WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

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    King Jogador

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 3/6/2017, 16:47

    "Porque ela está falando de perigo e ela ficar por perto? Será que as preocupações de Karya são compartilhadas por ela? Não sei o que pensar sobre isso. Só que deveras sinto que será um evento seguro neste aspecto. O único perigo que eu vejo é se eu fizer alguma gafe que irrite minha Senhora. Fora isso confio em todas as minhas queridas aliadas e Filhas."

    Olhava alegre para a movimentação da Nick. Era incrível como minha pequena conseguia sempre cativar cainitas poderosos com sua confiança e empatia. "Ela é mais do que as aparências mostram." Assim eu sorria para a cena com bastante naturalidade enquanto Alexia sentava. Até que ela me falava sobre um acompanhante. Neste momento comecei a pensar nas hipóteses. A mais empolgante logo foi eliminada da minha cabeça. Só que naquela noite eu estava me sentindo tão bem perto dessas duas mulheres especiais que reconsiderei. Voltei a pensar nele. Bastante na verdade. Para então falar minha resposta. No final de minha fala, soltava uma última sentença com velocidade, como se estivesse explorando um pequeno pisque de coragem que corria por mim.

    - Eu... Bom... Não sei se ele gostaria. Mas eu ficaria muito honrada se pudesse ter a companhia do Senhor Florian Bernier. A presença imponente dele ao meu lado acho que proveria uma imagem muito poderosa. Além que, nunca disso isso antes, mas sempre o achei bastante charmoso.
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    Danto
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 3/6/2017, 18:00

    Enquanto você mentalizava todas as dúvidas e receios para tomar aquela inesperada coragem, Nick usava um pequeno objeto redondo e feito de algodão umedecido com aloe vera, limpando as possíveis impurezas da face de Alexia para só então começar a maquiar a linda anciã. Essa claramente aprovava e relaxava com o toque gentil e quente de sua amada pequena, entretanto as suas palavras atraíram as atenções das duas mulheres!

    -Que excelente ideia Jack!

    Respondia a sua pequena com um largo sorriso na face, enquanto isso Alexia observa as ruas reações com uma expressão divertida na face.

    -Vou pensar no seu caso tá bem querida? Florien é um ancião agora e talvez não fique tão disponível...

    O suspense mantido por aquela pausa deixou Nick extremamente ansiosa, mas o sorriso de sua grande amiga só crescia. Até ela não aguentar e rir baixinho revelando que era uma brincadeira inocente.

    -Perfeito! Florien será seu cavalheiro durante toda a noite querida! Por sorte eu já havia deixado bem claro para todos eles que essa noite seria especial, por tanto, você terá os braços dele para conduzi-la até o palco e as palmas e até o restante da noite! Que tal?
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    King Jogador

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 4/6/2017, 15:28

    Olhava animada para Nick. Eu me sentia orgulhosa de não ter sido a única a ter de certa forma cativado a grande Alexia. Saber que minha pequenina também consiga fazer essa impressionante tarefa era de me comover. Fazia eu me transbordar de alegria com todo aquele orgulho. "Será que é assim que a minha Senhora me vê? Ela diz que sim. Mas ela não me trata como eu trato a Nick. Ela realmente tem orgulho de mim ou só dela mesmo?" Contudo meu pensamento logo se desfazia quando me colocava a observar a reação das duas depois de escutarem minha fala.

    Alexia rapidamente me deu um forte banho de água fria. Foi impossível esconder a minha feição paralisada. Com vontade de enfiar minha cara num travesseiro e não tirar ela dali. Fiquei quase sem sentir que estava de pé, por sorte não perdi o equilíbrio. Infelizmente me senti absolutamente desapontada, desapontada comigo mesmo. Não sei exatamente porque, mas esse era o sentimento. Sempre com medo de pedir em voz alta por meus desejos e escolher uma hora errada para tomar tal coragem. Só agora eu podia notar o quanto eu realmente queria aquilo. Só quando é impossível nós notamos o quanto realmente queríamos.

    Assim eu noto que era apenas uma brincadeira. Tentei segurar meu suspiro de alívio, só que não deu muito certo. Eu deveria estar agora um livro aberto para a Alexia. Fazendo uma mistura enorme de emoções que agora eclodiam em alegria de novo com minha face querendo corar se pudesse. Fazia uma risadinha fraca tentando amenizar o nível de alegria que eu estava sentindo agora. Então eu a tentava responder, quase embolando as palavras, só que prontamente falando, após admitir mentalmente que ela havia conseguido entender meus sentimentos.

    - É, sim. Claro. Seria uma grande honra. Eu iria adorar. Amar, com certeza. Obrigada Alexia, Alex!
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    Danto
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 4/6/2017, 16:18

    Os olhos castanhos de Alexia observava unicamente as suas reações, Nick por outro lado continuava dedicada a maquiar a anciã com bastante cuidado, no momento em que as suas palavras saiam a sua pequenina estava a aplicar uma tonalidade bem suave de vermelho nos lábios da anciã e a mesma prontamente movia os lábios, apertando-os um contra o outro e fechando os olhos. Virando a face para o espelho essa sorria e comentava educadamente com a sua querida vassala.

