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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

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    Danto
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    Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 21/5/2017, 01:29

    17 de Março de 2002, Berlim.
    Nona Noite
    Galeria de arte de pietra rafaldini:

    Mãe e filha retornavam para casa, já era madrugada em Berlim. Todavia ainda restavam quatro horas até o nascer do sol e isso significava que a Espada estaria agora realmente abarrotada por seus membros. O frio se fazia presente, mas a jaqueta de Lotte a ajudava a superar o trajeto curto feito até o refúgio de vocês. Em poucos instantes, ambas desciam do veículo e adentravam a galeria, já que a boate parecia realmente cheia naquele instante. A sua filha a seguia para o interior da bela galeria, onde apenas os cainitas mais artísticos da espada se reuniam para pequenas apresentações, reuniões e encontros. E para sua surpresa, uma apresentação estava à começar.

    Sentada sobre um dos bancos, estava Rosemarie Ferreyra, a ruiva vinda das distantes terras argentinas e herdeira da linhagem e neta da poderosa Regente do Sabá. Com um violão simples entre as pernas e um sorriso contente, ela dava inicio a uma aparente segunda música. Em torno dela haviam várias pessoas sentadas no chão. Os cainitas presentes eram: Elizabeth, Cassandra, Rebeka, Erik, Caroline.
    Já os mortais eram: Thesa, Aylena Vanka , Julieta Torres, Leonie Meier  e alguns vassalos e sorvos dos cainitas presentes. Rosemarie se dava ao pequeno luxo de aguardar você fechar a porta para prontamente iniciar a apresentação.


    Enquanto a apresentação acontecia, Albert contornava as pessoas ali presentes para se aproximar de ti com bastante educação e com a voz grave que possuía dizer baixinho:

    -Senhora, a lady Nikolayevna está a vossa espera em seu escritório. Eva enviou uma mensagem dizendo que irá demorar...

    Gentilmente ele se oferecia para pegar a sua jaqueta e guardá-la, já que a ambientação sempre constante e tecnológica da galeria a garantia uma sensação morna e bastante confortável.


    Última edição por Danto em 24/5/2017, 15:32, editado 1 vez(es)
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    Jess

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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 21/5/2017, 16:08

    Entrar pela porta de sua Galeria ao lado de Lotte preenchia imensamente o coração da cainita, havia carinho entre mãe e filha, um carinho com o qual Pietra sempre sonhará e agora se tornava realidade.

    Saber que naquele instante o Maleficie dava resguardo aos membros da Espada, não preparou Pietra para a surpresa que foi encontrar a apresentação de Rosemarie em andamento, ainda pega pela surpresa a cainita notou a delicadeza da jovem em espera-la para iniciar a musica, segurando Lotte pelo braço Pietra rumou para um dos bancos ali colocados sentando-se com um sorriso agradecido no rosto.

    “ Ela toca violão! Melinda deve se orgulhar disso, mia Regina, espera estar cuidando bem de sua neta. “

    Cercada pelos cainitas mais ligados a arte, Pietra brincava com a mão de Lotte ouvindo o som do violão, seus olhos logo perceberam a figura de Albert, atenta a cainita sorriu ao ver que este seguia em sua direção, as palavras ditas pelo mesmo trouxeram um sorriso calmo aos lábios de Pietra.

    - Obrigada mio amato, por favor diga a Lady Nikolayevna que logo estarei com ela. Seria imperdoável da minha não parte não assistir pelo menos uma música de Rosemarie.

    Sorrindo a cainita entregou a jaqueta ao seu grandioso vassalo, aproveitando para lhe dar um pequeno beijo na face, virando-se para Lotte a cainita sussurrou de leve ao ouvido de sua filha.

    - Logo preciso ir resolver assuntos pendentes, fique até o final e elogie Rosemarie por mim, sim?
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    Danto
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 21/5/2017, 17:07

    -Claro Senhora, apenas não se assuste com as pequenas modificações no seu escritório. Até breve.

    Dizia brevemente Albert que logo se retirava com bastante sutileza. Dessa forma, você pode aproveitar ao lado de sua filha a uma música performada por Rosemarie, uma talentosíssima música com dedos velozes e precisos. Não seria nenhum absurdo presumir que ela enchia de orgulho o coração de sua avó. Ao final da musica então, você pode se direcionar, após um curto aceno positivo de Lotte, até o seu escritório particular na galeria.

    Sala privada de Pietra:

    No exato momento em que a porta se abriu, uma euforia lhe subia pelo corpo inteiro. Todos os seus móveis haviam desaparecido por completo, tudo que você já havia se acostumado a ter durante muitos anos. Entretanto, o clima de escritório era modificado para algo totalmente diferente e não restavam dúvidas, Lorenz havia aprontado essa mudança e com ajuda! Porque até os papéis de parede estavam diferentes, existia mais espaço para movimentação. A ausência da grande mesa era notada logo de imediato, o clima era de uma sala burguesa do século dezoito! Um verdadeiro esbanjar de bom gosto, até mesmo um piano se fazia presente no local! Era como se uma mente poderosamente criativa tivesse se unido a perfeição surreal de Lorenz, pois tudo se encaixava em uma harmonia perfeita! O último detalhe notado era um pequeno pedestal de cristal que fazia suporte para um busto encoberto por uma malha de cetim púrpura.

