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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 10/7/2017, 21:17

    Ume escutou as palavras de seu pai em silencio, o despertar de um lado magico de seu sangue fora o que atrairá Othello, a situação complexa e dramática da jovem havia sido o grande motivo de seu abraço.

    – É uma pena que a morte nos separe tanto desse mundo, mesmo assim fico feliz pelo Sensei ter me abraçado, se não fosse isso eu não poderia seguir o caminho que meu despertar exigiria. Tinha obrigações a cumprir, mas agora posso estar ao seu lado e só isso já me deixa feliz pai. Vou me esforçar para conhecer todos os seres dessa floresta, afinal é aqui que minhas raízes estão plantadas.

    Comentava a jovem com carinho ao homem que o destino havia feito seu pai, a clara calma de Othello por conversar pelas vinhas fazia Ume sorrir, entender seu pai sem nenhum esforço era algo novo e interessante.

    “ Será que existem pequenos rituais que nos permitam fazer isso sem problemas?”

    O alerta deste a fez olhar para a frente, a grande figura do cervo e a forma que este se aproximava arrancou um suspiro da jovem, a reverencia da grandiosa criatura e a clara felicidade em seus olhos eram um tesouro que Ume nunca se esqueceria.

    Ouvindo atentamente as palavras de Othello a jovem assentiu com um movimento suave, estendendo a mão para tocar de leve no focinho do grande cervo, Ume fez um leve movimento de coçar enquanto se apresentava.

    – Boa noite grande guardião, eu sou Ume Tagaki, é uma honra conhece-lo.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 12/7/2017, 08:22

    Othello contentava-se em realizar uma reverência mais longa enquanto o poderoso guardião mantinha-se perto para receber o seu toque. E mais uma vez algo fantástico estava reservado a percepção da jovem japonesa!

    Era possível sentir perfeitamente o toque no pelo do focinho daquela magnífica criatura, apesar dos olhos da jovem não necessariamente serem capazes de ver o contado direto, afinal, não havia matéria para ser de fato sentida. O tato era perfeito, tanto para você quanto para o guardião.

    O poderoso cervo emitia alguns barulhos que vinham do fundo da garganta, era grossos e estranhos ao seu ouvido, mas pareciam positivos. Era uma tentativa clara de responder, todavia a comunicação era falha como Othello já havia esclarecido. Enfim, o majestoso animal recuava até o altar onde havia surgido para começar a desaparecer gradativamente.

    -Filha, saiba que existem formas de regressão desse contato. Nada nesse mundo é definitivo e inexorável, só os conformistas e deterministas acreditam em verdades inabaláveis, eu ainda não sei o que é, mas sei que existe algo além que tudo permite... Enfim, é hora de irmos ao último ponto de nossa pequenina viagem de compreensão!

    Mais uma vez o homem se comunicava através das vinhas e literalmente, dando um tchau com a mão direita para o altar onde o servo havia sumido, para  esperá-la afim de recomeçar a caminhada.

    -A próxima parada é: Meu primeiro refúgio!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 12/7/2017, 21:30

    O toque inexistente mas cheio de sentidos fez Ume sorrir, o pelo macio do focinho do grande guardião era único, os bramidos soltos pela garganta do cervo ecoavam na mente da japonesa como uma benção distante.

    “Será que ele está feliz porque eu estou feliz em conhece-lo? Ele é magnifico, uma pena que não possamos nos compreender, mas farei de tudo para ajuda-lo a proteger esse lugar.

    Levantando-se quando o grande cervo se afastou para retornar ao altar, Ume acenou de forma leve em uma despedida curta porem educada, escutando as palavras de seu pai a jovem concordou sorrindo com carinho.

    – É um bom incentivo esse, saber que é possível achar uma resposta para esse impasse, sei que vou me esforçar para poder um dia entende-los, talvez demore mas temos tempo não é pai?!

    Abraçando o braço de Othello, Ume sorria para seu pai com carinho pedindo para que este a guiasse a última parada daquela noite, descobrir que a casa havia sido o primeiro refúgio do experiente Tremere deixou a jovem animada e curiosa.

    - Então você teve uma casa antes da atual, interessante! Porque escolheu se mudar Sensei?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 14/7/2017, 14:47

    -Certamente irá demorar, por sorte filha, tempo nunca é um problema para nossa condição! Minha Mãe, no caso Senhora, costuma brincar e afirmar que Zeigeist é nossa maior constante e confiável companhia! O humor dela é, específico.