    -Querida, poderias me fazer o favor de buscar minha bolsa? Meu celular está lá e é necessário avisar à Florien!

    Nick concordava:

    -Claro Senhora, retornarei em breve! Com licença...

    Nick primeiramente olhava no espelho o lindo reflexo de Alexia, contente com o resultado. A sua grande e poderosa amiga do clã Toreador tocava suavemente a mão de Nick em um silencioso carinho que significava "obrigado". Feliz Dominique saia do quarto e no exato momento que ela saia, a atenção de Alexia era totalmente focada em ti.

    -Jacqueline Bonnet...

    Dizia a mulher, levantando-se vagarosamente em sua direção. Por uma fração de segundos a presença dela era assustadora, a diferença do vitae e da idade de vocês duas era incontestável e sua mente sabia que a força de Alexia era milhares de vezes maior do que a de Juliette. Todavia, aquela presença poderosa sumia! Era a primeira vez que seus olhos conseguiam ver cada pequeno detalhe da face da anciã, ela não parecia nada diferente do que qualquer outro humano que você pudesse encontrar na rua. Até a respiração dela havia regressado! Essa então andava na sua direção e esticava a mão, tocando a sua bochecha direita. Um toque quente! Tão quente que fazia teu corpo inteiro tremer, seu equilíbrio a trairia se esse não fosse tão perfeito! E olhando no fundo dos seus olhos ela disse, baixinho em um tom de confissão a ti:

    -Eu jamais faria mal a ti querida, desculpe-me pela brincadeira sim? Meu maior desejo é fazê-la crescer feliz, com as suas próprias passadas é claro. Eu jamais a direi qual caminho trilhar, mas não posso permitir que essa sensação cresça dentro de ti, é perigoso de mais e eu já vi grandes almas se perderem dentro dele. Por tanto, me escute com atenção! Eu sempre, em qualquer cenário possível desse mundo, estarei disposta a lhe acolher debaixo de minhas asas... Você diz que amaria a presença de Florien e terá ela! Essa noite será essencial para teu futuro pequena, ter uma figura masculina forte poderá lhe dar um excelente suporte.

    Soltando a sua face, ela a convidava para um inesperado abraço. Aguardando pela sua iniciativa ela afirmava outra vez:

    -Venha cá. Permita-me lhe mostrar o quanto eu a quero bem minha sereia! Juro que não era minha intenção assustá-la dessa forma, mas precisamos fazer algo a respeito desse sentimento, sim?
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 4/6/2017, 18:12

    Noto claramente o quanto ela conseguia absorver de minhas reações. Agora isso era reconfortante, mas eu tinha de aprender a lidar com meus lapsos de coragem. Afinal estou com uma amiga. Só que existe muitas pessoas nessa cidade que não gostam de mim e não posso ser uma parede de vidro para elas. Tenho que saber fazer melhor a minha máscara. Logo espero a Nick pegar a deixa para se retirar e então fico na espera das palavras francas que viriam da Alexia. Mas depois, surpresa com suas falas, a respondia com muita honestidade e um tímido sorriso no rosto.

    - Não precisa se desculpar Alex. Eu que sou bobinha e cai fácil dessa vez. Fiquei apenas um pouco animada demais. Mais ainda agora que você me confirma que ele vai estar do meu lado. Isso me faz me sentir mais confiante. E tudo graças a você. Nunca saberei como eu consigo ser capaz de lhe retribuir pelos seus gestos amáveis.

    De leve eu levo minha mão para tocar na mão dela em minha face. Suavemente pressionando em meu rosto para sentir um pouco mais de seu calor enquanto com os dedos levemente a acariciava antes dela a retirar. Assim eu era surpreendida com um abraço e eu me sentia bem confiante em aceitá-lo. Abrindo minhas mãos ao máximo para poder segurá-la totalmente. Tentando sentir todo o calor que ela poderia me oferecer naquele momento. Em seguida ela continua falando e brevemente vou me afastando desenhando de leve um semblante de dúvida em minha face.

    - Acredito que precisamos sim. Mas de que sentimento exatamente está falando e o que podemos fazer sobre isso?
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 4/6/2017, 22:38

    -Não se preocupe em retribuir eu nunca irei cobrar nada de ti querida... Com o tempo você irá entender que sou eu aquela que deve e não o contrário. Mas vamos nos ater ao presente, sim?

    Comentava a anciã do clã das rosas, tomando as suas duas mãos com bastante carinho e entrelaçando seus dedos. O toque dela seguia bem quente e intenso, ela fazia claramente questão que o vitae dela circulasse pelas mãos e que aquele calor pudesse fornecer a você algo novo e confortável.