    E sentada na cadeira mais próxima ao piano, estava Lady Nikolayevna. De pernas cruzadas e uma postura estática, ela apenas virava o rosto quando notava a sua entrada e lentamente realizava um movimento de levantar-se. Estranhamente, ela a esperava sem o uso da típica caveira que sempre carregava como máscara. O objeto estava no chão, ao lado da cadeira da mesma.

    -Saudações jovem Rafaldini. Vejo que estas a irradiar como uma potente estrela nessa noite de severo inverno, devo admitir que me sinto lisonjeada por ser recebida em um ambiente tão cuidadosamente remodelado.

    Lady Nikolayevna:


    Última edição por Danto em 21/5/2017, 17:14, editado 2 vez(es) (Razão : O narrador tem probleminhas.)
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 21/5/2017, 19:59

    As palavras de Albert fizeram com que Pietra o olhasse curiosa, concordando com um leve aceno a cainita se permitiu assistir a pelo menos uma música de Rosemarie, afinal a música de Melinda era magnifica e sua neta deveria ter o mesmo dom.

    Despedindo-se de Lotte com um pequeno beijo na face de sua rosa, Pietra andou com calma até seu escritório, a surpresa que se estampou no rosto da cainita foi acompanhada por pulos animados de sua besta, a remodelagem de seu escritório tinha a assinatura única de seu filho, cada detalhe pensado e executado com perfeição, tudo ali lembrava Lorenz.

    “ Será que Luannah o ajudou? Tenho que dar a boa notícia a ela.

    Seus olhos ainda surpresos se voltaram para figura de Nikolaveyna com um sorriso carinhoso, sentada no assento do piano e sem a máscara que usava normalmente, a simples visão da anciã fez a besta correr até ela, mas a curiosidade sobre a máscara a fez parar em uma clara indecisão, com um barulhinho animado a besta resolveu abraçar Veronika, afinal ela podia pedir pela caveira depois. Pietra riu diante disso, fazendo uma respeitosa mensura para a mais velha.

    - Boa noite Lady Nikolaveyna, fico feliz que tenha gostado da nova decoração, acredito que seja um presente de meu filho. Quanto a luz, descobri que tenho uma orgulhosa negra e uma gentil rosa branca criando raízes no meu jardim. Consertei um mal-entendido que se perdurava por anos, acho que não consigo conter minha felicidade.

    Encostando a porta a cainita procurou um lugar onde pudesse se sentar perto de Veronika.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 21/5/2017, 21:52

    -Venha cá pequena benção de meu querido Pai.

    Afirmava Veronika abrindo os braços finos e aparentemente frágeis para tomar a sua besta em um abraço forte e cuidadoso. Ela amava a simples ideia de que fora o Senhor dela a despertar a tua besta de dentro de ti, era fácil de mais notar isso e ela não se importava em mostrar aquele pequeno e singelo sentimento. Em seguida a antiga pediu ajuda para sua besta para se sentar, a assistência era realizada e assim ela se acomodava novamente na cadeira e olhava na sua direção.

    -É importante ter uma família. Desejo do fundo do meu coração que você nunca perca nenhum deles e que vá dormir com a certeza de que todos estarão lá por ti quando acordares.

    A milenar anciã então fazia uma brevíssima leitura das suas expressões e roupas.

    -Vejo que estas a mudar, isso é positivo. Um excelente sinal minha cara. Todavia, devo perguntar, como está Friederich após o despertar. Algo de errado com nosso Arcebispo?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 21/5/2017, 22:13

    Ver o abraço entre a anciã e sua besta encheu Pietra de alegria, a besta apertou com força e carinho o corpo de Veronika, ajudando-a prontamente a se sentar quando foi pedido, ali a besta achou melhor sentar-se no chão e depositar a cabeça sobre o colo da mulher, tomando uma das mãos desta para colocar em sua cabeça.

    - Obrigada mia amata, espero poder protege-los e ao mesmo tempo deixar que as raízes deles se fortaleçam, afinal eles devem crescer e escolher seu próprio caminho.

    Sendo estudada por Veronika, a cainita não diminuiu o sorriso, havia razão nas palavras da Anciã, uma razão incontestável.

    “ Sim eu mudei, estava na hora. Ninguém passa imune pelo tempo, nem mesmo pelos cainitas. “

    - Eu o visitei no começo da noite, ele me parece bem. Mais vivo e completo, parte se deve ao fato de que a mente dele voltou ao normal, outra parte devemos a você.

    Neste instante a besta apontou para o busto encoberto, Pietra riu sabendo que sua outra metade queria logo ver as reações de Veronika.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 22/5/2017, 13:15

    -Tão jovem e tão preparada para ser uma excelente mãe. Quando você menos esperar, teus olhos irão se abrir e terão um deslumbre do mais belo jardim que há nesse mundo.

