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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 21/6/2017, 22:27

    [Off: Teste de Percepção + Empatia. 7d10]
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    Dados

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Dados em 21/6/2017, 22:27

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 8, 8, 1, 7, 5, 9, 4
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 22/6/2017, 19:46

    “Hmm… Então ela é pintora… Interessante, apesar de eu também saber pintar algumas coisas para decorar meus vasos, mas não posso me considerar uma pintora como ela… e por falar em pintores, isso me lembra de Vincent. Desde que sai para o festival não tive tempo de olhar o celular e ver se recebi alguma resposta, não que eu vá me preocupar com isso agora, mas eu não gosto de ser ignorada e ele sabe disso!”

    A imagem de Vincent me vinha a cabeça rapidamente, mas desaparecia na mesma velocidade, me deixando com apenas um resquício de angustia e raiva pela atitude do meu ex-amante. Apesar disso, as palavras de Claudia sobrepunha aquele sentimento negativo passageiro e eu a respondia com animação e excitação por falar sobre minha singela arte.

    – Humm… então es uma eximia pintora… conheci alguns durante minha estadia na frança e aprendi um pouco com eles, mas, nesse caso, se não se importar, eu irei sim procurar por teus ensinamentos e farei questão de lhe mostrar minha arte!

    No entanto, o que Aloísio falava também me fazia extremamente feliz. Ouvir aquilo do homem mexia comigo de uma maneira ímpar, exaltando um sentimento de orgulho pelo que havia acabado de ouvir, e quando o mesmo ‘elevava’ sua voz, com direção a outra anciã, um largo e breve sorriso se abria em minha face, sendo contido logo em seguida. Ver a postura do rapaz mudar e enfrentar aqueles que o julgavam era como ver uma flor de cacto florescer e se abrir para o mundo, com toda sua imponência e perseverança para crescer em meio a tantos espinhos e em um ambiente avesso. Essa era a renovação dele e eu o respeitava por isso.

    “Aloísio, você, com certeza, será um grande homem. Diferente do que todos pensam, você não é o monstro que eles e até mesmo você se diz ser, porém, ainda tem um caminho longo para se provar, tão longo quanto o meu, mas, eu me esforçarei para ajudá-lo de toda maneira que puder.”

    Observava a troca de olhares dos dois como um sorriso contido no rosto, como se estivesse me divertindo com a maneira birrenta dos dois se falarem até observar a retirada da mulher ao meu lado. Não esperava que ela fosse sair agora, afinal, Aloísio ainda não estava confortável em ficar ao meu lado e sua presença o ajudava de alguma forma, ou, pelo menos, eu pensava isso. Mesmo querendo que ela ficasse mais um pouco, eu não me oponha a sua saída e via Claudia se levantar e dar o beijo em meu rosto. Eu a agradecia com um sorriso meigo e com um sutil balançar de cabeça, agradecendo pelo que a mesma havia feito por minha pessoa naquele momento.

    “Ai meu Deus, eu ainda nem consegui argila para fazer um vaso e já tenho uma lista completa de pessoas que vou presentear… Mas isso é assunto para outra hora. Não posso deixar Aloísio agora, mas também não posso fazer algo que o deixe naquele estado de novo. Se controle Valentina!”

    Por um momento eu não sabia bem o que fazer e segurava a taça com minhas duas mãos. Meus dedos inquietos batiam as unhas no cristal da taça enquanto matracava minhas próximas palavras em minha mente até o momento que eu decidia parar de demonstrar aquele lado apreensivo. Eu me escorava no banco, relaxando minha musculatura e fechando os olhos. Fazia uma longa respiração e erguia minha cabeça, abrindo os olhos e encarando o céu sobre minha cabeça. Minhas palavras saiam enquanto eu ainda admirava as estrelas e no meio da frase eu começava a me arrumar no banco, colocando a taça no braço da cadeira ou em algum lugar que ela ficasse em pé de maneira segura, e voltando a assumir a pose que adotava antes, com a coluna reta e olhando para o homem ao meu lado.

    – Sabe, Aloísio, eu gostei muito de ver como você se portou agora, mas você precisa tirar esse pensamento negativo de sua cabeça. Tenho certeza que quando seu pai e sua avó virem o homem que você é hoje, eles ficaram orgulhosos e você pode contar comigo para que eles reparem nisso!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 24/6/2017, 13:59

    Sentada sozinha ao lado de Aloísio você via o filho de Bash aos poucos retomar a postura formal com a qual havia se apresentado a ti, postura essa que agora ficava mais clara de ser notada como uma espécie de escudo, afinal, o homem estava a passar por um delicado processo que ainda não era totalmente claro aos seus olhos.

    -Valentina, obrigado. Sinceramente, és a única a me ver com olhos neutros e isso eu irei valorizar e honrar. Você tem razão, preciso parar de me punir e encontrar as forças necessárias para honrar minha avó e meu pai... Meu primeiro passo será abraçar alguém, acredito que Loretta espere que eu abrace Fabiana. Não que ela realmente não o queira, mas me responda uma coisa Valentina. Não é frustrante ser uma mulher cainita? Fabiana é uma moça lasciva, vaidosa e feminina... Mas as relações cainitas não envolvem essas coisas... Ou eu nunca tive de fato uma relação saudável com cainitas?!

    O homem se mostrava bastante eloquente, gesticulando bastante enquanto falava e citando informações e pessoas como se você já as conhecesse. Discretamente ele olhava na direção de uma mulher loira que se encontrava nas proximidades do palco, isolada dos convidados a humana parecia incomodada com alguma coisa enquanto comia um caxo de uvas. O curioso era notar que a mesma parecia sentir falta de alguém ou alguma coisa, passando os olhos por todos os presentes até finalmente encontrar a figura de Aloísio e sorrir com simpatia ao homem, um sorriso que era retribuído pelo homem ao seu lado.

    Seus olhos se perdiam levemente pelo cenário do festival e encontravam a figura de Bash saindo da casa principal, retornando ao festival, indo em direção ao buffet. Enquanto se despedia de uma linda moça com um beijo simpático na face da mesma. Os olhos de seu Senhor naturalmente procuravam por ti, encontrando-a ali ao lado de Aloísio o mesmo apenas sorria e seguia até a mesa para servisse de uma taça.

    Fabiana Giovanni:

    Roupas:


    Última edição por Danto em 27/6/2017, 12:13, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 25/6/2017, 19:38

    “Como eu estava pensando, Aloísio é um cacto que esta finalmente desabrochando sua belíssima flor! Mas, confesso que estou muito surpresa. Depois de tudo que ouvi falar de ti, você me surpreendeu e tenho convicção que vai surpreender a todos ainda com suas belas pétalas que dão uma nova aparência a fortaleza que você é.”

    Ficava perdida em meus pensamentos por alguns segundos enquanto o via, com o canto do olho, se recompor naquele banco. Um pequeno e discreto sorriso se fazia em meu rosto, mas assim que o homem terminava de se arrumar eu voltava meus olhos para frente como se não estivesse olhando-o. Porém, não demorava muito para que meus olhos novamente retornassem para Aloísio, mas, dessa vez, com os olhos levemente arregalado e um semblante de surpresa no rosto.

    “Acho que não ouvi direito… ele falou que vai abraçar alguém? É, eu ouvi direito. Uau! Isso realmente é uma novidade e tanto, mas eu não sei se seria o melhor dos ‘primeiros passos’ a se dar para tentar reconquistar a confiança de alguém, principalmente quando essa confiança está ferida a mais anos que uma vida inteira.”

    No decorrer da fala do rapaz, minha expressão ia mudando para não causar um entendimento errado por parte do mesmo em relação a minha reação, e logo uma face neutra se colocava em meu rosto enquanto mantinha o olhar fixo para frente, na direção da festa. Novamente eu cruzava as pernas, invertendo a posição delas, e apoiava minha mão direita em cima da perna, segurando o joelho, assim como a mão esquerda que ficava por cima da outra. Assim que Aloísio falava da mulher que poderia ser abraçada por ele, meus olhos iam de encontro a mesma e um leve sorriso bobo se punha em meu rosto ao perceber o seu provável motivo para abraçar a mulher indicada. Logo em seguida meus olhos retornavam para o homem ao meu lado para reparar na sua posição quando este fazia a pergunta final de sua fala.

