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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 13:19

    Os beijos na face de Lucinde foram prontamente respondidos com a mesma reciprocidade. Nessa pequena despedida envolvendo o toque você se via surpreendida pelo contato morno que a pele dela apresentava, não era frio como um cainita deveria ser, tão pouco quente como um humano, havia um equilibrio alcançado apenas por aqueles que caminhavam pelos altos caminhos da humanidade.

    -Eu vou cobrar eim! Até amanha, bella donna!

    Esse era o breve adeus entre vocês duas, pois logo em seguida Lucinde já adentrava o carro para deixá-la a resolver a última pendencia dessa noite.




    Refúgio Malkaviano:

    A casa dos horrores ficava no bairro oriental de Hellersdorf, em uma região pouco amigável e de precária iluminação. O glamour da sua galeria não existia em nenhum único singelo pedaço daquela área a sua frente, afinal, a casa dos horrores era uma edificação mal cuidada, com várias pichações estranhas, disformes e coloridas. Você prontamente via uma das janelas laterais quebradas e muito vidro logo abaixo da mesma.

    A sua aproximação do local foi então feita e imediatamente um calafrio lhe alcançava a espinha, ali você sabia que poderia residir o pior que a Espada poderia oferecer. O desumano e o perverso andavam de mãos dadas nos territórios da família Van Agteren. Colocando-se junto a porta de madeira velha e com a parte inferior avariada, parecia até que ela havia sido comida por algum tipo de fera, pois haviam marcas de mordidas por todas as partes. Enquanto aguardava após um toque leve na madeira, você sentia que o frio era mais intenso, todavia, não era um frio natural.

    -TEM ALGUÉM NA PORTA!

    Gritava uma estridente voz feminina em holandês.

    -MERT ABRE A PORTA!

    Gritava mais uma vez a mesma voz aguda e terrivelmente desafinada. Em seguida vários sons estranhos puderam ser ouvidos, metais sendo empurrados e caindo ao chão. E assim o som de correntes serem arrastadas começaram a se aproximar da porta, essa era então aberta pela própria Leonah.

    A mulher estava com a típica maquiagem branca e as roupas velhas, sujas e estranhas que ela sempre usava, a única grande diferença ali eram as manchas de sangue na beirada do vestido e nas meias altas que passavam da altura dos joelhos da mulher que tinha uma altura muito próxima da tua. Haviam também correntes atreladas a suas pernas, essas correntes dentadas estavam claramente cravadas na carne da mulher e certamente a fariam sagrar em caso de movimentos mais fortes, como dança ou corrida.

    -Bispo Rafaldini, uma boa noite a Senhora! Desculpe pelos gritos, estamos com uma falta de funcionários. Vens em busca de diversão ou negócios?

    Indagava a mulher de corpo magro e esguio, com um sorriso estranho na face e uma presença que a incomodava bastante.
    Leonah van Agteren:
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 15:26

    Os beijos de correspondidos de Lucinde deixaram Pietra feliz, mas o toque morno surpreendeu a cainita, o calor era claramente natural não alcançado através do uso do vitae.

    - Pode cobrar mia amata!

    Respondeu Pietra ao acenar enquanto Lucinde adentrava no carro e partia, ainda sorrindo a cainita se colocou a caminho do refúgio da família Van Agteren, diante da imagem disso o sorriso desapareceu. A visão precária do prédio contrastava diretamente com o luxo de sua galeria.

    “ Entendo porque Luannah quis fugir, não é a falta de luxo, mas sim a falta de cuidados. Mal posso imaginar o tratamento que dispensaram a ela!”

    A besta puxou a cainita pela manga da jaqueta, ela claramente não gostava da região e o calafrio nas costas de Pietra deixava o motivo claro.

    - Precisamos, você sabe!

    A besta rosnou sabendo que era verdade mais deixava claro que não se aproximaria mais do que o necessário, Pietra teve que concordar com a mesma, afinal sabia que sua outra metade a protegeria e sabia bem que tudo que abominava era adorado pelos Van Agteren.

    Batendo na porta a cainita deu um pequeno passo para atrás esperando pacientemente, a besta gemeu diante da voz que ecoou pela casa ainda fechada, a besta gemeu escondendo-se atrás de Pietra quando a porta se abriu. Diante de Pietra se apresentou Leona, com cuidado a mais velha sorriu estudando-a com interesse.

