justicar.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 20:45

    Curiosa Pietra observava a Patricia com interesse, as primeiras palavras da jovem fizeram a italiana sorrir de maneira educada, era curioso ver a Ventrue a sua frente interagir tão bem com a tecnologia de um carro, mesmo assim isso ajudava a dar um ar juvenil para esta.

    - Ah desculpa, mas você chama bastante a atenção, além de ter ocupado um lugar de destaque dentro do Conclave, isso facilitou um pouco o reconhecimento. Alem do mais eu seria uma péssima artista se não pudesse lembrar de um excelente rosto para alguma tela ou escultura.

    Comentou Pietra justificando o seu reconhecimento, ouvindo o elogio sobre o posto a italiana não pode deixar de sorrir concordando com um aceno, ouvir sobre o gosto de Lucinde em dirigir deixou Pietra curiosa.

    - Obrigada, é um cargo com certo destaque, mas não lhe faltam responsabilidades também. Sinceramente apenas espero fazer um trabalho tão bom quanto meu predecessor, o que deixa o cargo mais difícil no meu ponto de vista. Entendo, é um hobby interessante, eu ainda faço jardinagem em uma estufa então sei como é fazer alguma coisa pelo simples gostar.

    Pietra se recostou no banco relaxando o corpo, Lucinde tomava o caminho com mais transito e isso não parecia ter sido feito por falta de atenção, a besta virava a cabeça curiosa com a situação, sem pedir permissão esta passou para o banco da frente pulando no banco e olhando para a rua com curiosidade.

    “ Ele deve trabalhar com Masdela, alias devido aos cargos é mais fácil Masdela obedecer às ordens de Lucinde. “

    Concordando com a preocupação da Ventrue, Pietra avaliou com cuidado a questão levantada entre as duas.

    - Não se preocupe com as desculpas, elas não são necessárias. Tenho certeza que essa conversa seguiria por um caminho melhor se não usássemos tamanha formalidade. Quanto a meu irmão, eu entendo a preocupação, ainda mais quando nosso senhor já fez um pedido para que meu nome entrasse na lista vermelha.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 21:02

    Um sorrizo alegre surgia na face da jovem, ela parecia ter ficado profundamente lisonjeada com aquele elogio que você fizera e prontamente ela respondia.

    -Se precisar de uma modelo, posso lhe passar meu contato!

    Comentava ela de uma maneira bem leve e descontraída. Em seguida ela prontamente aproveitava um sinal vermelho para vira-se e olhar na sua direção. Agora com um tom mais sério, afina, o nome da lista era trazida por ti a conversa e ela parecia levar isso muitíssimo a sério.

    -Bom, primeiro se você revogou a necessidade de desculpas. Eu também revogo, ficamos empatadas então! Agora, vou abrir a questão de maneira direta. A tua presença em torno de seu irmão pode machucá-lo profundamente, ele tem um coração fragilizado, é um bom homem mas não será capaz de dizer não a você. Me responda, sinceramente, Senhorita Rafaldini... Eu posso confiar que você não irá machucá-lo novamente? Quero ser ainda mais direta, ele a ama profundamente e não é um amor de irmãos. Você conseguiu entender isso né?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 21:30

    Pietra riu diante da oferta de Lucinde, concordando com um aceno positivo a italiana avaliou a proposta feita.

    - Humm talvez eu cobre seu cartão. Afinal seus olhos são lindos!

    Comentou Pietra, durante o sinal vermelho Pietra pode encarar os olhos azulados de Lucinde, a clara preocupação dela por seu irmão alegrou a italiana, era aliviante saber que Masdela tinha aqueles que olhavam por ele, mesmo que um deles fosse uma Justicar a sua frente.

    “ Eu sei o mal que provoquei a vida de Masdela. Sei que devo corrigir isso, pelo menos até Elonzo acordar, então a escola será dele.”

    - Começamos com um empate! Posso considerar isso uma vitória pessoal? Pude ver isso nos olhos de meu irmão. Finalmente compreendi o que em minha juventude me passou batido. Eu amo Masdela, não da forma que ele deseja, mas não posso tira-lo da minha vida. Sei que ele nunca me dirá um não, por isso tenho a certeza de que não farei pedidos. É o mínimo que posso fazer para protege-lo. Entenda quero ajuda-lo a se fortalecer, devo isso a Masdela. Na verdade devo muito mais do que posso imaginar, mas estou disposta a pagar. Então você deixaria ele ao menos me dar a honra de uma dança no Baile das Rosas?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 21:42

    -Meus olhos? Sério?! Obrigada Pietra!

    Respondia a Ventrue com bastante felicidade, era notório que os elogios causavam uma forte impressão positiva na mulher. Ela imediatamente se virava para a frente mais uma vez e olhava os próprios olhos no espelho central do veículo, sorrindo ao saber que você os havia elogiado.

