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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 26/7/2017, 10:55


    Local: Monteriggioni,Castel Pietraio.
    Data: 16 de Abril de 2016: Sala de Estudos de PlinioAzzarà.

    O caminho até os domínios de Plínio foram feitos pelos seus pés com uma leveza inesperada, eram como se os mesmos pudessem dançar dentro de um compasso perfeito. Todavia, a porta fechada a fazia parar, levando a mão à maçaneta e a encontrar trancada era um sinal de que algo indesejado poderia estar ocorrendo. Afinal, você mesma havia dado ao necromante a total liberdade para que ele pudesse trabalhar em prol da segurança de todos que estavam sob a sua proteção, mas quais seriam os limites de Plínio? O que realmente faria dele diferente do monstro que havia a abraçado séculos atrás, afinal, não seriam eles originalmente da mesma trilha e código moral? Seria então, o teu necromante um possível ser tão terrível quanto?! Antes mesmo que qualquer ação pudesse ser feita, a porta era aberta pelo próprio Plínio.

    -Perdoe-me senhora, estou apenas a seguir os protocolos de Andrea.

    As palavras do homem vinham como um alívio imediato aos temerosos pensamentos que se procriavam como ervas daninhas em sua mente, o mesmo ainda se deu a delicadeza que aguardar sua reação para só depois comentar.

    -Por favor, entre. Espero que o ambiente seja dessa vez um pouco mais receptivo, outra vez, insistência de Andrea que se dizia farto de encontrar esse local parecendo uma espelunca medieval dos romances bregas da nova cultura. Eu sinceramente, não entendo a diferença, o pó é natural porque se incomodar? Enfim, estou a falar excessivamente, perdoe-me Senhora.

    Assim você adentrava o local e Plínio prontamente fechava a porta atrás de ti. A primeira grande mudança era a iluminação daquela sala retangular, luzes claras deixavam nítidos os contornos e detalhes das estantes, da mesa de alquimia e de todas as outras ferramentas de estudo anatômico. O ar de "calabouço" estava diferente, havia limpeza e organização. Ao fundo da sala ficava uma mesa de madeira maciça onde vários livros e tomos ficavam armazenados, todos ajustados por temas e em ordem alfabética. Já a parede da esquerda era dedicada as cinco estantes que eram postas em paralelo, de tamanhos equivalentes e bem próximas de tocar o teto, mas deixando um espaço suficiente para armazenar longe da distância das mãos, as relíquias mais perigosas e assustadoras, como crânios, bonecos estranhos e outros possíveis grilhões para aparições. A sua direita deveriam haver os suportes aéreos onde os objetos de pesquisa ficavam armazenados, mas as correntes já não estavam mais ali. E o chão onde os "restos mortais" outrora escorriam, estava limpo, apenas manchado por causa da utilização passada. Haviam agora jaulas de ferro maciço, todas encobertas por grandes lonas negras.

    Plínio caminhava então para a central do ambiente, parando junto de uma nova mesa, essa agora era feita de mármore e assemelhando-se muito a um caixão de antigos mausoléus. Sobre a mesa haviam vários livros abertos, todos claramente relacionados à estudos anatômicos e especificamente, três deles eram a cerca da trilha dos ossos, caminho ético e moral de Plínio e dos necromantes do clã Giovanni.

    A poeira ainda se fazia presente, mas apenas nos cantos e entre os livros mais altos e não utilizados. Por fim, o último novo detalhe a ser notado era a presença de uma porta de madeira ao fundo da sala, que certamente daria acesso a um ambiente escavado abaixo da sua propriedade, claramente todos os piores objetos e os mais terríveis e desumanos estudos agora seriam feitos lá dentro.

    -Bem, espero que possa ter agradado os teus olhos minha Senhora. Sei que estamos a adentrar uma situação delicada nas próximas noites, todavia, se nosso lar não for um local de segurança e conforto, como poderemos de fato nos colocar fortes fora deste? Enfim, em que posso ser-lhe útil nesta noite Loretta?
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 27/7/2017, 04:19

    "Odeio pensar no que diabos ele faz aqui dentro. O importante é saber que há respeito. Se eu sentir que está fora do controle eu posso barrá-lo. Eu sou o limite dele. O que por um lado é ruim, pois sugere que eu aprovo tudo isso. Não gosto de pensar que realmente eu aprovo... Mas é necessário... Não posso me permitir ser consumida por esse pensamento. Afinal eu estou segura aqui. Pode haver um ambiente pesado, mas nunca irá se comparar com minha casa de origem. Posso confiar nele."

    Forçava meu próprio pensamento enquanto ouvia as primeiras palavras de Plínio. Andava devagar até o meio da sala dele. Observando de leve as mudanças no cenário. "Irônico pensar que lá em cima está tendo uma linda festa cheio de adornos e flores. Esse lugar é exatamente o oposto." Não podia no entanto esconder o breve alívio em notar que o ambiente estava mais leve. Porém os elementos claramente escondidos logo me traziam mais arrepio que a verdade nua e crua exposta. Aquelas jaulas cobertas logo faziam minha coluna se esticar novamente. "Não gosto de coisas escondidas... Mesmo que vê-las seja tão ruim quanto..." Eu fazia um sorriso um pouco ameno antes de responder a primeira fala de Plínio. Falava com sutileza.

    - Este é seu espaço. Não precisa esconder aqui seu trabalho. Eu gosto de poupar meus olhos, mas não posso ser hipócrita. Porém fico agradecida com seu esforço em deixar esse espaço agradável para mim.

    Prontamente eu buscava uma cadeira mais próxima da mesa central. Passava meus olhos pelos livros ali por um instante. Para em seguida finalmente sentar lentamente, tentando relaxar de breve minha postura. Esperava Plínio fazer o mesmo em seguida. Enquanto ficava com um olhar pensativo e os braços cruzados. Formulando devagar uma linha de raciocínio. Me lembrando das últimas palavras que nós dois tivemos na noite passada. Então olhava diretamente nos olhos dele para finalmente responder sua pergunta.

    - Então Plínio. Minha irmã está aqui em casa. Conversei bastante com ela e a ofereci segurança em seus aposentos. Espero que isso não seja um problema para você. Além disso conversamos brevemente sobre Eloísa. Mas antes de eu falar um pouco sobre nossa conversa. Gostaria de ouvir sua opinião sobre minha irmã. Como também se tem mais alguma coisa sobre o desconforto de sua aliada que a estava deixando incomodada com o Patriarca, pode me falar sem preocupação de me incomodar. Afinal eu receio possuir más notícias para você sobre isso.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 27/7/2017, 18:19

    -Não, esse é o seu espaço. Eu fico em feliz em não ter nenhum se isso puder significar a vossa segurança e bem estar Senhora e sinceramente, eu gostei da organização me faz pensar melhor e eu só trabalho com as coisas assustadoras nas matas, afinal, se elas me assustam significa que há algo realmente estranho nelas. Não concordas?!

    Plínio estava verdadeiramente mais bem disposto nessa noite, isso era fácil de se notar. Não que o mesmo fosse mau humorado ou triste, a grande verdade é que o mesmo sempre preferiu expressar-se apenas da maneira mais clara e racional possível, evitando emoções ou possíveis tons de variações empáticas que pudessem imprimir a própria personalidade dele sobre as informações por ele fornecidas.

    Ajeitando-se na cadeira o homem de idade avançada olhava sutilmente na direção dos vários livros abertos ali sobre a mesa, o pescoço do mesmo se movimentava com letargia enquanto os olhos eram ágeis e profundamente analíticos.

    -Sua irmã, Elena Giovanni. Não ela não será nenhum problema, mas eu realmente não poderei oferecer à ela nada além do básico. Espero que isso não seja um problema para tua irmã, minha Senhora. Todavia, a Senhora me questiona a cerca da minha opinião... Isso me tira um pouco de meu eixo comum, mas assim será.

    Recostando-se na cadeira, Plínio fechava os olhos e cruzava os braços. Refletindo por exatos trinta segundos e abrindo os olhos com convicção:

    -Não possuo o vasto conhecimento sobre ela, posso dizer apenas o que me foi dito pelos nossos olhos. Elena é uma alma em desespero, carregando por onde passa um peso que assusta os espíritos mais fracos e fascina os mais poderosos. Enquanto a Senhora ainda é um holofote pequeno, devido à luz que brilha tem teu coração, Elena parece estar a se afogar nas próprias dores e abrindo-se à mortalha na esperança de encontrar algum alívio... Existem resquícios de que ela foi alvo de profanações físicas, sinceramente minha Senhora, sua irmã está a beira da morte e sem ajuda, não irá durar mais do que um ano.

    As verdades que passavam pela mente de Plínio eram explicitadas com total clareza, mas dessa vez, vinham acompanhadas de pequenas emoções: Preocupação e receio. E antes de seguir falando, ele erguia o dedo indicador, pedindo outro instante, para realizar novamente a ação de fechar os olhos, pensar e enfim, falar enquanto abria os olhos.

    -O que eu sei do desconforto de Eloisa, minha aliada reportou-me através de sussurros rumores estranhos. Primeiro de que o Senhor dela estava a tentar se comunicar, mas algo o estava impedido de falar. Segundo, de que Benito estava a experimentar de outras formas de artes negras e feitiçarias antigas, por fim, o que realmente a incomodou foi ver o deturpar da ética da trilha que nós compartilhamos. É até mesmo por isso que estou a lê-la, mas não sei detalhes... Detalhes que pelo visto a Senhor possuí.