    - Boa noite Leona. Não se preocupe, entendo que isso é um transtorno eminente. Eu vim tratar de negócios.

    Dando um passo para atrás a cainita estendeu a mão oferecendo uma caminhada pela região, a besta implorava para permanecer do lado de fora e Pietra sentia que era o mais certo. Usando seu melhor holandês a cainita sorria educadamente para a líder da casa Malkaviana de Berlim.
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    Danto
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 16:30

    -Negócios? Interessante, só um instante....

    Ela levantava o dedo indicador, agora falando somente em holandês e abrindo um pequeno sorriso em aprovação por ter ouvido a tua pronuncia. Ela então dava um passo para trás e fechava brevemente a porta, você então ouvia ela soltar alguns pequenos gemidos de dor que foram acompanhados pelos sons das correntes caindo no chão. Enfim a mulher voltava a sair pela porta e já começando a andar e falar enquanto fazia.

    -Prontinho, agora podemos andar sem nenhum empecilho não é mesmo?

    A mulher dava alguns passos e parava, olhando na direção da porta e comentando em um tom irritado com o vazio.

    -E não fique ai parado Steef! Pare de ser acanhado, o senhor era muito mais corajoso quando era vivo sabia?! Não não, ela veio a negócios! Isso não é negócio seu tarado!

    Em seguida olha olhava para você e um pouco envergonhada dizia:

    -Desculpe, Bispo Rafaldini. Ele ficou assim depois do Festim, ainda não consigo entender o porque... Enfim, o que posso fazer por ti senhora?
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    Jess

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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 17:35

    Concordando com um aceno simples, Pietra deu mais um passo se afastando da porta, entrelaçando os braços em suas costas a cainita pode escutar os gemidos de dor vindo de Leona através da porta fechada, a besta se agarrou as costas de sua cainita escondendo-se de qualquer coisa que pudesse sair dali.

    “ Não acredito que Leona vá criar muitos problemas com a minha proposta, não depois de tantas perdas. “

    Esperando pacientemente pela saída de Leona a cainita sorriu ao ouvir as palavras desta, porem quando a Malkaviana se dirigiu ao nada pronunciando o nome de Steef uma surpresa trespassou o rosto da italiana.

    “ Será? A família sempre pareceu ter uma ligação com espíritos, mas ele ficaria aqui?”

    Ouvindo a desculpas de Leona e as palavras desta, Pietra ofereceu a frente para que a mulher guiasse o caminho por qual andariam, sorrindo de maneira educada.

    - Eu soube de seu senhor e de seus irmãos. Meus pêsames pela perda deles, sei que vocês devem estar passando por um momento difícil mia amata. Mas o assunto do qual eu gostaria de tratar tem foco no futuro de Luannah.

    Olhando para a besta que a cutucava nas costas, Pietra viu que esta apontava para algo, algo ou alguém que apenas a besta via.

    - Ah sim, caso queires eu posso conversar com Nikolayvena para ajudar-lhe com o espirito de Steef. Eu já estou devendo a ela e isso não me incomodaria em nada.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 18:18

    A malkaviana passava os braços para trás das costas e os entrelaçava ali, mantendo um silencio curioso. Porque ela mais olhava para outro lugar do que necessariamente para você, curiosamente, ela olhava para a mesma direção que a sua besta apontava.

    -Naaaaaão! Seria um enorme exagero envolver a dama da morte nessa situação, eu estou confortável com a presença de Steef, ele é feio, resmungão e mimado. Mas é meu, entende?

    Ela olha para você após a pergunta, com olhos perversos e repulsivos. Havia algo no âmago dela que te incomodava, nela não havia luz alguma e ela adorava essa escuridão.

    -Bem, Luannah... aquela pequena fujona! Tsc, que decepção devo dizer. Logo agora que Steef se foi e ela poderia ser uma estrela, resolveu se jogar pela janela e correr! Mas vamos sim tratar do futuro dela, porque eu sei que ela escolheu a Senhora. A Senhora veio aqui afirmar vossa soberania sobre ela? Entenderia, ela tem uma figura formosa e gostosa.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 18:46

    Era claro que Pietra não era o foco de Leona, o foco era a estranha coisa para qual a besta apontava, as palavras da filha da lua deixaram claro a suspeitas de Pietra, uma suspeita que não a deixava nada confortável, muito menos a sua besta que parecia irritada com aquilo.