    -É um sentimento difícil de descrever, mas parece haver um enorme medo dentro de ti. Como se uma essência selvagem estivesse presa dentro de uma princesa dos contos de fadas, as duas estão a se enfrentar e nenhuma sabe exatamente como o fazer. Perdidas, ambas se atrapalham e mergulham nas incertezas. Veja, antes de adentrar o seu quarto eu tive uma sensação de que havia mais alguém aqui, a sensação sumiu quando eu adentrei... Tenho algumas suspeitas, talvez ela tenha retornado e se isso ocorrer acredito que podemos usá-la ao nosso favor. Mas por hora, vamos focar em algo a curto prazo sim? Se durante essa noite essa sensação regressar, comunique imediatamente à minha prole. Combinem um sinal, ele saberá o que fazer sim? A longo prazo será bem mais difícil, todavia, existem cartas a serem postas nessa mesa... Você me permitirá ajudá-la?

    As palavras de Alexia soavam misteriosas e ao mesmo tempo, sábias. Era como se ela já tivesse visto aquilo que estava dentro de ti anteriormente! E quem seria essa que havia retornado? O que isso poderia significar? Sua mente estaria à mergulhar em um mar de dúvidas! Mas o sorriso confiante dela era incontestável, forte e contagiante!
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 6/6/2017, 08:08

    "Eu realmente preciso um dia entender qual é a qualidade em mim que a cativa." Era o primeiro pensamento que vinha em minha cabeça quando ela começava a falar. Só que logo acatava o pedindo dela, me focando no agora e deixando minhas dúvidas para o futuro. Ficava então maravilhada com aquele calor em minhas mãos. Era um sentimento positivo, até um pouco invejável. Queria um dia poder aprender a conseguir agir com essa proeza. Só que mais uma vez era um pensamento que rapidamente se desfazia em minha mente. Afinal o assunto que ela trazia agora era assustadoramente mais preocupante e chamativo.

    "De fato eu possuo medo. Mas uma essência selvagem? Não tenho certeza." Ouvia aquelas palavras. Lentamente balançando a cabeça em concordância quando ela falava sobre o medo. Não era algo que eu esconderia dela. Afinal era esse sentimento que me dominava sempre que eu saía de meu refúgio. "Um ótimo nome para minha morada, refúgio." Em seguida fazia uma feição de dúvida, confusa sobre o que pensar exatamente daquela dualidade. A discordando de início, mas logo me questionando sobre sua possibilidade latente. O assunto sobre a presença se soava bastante aterrador. "Ela diz que havia outra pessoa aqui ou que eu estou com duas personalidades como uma doente bipolar?" Ambas as respostas me atormentavam, assim a respondia, repleta de dúvidas e agradecimentos pela ajuda oferecida.

    - Ela retornou, o que isso quer dizer? Você realmente acha que minha personalidade está tão dividida assim? Não posso totalmente negar isso. Só que entendo o que me diz sobre um passo de cada vez. Vou combinar com o Senhor Bernier, provavelmente direi estar me sentindo quente para me referir à esta estranha sensação que de fato senti hoje mais cedo. Sou então muito feliz por poder receber sua ajuda, de coração Alex. Pois eu tenho medo... Muito medo...
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 6/6/2017, 14:07

    -Há alguns anos uma linda jovem veio de Berlim para cá, uma sobrinha querida que encontrava-se perdida dentro de uma profunda crise. Ela não tinha medo, mas tinha ódio. Dividida entre uma personalidade fantástica e carinhosa e uma figura rancorosa e amarga, essa minha sobrinha foi acudida por uma personalidade famosa do passado da corte de Paris. Infelizmente essa mulher está fora do meu alcance, todavia, minha sobrinha me disse que ontem foi visitada pela companheira desta. Esta tal companheira é uma sereia como você e eu confio plenamente que ela possa lhe ajudar com essa dualidade, afinal, ela mesma já passou por isso em Madrid.

    As palavras de Alexia soavam misteriosas, propositalmente confusas mas talvez houvesse algo ali que você conseguia descifrar! O problema é que ela não parecia afim de simplesmente lhe dar tempo para racionalizar todos os detalhes.

    -Sim eu realmente acredito, mas não se envergonhe por isso. Tu não é e jamais será um caso raro dentro de nós, cainitas... Nossa psiquê trabalha de maneiras traiçoeiras e os calos em nossos sentimentos são extremamente mais profundos do que os de qualquer outra criatura dessa mundo. E entenda que seu medo é compreensível, eu tenho visto de longe tudo o que acontece contigo... Mas eu só irei ajudar se você me pedir. E se me permitir, eu gostaria de lhe mostrar o lado que você ainda não consegue ver completamente. Caso você prefira que eu não o faça, pedirei que minha prole a faça... A escolha é tua querida.