    “Hmmm… então você já tinha alguém sob seus olhos, não é mesmo? Ela é uma belíssima mulher, de fato, mas me surpreende mesmo saber como você vê as relações entre cainitas. Fico imaginando que tipo de relação você teve durante todo esse tempo e como é sua relação com Lotta… Bem, está ficando cada vez mais interessante…”

    Suavemente eu me encostava, novamente, no banco, colocando minhas mãos entrelaçadas sobre minhas coxas, e o respondia olhando diretamente para ele.

    – Bem, eu não acho que seja frustrante. Veja, cada relação é única, nem todos tem uma relação de avó e neto como você e Lotta tem. Não sei se você teve uma relação saudável ou não, mas cada relação tem seu tempo e motivo, afinal, uma boa relação tem a ver do que duas pessoas querem…

    Neste momento, eu fazia uma longa respiração e colocava minhas mãos na frente do meu rosto como um ato de constrangimento, para depois de alguns segundos tirar as mãos e revelar um sorriso contido e assim que minhas mãos saiam da frente de meus olhos eu reparava na imagem de Sebastian.

    “Afinal… eu estou falando isso mas na verdade não sei por que ele me escolheu… eu não sei como ele se sente em relação a mim… eu não sei nada… eu me sinto tão… perdida!”

    Minha mão agora ia ate a lateral de minha roupa e a agarrava por um instante, fechando-a com força, enquanto meus olhos acompanhavam meu senhor durante todo o seu caminho até o buffet. Eu o olhava com intensidade e com bastante sentimento, mas, sem saber exatamente que tipo de sentimento. Depois de alguns segundo o observando, eu fechava meus olhos novamente e começava a relaxar para voltar a dar minha atenção para Aloísio, retornando a falar, com um sorriso de constrangimento no rosto, e terminando com uma brincadeira no final.

    – Eu não sei exatamente se abraçar alguém seja um bom primeiro passo, mas, pense bem sobre isso… Não se apresse, você tem todo o tempo do mundo!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 27/6/2017, 12:40

    -Espere um pouco...

    Comentava Aloísio, o homem parecia ter notado algo! A expressão dele mudava bastante, todo o tom sério e triste se esvaia para dar lugar a um sorriso divertido e até ligeiramente maroto. Tomando a liberdade de empurrar o seu ombro com um pouco de força, para apenas lhe empurrar de maneira diverita e sem nenhuma intenção de realmente lhe desequilibrar ou machucar.

    -Você já não ta mais falando sobre mim e meu dilema né! Cada relação tem seu tempo e motivo... Valentina você tá falando sobre o meu Pai! Que divertido e inesperado! Já tava mais do que na hora! Vem cá, vamos conversar sobre isso.

    O homem se levantava empolgado, parecia de fato outra pessoa! Finalmente a vontade Aloísio ajustava o terno e recebia um imediato olhar de Bash, o filho então virava na direção do próprio pai e fazia uma educada reverência. Isso parecia indicar à Bash que estava tudo bem, um pedido não verbal por um voto de confiança. Bash então retribuía da mesma forma, com uma reverência formal. Aloísio enfim, retornava a olhar na sua direção e tomava a sua mão direita.

    -Vamos irmã! Vem me contar sobre isso!

    Praticamente puxando-a pelas mãos, o homem se mostrava muito mais animado e divertido. Ele apontava pra casa, para conduzi-la até a mesma. Adentrando pela sala que você já conhecia, subindo as escadas e indo para à direita, uma área contrária a posição do festival! Os corredores nessa região da mansão não estavam decorados.

    -Vou te levar pro meu lugar favorito aqui, assim teremos segurança para conversar sobre isso! Quero saber tudo sobre você e meu pai! Nosso pai, ou sei lá, acho que não é bem essa a relação de vocês né?!

    Imagens referenciais:
    A Varanda Frontal:
    O Quadro:

    Adentrando finalmente uma porta, Aloísio a surpreendia com uma linda varanda! Com uma privilegiada visão da região e com um detalhe interessante no horizonte: Uma vila que parecia ter sofrido com um incêndio e com alguns carros policias nas proximidades dela. O ambiente era maravilhoso! Havia até a presença de um charuto apagado acima da bancada da lareira e abaixo do lindo quadro ali presente.

    -Fica a vontade! Essa casa também é sua sabe? Então vamos lá, contando tudinho!


    Pedia o homem que parecia um jovem divertido e brincalhão, curioso para entender exatamente quem você era. Ele apontava para a área externa da varanda, escolhendo uma das cadeiras de lá para se sentar e aguardando ansioso pela sua ação.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 27/6/2017, 18:54

    O leve empurrão de Aloísio me fazia ficar surpresa pela atitude inesperada e o olhar com surpresa, para então ouvir suas palavras e ser atacada por um sentimento avassalador de constrangimento. Meus olhos se arregalavam e rapidamente eu desviava o olhar do rapaz, mirando o chão, para então puxar o ar com força para meus pulmões. Aquela era uma situação que eu não imaginava que aconteceria e que me pegava totalmente de guarda baixa. Com a respiração acelerada, meu rosto começava a corar, o que me fazia abaixar levemente o rosto, deixando meus cabelos caírem um pouco sobre minha face para me esconder alguns segundos do olhar do homem ao meu lado.

    “Ai meu Deus, como eu fui descuidada! E agora!? Ahhh! O que eu faço!? Como eu fui deixar isso acontecer!? E o pior de tudo… como isso foi acontecer logo com o Aloísio que é meu… meio irmão? Ah Valentina sua estúpida! Bem, pelo menos, sua reação foi inesperada, pois se ele fizesse um escândalo, ou coisa do tipo, aqui eu ia me enterrar em algum lugar! Mas calma, eu tenho que manter a calma. Bash estava me olhando, se ele me vir desse jeito depois de trocarmos olhares daquela maneira ele vai reparar que aconteceu algo ou até pensar que… Ah meu deus, quero sair daqui!”

    – Alo-aloísio, bem… é que… eu…

    Por mais que eu tentasse as palavras não conseguiam sair da minha boca e por um momento eu fechava os olhos e segurava na beirada banco, que estava sentada, com ambas as mãos e  apertava-os com toda minha força. Eu queria sair daquele local, sair correndo dali e me esconder por um momento, mas meu corpo me impedia de tal. Naquele momento eu travava uma batalha com meu próprio corpo, assim como Aloísio fizera a poucos minutos, para tentar me levantar, mas, de alguma maneira, não era eu quem vencia minha própria batalha, mas sim o homem ao meu lado que com seu ânimo me fazia levantar a cabeça para agarra minha mão direita e me mostrar o caminho da saída.

    “Obrigada Aloísio, obrigada por me tirar dali! Espero que Bash não tenha me visto dessa maneira, eu não conseguiria encará-lo, não agora… Mas afinal, o que eu vou dizer para o Aloísio? E ainda mais importante, o que eu realmente sinto pelo meu senhor?”

    Segurando a mão do meu irmão, eu o seguia ainda com uma postura retraída e de tão envergonhada que estava, meus olhos encaravam o chão durante o caminho até a casa. Eu simplesmente ignorava a todos naquela festa e simplesmente ia até o local que Aloísio estava me levando, pois tudo que queria era sair dali o mais rápido possível. Não demorava para que finalmente adentrássemos na sala por qual havia entrado para, em seguida, começar a subir as escadas em direção ao nível superior. Logo chegávamos a uma bela sala que dava diretamente a uma varanda, que tinha uma primeira imagem maravilhosa de uma montanha ao fundo. Aquela cena foi um baque tranquilizante para mim, pois ao reparar na calmaria que o ambiente estava, livre de qualquer outro olhar que poderia me ver em um momento de fragilidade, minha mente ia ser acalmando e, aos poucos, eu recuperava minha consciência. Entretanto permanecia em silêncio até finalmente estar na sacada e poder ver uma cena incomum, mas que ignorava por um momento e finalmente respondia ao meu irmão com um sorriso tímido para, logo após, me sentar em uma das poltronas da sacada.

    – Obrigada!

    Sentindo o vento bater em meu rosto e levemente avoaçar meus cabelos, eu os tirava da frente do meu rosto, colocando as pontas da franja para atrás da orelha. De fato a troca de ambientes havia me deixado mais confortável e segura, mas eu ainda estava um pouco abalada por ter deixado passar um dos meus lados frágeis para os olhos dos outros, ainda mais em um assunto tão delicado. Porém, agora eu conseguia finalmente responder as perguntas de Aloísio.