    O mencionar de Eloisa era seguido de um nítido preocupar de Plínio, havia um sentimento real envolvido entre os dois, o complexo era entender esse sentimento já que a expressão facial do homem era praticamente nula.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 29/7/2017, 16:34

    Fazia um sorriso ameno com a primeira resposta educada dele. Sentia que o mesmo estava a vontade com a situação e aquilo me acalmava um pouco. Me fazendo encostar um pouco na cadeira e me afastar dos pensamentos negativos de mais cedo. Porém aquele mar de segredos não me alegrava muito, mesmo sendo contraditório, afinal há muita coisa que eu preferiria a ignorância. "Tudo tem seu preço, até a ignorância ou a sabedoria..." Assim começava a respondê-lo de imediato com um tom educado.

    - É importante reconhecer o medo. Me pergunto o que há nessas florestas, mas não sei se realmente quero a resposta. Sobre seu aposento, fico feliz da forma como você pensa, mas não precisa ser sempre assim. Você tem sim as suas liberdades, mesmo este sendo o meu domínio. Apenas saiba, prefiro ser informada do que me manter nas sombras.

    Então fazia uma pausa para escutar o que ele dizia sobre minha irmã. Dava uma breve esticada na coluna quando ele começava a explicar sobre as sombras remoendo Elena. "A visão dele pela mortalha é impressionante. Ele realmente possui muito conhecimento que eu sempre fui relutante em saber." Me mostrava um pouco inquieta com a explicação dele, não pelo que era dito, mas por me lembrar do pedido macabro de minha irmã mais velha. Assim simulo uma suspirada para lhe responder.

    - Ela está sim a beira do fim. A escuridão de minha irmã está muito forte e usarei toda minha luz para a proteger. Não importando as consequências. Por isso quero que a mantenha segura aqui. Onde nenhuma força negativa possa se aproximar dela. Enquanto isso irei tentar curar suas feridas. Custe o que custar.

    Após minha fala deixava Plínio falar novamente. Escutando agora o que ele dizia sobre Eloísa. Havia muita curiosidade e até preocupação com o que eu iria escutar. Porém logo no começo da frase dele levava um susto. Arregalando os olhos. "Tirone?!" Para em seguida após uma pausa, por para fora a surpresa que eu havia levado. Enquanto isso descruzava os braços e esticava a coluna novamente.

    - Tirone está tentando entrar em contato?! Isso realmente é possível? Eu sonhei com ele noite passada...

    Finalmente dava uma simulada inspiração e me arrumava na cadeira. Ficando focada mais uma vez nas palavras de Plínio. Notando que era meu dever contar o que ele não sabia. Assim falava com bastante calma enquanto analisava as reações singelas e quase escondidas dele.

    - Bom... Benito está realmente com sua mente deturpada. O amaranto que ele fez no passado deve ter o tirado do sério. Afinal antes havia ainda alguns limites, ele não tocava em crianças. Mas agora... Temo lhe informar que o terror de Eloísa é pior que apenas ver o Benito criar uma prole infantil. Sequer fora uma apenas. Mas ele a obrigou a devorar essa prole. Talvez não só uma vez. Sua aliada e sobrinha minha deve estar no pior inferno possível.

    Fazia uma curta pausa. Buscando um pouco de ar. Me arrumava na cadeira ficando um pouco mais ereta e prosseguia, ainda observando as reações dele com atenção.

    - Por isso precisamos salvá-la. Para tal preciso compreender melhor a trilha moral que vocês seguem. Para compreender o quão aterrador é essa profanação para vocês e quão perdido o Patriarca está.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 1/8/2017, 18:45

    -Me perdoe Senhora, farei a partir desta noite relatórios que serão prontamente direcionados à ti, não entenda minha omissão como falta de cuidado ou respeito pela Senhora, mas sim, como minha própria falta de perícia verbal. Só vou a ti com as reais urgências, nunca foi minha intenção mantê-la nas sombras e isso termina hoje.

    Afirmou prontamente Plínio à você. Com uma expressão bastante séria e centrada, o experiente necromante não deixaria que a lealdade dele pudesse falhar contigo em qualquer tipo de possibilidade.

    -Senhora é prudente evitar o a sua frase, custe o que custar. Sempre há um preço, para tudo e sinceramente Senhora, as vezes é melhor não pagar por ele. Acredite, a barganha com forças ocultas pode ser trágica... Mas eu entendo sua metáfora, estou apenas a divagar.

    Ajeitando a roupa, Plínio a surpreendia. Em um reflexo inconsciente ele esticava a coluna ao se ajeitar na cadeira em que estava sentado, era assim que ele reagia diante da sua menção dos amarantos que possivelmente Eloísa teria cometido à crianças. A segunda reação foi um soco desferido de punho fechado sobre a mesa, era a primeira vez que você realmente via Plínio irritado. Na realidade, ele parecia ultrajado!

    -Maldito!

    Exaltava Plínio, quase cuspindo a ofensa e esticando novamente a coluna em uma tentativa de se acalmar. Haviam reações sinceras no velho homem e essas emoções ficavam cada vez mais nítidas.

    -Certo, é muito sábio de sua parte buscar por conhecimento nesse momento delicado e complexo. A necromancia não é uma arte bonita ou saudável, tenho plena consciência disso. Mas sem ela nós estaríamos entregues à algo terrível e os antigos Cappadocian tinham reais problemas para lidar. Permita-me explicar sim?

    Plínio então esticava as mãos, buscando pelos livros e os fechando. Eram três no total e ele claramente os empilhava em uma ordem clara de leitura, colocando-os a sua frente e depositando as duas mãos sobre o primeiro. Para enfim, falar:

    -Muitos realmente acreditam que o Via Ossium, ou caminho dos ossos é uma verdadeira heresia de profanação dos mortos e os limites da vida. Todavia, não é essa a nossa real conduta. O caminho determina que a busca pelo conhecimento é nosso principal objetivo, afinal, diga-me Senhora. Como poderíamos chegar até as noites atuais sem o conhecimento do funcionamento do torpor? Quais são os limites dos corpos dos Cainitas? O que torna realmente um Vassalo diferente de um Humano? O que ocorre após a morte de um corpo? Como evitar que essa morte ocorra? Porque evitar que essa morte ocorra? O que é vida? O que é morte? São perguntas que nos movem e é a resposta para todas elas que nós procuramos. Alguns diria que fazem isso a qualquer custo, mas os verdadeiros jamais perseguiram poder, prestígio ou contatos com seus próprios familiares ao invés de conhecimento.

    Tomando uma breve pausa, ele retornava a loga fala:

    -Não cabe a nós interferir no ciclo da vida e da morte. Ou seja, romper o processo de crescimento de uma vida é tão profano quanto devorar uma alma. Nossas principais éticas são: Estude a morte e todas suas permutações. Determine quando a morte ocorre e suas razões. Procure sempre pelo propósito daquela morte e da vida que outrora existiu ali, ou sobrevive ali. Quantifique as diferenças da morte e suas várias possíveis causas. Alcance a linha que separa vida e morte, entenda quando há salvação e quando há danação. Jamais acelere um destino, seja esse a morte ou a vida, há sempre um propósito, testemunhe-o e aprenda com este.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 2/8/2017, 23:34

    - Um relatório é uma excelente ideia. Terei o prazer de ler sempre que me for oferecido. Mas não se engane, não estava sendo metafórica. Pela minha irmã eu sacrifico minha própria alma. Não almejo chegar a isso e lutarei contra. Só farei o que for necessário para dar paz para ela, darei.

    Era o que falava logo após o comentário dele sobre fazer os relatórios. Como também correspondia à analise dele sobre minha outra fala. Dizia o fim de minha sentença com muita determinação. Tentando deixar bem claro para ele o quanto eu queria que tudo desse certo e que falhar seria trágico. Meu punho fechava no meio daquela sentença mostrando a minha determinação. Eu não estava brincando, mesmo odiando ter de tocar no assunto. Felizmente a conversa mudava de rumo. Logo o escutava atentamente. para finalmente o responder com calma. Com uma voz bem pensativa.

    - Sua filosofia é bastante poética. Ao mesmo tempo muito acadêmica. Entendo o que está me dizendo com clareza. Eu mesma estou acostumada com o círculo da vida e morte, vendo tantos parentes nascendo e morrendo. Não concedendo a eles a imortalidade. Em alguns casos até postergando suas vidas para poderem realizar alguns sonhos. Nunca quebrei com intensidade o equilíbrio. Mas minhas emoções pelos vivos e minhas lembranças pelos mortos me deixam distantes desta sua filosofia. Respeito a morte, só que não a estudo ou a observo. Tento apenas sentir e aproveitar a vida que existe no meio do processo. Diria que é uma visão de vida diferente da sua, porém não contraditória. O que me surpreende, pois faz eu respeitar agora mais do que nunca sua trilha moral. Afinal sua arte é importante para trazer a todos nós o equilíbrio desejado.

    Falava aquelas palavras com muito respeito. Evitando infelizmente de tocar no assunto de Tirone por hora. Afinal, por mais curiosa que eu estivesse, não podia distanciar o assunto de agora. Assim dava uma longa esticada na coluna. Para poder então prosseguir com minha linha de pensamento. Agora em um tom profundamente sério enquanto levava minhas duas mãos para meus joelhos e olhava na face de minha prole com muita atenção.

    - Agora eu compreendo porque o abraço de crianças é tão pecaminoso na sua ótica. Não se engane, na minha também é. Mas saber disso, deixa claro o quão insano Benito ficou. Pois ele só abraçou eu e meus irmãos em nossos ápices após a juventude. A insanidade tomou conta dele. O mesmo não segue mais nenhuma moral. E por isso temos que salvar minha sobrinha, Eloísa está em perigo. Temos de resgatá-la. Precisamos urgentemente de chegar a uma solução juntos. Não sei o que você pode fazer para ajudar. Porém lhe ofereço todos os meios necessários para buscar a solução. Assim sendo saiba. Se vós almejar possuir um aprendiz ou até mesmo abraçar alguém, sinta-se livre para tal. Apenas me mantenha informada em seus relatórios.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 3/8/2017, 18:13

    -A Senhora já deu a luz, já viu a vida que saiu de seu corpo terminar. Há dentro de ti uma sabedoria que jamais haverá dentro de qualquer homem, eu jamais me enganaria sobre a sua ética Senhora e farei tudo que estiver em meu alcance para que essa sua ética permaneça dessa maneira que eu aprendi a respeitar, estudar e admirar. És um modelo para mim, sempre será. Assim eu digo, iremos resgatar sua sobrinha, lhe dou a minha palavra!