    Os olhos poderosos da anciã olhava diretamente para você, todavia ela seguia a se mostrar na sua frente como uma verdadeira e única amiga. Ele não parecia inclinada a forçar nada, ou sequer tomar as rédeas da sua vida, o único desejo dela era vê-la feliz e isso você sabia, era especial.
    [Off: Teste de Raciocínio + Cultura da Camarilla. Dificuldade 7]


    Última edição por Danto em 6/6/2017, 15:37, editado 3 vez(es)
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 6/6/2017, 16:02

    Off: Teste de Raciocínio + Cultura da Camarilla. Dif 7, 6d10.
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Dados em 6/6/2017, 16:02

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 6/6/2017, 16:10

    Teste de Consciência, 4d10
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Dados em 6/6/2017, 16:10

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 6/6/2017, 16:51

    As palavras dela vinham a minha cabeça fazendo pouco sentido. Beirando a total confusão para ser mais precisa. Só que eu sequer conseguia racionalizar tudo e lá estava ela a falar mais e mais. "Minha Senhora adora falar assim comigo, sem me dar tempo para pensar..." Só quando ela finalmente calou a boca que eu comecei a refletir sobre o que ela disse. Repetindo as palavras confusas dela de forma que me fizessem sentido.

    - Uma sobrinha alemã sua veio e teve uma tutora para lidar com seu ódio. E agora você quer que a companheira, uma sereia espanhola, dessa anciã seja a minha tutora para lidar com meu medo?!

    Enquanto eu falava, cruzava meus braços. Não desgrudando o meu olhar do dela por momento algum. Estava profundamente me esforçando para tirar sentido daquilo e quanto mais sentido eu tirava, mais eu me irritava. Mais uma vez me via naquela situação de polir minha conduta como sempre. "Quase suspeitaria que isso foi um pedido de Minha Senhora para ela falar comigo." Assim cerrei minha visão e comecei a subir minha voz na medida que a raiva ia ficando mais clara.

    - Merda pra tutores! Estou farta desta bosta! Como assim?! Eu não estou bem emocionalmente, ai preciso de mais regras e condutas para aprender a lidar com isso?! Não aguento mais todas essas aulas de disciplinas. É como me fazer tomar mais um remédio para curar meus efeitos colaterais por tomar remédios demais. Chega desta bosta!

    Minhas últimas palavras estavam no auge da minha adrenalina. Não havia nada ali para me impedir. Era uma energia enorme contida no meu corpo. Que me fez fechar meu punho com força. Para então dar um largo passo e desferir com meu braço direito um soco certeiro no meio do espelho da cômoda. O rachando em milhares de partes. Assim eu pegava um dos cacos maiores e segurava com todos os meus dedos. Então me virava novamente para Alexia. Com meus olhos transbordando de raiva. Não era para ela a raiva, só que não fazia diferença. Pois nada precisava fazer sentido fora minha irritação. A qual fazia eu pressionar o caco de espelho na minha mão. Provendo um profundo corte por toda a parte que o segurava e o pressionava.

    - Você quer me mostrar um outro lado meu que não conheço? Não quero ver merda nenhuma! Não tem nada de bom nesta bosta de Harpia Sereia na sua frente! Estou farta! Ouviu? Eu estou farta!

    Neste momento eu largava finalmente o pedaço de vidro ao chão. Minha energia ia se esvaindo junto com aquele espelho ensanguentado. Rapidamente me via de joelhos no chão de cabeça baixa. A raiva lentamente ia indo embora enquanto a minha voz ia ficando mais e mais fraca. Quase a beira de um choro que provavelmente chegaria em breve.

    - Estou farta...
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    Danto
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 6/6/2017, 17:35

    -Sim, eu a ouvi alto e claro.

    Respondeu Alexia com uma postura tranquila diante todo o seu ataque de fúria e ódio, nenhuma das suas ações levantou sequer um segundo de preocupação dela. Talvez, dizer que nem todas haviam causado um impacto seja genérico em demasia, já que quando tuas mãos seguraram aquele grande pedaço de vidro, os joelhos dela se flexionaram suavemente como se ela estivesse pronta para correr ou fazer alguma ação brusca. Todavia, nada era feito, apenas aquela simples frase era pronunciada.

    Assim você se colocava de joelhos, seu corpo sentia uma sensação dolorosa e exaustiva que percorria suas juntas, era como se bigornas estivessem postas sobre suas costas e você nunca fosse capaz de alcançá-las. Tudo ali em volta de ti perdia a graça, as cores suavemente desbotadas, os odores sumiam junto com a tua respiração e até a dor era insuficiente já que teu vitae fechava a ferida sem dificuldade alguma.

    Os passos de Alexia foram então ouvidos, um depois do outro, um caminhar marcado por um ritmo marcante que a incomodava profundamente. Eram passos que se distanciavam de você, seu âmago sentia novamente a dor do abandono, a terrível e fria sensação de estar eternamente condenada a nunca ter alguém! Mas perto da porta do quarto, que era agora trancada, Alexia retirava os sapatos e os arrumava justapostos à frente da porta, voltando-se a sua direção a mulher andou agora sem fazer nenhum único barulho, ajoelhando-se na sua frente ela segurou a sua face com força. Forçando a sua cabeça a se erguer e olhar para ela.

    -Se não houvesse nada lindo em ti querida, nós nunca teríamos sequer conversado. Caso tuas presunções estivessem corretas tu nunca teria sido o suficiente para me inspirar a fazer aquele quadro. Eu a ouvi... Infelizmente antigos tem uma dificuldade com a objetividade da mentalidade dos mais jovens, é um conflito de geração que eu ainda não aprendi a eliminar, mas sim querida. Eu ouvi a sua voz.