    – Você me pegou de surpresa… *Falava soltando uma risada tímida* A verdade é que eu não sei o que está acontecendo… Até pouco antes de virmos para o festival eu o queria como meu pai, por que também acreditava que ele me via como filha, ou, pelo menos, algo do tipo, mas aconteceu uma coisa que me mostrou que ele não se sentia dessa maneria e eu percebi isso, mas eu não estou sabendo processar essa informação!

    Antes de finalmente falar, eu ainda repensava uma segunda vez se deveria fazer aquilo ou não, se deveria me abrir com ele ou guardar aquilo para mim, mas uma parte dentro de mim chutou o balde e de uma vez por todas eu conseguia desabafar. Eu não era muito de me abrir com os outros, na verdade, eu amava saber da vida das outras pessoas, entender seus desejos e todos os detalhes deles, mas eu não me via confortável em falar de mim, só que dessa vez era especial e eu precisava daquilo, portanto, minha fala foi um desabafo e assim que terminava eu me escorava na poltrona, quase me deitando na mesma e levando minha mão ao meu coração.

    – Eu sempre o via como uma figura paterna, alguém que eu sempre admirei e sempre desejei o melhor, mas quando eu soube que ele podia ter sentimentos diferentes por mim… eu fiquei perdida. Não vou mentir, algo também mudou em mim, mas… eu não sei explicar!

    Naquele momento meu peito parecia me apertar, como se estivesse minha alma e me levando a uma enorme vontade de chorar, mas eu fechava meus olhos e repousava minha nuca na cadeira, tentando conter aquelas lágrimas.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 28/6/2017, 11:59

    Aloisio olhava as suas palavras e resolvia tomar uma cadeira ao seu lado, um sorriso empático habitava a face do alto homem de cabelos loiros. Tirando o lenço do próprio terno e entregando-a a você, para então jogar os pés sobre a mesa de centro que era circundada pelas cadeiras e olhava somente para você enquanto falava:

    -Sebastian já tem quatro filhos, dois biológicos problemáticos e duas de abraço com temperamentos difíceis. Eu até me arrisco em dizer que ele gosta de um drama familiar... Mas você é diferente Valentina!

    O homem então tirava os pés da mesa de centro e se ajustava na cadeira de modo que, fosse possível olhar na sua direção de modo mais confortável.

    -Deixe-me lhe dar uma dica importante. Primeiro descubra se esse algo que mudou em ti é de fato referente à você ou é algo instintivo. Claro que você não me parece uma jovem a sofrer com as tentações da besta, mas eu também não era! Vamos fazer o seguinte, tome seu tempo aqui. Posso te fazer companhia ou não... Mas você precisa pensar nisso, nessa mudança inexplicável que aconteceu contigo, que pra mim é bem clara...

    Abrindo um sorriso brincalhão ele afirmava de maneira descontraída:

    -Meu Pai é um homem de sorte, você é uma mocinha linda. Espero que tudo se resolva bem, afinal, vocês farão um casal lindo! Só não vale me chamar de filho eim! Aloisitto é o suficiente!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 29/6/2017, 00:34

    Segurar as lágrimas naquela hora se mostrava uma tarefa difícil, mas, por sorte, Aloísio estava ao meu lado para me ajudar mais uma vez. Assim que eu notava que o homem me entregaria aquele lenço, eu voltava a me sentar normalmente, respirando profundamente para me ajudar a conter a enxurrada que poderia vir, para delicadamente pegar o lenço e agradecê-lo com um sorriso sincero, mas contido. Com o lenço em mãos, eu começava a enxugar as lágrimas que conseguiam sair ante que elas me borracem toda e, ao mesmo tempo, prestava atenção nas palavras do homem ao meu lado, principalmente nas primeiras que eram um choque de realidade que havia evitado desde que o início.

    “Eu sempre quis ter um pai como o Bash e por isso eu sempre o vi como tal, afinal ele também não deu outros sinais, ou eu não entendi esses sinais, mas agora eu vejo o quão egoísta eu fui em somente levar em consideração a minha maneira de ver as coisas…”

    Agora mais calma e já terminando de limpar as poucas lágrimas que me escaparam, eu me curvava um pouco sobre minhas pernas, me apoiando com os cotovelos dos braços, e começava a dobrar o lenço para devolver para Aloísio, enquanto ainda prestava atenção ao que ele continuava a falar.

    “Se eu o amo? Eu com certeza o amo e isso não é coisa da minha besta, eu tenho certeza! Assim que o conheci eu fiquei admirada e com o tempo eu passei a amá-lo, mas desde então eu mascarei esse sentimento… só que… ele também nunca havia me dado uma brecha como essa. Depois de todos esses anos, de tantas coisas que passamos, ele nunca havia me mostrado esse sentimento dele… então, desde quando ele se sente assim por mim?”

    O sentimento de fragilidade e havia praticamente se dissipado e agora eu estava concentrada, pensando sobre o que Aloísio me falava, tanto que entre suas falas eu me perdia em minha cabeça para responder minhas dúvidas e uma nova se fazia presente. Aquilo me deixava um pouco inquieta, mas, ao mesmo tempo, me excitava, afinal, desde quando meu senhor me via como uma mulher e não como uma filha, ou protegida, que eu pensava que era. Porém, eu era trazida de volta a realidade pela brincadeira e sorriso de Aloísio.

    “Ah Aloísio, você foi realmente um anjo. Não sei como eu teria processado tudo isso sozinha, mas ouvir suas palavras foi muito importante e você me surpreendeu infinitamente. Apesar de ainda ter algumas dúvidas, eu tenho certeza do que eu sinto agora.”

    As palavras dele também me arrancavam um largo sorriso, mas que ainda me deixava um pouco envergonhada pela maneira que ele falava da minha relação com Soyer e que até me fazia virar o rosto na direção da cidade para desviar o olhar dele por um pequeno momento.

    – Obrigada, Aloisitto! Muito obrigada mesmo. *Retornava meu olhar para o homem* Eu não sei como isso vai acontecer, mas eu não quero, de maneira alguma, que você me veja como uma madrasta, por favor!

    Eu o respondia de maneira simpática e com o sorriso no rosto, olhando diretamente para ele e com um semblante mais calmo. Assim que terminava de responder, eu finalmente me sentava como de costume, com as costas eretas e colocando ambas as mãos nos joelhos e deixando os braços estirados para poder esticar o pescoço e a coluna, tentando aliviar totalmente a tensão que havia me tomado mais cedo. Por um curto momento eu ficava naquela posição, sentindo o vento batendo contra meu rosto e braços enquanto ia relaxando lentamente os músculos do meu corpo. Assim que terminava de me ‘alongar’, fazia uma longa respiração, expirando o ar lentamente para, e, em seguida, me sentando mais à vontade na cadeira, voltando a escorar minhas costas, e retornar a falar com Aloísio.

    – E não, por favor, não me deixe sozinha. Eu também já estou com minha cabeça funcionando normalmente e concordo com você sobre o que estou sentindo… Enfim, eu não quero ficar muito tempo ausente do festival e já estou me sentindo muito melhor, graças a você e este local maravilhoso!

    Logo que terminava de falar eu me levantava e caminhava lentamente até a ponta da sacada, observando melhor a paisagem, passando pela cidade a frente e olhando todo o horizonte. Naquele momento, a vontade de ver meu senhor começava a crescer dentro de mim, como quando ele havia finalmente anunciado que iria me buscar na frança a uma semana atrás, mas desta vez era diferente. Era um sentimento mais forte.

    “Na verdade eu não quero ficar aqui. Quero voltar para ver Bash! Essa vai ser a primeira vez que irei vê-lo com outros olhos.”

    Então, depois de observar por um momento a paisagem, me virava e andava de volta para perto da poltrona para, então, estender a mão a Aloísio, convidando-o a se levantar e me acompanhar de volta ao festival, demonstrando um grande semblante de animação em minha expressão.

    – Então… Vamos?
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 29/6/2017, 10:52

    Aloísio assistia as suas pequenas ações com atenção e até um olhar carinhoso, mantendo uma educada distância entre vocês, mas ainda sim se fazendo presente ali ao seu lado.

    Seus olhos então buscaram pela pequena vila que existia no horizonte, vendo que a pequena movimentação policial começava a deixar o local. Enfim, seus olhos se voltavam para a figura de Aloísio para encontrar o rapaz extremamente feliz! Ele quase não conseguia mais ficar sentado, um largo sorriso era feito.

    -Você é muito nova para ser minha madrasta, vou chamá-la por Lady!