    Em seguida, Plínio tomava uma breve pausa e concordava positivamente antes de retomar a fala.

    -Os relatórios serão produzidos e enviados em uma rotina perfeita Senhora. Mas não acho que farei algum abraço, talvez se eu realmente encontrar alguém apto... Nunca procurei por isso. Todavia...

    Plínio olhava diretamente na sua face e confessava:

    -Preciso deixar claro à Senhora. Primeiramente sobre Eloísa, eu tenho sentimentos reais por ela. Infelizmente, falho em entende-los mas eu os sinto... Agora, sobre a floresta, seus netos causaram um desequilíbrio nela, os horrores lá provocados a transformou em um local realmente perigoso. Entenda, as matas de toda região já sofrem de algo que eu sinceramente não consigo compreender e que realmente me preocupa e assusta, seus netos fortificaram essa presença. Mas isso não é de fato uma urgência por agora, irei reportar tudo nos relatórios, tem minha palavra.

    Finalizando a própria fala, ele comenta:

    -Deseja que esses livros fiquem a sua disposição Senhora?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 6/8/2017, 15:42

    - Eu deveras vi as duas vidas de dentro de mim cessar de existir. Mas de uma delas, até hoje ainda vejo o ciclo da vida estável...

    Falava com um tom um pouco melancólico no começo. mas logo depositava em minhas palavras a própria esperança que pus em mim mesma ao longo de todos esses anos. assim eu sorria legitimamente, satisfeita e confiante. Fazendo um curto sorriso empático enquanto absorvia as palavras de Plínio e compreendia a relação dos dois.

    - Fico feliz com suas palavras. Iremos sim trazer paz para minha linhagem. Começaremos hoje com minha irmã. Mas depois iremos atrás de nossa Eloísa. Traremos para essa casa e faremos um espaço agradável para ela.

    Dando uma ênfase nos planos que eu almejava fazer com ele. Mostrava o punho fechado no fim da fala. Para logo em seguida dar uma breve esticada na coluna. Para então postergar falando. Então apontava para os livros.

    - Entendo. Esses relatórios serão muito cruciais nos dias que virão. Esses livros em especial eu gostaria de lê-los caso possível. Para compreender os seus e meus limites sobre essa arte que devo continuar seguindo meu caminho de parar de negligenciar. Afinal é mais que não poder renegar nossa origem. Preciso saber lidar com ela para manter nossa casa segura, isso que uma boa líder faz.

    Mantinha o tom firma da Matriarca que eu almejava me tornar. Não virando mais as costas para aqueles livros frios e estranhos. Levava em seguida minhas mãos até meu queixo. Ficando um pensativa sobre a fala seguinte.

    - Sobra a floresta, deveremos adentrá-la em um futuro breve. Após meus passos atuais serem dados. Para tal preciso voltar para os estudos que outrora eu fiz para minha própria defesa. Agora para segurança de minha terra e saber como lidar com a força da Terra das Sombras em minha propriedade. Requiro um estudo sobre a vertente da Cenotália, se não me engano. Também precisarei aprender como empunhar a vela verde do ritual do Farol.

    Trazia a minha mente lembranças sobre os últimos estudos que tive de necromancia tantas décadas atrás. Sabia que deveria revê-los e que não seria nada fácil adentrar a minha propriedade. Mas ela é minha e tenho de lidar com ela. Se eu falhar em trazer a paz nas minhas terras, como vou poder lidar com a propriedade de Benito? Bem decidida sobre tudo que ali fora dito, me levantava. Já fazendo uma menção de me retirar. Afinal a água já devia ter desinfetado as garrafas e precisava falar com Muriel.

    - Espero não ter tragado demais seu tempo ou lhe imposto regras e obrigações demais. Agora no entanto, devo regressar lá para cima.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 6/8/2017, 23:54

    O caminho de retorno pode então ser enfim retomado. Plínio não disse nada além de palavras afirmativas e uma clara e convicta expressão de que tudo que você havia dito seria de fato feito, assim ele terminou o encontro com a ação de separar os livros que você teria de ler, a sua força de vontade parecia ter motivado o homem que se colocava em uma ação muito mais dinâmica do que o habitual.

    Dessa forma você pode sair sem nenhuma dúvida que havia se apresentado em sua mente durante a chegada aos aposentos de sua sempre fiel e prestativa prole. Seus pés a levavam tranquilamente de volta ao local do festival, a música já se fazia presente e estava realmente bem agradável e animada. A justificativa para isso era logo encontrada: Claudia estava a dançar! Ela não era uma bailaria ou dançarina, mas o espírito dela era contagiante! Sempre fora! Os filhos dela haviam chegado e isso a deixava profundamente alegre, Marco estava a dançar com Celestina e Taddeo dançava com a irmã Grazi. Claudia dançava com o alegre e alcoolizado Feliciano, já Giorgina estava a conversar com Aloísio, eles estavam sentados lado a lado junto da fonte que separava os ambientes e conversavam de maneira bastante informal e alegre. Diante dessa cena seu coração era preenchido por uma felicidade ímpar, felicidade que crescia exponencialmente com a cena de Sebastian e Tina saindo juntos do interior da casa, o comportamento dos dois e os olhares já diziam tudo!

    Letízia estava a conversar com Olympia em uma das mesas separadas, um diálogo calmo e que claramente deixava a nobre Ventrue bastante confortável já que uma impecável etiqueta estava sendo utilizada. A figura do primogênito nosferatu já não se fazia mais presente, isso deixava Sabrina a conversar com uma nova presença na sua festa: Paola Korzha, a primeira prole de Sabrina e uma famosa Gangrel no Elísio local.

    Muriel por outro lado, apesar de sozinha não estava parada sem fazer nada. Com uma câmera ela registrava algumas imagens, tanto da decoração quanto das pessoas ali presentes. Isso parecia a entreter profundamente, além de é claro ela fazer pequenos pedidos formais para obter a autorização de tirar a foto dos cainitas. Você prontamente se aproximava da jovem Toreador que pertencia a família Verrochio, a mesma fazia uma breve pausa para olhar na sua direção e sorridente afirmar:

    -Espero não estar sendo indelicada com as fotos Senhora, se necessário eu posso excluir as que possam ser perigosas ou que não a agradem é apenas um hobbie que cresceu bastante como uma atividade artística para mim...

    Justificava-se a jovem, antes mesmo que você pudesse dizer algo sobre as ações dela.

    Novos Npcs em cena:
    Os filhos de Claudia:
    Marco Olivieri
    Imagem:
    Roupas:
    Taddeo Scribetta
    Imagem:
    Roupas:
    Prole de Sabrina:
    Paola Korzha
    Imagem:
    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 9/8/2017, 17:04

    Chegava novamente na cena do festival. Imediatamente abrindo um vasto sorriso ao sentir a alegria em torno do meu filho. Em seguida observava a cena com mais cuidado. Primeiro alegre em ver que havia-se mais convidados. Fazia logo uma mesura para Sabrina olhando para a prole dela de forma sorridente. Após, observava alegremente a dança de Claudia a se divertir com as proles. "Que festival lindo que consegui ter!" Notava também a conversa de Olympia com Letízia, morrendo de curiosidade do que poderiam estar a conversar. Me alegrava também em notar Aloísio engajado numa conversa alegre. Era uma cena positiva que fazia eu abordar a jovem Muriel com o maior dos meus sorrisos. A escutava de forma muito serena para prontamente a responder.

    - Não precisa apagar nenhuma foto. Fico feliz que tenha gostado de minha morada. Posso até um dia quando for para Florença a trabalho, lhe levar comigo. Tenho acesso á algumas torres e telhados que possuem uma vista maravilhosa para fotos imortalizadas.

    "Que jovem maravilhosa você enviou para me ver Aurélia. Jogou bem." Assim, perdida num suspirar alegre enquanto esticava a coluna, oferecia minha mão para ela segurar. Para poder a levar para dentro da casa.

    - Venha comigo por gentileza. Gostaria de lhe dar uma lembrancinha. Como também para a Signora Aurelia. Para isso irei terminar contigo o processo de engarrafamento do vinho.

    Com a resposta positiva dela, a levava de imediato até a cozinha. A segurando de forma delicada e a olhando de tempos em tempos. Aquele sorriso genuíno e até parecendo ingênuo dela me alegrava bastante. Só engatilhando meu bom humor. Eu estava quase a cantarolar quando chegávamos na cozinha. Onde prontamente desligava o fogão e esvaziava o recipiente que pus as garrafas e as rolas. Para então os colocar embaixo do braço, com as rolhas na minha mão oposta e estender o braço mais uma vez para Muriel. Agora a convidando para o porão.

    - Pronto, essas garrafas já estão esterilizadas e as rolhas amolecidas. Vamos para o porão para eu completar o presente. Enquanto isso, gostaria de saber se o sabor da uva lhe é agradável.


    Última edição por King Jogador em 10/8/2017, 13:51, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 9/8/2017, 18:50

    Enquanto suas palavras eram ditas a Muriel, você conseguia notar que seu filho segurava a mão de Tina com carinho e sorria rápido na sua direção, seguindo para a entrada da sua propriedade como se estivessem a esperar a chegada de alguém. Sabrina era outra que discretamente olhava para você e aliviada com o seu sorriso seguia a falar com a própria filha.

    -Sabe, eu só tenho vontade de fotografar o que eu realmente acho magnífico, importante e mágico. Fico feliz com sua autorização mia Signora.