    Afrouxando a pegada dolorida que ela havia feito em sua face, ela agora apenas oferecia suporte para o seu queixo e com a mão livre, acariciava os seus cabelos, tirando-os da frente da sua face.

    -Mas eu fico feliz em finalmente poder vê-la e ouvi-la querida, prazer em conhecê-la meu nome é Alexandra, prefiro Alex sim?! Eu esperei por muito anos para finalmente ter essa oportunidade Jacqueline, espero que possamos finalmente sermos amigas sim? E não, não querida eu não quero curá-la. Não há nada errado ou doente em ti, porque oferecer cura à alguém saudável? O que eu ofereço é tua liberdade, estas presa em um papel que não desejas. Quero que possas encontrar tua essência, quero vê-la sorrir e amar, seja quem for ou como for... Não lhe ofereço uma tutora, eu não poderia me importar menos com a tua disciplina ou postura. O que me fascina em ti é tua dança não essa máscara miserável que foi imposta sobre tua face!

    Esboçando um pequeno sorriso na face a mulher soltava a sua face e sentava ali na sua frente, sem se preocupar com o vestido ou qualquer outra coisa. Apoiando as mãos nas coxas ela completava:

    -Precisamos trabalhar seus palavrões, são deveras fracos querida... Aliás, eu sequer precisei mostrar algo á você, chegastes lá sozinha. Então, você está mesmo farta? Eu respeito e admiro isso. Está disposta a mudar?

    Indagava a mulher agora sentada a sua frente, deixando de lado toda a postura apática típica de um ancião e mostrando-se apenas como uma mulher diante seus olhos, uma mulher que tinha força e experiência, mas acima de tudo: Uma mulher que sabia o que queria e como teria tudo que desejasse.
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 7/6/2017, 13:39

    "Ela me escutou. Realmente me escutou. Isso nunca aconteceu antes." Ouvir aquela primeira frase dela foi o que me impediu de chorar. Não foi necessário segurar uma gota de lágrima. Pois meu corpo ia me dando um sentimento entorpecedor misturado com alívio, que me relaxava de certa forma. Por mais que extinguia todas as energias dentro de mim. Me tirando a habilidade de levantar. Apenas me deixando ali ajoelhada com a consciência regressando e meus sentimentos se equilibrando novamente de certa forma. Só que a dor que meu corpo causada em mim era angustiante, o único alívio que eu tivera mesmo era saber que ela tinha me escutado. Pois dentro de mim a dor era horrível. A profunda sensação de morte que apenas cainitas tem. O desapego total dos elementos da vida. A morte do olfato e das cores em um terror incômodo.

    Esse terror se tornava mais latente quando os únicos sons que eu escutavam vinham da Alexia se afastando. "Não! Eu não devia ter me aberto! Eu sabia que quando eu fizesse isso ficaria sozinha para sempre! Não..." Era uma enorme tristeza que me controlava e só ia embora quando escutava o som da porta sendo trancada. Assim a observava de forma chocada quando ela começava a voltar descalça. Era um tom de alívio que me consumia a cada instante. A olhava nitidamente enquanto ela puxava meu rosto para a face dela, afinal eu mesma estava sem energia para tal. Ali pude escutar as palavras dela me alegrando em cada sentença. Principalmente depois que ela aliviou a pressão de sua mão e me disse aquelas tranquilizantes palavras. Eu estava calma novamente. Assim ganhava energia para encontrar minha fala.

    - Meu nome é Jacqueline. Mas Jack é melhor. É um prazer lhe conhecer. Vamos ser mais que melhores amigas.

    "Você é muito mais que minha amiga. Você é a única que conheço que pode preencher o vazio que minha Senhora deixou em mim." Eu ia me arrumando no chão. Ficando sentada na frente dela. Tocando de leve no meu cabelo. "Espero não ter estragado o que a Nick fez!" Enquanto voltava a focar no que era me dito e tentava aceitar as palavras convidativas dela. Eu estava regressando de fato agora. As energias que me abandonaram no meio do pânico estavam ali de volta. Mesmo que me deixando ainda meio dormente e com ecos da adrenalina que passara por mim.

    - Minha Senhora nunca me deixou perto de pessoas com palavreados muito inadequados. Só que sim, eu estou farta desta máscara. Acho que eu sempre estive farta. Mas ninguém nunca me escutou... Me fale então dessa Sereia espanhola. Como ela poderia me ajudar?
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 7/6/2017, 14:14

    -Sempre há uma primeira vez para tudo e saiba que eu não só escutei a sua voz pequenina, como achei ela deveras charmosa!

    Sentada na sua frente havia uma mulher diferente, obviamente que a confiança dela seguia sempre inabalável e os olhos dela a observavam com bastante atenção, mas não era essa a diferença que você sentia. Mas sim um olhar profundamente empático e um sorriso carinhoso, ela não estava apenas ali na sua frente, havia uma certa admiração e felicidade de estar em sua companhia!