    Comentava Othello, usando outra vez as vinhas para que a comunicação entre vocês fosse plena e sem maiores dificuldades. A grande realidade é que ele não conseguia conter a alegria de poder se comunicar perfeitamente com a própria filha!

    Assim, ele guiava o caminho para a direção mais baixa da mata. E para sua surpresa, o caminho era simples, bastava seguir a própria descida do relevo, contornar algumas grandes arvores e evitar regiões com rochas esverdeadas e cheias de musgos.

    -A verdade é que eu realmente nunca quis mudar, mas quando eu notei que estava à dormir sobre meus próprios livros, percebi que iria precisar de espaço! Não preciso de muito sabe, mas meus estudos merecem cuidados, além disso, sempre quis ter estufas e uma prole... Consegui tudo que sempre quis! Isso é maravilhoso!

    A caminhada terminava logo após a saída da floresta, logo antes de um pequeno campo agrícola que pertencia a propriedade vizinha. E logo ali, perto de algumas rochas e construído com o apoio de uma secular e única grande árvore, havia uma casa.

    Imagem de referência:

    A aparência estava um pouco abandonada, mas não totalmente descuidada. Haviam lamparinas que cuidavam da iluminação e o silêncio era simplesmente maravilhoso!

    -Bem, ela tem uma varanda e só dois cômodos! Microscópica, eu sei. Mas eu não precisava de mais quando vim para cá cuidar dessa floresta e me dedicar aos meus estudos.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 15/7/2017, 12:00

    Ouvindo atentamente as palavras de Othello a jovem sorriu em resposta a forma como este se referia a Abrielle, Ume percebia o grande respeito e o amor de seu pai por sua Senhora e Mãe, ainda que o respeito fosse maior e mais apresentado.

    “ Ele a ama, mas tem medo de não ser bom o suficiente. Não consegue entender que é o filho mais amado de Abrielle Sama. Então se esforça para deixa-la feliz e isso a agrada, chega a ser bonito.”

    Rindo com seus próprios pensamentos Ume apoiou sua cabeça sobre o ombro de Othello durante a caminhada, com um suspiro a jovem caminhou ao lado de seu pai com calma e sem pressa.

    – Acho que é um senso de humor que nos ajuda a aprender, Abrielle Sama sempre me pareceu ser uma professora rígida, mas que sorri quando não estamos olhando.

    Comentava de forma suave a jovem enquanto andava ao lado de seu pai, o caminho mais ameno pela floresta deixou Ume feliz, já que assim podia muito bem andar de mãos dadas com Othello.

    Ouvindo atentamente as palavras sobre a mudança, Ume riu ao imaginar como aquilo era a mais pura verdade, Othello por si só não se importava com grandes espaços, mas seus livros e materiais de estudo sempre estavam perfeitamente organizados e limpos, algo que Ume se esforçava para manter do mesmo modo.

    Enxergando por fim a pequena casa a jovem sorriu admirando-a, por menor que fosse tinha uma beleza única e rustica, algo que a agradava em muito, rindo com o comentário de seu pai a jovem sorriu orgulhosa deste.

    – Apesar de pequena ela é linda! Deveria ter sido um verdadeiro castelo de conhecimento, fico feliz em conhecer essa parte de seu passado pai, e mais feliz em saber que você conquistou seus desejos.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 18/7/2017, 00:00

    -Sabe, foi nela que tudo de fato começou para mim. Sempre achei que seria uma pena deixá-la ao léu... Já sei! Porque não a usa para a reunião com seus companheiros de ciclo? Será necessário para vocês terem um local para práticas e convívio, sei que não é muito, mas pode ser útil! Além disso, a casa é próxima e de fácil acesso daqui.

    Dizia Othello usando as vias naturais de comunicação para evitar os tropeços comuns que a fala dele possuía. E de fato, o caminho de retorno era simples, bastava alcançar a estrada que ficava a não mais do que quinze metros de distância e subir por ela até a casa.

    -Quer explorá-la ou já achas que é hora de irmos para casa filha? Por sorte eu já deixei uma boa alimentação para nós reservada... Ah! Sim, sim claro... precisamos colher mais vinhas! Lhe ensinarei a construir uma poção de elo animal, isso vai ser útil para os próximos passos.