    O sorriso inocente dela brilhava forte diante seu convite:

    -Sério? Jura!? Digo, uau, seria lindo! Nunca fui à Florença!

    Animadíssima ela prontamente segurava a sua mão com bastante carinho e suavidade, com um toque delicado e macio ela andando do seu lado deixando a máquina pendurada no próprio pescoço.

    -Lembrancinhas? Signora Aurelia irá adorar! Ela elogia muito os seus vinhos sabia?!

    Com calma ela seguia observando todas as suas ações de perto, admirando-se com os cuidados que você demonstrava ter e enfim, tomando o seu braço com uma das mãos e andando ao seu lado até o porão, como ela não conhecia nada sua sua casa, restava à jovem segui-la e ela o fazia com enorme confiança e felicidade.

    -Vamos, claro sim, estou ansiosa para poder vê-la manusear seu vinho. Não sou uma especialista é claro, mas sou apaixonada por vinho e uvas, lembro-me perfeitamente de minha mãe me levando para colher as que cultivávamos bem de manhãzinha, ainda com aquele frio após a garoa do fim de noite sabe? Fora que o cheiro, nossa! Já vou lhe adiantando tá, se eu entrar em fascínio por favor não se ofenda, eu nunca consegui achar um tom tão lindo quanto o de um excelente vinho.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 11/8/2017, 14:55

    "Ela acha minha casa importante, magnífica e mágica. Que linda!" Esticava minha coluna lentamente com um belo sorriso decorrente da fala dela. Para depois da animação dela sobre Florença, concordar com a cabeça firmemente. A respondendo com carinho.

    - Com certeza que você irá comigo. Está prometido!

    Em seguida ouvia o elogio que teria vindo da própria Aurélia sobre meus vinhos. Impossível não ficar corada. Tentava me distrair de minha felicidade instantânea ao manusear aquelas garrafas. Focando nas mesmas, só que ainda muito feliz. Com o rosto um pouco envergonhado, suspirava para poder responder de forma serena.

    - Me alegra muito saber que ela gosta dos meus produtos. Porém estes aqui são especiais. Eu mesma cultivei. Foram meus pés suados que os esmagaram, cada parte do processo passou pela minhas mãos. São partes de mim. Minha seleção especial.

    Assim finalmente ia levando a maravilhosa Muriel pelo braço até meu porão de estocagem de minha coleção particular. A acariciava de leve, quase que inconscientemente ao ouvir aquelas lindas palavras dela. Ficava a imaginar minha própria infância com aquelas palavras. Vinha de fato uma imagem linda em minha cabeça. Como nos tempos que andava entre as uvas com minha irmãnzona. A respondia apenas quando chegávamos lá embaixo. Prontamente deixando as garrafas e as rolhas em cima da mesa central.

    - O orvalho nas uvas é lindo mesmo né? Dançar descalça sobre elas era meu passatempo favorito. O cheiro me é tão importante que me impede de esquecer de respirar quando estou próximo dele. Não existe nada nestas lindas frutinhas que eu não ame. Faz parte de meu passado, de meu presente e de meu futuro. Logo pode entrar em fascínio sem me ofender de forma alguma!

    Fazia uma pequena pausa. Sorrindo para Muriel enquanto pensava sobre aquela arte que tanto me alegrava. "Como eu queria poder entrar em fascínio quando sinto o cheiro de minhas plantinhas..." Assim esticava a coluna para prosseguir.

    - Agora se me permite. Deixa eu preparar essas duas garrafas.

    Então eu começava a me mover com toda a naturalidade do mundo. Primeiramente pegava em um canto do depósito, uma mangueira transparente e um funil de cobre. Para então voltar até perto de Muriel, a direcionando para o lado de um dos barris. Abria de leve a tampa do mesmo. Deixando aquele forte cheiro impregnar a sala enquanto suspirava profundamente o inalando o aroma do vinho branco. Para em seguida mergulhar a mangueira ali dentro, enquanto posicionava a garrafa com o funil no chão. Na outra ponta da mangueira, eu a aproximava de minha boca para criar a sucção para poder conduzir o vinho. Porém parava antes e olhava para a moça.

    - Pode parecer falta de higiene, é claro. Porém esse vinho é parte de mim e gostaria que toda minha essência fosse com ele. Para vocês duas poderem se lembrarem de mim sempre que quiserem.

    Assim botava a mangueira na boca fazendo a sucção. Para em seguida, quando o delicioso gosto tocasse em meus lábios, o soltasse contra o funil. Deixava assim até a garrafa verde estar quase totalmente cheia. Logo parava, indo até um outro barril. Esse de vinho Rosé. Repetia o mesmo processo. Só que dessa vez colocava menos néctar dentro da garrafa amarela. Afinal Aurélia é famosa pode conseguir beber vinho puro, de Muriel eu já não sabia e não queria arriscar. Terminava então guardando a mangueira após lavá-la, fechando os tonéis e pondo as duas garrafas de volta na mesa. Ainda com o funil em operação, o colocava em cima da garrava do vinho branco. Prontamente falava.

    - Agora o ingrediente final. Não preciso avisar, mas é educado fazê-lo. Tomem cuidado ao beber de meus presentes. Não faça em curtos intervalos de tempo. Afinal eles são muito especiais.

    Logo revelava minhas presas. Indo delicadamente até minha artéria no pulso a furando. Para em seguida colocar uma dose para completar o vinho branco, sem chegar a mudar sua cor. Repetia o processo no vinho Rosé. Só que nesse colocava uma quantidade grande de meu vitae para dentro do funil. Me fazendo até sentir uma forte vertigem quando finalmente terminava. Para sem delongas, levar o funil até uma pia e lavá-lo enquanto lambia meu pulso fechando o ferimento. Guarda o equipamento e retornava para a mesa com meu kit de rolhadora. No qual rapidamente lacrava as duas garrafas. Assim, com todo meu perfeccionismo dentro daquela sala, já guardava aquele kit. Imediatamente depois, tirava os dois rótulos de minha bolsa e os grudava nas garrafas, jogando o papel cola numa lixeira próxima. Finalmente olhava para a jovem sorrindo.

    - O que achas de minha pequena lembrança?

    Imagens de Referência:
    Barril de Vinho Rosé:
    Barril de Vinho Branco:
    Mangueira:
    Rolhas:
    Garrafas:
    Kit de Rolhadora:
    Funil:
    Rótulo de Vinho de Aurélia:
    Aurora Italiano

    2010
    Selezione di Loretta


    Branco Suave
    Le Nuvole
    Toscana - Itália


    Dedicado para A Musa Aurélia Verrochio, feito por Loretta Giovanni
    Rótulo de Vinho de Muriel:
    Miele di Fiori

    2010
    Selezione di Loretta


    Rosé Doce
    Le Nuvole
    Toscana - Itália


    Dedicado para A Graciosa Muriel Verrochio, feito por Loretta Giovanni
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 11/8/2017, 21:01

    -Perfeito!

    Afirmava de maneira empolgada a jovem, segurando um saltinho feliz mas sendo incapaz de conter a alegria que formava um lindo e largo sorriso. Diante da sua segunda falava ela só concordava positivamente, reforçando com a cabeça que seus produtos eram realmente apreciados, mas nos olhos dela era possível notar uma curiosidade quando você citava sua seleção especial. E no caminho enquanto Muriel contava da própria infância e a sua mão fazia um carinho na jovem, a mesma delicadamente deixava pequenos e lindíssimo sorrisos surgirem para lhe passar a absoluta certeza de que sua ação era muito bem vinda.

    -Muito lindo mesmo!

    Afirmava Muriel em resposta a sua questão já dentro do porão, parando de andar para lhe ouvir contar sobre as próprias experiências e em seguida lhe dava todo o espaço para que você pudesse agir. Encostando uma mão na mesa e apoiando a outra na própria cintura a jovem começava a lhe assistir, curiosa e admirada. Porem foi quando a mangueira tocou seus lábios que ela não resistiu, a cabeça da jovem se movia sozinha concordando por educação enquanto os olhos brilhavam avermelhados. Observando-lhe fazer os preparativos, ela adentrava um fascínio delicado e charmoso, algo sutil e ao mesmo tempo maravilhoso! Era na realidade, uma verdadeira honra e você sabia disso, afinal sua longa experiência com as rosas a fazia capaz de destingir os fascínios que elas sofriam. Por tanto, tudo lhe dizia que Muriel estava amando a sua arte, o trabalho que essa exigia e todos os rituais e práticas para que a obra ficasse pronta.

    O encantando dela rompia em sincronia com o fraquejar do seu corpo, a fome se apresentava e era realmente trabalhoso de mais para ti realizar aquela mistura com proeza. Em uma fração de segundos ela cruzava a distância que as separava, com o uso da própria disciplina de agilidade corporal das rosas, para lhe dar um gentil apoio, tocando suas costas com a mão direita e o teu ombro com o direito.

    -Cuidado...

    Murmurava a jovem, que a ajudava a seguir até a mesa onde o kit de rolhadora estava, auxiliando-a sem que você precisasse pedir, entregando-lhe a ferramenta e certificando-se de que você não se desequilibraria. E ainda por cima, Muriel se preocupava e interceptar a sua ação de levar o papel até a lixeira, sendo ela mesma a fazer essa ação. Assim ela retornava até você e sorria com bastante carinho, pegando a garrafa que a ela pertencia. Para outra vez cair em um lindo e delicado fascínio.

    -A sua arte é linda Loretta, obrigada por compartilhá-la comigo. Jamais irei me esquecer desse dia, da sua alegria e do seu talento... Jamais...

    Retornando do brevíssimo encantamento, a jovem olhava finalmente na sua direção e manuseando a garrafa como se esta fosse uma joia raríssima, ela se aproximava para lhe abraçar.