    -Bem, primeiro eu gostaria de agradecer você com mais veemência por ter finalmente se libertado comigo. Mas agora você vai ter que aprender a lidar com uma coisinha, eu sou muito carente sabe? Não tenho nenhuma grande amiga e me encontro isolada no meio de minhas proles. Não me leve a mal, eu não tenho problema com rolas. Só que acho que cometi um errinho de não ter nenhuma moça para compartilhar algumas experiências comigo sabe?

    Ela se comunicava de maneira extremamente coloquial! Sem nenhuma vergonha ou censura na fala ela seguia falando tranquilamente, fazendo pequenos gestos circulares no ar com as mãos.

    -Ela não é espanhola apesar de gostar de fazer...

    Ali a mulher segurava um riso que não fazia muito sentido inicialmente dentro do contexto, mas mesmo assim ela se divertia sozinha e voltava a falar.

    -Acredito que ela tenha uma experiência com espíritos rebeldes, se o seu conflito estivesse na sua arte eu seria sem dúvida alguma capaz em lhe ajudar. Mas eu não acho que seja isso Jack, na verdade eu só tenho suspeitas! Vou usar essa noite para averiguar melhor com ela essa situação!
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 7/6/2017, 14:36

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Dados em 7/6/2017, 14:36

    O membro 'King Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 7/6/2017, 16:02

    Inicialmente sentia uma surpresa com as palavras dela. A forma como ela se abria se mostrava muito diferente de tudo que eu tinha em mente. A princípio ficava um pouco confusa, só que dessa vez eu compreendia rápido o que ela queria dizer. O mais impressionante era como eu me sentia a vontade agora. Chegava a desenhar um sorriso divertido na minha face a observando ser tão franca comigo. Eu só podia agora era ser recíproca e isso era o que eu mais queria no universo.

    - Pior que eu também não tenho problema com pe... Rolas. Rolas.

    Faço uma pequena risada, amolecendo os ombros e me sentindo muito a vontade com as próximas palavras. Nitidamente colocando um peso para fora. Estava agora demonstrando muita felicidade por conseguir falar sem precisar pensar antes.

    - Bom, realmente não tenho problemas, mesmo sabendo que eu deveria ter. Afinal a última vez que eu tive uma rola dentro de mim a cabeça do dono se viu girando no chão e a pica foi amolecendo dentro da minha buceta. Minha Senhora fez isso com o intuito de me deixar traumatizada. Mas o efeito foi meio que o contrário. Ficou um desejo sabe? Não apenas de uma... De varias!

    Dou uma pequena parada parada notando que falei algo complexo demais. Todavia não paro meu raciocínio. Afinal nunca antes consegui falar sobre assunto em voz alta. De forma alguma, era incogitável. Assim,eu prosseguia falando descontraída e muito curiosa.

    - Mas sobre essa sua carência... Eu não acho que eu teria nenhum problema com ela. Uma pequena experiência não faria mal nenhum né? Afinal aquele gostinho de curiosidade sempre me fez bem. Muito bem.

    Minha face agora se esvaia da sensação de alívio e entrava mais um ar de curiosidade. A imaginação ficava fértil com todo aquele assunto. Realmente me fazendo esquecer do resto do mundo. Dava então um curto sorriso antes de voltar a falar.

    - Sobre a Sereia que gosta de uma espanhola... Acho que já temos algo em comum. Gostaria de conhecê-la.
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    Danto
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 7/6/2017, 18:00

    Alex observava as suas reações com bastante atenção, a sua confusão e surpresa inicias eram recebidas por um olhar curioso e assim que você travava ao falar a palavra "pênis" a mesma se via obrigada a esconder os lábios com a ponta dos dedos esquerdos abafando um divertido riso.

    Todavia, a graça parecia desaparecer quando você extravasava daquela maneira, compartilhando com aqueles ouvidos que a escutavam um dos mais terríveis momentos que você já havia vivenciado em sua existência como uma sereia. Sem sequer notar, Alex balançava a cabeça negativamente, mas ela respirava fundo e se esforçava para manter uma postura relaxa, já que por uma fração de segundos você sentiu que ela estaria pronta para se levantar e tirar satisfações com sua Senhora, mas essa sensação saia quando ela notava que você não usava um tom triste de voz.

    Assim o sorriso voltava a face de Alex e ela não conseguia segurar mais o riso na sua terceira frase, ela encontrava uma pequena diversão mais uma vez nas suas palavras e prontamente rompia a distância entre vocês. Ficando de joelhos no chão e apoiando uma mão no mesmo, ela ficava literalmente em uma posição de engatinhar na sua frente, totalmente desprovida de vergonhas e preocupações. Esticando a mão direitamente até a sua face, a linda mulher encostava o indicador sobre o seu lábio inferior.

    -Não vou dizer que irei negar essa curiosa experiência, eu gosto da seu corpo querida na verdade até sinto um pouquinho de inveja, mas eu preciso que você me escute tá bem? Você é uma mulher maravilhosa e eu vou buscar essa Sereia o mais rápido possível, quando nos encontramos de novo quero ouvir outra história. Quero ver o teu sorriso satisfeito, seu olhar arder de desejo e saudades de uma experiência única! Você merece!