    -Uma vitória? Bom dizem que é sempre bom começar um diálogo com um Justicar em par de igualdade, então sim. Eu fico feliz que você tenha notado, mas triste com essa diferença de amores...

    Dizia a jovem, puxando o carro da via mais congestionada e indo para um caminho mais expresso. Assim, enquanto dirigia ela seguia falando.

    -Eu também o amo bastante, é sem dúvida o meu melhor amigo. Ele havia recusado o convite ao Baile das Rosas quando soube da sua presença na cidade, mas eu o forcei a ir. Afinal não se recusa a um convite de uma Justicar, né?! Ah! Você quer uma dança com ele? Claro querida! Só por favor, deixe evidente à ele essas diferenças de sentimentos, tá bem?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 21:59

    - Sim seus olhos, eles são do tom que arrebenta corações e causa invejas!

    Comentou Pietra para Lucinde, era incrível com um elogio sincero podia deixar a cainita a sua frente tão feliz, a besta concordou com as palavras de Pietra, afinal para a besta aquele tom de azul se remetia diretamente ao azul dos olhos de seu pai e sua avó.

    O comentário de Lucinde sobre a diferença de amores fez Pietra compreender o quão difícil deveria ser a situação de Masdela.

    “ Como eu posso ajudá-lo? Ele não vai desistir de mim, e parece disposto a conquistar Eva e Friederich para chegar até minha pessoa. Isso o deixaria feliz?”

    Rindo Pietra teve que concordar com as palavras de Lucinde sobre não se negar um convite de um Justicar.

    - Eu não aconselharia uma recusa dessas, posso lhe dar uma lista enorme de motivos se quiser. Acredite em mim, Alfie vai ignorar todos os avisos que eu der a ele, mas deixarei avisado sim, aliás um dos motivos de eu visita-lo hoje era o baile, eu tinha medo de causar algum problema a Elsa. Ela me arrancaria as orelhas e acordaria Violetta para cuidar de mim. Nunca se deve deixar Elsa ou Violetta contrariadas, não quando elas tem o direito te lhe puxar as orelhas.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 23:26

    -Ah, para Pietra! Os seus também são lindos! Dá pra entender bem porque o Alfie não resiste, você acredita que quando eu conheci ele. Eu o pedi em namoro? Sabe qual foi a resposta dele?!

    Comentava a anciã Ventrue de uma maneira que você jamais havia visto uma Ventrue se comportar. Pelo visto ela realmente estava ali apenas como uma grande amiga de seu irmão e nada além.

    -Ele falou exatamente assim: Me desculpe Lucinde mas eu não sou capaz disso, posso lhe oferecer a minha amizade mais profunda, nada além. E no fim, depois de um drama pequeno, eu aceitei e não me arrependo. Ou seja, cuide bem dele viu!

    Ela então continuava a dirigir, agora com uma maestria que jamais poderia pertencer a qualquer humano e sem se preocupar em olhar para o trânsito ela desviava o olho na direção da sua besta. Da mesma forma que Friederich fazia, ela parecia sentir que havia algo mas não a via.

    -Violetta é terrivelmente temperamental, eu já tive a minha orelha puxada por ela e foi estranho, humilhante e estranho... Você fez bem em evitar isso! És uma amiga próxima de Elsa? Sabes me dizer se ela realmente irá levar Wilhelm? Tenho coisinhas a tratar com ele.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 19/5/2017, 23:40

    Havia um ar suave de companheirismo entre as duas mulheres, embora ambas estivessem em lados opostos era o bem-estar de Masdela que as aproximava. Rindo Pietra riu das palavras de Lucinde, para depois ser tomada por uma pequena onda de vergonha.

    - Por Deus ele foi tão seco assim?! Pode deixar quero cuidar bem dele. Afinal ele foi o meu primeiro mentor, tenho que impressiona-lo de alguma forma não é?

    Pietra notou o olhar de Lucinde para sua besta, da forma que Masdela havia descrito a cainita compreendia porque a loira não via a besta a acernalhe com um sorriso maroto no rosto, o carro conduzido com maestria e sem problemas continuava a ganhar as ruas de Berlim sem nenhum empecilho, algo que Pietra admirava.

    “ Porque essa pergunta? De alguma forma faz sentido Elsa convida-lo, mas parece ter algo a mais nessa questão. Em todo caso seria bom agradecer Wilhelm pessoalmente, devo muito a ele. ”

    - Infelizmente não sei dizer, Elsa foi minha segunda mentora, cuidou para me ensinar durante minha estadia em Paris, mas não chegou a comentar nada comigo. Na realidade retomamos o contato depois do Conclave, antes disso não tivemos a oportunidade de retomar a amizade, pelo menos não depois de minha fuga.