    -Foi magnífico Loretta! Fantástico! O que eu acho? Eu amo esse lindo presente, irei amá-lo para sempre! Tão lindo! Lindas! Loretta, por favor querida, por favor me deixe tirar uma foto sua?

    Ela questionava saindo do abraço e levando as mãos até a câmera, com uma alegria tão contagiante e verdadeira que parecia iluminar todo o ambiente.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 12/8/2017, 17:41

    Fazia um sorriso sincero com aquela linda joia me ajudando a ficar de pé. Eu realmente me sentia cansada e um pouco zonza. Com meu braço doendo bastante, chegando a tremer um pouco. Mas nada que impediu de eu completar meu ritual de enrolhar as garrafas e por seus rótulos. Agradecia a ajuda da jovem e assim a entregava as garrafas. Escorrendo uma pequena lágrima solitária de meu olho esquerdo ao escutar aquele divino elogio. "Será que meu filho me tará uma mulher tão amável como essa para ser minha filha e prole?" Ali eu podia dar uma pequena suspirada alegre e muito cansada junto do esticar da coluna. Então finalmente a respondia coberta de prazer e muito corada com aqueles elogios.

    - Fico muito feliz com suas palavras. Elas acariciam minha alma como poucas pétalas de rosa seriam capazes... E seria uma honra ser imortalizada em uma foto sua. Uma pequena parte minha será sua neste vinho e outra nesta imagem. Cuide bem delas.

    Assim eu parava para fazer uma pose. Ainda com o pulso um pouco tremendo. Meu peitoral esbaforido e uma expressão de cansaço e dor por detrás do sincero e genuíno sorriso que realizava. Junto de levar minhas mãos com aqueles lindos anéis até meus cabelos, os acariciando enquanto a foto era tomada. Para só então puxar aquela linda Muriel delicadamente pelo braço para subir as escadas. Cheguei a demandar um pouco da ajuda dela nos primeiros degraus. Afinal sinto a latente sede jundo daquela incômoda dor. Mas consegui fazer o percurso. Enquanto o mesmo falava com muita delicadeza e amor.

    - Seu quarto já está preparado. Existe nele um recipiente para guardar os presentes. Me certifiquei de ter lençóis extras de diversas cores e alguns perfumes para você dar o cheiro que desejar para o quarto quando for dormir. E saiba, sempre será bem vinda aqui em casa, por isso espero que goste do quarto. Será seu espacinho em meu coração...

    Olhava para ela com muito amor nos olhos. Fazendo todo o caminho de volta para a varanda, apontando no meio o percurso para o quarto. Assim a deixava logo na porta da entrada do festival novamente. Onde dava um beijo na testa, sugerindo que eu ia para o buffet, afinal eu estava fraca. Só que antes de me afastar, me despedia momentaneamente.

    - Espero que aproveite os últimos minutos antes do final do festival. Amaria ter mais momentos com você amanhã. Como também ficaria feliz se no dia seguinte, eu pudesse conhecer a Musa da Toscana. Isso se ela tiver interesse em me ver. Só que não se preocupe com meu pedido agora. Aproveite a festa e o quarto que arrumei para ser seu sempre que me visitar.

    Mais um beijo dava na testa dela antes de realmente me retirar. Ia até a mesa cheia de cálices de vinho. Os olhando rapidamente para pela cor dos mesmos saber quais eram de vitae cainita. Afinal meus familiares hoje possuíam permissão de beber de tal cálice. Então fui até escolher um tinto forte, cheirando antes de tocar, para saber qual era um de uma ótima safra de Grazi. Então com o mesmo em mãos, bebia profundamente. Tentando fazer a dor meu meu braço se esvair. Para após encher a taça novamente. Assim poder bebericar com prazer enquanto me dirigia até a querida Giorgina. Indo até poder sentar ao lado dela. Fazendo uma mesura para meu neto, para o mesmo deixar eu sentar entre os dois. Assim sorria para minha parente já puxando o assunto.

    - Se divertindo com a família cheia aqui em casa, minha amada?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 13/8/2017, 16:02

    Diante da sua resposta positiva, Muriel abria bastante os lindos olhos esverdeados, exibindo um largo sorriso e encolhendo o corpo brevemente em uma incontrolável comemoração, chegando a soltar um barulhinho agudo e eufórico que escapava pelos dentes cerrados naquele sorriso delicado. Tomando a liberdade de dar mais alguns passos para trás e ajustando a câmera, a jovem dava início ao próprio ritual dela. Todo o processo era uma verdadeira obra de arte, tudo era levado em consideração e naquele instante era você a musa! O som do clique era único, não era algo impulsivo ou moderno como talvez fosse esperado, um clique que capturava a sua essência, que produzia um significado único e solidificava na fotografia digital algo que jamais ocorreria outra vez. Ela sequer precisava chegar se a foto estaria boa ou não, havia nela a convicção que havia em ti durante a criação dos vinhos. Era uma expressão de suas almas, arte.

    Segurando o seu braço, Muriel era apenas sorrisos e alegrias! Ajudando-a a subir as escadas com bastante cuidado e um afeto verdadeiro.

    -Ah Loretta, você vai me fazer chorar de tanta alegria! Eu cuidarei com tanto amor desses presentes! Eu, me faltam palavras!

    Afirmava a jovem que não se segurava, roubando-lhe um gostoso e acolhedor abraço assim que vocês duas saiam do porão. No caminho até a varanda onde o festival ocorria, ela afirmava:

    -Obrigada! Nossa, eu tenho certeza que vou amar esse quarto! E vou agora mesmo cuidar dos meus presentes, amei tudo! Sabe Loretta, eu farei questão de levá-la diretamente a minha Signora, eu preciso tirar uma foto de vocês duas trabalhando! Nossa, vai ser minha obra prima!

    Sorrindo ao receber o seu beijo, a jovem gentilmente tomava as suas duas mãos. Beijando cada uma delas com amor e enfim despedindo-se:

    -Obrigada por me acolher em seu coração, saiba que no meu há um palácio onde eu guardo as minhas rosas, a partir dessa noite você é uma delas. Nos vemos mais tarde!

    Rindo baixinho após a confissão, ela não lhe dava tempo de resposta pois saia como uma garota sapeca a correr na direção da casa, dando pequenos saltinhos e admirando os arredores. A vida fluía dela como raramente fazia de humanos, quiçá outros cainitas! Enfim, você se movia com o coração iluminado pelo encontro com Muriel até a enorme mesa onde os vinhos eram servidos. Era possível até ver que no final da longa mesa de quase quatro metros, havia um inusitado grupo de conversa: Olympia, Letízia, Tina, seu filho e uma desconhecida de cabelos ruivos que se comportava como uma amiga muito próxima de Tina.

    Enquanto seus olhos notavam a conversa o resto da sua atenção era tomada pela curta ação de encontrar os vinhos preparados com o vitae de Grazzi, o alívio do longo e profundo gole era imediato, seu corpo agradecia silenciosamente e o cansaço diminuía. Enchendo-o novamente e caminhando então na direção de Giorgina e Aloísio ainda com o sabor suave e refrescante que o vitae de sua grande amiga sempre apresentava. Aloísio prontamente olhava na sua direção, educadamente o seu neto abria espaço enquanto retribuía a mesura.

    -Querida, sim! É magnífico, fantástico! O sorriso de Feliciano e Celestina são tão cativantes! E os filhos de Claudia são incrivelmente graciosos! Ah, meu coração chega a me assustar por bater tão feliz diante de tantos queridos! E a sua noite? Como vai?! Aliás, lindíssimos anéis! Caíram perfeitamente em ti, excelente escolha!

    Seu neto inicialmente respeitava a conversa, mantendo-se em silêncio mas sendo incapaz de disfarçar o sorriso que decorava a própria face. Os olhos do mesmo corriam pela festa inteira e encontravam a figura do próprio Pai, era muito fácil notar o quão bem fazia para o rapaz poder ver o Pai ali feliz ao lado de um novo amor.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 13/8/2017, 17:57

    Meu sorriso para com Muriel era largo e forte. Sem precisar do néctar escarlate já me sentia um pouco rejuvenescida apenas a apreciando. Porém o sangue me fazia bem. Assim, após um cálice vazio, o enchia de novo para poder me aproximar de meus parentes apreciando de leve o sabor ali dentro. Tentando com meu paladar apurar qual safra seria aquela. Assim ficava sorridente entre Aloísio e Giorgina. Me encostando na cadeira, sem me esticar antes, exótico. Afinal estava bem relaxada. Assim falava de forma branda.

    - Fico feliz em poder ver Feliciano e Celestina tão felizes. Normalmente sempre me parecem tão tristes, principalmente o rapaz. É muito especial para mim ver esses sorrisos, inclusive desses belos rapazes da Claudia. E falando nos pequenos, por onde anda Fabiana? Você sabe Aloísito?

    Terminava a minha fala de leve trazendo Aloísio para a conversa. Com uma pequena palavra carinhosa para mostrar que ele aparentava estar no caminho certo. Afinal havia sido bem fria com ele em desenrolar todo da noite. Não que eu o quisesse tirar da atenção de observar meu filho. Só que uma parte de mim estava um pouco curiosa a respeito de Fabiana. Como também o rapaz merecia um agrado. Afinal todo mundo estava feliz na festa e isso com ele no meio, já era algo admirável pára a reputação antiga dele. Assim após as falas,  falava para ambos.

    - Tenho de primeiro parabenizar vocês dois por agirem proativamente ontem. Somos uma família e todos nós agimos junto. Estou orgulhosa de vocês. Agora em especial de ti Gi, pois eu havia pedido já a ajuda de Aloísio, mas vós foi por livre e espontânea vontade. Isso me é muito especial.