    Sorrindo ela brincava de passar o dedo pelos seus lábios, estranhamente aquela carícia atiçava o seu corpo de uma maneira única, notoriamente a experiência dela não era restrita a vida social!

    -E deixa eu ver uma coisinha aqui!

    Ela olhava para os seus seios e sem a menor vergonha, para em seguida, invadir sem pedir nenhuma autorização o interior do seu roupão, afrouxando o mesmo por fazer um movimento tão brusco, assim ela usava as duas mãos para pressioná-los um contra o outro de maneira bastante intensa, era um toque quente, quase febril que começava pela base inferior deles e os subia para unia-los posteriormente. O curioso era vê-la apoiar-se apenas nos joelhos sem a menor dificuldade! Rindo da situação ela comentava:

    -Eles devem ficar lindos com uma bem dura no meio deles né?!

    Imediatamente ela se permitia rir bastante e segurava a sua face para lhe beijar com carinho. Um suave beijo que não carregava malícia alguma, apenas um único sentimento: amor. Posteriormente ela usava os joelhos para ficar bem mais perto de ti e usava as mãos agora para ajustar os seus cabelos.

    -É chegada a hora, mas eu não vou deixá-la sozinha. Assim que Nick chegar iremos descer juntas e vamos até o encontro de minha prole. E que se foda o que os outros pensarem, não aceito um não como resposta! Hoje é o seu dia e você vai escolher tudo que seu cavalheiro irá usar! Pronta? Aliás, vamos ter que retornar seu batom Jack!
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    King Jogador

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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 7/6/2017, 23:17

    Observava com curiosidade a movimentação dela, sorrindo de leve. Era muito positivo notar o quão a vontade ela estava agora. O que me fazia também me sentir assim, bastante a vontade. De fato tendo uma conversa de iguais com uma amiga de verdade. Finalmente estava claro para mim a nossa amizade acima da diferença de idade ou poder. Logo eu me via sem um pingo de vergonha de absolutamente nada. Escutava as palavras dela sorrindo com os elogios. Era tentador e animador ouvir o que ela tinha para me dizer. Mas nada era comparado com a ação realizada com tanta naturalidade. Aquele aproximar ajoelhado já era interessante, só que nenhum pouco próximo do real toque que veio em seguida. Um toque quente e legítimo.

    Quando as mãos iam até meu corpo eu me entregava toda em absoluto para a sensação quente. "Faz mais de cem anos que ninguém me toca assim. Só Deus sabe o quanto eu estava com saudades. Até havia esquecido o quão delicioso era." Uma arrepio tomava conta do meu corpo inteiro. Um arrepio que descia até minhas partes íntimas. Eu soltava a cabeça para trás. Enquanto encolhia os ombros os sacolejando para que o roupão caísse por completo ao chão. Então curvava minha coluna para trás com minha face virada para o teto e meus peitos entregues às mãos delas. Só no final da ação eu regressava minha posição interior. Com um rosto inundado de prazer. Então encarava os seios dela. Para então com meu dedo indicador ir diretamente no meio e puxar um pouco para baixo para poder observar o que tinha ali. Fazia um rosto infantil de como se eu estivesse aprontando.

    - Os seus também são lindos. Bem que unidos podíamos fazer um túnel para ser preenchido... Assim poderíamos compartilhar uma nova experiência...

    Eu escutava as palavras seguintes dela aceitando o que era dito. Junto de me derreter naquele beijo o qual fortalecia um sentimento de profunda amizade. Fazendo meus pensamentos carregados de luxúrias para todos aqueles pênis que estávamos a falar. Logo eu focava em sua última sentença. "Eu poder escolher as roupas? Isso será fantástico!" Assim me levantava junto com ela. Deixando ao chão o roupão, esquecendo em absoluto que ele existia e não se incomodando com isso agora. Começava a pensar nos próximos passos a serem tomados. Logo ia dando alguns passos até uma cômoda para pegar um vestido branco para usar antes de começo das festividades. Junto de segurar um batom o qual já havia usado mais cedo hoje para re-usar. Assim olhava novamente para minha amiga quando a escolha do vestido estava sendo concluída em minha cabeça.

    - Adorei o seu convite! Me permita só pegar uma roupa casual pré noite. Vamos escolher uma cor combinando com minha consciência agora.

    Roupa Casual:
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por Danto em 8/6/2017, 09:46

    A sua reação expansiva diante o toque de Alex arrancou dessa uma face que só poderia ser definida por uma única palavra: testão. Ela mordiscava o próprio lábio inferior e logo em seguida, ao remover as mãos de ti. Um sorriso legítimo estava estampado na face dela, mas foi a sua encarada que deixou ela curiosa.