    Colocando-se de pé, o alto homem de cabelos loiros se virava para olhar o vilarejo enquanto ajustava mais uma vez camisa, aos poucos você conseguia entender que aquela ação de ajustar a roupa era uma espécie de "tique" do homem.

    -Concorda comigo?! Perfeito! Então sim, vamos sem mais delongas!

    Respondia o homem de maneira animada à sua ultima frase, prontamente lhe oferecendo a mão para ajudá-la a se levantar e posteriormente, oferecendo o braço afim de conduzi-la de volta as festividades. Assim, lado a lado vocês cruzavam os interiores da mansão.

    -Deixe-me ensiná-la um truque. Como meu irmão é exatamente igual à mim, existe uma forma fácil de nos identificar. Faça um comentário sobre a gola da camisa, sim? Alonzo não se importará e eu não irei resistir em checar... Isso evitará que você seja alvo de brincadeiras futuras!

    Comentava o homem, agora parando dentro da linda sala que você já havia decorado cada pequeno detalhe, bastaria atravessar a porta para retornar ao festival, à Bash...

    -Bem, vá lá encontrá-lo!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 29/6/2017, 11:46

    As luzes chamativas dos carros de polícia seguravam meus olhos na vila até irem em bora e, após isso, eu me virava para Aloísio e aceitava seu braço para então voltarmos para o festival. Reparar na inquietação e animação do jovem me deixava tão feliz quanto ele e fazia meu largo sorriso permanecer em meu rosto, se intensificando ainda mais e me fazendo soltar uma pequena risada divertida quando ouvia o apelido que o homem me colocava.

    – Concordo plenamente! Alias, eu gostei desse apelido, ninguém nunca me chama disso, mas ele está um pouco formal, não acha? Pode me chamar de Tina se quiser também!

    Me levantando com sua ajuda e respondendo-o de maneira divertida, me punha ao seu lado esquerdo e, segurando em seu braço, começávamos a nos dirigir de volta ao festival. Durante a curta caminhada até a sala principal, me surpreendia ao ouvir do próprio sobre o tique que ele tinha, mas não somente por isso, pois agora eu sabia que ele me considerava ao ponto de querer fazer questão de eu conseguir saber diferenciá-lo de seu irmão.

    “Hmm… Isso foi muito bom de se saber, afinal ainda não sei que tipo de homem é o irmão dele e, na verdade, eu também faço questão de saber identificar você Aloisitto, você já é meu irmão preferido dentre todos os quatro!”

    – Ah, muito obrigada por me falar disso, eu não irei me esquecer de checar as suas golas para ver se ela está bem-arrumada…

    Falava de maneira brincalhona, tirando um pouco de sarro do pequeno TOC que ele possuía, e logo em seguida eu soltava seu braço e me colocava de frente para o mesmo. Ouvindo suas últimas palavras, eu me aproximava calmamente e o abraçava de maneira educada e breve, como um irmão faria, para, em seguida, me distanciar um pouco e começar a arrumar o terno do mesmo após o abraço e falar para o mesmo.

    – Bem, eu irei, mas você também deve ir atrás ‘dela’… E depois me conte tudo!

    Fazia uma enfase para deixar claro que estava me referindo a Fabiana e com um sorriso leve malicioso eu tentava induzi-lo a criar coragem e ir falar com a moça que ele havia comentado anteriormente. Assim que terminava a frase, eu o virava de costas e começava a empurrá-lo suavemente pelas costas, guiando-o ate a saída da casa e colocando-o na direção de onde estava a moça. Eu esperava até que ele começasse a se dirigir na direção de Fabiana para, finalmente, começar a procura por meu senhor com meus olhos e ir de encontro com o mesmo.

    “Onde você está, Bash…”
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 29/6/2017, 19:18


    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 16 de Abril de 2016: A Nova Perspectiva.

    Aloísio não verbalizava mais nenhuma reposta, apenas concordava com o que você dizia sobre ir procurar por "ela" e colocava-se em movimento, saindo ao teu lado mas tomando um caminho totalmente diferente. O engraçado era ver o homem checando a própria gola várias vezes enquanto caminhava pelo lindo festival.

    Mas seus olhos buscavam por outro alguém, ansioso eles pulavam entre os convidados, ignorando práticamente todos. Um frio na barriga vinha quando você precia falhar em encontrar a figura de seu Senhor... O ar parecia ficar pesado, um vento gelado tocava a tua pele em uma triste ação de reforçar a ausência. Afinal, porque ele ainda estaria a sua espera? Bash sempre foi um ancião de muitos contatos e amigos por toda Europa, não poderia ser diferente na Toscana!

    Os segundos se passavam e a ausência dele se tornava em um incomodo difícil de ser escondido! Porque tantas faces desconhecidas e pouco importantes estavam ali mas logo a dele não? Sem ele tudo parecia mais sem graça, não havia porque continuar nesse festival! Ou ainda pior, e se ele tivesse ido embora? Ele já havia feito isso antes! Deixando-a para trás em Paris!

    Interrompendo aquela espiral assustadora dentro da sua mente, um toque gentil era feito em suas costas.

    -Finalmente eu a encontrei, estava a procurá-la Nina! Sei que havia subido junto de Aloísio, mas devo assumir que fiquei um pouco preocupado.

    Era uma voz masculina linda, jovial e confiante. Haviam traços alegres e íntimos nela, virando-se para ver quem estava ali. Seu corpo tremia diante da doce surpresa de ver Bash! Lindo como sempre, mas com um sorriso que espantava toda aquela incomoda sensação de segundos atrás.

    -Está tudo bem? Você me parece assustada Nina, aconteceu algo?

    Indagava o homem, dando um passo a sua direção e tomando uma das suas mãos com enorme carinho.
    Sebastian Soyer:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 30/6/2017, 11:17

    Com a saída de Aloísio, eu agora me concentrava totalmente na caçada pelo meu senhor. Parada em baixo do arco que levava em direção ao festival, com uma postura etera, com as mãos entrelaçadas a frente de minha barriga e com meus olhos bem abertos eu começavam a procurar incessantemente pela belíssima figura de Sebastian de uma maneira que nunca havia feito antes. Afinal, minha motivação agora era diferente, assim como o sentimento de ansiedade dentro de mim me afetava de uma maneira ímpar. A cada pessoa que passava pela minha linha de visão, e que não era ele, minha respiração ficava mais pesada e minhas mãos inquietas. Meu sorriso com o tempo ia sumindo, dando espaço para um semblante de preocupação e medo, pois eu nunca havia sentido tanta falta da imagem do meu senhor como estava sendo desta vez.

    “Bash, onde você está!? Por favor apareça! Não me abandone uma segunda vez!”

    Naquela situação, começava a ficar gradativamente mais difícil de suportar aquela sensação de frustração e abandono, principalmente por que cada segundo que se passava parecia uma eternidade, uma eternidade dolorosa. Logo eu dava dois passos para frente, de maneira impulsiva, e começava a me inclinar para os lados como se estivesse procurando em ângulos diferentes, mas que também se mostrava ineficaz.

    “Por que você faz isso comigo, Bash? Me abandonando desse jeito, me deixando sozinha nesse mundo escuro e sem cor. Logo agora, no momento que eu mais queria te ver! A única pessoa que eu queria ver e é a única que desaparece quando eu mais preciso. Por que!?”

    Com os olhos arregalados, meus pés estavam presos ao local que eu estava em pé e eu simplesmente não conseguia me mexer. Minhas mãos agora estavam juntas entre meus seios e eu tentava veementemente tentar me controlar e expurgar toda aquele sentimento negativo que se acumulava e propagava dentro de mim, porém, o único que conseguia fazer aquilo era a imagem do meu senhor, que se aproximava por meu ponto cego e com um único toque e algumas palavras, parecia aliviar toda a depressão que assolava meu corpo. Assim que eu sentia um contato gelado em minhas costas, eu travava o ar dentro de meus pulmões, assim como toda a musculatura do meu corpo e somente conseguia relaxar quando a voz única de meu senhor era pronunciada. Quando eu tinha certeza que era Soyer aquele que havia se aproximado, eu soltava todo o ar que estava dentro dos meus pulmões de uma só vez e me virava lentamente na direção dele. No momento que meus olhos captavam a imagem do homem, o meu sorriso mais puro de alegria se abria enquanto eu o admirava.

    “Oh, Bash, nunca mais faça isso comigo, meu coração quase se partiu nesse momento, mas a sua luz me iluminou, de novo e de uma maneira que nunca havia visto antes.”