    Olhava feliz e satisfeita para ambos. Porém meus elogios finais iam para Giorgina. Não que meu neto merecesse menos, mas ele já havia ganhado o prêmio dele. Afinal jamais que eu o permitira estar nessa festa se ele não tivesse sido tão especial quanto foi. Como ele já devia saber disso e meus olhos não negavam, permaneci direcionada para a moça.

    - Também tenho de pedir desculpa. Aquele galpão de uvas que íamos amassar no final da semana eu terminei usando para uma ocasião especial. Mas em breve teremos novas para nos divertirmos!

    Passava de leve e bem discreta meu pé esquerdo sobre o pé direito dela. Sem que ninguém visse por debaixo da coberta da mesa na nossa frente. Era um pouco mais arisco do que eu estava acostumada a ser com ela. Porém era parte de nossa pequena diversão. Assim a observava reagir à minha ação um pouco mais latente, afinal estávamos em público. Fazia então um curto sorriso maroto antes de minha face mudar para uma feição de surpresa. Pois acabava de lembrar algo importante a ser dito.

    - A sim! Preciso te avisar! Quase esqueci. Alfonsus estará chegando amanha e deve trazer nossa Fiore para rever a Itália. Estou morrendo de saudade dela e imagino que você também!

    Finalmente com a resposta dela, eu me encostava um pouco mais na cadeira. Olhando novamente para a dança enquanto esticava de leve a coluna. Com olhares visionários e muito sonhadores. Então começava a falar quase que ao vento. Porém ainda me dirigindo à mulher ao meu lado.

    - Bom Gi... Tenho que admitir que estou apaixonada por esse evento. Gostaria que um lugar de minha propriedade sempre operasse para festas com nossa família e membros de toda a Toscana toda a noite. Aquele nosso hotel em Strove poderia ser remodelado para tal. Seria como um elísio... Mas de nossa família. Só que eu precisaria de alguém para operá-lo. Você me teria um nome para essa tarefa Gi?


    Última edição por King Jogador em 13/8/2017, 23:19, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 13/8/2017, 20:44

    Era curioso como a sua frase, mesmo que tão simples, pudesse causar um efeito tão grande na expressão de Aloísio, o rapaz estava claramente determinado a permanecer distante da conversa acreditando que não seria requisitado. Todavia, ele não só se surpreendia por ser chamado pelo apelido, ele especialmente se surpreendia quando o nome de Fabiana era dito.

    -Er... Sabe, eu...

    Desviando os olhos e demonstrando uma raríssima expressão de vergonha, era Gi que o salvava naquela situação.

    -Ah, brigada! Mas por favor não precisa se desculpas sempre haverão mais uvas não é! Alias, falando em sempre haver mais... Não seja modesto Aloísio! Pode falar, vai!

    Ele simula uma respiração e começava a falar, enquanto as palavras dele saiam a sua ação debaixo da mesa acontecia, o toque direto sobre o pé esquerdo de Giorgina arrancava um sorriso da mesma e uma leve fechada de olhos, uma expressão bem deliciosa que ela sempre fazia em seus momentos íntimos. Olhando na sua direção ela a provocava, empurrando o pé descalço na sua direção, passando o mesmo por debaixo da toalha, mas só depois de é claro, tocá-lo na sua perna direita. Ali você conseguia ver os o delicado pá que você já conhecia perfeitamente, o segundo dedo era do mesmo tamanho que o indicador e o terceiro suavemente menor que o segundo. As unhas bem cortadas e um peito do pé suavemente alto e um tamanho pequeno, era sempre interessante notar que para o tamanho dela, ela realmente tinha pés pequenos.

    -Sabe, eu pensei muito sobre o que a Senhora me contou no final da noite anterior e para que eu pudesse realmente ter filhos, queria que eles pudessem viver nesse mundo com algo que eu não tive. Digo, tive mas não exatamente como eu desejava ter, por isso eu abri meu coração à Fabiana. Seremos um casal Senhora, eu... a abracei nesta noite...

    Ele contava com receio de ter cometido uma falha enorme. As palavras dele adentravam a sua mente então seus olhos eram tomados pelo pé que se exibia por debaixo da mesa, subindo vagarosamente e sendo recolhido de propósito!

    Giorgina então sorria de maneira provocativa e comentava:

    -Viu é maravilhoso! Tão maravilho quanto essa notícia sobre Fiore! Eu sinto tanta a falta dela, tanta! Nossa chega a ser difícil colocar em palavras, que notícia linda!

    Encostando os cotovelos na mesa, a mulher observava a sua última fala enquanto Aloísio se interessava pelo assunto. O próprio rapaz comentava:

    -Acredito que a indicação é simples e bastante coerente, você mesma Giorgina!

    A mulher arregalava os olhos e animadíssima olhava para Aloísio, em seguida na sua direção. Ajeitando-se na própria cadeira ela parecia eufórica!

    -Loretta...você não, meu deus! Sabe eu adoraria realmente dizer que eu estou pronta para isso, além de amar Strove! Mas, como isso seria possível querida?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 13/8/2017, 23:33

    Observava a travada com as palavras de Aloísio de forma divertida. Junto dos agradecimentos de Giorgina. Meus olhos passavam de relance ao longe pensando naquela aparente amiga recém chegada da valentina. Porém a confirmação de Aloísio me tomou total concentração. Me fazendo dar uma estivada na coluna. "Uma neta de sangue! Amanhã terei minha primeira neta de sangue!" Sorria em um misto de aprovação com expectativa. Para logo em seguida responder ao rapaz em um tom um pouco divertido e amável. Só que ao mesmo tempo depositando muita confiança.

    - Seu apressado bobo. Era para falar comigo primeiro. Mas como você fez a escolha mais segura, estou confiante que conseguirá superar a próxima etapa bem.

    Assim dava uma longa suspirada. Vindo dentro de mim várias lembranças ruins, as quais não queria que se repetissem. Assim com muita calma e de forma muito pedagoga comecei a falar. Me certificando que meu neto escutasse cada palavra. Terminava gesticulando os braços um pouco mais que o necessário dado a emoção, mas mesmo assim forçava uma fala tranquila para não assustar o já inseguro Aloísio.

    - Certo algumas dicas. Primeiro, seja bastante confiante. Fique com a Fabiana quando ela acordar. Logo a ofereça um desses cálices aqui, mas com sangue mortal ao vinho. Vai ser uma transição suave. Outro ponto importante é não permiti-la sentir frio logo de começo. Lareira é uma péssima ideia, a besta dela será jovem e muito assustada. Ligue o aquecedor, cobertas não ajudarão afinal o corpo dela não esquentará mais. Porém um banho bem morno ou panos úmidos quentes podem servir. Outro ponto será estimulá-la a continuar praticando a respiração. Logo coloque elementos de alto odor no quarto. Incenso, hortelã, acalipto, qualquer coisa que a faça sentir necessidade de querer respirar. Mas mesmo assim, ela vai se assustar e quando isso acontecer só tem uma coisa que você poderá fazer. Amá-la. Apenas isso. Espero que você consiga e caso entre em pânico, não se sinta mal. Muitos falham no começo e tu terá maravilhosas pessoas para lhe ajudar. Porém confio em suas capacidades. Ame fabiana e tudo dará certo com o tempo. Afinal o tempo é nossa maior dádiva.

    Assim, depois daquelas longas palavras esperava a resposta do rapaz, para finalmente me virar para Giorgina. Com as costas do meu pé delicadamente alisando a perna dela em retribuição à ação da mesma. Sorria de forma um pouco diferente. Me recordando dos últimos alegres momentos com a Letízia. "Aquela maravilhosa mulher me permitiu abrir caminhos que nunca antes tive coragem de prosseguir. Tão rápido..." Assim me permitia me lembrar de minha Fiore. Tendo lindas recordações de nossas brincadeiras também. Animada com o dia seguinte, tanto quando Giorgina estava. Assim começava a respondê-la.

    - Amanha deixarei você ter um bom tempo com sua tia. Minha Fiore... Deve estar linda! Mas sobre agora... Bom, eu poderia pedir para Flávio mandar uma equipe redecorar o hotel e fazer as obras. Porém como você já percebeu, é minha escolhida e acredito que fará um ótimo trabalho. Mas para isso precisará de capital.

    Fazia uma breve pausa para mudar de assunto. Enquanto permanecia fisgada na provocação de Giorgina com as pernas. Pois não conseguia parar de acariciá-la. Um toque suave que se mantinha sentindo a perna dela.. Assim, concentrada na conversa, abria minha bolsa de mão. Para tirar lá de dentro um cartão de crédito junto de outro cartão Premium com os dados confidencias. Os passava então até a mão de minha parente de forma rápida.

    - Esse aqui é um cartão meu de uma de minhas contas de reserva nos Alpes. Use isso para redecorar aquele estabelecimento, como todo o pátio de entrada da vila. Mas principalmente, use para você. Quero vê-la poderosa e fantástica. Compre um vestido para cada noite do ano. Um anel para cada nó de seus dedos. E que sejam tão ou mais belos que esses meus aqui. Em outras palavras, se embeleze e vista a roupa de uma poderosa zeladora.

    Balançava minha mão no meio da frase revelando meus belos novos anéis. Em seguida, fazia uma pausa para finalmente retirar minhas pernas de perto dela. Havia sido frágil demais à provocação dela. Afinal Letízia havia me deixado muito quente. Porém adorava joguinhos e assim prossegui com o mesmo. Enquanto isso esticava minha coluna no meio de minha pausa para prosseguir.

    - Só que não é apenas apenas de aparências que esse mundo é feito. Tome...

    Então eu deslizava pela mesa meu cálice quase cheio para ela, pelas pontas dos meus dedos. Deixando claro que o havia trago especialmente para ela tomar. Era seu prêmio e sua promoção. Assim prosseguia falando, observando atentamente as suas reações com aquilo tudo.