    Balançando a cabeça Pietra sorriu ao comentar de maneira gentil e educada.

    - Mas na noite após o baile me encontrarei com ele, caso queira posso pedir que ele lhe procure.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 19/5/2017, 23:48

    -Sim, sequíssimo assim!

    Respondi a mulher de imediato e com uma maneira bem divertida. Em seguida você já notava que a chegada ao antigo lado oriental começava a se aproximar, pois a estruturação dos prédios mudavam drásticamente.

    -Pelo visto a sua fuga a distanciou de muitas peças importantes do seu passado. Eu sei que talvez não possa significar muito vindo de uma estranha, mas eu realmente sinto muito. Fui até convocada para seguir o teu rastro após a sua fuga para Paris, eu a descobri em Madrid mas como a petição pela caçada foi recusada, nada foi feito... Foi a Madame Guil que bloqueou o pedido de seu Senhor.

    Comenteva Lucinde com um tom um pouco mais sério. Deixando você digerir as informações com mais calma, afinal, envolvia ali um pedido direto para uma das mais eficientes executoras da Camarilla para lhe caçar no passado! Mas a voz de Lucinde se fazia presente mais uma vez após alguns minutos de silencio.

    -Eu ficaria grata se fizesse isso por mim. Mas tenho uma dúvida, seria muito escandaloso eu convidar você para uma dança no Baile?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 00:10

    Pietra riu, conhecia Masdela bem o suficiente para acreditar que ele havia feito aquilo, o que fazia Pietra sentir pena porque Lucinde parecia ser alguém confiável e especial dentro da Torre.

    As palavras de Lucinde sobre sua convocação para procura-la deixaram Pietra pensativa, Madame Guil era irmã mais nova de Violetta e se havia sido ela a negar o pedido de Elonzo, significava que Violetta havia intercedido por Pietra.

    “ Mia signora... Até em minha fuga?! Obrigada por cuidar de mim.”

    A voz de Lucinde retirou Pietra da pequena onda de tristeza que havia se abatido, ouvindo a pergunta da Ventrue a cianita não pode deixar de olha-la com curiosidade, a besta saltava no banco aprovando a ideia sem ao menos pensar na hipótese de enfurecer Elsa.

    - Bom é esperado que o homem guie na dança durante o baile na corte. Mas não vejo como isso irritaria Elsa, talvez seja ousado mas não impossível. Seria bom pedir a permissão de Elsa, talvez ela pudesse nos dar alguma dica de como resolver o problema de quem guiaria.

    Comentava Pietra de maneira divertida, o convite era de certa forma peculiar, mas ao mesmo tempo agradava a cainita, afinal não havia mal em duas conhecidas dançarem juntas.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 00:20

    -Perfeito!

    Dizia a jovial mas ao mesmo tempo experiente Ventrue. Ela então tirava o gorro da cabeça, revelando uma linda cascata dourada de cabelos impecáveis. Acelerando bastante o carro, a mulher parecia ter se empolgado bastante com a sua resposta. E depois de uma breve, mas emocionante viagem, ela estacionava próxima ao endereço que você fornecia, indicando que ela conhecia perfeitamente a cidade de Berlim. Ali ela saia do taxi, andando rapido para abrir a porta para você e estender a mão para ajudá-la a sair. No exato momento em que as suas mãos se tocavam, ela diz:

    -Eu gostaria de guiá-la, se pudermos escolher.

    Sorrindo de maneira graciosa e exibindo uma beleza perfeita, ela então aguardava a sua saída para iniciar as despedidas.

    -Bem, foi um prazer conhecê-la Pietra. Me desculpe se lhe causei algum tipo de má impressão, essa sou eu preocupada com meu maior e mais antigo amigo. Nos vemos amanhã?
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 00:47

    Pietra não conteve a risada feliz com a resposta de Lucinde, de alguma forma entre as duas mulheres nascia uma possível amizade, uma estranha mas possível amizade. A besta se divertiu com a direção rápida da Ventrue, e a cascata de cabelos dourados combinavam com a cainita que havia retirado o gorro, gorro que a besta fez questão de vestir e brincar pelo resto do caminho.

    “ Ela não pode te ver querida, mas ela te apertaria se te visse assim.”

    Pensava Pietra ao ver a besta rir e mostrar a língua para Lucinde, quando o carro parou e a Justicar abriu a porta, Pietra sorriu diante das palavras desta sobre querer guiar a dança, concordando com um leve aceno a cainita saiu do carro ouvindo as palavras de despedida, sem permissão Pietra a abraçou beijando-lhe as faces.

    - Não se preocupe, eu fico feliz que Alfie tenha pessoas que olhem por ele. Aliás o prazer foi meu em conhece-la e não se esqueça que eu tenho que usa-la como modelo Ok? Nos vemos amanhã no baile mia amata.

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