    Eu simplesmente não conseguia responder as perguntas dele e logo aceitava segurar suas mãos para então ficar por um curto momento apenas observando os mínimos detalhes daquele novo Bash que se apresentava a minha frente. No entanto, eu não conseguia ficar muito tempo apenas de mãos dadas com ele e logo me aproxima um pouco mais dele. Meus olhos de desejo iam diretamente até os belíssimos olhos dele assim como minha mão esquerda repousava sobre seu peito enquanto a direita se dirigia suavemente até o rosto dele. Antes de o tocar, eu fazia meu sangue correr para todo meu braço, aquecendo meu toque, para, então, delicadamente tocar em seu rosto com a ponta de meus dedos.

    Meu toque começava pelo queixo dele e ia subindo lentamente, passando pelo canto de sua boca, para depois ir pela maçã de seu rosto para, finalmente, chegar na parte lateral de seu cabelo. Aquela era a primeira vez que o olhava dessa maneira e cada detalhe dele parecia diferente ao ponto que eu precisava tocar para ter certeza, assim como um cego. Depois desse pequeno momento eu finalmente retomava a respiração, como sempre tentava fazer, e retirava minha mão de seu rosto para colocar ir até seu peito, ficar junto com a outra. Porém, logo que estava com ambas mãos no seu tórax, eu começava a descê-las indo até a cintura do homem, passando por dentro do blazer, para levar minhas mãos até as costas dele e abraçá-lo na altura da cintura, deixando meu corpo bem próximo do dele.

    Entretanto, agora o olhar penetrante e a expressão de um estado de quase-fascínio deixava meu rosto para minha postura normal. Meu sorriso alegre retornava e olhando diretamente em seus olhos eu o respondia.

    – Sim, está sim, na verdade está tudo perfeito já que você está aqui. E não se preocupe com Aloísio, na verdade eu não estaria bem se não fosse por ele. Ele me ajudou muito e me abriu os olhos…

    A última frase era dita com um toque sutil de malícia, assim como um pequeno traço desta se fazia presente em meu rosto ao falar.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 30/6/2017, 14:29

    Os lindos olhos de Bash pareciam duas turquesas perfeitamente polidas e talhadas em redomas perfeitamente simétricas. Incialmente o homem parecia confuso com os seus olhares, até mesmo surpreso em demasia para conseguir raciocíniar propriamente. Todavia, o teu toque quente na face dele parecia alertá-lo do que estava de fato ocorrendo! As suas duas mãos então tocavam o peitoral do homem, para sentir que o mesmo estava a respirar intensamente. Mudanças começavam a ocorrer por todo o corpo de Bash, os olhos dele se arregalavam em resposta a sua ação de puxá-lo para aquele abraço.

    -Me desculpe... Palavras nunca me faltam, sabes disso, vivo delas. Mas há momentos em que elas nada significam, esse é um deles!

    As mãos de Bash firmavam nas suas costas, eliminando qualquer distância que poderia haver entre seus corpos, ele respirava o perfume dos seus cabelos e sorria. Em um piscar de olhos, você sentia o poder do vitae do teu Senhor pela primeira vez ser exposto. A paisagem do festival sumia e era substituída pelo interior da linda sala de estar da mansão.

    Sala de Estar:

    Teu corpo era conduzido por Bash com gentileza até o encontro de encontro a coluna que antecedia as escadas de acesso ao andar superior. Os olhos daquele lindo homem pareciam arder de desejo, vários olhares já haviam sido trocados por vocês dois. Empáticos, tristes, divertidos e até paternais. Mas esse olhar de agora não se encaixava em nenhum outro, era novo, intenso e causava uma divertida sensação de "borboletas" em seu estômago.

    Sebastian a olhava como a linda mulher que você era, a desejava e ansiava pelo teu toque. Finalmente suas costas encostavam naquela coluna branca, Bash passava uma mão delicadamente pela sua face, sorrindo de maneira nervosa ele a admirava. E atirando-se dentro daquele inesperado e avassalador sentimento, os lábios dele tocavam os seus... Um beijo tímido começava e passava rapidamente por uma crescente, prosseguindo até o fôlego de vocês terminar.

    -Quase morro de vergonha por dizer isso, mas... Nina eu a quero ao meu lado como a linda mulher que és! Eu... não posso mais viver no passado! Seja meu futuro Nina!

    Ofegante, avermelhado e inseguro como você nunca o tinha visto antes. Bash se abria em uma ação impulsiva e que o fazia mergulhar em uma timidez incrivelmente poderosa. A respiração dele parecia totalmente fora de controle, a face assumia uma colorava vívida de um vermelho intenso. Os olhos piscavam intensamente e os lábios dele tremiam suavemente, ele expunha o coração dele de uma só vez!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 30/6/2017, 19:51

    “Me desculpe, Leona, eu não vou poder manter aquela promessa para você.”

    Aqueles eram meus últimos pensamentos antes de me perder totalmente para o dono daquele belíssimo par de olhos e ao ver este ficar sem jeito, e palavras, diante do meu avanço, fazia com que meu desejo pelo mesmo aumentar. Minha resposta a suas palavras, ou falta de, fazia com que meu sorriso se abrisse ainda mais, me fazendo quase dar uma risada. Apesar de achar um pouco de graça na maneira como ele havia ficado, ao mesmo tempo, eu compartilhava do sentimento dele. Uma parte de mim estava um pouco envergonhada, mas a maior parte desejava aquele homem como nunca havia desejado outro.

    Assim como ele, minha respiração estava acelerada e meu peito ardia de desejo, até que ele finalmente tomava uma ação e me aproximava ainda mais de seu corpo. O leve choque dos nossos corpos me surpreendia e fazia soltar o ar de meus pulmões junto de um pequeno gemido, quase inaudível. Presa pelos braços do meu senhor e sentindo o poder de sua vitae me desejar, meus pelos se arrepiavam e fazia minhas mãos agarrarem com força a parte de trás do colete dele, fazendo uma leve pressão com minhas unhas em suas costas. Com a distância reduzida, eu aproximava meu rosto ao dele para que ficasse a uma distância mínima, deixando minha boca a um passo de fazer o contato com a dele, mas segurava aquela distância com o intuito de provocá-lo.

    “Como você mesmo falou, não existem palavras para descrever esse momento e nem o que estou sentido, mas agora eu vejo como fui uma tola. Durante todo esse tempo eu estive perdendo o homem que você era e agora quero que esse momento dure para sempre!”

    Mais uma vez as palavras não conseguiam sair de minha boca, afinal, ao contrário dele, minha especialidade não era com elas e sim com as mãos. Com minha atenção toda focada naquele curto momento, que parecia para no tempo, ao perceber que o mesmo começava a se mover eu o acompanhava sem saber direito para onde estava sendo guiada, mas assim que minhas costas se encontravam com uma coluna e meus olhos reparavam que eu estava de volta a aquela sala de perfume único. Meu corpo reagia mais intensamente, como se meu coração até estivesse vivo e batendo de maneira acelerada, o que era algo que não ocorria fazia muito tempo, na verdade, era a primeira vez que acontecia desde que havia sido abraçada.

    Sentindo o toque da mão dele em meu rosto, eu respondia com minhas mãos indo mais para o centro de suas costas e subindo lentamente. Foi então quando percebi a aproximação dos seus lábios. Agora não havia volta e eu nem queria, então apenas me entregava ao sentimento dele e retribuía da melhor maneira que conseguia. Pouco antes do beijo de fato acontecer, eu ativava meus sentidos sobrenaturais para poder sentir aquilo por completo. Eu queria marcar aquele momento dentro de minha mente e no momento do contato de nossos lábios eu pressionava meu corpo contra o dele. Apesar do início tímido, o beijo foi ficando mais intenso e dessa vez eu dedicava minha concentração naquilo, em induzi-lo a se soltar mais e a avançar o nível. Ao perceber que o mesmo estava chegando eu ao fim, eu terminava o beijo mordendo seu lábio inferior.


    O fim do beijo foi o mais surpreendente de todos. Ouvir aquelas palavras me atiçava de maneira descomunal, fazendo minha alma tremer e preenchendo meu corpo todo de alegria. Era impossível eu estar mais feliz e eu não conseguia esconder aquilo. Em resposta aquelas palavras, eu retirava minhas mãos das costas dele e levava-as diretamente para sua nuca, segurando sua cabeça e encostando o meu rosto no dele, ficando com rosto levemente inclinado para meu nariz encaixar ao lado do dele e com a boca a milímetros de novamente se encontrarem, eu o respondia baixinho, mas não por que queria e sim por que eu mal conseguia ter forças para conseguir falar.