    - Nunca costumei oferecer por tempos prolongados vitae para um membro da família. Porém agora que queremos por raízes nesta cidade, esta é minha oferta. E que melhor oportunidade você terá para poder brincar com suas netas e bisnetas e até roubar os olhares dos namorados delas? Sem falar que esse sangue irá lhe fortalecer bastante, porém odeio o termo popular da palavra. Carniçal... Palavra detestável! Prefiro Valete, ouvi numa reunião em Florença a alguns anos e adorei o som que ela traz. Então... Gostaria de ser minha eterna Valete, minha querida Gi?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 14/8/2017, 11:38

    A expressão na face de Aloísio era nostálgica, uma face que você não via a muitos e muitos anos. Era a face do seu neto, o rapaz esperançoso e vivo que olhava na sua direção com admiração e respeito, mas acima de tudo que adorava receber seus mimos. Com os olhos bem atentos às suas palavras, o rapaz parecia decorar tudo que lhe era dito, para enfim comentar alegre:

    -Compreendi... Minha Senhora!

    A alegria do homem quase o fazia descumprir a própria promessa feita na noite anterior, afinal, ele só seria novamente teu neto quando o anel fosse reapresentado a ele. Inquieto, o loiro ajeitava-se na cadeira e suspirava aliviado.

    -Bem, obrigado sinceramente pelas dicas. São pequenas coisas de enorme importância, irei me dedicar para que o amor que eu sinto por ela seja o suficiente, sei que ficarei arrasado se falhar. Mas devo tentar, preciso!

    A determinação do rapaz arrancava de Gi um sorriso alegre, um sorriso que parecia explodir quando a sua voz era direcionada a ela. Ela pegava o cartão oferecido e olhava para o mesmo, pensativa e admirada com a oportunidade que acontecia.

    -Por sorte, nunca ti acesso a este não é mesmo?!

    Comentava Aloísio com um tom divertido de voz. Era uma brincadeira arriscada, mas o humor era uma característica antiga do jovem que havia desaparecido ao passar dos anos, retornando agora de maneira tímida e fazendo Giorgina rir baixinho. Ela recuava o pé para de baixo da mesa e endireitava a coluna.

    -Querida... eu estou sem palavras. É uma honra tão grandiosa! Que felicidade, irei me dedicar muito, muito! Ficarei divina em lindos vestidos!

    A animação dela parecia ter chegado ao máximo, mas não havia. Porque foi diante de sua última fala que era acompanhada do mover da taça e o olhar curioso dela. Aloísio também demonstrava surpresa, um estranho silencio se formava. Giorgina piscava bastante os olhos até segurar a taça com convicção e olhar na sua direção.

    -Loretta querida. Eu sei como é difícil para ti, imagino que as coisas estejam realmente em processo de mudança, por isso me sinto tão... Eu aceito! Deus, como eu poderia negar? É claro que eu aceito! Essa noite não poderia ser melhor, sinceramente não poderia! Vendo nossa família tão feliz, recebendo esse presente. Já estava ficando preocupada em ficar velha demais e deixar minha beleza se perder...

    Aloísio comentava gentilmente.

    -Sua beleza jamais se perderia querida.

    Giorgina olhava para o rapaz e sorria para o mesmo, tocando na face dele com carinho com a mão livre. Para então olhar na sua direção e segurar a taça com as duas mãos, tomando-a sem mais delongas.

    -Serei sua eterna valete, com muito orgulho!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 14/8/2017, 14:23

    - Espero que vocês dois se tornem um belo casal. Trazendo muita alegria para as novas gerações.

    Esticava minha coluna com um sorriso ameno nos olhos. Me mostrava bastante satisfeita com Aloísio compreendendo minhas dicas. Minhas próprias palavras me faziam pensar no futuro de forma sonhadora. Imaginando aquele lugar prosperando. Como nos sonhos que Giorgina deveria tanto ter. Então escutava a piada seguinte de meu neto. Não me segurando em dar uma risada. Era muito gratificante poder rir de frustrações do meu passado como vê-lo fazer o mesmo. Pois agora eu sentia que eram apenas isso. Passado. Ignorando a lembrança da compra daquelas máquinas incineradoras, focava na história do barco a vela no rio Arno. Para finalmente falar em tom divertido.

    - Se você tivesse minha conta de Liechtenstein, nós teríamos mais de cinquenta barcos a vela por todas as vinculas.

    Após uma deliciosa gargalhada, deixava Giorgina falar. Escutando as palavras dela com muita alegria e emoção. Me sentindo muito satisfeita em saber que ela continuaria ali conosco, como minha amada Valete. Fazia então uma forte concordância com a fala educada de Aloísio a cerca da beleza dela nunca se perder. Para então estourar um sorriso com a última fala dela. Porém, antes de responder, me virava educadamente para meu neto. Falando em um tomo ameno. Sugerindo de forma muito polida que gostaria de prosseguir a sós com a minha querida Valete.

    - Espero que minha dicas lhe sejam bastante úteis. Fique de olho na minha neta de sangue. Recomendo passar a noite no quarto dela. Amanhã quando Fabiana estiver se sentindo melhor, a trague a mim caso possível.

    Com a resposta do mesmo, o esperava se retirar. Dando um delicado beijo de despedida típico italiano na bochecha. Para então me mover para mais perto de Giorgina. Levando minha mão até tocar na dela que segurava o cálice. Fazendo um leve carinho, finalmente a respondia, enquanto a observava de forma muito empática e carinhosa.

    - Fico extremamente feliz com sua resposta. Me alegra muito saber que toda sua energia e vida será algo eterno em nossos corações e não apenas boas memórias em nossos futuros silenciosos e sem sua voz para nos animar. Saiba que um dia bem para frente, se vós quiser, poderá pedir de mim algo acima de apenas esse cálice. Porém espero que antes vós realize seu sonho de prover uma grande família enquanto cuida de nossos negócios. Então agora tenho uma querida e maravilhosa Valete!

    Em seguida meu olhar mudava um pouco. Para algo mais lascivo. Com minha perna voltando a acariciar a dela. Quase implorando por aquele pezinho passando pelo meu corpo. Então com uma voz mais baixa prosseguia falando.

    - Assim nós também teremos mais tempo para nossas danças. Porém não poderei prosseguindo tão egoísta. Precisamos cuidar de você também.

    Completava minha fala levando minha mão delicadamente até a ponta do nariz dela. Fazendo uma carícia mais forte ali. Enquanto bem discretamente minha língua aparecia por entre os lábios, para logo desaparecer de novo.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 14/8/2017, 15:01

    Haviam risadas e gargalhadas gostosas e divertidas sendo compartilhadas por vocês três, algo tão raro e profundamente especial. Realmente, Gi estava corretíssima, mudanças haviam chegado e elas se apresentavam graciosamente aos seus olhos e especialmente à sua família.

    -Certamente que sim!

    Afirmava Aloísio que logo se colocava de pé ao lado da mesa após receber o seu beijo na face, para então despedir-se da mesma maneira com Giorgina e comentar gentilmente:

    -Boa noite queridas, irei dedicar o restante da minha noite a minha Fabiana. Com licença.

    Gi beijava a face de Aloísio e o mesmo se distanciava com passos bem tranquilos, ajeitando a gola da camisa e sorrindo para si próprio. Era uma imagem bem bonita e esperançosa! Mas ao seu lado estava a sua nova valete que não parava de sorrir em total alegria, sua aproximação era prontamente retribuída com um sorriso delicado.

    -Será um prazer, ser algo a mais. É meu grande objetivo, mas tenho que realizar meus sonhos antes e poder ver meus filhos correrem por essa varanda, recolhe-los da piscina... Sabe? Bem, até lá terei minha beleza intacta! A Primeira Valete de Loretta! Adorei isso!

    Rindo baixinho com o tom divertido do final da frase, a mulher se surpreendia com o toque no nariz. O olhar dela se modificava, tornando-se lascivo e intenso. A perna dela prontamente tocava a sua em um claro convite, enquanto a face se avermelhava, não por vergonha mas sim por uma gostosa adrenalina. Aproximando-se do seu ouvido ela então dizia:

    -Deixamos a dança para mais tarde, me acompanha!

    Tomando a sua mão com o toque quente que tinha, Giorgina entrelaçava os dedos das mãos delas com os teus e não demorava para se colocar de pé. Convidando-a com um pouco mais de veemência, a alegria da noticia era impulsionada pelo vinho que ela já havia bebido e estimulado pelo toque no nariz. Olhando ao arredor, ela mais uma vez se aproximava para murmurar no seu ouvido quando você finalmente ficava de pé.

    -Precisamos de um lugar mais discreto... Tens algum em mente?!?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 14/8/2017, 16:15

    Após a saída de Aloísio meu foco era unicamente para Giorgina. Com aquele cativante sorriso. O qual depois das minhas últimas palavras se tornou algo lascivo. Só que bastante discreto. Não que eu quisesse esconder de alguém, mas a discrição sempre foi parte do divertimento. Assim aceitava aquele toque entrelaçando meus dedos. Andando com certa pressa para fora do centro da festa, em direção da casa novamente. Mas parando alguns segundos para sinalizar na direção dos músicos uma ordem para ficarem apostos. Sinalizando com os dedos algo como "mais cinco minutos". Para assim eles estarem a postos quando voltássemos.

    Não planejava demorar mais de dez minutos. Porém meu lado arisco estava animado. Sem falar que eu queria muito dar um prêmio especial para Gi e já sabia bem o que ela queria. Assim abria a pequena porta na lateral da escada. A qual levava para o minúsculo e bem arejado aposento onde eu fazia meus simples desenhos. Lugar dedicado a praticar minha singela arte. Assim a empurrava com carinho lá para dentro e fechava a porta atrás da gente. Fazendo uma curta risadinha.