    Indicava o homem e já se colocava a procurar por pequenas raízes e vinhas que se entrelaçavam as rochas menores que circundavam a casa da árvore, a deixando à vontade para fazer qualquer escolha.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 18/7/2017, 17:31

    Atenta as palavras de seu pai, Ume concordou com este sobre deixar aquele lugar abandonado ao tempo, mas a ideia sugerida a fez sorrir, usar a casa que havia sido o primeiro refugio de seu pai era um pequeno presente pelo qual Ume não esperava.

    – Eu adorei a ideia pai! Vou conversar sobre isso com a Lucy e o Massi, acho que eles vão gostar já que é um lugar seguro e sem curiosos por perto.

    Observando a estrada a jovem sorriu ao perceber a proximidade de sua casa e a de Othello, isso fez Ume ficar ainda mais animada com a ideia de usar a velha casa como ponto de estudos fora da Capela.

    “Com sorte sempre teremos o apoio da casa principal e do Sensei! Espero que eles gostem!”

    Ouvindo as palavras de Othello, Ume sorriu com carinho para a figura do homem, aproveitando que este se colocava a colher as ervas que precisariam a jovem subiu as escadas, queria olhar o interior da casa para saber do que precisariam para reativa-la se necessário.

    – Eu só quero dar uma olhada dentro dela pai. Depois podemos voltar, eu ainda tenho uma leitura bem extensa para fazer!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 14:06

    -Fique a vontade filha, é sua!

    Respondia Othello que ficava a colher algumas ervas e deixava com que você tivesse a liberdade total para se movimentar na direção da casa. Após subir as escadas feitas de uma madeira bem firme e estável, que apesar de suja, não demonstrava nenhuma imperfeição. Logo ao final desta, havia uma breve varanda retangular, com algumas marcações no chão, riscos antigos de possíveis rituais. Além de uma marca junto ao batente da porta. Uma letra O maiúscula e uma letra B maiúscula, interligados por uma seta dupla, que indicava reciprocidade.

    Logo ao adentrar o local, era possível ver o ambiente de uma sala ampla, havia dentro da própria sala vários livros espalhados que haviam ficado para trás, provavelmente livros ainda em branco separados para anotações. Seus olhos logo notavam a presença de um bonito vaso sobre uma mesa central de madeira com um circulo de vidro, além de outros móveis encostados nas paredes, como se tivessem sido movidos para lá para auxiliar na mudança e deixados para trás por preguiça ou pode serem pesados demais para serem carregados para baixo.

    Haviam também um quarto, separado pela viga central de sustentação e um outro ambiente de porta fechada, que certamente seria a pequena sala de rituais daquela casa rústica.

    Objetos em cena:
    Vaso :
    Cama:
    Mesa de centro:
    Bau-mesa:
    Bau:
    Estantes:
    Primeira:
    Segunda:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 14:34

    As palavras calmas de Othello trouxeram a face de Ume um sorriso calmo, subindo os degraus de madeira a jovem percebeu neles a força e o bom estado que permaneciam apesar da poeira.

    “ Aqui venta o tempo todo, seria um milagre estar limpo, ainda mais pelo tempo em que não teve ninguém para cuidar.”

    Respirando com leveza ao alcançar o topo da escada, Ume olhou para baixo só para ver seu pai colher as ervas que usaria na poção, uma certa curiosidade se apossava da jovem diante da poção e seus usos, rindo com isso Ume respirou fundo ao abrir a porta da pequena casa.

    Sem entrar a jovem sorriu diante do ambiente, os moveis deixados para atrás e a forma em que estavam organizados dava um ar único a casa, mesmo depois dos anos abandonada está ainda parecia habitável apesar da poeira.

    “ Com um pouco de ajuda esse lugar vai ser perfeito! Só espero que eles gostem da ideia, seria uma pena deixar esse cantinho se perder.”

    Pensava consigo mesma a jovem, adentrando no local ainda de sapatos Ume sorriu ao ver a cama, com toda a certeza a jovem teria que trocar os lençóis mas a simples ideia de ter uma cama ali combinava com todo o ambiente. Tocando de leve na estante mais próxima, Ume retirou um dos livros ali deixados folheando-o com curiosidade.

    – Vou precisar fazer uma lista de coisas a serem feitas aqui, mas primeiro tenho que falar com o Massi e a Lucy.