    – Bash, meu amor, não há espaço em meu coração para outro homem além de você e com você é onde eu quero passar todos os momentos da minha vida.

    Assim que terminava minha fala eu não dava espaço para que o mesmo respondesse e voltava a beijá-lo intensamente, transmitindo todos os sentimentos que tinha por ele naquele ato. Desta vez minhas mãos seguravam os cabelos de sua nuca e, ao mesmo tempo, me colocava na ponta dos pés para ficar na mesma altura que ele.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 3/7/2017, 13:41

    Diante as suas palavras, as inseguranças do homem se dissipavam para darem lugar um sorriso lindo e confiante. E a sua tomada de decisão de iniciar outro beijo era prontamente correspondida, todavia, o beijo entre vocês agora tinha um novo elemento: As presas de Bash. Essas não só proporcionavam um novo tato para a sua língua, mas colaborava para que uma deliciosa dormência brincasse com os seus lábios, auxiliando Bash a aplicar algumas mordias neles! O beijo era longo, com várias pausas e trocas de olhares, não havia como sequer duvidar do gigantesco amor que fluía do corpo dele para o teu. Mas enfim, ele conseguia falar novamente:

    -Odiei profundamente executar a obrigação junto à Camarilla, detestei cada segundo que me vi longe de ti! Eu consigo passar longos períodos longe de minha família, mas nunca consegui ficar longe de meu amor. Nunca! E a dor de sentir a sua falta me fez entender...

    Bash conduz uma mão até a sua face, tocando-a com gentileza e fazendo um carinho na mesma.

    -Me fez entender que meu maior sonho é ser o homem da sua vida!

    Movendo a mão para o seu queixo, Bash conduzia suavemente a sua face para o lado para poder levar os lábios dele no seu pescoço, beijando-o e subindo até sua orelha, para ali sussurrar.

    -Nina, eu desejo tanto o teu toque! Acredito que se continuarmos eu não vou conseguir recuar... Seria prudente voltarmos ao festival ou... que a prudencia vá para o inferno?
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 3/7/2017, 21:17

    As presas de Sebastian eram uma surpresa agradável ao nosso beijo, tanto pela sensação que davam ao morder meu lábio, como pela força daquela demonstração dos sentimentos dele por mim e aquilo me tocava profundamente. Em resposta eu o arranhava suavemente na nuca com as unhas da minha mão direita e descia a esquerda para as costas dele, passando meu braço por baixo do dele, e novamente agarrando em sua roupa com a força que refletia meu sentimento.

    “Bash… Eu nunca fui tão desejada e amada como agora e isso só me deixa ainda mais feliz, mas, ao mesmo tempo, triste por não ter percebido como você se sentia antes.”

    A cada intervalo entre os beijos que dávamos, minha cabeça ia os aos céus e voltava cada vez com um sorriso maior no rosto, assim como o calor em meu peito se propagava pelo resto do meu corpo ao ver aqueles olhos maravilhosos me desejando. Pouco a pouco ia encaixando meu corpo ao dele, como duas peças de um quebra-cabeças perfeito, pois tudo que eu queria era poder sentir todo aquele ser junto de mim, para que nunca mais me escapasse ou me deixasse novamente. Porém, todo aquele beijo envolvente chegava ao fim, deixando meu lábio dormente e meu corpo excitado, para que as palavras dele pudessem ser ouvidas.

    Ao começar a ouvir suas palavras eu ia me acalmando e contendo o fogo dentro de mim, descolando um pouco do corpo dele e tornando a deixar ambas as minhas mãos agarradas em suas costas na altura de sua cintura, como no começo, para, assim, sentir seu delicado toque em meu rosto. Suas palavras me proporcionavam um brilho nos olhos e uma vermelhidão no rosto, me deixando novamente envergonhada pelo que acabava de ouvir. Meus olhos se desviavam um pouco do dele por um segundo para que eu pudesse respondê-lo e, assim, voltar a olhar para seus preciosos olhos.

    – Bash, você já é o homem da minha vida. Desde que eu o vi pela primeira vez eu senti nascer um sentimento dentro de mim e a cada ano que passava ao teu lado esse sentimento crescia. Quando nos separamos aquele sentimento continuou a se expandir nutrido pela saudade que sentia de ti, dia após dia, durante quinze longos anos, os mais longos de toda minha vida, e ao nos reencontrarmos eu quase não conseguia conter minha emoção. Mas hoje… Hoje eu finalmente pude abrir a porta do meu coração que guardava todos esses sentimentos por ti.

    Assim que minhas palavras se encerravam e sua mão delicadamente guiava meu rosto para o lado, eu prontamente fechava meus olhos e me concentrava totalmente no doce e carinhoso toque de seus lábios em meu pescoço. Respirar se tornava uma tarefa difícil, principalmente quando sua boca se aproximava do meu ouvido e começava a sussurrar nele. Eu mordia meu lábio com certa força, pois uma batalha estava sendo travada dentro de mim, só que a prudência realmente falou mais alto. Após um longo suspiro, virava meu rosto para, também, colocar minha boca perto de seu ouvido.

    – Vamos voltar para o festival, ainda está cedo. Sem falar que você ainda me deve uma foto e uma dança… Vamos aproveitar esse maravilhoso festival enquanto podemos e mais tarde irei te dar uma noite inesquecível!

    Assim que terminava de falar, deva um último beijo em sua bochecha.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 5/7/2017, 16:41

    Bash não escondia a felicidade de ouvir as suas palavras, todavia, a sua ultima frase sussurrada no ouvido do homem causava um efeito poderoso pelo corpo e mente do mesmo. Em resposta, Bash avançava outra vez na sua direção, apoiando uma mão na coluna logo atrás de ti e com a outra, ele pela primeira vez encostava no teu corpo com reais intenções mais intimas. Já que no primeiro instante, ela tocava suas costas e posteriormente descia rápido, conquistando os contornos do teu corpo, para enfim empurrar a cauda do teu vestido para o lado e tocar diretamente em sua coxa direita! Um toque gélido mas nem por isso deixava de lhe causar um arrepio intenso, a mão seguia subindo enquanto ele falava.

    -Nunca desejei tanto uma mulher durante todos esses meus séculos como um cainita. Consigo sentir todas as partes do meu corpo, implorando pelo teu toque... Ouço minha consciência se entregar a essa lasciva necessidade de arrancar-lhe desse vestido imediatamente...

    A mão dele enfim parava, essa havia percorrido praticamente sua perna inteira e estava a tocar diretamente a lateral da sua vestimenta mais íntima, em uma leve ameaça de abaixá-la a qualquer instante. Algo que não parecia de fato que iria ocorrer.

    -O final dessa noite será inesquecível!

    Finalizava Bash, que enfim saia rapidamente do teu alcance com um lindo sorriso no rosto. O homem então olhava em volta, prontamente escolhendo o sofá cinza para se sentar e mudando completamente o tom de voz, para algo mais coloquial e divertido.

    -Só preciso que você vá à minha frente, seria deselegante de minha parte caminhar por entre os convidados na minha atual... situação!

    Comentava o homem, cruzando os braços e escondendo uma notória vontade de rir!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 5/7/2017, 23:19

    O avanço repentino de Sebastian me pegava totalmente desprevenida e me forçava a sugar o ar rapidamente ao sentir o gélido toque do mesmo. Assim que sua mãos encostava em minha pele, eu sentia um choque em meu sistema nervoso que se propagava do local tocado para percorrer por todo meu corpo. Todos os cabelos do meu corpo se arrepiavam e minha musculatura dava uma leve contraída. Mas aquela sensação não era ruim, na verdade era muito boa. Ser tocada com aquela intensidade e desejo nos olhos era algo que eu nunca havia visto, pelo menos não com aquela potência, e instintivamente uma expressão maliciosa tomava conta de meu rosto. Meu olhar penetrava as preciosas obras de arte que eram os olhos dele e um, contido, sorriso malicioso aparecia enquanto meu peito se estufava de ar.

    “Oh, Bash, sei que deve ser difícil para você se conter agora, mas também é difícil para mim, portanto não me provoque tanto assim…”

    O tempo parecia andar mais de vagar e tudo ficava em silêncio quando sua mão começava a percorrer pela silhueta de minha coxa e ao finalmente chegar na extremidade de minha roupa intimida o sorriso em meu rosto se abria. Eu realmente queria continuar com aquilo e ir entrar em um quarto para realizar os meus desejos naquele momento, mas eu me contia o máximo que podia.