    Quarto Abaixo da Escada:

    Neste momento apagava a luz central e ascendia a lateral. Deixando apenas a da cabeceira da mesinha ligada. O que dava uma imagem bem de penumbra lá dentro. Assim jogava a moça contra a parede. Segurando os dois pulsos dela um pouco acima de sua cabeça. Não estabelecia um pingo de força na minha ação. Afinal para cada ação que eu fazia, esperava que ela se conduziria sem pestanejar. Assim a olhava diretamente nos olhos para falar. Em um tom muito lascivo.

    - Pronto. Só nós duas como sempre é divertido. Dessa vez vai ser apenas uns minutinhos. Então vamos focar em você. Logo me diga.

    Então ia me aproximando. Com minha boca parando a um milímetro do nariz dela. Forçando um bafo de calor para minhas próximas palavras afetarem os sentidos dela. Então as dizia da forma mais provocativa e vagarosa possível enquanto a encarava sem pestanejar.

    - O que você quer que eu faça em ti?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 14/8/2017, 17:12

    Os músicos atentamente notavam o seu comando, assim como Grazzi também percebia e prontamente sorria na sua direção e subia ao palco para ajudar nos ajustes para a dança de finalização da noite.

    Em seguida, vocês duas adentravam o quartinho localizado abaixo das escadas, um cômodo realmente especial para sua arte e que nem todos os habitantes da casa conheciam. Ali, suas mãos conduziam Giorgina até a parede, era interessante notar como a meia luz amarelada que iluminava o local deixava o tom de pele dela ainda mais bonito e forte. A mesma suspirava ao sentir o seu toque e mordiscava o lábio inferior com uma expressão de desejo na face quando tinha as mãos levantadas daquela maneira.

    O calor do vento que as suas palavras traziam contra o nariz dela a fazia fechar os olhos e inclinar suavemente a face para cima em uma infrutífera esperança de tocar com a pontinha do nariz nos seus lábios. Mas foi a sua última pergunta que a fazia tremer inteira, em uma mistura de ansiedade e lascividade.

    -Quero que você satisfaça um dos meus maiores desejos, sempre pude delirar com o cheiro dos seus pés, com o perfume da sua pele, ansiando por um dia saber como seria sentir seus lábios, sua língua... no meu nariz... Ter meu ar roubado por ti, sentir seus dentes nele. Eu quero que você cuide dele Loretta, faria isso por mim?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por King Jogador em 14/8/2017, 19:18

    - Seu desejo será realizado minha Valete maravilhosa!

    O começo era ainda um profunda tentação. Com meus lábios lentamente se aproximando daquele largo e pontiagudo nariz. Típica de uma italiana de raiz do coração da península. Ali meus lábios iam se aquecendo com a força de meu vitae. Para um toque quente ocorrer na ponte da seu nariz. Algo delicado como o pousar de uma borboleta contra a água. Fazendo pela duração do processo meus lábios irem fervilhando. Para a mesma sentir gradativamente meu calor se espalhando pelo corpo dela. Assim meus lábios iam adentrando aquele nariz bem lentamente. Até que metade dele estivesse tragada por minha boca. Mas com as narinas ainda expostas.

    Meu passo seguinte era descer minha língua para fora de meus lábios que já salivavam aquela mistura entorpecente que era produzida enquanto minha presas iam lentamente ficando expostas. Assim, com a língua fervendo, começava a tatear a ponta de seu septo. Com carinho e umidade. Bem entre as duas entradas. Com um movimento suave para cima e para baixo. Para então minha língua se dirigir até a narina esquerda. Tateando sua borda em sentindo horário de forma bastante delicada. Para em seguida repetir o mesmo processo em sentindo anti-horário na narina direita. Umedecendo toda a entrada daquele lugar. Antes de realmente vir o bote.

    Minha mão esquerda largava a mão da Giorgina. Descendo pelo vestido branco florido dela, até a borda. Logo buscando o caminho para cima por dentro. Esquivando-se ligeiramente com um puxada a calcinha, para logo tatear na intimidade dela. Meus dedos não se preocupavam em penetrá-la. Apenas a esfregar. Ajudando à umidade dela se espalhar. Enquanto em alguns momentos massageava o clitóris dela como uma pinça. Fazia esse movimento interruptamente enquanto meu processo prosseguia lá em cima. Em um delicioso, úmido e carinho esfregar. Que só se intensificava gradativamente.

    Finalmente parava de torturar minha Giorgina. Mergulhando minha moca inteira em seu rosto. Fazendo aquele nariz se enterrar por completo em minha boca. Com minha respiração ecoando na testa dela. Na medida que parava com a mesma pelo meu nariz. Começando a inspirar pelo mesmo e espirar pela boca. Afinal como não absorvia oxigênio, ela podia prosseguir respirando pelo nariz dela, de dentro de minha boca. A qual não parava de umedecê-lo. Com minha língua explorando toda a superfície do mesmo. Espalhando aquela saliva que provia um formigamento único. Afinal minhas presas já estavam de fora. Apenas esperando no céu de minha boca.

    Então minha língua decidia se aventurar pela narina esquerda dela. Adentrando o máximo que podia. Enquanto eu acionava meus auspícios para poder sentir todo o paladar do caminho que eu fazia. Afinal queria conhecer melhor o lugar de prazer de minha querida que tão recíproca foi no passado. Assim passava por qualquer barreira interna que ali havia até não haver mais língua para se esticar. Fazendo força com as paredes em seguida. Para então lentamente a retirar dali. Repetindo o processo rapidamente na narina oposta. Para consumir as duas. Explorar todos os caminhos e conquistar aquele nariz só para mim. O deixando totalmente empregando de minha saliva.

    A saliva entorpecente era bastante útil. Pois minhas presas não aguentavam mais. Elas primeiro tateavam a ponta do nariz. Instantes depois roçando por sua superfície. Até decidirem penetrar totalmente. Abrindo pela pele e cartilagem e entrando dentro das narinas. Uma em cada. Para em seguida prosseguirem furando, atingindo a parte inferior dos tubos respiratórios e ali furando até alcançar o sangue. As presas ficavam ali por alguns intentes, para sem seguida se retirarem. Com a línguas áspera já selando os furos externos com bastante lascividade e cuidado, enquanto a boca toda parecia mastigar aquele nariz com a força dos lábios.

    Assim finalmente a sucção começava. Puxando bastante sangue para rapidamente recompor o gasto utilizado para deixar toda a boca fervendo. Porém prosseguindo na sucção até que todo o pulmão dela fosse tragado. Trazendo para dentro de mim todo o ar que pertencia a Giorgina. Como se eu estivesse a sentir um pouco dela em mim. No mesmo instante minha mão passava a esfregar com bastante velocidade em sua intimidade. Esperando atingi-la em seu ponto mais delicado e especial. Para finalmente, sem a torturar, a devolver o ar. Usando minha própria boca em seu nariz para tal. Agora eu a devolvendo o ar. Para só depois passar mais uma vez minha língua em suas narinas para secar e cicatrizar as pequenas feridas que eu fiz.

    Finalmente eu me afastava. Dando um delicado beijo na ponta de seu nariz. Para em seguida levar minha mão esquerda melada para minha boca enquanto soltava a outra mão dela com minha direita. De tal forma, apreciava o néctar dela, lambendo de forma bastante lasciva com meus olhos fechados. Apenas degistando o gosto com meu paladar apurado acionado por minhas habilidades. Em seguida abria os olhos para dar um beijo na boca dela. Com uma troca agradável de saliva para que a mesma sentisse o maravilhoso gosto que estava em minha boca. A abraçava com carinho e ternura no processo. Só instantes depois me afastava um palmo de distância. Para então voltar a falar.

    - Consegui satisfazer minha amada Valete?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

    Mensagem por Danto em 16/8/2017, 10:40

    O simples toque quente dos seus lábios no nariz dela já a fazia praticamente derreter, sorrindo lascivamente e olhando exclusivamente para você, ela parecia estar realizando um sonho. O corpo inteiro dela cedia ao ponto dela precisar apoiar o corpo contra o teu, mas a certeza de que suas ações eram maravilhosas vinham quando o toque no septo ocorria, um tremor maravilhoso ecoava pelo corpo inteiro dela, pela boca escapava um gemido delicioso de prazer e a tua mão esquerda tateava a intimidade extremamente molhada e quente da sua valete.

    Os toques iam ficando cada vez mais deliciosos, era fácil ver os olhos dela virando quando as suas presas adentravam aquele longo e lindo nariz, assim como era possível sentir a alegria dela diante dos seus cuidados com a respiração durante aquela maravilhosa experiência. Assim que a sua língua adentrava a narina esquerda da Gi, pois ali teu paladar inteiro era tomado pelas sensações quentes e fortes do interior daquele longo nariz. Um sabor forte, marcante e inesquecível, delicadamente salgado e impossível de ser comparado a qualquer outro! A mesma virava totalmente os olhos e desesperadamente se apertava contra o teu corpo, perdendo todas as forças que tinha, para a sua valete tudo parecia ocorrer ao mesmo tempo e o corpo dele fervia de tesão e emoção.

    O clímax veio com a sucção, a falta de ar causava nela uma explosões de prazeres realmente intensa, eram dois fortes orgasmos que viam encadeados de uma maneira eletrizando e linda. E a primeira coisa que ela fez ao receber enfim o ar de volta foi gemer bem alto! Você então se afastava e a via murmurar pelo seu nome, tendo ainda uma dificuldade enorme em manter o foco dos próprios olhos. Por sorte, o seu beijo delicado a conduzia de volta e finalmente vocês duas compartilhavam um beijo lascivo e saboroso.

    -Acho que fiz bastante barulho né? Mas quem liga, você me fez tão feliz, acho que vou precisar de um tempinho para me recompor e sabe, você foi maravilhosa! Tenho que retribuir... em breve!

    Respondia a sua primeira e nova valete com uma voz alegre, um pouquinho cansada e muito lasciva.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato V - O Esboço

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      Data/hora atual: 11/12/2017, 11:14