    Respondia Veronika com o tom de voz sempre muito sábio, beirando uma espécie de tom profético. Era impossível mesurar até onde os poderes daquela antiga chegavam e muito menos o que ela realmente sabia e via no mundo. Entretanto, as ações da sua besta não escapavam da visão dela, assim, inclinando de maneira suava e virando o corpo, Veronika olhava diretamente para o busco encoberto.

    -Senhorita Rafaldini... a impaciência da sua verdade é impecável. O que há debaixo daquele pano?

    Indagava Veronika de forma bastante curiosa, logo em seguida ela estendia as mãos para a sua besta, pedindo de maneira silenciosa, por ajuda para se levantar. E de pé ela deixava a besta começar a guiar ela até o busto.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 22/5/2017, 13:48

    O elogio de Veronika fez Pietra sorrir, era claro que a mulher muito mais experiente fuinha razão, mesmo assim a italiana ficou feliz, Pietra nunca cometeria os erros de Elonzo, não quando sentirá na pele o como aqueles erros eram dolorosos.

    " Espero que seja verdade mia amata, sei que devo ser uma criança perto de Veronika, mas fico feliz de ter conquistado uma parcela de seu respeito."

    Rindo da impaciência de sua besta, Pietra se levantou para ajudar a anciã, deixando livre a besta que correu para o busto dando voltas em torno deste.

    - Bom, já que ela quer tanto assim vamos logo a surpresa. Eu estou acordando mais cedo do que os outros, então aproveitei esse tempo para trabalhar. Sei que lhe devo muito por ter cuidado de Friederich, e sei que a melhor forma que tenho como lhe retribuir e criando algo.

    Parando a frente do busto com Nikolayvena a cainita sorriu de maneira carinhosa.

    - Considere isso um presente, seu querido e amado pai veio ao meu auxílio durante o abraço de Lorenz, eu serei eternamente grata a vocês dois.

    Fazendo um sinal para a besta ç, está sorriu ao retirar o pano que encobria o busto, Pietra permaneceu ao lado de Veronika pronta para lhe dar apoio.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 22/5/2017, 18:22

    O pano caia e revelava aquela sua lindíssima obra de arte, era como olhar diretamente para o próprio Lameth e você conseguia até mesmo sentir que havia algo especial naquele busto. A sua besta segurava o pano com um sorriso divertido na face e vocês duas aguardavam as reações de Veronika.

    A primeira reação da anciã foi de cobrir a própria face com as duas mãos, em uma reação de profunda vergonha! O corpo dela inteiro tremia e instintivamente recuava um passo para trás, a sua besta sem entender muito bem te olhava confusa. E os segundos que se seguiram foram assustadores, as luzes do ambiente começavam a falhar e seu coração era apertado por uma presença avassaladora de uma matusalém a cinco passos de Caim! Era como estar diante da própria Melinda! A força de Veronika entretanto só se manifestava por poucos milésimos de segundos, o suficiente para a sua mente perder o foco e retomar instantes depois.

    Pois ao seu lado, não estava a velha mulher de pele ressecada e morta. Tão pouco estava a dama da morte com os ossos fragilizados e uma aparência mórbida. Ali estava uma herdeira de Ashur, uma verdadeira Cappadocian como você só havia lido nas histórias antigas dos livros de seu Senhor.

    Ela abaixava as mãos da face e ali havia agora uma mulher de traços exóticos, com algumas semelhanças aos de Yalin, só que muito mais puros e intensos. Uma pele que claramente fora outrora queimada pela força do sol, agora se mesclava a uma palidez antiga e uma certa opacidade. Os olhos verdes como nenhum outro poderia ser, cabelos lisos e selvagens, típicos de uma mulher que existiu antes da concepção da palavra "estética" se tornar debatível. Com muito temor ela andava na direção do busto enquanto falava:

    -Pai... eu sinto tanto a tua falta... me perdoe por tudo, eu não tive escolhas Pai! Teu Senhor foi ludibriado como tu previu, nós caímos. Todos nós! Eu tive que devorá-los para sobreviver e eu me tornei algo deplorável. Perdoe-me Pai, mas diante ti eu não posso me mostrar derrotada e perdida...

    Tocando a face do busto com as duas mãos, a poderosa antiga beijava a testa da figura de seu próprio pai e olhava então na sua direção, sorrindo.

    -Tua alma é pura e teu talento é incomparável, descestes dos céus para me presentear com o mais lindo de todos os presentes. Jovem Rafaldini, agora entendo porque meu Pai a permitiu conhecê-lo, tu é um verdadeiro anjo. Obrigada por tua luz!
    Lady Nikolaveyna:
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 22/5/2017, 20:16

    Ao lado de Veronika a cainita sorriu ao ver a imagem de Lameth ali retratada, mesmo tendo sido Pietra a criar tal busto a cainita sentia de leve a presença do antigo ali, uma presença grandiosa e carinhosa como só ele conseguia ser.

    Foi a reação de Veronika que alertou a cainita, com calma Pietra se assegurou que esta ficaria em pé por conta própria, a ultima coisa que queria era ver a anciã no chão seria desnecessariamente dolorido para a italiana. Mas a presença que emanou daquele corpo frágil assustou Pietra, a besta por outro lado ainda segurava o pano se aproximou de sua cainita tocando de leve em seu ombro, assim nenhuma das duas teriam medo.