    “ Então ele está aqui. Bom se isso a deixa feliz, não posso força-la a nada. “

    Encarando Leona a cainita sentiu uma onda de repulsa invadi-la, aquela mulher era um dos poucos monstros que a Espada possuía, monstros que Narses havia alertado da existência.

    “ Ela é um exemplo de como apenas as trevas pode causar... Não há luz em Leona, em toda a família, não posso deixar Luannah aos cuidados dela. “

    Balançando a cabeça de forma negativa a cainita sorriu de forma educada, não deixaria se abater diante de Leona, nem mesmo por sua repugnância ou perversidade.

    - Antes de tudo ela é sua irmã, seria desleal afirmar soberania sobre um parente seu. Mas acredito que você ficará feliz em saber que a aceitei como aprendiz, fiz isso porque vi um potencial na pequena, um potencial que posso ensina-la a explorar. Por isso estou aqui, vim saber sua opinião sobre isso.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 20:32

    -Sabe, eu até considerei falar não. Posso até ter exagerado nas punições quando soube que ela estava pretendendo fugir, mas vamos ser sinceras... A senhora é o pilar da Espada, isso merece meu respeito. A espada nos deu um lar, nos protegeu e nos permitiu ter aquela casa. Morremos por ela e somos fieis a ela... Mas eu considerei sim pedir encarecidamente à Senhora que não levasse minha irmã.

    Dizia Leoanah naquela caminhada que vocês duas faziam pelo horrível e mau cuidado terro abandonado que circundava o refúgio dos Malkavianos. Ela então fazia uma pausa na caminhada e olhava na direção do "senhor dela", ouvindo as palavras dele, a alta e esguia mulher concordava silenciosamente com o mesmo.

    -Foi como o meu Senhor disse. Vai ser penoso perder mais um de nós, mas não há o que ser feito. Mas não há vergonha nos meus atos, faria todos novamente... Maaaas, veja só, ela conquistou um lugar ao lado da Senhora e isso é louvável. Ela tem meu respeito por isso... Fique tranquila nada será feito. Luannah pode ser livre, ela conquistou o direito.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 21:33

    Pietra ouviu calmamente as primeiras palavras de Leona, seus olhos as vezes se desviavam da cainita ao seu lado para olhar o caminho pelo qual percorriam, o terreno pouco cuidado era apenas umas das coisas que Pietra estudava.

    “ A perda de tantos parentes poderia causar isso, mas eu não confiaria no bom humor de Leona.”

    A besta fez um sinal para que Pietra permanecesse em silêncio, seguindo o conselho de sua companheira a cainita escutou o restante das palavras de Leona, seus olhos acompanharam o local em que Steef estava, a besta o via claramente e indicava a sua cainita, um sorriso respeitoso se formou nos lábios da cainita.

    - Eu agradeço pelas palavras de seu senhor, ele sempre foi um homem sensato e nos fará falta.

    Tomando a liberdade de colocar sua mão sobre o ombro esquerdo de Leona, Pietra sorriu com leveza, era um sorriso calmo mas respeitoso.

    - Não posso imaginar a dor que sentiste ao perder teu senhor e tantos irmãos, mas acredite quando lhe digo que Luannah estará segura a meu lado. Tens minha benção para criar duas crianças, sei que não é muito, mas isso vai ajudar com suas dores. Ajudar a restabelecer sua família, apenas lhe peço que escute os conselhos de Steef, a experiência dele pode ajuda-la. Principalmente agora que comandas sua família.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 22:11

    Tocar no ombro de Leona, mesmo esse estando encoberto por alguns tecidos leves e velhos, fazia a sua besta reclamar veementemente. Ela era mais fria do que aquela suave neve que caía com timidez dos céus de Berlim. A mulher então recebia a noticia e batia as mãos com força, fazendo uma espécie de palma eufórica, que aos seus olhos são soava com nenhum brilho ou charme, era apenas uma comemoração seca de uma boa notícia.