    Curiosa quanto a porta da provável sala de rituais, Ume preferiu não adentrar no local, pelo menos não ainda, por mais que a ideia de reviver aquela casa fosse boa, a jovem queria compartilhar com seus amigos.

    Descendo as escadas, Ume sorriu ao perguntar de forma natural ao seu pai e professor.

    – O que significa aquela marca no batente da porta pai?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 14:41

    A simples ação de folhear um dos livros revelou aos seus olhos uma curiosa sensação inesperada, afinal, eram anotações bem antigas de Othello. Rascunhos de frases que estavam presentes nos livros que ele havia dado a você durante as primeiras noites. Enfim, já descendo as escadas e falando, a resposta de Othello era simples:

    -Ma-marca?!

    O homem ria com o proprio descuido de falar ao invés de usar a comunicação natural das vinhas que ainda se faziam presentes.

    -Ah sim! É a minha inicial com a de Belladonna, quando ela foi abraçada eu a trouxe aqui e ela resolveu deixar marcada na madeira a nossa relação. A seta significa um caminhão de mão dupla, um irmão que depende do outro... Algo que pode enfim ser reconectado. E então filha, o que achou da casa?

    Após a resposta o homem se levantava e sinalizava com a cabeça a direção da estrada, indicando que era a hora de voltar.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 14:54

    Surpresa ao encontrar um velho livro de estudos de seu pai, Ume sorriu ao reconhecer ali as anotações dos livros que havia ganhado de Othello, havia um significo especial em usar todo aquele lugar, inclusive em aproveitar o material deixado para atrás.

    Devolvendo o livro ao seu lugar, a jovem encostou a porta com cuidado para descer as escadas, sua mão se apoiava no tronco forte da arvore em uma caricia suave, já no chão a jovem sorriu diante do descuido de seu pai ao usar a própria voz para se comunicar.

    “ Parece realmente algo que Oba San faria. Fico feliz que agora eles possam reconectar essa amizade, Abrielle Sama também está muito feliz com isso.”

    Oferecendo-se para ajudar a carregar as ervas que Othello havia colhido, Ume sorriu diante da pergunta deste, esperando que seu pai guiasse o caminho a jovem o respondeu com animo sobre a casa.

    – Eu achei ela perfeita! Talvez seja bom não usarmos sapatos lá dentro quando ela estiver limpa! De qualquer forma ela está em um ótimo estado e espero que isso anime Massi e Lucy, com sorte nós três a limpamos bem rápido.

    Comentava a jovem não escondendo a empolgação de reviver aquele lugar tão bonito e especial.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 15:07

    Prontamente exibindo um largo sorriso. Othello apontava agora com o indicador o caminho em direção a estrada, afinal, seria o mais fácil de ser fazer e provavelmente o mais utilizado caso seus amigos realmente aceitassem a proposta. Extremamente feliz e incapaz de esconder o orgulho que sentia de sua própria filha, o homem dizia:

    -Eu costumava forrar com um carpete velho que roubei do laboratório de minha mãe, mas fedia um pouco e lutei bravamente contra o bolor até cansar!

    Ele sorria e seguia a falar:

    -Bem, então vamos! Estou ansioso para a resposta dos seus amigos, seria triste manter esse lugar sozinho por mais tempo e acredito que será importante para o aprendizado de vocês!

    Você então chegavam a beira do asfalto e o homem dizia de maneira bem tranquila:

    -Infelizmente as vinhas não funcionam nas áreas não selvagens, então... Conto com sua paciência outra vez, sim?!

    Indicava o seu sensei, removendo as vinhas e enfim, caminhando em silêncio em direção a casa de vocês. A caminhada era curtíssima na verdade, o difícil era apenas pela subia que cansava um pouco os seus pulmões, mas feita com cuidado causava o mínimo de impacto possível. E assim, em brevíssimos minutos vocês já estavam a adentrar a região das duas casas, Othello apenas indicava:

    -Vou to-tomar uma... uma ducha. Até b-breve fi-filha!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 15:29

    Rindo das palavras de seu pai, Ume concordou com um movimento simples de sua cabeça, coçando de leve sua cabeça a jovem seguiu as indicações de Othello ao acompanha-lo pelo caminho de volta.