    “ A verdadeira força de Veronika, ela é mais poderosa que Melinda, é um poder bruto.”

    Respirando com dificuldades a cainita ficou em silencio diante das ações de Veronika, as palavras tristes a atingiram em cheio sem que Pietra soubesse reagir, mas havia amor naquela cena, um amor incondissional para o mais sábio cainita que a italiana já havia conhecido. Veronika amava Lameth de forma pura e sincera, e esse amor fez com que os olhos da cainita se enchessem de lagrimas.

    Diante de Pietra se revelava uma verdadeira Capadoccian, a cainita não a temeu por nenhum instante, na verdade se encantou pela aparência pura e bela desta, uma beleza à muito perdida no tempo. As palavras dirigidas a Lameth o perdão pedido, tudo circundava a nova figura de Nikolaveyna, diante desta figura Pietra fez uma longa reverencia.

    A besta soltou o pano pulando para abraçar a mulher a sua frente, era impossível para a besta esconder sua alegria e carinho, ainda mais quando simplesmente adorava Lameth e de como ele havia a ajudado com sua cianita.

    Rindo Pietra se aproximou com delicadeza, estendendo a mão para Veronika a cainita sorriu.

    - Se eu me perdi dos céus eu nãos sei mia amata, mas estou aqui e minha luz é tão sua quanto de qualquer outro. Es tão bela Lady Nikolaveyna.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 22/5/2017, 21:15

    A cappadocian abraçava com força a sua besta, voltando a olhar para a face de Lameth presente naquela escultura perfeitamente feita por ti. Cuidadosamente, a anciã passava as mãos pelos cabelos da sua versão mais pura e selvagem, beijando-lhe a testa e terminando o abraço para prontamente andar até você, olhando para a sua mão e escolhendo de propósito, abrir os braços e lhe agradecer de uma forma mais efusiva.

    -Venha cá meu anjo. Para todos tu pode ser a aranha dessa espada, mas aos meus olhos, serás eternamente o anjo enviado por Deus para trazer-me um pouco de esperança.

    Acolhendo-a em um forte abraço. Ela não resistia em dizer no seu ouvido:

    -Viva intensamente as próximas noites querida, teus filhos precisarão muito de vossa luz. Agora...

    Terminando o abraço ela olhava no fundo dos seus olhos e sorria.

    -Você me disse que meu Pai auxiliou no abraço de Lorenz. Isso é importante para mim querida, poderia me explicar melhor como tudo isso ocorreu? Porque, se ele estiver se manifestando significa que... algo está ocorrendo e isso me deixaria profundamente alegre!
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 22/5/2017, 22:54

    A besta riu enquanto abraçava o corpo de Veronika, mordendo de leve a face desta para correr do abraço e ir brincar no piano, Pietra não escondeu o sorriso ao ver a festa que sua besta fazia, muito menos quando a mulher a sua frente ofereceu um abraço.

    Apertando com carinho o corpo da Capadoccian, Pietra lhe beijou as faces passando de leve a mão sobre os cabelos selvagens desta. Ouvindo o conselho sábio e talvez premonitório Pietra concordou com um leve aceno.

    “ Ela se livrou da casca que a prendia. O que isso realmente significa?”

    - Bom talvez eu seja uma aranha que tece com luz, ou talvez falte algo a minha alcunha. Só sei que fico feliz em te-la recebido de Elizabeth, e sei que irei tomar conta de vocês duas.

    Guiando a anciã de olhos verdes para as cadeiras ali postas, Pietra ouviu a pergunta feita por esta, a cainita sabia bem o que havia sentido e melhor ainda o que Lameth havia feito por seu filho.

    - Lorenz é meu primeiro abraço, eu estava sozinha quando o coração dele finalmente parou, lhe dei meu vitae e esperava pelas reações. Cheguei a temer que tivesse feito algo errado, temi em perde-lo, então veio aquela brisa quente, quente como a presença de seu pai. Ele cuidou para que Lorenz respondesse ao abraço, aliviou meu coração e me fez sorrir como uma menina. Mas o que isso significa mia amata? Posso ver uma mudança grandiosa em você.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 01:31

    Veronika não se importava com os movimentos de sua besta, na realidade ela até a divertia bastante. A mesma então observou um pouco a brincadeira da mesma junto ao piano e riu baixinho, para posteriormente aceitar a condução por ti proposta. Antes de sentar, ela se espreguiçava para enfim, sentar na cadeira e cruzar as pernas. Ouvindo atentamente as suas palavras.

    -Oh, veja só. Talvez você seja nova demais para ter memórias claras sobre meu clã, pois saiba meu querido e amado anjo, que nós compreendemos a morte da mesma forma que vocês dominam as artes. Chamávamos de nigromancia. O que tu narra aos meus ouvidos é um antigo ritual de proteção, imagine que todos os corpos são frágeis vasos habitados por uma brisa de primavera. Fragmentar o vaso é perder um pouco dessa brisa, meu Pai lacrou todas as possíveis rachaduras, preservando a totalidade da brisa que existe dentro do coração de seu Lorenz. Isso irá amenizar o impacto do abraço, evitará todos os traumas e preservará com perfeição tudo que ele sempre foi.