    – Pode apostar!

    Eu lhe respondia com tom provocativo e passando levemente a língua entre meus lábios. Vendo o homem se afastar, eu tirava minhas mãos de suas costas e rapidamente começava a arrumar minha roupa, começando pela parte íntima que talvez estivesse um pouquinho fora do lugar, para depois arrumar a cauda do vestido e, em seguida, poder olhar para Soyer e ver o estrago que havia feito no rosto dele e… na parte inferior de seu corpo. Meus olhos rapidamente dividiam a atenção entre a expressão dele e membro inferior que se mostrava o máximo que podia por baixo das calças dele.

    Minha primeira reação era de surpresa, de uma maneira agradável, seguido pela mesma vontade de rir que o homem a minha frente, mas não só pela situação indecente que o mesmo estava. Me desencostando da coluna atrás de mim, dava alguns passas para frente e colocava a mão sobre a boca, tentando em uma última tentativa segurar a risada naquela situação, porém, só evitava de mostrar os dentes e conter um pouco o som.

    “Meu deus, Bash, você é um homem cheio de surpresas mesmo, grandes surpresas, mas veja só a bagunça que você está… Espere, eu também devo estar toda desarrumada, ele realmente esperava sair com nos dois nesse estado.”

    Por um momento eu conseguia conter minha risada e assim procurava pelo primeiro espelho que pudesse me ver. O único espelho que havia na sala só dava para ver meu busto, mas aquilo já servia e assim que meus olhos batiam em meu reflexo a vontade de rir voltava, porém a vergonha também e esta contia a primeira. Assim eu me virava na direção de Soyer, ainda com a cara toda borrada, e fala com uma gargalhada presa.

    – Acho que não vamos sair agora… Primeiro eu vou ao banheiro me arrumar e você também deveria ir! Bem, volto já…

    Rapidamente eu me retirava da sala, me despedindo de Sebastian momentaneamente com uma piscada com o olho direito, e ia em direção ao banheiro para retirar a maquiagem borrada e arrumar o cabelo e as roupas. Não fazia questão de retocar a maquiagem, na verdade não gostava muito de usar e queria passar o menor tempo possível ali para logo voltar ao encontro de meu senhor.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 6/7/2017, 11:07

    Sebastian compartilhava contigo as risadas por causa da situação, tentando relaxar o corpo e distrair a mente daquela poderosa e intensa sensação que havia ocorrido a poucos instantes atrás. Levando as costas contra o estofado do sofá e cruzando as pernas, ele a observava interagir com o espelho.

    -Certo, tens razão! Até breve então Nina!

    Afirmava o homem que não se movia do lugar, claramente sem graça pela forma em que se encontrava. Com um lindo sorriso ele lhe oferecia apenas um pequeno aceno e permanecia na sala enquanto você seguia pelas escadas até encontrar um banheiro.

    Banheiro:

    Assim você adentrava sozinha no banheiro após uma rápida caminhada pelo andar superior. Era inclusive necessário sair do notório caminho decorado por onde os visitantes poderiam passar, mas de certa forma, havia um conforto dentro de ti para explorar aquela linda mansão de Lotta. Já que não iria demorar muito para que você se tornasse uma familiar dela!

    Dentro daquele ambiente de cortinas fechadas e com lindos tons de marrom, houve tempo suficiente para se aproximar da pia e lavar o rosto. Sentindo a água confortavelmente limpar a sua face e ajudar o seu âmago a se recompor e se tranquilizar, mas a serenidade do interior daquele banheiro não iria durar por muito mais tempo! Seus ouvidos sentiam que algo estava se aproximando, antes que teus músculos pudessem reagir, a porta era aberta e Bash adentrava a mesma, com uma expressão afoita ele afirmava:

    -Eu não consigo... Nunca pensei que passaria um desespero tão assustador em toda minha vida! Eu a vi subir as escadas e sumir... Me vi sendo devorado por uma necessidade, uma saudade, um anseio!

    As declarações de Bash vinham em meio a uma respiração descompassada e ofegante. Além das modificações nas roupas do homem, afinal, ele estava sem o blazer, o colete estava aberto e o mais impressionante de todos os detalhes que seus olhos encontravam, era a ausência da eterna aliança que ele sempre carregava em seu anelar esquerdo. O homem então passava as mãos pelos próprios cabelos e andava na sua direção, sem pensar em mais nada e determinado a tê-la apenas para ele, seu Senhor prontamente aguardava que você olhasse diretamente nos olhos dele.

    -Teremos outras noites para aproveitar o festival, dançar e tirar fotos! Agora é um momento muito mais especial.

    Enfim o corpo dele se chocava outra vez contra o teu, forçando-a a subir sobre a pia. Bash segurava as suas pernas e as abria apenas o suficiente para que ele pudesse se posicionar entre elas e automaticamente após fazê-lo, beijá-la por vários e longos instantes.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 6/7/2017, 22:00

    A passos lentos me dirigia a parte superior da casa, porém, meus olhos não saiam da direção de Soyer, admirando-o, como sempre, e ainda achando graça a situação que ele estava. A nossa troca de olhares permanecia até que fosse impossível a medida que eu me distanciava da escada e adentrava ainda mais na casa para ir até o banheiro. Meu primeiro pensamento vinha junto de uma rápida gargalhada e uma nova retomada de folego, para depois voltar a caminhar com uma expressão um pouco mais neutra, mas ainda feliz, e olhando para o chão enquanto pensava.

    “Finalmente posso pensar um pouco… Eu ainda não consigo acreditar direito que isso esta realmente acontecendo. Desde o meu abraço eu o vi de uma maneira errada, por que acha que ele também me via daquela maneira, mas agora, finalmente percebendo a verdade, meu coração está tão vivo quanto antes de me tornar uma cainita. Mas, acima disso, eu consigo ver a verdadeira mudança nele. Bash, meu amor, eu vou fazer de você o homem mais feliz deste mundo, vou fazer você deixar para trás todo esse sofrimento e irei te dar todo o amor que você merece!”

    A verdade é que meu corpo estava explodindo de alegria e desejo, ao ponto de que ainda estava com leves tremores no corpo após aquele último toque que havia recebido. Abrir uma maçaneta nunca havia sido tão difícil de se fazer e assim que entrava no banheiro me colocava rapidamente de frente a pia, para me olhar novamente e dar mais uma risada do meu estado. Ficava por alguns segundo rindo e mais alguns segundos me olhando, tentando me acalmar mais um pouco para então começar a lavar meu rosto e me arrumar. Quando a água batia em meu rosto, meu corpo todo sentia aquela sensação tranquilizadora, mas aquela sensação durava muito pouco, pois a abertura abrupta da porta me assustava um pouco, me fazendo virar na direção da mesma para ver quem estava a entrar e eis que surgia a imagem de Sebastian.

    Minha primeira reação foi de medo e preocupação, afinal ele aparecia completamente diferente de antes, com as roupas muito desarrumadas e com uma verdadeira expressão de ansiedade, mas, bastava suas palavras e meus olhos repararem que ele já não estava mais com sua aliança no dedo, que minha preocupação se esvaia, dando espaço para a volta e amplificação do sentimento de felicidade plena que me preenchia. Ver que ele estava finalmente colocando as dores do passado todas para trás e abrindo de vez seu coração para mim, era o golpe final na minha última barreira defensiva e com um sorriso eu dizia sim para o mesmo, abrindo os braços e sentindo o avanço do homem.

    – Bash…

    As palavras ainda saiam com dificuldade e eu nem conseguia dizer o que queria para apensa me entregar ao poderoso sentimento que consumia meu corpo. Sentindo o choque dele, eu prontamente passava meus braços sobre seus ombros e segurava com minhas mãos em sua nuca, já me deixando ser erguida pelo homem e retribuindo com toda minha paixão naquele longo beijo. Já em cima da pia, com minhas mãos em sua nuca eu o arranhava com minhas unhas. A cada segundo que se passava, a vontade de continuar beijando-o crescia dentro de mim, mas, eu queria mais e cada vez mais. Assim, quando a primeira pausa longa era feita, eu retomava o folego e ia dando vários beijinhos em seu rosto indo em direção a sua orelha. Assim que minha boca estivesse ao lado do ouvido dele, eu esperava alguns segundo, fazendo-o sentir minha respiração em seu ouvido, e, em seguida, sussurrava em seu ouvido falando em meu dialeto natal.