    – Tenho certeza de que iremos achar uma boa solução para isso. Nada contra carpetes, mas sem um bom cuidado eles fedem mesmo.

    Feliz por seu pai gostar da ideia de trazer mais vida e cuidados para a casa, Ume sorria ao caminhar do lado deste, os conselhos ali recebidos eram guardados com carinho, já que Othello passou pelo mesmo processo que agora Ume e seus companheiros passariam.

    Na beirada do asfalto acenou positivamente diante da impossibilidade de continuar a usar as vinhas para se comunicar, não era um problema já que Ume havia aprendido a entender seu pai durante os anos de convívio, abaixando-se para retirar as vinhas com cuidado, Ume as acariciou antes de se despedir com carinho das plantas que haviam estado em seu pulso durante a noite.

    - Até amiguinhas, foi bom tê-las ao meu lado e obrigada pela ajuda.

    Murmurava a jovem ao se levantar e continuar o caminho com seu pai, a caminhada suave forçou pouco seus pulmões apesar de ser uma subida, saber que o caminho não era difícil ou complicado apenas deixou Ume mais feliz e animada ainda.

    “Acho que seria bom se a Lucy e o Massi vissem a casa antes de tomarem uma decisão. Vou chama-los aqui amanhã a noite, isso vai tirar nossas duvidas.”

    Na área das casas a jovem não escondeu o sorriso ao ouvir as palavras de seu pai, concordando com este Ume sorriu ao perguntar de maneira breve.

    – Eu vou tomar um banho também. Voce quer me ensinar mais alguma coisa? Caso contrário vou começar a leitura depois do banho.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 16:11

    Imagens Referênciais:
    Quarto:
    Banheiro:
    Armário:

    Othello apenas indicava negativamente com a cabeça e se aproximava para dar um longo abraço em sua filha, sussurrando bem baixo para ela: "Obrigado". Beijando sua testa em um sinal de despedida, para enfim seguir até a casa dele e dar o espaço necessário para que você seguisse sozinha até a sua residência.

    Lá houve tempo suficiente para um relaxante banho, uma troca de roupas e tudo mais que fosse necessário para que o cansaço fosse deixado para trás e especialmente, a grande quantidade de sujeira que havia trazido consigo depois de um aprendizado tão intenso e inesperado junto de seu pai e sensei.

    Enfim, já sentada em sua cama e com a espera de Massi atender o telefone, a voz do jovem vinha com toda a animação de sempre, contagiando-a sem que sequer você fosse capaz de entender totalmente ainda como ele conseguia ser tão alegre!

    -Ume! Hey! Oi! Ah, Moshi, moshi! Fiz certinho? Espero que sim! Esse livrinho aqui tá me ajudando, acho né! Bem, tudo bem? Lucy tá no banho já tem quase uma hora, acredita nisso? Acho que ela dormiu lá, só pra variar!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 16:46

    Se despedindo de seu pai com um abraço, Ume o apertou com carinho quando ouviu aquelas palavras sussurradas em seu ouvido. Puxando o rosto de Othello, Ume o beijou na testa para se despedir deste.

    Cuidando de ir recolher seus sapatos antes de entrar em casa, Ume limpou seus pés da melhor forma que pode antes de seguir para o banheiro, lá não demorou para a jovem se livrar das roupas e entrar debaixo da agua quente e relaxante.

    “ Seria estranho andar no meio da floresta sem se sujar! Tenho que descobrir como lavar essas roupas sem deixar manchas.”

    Saindo do banheiro já limpa e relaxada, Ume enrolou a toalha em seus cabelos para se vestir, escolhendo um pijama confortável a japonesa se sentou na cama para finalmente ligar o celular, colocando a bateria e ligando o aparelho a jovem discou o número de Massi esperando ser atendida.

    A voz animada do rapaz do outro lado da linha a fez rir, aquele animo todo era contagiante, ainda mais quando Massi a cumprimentou da melhor forma que pode usando o japones aprendido no livro.

    – Moshi, moshi Massi! Fez certo sim, não se preocupe muito com o livro, se você quiser eu posso te ensinar japonês também.

    Rindo pelas lamurias de seu primo e amigo, Ume balançou a cabeça para tirar a toalha dos cabelos, deitando-se na cama a jovem relaxou um pouco antes de continuar a falar.