    Ela falava enquanto mexia nos cabelos, adorando a simples sensação de ter novamente a sua aparência real.

    -É um excelente sinal, a força dele começa a ecoar do distante abismo para cá. Não me surpreendia se os feitos de Narses tivessem causados tais ecos, Pietra, teu companheiro Edgard está presente correto? Se puderes diga a ele para que me visite na próxima noite, sim? E recomendo que comeces a estudar o sobrenatural minha querida, porque a tua luz irá precisar crescer e para isso é necessário o conhecimento.

    Fechando os olhos por breves segundos, a poderosa matusalém, tremia suavemente o corpo. Ela parecia estar acostumando-se com a própria extensão dos totais poderes e vê-la agir era simplesmente incrível.

    -E prepare-se, meu anjo. Teu jardim crescera ainda nessa noite...
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 10:54

    Rindo com Veronika ao ver as reações de sua besta, Pietra ouviu atentamente cada palavra dita pela mulher a sua frente, a cainita claramente estava aprendendo sobre uma parte da história dos filhos de Caim.

    “ Somos tão velhos... Quanto de nossa história se perdeu ou foi esquecida? Quanto ainda temos que aprender?”

    Um sorriso suave se formou nos lábios de Pietra, havia entendido o que Lameth fizera por Lorenz e mais uma vez era grata ao destino por terem se conhecido, grata por sua luz ter tido forças para alcançar Veronika.

    - Seu pai é um homem maravilhoso, não sei como ficaria se algo de ruim tivesse acontecido a Lorenz. Eu o amava antes mesmo de ser meu filho, e agora o amo mais ainda.

    Observando com interesse Veronika redescobrir sua própria aparência, Pietra fechou o cenho ao ver que sua besta disfarçadamente deixava de lado o piano para andar até o crânio, a besta nem se importou se era errado ou não, apresentando o crânio para Veronika está balançou a cabeça deixando claro que aquilo não era nada bonito se comparada real face da Anciã.

    Pietra fechou os olhos esperando pela reação de Veronika, sua besta era claramente abusada e se aproveitava de qualquer oportunidade para se fazer notada.

    - Embora Edgard esteja aqui para descansar, pedirei a ele que a visite assim que possível. Eu o conheço bem para saber que ele nunca recusaria um pedido seu. Além do mais já o fiz prometer me ensinar mais sobre o sobrenatural e a magika, sei que ele vai puxar minhas orelhas algumas vezes mas tenho que aceita isso.

    A besta largou o crânio desinteressada, sentando-se na frente de Veronika esta recostou a cabeça no colo da matusalém, sorrindo está deixou-se ficar ali, já Pietra olhou surpresa para a pequena demonstração de poder desta. Sorrindo diante da noticia dada a cianita tomou as mãos de Veronika beijando-as com alegria.

    - Então Bella irá conseguir? Isso será bom pra nós duas, um jardim com flores e serias.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 15:59

    Veronika olhou para a sua besta com uma expressão curiosa na face, isso era algo que ela quase não possuía enquanto ainda exibia aquela casca morta, mas agora a própria mulher tocava a face para sentir a musculatura facial envolvida naquela expressão. Tranquilamente ela comentava com a sua besta.

    -Concordo querida, é horrível. Mas foi a única forma que eu encontrei de sobreviver ao meu próprio reflexo.

    A mulher então acolhia a sua besta enquanto ouvia a sua fala e carinhosamente acariciava os cabelos dela.

    -Entendo. Tua presença fará Edgard descansar, ele foi uma alma que sofreu em demasia e nunca teve uma única chance de ser feliz consigo mesmo. Ainda mais após a execução de sua irmã e Senhor...

    A matusalém permitia a sua ação de beijar as mãos dela e até se divertia com a simples sensação do toque.

    -Eu não sei sobre tua Bella, tão se ela irá conseguir. As coisas que escuto não trazem contexto, não para mim. Eu escuto e as repito para os ouvidos que possuem as chaves da compreensão.

    Em seguida ela fazia um pequeno sinal para a sua besta, indicando que se levantaria e se espreguiçava novamente. Fazendo um curto alongamento.

    -Meu amado anjo, perdoe-me pela falta de educação agora. Mas eu quero muito ir para alguma mata e correr até o final da noite, sei que parece tolo, todavia eu sinto meus músculos e ossos e nada me deixaria mais feliz do que a sensação de correr novamente. Existe algo ainda que possa fazer por ti?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 16:36

    Pietra sorriu com carinho ao ver as reações de Veronika a sua besta abusada, o carinho dado a besta pela anciã agradava profundamente a cainita que não escondia o sorriso suave.

    “ Mal sabe ela que daqui a pouco ela estará mais e mais abusada. Como eu sou a única a resistir aos encantos dessa besta?”

    Ouvindo as palavras de Veronika a cainita riu, o aviso sobre o aumento de seu jardim deixava claro que Bella havia conseguido, ou pelo menos lhe dava uma esperança disso. Rindo diante do pedido da anciã Pietra se levantou para abraça-la com força e carinho, beijando-lhe a testa e passando a mão sobre os selvagens e belos cabelos desta.