    – Bash, meu coração é seu e somente seu! Hoje será uma noite que ficara marcada em nossas memórias, meu amor!

    Ao terminar de falar, delicadamente eu dava começava com um suave beijo no lóbulo de sua orelha, alternando, em seguida, para leves lambidas naquela região enquanto que minhas mãos faziam carícias em sua nuca. Com o tempo, minha língua ia delicadamente contornando a orelha dele e minhas mãos iam descendo na mesma velocidade na direção de seu peito e, assim, começar a abrir o colete dele. Continuava a passar minha língua em sua orelha para provocá-lo até o momento que conseguisse abrir a peça da roupa e assim que tivesse sucesso eu ia dar uma leve mordidinha na orelha dele para depois começar tirar o colete do corpo e jogá-lo no chão do banheiro.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Danto em 7/7/2017, 12:18

    A sua respiração faziam os pequenos pelos quase transparentes da nuca de Bash se arrepiarem, em seguia a sua frase parecia atear ainda mais combustível para ser queimado dentro do corpo daquele lindo homem que a desejava intensamente. Fechando os olhos, ele se entregava as suas carícias enquanto permitia que você removesse totalmente o próprio colete.

    -Certo, talvez eu esteja um pouco nervoso com a situação!

    Comentava o experiente cainita a sua frente que estava cada vez a se comportar mais condizente com a aparência jovial que possuía. Abrindo os olhos ele mostrava um sorriso divertido, para logo em seguida levar as duas mãos no teu cinto, aplicando uma força de puxar, fazendo o teu corpo se chocar contra o dele. As presas de Bash então prontamente conquistavam o seu pescoço, mas não o perfuravam! Elas apenas acompanhavam pequenas mordidas e beijos que ali eram depositados, enquanto as mãos de Sebastian abriam o cinto e a liberava do mesmo.

    -Um instante...

    Sussurrava junto de seu ouvido. Posteriormente o homem ajeitava a postura na sua frente para usar as mãos afim de abrir calmamente o zíper das suas costas, parando a ação na metade e dando um passo para trás.

    -Devemos ir ao nosso quarto?!

    Questionava o homem que dava mais um passo para trás, demonstrando uma inesperada insegurança. Os olhos dele não deixavam de percorrer seu corpo inteiro, praticamente devorando-o por completo e imaginando como seria vê-la sem o vestido. Por outro lado, você sabia que ele não havia se envolvido com nenhuma outra mulher além da antiga esposa, ou seja, havia uma enorme chance de você ser muito mais experiente que seu próprio Senhor! Todavia, o corpo de Bash o traia em uma expressão notória e chamativa, afinal, havia ali abaixo da cintura do mesmo um volume pontiagudo que se demonstrava ainda maior do que anteriormente.
    [Off: Ultima ação para o final do ato]


    Última edição por Danto em 7/7/2017, 16:55, editado 1 vez(es)
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato II - Novas Faces

    Mensagem por Lugo em 7/7/2017, 16:06

    Ver Soyer se entregar ao suave prazer que lhe fornecia me dava ainda mais vontade de tê-lo por completo. As mordidas eram alternadas com beijos delicados e com minha respiração, que ainda era difícil de controlar, mas, ainda assim, as carícias continuavam até eu conseguir tirar por completo o colete dele. Uma vez sem o colete eu me distanciava um pouco e o olhava sem a peça de roupa. Era difícil trazer uma memória, dentro de minha confusa cabeça, de quando havia visto Sebastian sem camisa, mas, de qualquer forma, aquela era a primeira vez que eu o via com todo aquele desejo que queimava dentro de mim. Suas palavras também quebrava um pouco o clima, não de uma maneira negativa, e me fazia abrir um rápido sorriso divertido.

    “Então você está nervoso? Eu sonhei para ver esse dia! Haha!”

    O nervosismo de meu senhor me divertia e excitava ao mesmo tempo, e logo o sorriso divertido sumiu de meu rosto para dar lugar a um sorriso malicioso que era contido com uma mordida em meu próprio lábio. Assim meus olhos começavam a descer novamente para o corpo despido dele, admirando-o, até ele retomar a iniciativa e puxar meu corpo contra o dele. O choque me fazia soltar um pequeno gemido e, em seguida, levava minhas mãos até suas costas, para finalmente tocar a pele nua dele com minhas mãos, acariciando-o de leve, e apoiando meu queijo em seu ombro, deixando minha boca perto de seu pescoço.

    Porém minhas carícias não duravam muito, pois, logo em seguia, podia sentir o toque de seus lábios, assim como os dentes, indo de encontro com meu pescoço e me proporcionando uma excelente sensação. Seus beijos e mordidas acionavam uma nova onda de arrepios em meu corpo e eu o respondia arranhando suas costas com minhas unhas enquanto soltava minha respiração ofegante bem próximo de seu pescoço. Aquela sensação era tão boa que prendia totalmente minha atenção e só me dava conta que meu cinto estava sendo retirado quando ele saia por completo. Entretanto, suas palavras me alertavam de algo que eu não havia percebido antes de chegarmos a esse ponto. Aquilo de certa forma me acalmava um pouco mais, e ao perceber que ele estava com dificuldade de abrir o ziper de meu vestido eu simplesmente repousava a lateral esquerda de minha cabeça em seu ombro, colocando minha boca próxima da base de seu pescoço e dando alguns beijos mais longos na região.

    “Nunca havia parado para pensar nisso, mas você deve realmente está com dificuldades ai atrás, mas isso é muito fofo. Mas não se preocupe, Bash, eu vou tomar conta de você e lhe dar maravilhosas noites pelo resto de sua vida!”

    Seu recuo, no entanto, era algo que me pegava de surpresa, e ao ver se afastar eu levantava minha cabeça e tirava minhas mãos de suas costas para colocá-las sobre a pia, ao lado de minhas pernas, e apoiar meu corpo. Sua insegurança me divertia e eu não conseguia esconder aquilo, mas eu também não tirava sarro ou qualquer outra coisa. Assim eu descia da bancada, me colocando entre ele e o local que estava sentada, deixando meu corpo bem próximo do dele novamente. Já de frente para o homem, minhas mãos iam ate a parte superior de seus glúteos e puxavam, novamente, seu corpo para próximo do meu, fazendo questão de pressionar o seu membro inferior com meu corpo. Com meu corpo colado ao dele, aproximava minha boca da dele e falava com ternura, tentando aliviar a tensão e insegurança que o consumia, mas ainda com uma sutil marca de sensualidade.

    – Não fique assim Bash. Não quero ser o motivo de sua insegurança, na verdade eu desejo que seja exatamente o contrário. Sei que faz algum tempo que você não faz isso, mas relaxe, pois a noite vai ser longa e muitas outras estão por vir!

    Ao terminar de falar eu dava um selinho em sua boca e depois me aliviava um pouco na pressão de meu corpo contra o dele para retornar a falar.

    – Mas, vamos ao nosso quarto, acho que será melhor lá.

    Depois de falar eu esperava ele se afastar um pouco para começar a sair daquele banheiro. Antes de sair eu tirava meus sapatos, segurando-os com minha mão esquerda, e esperava que ele saísse a frente, até por que eu não sabia qual seria o nosso quarto. Ao sairmos do banheiro e o seguia quase colada em seu corpo, e fazia questão de ficar em seu ponto cego para que ele não me olhasse durante o caminho, e então, com minha mão direita eu começava a afrouxar o ziper de minha roupa, tentando fazer sem que ele percebesse.

    Durante o caminho eu olhava rapidamente para os dois lados procurando por pessoas que poderiam acabar nos notando e se realmente visse alguém iria começava a apressar Sebastian, empurrando-o levemente nas costas para andar mais rápido e entrar no quarto o quanto antes. Esperava ter conseguido abrir o ziper do vestido antes dele abrir a porta do quarto, mas ainda ficava com o vestido e assim que ele abrisse a porta, eu o empurrava com certa força, para fazer ele dar dois passos longos, e adentrava no quarto, deixando meu vestido escorrer pelo meu corpo, ficando apenas em minhas roupas íntimas e jogando meu vestido para dentro do quarto com meu pé, para em seguida entrar no quarto, fechar a porta atrás de mim e falar com calma e sensualidade.

    – Agora que a festa começa!

      Data/hora atual: 22/7/2017, 19:35