    – Meu pai nos ofereceu um lugar onde podemos usar para estudar quando não formos a Capela, fica aqui perto e eu gostaria da opinião de vocês. Seria pedir muito que você e a Lucy passassem amanhã a noite aqui? Qualquer coisa na minha casa tem espaço para os dois e seria legal que vocês vissem o lugar.

    Comentava a jovem de forma suave, esperando pela resposta de Massi, Ume voltou a se sentar na cama para não deixar que a toalha molhada ficasse durante muito tempo sobre o colchão.

    Modelo do Pijama:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 17:02

    -Já que você ofereceu, vou ter que aceitar sabe?

    Respondia o rapaz do outro lado da linha com um bom humor que parecia ser rotineiro ao mesmo, o som dele se ajeitando na cama também era possível de ser ouvido ao fundo da ligação e assim ele seguia falando.

    -Claro, é legal ter um espaço além da capela sabe. Eu posso falar muito alto as vezes ou fazer algo errado e seria trágico passar vergonha na frente dos mais velhos...

    Fazendo uma breve pausa para enfim retomar a fala:

    -Devemos levar algo? Tipo, roupas, utensílios, algo?! Digo, vamos sim logo no começo da noite pra sua casa e você nos leva ao local. Só lembre de me mandar seu endereço certinho!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 17:22

    Rindo diante das primeiras palavras de Massi, Ume coçou a cabeça ao se levantar da cama para ir estender a toalha no local apropriado, ouvindo as palavras de seu primo a jovem ponderou por alguns instantes sobre as questões ali levantadas.

    – Acho que o começo da noite é o melhor horário mesmo, quanto a possíveis coisas... Eu não tenho nada muito especifico em mente Massi, mas se vocês quiserem trazer alguma coisa fiquem a vontade. Talvez até uma muda de roupas para deixar aqui em casa como reserva.

    Comentava a jovem ao voltar para o quarto e se sentar na cama ligando o abajur da mesa de cabeceira.

    – Pode deixar que não esquecerei de enviar o endereço. Vou passar pra Lucy também e assim garantimos que vocês não se perdem.

    Brincava Ume ao se ajeitar na cama para relaxar um pouco, rindo baixinho a jovem esperava pela resposta de Massi sorrindo com a ideia de ter a casa da floresta como um local de encontro para os três.

    “Que bom que o Massi gostou da ideia, vai ser bom para nós e fica perto de casa, um lugar seguro e de fácil acesso.

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 18:55

    -Perfeito, envie sim para a Lucy porque existe uma enorme possibilidade de eu perder o endereço e sabe, minha irmã é muito mais organizada!

    Respondia o jovem de maneira descontraída, tirando sarro da própria confusão e descuidos.

    -Bem, vou fazer assim: Levarei algumas coisas, uma mala com roupas para mim e Lucy e vejo com ela o que ela irá querer levar. Sabe, eu confio bastante na sua opinião e sei que deve ser algum cantinho bem legal! Enfim, nos vemos amanhã logo cedo! er...

    Ele demorava um pouco antes de desligar, aparentemente folheando algo para dizer de maneira risonha e divertida:

    -Ashita mata!

    "Até amanhã" em seu idioma nativo, mas dito com um sotaque divertidíssimo. Assim o rapaz se despedia aguardando apenas as suas palavras para terminar a ligação.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato IV - Mágika e Equilibrio

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 20:21

    Tampando a boca com a mão, Ume riu diante da irreverencia natural de Massi e da franqueza do rapaz, fazendo um sinal positivo com a cabeça a jovem se divertiu ao responder o primo da mesma forma.

    – É eu tinha quase certeza de que era uma boa ideia enviar para a Lucy também!

    Suspirando de maneira aliviada ao escutar a opinião de Massi, a jovem sentiu-se mais calma para a espera da próxima noite.

    “Seria bem chato arrumar tudo e eles não gostarem. Do modo que está, podemos trabalhar juntos, será bom para nós três.”

    Penteando os cabelos molhados com o dedo Ume sorriu ao responder Massi e sua despedida carinhosa e esforçada.

    – Pode deixar, vou esperar os dois na entrada da garagem, e continue treinando seu japonês Massiveiro! Sayōnara!

    Se despedia a jovem usando seu melhor japones apenas incentiva Massi a continuar, embora o sotaque fosse evidente Ume sentia-se feliz pelo esforço do primo.

      Data/hora atual: 22/7/2017, 19:36