    - Não se preocupe, eu fico assim com a chuva, sempre fiquei e nunca me importei em parecer uma criança por correr descalça em uma noite chuvosa. Vá correr mia amata, corra até seus músculos se cansarem, grite se for necessário e se liberte dessa sensação de estar presa. Eu estarei aqui caso você precise de mim, e não hesite em me chamar irmã.

    Apertando de leve o nariz de Veronika a cainita riu voltando a aperta-la com força em seu abraço.
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    Danto
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 16:49

    A anciã do clã Cappadocian retribuía seu primeiro abraço com bastante carinho e com um sorriso recatado ouvia as suas palavras, concordando com alguns acenos positivos de cabeça durante várias das suas falas. Todavia, quando você tocou o nariz dela, a mesma arqueou a sobrancelha esquerda. Ela parecia não entender exatamente o que aquele toque poderia significar e ainda confusa, foi presa no teu abraço sem perceber. Forçando uma longa respiração, a mulher dizia bem baixo em um sussurrar:

    -Meu Pai ficaria honrado em tê-la como filha querida Pietra. Há dentro de ti o que ele sempre sonhou em ter dentro de uma prole, luz. Quem sabe o que ele fará quando retornar não é mesmo?

    Soltando-se do abraço, a antiga prontamente correu até o busco. Animada com a ideia de conseguir se movimentar ela tirava o busto do lugar como se o mesmo tivesse o peso de uma pluma.

    -É tão interessante sentir a força que tenho...

    Posteriormente ela se vira e olha na sua direção.

    -Estou agora a ir querido anjo, ou devo chamá-la de irmã?! Adoro as duas formas, irei usá-las! Mas por hora, saiba que sou grata e amo profundamente o presente! Tenha uma boa noite querida!
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    Jess

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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 17:22

    Uma alegria enorme tomou conta de Pietra diante das palavras de Veronika, mas a simples ideia de Lameth ter como retornar deixava a cainita surpresa, uma surpresa a qual Pietra adoraria ver se tornar realidade.

    - Vamos torcer para que tudo ocorra como tem de ocorrer, se isso nos trouxer Lameth de volta então seremos felizardas.

    Vendo a anciã tomar a escultura nos braços Pietra riu, era clara a força desta e a cainita tinha certeza de que ela cuidaria bem de seu presente, tomando a máscara a cainita a estendeu enquanto comentava.

    - Se quiser posso guardá-la, mas acho que você deveria fazer isso, é uma lembrança de seu passado e uma boa memória de que você não precisa mais se esconder.

    As palavras finais de Veronika arrancaram um sorriso carinhoso de Pietra, acompanhando a anciã até a porta está a abriu para se despedir.

    - Tenha uma boa noite mia amata. Quem sabe um dia eu não chame seu pai de meu também. Fico feliz que tenhas gostado do presente, era a melhor forma que eu possuía de te retribuir.

    Deixando que Veronika partisse, Pietra sorriu ao encostar a porta de sua sala, sentando-se no banco do piano a cainita avaliou o que havia acontecido ali.

    “ Edgard deve ter mais respostas. Mesmo assim gostaria de saber o quão forte minha luz e minha presença podem influenciar os cainitas a minha volta. “
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 18:04

    A mulher balançava a cabeça negativamente quando você entregava a caveira para ela. Fazendo inclusive uma careta engraça de repulsa em direção ao objeto.

    -Fique contigo, pois foram suas ações que me removeram essas algemas. Guarde-as para se lembrar nos momentos de indecisão o quão importante tu é. Além disso não se preocupe em chamar Lameth de Pai ou não, ele já a adotou. Você não tem escolha querida...

    Veronika sabia que uma apresentação estava ocorrendo do lado do outro lado da porta e fechando os olhos a poderosíssima anciã segurava com cuidado e carinho o busto de Lameth para dar um passo e sumir totalmente da existência através dos poderes de ofuscação.




    Sozinha você ficou dentro do seu novo escritório por quase meia hora inteira, distraída dentro dos seus próprios pensamentos e reflexões. A noite havia sido gigantesca e cheia de experiencias inesperadas, havia dentro da sua vida agora a presença de teu irmão mais velho mais uma vez. Sua arte havia libertado um lindo espírito de volta dentro do mundo e tentar imaginar o quão forte seria o alcance da sua luz era um exercício difícil e interessantíssimo. Todavia, a sua besta levantava a atenção para a porta e sorria alegre ao farejar e reconhecer um perfume se aproximar.

    A porta então se abria e você imediatamente via a sua querida e amada musa:

    -O que foi que aconteceu aqui! Isso está maravi... um piano!? Aposto que foi...Mon amour!

    Evangeline se surpreendia com a nova decoração do local e claramente não a esperava encontrar ali, mas quando o fazia, demonstrava a notória felicidade rotineira. Todavia, logo atrás dela, adentrava uma mulher alta de corpo sinuoso e poderosos olhos azuis que contrastavam com o negro de seus cabelos. Ela era linda, de uma beleza moderna e extraída das capas de revistas de modelos e atrizes. Todavia, ela demonstrava uma vergonha avassaladora! Uma postura retraída e uma dificuldade enorme em olhar na sua direção.