    -Fechado. Tu levas a Luannah e eu faço duas proles. E prometo ouvir atentamente as palavres de meu Senhor, tens razão Bispo, quando refere-se a ele. Se ele não tivesse voltado eu...


    Ali ela interrompia a frase e fechava os olhos, havia uma profunda tristeza nela e ao mesmo tempo uma raiva vil. Mas tudo parecia amenizar quando ela se encolhia, simulando receber um abraço. Finalmente, após alguns segundos daquele abraço exótico e não material, Leonah olha na sua direção e diz.

    -Estamos conversadas então!

    Sem esperar pela sua resposta a mulher virava bruscamente para a direção daquele imóvel velho e mal cuidado.

    -Tenho que sair para escolher minhas proles! Até!


    Ela fazia uma longa e exagerada reverência totalmente desajeita e sem classe alguma, para então correr de volta ao casarão.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 20/5/2017, 22:35

    O toque gelado fez a besta gritar com Pietra, a cainita porem se manteve firme mesmo com a reclamação, precisava fazer aquilo, precisava deixar que sua luz ao menos tivesse o caminho aberto para aqueles perdidos nas trevas.

    “ Será que minha luz um dia os alcançará, ou eles se esconderam nas trevas?”

    A reação de Leona fez a cainita sorrir mesmo sem vontade, a fúria e o amor da cainita se misturavam com tal intensidade que a italiana sabia não ser saudável, mas o abraço do inexistente Steef ajudaram a controlar aquela emeninte explosão.

    Respirando com cuidado Pietra sentiu o aperto de sua besta, ela estava descontente mas ao mesmo tempo aliviada, afinal Leona se afastava depois da reverencia, Pietra já não tinha motivos para estar ali.

    Pegando o celular a cainita mandou uma mensagem para sua filha, pedindo uma carona enquanto andava até a frente do refugio da família de Luannah.

    - Bom, acho que podemos considerar a noite como encerrada, não é?

    Perguntava Pietra a sua besta, a face nada contente desta fez a cainita sorrir para então comentar de maneira breve.

    - Tudo bem eu te dou uma maça e você não fica mais brava?

    A resposta afirmativa foi acompanhada de uma pequena mordida na face da cainita e uma corrida descontrolada em volta desta.
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Danto em 20/5/2017, 23:43

    O frio começava a ficar um pouco mais severo durante aqueles minutos que você teve que esperar até a chegada de sua filha.

    E enquanto esperava, lá estava você mais uma vez sozinha por Berlim. Cada oportunidade dessa que surgia no seu caminho era apreciada de maneiras únicas, essa em específico era marcada pela besta que corria pelo estacionamento a brincar com a neve.

    Enfim o som forte do motor da motocicleta de Lotte se fazia presente, ela se aproximava de você e já parava a moto, mas desligar o motor da mesma. Soltando uma voz um pouco mais alta.

    -Mãe! Sobe ai! Tá na hora de ir pra casa!

    Essa simples frase, curtia e dita de maneira tão banal por Lotte, esquentava seu coração com muita força. Afinal, não restavam mais dúvidas: Você e Eva jamais estariam sozinhas de novo.

    [Off: Ultima cena para o final do maior ato de todos os tempos =) ]
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    Re: Ato XI - Narrativa de Pietra: Herbstnacht I

    Mensagem por Jess em 21/5/2017, 00:02

    Batendo os pés de leve na calçada, Pietra ria ao ver sua besta correr por entre a neve brincando de catar flocos ainda ano ar, havia uma certa felicidade em estar ali em meio ao frio sozinha, durante muito tempo a cainita esteve protegida por muros, agora aos poucos Pietra colocava os pés para fora daquela proteção.

    “ Não está sendo tão ruim. Meu maior medo foi resolvido e Elonzo está adormecido... Tenho um pouco de paz até ele despertar. O que Masdela irá fazer então?!”

    O som do motor da moto chamou a besta de Pietra para mais perto da cainita, quando sua filha parou a sua frente convidando-a para subir na moto a cainita sorriu feliz, nunca mais estariam sozinhas, o maior medo de Eva e Pietra por fim havia sido sanado.

    - Nada melhor como nossa casa não é mia figlia?!

    Subindo na moto, Pietra apertou o abraço em torno de Lotte aproveitando o passeio final daquela noite;

      Data/hora atual: 20/10/2017, 01:04