    Ela permitia a sua ação com o indicador, assim você puxava o vestido dela para baixo e tinha uma linda visão dos seios daquela linda mulher que fora abraçada no auge dos seus vinte anos. Eram seios praticamente iguais na circunferência superior e inferior, sendo mais volumosos do que você esperava e estonteamente redondos dentro de uma simetria semi-perfeita. O colo dessa era marcado por delicadas manchinhas pequenas e médias.

    -Adorei a sua ideia Jack! Nossa acho que estou empolgada... precisamos achar um sortudo não é mesmo?

    Comentava Alex com um sorriso enorme e lascivo na face, sorriso esse que carregava consigo a presença das presas da anciã, essas estavam escondidas parcialmente pelos lábios dela mas faziam ali um notório volume interessante.

    Atentamente, ela te acompanhava com os olhos nos seus movimentos que se seguiam após a queda do roupão.

    -Perfeito! Vamos antes que eu a ataque mais uma vezinha, podemos nos atrasar mas não em excesso!

    Ela ria com a brincadeira e seguia até a porta, pegando novamente os sapatos e vestindo-os enquanto você se aprontava. E assim que você estava pronta, ela abria a porta. Andando até o corredor e agradecendo à alguém:

    -Obrigada querida! Mas nós estamos saíndo, eu sou péssima com essas coisinhas então deixarei que você use eu celular para avisar minha prole está bem? Peça a ele que espere de roupão, essa parte é essencial!

    A voz de Nick vinha em seguida:

    -Claro que sim Senhora, mas antes... Suas presas.

    Alex ria baixinho, você então saia e via a imagem divertida de Alex e a confusa expressão de sua querida Nick que trazia em mãos a bolsa que certamente pertencia à anciã.

    -Bem, vamos vamos! Obrigadinha pela dica Nick, há sim! Amanha eu tenho outro evento e vou precisar de ti querida, apareça lá em casa as dezessete horas sim?!

    Indagava Alex com uma voz imperativa, ela não parecia deixar espaços para incertezas ou dúvidas, mas também não iria forçar-se sobre a sua vassala. Nick olhava na sua direção, mas respondia educadamente:

    -Está bem, será uma honra!

    Alex então tomava a sua mão esquerda e a puxava carinhosamente, guiando-a em direção a saída da sua casa. Seguindo para a rua logo a frente da mesma onde haveria um motorista à espera.

    [Ultima ação para o final do ato.]


    Última edição por Danto em 8/6/2017, 17:14, editado 1 vez(es)
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    Re: Prólogo de Jacqueline Bonnet: Ato I

    Mensagem por King Jogador em 8/6/2017, 14:02

    Não era apenas a Alexia que sentia tesão neste momento. Contudo para mim era algo muito mais especial. Pois eu havia contido meu corpo de sentir isso por muito tempo. Saber que eu poderia experimentar algo novo com a total garantia que nada de ruim aconteceria comigo era muito estimulante. Era um calor psicológico que corria pelo meu corpo e mexia com minha cabeça. Deixando esculpido em minha face aquele nítido e verdadeiro sentimento. Misturado com emoção e curiosidade pelo novo. Minha mente já trazia suposições sobre o futuro e viver naqueles pensamentos quentes se mostrava emocionante.

    - Mal espero para conhecer esse sortudo ou sortudos.

    Dava uma curta risada depois da minha fala. Em seguida concluindo meu ato de se vestir. Com a roupa já dentro de mim, escolhia uma sapatilha branca com amarela para completar. Em seguida eu relaxava um pouco minha postura. Deixando minhas chamas ficarem um pouco mais controladas. Havia muito para fazer esta noite ainda e queria que tudo ocorresse bem. Se haveria em algum momento tempo para um pouco de diversão, esse tempo deveria vir com minha consciência leve por não ter atrapalhado nenhum dos planos agendados. Assim eu poderia aproveitar os momentos de diversão com mais entusiasmo.

    Concordava com a cabeça com a Alexia e me adiantava para sair do quarto. Parava um pouco antes olhando triste para o espelho rachado. Olhando para meu reflexo por entre os cacos. Sem saber ao certo como me sentir sobre aquilo. Após a breve confusão acelerava meu passo para alcançar a minha amiga. Pegando o meio da conversa dela. "Eu vou amar ver ele de roupão! Vou ter que tomar cuidado para não me apaixonar!" Chegava então sorridente na sala. Deixando claro para a Nick o quão não forçado era minha feição agora. Eu queria que ela ficasse calma, ainda mais depois que ela visse o que eu fiz no quarto. Assim, antes de falar com ela, acariciava o seu rosto com as costas da minha mão com muita delicadeza.

    - Nos vemos em breve minha pequena. Prepare o vestido que escolhemos. Para assim que eu voltar poder usá-lo. Mal espero por isso. Obrigada, pelo penteado lindo. Especialmente pelo abraço. Até mais.

    Com um beijinho na ponta do nariz dela eu me despedia para seguir a Alexia para seu carro e seguir o caminho com ela. Mantendo uma postura ereta e passos calculados, já me preparando psicologicamente para meu desfilar mais tardar naquela noite.

      Data/hora atual: 22/7/2017, 19:36