    -Venha Erika! Venha!

    Dizia Eva, conduzindo a jovem para dentro da sala e fechando a porta logo em seguida.

    -Erika Diederich, conheça Pietra Rafaldini! O amor de minha vida!

    A jovem levantava aqueles estonteantes e maravilhosos olhos azuis na sua direção e dava um passo para trás assim que os seus olhos se cruzavam, assustada ela fazia uma reverência típica de um neófito totalmente desacostumado a lidar com qualquer tipo de ancião.

    -É uma honra Senhora Rafaldini, por favor, perdoe a minha falta de modos por apresentar-me diante vossa presença. Essas roupas são apenas causais, nem em mil anos imaginava que viria até vossa presença nessa noite e como acabo de fazer uma apresentação, gosto de usar algo simples e confortável em meu retorno para casa.

    Eva abria um sorriso malicioso na face e dizia enquanto andava na direção do piano.

    -Ela não é uma graça?!
    Npcs em cena:
    Evangeline:
    Roupas da Eva:
    ]
    Erika Diederich:
    Roupas da Erika:
    ]
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 19:33

    Pietra concordou em ficar com a máscara, a besta logo a tomou nas mãos vestindo e correndo pela sala, mas foram as palavras finais de Veronika que a fizeram sorrir.

    - Sou feliz por não ter essa escolha minha irmã.

    Respondeu a cainita antes de anciã desaparecer com o poder da ofuscação. Sentada ali Pietra não viu o tempo passar, sua mente trabalhava avaliando sua luz e seu alcance, a besta cansada de brincar com a máscara colocou-a em cima do piano sentando-se ao lado de sua cainita.

    Mal sentou-se a besta se levantou farejando o ar e dando pequenos pulos de alegria, logo depois Eva abria a porta a surpresa de sua Bella fez Pietra sorrir.

    " Lorenz vai receber alguns abraços e mimos de Bella pela mudança."

    A presença da jovem chamou a atenção da cainita, os cabelos longos e negros contrastava com os olhos azuis e a postura tímida rapidamente encantou Pietra.

    " Ela é linda, uma perfeita Sereia."

    Ouvindo a apresentação da jovem e as palavras da mesma, Pietra estendeu as mãos chamando-a para um abraço.

    - Venha aqui amata! Não se preocupe com as roupas, você está linda, eu entendo querer vestir algo confortável.

    Rindo com as palavras de Eva a cainita concordou com um aceno positivo.

    - Ela é magnífica Bella! Vocês duas já conversaram?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 20:20

    -Sim, já conversamos sobre algumas coisinhas...

    Comentava Eva, sentando-se no banquinho tradicional do piano. Ficando de costas para o instrumento musical, a sua musa olhava diretamente para vocês duas enquanto cruzava elegantemente as pernas. Enquanto isso acontecia, a acanhada neófita olhava na sua direção. Aproximando-se com receio para receber o seu abraço.

    -Eu...obrigada Senhora.

    Respondia a sereia que finalmente se abria para o teu abraço, o corpo dela era deveras deslumbrante e sua altura ainda colaborava para que o resultado fosse uma belíssima mulher.

    -Escolhi fazer o certo para com minha antiga rival e farei da prole dela a minha. Mas tem uma coisinha que eu não contei a ti Erika, isso fará de Pietra tua mãe e dos filhos dela, teus irmãos.

    Erika toava um pequeno susto no meio de abraço de vocês duas e com bastante educação desvincilhava-se do abraço e olhava diretamente nos seus olhos. Respirando fundo, para finalmente falar sem nenhuma vergonha ou receio.

    -Obrigada Senhora. Eu perdi minha Senhora e todos meus aliados, estava a me acostumar com uma eternidade solitária. Obrigada!

    Eva sorria feliz e apontava para Erika.

    -Foi por isso que minha rival escondia tanto a prole, veja só! Entendestes Pietra? Ela respira. É uma seguidora da Humanidade como nossa tulipa é!
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 21:49

    A timidez de Erika se tornava encantadora aos olhos de Pietra, as palavras educadas da jovem e sua estatura alta davam uma singularidade única a cainita, algo que não passou despercebido a Pietra.

    Ver a surpresa de Erika suprimir a timidez fez a cainita rir com carinho, tomando as mãos da jovem Pietra as beijou com delicadeza, a besta sorria farejando curiosa Erika, era claro que a besta queria abraçar a jovem, ainda mais ganhar sua parcela de atenção e carinho desta.

    - Não precisas me chamar de Senhora, use meu nome se assim desejar mia amata.

    Guiando a sereia até uma das cadeiras, Pietra se sentou ouvindo as palavras de Eva, era claro que Erika respirava sem esforço e até o toque tinha seu ar morno, características sutis da humanidade, algo incomum e mal-entendido dentro da Espada.

    “ Sim, isso explica o cuidado de Diana. A rivalidade das duas era acirrada isso pode ter ajudado...”

    - Diga-me Erika, mia amata. Sabes se tua senhora a abraçou com alguma benção? Isso nos ajudaria a introduzi-la melhor dentro da Espada. Aqui veras que eu e Luannah seguimos a humanidade como trilha, posso lhe prometer que nenhuma trilha lhe será forçada amata.
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 22:30

    -Pietra, deixa eu te perguntar uma coisinha querida... Onde você arranjou essas roupas? Sei que não é hora, mas eu amei as combinações! Você fica maravilhosa de vermelho!

    Comentava Eva de um jeito bem charmoso enquanto você e Erika caminhavam até os assentos da sala. Ela então também se levantava para sentar mais próxima de vocês duas. Erika olhava para as próprias mãos tomando um pequeno tempo para pensar na próxima resposta que ofereceria a ti, assim, ela erguia a cabeça e dizia:

    -Primeiro, Senhora... Ain não era isso, calma.

    Ela abria um sorriso sem graça e balançava as mãos abertas no ar, em uma ação de negação, algo que arrancava um pequeno suspiro de Eva. E logo voltava a falar.

    -Pietra, quero agradecer profundamente por me tirar esse peso. Meu maior medo era ter que perder algo que eu considero muito valioso pra mim, meu contato com meu lado humano é o que nutre meu canto. Não saberia cantar sem respirar! E sim, ela recebeu a dadiva de... o nome dele era...Rahel Kranz! Isso! Bispo Rahel Kranz!
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Jess em 23/5/2017, 22:54

    A pergunta de Eva pegou a cainita se surpresa, sorrindo de forma marota a italiana mostrou a língua como em uma brincadeira entre as duas.

    - Depois eu te conto Bella, vamos tratar de nossa figlia primeiro.

    “ Não posso mentir pra ela, não faz sentindo esconder e não quero faze-lo.”


    A besta se aproximou cautelosamente sentando-se junto de Eva, esfregando a cabeça nos ombros da amada loira, os olhos de Pietra se concentravam em Erika e a forma como está se expressava, mas o nome de Rahel a fez sorrir aliviada e feliz.

    “ Mio amato príncipe... Obrigada por esse presente!”

    Apertando de leve a mão de Erika a cainita sorriu com carinho.

    - Não sei o que Diana lhe contou, mas imagino o porquê amata. Não posso mentir que não existem monstros dentro da Espada, mas também existem cainitas íntegros e capazes de proteger sua humanidade. Se foi Rahel quem deu a benção a Diana ninguém vai contestar isso, ele foi um homem muito amado por nós, tenho certeza que isso lhe ajudará muito, além do mais serás protegida de Eva e ninguém ousaria contestar isso.

    Tomando uma das mãos de Eva, Pietra a beijou com carinho.

    - Hoje eu estive com meu irmão mais velho Bella. Colocamos um ponto em nosso passado, mas esse ponto abriu brechas para um novo futuro, ele quer conhece-la, quer fazer parte de nossa vida, descobrir o lugar onde ele se encaixa. Entendes o que eu quero dizer Bella?
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    Re: Ato XII - Narrativa de Pietra: Herbstnacht II

    Mensagem por Danto em 23/5/2017, 23:16

    Evangeline olhou para a sua brincadeira com bastante curiosidade, levando suavemente o polegar a frente dos próprios lábios e empurrando para o encontro dos dentes, estes que mordiscavam suavemente a carne do dedo. Ela estava curiosa e se calava apenas porque concordava com a prioridade naquela situação.

    -Minha falecida e querida Diana me contou horrores sobre o Sabá, ela de fato não me queria por perto e isso me magoava um pouco no começo, depois fui entender que era para proteger a minha voz e pude entender. Todavia, eu nunca tirei da minha mente uma péssima impressão sobre o Sabá, até a noite do conclave... Existem monstros em todos os lugares, onde você menos espera. Essa foi a minha lição naquela noite. E pelo que entendi, não serei só protegida de Evangeline. Também serei sua correto?

    Eva já respondia de imediato a primeira protegida que ela havia escolhido após tantos anos.

    -Exatamente minha linda!

    Posteriormente, o teu toque atraía os olhos de sua musa e a conversa entre vocês duas fazia Erika desviar os olhos em uma ação educada e contida. Os olhos de Evangeline demonstravam confusão, arqueando a sobrancelha ela indagava:

    -Você tá falando sério?! Meu deus você está falando sério!

    Ela arregalava os olhos e continuava a falar:

    -Em qual parte dessa colocada de ponto você teve que trocar de roupa senhorita Rafalldini?

    A frase dela saia em um tom divertido, um leve ciumes, mas bastante contido e de certa forma até gostoso de ser presenciado e sentido. A sua musa então, sem vergonha nenhuma da presença de Erika, se abria:

    -Não sei se entendo perfeitamente. Nunca vi esse homem, para mim ele é um reflexo do que nós fugimos, nada mais e nada menos. Apesar de nunca tê-lo associado a figura direta de nosso Carrasco, apenas o julguei enterrado para sempre, entendes? Me pergunto, qual será o lugar dele? Espera, me conhecer? Isso é bom né?! Eu sempre sonhei em conhecer o teu passado querida! Mas, tens certeza de que não irá nos causar mal algum?!

      Data/hora atual: 24/6/2017, 17:47